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PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL Fazemos parte do Claretiano - Rede de Educação

PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

Fazemos parte do Claretiano - Rede de Educação

Claretiano – Centro Universitário Rua Dom Bosco, 466 - Bairro: Castelo – Batatais SP – CEP 14.300-000 cead@claretiano.edu.br Fone: (16) 3660-1777 – Fax: (16) 3660-1780 – 0800 941 0006 www.claretianobt.com.br

(16) 3660-1780 – 0800 941 0006 www.claretianobt.com.br Meu nome é Lílian Sobreira Gonçalves . Sou licenciada

Meu nome é Lílian Sobreira Gonçalves. Sou licenciada em Educação Artística, com habilitação em Música pela Universidade Federal do Paraná (1990). Fiz especialização em Educação Musical – Coral (2001) e em Música – Regência Coral (2008), na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (2008). Dedico-me à pedagogia musical desde 1989 e atuo como regente de coral desde 1995. De 2006 a 2012, atuei como professora de Percepção Musical e Técnica Vocal dos cursos de Graduação da Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Como aluna do Programa de Pós-Graduação em Música da Universidade Federal do Paraná, obtive o título de mestre em Música, na área de Educação Musical e Cognição, sob orientação da Profª. Drª. Rosane Cardoso de Araújo.

E-mail: profelilian.claretiano@gmail.com

Lílian Sobreira Gonçalves

PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

Batatais

Claretiano

2015

© Ação Educacional Claretiana, 2015 – Batatais (SP)

Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, a transmissão total ou parcial por qualquer forma e/ou qualquer meio (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação e distribuição na web), ou o arquivamento em qualquer sistema de banco de dados sem a permissão por escrito do autor e da Ação Educacional Claretiana.

CORPO TÉCNICO EDITORIAL DO MATERIAL DIDÁTICO MEDIACIONAL

Coordenador de Material Didático Mediacional: J. Alves

Preparação: Aline de Fátima Guedes Camila Maria Nardi Matos Carolina de Andrade Baviera Cátia Aparecida Ribeiro Dandara Louise Vieira Matavelli Elaine Aparecida de Lima Moraes Josiane Marchiori Martins Lidiane Maria Magalini Luciana A. Mani Adami Luciana dos Santos Sançana de Melo Patrícia Alves Veronez Montera Raquel Baptista Meneses Frata Rosemeire Cristina Astolphi Buzzelli Simone Rodrigues de Oliveira

Revisão: Cecília Beatriz Alves Teixeira Eduardo Henrique Marinheiro Felipe Aleixo Filipi Andrade de Deus Silveira Juliana Biggi Paulo Roberto F. M. Sposati Ortiz Rafael Antonio Morotti Rodrigo Ferreira Daverni Sônia Galindo Melo Talita Cristina Bartolomeu Vanessa Vergani Machado

Projeto gráfico, diagramação e capa: Eduardo de Oliveira Azevedo Joice Cristina Micai Lúcia Maria de Sousa Ferrão Luis Antônio Guimarães Toloi Raphael Fantacini de Oliveira Tamires Botta Murakami Wagner Segato dos Santos

Videoaula: José Lucas Viccari de Oliveira Marilene Baviera Renan de Omote Cardoso

Bibliotecária: Ana Carolina Guimarães – CRB7: 64/11

DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

780 G627p

Gonçalves, Lílian Sobreira Percepção, notação e linguagem musical / Lílian Sobreira Gonçalves – Claretiano, 2015. 80 p.

ISBN: 978-85-8377-422-8

Batatais, SP :

1. Notação. 2. Percepção. 3. Linguagem musical. 4. Treinamento auditivo. 5. Sinais musicais I. Percepção, notação e linguagem musical.

CDD 780

INFORMAÇÕES GERAIS

Cursos: Graduação

Título: Percepção, Notação e Linguagem Musical

Versão: dez./2015 Formato: 20x28 cm Páginas: 80 páginas

SUMÁRIO

CONTEúDO INTRODUTóRIO

 

1. INTRODUçãO

9

2. GLOSSáRIO DE CONCEITOS

11

3. EsquEma dos ConCEitos-ChavE

13

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRáFICAS

13

5. E-REFERÊnCias

14

unidadE 1 – NOTAçãO MUSICAL

 

1. INTRODUçãO

17

2. CONTEúDO BáSICO DE REFERÊNCIA

17

2.1.

ORIGEM DA NOTAçãO MUSICAL OCIDENTAL

17

2.2.

PENTAGRAMA

19

2.3.

PROPRIEDADES DO SOM

22

2.4.

CLAVES

27

3. CONTEúDO DIGITAL INTEGRADOR

32

3.1. ORIGEM DA NOTAçãO MUSICAL OCIDENTAL

32

3.2. PROPRIEDADES DO SOM

32

3.3. CLAVES E NOTAS MUSICAIS

33

4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS

33

5. CONSIDERAçÕES

35

6. E-REFERÊnCias

35

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRáFICAS

35

unidadE 2 – FIGURAS RÍTMICAS E COMPASSOS

 

1. INTRODUçãO

39

2. CONTEúDO BáSICO DE REFERÊNCIA

39

2.1.

RITMO

39

2.2.

COMPASSOS

45

2.3. UNIDADE DE TEMPO E UNIDADE DE COMPASSO

46

2.4. LEITURAS RÍTMICAS

53

3. CONTEúDO DIGITAL INTEGRADOR

55

3.1.

COMPASSOS

56

3.2. UNIDADE DE TEMPO E UNIDADE DE COMPASSO

56

 

3.3. RÍTMICA

56

4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS

57

5. CONSIDERAçÕES

58

6. E-REFERÊnCias

58

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRáFICAS

59

unidadE 3 – TOM E SEMITOM

 

1. INTRODUçãO

63

2. CONTEúDO BáSICO DE REFERÊNCIA

63

2.1. ALTERAçÕES

63

2.2. TOM E SEMITOM

65

2.3. ESCALA DIATÔNICA MAIOR

67

2.5.

SOLFEJO

71

3. CONTEúDO DIGITAL INTEGRADOR

73

3.1. ALTERAçÕES

73

3.2. TOM, SEMITOM E ESCALA DIATÔNICA MAIOR

74

3.3.

ENARMONIA

74

4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS

75

5. CONSIDERAçÕES

76

6. E-REFERÊnCias

76

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRáFICAS

76

apÊndiCE – sinais musiCais divERsos

 

1. INTRODUçãO

77

2. SINAIS DE DINâMICA

77

3. SINAIS DE ACENTUAçãO

78

4. SINAIS DE REPETIçãO

79

5. SUSPENSãO, PARADA E fErmata

80

CONTEÚDO INTRODUTÓRIO

Conteúdo

Conhecimento dos elementos básicos da teoria e da Percepção Musical por meio de atividades teóricas e práticas. Parâmetros do som. Notação musical e sua origem de escrita ocidental. Pauta/Pentagrama: notas musicais. Claves. Figuras rítmicas e suas relações com o pulso. Fórmula de compasso. Tom e semitom. Sinais de alteração e enarmonia. Leituras rítmicas sem subdivisão de pulso. Solfejo melódico. Sinais diversos (apêndice).

