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O politicamente correto ataca um direito humano


básico: a liberdade de pensamento e de expressão
A liberdade de expressão é o mecanismo por meio do qual a sociedade evoluiu
loso a 

Julian Adorney quinta-feira, 29 mar 2018

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O ser humano é um animal dotado da capacidade de raciocinar, imitar e imaginar. Mas não só. Ele é
também um animal dotado da capacidade de verbalizar e comunicar suas idéias com o propósito de
persuadir seus interlocutores, trocar informações com eles ou, simplesmente, expressar suas emoções.

A capacidade de se expressar de maneira complexa e argumentada constitui um traço distintivamente


humano — o qual, ademais, é em grande medida responsável pelo nosso progresso civilizatório.

Mais ainda: a capacidade de se expressar livremente é o mecanismo por meio do qual o ser humano
mantém a sociedade funcionando.

É em decorrência da liberdade de expressão e da capacidade de articular idéias que as pessoas


conseguem apontar problemas, explicá-los, solucioná-los e tentar chegar a um consenso.

Mas há o outro lado: a transmissão de idéias também representa um foco potencial de con itos entre
os seres humanos. Um determinado conjunto de idéias — sobretudo quando estas não fazem parte de
nossa identidade cultural — pode nos parecer rechaçáveis, criticáveis ou mesmo repugnantes. Ou seja,
as idéias não só nos seduzem, como também podem nos molestar. E, em ocasiões, podem nos molestar
sobejamente.

E isso é inevitável: por ser capaz de pensar e de se expressar, o ser humano sempre poderá soar
ofensivo a terceiros.

A evolução se deu por meio do debate aberto

Durante séculos, os indivíduos chegaram ao ponto de se enfrentar mutuamente, até o extremo de se


aniquilarem, por causa das idéias. As guerras religiosas foram, em última instância, guerras sobre
idéias: sobre concepções heterogêneas (e contrapostas), acerca da transcendência, pelas quais muitos
estavam dispostos a morrer e a matar.

A forma que socialmente descobrimos para evitar nos enfrentarmos e nos agredirmos por causa de
nossas idéias díspares foi a tolerância mútua: um programa ideológico que politicamente se cristalizou
naquilo que hoje chamamos de 'liberalismo' — "uma tecnologia para evitar a guerra civil", como, de
maneira clarividente, de niu o lósofo Scott Alexander.

As idéias liberais nos ensinaram o segredo para podermos conviver em paz: aceitarmos tolerar
mutuamente as idéias díspares e incorrermos em argumentações racionais para resolver nossas
discordâncias. Foi assim que a civilização evoluiu.

A censura estimula a intolerância

Obviamente, nosso desa o sempre foi tolerar aquelas idéias ou expressões alheias que nos ofendem, e
não aquelas que nos agradam e entusiasmam. Somos tolerantes quando respeitamos o dissenso, e não
quando recriamos o consenso. E somos mais propensos a tolerar as idéias alheias quando os demais
toleram as nossas: se um grupo de pessoas vê suas idéias sendo silenciadas e censuradas, ele perde
toda a razão estratégica para tolerar as idéias alheias.

Consequentemente, quando um grupo politicamente in uente consegue instituir a censura sobre


aquelas idéias alheias que consideram ofensivas, essa ação bem-sucedida começa a atrair imitadores:
a tendência natural é que outros indivíduos que também se sentem ofendidos por outras idéias passem
a exigir a censura dessas idéias. Como consequência, o debate vai se tornando cada vez mais
manietado.

Pior: quando um grupo vê suas idéias sendo censuradas, a tendência é que ele redobre a aposta em suas
idéias, tornando-as ainda mais agressivas, podendo se degenerar em violência física.

Assim, qualquer sociedade que opte pela censura, ainda que branda, está continuamente colocando em
xeque a resistência de seus pactos implícitos em torno da liberdade de expressão.

Em última instância, a tolerância mútua é, em certa medida, um equilíbrio potencialmente muito


frágil: quando um grupo sente que suas idéias já são su cientemente toleradas pelos demais, ele pode,
de um lado, se limitar a tolerar as idéias alheias; mas, de outro, pode também cair na tentação
oportunista de tentar censurar marginalmente aquelas idéias ou expressões de terceiros que lhes
ofendem, causando ainda mais distúrbios.

