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MELANIE KLEIN

A psicanalise kleiniana perpassa por Freud e continua totalmente leal ao


sistema porem com inovações que não podem ser considerados como um sistema
fechado e acabado, a psicanalise de raiz kleiniana possui opositoras ao tema
comum de estudo, no caso foi à própria filha de Freud, Ana Freud, que ambas estão
de desarco com a maneira de perceber o desenvolvimento da criança e suas
consequências psíquicas.

Melanie Klein, uma das primeiras mulheres psicanalistas, essa mulher


reconheceu contribuição de Freud, inclusive a pulsão de morte, foi umas das
mulheres que presenciou a origem dos fundamentos da psicanalise quanto ao
tratamento com as crianças.

Melanie Klein nasceu em 30 de março de 1882 em Viena onde se casou


com 17 anos com um jovem engenheiro químico chamado Arthur Klein, que
posteriormente viajaram pra Budapeste, onde passou a viver após o casamento, ela
teve o seu filho mais velho chamado Hans, que morreu aos seus 26 anos de idade.
O que resultou numa profunda depressão o que lhe rendeu varia viajem em busca
de tratamento a sua depressão.

Aos seus 32 anos acabavam de ter seu terceiro filho chamado Erich, que
posteriormente passou com o nome de Fritz, sua mãe que cuidava da casa dos
Klein Libussa Reizes morre, e finalmente Melanie Klein lê o livro de Freud intitulado
“O sonho e sua interpretação”.

Melanie Klein em 1916 com suas terapias com um dos mais conhecidos da
psicanalise hungariana, Sándor Ferenczi, que lhe deu o conceito fundamental da
psicanalise o inconsciente e suas implicações, o que lhe deu profunda convicção da
do modelo psicanalítico, este o ajudou na crença da existência de um dom que havia
em Melanie Klein o dom de se relacionar com crianças, devidos estes incentivos
mais tarde Melanie faz sua primeira analise com o seu próprio filho Erich lhe
rendendo a membresia na Sociedade Psicanalítica de Budapeste.

Durante 1920 houve várias revoluções no império Austro-húngaro o que lhe


renderam a saída dessa região, devido o convite de Karl Abraham de residir na
Alemanha, durante este tempo Melanie estudou com Karl em uma analise.
Comunicou seus tratamentos com crianças pequenas e seu método, técnica
psicanalítica do brincar.

Melanie Klein então ganha reconhecimento pelos seus trabalhos e varias


convites para serem palestrantes com suas ideias sobre lidar com crianças no
contexto psicanalítico.

Melanie com sua popularidade foi a Inglaterra participar da conferencia


sobre os seus trabalhos o que ouvindo o presidente da Sociedade Psicanalítica
Britânica, Ernest Jones, lhe convidou para morar definitivamente na Inglaterra e
aceitou ainda mais com a morte de seu mestre Karl Abraham em 1926 e a partir
deste tempo Melanie focou envolvida com trabalhos de Sociedade Internacional e
Local da psicanalise.

Morreu aos seus 78 anos, onde as vésperas continuava a ensinar os seus


alunos em formação com os seus manuscritos, Melanie era descrita por Virginia
Woolf como uma mulher que aparentemente normal possui sempre algo em mente
nunca comum mas sempre com alguma informação oculta sobre o que se passava
ao seu derredor.

Suas teorias de maior contribuição sem duvida é a técnica psicanalítica do


brincar que possui embasamento em Lacan com suas teorias do sujeito e
significante/significação e segundo Klein consisti na atividade de escutar assim
como uma analise de adultos com objetivo de ouvir o que a língua fala sem que
tenhamos o conhecimento e um sujeito que quer mudar.

A técnica do brincar possui diferencial de modo de lidar com os adultos e


esta diferença está no mundo infantil e como se pratica, crianças não possuem
todas as construções de pensamentos que os adultos possuíam então a maneira de
tratar também tinha que ser diferentes, ela identificou que técnicas essências eram
as mesmas como a atividade de falar e seu diferencial na técnica é que o mundo
infantil necessitar se comportar brincado, devido seu psiquismo ser de outra forma.

