Você está na página 1de 23

1

APLICAÇÃO DA PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE NO PROCESSO DO


TRABALHO EM EXECUÇÕES FRUSTRADAS POR PARALISIA DO AUTOR.

Márcio Fernando Ribeiro da Silva1


Jair Rosas Dias Coelho2
Peter Batista Barros3
RESUMO
O objetivo deste artigo é estudar a aplicabilidade ou não da prescrição intercorrente
no âmbito do Processo do Trabalho. Serão analisadas as possibilidades de
aplicação da referida prescrição no Direito do Trabalho em diversas hipóteses.
Apresentar-se-á como ocorre na prática a aplicação da prescrição intercorrente, na
fase de execução do processo trabalhista. Ademais, analisar-se-á as leis e
jurisprudência que amparam tal fenômeno jurídico, e os modos de sua aplicação no
processo. Ainda, serão explanados alguns princípios processuais correlacionados
com o instituto da prescrição intercorrente na Justiça do Trabalho. Será apresentado
entendimentos doutrinários e jurisprudenciais a favor e contras a sua aplicabilidade.
O estudo do tema é de suma importância, pois visa demonstrar como pode ser
gravoso permitir lides perpétuas, que ferem de morte o princípio constitucional da
segurança jurídica, impedindo, assim, processos justos, céleres e de duração
razoável que cumpram com o ideal de justiça e paz social nas relações do trabalho.

Palavras-chave: Prescrição intercorrente no Processo do Trabalho; Divergência


Sumular; Falta de Ação do Credor; Aplicabilidade.

1 INTRODUÇÃO

No direito do trabalho existe o entendimento de que o sistema de valores


define dentre as suas várias funções, como primazia e razão de existir, a tutela do
trabalhador diante de sua condição de hipossuficiência nessa dialética com o poder
econômico. Nesse sentido, que o Tribunal Superior do Trabalho – TST editou a
súmula número 114 que aduz: “É inaplicável na Justiça do Trabalho a prescrição
intercorrente”.
Por outro lado, a ideia de lide perpétua é inaceitável dentro do sistema jurídico
brasileiro. Também não é razoável que o devedor fique a mercê da vontade daquele
credor, que simplesmente se limita a prolongar o prazo por mera vontade sua, o que
acaba por onerar todo o sistema.

1
Graduando em Direito, Faculdade Social da Bahia, mfrsilva@gmail.com
2
Mestre em Políticas Sociais e Cidadania (UCSal) Faculdade Social da Bahia,
jair9coelho@yahoo.com.br
3
Mestre em Administração Estratégica (Universidade Salvador), Faculdade Social da Bahia,
profpeterbarros@hotmail.com
2

É nesta esteira que a aplicação do instituto da prescrição intercorrente no


processo do trabalho poderia dar segurança jurídica, princípio do Estado de Direito,
evitando as lides perpétuas.
O processo judicial é utilizado à serviço do direito material, entretanto, não é
razoável que o processo perdure no tempo sem a solução do litígio, violando direitos
e garantias fundamentais, como os princípios da razoável duração do processo e da
celeridade processual, inteligência do art. 5º, LXXVIII previsto na Constituição
Federal de 1988 (BRASIL, 1988).
Percebe-se, então, que os atos jurídicos estão intimamente ligados a seu
lapso temporal, sendo a prescrição um dos efeitos diretos do transcurso do tempo
fazendo produzir a não eficácia de determinada pretensão, em razão do não
exercício em determinado período, conforme o artigo 189 da Lei n. 10.406, de 10 de
janeiro de 2002 (BRASIL, 2002). Theodoro Junior (2009, p. 320) conceitua
prescrição como:
É sanção que se aplica ao titular do direito que permaneceu inerte diante de
sua violação por outrem. Perde ele, após o lapso previsto em lei, aquilo que
os romanos chamavam de actio, e que, em sentido material, é a
possibilidade de fazer valer o seu direito subjetivo.

A prescrição pode ser observada em qualquer momento do processo, porém


ocorrendo durante o transcorrer do mesmo, é chamada de prescrição intercorrente,
conforme conceitua Gonçalves (2011, p. 640): “a chamada prescrição intercorrente,
que recebe essa denominação por verificar-se não antes, mas no curso do
processo”.
Mesmo diante dos problemas causados pelos processos na Justiça do
Trabalho, ainda existe uma divergência doutrinária acerca da aplicação da
prescrição intercorrente no processo trabalhista, embora tenha seu reconhecimento
de forma pacífica em outros segmentos de justiça.
Há possibilidade da aplicação do instituto de prescrição intercorrente no
processo do trabalho, quando das execuções frustradas por paralisia do autor, na
esteira da Súmula n. 327 do Supremo Tribunal Federal - STF, apesar de o
entendimento do TST manter-se em sentido contrário?
O problema começa pela existência de duas súmulas conflitantes de tribunais
superiores sobre o tema e leva a insegurança jurídica nas relações de trabalho, além
de elevados custos de guarda de inúmeros processos com execuções frustradas,
paradas há anos.
3

Como se pode imaginar que crimes cometidos contra a vida, maior bem
jurídico tutelado pelo Estado-Juiz, prescreve enquanto dívidas trabalhistas fiquem
eternamente abertas, gerando instabilidade social. Registre-se o que assevera
Venosa (2012, p. 598): “se a possibilidade de exercício dos direitos fosse indefinida
no tempo, haveria instabilidade social”.
Coaduna com este pensamento Eça (2008, p. 159), quando afirma que “não é
só, pois, afinal, não é justo que o credor sujeite o devedor eternamente ao seu jugo,
impedindo que o tempo que a tudo consome exerça sua força numa situação jurídica
processual”.
E outro não poderia ser o entendimento sob pena de se criar processos ad
infinito, o que não é interessante para sociedade, que se vê privada de segurança
jurídica, harmonia e paz social, e, nem para o judiciário que fica abarrotado de
processos caros, sem deles poder dar conta independente de suas iniciativas e
ações.
Por tais motivos, o presente artigo tem como objetivo geral analisar a
possibilidade da utilização do instituto de prescrição intercorrente no processo do
trabalho, quando das execuções frustradas por falta de solvência do devedor ou
paralisia do autor. Como objetivos específicos, esta pesquisa busca:
a) verificar em que consiste o instituto da prescrição intercorrente;
b) caracterizar a violação de princípios constitucionais explícitos e implícitos,
e;
c) evidenciar a definição e aplicação incorreta de conceitos e princípios
norteadores do direito, processuais e, principalmente, da segurança jurídica.
A metodologia utilizada para a elaboração deste artigo foi de revisão
sistemática da literatura disponível, ou seja, fontes primárias de informação como
livros, artigos, teses, dissertações, monografias, bem como da jurisprudência dos
tribunais superiores e locais, entre outros referentes ao assunto.

2 PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE E O PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA

O princípio da segurança jurídica é peça principiológica fundamental para que


haja o sentimento de justiça. É nela que se funda a paz social e a ordem em um
Estado de direito.
4

Segundo o constitucionalista Canotilho (2010, p. 264, grifo do autor), em seu


trabalho doutrinário e jurisprudencial, a expressão segurança jurídica, passou a
formar um conjunto essencial e abrangente de conteúdos:
[...] o princípio da segurança jurídica é considerado um elemento essencial
do princípio do Estado de direito, e que além das suas imbricações com o
princípio de proteção da confiança, as ideias nucleares da segurança
jurídica desenvolvem-se em torno de dois conceitos:
(1) estabilidade ou eficácia ex post4 da segurança jurídica: uma vez
adoptadas, na forma e procedimento legalmente exigidos, as decisões
estaduais não devem poder ser arbitrariamente modificadas, sendo apenas
razoável alteração das mesmas quando ocorram pressupostos materiais
particularmente relevantes.
(2) previsibilidade ou eficácia ex ante5 do princípio da segurança jurídica
que, fundamentalmente, se recondu exigência de certeza e
calculabilidade, por parte dos cidadãos, em relação aos efeitos jurídicos dos
atos normativos.

