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Colégio Sala Ordem

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Outubro/2017

HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN


S A

SELEÇÃO PÚBLICA PARA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL - 2018


Reabilitação Física e Gerontologia

Nome do Candidato No de Inscrição No do Caderno


Caderno de Prova ’46’, Tipo 004 MODELO TIPO−004

ASSINATURA DO CANDIDATO
No do Documento
0000000000000000

Psicologia

INSTRUÇÕES
- Verifique se este caderno:
- corresponde à sua opção de especialidade.
- contém 40 questões, numeradas de 1 a 40.
Caso contrário, solicite imediatamente ao fiscal da sala a substituição do caderno.
Não serão aceitas reclamações posteriores.
- Para cada questão existe apenas UMA resposta certa.
- Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a resposta certa.
- Essa resposta deve ser marcada na FOLHA DE RESPOSTAS que você recebeu.

VOCÊ DEVE
- Procurar, na FOLHA DE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo.
- Verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu.
- Marcar essa letra na FOLHA DE RESPOSTAS, conforme o exemplo: A C D E

ATENÇÃO
- Marque as respostas com caneta esferográfica de material transparente e tinta preta ou azul.
- Marque apenas uma letra para cada questão. Será anulada a questão em que mais de uma letra estiver assinalada.
- Responda a todas as questões.
- Durante a realização das Provas não será permitida qualquer consulta ou comunicação entre os candidatos, nem a
utilização de livros, códigos, manuais, impressos ou quaisquer anotações.
- A duração da prova é de 3 horas, para responder a todas as questões e preencher a Folha de Respostas.
- Ao término da prova, chame o fiscal da sala para devolver o Caderno de Questões e a Folha de Respostas.
- É proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados.
Caderno de Prova ’46’, Tipo 004
1. Segundo Winnicott, quando a mãe, desde o início oferece um ambiente facilitador, ou seja, um ambiente em que os processos
evolutivos e as interações naturais do bebê com o meio podem acontecer de acordo com o padrão hereditário do indivíduo, ela
está assentando as bases da saúde mental. Em relação ao ambiente facilitador é importante que a mãe

(A) entenda que no início da vida o bebê tem uma dependência relativa.
(B) segure e manipule bem o bebê, pois é esta atitude que facilita os processos de maturação.
(C) compreenda que precisa dividir com o pai os cuidados relativos ao bebê.
(D) seja treinada e tenha conhecimentos técnicos para realizar os primeiros cuidados com o bebê.
(E) no primeiro mês de vida, permita que o bebê sofra algumas frustrações para entrar em contato com o real.

2. Uma das tarefas diárias do psicólogo hospitalar é a anotação de informações no prontuário do paciente, no qual são registrados
os cuidados profissionais prestados. De acordo com o Código de Ética Profissional do Psicólogo (2005), cabe ao psicólogo
registrar essas informações no prontuário de modo

(A) simples, pois o prontuário é uma fonte de consulta direcionada para investigações epidemiológicas de interesse científico.
(B) detalhado e técnico, a fim de que a equipe multiprofissional conheça os procedimentos de avaliação da psicologia.
(C) objetivo descrevendo os procedimentos e fundamentando-os teoricamente.
(D) completo, contendo todas as informações detalhadas e técnicas sobre o atendimento, pois o prontuário é um documento
do hospital.
(E) parcimonioso, indicando as observações e os procedimentos necessários ao cuidado interdisciplinar.

3. Uma pesquisa realizada em um hospital público de São Paulo, teve por objetivo conhecer as causas de hospitalização de
crianças menores de cinco anos, analisou 630 prontuários. Os resultados obtidos auxiliaram no melhor direcionamento dos
cuidados de enfermagem, pois favoreceram a incorporação dos dados, tanto no hospital como na UBS. Essa pesquisa utilizou a
metodologia

(A) qualitativa, pois a abordagem do objeto de estudo visa a compreensão do significado e aprofundamento do tema.
(B) pesquisa-ação, porque o tipo de coleta de dados corresponde adequadamente à questão estudada e ao delineamento da
pesquisa.
(C) qualitativa experimental, porque nos objetivos propostos as pesquisadoras buscaram obter relações de causa e efeito.
(D) quantitativa, pois os resultados contribuíram para o levantamento do perfil de pacientes e obtenção de dados para plane-
jamento.
(E) quantitativo-exploratória, para levantar informações e explicaras causas do fenômeno estudado.

4. A revisão de literatura sistemática é um tipo de pesquisa que se propõe a buscar respostas de um problema, por meio de uma
análise crítica da literatura. Para o psicólogo pesquisador é importante saber que este tipo de revisão

(A) pode ser narrativa e/ou exploratória no seu processo de coleta de dados primários.
(B) é uma proposta de pesquisa nacional para obtenção de informações originais.
(C) não é um método, sendo considerado um recurso utilizado para coleta de dados primários.
(D) utiliza métodos sistemáticos e explícitos para realizar o estudo e analisar os resultados obtidos a partir de dados secun-
dários.
(E) não se inicia a partir da formulação de uma hipótese e de uma questão de pesquisa.