A técnica psicanalítica do brincar se distingue na forma de pratica com as


técnicas similares como a ludoterapia que é atividade do brincar porem há formas de
tratamento é diferente, pois, o sujeito do ludoterapia é colocado em situações que
exponha todo esse conteúdo inconsciente através do brincar o que para Melanie
Klein isto constitui um erro por ser tratar de pratica que não possui informações
sobre tratar a transferência negativa. Num tratamento de crianças, e da mesma
forma de adulto, onde a fala tem forma de alivio, o brincar não é satisfação das
pulsões, tece um vinculo entre terapeuta e a criança, não cabe rompê-lo. Chamada
observação analítica da criança pequena numa escuta, num encadeamento
subjetivo e transferencial, pode dar material precioso ao analista.

Play-Technique é nome dessa contradição: afirmar que a um psiquismo


especifico da criança, tratamento dos pacientes pequenos é idêntica á dos pacientes
adultos. O brincar num tratamento adquire o estatuto de cristalização, de
compressão metafórica, no brincar, as crianças representam simbolicamente
fantasias, desejos e experiências, filogeneticamente adquirido, com os sonhos nos
familiarizaram. É necessário levar em conta o material que as crianças apresentam
durante a sessão: brinquedos, dramatização, água, recorte e desenho, a maneira
como brincam a razão porque passam de uma brincadeira para outra e os meios de
representações, repleto de sentido, quando interpretamos exatamente como um
sonho. Uma interpretação gera a ocorrência de outras brincadeiras, então a angustia
diminui na criação de uma nova simbolização.

Para Melanie Klein, as condições práticas e teóricas da interpretação são as


mesmas de um adulto, não é a idade do paciente que é determinante, é a atitude e
convicção interna do analista que descobre técnica apropriada.

Técnica psicanalítica do brincar, o aparelho psíquico da criança pequena


tem alto nível de tensão, a angustia muito presente, muito intensa, as
representações só avançam deslocando-se passo a passo, palavra por palavra, a
condensação, é difícil por causa da angústia, que só se realiza expressão particular.

Melanie Klein formula, já em 1924, os fundamentos psicanalíticos do


tratamento com crianças, onde começou uma luta contra Anna Freud e os analistas
vienenses, inclusive Freud, e uma luta contra ela mesma, consistiam em misturar
educação com análise, depois ela rompeu com a educação.

Na posição de principio que colocou o brincar no cerne da formação do


inconsciente permitiu Melanie Klein fazer descobertas. Processo elaborado por
Freud que é da identificação.
De menos atingidos pela proibição, abandona o objeto de amor e desejo
incestuoso e transforma seu investimento nos pais, ela internaliza a proibição.

Melanie Klein constatou que pequeno paciente neurótico menos de quatro


anos sofriam a influência de um supereu descreve como feroz, caprichoso, de uma
severidade tirânica e implacável. Essa identificação primordial é direta, precoce
qualquer investimento objetal. A escolha objetais pertencentes ao primeiro período
da sexualidade infantil, que concernem ao pai e á mãe da relação edipiana.

As descrições do sadismo, no inicio da constituição do eu, graças a ela, a


criança pode viver: “Goza a vida bebendo teu leite, morde, devora, corta, ataca, se
não tiver satisfeito”. Os bons e maus objetos internalizados, portanto, são uma
derivação do sadismo, as pulsões destrutivas e a deriva fantasística que a
acompanha, só são temperadas no momento do declínio do Édipo, quando a criança
renuncia a mãe. Mais precisamente ao objeto da mãe é fonte de vida, o seio, é uma
batalha incessante, que começa desde o desmame.

A culpa não nasce dessa iniciativa incestuosa edipiana, mas das pulsões
libidinais são inseparáveis, produto de formação do supereu e da incorporação a
criança, em sua fantasia, faz desse mecanismo um teatro de horrores em que,
retalhando-a para lhe roubar o seio, o pênis do pai, suas fezes etc.

O corpo da mãe é, com efeito, o pivô fantástico de todo os processos


sexuais da criança, que nas fases sádicas-oral e sádicas-anal, quer apropriar-se do
seu conteúdo e também por curiosidade, reconhecê-los. Esse vínculo muito
significativo com a mãe introduz, no menino e nas meninas, uma fase
desenvolvimento até desconhecida, que consiste numa identificação muito precoce
da mãe, que M. Klein intitula fase de feminilidade.

