Você está na página 1de 26

INSTITUTO POLITÉCNICO DO PORTO

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA DA SAÚDE DO PORTO

Sérgio José Pinto Teixeira


10120508

Relatório de estágio
Valência de colheita de sangue

Curso: Análises Clínicas e Saúde Pública


Ano: 3º

Início: 1 de Setembro de 2014


Fim: 19 de Setembro de 2014

Vila Nova de Gaia


Setembro, 2014
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

Índice Geral

Índice Geral........................................................................................................................ i
Resumo/Abstract...............................................................................................................ii
Índice de Figuras.............................................................................................................. iii
Introdução........................................................................................................................ 1
I. Centro Hospital do Porto...........................................................................................1
II. Central de Colheitas..................................................................................................1
III. Objectivos................................................................................................................2
IV. A importância da colheita de sangue no contexto das análises clínicas .................3
Desenvolvimento.............................................................................................................. 4
I. Recepção.................................................................................................................... 4
1. Secretariado............................................................................................................... 4
1.1. Requisições de análise............................................................................................ 4
II. Sala de Colheitas.......................................................................................................5
1. Entrada do paciente na sala de colheitas...................................................................5
2. Identificação de amostras para análise ..................................................................... 5
3. Preparação e orientação do paciente..........................................................................6
4. Colheita de sangue.....................................................................................................7
4.1. Escolha do local da punção....................................................................................7
4.2. Procedimento da colheita de sangue venoso.......................................................... 8
4.2.1. Escolha da agulha adequada.............................................................................. 11
4.2.2. Resolução e prevenção de problemas................................................................13
4.2.2.1. Hemólise.........................................................................................................13
4.2.2.2. Hematomas pós-punção..................................................................................13
4.2.2.3. Hemoconcentração.........................................................................................13
4.2.2.4. Uso do álcool..................................................................................................14
4.2.2.5. Punção mal sucedida......................................................................................14
5.Colheita de urina.......................................................................................................15
5.1. Amostra ocasional................................................................................................15
5.2. Urina tempo determinado (24/12 horas)..............................................................16
6.Colheita de fezes.......................................................................................................17
6.1. Exame microbiológico e bioquímico, ptt, osmolaridade).....................................17
6.2. Pesquisa de sangue oculto....................................................................................18
7. Transporte das amostras para o laboratório.............................................................18
Conclusão....................................................................................................................... 19
Bibliografia......................................................................................................................20
Anexos............................................................................................................................. 21

I
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

Resumo
O presente relatório de estágio enquadra-se na unidade curricular de Educação
Clínica II, pertencente ao terceiro ano da Licenciatura em Análises Clínicas e Saúde
Publica, lecionada na Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, do Instituto
Poltécnico do Porto.
O estágio, que decorreu no serviço de colheitas do Centro Hospitalar do Porto
(Hospital de Santo António), teve a duração de três semanas (15 dias úteis), com uma
carga horária de cinco horas diárias.
Nas póximas páginas irá ser abordada a caracterização da instituição de
acolhimento, descrição geral do modo de funcionamento dos serviços prestados pela
central de colheitas e as atividades desenvolvidas no âmbito do estágio curricular.

Abstract
The aim of this report is to briefly describe all the work that has been developed
upon the extent of the curricular unit “Educação Clínica II”, as part of the third year of
my bachelor degree of Medical and Public Health Laboratory Technologist by the
Superior School of Health Technology of Porto.
The internship work was developed at the Blood Test Department (Phlebotomy)
at Centro Hospitalar do Porto. The training lasted 75 hours, from September 1th 2014 to
September 19rd 2014.
This paperwork will describe the characterization of the host institution, a
general description of the mode of operation of the services provided by the Blood Test
Department and activities carried out under the traineeship.

II
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

Índice de Figuras

Fig. 1. Vacuette VIP System.............................................................................................5


Fig. 2. Organização da instituição de estágio....................................................................6
Fig. 3. As veias superficiais do braço................................................................................7
Fig. 4. Veias do dorso da mão...........................................................................................8
Fig. 5. Adaptador do Sistema Fechado de Colheita “Holdex”..........................................8
Fig. 6. Agulha tipo “butterfly”, acoplada ao holder..........................................................9
Fig. 7. Agulha de maior calibre - 20G.............................................................................11
Fig. 8. Butterfly verde - 21G...........................................................................................12
Fig.9. Butterfly azul claro - 23G.....................................................................................12
Fig. 10. Agulha parcialmente inserida na veia................................................................13
Fig. 11. Bisel da agulha encostado à parede da veia.......................................................14
Fig.12. Veia extravazada pela agulha..............................................................................15
Fig. 13. Transferência da urina para os tubos..................................................................15
Fig. 14. Acessórios utilizados para a colheita de urina...................................................16
Fig. 15. Tubo de fundo cilíndrico....................................................................................17
Fig. 16. Tubo de fundo cónico........................................................................................17
Fig. 17. Contentor de 30mL em poliestireno para colheita de fezes...............................17

