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WINNICOTT E OS FENÔMENOS TRANSICIONAIS

Os estudos de Winnicott tem como origem o estudo a partir de crianças em


seus seis primeiros meses de vida, se baseou no contexto da evolução psíquica da
criança pequena, esta fase esta estruturada em o bebê se considerar um único que
possui toda liberdade e poder, e então ter a necessidade de ter objetos que o atraem
e a necessidade de ser um só com a mãe, porém descobre a existência de outro
que existe além de dele mesmo, como resultado dessas consequências de
descobertas ainda mesmo com angustia é primordial ser um com a mãe, em todas
estas imagens que o bebê projeta eles enfrenta uma desilusão por se acha único e
agora perseguido pela existência de outro que há independente dele, é gerado uma
angustia qualificada como depressiva durante este processo.

As observações de Winnicott sobre as crianças por eles avistadas são:

1.O bebê tem a tendência de levar tudo a boca incluindo objetos junto com
os seus dedos.

2.Possui o desejo de chupa aquilo que ele tem em suas mãos ou não
dependendo daquilo que esta disponível para pegar objeto ao seu redor.

3.Desde os seus primeiros meses o bebê começa a puxar fiapos de lã para


se fazer bolotas com que acaricia e raramente leva a boca para engolir.

4.Surgem atividades que buscam a região oral acompanhada por sons e


balbucios.

Estas descrições servem para demonstrar que existe a diversidade de modo


de interagir com o objeto presente, essa atividade é importante, pois permiti oculta a
angustia em momentos prepotentes para esse quadro então é um mecanismo de
que será definida em ótica winnicottiana como fenômenos transicionais, esta
atividade recebe este nome por exercer a função de ocupar aquilo que poderia
representar para a criança no caso uma depressão angustiante.
Esta atividade transicional proporciona para bebê um espaço intermediário
entre a realidade interna e externa tem um papel de amortecedor no choque
ocasionado pela conscientização de uma realidade externa, povoada de coisas e
pessoas, de fantasias pessoais, esse espaço, em virtude do lugar que ocupa, é
igualmente qualificado de transicional.

O objeto transicional é um sinal tangível da existência do espaço


transicional. Importante não é a existência efetiva de um objeto, mais a existência de
um espaço transicional, de poder ser habitado por fenômenos transicionais que
passam despercebidas aos olhos do observador. A existência do objeto transicional
serve de defesa contra angústia depressiva, este objeto e carregado de
significações, ele representa a mãe nos momentos tranquilos, “Ele representa a
transição da criança pequena que passa do estado de união com mãe para o
estado em que se relaciona com ela como uma coisa externa e separada”. Ele
marca a passagem controle onipotente, exercido na fantasia, para o controle pela
manipulação. È reconhecido da realidade externa percebida como tal, não
interpretada numa atividade fantástica. O objeto não é esquecido, mas desinvestido,
quando deixa de necessário á criança, perde sua significação quando os fenômenos
transicionais tornam-se difusos e distribuem pelo espaço transicional.

Durante toda vida o espaço transicional vai acompanhar, será ocupado por
atividades lúdicas e criativas extremamente variadas. Terá por função aliviar o ser
humano das tensões pela realidade de dentro e fora.

Campos do desenvolvimento psíquico, o ambiente desempenha uma papel


no aparecimento e na evolução dos fenômenos transicionais. Para Winnicott, é o
sinal de que a mãe foi suficiente boa. Fenômenos transicionais a sua evolução o
ambiente tem respeitar e proteger sua expressão. Os pais reconhecem valor do
objeto, e carregam porto da parte até nas viagens. A mãe não toca e nem lava para
não interferir no processo da experiência da criança pequena, que tem uma
significação e o valor, objeto para criança.

Winnicott afirma na normalidade dos fenômenos transicionais, há alguns


casos podemos discernir uma psicopatologia. Por exemplo, mãe se ausenta por
muito tempo, ultrapassa a capacidade da criança de manter na memoria lembranças
da mãe, assiste-se desinvestimento do objeto. Desinvestimento pode ser procedido
por uso excessivo, corresponde a uma tentativa de negação da separação da mãe e
o sentimento de perda que ela provoca.

Decorre dessa fase os diferentes distúrbio psíquico ligados falta de


sobrevivência da mãe, agrupa sob termo “doenças da pulsão agressiva”, tendência
anti-social, hipocondria, a paranòia, a psicose maníaco-depressiva e algumas
formas de depressão.

Winnicott não propõe um manejo técnico do tratamento dos distúrbios


psíquicos. Mas chama a atenção para o fato de que a análise cuida do embate entre
a agressividade e a libido, entre o ódio e o amor, que a criança se preocupa com as
consequências de seu ódio e sente culpa por ele. O que importa é a sobrevivência
do analista, que sustente a situação analítica, que não faça represálias em resposta
ao ódio exprimido ou atuado pelo paciente.

O ambiente é fundamental para a construção da personalidade do ser


humano a partir dessa perspectiva desenvolvimentista, para Winnicott, o ambiente
continua a exercer influência, na criança que cresce no adolescente até no adulto.

Assistimos ao estabelecimento progressivo de uma interdependência entre


individuo e o ambiente.

Winnicott achava que Freud tinha dito o que havia para dizer no campo das
neuroses, e que havia instaurado uma técnica terapêutica adaptada aos pacientes
neuróticos. Nesse campo, ele não via nada a acrescentar. Seu interesse voltou-se
para vida dos recém-nascidos, dos bebês, e para os distúrbios cuja etiologia era
anterior á fase edipiana. Winnicott a ampliar o campo de reflexão e de aplicação da
psicanalise. Ele passou do estudo dos conflitos intrapsíquicos para o estudo dos
conflitos intrapsíquicos, das distorções psíquicas provocadas por um ambiente
patogênico .Esse estudo levou-o a reconsiderar a técnica analítica clássica.