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Aula 03

Direito Penal p/ PM-DF (Soldado) - Com


videoaulas Professor: Renan Araujo
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AULA 03: CRIME: ELEMENTOS (PARTE II):
CULPABILIDADE (IMPUTABILIDADE). ERRO. EXTINÇÃO
DA PUNIBILIDADE.

SUMÁRIO
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1. CULPABILIDADE .......................................................................................... 3
1.1. Conceito ................................................................................................... 3
1.2. Teorias ..................................................................................................... 3
1.2.1. Teoria psicológica ..................................................................................... 3
1.2.2. Teoria normativa ou psicológico-normativa .................................................. 3
1.2.3. Teoria extremada da culpabilidade (normativa pura) ..................................... 4
1.2.4. Teoria limitada da culpabilidade.................................................................. 4
1.3. Elementos ................................................................................................ 5
1.3.1. Imputabilidade penal ................................................................................ 6
1.3.1.1. Menor de 18 anos .................................................................................. 7
1.3.1.2. Doença mental e Desenvolvimento mental incompleto ou retardado ............. 8
1.3.1.3. Embriaguez .......................................................................................... 8
1.3.2. Potencial consciência da ilicitude ................................................................ 9
1.3.3. Exigibilidade de conduta diversa ............................................................... 10
2. ERRO ......................................................................................................... 11
2.1. Erro de tipo essencial ............................................................................. 11
2.2. Erro de tipo acidental ............................................................................. 14
2.2.1. Erro sobre a pessoa (error in persona) ...................................................... 14
2.2.2. Erro sobre o nexo causal ......................................................................... 14
2.2.2.1. Erro sobre o nexo causal em sentido estrito ............................................ 14
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2.2.2.2. Dolo geral ou aberratio causae .............................................................. 15


2.2.3. Erro na execução (aberratio ictus) ............................................................ 15
2.2.3.1. Erro sobre a execução com unidade simples (Aberratio ictus de resultado único)
16
2.2.3.2. Erro sobre a execução com unidade complexa (Aberratio ictus de resultado
duplo) 16
2.2.4. Erro sobre o crime ou resultado diverso do pretendido (aberratio delicti ou
aberratio criminis) .............................................................................................. 16
2.2.5. Erro sobre o objeto (error in objecto) ........................................................ 17
2.3. Erro determinado por terceiro ................................................................ 17
2.4. Erro de proibição .................................................................................... 18
3. PUNIBILIDADE E SUA EXTINÇÃO .............................................................. 21

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3.1. Introdução ............................................................................................. 21
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3.2. Causas de extinção da punibilidade diversas da prescrição .................... 22
3.3. Prescrição .............................................................................................. 25
3.3.1. Prescrição da pretensão punitiva .............................................................. 25
3.3.2. Prescrição da pretensão executória ........................................................... 31
3.3.3. Disposições importantes sobre a prescrição................................................ 33
4. EXERCÍCIOS DA AULA ............................................................................... 34
5. EXERCÍCIOS COMENTADOS ....................................................................... 48
6. GABARITO ................................................................................................. 80

!
!
Olá, meus amigos!

Na última aula nós iniciamos o estudo do crime, seu conceito e


elementos, estudando os dois primeiros deles: o fato típico e a
ilicitude.
Hoje, a matéria é hard. Vamos finalizar o estudo dos elementos do
Crime, analisando a culpabilidade e o fenômeno do Erro no Direito
Penal.

Veremos, ainda, a extinção da punibilidade.

Bons estudos!
Prof. Renan Araujo

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1.! CULPABILIDADE !

1.1.! Conceito
A culpabilidade nada mais é que o juízo de reprovabilidade acerca
da conduta do agente, considerando-se suas circunstâncias
pessoais.1
Diferentemente do que ocorre nos dois primeiros elementos (fato
típico e ilicitude), onde se analisa o fato, na culpabilidade o objeto de
estudo não é o fato, mas o agente. Daí alguns doutrinadores
entenderem que a culpabilidade não integra o crime (por não estar
relacionada ao fato criminoso, mas ao agente). Entretanto, vamos
trabalhá-la como elemento do crime.

1.2.! Teorias
Três teorias existem acerca da culpabilidade:

1.2.1.! Teoria psicológica


Para essa teoria a culpabilidade era analisada sob o prisma da
imputabilidade e da vontade (dolo e culpa). Esta teoria entende que o
agente seria culpável se era imputável no momento do crime e se
havia agido com dolo ou culpa. Vejam que essa teoria só pode ser
utilizada por quem adota a teoria causalista (naturalística) da conduta (pois
o dolo e culpa estão na culpabilidade). Para os que adotam a teoria finalista
(nosso Código penal), essa teoria acerca da culpabilidade é impossível, pois
a teoria finalista aloca o dolo e a culpa na conduta, e, portanto, no fato
típico.

1.2.2.! Teoria normativa ou psicológico-normativa


Possui os mesmos elementos da primeira, mas agrega a eles a
exigibilidade de conduta diversa, que é a “possibilidade de agir conforme o
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Direito” e a consciência da ilicitude (que não está inserida dentro do dolo,


na qualidade de elemento normativo). Para essa teoria, mais evoluída,
ainda que o agente fosse imputável e tivesse agido com dolo ou culpa, só
seria culpável se no caso concreto lhe pudesse ser exigido um outro
comportamento que não o comportamento criminoso. Trata-se, portanto,
da inclusão de elementos normativos à culpabilidade, que deixa de
ser a mera relação subjetiva do agente com o fato (dolo ou culpa). A
culpabilidade seria, portanto, a conjugação do elemento subjetivo (dolo ou
culpa) e do juízo de reprovação sobre o agente.∗

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
1
BITENCOURT, Op. cit., p. 451/452
2
BITENCOURT, Op. cit., p. 447

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1.2.3.! Teoria extremada da culpabilidade (normativa pura) !

Essa já muda de ares. Já não mais considera o dolo e culpa como


elementos da culpabilidade, mas do fato típico (seguindo a teoria
finalista da conduta). Para esta teoria, os elementos da culpabilidade são:
a) imputabilidade; b) potencial consciência da ilicitude; c) inexigibilidade
de conduta diversa. A potencial consciência da ilicitude seria a análise
concreta acerca das possibilidades que o agente tinha de conhecer o caráter
ilícito de sua conduta. Vamos estudar cada um desses elementos mais à
frente.
Além disso, o dolo e a culpa passam a integrar o fato típico, como dito
anteriormente. Porém, o dolo que vai para o fato típico é o chamado “dolo
natural”, ou seja, a mera vontade e consciência de praticar a conduta. O
dolo “normativo” (consciência POTENCIAL da ilicitude) permanece na
culpabilidade.

1.2.4.! Teoria limitada da culpabilidade

Para a maior parte da Doutrina, a teoria normativa pura se divide em:


•! Teoria extremada
•! Teoria limitada
Mas o que dizem estas teorias? Basicamente, a mesma coisa. A
grande diferença entre elas reside no tratamento dispensado ao erro
sobre as causas de justificação (ou de exclusão da antijuridicidade),
também conhecidas como descriminantes putativas.
A teoria extremada defende que todo erro que recaia sobrea uma
causa de justificação seria equiparado ao erro de proibição.
A teoria limitada, por sua vez, divide o erro sobre as causas de
justificação (descriminantes putativas) em:
•! Erro sobre pressuposto fático da causa de justificação (ou erro
de fato) – Neste caso, aplicam-se as mesmas regras previstas para o
erro de tipo (tem-se aqui o que se chama de ERRO DE TIPO
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PERMISSIVO).3
•! Erro sobre a existência ou limites jurídicos de uma causa de
justificação (erro sobre a ilicitude da conduta) – Neste caso, tal
teoria defende que devam ser aplicadas as mesmas regras previstas
para o erro de PROIBIÇÃO, por se assemelhar à conduta daquele que
age consciência da ilicitude.

Em linhas gerais, portanto, a teoria extremada e a teoria limitada


dizem a mesma coisa, divergindo apenas no que toca ao tratamento que
deve ser dispensado às descriminantes putativas.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
3
BITENCOURT, Op. cit., p. 508

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Assim, em linhas gerais, podemos esquematizar da seguinte forma: !

TEORIAS ACERCA DA CULPABILIDADE


PSICOLÓGICA Imputabilidade (pressuposto) + dolo ou -----------
culpa
PSICOLÓGICO- Imputabilidade + exigibilidade de -----------
NORMATIVA conduta diversa + culpa + dolo natural
(consciência e vontade) + dolo normativo
(consciência da ilicitude)
EXTREMADA Imputabilidade + exigibilidade de -----------
conduta diversa + dolo normativo
(POTENCIAL consciência da ilicitude)4
LIMITADA Mesmos elementos da teoria extremada ADOTADA
+ divergência quanto ao tratamento das PELO CP
descriminantes putativas decorrentes de
erro sobre pressupostos fáticos (entende
que devem ser tratadas como erro de
tipo, e não erro de proibição).

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TEORIAS DA 789:;<!=>;?9≅ΑΒ;?9Χ
CULPABILIDADE ∆9:Ε<7;Φ<

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TEORIA
NORMATIVA
PURA
TEORIA ADOTADA
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LIMITADA PELO CP

Vamos estudar cada um dos elementos da culpabilidade e, ao final,


estudaremos com mais detalhes o tratamento conferido ao ERRO.

1.3.! Elementos

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
4
O dolo natural (a mera vontade e consciência de praticar a conduta definida como crime)
migra, portanto, para o fato típico, como elemento integrante da conduta.

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1.3.1.! Imputabilidade penal !

O Código Penal não define o que seria imputabilidade penal, apenas


descreve as hipóteses em que ela não está presente.
A imputabilidade penal pode ser conceituada como a capacidade
mental de entender o caráter ilícito da conduta e de comportar-se conforme
o Direito.
Existem três sistemas acerca da imputabilidade:
!! Biológico – Basta a existência de uma doença mental ou
determinada idade para que o agente seja inimputável. É
adotado no Brasil com relação aos menores de 18 anos. Trata-
se de critério meramente biológico: Se o agente tem menos de
18 anos, é inimputável.
!! Psicológico – Só se pode aferir a imputabilidade (ou não), na
análise do caso concreto.
!! Biopsicológico – Deve haver uma doença mental (critério
biológico, legal, objetivo), mas o Juiz deve analisar no caso
concreto se o agente era ou não capaz de entender o caráter
ilícito da conduta e de se comportar conforme o Direito (critério
psicológico). Essa foi a teoria adotada como REGRA pelo
nosso Código Penal.5

CUIDADO! A imputabilidade penal deve ser aferida quando do momento


em que ocorreu o fato criminoso. Assim, se A (menor com 17 anos e 11
meses de idade) atira contra B, que fica em coma e só vem a falecer
quando A já tinha mais de 18 anos, A será considerado INIMPUTÁVEL,
pois no momento do crime (momento da ação ou omissão, art. 4º do CP),
era menor de 18 anos (critério puramente biológico, adotado como
EXCEÇÃO no CP).
Imaginem, agora, que Marcelo, com 17 anos, sequestra Juliana. O
sequestro dura 06 meses e, ao final, Marcelo já contava com 18 anos.
Neste caso, Marcelo será considerado IMPUTÁVEL, pois no momento do
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crime Marcelo era imputável (ainda que não fosse imputável no começo,
a partir de um dado momento passou a ser imputável, respondendo pelo
delito).

As causas de inimputabilidade estão previstas nos arts. 26, 27 e 28 do


CP:
Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da
ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito
do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
5
BITENCOURT, Op. cit., p. 474.

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Redução de pena !
Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente,
em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental
incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Menores de dezoito anos
Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente
inimputáveis, ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação
especial. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Emoção e paixão
Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: (Redação dada pela Lei nº 7.209,
de 11.7.1984)
I - a emoção ou a paixão; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Embriaguez
II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos
análogos.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente
de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão,
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.(Redação dada pela Lei
nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 2º - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por
embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía,
ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Percebam que os critérios biológicos (circunstâncias que


presumidamente retiram a capacidade de discernimento) estão
grifados em preto, e os critérios psicológicos (análise efetiva da
ausência de discernimento quanto à ilicitude do fato ou
possibilidade de agir conforme o Direito) estão grifados em
vermelho.
Para facilitar, ainda, o estudo de vocês, grifei em azul as hipóteses de
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semi-imputabilidade.
Vamos explicar as hipóteses de inimputabilidade:

1.3.1.1.! Menor de 18 anos


Esse é um critério meramente biológico e taxativo: Se o agente é
menor de 18 anos, responde perante o ECA não se aplicando a ele o CP,
nos termos do art. 27 do CP.

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1.3.1.2.! Doença mental e Desenvolvimento mental incompleto ou !
retardado
No caso dos doentes mentais, deve-se analisar se o agente era
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito da conduta ou se era
parcialmente incapaz disso. No primeiro caso, será inimputável, ou seja,
isento de pena. No segundo caso, será semi-imputável, e será aplicada
pena, porém, reduzida de um a dois terços.
Lembrando que o art. 26 do CP exige, para fins de inimputabilidade
por este motivo:
•! Que o agente possua a doença (critério biológico)
•! Que o agente seja inteiramente incapaz de entender o
caráter ilícito do fato OU inteiramente incapaz de
determinar-se conforme este entendimento (critério
psicológico)

Por isso se diz que este é um critério BIOPSICOLÓGICO (pois


mescla os dois critérios).
Além dos doentes mentais, nesse grupo encontram-se ainda os
silvícolas (índios), que podem ser: imputáveis (caso integrados à
sociedade), semi-imputáveis (caso parcialmente integrados à sociedade),
ou inimputáveis (caso não tenham se integrado de maneira nenhuma à
sociedade, ou muito pouco).
Nos dois casos acima, se o agente for inimputável, exclui-se a
culpabilidade e ele é isento de pena. Se for semi-imputável, será
considerado culpável (não se exclui a culpabilidade), mas sua pena será
reduzida de um a dois terços.
No caso de o agente ser inimputável, por ser menor de 18 anos, não
há processo penal, respondendo perante o ECA. No caso de ser inimputável
em razão de doença mental ou desenvolvimento incompleto, será isento de
pena (absolvido), mas o Juiz aplicará uma medida de segurança (internação
ou tratamento ambulatorial). Isso é o que se chama de sentença
absolutória imprópria (Pois, apesar de conter uma absolvição,
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contém uma espécie de sanção penal).


No caso de o agente ser semi-imputável, ele não será isento de
pena! Será condenado a uma pena, que será reduzida. Entretanto, a lei
permite que o Juiz, diante do caso, substitua a pena privativa de liberdade
por uma medida de segurança (internação ou tratamento ambulatorial).

1.3.1.3.! Embriaguez
Segundo o CP, a embriaguez não é uma hipótese de
inimputabilidade, salvo se decorrente de caso fortuito ou força
maior (E mesmo assim, deve ser completa e retirar totalmente a
capacidade de discernimento do agente).

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EXEMPLO: Imaginem que Luciana é embriagada por Carlos (que coloca
álcool em seus drinks). Sem saber, Luciana ingere as bebidas alcoólicas
e comete crime. Nesse caso, Poliana poderá ser inimputável ou semi-
imputável, a depender de seu nível de discernimento quando da prática
da conduta.

Vejamos o seguinte esquema:


Embriaguez:

Voluntária
Não excluem a
Culposa imputabilidade
COMPLETA – agente
é inimputável
Acidental (caso fortuito ou força maior)
PARCIAL – agente é
semi-imputável

Importante destacar que o CP exige que EM RAZÃO da embriaguez


decorrente de caso fortuito ou força maior o agente esteja
INTEIRAMENTE INCAPAZ de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se conforme este entendimento.
Em qualquer dos dois casos de embriaguez acidental, não será possível
aplicação de medida de segurança, pois essa visa ao tratamento do
agente considerado doente, e que oferece risco à sociedade. No caso
da embriaguez acidental, o agente é sadio, tendo ingerido álcool por caso
fortuito ou força maior.

1.3.2.! Potencial consciência da ilicitude


A potencial consciência da ilicitude é a possibilidade (daí o termo
“potencial”) de o agente, de acordo com suas características, conhecer o
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caráter ilícito do fato6. Não se trata do parâmetro do homem médio, mas


de uma análise da pessoa do agente. Assim, aquele que é formado em
Direito, em tese, tem maior potencial consciência da ilicitude que
aquele que nunca saiu de uma aldeia de pescadores e tem pouca
instrução. É claro que isso varia de pessoa para pessoa e, principalmente,
de crime para crime, pois alguns são do conhecimento geral (homicídio,
roubo), e outros nem todos conhecem (bigamia, por exemplo).
Quando o agente age acreditando que sua conduta não é penalmente
ilícita, comete erro de proibição (art. 21 do CP).
O erro de proibição pode ser:
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
6
BACIGALUPO, Enrique. Manual de Derecho penal. Ed. Temis S.A., tercera reimpressión.
Bogotá, 1996, p. 153

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!! Escusável – Nesse caso, era impossível àquele agente, naquele !
caso concreto, saber que sua conduta era contrária ao Direito
Penal. Nesse caso, exclui-se a culpabilidade e o agente é isento
de pena.
!! Inescusável – Nesse caso, o erro do agente quanto à proibição
da conduta não é tão perdoável, pois era possível, mediante
algum esforço, entender que se tratava de conduta penalmente
ilícita. Assim, permanece a culpabilidade, respondendo
pelo crime, com pena diminuída de um sexto a um terço
(conforme o grau de possibilidade de conhecimento da ilicitude).

1.3.3.! Exigibilidade de conduta diversa


Não basta que o agente seja imputável, que tenha potencial
conhecimento da ilicitude do fato, é necessário, ainda, que o agente
pudesse agir de outro modo.
EXEMPLO: imagine a situação de uma mãe que vê seu filho clamar por
comida e, diante disso, rouba um cesto de pães. Nesse caso, a mãe era
maior de idade, sabia que a conduta era ilícita, mas não se podia exigir
que, naquelas circunstâncias, agisse de outro modo. Dessa forma, nesse
caso, sua culpabilidade estaria excluída (isso sem comentar o princípio
da bagatela, que excluiria a própria tipicidade, por ausência de lesão
tutelável. Mas isso dependeria da análise de outros fatores do caso
concreto).

Esse elemento da culpabilidade fundamenta duas causas de exclusão


da culpabilidade:
!! Coação MORAL irresistível – Ocorre quando uma pessoa
coage outra a praticar determinado crime, sob a ameaça de
lhe fazer algum mal grave. Ex.: Alberto coloca uma arma na
cabeça de Poliana e diz que se ela não atirar em Romeu, matará
seu filho, que está sequestrado por seus comparsas. Nesse caso,
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não se pode exigir de Poliana que deixe de atirar em Romeu,


pois está sob ameaça de um mal gravíssimo (morte do filho).
!! Obediência hierárquica – É o ato cometido por alguém em
cumprimento a uma ordem ilegal proferida por um superior
hierárquico. Cuidado! A ordem não pode ser
MANIFESTAMENTE ILEGAL. Se aquele que cumpre a ordem
sabe que está cometendo uma ordem ilegal, responde pelo crime
juntamente com aquele que deu a ordem. Se a ordem não é
manifestamente ilegal aquele que apenas a cumpriu estará
acobertado pela excludente de culpabilidade da inexigibilidade
de conduta diversa.

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!
CUIDADO! Nesse caso, só se aplica aos funcionários públicos, não
aos particulares!

Com relação à coação mora irresistível, vocês podem perceber que eu


coloquei a expressão “MORAL” em caixa alta. Foi para deixar BEM CLARO
que somente a coação MORAL irresistível é que exclui a
culpabilidade (por inexigibilidade de conduta diversa).
A coação FÍSICA irresistível NÃO EXCLUI A CULPABILIDADE. A
coação FÍSICA irresistível EXCLUI O FATO TÍPICO, pois o fato não
será típico por ausência de CONDUTA, já que não há vontade.

2.! ERRO
2.1.! Erro de tipo essencial
Sabemos que o crime, em seu conceito analítico, é formado
basicamente por três elementos: fato típico (para alguns, tipicidade, mas a
nomenclatura aqui é irrelevante), ilicitude e culpabilidade.
Quando o agente comete um fato que se amolda perfeitamente à
conduta descrita no tipo penal (direta ou indiretamente), temos um fato
típico e, como disse, estará presente, portanto, a tipicidade.
Pode ocorrer, entretanto, que o agente pratique um fato típico por
equívoco! Isso mesmo! O agente pratica um fato considerado típico,
mas o faz por ter incidido em erro sobre algum de seus elementos.
O erro de tipo é a representação errônea da realidade, na qual
o agente acredita não se verificar a presença de um dos elementos
essenciais que compõem o tipo penal.
EXEMPLO: Imaginemos o crime de desacato:
Art. 331 - Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão
dela:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa.
Imaginemos que o agente desconhecesse a condição de funcionário
71876141107

público da vítima. Nesse caso, houve erro de tipo, pois o agente incidiu
em erro sobre elemento essencial do tipo penal.