Esse tem sido o caminho escolhido pelos adeptos do politicamente correto.

O politicamente correto como ferramenta de controle

O adjetivo 'politicamente correto' é usado para descrever linguagens ou ações que devem ser evitadas
por serem vistas como 'excludentes' ou 'ofensivas'.

Em tese, o politicamente correto defende a censura de idéias que marginalizam ou insultam grupos de
pessoas tidos como desfavorecidos ou discriminados, especialmente grupos de nidos por gênero, raça
ou preferências sexuais.

No entanto, ao defender a censura de idéias consideradas "ofensivas", o politicamente correto nada


mais é do que uma ferramenta criada para intimidar e restringir a liberdade de expressão. Ao proibir a
livre manifestação de idéias a respeito de uma miríade de assuntos, o politicamente correto funciona
como uma linha de montagem mecanizada, cujo objetivo é padronizar e homogeneizar as ideias dos
indivíduos, fazendo-os pensar e agir sempre de modo uniforme.

Para o politicamente correto, um debate aberto e sem censura, além de ofensivo para as minorias, é
também subversivo, in amatório e gerador de discórdias, devendo por isso ser censurado. Mas isso
atenta contra a lógica básica. O debate aberto é algo que, por de nição, estimula a análise crítica e
impede a uniformidade (e a hegemonia) intelectual. O debate aberto e sem censura evita a
predominância do chamado "pensamento de manada", garantindo assim uma voz exatamente para os
grupos mais marginalizados e excluídos — os quais, em tese, são o alvo da preocupação do
politicamente correto.

Se o indivíduo não mais tiver a liberdade de falar o que pensa, ele não mais será capaz de pensar. Como
bem disse o psicólogo Jordan Peterson, a liberdade de expressão é suprema e está acima do "direito" de
alguém de não se sentir ofendido. Com efeito, não há o "direito de não ser ofendido" simplesmente
porque isso, caso realmente fosse impingido, levaria à extinção do próprio pensamento: o ser humano,
por ser capaz de pensar, sempre poderá soar ofensivo a alguém. Querer proibir a expressão do
pensamento signi ca proibir o próprio ato de pensar.

Conclusão (e um teste)

No nal, o que temos hoje é apenas uma defesa simétrica da liberdade de expressão: só é lícito aquilo
que me agrada. Aquilo que me ofende deve ser proibido.

Só que defender a liberdade de expressão de minhas idéias não é mérito nenhum. Tampouco
representa qualquer utilidade social. O verdadeiro mérito está em defender a liberdade de expressão
daqueles que nos ofendem profundamente, e então vencê-los no debate por meio da razão. A censura
prévia é simplesmente o método a que recorrem os intelectualmente incapazes.
No geral, se você é de esquerda e defende censura e punição àquilo que você considera "discurso de
ódio da direita", você está apenas defendendo o privilégio da sua seita de abolir a expressão das idéias
alheias. E vice-versa. A universalidade da liberdade de expressão não existe para proteger aquilo que
nos agrada, mas sim para proteger da censura aquilo que nos ofende.

Caso cedamos ao encanto de censurar aquilo que nos desagrada, em vez de criarmos uma plataforma
que estimule o desenvolvimento do indivíduo por meio do raciocínio lógico, do questionamento e dos
diálogos estimulantes, estaremos apenas criando robôs com pensamentos padronizados e
homogeneizados.

Abrir a Caixa de Pandora da censura pode acabar estimulando outros grupos a fazerem exatamente o
mesmo, acabando assim com a liberdade geral de expressão e com toda a nossa capacidade de debate
baseado na razão. Com efeito, estaremos atacando a nossa própria capacidade de raciocínio.

Não há mágica: o livre intercâmbio de informações e idéias é crucial para o progresso de uma sociedade
livre. Por isso, toda a forma de "polícia do pensamento" deve ser abolida.

Por m, um teste: alguns países europeus, como a Alemanha, transformaram em crime o "discurso de
ódio" (hate speech) na internet. Na prática, as mídias sociais (Google, Facebook e Twitter) serão
severamente multadas caso permitam que seus usuários façam "discursos de ódio" em suas
plataformas.

