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Conceitos B asicos de An alise Combinat oria.

´

´

´

Rodrigo Carlos Silva de Lima

rodrigo.uff.math@gmail.com

2

Sumario´

1 Conceitos basicos´

de combinatoria´

1.1

1.2

1.3

1.4

1.5

1.6

Notac¸ oes

Princıpio´

1.2.1 Princıpio´

1.2.2 N umero de subconjuntos com p elementos de um conjunto com

˜

.

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fundamental da contagem

multiplicativo

´

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n elementos

Exemplos: Princıpio´

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1.2.3

Permutac¸ oes

Permutac¸ oes com elementos repetidos

Combinac¸ oes

N umero de soluc¸ oes naturais de x 1 + ··· + x r = n

simples

.

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˜

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Multiplicativo

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˜

˜

˜

´

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3

5

5

7

10

13

14

19

20

24

26

4

SUMARIO´

Capıtulo´

1

Conceitos basicos´

1.1 Notac¸ oes˜

de combinatoria´

5

6

CAPITULO´

1.

CONCEITOS BASICOS´

DE COMBINATORIA´

Esse texto ainda n ao se encontra na sua vers ao final, sendo, por enquanto, cons-

tituıdo´

da parte matem atica ou gramatical eu agradeceria que fossem enviadas para meu

apenas de anotac¸ oes informais. Sugest oes para melhoria do texto, correc¸ oes

˜

˜

˜

˜

˜

´

Email rodrigo.uff.math@gmail.com.

1.2. PRINCIPIO´

FUNDAMENTAL DA CONTAGEM

7

Notac¸ oes˜

Denotamos a pot encia fatorial de passo h, base x e expoente n por x (n,h) , que e

´

ˆ

definida pelo produt orio

´

x (n,h) =

em especial quando h = 1

x (n,1) =

Usamos a definic¸ ao de produto vazio

˜

n1

(x

kh)

k=0

n1

(x

k).

k=0

a1

k=a

f(k) = 1 para qualquer a inteiro.

1.2 Princıpio´

fundamental da contagem

Usaremos que o n umero de elementos de um conjunto finito A e dado por

´

´

kA

f(k) = |A|

onde f(k) = 1k, que simbolizaremos por

kA

1 = |A|,

isso significa que somamos o n umero 1 para cada elemento em A, ao terminar a

soma teremos o seu n umero de elementos.

´

´

Corolario´ 1 (Princıpio´ da adic¸ ao). Se A 1 e A 2 s ao dois
Corolario´
1 (Princıpio´
da adic¸ ao). Se A 1 e A 2 s ao dois conjuntos disjuntos
˜
˜
com p 1 e p 2 elementos ent ao A 1 ∪ A 2 possui p 1 + p 2 elementos. Essa propriedade
˜
e implicac¸ ao direta do somat orio sobre conjunto finito, se A 1 e A 2 s ao disjuntos,
´
˜
´
˜
temos
1 = 1 + 1 = |A 1 | + |A 2 | = p 1 + p 2 .
k∈A 1 ∪A 2
k∈A 1
k∈A 2
Logo se A e B s ao disjuntos
˜
|A ∪ B| = |A| + |B|.

8

CAPITULO´

1.

CONCEITOS BASICOS´

DE COMBINATORIA´

Corolario´ 2. Sejam conjuntos (A k ) n disjuntos , sendo que cada conjunto A
Corolario´
2. Sejam conjuntos (A k ) n disjuntos , sendo que cada conjunto A k
1
n n
possui p k elementos. Ent ao o conjunto dado pela uni
ao ˜ A =
A k possui
˜
p k
k=1
k=1
elementos. Por propriedade de somat orios temos
´
n
n
1 =
1 =
p k .
k∈A
k=1
k∈A k
k=1
Est a propriedade nos diz que se temos conjuntos disjuntos a ent ao
´
˜
|
n n
A k | =
|A k |
k=1
k=1
a E´ como se pud essemos transformar a uni ao em somat orio.
´
˜
´

