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Nota de Aula nº 02

Disciplina: Metodologia do Trabalho Acadêmico


26/03/2018
Prof. José Everardo

PESQUISA QUALITATIVA

Não se preocupa com representatividade numérica, mas, sim, com o aprofundamento da


compreensão de um grupo social, de uma organização, etc. Os pesquisadores que
adotam a abordagem qualitativa opõem-se ao pressuposto que defende um modelo
único de pesquisa para todas as ciências, já que as ciências sociais têm sua
especificidade, o que pressupõe uma metodologia própria. Assim, os pesquisadores
qualitativos recusam o modelo positivista aplicado ao estudo da vida social, uma vez
que o pesquisador não pode fazer julgamentos nem permitir que seus preconceitos e
crenças contaminem a pesquisa (GOLDENBERG, 1997, p. 34). Os pesquisadores que
utilizam os métodos qualitativos buscam explicar o porquê das coisas, exprimindo o que
convém ser feito, mas não quantificam os valores e as trocas simbólicas nem se
submetem à prova de fatos, pois os dados analisados são não métricos (suscitados e de
interação) e se valem de diferentes abordagens. Na pesquisa qualitativa, o cientista é ao
mesmo tempo o sujeito e o objeto de suas pesquisas. O desenvolvimento da pesquisa é
imprevisível. O conhecimento do pesquisador é parcial e limitado. O objetivo da
amostra é de produzir informações aprofundadas e ilustrativas: seja ela pequena ou
grande, o que importa é que ela seja capaz de produzir novas informações
(DESLAURIERS, 1991, p. 58). A pesquisa qualitativa preocupa-se, portanto, com
aspectos da realidade que não podem ser quantificados, centrando-se na compreensão e
explicação da dinâmica das relações sociais. Para Minayo (2001), a pesquisa qualitativa
trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e
atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e

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dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. Aplicada
inicialmente em estudos de Antropologia e Sociologia, como contraponto à pesquisa
quantitativa dominante, tem alargado seu campo de atuação a áreas como a Psicologia e
a Educação. A pesquisa qualitativa é criticada por seu empirismo, pela subjetividade e
pelo envolvimento emocional do pesquisador (MINAYO, 2001, p. 14). As
características da pesquisa qualitativa são: objetivação do fenômeno; hierarquização das
ações de descrever, compreender, explicar, precisão das relações entre o global e o local
em determinado fenômeno; observância das diferenças entre o mundo social e o mundo
natural; respeito ao caráter interativo entre os objetivos buscados pelos investigadores,
suas orientações teóricas e seus dados empíricos; busca de resultados os mais fidedignos
possíveis; oposição ao pressuposto que defende um modelo único de pesquisa para
todas as ciências.

Entretanto, o pesquisador deve estar atento para alguns limites e riscos da pesquisa
qualitativa, tais como: excessiva confiança no investigador como instrumento de coleta
de dados; risco de que a reflexão exaustiva acerca das notas de campo possa representar
uma tentativa de dar conta da totalidade do objeto estudado, além de controlar a
influência do observador sobre o objeto de estudo; falta de detalhes sobre os processos
através dos quais as conclusões foram alcançadas; falta de observância de aspectos
diferentes sob enfoques diferentes; certeza do próprio pesquisador com relação a seus
dados; sensação de dominar profundamente seu objeto de estudo; envolvimento do
pesquisador na situação pesquisada, ou com os sujeitos pesquisados.

Vantagens da Pesquisa Qualitativa

Existem algumas vantagens na aplicação da pesquisa qualitativa. Veja:

 Possui caráter mais exploratório e induz à maior reflexão para análise dos
resultados.
 Valoriza o aspecto emocional, intelectual e social do público-alvo, já que leva em
consideração opiniões, sentimentos, atitudes, comentários, aprendizagens etc.
 Por ser exploratória auxilia no entendimento detalhado de todas as informações.
 Permite a formulação de hipóteses antes da coleta de dados e possibilita a
comparação desta após a análise do material pesquisado.
 Possibilita maior contato com o público-alvo e investigação do ambiente.