5. Em uma avaliação de caso, um terapeuta pautado no modelo cognitivo de Beck, elaborará seu plano de tratamento compreen-
dendo que

(A) os pensamentos negativos e os esquemas do paciente controlam as emoções e podem ser modificadas por meio do
rompimento da conexão estímulo-resposta.
(B) a relação terapêutica colaborativa, a compreensão das situações do desenvolvimento e defesas psicológicas ajudam a
modificar comportamentos disfuncionais.
(C) o comportamento é influenciado e determinado pelo ambiente externo, as técnicas escolhidas ajudarão o paciente a
romper padrões de desesperança, aumentando seu repertório comportamental.
(D) a análise funcional do caso possibilita o entendimento da função do comportamento, pois identifica quais reforçadores o
mantém.
(E) os pensamentos e crenças disfuncionais influenciam o modo como o paciente percebe e interpreta as situações, o método
socrático ajudará o paciente a reformular as distorções cognitivas.

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6. Ao avaliar a presença de sintomas depressivos em pacientes que apresentam alguma condição médica importante, seja uma
doença grave ou crônica, o psicólogo pode utilizar a Escalas de Hamilton ou o Inventário de Depressão de Beck − BDI, devendo
considerar que
(A) ambos podem ser usados para avaliação do risco de somatização.
(B) em ambos não há afirmativas que se referem a doenças, perda de peso e alteração do sono.
(C) o inventário de Beck contém 31 afirmativas que contemplam todos os sintomas da depressão.
(D) em ambas escalas, as afirmativas que se referem aos sintomas físicos, podem aumentar o score final do inventário.
(E) o inventário de depressão de Beck também pode ser usado para avaliar sintomas de ansiedade.

7. Um dos grandes desafios das Residências Multiprofissionais em Saúde é preparar o estudante de pós-graduação para o
trabalho em equipe, contemplando as diretrizes do Sistema Único de Saúde. Alguns profissionais entendem que a definição de
equipe multiprofissional corresponderia apenas a uma justaposição de disciplinas. No intuito de modificar e aprimorar esse
cenário, a Educação Interprofissional
(A) contribui para a identificação e superação de expectativas do próprio profissional e a dos colegas de trabalho.
(B) estabelece espaços de negociação integrada, favorecendo a compreensão das atividades e atuação da equipe
agrupamento.
(C) propõem que estudantes ou profissionais de duas ou mais áreas profissionais aprendam sobre os outros, com os outros e
entre si, favorecendo uma prática colaborativa em saúde.
(D) visa questionar o modelo técnico-assistencial, de forma a deixar bem distintos os papéis profissionais na resolução de
problemas.
(E) une um grupo de profissionais que atua de forma independente em um mesmo ambiente de trabalho, utilizando-se de
técnicas e comunicações especializadas.

8. O otimismo pode ser uma característica importante para o enfrentamento das situações adversas ou estressoras que podem
ocorrer ao longo da vida. Por outro lado, de acordo com o DSM-5, quando o otimismo se torna excessivo ou desproporcional, ele
pode ser considerado um sintoma para avaliar o transtorno
(A) depressivo decorrente de uma condição médica.
(B) disruptivo do humor.
(C) bipolar I.
(D) depressivo.
(E) de ansiedade.

9. A Terapia Cognitivo-Comportamental trata as fobias específicas, que se referem ao medo ou ansiedade acentuada acerca de
um objeto ou situação, utilizando as técnicas de
(A) desenvolvimento do autocontrole e coping.
(B) gestão do estresse e ressignificação da experiência.
(C) relaxamento e dessensibilização sistemática.
(D) análise funcional e inoculação ao estresse.
(E) relaxamento e registro diário dos pensamentos disfuncionais.

10. Indivíduos com agorafobia caracterizam-se por temor a


(A) apresentar sintomas depressivos graves associados a sensações de ameaça.
(B) estar no meio de multidões porque avaliam ser difícil escapar ou fugir da situação.
(C) realização de cirurgias e seus efeitos colaterais.
(D) ficar em casa sozinhos, por medo de sofrer um ataque cardíaco.
(E) usar transporte público, devido ao medo de contaminação.