Propriedade

1. Vale ainda uma propriedade mais geral, sejam A, B con-

juntos finitos e A k uma func¸ ao de B em C tal que possamos escrever A =

˜

uma uni ao disjunta, nessas condic¸ oes vale a propriedade

˜

˜

kB

A k

A = A k |A| = |A k |.

kB

kB

Demonstrac¸ ao˜ . Vamos provar por induc¸ ao sobre o n umero de elementos de

˜

´

e vazio temos que A e vazio, logo n ao tem elementos, sendo zero tamb em o

somat orio, logo nesse caso a propriedade e v alida. Considerando v alida a propriedade

para um conjunto com n elementos, vamos provar para n + 1 elementos. Como B

e finito tem-se uma enumerac¸ ao para os seus elementos, seja ent ao elemento n + 1

denotado por a n+1 , podemos tomar a partic¸

pode ser escrita como

ao

B.

Se B ´

´

´

´

˜

´

´

´

˜

´

˜

ao ˜ de B, B = B {a n+1 }{a n+1 } e a reuni

˜

A = A k =

kB

A k =

kB{a n+1 }{a n+1 }

A k

kB{a n+1 }

k{a n+1 }

A k =

=

kB{a n+1 }

A k A a n+1

tomando agora o m odulo , usando a hip otese da induc¸ ao , e a propriedade j a provada

de que |A B| = |A| + |B|(para conjuntos finitos disjuntos) tem-se

´

´

˜

´

|A| =

kB{a n+1 }

|A k | + |A a n+1 | =

|A k | +

kB{a n+1 }

k{a n+1 }

|A k | =

1.2. PRINCIPIO´

FUNDAMENTAL DA CONTAGEM

=

kB{a n+1 }{a n+1 }

|A k | = |A k |

kB

.
.

9

Propriedade 2. Sejam os conjuntos A com n elementos e B com m elementos

B = {b (k) |k I m }, ent

ao ˜ o produto cartesiano A × B possui m.n elementos.

Demonstrac¸ ao˜ . Definimos A k = A × {b (k) } e temos a propriedade

A × B =

m

k=1

A k

como A k = {(a, b k ) a A} logo tem n elementos e temos

1 =

kA×B

m

k=1

kA k

1 =

m

k=1

n = m.n

.
.

Corolario´ 3. Logo temos que a quantidade de elementos do produto cartesiano

de dois conjuntos A de n elementos e B de m elementos e dado por

´

|A × B| = |A||B| = ( 1)( 1) = m.n.

kA

kB

fundamental da contagem parte I-Propriedade

multiplicativa). Sejam n conjuntos (A k ) n tendo cada A k m k elementos, ent ao o

produto cartesiano

Propriedade

3 (Princıpio´

˜

1

n n

A k possui

m k elementos

k=1

k=1

n

n

k=1


|

A k | =

k=1

|A k |.

Demonstrac¸ ao˜ . Vamos demonstrar por induc¸ ao, para n = 1 temos |A 1 | = |A 1 |

˜

considerando a hip otese

´

vamos provar

n n


|

A k | =

k=1

n+1


|

A k | =

k=1

|A k |

k=1

n+1

|A k |.

k=1

10

CAPITULO´

1.

CONCEITOS BASICOS´

DE COMBINATORIA´

temos que

|

n+1

k=1

A k | = |

n

k=1

A k ×A n+1 | = |B×A n+1 | = |B||A n+1 | = |

1.2.1

Princıpio´

multiplicativo

n

k=1

A k ||A n+1 | =

n n+1

k=1

|A k ||A n+1 | =

k=1

|A k |.

Corolario´

de p modos e qualquer que seja esta escolha a decis ao D 2 pode ser tomada de q

modos, ent ao o n umero de maneiras de se tomarem consecutivamente as decis oes

multiplicativo). Se uma decis ao D 1 pode ser tomada

4 (Princıpio´

´

˜

˜

˜

˜

D 1 e D 2

e ´ igual ao produto p.q .

Exemplo 1. De quantas maneira podemos dar um livro de Filosofia e

Hist oria a uma classe de n pessoas, de modo que os livros sejam dados a pessoas

diferentes ? A primeira opc¸ ao temos n escolhas, para a segunda, n ao contamos a

primeira pessoa escolhida, logo temos n1 escolhas possıveis,´

pessoas.