Bibliografia Básica

BENNETT, R. Elementos básicos da música. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

MED, B. teoria da música. Brasília: Musimed, 1996.

RAMIRES, M.; FIGUEIREDO, S. L. F. Exercícios de teoria musical: uma abordagem prática. 6. ed. São Paulo: Edição dos Autores, 2004. v. 1.

Bibliografia Complementar

BENNETT, R. forma e estrutura na música. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1986.

BENWARD, B.; KOLOSICK, J. T. Percepção musical: prática auditiva para músicos. 7. ed. Campinas: Ed. Unicamp/São Paulo:

Edusp, 2009. v. 1.

HINDEMITH, P. treinamento elementar para músicos. 4. ed. São Paulo: Ricordi, 1988.

POZZOLI, H. Guia teórico-prático para o ensino do ditado musical. São Paulo: Musicália S/A Cultura Musical, 1983.

RAMIRES, M. Harmonia: uma abordagem prática. 2. ed. São Paulo: Edição dos Autores, 2010. v. 1.

CONTEÚDO INTRODUTÓRIO

É importante saber: ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

Esta obra está dividida, para fins didáticos, em duas partes:

Conteúdo Básico de Referência (CBR): é o referencial teórico e prático que deverá ser assimilado para aquisição das competências, habilidades e atitudes necessárias à prática profissional. Portanto, no CBR, estão condensados os principais conceitos, os princípios, os postulados, as teses, as regras, os procedimentos e o fundamento ontológico (o que é?) e etiológico (qual sua origem?) referentes a um campo de saber.

Conteúdo Digital Integrador (CDI): são conteúdos preexistentes, previamente selecionados nas Bibliotecas Virtuais Universitárias conveniadas ou disponibilizados em sites acadêmicos confiáveis. São chamados “Conteúdo Digital Integrador” porque são imprescindíveis para o aprofundamento do Conteúdo Básico de Referência. Juntos, não apenas privilegiam a convergência de mídias (vídeos complementares) e a leitura de “navegação” (hipertexto), como também garantem a abrangência, a densidade e a profundidade dos temas estudados. Portanto, são conteúdos de estudo obrigatórios, para efeito de avaliação.

––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

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© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

1. INTRODUÇÃO

Prezado aluno, seja bem-vindo!

CONTEÚDO INTRODUTÓRIO

Iniciaremos o estudo de Percepção, Notação e Linguagem musical, por meio do qual você obterá as informações necessárias para a sua trajetória como aluno de Música, e que continuarão a ser utilizadas em sua vida profissional. Os conteúdos aqui apresentados servirão para você embasar todas as atividades desenvolvidas em música e em suas vertentes (composição, regência, performance etc.).

Por trazer conhecimentos básicos em uma ordem crescente de dificuldade, o conteúdo desta obra é acessível aos alunos que não tiveram nenhuma formação musical anterior, ao mesmo tempo em que apresenta desafios para os alunos já familiarizados com a escrita e a leitura musical.

Mas o que é linguagem musical?

Quando mencionamos a aprendizagem de uma linguagem, logo pensamos em um novo idioma, não é mesmo?

E é basicamente isso! Podemos pensar a notação musical como uma nova "língua" a

ser aprendida, na qual cada símbolo escrito corresponde a um significado musical, indicando

determinada altura, duração, intensidade ou timbre de um som musical, da mesma forma que as letras do alfabeto representam determinados fonemas.

É importante, também, lembrar que a compreensão da linguagem musical é uma

atividade exclusiva do ser humano. Podemos até afirmar que os pássaros, bem como alguns outros animais, são capazes de emitir sons musicais, mas não são capazes de elaborar uma música.

Tal fato ocorre porque os animais percebem cada som como um evento isolado, sem processar uma ligação entre eles. Nós fazemos associações entre esses sons, e essas associações e conexões formam o que entendemos como música. A música é, portanto, uma atividade humana que depende de numerosas conexões cerebrais e de uma intencionalidade (PENNA, 2008; JOURDAIN, 1998; SLOBODA, 2008).

Se as músicas compostas não fossem registradas em partituras, muito delas seria perdido ao longo dos tempos. A partitura nos dá a noção exata do que o compositor pensou ao escrever determinada música.

No decorrer dos anos, por meio da tradição oral, foi possível preservar algumas músicas, as quais são transmitidas de geração a geração simplesmente pela repetição. Isso se deu com as cantigas de roda, de ninar e canções folclóricas, por exemplo, especialmente por se tratarem de músicas com estrutura mais simples.

Contudo, quando nos referimos a músicas escritas para orquestra sinfônica, as quais requerem grande quantidade de instrumentos, timbres, dinâmica e expressões, logo reconhecemos que a preservação dessas músicas será impossível apenas por repetição, sendo necessário um registro escrito, a fim de que elas, séculos depois, possam ser reproduzidas exatamente como foram compostas.

© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

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CONTEÚDO INTRODUTÓRIO

Esta é a função primária da notação musical: preservar a música através dos tempos! Esta obra irá se ocupar dessa "linguagem", e vamos juntos explorar o significado de cada notação musical desde o princípio, de forma que, mesmo que você não tenha tido contato com o estudo formal de música, irá compreender cada unidade. Dessa maneira, você poderá construir o seu conhecimento musical com base sólida.

E o que seria Percepção Musical?

A Percepção Musical preserva forte vínculo com os conhecimentos de teoria e linguagem musical. Podemos afirmar que, basicamente, a percepção se ocupa tanto do reconhecimento auditivo de elementos musicais (como intervalos, escalas e acordes) quanto de sua leitura e escrita.

Educadores musicais, em sua maioria, concordam que a Percepção Musical é fundamental, tanto pela participação no processo de formação básica do aluno de Música quanto pelo suporte que providencia ao músico profissional.

Bernardes (2001) e Otutumi (2008) reafirmam essa importância, colocando a Percepção Musical como um dos eixos mais importantes da formação do aluno de Música. Além de ser um estudo de longa duração nos cursos de Graduação, é responsável por articular os conhecimentos da teoria (linguagem musical) com a prática musical. Nesse conteúdo, existe uma dinâmica na qual audição, escrita e execução se articulam continuamente (GONçALVES,

2013).

Treinamento auditivo

O treinamento é uma parte extremamente importante na formação de um músico. Muitas vezes, o aluno sente-se desestimulado por acreditar que não é capaz de realizar determinada tarefa em música. No entanto, o treinamento invariavelmente fará surgirem diversas habilidades musicais. Para tocar um instrumento, por exemplo, há necessidade de muitas horas de prática, a fim de que se forme um instrumentista habilidoso.