III
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

Introdução

I. Centro Hospitalar do Porto

O Centro Hospitalar do Porto, EPE foi criado a 1 de Outubro de 2007, através da fusão do
Hospital de Santo António, EPE com o Hospital Central Especializado de Crianças Maria Pia e a
Maternidade Júlio Dinis. Em 2011, foram novamente alargadas as fronteiras do CHP, fundindo-
se com o Hospital Joaquim Urbano e nesse ano foi também inaugurado o CICA.

II. Central de Colheitas


As instalações da Central de Colheitas ficam no edifício conhecido por “ex-CICAP”. No
piso 0 encontra-se o secretariado, onde o doente dá entrada dos seus dados e entrega a
documentação necessária, que inclui a convocatória e/ou a respectiva requisição da(s) análises.
Na Central de Colheitas trabalha uma equipa multidisciplinar que em conjunto contribuem para o
bom funcionamento e excelência dos serviços prestados. Os postos de colheita são ocupados por
técnicos de análises clínicas experientes e habilitados à função. Existe ainda um posto de colheita
reservado a um profissonal de enfermagem. Imprescindível é também o trabalho das assistentes
operacionanais e assistentes técnicas, bem como o mensageiro, para o transporte das amostras até
aos laboratório.
Aqui é efectuada também uma gestão de prioridades para a chamada dos doentes na fase
seguinte, na sala de colheitas, sendo dado um código de uma letra seguindo os seguindos
critérios:
A - doentes que só vão entregar produtos biológicoa para análise (urina e/ou fezes);
B - doentes prioritários, tais como diabéticos, grávidas e os que têm consulta no mesmo
dia (muitas vezes são doentes de regiões mais deslocalizadas, transplantados ou que estão a ser
seguidos no );
C - população comum;
E - emergências.
A ordem de chamada é depois gerida pelo sistema informático, que possui algoritmos próprios
para tal, permitindo ainda a chamada manual, para algum imprevisto que surja.

1
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

O paciente é então encaminhado ao piso -1, o da central de colheitas, que possui uma sala
de espera e WC.
Após ser chamado, entra na sala de colheitas e entrega a senha que lhe foi entregue no
secretariado, aí recebe uma caixa com os tubos necessários à colheita de sangue (com excepção
dos tubos de tampa azul escura, porque não cabem na máquina dispensadora), e dirige-se ao
posto onde está o técnico que o chamou. Depois é efectuada a flebotomia e/ou entrega de
produtos biológicos.

III. Objectivos

Os objectivos deste estágio, expressos no artigo 3º do Regulamento Geral de Educação


Clínica/Estágio da ESTSP, bem como no Dossier Pedagógico de Educação Clínica II para a área
de Análises Clínicas e Saúde Pública, são os seguintes:
 cultivar as práticas baseadas no saber estar e saber fazer, no serviço de colheitas da
Instituição de Acolhimento;
 efetuar colheitas de sangue, compreendendo todas as fases inerentes à colheita:
 confirmar identidade do paciente;
 aplicar o garrote;
 seleccionar a melhor zona de punção;
 efetuar a punção venosa;
 extrair o sangue;
 efetuar os procedimentos após a colheita.
 Conhecer os vários tubos disponíveis e a finalidade dos respeticos anticoagulantes;
 adquirir as competências indispensáveis na área da interação, comunicação e experiência
através do contacto com a organização em meio hospitalar;
 aplicar, em contexto real, os conhecimentos e competências adquiridos durantes as
unidades curriculares que as precederam, bem como desenvolver, no âmbito do curso,
outras competências na área do exercício clínico/profissional.