Neste momento, interessa, sobretudo, a segurança jurídica sob o ponto de


vista da estabilidade. Diante deste quadro de previsibilidade é que a prescrição
aparece com o objetivo principal de assegurar a paz social, evitar ações perpétuas,
que se perduram eternamente.
O tempo está ligado diretamente à vida humana, sendo, muitas vezes, o
protagonista do fato. Corrobora com esta visão Pereira (2006, p. 679), que afirma: "o
tempo domina o homem, na vida biológica, na vida privada, na vida social e nas
relações civis. Atua nos seus direitos". E continua sobre os efeitos do lapso
temporal: “[...] conduz à extinção da pretensão jurídica, que não se exercita por certo
período, em razão da inércia do titular [...]."
A extinção de uma pretensão em razão da inércia de seu titular durante certo
lapso de tempo é chamada de prescrição. Diniz (2011, p. 400) define prescrição
como:
A prescrição é um dos modos extintos da obrigação sem que o devedor
cumpra a prestação. A prescrição tem por objeto extinguir a pretensão de
exigir, judicialmente, a prestação do inadimplente, por gerar uma exceção
oposta ao exercício da ação, se o titular do direito subjetivo violado deixou
escoar o lapso temporal, previsto em lei, para tanto.

E completa explicitando seu fundamento:


Tem por fundamento um interesse jurídico-social. Realmente, esse instituto
é uma medida de ordem pública para proporcionar segurança às relações
jurídicas, que se comprometeriam ante a instabilidade decorrente do fato de
se possibilitar o exercício da ação por tempo indeterminado. É, portanto,

4
Do latim ex post que significa “posterior”, baseado em conhecimento, observação, análise, sendo
fundamentalmente objetivo e de fato. Eficácia ex post: estabilidade do julgado – coisa julgada.
5
Do latim ex ante que significa “de antemão”, baseado em suposição e prognóstico, sendo
fundamentalmente subjetivo e estimativo. Eficácia ex ante: estabilidade de seus efeitos jurídicos –
uniformidade da interpretação e aplicação das normas.
5

uma pena para o negligente, que deixa de exercer seu direito de ação
dentro de certo prazo, diante de uma pretensão resistida. Trata-se de uma
sanção adveniente.

Theodoro Júnior (2009, p. 321) define as condições necessárias para se


processar a prescrição:
Para haver prescrição é necessário que: a) exista o direito material da parte
e uma prestação a ser cumprida, a seu tempo, por meio de ação ou
omissão do devedor; b) ocorra a violação desse direito material por parte do
obrigado, configurando o inadimplemento da prestação devida; c) surja,
então, a pretensão, como consequência da violação do direito subjetivo, isto
é, nasça o poder de exigir a prestação pelas vias judiciais; e finalmente d)
se verifique a inércia do titular da pretensão em fazê-la exercitar durante o
prazo extintivo fixado em lei.

Diante desses ensinamentos podemos concluir que a segurança jurídica


também se funda no instituto de prescrição, uma vez que traz estabilidade nas
relações, impedindo, assim, que os devedores estejam eternamente sob a "espada
de Dâmocles".
Ou seja, a prescrição tem por finalidade coibir uma situação em que os
devedores fiquem presos à incerteza de serem cobrados mesmo por uma dívida
infinitamente, o que criaria um ambiente de insegurança jurídica.
A prescrição também pode ocorrer no curso do processo na fase de
execução, por abandono do credor. Esta prescrição é chamada de intercorrente, que
na definição de Delgado (2012, p. 272):
Intercorrente é a prescrição que flui durante o desenrolar do processo.
Proposta a ação, interrompe-se o prazo prescritivo; logo a seguir, ele volta a
correr, de seu início, podendo consumar-se até mesmo antes que o
processo termine. O critério intercorrente tem sido muito importante no
cotidiano do Direito Penal, por exemplo.

Gonçalves (2011, p. 640) assevera, ainda, que:


A inércia do credor em promover a execução ou em dar-lhe andamento
implica a remessa dos autos ao arquivo. O credor, porém, pode a qualquer
momento, dar início ou continuidade à fase executiva. Mas há um limite: ele
perderá a pretensão executiva se deixá-la prescrever. A execução de título
judicial não é mais um processo, mas tão somente uma fase, porém admite-
se a chamada prescrição intercorrente, que recebe essa denominação por
verificar-se não antes, mas no curso do processo.

Pamplona (1996, p. 34) afirma que “sendo a prescrição extintiva ou liberatória


um instituto de direito material”, expondo com Pereira (1992, p. 473 apud
PAMPLONA, 1996, p. 34), que “condu perda do direito pelo seu titular negligente
ao fluir de certo lapso de tempo, conceitua a prescrição intercorrente como sendo a
que decorre da prolongada inércia da parte, no curso da ação.”
6

Portanto, a prescrição é uma norma processual de ordem pública de natureza


cogente, que tem a missão de preservar a paz social e a segurança jurídica. É por
isso ainda que "...a prescritibilidade é a regra, a imprescritibilidade, a exceção",
como disse Pereira (2006, p. 687).

3 FALTA DE AÇÃO DO CREDOR E O IMPULSO OFICIAL (ART. 765, CLT)

Existe uma controvérsia sobre a faculdade ou obrigação do Estado-Juiz no


impulso do processo trabalhista. Um dos aspectos defendidos por aqueles que não
admitem a prescrição intercorrente, no processo do trabalho, é o impulso oficial na
Justiça Trabalhista.
Essa previsão estaria nos artigos 765, 877 e 878, da Consolidação das Leis
do Trabalho - CLT. A inteligência contida artigo 765 da CLT, di : “Os Juí os e
Tribunais do Trabalho terão ampla liberdade na direção do processo e velarão pelo
andamento rápido das causas, podendo determinar qualquer diligência necessária
ao esclarecimento delas”.
Enquanto que a norma inserida no 877, assevera: “É competente para a
execução das decisões o juiz ou presidente do Tribunal que tiver conciliado ou
julgado originariamente o dissídio”.
Ademais, o 878 disciplina: “A execução poderá ser promovida por qualquer
interessado, ou ex officio, pelo próprio juiz ou presidente do Tribunal competente,
nos termos do artigo anterior”. E em seu parágrafo único: “Quando se tratar de
decisão dos Tribunais Regionais, a execução poderá ser promovida pela
Procuradoria da Justiça do Trabalho”.
Entretanto, podemos perceber que ao dispor sobre as normas de direito
processual do trabalho, a Lei 5.584/70, em seu art. 4º, revoga, parcialmente, o art.
878 da CLT quando dispõe: “Nos dissídios de alçada exclusiva das Juntas e
naqueles em que os empregados ou empregadores reclamarem pessoalmente, o
processo poderá ser impulsionado de ofício pelo Jui ” (BRASIL, 1970).
Estabeleceria, assim, que o processo somente pode ser impulsionado de ofício, pelo
Juiz nestes casos. Logo, o Magistrado estaria impedido de agir ex officio, no caso,
quando a parte tem advogado.
Ora, os artigos que falam do impulso oficial dos processos contidos na
Consolidação das Leis do Trabalho, de maio de 1943, não podem contrariar os
7

preceitos inseridos na Lei 5.584/70. De onde podemos perceber que o legislador


estabeleceu que o impulso será oficial nos processos de alçada inferior ao dobro do
salário mínimo legal, ou nos quais as partes reclamam pessoalmente, no exercício
do seu jus postulandi.
Vale salientar que mesmo que o Estado-Juiz tente impulsionar o processo,
ainda assim seria impossível, sem a manifestação do autor, como no caso da
proposição de artigos de liquidação, como afirma Pamplona (1996, p.40):
Na liquidação articulada, não há como o Juiz determinar a liquidação do
feito de ofício, eis que a própria sentença exequenda, trânsito em julgado,
ao determinar que a liquidação se procedesse por artigo, certificou a
inexistência de dados nos autos para regular a quantificação por simples
cálculos.

Segundo Theodoro Júnior (1993, p. 95 apud Pamplona Filho 1996, p. 40)


expõe que:
O credor indicará os fatos a serem provados (um em cada artigo) para servir
de base à liquidação. Não cabe a discussão indiscriminada de quaisquer
fatos arrolados ao puro arbítrio da parte. Apenas serão arrolados e
articulados os fatos que têm influência na fixação do valor da condenação
ou na individuação do seu objeto. E a nenhum pretexto será lícito reabrir a
discussão em torno da lide, definitivamente decidida na sentença de
condenação.