11. O idoso com demência de Alzheimer comumente apresenta dificuldade na capacidade de se autoavaliar quanto à gravidade dos
sintomas de falta de memória ou a outros sintomas comportamentais apresentados. Isso pode ocorrer devido
(A) à falta de apoio dos cuidadores ou por estar em uma instituição de longa permanência.
(B) à anosognosia, ou seja, o prejuízo na capacidade de julgamento do doente.
(C) ao processo de negação, o idoso sente dificuldade em aceitar a própria doença.
(D) à presença de depressão grave nesses pacientes.
(E) à falta de informações sobre a doença.
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12. No que se refere ao trabalho das equipes de saúde, com base nos princípios ideológicos e organizativos do Sistema Único de
Saúde − SUS,
o
(A) de acordo com a Lei n 8.142/1990 o controle social é realizado pelos usuários, por meio da fiscalização diária da
qualidade dos serviços prestados pelos profissionais, com notificações nas ouvidorias do SUS.

(B) a universalidade diz respeito à necessidade de que a equipe olhe para a diversidade e, ao mesmo tempo, a especificidade
e singularidade dos indivíduos e grupos atendidos pelo SUS.

(C) em relação à equidade, a psicologia deve oferecer o mesmo tipo de atenção psicológica para todas as pessoas usuárias
do serviço de saúde.

(D) a ideia de sujeito integral suscita o trabalho inter e transdisciplinar com ações que contemplem as dimensões subjetivas do
cuidado e dos processos de saúde-doença.

(E) a regionalização e a descentralização preconizam a formação de equipes especializadas para as diferentes demandas de
cuidados em saúde.

13. Entre os principais sintomas dos transtornos depressivos estão a tristeza, a falta de interesse e a perda do prazer em realizar
atividades cotidianas. Quando o episódio depressivo maior está relacionado a outra condição médica,

(A) os sintomas depressivos se referem ao histórico anterior a doença.

(B) a avaliação deve considerar se os resultados dos exames clínicos estão diretamente relacionadas a uma condição médica
específica.

(C) os sintomas se referem a reação emocional frente ao diagnóstico de uma doença grave.

(D) o diagnóstico deve ser feito levando em consideração a história da doença e os achados laboratoriais.

(E) o diagnóstico deve ser feito em função da gravidade da doença e comprometimento da saúde ocupacional.

14. A psicoterapia em grupo promove um processo interpessoal e interativo entre os participantes, pois favorece a descoberta de
que outras pessoas sofrem dificuldades semelhantes. Yalom descreveu fatores terapêuticos que podem favorecer a mudança
em um grupo, entre eles estão a

(A) universalidade, estrutura do grupo, estágios do desenvolvimento grupal, remoção do foco em si mesmo.

(B) troca de informações, modificação de crenças e padrões de relacionamento, identificação das defesas inconscientes do
grupo.

(C) universalidade, compartilhamento de informações, socialização, coesão grupal, catarse e altruísmo.

(D) recapitulação corretiva do grupo familiar, reestruturação cognitiva, papeis grupais, relações transferenciais.

(E) compartilhamento de informações, socialização, reestruturação e tematização grupal.

15. Os quadros de demência estão relacionados ao comprometimento cognitivo, no caso do Alzheimer observa-se que a memória
sofre crescente declínio.

Familiares relatam que o idoso, logo após finalizar uma refeição, queixa-se dizendo que ninguém o alimenta.

O caso acima é um exemplo de perda de memória

(A) semântica declarativa.


(B) implícita semântica de longo prazo.
(C) implícita de hábito e habilidades.
(D) anterógrada de curto prazo.
(E) explicita de curto prazo ou memória de trabalho.

o
16. O Sistema Único de Saúde, regulamento pela Lei n 8.080/1990, é responsável pela gestão da atenção à saúde da população
brasileira em todo o território nacional, que se dá no âmbito público em parceria com o setor privado. Nessa política, a atenção à
saúde é entendida e organizada a partir da

(A) notificação de casos pela vigilância sanitária que caracterizem situações epidêmicas e pandêmicas.
(B) verba orçamentária aprovada pelas esferas nacional, estadual e municipal e conselhos deliberativos.
(C) concepção ampliada de saúde, dos níveis de atenção e complexidade, dos princípios e diretrizes.
(D) avaliação biomédica das enfermidades apresentadas por cada indivíduo.
(E) necessidade de recuperação e reabilitação da saúde populacional dirigida aos serviços de saúde.

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Caderno de Prova ’46’, Tipo 004
17. O SUS é reconhecido mundialmente por ser uma Política de Saúde construída com grande participação da sociedade, em
consonância com as demandas e discussões no cenário nacional e mundial. A respeito dos marcos históricos, legais e con-
ceituais é correto afirmar que

(A) a Política Nacional de Atenção Básica, de 2006, criou o Programa de Saúde da Família e o Núcleo de Apoio à Saúde da
Família.

(B) a Conferência Nacional de Saúde acontece a cada quatro e tem como objetivo avaliar as gestões estaduais e municipais
dos serviços e programas executados.

