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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

AVM FACULDADE INTEGRADA

Programa Especial de Formação

Pedagógica para Docentes

RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO

Por: Cíntia Schneider Valverde de Medeiros

Supervisor de Estágio

Prof.a Mary Sue Carvalho Pereira

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Rio de Janeiro, 25 de agosto de 2017.

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

AVM FACULDADE INTEGRADA

Programa Especial de Formação

Pedagógica para Docentes

RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO

Apresentação de relatório de estágio ao Instituto A Vez do Mestre


da Universidade Candido Mendes como requisito parcial para
obtenção do grau de licenciatura em Docência do Ensino
Fundamental e Médio.

Por: Luciane de Castro Tofano

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SUMÁRIO

IDENTIFICAÇÃO DO CONTEXTO 04

SOBRE A INSTITUIÇÃO 05

SOBRE A PARTICIPAÇÃO 08

A PRÁTICA PSICOPEDAGÓGICA 09

CONCLUSÃO 11

REFRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 12

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Identificação do contexto:

Nome da instituição: Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (IEPIC)

Natureza da instituição: Escola Pública Estadual da E.I ao EJA;

Local da instituição: Niterói;

Disciplina do estágio: Docência do Ensino Fundamental e Médio

Prof Regente: Rosimar Miranda Machado e Rosimere da Silva Brito

Semestre/Ano de realização: 2º semestre 2016

Número de horas: 340h

Período de estágio:

Natureza do Estágio: Observação das aulas de Psicologia da Educação.

Turma observada: 1º/2º/3º ano do Curso Normal

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Sobre a instituição

O Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (IEPIC), de Niterói, foi a primeira


instituição brasileira para formação de professores e com tem 182 anos e continua em
atividade. Ela é a mais antiga escola de professores do país. Com a denominação de “Escola
Normal”, foi a primeira escola normal do Brasil e da América, instituída através do Ato n. º 10 de
1º de abril de 1835, da Assembleia Legislativa da Província do Rio de Janeiro, sancionada em
04 de abril de 1835. O IEPIC está locado na Travessa Manoel Continentino, 32, no bairro São
Domingos em Niterói/RJ.

O IEPIC é escola de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e


Adultos. Mas se destaca pelo curso Normal, de nível médio, que conta, hoje, com 1.100
estudantes. A procura pelo curso é alta, de acordo com a diretora do Instituto, Professora Lien
Borges. Ela atribui a grande demanda ao reconhecimento da qualidade e da tradição do IEPIC,
que já em 1835, seu ano de criação, dedicava-se a formar para o magistério.

A denominação de Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho, o IEPIC que


conhecemos, foi adotada em 1965, como homenagem a uma das grandes figuras do
magistério fluminense. Desde o Decreto Nº 2027 de 10 de agosto de 1978, O Instituto de
Educação Professor Ismael Coutinho oferece, através de seus Cursos a Educação Básica.

A Instituição já chegou a possuir cerca de mais de 3.000 alunos distribuídos em quatro


prédios e com separações definidas para seus Segmentos de Ensino.

na sociedade através da necessidade da transmissão de conhecimentos técnicos-


profissionais, que habilitem o educando para o trabalho.
De 1960 a 1964 a Educação passa a ser utilizado como instrumento de transformação da
estrutura social. Nesse período os conceitos de Educação Popular foram elaborados por Paulo
Freire, Ferreira Goulart, entre outros.

“...a pedagogia, como pedagogia humana e libertadora terá dois


momentos distintos. O primeiro, em que os oprimidos vão revelando o
mundo da opressão e vão comprometendo-se na práxis; o segundo, em
que transformada a realidade opressiva, esta pedagogia deixa de ser

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oprimida e passa a ser pedagogia dos homens em processo de
permanente libertação.” (Paulo Freire)