Desta forma, percebemos que sem a manifestação e impulso da parte no


andamento processual se torna impossível de ser realizada ex officio pelo Estado-
Juiz.

4 APLICAÇÃO DA PRESCRIÇÃO DE OFICIO PELO ESTADO-JUIZ

Acredita-se que por conta justamente do seu papel de estabilizador das


relações jurídico-sociais, o tema da prescrição sempre foi objeto de muita polêmica
no âmbito das relações trabalhistas, sobretudo depois que foi elevado ao patamar
constitucional (art. 7, XXIX da CF), e mais ainda com a Lei 11.280/2006, que
introduziu o parágrafo 5 no art. 219 do CPC e revogou o art. 194 do CC, que limitava
a ação do Estado-Jui quando dispunha que “O jui não pode suprir, de ofício, a
alegação de prescrição, salvo se favorecer a absolutamente incapa ”, de forma que
a prescrição a partir da mencionada lei poderá ser pronunciada de ofício pelo Juiz,
sem nenhum impedimento.
Ensina a doutrina de Russomano (1997, p. 69) que:
8

[...] a prescrição é o meio que o Direito usa para evitar que o credor possa
negligenciar na cobrança da dívida criando, assim, uma permanente
situação de mal-estar para a sociedade. A prescrição, pois, é uma regra de
ordem, de harmonia e de paz, derivada da necessidade que temos de
certeza nas relações jurídicas.

Neste sentido, ainda sobre os reflexos da Lei 11.280/2006 no direito


processual do trabalho, tem-se entendimento:
PRESCRIÇÃO - DECLARAÇÃO DE OFÍCIO - POSSIBILIDADE - ART. 219,
§ 5º, DO CPC. 1. A nova regra do art. 219, § 5º, do CPC, de aplicação
imediata aos processo pendentes, à luz do art. 1.211 do mesmo diploma
legal, prevê a declaração de ofício da prescrição, aplicando-se
necessariamente nesta Justiça Especializada. Para tanto, basta verificar o
preenchimento das condições previstas no art. 769 da CLT sobre aplicação
subsidiária da legislação processual civil na esfera trabalhista, quais sejam,
a omissão e a compatibilidade da regra civil com o Processo do Trabalho. 2.
"In casu", a legislação trabalhista é omissa sobre a iniciativa para
declaração dos efeitos da prescrição, pois o diploma consolidado apenas
estabelece prazo prescricional (CLT, art. 11). Ademais, a nova regra não é
incompatível, tampouco exclui o princípio da tutela do hipossuficiente
que fundamenta o Direito do Trabalho, pois a fragilidade do
trabalhador em relação ao empregador é apenas econômica, já
tutelada pela legislação substantiva, não se justificando privilégio
suplementar processual nesse campo, o qual implicaria ofensa ao art.
125, I, do CPC, que exige o tratamento isonômico das partes em juízo.
O magistrado trabalhista deve aplicar de forma imparcial uma legislação
material que já é protetiva do trabalhador. 3. Importante registrar que a
declaração de ofício da prescrição contribui para a efetiva aplicação dos
princípios processuais trabalhistas (garantia da informalidade, da
celeridade, do devido processo legal, da economia processual, da
segurança jurídica, bem como do princípio constitucional da razoável
duração do processo e da dignidade da pessoa humana), impedindo a
prática de atos desnecessários, como, por exemplo, nas demandas em que
o direito material discutido já se encontra fulminado pela prescrição. 4.
Finalmente, é mister frisar que o próprio dispositivo anterior, que previa a
necessidade de arguição, pela parte interessada, da prescrição de direitos
patrimoniais, tinha sede civil e processual civil (CC, art. 194; CPC, art. 219,
§5º), e era aplicada subsidiariamente na Justiça do Trabalho à míngua de
regramento próprio desta. Mudando a legislação que disciplina o modo de
aplicação da prescrição (revogação do art. 194 do CC e alteração da
redação do § 5º do art. 219 do CPC), a repercussão é inexorável na esfera
laboral. Pretender a não-aplicação da regra processual civil ao Processo do
Trabalho, nessa hipótese, deixa sem respaldo legal a exigência judicial da
arguição, pela parte, da prescrição, como condição de seu acolhimento, o
que atenta contra o princípio da legalidade (CF, art. 5º, II). 5. Nem se diga
que a norma civil revogada subsiste no Processo do Trabalho como
princípio, uma vez que, havendo norma legal expressa em sentido contrário,
não há possibilidade de remissão a princípio carente de positivação,
mormente em matéria processual, que se norteia por regras claras e
expressas. As próprias regras do CPC de 1939 que ainda subsistem como
princípios sob a égide do CPC de 1973 (v.g., arts. 809 e 810, prevendo os
princípios da variabilidade e fungibilidade recursais) são apenas aquelas
que não foram expressamente contrariadas por dispositivos que
estabelecessem procedimento diverso. [...] (RR - 630600-91.2007.5.09.0661
, Relator Ministro: Ives Gandra Martins Filho, Data de Julgamento:
27/05/2009, 7ª Turma, Data de Publicação: DEJT 29/05/2009) (grifo nosso)
9

Ressalta, também, o entendimento manifestado de que a nova regra não é


incompatível com o processo do trabalho e que a falta desta observação pelo
Estado-Juiz implicaria na falta de tratamento isonômico das partes em juízo,
transcreve-se entendimento esposado em julgados do Egrégio Tribunal Regional do
Trabalho da 5ª Região:
PRESCRIÇÃO DE OFÍCIO - APLICAÇÃO NA JUSTIÇA DO TRABALHO -
Considerando que a prescrição tem por fim precípuo fomentar a
estabilidade das relações jurídicas, bem como que sua aplicação se
coaduna com o princípio constitucional da celeridade processual, é
plenamente aplicável a nova regra do § 5º do art. 291 do CPC à seara
trabalhista. (Processo 0079300-91.2007.5.05.0651 RO, ac. nº017515/2008,
Relator Desembargador LUIZ TADEU LEITE VIEIRA, 1ª. TURMA, DJ
12/08/2008).

PRESCRIÇÃO. PRONUNCIAMENTO DE OFÍCIO. CABIMENTO NA


JUSTIÇA DO TRABALHO. Na Justiça do Trabalho se pronuncia a
prescrição de ofício, prevista na nova redação do art. 219, § 5º, do CPC,
compatível com o processo trabalhista. Por ser matéria de ordem pública, a
prescrição há ser decretada de imediato. (Processo 0046200-
12.2004.5.05.0018 AP, ac. nº 001161/2009, Relatora Desembargadora
VÂNIA CHAVES, 1ª. TURMA, DJ 05/02/2009).

PRESCRIÇÃO DE OFÍCIO. CABIMENTO NO PROCESSO DO TRABALHO.


Se aplica no processo do trabalho a regra insculpida no § 5º, do art. 219 do
CPC, que visa garantir às partes a duração razoável do processo e os
meios que permitam a celeridade do feito. (Processo 0103300-
48.1993.5.05.0134 AP, ac. nº 000769/2009, Relatora Desembargadora
SÔNIA FRANÇA, 3ª. TURMA, DJ 18/02/2009).

REEXAME NECESSÁRIO. PRESCRIÇÃO. DECLARAÇÃO DE OFÍCIO. "O


juiz pronunciará, de ofício, a prescrição". (CPC, art. 219, § 5º. Redação
dada pela Lei nº 11.280, de 2006). (Processo 0052200-
43.2008.5.05.0291 ReeNec, ac. nº 022436/2010, Relatora
Desembargadora NÉLIA NEVES, 4ª. TURMA, DJ 23/07/2010).

PRESCRIÇÃO. DECLARAÇÃO DE OFÍCIO. É cabível a declaração de


ofício da prescrição do direito de ação, conforme entendimento
consubstanciado no § 5º do art. 219 do CPC, com redação dada pela Lei
11.280/2006, aplicável aos processos trabalhistas. (Processo 0134900-
59.2009.5.05.0641 RecOrd, ac. nº 035391/2010, Relator Desembargador
PAULINO COUTO, 5ª. TURMA, DJ 30/11/2010).