Por uma questão de lógica, isso implica que agora é ilegal odiar Hitler e o Holocausto na internet.
Também signi ca que o marxismo — que fomenta o ódio dos assalariados aos capitalistas,
estimulando o assassinato de capitalistas — se tornou ilegal. Você apóia?

 26 votos

autor

Julian Adorney
é diretor de marketing da Peacekeeper, um aplicativo de smartphone que oferece uma alternativa para serviços
de emergência.  É também historiador econômico, tendo como base a economia austríaca.  Já publicou nos sites
do Ludwig von Mises Institute do EUA, Townhall, e The Hill.

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calcular

comentários (33)

Felipe Lange  29/03/2018 16:50

E pensar que, sem o aparato estatal, todos esses grupos que pedem por controle sobre a liberdade de
expressão não existiriam... neoconservadores e esquerdistas são ambos inimigos da liberdade. Os
primeiros vão birrar se você zombar da religião cristã e os segundos vão birrar se você zombar deles de
outra forma.
RESPONDER

Capital Imoral  29/03/2018 16:57

Marielle, presente!

A grande mídia está se perguntando: Quem matou Marielle? pois eu respondo: foram os neoliberais, e seu
discurso de ódio, que matou Marielle.

O Brasil está virando um grande hospício ideológico no qual conservadores e neoliberais estão induzindo
pessoas comuns a matar inocentes de esquerda. No Brasil ocorre uma corrupção da inteligência, liderada
principalmente por intelectuais neoliberais; eles perderam qualquer noção do seja a realidade objetiva,
racional, humana; para eles, existe somente uma loucura ideológica com o objetivo de implementar a
doutrina neoliberal. São psicopatas.

É muito importante entender a violência do discurso neoliberal, porque foi esse discurso que matou
Marielle. Todo mundo sabe que foi a polícia que matou Marielle (alias, eu tenho certeza). Mas devemos
nos perguntar: aquele soldado da polícia militar, que provavelmente está cego de ódio ideológico por
Marielle; porque ele cometeu tamanha barbaridade? Isso só aconteceu porque o discurso neoliberal acabou
com o humanismo que a esquerda irradiava pelas ruas do Brasil. Aquele soldado foi induzido por um
discurso de violência que só pode advir do conservadorismo. Aquele policial era para ser gay; era para ele
estar segurando um pinto de borracha em vez segurar um revólver que tirou a vida de uma inocente. Mas
por culpa de vocês, neoliberais, ele decidiu seguir pela via do discurso de ódio; ele decidiu brincar com
revólver de brinquedo em vez de ler poemas e conversar com plantas. Tudo isso é culpa de vocês, seus
canalhas! Era para nós cuidarmos da alma daquele policial, mas ele foi tão vítima quanto Marielle: Ele foi
vítima da religião, ele foi vítima da indução mental controlada pelas Igrejas e pelo grande Capital.

Mas depois que ele se tornou um monstro, não há mais volta. Porque com monstro se dialoga na ponta do
fuzil. Sim! a polícia matou uma semideusa no Brasil; e para isso deverá haver uma resposta das
organizações internacionais. Enquanto isso não ocorrer, devemos cultuar a alma da Marielle em todos
templos (Starbucks, Universidades, Botecos) e liturgias (Escolas, Jornais, Revistas) da esquerda brasileira.
Não nos esqueçamos nunca de Marielle. Ela é a nova virgem Maria do Brasil.

Que nunca nos esqueçamos de Marielle. Que sempre que fomos no Starbucks, que usemos o nome
Marielle, e quanto a atendente evangélica chamar: "Marielle", possamos dizer: "Presente!".

Capital Imoral é lósofo, escritor, e já refutou Mises


RESPONDER

Edson  29/03/2018 17:04

Haha, essa foi disparada a melhor participação do Capital Imoral!

Ri demais aqui:

"aquele policial era para ser gay; era para ele estar segurando um pinto de borracha em vez
segurar um revólver que tirou a vida de uma inocente. Mas por culpa de vocês, neoliberais, ele
decidiu seguir pela via do discurso de ódio; ele decidiu brincar com revólver de brinquedo em vez
de ler poemas e conversar com plantas. [...]