2
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

IV. A importância da colheita de sangue no contexto das análises


clínicas
A flebotomia – tiragem de sangue – ainda é um dos procedimentos invasivos mais
comuns nos cuidados de saúde.(8) Cada passo do processo é passível de afetar a qualidade da
amostra, sendo importante para evitar erros de laboratório (erros da fase pré-analítica), uma
qualquer lesão dos pacientes e até mesmo a morte, em casos muito graves.(8) Por exemplo, um
toque de dedo para verificar a localização de uma veia antes da inserção da agulha aumenta a
probabilidade de colher um amostra contaminada. Por isso mesmo, é sempre necessário o uso de
luvas e uma correta desinfeção do local da punção. A homogeneização do sangue no tubo após a
colheita deve ser leve para não provocar a lise ou ruptura dos eritrócitos , podendo, desse modo,
provocar resultados laboratoriais falsos.(8) Existem ainda outros efeitos adversos para os
pacientes, provenientes de uma venopunção menos cuidada: equimoses no sítio da punção,
desmaio, lesão de nervo e hematomas.
Muitas variáveis na fase pré-analítica são responsáveis pela maioria das não
conformidades existentes no processo do laboratório:
 amostra insuficiente
 amostra incorreta
 amostra inadequada
 identificação incorreta
 problemas no acondiciomento e transporte da amostra.
Uma vez que o Hospital é certificado e tem implementado um Sistema da Qualidade que permite
fazer o levantamento desses indicadores, os profissionais da central de colheitas estão sempre
atentos e conscientes dessas falhas.
Por estas razões acima e ainda porque a flebotomia também traz riscos aos profissionais
de saúde, caso sejam realizadas práticas arriscadas que, como se sabe, causam elevados riscos de
lesão por picada de agulha e de transmissão de doença, a formação e a prática nessa área são
muito importantes. (9)

3
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

Desenvolvimento

I. Receção

1. Secretariado
Antes de entrar na central de colheitas, o paciente dirige-se ao secretariado, onde lhe é
pedida a convocatória. Depois o adminitrativo acede à ficha do paciente e dá-lhe um código com
uma letra que corresponde ao tipo de prioridade de chamada para a sala de colheitas, e o seu
número de ordem.

1.1. Requisições de análise


As requisições podem ser de vários tipos, tanto em formuário tradicional (em papel) como
electrónicas. Actualmente o CHP está a utilizar o sistema eletrónico “Sistema de Gestão de
Requisições Eletrónicas (e-requisições). (5)
Todas as requisições enviadas ao laboratório devem conter os seguintes elemento (5):
 nome, a data de nasc;imento e filiação do doente, morada e telefone para contacto
 nome do médico que solicitou o exame e a data e hora da colheita. Ainda na requisição,
deverá constar o local para onde se deve
enviar o relatório final.
Com as informações necessárias devidamente preenchidas pode-se fazer a diferenciação de
pacientes com nomes iguais e gerar registos informáticos completos e correctos. A informação
clínica é muitas vezes fundamental para o diagnóstico.

4
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

II. Sala de colheitas

1. Entrada do paciente na sala de colheitas

Após ouvir a sua chamada o paciente dirige-se à entrada da sala de colheitas, onde lhe é entregue
uma caixa de plástico que contém os seguintes elementos:
 todos os tubos necessários à colheita, exceto os que não podem ser dispensados pelo
aparelho “Vacuette VIP System”, por exemplo, os tubos de tampa azul escura para
hematologia;
 etiquetas autocolantes com identificação, letra e número de chamada do doente;
 etiquetas autocolantes extra para identificar tubos que não foram nas caixas;
 etiqueta autocolante própria para ser coladas na requisição que deverá acompanhar o tubo
de tampa azul com citrato de sódio, para o laboratório.

Fig. 1. Vacuette VIP System.


Imagem retirada do site www.vacuette.pt

De seguida o paciente dirige-se ao posto de colheita.

2. Identificação de amostras para análise


Para que os resultados das análises sejam válidos, é necessário que as amostras cheguem
ao laboratório devidamente colhidas, corretamente identificadas e bem conservadas.
A correta identificação das amostras é um passo vital para sejam evitados erros de
(2)
análise. Os tubos e recipientes das amostras devem ser identificados pelo profissional que
efetua a colheita, com o autocolante e nunca manualmente. (5)
O tipo de produto também deverá constar da etiqueta, sempre que haja possibilidade de
dúvidas quanto à sua natureza.

5
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

Na monitorização de drogas terapêuticas e em provas de função endócrina é necessário


que os tubos de colheita estejam inequivocamente identificados quanto ao fármaco e tempo de
colheita.(2)
Quando se coloca a etiqueta autocolante para identificar o tubo deve-se deixar uma
abertura para que se veja o conteúdo quando o sangue estiver a fluir. Além disso, facilita a
visualização do estado da amostra quando chega ao laboratório.

Figura 2. Identificação de um tubo de vácuo com uma etiqueta autocolante.


Imagem retirada dos apontamentos da UC de Química Clínica I.