Formas da Pesquisa Qualitativa

Vários formatos podem ser usados para a coleta de dados nesta pesquisa. Por exemplo
temos: questionários; entrevistas; pesquisas de opinião; observações diretas junto ao
grupo estudado; estudo de caso de pessoas que pertencem ao grupo pesquisado; entre
outros.

Pesquisa qualitativa é um recurso muito utilizado nos trabalhos acadêmicos


e científicos. É uma forma de mensurar valorizando essencialmente o aspecto subjetivo.

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PESQUISA QUANTITATIVA Esclarece Fonseca (2002, p. 20): Diferentemente da
pesquisa qualitativa, os resultados da pesquisa quantitativa podem ser quantificados.
Como as amostras geralmente são grandes e consideradas representativas da população,
os resultados são tomados como se constituíssem um retrato real de toda a população
alvo da pesquisa. A pesquisa quantitativa se centra na objetividade. Influenciada pelo
positivismo, considera que a realidade só pode ser compreendida com base na análise de
dados brutos, recolhidos com o auxílio de instrumentos padronizados e neutros. A
pesquisa quantitativa recorre à linguagem matemática para descrever as causas de um
fenômeno, as relações entre variáveis, etc. A utilização conjunta da pesquisa qualitativa
e quantitativa permite recolher mais informações do que se poderia conseguir
isoladamente.

O método quantitativo é conclusivo, e tem como objetivo quantificar um problema e


entender a dimensão dele. Em suma, esse tipo de pesquisa fornece informações
numéricas sobre o comportamento do consumidor.

Quando e para que utilizar uma pesquisa quantitativa


O método quantitativo é usado para medir o tamanho de um mercado, de um segmento
de mercado, share de marca, frequência de compra ou comportamento, lembrança de
marca, níveis de distribuição, etc. Alguns indicadores que podem te ajudar a definir se
você deve seguir com uma pesquisa quantitativa são:

 Você já tem dados de pesquisa anteriores sobre o assunto

 O objetivo é confirmar uma hipótese

 Você quer mensurar uma tendência de comportamento

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 Os conceitos a serem mensurados não são ambíguos

 Os conceitos podem ser mensurados em relação à proporção ou usando uma escala

Os dados coletados por meio deste método impactam diretamente na tomada de decisão,
bem como aqueles fornecidos pela pesquisa qualitativa. Entretanto, na prática, podem
expressar melhor as informações a serem apresentadas, principalmente quando o
objetivo é se convencer sobre algum direcionamento.

Por conta da sua natureza estatística, o tamanho da amostra é muito importante para a
pesquisa quantitativa e deve ser definido com bastante cuidado. Isso porque a pesquisa
quantitativa gera métricas precisas que se baseiam em uma amostra determinada —
podem, inclusive, ser replicadas para o universo estudado como um todo.

Como funciona a pesquisa quantitativa?


A pesquisa quantitativa usa questionários estruturados com a maioria das perguntas
fechadas, em que os respondentes selecionam entre uma lista de possíveis opções.
Existem vários tipos de pergunta que podem ser usados, os mais comuns são:

 Múltipla escolha

 Dicotômica

 Ranking

 Matriz

 Aberta

Observe que nesses casos há um afastamento do pesquisador, e o foco é testar uma teoria
e obter um resultado conciso e limitado. Não há grande abertura para interpretações
diversificadas.

O quadro 1, abaixo, compara os principais aspectos da pesquisa qualitativa e da


pesquisa quantitativa.

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A pesquisa quantitativa, que tem suas raízes no pensamento positivista lógico, tende a
enfatizar o raciocínio dedutivo, as regras da lógica e os atributos mensuráveis da
experiência humana. Por outro lado, a pesquisa qualitativa tende a salientar os aspectos
dinâmicos, holísticos e individuais da experiência humana, para apreender a totalidade
no contexto daqueles que estão vivenciando o fenômeno (POLIT, BECKER E
HUNGLER, 2004, p. 201). O quadro 2 apresenta uma comparação entre o método
quantitativo e o método qualitativo.

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Fonte: STRIEDER, 2009.

FATOS, HIPÓTESES, LEIS E TEORIAS

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Hipótese:
No método científico, uma hipótese é uma suposição razoável baseada no que você sabe
ou observa. Hipóteses (plural de hipótese) são comprovadas e refutadas o tempo
todo. Hipóteses têm um papel forte no método científico onde você formula uma
pergunta, cria uma hipótese, faz uma previsão testável, testa e em seguida, analisa os
dados. Mesmo assim, uma hipótese precisa de ser testada e retestada muitas vezes
antes, é geralmente aceita na comunidade científica como sendo verdade.

