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A PAIXÃO, A RESSURREIÇÃO E AS MULHERES

LUCAS 23.27-34

JESUS É UNGIDO POR UMA MULHER EM BETÂNIA (MATEUS 26.7-13)

1. Podemos ver a preparação de Jesus para a sua paixão quando “uma mulher”
desconhecida em Mateus, mas conhecida em João (12.1-8 Maria de Betânia),
derrama sobre Jesus um precioso bálsamo que estava em um vaso de alabastro
(alabaster box) (Mt 26.7).
2. Diante da indignação dos homens, diga-se, discípulos (v.8), Jesus diz a todos
que estavam ali: “Derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para
o meu sepultamento” (v.12).
3. Para surpresa dos discípulos reclamões Jesus completa: “Onde for pregado
em todo o mundo este evangelho, será também contado o que ela fez, para
memória sua” (v.13).

A LAMENTAÇÃO DAS MULHERES SEGUIDORAS DE JESUS (LUCAS 23.27-


29).

1. Quando Jesus estava se encaminhando para o Monte Calvário, para o seu


calvário, a sua paixão, “Seguia-o numerosa multidão de povo” (v.27a).
2. No meio da multidão estavam “também mulheres que batiam no peito e o
lamentavam” (v.27b). Não ‘o’ lamentavam apenas porque eram suas
seguidoras, suas admiradoras, suas patrocinadoras (muitas mulheres ajudam o
ministério de Jesus com seus bens (Lc 8.3); mas aquelas mulheres também ‘o’
lamentavam porque eram mães, algumas até amigas e conhecidas de Maria.
3. Jesus cheio de amor e de compaixão diz àquelas mulheres para onde elas
deviam direcionar seus lamentos: “Porém Jesus, voltando-se para elas, disse:
Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e
por vossos filhos!” (v.28). Não se tratava de uma palavra de reprovação, mas

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uma palavra admoestação, de advertências. O porquê das palavras ditas por
Jesus, podemos ler nos versos de 29 a 31.

A CRUCIFICAÇÃO NÃO FOI UM ESPETÁCULO FÁCIL, MAS ELAS


ESTAVAM LÁ (LUCAS 23.49).

1. As multidões dos desinteressados, mas interessados no espetáculo


proporcionado por Pilatos e pelos demais judeus “retiraram-se a lamentar,
batendo nos peitos” (v.48). Talvez, apenas lamentando porque acabara de ser
morta uma pessoa importante entre eles; um homem que poderia ter um futuro
político brilhante, até entre os do Sinédrio; talvez um homem que preparasse
os demais para uma rebelião contra os romanos, etc
2. Mas Jesus tinha um número grande de conhecidos, e entre eles algumas
“mulheres que o tinham seguido desde a Galiléia” (c. de 145 km). Mateus diz
que elas vinham seguindo Jesus desde a Galiléia, para o servirem (Mt 27.55).
3. As mulheres não arredaram o pé do Calvário; elas “permaneceram a
contemplar de longe estas coisas” (v.49). Mateus relaciona as mulheres que
observavam de longe, e entre elas estavam: Maria Madalena, Maria mãe de
Tiago e de José e a mulher de Zebedeu.
4. Mas João, diferente de Mateus e Lucas, aproxima as mulheres da cruz: “E
junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria mulher de
Clopas, e Maria Madalena” (Jo 19.25).

AS MULHERES CONTEMPLARAM E SOFRERAM A AGONIA DO MESTRE

1. Foram seis horas de agonia. Jesus sofreu na cruz das 9h00m às 15h00m horas.
E nesta última hora Ele clama em grande voz: “Pai, nas tuas mãos entrego o
meu espírito” (Lc 23.46).

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2. Depois de constatada a morte de Jesus, José de Arimatéia (Membro do
Sinédrio que não tinha concordado com os outros membros), procurou a
Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jeus (v.50-52). José, “tirando-o do madeiro,
envolve-o num lençol de linho, e o depositou num túmulo aberto em rocha,
onde ainda ninguém havia sido sepultado” (v.53).
3. “Era o dia da preparação, e começava o sábado” (v.54). Aquelas mulheres,
que acompanhavam Jesus desde a Galiléia ainda estavam por ali. Elas
seguiram José de Arimatéia e “viram o túmulo e como o corpo fora ali
depositado” (v.55) (Marcos relaciona Maria Madalena e Maria, mãe de José
cap.15.47). Não podiam perder tempo porque tinha muita coisa a ser feita: “Se
retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram,
segundo o mandamento” (v.56). Como terá sido o descanso delas?

