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CURSO ON-LINE – ODONTOLOGIA LEGAL TEORIA E EXERCÍCIOS –

POLÍCIA FEDERAL
PROFESSOR GERALDO MIRANDA

Olá Pessoal,

Espero que estejam animados! Vamos juntos nessa caminhada e


tenham certeza que podem contar comigo para alcançar seus objetivos.

Hoje veremos os seguintes assuntos: Odontologia legal no Brasil e


aspectos históricos. Lei n.° 5.081, de 24/8/1966, q ue regulamenta o exercício
da odontologia no Brasil.

1. Odontologia legal no Brasil e aspectos históricos.

A liberdade de colocar a mão na boca do seu semelhante não tinha


qualquer restrição no Brasil até a primeira regulamentação que se refere à
Reforma do Regimento de Ofício do cirurgião-dentista elaborada em 1631.
Posteriormente, em 1743, foi criada a Carta de Ofício para a prática de cirurgia
dentária. Consta que o nosso patrono Joaquim José da Silva Xavier, o
“Tiradentes”, licenciou-se barbeiro sob essa legislação.

Em 6 de agosto de 1802 foi baixada a Carta de Comissão, a primeira a


prever multa de dois mil réis para quem exercesse a prática odontológica sem
a “Carta” ou sem as condições de aprovado.

Nesse contexto chegamos em 1879 quando são criadas junto às


faculdades de Medicina, uma escola de Farmácia e um curso de Cirurgia
Dentária para formar cirurgiões-dentistas, ou seja, o título que possuímos nos
dias atuais. E assim em 1884 a Odontologia se separa da Medicina, seguindo o
que ocorreu nos Estados Unidos. Tanto isso é verdade que no Brasil a data de
25 de outubro é comemorada como a criação dos cursos de Odontologia no
país. Então em 1884 tínhamos duas escolas de Odontologia - no Rio de
Janeiro e na Bahia – e hoje, segundo informações do CFO temos
aproximadamente 188 faculdades no território brasileiro.

Em seguida, o decreto n° 9.311, de 25 de outubro de 1884, considerava


crime o exercício da Odontologia a todos aqueles que não tivessem obedecido
às normas deste decreto.
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Após a última normatização, nenhuma outra legislação reguladora foi


editada até o Decreto n° 20.931 de 11 de janeiro de 1932 em que Getúlio
Vargas regulamentou a fiscalização do exercício da Medicina, Odontologia,
Veterinária e das profissões de farmacêutico, parteira e enfermeira.

Vinte anos depois, uma nova legislação regulamentando o exercício


profissional do cirurgião-dentista foi criada, a Lei n°1.314 de 17 de janeiro de
1951, representando um avanço, pois exigia duas condições fundamentais: o
diploma (que deveria ser expedido por estabelecimento de ensino oficial ou
reconhecido) e o seu registro nos órgãos competentes.

Em 1971 é regulamentada a Lei n° 4.324/64 pelo Decr eto 68.704/71


estabelecendo o Conselho Federal de Odontologia como órgão normativo da
profissão no país e de onde emanam as resoluções que devem orientar a
atuação dos Conselhos Regionais, aos quais se subordinam todos os
profissionais.

Assim, instalaram-se os Conselhos Federal e Regionais e passaram a


elaborar o Código de Ética Odontológica e o Código de Processo Ético,
estabelecendo as normas de conduta do cirurgião-dentista e o procedimento
das infrações por eles cometidas.

Por fim, chega-se à legislação, em vigor atualmente, a Lei n° 5.081, de


24 de agosto de 1966, adquirindo, à Odontologia, ampla autonomia no que
concerne ao seu exercício legal. Porém, vale ressaltar que, apesar de toda a
evolução transcrita acima, a Lei n° 1.314 de 17 de janeiro de 1951 é
considerada a primeira lei regulamentar da profissão.

É natural que a evolução da profissão traga complexidade ao exercício


das diferentes áreas de atuação (especialidades), e que alguns profissionais se
dediquem com mais profundidade e conhecimento a poucas áreas. Nas
Américas, a partir de 1930 começam a surgir as especialidades odontológicas.
É reputada à Periodontia a primazia como especialidade odontológica, seguida
da Cirurgia Bucal (1946), Patologia Bucal (1948), Prótese (1948),
Odontopediatria (1949), Odontologia em Saúde Pública (1951). No Brasil, a

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pioneira é a Radiologia (1968), regulamentada então pelo Serviço Nacional de


Fiscalização da Odontologia.

O rol das especialidades odontológicas acompanha a evolução


tecnológica e a pressão de grupos (associação de classe de especialistas) para
obter o reconhecimento devido. Atualmente sua regulamentação é dada pela
Resolução CFO63/2005 sobre a Consolidação das Normas para
Procedimentos nos Conselhos de Odontologia contando hoje com 19
especialidades.

Uma dessas especialidades é a Odontologia Legal que foi definida por


Valdemar da Graça Leite como “a ciência que correlaciona conhecimentos
odontológicos e jurídicos e os aplica a serviço da Justiça”.

Já o mestre paulista Prof. Guilherme Oswaldo Arbenz definiu-a no


sentido genérico como “a aplicação dos conhecimentos odontológicos na
elaboração e execução das leis que deles carecem” e no sentido isolado como
“o conjunto de normas que regulam os deveres e direitos morais e legais do
cirurgião-dentista e a aplicação destes conhecimentos ao Direito”.

O registro mais antigo, isto é, a primeira publicação oficial na qual a


Odontologia Legal foi caracterizada como uma ciência capaz de auxiliar a
Medicina Legal data de 1898 e é da lavra de Oscar Amoedo, dentista, cubano
de nascimento e radicado na Cidade Luz, e foi publicada em Paris, que, à
época, era considerada como o “centro mundial do conhecimento científico”.
Todavia o termo Odontologia Legal não tinha sido cunhado, e Amoedo, à
época, usou o termo “Arte Dentária”.

No ano de 1909, outro fato importante fez com que a Odontologia Legal
entrasse novamente em ação, mostrando sua eficácia na identificação. O
consulado alemão no Chile foi consumido por um grande incêndio, de aspecto
criminoso, que consumiu grande parte do prédio. Os bombeiros encontraram
um corpo que, através de alguns processos de identificação, parecia pertencer
a Willy Guillermo Becker, secretário do consulado e que até então estava
desaparecido. Para se ter a certeza da identidade foi chamado o Dr. Gérman

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Basterrica, dentista do Sr. Willy. Após cuidadoso exame, o dentista provou que
os restos mortais ali presentes, não pertenciam ao Sr. Willy. Com maiores
investigações foi provado que os restos mortais pertenciam ao porteiro do
Consulado, Sr. Ezequiel Tapia. Passou-se então à busca pelo secretário
desaparecido, que foi capturado tentando atravessar a fronteira. Como
recompensa pelo trabalho desenvolvido, o Dr. Gérman obteve a aprovação de
um projeto para criação de uma escola de Odontologia no Chile.

Outros acontecimentos que marcaram o mundo e tiveram a atuação da


Odontologia Legal:

1912 - Naufrágio do Titanic determinando o falecimento de 1.513


pessoas. A análise das arcadas dentárias permitiram o reconhecimento
de muitas vítimas.
1972 - Sognnaes determinou a identidade de Martin Bormann, chanceler
do Terceiro Reich alemão durante a II Guerra Mundial, através de
comparação com os registros do Dr Hugo Blaschke, então dentista dos
nazistas dos altos escalões.
1973 - Incêndio no Hotel Hafnia, em Copenhague, ocasionando 35
mortes. Oito dentistas colaboraram equipe de identificação, comparando
os dados ante-mortem e post-mortem através de análises visuais,
fotográficas e radiográficas. Foi possível o reconhecimento de 74% das
vítimas (26 casos).
1985 - Endris descreveu o emprego dos conhecimentos odontolegais no
auxílio do reconhecimento do carrasco nazista Josef Mengele a partir de
uma ossada suspeita.
1990 - Ocorre um dos maiores acidentes navais da história, o do
Scandinavian Star, vitimando 158 pessoas. Os exames dentário
viabilizaram o reconhecimento de 107 corpos (68%).

O termo Odontologia Legal foi usado apenas em 1924 por Luiz Lustosa
Silva, professor emérito paulista que criou esta denominação e publicou, neste
mesmo ano, sua obra “Odontologia Legal” que se refere à disciplina com esse
título e estabelece os primeiros limites do seu campo de ação. A partir de fatos
como estes, a Odontologia Legal teve uma maior interação e teve sua inclusão
no currículo mínimo de Odontologia no ano de 1932.

Uma definição mais atual da Odontologia Legal é a que está no artigo 63


da Resolução CFO 63/05 abaixo transcrita.

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Art.63. Odontologia Legal é a especialidade que tem como objetivo a


pesquisa de fenômenos psíquicos, físicos, químicos e biológicos que podem
atingir ou ter atingido o homem, vivo, morto ou ossada, e mesmo fragmentos
ou vestígios, resultando lesões parciais ou totais reversíveis ou irreversíveis.
Parágrafo único. A atuação da Odontologia Legal restringe-se à análise,
perícia e avaliação de eventos relacionados com a área de competência do
cirurgião-dentista, podendo, se as circunstâncias o exigirem, estender-se a
outras áreas, se disso depender a busca da verdade, no estrito interesse da
justiça e da administração.
Art..64. As áreas de competência para atuação do especialista em
Odontologia Legal incluem:
a) identificação humana;
b) perícia em foro civil, criminal e trabalhista;
c) perícia em área administrativa;
d) perícia, avaliação e planejamento em infortunística;
e) tanatologia forense;
f) elaboração de:
1) autos, laudos e pareceres;
2) relatórios e atestados;
g) traumatologia odonto-legal;
h) balística forense;
i) perícia logística no vivo, no morto, íntegro ou em suas partes em
fragmentos;
j) perícia em vestígios correlatos, inclusive de manchas ou líquidos
oriundos da cavidade bucal ou nela presentes;
l) exames por imagem para fins periciais;
m) deontologia odontológica;
n) orientação odontolegal para o exercício profissional; e,
o) exames por imagens para fins odontolegais.