3. Preparação e orientação do paciente


Depois de ser entregue a(s) caixa(s) ao paciente, este dirigi-se ao posto de colheita, onde
está o técnico que lhe vai fazer a flebotomia.
Antes de iniciar a colheita, o técnico tem que cumprir algumas ações de controlo e
verificação das condições adequadas, sendo que a primeira delas é verificar se o número da
etiqueta autocolante que está na caixa coincide com o da ficha do paciente que está aberta no
sistema informático. Para confirmar a identificação do doente, o técnico deve perguntar o seu
nome completo, bem como a sua data de nascimento, e comparar com os registados nas etiquetas.
Caso existam, na caixa, etiquetas de tubos a mais, e que sejam para tubos que não vieram nas
caixas porque não são compatíveis com o sistema “Vacuette VIP System”, estes devem ser logo
identificados.
O técnico deve-se assegurar do bem estar do paciente e se ele fez a preparação prévia
para a colheita (análises que requerem jejum, dietas especiais, etc). Por exemplo, os parâmetros:
glucose, lípidos, enzimas ou proteínas, requerem que o paciente vá em jejum. Outro exemplo: se

6
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

o doente não estiver em repouso, isso poderá influenciar nalguns parâmetros a determinar, tais
como lactato e catecolaminas plasmáticas.
De notar que, quando o doente for hipogoagulado, (nem sempre a ficha do doente indica)
será sempre conveniente que o técnico o saiba. Por isso convém sensibilizar o doente para,
sempre que efectuar colheitas, informe o técnico. Assim sendo, será utilizada uma agulha de
calibre mais pequeno, por forma a facilitar o processo de cicatrização, após a punção.

4. Colheita de sangue
4.1. Escolha do local da punção
Nem sempre é fácil encontrar as veias para se puncionar. É muito comum seleccionar-se
a veia mediana (na prega do cotovelo) devido ao seu calibre considerável, por ser bastante
superficial e relativamente fixa. Poderão ser escolhidas outras veias do braço (cefálica, basílica)
ou a veia femural. Em muitos casos as veias movem-se ao toque com a agulha, outros casos são
tão difíceis, que se tem de recorrer a veias da mão. Foram presenciados vários casos como os
descritos acima, durante o período de estágio.

Fig. 3. As veias superficiais do braço


(Davis B. Phlebotomy from Student to Professional 3rd ed.)

7
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

Quando as veias antecubitais não estão acessíveis, por vezes é necessário recorrer às veias do
dorso da mão.

Fig. 4. Veias do dorso da mão


(Booth KA, Wallace AC, Fitzgerald DT. Phlebotomy for Health Care Personnel. 2nd ed. 2009)

Por outro lado o técnico tem que estar sensível a algumas contra-indicações, como
fístulas arteriovenosas, esvaziamento ganglionar (mastectomia), veias esclerosadas, braços ou
mãos edemaciados ou que apresentem algum tipo de comprometimento, presença de
queimaduras, plegias no membro a ser puncionado.(4)

4.2 Procedimento da colheita de sangue venoso

No CHP é usado o sistema fechado de colheita por vácuo.

Fig. 5. Adaptador do Sistema Fechado de Colheita “Holdex”


( Retirada do site da empresa Greiner Bio-One France )

8
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

As vantagens que este sistema apresenta em relação aos sistemas abertos traduzem-se por: (9)
 maior segurança biológica, porque há menos manipulação;
 maior rapidez;
 proporção constante entre aditivos e e volume da amostra;
 facilita a colheita a pacientes com veias difíceis;
 durante a colheita, o sangue flui para uma câmara localizada na parte supeiror do sistema,
permitindo a visualização do sangue, confirmando a correta canalização da veia do
paciente.

Fig. 6. Uma agulha tipo “butterfly” é usada para pacientes não estáveis ou em alguns casos
de veias muito pequenas e frágeis. (Booth KA, Phlebotomy for Health Care Personnel. 2nd ed. 2009)

9
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

Depois de reunidas as condições necessárias, o técnico procede à colheita de sangue,


seguindo os seguintes passos:
 verificar a identidade do paciente, perguntando-lhe o nome e data de nascimento;
 identificar os tubos com as etiquetas de código de barras (sala de colheitas;.
 certificar que o paciente se encontra em jejum quando requisitado algum dos
seguintes parâmetros: glucose, lípidos, enzimas ou proteínas;
 pedir ao paciente para sentar e apoiar o braço;
 colocar uma almofada sob o braço para que este fique estendido e permaneça reto,
ao nível do cotovelo;
 colocar o garrote acima (10 cm) da veia a ser puncionada: a garrotagem deve ser
feita com cuidado não deve prolongar-se por mais de um minuto.
 pedir ao paciente para fechar a mão, para que a veia se torne palpável;
 inspecionar o local para visualizar a veia, incluindo o braço, a área antecubital, o
antebraço, o punho, o dorso da mão; (3)
 palpar a veia;
 desinfetar as mãos com álcool isopropílico a 70%;
 colocar as luvas;
 desinfetar cuidadosamente o local da punção com álcool a 70% e gaze, fazendo
movimentos concêntricos de dentro para fora;
 esperar o álcool secar (restos de álcool podem provocar hemólise);
 não tocar mais no local em que foi realizada antissepsia;
 escolher a agulha mais adequada (ver 4.2.1);
 enroscar a agulha ao holder;
 fixar a veia com firmeza, acima e abaixo do local da punção, entre o polegar e o
indicador;
 introduzir a agulha de uma só vez (mas calmamente para reduzir o desconforto),
com o bisel voltado para cima e atingindo o interior da veia com um ângulo de 15º,
seguindo o trajeto da veia;
 aliviar o garrote , pedir ao paciente para abrir a mão e colher o volume desejado;(5)
(5)
 introduzir o tubo no adaptador, só o retirando quando o sangue deixar de fluir;
(nos tubos com anticoagulantes é importante respeitar a marca de
enchimentoporque a relação amostra/anticoagulante é essencial para a qualidade
dos resultados)