O menino quer os órgãos da concepção, a vagina e os seios, “fonte de leite”,


como um órgão de receptividade e generosidade, ele quer um filho tal como sua
mãe o tem, e o pênis do pai, estando todos os objetos dentro do ventre materno,
teme os mesmo ataques contra seu corpo. Ele desloca seu ódio e sua angústia,
inspirado pelo pênis do pai, para corpo da mãe, que se torna uma mãe com pênis e
castradora. A mãe, portanto é portadora e mediadora da castração pelo pai. Para
Melanie Klein, esse deslocamento desempenha um papel importante na etiologia
dos distúrbios mentais, é também uma das causas do homossexualismo e das
perturbações da sexualidade masculina.

Freud estava considerando o supereu advindo do declínio do Èdipo,


enquanto Melanie Klein analisava o supereu arcaico, pressuposto, no entanto, por
ele mesmo. Melanie Klein tinha enxergado mais longe.

A mãe kleiniana aparece como a metáfora, a imagem da Outra Cena, para


empregarmos uma noção freudiana, ou seja, como lugar onde para o sujeito suas
fantasias e seus desejos inconscientes, a simbolização e constituição do eu.

Há uma diferença entre a mãe freudiana e mãe kleiniana, pois o grande


trauma, para Melanie Klein, visão da castração da mãe, não e a castração
representada pela possível privação do pênis, é o trauma do desmame. A mãe é
portadora do seio, é mamófora, houve uma degradação dos conceitos de seio e de
mãe, que são objetos primordiais, míticos isso acarretou uma confusão desses dois
nível nas reflexões e na pratica psicanalíticas.

A precocidade do supereu decorre de sua origem pré-história e filogenética,


a precocidade do conflito edipiano deste desmame, que identifica com a mãe nos
dois sexos, deslocamento dos objetos internalizados, foram os três avanços que
permitiram Melanie Klein estabelecer a transferência no tratamento com crianças
pequenas, ao contrario do que Freud afirmava, trata-se uma transferência
espontânea o inconsciente infantil na medida que geram ou dissipam a angústia,

A dimensão simbólica da castração, isto é, a perda que tem efeitos de


simbolização, seria uma problemática do luto, tal como Melanie Klein a destacaria na
saída da posição depressiva.

A metapsicologia Kleiniana e suas descobertas

A criança gosta de exprimir a relação objetal pela identificação: sou o


objeto. O ter é a relação posterior recai no ser depois da perda objetal. Modelo, seio
é um pedaço de mim eu sou o seio.

A metapsicologia kleiniana elabora principio da constituição do eu, do


narcisismo primário e secundário, ou seja, a passagem do complexo do desmame,
da fase feminina para o complexo Édipo, sob os termos fase esquizo-paranóide e
posição depressiva. A “posição” adotada por M. Klein e os kleinianos. Essa
padronização apaga uma diferença: se aposição depressiva e realmente uma
posição, de riqueza semântica de lugar subjetivo, a fase esquizo-paranóide é uma
passagem, posição depressiva esboço de profundidade e despedaçamento caótico.
Não há nenhuma ligação entre as duas. Melanie Klein teve preocupação, “fase” ou
“posição” de não reduzir esse momento á época do desenvolvimento da primeira
infância. Encontramos os mecanismo esquizo-paranóide e o depressivo mais tarde,
na adolescência e na idade adulta. Trata-se de posição subjetiva ou passagens
outra posição subjetiva, bem como de etapas do desenvolvimento psíquico.

O tríptico da posição depressiva

Já em 1934, a “Contribuição á psic ogênese dos estados maníaco-


depressivos” foi uma exploração da psique kleiniana. Assim como interpretação dos
sonhos para Freud, texto sobre a depressão para Melanie Klein, aos 52 anos a
maneira de terminar sua análise com Abraham, artigo de Abraham, “a psicose
maníaco-depressivo” e “os estados maníaco-depressivos e os níveis pré-genitais da
libido”, a psicopatologia da melancolia, da mania e da paranoia e, por fim, á sua
prática com paciente muito pequenos e com adultos.

A posição depressiva infantil, o bebê, por volta de seis meses, o bebe por
volta de 6 meses acha-se numa posição em relação de sua mãe como um objeto
completo e não mas por partes(seio, mãos, rosto e etc.). Tem como efeito
depressivo.

Em seu livro “O livro e a sua relação com os estados maníaco-depressivos”.


Melanie Klein abordou com profundidade a posição depressiva e numerosas defesas
erguidas para combater um a depressão e o luto resultante da carência do objeto.
Após 6 anos depois foi notados alguns mecanismos esquizoides a amplitude de um
estado da posição depressiva, onde este dominadas por forças paranoides e pela
clivagem do objeto primordial em um objeto bom e um objeto mau.