Sendo a Odontologia Legal uma disciplina informativa, no sentido de


fornecer esclarecimentos à Justiça, apresenta relações com todas as
disciplinas que constituem o currículo escolar do curso de Odontologia. Para

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cumprir o seu mister ela vai buscar nas outras ciências os subsídios
necessários para a resolução dos problemas odontolegais.

Há também íntimas relações da Odontologia Legal com o Direito. É na


ciência jurídica que a Odontologia vai buscar as normas que regulamentam o
exercício profissional do cirurgião-dentista. São nas legislações civil, penal,
trabalhista e especial que vamos encontrar as normas que estabelecem os
direitos e as obrigações dos profissionais em relação aos seus pacientes. São
nos Códigos de Ética e de Processo Ético que vamos encontrar as normas
procedimentais para a apuração das faltas dos profissionais.

Nos Institutos Médico-Legais o campo de atuação da Odontologia Legal


é o mesmo da Medicina Legal, restrito à regionalização da cabeça e pescoço,
abrangendo as perícias no vivo, no morto, nos esqueletos, em fragmentos,
trabalhos encontrados, peças dentárias isoladas e/ou vestígios lesionais.
Acontece que, fora dos IMLs, os cirurgiões-dentistas podem auxiliar a Justiça,
atuando junto às Varas Cíveis e Trabalhistas.

Atualmente, para casos problemáticos de identificação, o odontolegista


conta com uma série de subsídios que não existiam no começo do século XX,
quando tudo era feito de maneira quase artesanal. Com efeito, hoje em dia,
conta-se com tecnologia de ponta, de acesso relativamente fácil, que são:
- estudos de racemização de aminoácidos, técnica usada há mais tempo na
paleontologia, tem mostrado útil, especialmente o ácido aspártico (maior índice
de racemização), um integrante da dentina que tem sido utilizado para estimar
a idade. Sabe-se que a maior parte dos aminoácidos que compõem as
proteínas do corpo é do tipo óptico L-aminoácidos, ao passo que os D-
aminoácidos se encontram nos ossos, dentes, cérebro e cristalino do olho. Foi
demonstrado que, comparando-se os índices D/L-ácido aspártico nos dentes, é
possível ter uma melhor determinação da idade, quando comparado com os
métodos convencionais. Os valores mais elevados do índice D/L foram
observados em pessoas mais jovens.
- estudos histológicos das estrias de Retzius, descritas em 1837, que se
observam no esmalte dos dentes e que representam o efeito de fatores

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tensionais sobre os prismas, pode ser utilizado corroborando com os padrões


de erupção, pelo menos em populações jovens na determinação da idade.
- contagem microscópica de sistemas de Havers em osso cortical, aplicada a
secções por desgaste da mandíbula, já foi reconhecida de utilidade, em
combinação com a histologia dentária, na estimativa de idade de restos ósseos
não-identificados.
- relação proporcional de certos metais em ossos e dentes, utilizada quando há
ossos misturados (valas comuns ou cemitérios clandestinos), usa-se
principalmente os índices magnésio/zinco (o melhor), zinco/sódio,
magnésio/sódio e cromo-sódio.
- estudos de sorologia forense, trabalhando com as polpas dentárias, podem
ser caracterizados os grupos sanguíneos do sistema ABO, as proteínas séricas
Gm, Km e Gc e pelo menos oito enzimas polimórficas: PGM, PGD, ADA, AK,
EsD, Fuc, DiA3 e transferrina. Publicações recentes exibem métodos
simplificados para a identificação fenotípica da alfa-2-HS glicoproteína, tanto
em soro como em polpa dentária. Atualmente esses estudos perderam lugar
para o exame de DNA.
- análise do perfil de DNA (veremos na aula 08).

1) CESPE/Perito Criminal Área Odontologia/PF/2004 Os odontolegistas do


século XXI podem contar com tecnologia de ponta para a realização de
perícias, entre as quais, destacam-se a racemização de aminoácidos, o estudo
histológico do esmalte dentário, a microscopia eletrônica de varredura, os
estudos sorológicos e a análise do DNA.
CERTO. Acabamos de ver todos esses métodos. Aqui a questão apenas citou
os métodos hoje utilizados, sem entrar em detalhes, mas olhem a próxima
questão que também caiu no último concurso de Perito Criminal da PF.

2) CESPE/Perito Criminal Área Odontologia/PF/2004 A sorologia forense


pode trabalhar com polpas dentárias, utilizando-as para a caracterização de
grupos sanguíneos, proteínas séricas e pelo menos oito enzimas polimórficas.
CERTO. Aqui a questão já entrou em detalhes do método de sorologia forense
conforme expliquei acima. Essas duas questões foram retiradas do livro do

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Vanrell, se o candidato já tivesse lido alguma coisa sobre isso ficava fácil,
senão.....

A área de atuação da Odontologia Legal é muito ampla. Por isso vamos


falar um pouco de responsabilidade profissional, obrigação de meio e resultado
e Código de Defesa do Consumidor que são temas que caíram na última prova
de Perito Criminal da PF.

A responsabilidade profissional do cirurgião-dentista é a obrigação que


têm esses profissionais de responder legal e moralmente pelos serviços que
prestam no exercício da sua profissão, cabendo ações nas esferas penal, civil,
administrativa e ética. Para caracterização da responsabilidade são
necessários cinco elementos:

- o agente: cirurgião-dentista legalmente habilitado;

- o ato profissional: ato ocorrido no exercício da profissão;

- o dano ou elemento objetivo: prejuízo causado no paciente;

- a culpa ou elemento subjetivo: representado por imperícia, negligência


e imprudência;

- o nexo causal: relação direta ou indireta entre o ato e o dano


produzido.

Atualmente estão aumentando os processos contra cirurgiões-dentistas.


Daí surge um conceito que deve ser esclarecido que é o de mala praxis.
Segundo a ciência odontológica mala praxis é o resultado adverso ocorrido
durante um ato odontológico e resultante de uma ação ou omissão do
profissional. Segundo o direito, mala praxis em Odontologia é o resultado
adverso ocorrido durante um ato odontológico e causado por imperícia,
imprudência ou negligência do profissional. É assim que um fato odontológico,
juridicamente, se transformará em mala praxis apenas se ficar comprovado, de
maneira inequívoca, que o dentista agiu com imperícia, imprudência ou

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negligência, isto é, com pelo menos um dos três comportamentos que


identificam a culpa.

3) FGV/Perito Legista Odontologia/PCRJ 2011 Segundo a Ciência Jurídica, a


definição de mala praxis em Odontologia é:
A) o resultado adverso ocorrido durante um ato odontológico causado por uma
reação idiossincrática.
B) o resultado adverso ocorrido durante um ato odontológico causado por
imprudência, imperícia ou negligência do profissional.
C) o resultado adverso ocorrido durante um ato odontológico resultante de uma
ação ou omissão do profissional.
D) o resultado adverso ocorrido durante um ato odontológico causado por
interferência de fatores externos.
E) o resultado adverso ocorrido durante um ato odontológico causado por
omissão do profissional.

RESPOSTA B.

A) ERRADO. A reação idiossincrática é uma reação peculiar de uma pessoa,


por exemplo, a fármacos. Isso é considerado um acidente imprevisível. Nesse
caso o fato é escusável desde que o profissional tenha utilizado, correta e
oportunamente, os conhecimentos e regras da ciência odontológica atual,
havendo existido, tão-somente, um fato realmente imprevisível. Daí porque
alguns autores nem o considera erro profissional, no sentido de mala praxis.

B) CORRETO. Conforme acabamos de definir.

C) ERRADO. Essa alternativa traz o conceito de mala praxis segundo a ciência


odontológica. Como a questão pediu o conceito segundo a Ciência Jurídica
(Direito) essa alternativa está errada.

D) ERRADO. Acredito que a questão ao se referir a fatores externos esteja


mencionando o caso fortuito, força maior ou ainda culpa exclusiva do paciente
ou de terceiro (não relacionado à prestação do serviço profissional). Nesses
casos a Lei prevê que a responsabilidade do profissional poderá ser afastada.

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Entendimento dado pela combinação dos artigos 14, II, 3° do CDC “ o


fornecedor dos serviços só não será responsabilizado quando provar...a culpa
exclusiva do consumidor ou de terceiro” e 393 do Código Civil “o devedor não
responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior, se
expressamente não se houver por eles responsabilizado. Parág. Único – O
caso fortuito ou de força maior verifica-se no fato necessário, cujos efeitos não
era possível evitar ou impedir”.

E) ERRADO. Definição incompleta de mala praxis segundo a Ciência


Odontológica.

4) CESPE/ Odonto-Legista/PCRR/2003 O aumento da demanda por perícias


relacionadas ao exercício da odontologia legal no Brasil, verificado na última
década, é decorrência, entre outros fatores, da entrada em vigor da lei que
instituiu o Código de Proteção e Defesa do Consumidor.
CERTO. Com a edição da Lei n°8.078/90 – Código de D efesa do Consumidor –
aumentou o número de processos contra cirurgiões-dentistas porque a
definição de consumidor como legalmente estabelecida, adapta-se
perfeitamente ao perfil do paciente do consultório odontológico. É, pois,
consumidor o paciente e o profissional da Odontologia é um fornecedor de
produtos e serviços. Em 2010 foi sancionada a Lei 12.291 que determina
que estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços (incluindo
consultórios odontológicos) são obrigados a disponibilizar, “em local visível e
de fácil acesso ao público”, um exemplar do Código de Defesa do Consumidor,
sob pena de multa no valor de R$ 1.064,10.