Sobre esse assunto, veja o trecho a seguir:

Na literatura existe consenso sobre a necessidade de constância nas situações de prática para melhorar o nível de especialização instrumental. ERICSSON, KRAMPE e TESCH-ROMER (1993) demonstraram que mudanças fisiológicas em profissionais ocorrem com o acúmulo de horas de

[

]

prática. Segundo esses autores, necessita-se mais de 10.000 horas de estudo de repertório e prática

para um refinamento da técnica instrumental [

]

(SANTOS; HENTSCHKE, 2009, p. 75).

Uma das grandes dificuldades enfrentadas pelo aluno de música é a falta de motivação para o estudo e o treinamento. Essa falta de motivação surge, muitas vezes, da ideia de que o aluno "não tem talento" ou "não tem ouvido musical". Dessa forma, alunos que não tiveram contato com a educação musical formal sentem-se excluídos e desmotivados, acreditando que, por mais que se esforcem, não obterão sucesso por causa de sua "falta de talento" (GONçALVES; LÜDERS, 2012).

Apesar dessas ideias, não podemos nos esquecer de que a maioria de nossas respostas às músicas é aprendida, e de que todo indivíduo visando tornar-se um músico mais completo precisará, necessariamente, passar pelo processo de treinamento (SLOBODA, 2008).

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CONTEÚDO INTRODUTÓRIO

Músicos habilidosos não nascem "prontos"! A educação musical e a formação específica são fundamentais para que as habilidades musicais floresçam, e é a eficácia desse processo de ensino e aprendizagem que determinará o nível de habilidade musical atingido pelo aluno. Existeumsérioproblemaemacreditarquecaracterísticasinatassãoasúnicasresponsáveis pelo estudo musical bem-sucedido. Se o aluno considerar que não tem competência para a música, pela suposta ausência de um talento natural, ele não encontrará motivação para o seu aprendizado e, por essa razão, terá grandes chances de não obter êxito (GONçALVES; LÜDERS,

2012).

Não podemos nos esquecer de que a música, como qualquer atividade humana, pode ser aprendida e desenvolvida. Tal processo está aberto a todos que assim desejarem e estiverem dispostos a investir parte de seu tempo em estudo e treinamento.

Esta obra apresentará muitos exercícios para o seu treinamento musical. Por meio do treino, você observará um gradual desenvolvimento auditivo, sendo capaz de identificar alturas, durações, intervalos e escalas. Você irá perceber rapidamente que, quanto mais treina

o seu ouvido, mais expert se torna! você está preparado? vamos, então, adentrar esse universo musical, cheio de desafios

e possibilidades, por meio dos quais você adquirirá conhecimentos e habilidades musicais específicas!

2. GLOSSÁRIO DE CONCEITOS

O Glossário de Conceitos permite uma consulta rápida e precisa das definições conceituais, possibilitando um bom domínio dos termos técnico-científicos utilizados na área de conhecimento dos temas tratados.

1)

Acordes: são formados por uma combinação de três ou mais sons simultâneos. Se

40).

2)

forem combinados apenas dois sons, há um intervalo. Canto gregoriano: canto religioso característico da Idade Média, idealizado pelo

3)

papa Gregório I (540-604). Era executado com uma só melodia (monódico), com ritmo determinado pelo texto (MARTINEZ, 2000). Clave: “é um sinal colocado no início da pauta que dá seu nome à nota escrita em

4)

sua linha” (MED, 1996, p. 16). Educação musical formal: “pode ser considerada tanto aquela que acontece nos

espaços escolares e acadêmicos, envolvendo os processos de ensino e aprendizagem, quanto aquela que acontece em espaços alternativos de música” (WILLE, 2005, p.

5)

Escala: “é uma sucessão ordenada de sons, compreendidos dentro do limite de uma

6)

oitava” (MED, 1996, p. 86). Harmonia: “conjunto de sons dispostos em ordem simultânea (concepção vertical

7)

da música)” (MED, 1996, p. 11). Intervalo: é a diferença de altura entre dois sons musicais, ou seja, a relação entre

8)

duas alturas (MED, 1996). Melodia: “conjunto de sons dispostos em ordem sucessiva (concepção horizontal da música)” (MED, 1996, p. 11).

© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

11

CONTEÚDO INTRODUTÓRIO

Motivação: pode ser definida como um estado psicológico no qual o indivíduo se

sente disposto a realizar determinada tarefa, que pode estar relacionada tanto ao trabalho como a qualquer outra área de sua vida (AMATO; AMATO NETO, 2009). 10) Neumas: “sinais de notação usados na Idade Média, que representam tipos específicos de movimento melódico e modos de execução” (MIRANDA; JUSTUS, 2003, p. 18). 11) Notação musical: “sinais que representam a escrita musical, tais como: pauta, claves, notas etc.” (MED, 1996, p. 12). 12) Notação: “conjunto de signos que se empregam para representar os sons e suas diferentes combinações” (VIEIRA, 1899). 13) Pentagrama ou pauta: “é a disposição de cinco linhas paralelas horizontais e quatro espaços intermediários, onde se escrevem as notas musicais” (MED, 1996, p. 14). 14) Ritmo: utilização de sons com distintas durações; ordem e proporção com que estão dispostos os sons que constituem a melodia e a harmonia (HINDEMITH, 1988; MED,

9)

1996).

15) Som: “é a sensação produzida no ouvido pelas vibrações de corpos elásticos. Uma vibração que põe em movimento o ar na forma de ondas sonoras que se propagam em todas as direções simultaneamente. Estas atingem a membrana do tímpano fazendo-a vibrar” (MED, 1996, p. 11).

16) Timbre: “é a ‘temperatura’, a ‘cor’, a ‘característica’ de um som, de determinada fonte sonora” (MARTINEZ, 2000, p. 52).

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CONTEÚDO INTRODUTÓRIO

3. EsquEma dos ConCEitos-ChavE

O Esquema a seguir possibilita uma visão geral dos conceitos mais importantes deste estudo.

visão geral dos conceitos mais importantes deste estudo. Figura 1 Esquema de Conceitos-chave de Percepção,

Figura 1 Esquema de Conceitos-chave de Percepção, Notação e Linguagem musical.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FONTERRADA, M. T. O. De tramas e fios : um ensaio sobre música e educação. São Paulo: Editora da Unesp, 2008.

GONçALVES, L. S. Um estudo sobre crenças de autoeficácia de alunos de Percepção musical. 2013. Dissertação (Mestrado em Música) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2013.

HINDEMITH, P. treinamento elementar para músicos. 4. ed. São Paulo: Ricordi, 1988.