Era para nós cuidarmos da alma daquele policial, mas ele foi tão vítima quanto Marielle: Ele foi
vítima da religião, ele foi vítima da indução mental controlada pelas Igrejas e pelo grande Capital.
[...]

"devemos cultuar a alma da Marielle em todos templos (Starbucks, Universidades, Botecos) e


liturgias (Escolas, Jornais, Revistas) da esquerda brasileira. [...]

Que sempre que fomos no Starbucks, que usemos o nome Marielle, e quanto a atendente
evangélica chamar: "Marielle", possamos dizer: "Presente!"."

Esse cara tinha que ter uma coluna xa aqui no IMB, na seção "zoeira com a esquerda".
RESPONDER

ohmega  30/03/2018 11:30

O pior, para meu espanto e receio, é que muitos pensam assim!


RESPONDER

Burguês irônico  29/03/2018 21:58

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... que
discursozinho patético!nossa, mataram uma mulher negra, lésbica e de esquerda...e
daí?o que morreu foi só mais um ser humano. Nem mais importante e nem menos
que os demais. Quando vejo um grupo bancando de revoltadinho devido à morte de
um único vejo que o discurso coletivista realmente tá cagando pra individualidade.
Aparentemente todos são humanos, mas uns são bem mais humanos que outros.
Para cretinos que usam a morte de uma pessoa para se promover pouco importa a
criminalidade em si. Querem no máximo usar alguns como mártires e bandeiras
para a própria causa. Junto dessa mulher morreu também um homem que estava
trabalhando, mas ele não importa( não se encaixa no per l de negro,
pobre,homossexual e de esquerda) é apenas mais um número. Sinceramente, se
quer promover um debate honesto, pare de conversinha ada e ideologia barata e
trabalhe com o que efetivamente existe: indivíduos.
RESPONDER

Berto  30/03/2018 13:55

Vc é bobo? Acorda pra vida


RESPONDER

Marcelo Ferreira  29/03/2018 17:00

Tenha uma dúvida: uma ofensa verbal pode ser considerada liberdade de expressão do ponto de vista
libertário?
RESPONDER

Marcos  29/03/2018 17:05

Sim, totalmente. Não há crime nenhum em ofender verbalmente. O que você não pode fazer é
ofender sicamente, pois aí você já está atentando contra a propriedade (corpo) da vítima.

P.S.: obviamente, estou levando em conta apenas a agressão física a alguém que não lhe agrediu
sicamente. A partir do momento em que alguém lhe agride sicamente, este alguém perde o
direito de não ser também agredido sicamente, podendo você então agredi-lo.
RESPONDER

Thomas  29/03/2018 17:10

Existem apenas três direitos naturais, e todos eles são negativos, no sentido de que eles denotam
coisas que não podem ser feitas contra você:

1) Você tem o direito de que não tirem a sua vida;

2) Você tem o direito de que não con squem sua propriedade honestamente adquirida; e

3) Você tem o direito de que não impeçam a sua liberdade de empreender e agir (desde que você
também não infrinja a mesma liberdade alheia).

Em lugar nenhum há o direito de não ser xingado ou ofendido. Ser xingado e ofendido não atenta
contra nenhum direito natural seu. Mais ainda: ao ser xingado e ofendido, você pode perfeitamente
contra-atacar por meio da razão, mostrando por que seu interlocutor está errado. Esta mesma
liberdade você não possui ao ser morto, roubado ou impedido de agir.
RESPONDER

anônimo  29/03/2018 17:12

Se ofensa verbal fosse crime, juízes de futebol e políticos teriam direitos a indenizações milionárias
(e diárias).
RESPONDER

Desconhecido  29/03/2018 17:18

Uma dúvida, qual a posição do libertário em relação ao discurso quando voltado a estimular uma agressão
física a um grupo de pessoas ou a uma única pessoa?
RESPONDER
Realista  29/03/2018 17:44

Essa é fácil.