´

˜

˜

totalizando n(n1)

Exemplo 2. Um n umero e chamado de todo-ımpar´

´

´

se todos os seus alga-

rismos s ao ımpares.´

Os algarismo ımpares´

podem ser um destes 5 n umeros, logo a quantidade total de possibilidades e 5 n .

˜

Quantos n umeros todo-ımpares´

´

de n algarismos existem? .

s ao {1, 3, 5, 7, 9}, sendo 5 n umeros, cada um dos algarismos

˜

´

´

´

Exemplo 3. Jogamos uma moeda n vezes, quantas sequ encias diferentes de

cara e coroa podemos obter? . Temos n escolhas, cada uma com 2 possibilidades,

totalizando 2 n .

ˆ

Propriedade

4. O n umero de pares ordenados (a k , a s ) tal que a k A e

´

a s A e a k

= a s sendo A um conjunto com n elementos

e ´ n(n 1).

1.2. PRINCIPIO´

FUNDAMENTAL DA CONTAGEM

11

Demonstrac¸ ao˜ . Se n ao tiv essemos a restric¸ ao de pares (a k , a s ) com a k

˜

´

˜

= a s

terıamos´

Temos agora que tirar os termos que contamos a mais, que s ao os termos (a s , a s ),

o n umero de elementos do produto cartesiano |A × A| = |A| × |A| = n 2 .

´

˜

com s variando de 1 at e n, temos n termos, logo temos n 2 n = n(n 1) elementos.

´

Uma segunda demonstrac¸ ao pode ser feita da seguinte maneira, consideramos

A k onde

˜

n

o conjunto B do qual queremos contar os elementos e escrevemos B =

k=1

A k = {a k } × (A {a k }), como (A {a k }) tem n 1 elementos, temos

|B| = |

n

k=1

A k | =

n

k=1

|A k | =

n

k=1

|{a k } × (A {a k })| =

n

k=1

(n 1) = n(n 1).

Propriedade

5. Se A e B s ao finitos e possuem respectivamente n e r

˜

elementos, ent ao o n umero de func¸ oes de A para B possui r n elementos .

˜

´

˜

Demonstrac¸ ao˜ . Enumere os elementos de A

A = {a 1 , ··· , a n }

agora podemos associar a cada func¸ ao de A em B uma n-upla

˜

(f(a 1 ), ··· , f(a n ))

onde na k- esima posic¸ ao da n-upla temos f(a k ).

´

˜

Cada k- esima posic¸ ao da n-upla pode assumir r valores distintos do mesmo

conjunto B , logo o n umero de func¸ oes e dado pelo n umero de elementos do produto

cartesiano

´

n

˜

´

˜

´

´

B e pela propriedade multiplicativa tem-se que

k=1

n n

|

k=1

B| =

k=1

|B|

r

=

r n .

12

CAPITULO´

1.

CONCEITOS BASICOS´

DE COMBINATORIA´

Propriedade 6. Seja A um conjunto com n elementos. O n umero de s-uplas

´

ordenadas com elementos distintos de A e dado por

´

s1

k=0

(n k)

que simbolizaremos por n (s,1) .

Demonstrac¸ ao˜ . Seja uma s-upla, para a primeira coordenada podemos es-

colher n elementos, para a segunda coordenada, fixada a escolha da primeira, n ao

podemos escolher a coordenada que escolhemos na primeira, ent ao escolhemos n 1

elementos. Supondo que em qualquer coordenada a t com t k escolhemos elemen-

tos de um conjunto com n − (t 1) elementos, na coordenada a k+1 devemos escolher

n−(k1)−1 elementos, pois n ao podemos escolher elementos que j a foram escolhidos

para as outras coordenadas, continuamos o procedimento at e a s- esima coordenada

de onde escolhemos elementos de um conjunto com n − (s 1) elementos, o princıpio´

multiplicativo garante um total de

˜

˜

˜

´

´

´

s

k=1

(n k + 1) =

s1

k=0

(n k)

s-uplas.

Vejamos uma outra demonstrac¸ ao, por induc¸ ao, da ultima propriedade.