JOURDAIN, R. música, cérebro e êxtase. Trad. Sonia Coutinho. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998.

MARTINEZ, E. regência coral: princípios básicos. Curitiba: Editora Dom Bosco, 2000.

MED, B. teoria da música. Brasília: Musimed, 1996.

MIRANDA, C.; JUSTUS, L. formação de plateia em música. Curitiba: Editora Gráfica Expoente, 2003.

OTUTUMI, C. H. V. Percepção musical : situação atual da disciplina nos cursos superiores de Música. 2008. Dissertação (Mestrado em Música) – Instituto de Artes, Unicamp, Campinas, 2008.

PENNA, M. música (s) e seu ensino. Porto Alegre: Editora Sulina, 2008.

SANTOS, R. A. T.; HENTSCHKE, L. A perspectiva pragmática nas pesquisas sobre prática instrumental. Per musi, Belo Horizonte, n. 19, p. 72-82, 2009.

SLOBODA, J. A. a mente musical. Trad. Beatriz Ilari e Rodolfo Ilari. Londrina: Eduel, 2008.

VIEIRA, E. Diccionario musical. 2. ed. Lisboa: Lambertini, 1899.

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CONTEÚDO INTRODUTÓRIO

5. E-REFERÊnCias

AMATO, R. C. F.; AMATO NETO, J. A motivação no canto coral: perspectivas para a gestão de recursos humanos em música. revista da abem, Porto Alegre, n. 22, p. 87-96, set. 2009. Disponível em: <http://www.abemeducacaomusical.org.br/

Masters/revista22/revista22_artigo9.pdf>. Acesso em: 21 jul. 2015.

BERNARDES, V. A percepção musical sob a ótica da linguagem. revista da abem , Porto Alegre, n. 6, p. 73-85, set. 2001.

Disponível em: <http://www.abemeducacaomusical.org.br/Masters/revista6/artigo_8.pdf>. Acesso em: 21 jul. 2015.

GONçALVES, L. S.; LÜDERS, V. Música: talento inato ou habilidade adquirida? In: CONGRESSO DA ANPPOM, 22., 2012,

João Pessoa: UFPB, 2012. p. 1366-1373. Disponível em: <http://www.anppom.com.br/anais/

João Pessoa. anais

anaiscongresso_anppom_2012/Anais_ANPPOM_2012.pdf>. Acesso em: 21 jul. 2015.

MAMMÌ, L. A notação gregoriana: gênese e significado. revista música, São Paulo: USP, v. 9-10, p. 21-50, 1998-1999. Disponível

em: <http://www.revistas.usp.br/revistamusica/article/view/61749/64619>. Acesso em: 21 jul. 2015.

WILLE, R. B. Educação musical formal, não formal ou informal: um estudo sobre processos de ensino e aprendizagem musical de adolescentes. revista da abem, Porto Alegre, n. 13, p. 39-48, set. 2005. Disponível em: <http://www.

abemeducacaomusical.org.br/Masters/revista13/revista13_artigo4.pdf>. Acesso em: 21 jul. 2015.

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UNIDADE 1

NOTAÇÃO MUSICAL

Objetivos

Compreender o processo de surgimento e evolução da escrita musical.

Relacionar cada uma das propriedades do som com sua representação gráfica na pauta.

Conteúdos

Origem da escrita musical ocidental.

Propriedades do som.

Notação musical: pentagrama, notas e claves.

Orientações para o estudo da unidade

Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir:

1)

Não se limite a este conteúdo; procure outras informações em sites, livros ou artigos

2)

confiáveis. No final de cada unidade, você encontrará várias opções de pesquisas. Se surgirem dúvidas, discuta com seu tutor a fim de esclarecer cada ponto antes de prosseguir os seus estudos. Lembre-se de que, na modalidade EaD, o engajamento pessoal é um fator determinante para o seu crescimento intelectual. Tente resolver todos os exercícios propostos para solidificar o seu aprendizado.

3)

Identifique os principais conceitos apresentados e busque seguir a linha gradativa

4)

dos assuntos que envolvem o estudo de Percepção, Notação e Linguagem musical. Não deixe de recorrer aos materiais complementares descritos no Conteúdo Digital

5)

Integrador. Tenha em mente que você precisará sempre alicerçar os seus estudos teóricos com um fazer musical, que será indispensável para sua compreensão da música como um todo. Estudar música de forma exclusivamente teórica é como "lamber um livro de receitas"! Você precisará colocar a "mão na massa" e tornar prático tudo aquilo que você está lendo, tanto na receita como na música!

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1. INTRODUÇÃO

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

Vamos iniciar nossa primeira unidade de estudo; você está preparado?

Nesta unidade, aprenderemos a respeito da origem da escrita musical ocidental e de como se deu o seu desenvolvimento até os dias de hoje.

Entraremos no universo da notação musical e compreenderemos as propriedades do som

e a relação de cada uma dessas propriedades com a sua representação gráfica nas partituras.

É importante que você saiba o significado de todos os elementos da linguagem musical, com o propósito de facilitar o seu estudo de Percepção, Notação e Linguagem musical.

2. CONTEúDO BÁSICO DE REFERÊNCIA

O Conteúdo Básico de referência apresenta, de forma sucinta, os temas abordados

nesta unidade. Para sua compreensão integral, é necessário o aprofundamento pelo estudo do Conteúdo Digital Integrador.

2.1. ORIGEM DA NOTAÇÃO MUSICAL OCIDENTAL

Desde os tempos mais antigos, a música, como arte de combinar os sons, vem sendo cultivada e apreciada. A música não é simplesmente uma manifestação artística, mas trata-se de uma ciência (MED, 1996). No entanto, apesar do caráter científico da música, ela também preserva fortes vínculos com aspectos intuitivos e emocionais. Se hoje não podemos imaginar um mundo onde não existam atividades musicais, podemos afirmar que uma das razões é a forte influência da música em nosso emocional (SLOBODA, 2008).

Pense nas pessoas que você conhece. Quantas delas não apreciam nenhum tipo de música? É muito raro encontrarmos alguém que não goste de nenhuma atividade musical.

Alguns gostam de música instrumental, outros de música vocal, música lenta, rápida, canções,

sinfonias

A música sensibiliza a alma humana! Quando encontramos alguém que não

tem nenhuma sensibilidade à música, essa pessoa sofre de amusia, que é exatamente essa incapacidade de sensibilizar-se com a música, o que é um fenômeno bastante raro.

Sobre esse assunto, leia o seguinte trecho:

O homem construiu em seu desenvolvimento histórico a música como uma linguagem artística,

estruturada e organizada. Como uma forma de arte – cuja especificidade é ter o som como material

básico – caracteriza-se como um meio de expressão e comunicação [

Sendo uma linguagem

] [

].

artística, culturalmente construída, a música – juntamente com seus princípios de organização – é

um fenômeno histórico e social [

]

(PENNA, 2008, p. 28).

