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12-30-11

DIREITO AMBIENTAL
Fabiano Melo
03 questões

DIREITO AMBIENTAL INTERNACIONAL

I- CONFERENCIA SOBRE MEIO AMBIENTE HUMANO


(aconteceu em 1.972)- primeira vez que a ONU se reúne para discutir a respeito do
Direito Ambiental.
Deu origem ao documento chamado de DECLARAÇÃO DE
ESTOLCOMO- colocou o Meio Ambiente no rol dos direitos humanos.
A proteção ambiental encontra-se no art. 225 da CF.
Meio ambiente É DIREITO FUNDAMENTAL.
Direitos fundamentais- art. 5º CF

II- RELATÓRIO “NOSSO FUTURO COMUM” ou RELATÓRIO


BRUNDTLAND (1.987)- define o que é desenvolvimento sustentável.
Desenvolvimento sustentável- é aquele que atende as necessidades da
presente geração SEM comprometer as necessidades das gerações futuras.
-DESENVOLVIMENTO SUSUTENTÁVEL- Quando vincula as
presentes e futuras gerações com o RELATÓRIO BRUNDTLAND.
-PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE INTERGERACIONAL-
para a FGV quando vinculo as presentes e futuras gerações com a CF.

III- CONFERÊNCIA MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E


DESENVOLVIMENTO (ECO/92 ou RIO/92)
- Ocorreu o Rio de Janeiro.
- Ao término da ECO 92 surge DECLARAÇÃO A DECLARAÇÃO
DO RIO-diz respeito aos princípios do Direito Ambiental.
IV- RIO + 10 (2.002)- Aconteceu em Jonesburgo- África do Sul
- Discutiu-se o resultado das conferências anteriores e a questão da
pobreza.

CLASSIFICAÇÃO DE MEIO AMBIENTE NO NOSSO


ORDENAMENTO JURÍDICO
I- Meio ambiente natural (art. 225, CF)- falo dos elementos
BIÓTICOS (o que tem vida- Ex: fauna, flora...) e ABIÓTICO (o que não tem vida mais
influenciam nossas vidas- Ex: ar, água, atmosfera..).
BIOTA- conjunto de seres vivos em um determinado local.
GRANDES BIOMAS BRASILEIROS/ ECOSSISTEMAS/
PATRIMÔNIOS NACIONAIS: são APENAS 05, sendo estes a Floresta Amazônica,
Mata Atlântica, Serra do Mar, Pantanal Matogrossense e Zona Costeira.
II- Meio ambiente cultural (art. 216, CF)- estou falando do patrimônio
cultural brasileiro o qual pode ser MATERIAL (bens móveis e imóveis- ex: Ouro Preto,
Diamantina..) ou IMATERIAL.
FORMAS DE PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE CULTURAL
(art. 216, § 1, CF):
- Tombamento – protege o patrimônio cultural MATERIAL
- Registro - patrimônio IMATERIAL (EX: protege as comidas “queijo
minas, acarajé...”, as danças “samba...” etc)
- Inventário- EX: bens pertencentes ao museu, à igreja...
- Vigilância = fiscalização/poder de polícia (para
- Desapropriação- tornar o imóvel pertencente ao patrimônio Público
- Outras formas de preservação e acautelamento

III- Meio ambiente Artificial ou construído (art. 182, CF)- Dizem


respeito as cidades que possuem aos espaços ABERTOS (Ex: ruas, praças e parques) e
os espaços FECHADO (Ex: museus, teatros, escolas...).
O homem fazendo uma intervenção.

IV- Meio ambiente do trabalho ou meio ambiente laboral (Art. 200,


VIII, CF)- se preocupa com a saúde e a segurança o obreiro.
EX: art. 200, CF (associa o SUS ao meio ambiente).

COMPETÊNCIAS CONSTITUCIONAIS EM MATÉRIA


AMBIENTAL
I- Competência administrativa ou competência material (art. 23, CF)-
Competência COMUM (competência adm é fiscalização é poder de polícia ambiental).
É COMUM porque TODOS os entes federado (União, Estados,
Municípios...) podem exercer.
II- Competência legislativa ou competência legiferante (art. 24, CF)-
competência CONCORRENTE (concorrem entre União, Estados e DF NÃO inclui os
Municípios).
UNIÃO- edita as normas gerais (normas que uniformizam, padroniza
a legislação).
ESTADOS E DF- editam as normas suplementares (normas que
detalham e pormenorizam as normas gerais).

COMPETÊNCIA LEGISLATIVA PLENA- quando a União NÃO


edita a norma GERAL o Estado pode legislar para atender as suas necessidades.