4.1 PRESCRIÇÃO EXECUTIVA E PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE

A arguição de prescrição executiva está prevista na própria CLT que prevê a


alegação da prescrição na fase de execução. É o que dispõe o paragrafo primeiro do
artigo 884 da referida Lei, in verbis: “§ 1º A matéria de defesa será restrita s
alegações de cumprimento da decisão ou do acordo, quitação ou prescrição da
dívida.” (grifo nosso).
10

Percebe-se que esta prescrição é distinta daquela prevista no art. 7º, XXIX da
Constituição Federal de 1988 (BRASIL, 1988), ou seja, é a própria prescrição
intercorrente disciplinada no ordenamento trabalhista.
Corrobora a esse pensamento o art. 202 do Código Civil brasileiro que
consagra a possibilidade de ocorrência da prescrição no decorrer do processo, ou
seja, no curso do processo depois de ajuizada a ação. Disciplina o parágrafo único
do artigo 202 do Código Civil (BRASIL, 2002): “Parágrafo único. A prescrição
interrompida recomeça a correr da data do ato que a interrompeu, ou do último ato
do processo para a interromper.”
Importante frisar que no processo do trabalho não há a necessidade de um
processo executivo autônomo, como havia no processo civil até a edição da Lei
11.232/05, que tornou também naquela seara o processo sincrético.
Diante do exposto, pode-se concluir que não deve existir a confusão entre os
institutos de prescrição intercorrente no processo na fase de execução com a
prescrição da pretensão de execução, denominada de prescrição superveniente, já
que ambos se dão após ajuizada a ação, logo no curso do mesmo processo e,
portanto, nestes casos, estará sendo aplicada a prescrição intercorrente.

5 DIVERGÊNCIA SUMULAR ENTRE O STF E O TST

Inicialmente é preciso apresentar os dois entendimentos sumulados


referentes à aplicabilidade da prescrição intercorrente no processo trabalhista, sendo
eles: Súmula 327 do STF, publicada em de embro de 1963: “O direito trabalhista
admite a prescrição intercorrente” e Súmula 114 do TST, publicada em novembro de
1980 que assim enuncia: “É inaplicável na Justiça do Trabalho a prescrição
intercorrente”.
Como se percebe, a súmula do Supremo é mais antiga, de 1963, e mesmo
depois do Tribunal Superior Trabalhista firmado entendimento contrário, anos
depois, o STF não alterou a sua súmula, situação que tem gerado insegurança
jurídica nos tribunais superiores do Brasil.
O fundamento do entendimento do STF é o disposto no artigo 884, § 1º da
CLT, o qual prevê que a prescrição da dívida pode ser uma das matérias alegadas
nos embargos à execução. Desta forma, de acordo com o disposto no referido
11

artigo, tanto a prescrição comum como a intercorrente podem ser matérias de


defesa.
Em sentido contrário, o TST, na Súmula nº 114, afirma não ser possível a
aplicação da prescrição intercorrente no processo trabalhista. O fundamento para a
edição da súmula, como explicado anteriormente, é o de que, no processo do
trabalho, o início da execução também pode se dar por impulso oficial do juiz
trabalhista, independentemente de pedido da parte, fato este que impediria a
punição do demandante por seu eventual desleixo processual.
Raymundo Pinto (2002, p. 143), comentando o Enunciado 114, assim se
posiciona: “O entendimento acima choca-se com o que dispõe a súmula 327 do
Supremo Tribunal Federal: “O Direito Trabalhista admite a prescrição intercorrente”.
Ressalte-se, ainda, que o STF, por intermédio da Súmula 150, fixou a posição
de que “Prescreve a execução no mesmo pra o da prescrição da ação”. Com base
nessas observações, podemos afirmar que, transitada em julgado uma decisão em
que o beneficiado constituiu advogado ou cujo cumprimento depende de artigos de
liquidação, a parte interessada, dispõe do prazo de dois anos para iniciar a
execução.
Ou seja, tomando a iniciativa após decorrido este prazo, o executado tem
todo o direito de arguir a prescrição. Importante frisar, que a lei n. 6.830/80 – que
serve de fonte subsidiária consoante o disposto no art. 889 da CLT – dispõe no
artigo 40 que: “o Jui suspenderá o curso da execução, enquanto não for locali ado
o devedor ou encontrados bens sobre os quais possa recair a penhora, e, nesses
casos, não correrá o pra o de prescrição”. A não ser que se aceite a ideia de "lide
perpétua", figura criticada por Russomano como contrária à racionalidade e à
segurança jurídica, sem a qual não é possível a tranquilidade e paz social.

5.1 INAPLICABILIDADE DA PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE

Os que defendem a inaplicabilidade da prescrição intercorrente no processo


do trabalho argumentam que o Colendo Tribunal Superior do Trabalho teria
pacificado o tema com a súmula 114 e que tal posição se deve ao fato de que no
processo do trabalho a execução deve ser impulsionada de ofício pelo Estado-Juiz,
de acordo com o que dispõe o art. 878 da CLT: “a execução poderá ser promovida
por qualquer interessado, ou ex officio pelo próprio juiz ou Presidente ou Tribunal
12

competente, nos termos do art. anterior”, bem como disposição contida no art. 765
da citada Lei, artigo este que estabelece que “os juí os e Tribunais do Trabalho
terão ampla liberdade na direção do processo e velarão pelo andamento rápido das
causas, podendo determinar qualquer diligência ao esclarecimento delas”.
Neste sentido, a jurisprudência trabalhista se mostra tendente a não aplicação
da prescrição intercorrente no processo do trabalho:
RECURSO DE REVISTA. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE.
INAPLICABILIDADE NA JUSTIÇA DO TRABALHO. Nos termos
preconizados na Súmula nº 114 do TST, é inaplicável, na Justiça do
Trabalho, a prescrição da execução, no caso, intercorrente. Recurso de
revista conhecido e provido. (RR - 230540-34.1989.5.17.0002 , Relatora
Ministra: Dora Maria da Costa, Data de Julgamento: 19/05/2010, 8ª Turma,
Data de Publicação: DEJT 21/05/2010)

Segue abaixo outro acórdão do TST, que defende a não aplicação da


prescrição intercorrente no processo do trabalho:
RECURSO DE REVISTA EM EXECUÇÃO. PRESCRIÇÃO
INTERCORRENTE. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO.
SÚMULA Nº 114 DO TST.
De acordo com a Súmula nº 114 deste Tribunal Superior, a prescrição
intercorrente é incompatível com a dinâmica do processo trabalhista, uma
vez que a execução pode ser promovida de ofício pelo próprio Juiz
(CLT, art.878), o que justifica a não punição do exequente pela inércia,
mormente quando não foram localizados bens do deve- dor. Recurso de
revista conhecido e provido. (TST-RR RR- 26800-74.2003.5.15.0048 - Ac.
1.ª T. Rel. Min. Walmir Oliveira da Costa. 17/09/2010).

Outro argumento da corrente defensora da referida súmula é o de que no


processo do trabalho o Estado-Juiz seria dotado de um poder denominado
inquisitorial, devendo este não deixar a pretensão exaurir-se pelo efeito do tempo,
uma vez que na Justiça do Trabalho o mesmo deve impulsionar os autos e cuidar
pela celeridade dos feitos de ofício, dada a hipossuficiência dos trabalhadores.
Oliveira (2001, p.231) explica essa assumida posição contrária do TST:
É interessante notar que a estrutura processual trabalhista em muito se
distancia daquela própria do processo comum. A autonomia que se verifica
no processo comum no tocante à liquidação de sentença, nos embargos e
na própria execução não firma residência no processo trabalhista. No
processo trabalhista a liquidação de sentença não passa de mero incidente
de natureza declaratória da fase cognitiva (apuração do quantum) e
integrativo da execução. E os embargos não têm a dignidade de ação, mas
de simples pedido de reconsideração ao juízo de primeiro grau. Em suma, a
ação no processo trabalhista congrega fases de conhecimento e de
execução e a liquidação de sentença e os embargos são meros incidentes.
A decisão proferida em liquidação é homologatória. E a proferida em
embargos pode ser revista pelo prolator que possui o juízo da reforma,
quando da protocolização de agravo de petição. Em não havendo ação na
execução em âmbito trabalhista, não há falar em prescrição, ressalvada a
possibilidade antes da liquidação de sentença.
13

É por essas interpretações que parte da doutrina e jurisprudência segue


aplicando a súmula 114 do C. Tribunal Superior do Trabalho, onde assevera que “é
inaplicável na Justiça do Trabalho a prescrição intercorrente”.