Exemplo: Você observa que, ao acordar todas as manhãs, sua lata de lixo está revirada
com lixo espalhado pelo quintal. Você forma uma hipótese que guaxinins são
responsáveis. Por meio de testes, os resultados vão apoiar ou refutar a sua hipótese.

Teoria:
Uma teoria científica consiste de uma ou mais hipóteses que foram apoiadas com testes
repetidos. As teorias são um dos pináculos da ciência e são amplamente aceitas na
comunidade científica como sendo verdade. Para permanecer uma teoria, não deve
nunca ser mostrada para ser errada; Se for, a teoria é refutada (isso também
acontece). Teorias também podem evoluir. Isto significa que a velha teoria não estava
errada, mas também não foi completa. Aqui estão alguns exemplos:

Criando uma teoria mais completa – a física newtoniana e a


relatividade geral
Quando Sir Isaac Newton descobriu a teoria da gravidade e escreveu as leis que
explicaram os movimentos dos objetos, ele não estava errado; Mas também não
estava totalmente certo. Einstein descobriu mais tarde as teorias da relatividade
especial e geral, e isso cria uma teoria mais completa da gravidade. Na verdade, quando
você fica muito abaixo da velocidade da luz, muitas das equações da relatividade
especial e geral nos levará às equações de Newton. Para fins de registro, a NASA usa as
equações de Newton quando planeja missões para nave espaciais que viajam bem
abaixo da velocidade da luz).

A Gravidade é uma Lei ou uma Teoria?

Capotamento de uma teoria – estado estacionário vs Big Bang

O que acontece quando você tem duas teorias que contradizem-se, como é o caso
das teorias do estado estacionário e do Big Bang? Uma breve visão dessas teorias. a
teoria do estado estacionário diz que o universo é estável, estático e não muda, em
contrapartida, a teoria do Big Bang diz que o universo começou em algum ponto no
tempo em um 'big bang'.

Neste caso, os cientistas fizeram observações, hipóteses e predições testáveis para


descobrir qual delas estava certa (exemplo: Eu observo o universo está se expandindo,
ponho a hipótese que houve um início, a testo e faço as contas). Eventualmente, uma
teoria é anulada completamente (como é o caso do estado estacionário vs Big Bang) ou
os aspectos corretos de cada teoria são combinados para formar uma terceira teoria.

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Em ambos os casos, as teorias, então, necessidade suportando os rigores dos teste
refeitos várias vezes. Depois de uma teoria passar pelas provas, ela é considerada uma
teoria falseável e é aceita na comunidade científica como sendo correta. Em muitos
casos, estas teorias são as bases em que outras teorias são construídas. Um exemplo é
relatividade especial/geral, estas teorias estabelecem a base para muitas, muitas outras
teorias e equações (tais como a lei de Hubble e o raio de Schwarzschild). Se a
relatividade já fosse derrubada, isso seria muito ruim (mas, também seria bom, porque
significa ciência avançada).

Nota: Em casos como a relatividade, uma vez que a matemática sempre funciona, a
probabilidade disso acontecer é muito pequena. Pelo contrário, a relatividade
provavelmente será provada um pedaço menor em uma mais completa teoria que os
cientistas chamam de Teoria da Grande Unificicação.

Lei

Leis científicas são curtas, doces e sempre verdadeiras. Muitas vezes as leis são
expressas em uma única forma. As leis já não podem ser mostradas para ser erradas (é
por isso que existem muitas teorias e poucas leis). As leis são aceitas como sendo
universais e constituem os elementos fundamentais da ciência. Se uma lei pode ser
mostrada falsa, então qualquer ciência construída sobre essa lei também será falsa;
Então, o efeito dominó teria um significado novo (e devastador). Leis em geral
dependem de uma equação matemática concisa.

Alguns exemplos de leis científicas (também chamadas das leis da natureza), as leis da
termodinâmica, a lei de Boyle dos gases, as leis da gravitação e vários outros.