O erro de tipo pode ocorrer, também, nos crimes omissivos


impróprios (comissivos por omissão), pois o agente pode desconhecer
sua condição de garantidor no caso concreto7 (aquele que tem o dever de
impedir o resultado).
EXEMPLO: Imagine que uma mãe presencie o estupro da própria filha,
mas nada faça, por não verificar tratar-se de sua filha. Nesse caso, a mãe

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
7
BITENCOURT, Op. cit., p. 512

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incidiu em erro de tipo, pois errou na representação da realidade fática!
acerca de elemento que constituía o tipo penal. Ou seja, não identificou
que a vítima era sua filha, elemento este que faria surgir seu dever de
intervir.

ATENÇÃO! Quando o erro incidir sobre


elemento normativo do tipo8, há divergência
na Doutrina! Parte entende que continua se
tratando de erro de tipo. Outra parte da
Doutrina entende que não se trata de erro de
tipo, mas de erro de proibição, pois o agente
estaria errando acerca da licitude do fato9.
Exemplo: O art. 154 do CP diz o seguinte: Art.
154 - Revelar alguém, sem justa causa, segredo, de
que tem ciência em razão de função, ministério, ofício ou
profissão, e cuja revelação possa produzir dano a
outrem: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou
multa. Nesse caso, o elemento “sem justa causa”
é elemento normativo do tipo. Se o médico
revela um segredo do paciente para um
parente, acreditando que este poderá ajudá-lo,
e faz isso apenas para o bem do paciente,
acreditando haver justa causa, quando na
verdade o parente é um tremendo fofoqueiro
que só quer difamar o paciente, o médico
incorreu em erro de tipo, pois acreditava estar
agindo com justa causa, que não havia. Porém,
como disse a vocês, parte da doutrina entende
que aqui se trata de erro de proibição. Mas a
teoria que prevalece é a de que se trata
mesmo de erro de tipo.

O erro de tipo pode ser: 71876141107

•! Escusável – Quando o agente não poderia conhecer, de fato,


a presença do elemento do tipo. Exemplo: “A” entra numa loja
e ao sair, verifica que esqueceu sua bolsa. Ao voltar, A encontra
uma bolsa idêntica à sua, e a leva embora. Entretanto, “A” não
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
8
Com relação a estes termos, CEZAR ROBERTO BITENCOURT os considera como
“elementos normativos especiais da ilicitude”. Para o autor, elementos normativos seriam
aqueles que demandam mero juízo de valor acerca de um objeto (saber que o documento
falsificado é público, por exemplo, no crime de falsificação de documento público). Termos
como “indevidamente”, “sem justa causa”, etc., seriam antecipação da ilicitude do fato
inseridas dentro do tipo penal. (BITENCOURT, Op. cit., p. 350). Fica apenas o registro, já
que a Doutrina majoritária entende que tais expressões são elementos normativos do tipo
penal. Ver, por todos: GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Op. cit., p. 211.
9
BITENCOURT, Op. cit., p. 514/515

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sabia que essa bolsa era de “B”, que estava olhando revistas !
distraída, tendo sua bolsa sido levada por outra pessoa no
momento em que saiu da loja pela primeira vez. Nesse caso,
“A” não tinha como imaginar que alguém, em tão pouco tempo,
haveria roubado sua bolsa e que outra pessoa deixaria no
mesmo lugar uma bolsa idêntica. Nesse caso, “A” incorreu
em erro de tipo escusável, pois não poderia, com um
exercício mental razoável, saber que aquela não era sua
bolsa.
•! Inescusável – Ocorre quando o agente incorre em erro sobre
elemento essencial do tipo, mas poderia, mediante um
esforço mental razoável, não ter agido desta forma.
Exemplo: Imaginemos que Marcelo esteja numa repartição
pública e acabe por desacatar funcionário público que lá estava.
Marcelo não sabia que se tratava de funcionário público, mas
mediante esforço mental mínimo poderia ter chegado a esta
conclusão, analisando a postura da pessoa com quem falava e
o que a pessoa fazia no local. Assim, Marcelo incorreu em erro
de tipo inescusável, e responderia por crime culposo, caso
houvesse previsão de desacato culposo (não há).

Assim, lembrem-se:
<)∃−&∃!+,/∃&∃!,!Μ(&,!
&ΝΟ∗+,!Ο,∋!∗−+∗Π∗∋!∃/!
∃∋∋,!%,0∋∃!./!Π,%!
8::9!Η8!
∃Θ∃/∃−&,%!Ρ.∃!
+,/ΟΣ∃/!,!&∗Ο,!Ο∃−(Θ!
7;=9!
Pode ser que se utilize o termo “Erro sobre elemento constitutivo
do tipo penal”. Eu prefiro essa nomenclatura, mas ela não é utilizada
sempre.
71876141107

ATENÇÃO! Existe, ainda, o que se convencionou chamar de “erro de tipo


permissivo”. O que é isso? O erro de “tipo permissivo” é o erro sobre os
pressupostos objetivos de uma causa de justificação (excludente de
ilicitude). Assim, o erro de “tipo permissivo” seria, basicamente,
uma descriminante putativa. Fala-se em “tipo permissivo” em razão
da teoria dos elementos negativos do tipo, surgida na Alemanha no
começo do século passado. Para esta teoria, as causas de exclusão da
ilicitude seriam elementos NEGATIVOS do tipo. Ou seja, enquanto
o “tipo incriminador” propriamente dito seria a descrição da conduta
proibida, as excludentes de ilicitude corresponderiam a “ressalvas” à
ilicitude da conduta. Desta forma, o que a Doutrina quis dizer foi que,
basicamente, quando o art. 121 do CP diz que “matar alguém” é crime,

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ele na verdade quer dizer que “matar alguém é crime, exceto se houver!
alguma causa de justificação”.
Esta é uma teoria que conta com alguns adeptos e, independentemente
disso, o fato é que o termo “erro de tipo permissivo” é largamente
utilizado e, portanto, digno de nota!

2.2.! Erro de tipo acidental


O erro de tipo acidental nada mais é que um erro na execução do fato
criminoso ou um desvio no nexo causal da conduta com o resultado10. Pode
se apresentar de diversas formas:

2.2.1.! Erro sobre a pessoa (error in persona)


Aqui o agente pratica o ato contra pessoa diversa da pessoa
visada, por confundi-la com a pessoa que deveria ser o alvo do delito.
Neste caso, o erro é irrelevante, pois o agente responde como se
tivesse praticado o crime CONTRA A PESSOA VISADA. Essa previsão
está no art. 20, §3° do CP.
Aqui o sujeito executa perfeitamente a conduta, ou seja, não existe
falha na execução do delito. O erro está em momento anterior (na
representação mental da vítima).
Ex.: João quer matar seu pai, pois está com raiva em razão da partilha
dos bens de sua mãe. João fica na espreita e, quando vê uma pessoa
chegar, acreditando ser seu pai, mira bem no crânio e lasca um balaço
certeiro, fazendo com que a vítima caia desfalecida. Após, verifica que a
pessoa não era seu pai, mas seu irmão.
Neste caso o agente responderá como se tivesse praticado o delito
contra seu pai (pessoa visada) e não pelo homicídio contra seu irmão.
Trata-se da teoria da equivalência.

2.2.2.! Erro sobre o nexo causal 71876141107

No erro sobre o nexo causal o agente alcança o resultado efetivamente


pretendido, mas em razão de um nexo causal diferente daquele que o
agente planejou. Pode ser de duas espécies:

2.2.2.1.! Erro sobre o nexo causal em sentido estrito


Aqui o agente, com um só ato, provoca o resultado pretendido (mas
com nexo causal diferente).
Ex.: José dispara dois tiros contra Maria, visando sua morte. Maria,
em razão dos disparos, cai na piscina, e morre por afogamento.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
10
GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Op. cit., p. 376

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O agente responde pelo que efetivamente ocorreu (morte por !
afogamento).11

2.2.2.2.! Dolo geral ou aberratio causae


Aqui temos o que se chama de DOLO GERAL OU SUCESSIVO. É o
engano no que se refere ao meio de execução do delito. Ocorre quando o
agente, acreditando já ter ocorrido o resultado pretendido, pratica outro
ato, mas ao final verifica que este último foi o que provocou o resultado.
Ex.: O agente atira contra a vítima, visando sua morte. Acreditando
que a vítima já morreu, atira o corpo num rio, visando sua ocultação. Mais
tarde, descobre-se que esta última conduta foi a que causou a morte da
vítima, por afogamento, pois ainda estava viva.
Embora, tenhamos dois crimes (um homicídio doloso tentado na
primeira conduta e um homicídio culposo consumado na segunda conduta),
a Doutrina majoritária entende que o agente responde por apenas
um crime, pelo crime originalmente previsto (homicídio doloso
consumado12), tendo sido adotada a TEORIA UNITÁRIA (ou princípio
unitário).13
Mas qual o nexo causal que se deve considerar? O pretendido
ou o efetivamente ocorrido? Embora não haja unanimidade, prevalece
o entendimento de que deve o agente responder pelo nexo causal
efetivamente ocorrido (e não pelo pretendido).14

2.2.3.! Erro na execução (aberratio ictus)


Aqui o agente atinge pessoa diversa daquela que fora visada, não por
confundi-la, mas por ERRAR NA HORA DE EXECUTAR O DELITO.
Imagine que o agente, tentando acertar “A”, erre o tiro e acaba acertando
“B”. No erro sobre a pessoa o agente não “erra o alvo”, ele “acerta o alvo”,
mas o alvo foi confundido. SÃO COISAS DIFERENTES!
A aberratio ictus pode decorrer de mero acidente durante a execução
do delito (não houve má execução pelo infrator, mas mero acidente).
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Ex.: José deseja matar Maria. Sabendo que Maria usa seu carro
todas as manhãs para ir ao trabalho, coloca uma bomba no veículo, que
será acionada assim que for dada a partida no carro. Maria, contudo, não
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
11
Por todos, GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Curso de Direito Penal. JusPodivm.
Salvador, 2015, p. 380
12
GRECO, Rogério. Curso de Direito Penal. Volume 1. Ed. Impetus. Niterói-RJ, 2015, p.
360
13
Doutrina minoritária (mas muito importante) sustenta que o agente deva responder por
dois crimes em concurso: homicídio doloso tentado (primeira conduta) + homicídio culposo
consumado (segunda conduta). Trata-se da adoção da teoria do desdobramento.
14
GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Curso de Direito Penal. JusPodivm. Salvador,
2015, p. 380/381

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usa o carro naquele dia, e quem acaba ligando o veículo é seu marido,!
que vem a falecer em razão da bomba. Vejam que, aqui, o agente não
errou na hora de executar o ato criminoso, mas acabou atingindo pessoa
diversa em razão de acidente no curso da empreitada criminosa.

Nesse caso, assim como no erro sobre a pessoa, o agente responde


pelo crime originalmente pretendido. Esta é a previsão do art. 73 do CP15.
No que tange às consequências, o erro na execução pode ser de duas
ordens:

2.2.3.1.! Erro sobre a execução com unidade simples (Aberratio ictus


de resultado único)
O agente atinge somente a pessoa diversa daquela visada. Neste caso,
responde como se tivesse atingido a pessoa visada (e não aquela
efetivamente atingida), da mesma forma como ocorre no erro sobre a
pessoa.

2.2.3.2.! Erro sobre a execução com unidade complexa (Aberratio


ictus de resultado duplo)
O agente atinge a vítima não visada, mas atinge também a vítima
originalmente pretendida. Nesse caso, responde pelos dois crimes, em
CONCURSO FORMAL.

2.2.4.! Erro sobre o crime ou resultado diverso do pretendido


(aberratio delicti ou aberratio criminis)
Aqui o agente pretendia cometer um crime, mas, por acidente ou erro
na execução, acaba cometendo outro. Aqui há uma relação de pessoa
x coisa (ou coisa x pessoa). Na aberratio ictus há uma relação de pessoa
x pessoa.
Ex.: Imagine que alguém atire uma pedra num veículo parado, com o
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dolo de danificá-lo (art. 163 do CP). Entretanto, o agente erra o alvo e


atinge o dono, que estava perto (cometendo lesões corporais, art. 129
do CP). Nesse caso, o agente acaba por cometer CRIME DIVERSO DO
PRETENDIDO. Responderá apenas pelo crime praticado efetivamente
(lesão corporal culposa).

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
15
Art. 73 - Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, ao invés
de atingir a pessoa que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, responde como se
tivesse praticado o crime contra aquela, atendendo-se ao disposto no § 3º do art. 20 deste
Código. No caso de ser também atingida a pessoa que o agente pretendia ofender, aplica-
se a regra do art. 70 deste Código.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

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!

Aplica-se a mesma regra do erro na execução: Se o agente atingir


ambos os bens jurídicos (o pretendido e o não pretendido) responderá por
AMBOS OS CRIMES, em CONCURSO FORMAL (art. 70 do CP).16
Apenas uma ressalva: essa solução deve ser afastada quando o crime
ocorrido seja MENOS GRAVE do que o delito pretendido.
Ex.: José atira contra Maria, querendo sua morte. Contudo, erra na
execução e acaba por atingir uma planta. Neste caso, se adotarmos a
solução anterior, José responderia apenas por crime ambiental (art. 49
da Lei 9.605/98), que absorveria a tentativa de homicídio. Esta é uma
solução inadmissível, por fugir completamente ao escopo da lei.

2.2.5.! Erro sobre o objeto (error in objecto)


Aqui o agente incide em erro sobre a COISA visada, sobre o objeto
material do delito.
Ex.: O agente pretende subtrair uma valiosa obra de arte. Entra à
noite na residência mas acaba furtando um quadro de pequeno valor, por
confundir com a obra pretendida.
O CP não previu esta hipótese de erro, mas diante de sua possibilidade
fática, a Doutrina se debruçou sobre o tema. Uma vez ocorrendo erro sobre
o objeto, não há qualquer relevância para fins de afastamento do do dolo
ou da culpa, bem como não se afasta a culpabilidade. O agente
responderá pelo delito.
Mas qual delito? Neste caso, há divergência doutrinária. A doutrina
majoritária, porém, sustenta que o agente deve responder pela
conduta efetivamente praticada (independentemente da coisa visada).
Assim, no exemplo anterior, o agente responderia pelo furto do quadro de
pequeno valor (e não pelo furto da obra de arte valiosa).
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2.3.! Erro determinado por terceiro


No erro de tipo o agente comete o erro “sozinho”, ou seja, não é
induzido a erro por ninguém. No erro determinado (ou provocado) por
terceiro o agente erra porque alguém o induz a isso.
Neste caso, só responde pelo delito aquele que provoca o erro.
Entende-se que há, aqui, uma modalidade de autoria mediata, na qual o
autor mediato (agente provocador) utiliza o autor imediato (agente
provocado, aquele que comete o erro) como mero instrumento para seu
intento criminoso.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
16
GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Op. cit., p. 379

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!
Ex.: Determinado médico, querendo a morte do paciente, entrega à
enfermeira (dolosamente) uma dose de veneno, e a induz a ministra-lo
ao paciente, alegando tratar-se de um sedativo. A enfermeira, sem saber
do que se trata, confiando no médico, ministra o veneno. O paciente
morre. Neste caso, somente o médico (aquele que provocou o erro)
responde pelo homicídio (neste caso, doloso).
A enfermeira, em regra, não responde por crime algum, salvo se
ficar demonstrado que agiu de forma negligente (por exemplo, se tinha
plenas condições de saber que se tratava de veneno, ou se podia
desconfiar das intenções do médico, etc.).

2.4.! Erro de proibição


A culpabilidade (terceiro elemento do conceito analítico de crime) é
formada por alguns elementos, dentre eles, a POTENCIAL CONSCIÊNCIA
DA ILICITUDE.
A POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE é a possibilidade de o
agente, de acordo com suas características, conhecer o caráter ilícito do
fato. Não se trata do parâmetro do homem médio, MAS DE UMA ANÁLISE
DA PESSOA DO AGENTE.
Quando o agente age acreditando que sua conduta não é ilícita,
comete ERRO DE PROIBIÇÃO (art. 21 do CP).
O erro de proibição pode ser:
!! Escusável – Nesse caso, era impossível àquele agente, naquele
caso concreto, saber que sua conduta era contrária ao Direito.
Nesse caso, exclui-se a culpabilidade e o agente é isento de
pena.
!! Inescusável – Nesse caso, o erro do agente quanto à proibição
da conduta não é tão perdoável, pois era possível, mediante
algum esforço, entender que se tratava de conduta ilícita. Assim,
permanece a culpabilidade, respondendo pelo crime, com pena
diminuída de um sexto a um terço (conforme o grau de
71876141107

possibilidade de conhecimento da ilicitude).

EXEMPLO: Um cidadão, lá do interior, encontra um bem (relógio de


ouro, por exemplo) e fica com ele para si. Entretanto, mal sabe ele que
essa conduta é crime, previsto no CP (apropriação de coisa achada).
Vejamos:
Art. 169 - Apropriar-se alguém de coisa alheia vinda ao seu poder por erro,
caso fortuito ou força da natureza:
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa.
Parágrafo único - Na mesma pena incorre:
(...)
Apropriação de coisa achada

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II - quem acha coisa alheia perdida e dela se apropria, total ou!
parcialmente, deixando de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor ou de
entregá-la à autoridade competente, dentro no prazo de 15 (quinze) dias.

Percebam que até mesmo uma pessoa de razoável intelecto é capaz


de não conhecer a ilicitude desta conduta17. Assim, o agente,
diferentemente do que ocorre no erro de tipo, REPRESENTA
PERFEITAMENTE A REALIDADE (Sabe que a coisa não é sua, é uma
coisa que foi perdida por alguém), mas ACREDITA QUE A CONDUTA É
LÍCITA.
Imaginem, no mesmo exemplo, que o camarada que achou o relógio,
na verdade, soubesse que não podia ficar com as coisas dos outros, mas
acreditasse que o relógio era um relógio que ele tinha perdido horas antes
(quando, na verdade, era o relógio de outra pessoa). Nesse caso, o agente
sabia que não podia praticar a conduta de “se apropriar de coisa alheia
perdida” (Não há, portanto, erro de proibição), mas acreditou que a
coisa não era “alheia”, achando que fosse sua (erro de tipo). Ficou clara
a diferença?

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O erro de proibição pode ser direto (que é a hipótese mencionada) ou
indireto. O erro de proibição indireto ocorre quando o agente atua
acreditando que existe uma causa de justificação que o ampare.
Contudo, não confundam o erro de proibição indireto com o erro de tipo
permissivo. Ambos se referem à existência de uma causa de justificação
(excludente de ilicitude), mas há uma diferença fundamental entre eles:
•! Erro de tipo permissivo – O agente atua acreditando que, no
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caso concreto, estão presentes os requisitos fáticos que


caracterizam a causa de justificação e, portanto, sua conduta
seria justa. Ex.: José atira contra seu filho, de madrugada, pois

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
17
Não se exige que o agente conheça EXATAMENTE a tipificação penal de sua conduta,
bastando que ele saiba que sua conduta é ilícita. Assim, se o agente pratica uma
determinada conduta que sabe ser ilícita (embora não saiba a qual crime se refere), NÃO
HÁ ERRO DE PROIBIÇÃO. Haveria, aqui, o que se chama de “erro de subsunção”, que é
irrelevante para fins de determinação da responsabilidade penal do agente. Isso ocorre
porque não se exige do agente que saiba EXATAMENTE a que tipo penal corresponde sua
conduta. Basta que se verifique ser possível ao agente, de acordo com suas características
pessoas e sociais, saber que sua conduta é ilícita (Isso é o que se chama de VALORAÇÃO
PARALELA NA ESFERA DO PROFANO, OU DO LEIGO).