Caso o Estado edite a norma GERAL, exercendo a competência plena,


e anos depois a União edita a norma geral, o que ocorre com a lei Estadual?
R: NÃO revoga a lei ESTADUAL.
SUSPENSA a eficácia da lei ESTADUAL naquilo que for contrário a
norma geral editada pela UNIÃO.
Art. 30, II, da CF- Os Municípios Possuem competência Legislativa
de acordo com o art. 30, II, da CF e NÃO de acordo com o art. 24, CF.

PRINCÍPIOS
1. PRINCÍPIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL- é
compatibilizar as atividades econômicas com a proteção ao meio ambiente.
Somente se não for possível compatibilizar prevalece o Meio
Ambiente.

2. PRINCÍPIO DA PREVENÇÃO
Prevenção:
-(prevenir)- agir antecipadamente.
- Quando eu tenho dados e pesquisas ambientais.
- Certeza sobre a potencialidade do dano, ou seja, eu sei o que vai
acontecer.
- CERTEZA científica.

 Em regra os danos ambientais são irreversíveis.


 Eu sei o que vai acontecer é a certeza científica.

3. PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO (princípio da DÚVIDA, ou seja, eu


não sei o que vai acontecer/ o dano é INCERTO)
- falo do dano desconhecido
-perigo “in abstrato”
- INCERTEZA científica
- NÃO tenho pesquisas conclusivas
-“in dúbio pro natura” (na dúvida em favor do ambiente)
-inversão do ônus da prova (ex: cabe ao empreendedor provar que a
atividade por ele exercida não causa riscos a saúde e ao meio ambiente).
EX: aquecimento global, alimentos transgênicos (não temos pesquisas
conclusivas do que pode acontecer).

4. PRINCÍPIO DO POLUIDOR PAGADOR (art. 4º, VII da Lei


6.938/81)- origem preventiva
O empreendedor tem que tomar todas as medidas necessárias para
evitar ou diminuir os danos ao meio ambiente.
“Internalização da externalidades negativa”
*Eu não posso privatizar os lucros e socializar os prejuízos.
internalização = processo produtivo
externalidade- é aquilo que está fora do processo produtivo (EX:
poluição).
A responsabilidade em matéria ambiental é OBJETIVA desde a Lei
6.938/81 –Lei da Política do Meio Ambiente- por mais que o empresário tenha tomados
os cuidados necessários e venha a ocorrer um desastre o empresário TEM que ser
responsabilizado.
EX: Cai um raio e quebra o sistema de tratamento dos resíduos de
uma fábrica de queijo e os resíduos, não tratados, vai para o rio. Mesmo sendo um caso
de força maior o empresário será responsabilizado.

5- PRINCÍPIO DO USUÁRIO PAGADOR – tem que colocar preço


nos recursos naturais
Quantificar os recursos naturais com fins econômicos (EX: a água, o
solo (eu pago ITR, IPTU) etc)

6-PRINCIPIO DA FUNÇÃO SÓCIO AMBIENTAL DO


PROPRIEDADE RURAL (ART. 186, II, CF) E URBANA (art. 182, §2º, CF).
A propriedade RURAL tem que preservar o meio ambiente.
A propriedade URBANA cumpre a sua função social quando atende
ao plano diretor (o Plano Diretor é obrigatório na cidade com mais de 20 mil
habitantes).
O Plano Diretor- é uma Lei Municipal que disciplina o zoneamento
urbano).

14/05/11
-POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (lei 6938/81)
Melhorar, recuperar e preservar o meio ambiente.
Estabeleceu o SISNAMA (sistema nacional do meio ambiente) e
os Instrumentos de proteção do meio ambiente (art. 9º. Lei 6.938/81)

SISNAMA
É um conjunto articulado de órgãos que visam efetivar a política
nacional do meio ambiente.

Órgãos administrativos, políticos e burocráticos:

1) Órgão Superior – Conselho de Governo


Vai assessorar a presidência (Presidente).

2) Órgão Consultivo e Deliberativo – CONAMA (Conselho


Nacional do Meio Ambiente)
-Vai assessorar o Conselho de Governo;
-Vai responder as consultas, por exemplo, feitas pelo cidadão e
pelos entes federativos;
-Estabelece padrões e resoluções sobre a questão do Meio
Ambiente.
Resoluções: explica os termos técnicos que constam nas
legislações.
-Vai ser o órgão recursal do IBAMA

Composição do CONAMA:
-os membros do CONAMA não recebem remuneração;
- os membros são advindos dos:
*entes da Federação
*MP
*Judiciário
*Sociedade civil/organizada

3) Órgão central- Ministério do Meio Ambiente


Ele supervisiona e estabelece política e prioridade.