O princípio da falseabilidade

A falseabilidade é um princípio desenvolvido pelo filósofo Karl Popper (1902 - 1994).


Para Popper, uma teoria só pode ser considerada científica quando é falseável, ou seja,
quando é possível prová-la falsa. Esse conceito ficou conhecido
como falseabilidade ou refutabilidade. Para uma asserção ser refutável ou falseável, é
necessário que haja pelo menos um experimento ou observação factíveis que,
fornecendo determinado resultado, implique a falsidade da asserção. Por exemplo, a
asserção "todos os pássaros são pretos" poderia ser falseada pela observação de um
pássaro branco.

Por exemplo, como foi dito acima, as teorias da gravitação universal de Sir Isaac
Newton são científicas, por que além de se enquadrarem na definição ao propor
equações simples que descrevem os modelos cósmicos gravitacionais, também é
possível se fazer previsões acertadas com base nelas, evidentemente, para velocidades
bem abaixo da velocidade da luz. Nesse caso, as teorias de Newton são falseáveis, bem
como a Teoria da Gravitação de Einstein, que foi testada em um eclipse em 1930.

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Vale lembrar que:

1. Falseável não significa falso nem falsificado. Falseável significa “que pode ser
posto a teste”, “que pode ser testado”. Um enunciado, apesar de falseável, pode nunca
ser falsificado, e sua validade pode se manter por séculos. Por exemplo, “os mamíferos
têm vértebras” é um enunciado falseável (basta achar um mamífero sem vértebras),
mas que muito provavelmente nunca vai ser invalidado.
2. Nem todo enunciado verdadeiro e correto tem que ser falseável. “O sal é
salgado”, por exemplo, é um enunciado não falseável e verdadeiro (como toda
tautologia, por sinal)

Teoria versus Lei – qual a melhor?


No final, tudo cai em como usá-las corretamente. Uma lei é usada para descrever uma
ação sob certas circunstâncias (evolução é uma lei, ela simplesmente acontece, mas a lei
não descreve como). Uma teoria descreve como e por que algo acontece (evolução
por seleção natural, em que há uma série de descrições de vários mecanismos, descreve
o método em que a evolução funciona). Outro exemplo é visto na famosa equação de
Einstein E = mc², que descreve a ação de energia sendo convertida em massa. A teoria
da relatividade especial e geral, por outro lado, mostra como e por que algo com massa
é incapaz de viajar à velocidade da luz (entre outras coisas).

Espero que isto ajude a expandir seu conhecimento sobre o método científico e quando
e por que os cientistas usam os termos hipótese, teoria e lei.

Para reforçar e sintetizar o que foi visto aqui, temos abaixo um esboço de como
funciona o método científico e seus passos. O método começa pela observação, que
deve ser sistemática e controlada, a fim de que se obtenham os fatos científicos. O
método é cíclico, girando em torno do que se denomina Teoria Científica, a união
indissociável do conjunto de todos os fatos científicos conhecidos e de um conjunto de
hipóteses testáveis e testadas capaz de explicá-los.

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Segundo MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria; de acordo com o
senso comum, fatos e teorias são vistos de forma contrastada na medida em que os fatos
são auto-evidentes e, teorias, metas submetidas à verificação. Cientificamente, porem,
Estes Elementos mostram-se amplamente Relacionados: se Fatos São considerados
comprovados, em teoria faz referência às relações entre os mesmos. Além de indispensável
à abordagem científica, a escolha entre a teoria e o fator revela-se ainda mais dependente: da mesma forma
que a teoria se constitui a partir de fatos, os fatos não são sistemáticos tradução sentido. O
desenvolvimento da ciência ocorre devido a essa inter- relação. A teoria organiza uma
ciência ao delimitar os fatos e avaliar a área de conhecimento e classificação
universal. Além disso, fornece um vocábulo adequado ao campo científico; expressa
uma rela entre a gordura os, como por exemplo, fórmulas e equações
matemáticas; sistematiza fenômenos e currículo suas explicações; sintetiza o que já se
sabe sobre o objeto de estudo; é capaz de prever fatos a partir de outros tópicos e novos indícios sobre o
conhecimento de fatos e lições ainda não explicadas. O que faz em teoria da teoria, por sua vez, é o ponta-
pé ética essa relação. A partir de uma descoberta ou acontecimento, pode-se desenvolver uma
nova teoria. Um novo sujeito é capaz de reformular ou rejeitar uma teoria existente
existente. Serve como exemplo, classificando , através da sua ocorrência,os trabalhos
nas teorias.As leis nascem são da explicação dos fatos. Resumem as câmeras de novos fatos, na medida
em que se enquadram pelo meio de leis pré-estabelecido.Leis são caracterizadas por regularidades
e normas. Como leis científicas baseiam-se em leis e suas manifestações, limitando-as. Quanto mais
restrita a lei, menor aplicabilidade a prática de pesquisa. Para que seja
contratante,precisa um de complexidade.A teoria é mais ampla que a lei. Uma última declaração