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acreditava tratar-se de um ladrão (acreditava que as !
circunstâncias fáticas autorizariam agir em legítima defesa).
•! Erro de proibição indireto – O agente atua acreditando que
existe, EM ABSTRATO, alguma descriminante (causa de
justificação) que autorize sua conduta. Trata-se de erro
sobre a existência e/ou limites de uma causa de justificação em
abstrato. Erro, portanto, sobre o ordenamento jurídico18. Ex.:
José encontra-se num barco que está a naufragar. Como possui
muitos pertences, precisa de dois botes, um para se salvar e
outro para salvar seus bens. Contudo, Marcelo também está no
barco e precisa salvar sua vida. José, no entanto, agride Marcelo,
impedindo-o de entrar no segundo bote, já que tinha a intenção
de utilizá-lo para proteger seus bens. Neste caso, José não
representou erroneamente a realidade fática (sabia exatamente
o que estava se passando). José, conduta, errou quanto aos
limites da causa de justificação (estado de necessidade), que
não autoriza o sacrifício de um bem maior (vida de Marcelo) para
proteger um bem menor (pertences de José).

CUIDADO! Não confundam Descriminantes Putativas com delito


putativo.
As descriminantes putativas são quaisquer situações nas quais o
agente incida em erro por acreditar que está presente uma
situação que, se de fato existisse, tornaria sua ação legítima (a
doutrina majoritária limita estes casos às excludentes de
ilicitude).

Imagine que o agente está numa casa de festas e ouça gritos de


“fogo”! Supondo haver um incêndio, corre atropelando pessoas, agredindo
quem está na frente, para poder se salvar. Na verdade, tudo não passava
de um trote. Nesse caso, o agente agrediu pessoas (moderadamente, é
claro), para se salvar, supondo haver uma situação que, se existisse
71876141107

(incêndio) justificaria a sua conduta (estado de necessidade). Dessa forma,


há uma descriminante putativa por estado de necessidade putativo
(descriminante putativa).
NO DELITO PUTATIVO acontece EXATAMENTE O OPOSTO do que
ocorre no erro de tipo, no erro de proibição e nas descriminantes putativas
(seja de que natureza forem). O agente acredita que está cometendo o
crime, quando, na verdade, está cometendo um INDIFERENTE PENAL.
EXEMPLO: Um cidadão, sem querer, esbarra no carro de um terceiro,
causando danos no veículo. Com medo de ser preso, foge. Na verdade,
ele acredita que está cometendo crime de DANO CULPOSO, mas não
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
18
BITENCOURT, Op. cit., p. 524/525

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sabe que o CRIME DE DANO CULPOSO NÃO EXISTE. Portanto, há,!
aqui, DELITO PUTATIVO.

DESCRIMINANTES PUTATIVAS Agente acredita não estar


cometendo crime algum, por
incidir em erro. Contudo, está
praticando uma conduta típica
e ilícita.
DELITO PUTATIVO Agente comete um
INDIFERENTE PENAL, mas
acredita estar praticando crime.

3.! PUNIBILIDADE E SUA EXTINÇÃO

3.1.! Introdução
Quando alguém comete um fato definido como crime, surge para o
Estado o poder-dever de punir. Esse direito de punir chama-se ius puniendi.
Em regra, todo fato típico, ilícito e praticado por agente culpável, é
punível. No entanto, o exercício do ius puniendi encontra limitações de
diversas ordens, sendo a principal delas a limitação temporal (prescrição).
Desta forma, o Estado deve exercer o ius puniendi da maneira prevista
na lei (através do manejo da Ação Penal no processo penal), bem como
deve fazê-lo no prazo legal.
Para o nosso estudo interessam mais as hipóteses de extinção da
punibilidade. Vamos analisá-las então!
O art. 107 do CP prevê que:
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
I - pela morte do agente; 71876141107

II - pela anistia, graça ou indulto;


III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso;
IV - pela prescrição, decadência ou perempção;
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de
ação privada;
VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite;
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei.

Veremos, primeiro, todas as causas de extinção da punibilidade


diversas da prescrição. Depois, vamos ao estudo da prescrição, que é a
principal delas.

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3.2.! Causas de extinção da punibilidade diversas da prescrição!
O primeiro caso é bem simples. Falecendo o agente, extingue-se a
punibilidade do crime, pois, como vimos, no Direito Penal vigora o princípio
da intranscendência da pena, ou seja, a pena não pode passar da
pessoa do criminoso. Assim, com a morte deste, cessa o direito de punir
do Estado.
A anistia, a graça e o indulto são modalidades muito parecidas de
extinção da punibilidade. Entretanto, não se confundem.
A anistia exclui o próprio crime, ou seja, o Estado determina que
as condutas praticadas (já praticadas, ou seja, fatos consumados) pelos
agentes não sejam consideradas crimes. A anistia pode ser concedida pelo
Poder Legislativo, e pode ser conferida a qualquer momento (inclusive após
a sentença penal condenatória transitada em julgado).
EXEMPLO: Determinados policiais militares resolvem fazer greve por
melhores salários, condições de trabalho, etc. Na greve, fazem piquetes,
acabam coagindo colegas, etc. Tais pessoas estarão praticando crime.
Contudo, posteriormente, o Poder Legislativo verifica que são pessoas
boas, que agiram no impulso, compelidas pela precária situação da
Corporação e, portanto, decide ANISTIÁ-LOS, ou seja, o Poder Público irá
“esquecer” que tais crimes foram praticados (aqueles crimes praticados
naquelas circunstâncias, ou seja, somente aqueles ali mesmo!).

Alguns autores diferenciam a anistia em anistia própria e anistia


imprópria. A anistia própria seria aquela concedida ANTES da
condenação e anistia imprópria seria aquela concedida APÓS a
condenação.
Pode, ainda, ser:
•! Irrestrita ou restrita – Será irrestrita quando se dirigir a todos
os agentes. Será restrita quando exigir do agente determinada
qualidade específica (ser primário, por exemplo).
•! Incondicionada ou condicionada – Será incondicionada
71876141107

quando não impuser nenhuma condição. Será condicionada


quando impuser uma condição para sua validade (Como, por
exemplo, a reparação do dano causado).
•! Comum ou especial – A primeira é destinada a crimes comuns,
e a segunda é destinada a crimes políticos.
Já a Graça e o indulto são bem mais semelhantes entre si, pois
não excluem o FATO criminoso em si, mas apenas extinguem a
punibilidade em relação a determinados agentes (podem ser
todos), e só podem ser concedidos pelo Presidente da República.
EXEMPLO: Imaginemos que, no exemplo da greve dos policiais militares,
o Presidente da República assinasse um Decreto concedendo indulto a
150 dos 300 policiais militares envolvidos. Percebam que o fato criminoso

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não foi “esquecido” pelo Estado. Houve apenas a extinção da punibilidade!
em relação a alguns infratores. Assim, a ANISTIA atinge o FATO (e
por via reflexa, a punibilidade). A graça e o indulto atingem
DIRETAMENTE A PUNIBILIDADE.

A Graça é conferida de maneira individual, e o indulto é conferido


coletivamente (a um grupo que se encontre na mesma situação).
A anistia só pode ser causa de extinção total da punibilidade (pois,
como disse, exclui o próprio crime). Já a Graça e o indulto podem ser
parciais.
Pode ser extinta a punibilidade, também, pelo fenômeno da abolitio
criminis, nos termos do art. 107, III do CP. Como vimos, a abolitio
criminis ocorre quando surge lei nova que deixa de considerar o
fato como crime.
CUIDADO! Não confundam abolitio criminis com anistia. A abolitio
criminis não se dirige a um fato criminoso específico, já praticado, A
abolitio criminis simplesmente faz desaparecer a própria figura típica
prevista na Lei, ou seja, a conduta incriminada (o tipo penal) deixa de
existir.

Pode ocorrer, ainda, de o ofendido, nos crimes de ação penal privada,


renunciar ao direito de oferecer queixa, ou conceder o perdão ao
acusado. Nesses casos, também estará extinta a punibilidade.
A renúncia ao direito de queixa ocorre quando, dentro do prazo de seis
meses de que dispõe o ofendido para oferecê-la, este renuncia ao direito,
de maneira expressa ou tácita. A renúncia tácita ocorre quando o
ofendido pratica algum ato incompatível com a intenção de
processar o agente (quando, por exemplo, convida o infrator pra ser seu
padrinho de casamento).
O perdão, por sua vez, é muito semelhante à renúncia, com a ressalva
de que o perdão só pode ser concedido quando já ajuizada a ação
71876141107

penal privada, e que o simples oferecimento do perdão, por si só, não


gera a extinção da punibilidade, devendo o agente aceitar o perdão.
Ocorrendo a renúncia ao direito de queixa, ou o perdão do
ofendido, e sendo este último aceito pelo querelado (autor do fato),
estará extinta a punibilidade.
Em determinados crimes o Estado confere o perdão ao infrator, por
entender que a aplicação da pena não é necessária. É o chamado “perdão
judicial”. É o que ocorre, por exemplo, no caso de homicídio culposo no
qual o infrator tenha perdido alguém querido (Lembram-se do caso Herbert
Viana?). Essa hipótese está prevista no art. 121, § 5° do CP:
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena,
se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave

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que a sanção penal se torne desnecessária. (Incluído pela Lei nº 6.416, de !
24.5.1977)
Então, nesse caso, ocorrendo o perdão judicial, também estará extinta
a punibilidade. Além disso, o art. 120 do CP diz que se houver o perdão
judicial, esta sentença que concede o perdão judicial não é considerada
para fins de reincidência (apesar de ser uma sentença condenatória).

PERDÃO DO RENÚNCIA PERDÃO JUDICIAL


OFENDIDO
Concedido pela Concedida pela Concedido pelo
VÍTIMA VÍTIMA Estado (Juiz)
Somente nos crimes Somente nos crimes Somente nos casos
de ação penal de ação penal previstos em Lei
privada privada
Depois de ajuizada Antes do Na sentença
a ação penal ajuizamento da ação
penal
Precisa ser aceito Não precisa ser Não precisa ser
pelo infrator aceito pelo infrator aceito pelo infrator

Nos termos do inciso VI do art. 107, a retratação do agente


também é hipótese de extinção da punibilidade, nos casos em que
a lei a admite. Acontece isto, por exemplo, nos crimes de calúnia ou
difamação, nos quais a lei admite a retratação como causa de extinção da
punibilidade, se realizada antes da sentença. Nos termos do art. 143 do
CP:
Art. 143 - O querelado que, antes da sentença, se retrata cabalmente da
71876141107

calúnia ou da difamação, fica isento de pena.

Há, também, a extinção da punibilidade pela decadência ou pela


perempção. A decadência ocorre quando a vítima deixa de ajuizar a
ação penal dentro do prazo, ou quando deixa de oferecer a
representação dentro do prazo (nos casos de crimes de ação penal
privada e de ação penal pública condicionada à representação,
respectivamente). O prazo é de seis meses a contar da data em que a
vítima passa a saber quem foi o autor do fato.
A perempção, por sua vez, é a extinção da ação penal privada
pelo “desleixo” da vítima (quando deixa de dar seguimento à ação, deixa
de comparecer a alguma ato processual a que estava obrigado, etc.). Está
prevista no art. 60 do CPP:

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Art. 60. Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar- !
se-á perempta a ação penal:
I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do
processo durante 30 dias seguidos;
II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não
comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60
(sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado o
disposto no art. 36;
III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a
qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o
pedido de condenação nas alegações finais;
IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar
sucessor.!

3.3.! Prescrição
Enfim, a clássica e mais comum hipótese de extinção da punibilidade:
a PRESCRIÇÃO. A prescrição é a perda do poder de exercer um direito em
razão da inércia do seu titular. Ou seja, é o famoso “camarão que dorme
a onda leva”.
A prescrição pode ser dividida basicamente em duas espécies:
Prescrição da pretensão punitiva e prescrição da pretensão
executória.
A primeira pode ocorrer quando ainda não há sentença penal
condenatória transitada em julgado, e a segunda pode ocorrer
somente depois de já haver sentença penal condenatória transitada
em julgado. Vamos estudá-las em tópicos separados.

3.3.1.! Prescrição da pretensão punitiva


Aqui o Estado ainda não aplicou (em caráter definitivo) uma sanção
penal ao agente que praticou a conduta criminosa.
Mas qual é o prazo de prescrição? O prazo prescricional varia de
crime para crime, e é definido tendo por base a pena máxima
estabelecida, em abstrato, para a conduta criminosa. Nos termos do art.
71876141107

109 do CP:
Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o
disposto no § 1o do art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena
privativa de liberdade cominada ao crime, verificando-se: (Redação dada pela
Lei nº 12.234, de 2010).
I - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze;
II - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito anos e não
excede a doze;
III - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro anos e não excede
a oito;
IV - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a
quatro;

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V - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, !
não excede a dois;
VI - em 3 (três) anos, se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano. (Redação
dada pela Lei nº 12.234, de 2010).
Prescrição das penas restritivas de direito
Parágrafo único - Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos
prazos previstos para as privativas de liberdade. (Redação dada pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Assim, no crime de homicídio simples, por exemplo, para o qual a lei


estabelece pena máxima de 20 anos (art. 121 do CP), o prazo
prescricional é de 20 anos, pois a pena máxima é superior a 12
anos. O crime de furto simples, por exemplo, (art. 155 do CP) prescreve
em oito anos, pois a pena máxima prevista é quatro anos.

CUIDADO! O prazo de prescrição do crime não é igual à pena máxima a


ele estabelecida, mas é calculado através de uma tabela que leva
em consideração a pena máxima!

Mas professor, quando começa a correr o prazo prescricional?


Simples, meus caros. A resposta para esta pergunta está no art. 111 do
CP:
Art. 111 - A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, começa
a correr: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - do dia em que o crime se consumou; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
II - no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa; (Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)71876141107

III - nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência; (Redação


dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
IV - nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do
registro civil, da data em que o fato se tornou conhecido. (Redação dada pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
V - nos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, previstos
neste Código ou em legislação especial, da data em que a vítima completar 18
(dezoito) anos, salvo se a esse tempo já houver sido proposta a ação penal.
(Redação dada pela Lei nº 12.650, de 2012)

Apenas um comentário em relação a este artigo: A regra, aqui, é de


que o prazo prescricional comece a fluir no dia em que o crime se consuma.

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CUIDADO! Lembrem-se de que o crime se considera praticado (tempo


do crime) quando ocorre a conduta, e não a consumação. Assim:
Tempo do crime – Momento da conduta
Início do prazo prescricional – Momento da consumação
Prestem atenção para não errarem isso, pois esta é uma pegadinha que
pode derrubar vocês no concurso.
EXEMPLO: Em 10.01.2010 José atira em Maria, querendo sua morte.
Maria vai para o Hospital e só vem a falecer em 15.04.2010. No caso em
tela, o tempo do crime é o dia 10.01.2010 (data em que foi praticado o
delito). O início do prazo prescricional, porém, terá como base o dia
15.04.2010, eis que somente nesta data o delito se consumou.

Como nos crimes tentados não há propriamente consumação (pois


não há resultado naturalístico esperado), o prazo prescricional começa
a fluir da data em que cessa a atividade criminosa, mesmo critério
utilizado para os crimes permanentes.
Na hipótese de pena de multa, como calcular o prazo
prescricional? Se a multa for prevista ou aplicada isoladamente, o
prazo será de dois anos. Porém, se a multa for aplicada ou prevista
cumulativamente com a pena de prisão (privativa de liberdade), o prazo de
prescrição será o mesmo estabelecido para a pena privativa de liberdade.
Isto é que se extrai do art. 114 do CP:
Art. 114 - A prescrição da pena de multa ocorrerá: (Redação dada pela Lei nº
9.268, de 1º.4.1996)
I - em 2 (dois) anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada;
(Incluído pela Lei nº 9.268, de 1º.4.1996)
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II - no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de


liberdade, quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou
cumulativamente aplicada. (Incluído pela Lei nº 9.268, de 1º.4.1996)

A prescrição da pretensão punitiva pode ser a “ordinária”, que é esta


que vimos até agora (e utiliza a pena máxima prevista como base), mas
também pode ser a “intercorrente”.
A prescrição da pretensão punitiva em sua modalidade
“intercorrente” é aquela que ocorre DEPOIS da sentença penal
condenatória, quando há trânsito em julgado para a ACUSAÇÃO, mas não
para a defesa.
Como assim? Imagine que José tenha sido condenado pelo crime de
homicídio a 06 anos de reclusão. A acusação não recorre, por entender que

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a pena está num patamar razoável. A defesa, porém, recorre da sentença. !
Neste caso nós temos o chamado “trânsito em julgado para a acusação”,
ou seja, somente a defesa pode “se dar bem” daqui pra frente, já que
quando o Tribunal for apreciar o recurso de apelação não poderá prejudicar
o réu (recorrente), pelo princípio da non reformatio in pejus.
Bom, considerando o exemplo acima, como a defesa não pode ser
prejudicada no julgamento de seu recurso, podemos chegar à conclusão de
que o máximo de pena que José irá receber será 06 anos (a pena atual). A
partir deste momento o prazo prescricional passa a ser calculado tendo
como base esta pena aplicada (e não mais a pena máxima em abstrato).
Vejam que há uma implicação prática: Neste caso, o prazo
prescricional diminui consideravelmente: Antes, o prazo prescricional
(ordinário) era de 12 anos (pois a pena máxima é de 20 anos). Agora, o
prazo prescricional a ser considerado (intercorrente) será de 12
anos (pois a pena aplicada é de 06 anos. Está entre 04 e 08, nos termos
do art. 109, III do CP).
Vejamos o art. 110, §1º do CP:
Art. 110 (...)
§ 1º A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado
para a acusação ou depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena
aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por termo inicial data
anterior à da denúncia ou queixa. (Redação dada pela Lei nº 12.234, de 2010).!

A prescrição intercorrente, por sua vez, pode ser:


•! Superveniente – Quando ocorre entre o trânsito em julgado da
sentença condenatória para a acusação e o trânsito em julgado
da sentença condenatória em definitivo (tanto para a acusação
quanto para defesa).
•! Retroativa – Quando, uma vez tendo havido o trânsito em
julgado para a acusação, se chega à conclusão de que, naquele
momento, houve a prescrição da pretensão punitiva entre a data
da denúncia (ou queixa) e a sentença condenatória.
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Vejamos o esquema:

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Esse é o sistema que vigora atualmente. Antes da Lei 12.234/10 havia


uma outra hipótese de prescrição retroativa, que era a que ocorria entre o
fato criminoso e o recebimento da denúncia ou queixa. Atualmente essa
hipótese NÃO EXISTE MAIS.
Isso significa que não há mais hipótese de ocorrer prescrição
entre a data do fato e a data do recebimento da denúncia ou queixa?
Não, não é isso que ocorreu. O que não pode mais ocorrer é a prescrição
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RETROATIVA (ou seja, aquela calculada com base na pena aplicada) entre
a data do fato e a data do recebimento da denúncia ou queixa. Nada
impede, porém, que nesse lapso temporal ocorra a prescrição da pretensão
punitiva ordinária (ou comum).
CUIDADO! Tal previsão (vedação à prescrição retroativa tendo como
marco inicial data anterior ao recebimento da denúncia ou queixa) é
muito prejudicial ao réu, pois lhe retira uma possibilidade de ver sua
punibilidade extinta. Desta forma, NÃO poderá retroagir para alcançar
crimes praticados ANTES de sua entrada em vigora (Em 2010). Assim,
aos crimes praticados ANTES da Lei 12.234/10, é possível
aplicarmos a prescrição retroativa entre a data da consumação do delito
e o recebimento da denúncia ou queixa.

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!
Vou utilizar um caso exemplificativo para que possamos esclarecer as
diversas hipóteses de prescrição da pretensão punitiva:

EXEMPLO: Marcelo pratica o crime de furto em 01.01.1994. A denúncia


é recebida em 10.06.2001. Marcelo é condenado em 10.07.2006 a 02
anos de reclusão. O MP não recorre (com trânsito em julgado para a
acusação em 25.07.2006), mas a defesa apresenta recurso, que é julgado
e improvido (a pena é mantida), tendo havido o efetivo trânsito em
julgado em 10.01.2014.
Vejamos as hipóteses:
PRESCRIÇÃO COMUM: Como a pena máxima prevista em abstrato
para o furto é de 04 anos, o prazo prescricional seria de 08 anos (art.
109, IV do CP). Entre a data da consumação do delito e o recebimento
da denúncia não ocorreu tal prescrição, eis que se passaram apenas 07
anos e alguns meses. Também não ocorreu tal prescrição posteriormente
(pois não se passaram mais de 08 anos entre uma interrupção da
prescrição e outra).
PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE SUPERVENIENTE: Aqui
devemos considerar como parâmetro a pena efetivamente aplicada (02
anos), de forma que o prazo prescricional a ser utilizado será de 04 anos
(art. 109, V do CP). Podemos verificar que entre o trânsito em julgado
para a acusação e o trânsito em julgado efetivo (para ambos), passaram-
se mais de 04 anos, de forma que podemos dizer que HOUVE a prescrição
da pretensão punitiva intercorrente SUPERVENIENTE.
PRESCRIÇÃO RETROATIVA: Da mesma forma que a anterior, terá
como base a pena efetivamente aplicada (02 anos), logo, o prazo
prescricional utilizado será de 04 anos. Podemos verificar que entre o
recebimento da denúncia e a sentença condenatória passaram-se mais
de 04 anos (pouco mais de cinco anos). Assim, podemos dizer que
OCORREU a prescrição da pretensão punitiva retroativa.
Neste caso, como a prescrição retroativa ocorreu, e isso podia ser
71876141107

verificado já em 25.07.06, sequer chegaríamos a ter a prescrição


superveniente (utilizei apenas para facilitar a compreensão).
ATENÇÃO! Como o crime foi praticado antes da Lei 12.234/10, seria
possível reconhecer a prescrição retroativa entre a data da consumação
do delito e data do recebimento da denúncia.

