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Manual do

Professor

História
ensino fundamental • anos Iniciais
história • 2o Ano

2 Organizadora Edições SM
Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida por Edições SM.

Raquel dos Santos Funari


Licenciada em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências e
Letras de Belo Horizonte. Mestra e doutora em História pela
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Pesquisadora-colaboradora do departamento de História do
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Professora
de História e supervisora de área no Ensino Fundamental e Médio.

Mônica Lungov
Bacharela e licenciada em História pela Universidade de
São Paulo (USP). Consultora pedagógica e professora
de História no Ensino Fundamental e Médio.

Editora responsável
Valéria Vaz
Mestra em Artes Visuais e Especialização em Linguagens Visuais
pela Faculdade Santa Marcelina (FASM).
Licenciada em História pela Universidade Estadual Paulista
“Júlio de Mesquita Filho” (Unesp).
Professora do Ensino Fundamental. Editora de livros didáticos.

São Paulo,
4a edição
2014

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Aprender Juntos História 2
© Edições SM Ltda.
Todos os direitos reservados

Direção editorial Juliane Matsubara Barroso


Gerência editorial José Luiz Carvalho da Cruz
Gerência de processos editoriais Rosimeire Tada da Cunha
Coordenação de área Valéria Vaz
Edição Carlos Eduardo de Almeida Ogawa, Maria Izabel Simões Gonçalves, Nanci Ricci
Apoio editorial Jaqueline Martinho dos Santos
Assistência de produção editorial Alzira Aparecida Bertholim Meana, Flávia R. R. Chaluppe, Silvana Siqueira
Cláudia Rodrigues do Espírito Santo (Coord.), Ana Catarina Nogueira,
Preparação e revisão 
Ana Paula Ribeiro Migiyama, Angélica Lau P. Soares, Eliana Vila Nova,
Eliane Santoro, Fátima Valentina Cezare Pasculli, Fernanda Oliveira Souza,
Izilda de Oliveira Pereira, Maíra de Freitas Cammarano, Renata Tavares,
Rosinei Aparecida Rodrigues Araujo, Valéria Cristina Borsanelli,
Marco Aurélio Feltran (apoio de equipe)
Coordenação de design Erika Tiemi Yamauchi Asato
Coordenação de arte Ulisses Pires
Edição de arte Luis F. Lida Kinoshita
Projeto gráfico Erika Tiemi Yamauchi Asato, Adilson Casarotti
Capa Erika Tiemi Yamauchi Asato, Adilson Casarotti sobre paper toy de Carlo Giovani
Iconografia Priscila Ferraz, Odete Pereira, Bianca Fanelli, Josiane Laurentino
Marcelo Casaro, Robson Mereu
Tratamento de imagem 
Editoração eletrônica Equipe SM
Alexander Maeda
Fabricação 
Impressão

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Aprender juntos : história, 2o ano : ensino


fundamental : anos iniciais / organizadora
Edições SM ; editora responsável Valéria Vaz ;
obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida
por Edições SM. — 4. ed. — São Paulo :
Edições SM, 2014. — (Aprender juntos)

Bibliografia.
ISBN 978-85-418-0448-6 (aluno)
ISBN 978-85-418-0449-3 (professor)

1. História (Ensino fundamental) I. Vaz, Valéria. II. Série.

14-05305 CDD-372.89

Índices para catálogo sistemático:


1. História : Ensino fundamental 372.89
4ª edição, 2014

Edições SM Ltda.
Rua Tenente Lycurgo Lopes da Cruz, 55
Água Branca 05036-120 São Paulo SP Brasil
Tel. 11 2111-7400
edicoessm@grupo-sm.com
www.edicoessm.com.br

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Apresentação

Caro aluno,
Este livro foi cuidadosamente pensado para ajudá-lo a construir uma
aprendizagem sólida e cheia de significados que lhe sejam úteis não so-
mente hoje, mas também no futuro. Nele, você vai encontrar estímulos
para criar, expressar ideias e pensamentos, refletir sobre o que aprende,
trocar experiências e conhecimentos.
Os temas, as atividades, as imagens e os textos propostos neste livro
oferecem oportunidades para que você se desenvolva como estudante e
como cidadão, cultivando valores universais como responsabilidade, res-
peito, solidariedade, liberdade e justiça.
Acreditamos que é por meio de atitudes positivas e construtivas que
se conquistam autonomia e capacidade para tomar decisões acertadas,
resolver problemas e superar conflitos.
Esperamos que este material didático contribua para o seu desenvolvi-
mento e para a sua formação.
Bons estudos!

Equipe editorial

três 3

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Conheça seu livro
Conhecer seu livro didático vai ajudar você a aproveitar
melhor as oportunidades de aprendizagem que ele oferece.
Este volume contém quatro unidades, cada uma delas
com três capítulos. Veja como cada unidade está organizada.

3
unidade

A escola
Abertura de

Augusto Malta
unidade Você vai à escola durant
ea

AMj Studio/ID/BR
semana. Convive com
Também podemos perceber a passagem do tempo pelos fatos pessoas, estuda, aprend
várias

Ablestock/ID/BR
e coisas
novas, brinca. Hoje é reconh

Grandes imagens iniciamque acontecem na nossa vida. Por exemplo, no 2o ano você está
ecido
o direito que todas as
crianças têm
de frequentar a escola.
Mas nem
sempre foi assim. Como

as unidades. Aproveite para


era no
aprendendo uma porção de coisas que não sabia antes. passado?

ƒ Desde quando existe

fazer os primeiros contatos


a escola
da cena ao lado?
a) Pelo menos desde

Ilustra Cartoon/ID/BR
1990.

com o tema a ser estudado. b) Pelo menos desde


c) Pelo menos desde
2005.
1905.
d) Pelo menos desde
1997.
ƒ Como você chegou
a essa
resposta?
ƒ Na cena, há situaç
ões que não
Também podemos perceber a passagem do tempo pelos fatos
deveriam ocorrer? Quais?
que acontecem na nossa vida. Por exemplo, no 2o ano você está
a) Explique sua respos
e ouça a explicação
ta aprendendo uma porção de coisas que não sabia antes.
dos colegas.

Ilustra Cartoon/ID/BR
b) Conversem sobre
o que é importante
para o convívio com
as pessoas na sala
de aula e na escola.

capítulo

1
es
As famílias são diferent
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sessenta e um
61
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crianças.
Leia este texto retirado de um livro para

Desde que o mundo é mundo


Ilustra Cartoon/ID/BR

Início de capítulo
todas são
existem famílias. Mas nem
iguais, não é verdade?
Tem família que é assim:
Pai, mãe, filhos, avós, tios e primos.
[...]
com os
Tem família que é só a mãe 2 Copie no caderno duas frases sobre acontecimentos que você
filhos. [...]
Tem família que é só o pai
com os Essa página marca o início
viveu de um novo
na escola.
filhos. [...]
Mas uma coisa é certa: família
todo 2 Copie no caderno
assunto. duas imagens
Textos, frases sobre acontecimentos
e perguntas
a) Comecei a escrever. vão que você
mundo tem! tem família.

viveu na escola.
Ana Raquel. Todo mundo 10-11, 20.
Anna Cláudia Ramos e
b) Participei de muitas brincadeiras.
fazer você pensar e conversar sobre o tema.
2000. p. 16-8,
Belo Horizonte: Formato,

com
o as frases que estão
de acordo c) Li histórias e poesias.
1 Escreva em seu cadern
o texto.
s.
a) Comecei a escrever. d) Aprendi músicas.
a) Sempre existiram família
b) As famílias foram criadas
há pouco tempo.
família .
Saiba maisde muitas brincadeiras.
b) Participei
e) Fiz desenhos.
c) Há um único tipo de
d) Há vários tipos de
família.
Informações que se Saiba mais

2 Em uma folha avulsa


, faça um desenho que
complete a frase:
c) Li histórias e poesias. Os longos períodos de tempo podem ser contados em séculos.
“Tem família que é assim
desenhos no mural.
...” Depois, o professor
vai expor os
relacionam com os Século é um período de cem anos, geralmente escrito com
símbolos romanos. Veja:
3 Em grupo, observ
conversem sobre as
em os desen hos
questões abaixo.
dos colega se
assuntos
d) Aprendi estudados.
músicas. século I – do ano 1 ao ano 100 Símbolo romano: símbolo
são todas iguais? do sistema de numeração
a) As famílias desenhadas século II – do ano 101 ao ano 200
b) O número de pessoa
s é o mesmo nas família
s?
e) Fiz desenhos. século III – do ano 201 ao ano 300
romano. Para compor os
números, são usadas as letras
maiúsculas M, D, C, L, X, V, I.
36 trinta e seis Nós estamos no século XXI (vinte e um).
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Saiba mais
vinte e um 21

Os longos períodos de tempo podem ser contados em séculos. AJH2_LA_PNLD16_U01_C02_016A023.indd 21 5/12/14 2:07 PM
Também podemos perceb

Desenvolvimento vida. Poré um lo, no período


Século pelos fatos de cem anos, geralmente escrito com
er a passagem do tempo
que acontecem na nossa
aprendendo uma porção exemp 2 ano você está o
de coisas que não sabia
símbolos romanos. antes.
Veja:
do assunto
Ilustra Cartoon/ID/BR

século I – do ano 1 ao ano 100 Símbolo romano: símbolo


do sistema de numeração
Os textos, as imagens século II – do ano 101 ao ano 200 romano. Para compor os
e as atividades dessas século III – do ano 201 ao ano 300 números, são usadas as letras
maiúsculas M, D, C, L, X, V, I.
páginas permitirão Nós estamos no século XXI (vinte e um).
que você compreenda 2 Copie no caderno
viveu na escola.
duas frases sobre aconte
cimentos que você

o conteúdo que está a) Comecei a escrever. Glossáriovinte e um 21


Ao longo do livro
b) Participei de muitas
sendo apresentado.
brincadeiras.
c) Li histórias e poesia
s.

você encontrará uma


d) Aprendi músicas.
e) Fiz desenhos.
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Saiba mais

Os longos períodos de
breve explicação
tempo podem ser contad
Século é um período
símbolos romanos. Veja:
século I
de cem anos, geralmente
os em séculos.
escrito com de palavras e
– do ano 1 ao ano 100
século II – do ano 101 ao ano 200
século III – do ano
201 ao ano 300
Símbolo romano: símbolo
do sistema de numeraçã
romano. Para compor os
o expressões que não
são muito usadas no
números, são usadas as
Nós estamos no século letras
XXI (vinte e um). maiúsculas M, D, C, L, X, V, I.

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vinte e um 21 seu dia a dia.
5/12/14 2:07 PM

4 quatro

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Fontes Agora já sei
Finalizando o capítulo
históricas
1 Aniversário! Uma comemoração que faz parte dos costumes de
muitas famílias. Leia o texto.
As atividades do
Agora já sei são
Festa de aniversário é na casa da avó. Todos os

A seção Registros
Registros
primos juntos e os amigos da rua e da escola. Um bolo
Brinquedos enorme, a roupa mais bonita, o maior sorriso. A avó,
uma oportunidade
escreve sobre um

Ilustra Cartoon/ID/BR
Com base em documentos, o historiador
Agora já sei
apresenta como um passarinho piando, pra lá e pra cá, toda
de uma pessoa ou de
tema. Pode ser, por exemplo, a história
escrever também a história de
qualquer acontecimento. É possível felicidade. Mães e pais em conversas de gente grande.
para rever os
1 Aniversário! Uma
objetos, como brinquedos. comemoração que faz

diferentes
Noefinal
tempo fizeramda festa,
parte da as roupas tortas, um cansaço bom muitas famílias. Leia parte dos costumes de
Alguns brinquedos existem há muito Os brinquedos
o texto.
de seus ebisavós.
o corpo indo, escorregando pro país do sono.
infância de seus pais, de seus avós,

conteúdos do
longo do tempo: na forma, no Festa de aniversário é na
passaram por transformações ao casa da avó. Todos os

tipos de fontes feitos. Roseana Murray. Retratos. Belo Horizonte: Miguilim, 2003. s. p. primos juntos e os amigos
tamanho, no material de que são enorme, a roupa mais bonita,
da rua e da escola. Um bolo
o maior sorriso. A avó,

Rafael Hupsel/Folhapress
capítulo.
como um passarinho piando,

Images - Puppenmuseum, Munique


ƒ O texto trata de uma festa de aniversário.

The Granger Collection/Other Images


pra lá e pra cá, toda

Ilustra Cartoon/ID/BR
felicidade. Mães e pais em

históricas. São
conversas de gente grande.
No final da festa, as roupas
a) Onde é essa festa? e o corpo indo, escorreg
tortas, um cansaço bom
ando pro país do sono.

materiais que
Roseana Murray. Retratos.

Bildarchiv Hansmann/Interfoto/Glow
Belo Horizonte: Miguilim,
2003. s. p.
ƒ O texto trata de uma
festa de aniversário.
b) Quem são os convidados? a) Onde é essa festa?

os historiadores b) Quem são os convida


dos?

exploram para c) Você


Boneca costuma comemorar seu aniversário? Como?
de plástico dos dias

conseguir pistas
Boneca de madeira do Boneca de louça dos c) Você costuma comem
anos 1930. atuais. orar seu aniversário? Como?
século XVIII.

o as diferenças, e responda.
ƒ Compare as imagens, observand

do passado. a) Que brinquedo é apresentado


nas fotografias?

b) Ao longo do tempo, houve mudanças


no formato? 2 No convívio familia
r, há momentos de ajudar
e há momentos de se em casa
c) E nos materiais de que são feitos? divertir.
2 Nodeconvívio familiar, há momentos
brinquedo? Quais?
de ajudar em casa a) Você concorda com
d) Há diferenças entre esses modelos essa afirmação? Por quê?
ebrinquedo,
há momentos
usando as de se divertir. b) Na sua opinião, isso
ƒ Em grupo, escrevam a história desse acontece em todas as
famílias?
informações das legendas.
respostas da atividade anterior e as a) Você concorda com essa afirmação? Por quê? ƒ Converse sobre essas
questões com os colegas
.
b) Na sua opinião,
vinte e nove isso
29 acontece em todas as famílias? http://tvescola.mec.gov.
br/index.php?option=c
om_
zoo&view=item&item_
id=4778
ƒ Converse sobre essas questões com os colegas. 5/12/14 2:35 PM Você conhece o site do

Sugestão de site
canal TV Escola? Nessa
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29
há um vídeo divertido, página da internet,
em que bonecos apresen
Brasil, no início de sua tam os costumes no
formação. Acesso em:
5 abr. 2014.
http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=com_
Você vai encontrar sugestões zoo&view=item&item_id=4778
cinquenta e um
51
Você conhece o site do canal TV Escola? Nessa página da internet,
de sites relacionados ao
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4A051.indd 51

há um vídeo divertido, em que bonecos apresentam os costumes no 09/06/14 11:33

Brasil, no início de sua formação. Acesso em: 5 abr. 2014.


assunto estudado.
cinquenta e um 51

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Finalizando a unidade A seção O que aprendi? é o momento de verificar o


que foi aprendido. Faça as atividades para, com seu
As atividades práticas propostas na professor, avaliar como está sua aprendizagem.
seção Vamos fazer! vão ajudar você
a entender melhor os assuntos. O que aprendi?
1 Observe o envelo
pe e responda.
a) O que está faltando
Ilustra Cartoon/ID/BR

no 5 Que serviços devem


ser oferecidos em um
Vamos fazer!
selo
endereçamento? um bom lugar para morar? bairro para que seja

Cartaz b) A rua indicada homen


onde vocês estudam? ageia
Como é a história da escola alguém? Quem?
RPC
6 Escreva uma frase
para cada item.
a) patrimônio históric
essa história 2 Escreva o que cada o:
, vocês vão contar elemento representado
Organizados em grupos moradores dos bairros fornece aos
cartazes. .
em uma exposição de b) preservação:
r um aspecto. a)
Cada grupo deverá escolhe c)
Ilustrações: Ilustra Cartoon/ID/BR

• Fundação da escola
escola 7 No dia a dia, as pessoa
• História do nome da s com deficiência enfren
escola dificuldades para circula tam
• História do prédio da ões r nos bairros. Observ
e
da escola e suas ocupaç as imagens.
• Atuais funcionários na escola
ários que não trabalham mais
• Antigos funcion
santes ou curiosos
• Acontecimentos interes

Ilustrações: Ilustra Cartoon/ID/BR


planeja r o trabalho e
do seu grupo para
Reúna-se com os colegas
dividir tarefas. b)
d)
r
Do que vocês vão precisa
• canetas
• cartolina
• adesivos, recortes
• tintas
de revista, etc.
• purpurina
• tesoura sem
• lápis de cor
ponta
3 Leia: “A rua é um
lugar público, que perten
Como fazer essa frase quer dizer? ce a todos“. O que
es e imagens na biblioteca ƒ Converse com os colegas
1. Pesquisa. Busquem informaçõ antes). sobre soluções para esses
m funcionários (marquem
e na secretaria; entreviste
problemas.
um
o e criatividade para fazer
2. Criação. Usem imaginaçã na disposição do título, do texto,
esboço do cartaz. Pensem
que chamem a atenção.
das imagens e de enfeites no http://www.turminha.mp
na cartolina como o criado 4 Quem é responsável f.mp.br/viva-a-diferenc
3. Execução. Montem o cartazretoques com materiais variados. pelo espaço público? ibilidade a/acess
esboço. Façam os últimos No portal do Ministério
a Público Federal, além
do professor, organizem
4. Exposição. Com a ajuda Marquem uma data para receber informações que todos de ter acesso a
precisam conhecer – como
Ilustrações: Ilustra Cartoon/ID/BR

exposição dos cartazes. ios. criança –, você saberá os direitos da


colegas de outras turmas
e funcionár o que é necessário para
partes algumas folhas deficiência circulem sem que pessoas com
5. Convites. Dividam em quatro 108 cento e oito
dificuldades. Acesso
em: 14 abr. 2014.
avulsas. Em cada parte,
escrevam a data, o local
e
e o tema da exposição
distribuam na escola. AJH2_LA_PNLD16_U04_C03_10
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cento e nove 109
oitenta e um 81
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2A083 81
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Ícones usados no livro

Atividade em dupla
Sinaliza momentos
propícios para o
Atividade em grupo professor refletir com os
alunos sobre questões
relacionadas a valores.
Atividade oral com toda a sala

cinco 5

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Sumário
unidade unidade

1 capítulo
A História 2 capítulo
A família

1 O que é História 10 1 As famílias são diferentes 36

O estudo da História, 11 Cada família tem um jeito e um tamanho, 37


História e historiador, 12 A família no tempo, 38
Quem faz a História?, 13 Cada família tem uma história, 39
Registros: Imagens, 14 Os objetos contam histórias, 40
Agora já sei, 15 Nome e sobrenome, 41
Registros: Álbum

Ilustra Cartoon/ID/BR
de família, 42
Agora já sei, 43

capítulo capítulo

2 O tempo na História 16 2 Convivência em família 44

Medindo o tempo, 17 O dia a dia em família, 45


Calendários, 18 Ajudando em casa, 46
Tempo e História, 20 Os costumes, 47
Brand x Pictures/ID/BR

Agora já sei, 23 Famílias diferentes, costumes diferentes, 48


Os costumes nas famílias do passado, 49
Mudanças, 50
Agora já sei, 51

capítulo capítulo

3 A escrita da História 24 3 As famílias brasileiras 52

Documentos históricos, 25 Famílias de diferentes origens, 53


Tipos de documentos Uma mistura de costumes, 54
Fundação Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro

históricos, 26 Agora já sei, 56


Documentos escritos, 26
Ilustra Cartoon/ID/BR

Documentos não escritos, 26


No tempo das cavernas, 28
Registros: Brinquedos, 29
Agora já sei, 30

Vamos fazer! 31 Vamos fazer! 57


Minha linha do tempo Painel da minha família

O que aprendi? 32 O que aprendi? 58

6 seis

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unidade unidade

3 capítulo
A escola 4 capítulo
Ruas e bairro

1
As primeiras escolas 62 1 Diferentes bairros 86

Quem eram os professores, 63 O endereço, 87


Quem eram os alunos, 64 Espaço de lazer, 88
A escola é direito de todos, 65 Como são os bairros, 89
Agora já sei, 67 Agora já sei, 91

Ilustra Cartoon/ID/BR
capítulo capítulo

2 A convivência na escola 68 2 A vida no bairro 92

Na sala de aula, 69 Convivência e vizinhança, 93


Direitos e deveres na escola, 70 Serviços públicos: ontem e hoje, 94
Agora já sei, 71 Problemas dos bairros, 95
É possível mudar, 96
Registros: Entrevista, 98
Agora já sei, 99
Ilustra Cartoon/ID/BR

capítulo capítulo

3 A escola ontem e hoje 72 3 A história dos bairros 100

A escola de seus bisavós, 73 Como surgem os bairros, 101

Ilustra Cartoon/ID/BR
A escola hoje, 75 A história de um bairro, 102
Registros: Agenda, 76 Os bairros se transformam, 103
A escola indígena, 77 Preservação do passado, 104
Aprendendo as tradições de seu povo, 78 Objetos e memória, 105
As escolas nas comunidades quilombolas, 79 Agora já sei, 106
Agora já sei, 80
Vamos fazer! 107
Carta e envelope

Vamos fazer! 81
O que aprendi? 108
Cartaz
Sugestões de leitura 110

O que aprendi? 82 Bibliografia 112

sete 7

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1
unidade

A História

Desde que nasceu, você já viveu

AMj Studio/ID/BR
muitos acontecimentos. Certamente
você se lembra de alguns e de
outros não. Tudo o que aconteceu
na sua vida faz parte da sua história.
Todas as pessoas têm uma
história. Para conseguir informações
sobre a história das pessoas é
preciso procurar algumas pistas.

Observe a ilustração.
Atividade oral. Sugestões no Manual do Professor.

ƒƒ Descreva o quarto,
mencionando objetos e
detalhes. Resposta pessoal.

ƒƒ Este é um quarto de adulto ou


de criança? Como você sabe?
Criança, porque se veem uma boneca, qua-
dros com ilustrações infantis, bola, etc.
ƒƒ É um quarto de muitos anos
atrás ou é dos dias atuais?
Que pistas você encontrou
para responder?
O quarto é dos dias atuais. Mobília e tipos de
brinquedo são algumas das pistas.
ƒƒ O que existe nesse quarto que
também existe no seu?
Resposta pessoal.
ƒƒ Você divide o quarto
com alguém? O que
você faz para deixar o
quarto arrumado?
Resposta pessoal.

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nove 9

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capítulo

1 O que é História

A pintura reproduzida abaixo foi feita há muito tempo por um


artista chamado Vincent van Gogh. Leia para a classe o nome do artista.
Ele nasceu na Holanda e viveu parte de sua vida em Arles, uma
cidade francesa, onde pintou este quadro.

Instituto de Arte de Chicago, Chicago. Fotografia: ID/BR


Sugestão e informações no
Manual do Professor.
Mostre em um mapa-múndi a
localização da Holanda, da
França e do Brasil.

Quarto de
Vincent em Arles,
pintura de 1889.
Atividade oral. São apresentadas respostas esperadas, mas o aluno pode fornecer outras, com base em sua vivência.

1 Observe os detalhes da pintura: móveis, quadros e outros


objetos. Você diria que esse quarto é:
a) de adulto ou de criança? Adulto.

b) atual ou antigo?
Há pistas que indicam ser antigo, como o jarro com a bacia e o tipo da cama.
c) simples ou luxuoso? Simples
ƒƒ Quais foram as pistas que indicaram as respostas?
A mobília, a pintura de paredes e da janela, o jarro com bacia, os adornos (quadros) das paredes.
2 Compare o quarto representado nesse quadro com o da página
anterior. Eles têm semelhanças? Quais? Sim. Os dois quartos têm cama, janela,
enfeites nas paredes, embora esses ele-
mentos sejam diferentes.
3 Você levantou pistas de dois quartos: um do presente e
outro do passado. Depois os comparou. Na sua opinião,
estamos estudando História? Por quê? Resposta pessoal.
Neste momento, o aluno deverá apenas levantar hipóteses. Ao
terminar a unidade, retorne a esta questão para que ele a con-
10 dez fronte com o que estudou. Sugestão no Manual do Professor.

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O estudo da História Sempre que julgar necessário, utilize um mapa do Brasil para lo-
calizar com os alunos o estado citado.

Pense em suas aulas de Educação Física: onde são realizadas,


quem dá as aulas, que tipo de roupa você usa.
Mas nem sempre foi assim. Há mais ou menos oitenta anos, as
aulas eram bem diferentes. Até o nome era outro: Ginástica.
Veja as pistas fornecidas por esta foto sobre as aulas no passado.
Chame a atenção dos alunos para a vestimenta, o local, as alunas (não há meninos).
Arquivo/Estadão Conteúdo

Alunas do Colégio
Sion, na cidade
de São Paulo, em
aula de Ginástica,
por volta de 1933.

1 Escreva no caderno as frases a seguir, completando-as com


uma das informações apresentadas nos quadros.
a) A aula era realizada em ★. campo aberto

quadra campo de futebol campo aberto

b) Para as atividades da aula, a roupa parece ser ★. desconfortável

desconfortável confortável indiferente

c) A classe era ★. só de meninas

mista só de meninos só de meninas


d) A atividade realizada nessa aula era ★. em fileiras

livre desorganizada em fileiras

2 Que semelhanças e que diferenças há entre essa aula


de Ginástica e suas aulas de Educação Física? Converse
com seus colegas. Resposta pessoal.
A atividade pode ser realizada oralmente. Registre as respostas dos alunos no quadro de giz, classificando-as em duas colu-
nas: Semelhanças e Diferenças. Depois, oriente-os para que escrevam o quadro no caderno. Sugestão no Manual do Professor.
onze 11

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História e historiador
As mudanças da aula de Ginástica para as atuais aulas de
Educação Física aconteceram ao longo de cerca de oitenta anos.
Estudar o passado, observando as mudanças que ocorreram,
ajuda-nos a entender o presente. Por exemplo, para entender o
ensino nas escolas atuais, procuramos saber o que mudou e o que
permaneceu ao longo do tempo.
E o historiador é aquele que estuda a vida dos seres humanos em
diferentes épocas. Sugestão no Manual do Professor.

3 Observe as imagens. Sugestão no Manual do Professor para as atividades 3, 4 e 5.

Melanie Stetson Freeman/The Christian Science Monitor/Getty Images

Coleção Particular. Fotografia: Bridgeman/Keystone


1 2

Crianças na praia na cidade do Rio de Crianças brincando na praia. Pintura de 1803,


Janeiro. Foto de 2013. do artista britânico Reinagle.

ƒƒ Em seu caderno, escreva as frases a seguir classificando-as em


corretas ou incorretas.
a) As imagens retratam crianças na praia. Correta.

b) As duas imagens são da mesma época. Incorreta.


Os alunos devem perceber que as imagens representam
a mesma situação em épocas diferentes. O objetivo é
c) Elas são de épocas diferentes. fazer um levantamento de mudanças e permanências,
Correta. que caracterizam o processo histórico.
d) A imagem 2 retrata a época mais antiga.
Correta.
4 Que pistas você usou para responder aos itens c e d? Escreva
no caderno. Resposta pessoal. Os alunos podem mencionar as roupas.

5 Que diferenças você observou entre as duas imagens?


Nas duas imagens, as crianças estão na praia, mas as roupas que vestem são diferentes.
Caso os alunos tenham dificuldade em responder às questões, faça a atividade oralmente e depois faça um registro coletivo. Os alunos
12 doze poderão mencionar outras diferenças, como a presença de cachorro e barcos na fotografia 2. Sugestão no Manual do Professor.

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Quem faz a História? Sugestão no Manual do Professor.
Todos nós fazemos a História: crianças,

Mario Friedlander/Pulsar Imagens


jovens, idosos, homens, mulheres, ricos, pobres,
trabalhadores, governantes.
A história de cada um começa
no nascimento e se constrói ao longo do tempo.
Costumes, maneiras de trabalhar, conhecimentos,
modos de viver, tudo faz parte da História.
Mãe e filho da etnia

Franco Hoff/Photo-Brazil
Enawenê-nawê.
Cuiabá, Mato Grosso.
Foto de 2013.

João Prudente/Pulsar Imagens


Em qualquer idade, estamos sempre
aprendendo. Esteio, Rio Grande do Sul.
Foto de 2012.

Os costumes e o modo de viver das


pessoas fazem parte da História. Praça da
República, em Belém, Pará. Foto de 2013.

Não fazemos a História sozinhos. Fazemos a História vivendo com


pessoas de um mesmo grupo ou de grupos diferentes. E as relações
nesses grupos acontecem em um espaço, um lugar. E também em
um tempo, uma época.
Cada pessoa tem a sua história. E dela fazem parte muitas pessoas:
parentes, vizinhos, amigos, conhecidos, professores e colegas de
escola. Famílias, escolas, bairros, municípios também têm história.

1 Agora você vai escrever algumas informações sobre sua


vida. Escreva no caderno seu nome completo; a data do seu
nascimento; o nome da escola em que estuda; ano e turma em
que está.

treze 13

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Registros

Imagens Sugestão no Manual do Professor.


Fotos, quadros, desenhos e outros tipos de imagem podem
conter informações sobre os lugares e o modo de vida das pessoas
em diferentes épocas.
ƒƒ Observe a foto, leia a legenda e responda em seu caderno.

Coleção particular. Fotografia: ID/BR


Avenida Eduardo Ribeiro, em Manaus, no Amazonas, por volta de 1907.

a) Que lugar é esse? Uma avenida.

b) Quando a foto foi tirada? Por volta de 1907.


ƒƒ Leia o quadro. Quais desses elementos aparecem na fotografia?
Copie no caderno.

construções de dois e três andares   carros e ônibus


pessoas      rua e calçadas      prédios bem altos

ƒƒ Escreva as diferenças entre a época retratada na foto e os dias


atuais, em relação a:
Na época em que a foto foi tirada, em vez de ônibus e carros, as
a) meios de transporte; pessoas usavam bondes elétricos e charretes para se locomover.
b) construções. As construções tinham no máximo três andares.
Elas eram geminadas, isto é, juntas umas das outras.

14 catorze

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Agora já sei
1 Observe as fotos. Elas mostram

Fernando Favoretto/Criar Imagem


1
momentos da história de algumas
pessoas. Nas frases abaixo, escreva o
número que corresponde a cada foto.
Registro de uma etapa da vida
2
escolar de uma pessoa.

1
Registro do dia a dia de uma
família.

3
Registro de um acontecimento Família fazendo refeição, cidade de
em um grupo. São Paulo, em 2013.

Janine Moraes/CB/D.A Press


Fac-símile/Arquivo pessoal
3

Pessoas se reúnem para pedir que


Certificado de conclusão da Educação algumas famílias recebam terra para
Infantil, 2003. morar e para trabalhar. Brasília, Distrito
Federal. Foto de 2012.
2 Escreva uma
Arquivo/Estadão Conteúdo
pergunta para
levantar informações
sobre a foto ao lado.
Troque de livro com
um colega. No caderno,
respondam à pergunta
um do outro.
Resposta pessoal.

Sugestão no Manual do Professor.

Transporte escolar na cidade de São Paulo, na década


de 1920.

quinze 15

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capítulo

2 O tempo na História

Você já ouviu falar de Robinson Crusoe? Sua história foi criada


há quase trezentos anos por Daniel Defoe, escritor que nasceu na
Inglaterra. Robinson foi o único sobrevivente de um navio destruído
por uma tempestade. Ele foi parar numa ilha deserta e lá viveu
sozinho por muito tempo. Integre os conhecimentos com Geografia e mostre em um mapa a localização da
Leia o texto e veja o que Crusoe fez para não perder a noção do
tempo. Inglaterra para os alunos. Se julgar mais apropriado, faça leitura compartilhada. Sugestão no Manual do Professor.

Pelos meus cálculos, cheguei à ilha no dia 30

Ilustra Cartoon/ID/BR
de setembro de 1659. Escrevi essa data no alto de
um poste em forma de cruz, e todos os dias
fazia uma marca na madeira; a cada sete dias,
a marca era maior, indicando uma semana.
O fim de cada mês era assinalado com
uma marca maior. Esse era o meu
calendário.
Daniel Defoe. Robinson Crusoe. São Paulo: DCL, 2003. p. 24.

1 Dias, semanas, meses são períodos de tempo. Leia os


quadrinhos e escreva no caderno o período com a duração
correspondente. OSugestão
objetivo é verificar os conhecimentos prévios dos alunos. Caso tenham dificuldade, auxilie-os.
no Manual do Professor.

um dia uma semana um mês


24 horas 7 dias 28 a 31 dias
28 a 31 dias 24 horas 7 dias

2 Podemos contar a passagem do tempo de outra


maneira? Como? Converse com os colegas. Depois,
anote no caderno suas conclusões. Resposta pessoal.
Oriente a conversa, estimulando a participação de todos. Nesse momento, o importante é os alunos se manifestarem, formulando hipó-
teses. Anote as respostas para que depois, juntos, possam compará-las e avaliá-las. Sugestão no Manual do Professor.
3 Como Crusoe fez um calendário para marcar a passagem do
tempo? Faça no caderno as marcas que ele utilizou.
Os alunos poderão fazer traços horizontais ou verticais; deixe-os decidir.

16 dezesseis

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Medindo o tem­po Mostre aos alunos fotografias de diferentes relógios: mecânico, digital, de pulso, de
parede, etc. Sugestão e informações adicionais no Manual do Professor.

Para saber as horas ou quanto tempo

Bia Fanelli/Folhapress
falta para terminar a aula, usamos o
relógio. E antes da invenção do relógio,
como se fazia?
Observando a natureza, as pessoas
encontraram maneiras de marcar a
passagem do tempo.
Elas perceberam que podiam
observar, por exemplo, o Sol, desde
o momento em que ele era visto no
horizonte até ele desaparecer; as
diferentes aparências da Lua; a mudança
da paisagem em épocas de calor ou frio.
Depois, diversos
povos inventaram
instrumentos para Relógio de sol. Os raios de sol
Brand x Pictures/ID/BR

batem na haste, e ela projeta uma


medir a passagem sombra, indicando a hora do dia.
do tempo. O relógio da foto encontra-se no
Parque Nacional de Ibitipoca, em
Minas Gerais. Foto de 2004.

Ampulheta. Mede
curtos períodos de
Compartimento: na
tempo, indicados pela
ampulheta, é cada um dos
passagem da areia de um vasos que ficam interligados.
compartimento a outro.

1 Num dia nublado, seria possível saber as horas usando um


relógio de sol? Por quê?
Não, pois não haveria raios de sol projetando a sombra da haste.
2 Como você marcaria o tempo sem usar relógio? Por
exemplo: hora de jantar = hora em que minha mãe
chega do trabalho. Converse com os colegas e pensem
em como marcariam a hora de acordar, de ir à escola, de fazer
as lições, de brincar, de ir dormir. Resposta pessoal.
O objetivo é levar o aluno a refletir sobre as diferentes referências temporais que utilizamos.

dezessete 17

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Calendários Sugestão e informações adicionais no Manual do Professor.

Os calendários são maneiras de dividir o tempo. É o calendário


que marca os dias, as semanas, os meses, os anos.
Existem vários calendários. Diferentes povos criaram calendários,
cada um com seu modo de marcar a passagem do tempo. Há o
calendário cristão, o judaico, o muçulmano, o chinês, os diversos
calendários indígenas, entre outros.
Calendário cristão: calendário
Atualmente, o calendário cristão é utilizado que tem como referência o
em quase todo o mundo, inclusive no Brasil. nascimento de Jesus para a
contagem do tempo.
O povo indígena Pataxó utiliza o calendário
para organizar as atividades no campo e as festas. A maioria desse
povo vive perto de Porto Seguro, no litoral do estado da Bahia.
Os Pataxó falam português, mas alguns falam também muitas
palavras de sua própria língua. Nas aldeias existem escolas em que as
aulas são dadas por professores indígenas.

Calendário dos Pataxó


Janeiro – Mês de preparo
de solo para feijão.
Fevereiro – Mês da planta
do feijão.
Março – Mês da capina.
Abril – Mês da festa do awê.

Angthichay, Arariby, Jassanã, Manguahã e Kanátyo.


O Povo Pataxó e suas Histórias. 7. ed. São Paulo: Global, 2006.
Maio – Colheita do milho.
Junho – Mês do frio.
Julho – Mês de curso dos
professores indígenas.
Agosto – Mês de volta
às aulas.
Setembro – Mês de preparo
de solo para o milho.
Outubro – Mês da planta
do milho.
Novembro – Mês das águas.
Dezembro – Mês da manga,
jambo e sapata.
Angthichay e outros. O povo Pataxó e suas histórias. 7. ed. São Paulo: Global, 2006. p. 24.

18 dezoito

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3 Observe e leia o calendário da página anterior. Depois,
responda às questões no caderno.
a) Em que se baseia o calendário dos Pataxó? Como você concluiu
isso? Baseia-se principalmente nos ciclos da natureza. Observando os elementos desenhados
e lendo o texto. Oriente os alunos a verem os desenhos.
b) Que atividades marcam os meses de julho e agosto? O que será
que isso quer dizer? Julho: curso para professores indígenas; agosto: volta às aulas.
Quer dizer que os professores indígenas fazem cursos de capaci-
tação e que as crianças indígenas vão à escola.
4 Qual é o dia do seu aniversário? E o dos colegas da classe? E o
do professor? Ele vai perguntar a vocês e anotar no quadro de
giz. Faça um quadro com os meses do ano, no caderno. Depois,
copie o dia e o nome dos
colegas no respectivo

Ilustra Cartoon/ID/BR
mês de aniversário. Não
esqueça o seu e o do
professor. Resposta pessoal.

Sugestão no Manual do Professor.

5 Com base nas informações da atividade anterior, responda:


Resposta pessoal.
a) Quais são os colegas que fazem aniversário antes de você?
b) E quem faz aniversário depois de você?
c) Quem faz aniversário primeiro, você ou seu professor?
d) Quem faz aniversário no mesmo mês que você?

6 Em que mês:
a) começaram as aulas? Resposta pessoal.
b) são as festas juninas? Em junho.

c) é o Dia das Crianças? Em outubro.

dezenove 19

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Tempo e História
Observe estas fotos de Ana.
Petrenko Andriy/Shutterstock.com/ID/BR

AGE/Other Images
2010 - Com
1 ano, Ana
aprendeu a
andar, mas
ainda não
2009 - Ana nasceu. falava.
Christopher Futcher/iStockphoto.com/ID/BR

Monkey Business Images/Shutterstock.com/ID/BR

2016 - Ana já
tem 7 anos
e participa
do time de
2013 - Aos 4 anos, Ana foi para a escola. futebol da
Primeiro dia de aula! escola.

Podemos perceber a passagem do tempo marcando a data dos


acontecimentos pelo calendário: 2009, 2010, 2013, 2016.

1 Faça, no caderno, a linha do Linha do tempo: maneira de organizar, em


tempo a seguir. Depois, escreva sequência de datas, acontecimentos da vida de
uma pessoa, um grupo de pessoas, um lugar, etc.
os principais acontecimentos
da vida de Ana.
2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

Ana Ana tem 7 anos e participa


nasceu. do time de futebol da escola.
Ana tem 1 ano e Ana tem 4 anos e
começa a andar. vai para a escola.
20 vinte

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Também podemos perceber a passagem do tempo pelos fatos
que acontecem na nossa vida. Por exemplo, no 2o ano você está
aprendendo uma porção de coisas que não sabia antes.

Ilustra Cartoon/ID/BR
2 Copie no caderno duas frases sobre acontecimentos que você
viveu na escola. Resposta pessoal. Sugestão no Manual do Professor.
a) Comecei a escrever.
b) Participei de muitas brincadeiras.
c) Li histórias e poesias.
d) Aprendi músicas.
e) Fiz desenhos.

Saiba mais
Você pode integrar conhecimentos de Matemática, explicando como se lê a numeração romana.
Os longos períodos de tempo podem ser contados em séculos.
Século é um período de cem anos, geralmente escrito com
símbolos romanos. Veja:
século I – do ano 1 ao ano 100 Símbolo romano: símbolo
do sistema de numeração
século II – do ano 101 ao ano 200 romano. Para compor os
século III – do ano 201 ao ano 300 números, são usadas as letras
maiúsculas M, D, C, L, X, V, I.
Nós estamos no século XXI (vinte e um).
Se julgar conveniente, diga aos alunos qual o valor de cada letra. Sugestão no Manual do Professor.

vinte e um 21

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Outro jeito de perceber a passagem do tempo é pelas mudanças
que ocorrem de uma época para outra. Veja as fotos e leia as
legendas.

Arquivo/Folhapress

Rogerio Reis/Tyba
1 2

Transporte escolar na cidade de São Paulo. Ônibus escolar em Tibau do Sul, no Rio
Foto de 1977. Grande do Norte. Foto de 2013.

Os acontecimentos que ocorrem ao mesmo tempo em vários


lugares também nos ajudam a perceber a passagem do tempo. Por
exemplo, em junho acontecem as festas juninas.
João Prudente/Pulsar Imagens

G. Evangelista/Opção Brasil Imagens

Caconde, São Paulo. Foto de 2012. Campina Grande, Paraíba. Foto de 2012.

3 Qual é a principal mudança que podemos observar nas fotos 1 e


2 acima? O veículo de transporte escolar.

4 Pergunte a um adulto se ele se lembra de algo que tenha


mudado bastante. Escreva no caderno qual foi essa mudança e
quando aconteceu. Resposta pessoal.

5 Escreva no caderno o nome de outras festas que acontecem


todos os anos na mesma época. Resposta pessoal.
As crianças poderão lembrar, por exemplo, o aniversário ou alguma festa de sua religião ou etnia (Natal, Ano-Novo chinês, etc.).

22 vinte e dois

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Agora já sei
1 Manhã, tarde e noite são períodos do dia. Marque na tabela
em que período você realiza cada uma destas atividades.
Resposta pessoal.

Ilustra Cartoon/ID/BR
Atividades do dia Manhã Tarde Noite
Ir à escola
Brincar
Fazer lição
Ver televisão
Tomar banho
Ficar com a família

ƒƒ Acrescente mais uma atividade na última linha da tabela e


indique o período do dia em que você a realiza.

2 Podemos perceber a passagem


do tempo observando a natureza.
Percebemos também pelas
mudanças no nosso corpo, como o

Ilustra Cartoon/ID/BR
crescimento dos cabelos. Escreva
abaixo mais dois exemplos.
Resposta pessoal.
O aluno pode mencionar crescimento das unhas, crescimento em estatura,
crescimento dos pés, indicado pelo aumento do número do calçado, etc.

3 Ao mesmo tempo em que você está na escola, o que está


acontecendo com outra pessoa de sua casa?
Resposta pessoal.

4 O que os funcionários da escola estão fazendo agora?


Resposta pessoal. Sugestão no Manual do Professor.

5 Você costuma ser pontual? Chega na hora à


escola e à reunião de grupo? Ou deixa as pessoas
esperando? Converse com os colegas sobre o
que pensam de atrasos e de pontualidade. Resposta pessoal.
Oriente a conversa, procurando incentivar os alunos a participar. É importante perceberem que não se trata apenas do dever de
cumprir horários, mas de respeito em relação a outras pessoas. Sugestão no Manual do Professor.
vinte e três 23

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capítulo

3 A escrita da História
Sugestão e informações adicionais no Manual do Professor.

Para escrever sua história, desde que nasceu até hoje, onde você
buscaria informações?
Seus pais podem contar muitas coisas. Mas você também pode
consultar fotos, vídeos, roupas e brinquedos guardados.
Há ainda os documentos Documento oficial: documento emitido por
oficiais, como a certidão de órgãos como Secretaria de Segurança Pública,
nascimento. cartório de registro e outros.

1 Escreva no

Arquivo pessoal. Foto: Fernando Favoretto/Criar Imagem


caderno as
informações
que o
documento
ao lado nos
fornece.
a) Nome da
pessoa
registrada.
André Mattos Soares
b) Data de
nascimento.
11 de julho de 2013
c) Local de
nascimento.
São Paulo – SP
d) Nome da
mãe.
Solange Mattos Soares
e) Nome do pai.
Carlos Alberto Soares

Certidão de nascimento.

24 vinte e quatro

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Documentos históricos Sugestão no Manual do Professor.
Certidão de nascimento, carteira de identidade,

Arquivo pessoal
carteira de trabalho, título de eleitor são documentos
necessários a todas as pessoas em diferentes etapas
da vida. Eles são fontes de informação utilizadas para
escrever a história de pessoas.
Para escrever a história de um lugar ou de uma
pessoa, também podem ser utilizados relatos, fotos,
Carteira de
pinturas, vídeos, roupas, esculturas, cartas, mapas, identidade.
livros, revistas, jornais, construções, entre outros. São

Fac-símile/ID/BR
documentos históricos com informações da vida dos
seres humanos em diferentes épocas.
O historiador pesquisa, estuda essas informações
e as compara com o presente. Assim, observa as
mudanças ao longo do tempo. Ele utiliza esses dados
para escrever a História.
Carteira de
trabalho.

Arquivo do Estado de São Paulo, São Paulo

Reprodução de
parte da primeira
página de um jornal.

1 Observe a página de jornal acima e responda.


a) Qual é o nome do jornal? O Clarim da Alvorada.
b) Qual é a data de publicação? 28 de setembro de 1940.
c) Qual é o local de publicação? São Paulo.
d) Qual é a notícia principal? “28 de Setembro, Dia da Mãe Negra”.

vinte e cinco 25

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Tipos de documentos históricos Sugestão no Manual do Professor.
Existem muitos tipos de documentos históricos. Vamos reuni-los
em dois grupos: documentos escritos e documentos não escritos.

Documentos escritos
São os documentos como

Fundação Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro


cartas, livros, jornais, revistas,
contratos, diplomas, cartazes.

Manchete. Editora Bloch, 21/04/1960

Capa da revista Manchete, em edição Carta escrita pela princesa Isabel a seu pai, dom
comemorativa da inauguração de Brasília, Pedro II, imperador do Brasil, datada de 1868.
em 21 de abril de 1960.

Documentos não escritos


Podem ser fotografias, pinturas, gravuras, desenhos, mapas,
esculturas, filmes, objetos, entre outros.
O registro oral, como relatos, entrevistas, histórias contadas
de uma geração para outra, também é documento não escrito. Por
exemplo, para escrever a história de um bairro, Geração: conjunto de pessoas
o historiador pode entrevistar os moradores que têm aproximadamente a
mesma idade.
mais antigos.

26 vinte e seis

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Outro tipo de documento

Ian Trower/Robert Harding World Imagery/Alamy/Glowimages


1
não escrito são as construções,
como prédios, casas e
igrejas. Elas podem retratar a
arquitetura de uma época, fazer
parte da história de um lugar.

Prédio da antiga Câmara Municipal de


Ouro Preto, em Minas Gerais, construído
em 1846. Foto de 2012.

As ruínas, isto é, o que restou


Lazyllama/Alamy/Glowimages

2
de uma construção, também
podem conter informações para o
historiador.

Ruínas de uma igreja construída no


século XVII na cidade de Alcântara, no
Maranhão. Foto de 2012.