˜

˜

´

Propriedade 7. Seja A um conjunto com n elementos, ent ao o n umero de
Propriedade
7. Seja A um conjunto com n elementos, ent ao o n umero de
˜
´
p−1
func¸ oes injetivas f : I p → A e
(n − k).
˜
´
k=0

Demonstrac¸ ao˜ . Se p > n o resultado vale pois n ao existe func¸ ao injetiva de

f : I p A, pois se n ao f : I p f(A) seria bijec¸ ao e f(A) A daı´ A iria possuir um

subconjunto com p elementos que e maior que o n umero de elementos de A, o que e

absurdo. Iremos provar o resultado para outros valores de p n. Para p = 1 temos

n func¸ oes, que s ao

´

˜

˜

˜

˜

´

´

˜

˜

f 1 (1) = a 1 , f 2 (1) = a 2 , ··· , f n (1) = a n .

Suponha que para I p temos

p1

k=0

(n k) func¸

oes que s ao injetivas, vamos mostrar

˜

˜

1.2. PRINCIPIO´

FUNDAMENTAL DA CONTAGEM

13

que para I p+1 temos

p

k=0

(n k) func¸

oes. ˜ Seja o conjunto das func¸

oes ˜ f : I p+1 A

`

injetivas, podemos pensar o conjunto das f restritas a I p tendo

p1

(nk) func¸ ˜

oes, por

k=0

hip otese da induc¸ ao , agora podemos definir essas func¸ oes no ponto p+1, onde temos

´

˜

˜

n p escolhas, para cada uma dessas escolhas temos

p1

(n k) func¸

˜

oes, portanto

k=0

temos um total de (n p)

p1

k=0

(n k) =

p

k=0

(n k) func¸

˜

oes.

1.2.2

Numero´

de subconjuntos com p elementos de um con-

junto com n elementos

Propriedade 8. Se A possui n elementos ent ao A possui n subconjuntos

˜

p

com p elementos.

Demonstrac¸ ao˜ . Vamos provar por induc¸ ao sobre n e p livre. Para n = 0

ele s o possui um subconjunto com 0 elementos 0 0 = 1 e para outros valores de

˜

´

p

> 0 N vale = 0.

0

p

Suponha que para um conjunto qualquer A com n elementos, temos n sub-

conjuntos, agora podemos obter um conjunto com n + 1 elementos, adicionando um

novo elemento {a n+1 }, continuamos a contar os n subconjuntos que contamos com

elementos de A e podemos formar mais subconjuntos com p elementos adicionando

o ponto {a n+1 } aos conjuntos com p 1 elementos, que por hip otese da induc¸ ao temos

pela identidade de Stifel,

como querıamos´ demonstrar.

p

p

´

˜

p

1 , ent ao temos no total

n

˜

p 1 + n

n

p

= n + 1

p

Demonstrac¸ ao˜ .[2] O n umero de sequ encias de tamanho k com elementos

distintos tomados de um conjunto A com n elementos e n (k,1) . Cada subconjunto com

elementos possui k! ordenac¸ oes diferentes, que s ao contadas quando contamos o

˜

´

ˆ

´

k

˜

14

CAPITULO´

n umero total de sequ encias, ent ao

´

ˆ

˜

1.

e ´ o resultado que buscamos.

1.2.3

Exemplos: Princıpio´

CONCEITOS BASICOS´

n

k

=

n

(k,1)

k!

Multiplicativo

DE COMBINATORIA´

Exemplo 4 (N umeros de telefone). Supondo que n umeros de telefone con-

sistem em dois dıgitos´

n umeros variam de 0 at e 9, quantos n umeros de telefones distintos s ao possıveis´

para simbolizar o estado e 8 para o telefone, sendo que os

´

´

´

´

´

˜

no total ?

Temos no total 10 10 = 10 000 000 000 n umeros possıveis,´

´

isto

´

e,

10 bilh oes de n umeros, maior que a quantidade de seres vivos no planeta no

momento.

˜

´

Exemplo 5 (Placas de carros). Placas de carros possuem 7 dıgitos´

primeiros dıgitos´

que variam de 0 at e 9, quantas placas podem existir no total?