10
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

 Se for feita uma colheita múltipla, colher os diferentes tubos segundo a seguinte
ordem sequencial:
 tubos para a análise do soro;
 tubo seco;
 tubo com gel separador;
 tubos com anticoagulantes;
1. Tubos de coagulação com citrato (rolha azul claro);
2. Tubo de heparina com ou sem gel separador de plasma (rolha azul escura);
3. Tubo com EDTA (rolha lilás);
4. Outros tubos (heparina sódio, heparina lítio, flureto de sódio potássio
oxalato, entre outros);
 homogeneizar o sangue lentamente nos tubos (excepto o tubo seco) para evitar a
hemólise;
 após a colheita remover a agulha e fazer pressão sobre o local da punção até se
processar a hemostase, utilizando uma gaze. Doentes hipocoagulados devem fazer
pressão durante mais tempo;
 colocar um penso protetor;
 desprezar o material para os recipientes próprios;
 verificar se o paciente se encontra bem e se a hemorragia já parou;
 Informar o doente que não deve fazer esforços com o braço puncionado, nem pegar
em objetos pesados, pelo menos na meia hora subsequente à colheita;
 O transporte deve ser cuidadoso e o envio ao laboratório deve ser rápido.

4.2.1. Escolha da agulha adequada


As agulhas utlizadas na central de colheitas do CHP são de três tipos:
 20G - maior diâmetro;
 21G - butterfly verdes;
 23G - butterfly azuis claro.

Fig. 7. Agulha de maior calibre - 20G


(http://www.medline.com/product/VACUETTE-Multi-Sample-Blood-Collection-Needles-by-Greiner-Bio-One/Blood-
Collection/Z05-PF67134)

11
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

Fig. 8. Butterfly verde - 21G


(http://www.islalab.com/portfolio/consumables-and-disposables/blood-collection-safety-products/)

Fig.9. Butterfly azul claro - 23G


(http://www.islalab.com/portfolio/consumables-and-disposables/blood-collection-safety-products/)

Os critéios de escolha da agulha são baseados no tamanho e condição da veia e na


quantidade de tubos a serem colhidos.

12
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

4.2.2. Resolução e prevenção de problemas

4.2.2.1. Hemólise
A hemólise das amostras deve ser evitada a todo o custo. Os eritrócitos podem ser
destruídos se uma grande quantidade de vácuo os puxar através do orifício de uma agulha de
pequeno calibre. Por isso, para os tubos maiores deve utilizada uma agulha de maior calibre.
Uma amostra hemolisada irá produzir resultados errados nos testes laboratoriais. (3)
Também deve ser evitada a agitação extrema dos tudos para evitar a hemólise.

4.2.2.2. Hematomas pós-punção


Pode surgir um hamatoma provocado pelo vazamento do sangue pelos tecidos. Isto pode
acontecer se o garrote for deixado no braço por muito tempo. Também pode occorrer um
hematoma se o bisel da agulha não estiver completamente inserido na veia.

Fig. 10. Agulha parcialmente inserida na veia, causando hematoma.


(Booth KA, Phlebotomy for Health Care Personnel. 2nd ed. 2009)

Se o técnico notar a formação do hematoma, deve imediatamente aliviar o garrote, puxar


a agulha para fora e aplicar pressão no local. Se o paciente se queixar de desconforto, aplicar
gelo na zona do hematoma. (3)

4.2.2.3 Hemoconcentração
Define-se hemoconcentração como um aumento rápido do racio dos componentes do
sangue em relação ao plasma. Pode ser causada se o paciente abrir e fechar rapidamente o punho,
se o técnico deixar o garrote apertado por mais de um minuto, ou simplesmente se estiver

13
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

demasiado apertado. A hemoconcentração deve ser evitada porque pode causar resultados
errados para alguns testes laboratoriais, tais como: níveis de proteínas, contagens celulares, e
estudos da coagulação.