Vamos tecer mais algumas considerações sobre o CDC, que, como o


próprio nome sugere, favorece o consumidor. Apesar de não possuir um título
específico para regular a área da saúde, o CDC determina normas de relações
de consumo que se aplicam a esta. Importante observar que o intuito lucrativo
nem sempre é condição essencial para caracterizar o fornecedor (ex:
ortodontista que não cobra o aparelho apenas a manutenção).

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A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais, estipulada no


CDC, é considerada subjetiva, apurada mediante a verificação da culpa nas
suas três modalidades:
- negligência: seria a falta de uma determinada ação, quando se faz necessário
por imposição da técnica, por segurança ou exigência legal;
- imprudência: seria o excesso, ocorre a precipitação, faz o que não deveria ser
feito;
- imperícia: situação em que existe incapacidade, incompetência ou inaptidão
para o desempenho de determinada intervenção.
Vale ressaltar que quando é uma clínica (pessoa jurídica) a
responsabilidade é objetiva (sem necessidade de reconhecer a culpa).
Também foi reconhecido que as empresas de planos de saúde, ainda que na
forma de cooperativas, podem ser responsabilizadas pelos erros dos
profissionais credenciados.
Outra novidade trazida pelo Código de Defesa do Consumidor foi o vício
oculto. O art. 26 diz: "o direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil
constatação caduca em: .... parág 3° Tratando de v ício oculto, o prazo
decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito". Vou dar
um exemplo de vício oculto: um paciente faz um canal mal obturado, aquém,
com lesão, enfim fora dos padrões técnicos, mas imperceptível pelo paciente.
Acontece que ocorre uma agudização algum tempo depois com dor, edema,
etc. Pois bem, o prazo de decadência para o paciente reclamar começa com a
agudização, pois foi quando ele percebeu que o canal estava ruim, até então o
vício estava oculto. Por isso que vários autores dizem que se deve guardar o
prontuário indefinitivamente pois não se sabe quando o paciente irá reclamar.
Na prática o paciente terá a vida toda para reclamar, pois não se sabe quando
ele vai descobrir o vício (defeito) que estava oculto. Vejam como isso caiu este
ano na Prova de Perito Criminal da PCDF e a banca considerou essa
alternativa como correta:
Os serviços odontológicos também estão sujeitos às
determinações estipuladas no Código de Defesa do Consumidor, o
qual indica que, nos casos de vício oculto, o prazo decadencial
inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. Somados
a outros aspectos, depreende-se, assim, que não há prazo mínimo

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definido para inexigibilidade de guarda de prontuário odontológico,


devendo ser mantido por toda a vida do paciente ou do
profissional.

O CDC também determina que o profissional deve fornecer informações


claras, completas e adequadas aos pacientes sobre o desenvolvimento do
tratamento e os riscos que oferece. Isso só é possível com a assinatura do
termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) que deve conter todas as
informações de forma clara e em linguagem acessível ao paciente, sobre como
se desenvolverá o tratamento, bem como os riscos para o paciente que ele
traz. Muitas pessoas pensam que o TCLE só é usado em pesquisas, mas isso
é um erro.
A chamada inversão do ônus da prova, no Código de Defesa do
Consumidor, está no contexto da facilitação da defesa dos direitos do
consumidor, ficando subordinada ao "critério do juiz, quando for verossímil a
alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de
experiências" (art. 6º, VIII). Isso quer dizer que não é automática a inversão do
ônus da prova. Ela depende de circunstâncias concretas que serão apuradas
pelo juiz no contexto da "facilitação da defesa" dos direitos do consumidor.
Com a inversão do ônus da prova é o dentista que tem que provar que é
inocente das alegações feitas pelo paciente.

5) CESPE/Perito Criminal Área Odontologia/PF 2004 A Odontologia Legal é


a especialidade odontológica que objetiva pesquisar fenômenos psíquicos,
físicos, químicos e biológicos que podem atingir ou ter atingido o homem —
vivo ou morto, ou mesmo sua ossada —, além de estudar as causas, a autoria
e a evolução de lesões parciais ou totais, reversíveis ou não, a partir de
fragmentos e vestígios. Nessa especialidade, a grande maioria das
intervenções caracteriza-se como obrigação de resultado.
CERTO. A primeira parte da questão está em correspondência com o artigo 63
da Resolução CFO 63/05. Quanto à segunda parte, temos que falar um pouco
mais sobre as obrigações de meio e resultado. Na obrigação de meio o
devedor se obriga tão somente a usar de prudência e diligência normais na
prestação de certo serviço para atingir um resultado, sem, contudo, de vincular

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a obtê-lo. Nesse caso cabe ao paciente provar que o resultado não foi obtido
porque o obrigado não empregou a diligência que estava adstrito. Na obrigação
de resultado o credor tem o direito de exigir do devedor a produção do
resultado, sem o qual terá o inadimplemento da obrigação. Nesse caso a vítima
não precisa provar a culpa do profissional para obter a indenização. Em
outubro de 2011, o Superior Tribunal de Justiça, por meio do Ministro Relator
Luis Felipe Salomão, destacou que “Nos procedimentos odontológicos,
mormente os ortodônticos, os profissionais da saúde especializados nessa
ciência, em regra, comprometem-se pelo resultado, visto que os objetivos
relativos aos tratamentos, de cunho estético e funcional, podem ser atingidos
com previsibilidade”, sendo, portanto, cabível a condenação por dano moral e
material, além da devolução do dinheiro gasto no tratamento. Vejam a íntegra
da decisão no site do STJ
http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=103702
Hoje ainda muito se discute quais são as especialidades de meio e quais
são de resultado em Odontologia. Há autores que dizem que os procedimentos
em Odontologia são obrigações de meio porque dependem da resposta
biológica de cada um. Mas o CESPE considerou que “a grande maioria das
intervenções” são de resultado. Além disso, essa recente jurisprudência do STJ
abriu precedentes para os juízes julgarem os litígios envolvendo cirurgiões-
dentistas e seus pacientes.
Infelizmente os próprios profissionais transformam as obrigações em
obrigações de resultado porque criam alta expectativa de sucesso nos
pacientes ou garantem a eles a infalibilidade de determinados tratamentos
como se fossem a resolução de todos os problemas, mostrando lindas
fotografias do tipo antes e depois de tratamentos estéticos, cirúrgicos e
ortodônticos.

2. Lei n.° 5.081, de 24/8/1966, que regulamenta o e xercício da


odontologia no Brasil.

LEI No 5.081, DE 24 DE AGOSTO DE 1966.

Regula o Exercício da Odontologia.

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O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional


decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - O exercício da Odontologia no território nacional é regido pelo disposto


na presente Lei.

A Lei 5.081/66 inicia indicando que a legislação agora vigente, com


relação ao exercício da Odontologia no Brasil, é a que segue, tornando as
regulamentações anteriores inválidas para efeito legal, no que concerne ao
exercício profissional da Odontologia.

Art. 2º - O exercício da Odontologia no território nacional só é permitido ao


cirurgião-dentista habilitado por escola ou faculdade oficial ou reconhecida,
após o registro do diploma na Diretoria do Ensino Superior, no Serviço
Nacional de Fiscalização da Odontologia, sob cuja jurisdição se achar o local
de sua atividade.

Parágrafo único. (Vetado).

Dessa forma, é necessário um curso de graduação oferecido em escola


oficial ou reconhecida pelo Governo Federal, obtendo-se a habilitação
profissional. O diploma atualmente é registrado pelas universidades federais ou
estaduais, não existindo mais a Diretoria de Ensino Superior.

A partir daí o profissional necessita da habilitação legal, ou seja, do


registro no Conselho Federal de Odontologia (em substituição ao Serviço
Nacional de Fiscalização da Odontologia) e no Conselho Regional de
Odontologia sob cuja jurisdição se achar o local de sua atividade.

Podemos diferenciar a habilitação profissional, representada pelo


diploma obtido em instituições reconhecidas pelo Governo Federal, da
habilitação legal, que se refere ao registro desse diploma no CRO.

Art. 3º - Poderão exercer a Odontologia no território nacional os


habilitados por escolas estrangeiras, após a revalidação do diploma e
satisfeitas as demais exigências do artigo anterior.

Não muito raramente estudantes brasileiros têm a oportunidade de


realizar seus estudos de graduação em países estrangeiros, sem, no entanto,

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deixarem de lado a ideia de retornar ao país para exercer suas atividades


profissionais. A Lei 9.394/66 que estabelece as diretrizes e bases da educação
nacional determina que profissionais formados no exterior, brasileiros ou não,
são obrigados a revalidar seus diplomas em escolas estrangeiras de ensino
superior para receber a autorização para trabalhar no país. No caso da
odontologia, são necessários exames de suficiência profissional, com
equivalência de currículos e proficiência em Língua Portuguesa. Sendo assim,
é lícito o exercício de graduados por escolas estrangeiras, após revalidação do
diploma em uma universidade federal ou reconhecida pelo MEC.

Após regularização do diploma, o estrangeiro deverá proceder com os


registros e inscrição aos quais fazem jus todos os que desejam exercer as suas
atividades como cirurgião-dentista.

Art. 4º - É assegurado o direito ao exercício da Odontologia, com as restrições


legais, ao diplomado nas condições mencionadas no Decreto- Lei número
7.718 de 9 de julho de 1945, que regularmente se tenha habilitado para o
exercício profissional, somente nos limites territoriais do Estado onde funcionou
a escola ou faculdade que o diplomou.