Se você me jura de morte ou promete me agredir sicamente, você está, de livre e espontânea
vontade, deixando explícito que irá ou retirar a sua vida ou atentar contra minha propriedade (meu
corpo). Você, o agressor, está de livre e espontânea vontade confessando sua intenção de me
matar ou me agredir.

Consequentemente, em legítima defesa, estou liberado para me antecipar e fazer o mesmo com
você.

Agressão física ou ameaça explícita de agressão física violam o Princípio de Não Agressão (PNA).

Se o MST chega à porteira de uma fazenda e promete invadir e matar o dono, isso não mais é uma
questão de liberdade de expressão. O MST está espontaneamente dizendo que irá invadir e matar.
Consequentemente, em legítima defesa, o proprietário está liberado para se antecipar e, em
legítima defesa, terminar a vida desses terroristas. A nal, se ele não o zer, farão com ele.

Igualmente, se um bandido invade sua casa e diz que irá matar você e estuprar sua mulher, isso
não é mais uma questão de liberdade de expressão. Ele está espontaneamente dizendo que irá
matar você e agredir sua mulher. Consequentemente, em legítima defesa, você está liberado para
se antecipar e terminar a vida dele. Se não o zer, ele irá acabar com a sua (pois foi isso o que ele
prometeu).

P.S.: nada disso tem a ver com o tema do artigo, que fala sobre a proibição da divulgação de ideias
consideradas "ofensivas".
RESPONDER

Paul Kersey  29/03/2018 17:57

A partir do momento em que eu a rmo explicitamente que irei lhe agredir e até matar, você
automaticamente adquire o direito à autodefesa. O direito à autodefesa é um direito natural. É o
pilar básico do libertarianismo.

Pessoas que a rmam claramente que irão lhe agredir e matar estão em perfeito juízo de sua
consciência. Logo, se elas estão falando que irão atentar contra sua integridade física (seu corpo é
sua propriedade privada), você tem todo o direito à autodefesa.

Quem a rma que irá atentar contra a propriedade de terceiros (inclusive o corpo), imediatamente
perde o direito de não ser agredido. Quem agride está abrindo mão do direito de não ser agredido.
RESPONDER

Matheus  29/03/2018 19:27

Toda ameaça (desconsiderando a bravata) é uma violência agressiva em potencial, e se enquadra


em coação. Por tanto sujeito a autodefesa dentro sempre de suas proporcionalidades. O próprio
Rothbard dizia que a proporcionalidade é inerente ao PNA.
RESPONDER

keila lopez  29/03/2018 17:19


esse artigo se encaixa bem com o que está acontecendo no Brasil atualmente. Por exemplo a caravana que
o lula estava fazendo para divulgar suas ideias tem sido atacada por liberais de direita que não aceitam
ideias contrarias as suas. A gente saabe onde isso começa, mas nao sabe onde pode terminar. Muito medo
dessa gente...
RESPONDER

Guilherme  29/03/2018 17:29

Foram "liberais de direita"? Por favor, comprove sua acusação, estou interessado. Você não
conseguiria nem mesmo comprovar que foram bolsonaristas (nacionalistas de direita), muito
menos que foram liberais.

Ah, sim: eu sou veementemente contra mandarem bala em ônibus de Lula (mesmo porque
inocentes poderiam ter sido feridos). Mas, ao contrário de você, não saio distribuindo acusações a
grupos contrários. A propósito, o que você acha da tese de que os disparos foram feitos a mando
do próprio PT, para poderem se vitimar ainda mais? Você consegue refutar esta acusação? Pois é, e
ela é tão grave quanto esta que você fez.
RESPONDER

keila lopez  29/03/2018 21:26

disparos feitos pelo proprio PT pra se vitimizar? meu deus, vcs estao doentes. Td isso é
medo de encarar o Lula em uma eleição democratica.
RESPONDER

Guilherme  29/03/2018 21:33

"Disparos feitos por liberais de direita que não aceitam idéias contrarias às suas?
Meu Deus, você está doente. Tudo isso é medo de encarar o Lula dentro de um
xilindró!"