1 Escreva no caderno o nome dos documentos abaixo,


separando-os em duas colunas: documentos escritos e
Documentos escritos: carteira de vacinação, certidão de nas-
documentos não escritos. cimento, boletim escolar, agenda. Documentos não escritos:
Sugestão no Manual do Professor. vestimenta, escultura, fotografia, pintura.
a) carteira de vacinação e) boletim escolar
b) vestimenta f) fotografia
c) certidão de nascimento g) agenda
d) escultura h) pintura

2 Observe a foto 2, leia a legenda e responda.


Sugestão no Manual do Professor.
a) Em que cidade e em que estado se localizam essas ruínas?
Em Alcântara, Maranhão.
b) São as ruínas de que tipo de construção? De uma igreja.

c) De que época é a construção? Do século XVII.

d) Essa construção parece bem conservada?


Não, ela está parcialmente destruída.
3 Quais documentos você usaria para escrever sua história
pessoal? Por quê? Resposta pessoal.
Vários documentos podem ser mencionados. O importante é a justificativa que o aluno vai apresentar.

vinte e sete 27

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No tempo das cavernas Informações adicionais no Manual do Professor.

Existem registros muito antigos, da época em que homens,


mulheres e crianças viviam em cavernas e usavam instrumentos
feitos de pedra. Nas paredes das cavernas, eles pintavam animais,
cenas de caçada ou de outras atividades. Essas pinturas são
importantes fontes de informação daquela época.
Andre Dib/Pulsar Imagens

Pintura de cerca
de 12 mil anos
encontrada no
Parque Nacional
da Serra da
Capivara, no
Piauí. Foto de
2013.

Pontas de lança feitas de pedra, restos de fogueira, cacos


de cerâmica, túmulos e ruínas são importantes
fontes históricas. Os locais onde esses materiais se
encontram são chamados de sítios arqueológicos.
Museu Paulista/USP, São Paulo.
Fotografia: Rômulo Fialdini/Acervo do fotógrafo
Cavernas com pinturas feitas por povos que
viveram muito tempo atrás, por exemplo,
são sítios arqueológicos.

Pontas de flecha e de lança feitas de pedra


há aproximadamente 10 mil anos. Foram
encontradas num sítio arqueológico no
estado de Goiás. Foto de 1984.

4 Observe a pintura retratada acima, leia a legenda e responda.


a) Que figuras podemos observar?
Animais de diversos tamanhos e pessoas.
b) Onde foi feita essa pintura? Quando?
Numa caverna do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí. Cerca de 12 mil anos atrás.
28 vinte e oito

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Registros

Brinquedos Comente com os alunos que os brinquedos têm


história e podem conter pistas de uma época.
Com base em documentos, o historiador escreve sobre um
tema. Pode ser, por exemplo, a história de uma pessoa ou de
qualquer acontecimento. É possível escrever também a história de
objetos, como brinquedos.
Alguns brinquedos existem há muito tempo e fizeram parte da
infância de seus pais, de seus avós, de seus bisavós. Os brinquedos
passaram por transformações ao longo do tempo: na forma, no
tamanho, no material de que são feitos.
The Granger Collection/Other Images

Rafael Hupsel/Folhapress
Bildarchiv Hansmann/Interfoto/Glow Images - Puppenmuseum, Munique

Boneca de madeira do Boneca de louça dos Boneca de plástico dos dias


século XVIII. anos 1930. atuais.

ƒƒ Compare as imagens, observando as diferenças, e responda.


a) Que brinquedo é apresentado nas fotografias?
São bonecas.
b) Ao longo do tempo, houve mudanças no formato?
Houve outras mudanças, mas não no formato.
c) E nos materiais de que são feitos?
Sim. Há boneca de madeira, de louça e de plástico.
d) Há diferenças entre esses modelos de brinquedo? Quais?
Sim, na idade representada, no cabelo, na cor, na roupa, nos acessórios, etc.
ƒƒ Em grupo, escrevam a história desse brinquedo, usando as
respostas da atividade anterior e as informações das legendas.
Sugestão no Manual do Professor.

vinte e nove 29

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Agora já sei
1 Complete o quadro abaixo, escrevendo dois exemplos para
cada tipo de documento.

Documento escrito Documento não escrito

certidão de nascimento, carteira de identidade, fotografia, escultura, pintura,

carteira de trabalho, carta, cartaz, jornal, revista, desenho, gravura, mapa, objeto, ruína, edifí-

livro, etc. cio, etc.

2 Observe a foto ao lado e leia a legenda.


a) Marque um X nas informações que a

Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém.


Fotografia: Rômulo Fialdini/Acervo do fotógrafo
foto e a legenda fornecem.
X qual o uso
quem vai usar
X de que material é feito
é muito usado
Banco de madeira em formato de
X quando foi feito tartaruga feito pelos Juruna do Alto
Xingu, Mato Grosso, em 1966.
X quem fez
b) Escreva um pequeno texto com as informações que você obteve.
Esse é um objeto de madeira que é usado para sentar. Foi feito pelos Juruna em 1966.

3 Atualmente, existem muitos tipos de brinquedo. Alguns


são fabricados em indústrias. Outros são artesanais, feitos
um a um por uma pessoa. Converse com um colega
sobre as questões a seguir.
a) De quais brinquedos vocês mais gostam? São feitos de quê?
Resposta pessoal.
b) O que cada criança pode fazer para conservar seus brinquedos?
Resposta pessoal.
30 trinta

AJH2_LA_PNLD16_U01_C03_024A033.indd 30 5/12/14 2:35 PM


Vamos fazer!

Minha linha do tempo Sugestão no Manual do Professor.


Construa sua linha do tempo, desde seu nascimento até os dias
atuais.

Primeiramente,

ID/BR
Nasci em 2009.
procure obter as
Aos 7 me­ses apa­re­ceu meu pri­mei­ro den­te.
informações das
Com 1 ano e 2 me­ ses co­
me­cei a an­dar.
diferentes fases de
Na mi­nha fes­
ta de 2 a ­nos, caí e cor­ ta. Levei três pon­tos.
tei a tes­
sua vida. Converse
Quando ti­
nha 2 a ­nos e m ­ eio, nas­ceu meu ir­ mão Caio.
com um adulto de
sua família e anote,
no caderno, os acontecimentos mais importantes.
Depois, divida uma folha de papel sulfite em oito partes iguais
para fazer pequenas fichas, uma para cada ano de vida.

R
/ID/B
rtoon
a Ca
Ilustr
Preencha as fichas, escrevendo em cada uma as informações que
você conseguiu com seus familiares. Serão oito fichas, uma para cada
ano, a começar pelo ano em que você nasceu.
Do que você vai pre­ci­sar
•• uma folha de cartolina •• cola •• canetas coloridas

Como fazer
Ilustra Cartoon/ID/BR

1. Trace uma linha reta na cartolina e


divida-a em oito partes, desenhando
quadrinhos na parte superior da linha.
2. Escreva em cada quadro um ano, desde
o de seu nascimento.
3. Cole as fichas preenchidas com as
informações sobre os momentos mais
importantes da sua vida, começando
pelo lado esquerdo, como mostra a
figura ao lado.

trinta e um 31

AJH2_LA_PNLD16_U01_C03_024A033.indd 31 5/12/14 2:35 PM


O que aprendi?
1 Observe a ilustração e circule os instrumentos utilizados
para marcar o tempo. Em seguida, converse com a turma
sobre o nome de cada instrumento. relógio
cuco

Ilustra Cartoon/ID/BR
relógio de
relógio bolso
de sol

ampulheta

2 Pinte de os acontecimentos do presente, de os


acontecimentos do passado e de os do futuro.
meu nascimento meu aniversário de 6 anos
passado passado
cursar o 2o ano cursar o 8o ano
presente futuro
3 As fotos mostram épocas diferentes. Escreva os números 1,
2 e 3 nas fotos, ordenando-as da mais antiga (1) para a mais
recente (3).
Edição da Casa A. Miscellánea e A. Electrica S. Leonetti

Marc Ferrez/IMS
2 1

Praça em Porto Alegre, Rio Grande do Sul,


em 1910.
Renato S. Cerqueira/Futura Press

Estação do metrô na cidade de São Paulo, Transporte na cidade do Rio de Janeiro,


em 2012. em 1875.

32 trinta e dois

AJH2_LA_PNLD16_U01_C03_024A033.indd 32 5/12/14 2:35 PM


4 Leia este trecho de uma entrevista com a autora Eva Furnari.

Eva, você sempre gostou de histórias?


Sempre. Quando criança,
minha mãe lia muito para mim.
Meu primeiro livro era grandão,
de 400 páginas, com ilustrações

Ilustra Cartoon/ID/BR
lindíssimas. [...]
Você sempre desenhou?
Desde que peguei no lápis
pela primeira vez.
É por isso que você
costumava contar histórias só com imagens, sem nada de texto?
Sim. [...] Só depois de um tempo é que comecei a escrever. E é tão
legal, porque a imagem é a linguagem da criança. Bem antes de entender
as palavras, ela já olha os desenhos e imagina uma história.
Thais Caramico. O Estado de S. Paulo, São Paulo,
14 ago. 2010. Suplemento infantil Estadinho, p. 5.

a) Qual é o nome e a profissão da entrevistada?


Eva Furnari. Ela é escritora e ilustradora.

b) Ela começou a gostar de histórias só depois de adulta?


Não, ela gosta de histórias desde criança.

c) Essa entrevista é um documento histórico?


Sim, pois ela nos permite conhecer um pouco da história da autora Eva Furnari.

http://www2.tvcultura.com.br/aloescola/infantis/brincarebom/index.htm
Nesse site você pode conhecer a história de alguns
brinquedos que existem há muito tempo, como bola, pião e
trenzinho. Acesso em: 7 abr. 2014.

trinta e três 33

AJH2_LA_PNLD16_U01_C03_024A033.indd 33 5/12/14 2:35 PM


2
unidade

A família

Existem famílias grandes,

AMj Studio/ID/BR
pequenas, com crianças, sem
crianças. Cada família tem
problemas, alegrias, tristezas,
histórias, tem seu dia a dia. E tem
costumes que são passados de
uma geração para a outra.
Atividade oral. Sugestão no Manual do Professor.
ƒƒ Observe as pessoas que estão
no parque. Elas pertencem a
várias famílias.
a) As pessoas têm a mesma
Não; há pessoas idosas,
idade? adultos, jovens e crianças.
b) O que as pessoas idosas
estão fazendo? Passeando e fazendo
atividade física.
c) O que as crianças estão
fazendo? Algumas estão brincando, outras
comprando algodão-doce, participando de um piquenique
d) Todas essas famílias são ou jogando
Não, cada uma vôlei.
iguais? é diferente.
e) Comente duas diferenças
que você percebe nas Resposta
famílias representadas. pessoal.
ƒƒ Às vezes, discutimos
com irmãos, primos ou
outro parente. Isso já
aconteceu com você? Qual
foi o motivo da discussão?
Como vocês resolveram?
Resposta pessoal.

AJH2_LA_PNLD16_U02_C01_034A043 34 13/05/14 17:33


trinta e cinco 35

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capítulo

1 As famílias são diferentes

Leia este texto retirado de um livro para crianças.

Desde que o mundo é mundo


existem famílias. Mas nem todas são

Ilustra Cartoon/ID/BR
iguais, não é verdade?
Tem família que é assim:
Pai, mãe, filhos, avós, tios e primos.
[...]
Tem família que é só a mãe com os
filhos. [...]
Tem família que é só o pai com os
filhos. [...]
Mas uma coisa é certa: família todo
mundo tem!
Anna Cláudia Ramos e Ana Raquel. Todo mundo tem família.
Belo Horizonte: Formato, 2000. p. 16-8, 10-11, 20.

1 Escreva em seu caderno as frases que estão de acordo com


o texto. a e d.
a) Sempre existiram famílias.
b) As famílias foram criadas há pouco tempo.
c) Há um único tipo de família.
d) Há vários tipos de família.

2 Em uma folha avulsa, faça um desenho que complete a frase:


“Tem família que é assim...” Depois, o professor vai expor os
desenhos no mural. Sugestão no Manual do Professor.

3 Em grupo, observem os desenhos dos colegas e


conversem sobre as questões abaixo. Resposta pessoal.
Oriente a conversa, incentivando todos a participarem. Sugestão no Manual do Professor.
a) As famílias desenhadas são todas iguais?
b) O número de pessoas é o mesmo nas famílias?

36 trinta e seis

AJH2_LA_PNLD16_U02_C01_034A043 36 13/05/14 17:33


Cada família tem um jeito e um tamanho
As famílias podem ser parecidas. Mas podem ter jeitos diferentes.
Observe estas fotos. Oriente a observação das fotografias, chamando a atenção para o número de pes-
soas, quantos homens e quantas mulheres há em cada uma, se há crianças, etc.

Martin Novak/iStock/Thinkstock

Stockbyte/Getty Images/Thinkstock
1 2

Gerard Fritz/Photographer’s Choice /Getty Images

Monkey Business Images/Thinkstock


3 4

1 Cada frase a seguir está relacionada a uma das fotos. Em seu


caderno, escreva o número da foto e, ao lado, a frase que
corresponde à sua descrição. 1b, 2a, 3d, 4c. Sugestão no Manual do Professor.
a) Existe família formada de pai, mãe e filhos.
b) Existe família só com pai e filhos ou só com mãe e filhos.
c) Existem também famílias em que um neto ou uma neta vive com
os avós.
d) Existem famílias em que avós, netos, tios e primos vivem juntos.

2 Quantas pessoas fazem parte de sua família e quais são os


nomes delas? Resposta pessoal.

trinta e sete 37

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A família no tempo
Para os romanos que viveram há cerca de 2 mil anos, a palavra
família indicava o grupo formado por um homem, por todas as
pessoas que dependiam dele e por seus bens. Esposa, filhos,
trabalhadores de suas terras, animais (cachorros, bois, cavalos),
móveis, casa e carroças faziam parte da família.

AAAC/TopFoto/Keystone
Detalhe de pedra funerária (de uma sepultura) de quase 2 mil anos. Mostra uma
família romana em um banquete. É interessante mostrar a localização de Roma em um mapa-múndi.
Informações adicionais no Manual do Professor.
Hoje, existem muitos tipos de família. Não é apenas o parentesco
que liga as pessoas de uma família. Afeto, costumes, histórias em
comum também unem uma família.

1 Escreva no caderno as afirmações a seguir que estão de acordo


com o texto. b e c.
a) A forma de organização das famílias foi sempre a mesma.
b) A organização familiar mudou ao longo do tempo.
c) Afeto e costumes também ligam os membros de uma família.
d) O único elemento que liga as pessoas de uma família são os
laços de parentesco.

38 trinta e oito

AJH2_LA_PNLD16_U02_C01_034A043 38 13/05/14 17:33


Cada família tem uma história
Os acontecimentos e os costumes das famílias fazem parte da
história de cada pessoa e também da história da família. Eles podem
ser lembrados pelas pessoas e transmitidos por várias gerações.

1 Leia um trecho do depoimento de dona Risoleta, uma senhora


que nasceu em 1900 em Campinas, São Paulo. Depois,
responda às questões no caderno.

Meu pai era bom, ele sabia contar histórias [...]; quando fazia frio ele
mandava acender o fogo no meio da casa [...] e contava história. “Agora
vão dormir, amanhã tem mais.” [...] Meu pai era delicado, ele não falava
uma palavra que não tivesse rima, falava tudo rimado. O dia que ele
estava bem disposto tudo tinha versinho, mas aquilo bem acentuado,
bem rimado.
As histórias que ele contava eram coisa maravilhosa. Nós tivemos
uma infância! A gente era bem pobrezinha mesmo, mas tinha uma
alegria dentro de casa!
Ecléa Bosi. Memória e sociedade: lembranças de velhos.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 364.
Ela se recorda do costume que seu pai tinha de contar histórias à noite, perto do fogo.
a) No depoimento, dona
Risoleta se recorda
de que costume da
família dela?

Ilustra Cartoon/ID/BR
b) A infância é parte
importante da
história das pessoas.
Como dona Risoleta
acha que foi a
infância dela?
Como um tempo feliz, apesar da pobreza.
c) Você conhece
alguém que fala
“tudo rimado”?
Resposta pessoal.
A pergunta permite integrar conhecimentos de Língua Portuguesa retomando o significado de rima.

2 Agora é a sua vez. Fale aos colegas sobre uma pessoa


de sua família que seja muito especial para você.
Resposta pessoal.
trinta e nove 39

AJH2_LA_PNLD16_U02_C01_034A043 39 13/05/14 17:33


Os objetos contam histórias
Os objetos também podem contar a história das famílias. Roupas,
enfeites, móveis, instrumentos musicais, ferramentas, louças e
brinquedos são importantes fontes de informação sobre famílias de
diferentes épocas.
Observe a imagem abaixo. Este quadro foi pintado por um artista
chamado Debret, que viveu no Rio de Janeiro no século XIX.

Reprodução de Uma senhora brasileira em seu lar, gravura de Jean-Baptiste Debret, Museus Castro Maya, Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR

cerca de 1823.

3 Faça no caderno duas listas de alguns objetos que aparecem


no quadro.
a) Objetos parecidos com os que existem hoje na casa das
pessoas. Tesoura, banco de madeira, bandeja, copo.
De acordo com sua experiência, as crianças podem mencionar outros, como as esteiras ou o cesto.

b) Objetos diferentes dos que existem hoje na casa das pessoas.


As crianças podem apontar o canapé (tipo de sofá antigo com encosto lateral), as esteiras, o cesto.

4 Há em sua casa objetos que acompanham a história de


sua família? Quais são eles? Conte para a turma.
Resposta pessoal.
40 quarenta

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Nome e sobrenome
Leia o trecho de uma canção.
Gente tem sobrenome
Todas as coisas têm nome,
Casa, janela e jardim.
Coisas não têm sobrenome,

Ilustra Cartoon/ID/BR
Mas a gente sim.

Gente tem sobrenome. Toquinho e Elifas Andreato. Em: Herdeiros do futuro. Projeto Guri
2002. Disponível em: <http://www.toquinho.com.br/pagina.php?id=4&BuscaL=&cod_
menu=8&sub=12&DescBusca=>. Acesso em: 21 nov. 2013.

Todas as pessoas recebem um nome quando nascem. Esse nome


pode ter sido escolhido para homenagear alguém ou porque a pessoa
que o escolheu acha que ele é bonito.
Ao longo do tempo, as famílias começaram a ser identificadas por
sobrenomes.
Existem sobrenomes de muitas origens. Às vezes são nomes de
plantas, como Pereira e Oliveira. Podem ser nomes de lugares, como
Braga, que é uma cidade de Portugal. Muitas vezes é difícil saber a
origem de um sobrenome.
No Brasil, muitos sobrenomes vêm de outras línguas, porque
muitas pessoas vieram da Itália, da Espanha, do Japão ou de outro
país onde não se fala português.

5 Escreva no caderno as informações pedidas. Se necessário,


pergunte a um adulto. Resposta pessoal.
Sugestão no Manual do Professor.
a) Seu nome completo.
b) Quem escolheu seu nome?
c) Por que esse nome foi escolhido?
d) É possível identificar a origem de seu sobrenome? Qual é?

quarenta e um 41

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Registros

Álbum de família Sugestão no Manual do Professor.


É comum as pessoas serem fotografadas em reuniões
familiares: aniversário, casamento, passeio e muitas outras.
As lembranças ficam registradas nas fotos!
Essas fotos, reunidas em um álbum, guardam a história
da família, de pessoas, de acontecimentos. Também fornecem
informações de época: como eram as famílias, como viviam, quais
eram as diversões, como eram as roupas e os penteados.
Antes de iniciar a atividade, analise as fotografias com os alunos, chamando-lhes
Observe as fotos. a atenção para detalhes como penteado, roupas, postura, etc.
Ginasgalaxy/Dreamstime.com/ID/BR
Elenaray/Dreamstime.com/ID/BR

Luís e Ana Oliveira, 1915.

Família Oliveira,
1935.

ƒƒ Elabore duas perguntas que você faria para ter informações


dessa família e da época. Troque de caderno com um colega.
Cada um deverá responder às perguntas do outro.
Resposta pessoal.
ƒƒ Que detalhes podem indicar que essas fotos não são atuais?
Além da data marcada nas fotografias, penteados, roupas, boina, aparência das fotografias
(parecem antigas).

42 quarenta e dois

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Agora já sei
1 Complete as frases abaixo com os parentescos.

a) A mulher do irmão do meu pai é   minha tia.

b) O filho do irmão da minha mãe é   meu primo.

c) O pai da minha prima é   meu tio.

2 Releia o título da página 39: “Cada Cada família tem uma história
Os acontecimentos e os costumes
das famílias fazem parte da
da história da família. Eles podem

família tem uma história”. Escreva


história de cada pessoa e também
por várias gerações.
ser lembrados pelas pessoas e transmitidos
de dona Risoleta, uma senhora
1 Leia um trecho do depoimento
São Paulo. Depois,
que nasceu em 1900 em Campinas,
responda às questões no caderno.

duas perguntas relacionadas a esse Meu pai era bom, ele sabia contar histórias
mandava acender o fogo no meio da
vão dormir, amanhã tem mais.” [...]
[...]; quando fazia frio ele
casa [...] e contava história. “Agora
Meu pai era delicado, ele não falava
uma palavra que não tivesse rima, falava
estava bem disposto tudo tinha versinho,
tudo rimado. O dia que ele
mas aquilo bem acentuado,

título. Quando terminar, troque de livro com


bem rimado.
maravilhosa. Nós tivemos
As histórias que ele contava eram coisa
mesmo, mas tinha uma
uma infância! A gente era bem pobrezinha
alegria dentro de casa!
lembranças de velhos.
Ecléa Bosi. Memória e sociedade: 2007. p. 364.
São Paulo: Companhia das Letras,

um colega. Responda às perguntas dele, e ele a) No depoimento, dona


Risoleta se recorda
de que costume da

Ilustra Cartoon/ID/BR
família dela?

responde às suas.
b) A infância é parte
importante da
história das pessoas.
Como dona Risoleta
acha que foi a
infância dela?
c) Você conhece
alguém que fala

Resposta pessoal.
“tudo rimado”?

colegas sobre uma pessoa


2 Agora é a sua vez. Fale aos
para você.
de sua família que seja muito especial
trinta e nove 39

17/04/14 08:02

39
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3 Sua família é diferente da do seu colega. A família dele é


diferente da do outro, e assim por diante. Converse com os
colegas sobre as questões a seguir. Resposta pessoal. Sugestão no Manual do Professor.
a) As diferenças podem dificultar o relacionamento entre pessoas
de uma família e de outra?
Mencione que essas diferenças, muitas vezes, se devem à origem da família.
b) Para você, o que é mais importante em sua família?
E no relacionamento com outras famílias?
É importante valorizar atitudes de respeito.

http://www.museudoferrodepassar.com.br/
Os objetos também mudam com o passar do tempo.
Ao acessar o site do Museu do Ferro de Passar, você poderá
conhecer as transformações desse objeto, por meio de uma
galeria com mais de 500 fotos. Acesso em: 7 abr. 2014.

quarenta e três 43

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capítulo

2 Convivência em família

Cada família tem um modo de conviver. O dia a dia e os costumes


variam de uma família para outra.
Leia o texto e veja como é a convivência na família do Marcelo.

Todo mundo na minha casa acorda cedo.


A gente toma café juntos. E a gente janta todos juntos.
Meu pai não vem almoçar em casa, porque ele trabalha longe. Minha mãe
vem todos os dias porque ela trabalha mais perto.
As crianças, de noite, vão dormir antes dos grandes.
[...]
Todos na minha casa ajudam a fazer as coisas. Eu sempre faço a minha
cama, eu guardo a minha roupa e os meus brinquedos [...].

Ilustra Cartoon/ID/BR

Ruth Rocha. A família do Marcelo. São Paulo: Salamandra, 2001. p. 11-13.

1 Observe a imagem acima: O que a família está fazendo?


Está se preparando para a refeição.
2 Em sua família, os costumes são semelhantes aos da
família do Marcelo? Conte aos colegas como é o cotidiano
de sua família. Resposta pessoal.
Sugestão no Manual do Professor.

3 Compare seu cotidiano com o dos colegas. São muito


diferentes? Por quê? Resposta pessoal.
As diferenças devem ser ressaltadas para que os alunos
valorizem a diversidade e as atitudes de respeito.
44 quarenta e quatro

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O dia a dia em família Sugestão no Manual do Professor.

Cada família tem seus horários, sua maneira de se organizar e


de fazer as atividades do dia a dia.
Em algumas famílias, as pessoas se reúnem para as refeições,
em outras não. Participar da arrumação da casa, trabalhar, estudar,
divertir-se são outras atividades que variam de uma família para outra.

Ilustra Cartoon/ID/BR
1 O que você costuma fazer sozinho? E com sua família?
Escreva as frases abaixo em seu caderno, separando-as em
três colunas: Resposta pessoal.
ƒƒ Atividades que faço com toda a família
ƒƒ Atividades que faço com algumas pessoas da família
ƒƒ Atividades que faço sozinho ou com pessoas que não são
da família Se os alunos apresentarem dificuldade para realizar a atividade,
primeiro faça-a oralmente, incentivando a participação de todos.

a) Tomar o café da manhã. f ) Ajudar na arrumação da casa.


b) Almoçar. g) Fazer os deveres da escola.
c) Ir à escola. h) Ler livros.
d) Ver televisão. i) Fazer compras.
e) Brincar. j) Passear.

quarenta e cinco 45

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Ajudando em casa
No dia a dia, todos podem ajudar nas tarefas de casa. Observe.

Ilustrações: Ilustra Cartoon/ID/BR


2

2 O que cada membro da família está fazendo nas cenas 1 e 2?


Escreva no caderno. 1) O pai está brincando com o filho, a mãe e a filha lavam a louça.
2) O pai está lavando a louça com a filha, a mãe dá papinha ao bebê.

3 Converse com os colegas sobre as questões a seguir.


Sugestão no Manual do Professor.
a) Há tarefas de casa que são feitas só por mulheres?
b) Há tarefas de casa que são feitas só por homens?
c) Será que em todas as famílias todos os membros colaboram?

4 Escreva em seu caderno o que você faz para colaborar


em casa. Troque de caderno com seu colega e compare
as respostas. As colaborações são semelhantes? Se houver
diferenças, escreva-as no caderno. Resposta pessoal. Sugestão no Manual do Professor.

46 quarenta e seis

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Os costumes
Cada família tem suas histórias, gostos e costumes, que são
passados de pais para filhos.
Festas, modo de educar os filhos, danças, brincadeiras, jogos,
pratos típicos são alguns dos aspectos que variam de família para
família.

1 Observe as fotos. Com um colega, imagine algumas


outras atividades no dia a dia de cada uma dessas
famílias. Registrem suas ideias no caderno.
Resposta pessoal.
Fernando Favoretto/Criar Imagem

Gerson Gerloff/Pulsar Imagens


Avós e neto durante almoço na cidade de São Paulo.
Foto de 2014.
Paulo Ochandio/Acervo do fotógrafo

Mãe ensinando filha a andar de


bicicleta em Santa Maria, Rio Grande
do Sul. Foto de 2013.

Tia ajudando sobrinhas a estudar, circo


Guaracida em Votorantim, São Paulo.
Foto de 2013.

2 Sua família costuma fazer algo especial, de que todos gostam


muito? Resposta pessoal. Sugestão no Manual do Professor.

quarenta e sete 47

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Conte aos alunos que os Yawanawá vivem em terras
Famílias diferentes, costumes diferentes indígenas do município de Tarauacá, no Acre. Mais
informações no Manual do Professor.
Você, provavelmente, conhece famílias que têm costumes
diferentes dos costumes da sua família. A diferença pode estar no
modo de organizar a casa, no comportamento dos familiares, nas
atividades que realizam, na maneira de se divertir.
Essas diferenças são mais evidentes quando comparamos nossa
família com famílias de outros povos, como os vários povos indígenas.
Leia o texto abaixo sobre a tribo dos Yawanawá.

Não há idade para aprender na tribo dos Yawanawá. [...] O arco e a


flecha são o brinquedo dos meninos, que cedo aprendem a caçar e viver como
guerreiros de seu povo.
[...]
A mulher sempre foi valorizada em sua função, que vai além de cuidar
do preparo da comida e dos filhos. Ela também é guerreira e ganha voz para
opinar, mesmo que a decisão final seja do homem.
[...]
As mães sabem que em suas tarefas de cuidar do alimento, ajudar na
colheita e embelezar seu povo está também a responsabilidade de tornar as
filhas boas mulheres e os filhos, bons guerreiros.
Andréa Zílio. A nova história do povo Yawanawá.
Jornal Página 20, Rio Branco, 19 abr. 2005
(caderno especial).

Ilustra Cartoon/ID/BR

3 Há diferenças entre os costumes dos Yawanawá e os das


famílias que você conhece? Quais? Converse com os
colegas. Resposta pessoal.
O objetivo é trabalhar as diferenças de costumes,
valorizando a pluralidade cultural.
48 quarenta e oito

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Os costumes nas famílias do passado
No início do século XX, a maioria das famílias era mais numerosa
do que as famílias atuais. Os rapazes e principalmente as moças se
casavam muito jovens e tinham muitos filhos.
Fotógrafo não identificado/Coleção José Ariodante Mattana

Família fotografada
em Caxias do Sul,
Rio Grande do Sul,
por volta de 1915.

Nas famílias com mais recursos, em geral, as mulheres eram


educadas para cuidar da casa. Poucas trabalhavam fora. Eram os
homens que ganhavam dinheiro para sustentar a família.
Nas famílias com menos recursos, muitas mulheres
trabalhavam fora de casa. Eram operárias, costureiras, balconistas,
empregadas domésticas. O salário delas era necessário para o
sustento da família. Elas também cuidavam da casa, fazendo as
tarefas domésticas bem cedo, antes de ir trabalhar, ou à noite e
nos dias de folga.
O salário das mulheres costumava ser menor que o dos homens,
mesmo quando faziam o mesmo trabalho.

4 Observe a foto acima e responda às questões.


a) Quando e onde ela foi tirada? Por volta de 1915, em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul.

b) Quantos adultos aparecem? E quantas crianças? Dois adultos e cinco crianças.


c) Como são as roupas das crianças? As roupas são bem sérias, formais.
d) São roupas muito diferentes das que você e seus colegas usam?
Resposta pessoal.
quarenta e nove 49

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Mudanças Comente que aqui a palavra “lutas” se refere a reivindicações,
manifestações, protestos, negociações, não à luta física.

Durante a segunda metade do século XX, depois de muitas lutas,


as mulheres começaram a exercer as mais diversas profissões.
Mas ainda hoje existem muitas dificuldades. As mulheres, em
geral, recebem salários mais baixos que os homens e muitas vezes
ainda têm de fazer todo o trabalho de casa.
Memorial do Imigrante, São Paulo

Fotógrafo não identificado/Arquivo Histórico


Municipal João Spadari Adami.
Colheita de café no estado de São Paulo, Operárias em Caxias do Sul, Rio Grande
por volta de 1920. do Sul, 1925.
Museu Histórico “Professor Carlos da Silva
Lacaz”, Faculdade de Medicina/USP, São Paulo

Arquivo/Estadão Conteúdo

À esquerda, Odette dos Santos


Norá, aluna da primeira turma
da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo. Foto
de cerca de 1915. Sala de aula na cidade de São Paulo, em 1966.

5 Observe as fotos e leia as legendas. Depois, responda.


a) Você conhece alguma mulher que realize os trabalhos
mostrados? Quais? Resposta pessoal.
b) Em geral, até o século XX as mulheres não realizavam um dos
trabalhos mostrados. Qual? O de médica.
Veja informações no Manual do Professor.

50 cinquenta

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Agora já sei
1 Aniversário! Uma comemoração que faz parte dos costumes de
muitas famílias. Leia o texto.

Festa de aniversário é na casa da avó. Todos os


primos juntos e os amigos da rua e da escola. Um bolo
enorme, a roupa mais bonita, o maior sorriso. A avó,

Ilustra Cartoon/ID/BR
como um passarinho piando, pra lá e pra cá, toda
felicidade. Mães e pais em conversas de gente grande.
No final da festa, as roupas tortas, um cansaço bom
e o corpo indo, escorregando pro país do sono.
Roseana Murray. Retratos. Belo Horizonte: Miguilim, 2003. s. p.

ƒƒ O texto trata de uma festa de aniversário.


a) Onde é essa festa?
Na casa da avó.

b) Quem são os convidados?


Primos, amigos da rua e da escola, a avó, mães e pais.

c) Você costuma comemorar seu aniversário? Como?


Resposta pessoal.

2 No convívio familiar, há momentos de ajudar em casa


e há momentos de se divertir. Resposta pessoal.
a) Você concorda com essa afirmação? Por quê?
b) Na sua opinião, isso acontece em todas as famílias?
ƒƒ Converse sobre essas questões com os colegas.
Sugestão no Manual do Professor.

http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=com_
zoo&view=item&item_id=4778
Você conhece o site do canal TV Escola? Nessa página da internet,
há um vídeo divertido, em que bonecos apresentam os costumes no
Brasil, no início de sua formação. Acesso em: 5 abr. 2014.

cinquenta e um 51

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capítulo

3 As famílias brasileiras Sugestão no Manual do Professor.

As famílias brasileiras foram formadas por diferentes povos


que habitaram o Brasil ao longo de sua história.
No texto a seguir, o médico Drauzio Varella conta a origem da
família de sua mãe. Ele nasceu em São Paulo, em 1943.

Meu outro avô, pai da minha mãe, costumava se sentar na cadeira de


balanço e ler as notícias da guerra para minha avó. [...]
Era um homem baixo e atarracado, que escrevia com letra perfeita. [...]
Nascido numa região chamada Trás-os-Montes, ao norte de Portugal, veio
para o Brasil com o pai, professor, a mãe e um irmão. [...]
Foi no Brás que ele conheceu a minha avó Brás: bairro da cidade de São Paulo.
Ana. Essa minha avó nasceu no Porto, uma das Na primeira metade do século XX,
maiores cidades de Portugal, e chegou criança ao era um bairro com muitas fábricas e
moradias de operários.
Brasil, junto com a família numerosa. [...]
Drauzio Varella. Nas ruas do Brás. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2004. p. 11-12.

1 Agora, responda às seguintes questões:


a) Onde nasceu o avô materno de Drauzio Varella?
Em Trás-os-Montes, em Portugal.
b) E a avó dele?
No Porto, em Portugal.
c) Onde o avô e a avó dele se conheceram?
No Brás, em São Paulo.
2 Pesquise em casa e responda: Qual é a origem de sua família?
Resposta pessoal.
3 Ana organizou Ano de Local de nascimento
uma tabela Nome
nascimento (cidade – país)
sobre seus Paulo José Rossi 1969 Brasília – Brasil
familiares. Qual
Paulo José
é a origem do 1989 Belém – Brasil
Rossi Filho
parente mais velho?
Herculano Rossi 1950 Roma – Itália
Converse com os
colegas e explique Maria Vitória
1945 Lisboa – Portugal
como chegou a essa Flores Simões
resposta. Lisboa. Nina Helena
2014 Roma – Itália
Rossi
A atividade permite integrar conhecimentos de Matemática. O aluno poderá relacionar a própria data de nascimento às datas apresentadas,
utilizando conceitos de maior e menor, ou efetuar operações de subtração. Se considerar oportuno, é possível organizar uma linha do tempo.
52 cinquenta e dois

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Note que vamos trabalhar apenas a diversidade étnica
Famílias de diferentes origens na formação das famílias. Relações e conflitos entre in-
dígenas e conflitos entre indígenas, portugueses e afri-
canos serão tratados nos próximos volumes desta coleção.
Pessoas de diferentes lugares do mundo vieram morar no Brasil.
Começaram a chegar em 1500, quando somente os povos indígenas
habitavam as terras do atual território brasileiro.
Primeiramente vieram os portugueses. Depois, os africanos, que
foram trazidos à força para trabalhar. Você pode fazer com que as crianças tenham os primeiros contatos com
a noção de escravização. Poderá usar os termos “escravização”, “africa-
Séculos mais tarde, chegaram italianos, alemães, espanhóis, nos escraviza-
dos” e “traba-
libaneses, poloneses, japoneses, sírios e outros. lho escravo”.

As famílias brasileiras foram formadas por todos esses povos


e seus descendentes. Observe, nas fotos a seguir, famílias brasileiras
de diferentes origens.
Luciano Galvão/LugguiPhotos/ID/BR

Família fotografada na
cidade de São Paulo,
em 2014.
Wesylle Santana/ID/BR

Wesylle Santana/ID/BR

Família fotografada em Corumbá, Mato Família fotografada em Itaporã, Mato Grosso do


Grosso do Sul, em 2014. Sul, em 2013.

1 Escreva no caderno a afirmação que está de acordo com as


fotos acima.
ƒƒ Todas as famílias brasileiras têm a mesma origem. Incorreta.

X ƒƒ Cada família está organizada à sua maneira e pode ter origens


diferentes. Correta.

cinquenta e três 53

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Uma mistura de costumes Sugestão no Manual do Professor.

As diferentes origens contribuíram para a grande diversidade


de costumes das famílias brasileiras.
Na rua, na escola, no trabalho, as pessoas se encontram e
convivem umas com as outras. Assim, cada uma aprende algo dos
costumes das outras.
Por exemplo, uma criança de família italiana aprende capoeira,
aquela mistura de jogo, dança e luta de origem africana. E na casa de
uma família japonesa pode haver uma rede, que é de origem indígena.
E a comida, então? Muita gente gosta de farofa, que vem dos
indígenas, e há quem adore macarronada com molho de tomate,
do jeito italiano. E de vez em quando é muito bom tomar uma sopa,
como os portugueses. Ou, ainda, comer uma esfirra ou um quibe, que
os sírios e os libaneses ensinaram a preparar.
Luciano Galvão/LugguiPhotos/ID/BR

Leo Caldas/ID/BR
Foto tirada na cidade São Paulo, em 2014. Foto tirada em Recife, Pernambuco, em 2014.
Luciano Galvão/LugguiPhotos/ID/BR

Henrique Amaral/AeroStudio/ID/BR

Foto tirada na cidade de São Paulo, em 2014. Foto tirada em Porto Alegre, Rio Grande do
Sul, em 2014.

54 cinquenta e quatro

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2 Observe as fotos da página ao lado. Você sabe qual é a origem
dessas comidas? Dica: desembaralhe as letras para descobrir.
a) A RAREFSI é de origem libanesa e síria.
esfirra
b) A macarronada é de origem ATILANIA.
italiana
c) A CATIPOA é de origem indígena.
tapioca
d) O acarajé é de origem IFRANACA.
africana
3 Em sua família há o costume de se fazer algum prato especial?
Você sabe qual é a origem desse prato? Resposta pessoal.
Sugestão no Manual do Professor.

4 Observe a ilustração

Ilustra Cartoon/ID/BR
e responda: Qual
é a origem desse
costume?
O origami (dobradura) é
de origem japonesa.

Saiba mais

Os africanos trazidos para o Brasil eram pessoas de povos


diferentes, com costumes diversos. Mas muitas famílias africanas
tinham algumas características em comum.
Havia grande consideração pelas pessoas mais velhas. Elas eram
tratadas com cuidado, e seus conselhos eram ouvidos com muito
respeito. Os idosos contavam as histórias e os costumes de seu povo
para as crianças e os jovens.
As crianças eram orientadas e educadas pelas mães. Em geral, a
família da mãe tinha uma influência mais forte do que a família do pai.

cinquenta e cinco 55

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Agora já sei
1 Complete as frases usando as palavras a seguir.

africanos portugueses indígenas

a) Em 1500, os      portugueses      encontraram aqui diversos


povos      indígenas     .

b) Anos depois, os     portugueses     trouxeram à força pessoas


de diferentes povos     africanos    .

c) As famílias brasileiras foram formadas por      portugueses      ,

   indígenas   ,    africanos    e pessoas de outras origens.


Leia o texto com os alunos e esclareça as dúvidas
que surgirem. O objetivo aqui é trabalhar o respei-
2 Leia o texto e responda às questões. to à diversidade cultural e valorizar a riqueza que
essa diversidade proporciona.

Nessa metrópole [São Paulo] muitas crianças têm bisavós, avós


e até mesmo pais que vieram de outras partes do mundo. Tem gente
de Portugal, da Espanha, do Japão, do Líbano, da África, da Itália,
da Alemanha, da Coreia e de vários outros lugares. Com essa grande
mistura, tem criança com um avô português e uma avó alemã. Outra que
é filha de mãe japonesa e pai libanês.
Ana Busch e Caio Vilela. Um mundo de crianças. São Paulo: Panda Books, 2007. p. 62.

a) Do que o texto trata?


Trata das diversas origens das famílias que vivem na cidade de São Paulo.

b) No seu bairro, existem pessoas que vieram de outros países?


Quem são essas pessoas?
Resposta pessoal.

3 Cada povo tem seus costumes, hábitos, festas, idioma.


Alguns costumes podem parecer estranhos para quem
não tem a mesma origem. Converse com a classe.
Resposta pessoal.
a) Como devemos nos comportar em relação a esse tipo
de estranhamento?
b) Como você espera que as pessoas se comportem se
estranharem algum costume seu? Sugestão no Manual do Professor.

56 cinquenta e seis

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Vamos fazer!

Painel da minha família


Podemos representar a família em um painel de fotos.

Veja como é o painel da família de Pedro.

Ilustração: Ilustra Cartoon/ID/BR


Fotos: Barsik/Dreamstime.com/ID/BR; Elenathewise/Dreamstime.
com/ID/BR; Andres Rodriguez/Dreamstime.com/ID/BR; Jason Stitt/
Dreamstime.com/ID/BR; Galina Barskaya/Dreamstime.com/ID/BR; José
Wilson Araújo/Shutterstock/ID/BR; Peteralbrektsen/Dreamstime.com/
ID/BR; Auremar/Shutterstock/ID/BR; AVAVA/Shutterstock/ID/BR; Bobby
Deal/Shutterstock/ID/BR; Photobank.ch/Shutterstock/ID/BR
ƒƒ Como se chamam o avô e as avós de Pedro?
Augusto, Leonor e Júlia.
ƒƒ Como se chamam a mãe e o pai de Pedro?
Lúcia e Paulo.
Agora você vai fazer um painel com a sua família.
Do que você vai precisar
•• cartolina •• tesoura sem ponta
•• cola •• canetinhas

Como fazer
1. Preparação das cópias de fotografias ou desenhos
Peça aos adultos de casa cópia de uma foto sua e uma de cada pessoa de sua família.
Se não conseguir ou faltar alguma, faça um desenho.
2. Organização dos retratos
Organize as fotos ou os desenhos das pessoas de sua família em ordem de idade,
do mais velho para o mais novo.
3. Finalização
Cole as cópias das fotos ou dos desenhos em uma folha de cartolina, seguindo a ordem.
Embaixo de cada retrato, escreva o nome da pessoa e o grau de parentesco dela
com você. Enfeite seu painel do jeito que quiser para ele ficar bem bonito.

cinquenta e sete 57

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O que aprendi?
1 Observe as fotos e responda às questões a seguir. Edições Culturais, 2001.
s e álbuns

1
litoral paulista nos cartões-postai
de lembranças. São Paulo: Solaris
Em: Lembranças de São Paulo: o

2
Família em praia do Guarujá,
Margareth Leite/ID/BR

São Paulo, em 1925.

Família passeando,
Teresina, Piauí,
em 2014.

a) Qual é a foto mais antiga? Foto 1.

b) Que pistas você observou para descobrir qual era a foto mais
antiga?
O aluno pode mencionar a data que consta na legenda ou as roupas, corte de cabelo, etc.

c) O que você observa de semelhante entre as duas fotos?


As duas fotos retratam famílias se divertindo.

d) E de diferente?
O tipo de roupa usada pelas famílias, o número de filhos, o local onde as famílias estão se

divertindo.

e) Você e sua família costumam se divertir como as famílias


retratadas nas fotos? Conte para os colegas e para o
professor. Resposta pessoal.

58 cinquenta e oito

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2 Cada família tem
sua história. E

Ilustra Cartoon/ID/BR
agora é sua vez de
contar um pouco
da história de sua
família.

ƒƒ Escreva como é formada sua família. Conte de onde vieram os


seus avós e diga como são as crianças e os adultos da família. Se
preferir, escreva sobre uma lembrança de infância contada por
algum adulto.
ƒƒ Depois de escrever sua história, faça um desenho para ilustrá-la.

3 A Declaração dos Direitos da Criança existe desde 1959. Ela diz:


O objetivo é trabalhar a noção de direito, destacando aqui o direito a um nome. Os alunos devem perceber a importância da certidão de
nascimento para que tenham acesso a outros direitos, como saúde (vacinação) e educação.
Princípio 3º
Desde o nascimento, toda criança terá direito a um nome [...].
ONU, Comitê Social Humanitário e Cultural da Assembleia Geral.

a) Qual é o primeiro documento que registra o nome completo


da criança?
Certidão de nascimento.

b) Será que toda criança tem esse documento?


Resposta pessoal.

c) Na sua opinião, por que é importante ter esse


documento que registra o nome completo?
Resposta pessoal.

cinquenta e nove 59

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3
unidade

A escola

Você vai à escola durante a

AMj Studio/ID/BR
semana. Convive com várias
pessoas, estuda, aprende coisas
novas, brinca. Hoje é reconhecido
o direito que todas as crianças têm
de frequentar a escola. Mas nem
sempre foi assim. Como era no
passado?
Atividade oral. Sugestão no Manual do Professor.

ƒƒ Desde quando existe a escola


da cena ao lado?
a) Pelo menos desde 1990.
b) Pelo menos desde 2005.
c) Pelo menos desde 1905. X

d) Pelo menos desde 1997.


ƒƒ Como você chegou a essa
resposta? Há um quadro com a foto da escola
e o ano de 1905.
ƒƒ Na cena, há situações que não
deveriam ocorrer? Quais?
a) Explique sua resposta
e ouça a explicação
dos colegas.
Resposta pessoal.
b) Conversem sobre
o que é importante
para o convívio com
as pessoas na sala
de aula e na escola.
Resposta pessoal.

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Augusto Malta
ck/ID/BR
Ablesto

sessenta e um 61

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capítulo

1 As primeiras escolas Em um planisfério, mostre aos alunos a locali-


zação do Brasil e da Grécia.

Você sabia que há cerca de 2 500 anos já havia escolas entre os


gregos?
A idade dos alunos variava e havia adultos também. Os
estudantes aprendiam a ler e escrever, calcular, falar em público,
estudavam música e praticavam esportes.

1 Observe a pintura e responda.

Heritage/Other Images
(Data: 500-
-460 a.C.)
Pintura em
vaso grego
antigo.
Resposta pessoal.
a) Parece que ela foi feita recentemente ou há muito tempo?
b) Na cena, algumas pessoas estão em pé e outras estão sentadas.
Estimule os alunos a formular hipóteses. Anote as respostas no
O que elas parecem estar fazendo? quadro de giz. Só depois comente sobre a imagem para que
confrontem com as hipóteses. Sugestão no Manual do Professor.
c) Essa cena poderia estar representando um ambiente de estudo?