O artigo em questão assegura a condição de habilitado


profissionalmente a um grupo de profissionais que se diplomaram por escola
ou faculdade estadual que tenha funcionado com autorização do Governo
Estadual, quando beneficiados pelo Decreto-lei 7.718/45. No entanto, deveriam
ter comprovado a habilitação para o exercício da Odontologia até 26 de agosto
de 1966.

Art. 5º - É nula qualquer autorização administrativa a quem não for legalmente


habilitado para o exercício da Odontologia.

Uma vez que o exercício da Odontologia, por quem não é habilitado,


coloca em risco a incolumidade pública, bem que integra a segurança coletiva,
é, pois, interesse que se encontra relacionado não a uma pessoa considerada
isoladamente, e sim ao corpo social. No artigo 2° já ficaram expressos os
requisitos para o exercício lícito da Odontologia. Esse artigo vem a fortalecer
esta determinação, tornando sem valor qualquer autorização administrativa
àqueles que não tiverem cumprido com aqueles pressupostos.

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Art. 6º - Compete ao cirurgião-dentista:

O artigo 6° é aquele que elenca todos os atos que o cirurgião-dentista


tem competência para exercer em sua atividade profissional.

I - praticar todos os atos pertinentes à Odontologia, decorrentes de


conhecimentos adquiridos em curso regular ou em cursos de pós- graduação;

Entenda-se por curso regular o da graduação, ou seja, todos os


conteúdos ministrados durante o curso poderão ser realizados pelo
profissional. Os conhecimentos exigíveis do curso regular de graduação são
aqueles estabelecidos nas diretrizes curriculares, as quais são estabelecidas
pelo Conselho Nacional de Educação. Quanto aos cursos de pós-graduação
entendam-se o Lato sensu como os cursos e atualização, aperfeiçoamento e
especialização, e o Stricto sensu como os programas de mestrado e doutorado.

A resolução CFO 22/2001 proíbe expressamente a realização de cursos


de pós-graduação, em qualquer de suas modalidades, por qualquer pessoa
que não habilitada em Odontologia, categoria na qual se enquadram, também,
os acadêmicos de Odontologia.

II - prescrever e aplicar especialidades farmacêuticas de uso interno e externo,


indicadas em Odontologia;

Conforme é possível observar pelo presente dispositivo legal, a


prescrição e a administração de medicamentos é um ato de competência legal
do cirurgião-dentista, que pode ser empregado em oportunidades terapêuticas
e situações de emergência, porém requer conhecimento técnico-científico das
especialidades farmacêuticas, suas vias de administração, formas
farmacêuticas e suas respectivas técnicas de aplicação. Sendo assim, para
selecionar um medicamento, é imprescindível conhecer: dose, tempo de
duração, tempo de latência, efeitos colaterais e contra-indicações. Vale
ressaltar que a lei é bem clara e impede o cirurgião-dentista de prescrever
medicações para o tratamento de doenças sistêmicas, mesmo que tenham
manifestações clínicas na cavidade bucal. É necessário sempre se ater à
prescrição de fármacos com atuação direta sobre os elementos dentários e

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tecidos de sustentação, não sendo aceita, sob hipótese nenhuma, a prescrição


de medicamentos não relacionados à prática odontológica. Caso o profissional
prescreva medicamentos fora da sua área de competência estará cometendo o
ilícito penal previsto no art. 282 (CPB) - exercício ilegal da medicina, por
exceder os limites de sua atribuição.

Em relação aos medicamentos prescritos, toda indicação deve ser feita


sob a forma de receita a fim de orientar a dosagem, posologia e servir como
instrumento legal no caso de uso indevido de algum tipo de medicamento.
(vamos ver esse assunto na próxima aula).

III - atestar, no setor de sua atividade profissional, estados mórbidos e outros,


inclusive, para justificação de faltas ao emprego;

Também vamos estudar os atestados na próxima aula. Mas para


adiantar os atestados são documentos em que se afirma a veracidade de um
fato ou a existência de um estado ou situação. O atestado médico/odontológico
é a afirmação simples e por escrito de um fato e suas consequências. São três
as condições para que um atestado seja apto a produzir seus efeitos: a efetiva
prática do ato profissional que originou as consequências atestadas; a posse
da autorização legal para o exercício profissional e não estar o profissional
suspenso do exercício.

IV - proceder à perícia odontolegal em foro civil, criminal, trabalhista e em sede


administrativa;

Depois de concluído o curso de graduação o cirurgião-dentista pode


atuar na função de perito. A perícia odontolegal é todo exame que visa
contribuir com as autoridades policiais, judiciárias ou administrativas, para
estabelecer a verdade sobre os fatos que envolvam o campo de atuação do
cirurgião-dentista. No caso da carreira de odontolegista presente na Polícia
Civil ou Polícia Técnica de alguns estados o seu egresso é por meio de
concurso público, tendo como requisito obrigatório a formação em Odontologia.
Porém, os Estados que não possuem o quadro de odontolegistas realizam
concursos para a função de perito criminal, sendo exigida apenas a formação
de nível superior e, após o ingresso e treinamento, os profissionais são

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alocados de acordo com suas aptidões. Vamos estudar todos os tipos de


perícias odontolegais também na próxima aula.

V – aplicar anestesia local e troncular;

Os agentes anestésicos têm como função principal eliminar a dor e, por


consequência, abrandar os medos naturais decorrentes de qualquer
procedimento cirúrgico. A anestesia por infiltração é a mais utilizada na prática
odontológica e pode ser conseguida por três procedimentos: por infiltração nos
tecidos submucosos, por penetração diploica que atua no tecido esponjoso
através do periósteo e por condução ou troncular que resulta do bloqueio do
ramo nervoso em sua entrada ou mesmo sua saída.

VI - empregar a analgesia e hipnose, desde que comprovadamente habilitado,


quando constituírem meios eficazes para o tratamento.

A prática da analgesia inalatória com a utilização da mistura de oxigênio


com óxido nitroso (O2 + N2O) é bastante utilizada na Odontologia de vários
países. Embora já prevista em lei desde 1966, essa prática ficou durante
muitos anos esperando uma regulamentação, visto que não se havia definido o
que era o “comprovadamente habilitado”.

Apenas em 2004 foi publicado no DOU a Resolução CFO n° 51


baixando normas para a habilitação do cirurgião-dentista para aplicação da
analgesia relativa ou sedação consciente com óxido nitroso. Vejam:

RESOLUÇÃO CFO-51/2004
Baixa normas para habilitação do CD na aplicação da
analgesia relativa ou sedação consciente, com óxido nitroso.

Art. 1º. Será considerado habilitado pelos Conselhos Federal e


Regionais de Odontologia a aplicar analgesia relativa ou
sedação consciente, o cirurgião-dentista que atender ao
disposto nesta Resolução.
Art. 2º. O curso deverá ter sido autorizado pelo Conselho
Federal de Odontologia, através de ato específico, ministrado
por Instituição de Ensino Superior ou Entidade da Classe
devidamente registrada na Autarquia.

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§ 1º. O pedido de autorização de funcionamento deverá ser


requerido ao CFO, através do Conselho Regional da jurisdição,
em formulário próprio.
§ 2º. Exigir-se-á, para o curso, uma carga horária mínima de 96
(noventa e seis) horas/aluno.
§ 3º. Do conteúdo programático deverão constar,
obrigatoriamente, as seguintes matérias:
a) história do uso da sedação consciente com óxido nitroso:
a.1. a origem do uso do óxido nitroso.
a.2. o desenvolvimento da técnica de sedação.
a.3. a evolução dos equipamentos;
b) introdução à sedação:
b.1. conceitos e definições.
b.2. classificação dos métodos de sedação.
b.3. sinais objetivos e subjetivos da sedação consciente com a
mistura de oxigênio e óxido nitroso;
c) emergências médicas na clínica odontológica e treinamento
em suporte básico de vida (teórico-prático);
d) dor e ansiedade em Odontologia:
d.1. conceitos de dor e ansiedade.
d.2. fobias;
e) anatomia e fisiologia dos sistemas nervoso central,
respiratório e cardiovascular:
e.1. estruturas anatômicas envolvidas na respiração.
e.2. mecânica respiratória e composição dos gases
respiratórios.
e.3. estágios da depressão do sistema nervoso central;
f) avaliação física e psicológica do paciente:
f.1. história médica (anamnese).
f.2. exame físico (sinais vitais, inspeção visual, funções
motoras).
f.3. classificação do estado físico do paciente (ASA);
g) monitoramento durante a sedação:
g.1. monitoramento dos sinais vitais: pulso, pressão arterial,
respiração.
g.2. monitoramento, através de equipamentos (oximetria);
h) farmacologia do óxido nitroso:
h.1. preparação e propriedades químicas e físicas.
h.2. solubilidade e potência.
h.3. farmacocinética e farmacodinâmica.
h.4. ações farmacológicas no organismo.

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h.5. contra-indicações;
i) a técnica de sedação consciente com a mistura de oxigênio e
óxido nitroso:
i.1. visita prévia e instruções.
i.2. preparação do equipamento.
i.3. preparação do paciente.
i.4. administração dos gases e monitoramento.
i.5. liberação do paciente;
j) equipamento de dispensação da mistura de oxigênio e óxido
nitroso:
j.1. tipos de máquinas de dispensação da mistura de oxigênio e
óxido nitroso.
j.2. componentes das máquinas de dispensação.
j.3. cilindros de armazenagem dos gases (cilindro de óxido
nitroso e cilindro de oxigênio).
j.4. componentes para a dispensação (mangueira, tubos e
conexões).
j.5. máscaras e cânula nasal.
j.6. equipamentos para remoção ambiental do óxido nitroso
(exaustão);
k) segurança no manuseio do equipamento e dos gases;
l) vantagens e desvantagens da técnica;
m) complicações da técnica;
n) abuso potencial, riscos ocupacionais e efeitos alucinatórios
do óxido nitroso;
o) adequação do ambiente de trabalho;
p) normas legais, bioética e recomendações relacionadas com
o uso da técnica de sedação consciente com a mistura de
oxigênio e óxido nitroso;
q) prontuário para o registro dos dados da técnica de sedação
consciente com a mistura de oxigênio e óxido nitroso.
§ 4º. Ao final de cada curso deverá ser realizada uma avaliação
teórico-prática.
Art. 3º. De posse do certificado, o profissional poderá requerer
seu registro e sua inscrição de habilitado a aplicar analgesia
relativa ou sedação consciente, respectivamente, no Conselho
Federal de Odontologia e no Conselho Regional de
Odontologia onde possui inscrição.
Art. 4º. O cirurgião-dentista que, na data de publicação desta
Resolução, comprovar vir utilizando a analgesia relativa ou
sedação consciente, há 5 (cinco) ou mais anos, poderá
requerer a habilitação, juntando a documentação para a devida
análise pelo Conselho Federal.