Gostou? Pois é, a lógica é absolutamente mesma. (Só não é igual o analfabetismo


funcional, pois eu nunca a rmei que os disparos foram feitos pelo PT; ao contrário,
ironizei essa ideia. Mas você, cérebro de ameba, não pescou. Por isso é petista)
RESPONDER

Lee Bertharian  29/03/2018 22:33

Calma... Nem politicamente correto, nem malcriação com a moça.


Tá certo que esquerdistas não são exatamente brilhantes, mas basta mostrar
os fatos:
www.oparana.com.br/noticia/exclusivointeligencia-do-parana-investiga-
articulacao-de-falso-atentado-a-lula
Pode-se até questionar o artigo, mas algo DIVULGADO EM JANEIRO
transcende a clarividência...
RESPONDER

Karna  29/03/2018 22:32

Não, imagina, o Lula é um santo incorruptível, é O Ungido, libertador


de trezentos trilhões de nordestinos negros transsexuais da miséria.
Não, claro que ele e sua corja NUNCA pensariam em se vitimizar para
criar uma comoção.
RESPONDER

Richard Gladstone de Jouvenel  30/03/2018 16:58

Posso aceitar que o PT não tenha feito isso pra se vitimizar se a dona
keila me explicar uma coisa:

Se o ônibus estava em movimento, segundo os relatos, já que


supostamente não haveria nada de anormal antes da partida,como
uma bala de calibre intermediário entrou num ângulo preciso de 90
graus na lataria?

Qualquer atirador meia boca, e eu atiro há 26 anos, vendo as fotos


não precisa pensar dez segundos pra ver que aquele tiro foi dado com
calibre médio e à curta distância, talvez média se o atirador for bom,
com o alvo parado.

Um excelente atirador, com uma arma longa em tese poderia fazê-lo,


mas o cidadão teria de ser muito bom, e o buraco seria maior.

E pra nalizar, uma especulação: eu nunca duvido da imaginação de


uma organização que, a partir do Celso Daniel, tem oito cadáveres
(nove se, já que estamos estamos no terreno da especulação,
considerarmos que a morte do Sergio "Sombra" não foi de causas
naturais), que aliado a incompetência ou conivência da polícia, além
de não conseguir explicar,empurra a história pra baixo do tapete.
Teria de ser o primeiro a exigir uma apuração criteriosa dos fatos, e
aceitou passivamente a conclusão policial, sem fazer o barulho de
costume.

E ainda quer me dizer que não é possível...


RESPONDER

L Fernando  30/03/2018 00:33

Muito medo de você e da sua ignorância


Disparos foram feitos sim pelo MST
Até parece que não conhece o método da esquerda de auto
vitimar
RESPONDER

Walter  29/03/2018 17:23

O verdadeiro compromisso com a liberdade de expressão não está em permitir que as pessoas sejam livres
para expressar apenas aquelas idéias com as quais concordamos. O verdadeiro compromisso está em
permitir que outras pessoas digam coisas que consideramos profundamente ofensivas, seja sobre raça,
gênero ou religião.

Ou a liberdade de expressão é absoluta ou ela não existe.

Aliás, o mesmo é válido para a liberdade de associação. Todo mundo diz defender, mas poucos realmente
a aceitam.
Para mim, um estabelecimento que proíbe a entrada de negros é tão válido quanto um que proíbe a
entrada de brancos. Um estabelecimento que proíbe a entrada de homossexuais é tão válido quanto um
que proíbe a entrada de heterossexuais. Um estabelecimento que proíbe a entrada de judeus é tão válido
quanto um que proíbe a entrada de neonazistas.

Nos EUA, empreendedores cristãos têm sido perseguidos por se recusarem a fornecer serviços de bufê para
casamentos de pessoas do mesmo sexo. As pessoas que apóiam esse tipo de coerção deveriam se
perguntar se elas também defenderiam ataques ao judeu proprietário de uma loja de iguarias que se
recusasse a fornecer serviços para o casamento de simpatizantes neonazistas.

O negro dono de um bufê ou mesmo o negro que é garçom deste bufe deveriam ser forçados a prestar
serviços para supremacistas brancos? ONGs que defendem políticas de ação a rmativa em prol dos negros
deveriam ser obrigadas a aceitar em seus quadros skinheads racistas? O chef homossexual de um
restaurante deve ser obrigado a cozinhar e servir um cliente avesso a gays? A cozinheira feminista deve ser
obrigada a atender um cliente machista?