5.2 APLICABILIDADE DA PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE

A título demonstrativo da atual corrente jurisprudencial, transcreve-se as


seguintes ementas, deste e de outros Regionais, que acolhem a prescrição
intercorrente no Processo do Trabalho:
PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE - A prescrição intercorrente será cabível
na Justiça do Trabalho quando o reclamante acompanhado de advogado,
por sua única e exclusiva culpa, deixar de impulsionar o processo por mais
de dois anos. (TRT-5 - AP: 2136006119965050461 BA 0213600-
61.1996.5.05.0461, Redator Desembargador LUIZ TADEU LEITE VIEIRA,
1ª. TURMA, Data de Publicação: DJ 18/02/2011)

PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. Mantém-se a decisão que proclamou a


prescrição quando se verifica que a exequente postulou o
prosseguimento da execução quando já transcorridos mais de 04 anos do
arquivamento, sem sequer saber informar se ela possui algum bem que
possa satisfazer a execução. Justamente porque o processo, como
instrumento posto à disposição do cidadão, não pode ser por este
eternizado, sob pena de desvirtuar seu real significado, que é promover
celeridade à aplicação da justiça e não gerar insegurança jurídica.
(TRT5 - Processo 00815-2001-007-05-00-5 AP, ac. nº 017666/2009,
Relatora Desembargadora DALILA ANDRADE, 2ª. TURMA, DJ 29/07/2009).

AÇÃO DE EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE.


PRONÚNCIA DE OFÍCIO. A prescrição intercorrente na Ação de Execução
fiscal somente será declarada de ofício pelo Juízo quando transcorrido o
prazo prescricional após a decisão para arquivamento dos autos, uma vez
não localizado o devedor ou encontrados bens passíveis de penhora,
conforme dispõe o art. 40 da Lei 6.830/80. (TRT5 - Processo 0103700-
71.2006.5.05.0016 AP, ac. nº 084785/2011, Relator Desembargador
HUMBERTO JORGE LIMA MACHADO , 3ª. TURMA, DJ 20/01/2012).

PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. Apenas nos casos em que o ato


processual dependa exclusivamente da parte interessada, a inércia do
credor, por prazo indeterminado, propugna a incidência da prescrição
intercorrente. (TRT5 - Processo 0195200-50.1999.5.05.0022 AP, ac.
nº 029605/2010, Relatora Desembargadora GRAÇA BONESS, 4ª. TURMA,
DJ 09/11/2010).

PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. Será cabível a prescrição intercorrente


na Justiça do Trabalho quando o ato processual depender exclusivamente
da parte interessada, que, por inércia deixar de impulsionar o processo
por mais de dois anos. (TRT5 - Processo 0016000-85.2003.5.05.0461
AP, ac. nº 000618/2010, Relatora Desembargadora MARIA ADNA AGUIAR,
5ª. TURMA, DJ 16/08/2010).

PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. Possibilidade. Súmula 327 do STF. O


próprio STF já disse (Súmula 327) que o processo do trabalho admite a
prescrição intercorrente e isso em nada afronta a regra do art. 884, § 1º, da
14

CLT. Quando diz que a prescrição intercorrente é inaplicável no processo


do trabalho, a Súmula 114 do TST está se referindo aos casos em que o
juiz deve agir de ofício. (TRT1 - AP: 03276006619975010262 RJ , Relator:
José Geraldo da Fonseca, Data de Julgamento: 29/01/2014, Segunda
Turma, Data de Publicação: 12/02/2014)

PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. APLICABILIDADE NO PROCESSO DO


TRABALHO. A prescrição intercorrente é aplicável na seara laboral, sendo
certo que os atos não praticados a ensejar a aplicação da referida
penalidade devem ser de culpa exclusiva do exequente, que, devendo
manifestarse, não o fez. Isso porque, a inércia da parte interessada,
sobrecarregando ainda mais o Poder Judiciário, não se justificaria, na
medida em que existem hoje diversos meios eficazes para localização de
bens dos executados, possibilitados por consultas a vários órgãos de
fiscalização, como, por exemplo, a Rede INFOSEG, tudo, com vistas a
possibilitar o regular prosseguimento da execução. Agravo do exequente ao
qual se nega provimento. (TRT2 - AP: 0303100-60.1997.5.02.0050 SP,
Relatora: RITA MARIA SILVESTRE, Data de Julgamento: 02/04/2014, DJ
07/04/2014)

AGRAVO DE PETIÇÃO. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE.


APLICABILIDADE. Em hipóteses específicas, sobretudo quando o processo
permanece parado injustificadamente, por longo período, em razão da
inércia do exequente, principal interessado em descobrir meios de encerrar
a execução satisfatoriamente, há que se conciliar a Súmula nº 114 do TST
com as Súmulas nº 150 e 327 do STF, com a aplicação da prescrição
intercorrente. (TRT3 - AP: 01478200201903005 MG 01478-2002-019-03-00-
5, Relator: FERNANDO LUIZ G. RIOS NETO, Data de Julgamento:
24/04/2014, DO 09/05/2014)

AGRAVO DE PETIÇÃO. EXECUÇÃO. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE.


INÉRCIA DO CREDOR. Hipótese em que o autor deixou paralisado o
processo por mais de dois anos, não promovendo ato de sua exclusiva
competência - execução da última parcela do acordo celebrado na fase
executória. Aplicável, no caso, a prescrição intercorrente. Agravo provido.
(...) (TRT4 - Relator: RICARDO KRUGER RITTER, Data de Julgamento:
25/03/1998, 1ª Vara do Trabalho de Bento Gonçalves)

APLICAÇÃO DA PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE NA JUSTIÇA DO


TRABALHO. CABIMENTO. Ao contrário do que sustenta a agravante
quanto à aplicação da prescrição intercorrente na Justiça do Trabalho, a
hipótese há que ser apreciada não sob a ótica da Súmula 114 do C. TST,
mas da Súmula 327 do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, se de um
lado a ordem jurídica confere ao magistrado independência necessária para
a prolação de decisões justas (Constituição Federal, artigos 2º, caput, 5º,
XXXV e XXXVII, 95, caput e incisos, Lei complementar n.º 35/79, art. 35,
inciso I, Declaração Universal dos Direitos do Homem, art. 10, caput, dentre
outros), de outro exige que tais decisões sejam pautadas pelos critérios e
princípios insculpidos nesta mesma ordem jurídica, proferidas em
observância ao devido processo legal (art. 5º, LIV, CF) e suficientemente
fundamentadas (art. 93, IX, CF, 832 da CLT e 458, II, do CPC), de forma a
viabilizarem efetivo exercício do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LV,
CF). Dessa forma, tendo em vista a aplicação da prescrição intercorrente,
como instituto de estabilização social, de garantia ao direito de propriedade,
de observância à segurança jurídica e à duração razoável do processo, bem
como impossibilidade de eternização dos conflitos sob pena de não
observância aos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, há que se
observar a interpretação conferida a tal instrumento pela Corte responsável
pela interpretação definitiva das normas constitucionais, de maneira que
inafastável o entendimento esposado pelo C. Supremo Tribunal Federal. É
15

que a vedação à prescrição intercorrente esposada pelo Tribunal Superior


do Trabalho, ainda que de legalidade discutível, tem em mira a proteção do
crédito do trabalhador hipossuficiente que, vitorioso em sua reclamação
trabalhista, vê-se privado de seus direitos ante a demora da execução ou
em virtude de artifícios da reclamada, que oculta-se para não responder
pela execução. Tratando-se de inércia do próprio exequente, porém, há que
incidir indiscutivelmente a Súmula 327, do STF , operando-se quando a
ação permanece paralisada, por culpa do autor, começando a fluir no
momento em que é instado a agir, sob pena de incidência da prescrição
intercorrente. (TRT15 - AP: 0101000-87.2007.5.15.0088-AP SP 0101000-
87.2007.5.15.0088-AP, Relatora: OLGA AIDA JOAQUIM GOMIERI, Data de
Julgamento: 23/04/2014, DO 05/05/2014)