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Parágrafo único. O disposto neste artigo prevalecerá por um


ano, a partir da publicação desta Resolução.
Art. 5º. Os certificados de curso expedidos, anteriormente a
esta Resolução, por instituição de ensino superior ou entidade
registrada no CFO ou estrangeira de comprovada idoneidade,
darão direito à habilitação, desde que o curso atenda ao
disposto nesta Resolução quanto à carga horária e ao
conteúdo programático.
Art. 6º. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua
publicação na Imprensa Oficial, revogadas as disposições em
contrário.

6) CESPE/Perito Criminal Área Odontologia/PF 2004 O cirurgião-dentista


tem a prerrogativa do emprego da analgesia e da hipnose, desde que
comprovadamente habilitado, quando constituírem meios eficazes para o
tratamento. A Resolução do CFO n.º 5/2004 retifica o uso do óxido nitroso
como arsenal válido para analgesia.
ERRADO. A primeira parte da questão está condizente com inciso VI, do artigo
6° da lei 5.081/66. Já a segunda parte contém dois erros: primeiro é que a
Resolução é a 51/2004 e não “5/2004”. Para não esquecer o número da
resolução lembre-se daquela marca de cachaça “51 uma boa idéia”. Ai... essa
foi péssima!!! O segundo erro é a palavra “retificar” que significa “corrigir”, na
verdade a palavra correta seria “ratificar” que significa “validar, confirmar,
comprovar”. Cuidado com o português!

Já no que se refere a hipnose, são poucos os cirurgiões-dentistas que


dela fazem uso. Possui as seguintes vantagens: redução da apreensão, na
anestesia, na náusea, na eliminação do cansaço, na recuperação pós-
operatória, na hemostasia, no relaxamento muscular, entre outras. A
Resolução CFO 82/2008 que regulamenta o uso pelo cirurgião-dentista de
práticas integrativas e complementares à saúde bucal fala sobre a hipnose no
artigo 19 e seguintes abaixo transcritos:

CAPÍTULO IV

DA HIPNOSE

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Art. 19. A Hipnose é uma prática dotada de métodos e técnicas


que propiciam aumento da eficácia terapêutica em todas as
especialidades da Odontologia, não necessita de recursos
adicionais como medicamentos ou instrumentos e pode ser
empregada no ambiente clínico. Respeitando o limite de
atuação do campo profissional do cirurgião-dentista.

Art. 20. São atribuições do Hipnólogo em Odontologia:

I - tratar e/ou controlar as ansiedades, os medos e as fobias


relacionadas aos procedimentos odontológicos e/ou condições
psicossomáticas relacionadas à Odontologia;

II - condicionar o paciente para a adoção de hábitos de higiene,


adaptação ao tratamento, ao uso de medicamentos, à
reeducação alimentar, aos hábitos para funcionais, dentre
outros;

III - tratar e controlar distúrbios neuromusculares e intervir


sobre reflexos autonômicos;

IV - preparar pacientes para cirurgias, contribuindo para a


melhora do quadro do paciente;

V - preparar pacientes para serem atendidos por outros


profissionais;

VI - atuar na adaptação e motivação direcionada ao tratamento


odontológico;

VII - utilizar anestesia hipnótica em casos pertinentes; e,

VIII - utilizar a Hipnose em outros processos/situações


relacionados ao campo de atuação do cirurgião-dentista.

Art. 21. O cirurgião-dentista, que na data da publicação desta


Resolução, comprovar vir utilizando Hipnose, há cinco anos
dentro dos últimos dez anos, poderá requerer habilitação,
juntando a documentação para a devida análise pelo Conselho
Federal de Odontologia.

Art. 22. Também poderá ser habilitado o cirurgião-dentista


aprovado em concurso que deverá abranger provas de títulos,
escrita e prática-oral, perante Comissão Examinadora a ser
designada pelo Conselho Federal de Odontologia.

Parágrafo único. Para se habilitar ao disposto nos artigos 21 e


22, o interessado deverá apresentar requerimento ao Conselho
Regional onde tenha inscrição principal até 180 (cento e

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oitenta) dias após a publicação desta Resolução,


acompanhado da documentação pertinente.

Art. 23. Também será habilitado o cirurgião-dentista que


apresentar certificado de curso portariado pelo Conselho
Federal de Odontologia, que atenda às seguintes disposições:

I - que o certificado seja emitido por:

a) instituições de ensino superior;

b) entidades especialmente credenciadas junto ao MEC e/ou


CFO; e,

c) entidades de classe, sociedades e entidades de Hipnose,


devidamente registrada no CFO.

II - Que a carga horária mínima do curso seja de 180 horas


entre teórica e prática;

III - que o curso seja coordenado por cirurgião-dentista


habilitado em Hipnose pelo Conselho Federal de Odontologia;
e,

IV - que o corpo docente seja composto por cirurgiões dentistas


habilitados na prática de Hipnose e profissionais da área da
saúde com comprovado conhecimento técnico-científico.

Art. 24. Do conteúdo programático mínimo, deverão constar


conhecimentos que atendam aos seguintes tópicos:

a) conceitos e histórico da Hipnose;

b) ética no atendimento a pacientes;

c) conhecimento das teorias dos mecanismos de ação da


Hipnose;

d) conhecimento da neurofisiologia;

e) princípios do funcionamento do aparelho psíquico;

f) principais quadros psicopatológicos;

g) principais linhas terapêuticas;

h) conhecimento do desenvolvimento psicossexual da criança e


do adolescente aspecto personalidade do adulto e noções da
dinâmica de família;

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i) aspectos da relação profissional-paciente;

j) aspectos da primeira consulta odontológica visando a


utilização da Hipnose;

l) linguagem hipnótica - comunicação indireta;

m) características e fenômenos do estado hipnótico;

n) técnicas de indução hipnótica;

o) técnicas de indução de auto-hipnose; e,

p) empregos da Hipnose na clínica odontológica.

Vamos voltar comentar a Lei 5.081/66.

VII - manter, anexo ao consultório, laboratório de prótese, aparelhagem e


instalação adequadas para pesquisas e análises clínicas, relacionadas com os
casos específicos de sua especialidade, bem como aparelhos de Raios X, para
diagnóstico, e aparelhagem de fisioterapia;

Quanto ao item “laboratório de prótese”, dois aspectos devem ser


observados. Quando o laboratório de prótese dentária for de uso exclusivo do
cirurgião-dentista, não haverá obrigatoriedade de inscrição no CRO. Porém se
o laboratório tiver finalidade comercial e atender a diversos profissionais,
deverá possuir inscrição no CRO, bem como as demais exigências legais,
inclusive com o pagamento de taxa de inscrição e anuidade do respectivo
CRO.

A colaboração que a descoberta dos raios X trouxe à humanidade,


possibilitando o diagnóstico por imagem, fez com que esses exames
passassem a ser importantes exames complementares na área da saúde. O
Departamento de Vigilância Sanitária promove a fiscalização através de visitas
aos consultórios e clínicas radiológicas com vistas a efetuar o controle de
qualidade sobre os equipamentos e procedimentos que envolvem a radiologia.
Em 1998 a Secretaria de Vigilância Sanitária aprovou a Portaria Federal n°
453, estabelecendo as diretrizes básicas de proteção radiológica em

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radiodiagnóstico médico e odontológico. Em relação ao ambiente onde ficará o


RX deve-se seguir os requisitos da RDC/Anvisa n°50/ 02.

Se o cirurgião-dentista desejar, poderá ainda possuir aparelhagem e


instalação adequadas para pesquisas e análises clínicas. Algumas
especialidades como a Patologia Bucal, têm a função de realizar os estudos
laboratoriais das alterações da cavidade bucal, visando o diagnóstico final e o
prognóstico dessas alterações. Registra-se ainda o entendimento da Agência
Nacional de Saúde Suplementar – ANS – sobre a possibilidade de o cirurgião-
dentista requisitar exames laboratoriais/complementares ou internar pacientes
sob contrato de operadoras de planos privados de assistência à saúde. Esses
procedimentos não podem ser negados pelas operadoras, embora haja
algumas condições.

Na odontologia, a atuação com a fisioterapia tem ótimos resultados em


diversos casos: parestesia facial, disfunções na ATM, traumatismos
bucomaxilares, dentre outros. As técnicas mais utilizadas para o tratamento
são a eletroterapia, cinesioterapia facial e cinesioterapia respiratória.

7) CESPE/Perito Criminal Área Odontologia/PF 2004 Pode o cirurgião-


dentista manter, anexo ao consultório, laboratório de prótese, aparelhagem e
instalações adequadas para pesquisas e análises clínicas relacionadas com os
casos específicos de sua especialidade, bem como aparelhos de raios X para
diagnóstico e aparelhagem de fisioterapia.
CERTO. Essa questão é cópia do inciso VII do artigo 6° da lei 5.081/66.