(C) na Declaração de Alma-Ata, em 1978, foi definido um novo conceito de saúde e proposto que se ampliassem as ações e
programas de prevenção secundária e terciária.

(D) no Pacto pela Saúde, em 2006, foi dada prioridade à recuperação da saúde na atenção terciária.
o
(E) como ações do SUS, a Lei n 8.080/1990 prevê também a vigilância nutricional, a orientação alimentar e a inspeção de
alimentos e bebidas destinadas ao consumo humano.

18. João tem 46 anos, é professor em uma escola pública, adora dar aulas para adolescentes, porém tem picos de estresse que
alteram seu humor. João está com sobrepeso, é fumante há mais de 20 anos, diz não ter tempo para praticar atividades físicas,
mas que procura sempre relaxar tomando uma cervejinha e, às vezes, bate uma bola com os amigos. O médico que o
acompanha na Unidade Básica de Saúde (UBS), mostra-se preocupado e discute com a equipe qual seria a melhor conduta
diante da situação.
Com base nas proposições das Políticas Nacionais da Atenção Básica (2006) e da Promoção da Saúde (2006), os cuidados da
equipe com este paciente devem

(A) considerar conjuntamente o estilo de vida, os fatores estressores, a qualidade de vida e a educação em saúde.

(B) fazer encaminhamento para avaliação psiquiátrica de fatores de ansiedade e depressão e, se necessário, tratamento
medicamentoso.

(C) indicar tratamento psicoterápico individual para investigar e tratar outros fatores causadores do estresse que estejam
contribuindo para somatizações, sobrepeso e fumo.

(D) focar na recuperação da saúde e tratar com medicações de uso contínuo a fim de minimizar os agravos à saúde.

(E) priorizar ações voltadas para conscientização de que a mudança do comportamento individual é necessária e só depende
do seu esforço.

19. A Política Nacional de Humanização da Atenção e da Gestão na Saúde, de 2003, também conhecida como HumanizaSUS, é
entendida como transversal por perpassar todas as práticas no SUS, tanto na baixa, média como alta complexidade de atenção
à saúde. Essa Política

(A) está voltada para a gestão em saúde, de forma a garantir que as ações e programas priorizem os cuidados de atenção em
saúde para populações mais pobres e com menor escolaridade.

(B) foi criada para orientar a participação da comunidade no controle orçamentário, a fim de garantir o atendimento às
demandas prioritárias.

(C) foi instituída para atender as demandas dos usuários da atenção básica, principalmente do Programa de Saúde da
Família, a fim de incluir práticas comunitárias no SUS.

(D) visa orientar e garantir que os cuidados à saúde da população sigam o fluxo dos níveis de atenção primária, secundária e
terciária para não comprometer os serviços da rede hospitalar.

(E) contempla tanto usuários como os trabalhadores da saúde e os gestores, com foco no diálogo permanente em torno dos
processos de produção da saúde.

20. Sobre atenção primária, atenção secundária e atenção terciária à saúde, é correto afirmar que

(A) na atenção secundária e terciária as necessidades de saúde estão relacionadas às complexidades média e alta e
envolvem ações voltadas para a recuperação e reabilitação da pessoa doente.

(B) na instituição hospitalar a psicologia atua na atenção primária, secundária e terciária junto às pessoas internadas e aos
seus familiares/cuidadores.

(C) na atenção secundária à saúde, de média complexidade, são realizados os cuidados das pessoas com doenças crônicas
acompanhadas nas Unidades Básicas de Saúde − UBS.

(D) a vigilância sanitária está relacionada com a reabilitação da saúde da população, envolvendo alta tecnologia, por fazer
parte da atenção primária.

(E) na atenção terciária à saúde são exercidas ações vinculadas à Rede de Atenção Psicossocial, a exemplo dos consultórios
de rua.
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21. Maria, 45 anos, solteira, um filho de 10 anos, profissional autônoma, teve diagnóstico de artrite reumatoide há 15 anos, com
piora significativa nos últimos 3 anos. Maria encontra-se internada por conta de mais uma crise com queixa de fortes dores e
dificuldades para se locomover, diante do que seu médico lhe diz ser necessário realizar uma cirurgia para prótese de joelho e
quadril, o que deverá ser feito em até 15 dias. Na discussão entre a equipe de psicologia, a psicóloga responsável pelo caso
propõe que ela participe de um grupo com outros pacientes com o argumento correto de que, no momento, Maria precisa de um
grupo

(A) operativo, focado na tarefa de realização da cirurgia e na formação de vínculo entre a paciente e a equipe multidiscipli-
nar.

(B) de orientação e apoio, a fim de obter mais informações sobre a cirurgia e o pós-cirúrgico, acolher e compartilhar medos e
experiências.

(C) de psicodrama, para vivenciar a representação de papeis e experienciar as perdas e ganhos com a cirurgia.