Em seu abrandamento, observa-se, também, que o TST tem admitido a


prescrição intercorrente nos processos que pendem iniciativa da parte autora na
liquidação por artigos, como pode-se observar:

RECURSO DE REVISTA. PROCESSO EM FASE DE EXECUÇÃO DE


SENTENÇA. NULIDADE PROCESSUAL POR NEGATIVA DE
PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. Hipótese em que o Reclamante não indica
precisamente o ponto que não teria sido examinado pela Corte Regional,
tampouco o consequente prejuízo que justificaria a pretendida declaração
de nulidade do julgado. Logo, não há que se falar em violação do art. 93, IX,
da CF/88. Recurso de revista de que não se conhece. PRESCRIÇÃO DA
AÇÃO EXECUTÓRIA. APLICABILIDADE DA PRESCRIÇÃO
INTERCORRENTE NA JUSTIÇA DO TRABALHO. Violação direta dos arts.
5º, XXXVI, e 7º, XXIX, da CF/88 não demonstrada. Recurso de revista de
que não se conhece. (RR - 3700-21.2004.5.20.0920 , Relator Ministro:
Fernando Eizo Ono, Data de Julgamento: 04/11/2009, 4ª Turma, Data de
Publicação: DEJT 20/11/2009)

Outro tema que tem se tornado menos controverso é o da aplicação deste


instituto nos processos que pendem execução fiscal, sendo que nestes casos a
prescrição se dá com cinco anos, conforme jurisprudência firmada pelo próprio TST:

RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO


INTERCORRENTE. O Tribunal Regional consignou que o processo foi
arquivado em agosto de 2006. Nesse passo, registrou que -Desde o
primeiro arquivamento até o despacho impugnado, transcorreram mais de
cinco anos, prazo limite para as execuções fiscais.- Assim, o prazo da
prescrição intercorrente teve início em agosto de 2006, ultimando-se em
agosto de 2011. Ressalte-se que a própria exequente, em suas razões de
revista, admite que o primeiro arquivamento do feito se deu em 10/8/2006,
ao passo que a decretação da prescrição intercorrente ocorreu em
19/12/2011. Nesse contexto, escorreita se mostra a decisão do Regional
que manteve a sentença a qual pronunciou a prescrição intercorrente, nos
termos do art. 40 da Lei nº 6.830/80, porquanto constatada a inércia da
União por mais de cinco anos após o arquivamento dos autos. Recurso de
revista não conhecido. ( RR - 134000-76.2005.5.15.0079 , Relatora Ministra:
Dora Maria da Costa, Data de Julgamento: 26/03/2014, 8ª Turma, Data de
Publicação: DEJT 28/03/2014)

Ademais, percebe-se que o Tribunal Superior do Trabalho vem abrandando a


aplicação genérica da Súmula 114. Como podemos perceber no presente acórdão:
16

PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE.
Entendo não ser aplicável o Enunciado 114 do TST, na hipótese de
depender o ato processual de iniciativa da parte.
A prescrição intercorrente é inaplicável, na Justiça do Trabalho, quando
desacompanhado o reclamante de advogado, ou então naqueles casos em
que a paralisação do processo se dá por motivo de desídia do Juízo na
efetivação de diligências a seu cargo, tendo em vista o contido no artigo
setecentos e sessenta e cinco, da CLT, que consagra o princípio
inquisitório, podendo o Juiz, até mesmo, instaurar a execução de ofício, a
teor do artigo oitocentos e setenta e oito da CLT.
Todavia não seria razoável estender-se tal interpretação àqueles casos em
que o estancamento do processo acontece ante à inércia do autor em
praticar atos de sua responsabilidade, sob pena de permanecerem os
autos nas secretarias, esperando pela iniciativa das partes “ad eternum”,
prejudicando sobremaneira um dos princípios básicos do processo
trabalhista, ou seja, a celeridade processual.
RECURSO NÃO CONHECIDO. (TST RR 153542 Acórdão 6448 – 5ª Turma
- Relator o Ministro Armando de Brito DJ 22.11.1995, grifo nosso)

A jurisprudência mais recente do C. TST e dos TRTs, vêm admitindo


exceções à incidência da Súmula 114 do TST em outras situações, tais como:
[...] há uma situação que torna viável, do ponto de vista jurídico, a
decretação da prescrição na fase executória do processo do trabalho
situação que permite harmonizar, assim, os dois verbetes de súmula acima
especificados (Súmula 327 do STF e Súmula 114 do TST). Trata-se da
omissão reiterada do exequente no processo, em que se abandona, de fato,
a execução, por um prazo superior a dois anos, deixando de praticar, por
exclusiva omissão sua, atos que tornem fisicamente possível a continuidade
do processo. Nesse específico caso, arguida a prescrição, na forma do
art. 884, §1º, da CLT, pode ela ser acatada pelo juiz executor, em face do
art. 7º, XXIX, da CF/88, combinado com o referido preceito trabalhista (TST
- AIRR - 14100-82.2008.5.13.0004 – 6ª Turma- Relator Ministro Maurício
Godinho Delgado - DEJT - 13/04/2012).

Portanto, notadamente o instituto da prescrição intercorrente tem sido


aplicado nos diversos Tribunais Regionais do Trabalho sendo que a jurisprudência
do C. TST mostra-se mais branda no que diz respeito à súmula número 114, não
aplicando-a nos casos em que o autor não impulsiona a liquidação dos cálculos por
artigos ou na própria execução fiscal, como se observa nos arestos acima.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES

Diante de todos os preceitos aqui trazidos, pode-se concluir que o Poder


Judiciário deve compelir a injustificável inércia do reclamante para promover os atos
necessários para o impulso da execução.
Observa-se, também, que a jurisprudência dos Tribunais Regionais vem
admitindo a aplicação da prescrição intercorrente na fase de execução. Porém,
antes da edição da Lei 11.232/05 esta aplicação não divergia, diretamente, do
17

disposto na Súmula número 114 do C. TST, pois aquela Corte não admite a
prescrição intercorrente, como regra geral, porém é não tem nenhum óbice quanto à
prescrição da execução, também chamada de superveniente.
Portanto, a partir do instante em que a Lei 11.232/05 tornou o processo
sincrético no processo civil e a execução não mais é um processo autônomo, fica
claro que a prescrição a mencionada nesta fase processual é a própria intercorrente,
razão pela qual, se faz necessário que o TST reveja a referida súmula, tendo em
vista a oscilação das decisões que envolvam o tema, o que gera insegurança
jurídica.
Temos, então, o cabimento da prescrição intercorrente em razão de inércia do
processo por, pelo menos, dois anos, por culpa exclusiva do credor, estando
assistido por advogado. Deverá ser decretada pelo juiz, ex officio, a prescrição da
execução mesmo que a parte contraria não o faça, sob pena de afrontar,
diretamente, o tratamento isonômico das partes em juízo, como demonstrado.
Outro ponto importante salientar é que, por se tratar de matéria de ordem
pública, a declaração da prescrição efetuada de ofício pelo juiz é dever deste por
força do que disciplina o § 5º do artigo 219 do Código de Processo Civil, em razão
da alteração promovida pela Lei 11.280/2006.
Importante ressaltar que a defesa da aplicação da prescrição intercorrente no
processo trabalhista tem respaldo do STF, e que o ordenamento jurídico do Brasil é
contra as lides perpétuas, nos quais os processos se prolongam no tempo, ainda
mais, quando este lapso temporal se dá em razão, exclusivamente, da inércia da
parte interessada, o que torna incontroversa a sua aplicação.
Percebe-se, então, que este instituto corrobora para redução dos processos
perpétuos. Onde se conclui ser favorável à aplicação da prescrição intercorrente no
âmbito da Justiça do Trabalho.
Portanto, por tudo que foi abordado neste trabalho, deve-se observar o
principio da segurança jurídica, pois este é o norteador do Estado de direito e visa
promover a estabilidade e paz social, evitando a possibilidade de processos ad
eternum que só geram instabilidade social e elevado custo aos tribunais.
Pois, imaginar a inexistência da prescrição intercorrente no processo do
trabalho é o mesmo que admitir a possibilidade de uma lide ad infinitum, violando
direitos e garantias fundamentais, como o princípio da razoável duração do
processo, além de gerar insegurança jurídica nas relações de trabalho.
18

REFERÊNCIAS

ANTUNES, Osvaldo Moreira. A prescrição intercorrente no Direito Processual do


Trabalho. São Paulo: LTr, 1993.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF,


05 out. 1988. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. Acesso em: 12
fev. 2014.