VIII - prescrever e aplicar medicação de urgência no caso de acidentes graves


que comprometam a vida e a saúde do paciente;

Muitos têm criticado o legislador sobre a impropriedade do termo


“urgência”, alegando que o correto seria “emergência”. Considerando que
“emergência” é a constatação médica de condições de agravo à saúde que
impliquem um risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo tratamento
médico imediato. Já a “urgência” é a ocorrência imprevista de agravo à saúde

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com ou sem risco potencial à vida. A intenção do legislador foi proteger o


paciente reconhecendo o cirurgião-dentista como um profissional competente
para cumprir com esse desiderato. Entretanto, ao avaliar a formação
profissional em Odontologia, verifica-se que, na maioria das vezes, esse
assunto restringe-se a aulas demonstrativas, não qualificando o profissional a
atuar com segurança nos casos de urgência. Pensando na melhoria desse
quadro, a disciplina de Emergência Médica em Odontologia consta da área
conexa de todos os cursos de especialização, sendo obrigatória a sua
realização, de acordo com a Resolução CFO-22/2001, possuindo carga horária
mínima de 15 horas, podendo ser ministrada por médicos ou cirurgiões-
dentistas.

IX - utilizar, no exercício da função de perito-odontólogo, em casos de


necropsia, as vias de acesso do pescoço e da cabeça.

Nas perícias realizadas especialmente nos IMLs, é por demais


conhecida a importância das necropsias da cavidade bucal, principalmente nos
casos em que se busca a identificação dos cadáveres. Nessas situações não é
incomum ser necessário que o odontolegista utilize a técnica de incisão em
forma de ferradura por debaixo da borda inferior da mandíbula e, dissecando
os tecidos, exponha a maxila e a mandíbula para registrar as características
dentárias e as demais informações quer permitirão muitas vezes estabelecer a
identidade daquele cadáver. Essa técnica tem a grande vantagem de não
alterar a aparência física do cadáver, permitindo a identificação com maior
facilidade. Agora acho muito importante vocês conhecerem a Lei 12.030/09.
Ela dispõe sobre as perícias oficiais, dá autonomia técnica, científica e
funcional, além de citar o odontolegista como perito de natureza criminal.
Vejam:

LEI Nº 12.030, DE 17 DE SETEMBRO DE 2009.

Dispõe sobre as perícias oficiais e dá outras


providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional


decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

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Art. 1o Esta Lei estabelece normas gerais para as perícias oficiais de


natureza criminal.

Art. 2o No exercício da atividade de perícia oficial de natureza criminal, é


assegurado autonomia técnica, científica e funcional, exigido concurso público,
com formação acadêmica específica, para o provimento do cargo de perito
oficial.

Art. 3o Em razão do exercício das atividades de perícia oficial de natureza


criminal, os peritos de natureza criminal estão sujeitos a regime especial de
trabalho, observada a legislação específica de cada ente a que se encontrem
vinculados.

Art. 4o (VETADO)

Art. 5o Observado o disposto na legislação específica de cada ente a que


o perito se encontra vinculado, são peritos de natureza criminal os peritos
criminais, peritos médico-legistas e peritos odontolegistas com formação
superior específica detalhada em regulamento, de acordo com a necessidade
de cada órgão e por área de atuação profissional.

Art. 6o Esta Lei entra em vigor 90 (noventa) dias após a data de sua
publicação.

8) UNIVERSA/ Perito Criminal/Área 3 Odontologia/PCDF/2012 De acordo


com a Lei 12.030/2009, são considerados peritos de natureza criminal

A) os peritos-legistas, os peritos odontolegistas e os peritos criminais

B) os peritos particulares que exerçam atividade na área criminal e os


papiloscopistas

C) os médicos-legistas e os peritos-contadores

D) os peritos criminais e os peritos em fisiologia

E) os peritos oftamologistas e os peritos-legistas

RESPOSTA A. Conforme o artigo 5o da lei 12.030/09 transcrito acima.

Vamos voltar para a Lei 5081/66:

Art. 7º - É vedado ao cirurgião-dentista:

Esse artigo mostra as práticas proibidas ao cirurgião-dentista. Essas


proibições visam a resguardar o conceito do profissional, o bom nome da

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profissão e defender a classe contra elementos de idoneidade duvidosa, bem


como práticas nocivas que venham desacreditar o cirurgião-dentista, como
profissional. Isso faz com que a ciência odontológica e a profissão não tenham
seus alicerces atingidos por práticas inconvenientes, por parte de profissionais
desavisados ou mal intencionados.

a) expor em público trabalhos odontológicos e usar de artifícios de propaganda


para granjear clientela;

Atualmente não se encontram mais vitrines nos consultórios,


especialmente de prótese, como na época de aprovação da lei. Na verdade
esse artigo trata-se de uma forma de coibir ações danosas à imagem e à honra
da profissão odontológica, sendo esclarecidas no Código de Ética Odontológica
as permissões e infrações éticas em relação à propaganda e à publicidade em
Odontologia. Por exemplo, é muito comum a divulgação de técnicas de
tratamento com fotos de antes e depois em vários veículos de comunicação, o
que constitui infração ética nos termos do inciso XIV do art. 34 do CEO.

b) anunciar cura de determinadas doenças, para as quais não haja tratamento


eficaz;

Preocupou-se o legislador em enfatizar o crime previsto no artigo 283 do


CPB que trata do Charlatanismo: “inculcar ou anunciar cura por meio secreto
ou infalível”. Hoje o que mais se percebe é o charlatanismo moral como
exemplifica Graça Leite no caso de um profissional que utiliza o
fotopolimerizador e diz estar fazendo uma “restauração a laser”. Outros
exemplos: diagnóstico falso ou exagerado, realização de intervenções
desnecessárias, garantia de cura, exploração mercantilista da publicidade,
dentre outras. Assim, charlatão não é aquele que se aventura ao exercício de
uma profissão de saúde sem habilitação profissional, não é sinônimo de
empírico ou falso profissional, mas aquele que usa da mentira, da falsidade,
agindo de maneira inescrupulosa para enganar seus pacientes.

c) exercício de mais de duas especialidades;

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O impedimento a que se refere a informação acima não se deve


exatamente ao exercício, mas à inscrição e ao anúncio da especialidade no
Conselho. Sendo assim, é permitido ao cirurgião-dentista exercer
procedimentos referentes a quantas especialidades desejar, assim como
freqüentar quantos cursos de especialização julgar necessários, porém só
poderá constar em seus anúncios as duas especialidades que estiverem
registradas junto ao CFO. Esse limite é corroborado pelo Código Brasileiro de
Autorregulamentação Publicitária que no seu Anexo G, sobre publicidade por
parte de profissionais da área da saúde, como médicos e dentistas, estabelece
que a propaganda desses profissionais não pode conter anúncio de mais de
duas especialidades. O CFO na Consolidação das Normas para Procedimentos
nos Conselhos de Odontologia, parág. 1° do inciso I II do artigo 121 estabelece
que “são vedados o registro e a inscrição de duas especialidades com base no
mesmo curso realizado, bem como mais de duas especialidades, mesmo que
oriundas de cursos ou documentos diversos”.

d) consultas mediante correspondência, rádio, televisão, ou meios


semelhantes;

O estabelecimento de diagnóstico e terapêutica só é admitido, única e


exclusivamente, quando o profissional examina clinicamente o paciente. Ou
seja, o cirurgião-dentista pode, por meios de comunicação em massa, divulgar
os preceitos e as funções da Odontologia, mas não eximir-se de estar
presente, pessoalmente, nas atividades de competência da profissão. Não
pode o profissional indicar tratamento em resposta a cartas (mídia impressa),
ouvintes (rádio) ou telespectadores (TV). Não se inclui, nessa categoria, as
informações fornecidas por um cirurgião-dentista a respeito de técnicas de
escovação, meios de prevenção de doenças bucais que caracterizam a
informação para o bem da sociedade, visando aspectos de promoção e
prevenção da saúde.

e) prestação de serviço gratuito em consultórios particulares;

Esse inciso veda o anúncio de trabalho gratuito para evitar concorrência


desleal.

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f) divulgar benefícios recebidos de clientes;

Este dispositivo está obsoleto para os dias atuais. No passado eram


publicadas cartas de agradecimento recebidas pelos pacient es, em que estes
pacientes,
enalteciam as qualidades daquele profissional.

g) anunciar preços de serviços, modalidades de pagamento e outras formas de


comercialização da clínica que signifiquem competição desleal.

As situações descritas neste inciso são para evitar a desvalorização e


mercantilização da profissão odontológica, evitando a concorrência desleal e
busca incansável e inescrupulosa pelo lucro. Silva (2011) diz que afixar na
porta do consultório as bandeiras dos cartões de crédito que facilitam o
pagamento dos tratamentos constitui infração à lei, visto que cartão de crédito
é uma modalidade de pagamento. O autor não concorda com essa
interpretação pois não se pode considerar concorrência desleal deixar de
buscar as novas opções do mercado que estão ao alcance
alcance de todos.

Recentemente vários CROs entraram na justiça contra os sites de


compra coletiva para evitar propagandas como esta:

A 1ª Vara da Justiça Federal do DF deferiu medida liminar para a


proibição de publicidade em sites de venda coletiva de procedimentos e

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tratamentos odontológicos, bem como qualquer tipo de publicidade da área


odontológica que contenha preço, modalidade de pagamento ou serviço
gratuito. A decisão da juíza concluiu que são ilegais os anúncios feitos por
profissionais e empresas de serviços odontológicos nos sítios de compra
coletiva. Vejam a íntegra da decisão: http://www.cro-
df.org.br/stdweb/imagensCRODF/proibido.pdf

Art. 8º - (Vetado).

I - (Vetado).

II - (Vetado).