Associação forçada não é liberdade de associação.


RESPONDER

Walter  29/03/2018 19:18

Relativamente dentro desta questão da liberdade de expressão, um caso interessante é o do "direito de


chantagem", defendido por Walter Block como superior à fofoca.

Exemplo: alguém presencia em local público um determinado evento, como, por exemplo, uma modelo
famosa fazendo sexo em plena praia. Por que ele deveria ser impedido de divulgar esta informação? Isso é
um atentado à liberdade. A fofoca representa apenas o exercício desse direito.

Mas, ainda assim, podemo dizer que ela é imoral, pois atenta contra a privacidade da "vítima".

Sendo assim, e supondo que o ato testemunhado seja bastante constrangedor para quem o praticou, será
que o silêncio não teria maior valor para a vítima do que a fofoca? É claro que teria. Mas como saber? A
chantagem é uma oferta de troca. Costuma ser a proposta de trocar uma coisa, normalmente o silêncio,
por outra coisa, normalmente o dinheiro. Se a chantagem é aceita, o chantagista mantém seu silêncio, em
forma de segredo, e recebe por isso. Se a chantagem não é aceita, o chantagista apenas exerce seu direito
de liberdade de expressão, relatando um dado que é de seu conhecimento legítimo.

A diferença entre a fofoca e a chantagem é que, na última, a pessoa ao menos oferece uma possibilidade
da vítima pagar pelo silêncio. A fofoca expõe o segredo sem alerta, sem chance de qualquer negociação, e
por este prisma pode ser vista como muito pior que a chantagem.

Walter Block defende que a legalização da chantagem é desejável pela ótica utilitarista também. Por ser
ilegal, a chantagem costuma envolver atos violentos e criminosos, uma verdadeira má a. Caso fosse
legalizada, deixaria de ser crime, e a taxa de violência cairia bastante. As chantagens iriam aumentar, e as
partes envolvidas poderiam escolher pagar ou não pelo silêncio, sem apelar para soluções criminosas. Seria
uma negociação normal, como qualquer outra.

Com a legalização da chantagem, as revistas de fofoca perderiam completamente seu mercado.


RESPONDER
Rodrigo  29/03/2018 19:20

O cerceamento da liberdade de expressão talvez serja hoje o maior risco ao nosso progresso. Pense em
como estaria o mundo se as idéias controversas do passado tivessem sido caladas pelo "politicamente
correto", pela defesa do status quo vigente. Darwin, Einstein, Galileu, Newton e vários outros não teriam
tido a oportunidade de levantar suas teorias, as quais ajudaram a mudar o mundo, mas contrariavam o
consenso da época.

É imperativo que os inimigos da liberdade de expressão sejam vistos exatamente como são: oponentes do
progresso da civilização.
RESPONDER

marcela  29/03/2018 20:03

Extremamente bacana pisar no politicamente correto e expressar livremente nossas opniões sem se
preocupar em pisar em ovos para não afetar a sensibilidade alheia.Porém, isso por si só é totalmente
irrelevante.A prova disso é o zé ruela do "Trâmpi"que não respeita a classe
artística,ambientalistas,feministas,imigração muçulmana e nem a imprensa,mas só faz merda no seu
governo medíocre.A bola da vez é a Amazon que ele acusa de fazer concorrência desleal com varejistas
tradicionais e não pagar impostos.Tudo bem que nada na vida é perfeito mas esse defeito do Trump não é
o tipo da coisa que dá para sacri car no altar.O mais lamentável é saber que os americanos podem eleger
a Oprah Winfrey em 2020 para sucedê-lo.É praticamente trocar seis por meia dúzia com leve vantagem
para a Dilma topetuda.
RESPONDER