4.2.2.4 Uso do álcool


Se a punção for efetuada antes que o álcool usado para desinfetar a zona seque, pode
cauar uma sensação ardente para o paciente, quando a agulha entrar na pele. Por outro lado, se
o álcool entrar na agulha e se misturar com o sangue, então ocorrerá hemólise e os resultados
laboratoriais serão afetados. Além disso, é o processo de secagem do álcool que provoca a
secagem das bactérias na pele.

4.2.2.5 Punção mal sucedida


Existem várias técnicas usadas para remediar uma falha na obtenção da amostra
sanguínea:
 se o tubo perder o vácuo, deve-se substituir imediatamente o tubo com defeito por
outro;
 se não se conseguir uma amostra de sangue, deve-se reposicionar a agulha,
puxando-a para trás suavemente. O bisel pode estar encostado à parede da veia,
impedindo o fluxo de sangue (Fig.11.);

Fig. 11. Bisel da agulha encostado à parede da veia (o fluxo sanguíneo pára)
(Booth KA, Phlebotomy for Health Care Personnel. 2nd ed. 2009)

 também pode acontecer que o sangue não flua porque a agulha não penetrou na
parede da veia. Nesse caso o técnico deve fazer avançar suavemente a agulha;
 A agulha pode penetrar tanto na veia que pode até mesmo extravasá-la (Fig.12.);

14
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

Fig.12. Veia extravasada pela agulha


(Booth KA, Phlebotomy for Health Care Personnel. 2nd ed. 2009)

5. Colheita de urina
5.1. Amostra ocasional
A urina ocasional pode ser colhida a qualquer hora do dia. É dado ao doente uma folha de
instruções (modelo PUB.CORELAB.UCC370/3) que explica o modo como ele deve proceder.
O contentor utilizado na central de colheitas o CHP é o sistema da “Vacuette”, que é
estéril e seguro e de fácil uso. Assim, depois de receber a urina do paciente o técnico passa a
urina para os tubos próprios, da seguinte maneira:
1. homogeneizar a amostra;
2. retirar a etiqueta do recipiente;
3. inserir o tubo na cânula do recipiente;
4. fazer pressão no tubo para perfurar a borracha com a agulha;
5. esperar que a urina seja tranferida para o tubo, por ação do vácuo;
6. retirar o tubo

Fig. 13. Transferência da urina para os tubos.


(adaptado do site www.vacuette.it)

15
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

5.2. Urina tempo determinado (24/12 horas)


Como no caso da amostra ocasional, o serviço de colheitas do CHP também fornece ao
doente toda a informação necessária para que este colha a sua urina corretamente. Existem
quatro documentos destinados ao efeito, codificados pelo Sistema da Qualidade como:
PUB.CORELAB.UCC.384/3; PUB.CORELAB.UCC.388/3; PUB.CORELAB.UCC.389/3; e PUB.CORELAB.UCC.427/3.

As instruções são diferentes, conforme o tipo de análise a efetuar. De notar que os


contentores fornecidos ao doente são todos de 3000 mL, mas têm um tratamento diferente,
também consoante o tipo de análise. Por exemplo, o contentor com ácido serve para doseamento
de catecolaminas, HVA, Metanefrinas, Oxalato, VMA e 5-HIAA. De notar que neste caso, o
paciente tem algumas restrições na sua dieta enquanto estiver no período da colheita.
Após receber o contentor da urina, o técnico:
1. mede o volume de urina no contentor;
2. regista o volume e o tempo de colheita no formulário electrónico da requisição;
3. inverte várias vezes o contentor, para homogeneizar a amostra;
4. coloca etiqueta de identificação nos tubos;
5. adapta os tubos à tampa do contentor, em posição invertida, e aguarda a
transferência da urina do contentor para os tubos.

Fig. 14. Acessórios utilizados para a colheita de urina

16
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

Os tubos utilizados não têm aditivo e são de dois tipos:


 tubos com fundo cilíndrico, de 6,5 mL e utilizados para análises químicas da urina;

Fig. 15. Tubo de fundo cilíndrico


(www.vacuette.it)

 tubos com fundo cónico, de 10,5 mL e utilizados para análises do sedimento


urinário;

Fig. 16. Tubo de fundo cónico


(www.vacuette.it)

 tubos com fundo cónico, de 10,5 mL e utilizados para análises de


cetogenicosteroides, cetosteroides, catecolaminas, oxalato, entre outros analitos. (5)
 Os tubos de rolha branca servem para a determinação de oligoelementos na análise
de urina de tempo determinado. O seu volume é de 9mL.

6. Colheita de fezes
6.1. Exame microbiológico e bioquímico, ptt, osmolaridade)
O serviço de colheitas fornece ao doente as instruções que constam do documento
PUBCORELAB.UCC.386/3 e um contentor próprio de 30 mL.