2 Leia estas questões e converse sobre elas com os


colegas. Depois, anote no caderno suas conclusões.
Resposta pessoal.
a) Na sua opinião, como as crianças aprendiam quando não
havia escola?
b) Quem eram os alunos? E os professores?
c) Será que hoje todas as crianças brasileiras vão à escola?
Ao terminar o capítulo, oriente os alunos para que comparem as hipóteses levantadas com o que estudaram.

62 sessenta e dois

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Quem eram os professores
Na Grécia Antiga, eram os sábios que
Sábio: na Grécia Antiga, pessoa com
educavam as crianças e os jovens. muitos conhecimentos, de diversos
Já por volta de 1300, em boa parte da assuntos.
Latim: idioma falado pelos antigos
Europa, as aulas eram dadas pelos padres. romanos; deu origem a várias
Em geral, as crianças entravam na escola línguas atuais, como o português.
Jesuíta: padre da Companhia de
com 6 ou 7 anos e aprendiam leitura, latim, Jesus, um grupo da Igreja católica.
canto, aritmética e, às vezes, escrita.
No Brasil, foram os jesuítas

Manuel de Paula Ramos/Coleção particular


que fundaram as primeiras
escolas. Eles chegaram em 1549
para ensinar aos indígenas os
costumes, a língua e a religião
dos europeus. Eles também
eram professores dos filhos dos
portugueses.
A partir de 1759, o governo
português fechou as escolas
dos jesuítas. Outras pessoas
passaram a dar aulas, às vezes
na casa do próprio aluno.
Há quase duzentos anos,
o ensino no Brasil passou a ser
responsabilidade do governo. O
número de escolas e professores
aumentou. Mas muitas crianças Professora (no centro) em aula na Fazenda
não frequentavam a escola. Pau-Grande, no Rio de Janeiro. Foto de 1860.

1 Qual é a sequência dos acontecimentos abaixo? Escreva as frases,


ordenando do acontecimento mais antigo para o mais atual.
3 ƒƒ P
 or volta de duzentos anos atrás, o número de professores
aumentou, mas nem todas as crianças iam à escola.
1 ƒƒ E
 m 1549, chegaram os jesuítas para ensinar aos indígenas a
língua, a religião e os costumes europeus.
2 ƒƒ Depois de 1759, os professores davam aula na escola ou na casa
do aluno.

sessenta e três 63

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Quem eram os alunos
Durante séculos, em muitos lugares do mundo, só famílias
muito ricas conseguiam dar educação escolar às crianças. Apenas os
meninos estudavam. Crianças pobres trabalhavam e não iam à escola.
No Brasil, não foi diferente. Somente os filhos de famílias ricas
estudavam. Poucas pessoas eram alfabetizadas.
A partir dos anos 1930, a situação começou a mudar: o ensino
gratuito tornou-se obrigatório.

Marc Ferrez/IMS

UH/Folhapress
1 2

Meninos jornaleiros na cidade do Rio de Crianças e adolescentes voltando do trabalho


Janeiro. Foto de 1899. em Sorocaba, São Paulo. Foto de 1952.

1 Observe as fotos e responda. Sugestão no Manual do Professor.

a) Nas imagens 1 e 2, quem são os trabalhadores? Adultos ou


crianças? São crianças e adolescentes.
b) De quando é a foto 1? E a foto 2?
A foto 1 é de 1899; a foto 2 é de 1952.
2 Escreva no caderno a frase que, na sua opinião, corresponde à
situação observada na atividade anterior. b
a) Logo que o ensino gratuito foi implantado, todas as crianças
passaram a ir à escola.
b) No Brasil, o ensino gratuito tornou-se obrigatório, mas muitas
crianças continuaram a trabalhar, em vez de estudar.

64 sessenta e quatro

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A escola é direito de todos
No Brasil, em 1934 a Constituição estabeleceu, pela primeira vez,
que a educação é direito de todos.
Atualmente, é dever do governo criar e manter Constituição: principal
conjunto de leis do país.
escolas e garantir vagas para todas as crianças. E é
responsabilidade dos pais mandar os filhos à escola.
As crianças com deficiência têm direito de estudar na escola com
as outras crianças. Esse direito é garantido por lei.
Luciana Whitaker/Pulsar Imagens

Estudar é um direito garantido


pela lei a todas as crianças do
Brasil. Mas ainda há muitos
meninos e meninas que
trabalham e não frequentam a
escola. Na imagem, crianças
no pátio de uma escola
pública em Corumbá, Mato
Grosso do Sul. Foto de 2012.

Eduardo Zappia/Pulsar Imagens


2

Escola em Arapiraca,
Alagoas. Foto de 2013.

3 Observe as fotos acima e responda.


a) O que as crianças estão fazendo nas fotos 1 e 2?
Na foto 1, os alunos estão conversando no pátio da escola. Na foto 2, estão na sala de aula estudando.
b) O que mais chamou sua atenção em cada foto? Resposta pessoal.

4 Agora, escreva em seu caderno uma legenda para cada foto,


usando as respostas da atividade anterior. Resposta pessoal.
Ajude os alunos na elaboração da legenda. Se tiverem dificuldade para escrever o texto, auxilie-os a organizar as ideias, articulá-las e colocá-las
no papel. Se necessário, faça a atividade coletivamente.
sessenta e cinco 65

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Saiba mais
A escrita foi inventada muito tempo atrás, há mais de 5 mil anos.
Sem a escrita, como os acontecimentos, os costumes, os
conhecimentos podiam ser registrados e transmitidos?
Os grupos humanos que viveram em cavernas fizeram desenhos
nas paredes, chamados de pinturas rupestres. Eram registros, por
exemplo, de pessoas e de animais e registros de cenas de caça e
de dança.

Fabio Colombini/Acervo do fotógrafo

Pintura rupestre de cena de caça, no Parque Nacional da Serra da Capivara,


Piauí. Foto de 2000.

Outro modo que os povos sem escrita utilizavam para ensinar


os conhecimentos e os costumes, como o uso de plantas para curar
doenças, era a transmissão oral. Os adultos também contavam aos
mais novos a história do grupo.
ƒƒ Imagine se você vivesse em uma sociedade sem escrita.
Numa folha avulsa, faça desenhos para registrar como as
pessoas viveriam, como seriam os costumes, as atividades
Terminado o trabalho, oriente os alunos para que troquem
ou algo que você ache importante. os desenhos e observem o que foi feito pelo colega.
Depois, avalie a possibilidade de montar um painel e colocá-lo no mural da sala.

66 sessenta e seis

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Agora já sei
1 Leia a seguir alguns dos direitos da criança. Eles foram
estabelecidos na Declaração dos Direitos da Criança, em 1959, e
valem até hoje.

[...] Aprender é para todos, e, se você precisar, receberá cuidados especiais.


[...] Uma escola para você também não faltará.
[...] Você só trabalhará quando estiver maior. Por enquanto, só deverá
estudar e brincar.
Ingrid B. Bellinghausen. De mãos dadas. São Paulo: DCL, 2003. p. 13, 16, 20.

ƒƒ Esses direitos são sempre respeitados? Explique sua resposta.


Não. Há crianças que não vão à escola e muitas trabalham.

2 Você conhece alguma criança que não vai à escola? Seus


colegas conhecem? Conversem sobre os motivos por que
essa criança não vai à escola. Resposta pessoal.

3 Dizemos que é analfabeto quem não sabe ler nem


escrever. Sugestão no Manual do Professor.
ƒƒ Troque ideias com os colegas sobre as seguintes questões:
Resposta pessoal.
a) É importante saber ler e escrever? Por quê?
b) Se você fosse analfabeto, o que seria diferente em sua vida?
E como deve ser a vida de um adulto não alfabetizado?
ƒƒ Reúnam-se em grupos e escrevam um texto coletivo
com suas conclusões.

sessenta e sete 67

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capítulo

2 A convivência na escola

O primeiro grupo do qual fazemos parte é a família. Quando


passamos a frequentar a escola, nos tornamos parte de um novo
grupo: o grupo da escola.
Colegas de classe, professores e demais funcionários da escola
são pessoas com as quais passamos a conviver.
Leia o texto sobre o primeiro dia de aula de Rodrigo.
Sugestão no Manual do Professor. Antes de realizar as atividades, leia o texto em voz alta e esclareça vocábulos que os alunos não conheçam.

Rodrigo veio do sítio para a escola [...].


De cara, levou um susto com a professora. Ninguém
podia errar [...]. E os meninos e meninas, sabichões e bem
vestidinhos, estavam sempre prontos para tirar sarro da cara de
Rodrigo.
2 Rodrigo, trouxe os exercícios da semana passada? 2
perguntou ela [...].
2 Eu truce, mas o di onti eu num consegui...

Ilustra Cartoon/ID/BR
[...]
A sala morria de rir. Rodrigo queria morrer, sumir,
virar inseto e voar.
Elias José. Uma escola assim, eu quero pra mim. São Paulo: FTD, 1999. p. 7-8.

Resposta pessoal. Proponha aos alunos algumas perguntas, como “Será que onde ele vive as pessoas também falam assim?”, “Será
1 Na sua opinião, por que Rodrigo falava daquele jeito?
que ele estava começando a estudar na escola?”, “Vocês acham que ele não era inteligente?”, etc.

2 Converse com os colegas e com o professor.


Resposta pessoal. Sugestões no Manual do Professor.
a) Os colegas de Rodrigo poderiam agir de outra
maneira? Como?
Com base na conversa, os alunos devem perceber que atitudes de respeito são importantes para a convivência.
b) Vocês acham que na escola “ninguém pode errar”?

3 Leia a opinião de Marcelo sobre a escola.


Na escola, a gente vai aprender. Mas, principalmente, a gente vai para
aprender a pensar. [...]
E na escola a gente aprende que é muito bom ter amigos.
Ruth Rocha. A escola do Marcelo. São Paulo: Salamandra, 2001. p. 4, 14.

ƒƒ Você concorda com ele? Por quê? Resposta pessoal. Sugestão no Manual do Professor.

68 sessenta e oito

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Na sala de aula Sugestão no Manual do Professor.
Na maior parte do tempo em que está na escola, você convive
com os colegas da sala de aula.
Cada aluno tem um jeito de ser: tem gostos, opiniões, vontades,
manias, atitudes, comportamentos próprios.
Mas o que cada um faz na sala de aula, como se comporta e
como participa das atividades, pode contribuir para o aprendizado de
todos ou pode atrapalhar.

1 Observe as cenas e faça as atividades no caderno.

Ilustrações: Ilustra Cartoon/ID/BR


A B C

D E F

a) O que as crianças estão fazendo em cada cena? Resposta pessoal.

b) Quais são as cenas que apresentam situações de desrespeito?


A, C, D, F.
c) Escreva uma frase para cada situação de desrespeito
apresentada. Resposta pessoal.

2 Na classe, os alunos são diferentes uns dos outros.


Mas juntos formam um grupo único. Converse com os
colegas sobre as questões abaixo. Resposta pessoal.
Sugestão no Manual do Professor.
a) Qual é o objetivo de todos os alunos em uma sala de aula?
b) O que é preciso para que esse objetivo seja alcançado?
c) Como vocês fazem os trabalhos em grupo? Há um líder? Todos
fazem as mesmas tarefas?

sessenta e nove 69

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Direitos e deveres na escola
Além dos colegas de classe e do professor, nós nos relacionamos
com muitas outras pessoas na escola. Para o bom convívio é
necessário tratar todos com respeito e colaborar com colegas e
funcionários. Norma: atitude e
Na escola existem normas que valem para comportamento a ser
respeitado pelos membros
alunos e funcionários. Elas estabelecem os de um grupo.
deveres e os direitos que devem ser respeitados.
Analise com os alunos a ilustração, pedindo a eles que descrevam, oralmente, as situações que
demonstram desrespeito entre os colegas e as que mostram colaboração.
1 No recreio, os alunos se encontram, conversam, brincam.
Observe a cena.

Ilustra Cartoon/ID/BR
ƒƒ Descreva uma situação que mostra colaboração entre colegas.
Resposta pessoal. Sugestão no Manual do Professor.
2 Em seu caderno, separe as frases a seguir em duas colunas:
Direitos do aluno e Deveres do aluno. Direitos do aluno: a, c, e, j.
Deveres do aluno: b, d, f, g, h, i.
a) Ter carteiras adequadas para estudar. Sugestão no Manual do Professor.

b) Cuidar das carteiras e demais materiais da escola.


c) Ser respeitado por professores e funcionários.
d) Tratar os colegas com educação.
e) Receber cuidados quando se machuca.
f) Prestar atenção às aulas e fazer as lições.
g) Colaborar para a limpeza.
h) Não fazer bagunça.
i) Ouvir os colegas e o professor.
j) Pedir explicações quando tem dúvidas.

70 setenta

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Agora já sei
1 Assinale quais das frases a seguir referem-se a atitudes que
podem contribuir para o aprendizado.
Conversar durante as aulas. X Colaborar com os colegas.
X Não chegar atrasado às aulas. X Manter a sala limpa.
X Pedir licença para falar. Não participar das atividades.
ƒƒ Reescreva as frases que você não assinalou de maneira que elas
passem a indicar atitudes que contribuem para o aprendizado.
Não conversar durante as aulas. Participar das atividades.

2 Releia as frases que contribuem para a aprendizagem.


Converse com os colegas e com o professor para combinar
quais delas podem fazer parte de uma lista de regras da
sala de aula. Se quiserem, acrescentem outras. Resposta pessoal.

3 Na escola, “todos são iguais” ou “todos são diferentes”?


Utilize as alternativas do quadro e complete as frases de
acordo com sua opinião. Sugestão no Manual do Professor.

ƒƒ usam roupas iguais


ƒƒ têm os mesmos direitos e deveres
ƒƒ cada um tem seu jeito de ser e de pensar
ƒƒ cada um tem opiniões e gostos próprios

a) Todos são iguais porque têm os mesmos direitos e deveres        


                                   .

b) Todos são diferentes porque cada um tem seu jeito de ser e de pensar  
                         e também porque
cada um tem opiniões e gostos próprios                 .
ƒƒ Converse com os colegas e ouça a opinião deles.
Todos pensaram da mesma maneira?

setenta e um 71

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capítulo

3 A escola ontem e hoje

1 Observe as fotos, leia as legendas e responda às questões a


seguir.

Acervo Iconographia/Reminiscências
1

Sala de aula na cidade do


Rio de Janeiro, em 1914.

Eduardo Zappia/Pulsar Imagens


2

Sala de aula em Sobral, Ceará.


Foto de 2013.

a) Que pessoas estão retratadas em cada uma das fotos?


Meninos e meninas e as professoras.
b) Além das pessoas, o que pode ser visto na sala de aula:
ƒƒ de 1914? Carteiras compartilhadas, sofá, poltronas, brinquedos e outros móveis
e objetos.
ƒƒ de 2013? Carteiras individuais, quadro de giz, cartazes, etc.

2 Comparando as duas fotos, que mudanças podemos perceber?


E o que permaneceu igual? Diferenças: tipo e disposição das carteiras, além de umas
serem compartilhadas (1914) e outras, individuais (2013); roupa das pessoas; aspecto
geral da classe. Semelhanças: classes com meninos e meninas.
72 setenta e dois

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A escola de seus bisavós Sugestão no Manual do Professor.
Na época em que seus bisavós eram crianças, a escola era
diferente do que é hoje. Havia diferenças não só no prédio e nas salas
de aula, mas também no ensino.
Naquele tempo, poucas crianças iam à escola, e, dessas, os
meninos eram a maioria. Os alunos aprendiam a ler, a escrever, a
fazer cálculos (somar, subtrair, dividir e multiplicar). A leitura era feita
em voz alta e, ao escrever, a letra tinha de ser bem bonita.
As meninas que iam à escola tinham também aulas de costura e
de bordado, e os meninos aprendiam alguma profissão.
Na sala de aula, as meninas sentavam de um lado e os meninos
sentavam de outro. Existiam também salas só de meninos e salas só
de meninas. Veja as fotos.
Iconographia/Reminiscências

Jewish Chronicle Archive/HIP/TopFoto/Keystone


Meninas em aula de trabalhos manuais na
cidade do Rio de Janeiro, em 1922.

Alunos em aula de carpintaria, em 1960.

1 Na escola da época de seus bisavós:


a) Como se faziam as leituras? Em voz alta.
b) O que se ensinava a meninas? E a meninos?
Além das matérias regulares, as meninas aprendiam trabalhos manuais; os meninos aprendiam alguma profissão.
2 Quais são as diferenças em relação a sua escola?
Resposta pessoal.
3 Na época de seus bisavós, por que havia
poucas meninas na escola? Converse com
os colegas e com o professor. Resposta pessoal.

setenta e três 73

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Saiba mais
Sugestão no Manual do Professor.
Para anotar um recado, papel e lápis (ou caneta) bastam. Mas
esses materiais nem sempre existiram.
Ao longo da História, foram usados diferentes materiais sobre
os quais se escrevia: placa de argila, tábua Papiro: folha cortada do caule
de madeira, pedaço de cerâmica, papiro, de uma planta com esse nome
e que, depois de preparada, era
pergaminho e outros. usada para escrever ou pintar.
Mesmo a escrita diversificou-se ao Pergaminho: couro de alguns
tipos de animais, que era usado
longo do tempo e de acordo com o lugar. para escrever.
Museu do Louvre, Paris/Jean-Gilles Berizzi/RMNJ/Other Images

ID/ES
Tablete
mesopotâmico
de argila com
inscrições de
mais de 4 mil Pedaço de cerâmica de mais de 2 mil
anos atrás. anos atrás, com escrita grega.
Pedro Carrion/ID/ES

Biblioteca Nacional, Paris. Fotografia: ID/BR

Pergaminho ornado com


Papiro de mais de 3 mil anos atrás com figuras e escrita desenhos, de cerca do
egípcias. ano 1300.

74 setenta e quatro

AJH2_LA_PNLD16_U03_C03_072A083 74 13/05/14 17:30


A escola hoje
Você já sabe que, ao longo do tempo, a escola foi passando
por mudanças, até mesmo nas disciplinas estudadas.
Hoje, todas as crianças, tanto os meninos como as meninas, e
todos os jovens devem ir à escola. Em geral, meninos e meninas
estudam na mesma sala, cada um em uma carteira. As aulas são as
mesmas para todos.

1 Observe na foto do documento abaixo as disciplinas


que eram ensinadas antigamente e, com um colega,
responda às questões.

CPDOC/FGV, Rio de Janeiro

Boletim escolar de 1962 de um aluno do 1o ano (atual 2o ano).


Esse documento é um boletim. Nele são registradas várias informações, como: nome e série do
a) Que documento é esse? Que informações são registradas nele?
aluno, disciplinas que ele estuda, as notas e as faltas.
b) Compare as disciplinas que vocês têm na escola com as desse
documento. Quais vocês não têm? Resposta pessoal.

setenta e cinco 75

AJH2_LA_PNLD16_U03_C03_072A083 75 13/05/14 17:30


Registros

Agenda
Em muitas escolas, os

Fernando Favoretto/ID/BR
alunos utilizam agenda.
Você conhece? Ela se parece
com um caderno, mas suas
páginas servem para fazer
anotações sobre atividades
diárias.
As páginas iniciais e
finais da agenda podem
trazer informações como
feriados, mapas e telefones úteis. As demais apresentam os dias
do ano. Nessas páginas anotam-se os compromissos.

Fernando Favoretto/ID/BR

Reuniões, provas, passeios, trabalhos, visitas, aniversários


podem ser anotados. Os adultos costumam marcar também
lembretes, datas de pagamento de contas e de consultas médicas,
acontecimentos importantes.
Todos esses registros fazem parte da história da pessoa.
Imagine uma agenda que foi usada muito tempo atrás. As
informações anotadas ajudarão a escrever a história dessa pessoa.
ƒƒ Na escola, você usa agenda? Resposta pessoal.
a) Se usa, escreva que tipo de anotações você faz. O
professor também faz anotações? Resposta pessoal.
b) Se não usa, o que anotaria se tivesse uma? Por quê?
Resposta pessoal.

76 setenta e seis

AJH2_LA_PNLD16_U03_C03_072A083 76 13/05/14 17:30


A escola indígena
Os povos indígenas não educavam suas crianças em escolas.
Elas aprendiam observando os adultos.
Foram os jesuítas que criaram escolas para ensinar aos indígenas
a língua portuguesa, os costumes e as crenças religiosas dos
europeus.
Até cerca de cinquenta anos atrás, o ensino na maioria das
escolas indígenas seguia os padrões de ensino dos não indígenas.
A língua, os costumes e a história dos povos indígenas não eram
considerados.
Atualmente, essa situação está mudando. Em muitas escolas
localizadas nas aldeias, as crianças indígenas têm aulas na língua de
seu povo, com professores indígenas. Elas aprendem Português,
Matemática e as outras disciplinas que as crianças não indígenas
aprendem. Mas também têm aula sobre o modo de vida e os
conhecimentos do povo ao qual pertencem.
Renato Soares/Pulsar Imagens

Crianças Kuikuro na escola da


aldeia localizada em Gauchá
do Norte, Mato Grosso. Foto
de 2012.

1 Qual afirmativa completa melhor a frase em destaque? Escreva


em seu caderno a frase completa. Sugestão e informações adicionais no Manual do Professor.

Nas escolas indígenas do Brasil, hoje as crianças aprendem...

a) somente Português e Matemática.


b) a brincar como as crianças não indígenas.
c) a valorizar e a preservar o modo de vida de seu povo.
d) as músicas que tocam no rádio.
Alternativa c. Nas escolas indígenas do Brasil, hoje as crianças
aprendem a valorizar e a preservar o modo de vida de seu povo.
setenta e sete 77

AJH2_LA_PNLD16_U03_C03_072A083 77 13/05/14 17:30


Aprendendo as tradições de seu povo
Nas escolas indígenas, os professores ensinam a língua, as
histórias, os costumes, a comida, o artesanato, o modo de trabalhar
do povo de que fazem parte.
Em algumas aldeias, as pessoas mais velhas dão aulas na escola
sobre as plantas medicinais e vão com os meninos e as meninas à
mata colher essas plantas. Também ensinam a fazer cestos, cerâmica,
enfeites e outros objetos de acordo com o povo a que pertencem.
Os professores fazem livros e outros materiais especiais para as
crianças indígenas aprenderem melhor. Nesses livros, escritos nas
várias línguas indígenas, fala-se da vida desses povos.

Fabio Colombini/Acervo do fotógrafo

Cartaz da escola indígena da aldeia Tenondé Porã, do povo Guarani Mbya,


na cidade de São Paulo, em 2010.

2 Observe o cartaz, leia a legenda e responda no caderno.


a) A que povo indígena o cartaz se refere? Ao povo Guarani Mbya.
b) Você consegue entender o que está escrito no cartaz? Por quê?
Não, porque está escrito em língua guarani. As crianças desse povo conseguem ler esses escritos.
c) O que as palavras do cartaz estão nomeando?
As partes do corpo humano. Sugestões e informações adicionais no Manual do Professor.

78 setenta e oito

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As escolas nas comunidades quilombolas
As comunidades quilombolas são povoados ou bairros formados
por descendentes de escravizados. Muitos desses povoados foram
fundados por pessoas escravizadas que resistiram e lutaram para
conseguir a liberdade.
Os homens e as mulheres que vivem atualmente nessas
comunidades guardam tradições próprias, como práticas religiosas,
danças, cantos, modos de cozinhar, de plantar e de viver. Essas
tradições vêm de seus antepassados africanos e são transmitidas
dos mais velhos para os mais novos até hoje. Na escola, além
desses conhecimentos, as crianças aprendem as histórias de
resistência contra a escravidão vividas pelas pessoas que iniciaram
a comunidade.
Carlos Ezequiel Vannoni/Agência JCM/Fotoarena

Crianças na escola
da comunidade
quilombola das Onze
Negras no Engenho
Trapiche, Cabo de
Santo Agostinho,
Pernambuco. Foto de
2013.

1 Observe a foto e escreva no caderno outra legenda para


ela, mostrando a importância das escolas nas comunidades
quilombolas. Resposta pessoal.

2 Existe alguma comunidade quilombola perto da cidade onde


você vive?
a) Se existir, procure saber qual é o nome dela, quantas pessoas
vivem lá e que trabalhos elas fazem. Resposta pessoal.
b) Procure saber também como se chama a escola dessa
comunidade. Resposta pessoal.

setenta e nove 79

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Agora já sei
1 No texto a seguir, o senhor Ariosto descreveu como era a escola
de sua infância. Filho de italianos, ele nasceu em 1900 na cidade de
Comente com os alunos. Dante Alighieri, no texto, é uma esco-
São Paulo. Sugestão no Manual do Professor. la particular de São Paulo.

Aprendi a ler no Dante Alighieri com o professor Quaranta [...]. Ele era
baixo, gordo, tinha uns quarenta anos e lecionava em italiano. O primeiro,
segundo, terceiro e quarto ano era tudo junto, na mesma sala; ele ficava um
pouquinho com cada aluno. Mas a gente não era tão peralta como hoje.
Ecléa Bosi. Memória e sociedade.
Peralta: levado, sapeca, bagunceiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. p. 158.

a) Em que escola o senhor Ariosto estudou? Como se chamava


o professor?
Escola Dante Alighieri; professor Quaranta.

b) Como eram formadas as salas nessa escola?


As turmas dos quatro primeiros anos estudavam na mesma sala.

c) Você concorda com o senhor Ariosto quando ele disse que


hoje os alunos são mais peraltas? Converse com os colegas.
Resposta pessoal.
2 Imagine que um colega esqueceu o estojo em casa.
Renata não liga, afinal ele não é amigo dela.
Pedro não ajuda. Acha que o colega não é responsável.
Luís pensa: “Por que eu?”. E espera que outro o ajude.
ƒƒ E você, o que faria? Converse com os colegas.
Resposta pessoal. Sugestão no Manual do Professor.
3 Escreva um texto contando como é sua escola. Diga qual é o
nome dela, onde ela fica, quem é seu professor, como você
ajuda a manter a escola limpa e organizada. Depois, faça um
desenho para ilustrá-la.

http://www.arquivoestado.sp.gov.br/educacao/galeria.php
No site do Arquivo do estado de São Paulo você vai encontrar
fotos de diferentes escolas do passado. Observe como alunos e
professores se vestiam. Acesso em: 10 abr. 2014.

80 oitenta

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Vamos fazer!

Cartaz
Como é a história da escola onde vocês estudam?
Sugestão no Manual do Professor.

Organizados em grupos, vocês vão contar essa história


em uma exposição de cartazes.
Cada grupo deverá escolher um aspecto.
•• Fundação da escola
•• História do nome da escola
•• História do prédio da escola
•• Atuais funcionários da escola e suas ocupações
•• Antigos funcionários que não trabalham mais na escola
•• Acontecimentos interessantes ou curiosos
Reúna-se com os colegas do seu grupo para planejar o trabalho e
dividir tarefas.
Do que vocês vão precisar
•• cartolina •• canetas
•• tintas •• adesivos, recortes
•• purpurina de revista, etc.
•• lápis de cor •• tesoura sem
ponta
Como fazer
1. Pesquisa. Busquem informações e imagens na biblioteca
e na secretaria; entrevistem funcionários (marquem antes).
2. Criação. Usem imaginação e criatividade para fazer um
esboço do cartaz. Pensem na disposição do título, do texto,
das imagens e de enfeites que chamem a atenção.
3. Execução. Montem o cartaz na cartolina como o criado no
esboço. Façam os últimos retoques com materiais variados.
4. Exposição. Com a ajuda do professor, organizem a
exposição dos cartazes. Marquem uma data para receber
colegas de outras turmas e funcionários.
Ilustrações: Ilustra Cartoon/ID/BR

5. Convites. Dividam em quatro partes algumas folhas


avulsas. Em cada parte,
escrevam a data, o local
e o tema da exposição e
distribuam na escola.

oitenta e um 81

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O que aprendi?
1 Contar histórias

Christie’s Images/Corbis/Latinstock
1
é um meio
de transmitir
conhecimentos.
Observe as
imagens.

A contadora de história,
obra de Lorenz Frölich,
feita por volta de 1870.
Renato Soares/Pulsar Imagens

Crianças Guarani na aldeia


Pindo Te, em Pariquera-Açu,
São Paulo. Foto de 2010.

a) Qual delas é a reprodução de uma pintura e qual é a de uma foto?


A imagem 1 é reprodução de uma pintura, e a imagem 2 é de uma foto.

b) De quando é a imagem 1? E a imagem 2?


Imagem 1: 1870; imagem 2: 2010.

c) O que elas representam?


Em cada uma, há uma pessoa contando histórias para crianças.

d) A transmissão oral é um costume que só ocorria no passado?


Justifique sua resposta.
Resposta pessoal.

Peça a alguns alunos que leiam as respostas. Depois comente-as. Sugestão no Manual do Professor.

82 oitenta e dois

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2 Faça estas perguntas a um adulto de sua família e anote as
respostas no caderno. Resposta pessoal. Sugestão no Manual do Professor.
a) Na escola em que você estudou, havia meninos e meninas na
mesma sala de aula?
b) Os alunos de todas as séries ficavam na mesma sala?
c) Quais eram as disciplinas da 1a série?
d) Você usava uniforme?
e) Como eram as carteiras: compartilhadas ou individuais?
ƒƒ Após concluir a entrevista, você responde a essas perguntas no
caderno. No final, compare as respostas. Quais são as diferenças
com relação à sala de aula e às disciplinas?

3 Chegar a um lugar em que não conhecemos


ninguém provoca alguns sentimentos.
Resposta pessoal.

Ilustra Cartoon/ID/BR

a) Você se lembra do seu primeiro dia de aula? Como se sentiu?


Algum colega falou com você? Conte como foi.
b) Agora, pense na seguinte situação: um novo aluno, que não
conhece ninguém, começou a estudar em sua sala. Você faria algo
para ajudá-lo a se integrar? O quê? Converse com os colegas.

oitenta e três 83

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4
unidade

Ruas e bairro

Ruas, avenidas e praças formam

AMj Studio/ID/BR
bairros. Neles, há moradias,
fábricas, comércio, escolas,
pessoas que vão e vêm. São
moradores, visitantes, estudantes,
trabalhadores. Pessoas que, ao
longo do tempo, transformam
o bairro e, assim, constroem a
história dele.
Atividade oral. Veja sugestões no Manual do Professor.
Na imagem, há ruas e
construções de um bairro.

ƒƒ Em que rua fica a escola?


E qual é o número?
Rua da Conquista, 12.
ƒƒ Há construções antigas nesse
bairro. Qual é o estado dessas
construções? Estão bem
cuidadas? Uma delas está bem cuidada.
A outra está sendo demolida.
ƒƒ Muitas construções antigas
fazem parte do patrimônio
histórico nacional. Você sabe
o que isso significa?
Resposta pessoal.
ƒƒ Na sua opinião,
você e seus colegas
podem ajudar a
manter limpo o
bairro de sua escola?
Resposta pessoal.

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oitenta e cinco 85

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capítulo

1 Diferentes bairros Sugestão no Manual do Professor.

Algumas pessoas, quando viajam, costumam enviar cartões-


-postais para amigos e parentes. Você sabe como é um cartão-postal?
Geralmente, na parte da frente há uma foto de um lugar turístico,
como praia, montanhas, rua ou bairro famoso.
João Prudente/Pulsar Imagens

Praça da República, no
centro de Belém, Pará.
Foto de 2013.

No verso, há espaços para escrever uma mensagem e o endereço


da pessoa que vai receber o cartão-postal.
Ilustra Cartoon/ID/BR

No verso, em geral há o
nome do lugar na parte
superior, do lado esquerdo.

1 De que lugar é o cartão-postal? Praça da República, Belém, Pará.

2 Em uma folha avulsa, faça um cartão-postal do seu bairro. De


um lado, desenhe um lugar, do outro, escreva uma mensagem.
Resposta pessoal.
86 oitenta e seis

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O endereço Sugestão no Manual do Professor.

No bairro há ruas, e nas ruas há construções. Então, para localizar


uma moradia, utilizamos o endereço: nome da rua, número da casa,
nome do bairro. Será que sempre foi assim?
Até o início do século XIX, no Brasil, muitas ruas eram conhecidas
pelo nome de um morador ou de um lugar importante. Era “rua
do João”, “rua do Colégio”. Além disso, nas construções não havia
número. Era “em frente da padaria” ou “pegado ao correio”.
Com o crescimento da população, os governos municipais
começaram a identificar as ruas por nomes, e
as construções por números. Isso facilitou a População: conjunto de
localização das casas. As correspondências, por pessoas que vivem em
um lugar.
exemplo, passaram a ter o nome e o endereço da
pessoa que iria receber a carta.
O nome dado a ruas, praças e avenidas pode homenagear
pessoas, acontecimentos históricos, países, povos indígenas,
profissões, etc.
Museu Histórico Pe. Carlos Weis, Londrina

Envelope de
carta do início
do século XX.

1 No caderno, faça um desenho da rua e da casa onde você mora.


Depois, escreva seu endereço. Resposta pessoal.

2 O que cada nome de rua a seguir está homenageando?


a) Rua da Independência. Acontecimento histórico.

b) Rua Brasil. País.

oitenta e sete 87

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Espaço de lazer Sugestão no Manual do Professor.

As ruas já foram espaços de brincadeira e lazer. O nome de


algumas ruas lembra as brincadeiras que nelas eram realizadas. Por
exemplo, rua do Jogo da Bola, no Rio de Janeiro.
Nas grandes cidades atuais, as ruas foram quase todas ocupadas
por veículos e pedestres. Mas, em cidades pequenas e em bairros
mais tranquilos, ainda há ruas onde as crianças podem brincar.

1 Observe as fotos e leia as legendas. Sugestão no Manual do Professor.

Em: João Emilio Gerodetti e Carlos


Cornejo. Lembranças de São Paulo:
o interior paulista nos cartões-postais
e álbuns de lembranças. São Paulo:
Solaris Edições Culturais, 2003.

Rua Barão do Rio Branco


em Sorocaba, São Paulo,
na década de 1920.

Marcos André/Opção Brasil Imagens


Uma rua em Bento
Gonçalves, no Rio Grande
do Sul, em 2012.

a) O que as crianças estão fazendo em cada uma das cenas? Brincando.


b) Crie um título para cada foto. Resposta pessoal.
c) Quais são as principais diferenças que você observa entre as ruas
mostradas nas fotos? Resposta pessoal.

2 Você conhece brincadeiras de rua? Converse com os


colegas e escolham uma para brincar durante o recreio.
Preste atenção às regras e em como se brinca.
Veja dicas de brincadeira no Manual do Professor.

88 oitenta e oito

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Como são os bairros Sugestão no Manual do Professor.
Nos bairros, podemos encontrar casas, escolas, igrejas, hospitais,
bancos, farmácias, padarias, mercados, lojas, fábricas, restaurantes,
sorveterias e muitos outros elementos.
Mas todos os bairros são iguais? E em todos eles encontramos
tudo isso? Veja as fotos a seguir.

João Prudente/Pulsar Imagens

Carlos Ezequiel Vannoni/Agência JCM/Fotoarena


1 2

Rubens Chaves/Pulsar Imagens

João Prudente/Pulsar Imagens


3 4

As legendas das fotografias são trabalhadas na atividade 1.


1 Em seu caderno, escreva cada uma das legendas a seguir e,
ao lado, o número da foto a que ela se refere.
a) Lojas numa rua do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, 2012). Foto 3.

b) M
 oradias em rua calma e arborizada em Cajuri (Minas Gerais,
2013). Foto 1.
c) Uma rua sem árvores no Recife (Pernambuco, 2013). Foto 2.

d) Moradia em área rural em Passa Quatro (Minas Gerais, 2012). Foto 4.

oitenta e nove 89

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2 Quais destes desenhos representam estabelecimentos
encontrados no bairro onde você mora? Escreva no caderno.
Resposta pessoal.

Ilustrações: Ilustra Cartoon/ID/BR


Peça aos alunos que troquem de cadernos e observem as diferenças entre os bairros.
3 Algumas atitudes ajudam a manter o bairro limpo e preservado.
Leia algumas delas.
ƒƒ Usar brinquedos de parques com cuidado para não quebrar.
ƒƒ Não riscar muros nem paredes.
ƒƒ Recolher a sujeira de seu cachorro da calçada.
ƒƒ Não jogar lixo na rua.
ƒƒ Não estragar plantas de canteiros.
a) Você tem atitudes como essas? Há alguma outra que não
esteja na lista? Resposta pessoal.
b) Converse com um colega sobre as atitudes que vocês
têm e comentem por que não praticam alguma delas.
Procure formar duplas com crianças que moram no mesmo bairro.
4 Você sabe o que é meio-fio rebaixado? E rampa?
E sinalizador sonoro? São recursos que facilitam a
circulação de pessoas com deficiência. Existe algum
deles nos arredores da escola? O que você pensa sobre
isso? Converse com os colegas e com o professor.
Informações no Manual do Professor.

90 noventa

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Agora já sei
1 O Complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, tem
esse nome porque fica perto do mar. Fica tão perto que
a água invadia as casas na maré-cheia. Leia o que conta
dona Lia, moradora do local, e responda às questões.

Quando a maré enchia [...],

Vanderlei Almeida/AFP
a água invadia os barracos e
tinha que retirar tudo que estava
no chão. Lembro que [...] os
caranguejos e os siris ficavam
tudo no pé [de manga do quintal],
a gente [...] balançava, eles caíam
e saíam correndo pela maré.

Vista aérea do Complexo da Maré na


cidade do Rio de Janeiro. Foto de 2013.
Disponível em: <http://www.favelatemmemoria.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.
htm?query=simple&y=6&search_by_headline=false&search_by_keywords=any&search_
text_options=all&search_by_authorname=all&infoid=124&search_by_section=all&search_by_
field=tax&sid=7&search_by_state=all&x=6&text=Lia&search_by_priority=all>.
Acesso em: 17 abr. 2014.

a) O que acontecia com as casas quando a maré enchia?


A água invadia e alagava as casas.

b) O lugar era bom para construir moradias? Explique.


O aluno provavelmente dirá que não, pois entrava água nas casas.

c) Por que as pessoas moram em locais assim? Converse


com o professor e com os colegas sobre isso. Depois,
escrevam um texto coletivo.
Resposta pessoal.

2 Faça um levantamento das áreas que funcionam como


espaços de lazer em seu bairro. Escolha uma delas e crie um
cartaz para divulgar o local. Escreva o endereço, o horário de
funcionamento e as atividades que são realizadas ali. Ilustre o
seu cartaz com uma foto ou um desenho desse lugar.
Esta atividade pode ser feita em grupo. Sugestão no Manual do Professor.

noventa e um 91

AJH2_LA_PNLD16_U04_C01_084A091.indd 91 14/05/14 14:46


capítulo

2 A vida no bairro

Esta ilustração mostra um trecho de um bairro. Observe-a.

Ilustra Cartoon/ID/BR
1 Leia as informações e depois responda às questões.
Sugestão no Manual do Professor.
ƒƒ Pedro tem uma banda e ensaia em casa.
ƒƒ Regina está varrendo a calçada de sua casa.
ƒƒ Seu Luís mora no 3O andar do prédio ao lado de sua loja.
ƒƒ Antônio mora na casa da esquina. Todos os dias ele passeia com
seu cachorro pela calçada da rua onde mora.
a) Quem são os vizinhos de Regina? Antônio e Pedro.
b) Qual é a cor da casa de Antônio? Amarela.

c) Qual é a loja de seu Luís? Papelaria.

2 Você conhece seus vizinhos? E outras pessoas do bairro?


Conte a seus colegas. Resposta pessoal.

92 noventa e dois

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Convivência e vizinhança Sugestão no Manual do Professor.

Quando se vive algum


tempo num mesmo bairro, é
comum conhecer os vizinhos e
outros moradores. E também é

Ilustra Cartoon/ID/BR
comum conhecer pessoas que
nos atendem nos lugares que
frequentamos. É o Edu da banca
de jornal, o Fernando do posto de
gasolina, a Joana da padaria. São pessoas
com quem se convive no dia a dia.
Mas será que é sempre assim?
Em algumas cidades, há bairros com
muitos prédios de apartamentos. Nesses
prédios, às vezes as pessoas nem
conhecem seus vizinhos. E não

Ilustra Cartoon/ID/BR
é sempre que há lugar para as
crianças brincarem. Por isso, muitas
delas ficam dentro do apartamento
e quase não brincam com outras
crianças.

1 Não conhecer os vizinhos é mais comum nas grandes cidades


Resposta pessoal. Com outras perguntas, auxilie o aluno a perceber que
ou nas pequenas? Por quê? se trata da realidade dos grandes centros urbanos: distanciamento entre as
pessoas, devido à pressa do dia a dia, receio por causa da violência, etc.
2 Escreva o nome de um vizinho e comente aquilo de que você
mais gosta nele. Resposta pessoal.

3 O que é importante para conviver bem com as


pessoas do bairro? Converse com os colegas e
com o professor. Resposta pessoal. Oriente a conversa. Pergunte so­bre
com­por­ta­men­to. Peça que se co­lo­quem no lu­gar do ou­tro. Respeito, co­la­bo­ra­ção, so­li­da­rie­da­de, par­ti­ci­pa­ção deverão
ser men­cio­na­dos. Sugestão no Manual do Professor.
noventa e três 93

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Serviços públicos: ontem e hoje
É importante que o bairro tenha ruas asfaltadas, energia elétrica,
água encanada, rede de esgoto, coleta de lixo. Será que esses
serviços sempre existiram?
Rede de esgoto: sistema de canos que leva
a água usada das casas até o mar, lago ou rio.
Observe estas fotos.

Álvaro Freire/Coleção particular

João Carlos Mazella/Fotoarena


Rua de Teresina, Piauí, por volta de 1908. Esgoto a céu aberto no bairro Joana Bezerra,
em Recife, Pernambuco. Foto de 2013.

Há pouco mais de cem anos, na maioria dos Pavimentada: rua


bairros das cidades do Brasil, as ruas não eram que tem algum
revestimento, por
pavimentadas, não havia luz elétrica nem água exemplo, asfalto.
encanada e rede de esgoto. Também não havia coleta
de lixo, transporte coletivo, posto de saúde. E, hoje, como será a
distribuição desses serviços pelos bairros brasileiros?
Sugestão no Manual do Professor.
1 Sempre existiram os serviços de coleta de lixo, de rede de
esgoto, de água encanada e de energia elétrica?
Os serviços públicos nem sempre existiram. Eles começaram a ser oferecidos há cerca de cem anos.
2 Atualmente, esses serviços são oferecidos em todos os bairros
das cidades do Brasil? Ainda hoje existem bairros nas cidades brasileiras que não têm
esses serviços, como vemos na fotografia da direita, onde o esgoto corre na rua.
3 No bairro onde você mora há todos os serviços
mencionados no texto? Converse com os colegas. Diga
o nome do bairro, os serviços que existem nele e os que
não existem nele. Resposta pessoal.
Deve ficar claro que esses serviços são direitos dos cidadãos e que é dever do poder público garanti-los. Sugestão no Manual do Professor.

94 noventa e quatro

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Problemas dos bairros
Você viu que nem sempre existem nos bairros todos os serviços
públicos de que as pessoas precisam. As fotos abaixo mostram
mais alguns problemas que existem em todo o Brasil.

Marcio Rodrigues/Futura Press


João Prudente/Pulsar Imagens
1 2

Às vezes o ônibus demora a chegar. Ponto Enchente na cidade de Esteio, Rio Grande do
de ônibus em Ribeirão Preto, São Paulo. Sul. Foto de 2013.
Foto de 2012.
Hélvio Romero/Estadão Conteúdo

Ana Macedo/Futura Press


3 4

Praça Conde Francisco Matarazzo na cidade Lixo acumulado na rua em um bairro de


de São Paulo. Foto de 2012. Salvador, Bahia. Foto de 2013.

4 Escolha uma das fotos e escreva no caderno um comentário


sobre o problema que essa foto mostra. Resposta pessoal.

5 Quem deve resolver esses problemas? Converse com os


colegas e com o professor.
Resposta pessoal. Sugestão no Manual do Professor.
noventa e cinco 95

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É possível mudar Informações adicionais no Manual do Professor.

Em bairros onde os serviços públicos são precários, muitas vezes


os cidadãos unem-se para resolver os problemas. Foi o que fizeram os
moradores do Candeal Pequeno, um bairro de Salvador, na Bahia.
Tudo começou com uma escola de formação musical para os
jovens: o Pracatum. Com o grupo reunido, foi mais fácil pôr outras
ideias em prática, como pintar as casas do bairro.
Unidas, as pessoas

Antônio Mario Sena/Acervo do fotógrafo


conseguiram outras
melhorias para o bairro,
entre as quais estão a coleta
de lixo, a ampliação da
rede de esgoto e de água
encanada, a construção de
posto de saúde e de creche.

Fachada das casas do bairro


Candeal Pequeno, em
Salvador, Bahia, após as
reformas. Foto de 2006.

6 Você sabe quais são os problemas do seu bairro?


a) Em casa, pergunte aos adultos quais são os principais problemas
do bairro. Anote as respostas no caderno. Resposta pessoal.
b) Na sala de aula, conte aos colegas os problemas que
anotou. Com a ajuda do professor, verifiquem quais
foram os três problemas mais citados. Resposta pessoal.
Integre com conteúdos de Matemática e elabore com os alunos um gráfico de coluna com os dados obtidos.
c) Com os colegas e com o professor, pense em soluções
para esses problemas. Anote no caderno as ideias que
tiveram. Resposta pessoal.
Sugestão no Manual do Professor.

96 noventa e seis

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Saiba mais
Os projetos sociais são ações de um grupo de pessoas que
se organiza para resolver os problemas que existem numa rua,
num bairro ou numa cidade.
Ricardo Moraes/Reuters/Latinstock

Jovens participantes do Projeto


Dançando para não dançar, na
favela do Cantagalo, na cidade
do Rio de Janeiro. Foto de 2013.

Lucas Lacaz Ruiz/Futura Press


Gerson Gerloff/Pulsar Imagens

Apresentação da Orquestra Sinfônica Baccarelli,


da comunidade de Heliópolis, na cidade de São
Paulo. Os integrantes recebem bolsa auxílio e
têm a oportunidade de profissionalização.
Foto de 2013.

Mulheres trabalhando no projeto Mãos


à Obra – Artesanato em Osso e Madeira
da cidade de Jardim, Mato Grosso do
Sul. A atividade garante uma nova fonte
de renda para muitas famílias.
Foto de 2012.

7 Existem muitos projetos sociais. Descubra se em seu bairro


existe algum e veja como as pessoas podem participar.
Resposta pessoal. Solicite também que os alunos comentem se gostariam que houvesse algum tipo especial de projeto social no
bairro em que vivem.
noventa e sete 97

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Registros
Integre com conteúdos de Língua Portuguesa e comente que a entrevista é um
Entrevista gênero textual caracterizado por marcas de oralidade.
As pessoas mais velhas têm muitas histórias para contar.
São relatos de outras épocas, cheios de informações sobre como
era a vida das pessoas, como eram os lugares e o que havia neles.
Como podemos conseguir esses relatos?
Fazer entrevistas é uma das maneiras. Para isso, é preciso um
roteiro com perguntas sobre o que se quer saber.
É importante registrar
a entrevista para guardar as
informações. O registro pode ser

Ilustra Cartoon/ID/BR
feito com um gravador, com uma
câmera de vídeo ou com anotações.