Como nós acabamos de verificar, existem fatos que interrompem a


prescrição. São eles:
•! Recebimento da denúncia ou queixa
•! Pronúncia
•! Decisão confirmatória da pronúncia

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•! Publicação da sentença ou acórdão condenatórios !
recorríveis
•! Início ou continuação do cumprimento da pena
•! Reincidência

Uma vez interrompido o curso do prazo prescricional, este voltará a


correr novamente, do zero, a partir da data da interrupção (salvo no caso
de Início ou continuação do cumprimento da pena).
Além disso, fora as duas últimas hipóteses, nas demais, ocorrendo a
interrupção da prescrição em relação a um dos autores do crime, tal
interrupção se estenderá aos demais.
O CP prevê, ainda, hipóteses nas quais a prescrição não corre, tanto
no que se refere à prescrição da pretensão punitiva quanto à prescrição da
pretensão executória, embora as circunstâncias sejam diferentes para cada
uma delas. Nos termos do art. 116 e seu § único, do CP:
Causas impeditivas da prescrição
Art. 116 - Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre:
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o
reconhecimento da existência do crime; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
II - enquanto o agente cumpre pena no estrangeiro.(Redação dada pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a
prescrição não corre durante o tempo em que o condenado está preso por outro
motivo. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Assim, nestes casos, o prazo prescricional não corre, ficando


suspenso. Uma vez resolvida a questão que causava a suspensão,
ele volta a correr de onde parou (diferente da interrupção,
portanto).
71876141107

3.3.2.! Prescrição da pretensão executória


Como disse a vocês, a prescrição pode ocorrer antes do trânsito
em julgado (prescrição da pretensão punitiva) ou depois do trânsito
em julgado (quando teremos a prescrição da pretensão
executória). Esta última ocorre quando o Estado condena o indivíduo, de
maneira irrecorrível, mas não consegue fazer cumprir a decisão.
Nos termos do art. 110 do CP:
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória
regula-se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior,
os quais se aumentam de um terço, se o condenado é reincidente. (Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

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Assim, na hipótese do crime de homicídio, conforme o exemplo dado !
anteriormente, antes de transitar em julgado a sentença condenatória, o
prazo prescricional é regulado pela pena máxima cominada ao crime em
abstrato, de acordo com a tabelinha do art. 109 do CP. Após o trânsito
em julgado, o parâmetro utilizado pela lei para o cálculo do prazo
prescricional deixa de ser a pena máxima prevista e passa a ser a
pena efetivamente aplicada.
Assim, se no crime de homicídio simples, que tem pena prevista de 06
a 20 anos, o agente for condenado a apenas 06 (seis) anos de reclusão, o
prazo prescricional passa a ser de apenas 12 (doze) anos, nos termos do
art. 109, III do CP.
O art. 112 do CP estabelece o marco inicial (termo a quo) do prazo
prescricional da pretensão executória:
Art. 112 - No caso do art. 110 deste Código, a prescrição começa a correr:
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - do dia em que transita em julgado a sentença condenatória, para a
acusação, ou a que revoga a suspensão condicional da pena ou o livramento
condicional; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - do dia em que se interrompe a execução, salvo quando o tempo da
interrupção deva computar-se na pena. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)

Lembrando que o início de cumprimento da pena é causa de


interrupção da prescrição.
O art. 112, I foi (e ainda é) muito criticado na Doutrina (recebendo
algumas críticas na Jurisprudência também). Isto porque ele determina
que o termo inicial da prescrição da pretensão EXECUTÓRIA
ocorrerá com o trânsito em julgado para a ACUSAÇÃO.
Isso significa que se houver o trânsito em julgado para a acusação mas
não para a defesa (apenas a defesa recorreu), já estaria correndo o prazo
prescricional da PRETENSÃO EXECUTÓRIA.
As críticas, bastante fundamentadas, se dirigiam ao fato de que
considerar a pretensão executória, neste momento, violaria a presunção
71876141107

de inocência, eis que ainda não houve o trânsito em julgado para


ambas as partes.
Outra crítica, muito importante, se refere ao fato de que a prescrição
é a perda de um direito em razão da INÉRCIA de seu titular. No caso da
prescrição da pretensão EXECUTÓRIA seria a perda do direito de executar
a pena em razão da INÉRCIA do Estado em agir. Contudo, como não houve
trânsito em julgado para a defesa, o Estado AINDA NÃO PODE EXECUTAR
A PENA! Ora, se o Estado não pode executar a pena, como pode ser
punido com a perda deste direito, se não podia exercê-lo??
A “gritaria” não foi aceita pela Jurisprudência, que firmou
entendimento no sentido de que o termo inicial da prescrição da pretensão
EXECUTÓRIA ocorre com o trânsito em julgado para a acusação.

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Contudo, apesar de reconhecer que o termo inicial da prescrição da !
pretensão executória ocorre com o trânsito em julgado para a acusação, o
STJ decidiu que antes de haver o trânsito em julgado para AMBAS AS
PARTES a prescrição da pretensão executória NÃO PODE SER
RECONHECIDA.
Resumidamente: O prazo prescricional começa a correr com o
trânsito em julgado para a acusação, mas eventual reconhecimento da
efetiva ocorrência da prescrição (executória) somente terá
cabimento APÓS o trânsito em julgado para ambas as partes.

3.3.3.! Disposições importantes sobre a prescrição


Vou elencar no quadrinho abaixo alguns pontos importantes sobre o
tema:

REDUÇÃO DOS PRAZOS DE PRESCRIÇÃO: Em alguns casos, a Lei


estabelece que o prazo prescricional será reduzido. É o caso do art. 115
do CP, que estabelece que os prazos prescricionais serão reduzidos pela
metade quando o infrator possuir menos de 21 anos na data do
crime ou mais de 70 na data da sentença.
AUMENTO DO PRAZO PRESCRICIONAL: Se o condenado é
reincidente, o prazo de prescrição da pretensão EXECUTÓRIA aumenta-
se em um terço. Não se aplica tal aumento aos prazos de prescrição da
pretensão punitiva, conforme SÚMULA Nº 220 DO STJ: “a reincidência não
influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva”.

PRESCRIÇÃO EM PERSPECTIVA (ANTECIPADA, PROJETADA OU


VIRTUAL): Tal modalidade, uma criação jurisprudencial, nunca teve
fundamento no CP. Consiste na configuração da prescrição tendo como
base uma eventual futura pena a ser aplicada ao acusado. Assim, o Juiz
71876141107

analisava o caso e, verificando que o réu, por exemplo, receberia pena


mínima (por ser primário, de bons antecedentes, etc.), utilizava esta
pena mínima como parâmetro para o prazo prescricional. Isto não existe
e atualmente é vedado pelo STJ, que sumulou o entendimento no sentido
de que isso não possui qualquer previsão legal (SÚMULA Nº 438: “é
inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com
fundamento em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo
penal”.)

PRESCRIÇÃOS DAS MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS: Os menores não


são julgados de acordo com as normas do CP, mas de acordo com o
Estatuto da Criança e do Adolescente. Contudo, as normas referentes à
prescrição são aplicáveis às medidas socioeducativas (sanções penais

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aplicáveis aos adolescentes). Vejamos a SÚMULA 338 DO STJ: “a!
prescrição penal é aplicável nas medidas sócio-educativas”.

Bons estudos!
Prof. Renan Araujo

4.! EXERCÍCIOS DA AULA

01.! (FUNCAB – 2013 – PC-ES – ESCRIVÃO DE POLÍCIA)


No tocante às causas de extinção da punibilidade, pode-se dizer que a
anistia:
a) é individual, opera efeitos ex nunc, pode ocorrer antes da sentença final.
b) é geral ou parcial, opera efeitos ex nunc, pode ocorrer depois da
sentença final.
c) opera efeitos ex tunc, pode ser condicionada ou incondicionada, geral ou
parcial.
d) pode ser aplicada aos crimes de tortura.
e) atualmente pode ser aplicada aos crimes hediondos.

02.! (FUNCAB – 2013 – PC-ES – ASSISTENTE SOCIAL)


Segundo o Código Penal, é penalmente inimputável o agente que:
a) por embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não
possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender
o caráter ilícito do fato ou de determinar - se de acordo comesse
entendimento.
b) tendo praticado crime culposo, for maior do que 70 anos quando da
execução da sentença penal condenatória.
c) praticar o crime movido por violenta emoção ou paixão, desde que
causadas pela vítima na imediata ocasião anterior ao crime.
71876141107

d) por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado,


era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o
caráter ilícito do fato ou de determinar - se de acordo comesse
entendimento.
e) em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento
mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o
caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.

03.! (FUNCAB – 2012 – MPE-RO – ANALISTA PROCESSUAL)


Sobre a prescrição no direito penal, é correto afirmar:

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a) A prescrição da pena de multa ocorrerá no prazo de um (1) ano. !
b) Seus prazos serão reduzidos pela metade, caso o réu seja idoso (idade
superior a 60 anos).
c) Em caso de evasão do condenado, seu prazo se regula pelo tempo
restante da pena.
d) Antes do trânsito em julgado da sentença final não corre prazo de
prescrição.
e) Nos crimes tentados, começa a correr da data do início da atividade
criminosa.

04.! (FCC – 2015 – TRE-AP – ANALISTA JUDICIÁRIO)


Maria é aprovada no vestibular para uma determinada Universidade
Federal. No dia da matrícula, Maria, caloura, é recebida pelos alunos
veteranos da universidade e submetida a um trote acadêmico violento.
Além de outras coisas que foi obrigada a fazer, Maria foi amarrada em uma
cadeira de bar e obrigada a ingerir bebida alcoólica até ficar completamente
embriagada e sem qualquer possibilidade de entender o caráter ilícito de
um fato ou de determinar-se de acordo com este entendimento. Maria é
liberada do trote e sai do bar, dirigindo-se até o seu veículo que estava
estacionado em via pública, sem conseguir movimentá-lo. Abordada por
policiais, desacatou-os. Neste caso, no que concerne ao crime de desacato,
(A) terá a pena reduzida de um a dois terços.
(B) estará isenta de pena.
(C) terá a pena reduzida de metade.
(D) terá a pena reduzida em 1/6.
(E) terá a pena aumentada de 1/3.

05.! (FCC – 2014 – TRF4 – OFICIAL DE JUSTIÇA)


No direito brasileiro legislado, desde que subtraia por completo o
entendimento da ilicitude ou a determinação por ela, a embriaguez terá,
71876141107

genericamente, o condão de excluir total ou parcialmente a imputabilidade


penal quando for
(A) não preordenada.
(B) oriunda de culpa consciente.
(C) oriunda de culpa inconsciente.
(D) oriunda de caso fortuito.
(E) não premeditada.

06.! (FCC – 2014 – TJ-CE – JUIZ)


Na coação moral irresistível, há exclusão da
a) antijuridicidade.

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b) culpabilidade, por inimputabilidade. !
c) culpabilidade, por não exigibilidade de conduta diversa.
d) tipicidade.
e) culpabilidade, por impossibilidade de conhecimento da ilicitude.

07.! (FCC – 2014 – CÂMARA MUNICIPAL-SP – PROCURADOR


LEGISLATIVO)
Há uma crítica doutrinária bastante conhecida e frequente ao fundamento
teórico da punição, no direito brasileiro, dos crimes cometidos em estado
de embriaguez. Pode-se sintetizá-la afirmando que essa punição, ao
fundar-se na teoria
a) da equivalência dos antecedentes causais, simplesmente equaliza as
diversas modalidades de embriaguez, não permitindo uma justa
diferenciação de seus variados graus de reprovabilidade.
b) objetiva pura alemã, não considera as diversas situações subjetivas
desencadeantes da embriaguez, e, por consequência, não propicia a devida
diferenciação entre seus variados graus de reprovabilidade.
c) da actio libera in causa, não é facilmente extensível aos casos de
embriaguez não preordenada ou mesmo meramente culposa, propiciando-
se, eventualmente, situações de responsabilização penal estritamente
objetiva.
d) puramente normativa da culpabilidade (Welzel), esvazia o juízo da
consciência da ilicitude que, de efetivo e concreto, se torna puramente
exigível e potencial, respondendo o agente indistintamente pelo crime,
ainda que compreensivelmente não tivesse condições ou razões reais para
não se embriagar nas circunstâncias em que o fato se deu.
e) monista temperada, acaba comportando situações graves de
impunidade, notadamente nos crimes cometidos com culpa consciente e
limítrofes ao dolo eventual.

08.! (FCC – 2013 – TJ-PE – TITULAR NOTARIAL) 71876141107

A inimputabilidade por peculiaridade mental ou etária exclui da conduta a


a) tipicidade.
b) tipicidade e a antijuridicidade, respectivamente.
c) antijuridicidade.
d) antijuridicidade e a culpabilidade, respectivamente.
e) culpabilidade.

09.! (FCC – 2012 – TRF5 – ANALISTA JUDICIÁRIO)


Em matéria penal, a embriaguez incompleta, resultante de caso fortuito ou
de força maior,

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a) não suprime a imputabilidade penal, mas diminui a capacidade de !
entendimento gerando uma causa geral de diminuição de pena.
b) não exclui, nem diminui, a imputabilidade penal, não operando qualquer
efeito na aplicação da pena.
c) é hipótese de elisão da imputabilidade penal porque afeta a capacidade
de compreensão, tornando o agente isento de pena.
d) não exclui, nem diminui, a imputabilidade penal, servindo como
circunstância agravante.
e) embora não suprima a imputabilidade penal, é censurável, e serve como
circunstância agravante.

10.! (FCC – 2014 – SEFAZ/PE – AUDITOR)


Na lei penal brasileira, NÃO é causa extintiva da punibilidade
(A) a retratação cabal do querelado, antes da sentença, na calúnia e na
difamação.
(B) o perdão judicial, no peculato mediante erro de outrem.
(C) a reparação integral do dano, no peculato culposo, quando precedente
à sentença irrecorrível.
(D) a retratação ou declaração da verdade, antes da sentença no processo
em que ocorreu o ilícito, no falso testemunho ou falsa perícia.
(E) a declaração, confissão e o pagamento espontâneos das contribuições,
valores, importâncias e informações devidas à previdência social, na forma
definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal, na
apropriação indébita previdenciária.

11.! (FCC – 2014 – TRF3 – TÉCNICO JUDICIÁRIO)


Segundo o entendimento jurisprudencial dominante, não tem como
extinguir a punibilidade.
a) a morte do agente ocorrida após o trânsito em julgado da condenação.
b) a morte do agente ocorrida antes do trânsito em julgado da condenação.
71876141107

c) o indulto natalino.
d) a prescrição antecipada.
e) o perdão judicial, em crime culposo.

12.! (FCC – 2014 – TRF3 – ANALISTA JUDICIÁRIO)


NÃO é causa extintiva da punibilidade:
a) prescrição, após o lançamento do tributo.
b) morte do agente, após definitiva a condenação.
c) retratação do querelado, na calúnia contra os mortos
d) perempção, na ação penal privada subsidiária da pública.

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e) perdão judicial, na apropriação indébita previdenciária. !

13.! (FCC – 2015 – TJ-RR – JUIZ)


Constituem causas de extinção da punibilidade que se relacionam com a
ação penal pública condicionada
a) a perempção e o perdão do ofendido.
b) a decadência e a perempção.
c) o perdão do ofendido e a composição homologada dos danos civis nos
juizado especial criminal.
d) a decadência e o perdão do ofendido.
e) a composição homologada dos danos civis no juizado especial criminal e
a decadência.

14.! (FCC – 2015 – TJ-PE – JUIZ)


A prescrição retroativa,
a) modalidade de prescrição da pretensão executória, é regulada pela pena
aplicada, não podendo ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou
queixa.
b) modalidade de prescrição da pretensão executória, é regulada pelo
máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime e pode ocorrer
entre o recebimento da denúncia e a publicação da sentença condenatória
transitada em julgado para a acusação.
c) modalidade de prescrição da pretensão punitiva, é regulada pelo máximo
da pena privativa de liberdade cominada ao crime, não podendo ter por
termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa.
d) antes prevista como forma de prescrição da pretensão punitiva, foi
abolida por recente reforma legislativa.
e) modalidade de prescrição da pretensão punitiva, é regulada pela pena
aplicada e pode ocorrer entre o recebimento da denúncia e a publicação da
71876141107

sentença condenatória transitada em julgado para a acusação.


!
15.! (FCC – 2005 – PGE/SE – PROCURADOR DE ESTADO)
A perda do direito de representar ou de oferecer queixa, em razão do
decurso do prazo fixado para o seu exercício, e o de continuar a movimentar
a ação penal privada, causada pela inércia processual do querelante,
configuram, respectivamente,
A) prescrição e perempção.
B) perempção e decadência.
C) prescrição e decadência.
D) decadência e perempção.

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E) decadência e prescrição. !

16.! (FCC – 2011 – TCE-SP – PROCURADOR)


Constitui causa de exclusão da culpabilidade
A) a embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, em
virtude da impossibilidade de o agente conhecer a ilicitude do fato.
B) o erro sobre a ilicitude do fato, em decorrência da não imputabilidade
do agente.
C) a doença mental ou o desenvolvimento mental incompleto ou retardado,
em função de não se poder exigir conduta diversa do agente.
D) a menoridade, em virtude da impossibilidade de o agente conhecer a
ilicitude do fato.
E) a coação moral irresistível, em função de não se poder exigir conduta
diversa do agente.

17.! (FCC – 2008 – TCE/AL – PROCURADOR)


O erro sobre a ilicitude do fato
A) exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em
lei.
B) reflete na culpabilidade, sempre isentando de pena.
C) exclui o dolo e a culpa.
D) reflete na culpabilidade, de modo a excluí-la ou atenuá-la.
E) extingue a punibilidade

18.! (FCC – 2008 – TCE/AL – PROCURADOR)


A coação moral irresistível e a obediência hierárquica são causas de
exclusão da
A) culpabilidade.
B) antijuridicidade.
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C) ilicitude.
D) tipicidade.
E) punibilidade.

19.! (FCC – 2010 – MPE-SE – ANALISTA – DIREITO)


Desenvolvimento mental incompleto ou retardado, embriaguez decorrente
de caso fortuito e menoridade constituem, dentre outras, excludentes de
A) tipicidade
B) ilicitude
C) punibilidade

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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
D) antijuridicidade !
E) culpabilidade

20.! (FCC – 2011 – TER/AP – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA


JUDICIÁRIA)
Exclui a imputabilidade penal, nos termos preconizados pelo Código Penal,
A) a embriaguez voluntária pelo álcool ou substância de efeitos análogos.
B) a emoção e a paixão.
C) a embriaguez culposa pelo álcool ou substância de efeitos análogos.
D) se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, não era inteiramente
capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo
com esse entendimento.
E) a embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou força maior, se
o agente era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.

21.! (FCC – 2011 – TRT 1°RG – TÉCNICO JUDICIÁRIO –


SEGURANÇA)
O erro inevitável sobre a ilicitude do fato
A) isenta o réu de pena.
B) não isenta o réu de pena, mas implica na redução de um sexto a um
terço.
C) não isenta o réu de pena, mas constitui circunstância atenuante.
D) não isenta o réu de pena, nem possibilita a atenuação da pena.
E) exclui a ilicitude do fato.

22.! (FCC - 2011 - TRE-AP - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


71876141107

JUDICIÁRIA)
De acordo com o Código Penal NÃO é causa de extinção da punibilidade a
A) reparação do dano posterior à sentença irrecorrível no crime de peculato
culposo.
B) morte do agente.
C) anistia.
D) prescrição.
E) retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso.