A música sempre permeou atividades sociais humanas, cultos religiosos, celebrações,

e as mais diversas manifestações culturais. Os gregos estabeleceram as bases para a música

ocidental, e, no século 15, a notação musical, ainda que rudimentar, começou a tornar-se cada vez mais fundamental.

Sobre esse assunto, leia o seguinte trecho:

© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

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UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

Os gregos construíram teorias musicais mais elaboradas que qualquer outro povo na

Antiguidade. Pitágoras, um filósofo e pensador grego que viveu no século VI antes de Cristo, dizia

] [

que a música e a matemática eram as chaves para os segredos do mundo [

] (SESI, 2009, p. 24).

É difícil estabelecer com exatidão quando surgiram as primeiras manifestações musicais, especialmente porque, entre os povos antigos, não havia a possibilidade de gravações e ainda não existia um sistema de notação musical que permitisse alguma forma de registro. A música era, então, uma tradição oral.

De acordo com o Dicionário Grove de música, de Stanley Sadie (1994), a história da notação musical iniciou-se com os neumas, que eram sinais de notação usados na Idade Média, especialmente associados ao canto gregoriano. Este último era um tipo de canto monódico (com uma só melodia), sendo o ritmo determinado pelo texto a ser cantado (MARTINEZ, 2000).

Os neumas eram símbolos pouco precisos. Serviam basicamente como um "lembrete",

indicando movimentos e acentuações de melodias já conhecidas. Não forneciam uma informação clara a quem não conhecesse a melodia previamente.

De acordo com Mammì (1998-1999), a notação gregoriana não se baseava em notas isoladas, mas em representações de tipos de movimentos melódicos (neumas), que não indicavam alturas ou durações exatas.

O monge Guido d’Arezzo (995-1050) efetuou grandes avanços na escrita musical.

Fonterrada (2008) afirma que d'Arezzo conduziu uma grande revolução na música de sua época. Ele objetivava que os cantores conseguissem aprender canções desconhecidas com base na notação escrita, o que não era possível por meio da leitura dos neumas.

Miranda e Justus (2003) apontam para o papel decisivo de Guido d'Arezzo na construção de nossa teoria musical. Seu pioneirismo trouxe grandes avanços para a grafia musical, que naquela época era confusa e limitada, servindo apenas como apoio.

Sobre esse monge, leia o seguinte trecho:

A definição de ritmos e de alturas precisas foi estabelecida por Guido d'AREZZO (995 – 1050), e, sem dúvida, esses novos elementos facilitaram a execução universal da música. Fruto do processo de reformulações musicais, o novo sistema, a chamada notação mensural, tornaria alturas e

[

]

durações muito mais precisas [

]

(MARTINEZ, 2000, p. 17).

As notas eram representadas por letras do alfabeto. No início do século 11, d’Arezzo

"lembrou que para conservar de memória o som de qualquer nota era útil recordar um canto conhecido em que esta nota tivesse lugar". Utilizou-se, então, de um hino latino, dirigido a São João, que pertencia à liturgia da Igreja Católica da época. Na melodia desse hino, cada frase começava em um tom acima, e d'Arezzo então nomeou os sons musicais com as sílabas correspondentes às sílabas iniciais de cada frase do hino. A nota “Si” foi criada com a junção das iniciais de Sancte Iohannes. Mais tarde, uma revisão do sistema acabou substituindo a sílaba "ut" pela sílaba "Dó".

18

© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

Veja agora um exemplo de hino latino.

Hino a São João UT quant laxis REsonare fibris MIra gestorum FAmuli tuorum SOLve polluti LAbii reatum Sancte Iohannes

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

Com as leituras propostas no Tópico 3.1., você vai compreender melhor o surgimento da notação musical e sua importância para os dias de hoje. Antes de prosseguir para o próximo assunto, realize as leituras indicadas, procurando assimilar o conteúdo estudado.

2.2. PENTAGRAMA

Assim como usamos linhas para escrever textos, em música usamos o pentagrama para escrever as notas musicais, claves e outros sinais que veremos posteriormente. O pentagrama, apesar de conhecido desde o século 11, somente foi adotado a partir do século 18. Ele também pode ser chamado de pauta e é definido como um conjunto de cinco linhas que formam entre si quatro espaços. Essas linhas são paralelas, horizontais e guardam entre si a mesma distância.

Este é o pentagrama:

e guardam entre si a mesma distância. Este é o pentagrama: Figura 1 Pentagrama. Tanto as

Figura 1 Pentagrama.

Tanto as linhas como os espaços do pentagrama são, à semelhança das cordas de um violão, numerados de baixo para cima, da seguinte forma:

um violão, numerados de baixo para cima, da seguinte forma: Figura 2 Numeração de linhas e

Figura 2 Numeração de linhas e espaços no pentagrama.

© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

19

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

Dessa forma, vemos que a primeira nota escrita no pentagrama está na 5ª linha; a segunda nota no 3º espaço, e a terceira nota na 2ª linha (Figura 3).

no 3º espaço, e a terceira nota na 2ª linha (Figura 3). Figura 3 Exemplos de

Figura 3 Exemplos de notas no pentagrama.

A pauta, entretanto, não é suficiente para conter todos os sons musicais que o ouvido pode apreciar. Por esse motivo, usam-se linhas chamadas suplementares, superiores ou inferiores. As notas musicais também podem ser escritas nas linhas ou nos espaços suplementares. Essas linhas ou espaços são numerados a partir do pentagrama, da seguinte forma:

são numerados a partir do pentagrama, da seguinte forma: Figura 4 Numeração de linhas e espaços

Figura 4 Numeração de linhas e espaços suplementares no pentagrama.

O número de linhas suplementares não é limitado, contudo não é comum empregar-se mais de cinco.

Observe que a largura da linha suplementar é apenas um pouco maior do que a cabeça da nota (Figura 5).

apenas um pouco maior do que a cabeça da nota (Figura 5). Figura 5 Largura de

Figura 5 Largura de linhas suplementares.

Não é correto utilizar uma mesma linha suplementar para duas ou mais notas. As linhas suplementares são individuais e independentes (Figura 6).

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© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL Figura 6 Linhas suplementares individuais Devem ser escritas apenas as linhas

Figura 6 Linhas suplementares individuais

Devem ser escritas apenas as linhas suplementares estritamente necessárias, sem que haja linhas excessivas acima ou abaixo das notas escritas (Figura 7).

excessivas acima ou abaixo das notas escritas (Figura 7). Figura 7 Linhas suplementares necessárias. As linhas

Figura 7 Linhas suplementares necessárias.