Fig. 17. Contentor de 30mL em poliestireno para colheita de fezes


(adaptado do catálogo de produtos da Deltalab, 2014)

17
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

Após receber o contentor com a amostra do paciente, o técnico só tem que rotulá-la
devidamente e enviá-la para o laboratório.

6.2. Pesquisa de sangue oculto


O paciente leva para casa um Kit de colheita composto por três envelopes de cartão e três
espátulas de madeira, para colher as três amostras de fezes necessárias. Também nesta análise o
serviço de colheitas tem disponível um documento (PUB.CORELAB.UCC.385/3) para informar
o paciente do procedimento correto. O paciente deve numerar as amostras e inserir os dados
pessoais nos cartões fornecidos.

7. Transporte das amostras para o laboratório


No CHP as amostras são transportadas por um mensageiro, uma vez que os edifícios da
central de colheitas e dos laboratórios ficam separados fisicamente. Assim sendo, o transporte
das amostras deve obedecer a um determinado número de regras definidas pelo Sistema da
Qualidade da instituição. (5), pág.7 e anexo2
Resumidamente, os tubos devem ser transportados sempre na posição vertical para
promover a formação do coágulo e evitar contato com a tampa. Devem estar devidamente
acondicinados durante o transporte de modo a evitar agitação e vibrações bruscas.
Deve-se evitar transportar em temperaturas ambientais extremas e o mais rapidamente
possível (nunca superior a 2 horas). (5)
Determinado tipo de amostras têm que ser acondicionadas em condições especiais logo
após a colheita:
1. nas determinações de homocisteína, piruvato, lactato, catecolaminas, entre outras, as
amostras que ser refrigeradas em gelo; (a própria etiqueta autocolante para identificação dos
tubos indica esse facto);
2. as determinações de vitaminas A, B1, B2, B6, E e ácido fólico requerem que as
amostras sejam transportadas protegidas da luz;
3. As determinações de crioglobulinemia (As crioglobulinas são proteínas séricas
anormais que se precipitam a baixas temperaturas laboratoriais (4ºC) e se redissolvem após
serem aquecidas) requerem tubos especiais (com tampa vermelha). Quando nota que tem que
colher para esses tubos, o técnico deve logo pedi-los, porque eles encontram-se armazenados na
estufa a 37ºC e depois da colheita devem novamente voltar para lá.

18
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

Conclusão

A realização do estágio no serviço de colheitas do CHP, assim como do presente e


respetivo relatório, constitui um exercício enriquecedor, do qual se destacam alguns pontos.
A oportunidade de trabalhar diretamente com doentes permitiu perceber que esta é uma
área em que a experiência conta muito, pois cada caso é um caso.
Este processo de aprendizagem representou uma experiência incentivadora não só pelo
desenvolvimento profissional, mas também pessoal. Permitiu ter a perceção da dimensão da
central de colheitas da instituição de acolhimento, do seu funcionamento interno, do trabalho
diário de uma técnica de análises clínicas na sala de colheitas, do trabalho em equipa, que nesta
área se torna imprescindível e da interação entre as diversas funções dentro do processo.
Termino este relatório de atividades referindo que os objetivos propostos foram atingidos,
e tive a oportunidade de aplicar os conceitos e competências adquiridos durante as unidades
curriculares já frequentadas.

19
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

Bibliografia

1. Arneson W, Brickell J. Clinical Chemistry - A Laboratory Perspective. Published: F. A.


Davis Company; 2007. 605 p.
2. Aswood ER, Burtis CA, Bruns DE. Tietz Fundamentals of Clinical Chemistry. 6th ed.
Saunders;St Louis, Missouri: Elsevier; 2008. 42-61
3. Booth KA, Wallace AC, Fitzgerald DT. Phlebotomy for Health Care Personnel. 2nd ed. New
York: Mc Graw-Hill Higher Education; 2009. 274 p.
4. Davis B. Phlebotomy from Student to Professional 3rd ed. Delmar; New York: Cengage
Learning; 2011. 268 p.
5. Departamento de Patologia Laboratorial. Manual de Colheitas, Etiquetagem e Transporte de
Amostras: Centro Hospitalar do Porto; 2010. 2-8; 66-69
6. Di Lorenzo MS, Strasinger SK. Blood Collection A SHORT COURSE 1th ed. Philadelphia:
F. A. Davis Company; 2010. 172 p.
7. Di Lorenzo MS, Strasinger SK. The Phlebotomy Textbook 3rd ed. Philadelphia: F. A. Davis
Company; 2011. 496 p.
8. Isla Lab. http://www.islalab.com/portfolio/consumables-and-disposables/blood-collection-
safety-products/ Puerto Rico. 2014 [01-10-2014].
9. 7. Medline Industries Inc. http://www.medline.com/product/VACUETTE-Multi-Sample-
Blood-Collection-Needles-by-Greiner-Bio-One/Blood-Collection/Z05-PF67134. Illinois,
USA. 2014 [01-10-2014].
10. Secretariat SIGNS. Diretrizes da OMS para a tiragem de sangue: boas práticas em
flebotomia: Safe Injection Global Network (SIGN) Secretariat. 130 p.
11. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica Medicina Laboratorial. Recomendações da
Sociedade Brasileira de Patologia Clínica Medicina Laboratorial para Coleta de Sangue
Venoso. 2nd ed. São Paulo: Editora Manole, Lda; 2010. 115 p.
12. Vacuette Portugal. www.vacuette.pt. 2014 [cited 29-09-2014]. Site oficial da Vacuette
Portugal, empresa do grupo Greiner Bio One da Áustria e Alemanha].