ƒƒ Entreviste uma pessoa idosa de sua casa ou que more no seu


bairro. Marque o dia e o horário que forem mais adequados para
ela. Prepare um roteiro com perguntas sobre o bairro, como:
1) Desde quando (o senhor ou a senhora) mora no bairro?
2) O bairro sempre teve o mesmo nome?
3) Quem eram os vizinhos quando se mudou para o bairro?
4) Como eram as moradias?
5) Que serviços públicos havia no bairro?
Converse com o professor sobre outras perguntas que
poderiam ser feitas. Anote as respostas no caderno,
numerando-as conforme o roteiro.
ƒƒ Na sala de aula, converse com os colegas e com o
professor. Que tipo de informações vocês conseguiram?
Daria para contar um pouco da história do bairro?
Os alunos devem perceber que estão trabalhando com registros orais. Por meio deles, podem-se obter informações para escre-
ver a história do bairro, por exemplo. Sugestão no Manual do Professor.

98 noventa e oito

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Agora já sei
1 Leia o texto. Ele trata das primeiras cidades construídas no
Brasil pelos portugueses, no século XVI. Veja mais informações no Manual do Professor.

[...] as cidades eram erguidas com pouca ou nenhuma preocupação


com higiene [...]. Não havia esgoto [...] e os dejetos eram jogados...
Adivinha por onde? Pela janela! Imagina estar passeando
Dejeto: urina
pela rua e ser vítima de alguém esvaziando seu penico! e fezes.
Argh!
A situação de imundice das cidades era tão crítica que designaram
escravos para a árdua tarefa de recolher as fezes da população em barris
para atirarem ao mar.
Adauto Araújo e Luiz Fernando Ferreira. Um pouco de sujeira na história.
Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro, SBPC, ano 20, n. 176, p. 10, jan./fev. 2007.

a) De acordo com o texto, o que era feito com os dejetos?


Os dejetos eram jogados pela janela e, provavelmente, caíam na rua.

b) Quando os dejetos passaram a ser recolhidos, quem fazia esse


serviço? Para onde eles eram levados?
As pessoas escravizadas. Os dejetos eram jogados no mar.

c) Imagine dejetos de cidades jogados no mar por anos e anos.


O que acontece com a água do mar?
Provavelmente fica suja, poluída.

2 Calcula-se que, atualmente, cada brasileiro


gere, em média, 1 quilograma de lixo por
dia.
Ilustra Cartoon/ID/BR

Você poderia gerar menos


lixo? O que poderia ser
feito com esse lixo? Em
grupos, pensem em
algumas opções. Depois,
conversem sobre
o que cada grupo
pensou.
Oriente os grupos para que reflitam sobre questões ambien-
tais e percebam que todos são responsáveis pelo planeta. O
objetivo é trabalhar com os alunos os 3 Rs (reduzir, reutilizar,
reciclar). Mais informações no Manual do Professor.
noventa e nove 99

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capítulo

3 A história dos bairros Sugestão no Manual do Professor.

Os bairros têm história. Eles vão sendo construídos e


transformados ao longo do tempo. Alguns são muito modificados.
Outros conservam elementos de épocas antigas, que ajudam a contar
a história deles. Observe as fotos abaixo.
Edição Casa Abílio. Fotografia: ID/BR

Coreto na praça da
Liberdade, em Belo
Horizonte, Minas
Gerais, que foi
concluído em 1905.

G. Evangelista/Opção Brasil Imagens

O mesmo local,
em 2012.

1 Com base nas fotos, responda no caderno: Qual elemento foi


preservado na praça da Liberdade, em Belo Horizonte?
O coreto.
2 Em grupo, conversem sobre as questões a seguir.
a) Como se chama um lugar, bairro ou município que possui muitos
elementos antigos preservados (construções, estátuas, fontes)?
Resposta pessoal. Estimule os alunos a participar. O objetivo é introduzir a noção de patrimônio histórico, que será trabalhada adiante.
b) Vocês conhecem algum lugar assim? Resposta pessoal.

100 cem

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Como surgem os bairros
Cada bairro tem sua história. Essa história pode começar em
uma fazenda. Ou então com algumas casas e lojas, depois com ruas e
mais estabelecimentos.
Muitas vezes, o nome do bairro está associado à história dele.
Há mais de duzentos anos, na praça principal de vilas e cidades, por
exemplo, havia uma coluna de madeira ou pedra chamada pelourinho.
Nela, fixavam-se avisos e também castigavam-se os africanos
escravizados.
Na Bahia, o pelourinho deu origem ao nome de um bairro
localizado no centro antigo de Salvador.
Benjamin Mulock/Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro

Rubens Chaves/Pulsar Imagens

Pelourinho, em Salvador, Bahia, no início


do século XX.
O mesmo local, em 2013.

1 Observe, acima, as fotos do bairro do Pelourinho e responda.


a) Quais mudanças você observa? Na foto mais recente, observam-se placas ao lado
de algumas portas, veículos estacionados, pessoas transitando.
b) Há muitas ou poucas mudanças entre as duas imagens?
Por quê? Parece não haver muitas mudanças, principalmente nas construções e no traçado da rua.
Há poucas transformações, porque as construções foram preservadas ao longo do tempo.
c) Troque de livro com um colega e leia as respostas dele.
Vocês observaram as mesmas mudanças?Resposta pessoal.

cento e um 101

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A história de um bairro Sugestão no Manual do Professor.
O bairro mais antigo da cidade de Recife, em Pernambuco,
também se chama Recife. O bairro e a cidade surgiram ao redor de
um porto criado pelos portugueses assim que chegaram à região, no
começo do século XVI.
Quando Pernambuco foi invadido pelos holandeses, em 1630,
foram construídos no bairro do Recife armazéns, uma ponte e até uma
sinagoga, local onde os judeus estudam o seu livro religioso, a Torá.
Durante o século XX, o porto do Recife perdeu importância para
outros portos brasileiros e o bairro empobreceu. Em 1994, começou
o programa de revitalização, com a reforma de prédios antigos,
a abertura de lojas e restaurantes e a instalação de empresas de
tecnologia.
Hoje, o bairro, conhecido como Recife antigo, é um dos mais
famosos da cidade.

Leo Caldas/Acervo do fotógrafo

Vista aérea do bairro do Recife, em Recife, Pernambuco. Foto de 2013.

2 Observe a foto acima.


a) Que tipo de construção indica que o bairro passou por um
recente processo de revitalização? Prédios altos e modernos.
O aluno poderá indicar também a construção das pontes.
b) Na sua opinião, por que o número de pontes aumentou
desde o século XVII? Converse com os colegas sobre isso.
Resposta pessoal. Espera-se que o aluno comente que o aumento do número de moradores ou das
atividades de comércio possivelmente motivou a construção de novas pontes.
102 cento e dois

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Os bairros se transformam Sugestão no Manual do Professor.
Em alguns bairros, as mudanças ocorrem mais rapidamente. Em
outros, as mudanças podem ser lentas, difíceis de serem notadas.
Nos dois casos, as transformações podem ser percebidas na
paisagem, nos hábitos das pessoas e no ritmo de vida delas.

1 Observe estas fotos e responda no caderno.


Autoria desconhecida/Museu da Inconfidência, Ouro Preto

Praça Tiradentes,
em Ouro Preto,
Minas Gerais.
Ao fundo, o Palácio
dos Governadores.
Foto de 1870.

David Santos Jr/Fotoarena

O mesmo local,
em 2013.

a) Quanto tempo passou entre a primeira foto e a segunda? 143 anos.


b) Qual foi a mudança que chamou mais a sua atenção? Resposta pessoal.
Podem ser destacadas a mudança da coluna na praça (a primeira foi feita em comemoração aos 75 anos da Conjuração
Mineira, e a atual, no seu centenário); algumas construções; veículos estacionados, etc. Sugestão no Manual do Professor.
cento e três 103

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Preservação do passado Sugestão e informações adicionais no Manual do Professor.
Há bairros que são o núcleo de origem de algumas cidades.
Neles surgiram as primeiras construções e as primeiras ruas e
chegaram os primeiros moradores do local.
Nesses bairros, as construções antigas que ainda existem são
registros da história. Elas possibilitam trazer do passado as histórias
do bairro e, ao mesmo tempo, da cidade, do país.
Por serem importantes registros da história, essas construções
normalmente fazem parte do patrimônio histórico, ou seja, do
conjunto de bens que, por seu valor histórico, devem ser preservados
e protegidos.
Rafael Neddermeyer/Fotoarena

Parati, no Rio de
Janeiro. Foto de 2013.

2 Observe a foto acima e leia a legenda.


a) Crie quatro perguntas para obter informações do lugar retratado.
Pense no local, nos tipos de construção, nas construções antigas
e novas, no tipo de pavimentação, nos serviços (iluminação,
transporte) e em outros elementos. Resposta pessoal.
b) Agora troque de caderno com um colega. Ele responde
às questões que você fez, e você responde às dele.

3 Com a ajuda das pessoas que moram com você, descubra:


Quais e de quando são as construções mais antigas do seu
bairro? Alguma faz parte do patrimônio histórico nacional?
Anote no caderno o que descobriu. Resposta pessoal.

104 cento e quatro

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Objetos e memória
Pinturas, fotos, esculturas, músicas, mapas, móveis e outros
elementos também contribuem para a preservação da memória. Eles
podem revelar costumes e modos de vida de uma época ou de um
grupo social. Podem dar informações que possibilitam escrever a
história do bairro, da cidade, do país.
Objetos com valor histórico podem ser encontrados em museus.
Nos museus, eles são conservados, estudados e expostos.

Museu da Inconfidência, Ouro Preto.


Fotografia: Rômulo Fialdini/Acervo do fotógrafo
1 2

Arquivo pessoal
Cômoda do início do século XIX. Ingresso para um baile em 1889.
Museu Paulista, USP, São Paulo.
Fotografia: Rômulo Fialdini/Acervo do fotógrafo

Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro. Fotografia: ID/BR


3 4

Ferros de passar do século XIX. Detalhe de Largo do Paço, pintura de 1865, de


autoria de Luigi Stallone, representando a cidade
do Rio de Janeiro no século XIX.

4 Escolha uma das imagens desta página, observe-a bem e leia


a legenda respectiva. Em seguida, descreva essa imagem,
mencionando todas as informações que puder obter sobre ela.
Resposta pessoal.
cento e cinco 105

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Agora já sei
1 Observe estas fotos. Elas

Em: João Emílio Gerodetti e Carlos Cornejo. Lembranças do


Brasil - As capitais brasileiras nos cartões-postais e álbuns de
lembranças. São Paulo: Solaris Edições Culturais, 2004.
1
são do centro de Porto
Alegre, no Rio Grande do
Sul, em diferentes épocas.
a) O que se manteve nas
três fotos?
O prédio principal, mas

na segunda e na terceira
1903.
fotos há um segundo

Edição da Casa A. Miscellánea e A. Electrica


S. Leonetti, Porto Alegre. Fotografia: ID/BR
2
andar.

b) Identifique os meios de
transporte que
aparecem em cada foto.
1. Carroças e bondes

puxados por burros.


Anos 1910.
2. Bonde elétrico e

G. Evangelista/Opção Brasil Imagens


3
automóveis. 3. Carros

c) Na foto 3, o que
representa o passado?
E o presente?
Passado: o prédio antigo.
2012. Analise as fotografias, chamando a atenção dos
Presente: as construções alunos para mudanças e permanências.

mais modernas, os meios de transporte (carros) e a faixa de pedestres.

2 Vamos refletir sobre o patrimônio histórico? Converse


com os colegas sobre as questões abaixo.
a) Houve muitas ou poucas mudanças entre as fotos 1 e 3?
b) O que aconteceu com o prédio principal das fotos?
c) Se construções e objetos antigos não forem preservados, o
que poderá acontecer com a história de nosso bairro, cidade e país?
2b O prédio foi ampliado com a construção do segundo andar, mas foram mantidas suas caracte-
rísticas, como os arcos nas portas e janelas.
106 cento e seis

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Vamos fazer!
Integre conhecimentos de Língua Portuguesa na elaboração da carta, e de Geografia
para o preenchimento do envelope. Chame a atenção para o endereço (ruas e bairros).

Carta e envelope Sugestão no Manual do Professor.


Sua casa fica em uma rua, a rua fica em um bairro. Essas são as
informações do seu endereço. Que tal escrever uma carta para
contar a alguém o que você sabe sobre o bairro onde você mora?

Não se esqueça de pedir o endereço (rua, número da casa, bairro,


cidade, estado e CEP) da pessoa a quem você vai enviar a carta.
Do que você vai pre­ci­sar Comente que CEP é a sigla para Código de Endereçamento
Postal, utilizado para facilitar a entrega de correspondência.
•• papel •• envelope Se considerar oportuno, solicite que os alunos retomem a
•• caneta •• selo página 86 e que observem o espaço reservado para o CEP
no cartão-postal.
Como fazer
1. Escreva, no início do papel, a cidade e a data.
Por exemplo: “Rio de Janeiro, 20 de novembro
de 2016. “

2. Comece a carta com uma saudação: “Querido”


ou ­“Querida...”, “Caro” ou “Cara...”, ou outra
que ­queira usar. Depois, escreva o que quer
contar. Peça para a ­pessoa responder a sua carta.

Ilustrações: Ilustra Cartoon/ID/BR


No final, não se esqueça de assiná-la.

3. Preencha o envelope. Escreva na parte da frente o


nome e o endereço da pessoa que você escolheu. No
verso, escreva o seu nome e endereço.

selo

João dos Santos


Rua Barro Alto, 500
Jacarepaguá
Rio de Janeiro – RJ Remetente Luís Alberto da Mota
Endereço Rua Santos Dumont, 233
Pavuna
RPC Rio de Janeiro – RJ

4. Dobre a carta e coloque-a no envelope.

Pronto! Agora é só colocar a


carta no correio. Peça ajuda ao
professor.

cento e sete 107

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O que aprendi?
1 Observe o envelope e responda.

Ilustra Cartoon/ID/BR
selo
a) O que está faltando no
endereçamento?
O nome do bairro e o CEP.

b) A rua indicada homenageia


alguém? Quem? RPC

Um povo indígena.

2 Escreva o que cada elemento representado fornece aos


moradores dos bairros.

Ilustrações: Ilustra Cartoon/ID/BR


a) c)

Alimentos naturais (verduras). Educação.

b) d)

Transporte. Coleta seletiva.

3 Leia: “A rua é um lugar público, que pertence a todos“. O que


essa frase quer dizer? Sugestão no Manual do Professor.
Resposta pessoal.

4 Quem é responsável pelo espaço público?


Resposta pessoal.

108 cento e oito

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5 Que serviços devem ser oferecidos em um bairro para que seja
um bom lugar para morar?
Resposta pessoal. Os alunos devem mencionar os serviços que garantem bem-estar e condições de vida saudáveis, como água

tratada e encanada; rede de esgoto; coleta de lixo; energia elétrica; limpeza pública; entre outros.

6 Escreva uma frase para cada item.


a) patrimônio histórico: Resposta pessoal.

b) preservação: Resposta pessoal.

7 No dia a dia, as pessoas com deficiência enfrentam


dificuldades para circular nos bairros. Observe
as imagens.
Rampa.
Guia rebaixada.

Ilustrações: Ilustra Cartoon/ID/BR


Botões com Sinalizador sonoro.
números em
braile.

ƒƒ Converse com os colegas sobre soluções para esses


problemas. Resposta pessoal. Sugestão no Manual do Professor.

http://www.turminha.mpf.mp.br/viva-a-diferenca/acessibilidade
No portal do Ministério Público Federal, além de ter acesso a
informações que todos precisam conhecer – como os direitos da
criança –, você saberá o que é necessário para que pessoas com
deficiência circulem sem dificuldades. Acesso em: 14 abr. 2014.

cento e nove 109

AJH2_LA_PNLD16_U04_C03_100A112.indd 109 5/12/14 4:13 PM


Sugestões de leitura

Unidade 1

editora
/Arquivo da
Quando vovó perdeu a memória, de
Roney Cytrynowicz. Edições SM.

Edições SM
Vários objetos, como um bilhete de
bonde, uma foto antiga, um relógio de
bolso, ajudam um avô a resgatar a sua
história e contá-la ao neto.
Larousse do Brasil/Arquivo da editora

Quem faz os dias da semana?, de Lúcia Pimentel


Góes. Editora Larousse Júnior.
Entender o tempo é uma tarefa difícil! Afinal, não dá
para vê-lo, pegá-lo, apalpá-lo. Esse livro apresenta
várias versões de uma parlenda, que ajudam o leitor
a perceber o tempo histórico.

Unidade 2
Quando eu era pequena, de Adélia Prado. Editora
Record.
Nesse livro, a autora recorda sua infância: os
ivo da editora

brinquedos de ferro que seu pai fazia para ela e o


irmão, o tempo em que morou com o avô, a mudança
Editora Record/Arqu

para uma casa nova, o uniforme da escola.

a
Brinque-Book/Arquivo da editor
Kabá Darebu, de Daniel Munduruku. Editora
Brinque-Book.
Kabá Darebu é um menino de 7 anos do povo
Munduruku. Ele conta como é o dia a dia de sua
família na aldeia em que vivem.

Minha família é colorida, de Georgina Martins.


Edições SM.
ra edito

Esse livro conta a história de Ângelo, que quer saber


Edições SM/Arquivo da

por que em sua família todo mundo é diferente. Um


tem cabelo liso; outro, encaracolado. Um tem pele
negra; outro, branca. Você não quer saber por quê?

110 cento e dez

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Unidade 3

ra
Cortez/Arquivo da edito
Na minha escola todo mundo é igual, de Rossana Ramos e
Priscila Sanson. Editora Cortez.
Nessa escola não faz diferença se você é gordo, magro, alto, baixo,
rico ou pobre. Não importa se você é mais rápido ou mais lento. E o
que é que tem se um sabe cantar e o outro não? Aposto que você
quer conhecê-la.
FTD/Arquivo da editora

Uma escola assim, eu quero pra mim, de


Elias José. Editora FTD.
Rodrigo falava de um jeito diferente. Por
isso, na nova escola, seu sotaque era motivo
de riso e de repreensão. Uma professora
substituta muda essa situação e transforma
o cotidiano da escola.

Unidade 4
Nova Alexandria/Arquivo da editora

História de um casarão, de Luis Kehl. Editora


Nova Alexandria.
Nesse livro, o autor mostra a transformação
de um lugar ao longo do tempo por meio da
história do casarão amarelo.

Vizinho, vizinha, de Roger Mello. Editora Companhia das Letrinhas/Arquivo da editora

Companhia das Letrinhas.


Existiam dois vizinhos que só se encontravam
no corredor. Trocavam “boa-tarde”, mas não se
conheciam. Até que um dia... Só lendo para saber!
ivo da editora
Brinque-Book/Arqu

Guilherme Augusto Araújo Fernandes, de Mem Fox. Editora


Brinque-Book.
Guilherme tem uma amiga bem idosa, a senhora Antônia. Seus
pais disseram que ela perdeu a memória. Mas o que é uma
memória? Vamos descobrir com Guilherme?

cento e onze 111

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Bibliografia
Aranha, Maria Lucia de Arruda. História da educação e da pedagogia. São Paulo: Moderna, 1996.
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Zabala, Antoni. A prática educativa. Porto Alegre: Artmed, 1998.

112 cento e doze

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Manual do
Professor

História

2e nsino fundamental
anos Iniciais
história • 2 Ano
o

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Apresentação

Prezado professor,

Após ouvir, pesquisar e analisar opiniões e sugestões


sobre o ensino de História, apresentamos a você e seus
alunos esta coleção. Com ela, esperamos trazer contribui-
ções ao trabalho docente, oferecendo um material didático
que privilegia o desenvolvimento intelectual dos alunos e a
construção de sua autonomia no que se refere à produção
do conhecimento histórico. Além disso, no diálogo com a
história de tantas outras pessoas em outros tempos, pre-
tendemos cultivar atitudes de sensibilidade, respeito, con-
duta ética, apreço por valores humanos universais.
Assim, esperamos contribuir para a formação de indiví-
duos capazes de tomar decisões, de se relacionar harmo-
niosamente com os outros e com o meio, de superar difi-
culdades e de buscar soluções diante dos conflitos.
Procurando atender a alunos e professores, apresenta-
mos na coleção uma seleção de conteúdos com propostas
e sugestões de atividades variadas, de modo que cada
educador possa adaptá-la a sua realidade.
Sugerimos que, durante o trabalho com seus alunos,
você consulte o tópico Comentários e complementos das
unidades didáticas deste manual. Assim, poderá apreciar e
selecionar as sugestões adequadas ao encaminhamento
de suas aulas.

Equipe editorial

115

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Sumário

1
17 História no Ensino Fundamental

1
17 Objetivos gerais da coleção

1
18 Proposta pedagógica da coleção

1
21 Avaliação da aprendizagem

1
22 Organização e estrutura da coleção

1
23 História e cultura afro-brasileira e indígena na coleção

1
24 A interface digital e a aprendizagem

1
25 Quadro de conteúdos da coleção

1
26 Textos de apoio/comentários e complementos das
unidades didáticas

1
58 Sugestões de leituras e sites para o aluno

1
59 Sugestões de leituras, sites e revistas para o professor

1
60 Bibliografia consultada

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€€História no Ensino Diante de tais críticas, várias instâncias, particular-
mente estaduais, àquela época articularam-se no sen-
Fundamental tido de construir outras possibilidades para o ensino de
História. Em diferentes estados do Brasil, secretarias
A destruição do passado – ou melhor, dos de educação lançaram diretrizes que procuravam rom-
mecanismos sociais que vinculam nossa experiên- per com essa tradição e fazer emergir algo novo. Como
cia social à das gerações passadas – é um dos pontos comuns, podemos destacar uma preocupação
fenômenos mais característicos e lúgubres do final metodológica e uma ênfase na questão da documenta-
do século XX. Quase todos os jovens de hoje cres- ção – ampliando-a para além dos documentos oficiais
cem numa espécie de presente contínuo, sem e incluindo outros, até então pouco valorizados, como
qualquer relação orgânica com o passado público depoimentos, cartas, acervos pessoais e iconografia.
da época em que vivem. Por isso os historiadores, Em termos do conteúdo, havia uma preocupação em
cujo ofício é lembrar o que os outros esquecem, valorizar uma “História vista de baixo”, a partir da pers-
tornam-se mais importantes que nunca no fim do pectiva das classes mais populares, e uma defesa do
segundo milênio. conhecimento histórico como instrumento de crítica
social. Dessa maneira, os professores de História pro-
Hobsbawm, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX.
São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 13.
curavam contribuir para a consolidação da democracia
no Brasil e para a formação do cidadão.
Muitas são as crianças e jovens que perguntam Tais esforços, ainda hoje, podem ser observados
sobre as razões para o estudo de História. Diante de em muitos manuais didáticos de História e, certa-
um mundo que se modifica em ritmo tão frenético e mente, representaram uma ruptura importante com a
no qual as dimensões temporais da existência humana matriz positivista até então predominante nas esco-
são esquecidas em função de interesses imediatos, las do antigo primeiro grau.
parece difícil seduzir a atenção do aluno para a refle-
De lá para cá, outras mudanças têm ocorrido, o
xão sobre as relações entre o passado e o presente.
ensino de História passou por mudanças profundas e
Vivemos em tempos de produção em massa de
por um processo de valorização social. Em comum,
esquecimentos, o que fragiliza os processos de cons-
tais mudanças envolvem a crítica à história dos heróis,
trução de identidade social. Assim, tiranizados pela
a recusa de uma noção de progresso abstrata e de
experiência individual, pouco refletimos sobre a rela-
uma concepção exclusivamente cronológica do tempo,
ção entre as singularidades dos sujeitos e os contex-
a busca pela compreensão dos conflitos, a denúncia
tos sociais mais amplos nos quais ela se dá.
das desigualdades sociais e violações de direitos e, por
Há ainda uma outra ordem de questões, coloca- fim, a valorização da diversidade cultural. Em síntese,
das pelos próprios movimentos historiográficos e construção de identidades e cidadania acaba por ser o
seus desdobramentos no âmbito do ensino. Durante eixo norteador da seleção de conteúdos, dos métodos
décadas, o ensino de História, particularmente nos de ensino e dos objetivos definidos pelos professores
anos iniciais, estava ainda muito marcado por um de História para o seu trabalho.
caráter laudatório, heroico, cronológico e linear.
Estabelecido um compromisso com a mudança
Assim, a História ensinada consagrava uma memória
social, o ensino de História deve orientar-se por uma
da nação – suas personagens e acontecimentos mais
perspectiva humanista de respeito à diversidade cul-
marcantes – ao mesmo tempo que a construía no
tural; deve, ainda, indicar aos alunos a condição histó-
cotidiano das salas de aula. Sob a marca das mudan-
rica – e, portanto, mutável, instável, ambígua – da
ças legais impostas pelos governos militares, a
condição humana. Como professores, devemos pro-
História, reduzida nos anos iniciais ao campo dos
mover o conhecimento histórico como lugar de com-
chamados “Estudos Sociais”, apaziguava conflitos e
preensão de si e do outro e para o olhar atento à
apresentava um país marcado pela harmonia, pela
realidade que nos cerca. No estudo das tensas e dia-
exuberância e pelo progresso. Nos anos 1980, essa
léticas relações entre o passado e o presente, cum-
tradição passou a ser severamente criticada, na
pre-nos estabelecer os vínculos entre a experiência
medida em que o processo de redemocratização do
mais local e individual dos alunos e o patrimônio cul-
país também foi discutido no âmbito da escola e das
tural da humanidade, de modo que cada um possa
políticas públicas de educação. Como resultado desse
reconhecer em si sua própria historicidade. E, desse
movimento, surgiu uma crítica contundente ao livro
modo, pensar o presente e o futuro não apenas como
didático e outros manuais pedagógicos, fosse pela
herança ou consequência dos tempos que os antece-
concepção de História que carregavam, fosse pelo
dem, mas também como possibilidade do novo.
modo como pensavam o trabalho do professor, em
geral reduzido à reprodução das prescrições postas €€Objetivos gerais da coleção
pelo livro. Quanto aos conteúdos, a crítica vinha muito
marcada pela ideia de que eram ideológicos, coloca- Seguindo as orientações dos Parâmetros
dos a serviço de interesses de grupos economica- Curriculares Nacionais (PCN, 1997) e considerando a
mente dominantes, centrados numa perspectiva do ampliação do Ensino Fundamental para nove anos e o
Estado como sujeito histórico quase exclusivo. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, esta

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coleção tem como objetivos gerais que os alunos De acordo com Coll (1996), “é importante que os
sejam capazes de: professores percebam os conhecimentos prévios dos
ƒƒ localizar acontecimentos históricos no tempo cro- alunos e alunas sobre o tema a ser estudado, não
nológico, tendo como referência anterioridade, pos- apenas porque são os que eles utilizam para aprender,
terioridade e simultaneidade; isto é, não podem prescindir deles na realização de
novas aprendizagens, mas porque deles dependem
ƒƒ construir a noção de temporalidade histórica, asso-
as relações que é possível estabelecer para atribuir
ciando-a aos ritmos e às experiências humanas
significado à nova informação proposta. Isto é, os
sobre o tempo;
conhecimentos do aluno sobre um determinado tema
ƒƒ construir a identidade pessoal e social na dimensão possibilitam estabelecer relações substantivas, per-
histórica, a partir do reconhecimento do seu papel mitindo também, consequentemente, atribuir signifi-
como sujeito nos processos históricos; cado ao novo conteúdo”.
ƒƒ identificar permanências e rupturas entre passado e No trabalho com a História, o aluno poderá construir
presente; uma série de conceitos que colaborem para o entendi-
ƒƒ aprender procedimentos próprios ao trabalho de mento do mundo ao redor e de sua própria experiência.
produção de conhecimento histórico, particular- É fundamental oferecer a ele a oportunidade de aplicar
mente no que se refere ao levantamento, à leitura e seus novos conhecimentos na resolução de situações-
à interpretação de diferentes fontes documentais; -problema compatíveis com sua faixa etária, por meio de
intervenções solidárias, respeitando os valores huma-
ƒƒ reconhecer permanências e transformações sociais,
nos e a diversidade sociocultural e ambiental.
econômicas e culturais na vivência cotidiana da famí-
lia, da escola e da coletividade, no tempo e no espaço; Ao professor, que é parte desse processo, articu-
lador de situações e mobilizador de capacidades, cabe
ƒƒ produzir leituras críticas da realidade que os cerca,
fazer a mediação entre o objeto do conhecimento e o
pautadas pelo uso de variadas fontes de informa-
aluno. É ele quem faz intervenções durante as expo-
ções e por uma postura de questionamento;
sições dos alunos, organiza e viabiliza as investiga-
ƒƒ valorizar as ações coletivas que repercutam na melho- ções, assim como sistematiza as descobertas. Cabe
ria das condições de vida, tanto em termos especifi- também ao professor mostrar o quanto a realidade, a
camente locais quanto em termos mais globais. vivência e a experiência de cada criança é importante

€€Proposta pedagógica da coleção para o estudo de História.


A presente coleção trabalha com noções e concei-
tos históricos para que os alunos possam entender a
Esta coleção fundamentou-se em pressupostos realidade em que vivem e, assim, atuar na sociedade
teóricos que consideram relevantes aluno, professor de forma consciente, crítica e reflexiva. Segundo o
e conhecimento como partes do processo ensino- texto da série Áreas do Conhecimento no Ensino
-aprendizagem. Fundamental (TV Escola, 2007), “as demandas sociais
Tomando o aluno como sujeito ativo do processo deste mundo tão diverso daquele do século passado e
de aprendizagem, procurou-se dialogar constante- as necessidades dos sujeitos sociais para nele sobrevi-
mente com ele por meio de textos, imagens, docu- verem com dignidade, ética e identidade colocam
mentos, atividades que possibilitem a elaboração de novos desafios à escola, sendo um dos principais res-
um conhecimento significativo. gatar o conhecimento dos objetos enquanto complexi-
Como afirma Carvalho (1998), “o princípio con- dade, com uma forma de pensamento flexível e cria-
forme o qual o aluno é o construtor do próprio conhe- tiva, não disciplinar, que lhe possibilite uma atuação
cimento é, muitas vezes, erroneamente interpretado, social ética, protagonista e contra-hegemônica”.
atribuindo-se a ele a tarefa de descobrir ou de inventar Além do conhecimento específico de História,
conhecimentos. A interpretação que nos parece mais procedimentos e atitudes se configuram como conte-
adequada consiste em pensar o aluno como o sujeito údos importantes na coleção. Entende-se que a
que aprende sem que ninguém possa substituí-lo diversidade de conteúdos (Coll, 1998) factuais
nessa tarefa. O ensino acontece através de atividade (dados, fatos, nomenclaturas, classificações), con-
mental construtiva desse aluno, que manipula, explora, ceituais (noções, conceitos, princípios), procedimen-
escuta, lê, faz perguntas e expõe ideias”. tais (observação, comparação, análise, experimenta-
Considerando esse princípio, nesta coleção foram ção, representação, entrevista, pesquisa, debate) e
criadas situações e atividades que permitem mobilizar atitudinais (autonomia, organização, respeito, cola-
o aluno intelectualmente e levá-lo a interagir com o boração, solidariedade, diálogo), tratados integrada-
objeto do conhecimento, construindo representações mente, contribuirá para a educação desejada.
interiores dele. Essa prática pressupõe considerar as As propostas de atividades – individuais, em
experiências e os repertórios que o aluno tem para duplas ou em grupos – visam promover a aprendiza-
que, relacionando o que sabe e o novo conhecimento, gem, possibilitando a mobilização intelectual necessá-
realize uma aprendizagem significativa, ou seja, com ria para a elaboração do conhecimento. Para que efe-
sentido em seu universo de vivência. tuem essa função mobilizadora, as atividades devem

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ser variadas e contribuir para o desenvolvimento de Os mesmos procedimentos podem ser adotados
diferentes níveis de habilidades: básico, operacional e na comparação de imagens de um mesmo local em
global. Conforme consta no documento Matrizes cur- épocas diferentes. O levantamento de semelhanças
riculares de referência para o Saeb (1999): e diferenças, considerando o tempo decorrido, permi-
O nível básico destaca as habilidades de iden- tirá aos alunos verificar o processo de mudanças,
tificação, localização, descrição e nomeação dos rupturas e permanências, além de relacionar passado
fenômenos do mundo natural ou transformado e presente.
através do reconhecimento de representações O trabalho com imagens inclui também a produ-
dadas, sendo solicitado o exercício da memória ou ção de desenhos, que pode ser sobre um tema ou a
a observação das regularidades entre os fenômenos partir da leitura de um texto. Os desenhos dos alunos
apresentadas em textos ou outras formas de repre- possibilitam verificar seus conhecimentos prévios,
sentação. Em síntese, é um nível de competências sua competência leitora (entendimento do texto) e
indicadoras da habilidade de lembrar e reconhecer informações sobre suas vivências e experiências.
noções básicas e fenômenos.
Tabelas, gráficos e mapas
O nível operacional reúne as competências
relativas ao estabelecimento de relações entre parte Tabelas, gráficos e mapas trazem dados e infor-
e todo de determinados fenômenos, ordenamento mações, em linguagem gráfica, sobre uma realidade
de sequências de eventos e outras relações entre específica, em determinado momento. São recursos
fenômenos dados que permitem classificar, compa- visuais utilizados na educação formal e cada vez mais
rar, interpretar e justificar acontecimentos, resulta- na mídia em geral. Assim, é importante para o aluno
dos de experimentos ou proposições dadas. [...] familiarizar-se com essas linguagens.

O nível global de competências cognitivas põe Trabalham-se, na coleção, a leitura e a interpretação


em jogo as habilidades de extrapolar conhecimen- dos dados e das informações contidas nesses recursos
tos, inferir, aplicar conhecimentos, analisar e criti- em complexidade adequada à faixa etária. Procura-se
chamar a atenção também para a relevância da leitura de
car situações dadas. É, portanto, um nível de maior
título, data, fonte e legenda em gráficos, mapas e tabelas.
complexidade de competências, em relação às
anteriormente definidas. Considerando a necessidade de dominar a leitura
desses recursos visuais, é proposta aos alunos a ela-
Recursos didáticos boração de mapas e gráficos simples, tendo em vista
Com o objetivo de desenvolver ou aprimorar com- a sua faixa etária.
petências e habilidades dos alunos, nesta coleção foram
exploradas diferentes linguagens, textuais e visuais. Textos
A leitura de textos, de forma autônoma ou com a
Destacamos a seguir alguns recursos didáticos,
mediação do professor, é mais um dos recursos utili-
utilizados em atividades, que contribuem para o pro-
zados para introduzir ou complementar o estudo dos
cesso ensino-aprendizagem de História.
conteúdos.
Imagens O professor deve estar atento às características
Nos livros didáticos, as imagens, como fotogra- de cada gênero textual (poesia, conto, canção, depoi-
fias, ilustrações, esquemas, gravuras e pinturas, mento, artigo) e de sua fonte (livro, jornal, revista,
devem ser mais que reproduções estáticas de paisa- site), assim como ao vocabulário específico de cada
gens, situações ou processos. Para que funcionem um. A leitura prévia do texto e o planejamento da ati-
como conteúdo, complemento informativo ou como vidade proposta podem evitar eventuais dificuldades
motivação para o estudo do tema, é preciso envolver durante a aula.
os alunos na observação e leitura delas. A diversidade de fontes dos textos permite traba-
Fazendo um levantamento das impressões dos lhar com os alunos abordagens e pontos de vista
alunos, o professor tem condições de avaliar seus diferentes sobre um mesmo assunto. Essa experiên-
conhecimentos prévios. Partindo daí, ele poderá orga- cia enriquece o aprendizado e pode despertar neles o
nizar e tornar mais complexos esses conhecimentos, interesse pela busca de informações e pelo conheci-
ampliando-os. mento de outras ideias.
Inicialmente, o mais indicado é o trabalho com a Em todos os volumes da coleção foram indicados
observação dirigida, ou seja, em que o professor, por livros relacionados aos conteúdos desenvolvidos.
meio de perguntas, chama a atenção para a imagem É importante que a biblioteca ou sala de leitura da
como um todo. Em seguida, passa a explorar, tam- escola facilite o acesso a esses materiais. O professor
bém com perguntas e alguns comentários, os deta- pode ainda orientar os alunos a recorrer ao acervo de
lhes e as informações não explicitadas. Se os alunos familiares ou conhecidos. Ele também pode providen-
demonstrarem interesse por algum aspecto da ima- ciar ou solicitar aos alunos jornais, revistas e outros
gem, o professor deve aproveitar o momento para suportes de texto para serem manuseados e trabalha-
trabalhar e aprofundar o assunto. dos em sala de aula.

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Visando ao melhor aproveitamento dos textos tir da organização de projetos temáticos mais amplos,
como recurso didático, após sua leitura, o professor seja por solicitar a participação de outros professores e
pode orientar a realização de atividades complementa- outros conteúdos no sentido de aproximar o conheci-
res, como a recontagem deles, a explicação de temas mento histórico da realidade mais cotidiana do aluno.
centrais, a seleção de detalhes interessantes ou curio- Com a área de Geografia, a interação pode se
sos, a elaboração de desenhos ou histórias em quadri- estabelecer, por exemplo, entre a organização do
nhos, a dramatização de um trecho do texto. espaço e a formação territorial brasileira ou, ainda, ao
Entrevista trabalhar mudanças e permanências na paisagem.
Essa atividade propicia o desenvolvimento de A integração com a área de Ciências pode ser
escrita autônoma e do senso de compromisso e res- oportuna quando o professor tratar, por exemplo, de
ponsabilidade. Oferece também aos alunos oportuni- episódios como a Revolta da Vacina. Ou, ainda, ao
dade de realizar na prática a coleta de informações explorar as imagens da fauna e da flora pintadas pelos
por meio de registro oral. artistas europeus.
O professor deve dar a eles orientações prévias Em Educação Física, podem ser realizadas brinca-
sobre a escolha do entrevistado, o agendamento da deiras da época dos avós dos alunos ou pesquisa para
entrevista e a elaboração do roteiro de perguntas a se conhecer a história de algum esporte.
partir das informações que desejam obter. Deve tam- Em Matemática, podem ser trabalhadas as
bém ficar clara para os alunos a finalidade da entre- noções de períodos de tempo (década, século, milê-
vista, ou seja, se as informações obtidas serão utiliza- nio) e a construção e elaboração de gráficos e tabelas.
das na elaboração de um texto escrito, na criação de
um desenho ou de uma narrativa oral. Já em Língua Portuguesa, atualmente os estudos
sobre o letramento influenciam de modo significativo
Pesquisa a compreensão do aprender a ler e a escrever.
A pesquisa é o recurso que irá possibilitar aos Alfabetização e letramento passam a ser entendidos
alunos a aquisição de novos conhecimentos de como dois processos que ocorrem juntos, pois, para
maneira autônoma. Porém, nessa faixa etária, é que a criança se aproprie verdadeiramente da escrita,
necessário que parte dela ainda seja realizada na sala é necessário que ela alcance o significado que a
de aula, para que o professor tenha oportunidade de escrita possui socialmente.
orientar os alunos quanto aos procedimentos a serem Nesse contexto, a disciplina de História possibilita
adotados. As primeiras pesquisas devem ter como ao aluno ler, interpretar e produzir uma gama variada
finalidade o aprofundamento ou a ampliação de um de textos, ampliando o conhecimento que ele possui
tema e podem ser feitas em instituições, livros, alma- a respeito das funções sociais da escrita e dos gêne-
naques, jornais, revistas ou na internet. ros textuais com os quais terá contato na coleção.
Ao realizar esse tipo de atividade, uma das princi- Cabe ao professor promover a integração entre as
pais dificuldades dos alunos, em qualquer faixa etária, disciplinas quando julgar conveniente. No sentido de
é identificar uma “questão-problema”, uma pergunta orientá-lo nesse trabalho interdisciplinar, algumas
que deverá ser respondida, esclarecendo assim o obje- sugestões são apresentadas no Livro do Aluno, e
tivo da pesquisa. O professor deve organizar a ativi- outras no tópico Comentários e complementos das
dade de modo que o aluno tenha clareza desse obje- unidades didáticas deste manual.
tivo e aprenda a selecionar as fontes de informação,
interpretá-las e apresentá-las adequadamente. O Destaques
desenvolvimento dessas habilidades contribui para Nesta coleção, dois pontos foram privilegiados:
consolidar a autoconfiança da criança e a busca de
ƒƒ Diversidade de fontes históricas. Ao longo dos
autonomia.
volumes foram destacados diferentes tipos de fon-
Organizar as atividades de pesquisa em peque- tes históricas, escritas e não escritas, que permi-
nos grupos, orientando os alunos para que dividam as tem investigar o passado: textos, pinturas, escultu-
responsabilidades do trabalho, propicia desenvolver ras, construções, objetos, vestimentas, relatos,
comportamentos e atitudes de respeito e cooperação entre outros. Na seleção dessas fontes, foram
na convivência com o outro. Nas orientações para a consideradas a faixa etária dos alunos e a relação
pesquisa, o professor precisa indicar fontes, estabele- com o conteúdo desenvolvido. Na análise de algu-
cer as formas de coleta, registro e organização. Na mas fontes, sobretudo pinturas, chamou-se a aten-
apresentação das informações obtidas, ele deve soli-
ção para a diferença de tempo entre a época retra-
citar aos alunos a citação das fontes consultadas.
tada e a data em que a obra foi produzida.
Trabalho interdisciplinar ƒƒ Trabalho com valores. Considerando a formação
Muitas são as possibilidades de diálogo entre as de cidadãos conscientes e coerentes como um dos
várias disciplinas escolares. A História, além da parceria objetivos principais da coleção, em alguns momen-
mais constante com a Geografia, já consagrada, pode tos durante o estudo privilegiou-se a discussão de
se aproximar de todas as outras disciplinas, seja a par- valores e atitudes imprescindíveis ao convívio social,

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como respeito, cooperação, solidariedade, diálogo, ƒƒ o início, que permite conhecer o que o aluno sabe e
liberdade. Esses momentos foram indicados com o identificar as possibilidades de aprendizagem, reali-
selo Saber ser, para que o professor possa identifi- zando-se a denominada avaliação inicial;
cá-los e organizar a sala de aula previamente, tor- ƒ ƒ o desenvolvimento, que permite conhecer como
nando-a adequada para conversas, debates e dis- o aluno aprende, realizando-se a avaliação regu-
cussões sobre questões relacionadas a esses valo- ladora;
res. Essa estratégia de trabalho foi pensada com a
ƒƒ o final, em que são observados os conhecimentos
intenção de proporcionar a participação ativa dos
elaborados e os resultados obtidos, realizando-se a
alunos e contribuir para a formação de comporta-
avaliação final.
mentos e atitudes coerentes com esses valores.
Procurou-se, assim, contemplar temas como ética, Como proceder
pluralidade cultural e meio ambiente, além de
Com as informações dessas três avaliações, pro-
temas que permitem trabalhar com as realidades
fessor e aluno poderão tomar as providências neces-
locais, articulando-as com as vivências dos alunos.
sárias para corrigir falhas, propor alternativas e investir
É fundamental a atuação do professor como agente
nos aspectos positivos.
que identifica as questões sociais do universo dos
alunos, seja na escola, no bairro ou no município, É importante o aluno perceber a avaliação
propondo reflexões sobre os modos de vida e sobre como uma oportunidade de revisão e aprofunda-
as relações sociais, para que possam atuar no sen- mento do estudo. Isso eleva sua autoestima e
tido de transformar essa realidade. reforça o desejo de vencer desafios, além de favo-
recer a reflexão e a aceitação de críticas para apri-
€€Avaliação da aprendizagem morar os conteúdos conceituais, procedimentais e
atitudinais.
Avaliar, tendo como finalidade o desenvolvimento O registro constante e sistemático dos resultados
de competências e o trabalho com diferentes tipos de das avaliações é documento indispensável para garan-
conteúdo, requer do professor uma atitude constante tir a eficácia dessa prática.
de análise e interpretação dos aspectos quantitativos
e qualitativos resultantes do processo ensino-aprendi- Ficha de avaliação
zagem. Como sugestão, apresentamos a seguir um
Para Zabala (1998), destacam-se nesse processo modelo de ficha que pode ser utilizado para a avalia-
momentos propícios para a prática avaliativa: ção dos alunos durante e ao final de uma unidade.

Legenda    S: sim   N: não   P: parcialmente

Unidade 1 2 A HISTÓRIA

Conceitos Procedimentos Atitudes


Conseguiu ler com clareza, compreender e identificar informações
Compreendeu o conceito de sujeito histórico e se identifica como

Compreendeu e identificou os diferentes tipos de documento his-


Distinguiu no tempo cronológico as noções de passado/presente/

Realizou com eficiência as atividades que envolvem noções tem-

Participou de conversas coletivas apresentando ideias e ouvindo


Participou das atividades coletivas e colaborou com os colegas?

Respeitou os colegas e as normas estabelecidas na classe e na


Identificou o significado das mudanças e permanências no pro-

Conseguiu levantar informações de imagens e legendas?

Realizou as atividades com autonomia?

Nomes dos alunos


Expressou-se oralmente com clareza?
Compreendeu o conceito de História?
Reconheceu diferentes calendários?

Fez registros escritos com clareza?


porais (antigo/novo; antes/depois)?

Conseguiu elaborar conclusões?

Esteve atento às aulas?

Expôs suas dúvidas?


em textos escritos?
cesso histórico?

os colegas?

escola?
futuro?

tórico?
tal?

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Autoavaliação precisa estar sempre presente na rotina escolar, tanto
Refletir sobre os conhecimentos adquiridos e em momentos formais quanto informais.
sobre as estratégias de aprendizagem utilizadas ajuda Para subsidiar esses momentos, sugerimos um
o aluno a rever seu modo de estudar e de apropriar-se modelo de ficha que poderá ser usado pelo aluno para
do conhecimento. A atitude crítica em relação ao pró- o levantamento e registro dessa autoavaliação. Se
prio desempenho, identificando não só suas dificulda- utilizá-lo, complemente-o com itens que considerar
des, mas também suas aptidões e potencialidades, importantes para o autoconhecimento da criança.

AUTOAVALIAÇÃO

Nome do aluno:

S N O que posso fazer para melhorar?

Participo das atividades de aula ouvindo e dando opiniões?

Quando tenho dificuldade, peço ajuda ao professor ou aos colegas?

Cuido do meu material e capricho ao realizar as atividades?

Em conversas e discussões coletivas, respeito os colegas?

Procuro me relacionar bem com os colegas, professores e funcionários?