As linhas suplementares escritas acima do pentagrama são chamadas de superiores e abaixo do pentagrama estão as inferiores. Desse modo, na Figura 8, a primeira nota encontra- se na 3ª linha suplementar superior, a 2ª nota no segundo espaço suplementar superior, a terceira nota no 1º espaço suplementar inferior e a quarta nota na segunda linha suplementar inferior.

e a quarta nota na segunda linha suplementar inferior. Figura 8 Notas em linhas suplementares .

Figura 8 Notas em linhas suplementares.

Observe que as notas musicais têm a forma ovalada, e não são exatamente "bolinhas". Não deixe a nota ocupar linha e espaço ao mesmo tempo; posicione-a exatamente na linha ou no espaço correspondente. Veja, na Figura 9, que as notas marcadas em vermelho estão escritas de modo incorreto. Não se pode determinar se a nota está no espaço ou na linha; assim, a altura da nota fica indeterminada.

ou na linha; assim, a altura da nota fica indeterminada. Figura 9 Escrita incorreta de notas

Figura 9 Escrita incorreta de notas no pentagrama.

Que tal agora colocarmos em prática a escrita das notas no pentagrama? Utilize como modelo a primeira e a segunda notas escritas na pauta anterior, e escreva o que se pede:

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UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

Exercício 1

No pentagrama a seguir, escreva as notas de acordo com o que for pedido:

1) Segundo espaço. 2) Quarta linha. 3) Primeira linha suplementar inferior. 4) Segunda linha suplementar superior. 5) Segundo espaço suplementar inferior.

superior. 5) Segundo espaço suplementar inferior. Confira as notas que você escreveu com o gabarito seguinte:

Confira as notas que você escreveu com o gabarito seguinte:

Confira as notas que você escreveu com o gabarito seguinte: 2.3. PROPRIEDADES DO SOM Nossos ouvidos

2.3. PROPRIEDADES DO SOM

Nossos ouvidos estão sempre captando os sons ao nosso redor. Podemos fechar os nossos olhos se não quisermos ver determinada imagem, mas nossos ouvidos, ao contrário, estão sempre vulneráveis aos sons das mais diversas naturezas e estes são captados das mais diferentes direções (SCHAFER, 1986).

Sobre esse assunto, observe o seguinte trecho:

] [

produzindo som; a respeito de música, fazendo música. Todas as nossas investigações sonoras devem ser testadas empiricamente, através dos sons produzidos por nós mesmos e do exame

desses resultados [

Como músico prático, considero que uma pessoa só consiga aprender a respeito de som

]

(SCHAFER, 1986, p. 68).

Vamos agora conhecer as propriedades do som, e como essas propriedades são representadas em notação musical. Podemos afirmar que cada som possui quatro propriedades básicas. A seguir, vamos analisar cada uma delas e observar como são representadas em notação musical.

Altura

A altura é determinada pela frequência das vibrações. A frequência é o número de vibrações por unidade de tempo. Internacionalmente, o Hertz (Hz) é utilizado como unidade

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© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

de medida da frequência e quanto maior for o número de vibrações por segundo, mais agudo será o som.

Quando o spalla, o primeiro violino de uma orquestra sinfônica, emite a nota para que toda a orquestra se afine por aquela nota, ele toca o em 440 Hz, que significa que essa onda sonora realiza 440 oscilações por segundo. Muitas orquestras hoje já afinam em 442 Hz, sob o pretexto de deixar a afinação ligeiramente mais brilhante.

Resumidamente, podemos afirmar que a altura é a propriedade de o som ser mais grave ou mais agudo. Med (1996) afirma que a característica mais importante do som é a altura, e que até o século 11 a altura era a única propriedade do som grafada.

Para representar a altura dos sons na música ocidental, utilizamos sete notas musicais:

Dó – Ré – Mi – Fá – Sol – Lá – Si. A altura é representada pela posição da nota no pentagrama e pela clave. Quanto mais “alta” estiver a nota no pentagrama, mais agudo será o som. Da mesma forma, quanto mais "baixa" estiver a posição da nota no pentagrama, mais grave será o som (Figura 10).

da nota no pentagrama, mais grave será o som (Figura 10). Figura 10 Variação de alturas

Figura 10 Variação de alturas.

Intensidade

A intensidade de qualquer som é determinada pela amplitude da vibração. Se a amplitude

das vibrações for maior, o som será mais forte. Se a amplitude das vibrações for menor, o som será mais suave (em música, chamamos mais piano).

A unidade de medida de intensidade é o decibel.

] [

decibéis; uma britadeira equivale a 110 decibéis; qualquer som acima de 130 decibéis (por exemplo:

ruído de avião a jato) é prejudicial a saúde e pode causar até dor física [

Um decibel representa o som mais fraco que se pode captar. Um sussurro tem de 10 a 20

]

(MED, 1996, p. 213).

Na Figura 11, podemos observar a representação de um som com baixa intensidade (número 1) e de um som com alta intensidade (número 2). A amplitude da onda sonora é muito maior no exemplo 2, o que vai gerar um som mais forte.

© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

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UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL Figura 11 Variação de intensidades . Musicalmente, a intensidade é a

Figura 11 Variação de intensidades.

Musicalmente, a intensidade é a propriedade de o som ser mais forte ou mais piano (suave). A representação da intensidade em notação musical se dá pela acentuação e pelos sinais de dinâmica.

Em geral, indicamos as graduações de intensidade por termos italianos abreviados, que são escritos sob ou, mais comumente, sobre a pauta. Não existe determinação exata para mensurar a intensidade de um som. Muitas vezes, o que é um som ff (fortíssimo) para um intérprete não é o mesmo para outro (Figura 12). Como tudo em música, deve-se ter bom senso.

(Figura 12). Como tudo em música, deve-se ter bom senso. Figura 12 Sinais de dinâmica .

Figura 12 Sinais de dinâmica.

Duração

A duração diz respeito ao tempo de produção de determinado som. Quanto maior o tempo de emissão das vibrações sonoras, mais longo será aquele som. Conforme Med (1996), a combinação de notas de durações diferentes gera o ritmo da música.

Esse tempo de produção do som é representado em notação musical pela figura da nota musical e pelo compasso. As figuras musicais utilizadas atualmente aparecem na Figura 13:

musicais utilizadas atualmente aparecem na Figura 13: Figura 13 figuras ou valores . As figuras musicais,

Figura 13 figuras ou valores.

As figuras musicais, chamadas também de valores, possuem até três partes (Figura 14):

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© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL Figura 14 Nota musical . Existem notas musicais que possuem apenas

Figura 14 Nota musical.

Existem notas musicais que possuem apenas a cabeça. Outras possuem cabeça e haste, e outras, ainda, possuem cabeça, haste e um ou mais colchetes. Cada uma delas tem um nome específico e um tempo de duração, conforme veremos detalhadamente mais adiante.