20
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

Anexos

Anexo 1 - Material necessário para colheita de análises

Material Função
Luvas Proteger o técnico e o paciente.
Gazes ou
algodão Limpar o local a puncionar. Aplicar após remoção da agulha.
Antisépticos Desinfetar o local a puncionar. Pode ser álcool isopropílico a 70%, excepto para o
daseamento da alcoolemia, ou pode ser iosopovidona (“betadine”)
Pensos ou
adesivos Proteção do local puncionado.
Garrote Facilitar a procura das veias. Elas tornam-se mais proeminentes com a aplicação do garrote.
Tubos de colheita
com vácuo Armazenar as amostras.
Adaptador
ou”holder” Fazer a ligação entre a agulha e os tubos de vácuo.
Agulhas Puncionar a veia.
Seringas Substituir o uso dos tubos de vácuo, em casos especiais, como por exemplo, seringa
heparinizada para gasometria.
Contentor para
objectos perfuro- Onde se deve descartar todos os sistemas de agulhas e holders usados, e outros objetos
cortantes perfuro-cortantes usados.
Sacos para Sacos brancos para material contaminado ou suspeito de contaminação. (Luvas, gazes e
algodão usados, etc)
triagem do lixo
Sacos pretos para resíduos não perigosos.

21
Relatório de Estágio – (SÉRGIO JOSÉ PINTO TEIXEIRA)

Anexo 2 - Tubos utilizados na Central de Colheitas do CHP


Tubo Descrição
Tubo Seco Os tubo de tampa amarela contêm gel de separação e ativador de coágulo. O interior da
parede está finamente revestida com ativador de coágulo que acelera a coagulação do sangue
após o proceso da colheita. Uso: determinações bioquímicas e sorologia.
Tubo de soro com
gel separador Contém ativador de coágulo na parede, que acelera o processo de coagulação, e gel
separador para obtenção de soro com a mais alta qualidade, proporcionando melhor
eficiência no processo de trabalho dentro do laboratório. Uso: bioquímica (rotina e
especiais), Sorologia, Imunologia, Marcadores Tumorais e Marcadores Cardíacos,
Hormonas Específicas e Drogas Terapêuticas.
Tubo Citrato Ele contém um tampão de citrato de sódio com a concentração de qualquer 3.2%.
É necessária uma proporção 1:9 da solução de citrato, por isso o tubo deve ser
completamente cheio. Uso: estudos da coagulação.
Tubo EDTA A concentração ideal de EDTA deve ser 1.8mg/ml sangue. O EDTA funciona como um
quelante do Cálcio, bloqueando a cascata da coagulação. Uso: hematologia e exames de
sangue de rotina.
Tubo Heparina
O tubo contém heparina de lítio ou sódio como anticoagulante. Uso: testes de monitorização
de terapêutica anticoagulante.
Tubo Fluoreto
Sódio/Oxalato Neste tubos o anticoagulante oxalato de potássio ou edta, funciona combinado com um
Potássio
estabilizador , o fluoreto de sódio, que pára a glicólise.
Uso: determinação da glicemia e lactato no plasma.
Tubo heparina
sódio A parede interna do tubo está coberta com heparina de lítio o sódio por meio de atomização
seca. Uso: toxicologia, função fagocítica, ativação celular in vitro, fosfatase alcalina dos
neutrófilos, entre outros.

Tubos
quantiFeron

Estes tubos devem ser agitados vigorosamente para que a mistura seja eficaz, garantindo
assim a integração total do conteúdo do tubo no sangue.
Uso: diagnóstico da tuberculose

Todas as figuras dos tubos foram retiradas do site www.vacuette.it;


As figura das rolha amarelo torrado e verde foram retiradas da referência (5).

22