A fase esquizo-paranóide

Para o autor é colocado em então que o começo a “gênese” da constituição do bebe


em ótica kleiniana é visto como o sujeito sendo um seio e que a partir do mesmo se
envolve em si mesmo para sua própria sobrevivência, então é visto condições que
podem dificultar esta sobrevivência como: a descoberta que existe outro além de
si(seio) o que pode ocasionar para o sujeito medo angustiante intenso que também
pode tomar a forma de um senso de perseguição devido sua existência ser colocar
em perigo pelo um outro que pode barrar a si.

Umas das formas de sistema e defesa acionado contra este perigo interno é
através da administração de ferramentas que o permitem sua existência como a
atividade da clivagem que seria a divisão do objeto, que seguindo o contexto seria
uma distinção de bum seio bom e outro mal, que seria considerado um objeto que
possui e outro é taxado de um objeto que está ausente. O sujeito então é descrito
como uma divisão de si em ser e objeto, então passa querer o que não possui no
caso o seio mal, como um processo ele se formará a partir daquilo que não possui e
formando-se uma segunda identidade.

Devido esta divisão interior de si como um sujeito e objeto são instaurados


uma forma clara de mecanismo de defesa como introjeção e projeção, o mecanismo
de introjeção é a ferramenta que permitirá a internalização de tudo o que o sujeito
quer com o objetivo de ser integro porem esta ferramenta é limitada o que acarreta
em conflito interno.

O processo de introjeção de colocar para dentro funciona de maneira que


esse mecanismo também participa da divisão de objeto e somente com a
identificação então é colocado estes fragmentos em totalidade é descrito que esse
processo é definitivo.

O processo de projeção acontece na medida em que há a identificação por


meio do processo introjetivo e percebe que possui medo do seio mal só que não há
mais saída para expulsar esse conteúdo então é instalado um medo por conviver
com uma possível retaliação vingativa por parte do seio materno.

Então o sujeito possuindo o conteúdo daquilo que desejava ter é acometido


de medo por ter o pensamento que o que absorveu pode lhe causar um dano
provocando assim uma angústia neste processo de absorver o mundo externo
prejudicando assim o seu relacionamento com o seu mundo exterior então é
colocado em outro objeto equivalente, então nasce um novo processo de
mecanismo de defesa chamado recalcamento segundo a definição freudiana.

A fase esquizo-paranóide é dominada pelo prazer na sensação de dor no


outro e para isso o bebê acionar todas suas zonas erógenas para destruição do
seio, durante este o bebê continua com medo de ataque por parte do seio mal,
porém sua defesa é a aniquilação desse seio, por isso o bebê oferece seus
excrementos para colocação no corpo da mãe. A mãe então é mal vista e por isso
há relação projetiva com ela.

O conceito de identificação projetiva por Melanie Klein visar esta relação de


dar para quem é devida no caso a mãe é o alvo dessas ações, é bom saber que
conteúdo positivos também são transmitido para seus alvos isto serve para a
construção do eu.

Esse tipo de identificação causar uma confusão de formação do eu e o


outro, Melanie Klein esclareceu que a natureza arcaica desse mecanismo só esta
presente no bebê, com o angustia e dos mecanismos de esquizo-paranóides, que
desaparece no inicio do segundo ano.

O “seio mau” é percebido como um perseguidor interno e externo, ás fezes


produzem caráter fantasístico e não realista que a criança cultiva com todos os
objetos de seu corpo, prossegue os mecanismo de introjeção e projeção como o
bom objeto, desde o inicio, e ajuda processo de desenvolvimento, o eu vem a se
organizar. Sem o objeto bom seio presente e do bom seio ausente(alucinado), o
desenvolvimento se interromperia.

A posição depressiva

Ao seis meses, o eu da criança vê-se diante da necessidade de conhecer


tanto realidade psíquica a realidade externa, os objetos reais e imaginários, eles
internos ou externos estão todos ligados. A criança passa a conhecer a mãe pessoa
inteira e se identifica com uma pessoa completa, real e amada. A posição
depressiva se identifica pelo lugar, pela posição que o sujeito ocupa em relação á
mãe, a quem apreende de uma forma completa. A criança investe libidinalmente
essa forma completa, torna objeto de amor, não mais objeto dos desejos, é o
narcisismo secundário. Perda do objeto, não pode ser sentida como perda total é
amado como objeto total, essa perda é o acesso ao outro é decisiva num
tratamento. A transposição dessa etapa tem efeito depressivo, e o sadismo diminui.