______. Decreto-Lei n. 5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova a Consolidação das


Leis do Trabalho. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF,
05 mai. 1943. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-
lei/del5452.htm>. Acesso em: 12 fev. 2014.

______. Lei n. 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Diário


Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 11 jan. 2002. Disponível
em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2002/L10406.htm>. Acesso em: 12
fev. 2014.

______. Lei n. 5.584, de 26 de junho de 1970. Dispõe sobre normas de Direito


Processual do Trabalho. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil,
Brasília, DF, 29 jun. 1970. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5584.htm>. Acesso em: 12 fev. 2014.

______. Lei n. 5.869, de 11 de janeiro de 1973. Institui o Código de Processo Civil.


Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 17 jan. 1973.
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5869.htm>. Acesso em: 12
fev. 2014.

______. Lei n. 6.830, de 22 de setembro de 1980. Dispõe sobre a cobrança judicial


da Dívida Ativa da Fazenda Pública. Diário Oficial [da] República Federativa do
Brasil, Brasília, DF, 24 set. 1980. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6830.htm>. Acesso em: 12 fev. 2014.

______. Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. Acórdão Nº - AP: 0101000-


87.2007.5.15.0088, Prescrição intercorrente. Relatora: Olga Aida Joaquim Gomieri,
Campinas, SP, 23 de abril de 2014. Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho.
Brasília, DF, 05 maio. 2014. Disponível em: <
http://www.trt15.jus.br/consulta/owa/documento.rtf?pAplicacao=DOCASSDIG&pId=1
1881927>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região. Acórdão Nº 000618/2010,


Prescrição intercorrente. Relator: José Geraldo da Fonseca, Rio de Janeiro, RJ, 29
de janeiro de 2014. Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho. Brasília, DF, 12
fevereiro. 2014. Disponível em: <http://jurisprudencia.s3.amazonaws.com/TRT-
1/attachments/TRT-
1_AP_03276006619975010262_69096.pdf?Signature=RIqBtnWoPvBqEYBmM8jFIS
19

b4UZw%3D&Expires=1401384084&AWSAccessKeyId=AKIAIPM2XEMZACAXCMBA
&response-content-type=application/pdf>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Acórdão Nº AP: 0303100-


60.1997.5.02.0050, Prescrição intercorrente. Relatora: Rita Maria Silvestre, São
Paulo, SP, 02 de abril de 2014. Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho. Brasília,
DF, 07 abril. 2014. Disponível em:
<http://aplicacoes1.trtsp.jus.br/vdoc/TrtApp.action?getEmbeddedPdf=&id=1594115>.
Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região. Acórdão Nº AP:


01478200201903005 MG, Prescrição intercorrente. Relator: Fernando Luiz G. Rios
Neto, Belo Horizonte, MG, 24 de abril de 2014. Diário Eletrônico da Justiça do
Trabalho. Brasília, DF, 09 maio. 2014. Disponível em:
<http://as1.trt3.jus.br/consulta/redireciona.htm?pIdAcordao=1085164&acesso=3ea97
7a25937af8a25e7afb53c0de88c>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. Acórdão Nº AP 523511 RS


00523.511, Prescrição intercorrente. Relator: Ricardo Kruger Ritter, Porto Alegre,
RS, 25 de março de 1998. Diário da Justiça do Trabalho. Porto Alegre, RS, 25
março. 1998. Disponível em: <http://trt-
4.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/3888685/agravo-de-peticao-ap-523511-rs-
00523511/inteiro-teor-11015634>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região. Acórdão Nº 00462-2004-018-


05-00-0-AP, Prescrição. Pronunciamento de Ofício. Cabimento na Justiça do
Trabalho. Relatora: DESEMBARGADORA Vânia Chaves. Salvador, BA, 26 de
janeiro de 2009. Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho. Brasília, DF, 05
fevereiro. 2009. Disponível em:
<http://www.trt5.jus.br/jurisprudencia/modelo/AcordaoConsultaBlob.asp?v_id=14374
4>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região. Acórdão Nº 0052200-


43.2008.5.05.0291ReeNec, Reexame necessário. Prescrição. Declaração de ofício.
Relatora: DESEMBARGADORA Nélia Neves. Salvador, BA, 20 de julho de 2010.
Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho. Brasília, DF, 23 julho. 2010. Disponível
em:
<http://www.trt5.jus.br/jurisprudencia/modelo/AcordaoConsultaBlob.asp?v_id=19638
2>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região. Acórdão Nº 000618/2010,


Prescrição intercorrente. Relator: Maria Adna Aguiar. Salvador, BA, 30 de junho de
2010. Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho. Brasília, DF, 16 agosto. 2010.
Disponível em:
<http://www.trt5.jus.br/jurisprudencia/modelo/AcordaoConsultaBlob.asp?v_id=20007
9>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região. Acórdão Nº 01033-1993-134-


05-00-3-AP, Prescrição. Pronunciamento de Ofício. Cabimento na Justiça do
Trabalho. Relatora: DESEMBARGADORA Sônia França. Salvador, BA, 27 de janeiro
20

de 2009. Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho. Brasília, DF, 18 fevereiro.


2009. Disponível em:
<http://www.trt5.jus.br/jurisprudencia/modelo/AcordaoConsultaBlob.asp?v_id=14509
7>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região. Acórdão Nº 017666/2009,


Prescrição intercorrente. Relator: DESEMBARGADORA Dalila Andrade. Salvador,
BA, 23 de julho de 2009. Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho. Brasília, DF,
29 julho. 2009. Disponível em:
<http://www.trt5.jus.br/jurisprudencia/modelo/AcordaoConsultaBlob.asp?v_id=16064
6>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região. Acórdão Nº 017666/2009,


Prescrição intercorrente. Relator: DESEMBARGADORA Graça Boness. Salvador,
BA, 04 de novembro de 2010. Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho. Brasília,
DF, 09 novembro. 2010. Disponível em:
<http://www.trt5.jus.br/jurisprudencia/modelo/AcordaoConsultaBlob.asp?v_id=20959
3>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região. Acórdão Nº 0134900-


59.2009.5.05.0641RecOrd, Prescrição. Declaração de ofício. Relator:
DESEMBARGADOR Paulino Couto. Salvador, BA, 09 de novembro de 2010. Diário
Eletrônico da Justiça do Trabalho. Brasília, DF, 30 novembro. 2010. Disponível
em:
<http://www.trt5.jus.br/jurisprudencia/modelo/AcordaoConsultaBlob.asp?v_id=21178
9>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região. Acórdão Nº 049385/2011,


Prescrição intercorrente. Relator: DESEMBARGADOR Luiz Tadeu Leite Vieira.
Salvador, BA, 16 de fevereiro de 2011. Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho.
Brasília, DF, 18 fevereiro. 2011. Disponível em:
<http://www.trt5.jus.br/jurisprudencia/modelo/AcordaoConsultaBlob.asp?v_id=21835
0>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região. Acórdão Nº 084785/2011,


Ação de execução fiscal. Prescrição intercorrente. Relator: DESEMBARGADOR
Humberto Jorge Lima Machado. Salvador, BA, 06 de dezembro de 2011. Diário
Eletrônico da Justiça do Trabalho. Brasília, DF, 20 janeiro. 2012. Disponível em:
<http://www.trt5.jus.br/jurisprudencia/modelo/AcordaoConsultaBlob.asp?v_id=25836
3>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região. Acórdão Nº 17515/08,