Com essa teoria desenvolveu-se uma nova teoria de alfabetização de adultos no Brasil,
através do Sistema Paulo Freire de educação, que considerava as experiências e vivências do
educando não o considerando como um analfabeto (bestas, idiotas), mas sim um ser que
desconhece o mundo da escrita e por isso é considerado excluído da sociedade.
Segundo Vanilda Paiva, é possível relacionar algumas posições acerca da Alfabetização de
Adultos na história brasileira. Primeiro, a educação de Jovens e Adultos estavam intimamente
relacionadas com o interesse das elites preocupadas com os votos e suas respectivas eleições.
Num outro momento, a preocupação era de educar para mudar as estruturas sociais, que
começavam a ser formuladas da era desenvolvimentista, mas ainda predominava a ideologia
de libertação, através de práticas e metodologias onde a cultura e a educação popular
significavam a possibilidade de transformação social.
A educação enquanto política social do Estado capitalista tem respondido às necessidades
de valorização do capital, ao mesmo tempo em que tem se constituído num instrumento de
emancipação da classe trabalhadora, através do efetivo acesso ao saber socialmente
produzido. No Brasil, o projeto da sociedade na ótica do capital tem atribuído à educação o
papel da formação e qualificação da força do trabalho, como forma de garantia de maior
produtividade demonstrando um vínculo equivocado de educação como o mundo do trabalho
dentro de uma sociedade capitalista.
A Escola Municipal Sítio do Ipê também atende aos estudantes dos anos finais do Ensino
Fundamental, através da modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Inicialmente,
constituíam os grupos de EJA alunos que não tiveram a oportunidade de estudar na idade
adequada. Entretanto, essa realidade tem sido modificada ao passar dos anos com a inserção
de alunos adolescentes com defasagem idade/série que migraram do ensino regular para a
Educação de Jovens e Adultos.
Equivocadamente a escola é considerada sinônimo de empregabilidade e mobilidade
social. Uma face da escola retrata a preferência pelos ricos, e mais recentemente pelas classes
intermediárias, demonstrando que a exclusão das camadas populares vem sendo determinada
concretamente e historicamente pelos interesses concentradores de bens e capital, que
dominam a sociedade. A escola pública no sistema capitalista é direcionada para uma
concepção produtivista, desenvolvendo habilidades de competências, de valores e atitudes
direcionadas à formação de um indivíduo que seja capaz de assegurar a empregabilidade no
mercado de trabalho.
Considerando a teoria marxista, que diz que toda concepção de educação é válida como
um investimento desde que conscientizada como um investimento lucrativo para as empresas
privadas, os investimentos feitos para aprimorar a força de trabalho, sob forma de “qualificação
de mão-de-obra”, devem ser vistas no contexto da produção capitalista. Nesse cenário a força
de trabalho não é qualificada no interesse do trabalhador, para que melhore sua vida, para que

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se torne independente e que se emancipe das relações de trabalho vigente, mas sim para
aprimorar e tornar eficazes as relações de trabalho, ou seja, para reiterar a dependência do
trabalhador.
A escola segue o princípio de que a educação não resolve isoladamente os problemas do
desemprego e que a mesma cumpre um papel ingrato diante à sociedade. Acredita que a
escola pública para o trabalhador deveria ser alegre, competente, séria, democrática e,
sobretudo comprometida com a transformação social, gratuita em todos os níveis e para todos.
Acredita também em uma educação para a formação da consciência critica predominando as
ideias de liberdade. Uma escola que tenha como princípio educativo que possa superar as
dicotomias entre o trabalho manual e intelectual, a teoria e prática, a formação geral e
formação profissional.

Sala de recursos, sala de informática e sala de leitura

A Sala de Recursos, a Sala de Informática e a Sala de Leitura são, também, espaços de


aprendizagem que são utilizadas como espaços pedagógicos diferenciados.
A Sala de Recursos atende aos alunos com necessidades especiais e àqueles que
apresentam dificuldades de aprendizagem.
A Sala de Informática é utilizada tanto como ferramenta pedagógica para o
desenvolvimento das aulas, de acordo com o planejamento dos professores, quanto para
entretenimento pedagógico (ou seja, jogos e atividades que desenvolvem nos alunos
conhecimentos diversos e raciocínio lógico).
A Sala de Leitura disponibiliza livros de Literatura Infantil e Literatura Clássica para
empréstimo e deleite dos alunos, além de ser utilizada como ferramenta pedagógica pelos
professores, sempre com o intuito de fomentar o prazer e o costume pela leitura.

