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Neste trabalho será abordado análise não linear do reservatório elevado do bairro Portão –

Curitiba, através de ferramenta computacional de solução rigorosa que emprega elementos


finitos. Atualmente ferramentas de simulação computacional tem sido cada vez mais
empregada pelos projetistas para solucionar sistemas estruturais, quando a obras é possui
grande complexidade ou a importância tem-se utilizado simulação não linear para verificações
em serviço, optou-se para utilização neste trabalho o software ansys, o qual permite a
modelagem materiais heterogêneos. Para realizar está análise, primeiramente serão reunidas
informações a respeito da estrutura existente (materiais, geometrias, etc.) para alimentação de
entrada da ferramenta computacional, posteriormente será feita interpretação e a comparação
dos dados extraídos do software com a solução adotada na prática. A metodologia adotada
nesta pesquisa é básica, aplicada, quantitativa, levantamento, bibliográfica e estudo de caso
com o método fenomenológico, comparativo
FALTA CONCLUSÃO

1 INTRODUÇÃO
A análise de estruturas de concreto nos dias atuais ainda é baseada em hipóteses simplificadoras
que consideram os materiais (aço e concreto) de comportamento elástico, isto é, as tensões são
proporcionais a deformações, respeitando a clássica lei de Hooke, aprendida na disciplina de
resistência dos materiais. No estado limite último, uma das possíveis formas de ruínas da
estrutura é pelo esgotamento da capacidade resistente do elemento com escoamento do aço
ou ruptura do concreto.
Em obras de grande responsabilidade tem-se adotado auxiliarmente ao dimensionamento em
regime elástico simular a estrutura em softwares que levem em consideração a não linearidade
física do material e a não linearidade geométrica da estrutura. Entende-se pelo primeiro a
heterogeneidade do material concreto armado e fissuração a que está sujeito, apresentando
comportamentos distintos para compressão e tração, já o outro, conhecido também como
efeitos de segunda ordem, diz respeito a situação deformada, onde ocorre interação entre os
esforços atuante e os deslocamentos sofridos pela estrutura (GELATTI, 2012).

Do ponto de vista da obtenção de esforços solicitantes, a análise não-linear entra nesse


contexto com peso mais de verificação do que de determinação de fato desses esforços.
Isso porque para se proceder a uma análise não-linear no caso de elementos de concreto,
por exemplo, a real consideração da perda de rigidez, oriunda da fissuração do material,
conduziria a uma série de instabilidades numéricas justamente por falta de capacidade do
concreto em absorver as tensões. Com o aumento do carregamento, a fissuração evolui e o
concreto perde rigidez e, consequentemente, resistência, não permitindo a aplicação do
carregamento total atuante sobre a estrutura. Por esse motivo não é possível utilizar a
análise não-linear diretamente para obtenção de esforços em estruturas de concreto
armado. Portanto, o que se faz hoje é a análise estrutural elástica, com posterior
dimensionamento dos elementos e, em seguida, dependendo da importância e
complexidade da estrutura, faz-se uma análise não-linear para sua verificação em serviço.
Sanches Jr (2003) e Botta (2003) realizaram comparações entre momentos fletores em
vigas e lajes de concreto armado utilizando, após as estruturas devidamente
dimensionadas, comportamento linear e não-linear dos materiais aço e concreto.
Verificaram que os esforços solicitantes encontrados para ambos os modelos foram
praticamente os mesmos, com pouca diferença entre eles. Esta conclusão é interessante,
pois garante a qualidade da prática realizada nos dias atuais em projeto de estruturas.
Do ponto de vista do comportamento das estruturas em serviço, ou seja, deformações e
deslocamentos dos elementos, por conta da fissuração do concreto e sua alta influência na
rigidez dessas peças, a análise não-linear ganha destaque. É nesse contexto que o trabalho
está inserido, pois se deseja mostrar a importância de se considerar modelos não-lineares
adequados na verificação do comportamento estrutural de elementos em concreto armado
em serviço. Além disso, através de comparações entre alguns resultados para uma viga
isostática em concreto armado, procurou-se mostrar as diferenças entre as abordagens
possíveis para a resolução desse problema. Em particular, chama-se atenção para as
respostas obtidas com a modelagem tri-dimensional feita no ANSYS e a modelagem
unidimensional feita via MEF com modelo de dano para o concreto e modelo
elastoplástico para as armaduras.