˜

´

, os tr es

s ao para letras, sendo 26 letras distintas, seguidas de 4 n umeros

ˆ

´

Podem existir 26 3 .10 4 = 175 760 000, quase 176 milh oes de placas.

˜

Exemplo 6. Quanto n umeros naturais de 10 algarismos distintos podemos

formar?

e 9, pois n ao escolhemos o anterior e adicionamos o zero assim continuamos

e 9, pois n ao podemos escolher o 0, a segunda

´

A primeira escolha

˜

´

˜

´

(9, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1) sendo 9.9! possibilidades. Se tivermos mais de 10 algaris-

mos temos repetic¸ ao daı´ n ao podem ser distintos. Em geral para n algarismos a

quantidade de n umeros e dada por s(n) = 9.

´

˜

˜

9!

´

(10

n)! = 9.9 (n1,1) .

1.2. PRINCIPIO´

FUNDAMENTAL DA CONTAGEM

15

9.10 n1 .

Exemplo 8. Quantas sequ encias de tamanho n com elementos dois a dois

ˆ

distintos podemos formar usando p sımbolos´

s(n) = p (n,1) .

?

Exemplo 9. Quantas sequ encias de tamanho n podemos formar usando p

ˆ

sımbolos´

?

s(n) = p n .

Exemplo 10. Quantas letras podem ser representadas usando no m aximo n

´

sımbolos´

em um c odigo com p sımbolos?´

´

 

n

p k = p n+1 p p 1

 

n

O resultado e

´

k=1

pois e o resultado de |

´

k=1

´

A k | onde A k e usar

k sımbolos.´

e as palavras t em at e 4 letras.

ˆ

Quantas s ao as palavras do c odigo Morse? . Aplicando o resultado anterior segue

que tal n umero e 2 5 2 = 30.

O

c odigo Morse usa duas letras (ponto e traco),¸

´

˜

´

´

´

´

Exemplo 11. O alfabeto hermitiano consiste em tr es letras, as palavras nesse

alfabeto cont em at e 4 letras, quantas palavras existem na linguagem hermitiana?

Aplicamos o exemplo anterior com n = 4 e p = 3, daı´ temos

ˆ

´

´

3 + 3 2 + 3 3 + 3 4 = 120

letras.

Exemplo 12 (Divisores). Quantos divisores possıveis´

n

´

α

?

tem o n umero

p k

k

k=1

16

CAPITULO´

1.

CONCEITOS BASICOS´

DE COMBINATORIA´

n

Os divisores s ao da forma

˜

p

b k

´

k

onde b k varia de 0 at e α k , sendo α k + 1

k=1

n umeros, logo o n umero de divisores e

´

´

´

n

k=1

(α k + 1).

Exemplo 13 (Domino ). Uma pedra e constituıda´

´

sim etricas, tal que (a j , a k ) = (a k , a j ). Quantas pecas¸

´

n n

umeros (a k ) n ?

´

1

de 2 n umeros, sendo pecas¸

podem ser formadas usando

Fixamos a primeira coordenada (a 1 , a k ) e fazemos variar a

segunda, tendo nesse caso n escolhas, depois fixamos a primeira coordenada no

segundo elemento (a 2 , a k ) e fazemos variar a segunda coordenada, ela n ao pode

ser uma das contadas antes (a 1 , a 2 ) logo temos n 1 escolhas, continuamos o

processo at e (a n , a k ) onde temos n − (n 1) = 1 escolha, e somamos todos os

casos

´

˜

´

n

n

k = n(n + 1)

k=1

k=1

(n k) =

2

.

Propriedade

que f(f(x)) = f(x)

9. Dado I n = {1, ··· , n} o n umero de func¸

´

e ´ dado por

n1

k=1

n

k

(n k) k .

oes ˜ f : I n I n em

Demonstrac¸ ao˜ . Sabemos que se f(x) = x ent ao f(f(x)) = f(x), os pontos que

satisfazem a primeira propriedade s ao chamados de pontos fixos de uma func¸ ao. A

imagem de f, f(I n ) e formada por pontos fixos, pois dado y f(I n ) tem-se y = f(y).