L Fernando  30/03/2018 00:37

Os muçulmamos respeitam muito os direitos, alias todos aos acima citados respeitam muito os
contrários.
Se Trump é um zé ruela e bilionário , imagina o que sobra par os criticos
RESPONDER

tropante  29/03/2018 21:59

Fui vítima de uma academia de musculação: paguei adiantado, ela faliu e fugiu com o meu dinheiro.
RESPONDER

danir  30/03/2018 00:32

Eu tenho percebido que ultimamente os comentários por estas plaga estão delirantes. como não sou
politicamente correto, co me perguntando se são robôs, esquerdistas fanáticos, direitistas fanáticos,
ignorantes, burros, ou simplesmente idiotas que não têm mais o que fazer. O nível do debate em tempos
passados era mais alto. Lembrando que o direito em si de falar bobagem deve ser respeitado. Existe um
ditado que diz: Ignorância tem cura, já a burrice é um patrimônio inalienável do indivíduo. Considerando a
quantidade de ignorantes, (que podem trabalhar para superar esta de ciência, mas não se esforçam para
tal) e o número incontável de pessoas burras em vários graus, só resta aos de bom senso assistir e aceitar
a diversidade. Considerar-se de bom censo já é um juízo de valor, pessoal e qualquer atitude de agressão
física contra o outro lado, seria dar murros em ponta de faca e comprar uma briga que não pode ser
vencida a curto prazo. Mas, por favor, senhores "donos da verdade", não nos mandem calar a boca em
nome de direitos indefensáveis ou moralidade ideológica.
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Jucimar  30/03/2018 14:05


Essa briga é antiga ,tudo faz parte de um projeto esquerdista mundial para alcançar o poder em diversos
países principalmente no Brasil , temos sim que defender e respeitar a liberdade de expressão e lutar com
a nco pelo que acreditamos e achamos certos , mas discordo que gay lebisca ONGs feministas ,queiram
ter mais direitos que pessoas de bem. Trabalhadores ,héteros ,país de família. Defendo respeito e
igualdade de tratamento pra todos .
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Felipe Lange  30/03/2018 14:44

Fora do assunto do artigo mas continua dentro do assunto de economia...

Hoje passaram essa imagem para mim num grupo de alunos da Unesp onde estou.

Aí eu vejo um ar de sadismo por parte do estado: ele quebra suas pernas com nanciamentos privados à
pesquisas praticamente proibidos e depois te dá muleta com essas migalhas.

Se eu vou assinar? Não. Resulta nisso con ar em parasitas que na primeira oportunidade vão te ferrar.

Ah, e se fosse a universidade fosse minha eu provavelmente venderia tudo e investiria em outra coisa.

O que vocês pensam sobre?


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Zé da Moita  30/03/2018 16:26

só ler 1984, limitando a fala limitam-se as ideias e por m limita-se a inteligência

agora uma situação corriqueira: um ex funcionário é mandado embora e passa a falar mal da empresa para
a qual trabalhava antes, inventando mentiras que possam fazer com que consumidores e investidores
descon em da empresa e acaba impactando nas receitas, neste caso a empresa não poderia retalhar contra
o ex funcionário?
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Claudinei Pereira  30/03/2018 20:45

Desculpe, "Capital Imoral", mas quanta bobagem reunida em tão poucas linhas. Nem dá para comentar
todas, mas vale uma re exão simples: por que a Esquerda tanto teima em enxovalhar a Polícia Militar?
Simples, porque é o último bastião entre a ordem e o caos social que as vítimas (pateticamente iludidas)
de Marx, Gramsci e do Foro de São Paulo, entre outros do mesmo naipe, desejam ver no Brasil, como
forma de desestabilização de todo um sistema de liberdades essencial para o desenvolvimento de qualquer
sociedade minimamente organizada. Mas vocês não vão conseguir esse intento demoníaco (em
homenagem à sua crítica sobre religião).
A PM não é o braço armado das elites para controle da plebe, como propaga a Esquerda, baseada na Teoria
Social Crítica, que vê bandidos como revolucionários, mas simplesmente um órgão que luta
cotidianamente para salvar vidas e preservar a integridade física e o patrimônio das pessoas, inclusive o
seu. A nal, como estaria a Starbucks, que você tem tanto desejo de frequentar sicamente, embora o faça
em seus pensamentos, se não houvesse um corpo de homens e mulheres prontos a empenhar suas
próprias vidas para preservação daquelas que não só a frequentam, mas trabalham no local?....
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