€€Organização e estrutura urbanos e seu crescimento articulados às atividades


econômicas desenvolvidas. Abordou-se também a
da coleção constituição do povo brasileiro a partir da diversidade
de origens étnicas: povos indígenas, povos africanos,
A organização desta coleção de História foi orientada portugueses e outros imigrantes europeus e asiáticos.
por eixos temáticos. Em cada volume procurou-se articu- Os indígenas, com seus costumes e suas tradições,
lar os conteúdos em torno de um eixo específico, consi- constituem uma das três principais bases étnicas e
derando o desenvolvimento cognitivo dos alunos. O culturais dos brasileiros. Ao mesmo tempo, valorizam-
aluno do Ensino Fundamental I, sobretudo dos primeiros -se as contribuições dos africanos e afrodescendentes.
anos, elabora seus conhecimentos basicamente a partir Quase metade da população brasileira tem ascendên-
de situações concretas e do presente por ele vivenciado. cia africana. Os africanos escravizados e seus descen-
Partindo desse princípio, acredita-se apropriada a aborda- dentes constituíram a principal força de trabalho no
gem do passado a partir de um tema do presente que Brasil por mais de trezentos anos.
lhe é familiar. Assim, procurou-se relacionar as vivências
e experiências do aluno ao contexto histórico abordado, Estrutura da coleção
para tornar o aprendizado significativo. Cada volume da coleção é composto de quatro
unidades, cada uma com três capítulos. As atividades
Organização dos conteúdos propostas são diversificadas e aparecem em vários
O volume 2 foi desenvolvido em torno do eixo momentos. Caberá ao professor trabalhá-las tal como
História e grupos de convivência do aluno. Trabalhando proposto ou em qualquer outra ordem que julgar mais
com as relações nos espaços da casa, da escola, da rua adequada ao seu cotidiano.
e do bairro, procurou-se simultaneamente a compreen- Cada unidade, por sua vez, tem a seguinte estru-
são das noções de sujeito e de tempo históricos. tura básica: introdução da unidade, abertura do capí-
O volume 3 tem como eixo cidades e população tulo, desenvolvimento do conteúdo, finalizando o
brasileira, considerando a formação histórica e os capítulo e finalizando a unidade.
aspectos étnicos e culturais. Tendo em vista que hoje a ƒƒ Abertura de unidade. Apresenta uma grande cena
maioria da população brasileira vive nas cidades, optou- que tem como objetivo principal despertar o interes-
-se por abordar a formação dos primeiros núcleos se dos alunos pelo tema que será abordado. As ativi-

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dades propostas oferecem oportunidade para que respondiam aos movimentos sociais que preconiza-
eles se expressem, exercitem a criatividade e a vam a democratização da sociedade brasileira. A
imaginação e, principalmente, exponham os conheci- anistia em 1979 e o retorno dos civis ao poder em
mentos e as experiências que possuem sobre o 1985 marcariam uma nova etapa, com o reconheci-
assunto. As atividades devem ser realizadas oral- mento crescente da diversidade humana, social e
mente e com a participação de toda a classe. As cultural do Brasil. A Constituição de 1988 estabele-
hipóteses levantadas pelos alunos devem ser regis- ceu os marcos dessa nova concepção, e a produção
tradas para posterior comprovação ou reformulação. historiográfica incorporou, de forma cada vez mais
ƒƒ Início de capítulo. Por meio de linguagens variadas vigorosa, a história indígena, a história dos africanos
(texto, fotografia, tira, música, pintura), introduz e no Brasil e a história da África. Essa nova historiogra-
problematiza o assunto. Ao mesmo tempo, oferece fia passou a explorar desde a longa trajetória dos
ao professor oportunidade para extrapolar o conteú- indígenas no território brasileiro, durante milhares de
do, comentando, por exemplo, sobre o autor e sua anos, à decisiva contribuição indígena para a cultura
obra, o contexto histórico em que a produziu, carac- brasileira nos últimos cinco séculos. No campo da
terísticas de estilo, etc. participação africana, o tema da resistência à escra-
vidão ganhou destaque, assim como a fundamental
ƒƒ Desenvolvimento do conteúdo. Texto principal inter-
influência cultural africana na história do Brasil.
calado por ilustrações, fotografias, mapas e outros
recursos, compatíveis com a faixa etária do aluno, que Como resultado desse processo tanto social
desenvolvem o conteúdo. Em paralelo ao texto, há como historiográfico, foi assinada a Lei n. 11 645, de
explicações para vocábulos que podem trazer alguma 10 de março de 2008, que determina, em seu arti-
dificuldade à criança. Quando oportuno, são introduzi- go 1o: “Nos estabelecimentos de Ensino Fundamental
dos os quadros Saiba mais, com informações que e de Ensino Médio, públicos e privados, torna-se
ampliam alguns assuntos, e Registros, que apresenta obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasi-
documentos históricos variados para que os alunos leira e indígena”. Em particular, a determinação legal
tenham noção da diversidade existente. é que o conteúdo programático escolar deverá incluir
“diversos aspectos da história e da cultura que carac-
ƒƒ Finalizando o capítulo. A seção Agora já sei finaliza o
terizam a formação da população brasileira, a partir
capítulo com questões que retomam e aplicam os con-
desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da
teúdos trabalhados.
história da África e dos africanos, a luta dos negros e
ƒƒ Finalizando a unidade. Duas seções encerram a dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indí-
unidade, retomando os conteúdos estudados. Na gena brasileira e o negro e o índio na formação da
seção Vamos fazer!, os alunos são convidados a “pôr sociedade nacional, resgatando as suas contribui-
a mão na massa”, produzindo algum material, escrito ções nas áreas social, econômica e política, pertinen-
ou não, a partir de um assunto da unidade. As propos- tes à história do Brasil” (artigo 1o, parágrafo 1o).
tas de atividades, individuais ou em grupo, privilegiam
Esta coleção foi estruturada à luz das discus-
o trabalho com técnicas e procedimentos, tanto de
sões da historiografia renovada e das indicações
História quanto de outras áreas. A seção O que apren-
legais sobre ambos os temas. A presença indígena
di? oferece atividades de diferentes graus de comple-
foi explorada, desde os primórdios da ocupação do
xidade para revisão, aplicação e ampliação dos con-
território brasileiro, até os povos indígenas atuais,
teúdos.
que são tratados em itens específicos nos dois volu-
No decorrer do estudo, em diversos momentos, mes da coleção e em um capítulo à parte no volume 3.
os alunos são solicitados a criar painéis, desenhar e As tradições brasileiras de origem indígena, o voca-
elaborar textos. É importante que esse material sirva bulário tupi, as comidas e outros aspectos culturais
de recurso didático para a revisão de conteúdos, o foram vinculados aos povos indígenas em sua diver-
aprofundamento da análise e a reavaliação de hipóte- sidade, como fatores de definição da sociedade
ses, além de auxiliar no estudo de outras disciplinas. brasileira. O texto reafirma a diversidade dos povos
indígenas, evitando sempre tratá-los de modo gené-
€€História e cultura afro-brasileira e rico e indiferenciado. Além disso, ao tratar dos con-
tatos entre os povos indígenas e os não indígenas,
indígena na coleção o texto aborda a dimensão conflituosa desse encon-
Por muito tempo, a História do Brasil foi vista tro. O conflito se expressa tanto nas práticas de
apenas sob o prisma das elites, em particular nos escravidão e extermínio a que foram submetidos os
livros didáticos. Na historiografia universitária e aca- povos indígenas no período colonial como na resis-
dêmica, desde a década de 1970 abriram-se novas tência que opuseram e na luta para manter sua
perspectivas no sentido de incluir no âmbito das identidade indígena e suas culturas próprias, que se
preocupações os dois grandes elementos humanos estende até hoje.
e culturais que, ainda que fundamentais para a for- A presença africana no Brasil também merece
mação do país, haviam sido pouco tratados: os indí- destaque em toda a coleção. O volume 3 tem capítulos
genas e os africanos. Essas tendências intelectuais especiais sobre os africanos e seus descendentes.

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Abordam-se desde elementos históricos e culturais do Com isso, tornou-se possível encontrar vários recur-
continente africano há cerca de quinhentos anos até a sos disponíveis centralizados em alguns endereços
vida e o trabalho dos africanos escravizados no Brasil e da internet, o que também facilitou a pesquisa e o
aspectos da cultura afro-brasileira na atualidade. A acesso a conteúdos que poderiam ficar dispersos em
abordagem da escravidão aparece integrada à das lutas diferentes endereços digitais.
e do processo de resistência, que inclui os quilombos, Entre os principais portais que merecem atenção,
tanto o caso paradigmático de Palmares, no século estão os desenvolvidos pelo Ministério da Educação
XVII, como os assentamentos quilombolas dos sécu- (MEC).
los posteriores.
A Rede Internacional Virtual de Educação (Rived),
Indígenas e africanos são apresentados, em desenvolvida pelo MEC por meio da Secretaria
diversos momentos, por elementos dos saberes e da de Educação a Distância (Seed) e da Secretaria de
religiosidade, que configuram aspectos simbólicos de Educação Média e Tecnológica (Semtec), produz e
grande importância na definição da cultura brasileira. disponibiliza objetos de aprendizagem para o Ensino
O patrimônio material e imaterial indígena e africano Fundamental e para o atendimento aos alunos com
é apresentado em sua riqueza, na forma de artefatos, deficiência física. O site da Rived oferece ainda o
alimentos, festas e tradições, entre vários outros ele- curso Como Usar, com instruções sobre a utilização
mentos. de objetos educacionais, voltado para a capacitação
Vale ressaltar que temas ligados aos indígenas e dos professores das escolas de educação básica,
aos africanos e afro-brasileiros surgem não apenas em disponível no endereço: <http://rived.mec.gov.br/site_
capítulos ou itens específicos, mas também no próprio objeto_lis.php>. Acesso em: 3 jul. 2014.
eixo narrativo dos livros. Um calendário indígena apa- O Portal do Professor também é uma importante
rece com outras formas de contar o tempo, assim ferramenta para o trabalho do docente, com a apre-
como aspectos das famílias africanas são apresentados sentação de recursos digitais variados, a disponibiliza-
quando se abordam as organizações familiares. As dan- ção de mídias de apoio para download e de cursos,
ças africanas surgem em sua interação com as festas e além de proporcionar o intercâmbio de práticas entre
os ritmos europeus e indígenas, de modo a mostrar ao os professores de todo o país.
aluno que a cultura brasileira é composta de múltiplos
Entre os recursos de comunicação digital podem-
elementos, em constante mutação, com relevante par-
-se destacar também diversos cursos especialmente
ticipação das tradições indígenas e africanas.
desenvolvidos para a formação continuada dos pro-
Para tratar de ambos os temas, a coleção recorreu à fessores. Alguns dos cursos são voltados para o
historiografia acadêmica mais recente, incluindo as con- Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa e há
tribuições de disciplinas como a Antropologia, a ainda um programa de formação direcionado para o
Sociologia, a Arqueologia, bem como de campos inter- uso didático-pedagógico das Tecnologias da
disciplinares que se dedicam ao patrimônio, aos museus, Informação e Comunicação (TIC) no cotidiano escolar.
à memória social – o que está refletido na bibliografia de Esses cursos são realizados pelo Ministério da
apoio para o professor. Dessa forma, a coleção contem- Educação, em parceria com universidades, e estão
pla as preocupações atuais da sociedade brasileira. disponíveis no seguinte endereço do portal do

€€A interface digital e a governo: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=


com_content&view=article&id=18838&Itemid=
842>. Acesso em: 3 jul. 2014.
aprendizagem Completando as contribuições da era digital para
O aumento do acesso à internet por todo o país a formação continuada do professor, deve-se mencio-
tem possibilitado que professores e alunos se familia- nar ainda como o acesso à internet tem colaborado
rizem cada vez mais com os recursos de comunica- para divulgar acervos especializados. Nesse item,
ção digital. Vídeos, áudios, jogos, cursos a distância e destacam-se as publicações do Programa Nacional
apresentações multimídia mostram-se como recur- Biblioteca da Escola (PNBE) do Professor que incenti-
sos atrativos para o processo de aprendizagem. O vam a atualização profissional dos docentes. Entre as
maior tempo de navegação possibilitou também a publicações do acervo, é possível encontrar os seguin-
garantia de acesso à formação contínua para os pro- tes títulos: O Ensino de História nos anos iniciais do
fessores e de contato com acervos especializados. Ensino Fundamental; A docência em História: reflexões
Como resultado da inclusão de recursos digitais e propostas para ações; Olhar a África: fontes visuais
em salas de aula, alguns portais e sites especializa- para a sala de aula; e A cana-de-açúcar como tema para
ram-se na produção de conteúdos para o professor. o ensino das Ciências Humanas e da Natureza.

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€€Quadro de conteúdos da coleção

2-º ano 3-º ano

Eixo temático: História e grupos de convivên- Eixo temático: cidades e população brasileira
cia do aluno
Primeiras cidades coloniais
História ‚‚ As primeiras vilas e o início da colonização
‚‚ O que é História ‚‚ Cultivo de cana, engenho e vilas no Nordeste
‚‚ O estudo da História ‚‚ A mineração e as vilas
‚‚ Agente histórico ‚‚ Riqueza e arte nas vilas do ouro
‚‚ Tempo e História ‚‚ As capitais do Brasil
‚‚ Instrumentos que marcam o tempo
Cidades brasileiras: ontem e hoje
‚‚ Calendários
‚‚ A escrita da História ‚‚ As cidades e o comércio
‚‚ Documentos escritos e não escritos ‚‚ As cidades e a indústria
‚‚ Vivendo nas cidades: moradia e meios de trans-
Família porte urbanos
‚‚ Diferentes organizações familiares ‚‚ A cidade é de todos: serviços públicos
‚‚ A família na História
Formação do povo brasileiro
‚‚ A convivência em família
‚‚ Povos indígenas: ontem e hoje
‚‚ Diversidade étnica na origem das famílias
‚‚ Chegada dos portugueses
‚‚ Costumes familiares
‚‚ O encontro entre portugueses e indígenas
Escola ‚‚ Sociedades africanas
‚‚ As primeiras escolas: quem eram os professores, ‚‚ O comércio de africanos escravizados
quem eram os alunos
Origens da cultura brasileira
‚‚ A escola como direito de todos
‚‚ A convivência na escola: direitos e deveres ‚‚ O tupi-guarani na língua portuguesa
‚‚ A escola: ontem e hoje ‚‚ Preservação da cultura africana como meio de
resistência
‚‚ Mudanças e permanências nos modelos escolares
‚‚ A contribuição dos imigrantes na cultura brasileira
‚‚ A escola indígena
‚‚ Heranças: lendas, mitos, festas, danças
‚‚ A escola quilombola

Ruas e bairro Registros


Cidades históricas; igrejas; fotografias; máscaras
‚‚ O endereço no passado e hoje
africanas; obras de arte
‚‚ Bairros: como são
‚‚ Convivência e vizinhança Produções e procedimentos
‚‚ Serviços públicos: ontem e hoje Maquete de alguma localidade da cidade; folheto
‚‚ A história dos bairros turístico da cidade; confecção de máscara; calendá-
‚‚ Mudanças e permanências na paisagem dos bairros rio de festas populares do Brasil.

Registros
Imagens variadas; brinquedos; álbum de família;
agenda; entrevista

Produções e procedimentos
Linha do tempo com acontecimentos relevantes da
vida do aluno; painel da família do aluno; cartaz da
história da escola; escrita de carta e preenchimento
de envelope

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Textos de apoio/
comentários e
complementos das
unidades didáticas

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€€Textos de apoio rando os movimentos, as relações com os objetos e
os elementos físicos, as posições e localizações pos-
A seguir, são apresentados textos teóricos selecio- síveis, as relações com as outras pessoas, etc.
nados para fundamentar o trabalho com os conteúdos
A primeira forma de relação com o meio é através
do Livro do Aluno.
do movimento: são os primeiros gestos do bebê que
Os conhecimentos sobre os assuntos abordados provocarão respostas das pessoas, surgindo, assim, as
poderão ser ampliados com a leitura completa da obra primeiras interações da criança com o outro. A partir de
indicada na fonte.
sua ação e da interação com o outro, a criança constitui
O processo de constituição do indivíduo: o o que chamamos de função simbólica, ou seja, a pos-
sibilidade de representar mentalmente por símbolos o
recorte da infância
que ela experiencia sensivelmente no real. Surge,
O desenvolvimento e aprendizagem são [...] assim, a linguagem oral, que substituirá gradualmente
aspectos integrantes do mesmo processo de consti- a ação expressa através do movimento. A fala organiza
tuição do indivíduo.
o comportamento ao mesmo tempo que produz novas
A aprendizagem da criança não pode ser enten- relações com o meio.
dida simplesmente como aprendizagem de conheci-
A linguagem não é, contudo, a única forma de repre-
mento formal, pois, além de aprender as coisas que
sentação de que a criança dispõe em seus primeiros
lhe são ensinadas na creche, na pré-escola e na escola,
aprende também a desempenhar papéis, a se relacio- anos de vida. A criança, antes da escrita, já representa
nar afetivamente com as outras pessoas da família e graficamente a realidade através do desenho. O dese-
da comunidade e a agir como elemento integrante do nho é, pois, parte constitutiva do processo de desenvol-
grupo. Desta forma, o aspecto afetivo do desenvolvi- vimento da criança e não deve ser entendido como uma
mento é tão importante quanto o cognitivo. atividade complementar, mas sim como uma atividade
funcional. O desenho é representação do real. Ao dese-
Outra noção importante para compreendermos o
processo de desenvolvimento e aprendizagem da nhar, a criança organiza sua experiência, em seu esforço
criança é a de ritmo: as crianças apresentam ritmos para compreendê-la. O ato de desenhar não é simples-
diferentes de desenvolvimento, por isso não se pode mente uma atividade lúdica, ele é ação de conheci-
estabelecer idades cronológicas rígidas para cada mento, daí sua importância não só para a criança pré-
aquisição que a criança deva fazer. Devemos, antes, -escolar, mas também para a criança nas séries iniciais
pensar em termos de períodos de desenvolvimento, do primeiro grau [hoje Ensino Fundamental].
que são épocas em que, com certa margem de varia- No desenho está implícita uma ação, ou seja, há
ção de idades cronológicas, a criança deverá apresen- uma história para a criança no desenho que ela reali-
tar determinadas características. zou. Ele inclui, portanto, a narrativa: mesmo que para
A criança desempenha um papel importante na o adulto ele pareça algo estático, unidimensional no
formulação de seu próprio conhecimento, por isso dize- papel, para a criança ele é ativo, dinâmico, tridimen-
mos que ela é agente de seu próprio conhecimento. sional e sequencial.
Mas ela não o realiza sozinha: antropologicamente este A atividade que se destaca na infância, por sua
processo se faz, também, através da ação dos adultos importância e frequência, é o jogo. Brincar é uma ativi-
que existem no grupo. O adulto detém um papel impor-
dade séria para a criança na medida em que ela mobiliza
tante, culturalmente determinado, de transmissão do
possibilidades intelectuais e afetivas para sua realiza-
conhecimento. Qualquer cultura subsiste exatamente
ção. Na brincadeira, o motivo está no próprio processo,
pela transmissão que seus membros mais velhos fazem
aos recém-chegados (incluindo, portanto, os bebês e as ou seja, o que motiva a criança é a atividade em si.
crianças pequenas) dos conhecimentos e dos valores do Através dos jogos e brincadeiras, a criança
grupo. Na escola, esta ação do adulto se revela como a aprende a conhecer a si própria, as pessoas que a
função pedagógica que o professor tem. cercam, as relações entre as pessoas e os papéis que
A ação da criança depende da maturação orgânica elas assumem. Ela aprende sobre natureza, os even-
e das possibilidades que o meio lhe oferece: ela não tos sociais, a estrutura e a dinâmica interna de seu
poderá realizar uma ação para a qual não esteja fisica- grupo. É através deles, também, que ela explora as
mente preparada, assim como não o fará, mesmo que características dos objetos físicos que a rodeiam e
organicamente madura, se a organização do meio físico chega a compreender seu funcionamento.
e social não a ensinar e/ou propiciar sua realização. Os jogos se classificam em jogos com predomí-
Na infância, a compreensão das coisas é construída nio da fantasia infantil e jogos com predomínio de
a partir da ação concreta no real. A atividade da regras. Os primeiros jogos da criança pertencem à
criança, desta forma, é fundamental. Entendemos primeira categoria e são estes que vamos encontrar
atividades como a ação da criança, no meio, podendo com maior frequência no caso da criança pré-escolar.
esta ser caracterizada como jogos e brincadeiras, Os jogos com predominância de regras envolvem
exploração do ambiente, modificação dos elementos conteúdos e ações preestabelecidas que regularão a
que constituem este meio, observação, etc. [...] A atividade da criança e são encontrados progressiva-
criança aprende a partir de seu próprio corpo, explo- mente à medida que a criança vai crescendo.

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As interações são fundamentais no processo de mento. Dessa forma, todas as estratégias são impor-
desenvolvimento e aprendizagem do ser humano. tantes, não são mutuamente exclusivas e vão encon-
Para a criança, além da interação com o adulto, que é trar a sua significância na própria relação dos indiví-
fundamental, como já vimos, as interações entre as duos entre si e deles com o meio. Podemos dizer que
crianças são igualmente importantes. existem algumas estratégias que são importantes
As crianças aprendem muito umas com as outras. durante toda a infância, como: observar, levantar hipó-
A interação com outra criança, em dupla, ou mesmo teses sobre os fatos e as coisas e testá-las.
em grupinhos de três ou quatro é importante, pois Para que ocorra aprendizagem, é necessário retomar-
leva as crianças a confrontarem seus pontos de vista -se o conteúdo em momentos diferentes, pois o domínio
e suas informações, a argumentar e a negociar para de um conteúdo dá-se ao longo do tempo. Trabalhar
chegarem a um acordo. Para explicitar ou defender muitas vezes o mesmo conteúdo, de formas diferentes,
seu ponto de vista, opinião ou informação, a criança é promove a ampliação progressiva dos conceitos.
obrigada a organizar cognitivamente o conteúdo de
No período de desenvolvimento que coincide
forma que ele seja compreendido.
com a entrada da criança no primeiro grau ocorrem
[...]
algumas mudanças importantes para a atuação da
A criança na escola criança na escola.
Quando a criança entra na instituição educativa, À medida que a criança cresce, desenvolve a aten-
sua experiência nela, o que lhe é ensinado torna-se ção voluntária que possibilita a ação prolongada
constitutivo de sua pessoa, modificando-a continua- segundo normas que são colocadas exteriormente. A
mente (e por isto sendo ele próprio, conteúdo, modi- atenção voluntária, ou seja, a possibilidade de organi-
ficado). Isto significa que todo e qualquer processo de zar sua ação, seus comportamentos em função de
ensino e aprendizagem se insere em um contexto ordens e regras ditadas por outras pessoas, como o
mais amplo da constituição do indivíduo, porque a adulto, por exemplo, é que possibilita à criança execu-
aprendizagem na escola não se efetua como um pro- tar as tarefas que lhe são solicitadas em sala de aula.
cesso paralelo e dissociado de outras instâncias de [...]
apreensão e compreensão da realidade.
As vivências na escola e fora dela são constituídas A aprendizagem dos conceitos científicos
por ações e interações que configuram, todas elas, o A ciência está no cotidiano do aluno de qualquer
desenvolvimento da criança. Não cabe, assim, falar da idade, criança ou adulto, de qualquer classe social,
experiência extraescolar e da experiência escolar como pois está na cultura, na tecnologia, nos modos de
antagônicas. A questão relevante que se coloca é com- pensar da sociedade de nossos dias. Toda criança
preender como estas experiências se organizam cogni- detém, então, um conhecimento que está contido na
tivamente na constituição do novo conhecimento. teoria científica e que deve ser necessariamente arti-
É equivocada, pois, a posição que pretende que o culado com o conceito científico que se lhe pretende
educando – que é aluno na instituição e criança fora ensinar. Esse conhecimento é um conhecimento
dela (na casa, na turma da rua ou da igreja, etc.) – fragmentado e o aluno deverá ser levado, pela ação
desenvolva processos independentes em cada uma do professor, a superar essa visão fragmentada para
das duas situações. chegar à compreensão do conhecimento formal.
O aluno apresenta um conhecimento que se O ponto de partida é este saber que o aluno cons-
constitui por estratégias específicas, que se modifi- trói em seu cotidiano através da observação e das
cam, inclusive, em função dos conteúdos aprendidos. informações diversas. A criança lança hipóteses sobre
Para que o conhecimento se construa, há duas condi- o fato ou fenômeno e são estas hipóteses que deve-
ções necessárias. Primeiramente, que a nova infor- rão ser transformadas em conhecimento formal atra-
mação seja passível de ser compreendida pela criança, vés da ação pedagógica.
ou seja, precisa haver uma ligação possível entre
aquilo que a criança já sabe e o que ela vai aprender. A relação educador-educando
Em segundo lugar, que se estabeleça uma relação A relação da criança com o adulto na escola é
ativa da criança com o conteúdo a ser aprendido. Do uma relação específica, porque o professor não é
ponto de vista cognitivo, os conteúdos precisam ser simplesmente mais um adulto com quem a criança
organizados e integrados ao corpo de conhecimentos interage – ele é um adulto com uma tarefa específica.
que ela possui.
A instituição escolar foi constituída na história da
Somente as situações que problematizam o conhe-
humanidade como espaço de transmissão do conheci-
cimento levam à aprendizagem, portanto não é qualquer
mento formal historicamente construído. Não se trata,
proposta ou qualquer interação que promovem a apren-
dizagem. Toda atividade que se dê à criança na sala de portanto, da reprodução do cotidiano que o educando
aula precisa ter uma intenção clara, isto é, o objetivo vive fora da instituição. O processo de educação formal
precisa estar explicitado para o professor e para o aluno. propõe, na verdade, a transformação do conhecimento
A aprendizagem é um processo múltiplo, isto é, a que a criança traz de sua experiência no dia a dia.
criança utiliza estratégias diversas para aprender, com A vinda da criança para a instituição tem um obje-
variações de acordo com o período de desenvolvi- tivo claro e determinado: aprender determinados

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conhecimentos e, para tanto, dominar instrumentos Educação, 2003. Disponível em: <http://www.grugratulino-
específicos que lhe possibilitem esta aprendizagem. freitas.seed.pr.gov.br/redeescola/escolas/21/970/26/
arquivos/File/materialdidatico/diversos/Ensino-Curriculo-
A relação da criança com o adulto, na escola, é Basico-para-a-Escola-Publica-do-Estado-do-Parana.pdf>.
mediada, então, pelo conhecimento formal. O profes- Acesso em: 25 jun. 2014.
sor detém o conhecimento formal que o educando
deverá adquirir e a interação entre ambos deve ser tal O que é a história
que permita e promova a aprendizagem deste conhe- [...] a história constitui um dentre uma série de dis-
cimento. Desta forma, podemos dizer que a ação do cursos a respeito do mundo. Embora esses discursos
professor é uma ação específica e apresenta, por- não criem o mundo (aquela coisa física na qual aparen-
tanto, características que a distinguem da ação dos temente vivemos), eles se apropriam do mundo e lhe
outros adultos com quem a criança convive. dão todos os significados que têm. O pedacinho de
mundo que é o objeto (pretendido) de investigação da
A ação pedagógica implica, portanto, uma relação
história é o passado. A história como discurso está,
especial em que o conhecimento é construído. Para
portanto, numa categoria diferente daquela sobre a qual
tanto, exige do adulto uma ação adequada às possibi-
discursa. Ou seja, passado e história são coisas diferen-
lidades de desenvolvimento e aprendizagem de seus
tes. Ademais, o passado e a história não estão unidos
educandos. Esta relação não pode ser reduzida a uma um ao outro de tal maneira que se possa ter uma, e
atitude autoritária de quem detém o conhecimento e apenas uma leitura histórica do passado. O passado e a
o transmite. Deve ser, antes, a atitude criativa de história existem livres um do outro; estão muito distan-
quem detém o conhecimento formal e possibilita a tes entre si no tempo e no espaço. Isso porque o
formulação deste conhecimento pelo aluno. mesmo objeto de investigação pode ser interpretado
A ação pedagógica para o educador e para o edu- diferentemente por diferentes práticas discursivas (uma
cando passa necessariamente pela relação que cada paisagem pode ser lida/interpretada diferentemente por
um estabelece com o próprio conhecimento. Sem geógrafos, sociólogos, historiadores, artistas, econo-
dúvida, quando o professor ensina algo ele não está mistas et al.), ao mesmo tempo que, em cada uma
somente ensinando um conteúdo, mas ensina tam- dessas práticas, há diferentes leituras interpretativas no
bém a forma pela qual a criança entra em relação com tempo e no espaço. No que diz respeito à história, a
este conteúdo pela própria maneira como ensina, historiografia mostra isso muito bem.
como avalia e o que considera como aprendizagem. O parágrafo acima não é fácil. Fiz um monte de
Para o exercício desta ação pedagógica, é impor- afirmações, mas, na realidade, todas giram em torno
tante que o educador domine não somente o conhe- da distinção entre passado e história. Essa distinção
cimento a ser ensinado, mas compreenda o processo é, portanto, essencial. Se for compreendida, ela e o
de desenvolvimento e aprendizagem da criança para debate que suscita ajudarão a esclarecer o que a his-
poder adequar seu método às possibilidades reais de tória é na teoria. Por conseguinte, vou examinar as
compreensão e construção de conhecimento que a afirmações que acabo de fazer, analisando com
alguma minúcia a diferença entre passado e história
criança apresenta a cada período deste processo.
e, depois, considerando algumas das principais con-
É igualmente importante que o professor não sequências dessa diferença.
perca de vista o fato de que sua interação com a
Deixe-me começar pela ideia de que a história,
criança tem um objetivo específico que é possibilitar-
embora seja um discurso sobre o passado, está numa
-lhe a apropriação do conhecimento formal. E isto só
categoria diferente dele. Isso pode lhe parecer estra-
pode ser realizado pela ampliação de conceitos e nho, porque talvez você não tenha notado essa distin-
transformação de significados que a criança traz de ção antes ou, do contrário, talvez ainda não tenha se
suas experiências extra e intraescolares anteriores. preocupado muito com ela. Uma das razões para que
É, portanto, nesta tríplice perspectiva que se dá a isso aconteça – ou seja, para que em geral a distinção
aquisição de conhecimento, na escola: o indivíduo seja deixada de lado – é que tendemos a perder de
que ensina, o indivíduo que aprende e o conheci- vista o fato de que realmente existe essa distinção
mento, sendo que as múltiplas possibilidades de entre a história – entendida como o que foi escrito/
interação entre eles serão sempre mediadas pelas registrado sobre o passado – e o próprio passado, pois
normas institucionais, o que dá especificidade à ação a palavra “história” cobre ambas as coisas. Portanto, o
pedagógica. preferível seria sempre marcar essa diferença usando
É dentro deste contexto que se deve situar o o termo “o passado” para tudo que se passou antes
aluno, procurando compreender a trajetória que ele em todos os lugares e a palavra “historiografia” para a
realiza em seu processo de constituição como indiví- história; aqui, “historiografia” se refere aos escritos
duo. A vivência da criança na escola atende a objeti- dos historiadores. Também seria um bom critério (o
vos específicos, mas as experiências aí acumuladas passado como o objeto da atenção dos historiadores,
são parte integrante da vida do indivíduo. a historiografia como a maneira pela qual os historia-
Lima, Elvira Cristina de Souza. dores o abordam) deixar a palavra “História” (com H
Currículo básico para a escola pública do estado do Paraná maiúsculo) para indicar o todo. No entanto, é difícil
(Versão eletrônica). 3. ed. Curitiba: Secretaria de Estado da livrar-se do hábito, e eu mesmo talvez use “história”

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para me referir ao passado, à historiografia e a ambas Idade Média, na África, nas Américas...), poucas apare-
as coisas. Mas lembre que, se e quando eu fizer isso, cem na história, isto é, nos textos de história. As
estarei levando em conta tal distinção – e você deveria mulheres, para citarmos uma frase, foram “escondidas
proceder da mesma maneira. da história”, ou seja, sistematicamente excluídas da
Contudo, pode muito bem ser que esse esclareci- maioria dos relatos de historiadores. Por conseguinte,
mento sobre a distinção entre passado e história as feministas estão agora engajadas na tarefa de “fazer
pareça coisa vã. Talvez você pense: “E daí? Que as mulheres voltarem para a história”, ao mesmo
importância tem isso?” Permita-me oferecer três tempo que tanto homens quanto mulheres vêm exami-
exemplos de por que é importante entender a distin- nando os constructos de masculinidade que são corre-
ção entre passado e história. latos ao tema. Nesta altura, você talvez pare para con-
siderar quantos outros grupos, pessoas, povos, classes
1. O passado já aconteceu. Ele já passou, e os his- foram e/ou são omitidos das histórias e por quê; e
toriadores só conseguem trazê-lo de volta mediado por quais poderiam ser as consequências se tais “grupos”
veículos muito diferentes, de que são exemplos os omitidos dominassem os relatos históricos e se os
livros, artigos, documentários, etc., e não como aconte- grupos hoje dominantes ficassem à margem.
cimentos presentes. O passado já passou, e a história é
Jenkins, Keith. A história repensada. 2. ed.
o que os historiadores fazem com ele quando põem São Paulo: Contexto, 2003. p. 23-27.
mãos à obra. A história é o ofício dos historiadores (e/ou
daqueles que agem como se fossem historiadores). A história das fontes
Quando os historiadores se encontram, a primeira coisa O uso das fontes também tem uma história por-
que perguntam uns aos outros é: “No que vocês estão que os interesses dos historiadores variaram no tempo
trabalhando?” Esse trabalho, expresso em livros, perió- e no espaço, em relação direta com as circunstâncias
dicos, etc., é o que você lê quando estuda história. Isso de suas trajetórias pessoais e com suas identidades
significa que a história está, muito literalmente, nas culturais. Ser historiador do passado ou do presente,
estantes das bibliotecas e de outros lugares. Assim, se além de outras qualidades, sempre exigiu erudição e
você começar a fazer um curso de história espanhola sensibilidade no tratamento de fontes, pois delas
seiscentista (por exemplo) não vai precisar ir ao século depende a construção convincente de seu discurso.
XVII nem à Espanha; com a ajuda de uma bibliografia, Os primeiros relatos da vida humana foram grafi-
vai, isto sim, à biblioteca. É ali que está a Espanha seis- tos em cavernas com materiais contundentes, consti-
centista, catalogada pelo sistema decimal Dewey, pois tuindo-se, com outros vestígios, nas fontes primevas
aonde mais os professores mandam você ir para estu- dos futuros historiadores. Após milênios – quando
dar? Claro, você poderia ir a outros lugares onde é pos- pequenas comunidades ágrafas deixavam indícios
sível encontrar outros vestígios do passado – por exem- permitindo a arqueólogos, antropólogos, etnólogos
plo, aos arquivos espanhóis. Mas, aonde quer que vá, levantarem hipóteses sobre diferentes modos de
sempre terá de ler/interpretar. Essa leitura não é espon- vida –, surgiram sociedades complexas, como as do
tânea nem natural. Ela é aprendida (em vários cursos, Oriente antigo, e com elas a instituição da proprie-
por exemplo) e informada (ou seja, dotada de signifi- dade privada, do comércio, de religiões, de cidades,
cado) por outros textos. A história (historiografia) é um de estados e impérios que geraram novas configura-
constructo linguístico intertextual. ções de registros, destacando-se entre elas a inven-
2. Digamos que você esteja estudando parte do ção da escrita, responsável pela produção documen-
passado inglês (o século XVI, por exemplo) no secun- tal dos períodos históricos subsequentes, consti-
dário britânico. Vamos imaginar que você use um tuindo-se nas fontes mais valorizadas pelos pesquisa-
renomado compêndio: England under the Tudors, de dores até meados do século XX.
Geoffrey Elton. Na aula em que se trata de aspectos Na segunda metade do século XIX, ocasião em
do século XVI, você faz anotações em classe. Mas, que a História se afirma como disciplina acadêmica,
para os trabalhos e o grosso da revisão da matéria, foram estabelecidos parâmetros metodológicos cienti-
usa Elton. Na hora do exame, escreve à sombra de ficistas rígidos orientadores da crítica interna e externa
Elton. Ao passar, está aprovado em história inglesa, das fontes escritas, arqueológicas e artísticas, priori-
ou seja, está qualificado na análise de certos aspectos zando investigações sobre a importância da autentici-
do “passado”. No entanto, seria mais acertado dizer dade documental, porquanto a concepção dominante
que você passou não em história inglesa, mas em na historiografia era de que a comparação de docu-
Geoffrey Elton – pois, nessa fase, o que é sua “lei- mentos permitia reconstituir os acontecimentos passa-
tura” do passado inglês senão uma leitura de Elton? dos, desde que encadeados numa correlação explica-
3. Esses dois rápidos exemplos da distinção entre tiva de causas e consequências. Concomitantemente,
passado e história talvez façam parecer que se trata de os filósofos buscaram dar sentido ao desenvolvimento
algo sem maiores consequências. Na realidade, porém, histórico das sociedades ocidentais e, convictos dos
aquela distinção pode ter efeitos enormes. Eis outro princípios do racionalismo, concluíram que a evolução
exemplo para ilustrar isso: embora milhões de mulhe- e progresso presidiam os destinos dos povos.
res tenham vivido no passado (na Grécia, em Roma, na [...]

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Sob a influência desses parâmetros, desenvolve- Historique. Contestando as posturas cientificistas que
ram-se os estudos de Economia e Sociologia, voltando- acusavam a historiografia de total subjetivismo,
-se a coleta e interpretação de fontes – antes focada na Febvre e Bloch defendiam o caráter particular das
área política e na atuação de grandes personagens – Ciências Humanas, que não podiam ser regidas por
para documentos sobre atividades econômicas, devas- leis. Reconheciam também a necessidade de uma
sando-se cartórios, processos judiciais, censos, contra- estreita colaboração entre as disciplinas sociais e
tos de trabalho, movimento de portos, abastecimento e divulgavam trabalhos recentes de autores de outras
outros de cunho coletivo e reivindicatório. A historiogra- áreas. Por não aceitarem os pressupostos da historio-
fia social e econômica sobrepujou a política na preferên- grafia política tradicional, que apenas passava pela
cia dos historiadores que investigaram as estruturas superficialidade dos acontecimentos, contrapunham-
básicas sobre as quais a política se assentava. -lhe a História-problema, isto é, as fontes deveriam
Atualmente, as teorias cientificistas e marxistas ser buscadas e interpretadas segundo as hipóteses
são conhecidas como um dos principais paradigmas que partiam do historiador. Todas as atividades huma-
da modernidade por terem influenciado fortemente a nas deveriam ser consideradas com a mesma impor-
prática política e a produção intelectual até pelo tância. Enquanto Febvre inspirava-se no geógrafo
menos o fim da Guerra Fria. Vidal de la Blache, que se opunha ao determinismo do
Em fins do século XIX, a historiografia francesa, meio sobre a ação humana, Bloch era admirador do
de grande influência no Brasil, já contava com sólida sociólogo [...] Émile Durkheim. Dessas posturas surgi-
produção na área de História política, oriunda do pen- ram trabalhos importantes sobre aspectos econô-
samento cientificista da escola metódica, que se mico-sociais dos diferentes períodos, muitos deles
contrapunha à Filosofia da História por suas generali- centrados nas fontes advindas da cultura religiosa, da
zações. A Revue Historique, dirigida por Gabriel psicologia social, da cultura material e das teorias
Monod e G. Fragniez, fundada em 1876 e publicada sobre memória social de Maurice Halbwachs.
até hoje, reunia os historiadores mais representativos
dessa tendência, entre eles Charles Seignobos, que, Um dos empenhos desses historiadores era abrir
em1898, publica Introdução aos Estudos Históricos, outro campo: o estudo profundo da sociedade,
com Charles V. Langlois. Esse livro expressa o pensa- segundo muitas perspectivas da Sociologia. O voca-
mento metódico ao explorar em detalhes os procedi- bulário da escrita da História enriqueceu-se com o uso
mentos para a coleta de fontes, operações analíticas, de referências a classes sociais, conjunturas históri-
crítica interna e externa de documentos, defendendo cas e, mais tarde, com o de estrutura.
a compreensão do particular e do circunscrito para se Ao lado dos fundadores, despontaram colabora-
chegar a conhecer o específico da história. dores adeptos do marxismo, multiplicando os traba-
Dois anos mais tarde, preocupados com o caráter lhos de História econômica, fundamentados em fon-
extremamente convencional da História política, his- tes sobre o comércio, agricultura, trabalho, remunera-
toriadores salientaram a necessidade da explicação ção, censos, entre outras. Evidenciando algumas
histórica recorrer também a conhecimentos de outras diferenças de concepção trazidas por esse grupo, a
disciplinas, principalmente os da Geografia humana historiadora Márcia Mansor D’Alessio escreve sobre
sobre as inter-relações culturais e dos modos de vida um de seus autores mais destacados:
com a História, metodologia denominada por seu
principal autor, Henri Berr, de síntese histórica. A Pierre Vilar foi partícipe dessas transformações
grande ambição da síntese era construir uma História dos estudos históricos e é defensor – e praticante –
da totalidade. Até a Primeira Grande Guerra, a Revue incisivo da história total. No entanto, a totalidade de
de Syntèse Historique, fundada em 1900, reuniu inte- Vilar se diferencia à medida que incorpora a teoria
lectuais de várias disciplinas, inclusive de outros paí- marxiana da história. Para o autor, a crítica de Marx
ses da Europa. Um dos livros mais representativos à historiografia tradicional não se deve ao seu caráter
dessa considerável mudança é La Terre et L’Évolution factual, mas à fragmentação resultante de uma visão
Humaine, de autoria de Lucien Febvre com a colabo- estanque das múltiplas dimensões do real. Porém,
ração de Lionel Bataillon, o qual expande o universo para fugir dessa espécie de esfacelamento, não basta
das fontes ao recorrer a elementos topológicos, cli- inter-relacionar as instâncias. Há que se considerar o
máticos, biológicos, botânicos, psicológicos, vias de princípio marxiano segundo o qual o que há de
trânsito, rotas de circulação das ideias religiosas e concreto na vivência humana é a produção material
políticas. Com as mudanças trazidas pela Guerra – da vida, fato originário, condição fundamental de
Revolução de 1917, movimento operário –, houve toda a história.
necessidade de os historiadores voltarem-se com D’Alessio, Marcia. Reflexões sobre o saber histórico.
maior ênfase para o campo das transformações e os Entrevistas com Pierre Vilar, Michel Vovelle e Madeleine
conflitos sociais. Indubitável papel teve o grupo de Rebérioux. São Paulo: Unesp, 1998. p. 19.
historiadores franceses ligados à revista Annales
d’histoire économique et sociale, fundada em 1929 Fernand Braudel, discípulo de Febvre, e seu suces-
por Lucien Febvre e Marc Bloch, retomando em vários sor na direção dos Annales, notabilizou-se por ter con-
aspectos o pensamento da Revue de Syntèse cretizado em sua obra de 1949, La Méditerranée et le

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monde méditerranéen à l’époque de Philippe II, um dos e dissolvê-la. [...] Os mais seguros sistemas de
mais bem acabados modelos da proposta de História explicação histórica encontram-se colocados em
total. Seu prestígio cresceu ao sistematizar princípios questão por essa dilatação do campo da história. A
metodológicos sobre os vários ritmos do tempo histó- mais global e a mais coerente das visões sintéticas
rico – longa duração, média e curta – correspondentes da história – no duplo sentido da palavra – o mar-
ao tempo geográfico, tempo social e tempo individual. xismo, sofre o assalto das novas ciências humanas.
Com o passar dos anos, essa teoria foi utilizada pelos A história social se prolonga na história das repre-
grupos dos Annales quando identificam a longa dura- sentações sociais, das ideologias, das mentalidades.
ção às estruturas, a média duração às conjunturas e a Aí descobre um jogo complexo de interações e
pequena duração aos acontecimentos, principalmente deslocamento que torna impossível um recurso
os sucessos políticos. simplista às noções de infra e superestrutura. [...]
A introdução da História quantitativa por Ernest Finalmente, a provocação mais grave lançada à
Labrousse, historiador marxista, expandiu ainda mais história tradicional é, sem dúvida, aquela esboçada
as fontes históricas ao fazer uso de métodos da eco- pela nova concepção de história contemporânea,
nomia, construindo gráficos, tabelas e estatísticas que é procurada através das noções de história
para explicar ciclos econômicos de curta e longa dura- imediata ou de história do presente, a qual, ao
ção e a importância do conceito de crise para a expli- recusar reduzir o presente a um passado incoativo,
cação abrangente dos acontecimentos. Pesquisas coloca em questão a definição tradicionalmente
sobre preços, movimentação bancária, dados de aceita da história como ciência do passado.
importação e exportação, salários, registros de pro- Le Goff, Jacques. História: novos problemas. Rio de
priedades, de produção de alimentos, técnicas de Janeiro: Francisco Alves, 1976. p. 12-13.
construção e seus materiais e tantas outras também
foram responsáveis pelo advento da História demo- Na amostragem de novos objetos da História,
gráfica que mobilizou registros de nascimentos, fale- encontram-se trabalhos sobre o clima, o inconsciente,
cimentos, casamentos segundo uma visão regional. o mito, o cotidiano, as mentalidades, a língua:
Evidentemente, essa vitalidade do movimento Linguística e História, livro, jovens e crianças, saúde e
historiográfico não se limitou ao grupo dos Annales doenças, opinião pública, cozinha, cinema, festa. As
nem à França. Foi tanto um acontecimento de circula- fontes consultadas e discutidas pelos autores mos-
ção cultural como de convergência de interesses de tram a dimensão interdisciplinar de suas perspecti-
historiadores europeus e americanos. vas: mapas meteorológicos, processos químicos,
documentos de ministérios da agricultura, relatos de
Como em cultura nada permanece imutável,
incêndios, cartas sobre catástrofes climáticas do pas-
mediante novas realidades nos finais dos anos 60 do
sado, diários, biografias, romances, estudos psicanalí-
século XX – contestação da legitimidade do poder em
ticos, Psicologia da arte, releitura dos clássicos greco-
todas as suas formas, revolta estudantil na França,
-romanos, o discurso mítico, Antropologia cultural,
ditaduras patrocinadas pelos Estados Unidos na
culto de santos, doutrinas religiosas, livros pornográ-
América Latina, repressões nas repúblicas socialistas
do Leste europeu, críticas ao stalinismo e a todas as ficos e clandestinos, estatísticas de publicações diver-
violações de direita e de esquerda aos direitos huma- sas, ilustrações, caricaturas, jornais, manuais de bons
nos, recrudescimento de movimentos neoanarquis- hábitos, fotografias, literatura médica, receituários,
tas, reivindicações do movimento feminista e muitos dietas alimentares, documentos de ministérios da
outros –, os historiadores são chamados a voltar-se saúde sobre epidemias, escrituração de estabeleci-
para as questões candentes do tempo presente. mentos voltados ao abastecimento, contas da assis-
tência pública, estudos de Biologia, cardápios de
Em 1974, Jacques Le Goff e Pierre Nora publica- hospitais e listas de compra, menus de restaurantes,
ram o livro Faire l’histoire, divulgando trabalhos de
arte culinária, utensílios de serviços de mesa, sonda-
historiadores contemporâneos preocupados com
gens de opinião pública, depoimentos orais, filmes
novos problemas, objetos e abordagens da Nova
mudos, sonoros e coloridos, plantas de salas de exi-
História. Os editores reconheciam as afinidades com
bição de filmes, letreiros, legendas, técnicas de filma-
os Annales, mas chamavam a atenção para o caráter
gem, filmes de propaganda política, festas de loucos,
diversificado dos artigos sem nenhuma ortodoxia:
fantasias, comemorações nacionais, bailes, cores,
O que obriga a história a se redefinir é, de ime- programas de festas públicas e particulares, homena-
diato, a consciência pelos historiadores do relati- gens, músicas, celebrações religiosas, discursos,
vismo de sua ciência. A história não é o absoluto dos trajes especiais e uma infinidade de outras mais.
historiadores do passado, providencialistas ou posi- Embora as interpretações historiográficas se
tivistas, mas o produto de uma situação histórica. sucedam no tempo, percebe-se que as mais recentes
[...] O campo que ela ocupava sozinha, como sis- conservam diversos conteúdos das anteriores, alguns
tema de explicação das sociedades pelo tempo, são vitalizados por releituras, outros permanecem
encontra-se invadido por outras ciências com fron- cristalizados na produção de grupos resistentes às
teiras mal definidas que correm o risco de absorvê-la novas ideias.