1 elemento e pelo fato da imagem

Como f e func¸ ao ent ao f(I n ) possui no mınimo´

ser subconjunto de {1, · · · , n} a imagem tem no m aximo n elementos, ent ao vamos

calcular para cada k N fixo com 1 k n o n umero de func¸ oes f tais que f(I n )

tem k pontos fixos.

˜

˜

˜

´

´

˜

˜

´

´

˜

˜

Se f(I n ) tem n pontos fixos, ent ao para todo x I n vale f(x) = x, portanto

existe uma unica func¸ ao que satisfaz a propriedade, que e a func¸ ao identidade.

˜

´

˜

´

˜

1.2. PRINCIPIO´

Contamos

FUNDAMENTAL DA CONTAGEM

1 = n n 0 .

0

17

Se f(I n ) tem n 1 pontos fixos. Suponha que sejam

f(1) = 1, f(2) = 2 f(3) = 3, ··· , f(n 1) = n 1

n pontos fixos, o que j a contamos no

caso anterior, ent ao f(n) deve ser algum outro elemento k = n, Vamos mostrar

que para qualquer uma dessas definic¸ oes vai valer f(f(n)) = f(n), o que vamos

fazer agora. Sabemos que f(k) = k, pois k < n cai na primeira listagem de

pontos fixos, ent ao

f(n) n

ao pode ser n, pois se n ao terıamos´

˜

˜

˜

˜

˜

´

f(f(n) ) = f(k) = k = f(n)

k

ent ao f(t) satisfaz a propriedade f(f(t)) = f(t) , assim como os outros valores

de t. O que provamos acima iremos usar nos outros casos, demonstramos que

se f(n) = k com k ponto fixo, ent ao vale f(f(n)) = f(n). Podemos fazer

escolhas dos pontos fixos, isto e, de n escolhemos n1 pontos parem serem fixos

e

˜

n 1

n

˜

´

para o outro valor n ao fixo podemos escolher n 1 imagens, logo contamos

˜

n

1

(n 1) 1 .

Se f(I n ) tem n 2 pontos fixos. Suponha inicialmente que sejam

f(1) = 1, f(2) = 2 f(3) = 3, ··· , f(n 2) = n 2

sabemos pelo exemplo anterior que f(n) ou f(n 1) devem ser diferentes de n

nas contagens anteriores. Agora

e

n 1 respectivamente, pois se n ao cairıamos´

˜

f(n) n

ao ˜ pode ser (n 1), pois se n

ao ˜ f(f(n) ) = f(n 1) = f(n) = n 1 daı´

n1

f(n 1) = n 1 o que contraria o que queremos, da mesma maneira f(n 1)

n ao pode ser n, usaremos esse propriedade para os outros casos. Vimos no

caso anterior que f(n) pode assumir qualquer valor de 1 f(n) n 2, o

mesmo para f(n 1), ent ao com isso contamos um fator (n 2) 2 no n umero

de func¸ oes, como de n pontos escolhemos n 2 pontos para serem pontos fixos

temos

˜

˜

´

˜

n 2 = n

n

2

escolhas, contamos no total

n

2

(n 2) 2 .

18

CAPITULO´

1.

CONCEITOS BASICOS´

DE COMBINATORIA´

J a podemos observar uma padr ao na contagem. Vejamos um caso gen erico.

´

˜

´

Se f(I n ) tem k pontos fixos. Suponha que sejam

f(1) = 1, f(2) = 2 f(3) = 3, ··· , f(k) = k

temos que definir a func¸ ao nos valores f(k + 1) at e f(n), sabendo que esses

valores podem ser qualquer natural s com 1 s k, pelo que foi observado nos

casos anteriores, ent ao contamos um fator de (n k) k , agora os pontos fixos,

de n escolhemos k, n , no total contamos

˜

´

˜

k

n

k

(n k) k func¸

˜

oes.

Continuamos o procedimento at e termos apenas 1 ponto fixo, digamos f(1) = 1.