(D) com dinâmicas de grupo que possibilitem expressar medos provocados pelo adoecimento.

(E) psicoterapêutico, para que consiga explicitar os medos e fantasias e elaborar o luto das perdas provocadas pela doença e
necessidade de prótese.

22. Jorge, 69 anos, foi atendido no pronto-socorro por tentativa de suicídio, após uma vizinha ter chamado o SAMU. O médico
plantonista chamou a psicóloga que se encontrava no local e solicitou uma avaliação de risco para definição de conduta. Com
base nas Diretrizes e Orientações da Organização Mundial de Saúde, e do Conselho Federal de Psicologia, para avaliação de
ideações, tentativas de suicídio e atos autodestrutivos, cabe ao profissional da psicologia

(A) levantar dados de sua história, vínculos, perdas, sentimentos de tristeza e desesperança, desejos e projeções futuras e
sentidos de vida.

(B) acionar a Assistência Social para que Jorge seja abrigado em uma Instituição de Longa Permanência.

(C) oferecer, inicialmente, um acolhimento à equipe biomédica diante do impacto emocional vivido com a situação e,
estabelecer um vínculo com o paciente para atendê-lo em psicoterapia após sua alta hospitalar.

(D) encaminhar Jorge a um psiquiatra para avaliação de riscos e tratamento da depressão, por esta estar sempre associada à
tentativa de suicídio.

(E) pedir que o profissional do serviço social localize um parente que se responsabilize pela vida de Jorge e realizar
orientações de cuidados diante do risco de novas tentativas.

23. De acordo com Goffman, o estigma é uma marca, visível ou não, atribuída às pessoas consideradas diferentes que são
distinguidas pela sociedade com base na ideia de normatividade. No contexto da saúde, consideramos que acontecem situações
estigmatizantes quando, por exemplo,

I. uma mulher casada, ao ser diagnosticada com HIV positivo, é culpabilizada por ter tido vários parceiros sexuais, ainda
que tenha usado preservativo em quase todas as suas relações sexuais.

II. um jovem se recusa a tomar a vacina contra o HPV porque na escola disseram que somente mulheres podem ser
infectadas e devem ser vacinadas para não ter câncer.

III. uma adolescente dá entrada no pronto-socorro por tentativa de suicídio com medicações e o médico comenta com a
equipe que “chegou mais uma histérica”.

IV. um médico é chamado para atender uma criança que precisa de transfusão de sangue, vê os pais rezando no corredor e
diz apostar que são testemunhas de Jeová.

Estão corretas as afirmativas indicadas APENAS em

(A) II e IV.

(B) I, II e III.

(C) I e III.

(D) I e II.

(E) III e IV.


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24. Sobre a relação entre a Psicologia e a Saúde,
(A) as intervenções psicológicas no hospital são constituídas a partir das discussões interdisciplinares e do modelo biomédico.

(B) as práticas da psicologia são dirigidas ao sujeito de direitos e ao sujeito integral, com suas ações direcionadas à
promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde, em consonância com a Saúde Coletiva.

(C) a linha de atuação dos psicólogos nos hospitais gerais historicamente, segue o modelo clínico das práticas em hospitais
psiquiátricos com atenção focada na saúde-doença mental.

(D) os psicólogos se inserem na Saúde Pública mas estão distantes das práticas da Saúde Coletiva, porque a atuação é
fundamentada na abordagem clínica da Psicologia.

(E) os testes psicológicos são instrumentos fundamentais para avaliações psicológicas das possibilidades de enfrentamento
das dificuldades no tratamento de câncer.

25. Clarice tem 41 anos, é casada, teve dois abortos espontâneos e, após o último, seu marido passou a beber com mais fre-
quência, a fazer ameaças psicológicas e agredi-la fisicamente. Na tentativa de salvar seu casamento, procurou uma médica
especialista em reprodução assistida e, em meio aos exames, recebeu um diagnóstico de câncer de mama, com indicação de
mastectomia. A médica conversa com a equipe sobre sua dificuldade de dar o diagnóstico, pois está ciente da situação familiar e
psicológica de sua paciente.
A partir das concepções da Psicologia da Saúde entende-se que profissionais atuantes no campo da saúde necessitam ter um
conhecimento amplo e, ao mesmo tempo, muito específico sobre os cuidados oferecidos pelo SUS e outras políticas, na garantia
dos direitos à saúde de mulheres na mesma situação que Clarice. Assim, entende-se que
(A) é preciso esclarecer que a violência vivida por Clarice não é definida como psicológica; seria se o marido tivesse a
intenção agredi-la, ou seja, fazer um ataque que lhe causasse sequelas psicológicas.