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Com o declínio da interpretação materialista dialé- enciclopédias e aos livros, padronizando informações,
tica, o conceito de historicidade passou a orientar a muitas vezes inverídicas, de forma simplificadora e
maioria dos trabalhos dos historiadores e vem sendo reducionista. Ainda não se pode avaliar essa soma
apresentado como se fosse uma categoria neutra, sem incomensurável de novos conhecimentos e seu
nenhuma conotação política, em oposição ao velho e impacto no conjunto das relações científico-sociais.
comprometido historicismo, que era político: de Começam a surgir pesquisas, principalmente na
esquerda ou de direita. Entretanto, o conceito de histo- área de comunicações, sobre fontes até então inexis-
ricidade, principalmente propugnado pela historiografia tentes: sites, condições de trabalho dos digitadores,
francesa, não é destituído de conteúdos ideológicos, jornais de circulação virtual, estratégias de marketing,
opõe-se, principalmente, à historiografia inglesa mar- confinamento no espaço doméstico, doenças provo-
xista e à Escola Alemã, ainda fiel aos princípios de Max cadas pela longa permanência diante do computador,
Weber, para o qual a história se baseia nos conflitos banalização da violência e da transgressão.
entre o Estado e a Sociedade. O conceito de historici-
Janotti, Maria de Lourdes. O livro Fontes históricas como
dade emerge de uma luta política pela hegemonia do fonte. In: Pinsky, Carla Bassanezi (Org.). Fontes históricas.
conhecimento e, mais concretamente, da disputa São Paulo: Contexto, 2005. p. 10-17.
entre historiadores no próprio ensino superior francês.
No momento em que desmoronava a utopia marxista, Por uma história prazerosa e consequente
o conceito de historicidade enfrentava e vencia a cor-
O problema
rente historicista materialista. O conceito de historici-
dade, defendido pela Nova História contra interpreta- As grandes mudanças políticas e econômicas
ocorridas no final do século XX causaram muita per-
ções reducionistas e globalizantes, não está imune às
plexidade entre professores e estudantes de História
influências historicistas do idealismo. Muitas críticas
em geral, criando, em certos círculos, atitudes de
foram feitas à Nova História, sendo que a mais contun-
ceticismo com relação ao próprio conhecimento his-
dente refere-se à fragmentação do conhecimento: se
tórico, o valor do ensino de História nas escolas e seu
tudo é história, nada é história.
potencial transformador.
Nos anos 80 do século XX, essa fragmentação atin-
Por outro lado, diante da difusão das novas tecno-
giu o conjunto das ciências que não mais trabalhava com
logias globais, questiona-se e até duvida-se da eficá-
certezas; mesmo a Física passou a admitir as possibili-
cia educacional dos livros (considerados, com fre-
dades de incertezas em suas teorias, passando-se
quência, um meio de comunicação desinteressante e
então a falar em crise dos paradigmas. A primeira vítima
obsoleto), da utilidade dos professores como agentes
da crise historiográfica foi o paradigma economicista, de ensino (tidos como comunicadores inábeis e
determinista e estruturalista, que identificou os novos incompetentes) e das propostas curriculares ligadas
historiadores a partir da Segunda Guerra Mundial. às realidades nacional e local (vistas como inadequa-
Com a derrocada da União Soviética, o capitalismo das e ultrapassadas).
adquiriu novo vigor e pretendeu conduzir a história Procurando acompanhar as mudanças, os novos
segundo as razões do mercado de capitais e bens. A tempos, muitos professores acabam comprando a
proposta do neoliberalismo, sedimentado na revisão ideia de que tudo que não é muito veloz é chato. Na
dos princípios gerais da ciência econômica, conduziu as sala de aula, o pensamento analítico é substituído por
democracias ocidentais a implementar sistemática dimi- “achismos”, alunos trocam a investigação bibliográ-
nuição do poder do Estado diante dos capitais privados. fica por informações super­ficiais dos sites “de pes-
Organismos econômicos internacionais, controlados quisa” pasteurizados, vídeos são usados para subs­
pelos países mais ricos, passaram a exercer funções tituir (e não complementar) livros. E o passado, visto
antes pertinentes ao Estado e a ditar normas políticas. como algo passado, portanto superado, tem tanto
As Ciências Humanas, imersas nesse processo interesse quanto o jornal do dia anterior.
geral da economia globalizada, foram surpreendidas pela Em resposta às decepções com o socialismo (seja
inadequação do vocabulário que lhes era próprio. O con- o real, seja o idealizado) e ao avanço sem grandes obs-
ceito de Estado nacional, com o qual sempre organiza- táculos da ideologia neoliberal, o desencanto com
ram a estrutura do discurso da razão e da política, pas- qualquer projeto ideológico que contemple um com-
sou a ser inapropriado para os novos temas que passa- prometimento com a diminuição das desigualdades
ram a resvalar para objetos extremamente particulares sociais e os valores humanistas parece tomar conta de
ou, pelo contrário, para perspectivas holísticas. grande parte dos profissionais ocupados com o ensino-
O avanço da tecnologia e principalmente da infor- -aprendizagem, particularmente na área de História.
mática agilizou pesquisas quantitativas e seriais, as Nos meios mais inquietos dos anos 60 e 70 [do
comunicações de forma geral, a transferência de capi- século XX] acreditava-se que convicções políticas
tais, a concepção de tempo e memória e mesmo a de bastavam para fornecer todas as respostas e nortear
realidade. A internet aproximou os homens em tempo as práticas de ensino. Não havia por que perder
real, inventou uma linguagem própria e diminuiu distân- tempo com investigações cansativas e análise de
cias e diferenças. A computação gráfica gerou imagens situações concretas, pois em qualquer período da
virtuais, impulsionando novas artes visuais. Largamente História, em qualquer latitude do planeta, era possível
utilizada no campo do ensino, substituiu consultas às identificar os bons e os maus, quem era “nosso” e

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quem era “deles”. Crítica e política stricto sensu e a internet facilitam imensamente a parte mecânica
valiam mais que o estudo. Hoje tais posturas estão do trabalho de investigação, profissionais são chama-
superadas e temos consciência de que pagamos dos para explicar o mundo na mídia, historiadores são
todos muito caro pela nossa leviandade: o conteúdo convidados a trabalhar com planejamento urbano,
da disciplina foi deixado de lado, a erudição foi consi- com projetos turísticos, como consultores editoriais e
derada coisa de esnobes e a leitura da História foi empresariais, certos livros de História tornam-se best-
duramente prejudicada por tal simplismo. Hoje se -sellers e novelas e filmes “de época” alcançam
sabe que estudar História, interpretá-Ia, ensiná-Ia não grande sucesso de público –, muitas escolas parecem
é tão fácil como parecia, um mero instrumento de caminhar na contramão da História [...].
propaganda ideológica ou revolução. Porém, no lugar A contramão é perceptível principalmente no
da utopia abandonada parece ter ficado um vazio. Ensino Médio de certas escolas nas quais se percebe
Tudo bem, acusamos a pancada que recebemos um perigoso movimento, que, no limite, tende a subs-
com o fim de certas utopias e a aparente vitória de um tituir o ensino de História por uma outra disciplina,
modelo de mundo voltado para o consumismo desen- algo que, com boa vontade, poderíamos chamar de
freado, a existência de uma única potência hegemô- realidade mundial: muitos professores abandonam
nica, o comprometimento de modelos teóricos tidos tudo o que aconteceu antes do século XIX, alegando
como catecismo para muitos. Mas, após o atordoa- não ser possível dar “tudo”, daí terem que se concen-
mento inicial, não podemos correr o perigo de, junto trar no passado mais próximo em detrimento do
com a água do banho, jogar fora também o bebê: remoto. Claro que uma parte da responsabilidade
ƒƒ abandonando, juntamente com as utopias ultrapassa- disso cabe aos diretores, aos pais e à sociedade de
consumo, que exercem pressões sobre o que deve
das, o idealismo de educador e a utopia da mudança;
ser dado ou não em sala de aula. Não pouparíamos,
ƒƒ descartando toda leitura junto com os materiais contudo, muitos colegas que, equivocadamente, em
didáticos ineficazes (e apostando todas as fichas na nome de um “ensino crítico”, acabam alienando seus
redenção dos computadores e audiovisuais de qua- próprios alunos ao não lhes dar oportunidade de
lidade discutível); adquirir uma visão mais abrangente de História.
ƒƒ atirando na mesma lata de lixo do conteúdo ensina- Assim, nada de processo civilizatório, nada de mono-
do o dogmatismo simplista do marxismo ortodoxo teísmo ético dos hebreus (base do cristianismo), nada
e a noção de processo histórico ou a concepção de de filósofos gregos (base do pensamento ocidental),
seres humanos como sujeitos da História. nada de direito romano (base do nosso), nada de
[...] Europa Medieval, de Renascimento, de Mercantilismo
e descobrimentos, nada de Bach e Mozart, de Dante
Historiador/professor sem utopia é cronista e,
e Camões. Parece que nos conformamos, mesmo,
sem conteúdo, nem cronista pode ser.
em abrir mão do conhecimento e da formação em
A proposta troca de míseras informações.
A favor do conhecimento humanista E, mais grave, desistimos de, ao menos, nos
aproximar do patrimônio cultural da humanidade.
Ao mesmo tempo que condenam, no discurso, o E qual é o papel do professor senão estabelecer uma
pragmatismo e o materialismo dos novos tempos, as articulação entre o patrimônio cultural da humanidade
escolas parecem ter esquecido sua parcela de respon- e o universo cultural do aluno?
sabilidade na formação humanista dos alunos. Como
estabelecer contrapesos ao materialismo irresponsável Ora, a presença do homem civilizado neste planeta
da sociedade tendo como meta apenas a preparação tem poucos milhares de anos e tem causado terríveis
de máquinas de responder perguntas no vestibular? Ao males: destruímos sem dó a natureza, submetemos os
substituir aulas de História, drasticamente reduzidas mais fracos, matamos por atacado e a varejo, deixamos
em muitas escolas, por disciplinas mais práticas e mais um terço da população mundial com fome, queimamos
úteis (como computação ou gramática normativa, por índios e por aí afora. Mas nossa presença não foi escrita
exemplo), abre-se mão de um instrumento precioso apenas com sangue. Escrevemos poesia sublime, tea-
para a formação integral do aluno. tro envolvente e romances maravilhosos. Criamos deu-
ses e categorias de pensamento complexos para com-
Queiram ou não, é impossível negar a importância, preender o que nos cerca. O professor de História não
sempre atual, do ensino de História. Nas palavras do pode ficar preso apenas a modos de produção e de
historiador Eric Hobsbawm: “Ser membro da consciên- opressão (embora isso seja fundamental), mas pode e
cia humana é situar-se com relação a seu passado”, deve mostrar que, graças à cultura que nós, membros
passado este que “é uma dimensão permanente da da espécie humana, produzimos, temos tido talento
consciência humana, um componente inevitável das para nos vestir mais adequadamente que os ursos,
instituições, valores e padrões da sociedade”. A História construir casas melhores que o joão-de-barro, combater
é referência. É preciso, portanto, que seja bem ensinada. com mais eficiência que o tigre, embora cada um de
Num momento em que relevantes mudanças nós, seres humanos, tenha vindo ao mundo desprovido
vêm ocorrendo na área de História – o historiador está de pelos espessos, bicos diligentes ou garras podero-
sendo cada vez mais valorizado, as pesquisas dão sas. Cada estudante precisa se perceber, de fato, como
conta de objetos cada vez mais amplos, a informática sujeito histórico, e isso só se consegue quando ele se

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dá conta dos esforços que nossos antepassados fize- parte, discuta-se tudo isso nas esferas competentes e
ram para chegarmos ao estágio civilizatório no qual nos lute-se para melhorar a situação dos docentes, em vez
encontramos. Para o mal, mas também para o bem, de usar isso tudo como desculpa para a falta de empe-
afinal de contas. Humanizar o homem é percebê-Io em nho pessoal em adquirir conhecimento, entrar em
sua organização social de produção, mas também no contato com uma bibliografia atualizada, conhecer
conteúdo específico dessa produção. E, para o novas linhas de pensamento e discutir com os colegas
momento específico em que vivemos, no começo do estratégias para melhor operacionalizar nas salas de
século XXI, isso é particularmente importante. aula o patrimônio cultural e histórico.
Para entender ainda melhor a importância das Afinal, se o professor é o elemento que esta-
humanidades nos dias de hoje, é preciso ter bem belece a intermediação entre o patrimônio cultural da
claro que devemos estar preparados para ocupar um humanidade e a cultura do educando, é necessário
espaço na sociedade globalizada sob o risco de ser- que ele conheça, da melhor forma possível, tanto um
mos sufocados por ela. A percepção do conjunto de quanto outro. O professor precisa conhecer as bases
movimentos que estão sendo executados no mundo de nossa cultura: as formas de organização das socie-
exige, por parte dos nossos jovens, uma cultura que dades humanas, a evolução das civilizações, as cida-
vá além da técnica. Portanto, História neles! des-estado da Antiguidade, a Revolução Francesa, a
No Brasil, diante do panorama atual, só uma educa- escravidão no Brasil, o desenvolvimento do capita-
ção de qualidade, que tenha o ser humano e suas reali- lismo, os movimentos sociais, as condições de vida
zações como eixo central, pode nos fazer, como nação, das populações no passado, sua cultura material e
dar o salto qualitativo a que tanto aspiramos, por meio suas ideias, a música de Beethoven, o cinema de
da qualificação de nossos jovens. Um país cuja popula- Charlie Chaplin, a literatura de Machado de Assis e
ção não sabe ler, que, quando sabe, lê pouco, e quando por aí afora. Noutras palavras, cada professor precisa,
finalmente lê, pouco entende (segundo a constatação necessariamente, ter um conhecimento sólido do
insuspeita de um órgão da própria ONU), não tem mui- patrimônio cultural da humanidade. Por outro lado,
tas chances num mundo competitivo e exigente de isso não terá nenhum valor operacional se ele não
qualificação de sua força de trabalho. Há mais: a era conhecer o universo sociocultural específico do seu
de comunicação e serviços em que estamos prestes a educando, sua maneira de falar, seus valores, suas
viver tende a substituir a força física pela sutileza e pela aspirações. A partir desses dois universos culturais é
educação formal. Os países que não agirem a favor da que o professor realiza o seu trabalho, em linguagem
História ficarão fadados a distanciar cada vez mais acessível aos alunos. Diga-se de passagem que lin-
daqueles outros, ricos ou não, que colocam a educação guagem acessível não é sinônimo de banalização.
e a cultura (incluindo a histórica) como prioridade real. Valendo-se dessas considerações, é preciso que
o professor tenha claro o que e como ensinar.
O papel do professor de História
É necessário, portanto, que o ensino de História Pela volta do conteúdo nas aulas de História
seja revalorizado e que os professores dessa disciplina O passado deve ser interrogado a partir de questões
conscientizem-se de sua responsabilidade social perante que nos inquietam no presente (caso contrário, estudá-
os alunos, preocupando-se em ajudá-Ios a compreender -Io fica sem sentido). Portanto, as aulas de História serão
e – esperamos – a melhorar o mundo em que vivem. muito melhores se conseguirem estabelecer um duplo
Para isso, é bom não confundir informação com compromisso: com o passado e o presente.
educação. Para informar aí estão, bem à mão, jornais Compromisso com o presente não significa, con-
e revistas, a televisão, o cinema e a internet. Sem tudo, presentismo vulgar, ou seja, tentar encontrar no
dúvida que a informação chega pela mídia, mas só se passado justificativas para atitudes, valores e ideologias
transforma em conhecimento quando devidamente praticados no presente (Hitler queria provar pelo pas-
organizada. E confundir informação com conheci- sado a existência de uma pretensa raça ariana superior
mento tem sido um dos grandes problemas de nossa às demais). Significa tomar como referência questões
educação... Exatamente porque a informação chega sociais e culturais, assim como problemáticas humanas
aos borbotões, por todos os sentidos, é que se torna que fazem parte de nossa vida, temas como desigualda-
mais importante o papel do bom professor. des sociais, raciais, sexuais, diferenças culturais, proble-
Um professor mal preparado e desmotivado não mas materiais e inquietações relacionadas a como
consegue dar boas aulas nem com o melhor dos livros, interpretar o mundo, lidar com a morte, organizar a
ao passo que um bom professor pode até aproveitar-se sociedade, estabelecer limites sociais, mudar esses
de um livro com falhas para corrigi-Ias e desenvolver o limites, contestar a ordem, consolidar instituições, pre-
velho e bom espírito crítico entre os seus alunos. servar tradições, realizar rupturas...
Mais do que o livro, o professor precisa ter conteúdo. Compromisso com o passado não significa estu-
Cultura. Até um pouco de erudição não faz mal algum. dar o passado pelo passado, apaixonar-se pelo objeto
Sem estudar e saber a matéria não pode haver ensino. de pesquisa por ser a nossa pesquisa, sem pensar no
É inadmissível um professor que quase não lê. Se o que a humanidade pode ser beneficiada com isso.
tempo é curto, se as condições de trabalho são precá- Compromisso com o passado é pesquisar com serie-
rias, se o salário é baixo, se o Estado não cumpre a sua dade, basear-se nos fatos históricos, não distorcer o

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acontecido, como se esse fosse uma massa amorfa à ao passado? Qual a relevância dos recortes temáticos
disposição da fantasia de seu manipulador. Sem o tradicionais e novos feitos pela historiografia? Quais os
respeito ao acontecido a História vira ficção. Interpretar conceitos importantes a serem discutidos com os alu-
não pode ser confundido com inventar. E isso vale nos? Tendo respostas mais ou menos claras sobre
tanto para fatos como para processos. (Aqui mesmo, esses assuntos, o professor poderá:
no Brasil, não inventaram um anacrônico “modo de ƒƒ Despertar o interesse dos alunos demonstrando a
produção feudal”, pois segundo “o modelo” deveria atualidade de coisas tão cronologicamente remotas
haver algo entre o escravismo e o capitalismo?) quanto a situação das mulheres na Idade Média, a
Afirmações baseadas apenas em filiações ideoló- insatisfação dos plebeus na Roma Antiga ou as aspi-
gicas são, no mínimo, desprezíveis, podendo tornar- rações ambíguas dos burgueses no século XVIII;
-se perigosas quando, além de não verdadeiras, aca-
ƒƒ Capacitar os estudantes no sentido de perceberem
bam se tornando veículos do preconceito e da segre-
a historicidade de conceitos como democracia,
gação. É o caso de, por exemplo, “verdades” como
cidadania, beleza (como e por que mudaram muito
“os índios não são bons trabalhadores”, “as mulheres
ao longo do tempo?); práticas como a manifestação
são inferiores”, “os jovens são sempre revolucioná-
rios”, “o Holocausto não ocorreu”, ou “o Brasil é um de religiosidade, afetividade e sexualidade; ideias
país pacífico” e assim por diante. como a inferioridade racial, cultural e moral;
Além dessas questões estruturais, há alguns ƒƒ Fazer com que os alunos não só reconheçam pre-
vícios muito disseminados que contribuem para a conceitos, mas compreendam seu desenvolvimen-
queda da qualidade do ensino em geral, mas que afe- to e mecanismos de atuação, para poder criticá-Ios
tam de forma particular as aulas de História. com bases e argumentos mais sólidos;
Um deles é o hábito frequente em nossas univer- ƒƒ Demonstrar com clareza certos usos e abusos da
sidades, mas já popular em muitas escolas de ensino História, perpetrados por grupos políticos, nações e fac-
médio, da crítica sem base. Antes de entender um ções (adversários de um estado nacional são frequente-
texto, uma questão, uma conjuntura, professores e mente apresentados nos manuais escolares como inimi-
alunos já lançam a crítica! Ela já está na ponta da lín- gos da pátria, revolucionários como traidores, minorias
gua, ou seja, precede a compreensão da complexi- como gente não patriota e assim por diante);
dade do fenômeno histórico. “Tal autor? Está supe- ƒƒ Possibilitar a crítica a dogmatismos e “verdades”
rado”, dizem alunos e professores que nunca se absolutas com base no reconhecimento da histori-
deram ao luxo de lê-Ios, mas se permitem julgamen- cidade de situações e formas de pensamento (tal-
tos definitivos com base em algo ouvido em um cor- vez não seja o caso de entender as razões dos
redor ou lido às pressas em uma página de uma leões que devoravam cristãos nas arenas romanas,
revista semanal de informações. Defendemos, pois, a
mas, pelo menos, dos “hereges” que foram massa-
“volta” do conteúdo às salas de aula, da seriedade. E,
crados impiedosamente pela Igreja Católica).
do óbvio: a tentativa de interpretação deve, necessa-
riamente, ser precedida pelo entendimento do texto. E quais seriam as abordagens mais adequadas à
prática de ensino de História em sala de aula?
Outra tendência é a supervalorização do desconstru-
tivismo. Não que a desconstrução não tenha sido um Uma questão de abordagem
avanço importante. O entendimento das motivações dos
Tendo como paradigma o ensino de História simpli-
discursos e de seu papel instaurador, a compreensão
ficador e esquemático de algumas décadas atrás, criou-
dos jogos de poder envolvidos na elaboração das ver-
-se um certo mal-estar com relação à História Social,
sões em torno dos fatos históricos, a análise dos discur-
apoiada na concepção materialista da História. Coloca-se
sos, o desmonte dos argumentos podem ser perfeita-
mente utilizados como instrumento de análise histórica e no mesmo saco os vulgarizadores que buscavam o
ocupam hoje boa parte das pesquisas acadêmicas. “econômico” em tudo e os historiadores do porte de um
Porém, como proposta de ensino, o desconstrutivismo Eric Hobsbawm. Ora, é muito difícil fazer boa História
deve ser utilizado com cautela, mesmo que o professor sem ter noção de processo, a ideia do devir histórico, a
tenha um grande domínio das versões e dos discursos percepção dos modos de vida e da cultura material, o
em jogo e esteja familiarizado com as operações conhecimento das relações sociais e a apreensão da
desconstrutivistas. Só a desconstrução não basta (além complexa e imbricada dialética que se estabelece entre
do vazio provocado, deixa um gostinho de insatisfação e determinações históricas e ação humana. Por outro
niilismo no ar – no limite, supervaloriza o relativismo e tira lado, não há porque não dar conta dos novos objetos e
o poder de ação das mãos dos sujeitos históricos); é abordagens que o método histórico incorporou nos últi-
preciso que os alunos tenham acesso a algum conteúdo mos anos, em que, tendo como destaque o quadro
histórico e que entendam sua contextualização. [...] cultural, estudam-se aspectos mais íntimos como a vida
Um modo mais construtivo (sem trocadilhos) seria privada e as dimensões da experiência humana ligadas
adotar como postura de ensino (que se quer crítico) a à sexualidade, aos costumes, aos afetos e às crenças.
estratégia de abordar a História a partir de questões, Assim, não vemos uma incompatibilidade entre a
temas e conceitos. Quais seriam as questões relevan- História Social e a História das Mentalidades e do
tes que podem ser feitas ao presente e, por extensão, Cotidiano. Na verdade, as duas abordagens não apenas

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não se opõem necessariamente, como se comple- tos [...], aproximar o aluno dos personagens concretos
mentam. A abordagem da corrente da História Social da História, sem idealização, mostrando que gente
busca a percepção das relações sociais, do papel histó- como a gente vem fazendo História. Quanto mais o
rico dos indivíduos e dos limites e possibilidades de aluno sentir a História como algo próximo dele, mais terá
cada contexto e processo histórico. A das Mentalidades vontade de interagir com ela, não como uma coisa
privilegia cortes temáticos. Frequentemente, a pri- externa, distante, mas como uma prática que ele se
meira busca a floresta; a segunda, a árvore; uma, o sentirá qualificado e inclinado a exercer. O verdadeiro
telescópio; outra, o microscópio. Bem utilizados, potencial transformador da História é a oportunidade
ambos os procedimentos são recomendáveis. Se tra- que ela oferece de praticar a “inclusão histórica”...
balhados de forma integrada, chega-se ao melhor dos Pinsky, Jaime; Pinsky, Carla Bassanezi. Por uma
história prazerosa e consequente. In: Karnal, Leandro
mundos, olha-se a partir de diferentes pontos de vista.
(Org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e
Além disso, por meio desses olhares, poderá o profes- propostas. 5. ed. São Paulo: Contexto, 2007. p. 17-28.
sor (re)aproximar o aluno do estudo da História. E,
quem sabe, explorar muitas das possibilidades que o
contato com nossa disciplina permite, inclusive a de
€€Comentários e complementos das
nos percebermos, de fato, como sujeitos da História, unidades didáticas
por mais batida que a fórmula se apresente.

O potencial transformador do ensino de História Unidade 1 A História


Este é um assunto que provoca protestos indignados
ou aplausos emocionais, mas quase sempre uma enorme A unidade 1 introduz o estudo da História,
dificuldade para o professor situar-se racionalmente. apresentando as noções de sujeito histórico,
Para uns, a frase de Marx anunciando que não era tempo cronológico e tempo histórico, aconteci-
mais hora de apenas entender o mundo, mas de mudá- mento histórico e documento histórico. Essas
-Io, tem justificado arroubos demagógicos em sala de noções, por serem abstratas, são trabalhadas a
aula, discursos políticos permeados de declarações partir do universo de vivência dos alunos e da
de voto e até propaganda explícita para um ou outro comparação entre presente e passado.
candidato em períodos pré-eleitorais. Sob o pretexto de
saber qual a mudança que o mundo deve merecer e Introdução
fingindo acreditar que o potencial transformador do Antes de iniciar a leitura do texto e das atividades,
ensino de História consiste em colocar no governo peça aos alunos que observem a ilustração prestando
representantes dos partidos que o mestre acredita que atenção a todos os detalhes. Para começar, pergunte-
possam promover a transformação social tão sonhada, -lhes: Que cômodo é esse? Como você sabe?
o professor perde sua dignidade ao apresentar-se como
Leia o texto com os alunos e certifique-se de que
uma espécie de cabo eleitoral privilegiado. Privilegiado,
o entenderam, pois nos anos iniciais do Ensino
sim, pois se aproveita da ascendência que tem sobre a
Fundamental pode haver alunos que não tenham
turma de alunos e, em vez de lhes dar instrumentos
para decidir sozinhos, os pressiona para que aceitem domínio da competência leitora. Depois, leia as per-
sua verdade, constrangendo, por outro lado, aqueles guntas, uma a uma, cuidando para que todos tenham
que, por uma razão ou outra, não se curvam aos seus oportunidade de participar. Faça-lhes também outras
argumentos. Não se trata de se despolitizar o discurso perguntas que os orientem na observação da ima-
do professor, uma vez que não há discurso apolítico, gem: O que você vê sobre a cômoda? O quarto está
mas de dotá-Io de equilíbrio e ponderação. O conheci- organizado ou bagunçado?
mento histórico, por si próprio, carrega profundo poten- Comente sobre as pistas que os levaram às res-
cial transformador, dispensando interpretações apressa- postas, estabelecendo um paralelo com o trabalho
das, feitas sob o impacto de circunstâncias acaloradas. investigativo do historiador, que procura os vestígios
Nosso aluno, cada aluno, tem de se perceber como do passado para escrever a História. Você pode
um ser social, alguém que vive numa determinada comentar que alguns acontecimentos da vida deles
época, num determinado país ou região, oriundo de podem estar registrados no álbum de família, que dá
determinada classe social, contemporâneo de determi- pistas para eles obterem muitas informações sobre
nados acontecimentos. Ele precisa saber que não sua vida e a de sua família.
poderá nunca se tornar um guerreiro medieval ou um
faraó egípcio. Ele é um homem de seu tempo, e isso é Atividade – Saber ser
uma determinação histórica. Porém, dentro do seu Nesta atividade podem surgir situações diversas:
tempo, dentro das limitações que lhe são determinadas, crianças que têm seu próprio quarto, outras que o divi-
ele possui a liberdade de optar. Sua vida é feita de esco- dem com irmãos, outras ainda que dormem em outro
lhas que ele, com grau maior ou menor de liberdade, cômodo da casa, como a sala. Esteja atento para que
pode fazer, como sujeito de sua própria história e, por não se criem situações constrangedoras. O objetivo é
conseguinte, da História Social do seu tempo. Cabe ao incentivar os alunos a refletir sobre respeito, a partir de
professor, utilizando-se dos métodos históricos descri- sua convivência doméstica. Inicialmente, proponha

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que contem sobre atitudes e comportamentos em O estilo de suas obras variou conforme suas altera-
casa com as pessoas com quem convivem. Os relatos ções psicológicas: do pontilhado passou às pequenas
servirão para que avaliem se respeitam o outro. pinceladas, e delas passou para as curvas espiraladas.
Atitudes e comportamentos de respeito devem ser
sempre valorizados, em casa ou fora dela.
Atividade 3
Estimule os alunos a manifestar suas opiniões,
Se julgar adequado, integre também conheci- apresentando justificativas para suas respostas.
mentos de Ciências, verificando o que consideram Anote-as no quadro de giz e peça que façam o mes-
ser um ambiente saudável. Pergunte-lhes se o quarto mo no caderno. As respostas dadas não devem ser
da imagem é um ambiente saudável e peça-lhes que avaliadas, pois, nesse momento, o mais importante é
justifiquem a resposta. Incentive-os a refletir sobre possibilitar a elaboração de hipóteses e o exercício da
diferentes realidades: Será que todas as crianças têm expressão oral. Procure orientá-los para que articulem
ambientes saudáveis para descansar? as ideias de modo coerente e apresentem justificativas
lógicas para suas respostas. É a partir da prática que,
Capítulo 1 O que é História pouco a pouco, deverão dominar não só a expressão
oral, mas também a escrita. Cuide para que todos
Nesse capítulo inicia-se o trabalho com alguns tenham oportunidade de se expressar.
conceitos e noções históricas, como tempo, Atividade complementar
sujeito e processo histórico, mudanças e perma- Proponha aos alunos que façam, em uma folha de
nências, para que os alunos possam entender a papel avulsa, um desenho do quarto ou do cômodo
realidade ao seu redor e se percebam como sujei- onde dormem, exercitando outra forma de expressão
tos da História. Também é apresentada uma bastante comum para a faixa etária deles.
noção do trabalho do historiador, que investiga
pistas do passado e analisa mudanças e perma- PÁG. Atividade 1
nências para a construção de conhecimentos 11 Peça aos alunos que observem a foto da
históricos. página 11. Chame a atenção deles para as
vestimentas, o local e as pessoas presentes na ima-
gem (só há meninas na aula, por exemplo).
PÁG. Atividade prévia
10 Explore com os alunos os recursos apresenta- Atividade 2
dos na abertura do capítulo. Chame a atenção Registre as respostas dos alunos no quadro de
deles para características da pintura, como as cores giz, separando-as em duas colunas: Semelhanças e
fortes, a perspectiva, as linhas e as pinceladas. Se pos- Diferenças. Depois, oriente-os para que reproduzam
sível, mostre-lhes reproduções de outras obras de Van essas colunas no caderno. A observação de seme-
Gogh, como: Os comedores de batata; Autorretrato lhanças e diferenças tem como objetivo chamar a
com chapéu de palha; Os girassóis; A noite estrelada; atenção dos alunos para as mudanças que ocorrem
entre outras. Na legenda, explique-lhes que as letras ao longo do tempo. Este é o início do trabalho com a
“inclinadas” (itálico) indicam o título do quadro. noção de processo histórico.
Para ampliar e enriquecer os conhecimentos dos PÁG. Atividade prévia
alunos, conte-lhes um pouco mais sobre a vida do 12 Faça um levantamento entre os alunos verifi-
artista. (Veja informações a seguir.) cando o que entenderam da afirmação: “Estudar
o passado, observando as mudanças que ocorreram, nos
Informações sobre Van Gogh ajuda a entender o presente”. Pergunte-lhes: O que pode-
Vincent Willem van Gogh, um dos principais pin- mos chamar de passado? Como estudar o passado?
tores expressionistas, nasceu em Zundert, Holanda, Quem investiga o passado? Faça um registro das respos-
no dia 30 de março de 1853. Acometido por uma tas dos alunos para promover uma discussão no final da
doença mental, suicidou-se aos 37 anos. lição, verificando se concordam ou não com a afirmação.
Sua vida foi conturbada e ele só se tornou famoso
mais de 20 anos após a morte. Em vida, vendeu um
Atividades 3, 4 e 5
único quadro – O vinhedo vermelho – dentre os mais Os alunos devem perceber que as imagens repre-
sentam situações semelhantes em épocas diferen-
de 70 que pintou.
tes. O objetivo é fazer um levantamento de mudanças
Morou por um período em Paris, capital da e permanências, que caracterizam o processo histó-
França, e depois no sul do país, em Arles, com o rico. Observe e compare as imagens, orientando os
amigo Paul Gauguin. Embora se admirassem mutua- alunos a registrar semelhanças e diferenças. Peça a
mente, as discussões entre eles eram frequentes. eles que mencionem os aspectos que indicam se
Em 1889 Van Gogh foi internado em uma clínica tratar de imagens de épocas distintas. Caso os alunos
psiquiátrica, de onde saiu no ano seguinte, mas não tenham dificuldade em responder às questões 4 e 5,
conseguiu superar as crises depressivas e acabou se faça a atividade oralmente, o que pode ajudar na reda-
suicidando aos 37 anos. ção posterior dos alunos.

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Atividade complementar Por ser uma noção abstrata, os alunos podem
Planeje a atividade antes de propô-la aos alunos. encontrar dificuldade para compreendê-la. Nessa
Peça que tragam para a aula (em data previamente faixa etária, eles desenvolvem as categorias tempo-
marcada) recortes de revistas ou jornais que mostrem rais de forma elementar, ou seja, é necessário traba-
objetos similares novos e antigos. Exponha-os no lhar com exemplos em que seja perceptível a passa-
mural ou no quadro de giz, separando de um lado os gem do tempo, como o crescimento físico (altura,
objetos antigos e, de outro, os novos. Se não conse- cabelo, unhas, pés). Pode-se também tratar da mar-
guirem as imagens, os alunos poderão desenhar os cação do tempo a partir de situações cotidianas (o
objetos antigos e novos, como máquina de escrever e horário de ir para a escola é depois do almoço, por
computador, por exemplo. exemplo) ou de acontecimentos regulares (quarta-
-feira é dia de feira perto de sua casa, por exemplo).
PÁG. Atividade prévia
13 Antes de iniciar a leitura do texto, peça aos
PÁG. Atividade prévia
alunos que respondam à pergunta do título da
lição – Quem faz a História? – e registre as respostas 16 Antes de iniciar a leitura do texto, comente as
no quadro de giz. Esse levantamento prévio é impor- referências temporais da introdução: “trezen-
tante para averiguar qual ideia de sujeito histórico os tos anos”e “por muito tempo”. Estabelecendo como
alunos trazem. Ao final da lição, eles devem ter claro parâmetro a idade dos alunos, pergunte o que essas
que somos todos sujeitos históricos. referências significam para eles.
Após a leitura do texto (individual ou comparti-
PÁG. Registros – Imagens lhada), certifique-se de que os alunos não ficaram
com dúvidas. Use novamente um mapa-múndi para
14 Comente com os alunos que, nos livros desta
mostrar aos alunos onde está a Inglaterra. Depois,
coleção, serão apresentados diferentes tipos
de documentos históricos, escritos e não escritos, na explique-lhes os elementos da referência bibliográ-
seção Registros. A razão para introduzirmos o aluno fica, que aparecerão de modo similar em todos os
textos reproduzidos na coleção: Nome do autor. Título
no estudo de fontes históricas é apresentá-lo aos
da obra. Local de publicação: casa publicadora, ano de
meios de trabalho do historiador.
publicação. página.
Considerando a faixa etária dos alunos, optou-se
Assim,
por apresentar inicialmente as imagens como fonte
de informações. Oriente a leitura da imagem inda- Daniel Defoe. Robinson Crusoe. São Paulo: DCL,
gando aos alunos sobre os elementos que identifi- 2003. p. 24.
cam. Verifique se há algum que eles não conheçam.
Certifique-se de que sabem o que são as linhas que Atividade 1
aparecem no pavimento da rua (trilho de bonde). O objetivo dessa atividade é verificar os conheci-
Caso não saibam, explique o que eram os bondes mentos prévios dos alunos sobre os períodos de
(meio de transporte coletivo) e como funcionavam tempo. Leve um calendário de parede (“folhinha”)
(moviam-se sobre trilhos, eram dirigidos por um para a sala de aula. Mostre aos alunos os períodos de
condutor, o motorneiro, e podiam ser puxados por tempo (dia, semana, mês) da atividade.
animais ou movidos por motores elétricos). Pergunte
se na cidade em que os alunos moram havia bonde Atividade 2
no passado. Depois de conversar com os colegas, os alunos
devem apresentar soluções para o problema. Verifique
Registre no quadro de giz as respostas das ativi-
se atendem à solicitação e só então apresente exem-
dades. Depois, produza com a classe um texto utili-
plos. Além dos mencionados anteriormente, os alu-
zando as informações obtidas da imagem. Para explo-
nos podem perceber a passagem do tempo obser-
rar elementos relativos às mudanças e às permanên-
vando o crescimento de plantas, as fases da Lua, o
cias, observe com os alunos que, mesmo após o
comportamento de animais, épocas de cheia e de
surgimento dos bondes elétricos, outros meios de
vazante de rios (área rural), etc.
transporte, como as charretes movidas por tração
animal, continuavam em pleno uso. Atividade complementar
Capítulo 2 O tempo na História Partindo de situações cotidianas, noticiários ou
eventos esportivos, trabalhe as diferentes dimensões
Nesse capítulo é apresentada a noção de tempo. temporais. Pergunte-lhes, por exemplo: Quais ativida-
Inicialmente, trabalha-se o tempo cronológico, a partir des vocês realizam de manhã, de tarde e de noite? O
dos meios e instrumentos utilizados para medi-lo que estudaram na aula de ontem? Amanhã haverá
(marcar, contar). Em seguida, introduz-se a noção de aula? No passado o homem pisou na superfície da
tempo histórico, que é marcado por acontecimentos, Lua; será que no futuro vai chegar a algum planeta?
simultaneidade, mudan­ças e permanências. As respostas podem ser registradas no quadro de giz
ou podem ser dadas por meio de desenhos.

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PÁG. Atividade prévia marcando assim a passagem das horas. O relógio de
azeite consiste basicamente num recipiente de azeite
17 Planeje a atividade antecipadamente com os
com escala de tempo e um pavio que, quando aceso,
alunos. Peça-lhes que observem o formato da
Lua ao longo da semana, registrando o que veem por vai consumindo o azeite e baixando o seu nível. O
meio de desenho. Se for possível, oriente os alunos a mesmo princípio se aplica ao relógio de vela.
pedirem ajuda para um adulto. Certifique-se de que Ribeiro, João Paulo. O que é o tempo? Disponível em:
não é semana de lua nova. <http://fisicaequimicaa.com.sapo.pt/apontamentos/
Antes de iniciar a lição, promova uma discussão tempo.pdf>. Acesso em: 24 fev. 2014.
sobre a questão: A Lua muda de forma ou sempre está Atividade prévia
PÁG.
do mesmo jeito? Eles deverão identificar duas fases,
com base nos registros feitos. Depois, mostre em um 18 Leve um calendário já conhecido pelos alunos
para a sala de aula, de preferência um que mar-
calendário a fase da lua em cada semana do mês.
que todos os meses na mesma página (pode ser o
Integre com Ciências comentando que a aparência da
mesmo calendário sugerido neste manual para a ativi-
Lua tem várias fases, mas que normalmente as pessoas
levam em consideração somente quatro dessas fases: dade 1 da página 16, a “folhinha”). Peça aos alunos que
crescente, cheia, minguante e nova. Comente também observem o número de meses, o nome e o número de
que os povos antigos, agricultores e grupos indígenas dias de cada um. Faça perguntas, como: Em que ano,
definiam, e alguns ainda definem, a época apropriada mês, dia e dia da semana estamos? Verifique se eles
para suas atividades de acordo com as fases da lua. perceberam que, utilizando o calendário, é possível datar
Esse é um modo de contar e de marcar o tempo. acontecimentos, localizar acontecimentos passados,
marcar compromissos futuros, etc.
Informações sobre dispositivos de Depois, pergunte aos alunos se conhecem algum
medição de tempo outro calendário. Se alguém conhecer, peça-lhes que
No passado longínquo, o Homem vivia da contem como é. Comente que os calendários foram
agricultura e era obrigado a saber em que altura criados por diferentes povos, de acordo com suas
do ano se encontrava para determinar as épocas necessidades de organização das atividades (produção,
de cultivo e outros eventos importantes. Os pri- descanso, diversão). Alguns exemplos podem ser dados
meiros relógios que surgiram foram os relógios de apenas para que tenham uma ideia: calendário cristão,
sol (por volta de 3000 a.C.), que tanto podiam calendário islâmico, calendário judaico, calendário chi-
nês, calendário japonês, calendário hindu. Peça-lhes,
marcar as horas do dia como indicar a estação do
então, que comparem o calendário que viram com o dos
ano, consoante o comprimento e a posição da
Pataxó. Verifique se perceberam que são calendários
sombra do (assim chamado) gnômon.
diferentes, mas que têm semelhanças, como o nome
Ao longo da História surgiram outros tipos de dos meses. Aproveite para trabalhar com eles algumas
relógios, que não marcavam a hora do dia, mas que pistas. Observe que, no calendário, há atividades de
contavam horas, minutos e, por vezes, segundos (sem origem não indígena, como curso e aulas. Isso indica
grande exatidão). Esses relógios eram as ampulhetas, que se trata de criação mais recente, isto é, posterior à
os relógios de água ou as clepsidras, e os relógios de chegada dos portugueses (1500).
fogo. As ampulhetas […] são compostas normal- Para conhecer mais sobre os Pataxó, sugerimos
mente por um recipiente de vidro e areia, sendo a acessar o verbete sobre esse povo no site do Instituto
velocidade de queda da areia definida pelo diâmetro Socioambiental dedicado ao tema, Povos Indígenas no
do orifício por onde a areia passa entre os dois bojos Brasil, no endereço eletrônico <http://pib.socioambien-
cônicos do recipiente. O mesmo princípio se aplica na tal.org/pt/povo/pataxo>. Acesso em: 27 maio 2014.
clepsidra, que surgiu na mesma altura [...]. O meca-
nismo de contagem do tempo neste relógio consiste Informações sobre calendários
na passagem da água por um pequeno orifício de um O calendário permite que nos situemos no tempo.
recipiente, em que à medida que o nível de água O tempo parece um labirinto: podemos passear
baixa, percorre uma escala, indicando o tempo que nele em pensamento, rumo ao passado ou ao futuro,
passa. Quanto aos relógios de fogo, ou combustão, se dispomos de palavras para dar nome às durações
são vários os formatos: o relógio de corda com nós, o (semana, mês...) e aos momentos. Senão, fica tudo
relógio de fogo despertador, o relógio de azeite e o vago. Graças ao calendário, somos capazes de datar os
relógio de vela. O relógio de corda com nós, muito acontecimentos: “Eu nasci no dia tal do ano tal”.
usado nas antigas cidades medievais, é apenas uma Também podemos situá-los em relação a outros fatos:
corda com vários nós a igual distância, que é consu- “Meu amigo nasceu um ano depois de mim”. Com
mida pelo fogo ao longo do tempo. O relógio de fogo base nesses dois critérios, podemos estabelecer uma
despertador é um relógio chinês que funciona quei- cronologia: colocar os fatos numa linha que repre-
mando uma barra de incenso dentro de uma calha senta o tempo, passado à esquerda, futuro à direita.
(que arde lentamente e a uma velocidade constante).
Quando a chama passa por um fio ligado a pesos, este Existem centenas de calendários diferentes.
quebra-se e os pesos batem num tabuleiro de metal, Alguns já não se usam há muito tempo. Outros

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continuam sendo utilizados em algum lugar do criminação em função de situação familiar, econô-
planeta. Foram imaginados em Roma, na América, mica, residencial (moradia em habitações precárias,
na Índia, na África... por exemplo) ou condição física diferente.
Alguns sistemas de datação não têm ponto de PÁG. Atividade 2
partida. Funcionam em tempo cíclico, como o calen- 21 Por meio do levantamento dos acontecimen-
dário babilônico (cada ano tinha um nome que fazia tos vividos pelo aluno na escola, busca-se
referência a um acontecimento do ano anterior) ou o trabalhar o conceito de tempo histórico, marcado por
egípcio (a cada novo faraó, voltava-se para o ano 1: eventos considerados importantes.
dizia-se, por exemplo, o “ano 1 do reinado de Saiba Mais
Akhenaton”). Outros sistemas tomam como ponto de Leia com os alunos o texto deste boxe sobre a
partida um momento simbólico de sua cultura, cha- divisão do tempo em cem anos, o século. Auxilie-os
mado “era”. Assim, a maioria de nós conta a partir da na leitura da numeração romana e verifique se enten-
data suposta do nascimento de Jesus. Os romanos deram. Nesse momento a intenção é apenas apre-
contavam a partir da criação mítica de sua capital, no sentar a eles a noção de século como referencial
ano de 753 antes de Cristo. temporal, bastante utilizado nos estudos de História.
Devido à complexidade dessa noção, não se espera
Para estabelecer um calendário, também é preciso que os alunos a dominem imediatamente.
definir as unidades de medida da duração. Em todos
os países, os fenômenos astronômicos forneceram a PÁG. Atividades 3 e 4
base dos dias, dos meses e dos anos. 23 As atividades 3 e 4 visam trabalhar a noção de
simultaneidade, um aspecto muito importante
Baussier, Sylvie. Pequena história do tempo. da construção do conceito de tempo histórico. Peça
São Paulo: SM, 2005. p. 42-43. aos alunos que relatem as atividades que algumas
pessoas da sua família realizam enquanto eles estão na
PÁG. Atividade 4 escola. Registre os relatos no quadro de giz.
19 Proponha aos alunos que registrem o aniversá- Se necessário, ajude os alunos a lembrar quem
rio de todos da turma em um quadro, que pode são os funcionários da escola e que tipo de atividade
ser pendurado em uma das paredes da sala de aula. eles podem estar realizando. Por exemplo, se for
Convide o professor de Arte para participar da realização antes do recreio, o que estarão fazendo as merendei-
da atividade. O quadro pode ser feito em uma cartolina ras? Se o lanche tiver ocorrido pouco antes desta aula,
e enfeitado com desenhos relacionados a aniversário ou o que estarão fazendo os funcionários da limpeza?
de acordo com a criatividade dos alunos. Além do Se houver condições, pode ser interessante permi-
exemplo presente na ilustração da atividade, apresenta- tir que os alunos busquem pessoalmente essas infor-
mos a seguir outro exemplo. Organize a atividade de mações, circulando pela escola em pequenos grupos.
modo que todos tenham oportunidade de participar. Atividade 5 – Saber ser
Nos dias de aniversário, a turma pode cantar os Nessa faixa etária, os alunos ainda dependem de
parabéns ou realizar outra atividade que queiram. adultos para atender à maioria dos compromissos,
como chegar pontualmente a médico, dentista, etc.
ANIVERSÁRIOS DOS ALUNOS DO 2 -º ANO ____ Entretanto, as crianças podem colaborar, ficando
Mês Dia Nome do aluno prontas em tempo para não causar atrasos. Há tam-
bém situações que dependem exclusivamente delas,
Janeiro
como o retorno à sala de aula após o recreio.
Fevereiro
Peça que se coloquem de ambos os lados, ou seja,
Março da pessoa que se atrasa e da pessoa que espera, e refli-
tam sobre as questões. Valorize atitudes de respeito.