Daı´ os outros valores podem assumir apenas o valor 1 = n − (n 1), temos

´

n

1

=

n

n 1 escolhas de pontos fixos, no total contamos

n

n 1 (n − (n 1)) n1

Para contar a quantidade total, somamos todas contribuic¸ oes

˜

n1

k=1

n

k

(n k) k .

Exemplo 14. Um n umero natural e dito ser todo-ımpar´

´

´

algarismos s ao ımpares,´

.

˜

quantos n umeros todo-ımpares´

´

se todos os seus

de n algarismo existem?

Em cada algarismo temos cinco escolhas {1, 3, 5, 7, 9} por isso temos 5 n n umeros

´

todo-ımpares´

com n algarismos.

Exemplo 15. Jogamos uma moeda n vezes, quantas sequ encias de cara e

coroa podemos obter? A resposta e 2 n pois para cada uma das jogadas temos

ˆ

´

1.3. PERMUTAC¸ OES˜

SIMPLES

19

duas possibilidades.

Exemplo 16. Um time de futebol deve eleger um capit ao e um vice-capit ao,

de quantas maneiras isso pode ser feito? Podem ser feito de 11.10 maneiras, na

primeira escolha podem ser os 11 na segunda n ao podemos escolher o anterior

logo s ao 10.

˜

˜

˜

˜

1.3 Permutac¸ oes˜

simples

Definic¸ ao˜ 1 (Permutac¸ ao simples). Dados n objetos distintos E = {a 1 ,
Definic¸ ao˜
1 (Permutac¸ ao simples). Dados n objetos distintos E = {a 1 , ··· , a n },
˜
uma ordenac¸ ao de tais objetos e uma func¸
ao f : {1, · · · , n}
→ E, que seja bijetora.
˜
´
˜
:I n
As ordenac¸ oes ser ao denotadas por n-uplas
˜
˜
(f 1 , ··· , f n )
Uma ordenac¸ ao possıvel,´
com tr es elementos, e por exemplo
˜
ˆ
´
(a 1 , a 2 , a 3 ),
outra e
´
(a 2 , a 1 , a 3 ).
Cada ordenac¸ ao dos n objetos
e chamada uma permutac¸ ao simples dos n
˜
´
˜
objetos.
Propriedade 10. Sejam A e B conjuntos com n elementos, ent ao o n umero
˜
´
de bijec¸
oes de f : A → B e n!
˜
´

Demonstrac¸ ao˜ .

Por induc¸ ao sobre n, para n = 1, tem-se uma func¸

˜

ao ˜ A = {a 1 } e B = {b 1 }, f : A B

tal que f(a 1 ) = b 1 . Supondo a validade para conjuntos com n elementos, vamos

20

CAPITULO´

1.

CONCEITOS BASICOS´

DE COMBINATORIA´

provar que vale para conjuntos com n + 1 elementos. Tomando A = {a k , k I n+1 }

e

quantidade dessas func¸ oes e dada pela quantidade de bijec¸

B = {b k , In + 1}, dado s I n+1 , fixamos as bijec¸ oes f com f(a 1 ) = b s daı´ a

˜

˜

´

oes de A \ {a 1 } em B \ {b s },

˜

que e n! para cada s variando de 1 at e n + 1, o total ent ao

´

´

˜

e ´ (n + 1)n! = (n + 1)!.

Corolario´

5. O mesmo vale se A = B.

Propriedade 11. Se A possui n elementos ent ao A possui 2 n subconjuntos.

˜

Por induc¸ ao sobre n. Se A = {a} ent ao A possui dois

subconjuntos que s ao A e o vazio. Suponha que vale para um conjunto qualquer com

n elementos, vamos provar que vale para um conjunto com n + 1 elementos B. Tome

um elemento a de B, ent ao |P(B \ {a})| = 2 n e temos os subconjuntos (p k ) 2

Demonstrac¸ ao˜ .

˜

˜

˜

n

˜

k=1 com

k=1 , daı´ temos 2 n + 2 n = 2 n+1

ele podemos formar os subconjuntos (p k ) 2

subconjunto para B.

k=1 e (p k {a}) 2

n

n

Definic¸ ao˜

2 (Anagrama). Seja A um multi-conjunto de letras, sendo n seu<