(B) a equipe deve convocar a presença do marido de Clarice a fim de lhe informar sobre o real estado da esposa, alertá-lo
quantos aos cuidados psicológicos e proteção necessários e depois conversar com ela sobre o diagnóstico e os
procedimentos a serem feitos.

(C) Clarice deve ser, primeiramente, encaminhada a um Centro de Referência Especializado de Assistência Social − CREAS
para acompanhamento da situação de violência intrafamiliar.

(D) é imprescindível já informar a Clarice sobre a reconstituição mamária, indicada e necessária para recuperação da
autoestima de todas as mulheres e protocolo obrigatório de atendimento no SUS.

(E) o cuidado a Clarice deve envolver ações articuladas da rede de assistência intersetorial, mais especificamente da saúde e
da assistência social, a fim de oferecer-lhe atenção integral, cumprindo-se o princípio de integralidade do SUAS e do SUS.

26. Com centralidade na família, dentre os possíveis beneficiários do Sistema Único de Assistência Social − SUAS, estão idosos,
pessoas com deficiência, jovens e crianças. Nesse contexto, a psicologia tem participado ativamente, tanto na gestão como na
execução de programas e ações, com práticas fundamentadas na Psicologia Social Comunitária que
(A) tem foco no enfrentamento das práticas capitalistas com base na teoria marxista, que exploram o trabalho dos mais pobres
e na organização sindical para enfrentar explorações do trabalhador.

(B) fundamenta-se, epistemologicamente, nas concepções da psicologia social, influenciada pela cultura norte-americana,
preocupada com as mudanças dos indivíduos em situação de extrema pobreza.

(C) tem foco no aprendizado e na mudança de comportamento dos indivíduos para superação das situações de
vulnerabilidade social aliada à teoria comportamental,

(D) busca o desenvolvimento da consciência crítica, da autonomia e do empoderamento, com base na educação popular de
Paulo Freire e na psicologia da libertação de Martin-Baró.

(E) realiza treinamento das famílias para que haja empoderamento e enfrentamento das situações de desigualdades sociais.

27. Sobre a Educação Permanente em Saúde é correto afirmar que


(A) foi originalmente criada para treinar novos profissionais visando sua inserção nas equipes multidisciplinares nas institui-
ções de saúde.

(B) foi criada para oferecer o treinamento dos trabalhadores da saúde suplementar a fim de garantir uma atuação congruente
com os princípios do SUS.

(C) a formação continuada dos trabalhadores da saúde é uma das proposições do Pacto pela Saúde (2006), na dimensão da
Gestão, visando a sustentabilidade das ações e programas do SUS.

(D) o Programa de Residência Multiprofissional, criado em 2005, é uma iniciativa da rede privada em parceria com o SUS,
oferecido a profissionais de todas as áreas de conhecimento.

(E) teve sua política criada para promover a saúde em comunidades, de acordo com a proposta da Estratégia de Saúde da
Família.

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28. No cotidiano hospitalar, além do cuidado com o doente e seus familiares, os profissionais de saúde têm a necessidade de lidar
com as suas próprias dores. Uma proposta de cuidado em relação aos profissionais de saúde é

(A) realizar encaminhamentos dos profissionais com maiores dificuldades para o psicólogo da equipe interdisciplinar.

(B) enfatizar somente os aspectos voltados para a formação profissional, uma vez que reconhecidamente há escassez de
discussão do tema “morte” nos cursos de graduação.

(C) realizar atividades ou dinâmicas de grupo, visando a facilitação da emergência das dificuldades e conflitos vividos pela
equipe interdisciplinar.

(D) realizar supervisão de alguns casos considerados como difíceis pela equipe, enfatizando aspectos técnicos.

(E) estabelecer programas de atendimentos grupais para os profissionais de saúde, viabilizando a promoção de espaços de
discussão das situações vividas no cotidiano, e exigir participação obrigatória.

29. Os tipos de entrevistas podem ser distinguidos de acordo com sua finalidade. A entrevista de triagem tem por objetivo

(A) avaliar a demanda do sujeito, definir conduta e realizar encaminhamento.

(B) uma investigação pormenorizada do desenvolvimento psicossocial.

(C) um exame detalhado dos sintomas apresentados pelo sujeito.

(D) o levantamento minucioso da história do sujeito, principalmente da infância.

(E) focalizar na avaliação da estrutura psíquica, na história relacional e familiar.

30. De acordo com Maciel et al. (2006), Os Cuidados Paliativos constituem uma resposta organizada à necessidade de tratar, cuidar
e apoiar ativamente os doentes em fase terminal da vida e seus familiares. Entende-se, assim, que os Cuidados Paliativos
contribuem para

I. a aceitação da doença e o aceleramento da morte, rejeitando as futilidades diagnósticas e terapêuticas.

II. o entendimento de que a fase final da vida pode levar a momentos de reconciliação e crescimento pessoal.

III. o reconhecimento e aceitação, em cada doente, dos seus próprios valores e prioridades.

IV. a prevenção de problemas graves no acompanhamento do luto dos familiares.

V. a dificuldade de lidar com a autonomia do paciente, uma vez que em muitas situações ele fica muito debilitado.

Está correto o que se afirma APENAS em

(A) III, IV e V.