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sobre a existência de um padrão, enquanto outra indica o mecanismo responsável por tal. Como
leis expressam enunciados de uma classe isolada, a teoria engloba e sintetiza ao
conjunto.Teoria e lei são interdependentes.Abordagem qualitativa: leis experimentais X lei
teórica (teoria). A lei experimental se baseia em elementos observados,
procedimentos. A escola não pode ser observada. Cada sistema de evento pode ser associado a
outro. Como leis, associados em conjuntos mais amplos, constitua uma teoria.

A diferença entre Teoria e Lei, é que a lei científica é uma generalização baseada em
observações e que descreve um comportamento, enquanto uma teoria é um modelo que
comporta leis, hipóteses e até mesmo outras teorias, que também descreve um
fenômeno. ... Outra confusão é entre teoria e fato.

Um fato é uma observação objetiva e verificável. Ele é idêntico em toda parte. Ele pode
ser, e já foi comprovado várias vezes. Por exemplo, sabemos que a teoria das doenças
dos germes é um fato pois podemos pegar bactérias de alguém sofrendo de uma doença,
observá-la sob um microscópio, e então injetá-la em outro indivíduo, que então
contrairá a mesma doença. Sabemos que a Terra é redonda porque podemos viajar para
o oeste e acabar no mesmo ponto em que começamos.

A maioria das teorias jamais pode ser transformada em um fato, e nem todos os fatos do
mundo apoiando tais teorias às transformam também em um fato. Lembre-se de que
uma teoria é uma afirmação geral que tenta explicar fatos. Por exemplo, os povos
antigos notaram os pontos peculiares de luz que viajavam pelo céu. Hoje sabemos que
eles são planetas. Eles viajavam porque, como a Terra, orbitavam o sol, em diferentes
velocidades e distâncias do sol. Nicolau Copérnico é geralmente considerado como o
primeiro a propor isto, e suportar sua teoria com evidências, mas culturas antigas
também chegaram a esse pensamento através de especulação. Hoje consideramos isso
como um fato, pois enviamos muitos aparelhos para esses planetas e podemos prever
seus movimentos com uma precisão muito alta. Obviamente, nossas predições vêm da
teoria (e das leis que a suportam).

Claramente, uma das teorias mais controversas de hoje é a teoria da evolução, mas dizer
apenas “a teoria da evolução” é impróprio. A parte teórica da afirmação é “pela seleção
natural”. Isto é, a evolução ocorre por causa da seleção natural ou por algum outro
método? A evolução é, na realidade, um fato. Ela é constantemente observada na
natureza e em laboratório. Na verdade, os cientistas consideravam a evolução um fato
antes de Darwin propor sua teoria. Considere a evolução de Lamarck, que precede a
teoria de Darwin. Ela também propunha que todos os animais de sangue quente (uma
afirmação mais específica do que a de Darwin) vieram de um ancestral em comum, mas
não propunha o método correto. Na evolução de Lamarck, um animal pode passar para
os descendentes características adquiridas durante sua vida (também conhecida como
“uso e desuso”). Assim, ela previa que girafas obtinham seus pescoços compridos ao
esticá-los para alcançar folhas mais altas. Pode-se facilmente propor um experimento
para testar essa hipótese. Se cortássemos as caudas de ratos no nascimento e fizéssemos
com que procriassem, eles acabariam nascendo sem suas caudas. Este não é o caso e,

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assim, a teoria de Lamarck hoje está obsoleta, pois não explica todos os fatos
conhecidos. Hoje, temos como um outro fato que somente o DNA (e os componentes do
esperma e óvulos) podem ser passados para os descendentes. Portanto, alterações em
células somáticas não têm como afetar gerações futuras.