É PRECISO PENSAR COM A CABEÇA DAS MULHERES

1. Aquele não era um sábado como os demais; parece que ele tem mais de 24
horas. As mulheres que viram onde tinha sido colocado o corpo de Jesus,
certamente, não conseguiam esconder a ansiedade.
2. Quantas vezes as mulheres pegaram nas vasilhas de especiarias, colocando-as
daqui para ali e dali para aqui. E o perfume será que está como merece o
nosso Mestre?
3. Ufa! Até que enfim é Domingo. As mulheres combinam se encontrar na
primeira esquina que desce para o sepulcro de José de Arimatéia. – ‘Não
percam a hora’, diz uma delas às demais. ‘Precisamos sair bem cedo’, dizem
entre si. Fica combinado que sairiam “muito de madrugada” (24.1).
4. Só havia uma preocupação! Como não quisemos incomodar nossos maridos,
quem vai remover a pedra da frente do sepulcro?! (Marcos relatando a
conversa das duas Marias e Salomé) (Mc.16.1-3). Talvez a resposta apara elas
mesmas: “Com certeza não seremos nós; seria preciso que todas as mulheres
tivessem vindo!”

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5. Quando elas chegam ao sepulcro, a pedra estava fora do lugar; ela já não era
impedimento. Alguém veio antes de nós! Mas quem teria sido? Uma delas
pode ter dito: ‘Quem foi não importa; vamos entrar’.
6. Mas, ao entrarem no sepulcro, viram que Jesus não estava ali (Lc 24.3). O que
teria acontecido? Alguém veio antes, removeu a pedra, e levou o corpo de
Jesus! Que tristeza. A KJ diz que elas “Ficaram pasmas, sem saber o que
fazer” (v.4).
7. Enquanto pensavam o que fazer, ‘dois homens com roupas que reluziam como
a luz do sol se colocaram ao lado delas. Atemorizadas, as mulheres
inclinaram o rosto para o chão’ (KJ Lc 24.4,5).
8. Os homens as questionam. Afinal, o que elas faziam ali. Já tinham se
esquecido do que dissera Jesus? Que após ser rejeitado pelos religiosos, seria
morto e no terceiro dia ressuscitaria (v.7) (Lc 9.22).
9. Por conta do que Ele já havia dito, o que vocês vêem hoje, é que tudo se
cumpriu: “Ele não está aqui. Ressuscitou!”.
10.“Então, se lembraram das palavras de Jesus” (Lc 24.7). Foi uma algazarra
total; uma alegria radiante toma conta das mulheres. Começam a pular, dar
gritos de alegria. Fizeram uma tremenda festa nas proximidades do túmulo,
que a partir daquele momento só serviria para José de Arimatéia.
11.Toda aquela alegria deveria ser espalhada. Era preciso contagiar a todos. O
primeiro dia da semana era dia de alegria. Como o sábado, aquele não era um
domingo como outro qualquer. “E, ao voltarem do sepulcro, elas
compartilharam tudo o que lhes acontecera aos Onze e a todos os outros”
(v.9). Elas foram falando uma após a outra (?!).

O RESSURRETO ESTÁ ENTRE NÓS.

1. Da tristeza para alegria: a distância entre a morte e a ressurreição. Os dois


discípulos de Emaús caminharam com o Mestre (Lc 24.13-31).

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2. Medo e pavor. Tem um espírito entre nós! (Dizem que alguns manuscritos
antigos aparece a palavra grega fantasma). Jesus prova que não era um
fantasma ou um pneuma.Ele era de carne e osso: “Apalpai-me e verificai”
(v.39).
3. Como os apóstolos ainda estavam fora de si, Jesus lhes pede algo para comer.
Um espírito não precisa comer nada, mas Ele sim: “Tendes aqui alguma coisa
para comer?” (v.41).
4. Passado o trauma, Jesus lhes dá as últimas instruções e a responsabilidade da
pregação, pois eles “eram testemunhas destas coisas” (v.48).
5. O Senhor lhes fez a promessa do revestimento especial (v.49).
6. Após todos esses fatos, os discípulos “estavam sempre no templo, louvando a
Deus” (v.53).

CONCLUSÃO

Maria de Betânia, a mulher que ungiu Jesus.


Maria e Marta, as mulheres que recepcionavam Jesus.
Maria Madalena, a mulher que estava logo cedo no sepulcro.
Maria Madalena, a primeira mulher a ver o Jesus ressuscitado.
Maria, mãe de Jesus, a mulher que gerou e deu à luz o Salvador.
Maria, mãe de Jesus, a mulher que guardou tudo no coração.
Maria, mãe de Jesus, a mulher bendita entre as mulheres (Lc 1.42).
Que Deus abençoe todas as mulheres.

Pr. Eli da Rocha Silva


01/04/2018 – Igreja Batista em Jardim Helena - Itaquera