O sujeito tem que confrontar com o fato de que objeto de amor é o mesmo
que o objeto de ódio. O eu está identificado como o objeto total, percebe sua
impotência para defender seu bom objeto total dos objetos persecutórios
anteriormente internalizados. O medo de perder o objeto amado, sua perda e o
desejo de recuperá-lo provoca o que Melanie Klein chama de nostalgia que tem
efeito depressivo. A forma total do eu depende do objeto amado, essa razões da
angústia persecutória, nostalgia proximidade entre o amor e ódio. Estão na origem
da depressão infantil, com dolorosos conflitos vivenciados na situação edipiana, da
neurose infantil. O sujeito para evitar sofrimento da depressão, defende-se contra a
presença do objeto total, amado aponta para sua perda.

As defesas de origem maníacas se manifestam como sendo de onipotência


na tentativa de controle sobre objetos que oferecem condições de risco para seu eu,
esta atitude é reflexo daquilo que seu eu constituído representa como uma vontade
de dominar, humilhar e tortura manifestando assim o ódio que segundo autores esta
tem como fonte uma pulsão de autopreservação do eu.

O autor defende então a ideia que o sujeito precisa para sua própria
reparação a de preservar o corpo materno dos ataques dos maus objetos ou restituir
aquilo tirado, restituir a integridade ao objeto de amor tem um efeito de restauração
do eu.

O processo do luto significa o tempo em que o sujeito é restituído de toda


sua carência como bom é perdido causando um forte impacto na constituição em
que o sujeito está estabelecido.

Melanie Klein passar pelos conceitos freudianos como a melancolia, ao luto,


objeto de amor como suporte do objeto perdido e reerigido no eu.

A posição depressiva caracteriza-se momento crucial do curso do


desenvolvimento, onde o sujeito consegue, realizar a mãe como objeto em sua
totalidade, e organizar mundo caótico dos objetos parciais, colocando dentro ou fora
dessa forma total, tendo uma diminuição da angústia, tem a perda do objeto de amor
que é a mãe, em analise é o seio que ele mesmo foi no passado. Dai a depressão
(impotência, nostalgia e dependência) e o luto. È do resultado do trabalho de luto do
objeto que depende a saída da neurose infantil e da neurose transferencial.

Para Melanie Klein, todo luto que ocorre na vida reaviva a posição
depressiva, tem episódio confusional, ativado pelas angústias persecutórias e pelos
sentimentos de ódio, desespero e saudade. A nostalgia, isto é, memória do bom
objeto, o estímulo para o trabalho do luto, nesse estágio do luto, o sofrimento pode
torna-se produtivo, a reconstrução do mundo interno então o sucesso do trabalho do
luto. Melanie Klein a compreensão do luto consumado um alcance teórico e
terapêutico de tamanha importância que, em 1940, disse ser impossível avalia-lo.

A inveja

Melanie Klein estava com 75 anos, quando escreveu livro inveja e gratidão
que prestou homenagem a Karl Abraham, passada uns trinta ano depois de sua
morte. A inveja esta ligada ao complexo de Èdipo: fala-se em inveja do pênis na
menina ou em inveja da feminilidade e da gravidez no menino, nos casos de
inversão do Édipo. Para Melanie Klein, esse desejo é complexo, pois a inveja do
pênis do pai, que tem existência própria, é reforçada por duas fontes: inveja do
corpo da mãe é inveja de tudo o que ele contém o pênis e os bebês. Inveja do seio,
é a primeira emoção, sujeito com seio materno e com a mãe, provém de uma
inversão de ter feito parte do corpo materno. O seio bom, incorporado, parte
integrante do eu, a criança se achava no interior da mãe agora coloca a mãe em seu
interior.

A inveja é um sentimento de cólera experimentado pelo sujeito quando ele


teme que outro a mãe ou outra criança possua essa coisa desejável e goze com ela,
a “jalouissance”, diria Lacan.

A inveja do seio tanto pode ser provocada pela gratificação do seio bom,
quanto recurso infinito do seio, frustações e pela perda do seio. A inveja significa
literal mente, lançar um olhar mau.