Art. 9º - (Vetado).

a) (Vetado);

b) (Vetado);

c) (Vetado);

d) (Vetado);

e) (Vetado).

Art. 10 - (Vetado).

Parágrafo único. (Vetado).

Art. 11 - (Vetado).

Art. 12 - O Poder Executivo baixará Decreto, dentro de 90 (noventa) dias,


regulamentando a presente Lei.

Art. 13 - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogados o


Decreto-Lei número 7.718, de 9 de julho de 1945, a Lei número 1.314 de 17 de
janeiro de 1951, e demais disposições em contrário.

9) CESPE/Perito Criminal Área Odontologia/PF 2004 Compete ao cirurgião-


dentista utilizar, no exercício da função de perito, em caso de necropsia, as
vias de acesso da cabeça e do pescoço. Embora atualmente exista legalmente

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instituída a figura do odontolegista, ainda existe a vedação expressa ao uso da


via cervical infra-hióidea pelo cirurgião dentista, de acordo com o item 10 da ata
conjunta dos conselhos de Medicina e Odontologia, de 1978.
CERTO. A primeira parte da questão é cópia do inciso IX do artigo 6° da Lei
5081/66. A segunda parte é sobre a ata conjunta que ocorreu entre o CFO e
CFM que apesar de antiga está atualizada porque hoje ainda se discute a
atuação dos cirurgiões buco-maxilo-faciais. Ela contém um anexo que
transcrevo abaixo. Detalhe para o item 10 que foi pedido na questão e está
correto. Vejam:

ANEXO N.º 1, DA ATA DA 4a REUNIÃO MISTA DOS

CONSELHOS FEDERAIS DE MEDICINA E ODONTOLOGIA

A Comissão Mista dos Conselhos Federais de Medicina e de Odontologia, no


final nomeada, após discussões em quatro reuniões realizada no Rio de
Janeiro e em São Paulo, chegou às seguintes conclusões a respeito do
exercício da especialidade de Cirurgia buco-maxilo-facial:

1. Diante dos progressos que alcançou a Odontologia, não há como deixar de


concluir que a profissão constitui uma verdadeira especialidade médica e que,
consequentemente, o ideal e justo seria que não somente fosse isso levado em
conta nulo a diplomação do profissional, a partir do instante em que comece a
exercer a profissão, e que tal preocupação áxis risse durante todo o currículo
de formação do profissional. Assim, o currículo escolar do cirurgião-dentista
passaria a integrar-se cada vez mais com o currículo do médico, visando que
aos diplomados em Odontologia tivessem não somente as vantagens do
exercício de com especialidade médica, bem como os riscos, e as
responsabilidades inerentes à prática, com seus resultados.

Tal comportamento, sem Dúvida, resultaria em providência que, acreditamos,


deva ser uma das conclusões deste Grupo de Trabalho a ser oferecida como
subsidio ao Conselho Federal de Educação, no título de estudar sua
implantação a médio ou longo prazo.

2. É inquestionável que, em face da legislação atual e do curso de formação do


cirurgião-dentista, não se aclara o mesmo habilitado e, consequentemente,
autorizado à prática de anestesia geral, nem da assinatura de atestado de
óbito, devendo nas cirurgias que requeiram anestesia geral serem tais
anestesias praticadas por médicos da especialidade, os quais ficam
responsáveis por todos os atos delas decorrentes inclusive, em casos letais,
pelo competente atestado de óbito, quando forem resultados da anestesia
aplicada. Por outro lado, quando o êxito letal for atingido como resultante da
prática direta do ato cirúrgico-odontólogo, deverá ser o atestado de óbito

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concedido através do médico que tenha participado do ato cirúrgico ou o


Instituto Médico Legal.

3. A cirurgia buco-maxilo-facial pode ser exercida por médicos das diversas


especialidades aos quais é impossível se estabelecer restrições de qualquer
natureza, a não ser nos casos de estrita competência do cirurgião-dentista. Por
outro lado, é também a cirurgia buco-maxilo-facial, respeitados os limites da lei
e do currículo, do domínio do cirurgião-dentista, necessitando, contudo, que
sejam precisamente definidas as cirurgias que o cirurgião-dentista se encontra
habilitado a realizar sem participação de médico, pelo Conselho Federal de
Odontologia.

4. Nos casos de tratamento cirúrgico das doenças que compõem o item h da


Portaria nº 54/75 do Conselho Federal de Odontologia, deverão ser elaboradas
Resoluções pelos Conselhos Federais componentes deste Grupo de Trabalho,
definindo que na equipe cirúrgica, a cargo da qual estiver a realização do ato,
deverá estar sempre presente o médico da especialidade correspondente,
sendo vedada ao cirurgião-dentista a prática de cirurgia estética, ressalvadas
as estético-funcionais do aparelho mastigatório.

5. As solicitações para realização de anestesia geral em pacientes a serem


submetidos a cirurgia por cirurgião-dentista somente poderão ser atendidas
pelos médicos anestesistas quando forem realizadas em ambiente hospitalar
cujo Diretor-Técnico seja médico, e que disponham das indispensáveis
condições de segurança comuns a ambientes cirúrgicos, sendo prática
atentatória à ética a solicitação e/ou a realização de anestesia geral em
consultório de dentista, de médico ou ambulatório.

6. Somente poderão ser realizadas em consultórios ou ambulatórios cirurgias


passíveis de serem atendidas com anestesia local ou troncular, ficando,
todavia, o respectivo Conselho Federal responsável pela definição precisa da
prática de tais atos.

7. Em lesões de interesse comum a Odontologia e à Medicina, deve a equipe


cirúrgica ser, obrigatoriamente, constituída de cirurgião-dentista e médico, para
adequada segurança do êxito pretendido, ficando sempre a equipe sob a chefia
do médico.

8. Ao Conselho Federal de Odontologia cumprirá se dirigir aos Cursos de


Odontologia do País procurando obter a uniformização do programa mínimo
para as disciplinas de cirurgia buco-maxilo-facial.

9. O Conselho Federal de Medicina estudará a inclusão, entre as


especialidades a serem inscritas no seu Registro de Qualificação aquela que
possa incluir os conhecimentos de cirurgia buco-caxilo-facial, a exemplo do que
é exigido em Odontologia, com relação à oclusão e à articulação têmporo-
mandibular.

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10. Ao cirurgião-dentista é vedado o uso da via cervical infra-hioídea, por


fugir ao domínio da sua área de atuação.

11. Em virtude da existência de áreas de difícil limitação para o campo de


atuação do cirurgião-dentista; no sentido do conhecimento do todo, e do
médico no particular, é imprescindível que, em situações em que previamente
se admite procedimentos cirúrgicos em tais áreas, sejam utilizadas equipes
cirúrgicas com participação de médico e cirurgião-dentista.

12. As cirurgias definidas como de competência dos cirurgiões-dentistas,


devidamente habilitados, em ambiente hospitalar e observadas as condições
ditadas pelo Conselho Federal de Odontologia, deverão merecer a máxima
colaboração dos médicos, quer como dirigentes das instituições hospitalares,
quer como colaboradores diretos no ato cirúrgico, constituindo a recusa falta
Ética.

13. Ao anestesista, antes da realização da anestesia geral solicitada, é


indispensável conhecer, em todos os pormenores as condições gerais do
paciente a ser submetido ao tratamento, cabendo-lhe decidir da conveniência
ou não da prática da anestesia no paciente, de modo soberano e intransferível.

10) CESPE/Perito Odonto-Legal/PC/PB 2009 No que concerne ao histórico e


ao exercício legal da odontologia no Brasil, assinale a opção correta.
A) Considerando que o livro Introdução à Odontologia Legal, de Guilherme
Oswaldo Arbenz, foi publicado em 1959, então, essa foi a primeira obra do
gênero após a promulgação da lei que regula o exercício da odontologia no
Brasil.
B) Em casos de necropsia, é permitido ao cirurgião-dentista utilizar, no
exercício da função de perito-odontólogo, as vias de acesso do pescoço e da
cabeça.
C) É permitido ao cirurgião-dentista atestar, no setor de sua atividade
profissional, estados mórbidos e outros, exceto para justificação de faltas ao
emprego.
D) É vedado ao cirurgião-dentista manter, anexo ao consultório, aparelhagem
de fisioterapia.
E) Apesar do grande desenvolvimento na área, o Brasil ainda não possui
cursos de pós-graduação em odontologia legal.
RESPOSTA B

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A) ERRADO. Luiz Lustosa Silva, Professor Emérito paulista, foi o criador do


termo Odontologia Legal e autor da primeira obra – Odontologia Legal –
publicada em 1924. Outros autores nacionais, em seguimento, continuaram a
usar a citada designação, que destarte se consolidou. Dentre eles merecem
destaque o Dr. Guilherme Oswaldo Arbenz, Professor da USP, com a sua
“Introdução à Odontologia Legal” (1959). A seguir, em 1962, o ilustre mestre
baiano Dr. Waldemar Graça Leite lançou “Odontologia Legal”. E em 1997, foi o
Prof. Moacyr da Silva, Titular de Odontologia Legal da USP que, comandando
vasta lista de colaboradores, apresentou “Compêndio de Odontologia Legal”.

B) CORRETO. Cópia do inciso IX do artigo 6° da Lei 5081/66.

C) ERRADO. Inciso III do artigo 6° da Lei 5081/66: Compete ao cirurgião-


dentista “atestar, no setor de sua atividade profissional, estados mórbidos e
outros, inclusive, para justificação de faltas ao emprego”.

D) ERRADO. Inciso VII do artigo 6° da Lei 5081/66: Compete ao cirurgião-


dentista: “manter, anexo ao consultório, laboratório de prótese, aparelhagem e
instalação adequadas para pesquisas e análises clínicas, relacionadas com os
casos específicos de sua especialidade, bem como aparelhos de Raios X, para
diagnóstico, e aparelhagem de fisioterapia”.