Sobre a participação

A observação foi feita em turmas do 1º/2º/3º ano do Curso NormalEJA nas aulas de língua
portuguesa, com as professoras Rosimar Miranda Machado e Rosimere da Silva Brito.
Além do auxiliei junto aos alunos na realização das atividades propostas, a participação tinha
por objetivo reflexão sobre as práticas que estão sendo neles desenvolvidas, no exercício da
docência, contribuindo de maneira autônoma, crítica, criativa e participativa para a construção
de uma sociedade democrática que valorize o exercício pleno da cidadania com equidade,
solidariedade e justiça social. docentes para atuação no ensino técnico, agregando vivência e
aplicação de ações didático-pedagógicas à experiência profissional inerente a cada
especialidade, com o objetivo de favorecer o processo de ensino e aprendizagem de forma

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contextualizada com o mundo do trabalho, priorizando não somente o desenvolvimento
profissional dos educandos, mas também habilidades relacionadas à construção autônoma do
conhecimento, à preocupação com a sustentabilidade, à inovação e aos avanços tecnológicos,
respeitando os valores e especificidades de cada profissão.

Diferenciais
A abordagem diferenciada deste curso se reflete, principalmente, na relação dinâmica entre
teoria e prática, na apropriação e discussão de inovações tecnológicas, na valorização da
interdisciplinaridade e no tratamento da educação profissional baseada nos novos modos de
organização da produção e valorização das questões socioambientais.

A prática pedagógica:

Tensas relações estão estabelecidas em nossa sociedade. Recentemente elas fazem parte
do universo das escolas e inúmeras vezes são simuladas como harmoniosas ou tratadas como
singulares e normais pelos profissionais da educação. As atitudes e ideias de violência estão
envolvidas em diferentes situações como: discriminação, racismo, bullying e a violência física.
Diante dessa situação torna-se imprescindível o debate sobre as dimensões das relações
sociais na escola e um redimensionamento das políticas públicas de reconhecimento,
valorização e respeito na mesma, daí a importância de se tratar do tema desde a educação
infantil até a Educação de Jovens e Adultos.

Encontra-se na escola:

►ausência da família e dos responsáveis no acompanhamento do desenvolvimento da


aprendizagem dos alunos;

►violência física: brigas, brincadeiras estúpidas, agressões aos colegas, brigas na sala de
aula, no recreio;

►violência emocional: “bullying”;

►violência verbal: palavrões, agressões verbais e ofensas;

►modelos negativos;

►influência negativa da mídia na construção do processo educacional;

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►banalização da violência;

►desrespeito a si e, principalmente, ao próximo;

►ansiedade e insegurança (descredibilidade nos processos e instituições).

Com discussões e projetos bem elaborados, a escola aplica como prática pedagógica
bases de um relacionamento harmonioso , buscando superar os desafios e pontos de apoio
para o processo a ser desencadeado.

Assim, considera como atitudes acertivas:

☺buscar as causas e consequencias das pequenas e grandes agressões entre as crianças e


da falta de cuidados com o espaço físico escolar;

☺reconhecer a existência da falta de comunicação entre escola e comunidade escolar e a


necessidade de valorização e respeito da escola;

☺reconhecer a importância das trocas de informações com os Responsáveis e órgãos da


Secretaria sobre o comportamento e aprendizado dos alunos de forma rápida e de pronto
atendimento;

☺manter a família, responsáveis e órgãos competentes cientes dos problemas existentes e


fazer os encaminhamentos devidos e que estes sejam de fato executados pelos mesmos.

Para diminuir a distância entre a família e a escola, são desenvolvidas as seguintes


ações:

- Projetos com culminância aberta aos pais e comunidade, as quais são definidas no início do
ano letivo, de acordo com o plano anual;

- Convocação dos pais, não só para reclamar, apresentar problemas, mas para dar orientação,
articulando com outras áreas, com palestras e atividades diversificadas e desportivas para os
pais a fim de conscientizá-los e orientá-los a importância da escola e das atividades educativas
e pedagógicas, em encontros acolhedores, na última quarta-feira de cada mês;

- Atividades diversificadas e desportivas inseridas nas atividades pedagógicas da escola;

- Convocação individual dos pais que não comparecem às reuniões coletivas e, sempre que
houver o não comparecimento após convocações consecutivas, o responsável, através do
aluno, é encaminhado ao Conselho Tutelar para que se faça acontecer a responsabilidade que
os pais devem ter em relação aos menores, de acordo com a legislação vigente;