Capítulo 3 A escrita da História


PÁG. Atividade prévia
20 Peça aos alunos que contem alguns aconteci- No capítulo 3 é trabalhada a noção de docu-
mentos vividos por eles no último ano. mento histórico como fonte de informações que
Pergunte-lhes por que lembraram desses aconteci- permite investigar o passado. É apresentada a
mentos. Registre no quadro de giz o relato de alguns diversidade de tipos de documentos existentes,
alunos para trabalhar a noção de tempo histórico. classificados em escritos e não escritos.
Sem solicitar datas, peça a esses alunos que digam Na faixa etária dos alunos, o entendimento da
quais acontecimentos são anteriores ou posteriores a realidade ao seu redor se dá principalmente por
outro tomado como referência. meio da leitura de imagens, tanto em situações
de diversão quanto de aquisição de novos conhe-
Ao realizar a atividade, cuide para que todos cimentos. Deve-se considerar essa etapa de
tenham oportunidade de participar, mas o façam de desenvolvimento das crianças, ao trabalhar os
modo espontâneo. Valorize os relatos, desencora- documentos históricos ao longo do ano.
jando comentários que envolvam julgamento ou dis-

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PÁG. Atividades prévias pertar a curiosidade e o interesse sobre o assunto.
Comente com os alunos que a grafia da palavra “mãe”
24 Converse com os alunos sobre a certidão de
está diferente no jornal. Em 1940, a palavra ainda admi-
nascimento. Verifique se eles conhecem esse
tia duas grafias: “mãe” e “mãi”. Essa última caiu em
documento e se sabem qual a sua importância. (Veja
desuso no Brasil.
informações a seguir.)
Após a leitura do texto de abertura do capítulo, Atividade complementar
pergunte-lhes quais documentos utilizariam para con- Após realizar a atividade 1, pergunte aos alunos
seguir informações sobre sua vida. Peça-lhes que se as informações dos itens a, b e c são importantes.
justifiquem suas escolhas. Faça registros no quadro Registre as respostas no quadro de giz. Deve ficar
de giz. Com base nos exemplos citados, desenvolva a claro para eles que a informação (neste caso, a man-
noção de documento histórico. chete) é datada e, se não fossem apresentadas a data
e a fonte, poderíamos ter a falsa ideia de que é um
Informações sobre certidão de
acontecimento recente.
nascimento
A Certidão de Nascimento, além de ser um PÁG. Atividade prévia
documento de identificação, é a primeira garantia 26 Antes de trabalhar a noção de documento histó-
de cidadania e direitos a todos os brasileiros. rico com os alunos, procure despertar a curiosi-
Com a Certidão de Nascimento, a criança terá dade e o interesse deles realizando a seguinte atividade.
direito de ser atendida em todos os serviços públicos Verifique a possibilidade de levar para a sala de
como, por exemplo, hospitais, postos de saúde, aula objetos como máquina de escrever, discos de
escolas, etc. Para que esses direitos possam ser exigi- vinil, máquina de moer carne, etc. Caso não seja pos-
dos desde os primeiros dias de vida, todas as crian- sível, providencie fotografias que os substituam.
ças devem ser registradas logo após seu nascimento. Na sala de aula, disponha os objetos sobre a mesa.
Oriente-os para que revezem os objetos de modo que
Disponível em: <http://www.guiadedireitos.org/index.
todos tenham oportunidade de manuseá-los.
php?option=com_content&view=article&id=423%3
Acertidao-de-nascimento&catid=47%3 Solicite a participação dos alunos para fazer um
Anascimento&Itemid=76>. Acesso em: 25 jun. 2014. levantamento sobre os objetos: o que são, para que
servem, de quando são, de que são feitos, quem os
A emissão da certidão de nascimento é gratuita
utilizava. Estimule-os a formular hipóteses, quando não
e poderá ser feita quando a criança ainda estiver na for possível levantar informações com base na observa-
maternidade. ção. Registre as informações no quadro de giz. O obje-
Atividade complementar tivo é concretizar a noção de documento histórico.
Se achar conveniente, peça aos alunos que tragam
PÁG. Atividade 2
uma cópia da certidão de nascimento e ajude-os a
encontrar as informações. No entanto, verifique se, na 27 O objetivo da atividade é continuar com os alu-
turma, há alunos que vivem em instituições como orfa- nos o trabalho de leitura de imagens, chamando
natos ou moradias temporárias. Caso haja, cuide para a atenção deles para os detalhes das fotografias e para
que não se criem constrangimentos na realização da as informações fornecidas pelas legendas. No item d
atividade, pois essas crianças podem não ter acesso a você pode chamar a atenção dos alunos para as janelas
sua certidão de nascimento. O excesso ou a falta de do edifício da foto 2, que mostram o céu do outro lado,
zelo são prejudiciais, por isso, recomenda-se tratar a indicando que nessa parte só resta a fachada.
situação com respeito e de maneira natural. Entretanto,
se o aluno demonstrar incômodo e não quiser se mani- Atividade 3
festar, é imprescindível respeitar sua vontade. Oriente os alunos a realizar a atividade. Eles pode-
rão escolher documentos oficiais, como a certidão de
PÁG. Atividade prévia nascimento ou o boletim escolar do ano passado.
25 Ajude os alunos a explorar as imagens dos Eles também poderão escolher objetos que conside-
documentos oficiais que aparecem nessa ram importantes, como um brinquedo, ou imagens,
página. Se possível, apresente documentos originais. como fotos de família. Cuide para que os alunos con-
Você pode fazer perguntas como: a) Quais são as três sigam justificar, oralmente, porque cada documento é
formas de identificação da pessoa que aparece na car- importante para contar suas histórias de vida.
teira de identidade? Resposta: Foto, impressão digital
e assinatura. b) Por que a carteira de trabalho é como Atividade complementar
um livrinho? Resposta: Porque nela devem ser registra- Organize no quadro de giz uma tabela sobre os
dos acontecimentos da vida profissional do trabalhador tipos de documentos históricos. Em seguida, peça
(empregadores, salários, períodos de férias, etc.). aos alunos que preencham a tabela com exemplos de
cada tipo de documento e façam desenhos. Se for
Atividade 1 possível, continue a atividade anterior, pedindo aos
Essa atividade tem por objetivo concretizar para os alunos que classifiquem os documentos que eles
alunos a noção de documento histórico, além de des- trouxeram de casa.

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PÁG. Informações sobre arqueologia no utilizem papéis coloridos, cola, canetinhas, tintas, lápis
28 Brasil de cor, fita adesiva, tesoura sem ponta, barbante,
botões grandes de dois furos, grãos crus (arroz, feijão,
A América é um continente jovem e o
nosso país só tem 500 anos? Ledo engano: o Brasil milho), retalhos, etc.
foi ocupado por antigas civilizações antes da che- Diversos brinquedos podem ser feitos com esses
gada dos portugueses. E, perto do patrimônio que materiais, como chocalho, corrupio, jogo de tabuleiro
elas nos legaram, a arte dos índios Marajoara, da (como damas), carrinho, boneco, fantoche, entre mui-
ilha do Marajó, na Amazônia, datada de cerca de 3 tos outros. Incentive-os a soltar a imaginação e usar
mil anos, parece bem recente. Assim como também toda a criatividade.
não é antigo o trabalho dos que fazem pesquisa Apresentamos a seguir orientações para a con-
arqueológica no Brasil – e, por isso, as descobertas fecção de chocalho e corrupio.
apenas começaram! [...]
Chocalho
Três mil anos? [...] Essa é a idade das pinturas Material: duas latas de molho de tomate, grãos,
encontradas em pedrinhas no Parque Nacional da Serra fita adesiva, papel.
da Capivara, a 500 km de Teresina, no Piauí. Os dese-
Modo de fazer: coloque um pouco de feijão, arroz
nhos, com tamanhos que variam entre 1,5 e 8 centíme-
tros, têm entre 3 e 6 mil anos e impressionam pelos ou milho nas latas, mas sem enchê-las. Feche a aber-
detalhes! A descoberta foi feita quase por acaso no tura de cada uma com um pedaço de fita adesiva.
começo do ano 2000 pelas pesquisadoras Niède Junte as duas pelo lado da abertura (oposto ao fundo)
Guidon e Cristiane Buco. Elas estavam acompanhando usando fita adesiva em todo o contorno. Por fim, cubra
algumas obras de preservação ambiental no parque, o chocalho com papel e enfeite-o como preferir.
quando avistaram uma árvore caída ao lado de um Corrupio
paredão. Chegaram mais perto e perceberam que os Material: 1 botão grande de dois furos, pedaço de
seixos que cobriam a pedra tinham borrões avermelha- barbante de cerca de 65 cm.
dos. Cada borrão era uma minúscula pintura rupestre.
Modo de fazer: passe o barbante por um dos ori-
O Estado de S. Paulo, 2000. Suplemento semanal fícios do botão e, em seguida, pelo outro. Depois una
Lição de Casa 2000, p. 26. as extremidades do barbante e faça um nó. Está
pronto. É só segurar nas extremidades do barbante
PÁG. Registros – Brinquedos duplicado, deixando-o frouxo. Em seguida, faça movi-
29 No segundo ano, os alunos ainda não têm mentos giratórios com as mãos para que o barbante
domínio da competência escritora. Acompanhe se enrole em si mesmo. Ao distender novamente o
a realização da atividade dos grupos, considerando as barbante, o corrupio emitirá um assobio.
dificuldades que podem enfrentar para identificar as
informações, organizar as ideias, escrever com coe- PÁG. Vamos fazer! Minha linha do tempo
rência, clareza, objetividade. 31 Peça previamente aos alunos que selecionem
Depois que os grupos terminarem de escrever, material para elaborar sua linha do tempo com
você pode pedir que cada um leia seu texto e ouça os informações de diferentes épocas de sua vida. Você
dos demais. Por fim, solicite que complementem as pode orientá-los a guardar em uma pasta ou envelope
informações que não tiverem mencionado. Esse pro- o material obtido, como cópia da certidão de nasci-
cedimento pode ser adotado no trabalho de produção mento, carteira de vacinação, fotografias. Também
coletiva de texto. devem ser guardadas folhas de anotações com as
informações que conseguiram com familiares e
PÁG. Atividade 3 – Saber ser conhecidos.
30 Exemplos de cuidados com os brinquedos: Faça no quadro de giz um modelo de linha do
guardá-los depois de brincar; usá-los de acordo tempo e peça aos alunos que façam o mesmo na
com sua finalidade (chutar a bola, mas não chutar a cartolina. Registre informações suas na área corres-
boneca, por exemplo); não os destruir intencionalmente. pondente às fichas, cada uma para um ano.
Embora não se trate propriamente de conservação,
pode-se discutir em sala a prática de doar os brinquedos PÁG. Atividade 1
antigos para crianças carentes, quando se ganha novos. 32 Analise com os alunos a ilustração e observe se
eles reconhecem os diferentes instrumentos
Atividade complementar usados para marcar o tempo. Aproveite as contribuições
Solicite previamente aos alunos que tragam emba- da turma para que todos cheguem juntos às respostas.
lagens recicláveis para a sala de aula. Podem ser gar-
rafas PET, caixas de tamanhos variados, tampinhas, Atividade 3
papelão, bandejas de supermercado, saquinhos de Oriente os alunos a observar detalhes das foto-
papel, latas de molho de tomate (que não tenham a grafias. Elas fornecerão as pistas para a identificação
boca com um serrilhado cortante), embalagens de cronológica. Nessas imagens, a principal pista é o
iogurte, etc. Esses objetos devem estar limpos, sem meio de transporte: bonde puxado por cavalos; bonde
restos de comida. Além das embalagens, peça que elétrico; metrô.

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PÁG. Atividade 4 Capítulo 1 As famílias são diferentes
33 Se possível, apresente aos alunos alguns
livros de Eva Furnari, seja numa visita à biblio- Nesse capítulo pretende-se que os alunos per-
teca, seja trazendo alguns exemplares para a classe. cebam os grupos familiares a partir da diversidade,
Você pode destacar as lembranças da infância sobretudo nas formas de organização. É a partir de
sua própria organização familiar, observando e com-
mencionadas pela escritora. Valorize o depoimento
parando, que eles irão identificar as diferenças.
como fonte histórica.
Além dessa diversidade, os alunos devem ter
noção de que o conceito de família é mutável, isto é,
Unidade 2 A família há mudanças e permanências em seu significado.

A abordagem do tema se inicia pelas diversas


constituições familiares atuais, passando daí para PÁG. Atividade 2
um contexto histórico, no qual se apresenta a 36 Deve ficar claro aos alunos que eles podem
concepção de família em diferentes momentos. desenhar a família que desejarem. Os dese-
Sendo a família o primeiro e mais próximo nhos possibilitarão ter uma ideia da noção de família
grupo de convivência da criança, procura-se abor- que eles têm. Mantenha os desenhos expostos
dar costumes e hábitos cotidianos que permeiam enquanto estiver trabalhando a lição.
as relações entre seus membros, assim como
Atividade 3
suas tradições culturais. Articulando-se a esse
contexto, é trabalhada também a grande diversi- A exposição dos desenhos provavelmente apresen-
dade da família brasileira, que expressa os dife- tará uma grande diversidade na organização familiar,
rentes grupos étnicos e a riqueza cultural que proporcionando elementos para que sejam acolhidos os
caracterizam a população do país. diversos arranjos familiares presentes entre os meninos
e as meninas da classe ou em seu grupo de convívio.
Introdução Você pode conversar com os alunos, estimu-
lando-os a falar sobre quem vive em sua casa. Uma
Explore a imagem de abertura, identificando
forma interessante seria explorar os papéis de cada
junto com os alunos as diversas atividades e pes-
um: quem cuida de quem, quem faz os trabalhos
soas de diferentes gerações representadas. Deixe
domésticos, quem trabalha fora, quem estuda, se há
que os alunos falem livremente de suas impressões
alguém que trabalha e estuda...
sobre as personagens da cena ilustrada.
Com isso será possível a inclusão de vivências
Nesta conversa inicial podem ser abordadas as
diversas, abrindo-se espaço para famílias não tradicio-
variadas relações familiares, dependendo da expe-
nais (crianças “criadas” pela família sem adoção for-
riência do aluno. É importante que todos possam mal, irmãos que são cuidados por uma irmã ou um
falar de sua família, de como ela é estruturada, e que irmão maior e assim por diante).
sua vivência seja aceita e respeitada. Procure valori-
zar as relações de afeto que se estabelecem entre Atividade complementar
os membros da família de cada um. Peça a cada aluno que escreva uma frase sobre o
tema deste capítulo. O registro poderá ser feito no
Atividade – Saber ser caderno e depois lido para a classe. Discuta com os
Peça aos alunos que responderam afirmativamente alunos: com nossos familiares aprendemos a conhe-
que contem o que ocorreu, compartilhando suas expe- cer melhor o mundo em que vivemos. As brincadei-
riências com os colegas. Os relatos devem introduzir a ras, os jogos e as conversas que temos com nossos
conversa sobre situações de conflito vividas com familia- familiares nos permitem reconhecer as diferenças
res. Estimule-os a refletir sobre os motivos e as conse- entre as pessoas e a respeitá-las.
quências, os sentimentos envolvidos, as atitudes. PÁG. Atividade 1
Ressalte que, nessas situações, é importante buscar
soluções, mantendo atitudes de respeito em relação ao
37 Converse com os alunos sobre as diferentes
famílias que eles conhecem. Depois, oriente a
outro. Situações de conflito fazem parte das relações, observação das fotografias, chamando a atenção para
tanto familiares como escolares, sendo importantes para o número de pessoas, homens, mulheres, etc.
o crescimento intelectual e emocional, e para aprender a
lidar com divergências, contrariedades, adversidades. PÁG. Informações sobre a família romana
38 [A sociedade romana era] uma sociedade
Atividade complementar patriarcal, centrada, juridicamente, ao menos,
Para fazer um levantamento das referências na figura do pater familias. [...] A familia compreen-
familiares dos alunos, pergunte-lhes quem são as dia tudo que estava sob a autoridade ou proprie-
pessoas de sua família. Peça-lhes que escrevam no dade do pai, os filhos, a esposa, os escravos, os
caderno, identificando as relações existentes (pais, animais. A origem da palavra familia, famel, “escravo
irmãos e outros). doméstico”, demonstra que esse conjunto de pes-

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soas dependia do pater, não necessariamente o pai PÁG. Atividade 5
físico ou genitor (genitor, parens) mas o senhor ou
dono da casa (= dominus). 41 Caso os alunos não consigam as informações
com seus familiares, procure auxiliá-los. Se você
Funari, Pedro Paulo A. Antiguidade clássica: achar conveniente, converse com os alunos sobre como
a história e a cultura a partir dos documentos. Campinas: se formou o seu sobrenome. Pode ser interessante
Ed. da Unicamp, 2003. p. 100. também mencionar um ou outro sobrenome de signifi-
cado claro ou de origem facilmente identificável (so-
Tal definição se refere evidentemente a famílias
brenomes italianos, russos, espanhóis, etc.). Isso pode
abastadas, com muitos bens e propriedades. Os escra-
iniciar o contato com a pluralidade étnica e cultural do
vos, propriedades de uma família – no sentido romano
Brasil. No entanto, é necessário tratar com naturalidade
da palavra – não podiam sequer se casar, o que não
o fato de muitas crianças não terem informações sobre
significa, no entanto, que eles não pudessem, na prá-
a origem ou o significado de seu sobrenome.
tica, formar casais e, caso fossem alforriados, contar
com certo reconhecimento de seus laços matrimoniais. PÁG. Registros – Álbum de família
Os pobres só podiam formar famílias pequenas, em 42 Em conversa com os alunos, verifique se sabem
geral compostas de pais e filhos e poucos bens. o que é um álbum de fotografias e se a família
deles tem. Se houver alguém que não conheça, peça a
Funari, Pedro Paulo A. Império e família em Roma.
São Paulo: Atual, 2000. p. 10. um dos colegas que explique, compartilhando sua vivên-
cia. É necessário estar atento para que as desigualdades
Todo o parentesco estruturava-se na oposição entre eles não se tornem motivos de risos, deboches ou
entre pai e mãe e seus parentes. Os parentes do pai, que exclusão. Valorize atitudes solidárias.
definia a identidade dos filhos e estabelecia os vínculos Realizadas as atividades, avalie com os alunos a
de herança, nome, culto, residência, eram severos. quantidade de informações que conseguiram levan-
Os tios e avós paternos eram distantes e exigentes. Os tar. Assim, poderão perceber o valor documental das
parentes do lado materno, sem vinculações institucio- fotografias.
nais, já que as crianças não herdavam bens, nome,
culto e residência da mãe, estabeleciam relações muito PÁG. Atividade 2
mais ternas com seus afilhados, netos e sobrinhos. 43 Estimule os alunos a refletir sobre o tema.
Mencione que as diferentes histórias, muitas
Funari, Pedro Paulo A. Roma: vida pública e vida privada.
São Paulo: Atual, 2009. p. 44. vezes, se devem às origens das famílias. É importante
valorizar atitudes de respeito.
PÁG. Atividade 1
Atividade 3
39 O depoimento de dona Risoleta, tomado Para dar início à conversa, retome com os alunos
como fonte histórica, explicita alguns elemen-
tos de suas relações familiares, numa época passada o levantamento feito no início do capítulo sobre as
(início do século XX). Ao mesmo tempo que se traba- diferenças que podem existir entre as famílias e
lha o conceito de família, reafirmam-se os conceitos registre-as no quadro de giz. Número de pessoas,
composição, origens, costumes são algumas das res-
de fonte e de tempo histórico.
postas que podem ser mencionadas.
PÁG. Atividade 3 Em seguida, peça-lhes que imaginem como seria se
40 De acordo com o modo de vida das famílias todas as famílias fossem iguais, tivessem as mesmas
ou da experiência dos alunos, as respostas opiniões, concordassem em tudo, tivessem os mesmos
podem variar. Alguns podem mencionar as estei- hábitos e a mesma cultura. Depois, solicite-lhes que
ras ou o cesto como objetos comuns em seus respondam ao item a e justifiquem suas respostas.
lares. Se isso ocorrer, aproveite para comentar Ao se manifestarem, os alunos exercitam a
com a turma que, além das famílias serem diferen- expressão oral e iniciam a prática de organizar e arti-
tes umas das outras, cada família tem seu próprio cular ideias com coerência.
modo de vida. Alguns elementos que são mais Com base nas respostas, estimule-os a refletir
comuns hoje não existiam no passado, como o sobre respeito e tolerância nos relacionamentos tanto
sofá espumado, no lugar do canapé, ou os tapetes individuais quanto em grupo.
de diversos tamanhos e formatos, no lugar da
esteira. Capítulo 2 Convivência em família
Atividade 4 Nesse capítulo aborda-se a convivência com
Explore com os alunos os objetos citados, per- os familiares, observando seus hábitos e costu-
guntando-lhes qual a importância de determinado mes cotidianos. Pretende-se que os alunos refli-
objeto na história da família de cada um; por que ele tam sobre sua participação nas atividades da
é guardado, etc. Essas perguntas podem ser oportu- família, estimulando atitudes de cooperação e
nas para observar o conceito de fonte histórica que os colaboração nos afazeres domésticos.
alunos construíram até o momento.

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dupla jornada de trabalho. No diálogo com os alunos, essa
Espera-se também que os alunos entrem em questão pode ser aprofundada com exemplos dados por
contato com algumas mudanças pelas quais passou eles. Pode-se reforçar a ideia de que os costumes de uma
a família no Brasil, em especial a situação das mulhe- sociedade mudam ao longo do tempo, pela ação das
res. Além disso, procura-se apresentar a noção de pessoas que vivem nessa sociedade. Assim, é impor-
que as diferenças nos hábitos e costumes das famí-
tante destacar que o costume de as mulheres fazerem
lias, muitas vezes, estão relacionadas à sua origem.
todo o trabalho de casa precisa mudar, e isso é tarefa de
todas as pessoas, incluindo as crianças.
PÁG. Atividade prévia Atividade 4
44 Peça aos alunos que procurem no dicionário o Acompanhe a realização da atividade conside-
significado da palavra “convivência” e o regis- rando que os alunos podem enfrentar dificuldade para
trem no caderno. expressar o que desejam em texto escrito. Auxilie-os
na organização das ideias, sem cobrar, neste
Atividade 2
momento, correção ortográfica, para que não se sin-
Para ter uma ideia de como é a convivência fami- tam desestimulados em função de eventuais erros.
liar dos alunos, faça um levantamento das atividades
Converse com eles sobre a colaboração nos afa-
e da rotina deles. Considerando que na turma há pro-
zeres domésticos, incentivando-os a refletir sobre o
vavelmente realidades diferentes, faça o levanta-
que podem realizar, considerando a idade que têm.
mento com cautela, evitando constrangimentos e
Instigue-os, comentando que também há maneiras de
exposições desnecessárias.
colaborar sem realizar tarefas. De que forma? Evitando
Você pode organizar os alunos em pequenos gru- alguns comportamentos, como deixar brinquedos ou
pos para discutir questões como: Todos os dias são materiais escolares espalhados, abandonar calçados
iguais em sua família? O que você faz quando chega ou roupas pelos cômodos da casa, deixar toalha
da escola? Que mudanças você percebe nos fins de molhada sobre a cama, largar lixo (papéis, embala-
semana e feriados em sua casa? gens, latinhas) em qualquer lugar da casa, etc.

PÁG. Atividade prévia Atividade complementar


45 Faça um levantamento sobre a rotina de seus É possível continuar a atividade complementar da
alunos. Anote no quadro de giz e chame a página 45 pedindo aos alunos que conversem com os
atenção para as semelhanças e diferenças. Embora a adultos de sua casa para saber o que eles faziam para
rotina seja semelhante, há sempre diferenças que colaborar nos afazeres domésticos quando eram crianças.
dependem da dinâmica de cada família, das ocupa- Oriente-os para que anotem as informações no caderno.
ções de seus membros. Converse com eles sobre as informações que
Atividade complementar levantaram: Eles realizavam as mesmas tarefas que as
Peça aos alunos que conversem com familiares crianças realizam hoje? Há diferença entre o que os
sobre as atividades que realizavam no dia a dia meninos e as meninas faziam? Isso mudou? etc. A
quando tinham a idade deles. Oriente-os para que partir das semelhanças e diferenças levantadas,
registrem no caderno as informações obtidas. comente sobre mudanças e permanências que ocorre-
ram ao longo do tempo.
Na sala de aula, os alunos deverão fazer um quadro
comparativo entre o cotidiano dos familiares quando PÁG. Atividade 2
eram crianças e o deles. Apresente um modelo (suges-
tão a seguir). Depois, peça-lhes que os comparem,
47 Você pode estimular os alunos a contar coisas
agradáveis que envolvem a família: passeios
verificando semelhanças e diferenças. Converse sobre
que costumam fazer, festas, comidas especiais, etc. É
as mudanças e permanências que observaram.
importante que as crianças possam falar com liber-
Como era antes Como é agora dade e ouçam com atenção a fala dos colegas.
Os meninos jogavam futebol Os meninos jogam futebol
na rua. na quadra. PÁG. Atividade 3
As crianças iam à escola a pé. As crianças vão à escola a pé.
48 Pergunte aos alunos o que sabem sobre os
povos indígenas, seus costumes, seus hábi-
... ... tos alimentares, sua rotina. O objetivo dessa atividade
é trabalhar as diferenças de costumes, valorizando a
PÁG. Atividade 3 pluralidade cultural.
46 Você pode conversar com os alunos sobre a
importância de dividir as tarefas em casa. Informações sobre os Yawanawá
Atualmente, em grande parte das famílias, as mulheres O povo Yawanawá vive às margens do rio Gregório,
trabalham fora de casa, repartindo com os homens o no estado do Acre, em lugar de difícil acesso. Por
sustento da família. No entanto, quando chegam do tra- muitos anos esses indígenas foram forçados a convi-
balho, muitas têm de arcar com as tarefas domésticas e ver com seringueiros e missionários. Desde o início
o cuidado dos filhos, caracterizando-se uma cansativa do século XX, os Yawanawá trabalharam para seringa-

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listas brasileiros. Não eram remunerados por seus
serviços e ainda tinham de conviver com todo tipo de Espera-se que o aluno perceba que o Brasil
abusos em sua própria terra. Depois de muitas atroci- recebeu pessoas do mundo inteiro, pelas mais
dades, em 1983 o povo Yawanawá conseguiu que seu diversas razões: os portugueses, que chegaram à
território fosse demarcado e expulsou todos os não terra onde viviam os povos indígenas; os africanos,
indígenas. que foram trazidos como escravos para trabalhar;
outros povos europeus (italianos, espanhóis e ale-
Segundo dados do Censo de 2010, a população mães, por exemplo) e orientais (principalmente
Yawanawá no Acre é composta de 565 pessoas, a japoneses e árabes), que vieram em busca de traba-
maioria jovens e crianças. Esse povo também está lho e de uma vida melhor.
presente no Peru e na Bolívia.
O povo Yawanawá buscou apoio em instituições
Atividade prévia
do governo, organizações não governamentais e
Depois de ler o texto com os alunos, você pode
empresas privadas para melhorar as condições de
conversar com eles sobre a origem de suas famílias.
vida no território indígena em que vivem e para refor-
Alguns terão como antepassados pessoas que vieram
çar sua autonomia. Atualmente, os Yawanawá contam
de outro país. Estimule-os a dizer o que sabem sobre
com uma escola indígena, um posto de saúde, entre
essa origem: quem imigrou (bisavós, avós, etc.),
outras melhorias.
quando vieram para o Brasil, de onde, por que motivo.
Para conhecer mais sobre esse povo e enriquecer Muitos alunos vêm de famílias cujas origens se perde-
seu trabalho com as crianças, sugerimos o livro ram no passado, outras guardam lembranças relaciona-
Costumes e tradições do povo Yawanawá, de Aldaiso das à história do Brasil: seus antepassados foram indí-
Luiz Vinnya, Maria Luiza Pinedo Ochoa e Gleyson de genas, africanos ou portugueses. O mais importante é
Araújo Teixeira (Org.), editado pela Organização dos que as crianças possam perceber que as famílias brasi-
Professores Indígenas do Acre e pela Comissão Pró- leiras têm origens étnicas e culturais diversas e que
-Índio do Acre em 2006. A obra está disponível em: mantêm em seus costumes muito dessa herança.
<http://www.cpiacre.org.br/pdfs/projeto_yawa_
visualizacao.pdf>. Acesso em: 28 maio 2014. PÁG. Atividade 3
Atividade 5
55 Depois de os alunos responderem, peça que
PÁG. troquem os cadernos, para saber quais pratos
50 No Brasil, a profissão de médico era basica- especiais foram citados pelos colegas. Não é necessá-
mente masculina até o final do século XIX. A rio que seja um prato típico, que tenha sua origem em
primeira médica formada no Brasil foi Rita Lobato outras culturas. Pode ser um prato que tenha signifi-
Velho Lopes, na Faculdade de Medicina da Bahia em cado para o aluno e sua família. O aluno deve justificar
1887. Nas Forças Armadas, a presença feminina é por que sua família considera aquele prato especial.
bem mais recente. A primeira mulher a fazer parte Verifique se todos conhecem os pratos mencionados.
do Exército foi Elza Cansanção Medeiros, que ingres- Caso não conheçam, convide o aluno que o indicou a
sou em 1943 e serviu como enfermeira da Força contar como é e, se souber, qual é a origem do prato.
Expedicionária Brasileira na Itália, na Segunda Guerra PÁG. Atividade 3 – Saber ser
Mundial. Na Marinha, as primeiras mulheres só
56 Estimule os alunos a refletir sobre a identi-
foram admitidas em 1980; em 1982, o mesmo acon- dade das pessoas, não só como indivíduos,
teceu na Aeronáutica. mas também como parte de determinado grupo,
etnia, nacionalidade, etc.
PÁG. Atividade 2 – Saber ser
Dê alguns exemplos para que eles possam refletir
51 Nem todas as famílias têm momentos de lazer
sobre o estranhamento em relação ao diferente, ao
e diversão. Há pais que trabalham muito e dis- desconhecido. Ao fazê-lo, verifique o que é estranho
põem de pouco tempo, outros que não têm condições para alguns alunos, mas não para outros. Alguns
financeiras e não procuram diversões gratuitas, etc. É exemplos de costumes alimentares que podem ser
importante os alunos perceberem as diferentes realida- citados são: comer peixe cru, uma iguaria da cozinha
des, sem avaliá-las como certas ou erradas. Na con- japonesa; comer abacate com sal e temperos, como
versa entre as crianças, valorize as atitudes de res- é costume nos países da América Latina. Outros
peito, sobretudo em relação às opiniões divergentes. exemplos podem ser dados com relação à vesti-
menta, hábitos domésticos, festas, etc. Vale lembrar
Capítulo 3 As famílias brasileiras que não é preciso ser de outro país para ter costumes
diferentes. Uma pessoa do campo, por exemplo, po-
Nesse capítulo é abordada a diversidade étnico- de não conhecer um grande mercado, estabeleci-
-cultural das famílias brasileiras, considerando os mento comum em metrópoles. Também é possível
povos que as constituíram e tomando como ponto mencionar as diferentes paçocas brasileiras. A paçoca
de partida as origens das famílias dos alunos, assun- do Nordeste é um prato salgado feito com farinha de
tos trabalhados no capítulo anterior. mandioca e carne. A paçoca de amendoim, consu-
mida nas regiões Sudeste e Sul, é uma sobremesa.

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PÁG. Vamos fazer! Painel da minha família Atividade – Saber ser
57 O objetivo da atividade é a representação da Registre no quadro de giz as situações menciona-
família, não como uma hierarquia de laços de das pelos alunos. Observe que se trata de uma avalia-
parentesco biológico (como seria uma árvore genea- ção pessoal, isto é, segundo os valores deles. Por
lógica), mas como a rede de relações sociais que se isso é necessário que apresentem justificativas para
apresenta concretamente para o aluno. Ao elaborar o as respostas dadas.
painel, eles poderão perceber as diferentes gerações É interessante colocar outras questões, como: O
e as denominações de parentesco atribuídas em seu que aconteceria se todos falassem ao mesmo tempo?
grupo familiar. Deverão ser acolhidas todas as formas E se fizessem tudo o que desejam e quando dese-
de parentesco que a criança trouxer de sua experiên- jam? A reflexão sobre comportamento no relaciona-
cia. Você pode enfatizar o fato de que o mais impor- mento em grupo será o ponto de partida para o traba-
tante são os laços afetivos presentes na relação lho com normas, direitos e deveres. Retome com os
familiar e que não há apenas uma forma de família. alunos noções trabalhadas anteriormente, como res-
Todas são igualmente importantes. peito, cooperação, solidariedade.

PÁG. Atividade 1 Atividade complementar


58 Faça a leitura das imagens com os alunos, Faça com os alunos um levantamento dos dife-
observando detalhes como vestuário, pentea- rentes espaços da escola. Peça-lhes que escolham e
do, aparência das fotografias. Peça-lhes que apontem desenhem seu espaço predileto da escola e, depois,
diferenças e semelhanças em relação ao tempo atual. escrevam por que o escolheram.

PÁG.
Atividade 3 – Saber ser
59 O objetivo é trabalhar a noção de direito, des-
Capítulo 1 As primeiras escolas
tacando aqui o direito a um nome e a um
sobrenome. Os alunos devem perceber a importância Nesse capítulo são tratados professores e alu-
da certidão de nascimento (esse documento foi visto nos, os sujeitos do processo ensino-aprendizagem,
no passado e sobretudo no Brasil. Para isso, observa-
na abertura do capítulo) para ter acesso pleno a outros
-se os grupos sociais aos quais cada um pertencia.
direitos, como saúde, educação e benefícios. Além
disso, o nome e o sobrenome de uma pessoa podem Pretende-se que os alunos identifiquem na
revelar um pouco da sua história, dos seus laços de escolarização um processo histórico, e que,
parentesco, das origens da sua família, da filiação, embora muito antiga, ela somente esteve à dispo-
etc. Dessa forma, é um elemento fundamental para a sição de todos os brasileiros no século XX.
construção da própria identidade.
PÁG. Atividade 1
Unidade 3 A escola
62 É interessante pedir aos alunos que descrevam
a cena representada na imagem, inclusive ves-
A escola é mais um espaço de convívio dos timentas, objetos, pessoas. Por essa observação, não
alunos, onde eles se relacionam com diferentes
há elementos que possibilitem aos alunos identifica-
pessoas e estabelecem novos laços, ultrapas-
rem se a pintura é recente ou não. Entretanto, com
sando os limites do âmbito familiar. É também o
base na legenda, que informa o povo que produziu o
espaço do aprendizado, da aquisição de novos
conhecimentos e saberes, da percepção de nor- vaso com a pintura, em conhecimentos históricos e
mas que regulam as relações entre as pessoas. nas características da obra e da cena representada,
Partindo desse ponto de vista, procura-se histori- seria possível dizer que não se trata de pintura recente.
cizar a escola, identificando alunos e professores Na pintura estão representados alunos (de pé) e
e seus grupos sociais, no passado e no presente, professores (sentados) durante aula de música e retó-
observando mudanças e permanências. rica. O vaso é datado de cerca de 500-460 a.C. Peça
São apresentadas também algumas caracte- aos alunos que mencionem as pistas que seguiram
rísticas da educação escolar indígena e da escola para chegar às respostas e, assim, justificá-las.
das comunidades quilombolas.
PÁG. Informações sobre a educação
63 pública no Brasil
Introdução
A Constituição de 1824 previa a gratuidade
Oriente a observação da imagem chamando a
do ensino, e a lei de 15 de outubro de 1827 afirma:
atenção dos alunos para detalhes como o que há nas
paredes, o que há sobre a mesa da professora, como “Em todas as cidades, vilas e lugares mais populo-
são as carteiras e seu estado de conservação, como sos haverá as escolas de primeiras letras que forem
está a limpeza da sala, etc. Pergunte-lhes se a escola necessárias”. É em razão dessa lei que o dia 15 de
da ilustração é nova ou antiga e como eles chegaram outubro foi consagrado como Dia do Professor.
a essa conclusão. Pergunte‑lhes também se todas as A obrigatoriedade do ensino só foi estabelecida
salas de aula são iguais a essa. no século XX, durante a Era Vargas. Na Constituição

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de 1934, a educação era reconhecida como um direito Capítulo 2 A convivência na escola
do cidadão e o Estado passou a ser obrigado a manter
escolas de nível primário (atual Ensino Fundamental I).
Nesse capítulo, os alunos poderão identificar a
Atividades 1 e 2 escola como espaço de convívio entre pessoas que
PÁG.
não têm a mesma origem familiar, ou seja, sem grau
64 Observe que as duas atividades se comple- de parentesco (com algumas exceções, como pro-
mentam. Após a leitura das imagens e das fessores com filhos que estudam na mesma escola
legendas (atividade 1), os alunos concluirão que o em que lecionam). Eles devem perceber a necessi-
trabalho infantil perdurou mesmo depois da obrigato- dade de regras que vigorem nas relações entre as
riedade do ensino gratuito (atividade 2). pessoas de um grupo, estabelecendo alguns
Por que muitas crianças continuaram a trabalhar, padrões de comportamento e conduta para que
em vez de estudar? Coloque essa questão para os todos desfrutem de ambiente saudável e adequado
alunos discutirem. Verifique se conhecem crian- para o aprendizado e o convívio com o outro. É
ças que trabalham. Reflita, com os alunos, se uma importante deixar claro para os alunos que as regras
criança que trabalha consegue ter bom desempenho devem favorecer as relações pautadas pelo respeito,
na escola, se chega bem alimentada e descansada pelo espírito cooperativo e pela solidariedade.
para se dedicar aos estudos. Depois, comente sobre
o Estatuto da Criança e do Adolescente. PÁG. Atividades prévias
De acordo com essa lei, instituída em 1990, o 68 Após a leitura do texto, peça aos alunos que
trabalho infantil é proibido. Adolescentes de 14 e 15 identifiquem o autor, o título do livro, a editora
anos só podem trabalhar como aprendizes. que o publicou, o ano em que foi publicado.
Posteriormente, uma emenda constitucional aumen- Você pode fazer um levantamento com eles das
tou esse limite para 16 anos. atitudes que aprendem na escola e que são importan-
tes para a convivência com os colegas, professores e
PÁG. Atividade prévia
funcionários.
65 Leia com os alunos o texto sobre o direito à
educação. Depois, questione-os sobre o que Atividade 2 – Saber ser
pensam da frase “educação é direito de todos”. Peça Proponha aos alunos que encenem a situação do
que ilustrem a ideia com um desenho. texto, representando como se comportariam em relação
a Rodrigo. Por meio da dramatização, eles irão expressar
Atividade 3 sua opinião sobre a situação. Na encenação, comporta-
Apesar de a escola ter sido reconhecida como direito mentos e atitudes não devem ser julgados; entretanto,
de todos há cerca de oitenta anos e ser proibido o traba- é importante a reflexão. Explique que, às vezes, uma das
lho de menores de 14 anos, essa situação perdura e ainda reações em relação ao diferente, ao estranho, em um
há crianças fora da sala de aula. Encaminhe essa reflexão primeiro momento, é o riso, mas deve-se tomar cuidado
de maneira que os alunos expressem sua opinião. para não desrespeitar nem ofender o outro; quando isso
ocorrer, enfatize a importância de dialogar.
PÁG. Atividade 2
Atividade 2b
67 A conversa envolvendo opiniões e relatos dos É comum as crianças terem dificuldade em lidar
próprios alunos ou de outras pessoas, além
de contribuir para o desenvolvimento da expressão com o erro, com a derrota, com o fracasso, enfim,
oral, proporciona momentos em que as crianças com- com frustrações. Aproveite a oportunidade para con-
partilham suas vivências e experiências. Valorize versar sobre o assunto, propondo que digam livre-
mente o que acham. Avalie as opiniões e faça interven-
esses momentos, incentivando-as a se expressarem.
ções, no sentido de eles perceberem que erros e der-
Atividade 3 rotas fazem parte do processo de aprendizagem,
Inicialmente, você pode conversar com os alu- amadurecimento, crescimento.
nos sobre a capacidade de ler e escrever. No mundo PÁG. Atividade prévia
atual são competências importantes para a formação
profissional.
69 Antes de realizar a atividade, peça aos alunos
que identifiquem as situações de desrespeito
Comente que um dos grandes problemas do Brasil que aparecem na ilustração. Certifique-se de que eles
é o analfabetismo funcional. Não se trata de pessoas que entenderam cada uma das situações apresentadas.
nunca foram à escola. Elas sabem ler, escrever e contar,
mas não conseguem compreender um texto escrito. Atividade 2
Procure trabalhar com os alunos noções como
Um aspecto importante a destacar é o papel da lei-
participação, colaboração e respeito, necessárias à
tura de obras de ficção, como poemas, romances e con-
convivência e às realizações em grupo.
tos, que podem despertar a imaginação e a criatividade.
É interessante conversar também sobre a leitura PÁG. Atividade 1
iconográfica, ou seja, de gráficos, mapas, ilustrações, 70 Antes de realizar a atividade, peça aos alunos que
fotografias, esquemas, símbolos. identifiquem as situações de desrespeito

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que aparecem na ilustração. Eles devem mencionar: que, na sala de 1914, as carteiras são compartilhadas,
menina jogando papel no chão, menino deixando torneira enquanto na atual são individuais. Há também móveis
aberta, menino excluindo menina de jogo de futebol. variados na sala de 1914, enquanto na foto atual
Sobre esse último aspecto da ilustração, é interessante há poucos móveis além das carteiras e da mesa do
aprofundar com os alunos o tema da igualdade de direitos professor.
das mulheres. Pode-se reiterar que, se antes o futebol era
um jogo quase só de meninos, hoje é jogado também por PÁG. Atividade prévia
meninas. E que as meninas que gostam de futebol têm 73 Antes da leitura do texto, converse com os
direito de jogar, sem gozações ou agressões. Pode-se alunos sobre o papel da mulher na sociedade
ainda chamar a atenção dos alunos para a gravidade da atual. Pergunte-lhes se as mães trabalham fora de
agressão às mulheres, em todas as circunstâncias. casa e em que trabalham; se já observaram quantas
mulheres trabalham na escola e que funções elas
Atividade 2 exercem. Comente sobre a atuação da mulher na
As noções de direitos e deveres são quase sem- sociedade, no passado e no presente, observando
pre tratadas como obrigações que devem ser cumpri- que hoje é comum estudarem, terem as mais diver-
das de ambos os lados. O assunto pode ser abordado sas profissões e exercerem diferentes funções.
de outro modo, com maior naturalidade, ou seja, do
ponto de vista de atitudes e comportamentos assimi- Atividade 3 – Saber ser
lados, sem que necessitem ser sempre cobrados. Registre no quadro de giz as hipóteses levantadas
Converse com os alunos sobre a necessidade de pelos alunos. Depois, converse sobre as mudanças
normas na sala de aula e na escola, considerando a con- que ocorreram ao longo do tempo no papel exercido
vivência em grupo e os objetivos almejados por todos. pelas mulheres na sociedade. Cerca de um século
atrás, grande parte das mulheres – em especial as das
PÁG. Atividade 3 – Saber ser classes mais abastadas – dedicava-se inteiramente às
71 Comente com os alunos sobre a identidade tarefas domésticas, ao cuidado dos filhos e aos traba-
de cada um, mencionando características físi- lhos manuais, como costura e bordado. Mesmo as
cas, emocionais, culturais, para que compreendam mulheres que tinham um emprego – muitas mulheres
que todo ser humano é único e, por isso, diferente. das famílias menos favorecidas trabalhavam fora de
Enfatize que essas diferenças não podem ser motivo casa – não exerciam todas as profissões. Também não
de exclusão ou discriminação e é nesse sentido que votavam. No decorrer do século XX, por meio de lutas
todos são iguais. As diferenças devem ser respeita- em diferentes partes do mundo, elas conquistaram
das conferindo igualdade de direitos a todos. diversos direitos, como o direito ao voto e o acesso
pleno ao mercado de trabalho. Hoje ainda lutam para
Ao tratar de diferenças e igualdade, é oportuno
conquistar as mesmas posições e remuneração que
trabalhar inclusão social de pessoas com deficiência,
as dos homens nas empresas em que trabalham.
seja motora, visual, auditiva ou outra qualquer.
Estimule os alunos a refletir sobre as dificuldades que PÁG. Saiba mais
elas enfrentam para se inserir na sociedade, em fun- 74 Neste boxe, procurou-se apresentar alguns
ção da falta de condições adequadas para, por exem- suportes e instrumentos de escrita que foram
plo, locomover-se em locais públicos. utilizados por diferentes povos ao longo do tempo. É
Se houver alunos com algum tipo de deficiência importante enfatizar que os suportes de escrita não
na turma, cuide para não criar constrangimentos ao se sucederam, isto é, não se pode dizer que o tablete
abordar o assunto. Se concordar, o aluno pode contar de argila foi substituído pelo pedaço de cerâmica.
aos colegas os problemas que enfrenta, comparti-
lhando suas experiências. PÁG. Atividade 1

Capítulo 3 A escola ontem e hoje


75 Observe o boletim com os alunos e registre
no quadro de giz os nomes das disciplinas.
Leia com os alunos o nome de cada disciplina e per-
Nesae capítulo são abordadas as mudanças e gunte-lhes quais delas eles não conhecem.
as permanências nos modelos escolares em dife-
rentes momentos, comparados entre si e à reali- Com base nas diferenças mencionadas, procure
dade do aluno. Espera-se que ele compreenda trabalhar a noção de processo histórico, ou seja, de
que os objetivos da escolarização variam de que ao longo do tempo as disciplinas escolares se
acordo com o povo e a época. transformaram, mas que as mudanças não ocorreram
da noite para o dia, e sim gradativamente.