Prescrição de ofício - aplicação na Justiça do Trabalho. Relator:
DESEMBARGADOR Luiz Tadeu Leite Vieira. Salvador, BA, 21 de julho de 2008.
Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho. Brasília, DF, 12 agosto. 2008.
Disponível em:
<http://www.trt5.jus.br/jurisprudencia/modelo/AcordaoConsultaBlob.asp?v_id=12789
7>. Acesso em: 20 abr. 2014.
21

______. Tribunal Superior do Trabalho. Acórdão nº TST - AIRR - 14100-


82.2008.5.13.0004, Prescrição intercorrente. Súmulas 327/STF E 114/TST Relator:
MINISTRO Maurício Godinho Delgado. Brasília, DF, 28 de março de 2012. Diário
Eletrônico da Justiça do Trabalho. Brasília, DF, 13 abril. 2012. Disponível em:
<http://aplicacao5.tst.jus.br/consultaunificada2/inteiroTeor.do?action=printInteiroTeor
&format=html&highlight=true&numeroFormatado=AIRR%20-%2014100-
82.2008.5.13.0004&base=acordao&rowid=AAANGhABIAAACqkAAI&dataPublicacao
=13/04/2012&localPublicacao=DEJT&query=>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Superior do Trabalho. Acórdão nº TST - ED-RR - 645538-


35.2000.5.15.5555, Prescrição Intercorrente. Relator: MINISTRO José Luciano de
Castilho Pereira. Brasília, DF, 14 de fevereiro de 2001. Diário Oficial [de] Justiça
do Trabalho. Brasília, DF, 23 mar. 2001. Disponível em:
<http://aplicacao5.tst.jus.br/consultaunificada2/inteiroTeor.do?action=printInteiroTeor
&format=html&highlight=true&numeroFormatado=ED-RR - 645538-
35.2000.5.15.5555&base=acordao&rowid=AAANGhAAFAAAVcHAAB&dataPublicac
ao=23/03/2001&localPublicacao=DJ&query;=>. Acesso em: 12 abr. 2014.

______. Tribunal Superior do Trabalho. Acórdão nº TST - RR - 134000-


76.2005.5.15.0079, Execução fiscal. Prescrição intercorrente. Relatora: MINISTRA
Dora Maria da Costa. Brasília, DF, 26 de março de 2014. Diário Eletrônico da
Justiça do Trabalho. Brasília, DF, 28 março. 2014. Disponível em:
<http://aplicacao5.tst.jus.br/consultaunificada2/inteiroTeor.do?action=printInteiroTeor
&format=html&highlight=true&numeroFormatado=RR%20-%20134000-
76.2005.5.15.0079&base=acordao&rowid=AAANGhAA+AAANI2AAN&dataPublicaca
o=28/03/2014&localPublicacao=DEJT&query=>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Superior do Trabalho. Acórdão nº TST - RR - 230540-


34.1989.5.17.0002, Prescrição intercorrente. Inaplicabilidade na Justiça do Trabalho.
Relator: MINISTRA Dora Maria da Costa. Brasília, DF, 19 de maio de 2010. Diário
Eletrônico da Justiça do Trabalho. Brasília, DF, 21 maio. 2010. Disponível em:
<http://aplicacao5.tst.jus.br/consultaunificada2/inteiroTeor.do?action=printInteiroTeor
&format=html&highlight=true&numeroFormatado=RR%20-%20230540-
34.1989.5.17.0002&base=acordao&rowid=AAANGhAA+AAAIDbAAA&dataPublicaca
o=21/05/2010&localPublicacao=DEJT&query=>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Superior do Trabalho. Acórdão nº TST - RR - 3700-


21.2004.5.20.0920, Prescrição da ação executória. Aplicabilidade da prescrição
intercorrente na Justiça do Trabalho. Relator: MINISTRO Fernando Eizo Ono.
Brasília, DF, 04 de novembro de 2009. Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho.
Brasília, DF, 20 novembro. 2009. Disponível em:
<http://aplicacao5.tst.jus.br/consultaunificada2/inteiroTeor.do?action=printInteiroTeor
&format=html&highlight=true&numeroFormatado=RR%20-%203700-
21.2004.5.20.0920&base=acordao&rowid=AAANGhAAFAAAxWWAAB&dataPublica
cao=20/11/2009&localPublicacao=DEJT&query=>. Acesso em: 20 abr. 2014.

______. Tribunal Superior do Trabalho. Acórdão nº TST - RR - 630600-


91.2007.5.09.0661, Prescrição declaração de ofício. Possibilidade. Relator:
MINISTRO Ives Gandra Martins Filho. Brasília, DF, 27 de maio de 2009. Diário
Eletrônico da Justiça do Trabalho. Brasília, DF, 29 maio. 2009. Disponível em:
22

<http://aplicacao5.tst.jus.br/consultaunificada2/inteiroTeor.do?action=printInteiroTeor
&format=html&highlight=true&numeroFormatado=RR%20-%20630600-
91.2007.5.09.0661&base=acordao&rowid=AAANGhAAFAAAqzQAAM&dataPublicac
ao=29/05/2009&localPublicacao=DEJT&query=>. Acesso em: 20 abr. 2014

______. Tribunal Superior do Trabalho. Acórdão nº TST - RR- 26800-


74.2003.5.15.0048, Prescrição intercorrente. Inaplicabilidade ao processo do
trabalho. Súmula Nº 114 do TST. Relator: MINISTRO Walmir Oliveira da Costa.
Brasília, DF, 08 de setembro de 2010. Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho.
Brasília, DF, 17 setembro. 2010. Disponível em:
<http://aplicacao5.tst.jus.br/consultaunificada2/inteiroTeor.do?action=printInteiroTeor
&format=html&highlight=true&numeroFormatado=RR%20-%2026800-
74.2003.5.15.0048&base=acordao&rowid=AAANGhAAFAAAGdJAAU&dataPublicac
ao=17/09/2010&localPublicacao=DEJT&query=>. Acesso em: 20 abr. 2014.

CANOTILHO, J. J. Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 7. ed.


Coimbra: Almedina, 2010.

CUNHA JÚNIOR, Dirley da. Curso de Direito Constitucional. 5. ed. rev., ampl. e
atual. Salvador: JusPodivm, 2011.

DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 11ª ed. São Paulo:
LTr, 2012.

DIDIER JÚNIOR, Fredie; ZANETI JÚNIOR, Hermes. Curso de direito processual


civil processo coletivo. 7. ed. rev., ampl. e atual. Salvador: Juspodivm, 2012. v. 1.

DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro. 2º volume. 26 ed. São
Paulo: Saraiva, 2011

EÇA, Vitor Salino de Moura. A prescrição intercorrente no processo do trabalho.


São Paulo: LTr, 2008.

GONÇALVES, Marcus Vinicius Rios. Direito processual civil esquematizado. São


Paulo : Saraiva, 2011.

NEGRAO, Theotonio. Código de processo civil e legislação processual em


vigor. 44. ed. atual. e reform. São Paulo: Saraiva, 2012.

OLIVEIRA, Francisco Antonio de. Comentários aos enunciados do TST. 5. ed.


São Paulo: Revista dos Tribunais, 2001.
PAMPLONA FILHO, Rodolfo Mario Veiga. Prescrição trabalhista: questões
controvertidas. São Paulo: LTr, 1996.

PEREIRA, Caio Mário da Silva. Instituições de Direito Civil. Vol. I. 21. ed. Rio de
Janeiro: Forense, 2006.

PINTO, Raymundo Antonio Carneiro Enunciados do TST comentados. 6. ed. São


Paulo: LTr, 2002.
23

RUSSOMANO, Mozart Victor. Comentários à consolidação das leis do trabalho:


v.1. 17. ed. atual., rev. e ampl. Rio de Janeiro: Forense, 1997.

THEODORO JUNIOR, Humberto. Curso de Direito Processual Civil: Volume I. 50.


ed. Rio de Janeiro: Forense, 2009.

VENOSA, Sílvio de Salvo. Direito Civil: parte geral. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2012.
v. 1 (Coleção Direito Civil).