(B) I, II e III.

(C) II, III e IV.

(D) I, III e IV.

(E) I, II e V.

31. Os princípios essenciais que norteiam as psicoterapias breves são o foco e a temporalidade, outros pressupostos variam de
acordo com a fundamentação teórica. Fiorini é um dos autores que estuda terapia breve e aprofunda os conceitos, enfatizando
que

(A) a possibilidade de regressão transferencial está relacionada às condições de enquadre e ao tempo limitado de tratamento.

(B) há o fortalecimento das áreas de conflito, distinguindo-se de outras intervenções por ser uma psicoterapia do ego.

(C) dar espaço para a espontaneidade do paciente é o grande alicerce desta prática.

(D) o terapeuta deve desempenhar um papel essencialmente ativo, contando com muitas possiblidades de intervenções.

(E) pode provocar modificações dinâmicas e estruturais de personalidade do paciente.


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32. “Estar só na presença de alguém pode ocorrer num estágio bem precoce, quando a imaturidade do ego é compensada pelo
apoio do ego da mãe. À medida que o tempo passa o indivíduo introjeta o ego auxiliar da mãe e dessa maneira se torna capaz
de ficar só sem apoio frequente da mãe ou de um símbolo da mãe”. A capacidade do indivíduo de ficar só é um dos sinais mais
importantes do amadurecimento do desenvolvimento emocional, de acordo com
(A) Anna Freud.
(B) Wilfred Bion.
(C) Melanie Klein.
(D) Sigmund Freud.
(E) Donald W. Winnicott.

33. A Hora de Jogo Diagnóstica constitui um recurso ou instrumento técnico que o psicólogo utiliza dentro do processo
psicodiagnóstico, que tem como objetivo conhecer a realidade da criança que foi trazida à consulta. (Efron et al., 2009).

Em relação à “Hora de Jogo Diagnóstica”,

I. o brincar, a brincadeira e o brinquedo se apresentam como imprescindíveis.


II. não existe diferença entre a Hora de Jogo Diagnóstica e a Hora de Jogo Terapêutica.
III. representa uma experiência nova, tanto para a criança quanto para o psicólogo, sem estabelecimento de um vínculo
transferencial.

IV. é importante compreender a congruência na investigação do brinquedo, na finalidade que a criança lhe dá para o mesmo,
em suas funções e no prazer que lhe proporciona sua manipulação.

V. percebemos que a criança estrutura, por meio dos brinquedos, a representação de seus conflitos básicos e de suas
principais defesas e fantasias.

Está correto APENAS o que se afirma em

(A) I, IV e V.
(B) III, IV e V.
(C) I, II e III.
(D) I, II e IV.
(E) II, III e V.

34. Com base na teoria das representações sociais de Serge Moscovici, entende-se que um diagnóstico de câncer está relacionado
com

(A) a formação da experiência que se torna figura e fundo, ou seja, a importância dada pelas pessoas aos fatores internos e
aos externos.

(B) as consequências aversivas que o adoecimento produz no comportamento do indivíduo.

(C) os sentidos e significados atribuídos à vivência de adoecimento e à própria doença.

(D) os recursos egoicos para lidar com frustração, dor e morte.

(E) o imaginário acerca da doença, imagens, medo de contágio, associação com sofrimento, isolamento e morte.

35. Considere as afirmações a respeito de como operam os momentos iniciais da vida do bebê.

I. A criança ao nascer vive uma angústia catastrófica de ameaça e aniquilamento, e fantasia não ser capaz de dar conta das
experiências de frustração e dor.

II. O fenômeno a que chamou segunda pele, refere-se a um sentimento de segurança encontrado pelo bebê a partir da
relação com seus pais.

III. Rêverie, é como podemos nos referir a um estado mental de receptividade da mãe que lhe permite acolher as emoções
projetadas por seu bebê e dar-lhes significado.
A relação correta entre as afirmações e os autores da psicanálise é:

I II III
(A) Donald W.Winnicot Melaine Klein Wilfred Bion
(B) Wilfred Bion Esther Bick Monique Bydlowski
(C) Melanie Klein Esther Bick Wilfred Bion
(D) Donald W.Winnicott Esther Bick Monique Bydlowski
(E) Melaine Klein Donald W.Winnicott Wilfred Bion