PÁG. Atividades 1 e 2 PÁG. Registros – Agenda


72 O espaço físico das salas de aulas praticamente 76 É interessante mostrar sua agenda aos alunos
se manteve nos dois momentos: todas têm para que observem como são feitos os apon-
carteiras alinhadas, nas quais se sentam os alunos. tamentos. Se tiver guardado agendas de anos anterio-
Com relação às diferenças nos dois momentos, observe res, leve-as para a aula e mostre-as aos alunos.

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Atividade complementar preender e assimilar a mensagem transmitida pelo
Prepare cópias de uma folha de agenda, prefe- professor em uma língua que não é a sua? Cada
rencialmente do dia seguinte ao que for realizar a língua contém e expressa uma visão de mundo
atividade. Vá levantando com a classe as atividades rica em significados, conceitos e explicações dos
programadas para o dia seguinte: aulas de que acontecimentos e fenômenos da natureza e da
matéria, horário do lanche, aniversários, consulta vida social. No caso dos índios que conseguiram
médica, visita a amigo ou familiar e tudo mais que preservar sua própria língua, como é o caso dos
se costuma anotar numa agenda. Essa atividade que habitam o Parque Indígena do Xingu, o por-
possibilitará aos alunos perceber em que situação tuguês é uma língua estrangeira, o que não quer
se usa a agenda. dizer que não será ensinado na escola, muito pelo
contrário; o português é ferramenta fundamental
PÁG. Atividade 1 para permitir a comunicação com a sociedade não
77 Antes de iniciar a atividade, mencione aos indígena que não só é dominante numericamente,
alunos a diversidade de povos indígenas exis- como é a que define as regras, as leis e as normas
tentes no Brasil. Cada povo tem sua própria língua, gerais de convívio entre os dois mundos. [...]
seus costumes, suas tradições, enfim, sua própria
cultura. Pergunte-lhes o que sabem sobre escolas Escolas do PIX
indígenas: São iguais às não indígenas? Nelas são A vida escolar é recente para os povos xin-
ministradas as mesmas disciplinas? Quem são os guanos; deu seus primeiros passos na década de
professores? Depois, você pode apresentar aos alu- 1980 e ainda é uma história em construção.
nos como exemplo as escolas do Parque Indígena do Hoje, existem ali 50 escolas, aproximadamente
Xingu, de acordo com as informações a seguir. 1 500 alunos e 120 professores indígenas. Elas
adotam alguns padrões das escolas dos brancos,
Informações sobre educação escolar no
como por exemplo a merenda, mas os produtos
Parque Indígena do Xingu
para seu preparo são adquiridos na própria
A educação escolar para povos indígenas no aldeia. O que é específico são os currículos e o
Brasil foi, desde a época colonial, utilizada para calendário, pois cada aldeia pode traçar um cro-
catequizá-los, [...] com o intuito de doutriná-los nograma que melhor lhe convém, desde que
nos valores da religião católica. O método se utili- respeitados os números de hora/aula determi-
zava do ensino em português e a repressão do uso nado pela legislação brasileira. [...]
de suas próprias línguas. A partir da década de
Atualmente, o maior desafio para os moradores
1950, as metodologias de ensino para a doutrina-
do PIX é poder oferecer o terceiro ciclo do ensino
ção dos índios continuaram valendo, com a [...]
fundamental e o ensino médio para suas crianças e
tarefa de integrar os índios à sociedade brasileira
jovens, pois é muito difícil para os pais enviarem seus
por intermédio de valores cristãos. [...]
filhos para fora do Parque para completar os estudos.
Essa situação começou a mudar a partir da Alguns contam com casas de parentes nas cidades,
elaboração da Constituição de 1988, quando os mas é uma opção para poucos e, assim mesmo, mui-
povos indígenas iniciaram uma luta para garantir tos acabam voltando por dificuldades financeiras.
sua sobrevivência como povos diferenciados dentro
Instituto Socioambiental. Almanaque socioambiental:
da sociedade brasileira, através do direito à demar- Parque Indígena do Xingu 50 anos. São Paulo: Instituto
cação de terras, saúde e escolas diferenciadas. Socioambiental/Ministério da Cultura, 2011. p. 155-163.
Desde então, conseguiram a garantia legal de seu Disponível em: <http://www.socioambiental.org/sites/blog.
direito a uma escola diferenciada, específica, inter- socioambiental.org/files/publicacoes/10380_0.pdf>.
cultural e multilíngue. O princípio por trás do Acesso em: 28 maio 2014.
conceito de escola diferenciada é que, se os povos
indígenas têm línguas, histórias e culturas específi- PÁG. Informações sobre a educação
cas e distintas entre si, as escolas indígenas devem, 78 Guarani
também, dialogar com as peculiaridades de cada A aldeia da Lomba do Pinheiro, que para os
povo e responder às necessidades que surgem Guarani é a Tekoá Anhetenguá, é composta por
dessa situação de diferenças. doze famílias nucleares, configurando uma
As aulas nas escolas do Parque Indígena do população de setenta e cinco pessoas, sendo que
Xingu [PIX] são em língua indígena, a alfabetiza- a maior parte é proveniente da Argentina, num
ção é na língua materna e o português é ensinado movimento de reapropriação das terras ances-
como segunda língua. Isso acontece porque um trais situadas a leste da região sul da América.
índio aprende desde pequeno a falar a língua da Todas as pessoas da Tekoá Anhetenguá são falan-
sua mãe (que nem sempre é a do seu pai, caso ele tes do idioma Guarani, reconhecido por eles
seja de outra etnia). Como, então, poderia com- como Mbyá. [...]

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Mesmo que na memória coletiva a escola figure no interior de grandes propriedades, bem como a
como um aparato da cultura ocidental, cuja impo- compra de terras, tanto durante a vigência do sis-
sição motivou a saída de Missiones, na Argentina, tema escravocrata quanto após sua abolição.
conforme relatam os moradores atuais da aldeia,
O que caracterizava o quilombo, portanto, não
nos últimos três anos a escola está em processo de
era o isolamento e a fuga e sim a resistência e a
implantação. Não há um prédio específico para a
autonomia. O que define o quilombo é o movi-
escola [...]. O professor Guarani, indicado pelas
mento de transição da condição de escravo para a
lideranças tradicionais da aldeia, reúne-se em torno
de camponês livre.
de vinte crianças e profere as aulas quase que
exclusivamente em sua língua materna. Com o Tudo isso demonstra que a classificação de
auxílio de professoras ligadas à Universidade comunidade como quilombola não se baseia em
Federal do Rio Grande do Sul, desenvolvem tam- provas de um passado de rebelião e isolamento,
bém, na aldeia, aulas para um grupo de pessoas mas depende antes de tudo de como aquele grupo
adultas, que evidenciou o desejo de falar portu- se compreende, se define.
guês, a ler e escrever, a fim de dar conta do contato
Atualmente, a legislação brasileira já adota este
constante com a cidade.
conceito de comunidade quilombola e reconhece
Bergamaschi, Maria Aparecida. Educação escolar indígena: que a determinação da condição quilombola advém
um modo próprio de recriar a escola nas aldeias Guarani. da autoidentificação.
Cadernos Cedes, Campinas, v. 27, n. 72, p. 199-200, maio/
ago. 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ Comissão Pró-Índio de São Paulo. Disponível em: <http://
ccedes/v27n72/a06v2772.pdf>. Acesso em: 6 maio 2014. www.cpisp.org.br/comunidades/html/i_oque.html>.
Acesso em: 28 maio 2014.

PÁG. Atividade complementar PÁG. Atividade 1


79 Você pode conversar com os alunos sobre as 80 O relato da escola do tempo do senhor Ariosto
palavras de origem africana que fazem parte auxilia a compreensão das noções de tempo,
da linguagem cotidiana no Brasil. Você pode lembrar permanência, mudança. Você pode explorar o depoi-
de algumas, como angu, farofa, quindim, zanzar, mento, pedindo aos alunos que comparem os fatos
batuque, etc., e pedir que digam o significado. relatados com a realidade deles.
Um bom material de referência para esse assunto Atividade 2 – Saber ser
é o livro Memória das palavras, disponível em: <http://
A questão propõe retomar as noções de cooperação,
www.acordacultura.org.br/sites/default/files/kit/
colaboração e solidariedade nas atitudes em relação ao
Memoria_MEC.pdf>. Acesso em: 28 maio 2014.
outro. Peça aos alunos que escrevam o que fariam e,
Informações sobre comunidades depois, troquem o caderno com um colega para ver o que
quilombolas ele faria. Proponha uma conversa entre as duplas para
que justifiquem suas respostas e verifiquem se muda-
As comunidades remanescentes de quilombos
riam de atitude influenciados pela atitude do colega.
são reconhecidas como comunidades com caracterís-
ticas próprias a serem respeitadas e valorizadas. Para Atividade 3
obter mais informações, que poderão enriquecer seu Você pode colocar no quadro de giz os itens que
trabalho em sala de aula, sugerimos o site da os alunos deverão abordar para facilitar a organização
Comissão Pró-Índio de São Paulo, do qual foi extraído do texto. Os relatos não serão iguais, porque há sem-
o texto a seguir. pre um lado afetivo nesses relatos.
[...] Deste modo, comunidades remanescentes PÁG. Vamos fazer! Cartaz
de quilombo são grupos sociais cuja identidade 81 Esta atividade deve ser realizada em duas
étnica os distingue do restante da sociedade. etapas: pesquisa e confecção de cartaz.
É importante deixar claro que, quando se fala Oriente e acompanhe o trabalho de pesquisa dos
em identidade étnica, trata-se de um processo de grupos, considerando a faixa etária dos alunos. Caso
autoidentificação bastante dinâmico, e que não se tenham dificuldades, auxilie-os na busca de soluções.
reduz a elementos materiais ou traços biológicos Na confecção dos cartazes, estimule-os a usar a
distintivos, como cor da pele, por exemplo. criatividade. Verifique a possibilidade de realizar a ati-
vidade com o professor de Arte.
[...] as comunidades de quilombo se constituí-
ram a partir de uma grande diversidade de proces- PÁG. Atividade 1
sos, que incluem as fugas com ocupação de terras 82 Ao comentar as respostas dos alunos, você
livres e geralmente isoladas, mas também as heran- pode explicar que a transmissão oral existe
ças, doações, recebimentos de terras como paga- ainda hoje com mais ou menos frequência, depen-
mento de serviços prestados ao Estado, simples dendo do grupo cultural. Os indígenas ensinam oral-
permanência nas terras que ocupavam e cultivavam mente suas tradições aos mais jovens como meio de

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preservá-las. Nas sociedades não indígenas também seguida, pergunte se algum aluno tem algo a acres-
existe transmissão oral, representada pelas histórias centar e, com a ajuda de todos, escreva uma defini-
contadas pelos mais velhos, pelas tradições de cada ção para bairro que reflita o conjunto das ideias da
família, pelas brincadeiras que as crianças ensinam classe. Os alunos devem registrá-la no caderno.
umas às outras. Na escola, os professores também Atividade – Saber ser
fazem exposições orais para explicar os conteúdos
Após a conversa, comente com os alunos que ati-
aos alunos. Vale lembrar que não há sociedade que
tudes consideradas pequenas, como não jogar papel
registre todos os conhecimentos por escrito. na rua, também contribuem para a limpeza, manuten-
PÁG.
Atividade 2 ção, conforto dos locais públicos. Peça-lhes que imagi-
83 Se achar oportuno, solicite aos alunos que façam nem uma só pessoa jogando uma latinha de refrige-
a atividade em folha avulsa, ou cartaz, para mon- rante na rua. Além de sujar, pode causar um acidente,
tar um mural na sala de aula sobre a escola do passado e como um tropeço seguido de queda. Depois, peça-
a escola do presente. Peça aos alunos que ilustrem, com -lhes que imaginem duas pessoas fazendo o mesmo.
desenhos ou cópias de fotos, suas entrevistas. Por fim, é Como ficaria a via pública? E se forem centenas delas?
importante observar que a 1a série do entrevistado deverá Atividade complementar
corresponder ao 2o ano do aluno. Se possível, organize um passeio a pé pelo quar-
Essa atividade possibilitará ao aluno comparar pre- teirão da escola, para que os alunos façam uma ati-
sente e passado, verificando mudanças e permanências vidade de observação do bairro onde a escola se
com base em sua realidade e na experiência de pessoas localiza. Eles devem levar material para fazer anota-
que ele conhece, tornando o aprendizado significativo. ções. É possível trabalhar esse conteúdo integrado
com Geografia, propondo que representem o quartei-
Atividade 3 – Saber ser rão por meio de um desenho. Você pode também
Os alunos poderão refletir sobre a situação apre- propor uma atividade interdisciplinar com Língua
sentada no item b, com base nas experiências que Portuguesa, na qual os alunos escrevam uma descri-
relataram no item a. Essa reflexão poderá contribuir ção das imediações da escola.
para promover atitudes de solidariedade.
Capítulo 1 Diferentes bairros
Unidade 4 Ruas e bairro
Nesse capítulo pretende-se que o aluno iden-
Nessa unidade, são abordados ruas e bairro tifique o bairro como um espaço de convívio, que
como outros espaços de vivência dos alunos, consi- se diferencia por suas construções, pelos tipos de
derando a vizinhança e as pessoas que conhecem estabelecimentos e atividades, etc.
dos estabelecimentos que frequentam. E, obser-
vando as mudanças pelas quais esse espaço passou PÁG. Atividade prévia
ao longo do tempo, assim como as condições de
vida nele, procura-se trabalhar sua historicidade.
86 Você pode levar para a sala de aula alguns
cartões-postais para que os alunos possam
observar e manusear.
Introdução Atividade prévia
PÁG.
A proposta das atividades é avaliar os conheci-
mentos prévios dos alunos, verificando as noções 87 Pergunte aos alunos: É necessário identificar
as ruas? Por quê? De que maneira as ruas
que têm de rua, bairro e de patrimônio histórico.
podem ser identificadas? Por exemplo: nomes, núme-
Considerando que, para a faixa etária deles, a ros, letras... Que tipo de identificação é mais usado
noção de tempo ainda não está plenamente desenvol- no bairro em que está situada a escola?
vida, verifique o que entenderam por antigo.
Reserve alguns minutos para que cada aluno ana-
Atividade complementar
lise a imagem. Chame a atenção para a limpeza das Você pode propor uma pesquisa sobre o nome da
ruas e a organização do bairro. Pergunte aos alunos rua onde está localizada a escola. Os alunos devem
investigar a que ou a quem se refere o nome: se é
se, na opinião deles, existem bairros como esse. Em
uma homenagem a uma pessoa, pesquisem quem
seguida, pergunte qual é a pista que indica se tratar
foi; se é um acontecimento histórico, busquem infor-
de um bairro em transformação.
mações sobre o fato; se é um animal ou planta, pes-
Atividade prévia quisem suas características; e assim por diante.
É interessante conversar com os alunos sobre o Os moradores de São Paulo e de Fortaleza podem
nome do bairro onde moram e a concepção que eles consultar na internet a origem, o significado e quem
têm de bairro. É possível que eles tenham trabalhado, são os homenageados nos nomes das ruas de suas
recentemente, esse conteúdo em Geografia. Peça- cidades, nos endereços eletrônicos <http://www.
‑lhes que escrevam no caderno a definição de bairro. dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br/>, para São
Depois, selecione alguns alunos para ler em voz alta Paulo, e <http://www.dicionarioderuasfortaleza.com.
o que escreveram e registre no quadro de giz. Em br/>, para Fortaleza. Acessos em: 28 maio 2014.

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PÁG. Atividade prévia um lado para o outro. Quem for pego passa a aju-
dar os pegadores.
88 Converse com os alunos sobre as maneiras
como eles se divertem. O que fazem nos Friedmann, Adriana. A arte de brincar: brincadeiras e jogos
finais de semana? Qual a diferença de atividades dos tradicionais. Petrópolis: Vozes, 2004. p. 24, 41 e 63.
dias de semana e dos finais de semana? Qual o pro- PÁG. Atividade prévia
grama preferido deles?, etc.
89 Converse com os alunos sobre o bairro onde
moram. O que há no bairro? O que falta? O
Atividade 1 que poderia ser melhorado? No caso de um ou mais
Faça a leitura das imagens com os alunos. A criação alunos morarem em ruas que não têm nome, em
do título, que deve transmitir o conteúdo da fotografia, comunidades carentes e favelas, evite constrangi-
permite que exercitem a capacidade de síntese.
mentos e trate o assunto com naturalidade.
É interessante conversar sobre o perigo de brin-
Verifique se os alunos conhecem dois bairros dife-
car em ruas com muito movimento de veículos, situa-
rentes da cidade. Faça uma tabela no quadro de giz e vá
ção comum em grandes centros urbanos. Deve-se
anotando as diferenças apontadas por eles. Se necessá-
abordar essa questão mesmo em cidades menores,
dado o aumento do número de carros e motos nas rio, pergunte-lhes, por exemplo: O bairro A tem árvores
ruas. É necessário alertar os alunos a terem cuidado nas ruas? E o B? Tem prédios altos? Tem transporte
ao jogar bola ou andar de bicicleta, por exemplo. público? Tem muito movimento de pedestre? etc.
Atividade 4 – Saber ser
Atividade 2
PÁG.

Depois de realizar a brincadeira, você pode pedir 90 Se os alunos não conhecerem esses recursos
aos alunos que “contem” por escrito como se brinca. que possibilitam às pessoas com deficiência
Ou seja, eles devem escrever os procedimentos, as se locomover pela cidade, explique como são e para
regras e as condições para vencer. Isso possibilitará a que servem.
eles exercitar a competência escritora, organizando Informações sobre a acessibilidade para
ideias e articulando os conteúdos com clareza para
deficientes físicos
que o leitor entenda.
Meio-fio rebaixado: permite a travessia de cadei-
Veja a seguir algumas sugestões de brincadeiras rantes e pessoas com deficiência visual. As rampas
que podem ser realizadas no pátio da escola. substituem escadas e também auxiliam os deficien-
Brincadeiras de rua tes visuais, mas principalmente cadeirantes. O sono-
rizador de farol possibilita às pessoas com deficiência
Ajuda-ajuda visual saber que o sinal mudou e elas podem atraves-
sar. Já existe sonorizador de farol em algumas cida-
Tira-se um dos participantes para iniciar como des brasileiras, mas ainda é raro.
pegador. Os demais vão se esconder.
PÁG. Atividade 1
Cada participante pego passa para o lado pega- 91 Leia com os alunos o texto sobre a moradia de
dor, ajudando-o. Assim vai até que todos sejam pegos. dona Lia e solicite-lhes que observem a foto-
grafia do Complexo da Maré. Comente com os alunos
Coelhinho sai da toca que a fotografia representa parte do Complexo da
Os participantes formam um grande círculo, divi- Maré nos dias atuais.
didos em trios; dois ficam de mãos dadas (formando É importante orientar a conversa dos alunos,
a toca) e o terceiro fica no meio, representando o chamando a atenção para a dificuldade de mora-
coelhinho. No centro do círculo ficam duas ou mais dia nas cidades. Com a especulação imobiliária,
crianças, que serão os coelhinhos sem toca. A um espaços com melhor infraestrutura tornaram-se
sinal combinado, todos os coelhos mudam de toca, e muito valorizados e encareceram. Isso, aliado à
as crianças que estão no centro da roda tentam ocupar carência de moradias populares, faz com que as
um dos lugares vagos. Os que ficarem sem toca irão famílias mais pobres só tenham condições finan-
para o centro, dando continuidade ao jogo. ceiras de viver em áreas menos valorizadas, com
infraestrutura mais precária.
Travessia na floresta Atividade 2
Traça-se no chão um retângulo bem grande (a Os alunos podem verificar se existem em seu
floresta). Dentro ficam três participantes que são os bairro locais para caminhadas, áreas públicas para a
pegadores, fora ficam os demais, à vontade. prática de esporte, oficinas de música, teatro ou
fotografia e biblioteca, entre outros. Peça-lhes que
Dado o sinal do início, os jogadores que estão anotem o nome do local, o dia da semana e o horário
fora tentam cruzar o retângulo, isto é, a “floresta”, de funcionamento, a faixa etária a que se destina.
sem serem pegos. Os três jogadores de dentro ten- Depois do levantamento, você pode escrever o
tam pegar os “forasteiros” que cruzam a floresta de nome dos locais no quadro de giz, e cada grupo esco-

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lherá um dos lugares para fazer o cartaz. Os cartazes Atividade 3
podem ser colocados na escola ou, se possível, em Oriente os alunos para que escrevam o nome do
espaços de divulgação ao público, como farmácias, bairro e dividam a página em duas colunas: Serviços
padarias ou associações. que existem e Serviços que não existem. Outra
alternativa é fazerem uma lista única com todos os
Capítulo 2 A vida no bairro
serviços, cada um seguido de um quadradinho para
Nesse capítulo trabalham-se a importância que marquem X nos que existem. Neste caso, eles
dos serviços públicos para a garantia da qualidade devem fazer uma legenda: X = serviços que existem.
de vida de uma comunidade e a necessidade da Atividade complementar
participação dessa comunidade na busca de solu-
Solicite aos alunos que pesquisem em jornais,
ções para seus próprios problemas.
revistas ou na internet notícias sobre a falta de servi-
Procura-se também refletir sobre a convivên- ços públicos em uma comunidade. Organize um varal
cia nos bairros, observando as diferenças no na sala de aula com as notícias, discutindo os temas
relacionamento entre as pessoas. das reportagens, inicialmente em pequenos grupos e,
posteriormente, em uma roda.
PÁG. Atividade prévia
Atividade 5
92 É interessante fazer um levantamento das PÁG.

condições que a classe acredita serem essen- 95 Na conversa com os alunos, procure mostrar
ciais para garantir a qualidade de vida das pessoas em que há atitudes que cada um pode tomar,
um bairro. Peça aos alunos que expliquem suas res- como não destruir os equipamentos públicos e só
postas. Liste as sugestões deles no quadro de giz e jogar o lixo nos locais adequados. No entanto, cabe
solicite que as registrem no caderno. ao poder público – no caso dos problemas aponta-
dos, principalmente às prefeituras e aos governos
PÁG. Atividade prévia estaduais – a resolução desses problemas por meio
93 Você pode conversar com os alunos sobre as de políticas públicas adequadas. Os cidadãos podem
relações de amizade que eles têm com seus se mobilizar para exigir das autoridades as providên-
vizinhos. Pergunte se costumam brincar na rua com cias necessárias. Podem também participar de pro-
outras crianças da vizinhança, se moram em prédio, jetos sociais para buscar soluções para alguns des-
se há outras crianças com quem brincam, se os pais ses problemas, em ações diretas e pela articulação
se relacionam com os vizinhos, se há festas que com o poder público. Esse aspecto será trabalhado
incluem a vizinhança. Pergunte também com quais a seguir.
adultos da vizinhança eles se relacionam.
PÁG. Informações sobre a Pracatum
Atividade 3 – Saber ser
96 O Candeal [...] tem uma história marcada
Com base nas respostas da atividade prévia, faça pela presença de mulheres fortes desde sua
com os alunos um levantamento de atitudes e compor- origem, em 1781, quando as terras foram adqui-
tamentos que permeiam essas relações. Registre no ridas por uma mulher negra que acabara de che-
qua­dro de giz, verificando o que julgam ser importante. gar da África para comprar a liberdade de paren-
Por exemplo: cumprimentar sempre as pessoas, tratá- tes. Josepha de Sant’Anna [...] casou-se com o
-las com educação, ser solícito e prestativo, etc. muçulmano livre Manoel Mendes e constituiu
Estimule os alunos a compartilhar suas experiências. família que hoje chega a mais de seiscentos des-
PÁG. Atividade 1 cendentes.
94 Peça aos alunos que atentem para a data dos Até o início da década de 1990 o Candeal era
locais fotografados. Há cerca de um século de uma roça em terreno alagadiço, com muitas árvores,
diferença entre uma fotografia e outra. Entretanto, hortas e vertentes de água. O poder aquisitivo de
observa-se que ainda hoje existem locais onde a pres- seus moradores era muito baixo, as habitações pre-
tação de serviço público é precária. Na data da foto, cárias, faltavam luz elétrica, água corrente e sanea-
1908, Teresina não tinha ainda energia elétrica, que só mento básico. Desde o início dos anos 80, um de
chegaria em 1914. Veja que não há postes nem fiação. seus moradores, Carlinhos Brown, vinha manifes-
Na foto da direita, pode-se ver que o bairro é servido tando preocupação com o local onde nascera e vivia.
de luz elétrica (os postes podem ser vistos em [...] Aproveitando a vocação artística desses jovens,
segundo plano, atrás das casas), mas não de esgoto. criou a Escola Profissionalizante de Músicos de Rua
Energia elétrica, água encanada e rede de esgoto são e, mais tarde, a Associação Pracatum Ação Social
alguns dos serviços públicos básicos, a que todos os (Apas), uma organização não governamental com
cidadãos têm direito. Você pode destacar a impor- dois grandes projetos: a Escola de Música Pracatum,
tância da água tratada e da rede de esgoto para a para formação musical, e o Tá Rebocado, para desen-
prevenção de doenças. volvimento de infraestrutura habitacional e urbana.

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Através deste segundo projeto, foram construídos Informações sobre os três Rs
conjuntos habitacionais em alvenaria, rede de luz
elétrica, assim como saneamento urbano: coleta de Os 3Rs para controle do lixo são Reduzir,
lixo, esgotamento sanitário e abastecimento de água Reutilizar e Reciclar. Reduzindo e reutilizando se
através de rede pública. [...] Do Candeal saíram gru- evitará que maior quantidade de produtos se trans-
pos musicais importantes e valorizados no mercado formem em lixo. Reciclando se prolonga a utilidade
cultural, como a Timbalada e o Hip Hop Roots, e de recursos naturais, além de reduzir o volume de
muitos dos ex-alunos da Escola de Música Pracatum lixo.
atuam como profissionais, sendo que alguns forma-
ram sua própria banda. [...]
Paulafreitas, Ayêska. O milagre do Candeal: identidade e Reduzir:
representação do cotidiano de mulheres na narrativa de
Fernando Trueba. Disponível em: <http://www.uesc.br/ Reduzir o lixo em nossas casas implica [...]
seminariomulher/anais/PDF/Mesas/AY%C3%8ASKA%20 reduzir o consumo de tudo o que não nos é real-
PAULAFREITAS.pdf>. Acesso em: 6 maio 2014.
mente necessário. Isto significa rejeitar produtos
Atividade 6c com embalagens plásticas e isopor, preferindo as de
Você pode apresentar aos alunos alguns exemplos papelão, que são recicláveis, que não poluem o
concretos. Qual seria a solução para a grande quanti- ambiente e desperdiçam menos energia.
dade de lixo que se acumula devido à coleta pouco
frequente? Sugerir a separação do lixo reciclável é uma Reutilizar:
alternativa, pois reduz drasticamente a quantidade de
lixo. Tente apresentar exemplos que sejam compatíveis Reutilizar significa usar um produto de várias
com a realidade dos alunos. maneiras. Como exemplos:
PÁG. Registros – Entrevista a) reutilizar depósitos de plásticos ou vidro
98 Comente com os alunos que a entrevista é para outros fins, como plantar, fazer brinquedos;
um importante documento de registro oral.
b) reutilizar envelopes, colocando etiquetas adesi-
Nesta atividade são apresentados alguns proce-
vas sobre o endereço do remetente e destinatário;
dimentos para a realização de entrevistas. Oriente
os alunos, considerando a faixa etária deles. Você c) aproveitar folhas de papel rasuradas para
pode ler as perguntas propostas e pedir-lhes que anotar telefones, lembretes, recados;
sugiram outras. É interessante criar com eles o
roteiro final da entrevista. Cuide para que as pergun- d) instituir a Feira de Trocas para reciclar, apro-
tas não sejam constrangedoras para o entrevistado. veitando ao máximo os bens de consumo, como:
Ao término do trabalho, peça-lhes que escrevam roupas, discos, calçados, móveis.
a história do bairro, usando as informações obtidas na
entrevista. Havendo dúvidas sobre o que foi relatado Reciclar:
na entrevista, oriente os alunos a buscar outras fontes
de informação em livros, jornais e na internet. [...] Este processo consiste em fazer coisas
novas a partir de coisas usadas. A reciclagem reduz
PÁG. Atividade 1 o volume do lixo, o que contribui para diminuir a
99 Essa atividade permite integrar conhecimen- poluição e a contaminação, bem como [atua] na
tos de Ciências, sobretudo no que diz res- recuperação natural do meio ambiente, assim como
peito aos hábitos de higiene e à prevenção de doen- economiza os materiais e a energia usada para
ças. É importante comentar com os alunos que, com fabricação de outros produtos.
a rede de esgoto, os dejetos são coletados e podem
Prefeitura de Fortaleza. Reciclagem, reutilização e redução.
passar por tratamento antes de serem lançados ao Disponível em: <http://www.fortaleza.ce.gov.br/acfor/
mar. No entanto, em grande número de cidades não reciclagem-reutilizacao-e-reducao>. Acesso em: 29 maio 2014.
existem estações de tratamento dos esgotos, e eles
são lançados nos rios ou no mar sem tratamento Capítulo 3 A história dos bairros
nenhum, causando intensa poluição da água. No
Brasil, apenas cerca de 38% dos esgotos são trata- Nesse capítulo trabalha-se o processo de
dos. Nos locais sem rede de esgoto, os dejetos são transformações pelo qual os bairros passam ao
lançados em fossas sépticas. longo do tempo, tanto aqueles de ocupação antiga
quanto os de ocupação recente. Assim como a
Atividade – Saber ser família e a escola, observa-se o contexto histórico
Reduzir, Reutilizar, Reciclar: verifique com os alu- de surgimento e mudanças dos bairros.
nos se as famílias deles praticam esses três Rs.
Articulado a esse conteúdo, procura-se apre-
Incentive-os a pensar em soluções para problemas sentar o conceito de patrimônio histórico.
da comunidade, seja a familiar, a escolar ou a do bairro.

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PÁG. Atividade prévia como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (Iphan) define os patrimônios cultural e
100 Faça um levantamento com os alunos dos
histórico.
nomes de bairros que eles conhecem.
Pergunte-lhes: O nome de um bairro pode estar rela- O patrimônio cultural é o conjunto de manifes-
cionado com sua história? Todos os bairros têm histó- tações, realizações e representações de um povo.
ria ou só os bairros antigos? Como podemos conhe- Ele está presente em todos os lugares e atividades:
cer a história de um bairro? nas ruas, em nossas casas, em nossas danças e
Atividade 1 músicas, nas artes, nos museus, escolas, igrejas e
Pergunte aos alunos: Vocês já passaram por praças. Nos nossos modos de fazer, criar e traba-
praça com coreto? Por que a praça é um lugar lhar. Nos livros que escrevemos, na poesia que
importante do bairro? Comente com eles que a declamamos, nas brincadeiras que fazemos, nos
praça deveria ser um espaço de convivência dos cultos que professamos. Ele faz parte de nosso coti-
moradores do bairro, mas nos dias atuais isso não diano, forma as identidades e determina os valores
ocorre com frequência. de uma sociedade. É ele que nos faz ser o que
somos. [...]
PÁG. Atividade complementar
102 Se possível, reúna previamente informações Bens culturais e patrimônio cultural
sobre o nome da rua da escola e o que signi-
fica; quando surgiu o bairro; procure saber o que Na nossa vida pessoal aquilo a que atribuímos
havia no local antes de a escola ser construída; valor se torna um bem – algo que buscamos manter,
quais são os prédios mais antigos e os mais novos preservar, pois nos enriquece de alguma forma. Ao
na rua da escola. Compartilhe com os alunos os falarmos do nosso patrimônio cultural, nos referi-
dados coletados e construa com eles a história do mos ao conjunto de bens que constituem a nossa
bairro. Depois, eles podem contar essa história para cultura, algo que nos enriquece enquanto povo.
outras turmas.
Segundo a definição do Art. 216 da Constituição
PÁG. Atividade 1 da República Federativa do Brasil, o patrimônio
103 Depois da leitura do texto e da análise das cultural brasileiro constitui-se dos ‘bens de natu-
imagens, retome com os alunos os aspectos reza material e imaterial, tomados individualmente
que indicam mudanças na paisagem. Pergunte-lhes: ou em conjunto, portadores de referência à identi-
Como podemos perceber que o bairro ou a rua muda- dade, à ação, à memória dos diferentes grupos
ram? Chame a atenção para os diferentes ritmos de formadores da sociedade brasileira, nos quais se
mudanças, estabelecendo comparações, como a
incluem:
observação de edifícios que foram demolidos, do
monumento a Tiradentes que foi construído e de alte- I - as formas de expressão;
rações em prédios que já existiam, como a ampliação
da Escola de Minas, na época Palácio dos Governado- II - os modos de criar, fazer e viver;
res de Minas Gerais.
III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
PÁG. Atividade prévia
104 Faça um levantamento de locais históricos da IV - as obras, objetos, documentos, edificações
cidade ou de outras localidades que já foram e demais espaços destinados às manifestações
visitadas pelos alunos. Valorize os pontos históricos artístico-culturais;
da própria cidade, se houver. Solicite que eles indi-
quem as características desses locais. Se possível, V - os conjuntos urbanos e sítios de valor his-
leve para a sala de aula fotografias, recortes de jornais tórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleon-
e revistas ou livros de lugares históricos da cidade, tológico, ecológico e científico.’
para os alunos verem. As atividades envolvendo a Krohn, Ellen Christina Ribeiro (e outros). Educação patrimo-
busca de objetos e lembranças do passado possibili- nial. Programa mais educação. Brasília: Ministério da
tam trabalhar as relações entre passado e presente. Cultura/Iphan. s.d. p. 3 e 10. Disponível em: <http://portal.
iphan.gov.br/baixaFcdAnexo.do?id=3838>.
Informações sobre patrimônio
Acesso em: 6 maio 2014.
cultural e histórico
Edifícios, obras de arte, costumes e outras prá- Procure conhecer os projetos e o site do Iphan, no
ticas e objetos, que remontam ao passado, mas endereço eletrônico <http://portal.iphan.gov.br>.
são importantes no presente, são considerados Acesso em: 29 maio 2014. Se achar adequado, dê
parte do patrimônio histórico e são protegidos por exemplos de locais protegidos pelo Iphan e traga fotos.
lei. A preservação de todo o patrimônio cultural, Para finalizar, você pode pedir que anotem a seguinte
incluído o histórico, é importante para a compreen- frase no caderno e a completem: “É importante prote-
são da identidade nacional brasileira. Veja, a seguir, ger os edifícios e objetos históricos porque…”

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PÁG. Atividade 4 PÁG. Atividade 7 – Saber ser
105 Essa atividade pode ser feita oralmente com a 109 Registre no quadro de giz as respostas dos
classe toda. Você pode também orientar a alunos. Depois, avalie se as soluções apresen-
observação, definindo alguns elementos. No caso dos tadas são viáveis e comente cada uma com eles.
objetos: o material de que foram feitos, a função de Peça que reflitam sobre as dificuldades que as pes-
cada um deles, a época em que foram usados, etc. No soas com deficiência enfrentam no dia a dia, não só na
caso do documento escrito: qual era sua função, quem locomoção, mas também em atividades que realizam.
escreveu o bilhete, qual o ano em que foi feito. A obra A partir das respostas, pergunte: Todos os cida-
de arte pode ser descrita pelo ano em que foi feita, dãos brasileiros têm direitos iguais?
pelo autor da pintura, pelo local representado nela.
PÁG. Atividade 2 – Saber ser €€Sugestões de leituras e sites para
106 Trabalhe com os alunos a noção de patrimônio
o aluno
histórico como um bem comum de todos os
brasileiros. Cuidar desse bem é dever de todos, não
apenas dos órgãos governamentais. Leituras
ƒƒAmos, Eduardo. Se essa rua fosse minha.
Vamos fazer! Carta e envelope
PÁG.
São Paulo: Moderna, 2002.
107 Desenhe um envelope no quadro de giz e
O autor parte da cantiga popular para falar de amiza-
peça aos alunos que ajudem a preenchê-lo.
des, brincadeiras, festas e criação de uma rua ideal.
Pergunte-lhes: De que lado deve ser escrito o destina-
O livro mostra a responsabilidade das pessoas na
tário? E o remetente?
percepção e na resolução de problemas urbanos.
Destaque a importância do correto preenchi-
mento do envelope para que a correspondência che- ƒƒCisalpino, Murilo. O tempo é feito de muitos
gue ao seu destino. tempos. São Paulo: Formato, 2006.
A atividade foi planejada para o envio de uma carta Mundinho e seu avô passeiam pela cidade em que
pelo correio. No entanto, dependendo das condições da vivem, observam personagens e paisagens compa-
classe, você pode adaptar os procedimentos para uma rando com as memórias do avô. O leitor percebe que
simulação na sala de aula. Em vez de colar selos reais, as a partir de experiências pessoais é possível construir
crianças poderão desenhar o selo no envelope. Em lugar uma percepção sobre o passado e o presente.
de ir ao correio depositar a carta, poderão entregá-la a cole-
gas previamente combinados. Pode ser interessante fazer ƒƒCole, Babette. Meu pai é um problema. São
uma “caixa de correio”, onde as crianças colocarão seus Paulo: Companhia das Letrinhas, 1992.
envelopes. Estes serão entregues aos destinatários por O “pai-problema” é um inventor que nas horas
você ou por outros alunos que farão o papel do carteiro. vagas enlouquece toda a família com criações extra-
Informações sobre o Código de ordinárias, como um robô em forma de coelho que
Endereçamento Postal (CEP) come a grama. Aos poucos, todos vão percebendo
Ao preencher o envelope, os alunos vão se depa- que é uma maravilha ter um pai ou um marido
rar com o campo do CEP. Explique que o CEP é um inventor.
código que ajuda os Correios a localizar as ruas em ƒƒ________. Minha mãe é um problema. São
todo o Brasil. Esse código evita que uma carta seja
Paulo: Companhia das Letrinhas, 1992.
entregue, por engano, em uma rua com o mesmo
nome daquela do endereço original. Veja, a seguir, um Uma mãe feiticeira que anda de vassoura, usa chapéu
texto dos Correios sobre o CEP. preto pontudo e, de vez em quando, prepara uma
maionese de minhoca pode ser um problema, mas as
O CEP foi criado pelos Correios em maio de
crianças adoram as feitiçarias dessa mãe diferente.
1971, com estrutura de 5 (cinco) dígitos. Sua divulga-
ção ao público em geral ocorreu com a publicação do ƒƒJaffé, Laura; Saint-Marc, Laure. Convivendo
Guia Postal Brasileiro, Edição 1971. Em maio de 1992, com a escola. São Paulo: Ática/Unicef,
sua estrutura foi alterada para 8 (oito) dígitos [...]. 1998.
CEP - Código de Endereçamento Postal. Disponível em: Neste livro, acontecimentos do dia a dia, jogos-testes
<http://www.correios.com.br/para-voce/correios-de-a-a-z/ e informações ajudam a criança a perceber o ambien-
cep-codigo-de-enderecamento-postal>.
te escolar como um espaço para tolerância e respeito.
Acesso em: 29 maio 2014.
PÁG. Atividades 3 e 4 ƒƒMurray, Roseana. Casas. São Paulo:
108 Converse com os alunos sobre a noção de Formato, 2009.
espaço público, distinguindo-o do privado. É A obra é composta de uma série de poemas com o
importante perceberem que todos são responsáveis tema casa. A partir da visão poética, o leitor conhe-
por esse espaço. ce as diferentes moradias.

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ƒƒNestrovski, Arthur. Histórias de avô e avó. ƒƒFazenda, Ivani. Interdisciplinaridade: qual o
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998. sentido? São Paulo: Paulus, 2003.
Neto de imigrantes russos, Arthur Nestrovski conta ƒƒJenkis, Keith. A história repensada. São
histórias sobre seus bisavós e avós, o que leva o Paulo: Contexto, 2003.
leitor a perceber diferenças e semelhanças entre os ƒƒKarnal, Leandro (Org.). História na sala de
grupos que formam a população brasileira.
aula. São Paulo: Contexto, 2003.
ƒƒRocha, Ruth. Quando eu for gente grande. ƒƒ­Perrenoud, Philippe. Construir as
São Paulo: Salamandra, 2011.
 competências desde a escola. Porto Alegre:
A personagem Alvinho relaciona todas as coisas que Artmed, 1999.
quer fazer quando ficar adulto. Seus planos possibili- ƒƒ_________; Thurler, Monica Gather. As
tam pensar sobre amadurecimento, ética e cidadania.
competências para ensinar no século XXI.
ƒƒSanta Rosa, Nereide Schilaro. Brinquedos e Porto Alegre: Artmed, 2002.
brincadeiras. São Paulo: Moderna, 2001. ƒƒPinsky, Carla B. (Org.). Fontes históricas.
O livro apresenta obras de arte e objetos da cultura São Paulo: Contexto, 2005.
popular que têm como tema brinquedos e brinca-
ƒƒ_________; Pinsky, Jaime (Org.). História da
deiras, como bolas, bonecas, pipas, piões, cabras-
cidadania. São Paulo: Contexto, 2003.
-cegas e cirandas.
ƒƒPinsky, Jaime et al. (Org.). O ensino de
Sites história e a criação do fato. São Paulo:
Acessos em: 25 jun. 2014. Contexto, 2009.
http://www.plenarinho.gov.br/ – Site da Câmara ƒƒVygotsky, Lev Semenovich. Pensamento e
Federal que apresenta as primeiras noções de cida- linguagem. São Paulo: Martins Fontes,
dania, política e democracia. 2008 (Série Psicologia e Pedagogia).
http://7a12.ibge.gov.br/ – Vamos conhecer o ƒƒZabala, Antoni. A prática educativa. Porto
Brasil? Esta é a proposta deste site destinado ao Alegre: Artmed, 1998.
público infantojuvenil com informações sobre: divi-
são territorial, espaço geográfico, riquezas naturais Sites
e características do povo brasileiro. Acessos em: 25 jun. 2014.

€€Sugestões de leituras, sites e http://www.mma.gov.br – Site do Ministério do


Meio Ambiente, em que o professor encontra os
mais diversos assuntos sobre meio ambiente e
revistas para o professor
educação ambiental.
Leituras http://www.tvcultura.com.br/aloescola/ – Portal
ƒƒBittencourt, Circe (Org.). O saber histórico que reúne conteúdos integrais de programas produzi-
na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1997. dos pela Rádio e Televisão Cultura (RTC), com assun-
ƒƒBrasil. Ministério da Educação. Secretaria tos que auxiliam a pesquisa e o aprendizado escolar.
de Educação Fundamental. Parâmetros http://www.museudapessoa.net/ – Museu vir-
curriculares nacionais: educação infantil. tual para preservação de histórias de vida. Fazem
parte do acervo: depoimentos, fotografias, docu-
Brasília: MEC/SEF, 1997.
mentos, desenhos, gravações em áudio e vídeo.
ƒƒ_________. Ministério da Educação.
http://pacto.mec.gov.br/ – Site do Pacto Nacional
Secretaria de Educação Fundamental.
pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) que divulga
Parâmetros curriculares nacionais: história e web conferências, documentos, relatos e material
geografia, 1a a 4a séries. Brasília: didático relacionados aos direitos de aprendizagem
MEC/SEF, 1997. das crianças, ao final do 3o ano do Ensino Fundamental.
ƒƒ_________. Ministério da Educação. http://portal.iphan.gov.br – Site do Instituto do
Secretaria de Educação Fundamental. Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan),
Parâmetros curriculares nacionais: história, que apresenta ações de proteção, preservação e
5a a 8a séries. Brasília: MEC/SEF, 1998. gestão do patrimônio histórico e artístico do país.

ƒƒColl, César et al. O construtivismo na sala http://redememoria.bn.br/ – Portal do projeto


Rede da Memória Virtual Brasileira, elaborado pela
de aula. São Paulo: Ática, 1996. Fundação Biblioteca Nacional, que apresenta conteú-
ƒƒDelors, Jacques. Educação: um tesouro a dos digitais inéditos e de relevância para a cultura
descobrir. São Paulo: Cortez/Unesco, 2003. regional e nacional.

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http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/ Certeau, Michel de. A escrita da História. Rio de
– Site da Revista Histórica, publicada pelo Arquivo Janeiro: Forense Universitária, 2008.
do estado de São Paulo, que divulga estudos sobre Chartier, Roger. A história cultural: entre práticas e
a história do Brasil desde o período Colonial até representações. Rio de Janeiro: Difel, 2009.
nossos dias. Coll, César. Psicologia e currículo. São Paulo: Ática,
2000.
Revistas ______ et al. O construtivismo na sala de aula. São
ƒƒPátio, revista pedagógica, Porto Alegre, Paulo: Ática, 1996.
Artmed. ______ et al. Os conteúdos na reforma. Porto
Alegre: Artmed, 1998.
ƒƒCiência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro,
Cunha, Manuela Carneiro da (Org.). História dos
SBPC. índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras/
ƒƒRevista de História da Biblioteca Nacional, Secretaria Municipal de Cultura/Fapesp, 1992.
Rio de Janeiro, Sociedade de Amigos da Fausto, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp/
Biblioteca Nacional (Sabin). FDE, 1997.
ƒƒGuia Prático para Professores: Ensino Ferro, Marc. A história vigiada. São Paulo: Martins
Fundamental, São Paulo, Escala. Fontes, 1989.
ƒƒHistória Viva, São Paulo, Duetto. Friedmann, Adriana. A arte de brincar: brincadeiras e
jogos tradicionais. Petrópolis: Vozes, 2005.
ƒƒNova Escola, São Paulo, Abril.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge). Atlas
ƒƒPresença Pedagógica, Belo Horizonte, geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2004.
Dimensão. ______. Meu 1o atlas. Rio de Janeiro: IBGE, 2005.
€€Bibliografia consultada Ísola, Leda; Caldini, Vera. Atlas geográfico Saraiva.
São Paulo: Saraiva, 2009.
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Abril. Almanaque Abril 2008. São Paulo: Abril, 2008.
Contexto, 2003.
Albergaria, Lino. Álbum de família. São Paulo: SM,
Karnal, Leandro (Org.). História na sala de aula.
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São Paulo: Contexto, 2003.
Aranha, Maria Lucia de Arruda. História da Le Goff, Jacques. História e memória. Lisboa:
Educação e da Pedagogia: geral e Brasil. São Edições 70, 2000. v. 1 e 2.
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Áries, Philippe. História social da criança e da Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
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Ensino Fundamental: o conhecimento físico. São Zabala, Antoni. A prática educativa. Porto Alegre:
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