23.! (FCC - 2010 - TCE-RO - AUDITOR)


No tocante às causas de extinção da punibilidade, é correto afirmar que

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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
A) a concessão de anistia é atribuição exclusiva do Presidente da República. !
B) o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo da decadência.
C) são previstas exclusivamente na parte geral do Código Penal.
D) a concessão do indulto restabelece a condição de primário do
beneficiado.
E) é cabível o perdão judicial em qualquer crime.

24.! (FCC – 2007 – TRF4 – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA


JUDICIÁRIA)
São causas extintivas de punibilidade, previstas no Código Penal, além de
outras:
A) renúncia do direito de queixa, nos crimes de ação privada; e casamento
do agente com a vítima, nos crimes contra os costumes.
B) anistia; perdão judicial, nos casos previstos em lei; morte da vítima; e
decurso do prazo.
C) retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso;
prescrição, decadência ou perempção; e casamento do agente com a
vítima, nos crimes contra os costumes.
D) morte do agente; anistia, graça ou indulto; retroatividade de lei que não
mais considera o fato como criminoso; e prescrição, decadência ou
perempção.
E) prescrição, decadência, menoridade do agente; morte da vítima; e
agente maior de setenta anos na data do crime.

25.! (FCC - 2007 - TJ-PE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA


ADMINISTRATIVA)
Exclui a punibilidade do sujeito do crime
A) o estado de necessidade.
B) a legítima defesa.
71876141107

C) a embriaguez fortuita.
D) o estrito cumprimento do dever legal.
E) o exercício regular de direito.

26.! (FCC - 2011 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - TÉCNICO JUDICIÁRIO -


SEGURANÇA)
O erro inevitável sobre a ilicitude do fato
A) isenta o réu de pena.
B) não isenta o réu de pena, mas implica na redução de um sexto a um
terço.
C) não isenta o réu de pena, mas constitui circunstância atenuante.

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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
D) não isenta o réu de pena, nem possibilita a atenuação da pena. !
E) exclui a ilicitude do fato.

27.! (FCC - 2010 - TRE-AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


ADMINISTRATIVA)
A dispara seu revólver e mata B, acreditando tratar-se de um animal. A
respeito dessa hipótese é correto afirmar que se trata de
A) fato típico, pois o dolo abrangeu todos os elementos objetivos do tipo.
B) erro de proibição, que exclui a culpabilidade.
C) erro de proibição, que gera apenas a diminuição da pena, posto que
inescusável.
D) erro de tipo, que exclui o dolo e a culpa, se escusável.
E) erro quanto à existência de excludente de ilicitude (descriminante
putativa).

28.! (FCC - 2007 - TRE-MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


ADMINISTRATIVA)
Considere os exemplos abaixo:
I. Casar-se com pessoa cujo cônjuge foi declarado morto para os efeitos
civis, mas estava vivo.
II. Aplicar no ferimento do filho ácido corrosivo, supondo que está utilizado
uma pomada.
III. Matar pessoa gravemente enferma, a seu pedido, para livrá-la de mal
incurável, supondo que a eutanásia é permitida.
IV. Ingerir a gestante substância abortiva, supondo que estava tomando
um calmante.
Há erro de tipo nas situações indicadas APENAS em
A) I, II e III.
B) I e III. 71876141107

C) I, III e IV.
D) II e III.
E) II e IV.

29.! (FCC – 2009 – TJ/PA – OFICIAL DE JUSTIÇA)


O erro de proibição quando escusável exclui a
A) imputabilidade.
B) culpabilidade.
C) punibilidade.
D) antijuridicidade.

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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
E) conduta. !

30.! (FCC – 2012 – DPE-SP – DEFENSOR PÚBLICO)


Em Direito Penal, o erro
a) de tipo, se for invencível, exclui a tipicidade dolosa e a culposa.
b) que recai sobre a existência de situação de fato que justificaria a ação,
tornando-a legítima, é tratado pelo Código Penal como erro de proibição,
excluindo-se, pois, a tipicidade da conduta.
c) de tipo exclui o dolo e a culpa grave, mas não a culpa leve.
d) de proibição é irrelevante para o Direito Penal, pois, nos termos
do caput do art. 21 do Código Penal, "o desconhecimento da lei é
inescusável".
e) de proibição exclui a consciência da ilicitude, que, desde o advento da
teoria finalista, integra o dolo e a culpa.

31.! (FCC – 2012 – TRE/SP – ANALISTA JUDICIÁRIO)


Rubens está sendo processado por crime de peculato, praticado no dia 03
de fevereiro de 2008, quando tinha 20 anos de idade. A denúncia foi
recebida no dia 05 de junho de 2008. Por sentença judicial, publicada no
Diário Oficial no dia 10 de novembro de 2011, Rubens foi condenado a
cumprir pena de 02 (dois) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime
inicial aberto, e ao pagamento de 10 (dez) dias-multa. A pena privativa de
liberdade aplicada pelo Magistrado foi substituída, na forma do artigo 44,
do Código Penal, por uma pena restritiva de direitos de prestação de
serviços à comunidade, pelo prazo da pena privativa de liberdade aplicada,
e por 10 (dez) dias-multa, no valor unitário mínimo. A sentença transitou
em julgado no dia 1o de janeiro de 2012. Nesse caso, após o trânsito em
julgado, a prescrição para as penalidades aplicadas ao réu verifica-se no
prazo de
a) 02 anos para a pena privativa de liberdade e para as multas.
b) 08 anos para a pena privativa de liberdade e 02 anos para as multas.
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c) 04 anos para a pena privativa de liberdade e para as multas.


d) 04 anos para a pena privativa de liberdade e 02 anos para as multas.
e) 08 anos para a pena privativa de liberdade e para as multas.

32.! (FCC – 2006 – BCB – PROCURADOR)


O erro sobre a ilicitude do fato
a) reflete na culpabilidade, de modo a excluir a pena ou diminuí-la.
b) exclui o dolo e a culpa.
c) reflete na culpabilidade, sempre isentando de pena.
d) extingue a punibilidade.

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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
e) exclui o dolo, mas permite a punção por crime culposo, se previsto em !
lei.

33.! (FCC – 2006 – BCB – PROCURADOR)


Excluem a ilicitude e a imputabilidade, respectivamente,
a) a obediência hierárquica e a embriaguez acidental completa.
b) a coação moral irresistível e a doença mental.
c) a desistência voluntária e o desenvolvimento mental incompleto.
d) o exercício regular de direito e a menoridade.

34.! (FCC – 2007 – ISS/SP – AUDITOR-FISCAL TRIBUTÁRIO


MUNICIPAL)
São pressupostos da culpabilidade
a) a falta de cuidado, a previsibilidade do resultado e a exigibilidade de
conduta diversa.
b) a imputabilidade, a possibilidade de conhecimento da ilicitude e a falta
de cuidado.
c) a previsibilidade do resultado, a imputabilidade e a falta de cuidado.
d) a possibilidade de conhecer a ilicitude, a exigibilidade de conduta diversa
e a falta de cuidado.
e) a imputabilidade, a possibilidade de conhecer a ilicitude e a exigibilidade
de conduta diversa.

35.! (FCC – 2007 – ISS/SP – AUDITOR-FISCAL TRIBUTÁRIO


MUNICIPAL)
A doença mental, a perturbação de saúde mental e o desenvolvimento
mental incompleto ou retardado
a) refletem na culpabilidade, de modo a excluí-la ou a atenuá-la.
b) excluem a ilicitude da conduta. 71876141107

c) isentam sempre de pena.


d) extinguem a punibilidade.
e) excluem a tipicidade.

36.! (FCC – 2008 – PGE/SP – PROCURADOR)


Exclui a culpabilidade, em decorrência da não-imputabilidade,
a) a emoção.
b) a embriaguez não-acidental.
c) a coação moral irresistível.
d) a menoridade.

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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
e) o erro sobre a ilicitude do fato. !

37.! (FCC – 2007 – MPU – ANALISTA)


Considere:
I. Estado de necessidade.
II. Estrito cumprimento de dever legal.
III. Obediência hierárquica.
IV. Exercício regular de um direito.
V. Legítima defesa putativa.
São excludentes da culpabilidade SOMENTE o que se considera em
a) I e V.
b) II e III.
c) III e V.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.

38.! (FCC – 2007 – ISS/SP – AUDITOR-FISCAL TRIBUTÁRIO


MUNICIPAL)
No que concerne às causas de extinção da punibilidade, é correto afirmar
que
a) a sentença que concede o perdão judicial será considerada para efeito
de reincidência.
b) a perempção constitui a perda do direito de representar ou de oferecer
queixa, em razão do decurso do prazo para o seu exercício.
c) cabe perdão do ofendido na ação penal pública condicionada.
d) a renúncia ao direito de queixa ocorre antes de iniciada a ação penal
privada.
e) o indulto deve ser concedido por lei. 71876141107

39.! (FCC – 2012 – TJ/GO – JUIZ)


No tocante à prescrição, é correto afirmar que
a) o dia do começo não se inclui no cômputo do prazo.
b) o prazo é sempre de dois anos no caso de penas restritivas de direitos.
c) não constitui matéria prejudicial da análise do mérito da ação penal.
d) incidirá sobre o total da pena, se reconhecido o concurso material de
infrações, e sobre a pena de cada um, isoladamente, se identificado o
formal.
e) se regula, em abstrato, pelo máximo da pena cominada, menos um
terço, no caso de imputação de crime tentado.

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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
!
40.! (FCC - 2013 - TJ-PE - JUIZ)
A coação moral irresistível e a obediência hierárquica excluem a
a) tipicidade e a culpabilidade, respectivamente.
b) tipicidade.
c) culpabilidade.
d) culpabilidade e a tipicidade, respectivamente.
e) punibilidade e a ilicitude, respectivamente.

41.! (FGV – 2012 – OAB – EXAME DE ORDEM)


Trata-se de causa extintiva da punibilidade consistente na exclusão,
por lei ordinária com efeitos retroativos, de um ou mais fatos criminosos
do campo de incidência do Direito Penal,
a) o indulto individual.
b) a anistia.
c) o indulto coletivo.
d) a graça.

42.! (FGV – 2012 – OAB – EXAME DE ORDEM)


Com relação às causas de extinção da punibilidade previstas no artigo 107
do Código Penal, assinale a alternativa correta.
a) O perdão do ofendido é ato unilateral, prescindindo de anuência do
querelado.
b) Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles impede,
quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão.
c) A perempção é causa de extinção de punibilidade exclusiva da ação penal
privada. 71876141107

d) Em caso de morte do réu, não há falar em extinção da punibilidade,


devendo o juiz absolvê-lo com base no método de resolução de conflitos do
in dubio pro reo.

43.! (FGV – 2015 – OAB – XVI EXAME DE ORDEM)


Felipe, menor de 21 anos de idade e reincidente, no dia 10 de abril de 2009,
foi preso em flagrante pela prática do crime de roubo. Foi solto no curso da
instrução e acabou condenado em 08 de julho de 2010, nos termos do
pedido inicial, ficando a pena acomodada em 04 anos de reclusão em
regime fechado e multa de 10 dias, certo que houve a compensação da
agravante da reincidência com a atenuante da menoridade. A decisão

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transitou em julgado para ambas as partes em 20 de julho de 2010. Foi !
expedido mandado de prisão e Felipe nunca veio a ser preso.
Considerando a questão fática, assinale a afirmativa correta.
a) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória
ocorrerá em 20 de julho de 2016.
b) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória
ocorreu em 20 de julho de 2014.
c) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória
ocorrerá em 20 de julho de 2022.
d) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória
ocorrerá em 20 de novembro de 2015.

44.! (FGV – 2014 – OAB – EXAME DE ORDEM)


Francisco foi condenado por homicídio simples, previsto no Art. 121 do
Código Penal, devendo cumprir pena de seis anos de reclusão. A sentença
penal condenatória transitou em julgado no dia 10 de agosto de 1984. Dias
depois, Francisco foge para o interior do Estado, onde residia, ficando
isolado num sítio. Após a fuga, as autoridades públicas nunca conseguiram
capturá-lo. Francisco procura você como advogado(a) em 10 de janeiro de
2014.
Com relação ao caso narrado, assinale a afirmativa correta
a) Ainda não ocorreu prescrição do crime, tendo em vista que ainda não foi
ultrapassado o prazo de trinta anos requerido pelo Código Penal.
b) Houve prescrição da pretensão executória
c) Não houve prescrição, pois o crime de homicídio simples é imprescritível.
d) Houve prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato, pois
Francisco nunca foi capturado.

45.! (FGV – 2012 – OAB – EXAME DE ORDEM)


No dia 18/10/2005, Eratóstenes praticou um crime de corrupção ativa em
71876141107

transação comercial internacional (Art. 337-B do CP), cuja pena é de 1 a 8


anos e multa. Devidamente investigado, Eratóstenes foi denunciado e, em
20/1/2006, a inicial acusatória foi recebida. O processo teve regular
seguimento e, ao final, o magistrado sentenciou Eratóstenes, condenando-
o à pena de 1 ano de reclusão e ao pagamento de dez dias-multa. A
sentença foi publicada em 7/4/2007. O Ministério Público não interpôs
recurso, tendo, tal sentença, transitado em julgado para a acusação. A
defesa de Eratóstenes, por sua vez, que objetivava sua absolvição, interpôs
sucessivos recursos. Até o dia 15/5/2011, o processo ainda não havia tido
seu definitivo julgamento, ou seja, não houve trânsito em julgado final.
Levando-se em conta as datas descritas e sabendo-se que, de acordo com
o art. 109, incisos III e V, do Código Penal, a prescrição, antes de transitar
em julgado a sentença final, verifica-se em 12 (doze) anos se o máximo da

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pena é superior a quatro e não excede a oito anos e em 4 (quatro) anos se !
o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não exceda a dois,
com base na situação apresentada, é correto afirmar que
a) não houve prescrição da pretensão punitiva nem prescrição da pretensão
executória, pois desde a publicação da sentença não transcorreu lapso de
tempo superior a doze anos.
b) ocorreu prescrição da pretensão punitiva retroativa, pois, após a data
da publicação da sentença e a última data apresentada no enunciado,
transcorreu lapso de tempo superior a 4 anos.
c) ocorreu prescrição da pretensão punitiva superveniente, que pressupõe
o trânsito em julgado para a acusação e leva em conta a pena
concretamente imposta na sentença.
d) não houve prescrição da pretensão punitiva, pois, como ainda não
ocorreu o trânsito em julgado final, deve-se levar em conta a teoria da pior
hipótese, de modo que a prescrição, se houvesse, somente ocorreria doze
anos após a data do fato.

46.! (FGV – 2010 – OAB – EXAME DE ORDEM)


A respeito do regime legal da prescrição no Código Penal, tendo por base
ocorrência do fato na data de hoje, assinale a alternativa correta.
a) A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado
para a acusação, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em nenhuma
hipótese, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa.
b) A prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 (dois) anos,
independentemente do prazo estabelecido para a prescrição da pena de
liberdade aplicada cumulativamente
c) Se o réu citado por edital permanece revel e não constitui advogado, fica
suspenso o processo, mantendo-se em curso o prazo prescricional, que
passa a ser computado pelo dobro da pena máxima cominada ao crime.
d) São causas interruptivas do curso da prescrição previstas no Código
Penal, dentre outras, o recebimento da denúncia ou da queixa, a pronúncia,
71876141107

a publicação da sentença condenatória ou absolutória recorrível.

5.! EXERCÍCIOS COMENTADOS

01.! (FUNCAB – 2013 – PC-ES – ESCRIVÃO DE POLÍCIA)


No tocante às causas de extinção da punibilidade, pode-se dizer que
a anistia:
a) é individual, opera efeitos ex nunc, pode ocorrer antes da
sentença final.

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b) é geral ou parcial, opera efeitos ex nunc, pode ocorrer depois da !
sentença final.
c) opera efeitos ex tunc, pode ser condicionada ou incondicionada,
geral ou parcial.
d) pode ser aplicada aos crimes de tortura.
e) atualmente pode ser aplicada aos crimes hediondos.
COMENTÁRIOS: A anistia pode ser concedida pelo Poder Legislativo, a
qualquer momento (inclusive após a sentença penal condenatória
transitada em julgado).
A anistia pode ser, ainda:
•! Irrestrita ou restrita – Será irrestrita quando se dirigir a todos
os agentes. Será restrita quando exigir do agente determinada
qualidade específica (ser primário, por exemplo).
•! Incondicionada ou condicionada – Será incondicionada
quando não impuser nenhuma condição. Será condicionada
quando impuser uma condição para sua validade (Como, por
exemplo, a reparação do dano causado).
•! Comum ou especial – A primeira é destinada a crimes comuns,
e a segunda é destinada a crimes políticos.
Por fim, a anistia possui efeitos EX TUNC, ou seja, efeitos que retroagem,
afetando o fato criminoso praticado, que passa a ser considerado
“anistiado” (perdoado).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

02.! (FUNCAB – 2013 – PC-ES – ASSISTENTE SOCIAL)


Segundo o Código Penal, é penalmente inimputável o agente que:
a) por embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não
possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar - se de acordo
comesse entendimento. 71876141107

b) tendo praticado crime culposo, for maior do que 70 anos quando


da execução da sentença penal condenatória.
c) praticar o crime movido por violenta emoção ou paixão, desde
que causadas pela vítima na imediata ocasião anterior ao crime.
d) por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou
retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente
incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar - se
de acordo comesse entendimento.
e) em virtude de perturbação de saúde mental ou por
desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era
inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.

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COMENTÁRIOS: Das alternativas apresentadas, apenas a letra D é uma !
causa de inimputabilidade penal, nos termos do art. 26 do CP:
Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento
mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão,
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se
de acordo com esse entendimento. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
As alternativas A e E estão erradas, pois dizem que o agente não era
“plenamente capaz” de entender o caráter ilícito do fato. Isso não gera
inimputabilidade penal. É necessário que o agente seja INTEIRAMENTE
INCAPAZ (0% de capacidade).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

03.! (FUNCAB – 2012 – MPE-RO – ANALISTA PROCESSUAL)


Sobre a prescrição no direito penal, é correto afirmar:
a) A prescrição da pena de multa ocorrerá no prazo de um (1) ano.
b) Seus prazos serão reduzidos pela metade, caso o réu seja idoso
(idade superior a 60 anos).
c) Em caso de evasão do condenado, seu prazo se regula pelo tempo
restante da pena.
d) Antes do trânsito em julgado da sentença final não corre prazo
de prescrição.
e) Nos crimes tentados, começa a correr da data do início da
atividade criminosa.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: A prescrição da pena de multa ocorrerá em dois anos (se for
isoladamente cominada ou aplicada), ou no mesmo prazo previsto para a
prescrição da pena privativa de liberdade, quando cumulativamente
aplicada ou alternativamente ou cumulativamente cominada, nos termos
do art. 114 do CP.
B) ERRADA: Os prazos serão reduzidos pela metade quando o réu era
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menor de 21 anos na data do fato ou maior de 70 anos na data da sentença,


conforme art. 115 do CP.
C) CORRETA: Esta é a previsão contida no art. 113 do CP:
Prescrição no caso de evasão do condenado ou de revogação do livramento
condicional
Art. 113 - No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento
condicional, a prescrição é regulada pelo tempo que resta da pena. (Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
D) ERRADA: Item errado, pois antes do trânsito em julgado corre a
prescrição da pretensão punitiva.
E) ERRADA: Nos crimes tentados a prescrição começa a correr quando
cessa a atividade criminosa, nos termos do art. 111, II do CP.

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Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C. !