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- Quando necessário, a participação dos alunos na reunião de pais para que eles tenham a
possibilidade de refletir sobre suas ações e se responsabilizar pelos seus atos e
conseqüências;

- Entrevistas individuais com pais e/ou alunos a fim de estreitar os laços de parceria e ampliar
as possibilidades de diagnóstico da realidade dos alunos, sempre que houver necessidade;

- Conscientização dos pais sobre o espaço escolar e os momentos mais adequados para a
comunicação/conversa com os professores para que eles tenham consciência sobre como agir
e transitar no espaço social coletivo, solicitando que os pais agendem com antecedência as
conversas com os professores e/ou pedagogos ;
- Conscientização dos pais e comunidade em relação à inclusão, nos encontros acolhedores;
- Fortalecimento da representatividade dos pais do CEC a fim de legitimar a gestão
democrática, a qual direciona o trabalho dessa unidade.
Para combater a influência negativa da mídia na construção do processo educacional,
são desenvolvidas as seguintes ações:
- Produção artística (música, dança, literatura, teatro, etc.), cultural e “prático-científica” feita
pelos próprios alunos a fim de favorecer o conhecimento das produções artísticas de
relevância, estimulando a criatividade e a construção da arte, de forma contínua;
- Reedição de projetos que já foram realizados e obtiveram sucesso nos anos anteriores, a ser
definido no plano anual.
Para trabalhar com a representatividade e sua relação com a gestão democrática, são
trabalhadas as seguintes ações:
- Os alunos tem a oportunidade de organizar, semestralmente, Eleição de aluno representante
para todos os grupos de referência, com discussões em assembléias, a fim de estimular o
espírito de liderança e a participação efetiva na gestão democrática; essa ação é acompanhada
por orientações gerais e específicas para os alunos representantes;
- A prática da rotina pedagógica e orientações sobre princípios e atitudes adequadas ao
convívio social, as quais acontecem diariamente, a fim de promover o respeito a si mesmo e ao
outro enquanto ser humano. Para tanto, há demanda de realização de atividades pedagógicas
diferenciadas utilizando os espaços da escola além dos tradicionais, da integração e melhor
aproveitamento desses nos projetos pedagógicos, uma melhor comunicação na Unidade
Escolar (visual, escrita) como forma de letramento e processo de construção do conhecimento,
comunicação /interrelação pedagógica entre os grupos e os professores de referência;

- Construção coletiva das regras de convívio dos grupos de referência, de âmbito interno à sala
de aula e demais espaços compartilhados, as quais serão orientadas pelo Regimento Interno
da Unidade Escolar, que foi construído no primeiro semestre de 2013.

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Conclusão

Ao chegar à escola a fim de solicitar a autorização para o estágio fui muito bem recebida
pela pedagoga. Ela levou-me para conhecer as dependências da U.E. e apresentou-me os
professores e demais funcionários. Todos foram bem receptivos. Ela explicou-me ainda
como funcionam os espaços da escola. Fui, então, encaminhada para a sala do
prof.____________________________, sempre muito solícito, que apresentou-me aos
alunos . Minha experiência no primeiro dia de aula foi marcante e apontou como esse
trabalho seria interessante e cheio de desafios! A EJA tem peculiaridades que não podem
ser esquecidas:

Necessidade de trabalhar a auto-estima dos alunos com defasagem de idade e


aprendizagem;

Estabelecimento de relação de confiança entre professor e aluno;

Cuidado com a linguagem infantilizada;

Muitos alunos com dificuldade na linguagem oral e escrita.

Meu objetivo principal foi auxiliar esses jovens a aprenderem a se expressar melhor no
trabalho; a não se intimidar em situações mais formais e a adequar sua fala ao meio onde está
(mais formal, menos formal). Houve o retorno esperado, pois quando a comunidade escolar
está toda envolvida com a prática pedagógica o saber acontece.

Bibliografia:

LIBÂNEO, J. C.; OLIVEIRA, J.F de; TOSCHI. Educação escolar: política, estrutura e
organização. 2. Ed. São Paulo: Cortez, 2005

BRASIL, Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Nº


9394/96.

SAVIANI, Dermerval. Educação e colonização: as idéias pedagógicas nos séculos XVI, XVII,
XVIII 1-12 p.

Projeto Político Pedagógico da Escola Municipal Sítio do Ipê.

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