Glossário utilizado em Metodologia do Trabalho Acadêmico


Agradecimento: Manifestação de gratidão do autor da pesquisa às pessoas ou entidades
que colaboraram em seu trabalho. Deve ser curto e objetivo.

Amostra: Parcela significativa da população ou do universo pesquisado, geralmente


aceita como representativa. Análise: Estudo pormenorizado de cada parte do todo, para
conhecer melhor sua natureza, suas funções, relações, causas, etc. Constitui a tarefa
central da pesquisa.

Anexo: Documento, não elaborado pelo autor do relatório de pesquisa, que constitui um
suporte para fundamentação, comprovação, elucidação ou ilustração do texto. É um
elemento opcional.

Apêndice: Documento, texto, artigo ou outro material qualquer, elaborado pelo próprio
autor, e que se destina apenas a complementar as ideias desenvolvidas no decorrer do
trabalho. É um elemento opcional.

Bibliografia: Lista de obras citadas, consultadas ou sugeridas pelo autor do trabalho de


pesquisa.

Capa: Serve para proteger o trabalho. Nela devem constar o nome do autor, o título do
trabalho e a instituição onde a pesquisa foi realizada.

Capítulo: Cada uma das partes do relatório de pesquisa. O primeiro capítulo conterá a
Introdução, e o último, a Conclusão do autor. Entre eles, as partes que relatam o
desenvolvimento e os resultados da pesquisa.

Ciência: Conjunto organizado de conhecimentos relativos a um determinado objeto,


acumulados por meio de métodos próprios de coleta e análise de dados.

Citação: Transcrição ou a menção de obras ou partes de obras ou outros documentos.

Coleta de dados: Fase da pesquisa em que se reúnem dados ou informações por meio
de técnicas e instrumentos específicos.

Conclusão: Parte final do trabalho, onde o autor avalia e resume os resultados obtidos,
propondo soluções e aplicações práticas.

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Conhecimento científico: Conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da
realidade. Sua consistência está nos procedimentos de verificação adotados segundo os
princípios da metodologia científica. Conhecimento empírico: Conhecimento baseado
na experiência e na observação, metódicas ou não.

Conhecimento filosófico: Conhecimento especulativo sobre fenômenos, fruto do


raciocínio e da reflexão humana. Busca dar sentido aos fenômenos gerais do universo,
ultrapassando os limites formais da ciência.

Conhecimento teológico: Conhecimento baseado na revelação, ou seja, na palavra de


Deus comunicada aos homens. Por sua natureza, não pode ser confirmado ou negado,
pois depende da fé ou crença religiosa de cada indivíduo. Corpo do texto:
Desenvolvimento do tema pesquisado, dividido em partes, capítulos ou itens, entre a
Introdução e a Conclusão.

Cronograma: Planejamento das diferentes atividades da pesquisa, de acordo com a


metodologia adotada, distribuídas dentro de períodos predeterminados de tempo. É
geralmente esquematizado graficamente. Dedicatória: Parte pré-textual opcional, em
que o autor homenageia afetivamente alguma pessoa, ou um grupo de pessoas, ou outras
instâncias.

Dedução: Processo de raciocínio através do qual é possível, partindo de uma ou mais


premissas aceitas como verdadeiras, a obtenção de uma conclusão necessária e evidente.

Despesas de pessoal: Descrição das despesas decorrentes do pagamento de pessoal,


seja por contratação temporária, seja por contratação pela CLT. Dialética: Arte do
diálogo ou da discussão, baseada na força da argumentação.

Dissertação: Relatório de pesquisa científica sobre um tema único e bem delimitado,


com aprofundamento superior ao de uma monografia, para a obtenção do grau de
Mestre, por exigência do Parecer n. 977/65 do então Conselho Federal de Educação.

Entrevista: Instrumento de pesquisa utilizado com o objetivo de coletar dados,


oralmente ou por escrito, numa interação entre o pesquisador e os informantes.