04.! (FCC – 2015 – TRE-AP – ANALISTA JUDICIÁRIO)


Maria é aprovada no vestibular para uma determinada Universidade
Federal. No dia da matrícula, Maria, caloura, é recebida pelos alunos
veteranos da universidade e submetida a um trote acadêmico
violento. Além de outras coisas que foi obrigada a fazer, Maria foi
amarrada em uma cadeira de bar e obrigada a ingerir bebida
alcoólica até ficar completamente embriagada e sem qualquer
possibilidade de entender o caráter ilícito de um fato ou de
determinar-se de acordo com este entendimento. Maria é liberada
do trote e sai do bar, dirigindo-se até o seu veículo que estava
estacionado em via pública, sem conseguir movimentá-lo.
Abordada por policiais, desacatou-os. Neste caso, no que concerne
ao crime de desacato,
(A) terá a pena reduzida de um a dois terços.
(B) estará isenta de pena.
(C) terá a pena reduzida de metade.
(D) terá a pena reduzida em 1/6.
(E) terá a pena aumentada de 1/3.
COMENTÁRIOS: No caso em tela Maria estará isenta de pena, pois é
considerada inimputável neste caso. A embriaguez completa, desde que
proveniente de caso fortuito ou força maior (como foi o caso), exclui a
imputabilidade penal, nos termos do art. 28, §1º do CP, desde que o agente
seja, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender
o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.
!
05.! (FCC – 2014 – TRF4 – OFICIAL DE JUSTIÇA)
No direito brasileiro legislado, desde que subtraia por completo o
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entendimento da ilicitude ou a determinação por ela, a embriaguez


terá, genericamente, o condão de excluir total ou parcialmente a
imputabilidade penal quando for
(A) não preordenada.
(B) oriunda de culpa consciente.
(C) oriunda de culpa inconsciente.
(D) oriunda de caso fortuito.
(E) não premeditada.
COMENTÁRIOS: A embriaguez somente pode excluir total ou parcialmente
a imputabilidade penal quando for oriunda de caso fortuito ou força maior,
nos termos do art. 28, §§1º e 2º do CP:

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Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: (Redação dada pela Lei nº 7.209,!
de 11.7.1984)
(...)
§ 1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente
de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão,
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se
de acordo com esse entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
§ 2º - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por
embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao
tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito
do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.(Redação dada
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

06.! (FCC – 2014 – TJ-CE – JUIZ)


Na coação moral irresistível, há exclusão da
a) antijuridicidade.
b) culpabilidade, por inimputabilidade.
c) culpabilidade, por não exigibilidade de conduta diversa.
d) tipicidade.
e) culpabilidade, por impossibilidade de conhecimento da ilicitude.
COMENTÁRIOS: A coação MORAL irresistível exclui a culpabilidade, por
inexigibilidade de conduta diversa. Vejamos o art. 22 do CP:
Coação irresistível e obediência hierárquica (Redação dada pela Lei nº 7.209,
de 11.7.1984)
Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência
a ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o
autor da coação ou da ordem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Embora o artigo fale apenas em coação irresistível, somente a coação
MORAL irresistível exclui a culpabilidade. A coação FÍSICA irresistível exclui
o fato típico, pois não há um dos elementos, que é a conduta, por ausência
de vontade. 71876141107

PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

07.! (FCC – 2014 – CÂMARA MUNICIPAL-SP – PROCURADOR


LEGISLATIVO)
Há uma crítica doutrinária bastante conhecida e frequente ao
fundamento teórico da punição, no direito brasileiro, dos crimes
cometidos em estado de embriaguez. Pode-se sintetizá-la
afirmando que essa punição, ao fundar-se na teoria
a) da equivalência dos antecedentes causais, simplesmente
equaliza as diversas modalidades de embriaguez, não permitindo
uma justa diferenciação de seus variados graus de reprovabilidade.

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b) objetiva pura alemã, não considera as diversas situações !
subjetivas desencadeantes da embriaguez, e, por consequência,
não propicia a devida diferenciação entre seus variados graus de
reprovabilidade.
c) da actio libera in causa, não é facilmente extensível aos casos de
embriaguez não preordenada ou mesmo meramente culposa,
propiciando-se, eventualmente, situações de responsabilização
penal estritamente objetiva.
d) puramente normativa da culpabilidade (Welzel), esvazia o juízo
da consciência da ilicitude que, de efetivo e concreto, se torna
puramente exigível e potencial, respondendo o agente
indistintamente pelo crime, ainda que compreensivelmente não
tivesse condições ou razões reais para não se embriagar nas
circunstâncias em que o fato se deu.
e) monista temperada, acaba comportando situações graves de
impunidade, notadamente nos crimes cometidos com culpa
consciente e limítrofes ao dolo eventual.
COMENTÁRIOS: O item correto é o da letra C. Isso porque o Brasil adotou
a teoria da actio libera in causa, segundo a qual o agente deve ser punido
pelo crime praticado em estado de embriaguez se ele se colocou livremente
nessa situação (ainda que culposamente ou sem intenção de praticar
crimes). Tal teoria prega que embora não haja imputabilidade no momento
do crime, existia livre consciência no momento da embriaguez, ou seja, a
ação era consciente “na causa” (a embriaguez).
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

08.! (FCC – 2013 – TJ-PE – TITULAR NOTARIAL)


A inimputabilidade por peculiaridade mental ou etária exclui da
conduta a
a) tipicidade.
b) tipicidade e a antijuridicidade, respectivamente.
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c) antijuridicidade.
d) antijuridicidade e a culpabilidade, respectivamente.
e) culpabilidade.
COMENTÁRIOS: A inimputabilidade por doença mental ou em razão da
idade gera exclusão da culpabilidade, por ser a inimputabilidade um
elemento da culpabilidade que, por sua vez, é o terceiro elemento na
divisão analítica do crime.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

09.! (FCC – 2012 – TRF5 – ANALISTA JUDICIÁRIO)

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Em matéria penal, a embriaguez incompleta, resultante de caso !
fortuito ou de força maior,
a) não suprime a imputabilidade penal, mas diminui a capacidade
de entendimento gerando uma causa geral de diminuição de pena.
b) não exclui, nem diminui, a imputabilidade penal, não operando
qualquer efeito na aplicação da pena.
c) é hipótese de elisão da imputabilidade penal porque afeta a
capacidade de compreensão, tornando o agente isento de pena.
d) não exclui, nem diminui, a imputabilidade penal, servindo como
circunstância agravante.
e) embora não suprima a imputabilidade penal, é censurável, e
serve como circunstância agravante.
COMENTÁRIOS: Tal embriaguez NÃO exclui a imputabilidade penal, pois
não é completa. Contudo, é causa de diminuição de pena. Vejamos:
Art. 28 (...)
§ 2º - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por
embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao
tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito
do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.(Redação dada
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

10.! (FCC – 2014 – SEFAZ/PE – AUDITOR)


Na lei penal brasileira, NÃO é causa extintiva da punibilidade
(A) a retratação cabal do querelado, antes da sentença, na calúnia
e na difamação.
(B) o perdão judicial, no peculato mediante erro de outrem.
(C) a reparação integral do dano, no peculato culposo, quando
precedente à sentença irrecorrível.
(D) a retratação ou declaração da verdade, antes da sentença no
processo em que ocorreu o ilícito, no falso testemunho ou falsa
71876141107

perícia.
(E) a declaração, confissão e o pagamento espontâneos das
contribuições, valores, importâncias e informações devidas à
previdência social, na forma definida em lei ou regulamento, antes
do início da ação fiscal, na apropriação indébita previdenciária.
COMENTÁRIOS: A resposta da questão é letra B. Não há, na Lei Penal,
qualquer previsão de extinção da punibilidade pelo perdão judicial em
relação ao crime de peculato mediante erro de outrem.
Por outro lado, a previsão de extinção da punibilidade específica em relação
aos crimes contra a honra, pela retratação do agente, possui fundamento
nos arts. 107, VI c/c 143 do CP.

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A reparação integral do dano, no peculato culposo, também gera extinção !
da punibilidade, desde que seja anterior à sentença irrecorrível, nos termos
do art. 312, §3º do CP.
Da mesma forma, o art. 342, §2° do CP prevê que, em relação ao delito de
falso testemunho ou falsa perícia, caso o agente se retrate ou declare a
verdade antes da sentença, no próprio processo em que ocorreu o crime,
o fato deixa de ser punível (extinção da punibilidade).
Por fim, no crime de apropriação indébita previdenciária, a declaração,
confissão e o pagamento espontâneos das contribuições, valores,
importâncias e informações devidas à previdência social, na forma definida
em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal, gera a extinção da
punibilidade, conforme consta no art. 168-A, §2° do CP.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

11.! (FCC – 2014 – TRF3 – TÉCNICO JUDICIÁRIO)


Segundo o entendimento jurisprudencial dominante, não tem como
extinguir a punibilidade.
a) a morte do agente ocorrida após o trânsito em julgado da
condenação.
b) a morte do agente ocorrida antes do trânsito em julgado da
condenação.
c) o indulto natalino.
d) a prescrição antecipada.
e) o perdão judicial, em crime culposo.
COMENTÁRIOS: Dentre as hipóteses trazidas, apenas a “prescrição
antecipada” (ou prescrição “virtual”) não é admitida. Isso porque surgiu na
Doutrina, e na praxe forense, uma tese segundo a qual o Julgador
“imaginava” qual seria a pena a ser aplicada ao acusado (levando em conta
os motivos do crime, reincidência, etc.) e, com base nesta pena
“hipotética”, o Juiz calculava o prazo prescricional (que é regulado pela
pena em concreto, quando há o trânsito em julgado para a acusação).
71876141107

Contudo, como o Direito não é um exercício de “adivinhação”, os Tribunais


rechaçaram esta tese.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

12.! (FCC – 2014 – TRF3 – ANALISTA JUDICIÁRIO)


NÃO é causa extintiva da punibilidade:
a) prescrição, após o lançamento do tributo.
b) morte do agente, após definitiva a condenação.
c) retratação do querelado, na calúnia contra os mortos
d) perempção, na ação penal privada subsidiária da pública.
e) perdão judicial, na apropriação indébita previdenciária.
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COMENTÁRIOS: Cuidado! Esta é uma pegadinha clássica. A perempção ! é
instituto que só se aplica nas ações penais EXCLUSIVAMENTE privadas. A
ação penal privada subsidiária da pública, como o próprio nome diz, é uma
exceção, já que o processo deveria ser de ação pública. A ação privada
subsidiária não admite os benefícios próprios da ação penal privada
exclusiva, como perdão do ofendido, perempção, etc.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

13.! (FCC – 2015 – TJ-RR – JUIZ)


Constituem causas de extinção da punibilidade que se relacionam
com a ação penal pública condicionada
a) a perempção e o perdão do ofendido.
b) a decadência e a perempção.
c) o perdão do ofendido e a composição homologada dos danos civis
no juizado especial criminal.
d) a decadência e o perdão do ofendido.
e) a composição homologada dos danos civis no juizado especial
criminal e a decadência.
COMENTÁRIOS: Dentre as alternativas apresentadas apenas a letra E
corresponde a uma hipótese de extinção da punibilidade que se relaciona à
ação penal pública CONDICIONADA. Isso porque, nos Juizados Especiais, a
composição civil dos danos (acordo entre infrator e vítima) devidamente
homologada acarreta a renúncia ao direito de representação, caso seja
crime de ação pública condicionada, nos termos do art. 74, § único da Lei
9.099/95.
A decadência, o perdão do ofendido e a perempção são todos institutos que
se relacionam à ação penal PRIVADA (a decadência, porém, pode se dar
também em relação ao direito de representação na ação penal pública
condicionada).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
71876141107

14.! (FCC – 2015 – TJ-PE – JUIZ)


A prescrição retroativa,
a) modalidade de prescrição da pretensão executória, é regulada
pela pena aplicada, não podendo ter por termo inicial data anterior
à da denúncia ou queixa.
b) modalidade de prescrição da pretensão executória, é regulada
pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime e
pode ocorrer entre o recebimento da denúncia e a publicação da
sentença condenatória transitada em julgado para a acusação.

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c) modalidade de prescrição da pretensão punitiva, é regulada pelo !
máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, não
podendo ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou queixa.
d) antes prevista como forma de prescrição da pretensão punitiva,
foi abolida por recente reforma legislativa.
e) modalidade de prescrição da pretensão punitiva, é regulada pela
pena aplicada e pode ocorrer entre o recebimento da denúncia e a
publicação da sentença condenatória transitada em julgado para a
acusação.
COMENTÁRIOS: A prescrição retroativa é modalidade de prescrição da
pretensão PUNITIVA. Trata-se de prescrição regulada pela pena APLICADA
e pode ocorrer entre o recebimento da denúncia e a publicação da sentença
condenatória transitada em julgado para a acusação, nos termos do art.
110, §1º do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.
!
15.! (FCC – 2005 – PGE/SE – PROCURADOR DE ESTADO)
A perda do direito de representar ou de oferecer queixa, em razão
do decurso do prazo fixado para o seu exercício, e o de continuar a
movimentar a ação penal privada, causada pela inércia processual
do querelante, configuram, respectivamente,
A) prescrição e perempção.
B) perempção e decadência.
C) prescrição e decadência.
D) decadência e perempção.
E) decadência e prescrição.
COMENTÁRIOS: A perda do direito de representar ou oferecer a queixa
ocorre pelo fenômeno da decadência, que ocorre quando o ofendido não
pratica o ato no prazo de seis meses a contar do dia em que teve ciência
da autoria do delito, nos termos do art. 38 do CPP. Por sua vez, a perda do
direito de prosseguir na ação penal em razão da inércia do querelante
71876141107

traduz o fenômeno da perempção, nos termos do art. 60 do CPP.


ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

16.! (FCC – 2011 – TCE-SP – PROCURADOR)


Constitui causa de exclusão da culpabilidade
A) a embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força
maior, em virtude da impossibilidade de o agente conhecer a
ilicitude do fato.
B) o erro sobre a ilicitude do fato, em decorrência da não
imputabilidade do agente. !

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C) a doença mental ou o desenvolvimento mental incompleto ou !
retardado, em função de não se poder exigir conduta diversa do
agente.
D) a menoridade, em virtude da impossibilidade de o agente
conhecer a ilicitude do fato.
E) a coação moral irresistível, em função de não se poder exigir
conduta diversa do agente.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: Como vimos no art. 28, § 1° do CP a embriaguez fortuita
completa só exclui a culpabilidade quando o agente for inteiramente
incapaz de compreender o caráter ilícito da conduta ou de determinar-se
conforme este entendimento, consequência esta que é possível, mas não
inerente à embriaguez completa.
B) ERRADA: Pois nem sempre o erro sobre a ilicitude exclui a culpabilidade.
Esse erro deverá ser escusável. Mais, ainda que exclua a culpabilidade, não
será por falta de imputabilidade, mas por ausência de potencial consciência
da ilicitude. CUIDADO!
C) ERRADA: A simples presença da doença não exclui a culpabilidade. Como
vimos, o Brasil adotou o critério biopsicológico, sendo necessário que, além
da doença, fique provado que o agente não era capaz de entender o caráter
ilícito da conduta.
D) ERRADA: A menoridade, de fato, exclui a culpabilidade, mas não pela
ausência de potencial consciência da ilicitude, como diz a questão, mas por
ausência de imputabilidade, num critério meramente biológico.
E) CORRETA: A coação moral irresistível exclui a culpabilidade, pois, nas
circunstâncias, não se podia exigir do agente que se comportasse conforme
o Direito.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

17.! (FCC – 2008 – TCE/AL – PROCURADOR)


O erro sobre a ilicitude do fato 71876141107

A) exclui o dolo, mas permite a punição por crime culposo, se


previsto em lei.
B) reflete na culpabilidade, sempre isentando de pena.
C) exclui o dolo e a culpa.
D) reflete na culpabilidade, de modo a excluí-la ou atenuá-la.
E) extingue a punibilidade
COMENTÁRIOS:
A) ERRADO: O erro que exclui o dolo é o erro de tipo, e permite a punição
por crime culposo se se tratar de erro inescusável.

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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
B) ERRADO: Embora reflita na culpabilidade, nem sempre isenta de pena, !
apenas quando se tratar de erro de proibição escusável, ou seja, o agente
não tinha condições de entender o caráter ilícito de sua conduta.
C) ERRADO: O erro sobre a ilicitude age na culpabilidade, logo, não tem a
ver com dolo e culpa, que são elementos da conduta e, portanto, do fato
típico.
D) CORRETA: O erro de proibição reflete na culpabilidade, e a exclui quando
for erro escusável. Quando for erro inescusável, porém, atenua a
culpabilidade do agente e, por conseqüência, a pena aplicável.
E) ERRADA: A extinção da punibilidade pressupõe a sua existência. Desta
forma, a alternativa está errada.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

18.! (FCC – 2008 – TCE/AL – PROCURADOR)


A coação moral irresistível e a obediência hierárquica são causas
de exclusão da
A) culpabilidade.
B) antijuridicidade.
C) ilicitude.
D) tipicidade.
E) punibilidade.
COMENTÁRIOS:
A) CORRETA: Trata-se de causas em que não há um dos elementos da
culpabilidade, que é a inexigibilidade de conduta diversa. Assim, a
alternativa está correta.
B) ERRADA: Como vimos, as causas que excluem a ilicitude são: a) estado
de necessidade; b) legítima defesa; c) exercício regular de um direito; d)
estrito cumprimento do dever legal.
C) ERRADA: A ilicitude é sinônimo de antijuridicidade, portanto, está
incorreta, nos termos do comentário à alternativa B.
71876141107

D) ERRADA: A exigibilidade de conduta diversa é um dos elementos da


culpabilidade, não da tipicidade, motivo pelo qual a questão está incorreta,
já que a tipicidade é meramente o juízo de subsunção entre o fato cometido
e a hipótese legal incriminadora, que faz surgir a presunção de ilicitude.
E) ERRADA: Ocorrendo uma dessas circunstâncias, a culpabilidade resta
afastada, de forma que o crime não existe (pois a culpabilidade é um de
seus elementos). Assim, não surge o poder de punir do Estado
(punibilidade).
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

19.! (FCC – 2010 – MPE-SE – ANALISTA – DIREITO)

(98∆Ε#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!6Κ!()!21!
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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
Desenvolvimento mental incompleto ou retardado, embriaguez !
decorrente de caso fortuito e menoridade constituem, dentre
outras, excludentes de
A) tipicidade
B) ilicitude
C) punibilidade
D) antijuridicidade
E) culpabilidade
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: Constituem hipóteses de exclusão da culpabilidade, em razão
da ausência de imputabilidade do agente, nos termos dos arts. 26, 27 e 28
do CP.
B) ERRADA: Constituem hipóteses de exclusão da culpabilidade, em razão
da ausência de imputabilidade do agente, nos termos dos arts. 26, 27 e 28
do CP.
C) ERRADA: Constituem hipóteses de exclusão da culpabilidade, em razão
da ausência de imputabilidade do agente, nos termos dos arts. 26, 27 e 28
do CP.
D) ERRADA: Constituem hipóteses de exclusão da culpabilidade, em razão
da ausência de imputabilidade do agente, nos termos dos arts. 26, 27 e 28
do CP.
E) CORRETA: Conforme estudamos, se o agente se encontrar em uma
dessas condições, restará excluída a sua culpabilidade, posto que a lei
considera que, nestas hipóteses, o agente não podia entender o caráter
ilícito de sua conduta e se comportar conforme o Direito.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

20.! (FCC – 2011 – TER/AP – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA


JUDICIÁRIA)
Exclui a imputabilidade penal, nos termos preconizados pelo Código
71876141107

Penal,
A) a embriaguez voluntária pelo álcool ou substância de efeitos
análogos.
B) a emoção e a paixão.
C) a embriaguez culposa pelo álcool ou substância de efeitos
análogos.
D) se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, não era
inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.
E) a embriaguez completa proveniente de caso fortuito ou força
maior, se o agente era, ao tempo da ação ou da omissão,

(98∆Ε#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!ΙΛ!()!21!
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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de !
determinar-se de acordo com esse entendimento.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: A embriaguez voluntária não exclui a culpabilidade, em
nenhuma hipótese, nos termos do art. 28, II do CP.
B) ERRADA: Nos termos do art. 28, I do CP, a emoção e a paixão também
não excluem a culpabilidade.
C) ERRADA: A embriaguez culposa, tal qual a voluntária, não exclui a
culpabilidade do agente, nos termos do art. 28, II do CP.
D) ERRADA: Se ele não era inteiramente incapaz de entender o caráter
ilícito do fato, será considerado semi-imputável, mas deverá ser condenado
e sua pena ser diminuída, em razão da menor culpabilidade em relação aos
demais.
E) CORRETA: Nos termos do art. 28, § 1° do CP, se o agente estava
involuntariamente embriagado, de maneira completa, de forma que não
tinha condições de entender o caráter ilícito do fato e se comportar
conforme o Direito, estará excluída sua culpabilidade.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

21.! (FCC – 2011 – TRT 1°RG – TÉCNICO JUDICIÁRIO –


SEGURANÇA)
O erro inevitável sobre a ilicitude do fato
A) isenta o réu de pena.
B) não isenta o réu de pena, mas implica na redução de um sexto a
um terço.
C) não isenta o réu de pena, mas constitui circunstância atenuante.
D) não isenta o réu de pena, nem possibilita a atenuação da pena.
E) exclui a ilicitude do fato.
COMENTÁRIOS:
A) CORRETA: O erro de proibição inevitável (escusável) exclui a
71876141107

culpabilidade, pois o agente, naquelas circunstâncias, não tinha condições


de conhecer o caráter ilícito da conduta.
B) ERRADA: Essa diminuição de pena se aplica ao erro de proibição evitável
(ou inescusável), no qual o agente, mediante algum esforço, poderia
conhecer o caráter ilícito da conduta.
C) ERRADA: Como dito acima, presente o erro de proibição escusável, o
réu estará isento de pena, por ser excluída a culpabilidade.
D) ERRADA: Pois, o erro de proibição inevitável (escusável) exclui a
culpabilidade, pois o agente, naquelas circunstâncias, não tinha condições
de conhecer o caráter ilícito da conduta.
E) ERRADA: A ilicitude do fato nada tem a ver com as verificações acerca
da culpabilidade do agente, diante de determinado erro sobre a licitude ou
(98∆Ε#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!Ι1!()!21!
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não do fato. A ilicitude está ligada ao fato criminoso, enquanto o erro de !
proibição se refere à potencial consciência da ilicitude, que é elemento da
culpabilidade.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

22.! (FCC - 2011 - TRE-AP - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


JUDICIÁRIA)
De acordo com o Código Penal NÃO é causa de extinção da
punibilidade a
A) reparação do dano posterior à sentença irrecorrível no crime de
peculato culposo.
B) morte do agente.
C) anistia.
D) prescrição.
E) retroatividade de lei que não mais considera o fato como
criminoso.
COMENTÁRIOS: As hipóteses de extinção da punibilidade podem ser
genéricas, quando se apliquem a todo e qualquer crime, ou específicas,
quando se destinarem a determinados crimes apenas.
As hipóteses genéricas de extinção da punibilidade estão previstas no art.
107 do CP:
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
I - pela morte do agente;
II - pela anistia, graça ou indulto;
III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso;
IV - pela prescrição, decadência ou perempção;
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de
ação privada;
VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite;
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei.
71876141107

Assim, vemos que as quatro últimas alternativas se amoldam à previsão


legal, constituindo-se causas de extinção da punibilidade, nos termos do
art. 107, I, II, III e IV do CP.
A alternativa “A” cuida de hipótese que não se enquadra no rol das causas
extintivas da punibilidade genéricas. A reparação do dano é causa
específica de extinção da punibilidade, que se aplica no crime de peculato
culposo, mas só ocorre quando a reparação se dá antes da sentença
irrecorrível.
ASSIM, A ALTERNATIVA ERRADA É A LETRA A.