Timbre

Para definirmos o timbre de determinado som, imagine a seguinte situação: você está andando na rua, e um amigo de longa data o reconhece, mesmo você estando de costas. Ele chama seu nome! Imediatamente você reconhece o amigo que o chamou. Por quê? Pelo timbre de sua voz. Não é algo relacionado à intensidade do chamado, se ele disse seu nome de forma longa ou rápida; se usou um tom mais grave ou agudo na voz, mas há uma característica específica em cada voz humana que depende da intensidade dos harmônicos que a acompanham. Essa característica peculiar, o timbre, também está presente de modo diferenciado em cada instrumento musical. O timbre é determinado "pela combinação de vibrações determinadas pela espécie de agente que as produz" (MED, 1996, p. 12).

Podemos afirmar que o timbre de cada voz ou de cada instrumento é a "cor" que cada um deles apresenta, que o caracteriza como único. Não existem duas vozes ou dois instrumentos com timbres idênticos sob quaisquer parâmetros por que possamos avaliá-los. O timbre diz respeito à qualidade do som produzido e percebido.

A notação musical representa o timbre com uma indicação, colocada no início da pauta, do instrumento ou voz que deverá executar a música (Figura 15).

© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

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UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL Figura 15 Indicação de timbres . Você percebeu quantas propriedades um

Figura 15 Indicação de timbres.

Você percebeu quantas propriedades um som musical pode conter? Imagine, então, essas propriedades em suas infinitas variações e combinações! É isso que torna a música rica, sendo uma fonte de possibilidades inesgotáveis!

Agora, vamos observar bem alguns trechos musicais, procurando perceber quais parâmetros do som variam em cada exemplo.

Exemplo 1

Observe a imagem a seguir:

variam em cada exemplo. Exemplo 1 Observe a imagem a seguir: Quais variações podemos perceber entre

Quais variações podemos perceber entre o trecho "A" e o trecho "B"? Observe que as figuras das notas são iguais nos dois exemplos. Não existe, também, uma indicação de dinâmica que mostre maior ou menor intensidade, assim como não há indicação de timbre. O parâmetro que se altera é a altura. Apesar de as notas não terem variação de duração (as figuras são as mesmas), observamos que a posição das notas no pentagrama varia, sendo o trecho "B" mais agudo do que o trecho "A", uma vez que as notas do trecho "B" encontram-se em posição mais "alta" no pentagrama.

Exemplo 2

Observe a imagem a seguir:

"alta" no pentagrama. Exemplo 2 Observe a imagem a seguir: 2 6 © PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E

26

© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

Neste exemplo, que variações percebemos? As alturas das notas do trecho "A" são exatamente as mesmas do trecho "B". A variação é mostrada nas figuras, ou seja, na duração das notas.

As leituras indicadas no Tópico 3.2. tratam das propriedades físicas do som e de como essas propriedades são representadas no pentagrama. Neste momento, você deve realizar essas leituras para aprofundar o tema abordado.

2.4. CLAVES

Para determinar a nota no pentagrama, coloca-se, no princípio da pauta, um sinal chamado clave. Existem três tipos de claves: clave de Sol, clave de fá e clave de Dó. Elas são assim chamadas porque, na linha onde são escritas, se encontram, respectivamente, as notas Sol, Fá e Dó. A posição dessas claves no pentagrama pode variar da seguinte maneira:

A Clave de Sol é escrita apenas na segunda linha; por essa razão, ela dispensa os pontos colocados ao lado da clave, que servem para explicitar exatamente em que linha a clave se encontra, já que apenas o desenho da clave pode deixar alguma dúvida.

A Clave de Fá pode ser escrita na terceira e na quarta linhas.

A Clave de Dó pode ser escrita na primeira, segunda, terceira e quarta linhas.

Antigamente, a clave de Sol era escrita também na primeira linha, mas essa clave caiu em desuso porque suas notas eram exatamente iguais às da clave de Fá na 4ª linha (embora, na clave de Fá, as notas soassem duas oitavas abaixo).

Nesta unidade, trabalharemos com duas claves:

a Clave de Sol (na segunda linha);

com duas claves: • a Clave de Sol (na segunda linha); Figura 16 Clave de Sol

Figura 16 Clave de Sol.

© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

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UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

e a Clave de Fá na 4ª linha.

– NOTAÇÃO MUSICAL • e a Clave de Fá na 4ª linha. Figura 17 Clave de

Figura 17 Clave de fá na 4ª linha.

A clave colocada no início da pauta faz com que reconheçamos as notas musicais. Ela dá nome às notas escritas e determina a sua altura. No trecho a seguir, por exemplo, não podemos determinar as notas. Não há clave que "dê nome" às notas; assim, estas localizam-se num pentagrama sem altura definida.

estas localizam-se num pentagrama sem altura definida. Figura 18 Notas aleatórias . Contudo, se houver uma

Figura 18 Notas aleatórias.

Contudo, se houver uma clave no início da pauta, estabelecemos com facilidade a altura das notas. Se temos a nota Sol na segunda linha (determinada pela clave de Sol colocada no início da pauta), a nossa primeira nota será o "Mi"; a segunda, o “Fá”; a terceira, o “Sol” (na segunda linha), e a última, o “Lá”.

o “Sol” (na segunda linha), e a última, o “Lá”. Figura 19 Exemplo de notas em

Figura 19 Exemplo de notas em clave de Sol.

Se mudarmos a clave, modificamos também as notas. Observe a Figura 20:

a clave, modificamos também as notas. Observe a Figura 20: Figura 20 Exemplo de notas em

Figura 20 Exemplo de notas em clave de fá.

Na quarta linha, temos a nota "Fá", e as notas que estão escritas nesse trecho são "Sol", "Lá", "Si" e "Dó" (observe que as notas se sucedem em linha-espaço-linha etc.).

Vemos que as notas na clave de Sol, com até duas linhas suplementares, são as que aparecem na Figura 21:

28

© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL Figura 21 Notas em clave de Sol . Na clave de

Figura 21 Notas em clave de Sol.

Na clave de Fá, as notas são as presentes na Figura 22:

. Na clave de Fá, as notas são as presentes na Figura 22: Figura 22 Notas

Figura 22 Notas em clave de fá.

A relação entre as notas da clave de Fá e da clave de Sol é a que aparece na Figura 23:

de Fá e da clave de Sol é a que aparece na Figura 23: Figura 23

Figura 23 Notas em clave de Sol e de fá.

Exercício 2

Agora, vamos fazer o contrário? Dê nomes para as notas escritas em clave de Sol e de Fá na quarta linha:

A)

para as notas escritas em clave de Sol e de Fá na quarta linha: A) ©

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UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

B)

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL B) Vamos conferir as respostas? Letra a – clave de Sol:

Vamos conferir as respostas?

Letra a – clave de Sol:

As respostas são:

1) Sol.

2) Ré.

3) Lá.

4) Ré.