Epistemologia: Conjunto de conhecimentos que tem por objetivo determinar a


natureza, as características gerais e o alcance do conhecimento humano, refletindo
especialmente a respeito das relações entre sujeito e objeto. É também chamada de
Teoria do Conhecimento.

Experimento: Situação provocada com o objetivo de observar, sob controle, a relação


que existe entre determinados fenômenos.

Fichamento: Processo de anotações de coletas de dados registradas em fichas para


posterior consulta. Folha de Rosto: Folha seguinte à capa, que deve conter as mesmas
informações contidas na capa e as informações essenciais sobre a origem do trabalho.

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Glossário: Conjunto de termos e expressões correntes em trabalhos de pesquisa ou
pouco conhecidas pelo virtual leitor, acompanhadas de definição.

Gráfico: Representação plana de dados físicos, econômicos, sociais ou outros, por meio
de grandezas geométricas ou de figuras. Hermenêutica: Teoria ou ciência voltada à
interpretação dos signos e de seu valor simbólico.

Hipótese: Suposição que se faz na tentativa de explicar o problema formulado em


relação ao tema da pesquisa. A hipótese é provisória, podendo ser posteriormente
confirmada ou negada.

Indicadores: Quantificação da realidade com vistas a oferecer um panorama em


relação, por exemplo, à qualidade de vida da população de um país, à sua esperança de
vida ao nascer, ao acesso à água potável, à educação.

Índice (ou Índice remissivo): Relação alfabética detalhada dos assuntos, nomes de
pessoas, nomes geográficos, acontecimentos citados no decorrer do trabalho,
acompanhados da indicação das páginas em que ocorrem no texto. Alguns autores usam
o termo Índice com o mesmo sentido de Sumário.

Indução: Raciocínio que parte de dados particulares (fatos, experiências) e, por meio
de uma sequência de operações cognitivas, chega a leis ou conceitos mais gerais, indo
da experiência à teoria.

Instrumento de pesquisa: Meio utilizado pelo pesquisador para a coleta de dados,


como o são, por exemplo, questionários, entrevistas, gravações.

Introdução: Primeira parte de um relatório de pesquisa, onde o pesquisador apresenta,


em linhas gerais, o que o leitor encontrará no corpo do texto. Apesar do nome
Introdução, é a última parte a ser redigida pelo autor.

Justificativa: Parte fundamental do projeto de pesquisa, onde se expõem as razões de


ordem teórica (desenvolvimento da ciência) e de ordem prática (aplicação da ciência)
pelas quais a pesquisa proposta é importante.

Material permanente: Conjunto de materiais usados na pesquisa que têm duração


contínua, ou que se desgastam mais dificilmente, tais como automóveis, materiais
audiovisuais (projetores, retroprojetores, máquinas fotográficas, filmadoras), mesas,
cadeiras, armários, geladeiras, computadores, etc.

Material de consumo: Conjunto de materiais que têm duração limitada, ou que se


consomem e se desgastam, tais como giz, filmes fotográficos, fitas de vídeo, gasolina,
material de limpeza (sabão, detergentes, vassouras, etc.).

Método: Conjunto sistemático de regras e procedimentos que, se respeitados em uma


pesquisa científica, conduzem a resultados consistentes.

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Metodologia: Corpo de regras e diligências estabelecidas para realizar uma pesquisa
científica. Pode significar o mesmo que Método.

Monografia: Tratamento por escrito de um tema específico bem delimitado. Pode ser
considerado em dois níveis: de iniciação à ciência, em sentido amplo; ou de pesquisa
científica, em sentido estrito.

Objetivo: Finalidade, meta pela qual se realiza a pesquisa. Procura explicitar o que se
pretende alcançar com a execução da pesquisa. Normalmente se distinguem objetivos
gerais e objetivos específicos.

Paráfrase: Reprodução do conteúdo de um texto ou de uma passagem de um texto por


meio de palavras diferentes das empregadas pelo autor.

Pesquisa: Ação metódica ou investigação através da qual se busca uma resposta a um


problema de natureza científica.

Pesquisa disciplinar: Aquela que usa o conhecimento de uma determinada disciplina


para investigar e analisar um objeto de estudo.

Pesquisa interdisciplinar: Aquela que torna possível o diálogo e a colaboração entre


disciplinas diferentes no estudo de um problema comum, com base nos saberes e na
articulação das ciências.