E) ERRADO. A especialidade “Odontologia Legal” foi reconhecida em 1971


pelo CFO. De lá para cá vários cursos de especialização surgiram no Brasil.

Acerca da evolução da odontologia legal brasileira, desde a primeira obra


publicada no país em 1924, pelo professor Luiz Lustosa Silva, até a atualidade,
julgue os itens subseqüentes.
11) CESPE/ Odonto-Legista/PCRR/2003. Já na época da publicação da obra
do professor Luiz Lustosa Silva, recomendava-se a coleta de material pulpar de
dentes íntegros para identificação pela técnica do ácido desoxirribonucléico.
ERRADO. O DNA ainda nem tinha sido descoberto nessa época o que só
aconteceu em 7 de Março de 1953 por Watson e Crick o que lhes valeu
o Prêmio Nobel de Fisiologia/Medicina em 1962. O primeiro caso de uso do

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exame de DNA para fins forenses ocorreu em 1986 na Inglaterra, como


veremos na aula 08. Portanto 62 anos depois que o primeiro livro de
Odontologia Legal foi lançado aqui no Brasil.

De acordo com o disposto no Código de Processo Penal e na Lei n.º


5.081/1966, julgue os itens que se seguem, relativos ao exercício da
odontologia no território brasileiro.
12) CESPE/ Odonto-Legista/PCRR/2003. É vedado ao cirurgião-dentista o
exercício de mais de duas especialidades.

CERTO. Conforme a Lei 5.081/66, artigo 7°, alínea c.

13) CESPE/ Odonto-Legista/PCRR/2003. É proibido ao cirurgião-dentista


prestar informações ao público, mesmo de caráter educativo, por intermédio de
rádio, televisão ou site da Internet.
ERRADO. O que é vedado ao cirurgião-dentista é realizar consultas mediante
correspondência, rádio, televisão, ou meios semelhantes. Mas não se inclui
nessa categoria informações de caráter educativo que visam à promoção da
saúde.

14) CESPE/ Odonto-Legista/PCRR/2003. É permitido ao cirurgião-dentista


prescrever e aplicar especialidades farmacêuticas, indicadas em odontologia,
quer sejam de uso interno ou externo.
CERTO. Conforme a Lei 5.081/66, artigo 6°, inciso I I.

Por hoje é só pessoal!!! Essa aula teve muitas normas, mas espero que
tenham gostado. Infelizmente não podemos fugir das leis na Odontologia Legal.
Até o nosso próximo encontro. Não percam o foco e bons estudos.

QUESTÕES RESOLVIDAS NESTA AULA


1) CESPE/Perito Criminal Área Odontologia/PF/2004 Os odontolegistas do
século XXI podem contar com tecnologia de ponta para a realização de
perícias, entre as quais, destacam-se a racemização de aminoácidos, o estudo

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histológico do esmalte dentário, a microscopia eletrônica de varredura, os


estudos sorológicos e a análise do DNA.

2) CESPE/Perito Criminal Área Odontologia/PF/2004 A sorologia forense


pode trabalhar com polpas dentárias, utilizando-as para a caracterização de
grupos sanguíneos, proteínas séricas e pelo menos oito enzimas polimórficas.

3) FGV/Perito Legista Odontologia/PCRJ 2011 Segundo a Ciência Jurídica, a


definição de mala praxis em Odontologia é:
A) o resultado adverso ocorrido durante um ato odontológico causado por uma
reação idiossincrática.
B) o resultado adverso ocorrido durante um ato odontológico causado por
imprudência, imperícia ou negligência do profissional.
C) o resultado adverso ocorrido durante um ato odontológico resultante de uma
ação ou omissão do profissional.
D) o resultado adverso ocorrido durante um ato odontológico causado por
interferência de fatores externos.
E) o resultado adverso ocorrido durante um ato odontológico causado por
omissão do profissional.

4) CESPE/ Odonto-Legista/PCRR/2003 O aumento da demanda por perícias


relacionadas ao exercício da odontologia legal no Brasil, verificado na última
década, é decorrência, entre outros fatores, da entrada em vigor da lei que
instituiu o Código de Proteção e Defesa do Consumidor.

5) CESPE/Perito Criminal Área Odontologia/PF 2004 A Odontologia Legal é


a especialidade odontológica que objetiva pesquisar fenômenos psíquicos,
físicos, químicos e biológicos que podem atingir ou ter atingido o homem —
vivo ou morto, ou mesmo sua ossada —, além de estudar as causas, a autoria
e a evolução de lesões parciais ou totais, reversíveis ou não, a partir de
fragmentos e vestígios. Nessa especialidade, a grande maioria das
intervenções caracteriza-se como obrigação de resultado.

6) CESPE/Perito Criminal Área Odontologia/PF 2004 O cirurgião-dentista


tem a prerrogativa do emprego da analgesia e da hipnose, desde que
comprovadamente habilitado, quando constituírem meios eficazes para o
tratamento. A Resolução do CFO n.º 5/2004 retifica o uso do óxido nitroso
como arsenal válido para analgesia.

7) CESPE/Perito Criminal Área Odontologia/PF 2004 Pode o cirurgião-


dentista manter, anexo ao consultório, laboratório de prótese, aparelhagem e
instalações adequadas para pesquisas e análises clínicas relacionadas com os
casos específicos de sua especialidade, bem como aparelhos de raios X para
diagnóstico e aparelhagem de fisioterapia.

8) UNIVERSA/ Perito Criminal/Área 3 Odontologia/PCDF/2012 De acordo


com a Lei 12.030/2009, são considerados peritos de natureza criminal

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A) os peritos-legistas, os peritos odontolegistas e os peritos criminais

B) os peritos particulares que exerçam atividade na área criminal e os


papiloscopistas

C) os médicos-legistas e os peritos-contadores

D) os peritos criminais e os peritos em fisiologia

E) os peritos oftamologistas e os peritos-legistas

9) CESPE/Perito Criminal Área Odontologia/PF 2004 Compete ao cirurgião-


dentista utilizar, no exercício da função de perito, em caso de necropsia, as
vias de acesso da cabeça e do pescoço. Embora atualmente exista legalmente
instituída a figura do odontolegista, ainda existe a vedação expressa ao uso da
via cervical infra-hióidea pelo cirurgião dentista, de acordo com o item 10 da ata
conjunta dos conselhos de Medicina e Odontologia, de 1978.

10) CESPE/Perito Odonto-Legal/PC/PB 2009 No que concerne ao histórico e


ao exercício legal da odontologia no Brasil, assinale a opção correta.
A) Considerando que o livro Introdução à Odontologia Legal, de Guilherme
Oswaldo Arbenz, foi publicado em 1959, então, essa foi a primeira obra do
gênero após a promulgação da lei que regula o exercício da odontologia no
Brasil.
B) Em casos de necropsia, é permitido ao cirurgião-dentista utilizar, no
exercício da função de perito-odontólogo, as vias de acesso do pescoço e da
cabeça.
C) É permitido ao cirurgião-dentista atestar, no setor de sua atividade
profissional, estados mórbidos e outros, exceto para justificação de faltas ao
emprego.
D) É vedado ao cirurgião-dentista manter, anexo ao consultório, aparelhagem
de fisioterapia.
E) Apesar do grande desenvolvimento na área, o Brasil ainda não possui
cursos de pós-graduação em odontologia legal.

Acerca da evolução da odontologia legal brasileira, desde a primeira obra


publicada no país em 1924, pelo professor Luiz Lustosa Silva, até a atualidade,
julgue os itens subseqüentes.
11) CESPE/ Odonto-Legista/PCRR/2003. Já na época da publicação da obra
do professor Luiz Lustosa Silva, recomendava-se a coleta de material pulpar de
dentes íntegros para identificação pela técnica do ácido desoxirribonucléico.

De acordo com o disposto no Código de Processo Penal e na Lei n.º


5.081/1966, julgue os itens que se seguem, relativos ao exercício da
odontologia no território brasileiro.
12) CESPE/ Odonto-Legista/PCRR/2003. É vedado ao cirurgião-dentista o
exercício de mais de duas especialidades.

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13) CESPE/ Odonto-Legista/PCRR/2003. É proibido ao cirurgião-dentista


prestar informações ao público, mesmo de caráter educativo, por intermédio de
rádio, televisão ou site da Internet.

14) CESPE/ Odonto-Legista/PCRR/2003. É permitido ao cirurgião-dentista


prescrever e aplicar especialidades farmacêuticas, indicadas em odontologia,
quer sejam de uso interno ou externo.

QUESTÃO RESPOSTA
1 C
2 C
3 E
4 C
5 C
6 E
7 C
8 A
9 C
10 B
11 E
12 C
13 E
14 C

BIBLIOGRAFIA

Brasil, Lei 12.030 de 17 de setembro de 2009. Disponível em:


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12030.htm
Acesso em 20-02-12.

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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L5081.htm Acesso em 18-02-12.

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para habilitação do CD na aplicação da analgesia relativa ou sedação
consciente, com óxido nitroso. Disponível em: http://cfo.org.br/servicos-e-
consultas/ato-normativo/?id=902 Acesso em 20-02-12.

Conselho Federal de Odontologia. Resolução CFO 82/2008. Reconhece e


regulamenta o uso pelo cirurgião- dentista de práticas integrativas e
complementares à saúde bucal. Disponível em: http://cfo.org.br/servicos-e-
consultas/ato-normativo/?id=1282 Acesso em 20-02-12.

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Conselho Federal de Odontologia. Resolução CFO 63/2005. Aprova a


Consolidação das Normas para Procedimentos nos Conselhos de
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Vanrell, Jorge Paulete. Odontologia legal e antropologia forense. 2 ed.


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