23.! (FCC - 2010 - TCE-RO - AUDITOR)

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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
No tocante às causas de extinção da punibilidade, é correto afirmar!
que
A) a concessão de anistia é atribuição exclusiva do Presidente da
República.
B) o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo da decadência.
C) são previstas exclusivamente na parte geral do Código Penal.
D) a concessão do indulto restabelece a condição de primário do !
beneficiado.
E) é cabível o perdão judicial em qualquer crime.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: A anistia é uma das causas genéricas de extinção da
punibilidade, prevista no art. 107, II do CP. No entanto, a sua concessão
se dá mediante Lei Ordinária (art. 21, XVII e art. 48, VIII da Constituição),
podendo o Projeto de Lei ser de iniciativa de qualquer pessoa.
B) CORRETA: A decadência é uma das hipóteses de extinção da
punibilidade, prevista no art. 107, IV do CP. Nos termos do art. 10 do CP,
contam-se os prazos incluindo-se o dia do começo. Tratando-se o prazo
decadencial de um prazo material (e não um prazo processual), inclui-se o
dia do começo, aplicando-se a regra do art. 10 do CPP;
C) ERRADA: As causas de extinção da punibilidade podem ser genéricas,
quando previstas na parte geral do CP, aplicando-se a todos os crimes,
indistintamente, ou específicas, quando se aplicam a apenas a um ou
alguns crimes, estando previstas, em regra, na parte especial do CP (Ex.:
Crime de peculato culposo e sua hipótese específica de extinção da
punibilidade);
D) ERRADA: Concedido o indulto, estará extinta a punibilidade, mas
permanecem os efeitos secundários da condenação, dentre eles, a condição
de não-primário (ou reincidente) no caso de prática de novo crime.
E) ERRADA: O perdão judicial só é cabível nos crimes expressamente
previstos em Lei para sua admissão, não podendo ser concedido fora destes
casos. 71876141107

É concedido quando o Juiz verificar que as consequências do fato atingiram


o infrator de tal maneira que se torna desnecessária a aplicação da sanção
penal.
Via de regra só é admitido nos crimes culposos, mas nada impede que o
legislador estabeleça alguma hipótese de perdão judicial em crime doloso.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

24.! (FCC - 2007 - TRF-4R - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


JUDICIÁRIA)
São causas extintivas de punibilidade, previstas no Código Penal,
além de outras:

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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
A) renúncia do direito de queixa, nos crimes de ação privada; !e
casamento do agente com a vítima, nos crimes contra os costumes.
B) anistia; perdão judicial, nos casos previstos em lei; morte da
vítima; e decurso do prazo.
C) retroatividade de lei que não mais considera o fato como
criminoso; prescrição, decadência ou perempção; e casamento do
agente com a vítima, nos crimes contra os costumes.
D) morte do agente; anistia, graça ou indulto; retroatividade de lei
que não mais considera o fato como criminoso; e prescrição,
decadência ou perempção.
E) prescrição, decadência, menoridade do agente; morte da vítima;
e agente maior de setenta anos na data do crime.
COMENTÁRIOS: As causas genéricas de extinção da punibilidade estão
previstas no art. 107 do CP:
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
I - pela morte do agente;
II - pela anistia, graça ou indulto;
III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso;
IV - pela prescrição, decadência ou perempção;
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de
ação privada;
VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite;
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei.
Podemos perceber, portanto, que a alternativa D contempla somente
hipóteses em que efetivamente estará extinta a punibilidade, nos termos
do art. 107, I, II, III e IV do CP.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

25.! (FCC - 2007 - TJ-PE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA


ADMINISTRATIVA) 71876141107

Exclui a punibilidade do sujeito do crime


A) o estado de necessidade.
B) a legítima defesa.
C) a embriaguez fortuita.
D) o estrito cumprimento do dever legal.
E) o exercício regular de direito.
COMENTÁRIOS: A legítima defesa, o estado de necessidade, o estrito
cumprimento do dever legal e o exercício regular de direito são causas de
exclusão da ilicitude, nos termos do art. 23, I, II e III do CP:
Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato: (Redação dada pela Lei
nº 7.209, de 11.7.1984)

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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
I - em estado de necessidade; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) !
II - em legítima defesa;(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de
direito.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
A embriaguez fortuita, se completa, exclui a culpabilidade, e não a
punibilidade.
Porém, a banca considerou essa hipótese (embriaguez fortuita) como sendo
a correta, em razão da redação legal, que diz “é isento de pena”. Nos
termos do § 1° do art. 28 do CP:
§ 1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente
de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão,
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se
de acordo com esse entendimento.+,)(∋−./!(∋(∋!0)1∋!2)%!&3!45∗678!()!9954597:;<
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

26.! (FCC - 2011 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - TÉCNICO JUDICIÁRIO -


SEGURANÇA)
O erro inevitável sobre a ilicitude do fato
A) isenta o réu de pena.
B) não isenta o réu de pena, mas implica na redução de um sexto a
um terço.
C) não isenta o réu de pena, mas constitui circunstância atenuante.
D) não isenta o réu de pena, nem possibilita a atenuação da pena.
E) exclui a ilicitude do fato.
COMENTÁRIOS: O erro sobre a ilicitude do fato, ou erro de proibição, é
o fenômeno no qual o agente pratica a conduta supondo tratar-se de
conduta penalmente admitida, quando, na verdade, a conduta é
penalmente típica.
O art. 21 do CP estabelece que, se esse erro for inevitável (ou seja, se
mesmo mediante um esforço intelectual razoável, não fosse realmente
possível saber que era ilícita a conduta), o agente estará isento de pena:
71876141107

Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do


fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto
a um terço. +,)(∋−./!(∋(∋!0)1∋!2)%!&3!45∗678!()!9954597:;<
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

27.! (FCC - 2010 - TRE-AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


ADMINISTRATIVA)
A dispara seu revólver e mata B, acreditando tratar-se de um
animal. A respeito dessa hipótese é correto afirmar que se trata de
A) fato típico, pois o dolo abrangeu todos os elementos objetivos
do tipo.
B) erro de proibição, que exclui a culpabilidade.

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C) erro de proibição, que gera apenas a diminuição da pena, posto !
que inescusável.
D) erro de tipo, que exclui o dolo e a culpa, se escusável.
E) erro quanto à existência de excludente de ilicitude
(descriminante putativa).
COMENTÁRIOS: Na hipótese, não se trata de erro de proibição, pois o
agente não cometeu erro quanto à licitude ou ilicitude da conduta (art. 21
do CP), mas cometeu um erro sobre uma circunstância fática.
Também não há que se falar em fato típico, eis que o agente incidiu em
erro sobre elemento constitutivo do tipo penal do art. 121 (“alguém” =
pessoa humana).
Não há, ainda, hipótese de descriminante putativa, pois o agente não
imaginou estar diante de uma situação que lhe permitisse agir em legítima
defesa, estado de necessidade ou qualquer outra excludente de ilicitude
(pelo menos a questão não disse isso).
Assim, trata-se, como já disse, de erro sobre elemento constitutivo do tipo
penal, ou ERRO DE TIPO, que se for inevitável (ou escusável) exclui o dolo
e a culpa.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

28.! (FCC - 2007 - TRE-MS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


ADMINISTRATIVA)
Considere os exemplos abaixo:
I. Casar-se com pessoa cujo cônjuge foi declarado morto para os
efeitos civis, mas estava vivo.
ERRADA: Nesse caso não há erro de tipo, mas fato atípico, pois se o
cônjuge foi declarado morto para efeitos civis, o casamento anterior não
mais existia, de forma que não há que se falar em crime de bigamia, art.
235 do CP:
Art. 235 - Contrair alguém, sendo casado, novo casamento:
Pena - reclusão, de dois a seis anos.
71876141107

§ 1º - Aquele que, não sendo casado, contrai casamento com pessoa casada,
conhecendo essa circunstância, é punido com reclusão ou detenção, de um a
três anos.
§ 2º - Anulado por qualquer motivo o primeiro casamento, ou o outro por
motivo que não a bigamia, considera-se inexistente o crime.
Assim, não houve prática da conduta prevista no tipo penal mediante
incursão em erro sobre circunstância fática. Simplesmente não foi
praticada a conduta prevista no tipo penal.
II. Aplicar no ferimento do filho ácido corrosivo, supondo que está
utilizado uma pomada.
CORRETA: Aqui, de fato, há a prática da conduta descrita no art. 129 do
CP (lesões corporais). No entanto, essa conduta é praticada mediante erro

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sobre circunstância fática (o agente imagina que o ácido é uma pomada).!
Portanto, é hipótese de erro de tipo.
III. Matar pessoa gravemente enferma, a seu pedido, para livrá-la
de mal incurável, supondo que a eutanásia é permitida.
ERRADA: Aqui temos um caso de erro de proibição, pois o erro do agente
reside não na circunstância fática, que é perfeitamente delimitada, mas
nas consequências penais, pois o agente imagina que sua conduta é
permitida pela lei penal, quando não o é.
IV. Ingerir a gestante substância abortiva, supondo que estava
tomando um calmante.
CORRETA: Nesse caso, embora o agente pratique a conduta descrita no
art. 124 do CP, o faz por estar representando erroneamente uma situação
fática (acreditar que está tomando calmante, quando, na verdade, está
ingerindo substância abortiva):
Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque:
Pena - detenção, de um a três anos.
Havendo, pois, erro fático quanto a elemento constitutivo do tipo penal,
estamos diante de erro de tipo.
Há erro de tipo nas situações indicadas APENAS em
A) I, II e III.
B) I e III.
C) I, III e IV.
D) II e III.
E) II e IV.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

29.! (FCC – 2009 – TJ/PA – OFICIAL DE JUSTIÇA)


O erro de proibição quando escusável exclui a
A) imputabilidade.
B) culpabilidade.
71876141107

C) punibilidade.
D) antijuridicidade.
E) conduta.
COMENTÁRIOS: O erro sobre a ilicitude do fato, ou erro de proibição, é o
fenômeno no qual o agente pratica a conduta supondo tratar-se de conduta
penalmente admitida, quando, na verdade, a conduta é penalmente típica.
O art. 21 do CP estabelece que, se esse erro for inevitável, ou escusável
(ou seja, se mesmo mediante um esforço intelectual razoável, não fosse
realmente possível saber que era ilícita a conduta), o agente estará
isento de pena:

(98∆Ε#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!Ιϑ!()!21!
!∀#∃∀%&∋(∃)∗+∋,∋(−.!/∋012345∋
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! %789:;∋7∋7<79=>=:8?∋=8≅7ΑΒ;Χ8?∋
(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do
!
fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto
a um terço. +,)(∋−./!(∋(∋!0)1∋!2)%!&3!45∗678!()!9954597:;<
Afastando-se, desta forma, a potencial consciência da ilicitude, estará
ausente um dos elementos da culpabilidade, restando esta afastada.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

30.! (FCC – 2012 – DPE-SP – DEFENSOR PÚBLICO)


Em Direito Penal, o erro
a) de tipo, se for invencível, exclui a tipicidade dolosa e a culposa.
b) que recai sobre a existência de situação de fato que justificaria
a ação, tornando-a legítima, é tratado pelo Código Penal como erro
de proibição, excluindo-se, pois, a tipicidade da conduta.
c) de tipo exclui o dolo e a culpa grave, mas não a culpa leve.
d) de proibição é irrelevante para o Direito Penal, pois, nos termos
do caput do art. 21 do Código Penal, "o desconhecimento da lei é
inescusável".
e) de proibição exclui a consciência da ilicitude, que, desde o
advento da teoria finalista, integra o dolo e a culpa.
COMENTÁRIOS:
A) CORRETA: Esta é a previsão do art. 20 do CP:
Erro sobre elementos do tipo+,)(∋−./!(∋(∋!0)1∋!2)%!&3!45∗678!()!9954597:;<
Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o
dolo, mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei. +,)(∋−./!
(∋(∋!0)1∋!2)%!&3!45∗678!()!9954597:;<
Descriminantes putativas+=&>1?≅(/!0)1∋!2)%!&3!45∗678!()!9954597:;<
§ 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas
circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação
legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é
punível como crime culposo.+,)(∋−./!(∋(∋!0)1∋!2)%!&3!45∗678!()!9954597:;<
B) ERRADA: Esse erro pode ser tratado como erro de tipo, não como erro
71876141107

de proibição;
C) ERRADA: Não há diferenciação entre culpa grave e leve, tampouco para
fins de caracterização do erro de tipo;
D) ERRADA: O erro de proibição é RELEVANTE e, caso escusável, ISENTA
DE PENA; Caso inescusável, gera redução de pena, nos termos do art. 21
do CP;
E) ERRADA: De fato, o erro de proibição exclui a potencial consciência da
ilicitude (se escusável), mas esse é um elemento da CULPABILIDADE, não
estando dentro do dolo ou da culpa, que são elementos do FATO TÍPICO.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

(98∆Ε#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!Ι2!()!21!
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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
31.! (FCC – 2012 – TER/SP – ANALISTA JUDICIÁRIO) !
Rubens está sendo processado por crime de peculato, praticado no
dia 03 de fevereiro de 2008, quando tinha 20 anos de idade. A
denúncia foi recebida no dia 05 de junho de 2008. Por sentença
judicial, publicada no Diário Oficial no dia 10 de novembro de 2011,
Rubens foi condenado a cumprir pena de 02 (dois) anos e 06 (seis)
meses de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 10
(dez) dias-multa. A pena privativa de liberdade aplicada pelo
Magistrado foi substituída, na forma do artigo 44, do Código Penal,
por uma pena restritiva de direitos de prestação de serviços à
comunidade, pelo prazo da pena privativa de liberdade aplicada, e
por 10 (dez) dias-multa, no valor unitário mínimo. A sentença
transitou em julgado no dia 1o de janeiro de 2012. Nesse caso, após
o trânsito em julgado, a prescrição para as penalidades aplicadas
ao réu verifica-se no prazo de
a) 02 anos para a pena privativa de liberdade e para as multas.
b) 08 anos para a pena privativa de liberdade e 02 anos para as
multas.
c) 04 anos para a pena privativa de liberdade e para as multas.
d) 04 anos para a pena privativa de liberdade e 02 anos para as
multas.
e) 08 anos para a pena privativa de liberdade e para as multas.
COMENTÁRIOS: Após o trânsito em julgado da sentença penal
condenatória, os prazos prescricionais se regulam pela quantidade de pena
aplicada, e não mais pela pena abstratamente prevista. Vejamos:
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória
regula-se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior,
os quais se aumentam de um terço, se o condenado é reincidente. +,)(∋−./!
(∋(∋!0)1∋!2)%!&3!45∗678!()!9954597:;<
Assim, devemos considerar como parâmetro para cálculo do prazo
prescricional o tempo de pena privativa de liberdade aplicada, ainda que
convertida em restritiva de direitos e multa, pois estas prescrevem no
71876141107

mesmo prazo das penas privativas de liberdade que substituíram:


Art. 109: (...)
Parágrafo único - Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos prazos
previstos para as privativas de liberdade. +,)(∋−./! (∋(∋! 0)1∋! 2)%! &3! 45∗678! ()!
9954597:;<
Art. 114 - A prescrição da pena de multa ocorrerá: +,)(∋−./! (∋(∋! 0)1∋! 2)%! &3!
75∗Α:8!()!935;5977Α<
(...)
II - no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de
liberdade, quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou
cumulativamente aplicada. +=&>1?≅(/!0)1∋!2)%!&3!75∗Α:8!()!935;5977Α<
Assim, considerando como parâmetro o prazo de 2 anos e 6 meses, temos
que a prescrição deve ocorrer em 08 anos. Vejamos:

(98∆Ε#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!ΙΚ!()!21!
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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo! o
disposto no § 1o do art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena
privativa de liberdade cominada ao crime, verificando-se: (Redação dada pela
Lei nº 12.234, de 2010).
(...)
IV - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a
quatro;
Porém, como o infrator possuía menos de 21 anos à época do fato, o prazo
prescricional se conta pela metade, vejamos o art. 115 do CP:
Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso
era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da
sentença, maior de 70 (setenta) anos.+,)(∋−./! (∋(∋! 0)1∋! 2)%! &3! 45∗678! ()!
9954597:;<
Assim, vemos que os prazos prescricionais para ambas as penas serão de
quatro anos (metade de 08 anos).
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

32.! (FCC – 2006 – BCB – PROCURADOR)


O erro sobre a ilicitude do fato
a) reflete na culpabilidade, de modo a excluir a pena ou diminuí-la.
b) exclui o dolo e a culpa.
c) reflete na culpabilidade, sempre isentando de pena.
d) extingue a punilidade.
e) exclui o dolo, mas permite a punção por crime culposo, se
previsto em lei.
COMENTÁRIOS:
O erro sobre a ilicitude do fato, ou ERRO DE PROIBIÇÃO, se caracteriza
como a ausência de conhecimento acerca da proibição do conduta que se
realiza, afetando diretamente a análise da culpabilidade do agente. Pode
ser um erro desculpável ou indesculpável, com consequências diversas.
Se escusável o erro (desculpável) o agente fica isento de pena. Se
71876141107

inescusável (indesculpável), o agente terá a pena reduzida de um sexto a


um terço. Nos termos do art. 21 do CP:
Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O erro sobre a ilicitude do
fato, se inevitável, isenta de pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto
a um terço. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite
sem a consciência da ilicitude do fato, quando lhe era possível, nas
circunstâncias, ter ou atingir essa consciência. (Redação dada pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984)
Portanto, vemos que o erro sobre a ilicitude do fato pode isentar de pena
ou diminuir a pena do agente, a depender do tipo de erro.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
33.! (FCC – 2006 – BCB – PROCURADOR) !
Excluem a ilicitude e a imputabilidade, respectivamente,
a) a obediência hierárquica e a embriaguez acidental completa.
b) a coação moral irresistível e a doença mental.
c) a desistência voluntária e o desenvolvimento mental incompleto.
d) o exercício regular de direito e a menoridade.
COMENTÁRIOS: As causas de exclusão da ilicitude estão previstas no art.
23 do CP. Vejamos:
Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato: (Redação dada pela Lei
nº 7.209, de 11.7.1984)
I - em estado de necessidade; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - em legítima defesa;(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de
direito.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Já as causas legais de exclusão da culpabilidade estão previstas no art. 22
do CP, que determina a exclusão da culpabilidade do agente que pratica o
fato sob coação moral irresistível ou em cumprimento a ordem não
manifestamente ilegal de superior hierárquico. Vejamos:
Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência
a ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o
autor da coação ou da ordem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
No entanto, a menoridade também é considerada causa de exclusão da
culpabilidade, pois gera a inimputabilidade do agente. Vejamos:
Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis,
ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial. (Redação dada
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Assim, a afirmativa que traz respectivamente uma causa de exclusão da
ilicitude e uma causa de exclusão da imputabilidade é a letra D.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

34.! (FCC – 2007 – ISS/SP – AUDITOR-FISCAL TRIBUTÁRIO


71876141107

MUNICIPAL)
São pressupostos da culpabilidade
a) a falta de cuidado, a previsibilidade do resultado e a exigibilidade
de conduta diversa.
b) a imputabilidade, a possibilidade de conhecimento da ilicitude e
a falta de cuidado.
c) a previsibilidade do resultado, a imputabilidade e a falta de
cuidado.
d) a possibilidade de conhecer a ilicitude, a exigibilidade de conduta
diversa e a falta de cuidado.
e) a imputabilidade, a possibilidade de conhecer a ilicitude e a
exigibilidade de conduta diversa.