Pesquisa multidisciplinar: Aquela que abrange muitas disciplinas, devendo, no


entanto, a elaboração do problema de pesquisa caber a cada uma delas.

Pesquisa transdisciplinar: Forma específica de auto-organização do conhecimento,


que tenta estabelecer conexões com outros subsistemas externos ao domínio científico,
em complexas interações com os sistemas de ordenamento político, da economia e da
cultura. Polissêmico: Adjetivo que se refere a palavras com mais de um significado.

Premissa: Cada uma das proposições que compõem um silogismo e nas quais se baseia
a conclusão. Por extensão, é o ponto ou a ideia de que se parte para armar um
raciocínio.

Problema: Questão inicial, marco referencial inicial que lança o pesquisador a seu
trabalho de pesquisa.

Problematização: Formulação do problema, que consiste em dizer, de maneira clara,


explícita, compreensível e operacional, qual é a dificuldade que se pretende resolver,
limitando sua abrangência e apresentando suas características.

Recursos financeiros: Descrição minuciosa de todo o dinheiro necessário para cobrir as


despesas previstas para a realização da pesquisa, seja para Material Permanente, seja
para Material de Consumo, seja para Pessoal.

Resenha: Análise crítica ou informativa sintética de um livro ou parte de um livro, de


um artigo ou de outro tipo de documento. É também chamada de Recensão.
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Revisão de Literatura: Fase da pesquisa em que se recolhem informações documentais
sobre os conhecimentos já acumulados acerca do tema da pesquisa. Literatura significa,
nesta expressão, o conjunto de obras científicas, filosóficas, etc. sobre determinado
assunto, matéria ou questão. É o mesmo que Revisão Bibliográfica. Técnica: Forma
segura e ágil para se cumprir algum tipo de atividade, com a utilização de instrumental
apropriado.

Teoria: Conjunto de princípios e definições que servem para dar organização lógica a
aspectos selecionados da realidade empírica. As proposições de uma teoria são
consideradas leis se já foram suficientemente comprovadas e hipóteses se constituem
ainda problema de investigação (Goldenberg, 1998, p. 106-7).

Tese: Trabalho científico acadêmico, mais avançado que a Dissertação, distinguindo-se


desta por constituir uma contribuição original para a solução de problemas e para o
avanço científico na área em que o tema é tratado.

Tópico: Subdivisão do assunto ou do tema.

Universo: Totalidade de indivíduos (pessoas, animais, coisas, entidades, etc.) que


possuem as mesmas características, definidas para um determinado problema a ser
pesquisado. Em pesquisa, é sinônimo de População.

Variáveis: Características pelas quais os indivíduos de um universo ou de uma


população se distinguem entre si, tais como sexo, idade, peso, estatura, formação, classe
social e outras.

Palavras e expressões latinas utilizadas em relatórios de pesquisa


Apud ou ap. = citado por, conforme, segundo. É usada em citações de segunda mão, ou
seja, para indicar a fonte de uma citação indireta.

Et alii ou et al. = e outros. É usada quando a obra foi executada por mais de três autores:
cita-se o nome do primeiro, seguido da expressão et alii ou et al.

Iibdem ou ibid. = no mesmo lugar, na mesma obra. Permite evitar a repetição do título
de uma obra já citada.

Idem ou id. = o mesmo (autor). Permite evitar a repetição do nome do autor já citado.

In = em. É usada para indicar em que obra se encontra em determinado artigo, capítulo
ou parte citada.

Infra = abaixo; linhas ou páginas adiante.

Ipsis litteris = literalmente, com as mesmas palavras. É usada para expressar que a
citação é fi el, ou literal.

Ipsis verbis = com as mesmas palavras, literalmente. É usada da mesma maneira que
ipsis litteris.

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Loco citato ou loc. cit. = no lugar citado, ou seja, na obra citada.

Opus citatum ou op. cit. = na obra citada.

passim ou pass. = aqui e ali; em várias passagens.

Sequentia ou seq. ou et seq. = e seguintes; que se seguem.

Sic = assim. É usada para indicar que o original está reproduzido exatamente, por errado
ou estranho que possa parecer.

Supra = acima; linhas acima ou páginas atrás.

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