ALBERT-Psicologia 9
Caderno de Prova ’46’, Tipo 004
36. Um bebê internado em uma UTI neonatal, com 20 dias de vida, é diagnosticado com uma infecção que torna a situação grave. É
solicitada a presença dos pais para conversar com a equipe; quando a mãe chega ao setor está sozinha, a médica a recebe,
explica pormenorizadamente a situação do bebê, informando que foi entubado. Ao final da conversa a mãe só pergunta quando
ele irá conseguir mamar e sai do setor, senta em uma cadeira em frente à UTI e chora sem parar. A partir do referencial da
Psicologia Hospitalar, dentre os aspectos fundamentais a serem trabalhados neste contexto está
(A) manter a mãe mais distante do bebê neste momento, pois a gravidade da situação pode impressioná-la.
(B) uma discussão com o médico que conversou com a paciente, sobre a gravidade do bebê, apontando os erros que
cometeu.
(C) a urgência em atender a mãe para que ela se acalme e não deflagrem alguma repercussão em relação a outras mães do
setor.
(D) o atendimento da mãe para compreender o que ela sentiu, a identificação das expectativas em relação ao bebê e a
tentativa de entender qual a participação do pai e a possibilidade de que seja chamado pela equipe.
(E) a possibilidade de morte do bebê durante a internação na UTI precisa ser ressaltada para os pais pelos profissionais.

37. Comunicar más notícias é uma das tarefas mais difíceis realizadas pelo profissional de saúde. Em relação à comunicação de
notícias difíceis, é correto afirmar que o profissional
(A) não deve planejar a conversa, dando oportunidade para que o paciente possa perguntar mais livremente a respeito das
situações que o angustiam.

(B) precisa criar condições adequadas, acolher, encorajar e validar as emoções.

(C) experiente está mais apto em relação a esse tipo de comunicação não sendo necessário treiná-lo.

(D) deve ser objetivo e ter um grande controle das emoções para que não transpareça seus sentimentos e evite o contato com
a emoção do paciente.

(E) precisa focar nas informações referentes ao diagnóstico, sem discutir situações relacionadas ao prognóstico e ao
tratamento com o paciente.

38. Os sintomas psíquicos são atos prejudiciais, ou pelo menos inúteis a vida da pessoa, que por vezes, deles se queixa como
sendo indesejados e causadores de desprazer ou sofrimento. (Freud, 1917) De acordo com a psicanálise freudiana, é correto
dizer que
(A) os sintomas não apresentam uma relação direta com a realização de desejo inconsciente.
(B) quando elimina-se o sintoma, cura-se a doença.
(C) nem sempre o sintoma será decorrente de um conflito.
(D) em um sintoma, assim como no sonho, estão presentes os processos de condensação e deslocamento.
(E) os sintomas causam aumento na reserva de energia mental.

39. Assim como a criança passa por etapas no desenvolvimento saudável, as fases do luto também precisam ser vivenciadas para
que não ocorram traumas ou danos futuros, caracterizadas por Bowlby como
(A) aceitar a realidade da perda, elaborar a dor da perda, ajustar-se ao ambiente com a ausência da pessoa que faleceu.
(B) entorpecimento ou choque, anseio e busca da figura perdida, desorganização, desespero e reorganização.
(C) choque, aceitação e elaboração.
(D) enfrentamento orientado para a perda, enfrentamento orientado para a restauração e a oscilação entre um e outro.
(E) negação, raiva, barganha, depressão e aceitação.

40. João, 55 anos, tem um câncer metastático, foi internado em função de uma pneumonia. Após três semanas de internação na
UTI, entra em um quadro não responsivo a toda terapêutica instituída, dando início a uma situação de falência múltipla de
órgãos. No entanto, João se apresenta consciente. A equipe multiprofissional chama a família (esposa e os dois filhos do casal,
um rapaz de 18 anos e uma moça de 20 anos) para algumas reuniões em que discutem os possíveis encaminhamentos da
situação. Conversam sobre o desejo que João já havia expressado, tanto para esposa, como para a equipe, de não querer ser
submetido a tratamentos que pudessem prolongar seu sofrimento. A partir dessas conversas, há um consenso entre a família,
João e a equipe multidisciplinar de que o melhor tratamento seria em Cuidados Paliativos, que tem como critérios
(A) pensar medidas ou estratégias de tratamento nas diferentes áreas destinadas a aliviar o sofrimento.
(B) evitar que os profissionais envolvidos no cuidado realizem intervenções educacionais com o paciente e familiares.
(C) atender a demandas e solicitações da família sem evidenciar as reações de luto, pois devem ser trabalhadas em um
segundo momento, depois da morte de João.
(D) discutir com a família a possiblidade de manter João sedado e inconsciente como forma de controlar a dor e outros
sintomas.
(E) não medicar as possíveis reações depressivas de João e/ou sua família, pois estas reações são esperadas diante de uma
situação tão grave.

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