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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
COMENTÁRIOS: A culpabilidade é um juízo acerca das condições pessoais !
do agente, de forma a aferir se a este pode ser imputado o fato típico e
ilícito.
A Doutrina moderna elenca três elementos para a culpabilidade:
Imputabilidade - O agente deve ser penalmente imputável (Maior de 18
anos e mentalmente são);
Potencial consciência da ilicitude - Deve ser analisado se aquela
pessoa, naquelas circunstâncias, tinha condições de entender que sua
conduta era contrária ao Direito;
Exigibilidade de conduta diversa - Devem ser analisadas as
circunstâncias pessoais e fáticas para se saber se a pessoa que praticou o
fato típico e ilícito se encontrava em condições de agir de outra maneira ou
se não era possível exigir desta pessoa que agisse conforme o Direito.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

35.! (FCC – 2007 – ISS/SP – AUDITOR-FISCAL TRIBUTÁRIO


MUNICIPAL)
A doença mental, a perturbação de saúde mental e o
desenvolvimento mental incompleto ou retardado
a) refletem na culpabilidade, de modo a excluí-la ou a atenuá-la.
b) excluem a ilicitude da conduta.
c) isentam sempre de pena.
d) extinguem a punibilidade.
e) excluem a tipicidade.
COMENTÁRIOS: Todos estes fatores (doença mental, perturbação mental
ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado) interferem
diretamente na culpabilidade do agente, e podem levar à inimputabilidade
(excluindo a culpabilidade) ou à semi-imputabilidade (atenuando a pena).
Vejamos:
Inimputáveis 71876141107

Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento


mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão,
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se
de acordo com esse entendimento. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
Redução de pena
Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente,
em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental
incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.(Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

36.! (FCC – 2008 – PGE/SP – PROCURADOR)


(98∆Ε#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!ϑ3!()!21!
!∀#∃∀%&∋(∃)∗+∋,∋(−.!/∋012345∋
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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
Exclui a culpabilidade, em decorrência da não-imputabilidade, !
a) a emoção.
b) a embriaguez não-acidental.
c) a coação moral irresistível.
d) a menoridade.
e) o erro sobre a ilicitude do fato.
COMENTÁRIOS: A culpabilidade é o Juízo de reprovabilidade acerca do
fato praticado pelo agente. Temos como elemento da culpabilidade:
IMPUTABILIDADE;
POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE;
EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA.
Dentre as afirmativas à disposição, a única que contempla uma causa que
exclui a IMPUTABILIDADE é a letra D, que trata da menoridade. Vejamos:
Art. 27 - Os menores de 18 (dezoito) anos são penalmente inimputáveis,
ficando sujeitos às normas estabelecidas na legislação especial. (Redação dada
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Embora a coação moral irresistível exclua a culpabilidade, nos termos do
art. 22 do CP, não o faz sobre a imputabilidade, mas sobre a exigibilidade
de conduta diversa.
O erro sobre a ilicitude do fato também PODE excluir a culpabilidade, mas
não age sobre a imputabilidade, mas sobre a potencial consciência da
ilicitude, nos termos do art. 21 do CP.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

37.! (FCC – 2007 – MPU – ANALISTA)


Considere:
I. Estado de necessidade.
II. Estrito cumprimento de dever legal.
III. Obediência hierárquica. 71876141107

IV. Exercício regular de um direito.


V. Legítima defesa putativa.
São excludentes da culpabilidade SOMENTE o que se considera em
a) I e V.
b) II e III.
c) III e V.
d) I, II e IV.
e) II, III e IV.
COMENTÁRIOS: As causas excludentes de culpabilidade estão previstas
no art. 22 do CP. Vejamos:

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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
Coação irresistível e obediência hierárquica (Redação dada pela Lei nº 7.209, !
de 11.7.1984)
Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência
a ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o
autor da coação ou da ordem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
No entanto, a legítima defesa putativa também é considerada causa de
exclusão de culpabilidade (embora parte da Doutrina entenda que se trate
de exclusão da ilicitude). A legítima defesa putativa é a conduta na qual o
agente pratica o ato acreditando que está acobertado por uma situação de
legítima defesa, quando, na verdade, não está. Vejamos o que diz o art.
20, §1º do CP:
Art. 20 - (...)
§ 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas
circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação
legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é
punível como crime culposo.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

38.! (FCC – 2007 – ISS/SP – AUDITOR-FISCAL TRIBUTÁRIO


MUNICIPAL)
No que concerne às causas de extinção da punibilidade, é correto
afirmar que
a) a sentença que concede o perdão judicial será considerada para
efeito de reincidência.
b) a perempção constitui a perda do direito de representar ou de
oferecer queixa, em razão do decurso do prazo para o seu exercício.
c) cabe perdão do ofendido na ação penal pública condicionada.
d) a renúncia ao direito de queixa ocorre antes de iniciada a ação
penal privada.
e) o indulto deve ser concedido por lei.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: A sentença que concede o perdão judicial não é considerada
71876141107

para efeitos de reincidência, nos termos do art. 120 do CP:


Art. 120 - A sentença que conceder perdão judicial não será considerada para
efeitos de reincidência. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
B) ERRADA: A perempção é a perda do direito de prosseguir na ação penal
privada em razão de negligência do ofendido na condução da ação. Vejamos
o art. 60 do CPP:
Art. 60. Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-
se-á perempta a ação penal:
I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do
processo durante 30 dias seguidos;
II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não
comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60

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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
(sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado ! o
disposto no art. 36;
III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a
qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o
pedido de condenação nas alegações finais;
IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar
sucessor.

C) ERRADA: O perdão do ofendido só é cabível na ação penal privada.


Vejamos:
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
(...)
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de
ação privada;
D) CORRETA: A renúncia é a manifestação da vítima, nos crimes de ação
privada, declarando não ter interesse em ajuizar a ação penal privada,
renunciando a este direito. Por óbvio, só pode ocorrer até o início da ação
penal, pois após o que poderá ocorrer é o perdão do ofendido;
E) ERRADA: O indulto é benefício que deve ser concedido pelo Presidente
da República, conforme previsto na própria Constituição da República;
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

39.! (FCC – 2012 – TJ/GO – JUIZ)


No tocante à prescrição, é correto afirmar que
a) o dia do começo não se inclui no cômputo do prazo.
b) o prazo é sempre de dois anos no caso de penas restritivas de
direitos.
c) não constitui matéria prejudicial da análise do mérito da ação
penal.
d) incidirá sobre o total da pena, se reconhecido o concurso
material de infrações, e sobre a pena de cada um, isoladamente, se
71876141107

identificado o formal.
e) se regula, em abstrato, pelo máximo da pena cominada, menos
um terço, no caso de imputação de crime tentado.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: O dia do começo se inclui no cômputo do prazo, por se tratar
de prazo material, nos termos do art. 10 do CP;
B) ERRADA: As penas restritivas de direitos prescrevem no mesmo prazo
das penas privativas de liberdade que elas substituíram, nos termos do art.
109, § único do CP;
C) ERRADA: A prescrição é uma matéria prejudicial à análise do mérito, na
medida em que, caso reconhecida, fica impedida a análise do mérito;

(98∆Ε#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!ϑ6!()!21!
!∀#∃∀%&∋(∃)∗+∋,∋(−.!/∋012345∋
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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
D) ERRADA: Incidirá, em qualquer destes casos, sobre a pena de cada um !
deles, isoladamente, nos termos do art. 119 do CP;
E) CORRETA: Como nos crimes tentados aplica-se a pena do crime
consumado com redução de UM A DOIS TERÇOS, a pena máxima cominada
ao crime tentado é a mesma do crime consumado, MENOS UM TERÇO, eis
que mais que isso não será aplicado ao agente, nos termos do art. 14, II
do CP.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

40.! (FCC - 2013 - TJ-PE - JUIZ)


A coação moral irresistível e a obediência hierárquica excluem a
a) tipicidade e a culpabilidade, respectivamente.
b) tipicidade.
c) culpabilidade.
d) culpabilidade e a tipicidade, respectivamente.
e) punibilidade e a ilicitude, respectivamente.
COMENTÁRIOS: Tanto a coação MORAL irresistível quanto a obediência
hierárquica excluem a culpabilidade, conforme prevê o art. 22 do CP:
Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência
a ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o
autor da coação ou da ordem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

41.! (FGV – 2012 – OAB – EXAME DE ORDEM)


Trata-se de causa extintiva da punibilidade consistente na
exclusão, por lei ordinária com efeitos retroativos, de um ou mais
fatos criminosos do campo de incidência do Direito Penal,
a) o indulto individual.
b) a anistia.
c) o indulto coletivo.
71876141107

d) a graça.
COMENTÁRIOS: A anistia é causa de exclusão do fato criminoso, mediante
lei ordinária e com efeitos retroativos. O indulto e a graça são concedidos
pelo Presidente da República.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

42.! (FGV – 2012 – OAB – EXAME DE ORDEM)


Com relação às causas de extinção da punibilidade previstas no
artigo 107 do Código Penal, assinale a alternativa correta.
a) O perdão do ofendido é ato unilateral, prescindindo de anuência
do querelado.

(98∆Ε#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!ϑΙ!()!21!
!∀#∃∀%&∋(∃)∗+∋,∋(−.!/∋012345∋
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(98∆Ε∋#7Α;Α∋∗9;ΦΓ8∋,∋∗ΦΗ;∋2Ι! !
b) Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles !
impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da
conexão.
c) A perempção é causa de extinção de punibilidade exclusiva da
ação penal privada.
d) Em caso de morte do réu, não há falar em extinção da
punibilidade, devendo o juiz absolvê-lo com base no método de
resolução de conflitos do in dubio pro reo.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: O perdão é ato bilateral, e deve ser aceito pelo querelado, nos
termos do art. 106, III do CP.
B) ERRADA: Item errado, nos termos do art. 108, parte final, do CP:
Art. 108 - A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, elemento
constitutivo ou circunstância agravante de outro não se estende a este. Nos
crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles não impede, quanto
aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. (Redação dada pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
C) CORRETA: A perempção é um fenômeno que só se aplica às ações penais
privadas, não sendo aplicável às ações penais públicas.
D) ERRADA: A morte do agente é causa de extinção da punibilidade, nos
termos do art. 107, I do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

43.! (FGV – 2015 – OAB – XVI EXAME DE ORDEM)


Felipe, menor de 21 anos de idade e reincidente, no dia 10 de abril
de 2009, foi preso em flagrante pela prática do crime de roubo. Foi
solto no curso da instrução e acabou condenado em 08 de julho de
2010, nos termos do pedido inicial, ficando a pena acomodada em
04 anos de reclusão em regime fechado e multa de 10 dias, certo
que houve a compensação da agravante da reincidência com a
atenuante da menoridade. A decisão transitou em julgado para
ambas as partes em 20 de julho de 2010. Foi expedido mandado de
71876141107

prisão e Felipe nunca veio a ser preso.


Considerando a questão fática, assinale a afirmativa correta.
a) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão
executória ocorrerá em 20 de julho de 2016.
b) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão
executória ocorreu em 20 de julho de 2014.
c) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão
executória ocorrerá em 20 de julho de 2022.
d) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão
executória ocorrerá em 20 de novembro de 2015.

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COMENTÁRIOS: No caso em tela, a prescrição da pretensão executória !
ocorrerá em 05 anos e quatro meses, contados do trânsito em julgado para
ambas as partes.
Isso porque o prazo prescricional a ser utilizado como parâmetro é o de 08
anos, pois a pena aplicada não supera 04 anos (art. 109, IV do CP).
Além disso, em se tratando de prescrição da pretensão executória de
condenado reincidente, este prazo é aumentado em um terço, nos termos
do art. 110 do CP.
Assim, até agora temos um prazo prescricional de 10 anos e 08 meses (08
anos + 1/3).
Contudo, como o réu era menor de 21 anos na data do fato, este prazo é
reduzido pela metade (art. 115 do CP). Assim, o prazo prescricional será
de 05 anos e 04 meses.
Desta forma, a extinção da punibilidade ocorrerá em 20.11.2015.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

44.! (FGV – 2014 – OAB – EXAME DE ORDEM)


Francisco foi condenado por homicídio simples, previsto no Art. 121
do Código Penal, devendo cumprir pena de seis anos de reclusão. A
sentença penal condenatória transitou em julgado no dia 10 de
agosto de 1984. Dias depois, Francisco foge para o interior do
Estado, onde residia, ficando isolado num sítio. Após a fuga, as
autoridades públicas nunca conseguiram capturá-lo. Francisco
procura você como advogado(a) em 10 de janeiro de 2014.
Com relação ao caso narrado, assinale a afirmativa correta
a) Ainda não ocorreu prescrição do crime, tendo em vista que ainda
não foi ultrapassado o prazo de trinta anos requerido pelo Código
Penal.
b) Houve prescrição da pretensão executória
c) Não houve prescrição, pois o crime de homicídio simples é
imprescritível. 71876141107

d) Houve prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato,


pois Francisco nunca foi capturado.
COMENTÁRIOS: Considerando que o prazo prescricional, aqui, será de 12
anos, pois será utilizada a pena efetivamente aplicada como parâmetro
(arts. 109, III c/c art. 110 do CP), podemos afirmar que já transcorreu
prazo da prescrição da pretensão executória.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

45.! (FGV – 2012 – OAB – EXAME DE ORDEM)


No dia 18/10/2005, Eratóstenes praticou um crime de corrupção
ativa em transação comercial internacional (Art. 337-B do CP), cuja

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pena é de 1 a 8 anos e multa. Devidamente investigado, Eratóstenes !
foi denunciado e, em 20/1/2006, a inicial acusatória foi recebida.
O processo teve regular seguimento e, ao final, o magistrado
sentenciou Eratóstenes, condenando-o à pena de 1 ano de reclusão
e ao pagamento de dez dias-multa. A sentença foi publicada em
7/4/2007. O Ministério Público não interpôs recurso, tendo, tal
sentença, transitado em julgado para a acusação. A defesa de
Eratóstenes, por sua vez, que objetivava sua absolvição, interpôs
sucessivos recursos. Até o dia 15/5/2011, o processo ainda não
havia tido seu definitivo julgamento, ou seja, não houve trânsito
em julgado final. Levando-se em conta as datas descritas e
sabendo-se que, de acordo com o art. 109, incisos III e V, do Código
Penal, a prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final,
verifica-se em 12 (doze) anos se o máximo da pena é superior a
quatro e não excede a oito anos e em 4 (quatro) anos se o máximo
da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não exceda a dois,
com base na situação apresentada, é correto afirmar que
a) não houve prescrição da pretensão punitiva nem prescrição da
pretensão executória, pois desde a publicação da sentença não
transcorreu lapso de tempo superior a doze anos.
b) ocorreu prescrição da pretensão punitiva retroativa, pois, após
a data da publicação da sentença e a última data apresentada no
enunciado, transcorreu lapso de tempo superior a 4 anos.
c) ocorreu prescrição da pretensão punitiva superveniente, que
pressupõe o trânsito em julgado para a acusação e leva em conta a
pena concretamente imposta na sentença.
d) não houve prescrição da pretensão punitiva, pois, como ainda
não ocorreu o trânsito em julgado final, deve-se levar em conta a
teoria da pior hipótese, de modo que a prescrição, se houvesse,
somente ocorreria doze anos após a data do fato.
COMENTÁRIOS: No caso em tela ocorreu a prescrição da pretensão
punitiva superveniente, que ocorre entre o trânsito em julgado para a
acusação e o trânsito em julgado para ambas as partes.
71876141107

Tal modalidade de prescrição leva em conta a pena efetivamente aplicada,


que não mais poderá ser majorada, dado o trânsito em julgado para a
acusação. Como a pena aplicada foi de um ano de reclusão, o prazo
prescricional será de 04 anos, nos termos do art. 110, §1º do CP.
Entre o trânsito em julgado para a acusação e a data citada na narrativa já
havia transcorrido mais de 04 anos, motivo pelo qual deve ser reconhecida
a prescrição da pretensão punitiva superveniente.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

46.! (FGV – 2010 – OAB – EXAME DE ORDEM)

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A respeito do regime legal da prescrição no Código Penal, tendo por !
base ocorrência do fato na data de hoje, assinale a alternativa
correta.
a) A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em
julgado para a acusação, regula-se pela pena aplicada, não
podendo, em nenhuma hipótese, ter por termo inicial data anterior
à da denúncia ou queixa.
b) A prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 (dois) anos,
independentemente do prazo estabelecido para a prescrição da
pena de liberdade aplicada cumulativamente
c) Se o réu citado por edital permanece revel e não constitui
advogado, fica suspenso o processo, mantendo-se em curso o prazo
prescricional, que passa a ser computado pelo dobro da pena
máxima cominada ao crime.
d) São causas interruptivas do curso da prescrição previstas no
Código Penal, dentre outras, o recebimento da denúncia ou da
queixa, a pronúncia, a publicação da sentença condenatória ou
absolutória recorrível.
COMENTÁRIOS:
A) CORRETA: Esta é a exata previsão do art. 110, §1º do CP.
B) ERRADA: No caso de a multa ser aplicada cumulativamente com pena
privativa de liberdade, prescreverá no mesmo prazo desta, nos termos do
art. 114, II do CP.
C) ERRADA: Se o réu for citado por edital e não comparecer, nem constituir
advogado, ficarão suspensos tanto o processo quanto o curso do prazo
prescricional, nos termos do art. 366 do CPP.
D) ERRADA: Item errado, pois a publicação da sentença ABSOLUTÓRIA
recorrível não interrompe a prescrição, nos termos do art. 117 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

6.! GABARITO 71876141107

1.! ALTERNATIVA C
2.! ALTERNATIVA D
3.! ALTERNATIVA C
4.! ALTERNATIVA B
5.! ALTERNATIVA D
6.! ALTERNATIVA C
7.! ALTERNATIVA C

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8.! ALTERNATIVA E !
9.! ALTERNATIVA A
10.! ALTERNATIVA B
11.! ALTERNATIVA D
12.! ALTERNATIVA D
13.! ALTERNATIVA E
14.! ALTERNATIVA E
15.! ALTERNATIVA D
16.! ALTERNATIVA E
17.! ALTERNATIVA D
18.! ALTERNATIVA A
19.! ALTERNATIVA E
20.! ALTERNATIVA E
21.! ALTERNATIVA A
22.! ALTERNATIVA A
23.! ALTERNATIVA B
24.! ALTERNATIVA D
25.! ALTERNATIVA C
26.! ALTERNATIVA A
27.! ALTERNATIVA D
28.! ALTERNATIVA E
29.! ALTERNATIVA B
30.! ALTERNATIVA A
31.! ALTERNATIVA C
32.! ALTERNATIVA A
33.! ALTERNATIVA D
34.! ALTERNATIVA E
35.! ALTERNATIVA A
36.! ALTERNATIVA D 71876141107

37.! ALTERNATIVA C
38.! ALTERNATIVA D
39.! ALTERNATIVA E
40.! ALTERNATIVA C
41.! ALTERNATIVA B
42.! ALTERNATIVA C
43.! ALTERNATIVA D
44.! ALTERNATIVA B
45.! ALTERNATIVA C
46.! ALTERNATIVA A

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