Órgão executivo:
4) IBAMA (Instituto Nacional do Meio Ambiente e recursos
renováveis)
Órgão executivo federal.
Autarquia federal.
-Vai executar os instrumentos de proteção (Art. 9º)
-Vai fiscalizar a obediência da legislação federal.

4.a) ICM-BIO (Instituto Chico Mendes)


Autarquia federal
-Vai auxiliar o IBAMA no que tange a proteção da
biodiversidade.

5) Órgãos executivos Estaduais e do DF


São os chamados Órgãos Seccionais.

6) Municípios
Possuem os Órgãos Locais.
Para funcionar estes órgãos tem que ter estrutura, caso não haja
PODE pedir ajuda aos órgãos superiores (ex: órgãos seccionais).
Art. 9º
-inciso I: estabelecer os LIMITES MÁXIMOS de energias,
matéria, resíduos que podem ser liberados no meio ambiente.
Os limites são estabelecidos pelo poder público, em especial pelo
CONAMA.
-inciso II: Zoneamento: limitação da instalação de estruturas em
razão das características do local (regramento de ocupação)
-inciso III: avaliações de impacto ambiental (AIA)- é gênero, do
qual existe várias espécies- do que são estudos multidisciplinares que analisam o
impacto de determinada obra ou atividade no meio ambiente e se for preciso, aponta
formas de mitigação.
Espécies:
*EIA-RIMA (EPIA)
Estudo de impacto ao meio ambiente.
Foi estabelecido inicialmente na política do meio ambiente (lei
6958/81) e posteriormente na CF (art. 225)
EIA- Estudo de Impacto Ambiental e ao final possui um
RELATÓRIO DE IMPACTO AO MEIO AMBIENTE.
O EIA era chamado de EPIA (Estudo PRÉVIO de Impacto
Ambiental).
É um estudo multidisciplinar que visa AVALIAR o impacto e
APONTAR soluções.
Tanto pela Política nacional do meio ambiente quanto pela CF
este estudo é OGRIGATÓRIO toda vez que houver um SIGNIFICATIVO IMPACTO ao
meio ambiente.
O CONAMA traz um rol EXEMPLIFICATIVO de obras e
atividades que gera um significativo impacto (resolução 1/86 do CONAMA)- tal
resolução busca “explicar” o que é um significativo impacto.

Características do EIA-RIMA:
- REGRA: é o fato dele ser PÚBLICO (garantir a publicidade da
administração para efeito de FISCALIZAÇÃO e CONHECIMENTO da população).
- EXCEÇÃO: NÃO é público quando houver INTERESSE
PÚBLICO e SEGREDO INDUSTRIAL (ex: Coca-Cola).
- Quem determina a ELABORAÇÃO e o PODER PÚBLICO;
-Quem FAZ é um PARTICULAR que esteja autorizado nos
termos da lei.

Significado da divisão
EIA
É eminentemente TÉCNICO.
É composto por:
-análise científica;
-literatura e paralelos
-estudo do caso

RIMA
É composto:
-relatório final que contenha:
*conclusão
*tradução (explica para o cidadão o conteúdo do estudo)

*EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança)


Previsto no Estatuto das Cidades
-Vai verificar no meio urbano qual o impacto estrutural que isso
causa na cidade (verificar o impacto estrutural no meio urbano).
-próprio do MEIO URBANO

-inciso IV- licenciamento ambiental + revisão de atividades


Licenciamento: Procedimento administrativo que analisa obra ou
atividade potencial o efetivamente poluidora para permitir ou proibir sua instalação.

Característica:
-é OBRIGATÓRIO
- Competência:
*SISNAMA
*IBAMA
*órgão Seccional
*órgão local

Obra que tenha relevância nacional, atinge mais de um estado, e


as previstas no art. 21 da CF- pede para o IBAMA (órgão federal)

Relevância estadual, + de um Município- órgão Seccional


Limite da área do Município- órgão local

Fases:
1. Licença prévia (LP)
Verificar:
-localização
-projeto

Nesta fase pode ser pedido o AIA.


Se necessário vão determinar alterações, e posteriormente
APROVAR ou NEGAR.
Esta licença é de ATÉ 05 anos.

2. Licença de instalação (LI)


Autoriza a instalação (significa autorizar o corte de árvores,
supressão da vegetação e a construção).
Analisa a área e o material a ser utilizado na construção.
Validade de ATÉ 06 anos.
3. Licença de operação (LO)
Licença para poder funcionar.
Vão analisar se a LP e a LI estão corretas.
Funcionar de 04 a 10 anos.

Pede REVISÃO para RENOVAR a licença.


A renovação tem que ser pedida com 120 de antecedência.
A REVISÃO é PROVISÓRIA e TEMPORÁRIA.
NÃO há direito adquirido.
O EIA pode ser requisitado PERIÓDICAMENTE.

-Inciso V: incentivo a produção e a utilização e tecnologia para a


melhoria da qualidade ambiental
EX: dá incentivo fiscal as empresas que

-Inciso VI: espaço territorial especial protegidos/unidade de


conservação (lei 9985/00)

Cria UC (Unidades de Conservação)


UC: espaço que em razão das suas características naturais recebe
uma proteção especial (regras de uso e ocupação).
A criação de UC se dá através de LEI ou DECRETO.
A LEI ou DECRETO vão DELIMITAR, por georreferenciamento
(latitude e longitude), o USO e OCUPAÇÃO.

Podem criar:
-UC de USO SUSTENTÁVEL:
*PERMITE que a população nativa permaneça morando na área;
*PERMITE o uso dos recursos naturais (regrada).
As UC de uso sustentável são: as áreas de proteção ambiental,
áreas de relevante interesse ecológico, a floresta nacional, reserva extrativista, reserva
de fauna, reserva de desenvolvimento sustentável, reserva particular do patrimônio
cultural.

-UC de PROTEÇÃO INTEGRAL:


*é VEDADA ocupação
*SÓ se permite o uso INDIRETO (só permite estudo e
observação) da fauna e flora.
Excepcionalmente poderão ser retiradas.

Espécies de UC de PROTEÇÃO INTEGRAL:


-estação ecológica;
-reserva biológica;
-parque nacional;
-monumento natural;
-recurso de vida silvestre;

*-Inciso VII: sistema nacional de informações do meio ambiente


*-Inciso X: relatório de qualidade do meio ambiente
*-Inciso XI: informações (garantia)
*Estes incisos decorrem do princípio da INFORMAÇÃO
AMBIENTAL.
-Inciso VIII: Cadastro técnico federal de atividades
É um cadastro dos profissionais (pessoas físicas ou jurídicas) que
estão autorizados a atuar na questão ambiental.
Tais pessoas, por exemplo estão autorizadas a expedir um EIA-
RIMA.
Este cadastro exige uma renovação BI-ANUAL, ou seja, de 02
em 02 anos.

-Inciso XII: Cadastro técnico federal de atividades poluidoras.


Serve para facilitar a fiscalização.

-Inciso IX: Infrações em questão ambiental


RESPONSABILIDADE:
A responsabilidade se dá nas esferas:
*administrativa
*civil
*penal (o dano tem que se enquadrar no tipo penal)

PENAL:
Lei 9.605/98
A responsabilidade é SUBJETIVA (dolo e culpa).
Ação penal PÚBLICA INCONDICIONADA.
Local do fato.
Na esfera penal a sanção recai sob a pessoa física e jurídica.
SANÇÃO: Multa, penas privativas de direito e penas privativas
de liberdade.

PESSOA JURÍDICA para ser punida tem que:


Tem que ter praticado um ATO enquadrado em um TIPO PENAL
+ este ato deve ser oriundo de UMA ORDEM DE CHEFIA + o ato tem que ter
BENEFICIADO a pessoa jurídica.

ESFERA ADMINISTRATIVA
Lei 9605/98
Art. 70
Sanção: multa, advertência, pena restritiva de direito.
Responsabilidade OBJETIVA.
PESSOA JURÍDICA para ser punida tem que:
Tem que ter praticado um ATO enquadrado em um TIPO PENAL
+ este ato deve ser oriundo de UMA ORDEM DE CHEFIA + o ato tem que ter
BENEFICIADO a pessoa jurídica.

Terá um PROCESSO ADMINISTRATIVO.


Processo administrativo:
A autuação deve trazer:
*o ato praticado
*previsão legal
*sanção
*como devo fazer a defesa

20 dias para defesa


30 dias para decidir
20 dias para recurso (sem efeito suspensivo)
05 dias para pagar a multa.

ESFERA CÍVEL:
REGRA: Responsabilidade OBJETIVA
EXCEÇÃO: responsabilidade SUBJETIVA (art. 37, CF) se dá
quando ocorre OMISSÃO do Poder Público na Fiscalização.

Cabem ações:
-Ação civil pública
-Ação popular
-Mandado de segurança
-Ação de conhecimento

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