5) Si.

6) Lá.

7) Sol.

8) Si.

9) Dó.

10) Fá.

Letra B – clave de fá

As respostas são:

1) Fá.

2) Lá.

3) Lá.

4) Dó.

5) Fá.

6) Dó.

7) Ré.

8) Ré.

9) Si.

10) Dó.

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UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

Desafio 1

E agora, que tal um desafio sobre esse tópico? Preste atenção: as notas estão escritas na pauta, e já têm sua altura definida. O desafio é escrever a clave que dá nome à nota já escrita. Você poderá usar a clave de Sol, a clave de Fá na 4ª linha e a clave de Dó na 3ª linha como um desafio adicional!

Você está preparado? Então, vamos lá! Escreva as claves correspondentes às notas escritas na pauta. As respostas encontram-se logo a seguir, mas não as veja sem que tenha terminado de escrever todas as claves! Antes de vê-las, tente resolver este desafio!

as claves! Antes de vê-las, tente resolver este desafio! Solução do desafio 1 Antes de realizar

Solução do desafio 1

vê-las, tente resolver este desafio! Solução do desafio 1 Antes de realizar as questões autoavaliativas propostas

Antes de realizar as questões autoavaliativas propostas no Tópico 4, você deve fazer as leituras indicadas no Tópico 3.3. para compreender melhor os aspectos que envolvem a escrita das notas musicais e claves.

Vídeo complementar

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Neste momento, é fundamental que você assista ao vídeo complementar.

Para assistir ao vídeo pela Sala de Aula Virtual, clique no ícone Videoaula, localizado na barra superior. Em seguida, selecione o nível de seu curso (Graduação), a categoria (Disciplinar) e o tipo de vídeo (Complementar). Por fim, clique no nome da disciplina para abrir a lista de vídeos.

Para assistir ao vídeo pelo seu CD, clique no botão “Vídeos” e selecione: Percepção, Notação e Linguagem Musical – Vídeos Complementares – Complementar 1.

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UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

3. CONTEúDO DIGITAL INTEGRADOR

O Conteúdo Digital Integrador representa uma condição necessária e indispensável para

você compreender integralmente os conteúdos apresentados nesta unidade.

3.1. ORIGEM DA NOTAÇÃO MUSICAL OCIDENTAL

A evolução da notação musical revolucionou a maneira de transmitirmos e ensinarmos

música. Se, entre os povos antigos, a música era uma arte quase exclusivamente de transmissão

oral, após a significativa contribuição do monge Guido D'Arezzo, a música começou a ser escrita de forma cada vez mais precisa. Essa evolução contribuiu bastante para a preservação da música até os dias de hoje.

Os filósofos gregos demonstraram profunda preocupação pedagógica com a música, colocando-a no mesmo nível hierárquico que a Filosofia e a Matemática (MARTINS, 1992). Os textos a seguir complementam o que já foi abordado nesta obra, mostrando alguns aspectos importantes dessa evolução, discutindo as consequências dela para a educação musical, e analisando o desenvolvimento da teoria e percepção musical.

MAMMÌ, L. A notação gregoriana: gênese e significado. revista música, São Paulo:

USP, v. 9-10, p. 21-50, 1998-1999. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/ revistamusica/article/view/61749/64619>. Acesso em: 13 jul. 2015.

MARTINS, R. Educação musical: uma síntese histórica como preâmbulo para uma ideia

de educação musical no Brasil do século XX. revista da abem, Porto Alegre, v. 1, n. 1,

1992. Disponível em: <http://abemeducacaomusical.com.br/revistas/revistaabem/

index.php/revistaabem/article/view/508/418>. Acesso em: 13 jul. 2015.

PRIORE, I. O desenvolvimento da teoria musical como disciplina independente:

princípio, conflito e novos caminhos. revista Opus, Porto Alegre, v. 19, n. 1, p. 9-26, jun.

2013. Disponível em: <http://www.anppom.com.br/opus/data/issues/archive/19.1/

files/OPUS_19_1_Priore.pdf>. Acesso em: 13 jul. 2015.

3.2. PROPRIEDADES DO SOM

Existem várias grandezas físicas envolvidas na produção de um som. Nesta unidade, vimos que um som musical possui quatro propriedades básicas: altura, intensidade, duração e timbre. Cada uma dessas propriedades é representada de maneira particular em notação musical.

Enquanto, para os físicos e matemáticos, as propriedades do som resumem-se a grandezas físicas que podem ser mensuradas, para os músicos, os sons podem assumir muitos outros significados expressivos, emocionais, estéticos etc. No entanto, estudar as propriedades físicas do som, que é a matéria-prima da música, com certeza, traz aos músicos melhor compreensão da música como um todo.

Para seu aprimoramento neste tópico, acesse os seguintes links:

LOUREIRO, M. A.; PAULA, H. B. Timbre de um instrumento musical: caracterização e representação. Per musi, Belo Horizonte, n. 14, p. 57-81, jul./dez. 2006. Disponível

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© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

em: <http://www.musica.ufmg.br/permusi/port/numeros/14/num14_cap_05.pdf>. Acesso em: 13 jul. 2015.

MEDEIROS, E. B. Introdução à teoria acústica. Belo Horizonte: UFMG, 2002. Disponível em: <http://www.cpdee.ufmg.br/~semea/anais/artigos/EduardoBauzer.pdf>. Acesso em: 13 jul. 2015.

SILVA,

jul.

<http://www.

D.

C.

M.

Intensidade,

altura

e

timbre.

Disponível

em:

mundoeducacao.com/fisica/intensidade-altura-timbre.htm>.

Acesso

em:

13

2015.

3.3. CLAVES E NOTAS MUSICAIS

Ao longo desta unidade, expusemos a importância das claves para a notação musical. A clave colocada no início de cada pentagrama determina a altura exata da nota musical escrita na pauta, o que é fundamental para a leitura e a execução musical. A seguir, apresentaremos alguns materiais para que você possa aprimorar o seu conhecimento, acrescentando novos elementos sobre o tema.

BAZANO, R. teoria musical (aula 16) – Desenhando as claves. 2013. Disponível em:

<http://cordasemusica.com.br/teoria-musical-aula-16-desenhando-as-claves/>.

Acesso em: 13 jul. 2015.

GUSMãO, P. teoria elementar da música. Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria, 2012. Disponível em: <http://200.18.45.28/sites/musica/images/teoria_ elementar.pdf>. Acesso em: 13 jul. 2015.

RIBEIRO, A. teoria musical. Disponível em: <https://alfredoribeiro.wordpress.com/ teoria-musical/>. Acesso em: 19 jun. 2015.

4. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS

A autoavaliação pode ser uma ferramenta importante para você testar o seu desempenho. Se encontrar dificuldades em responder às questões a seguir, você deverá revisar os conteúdos estudados para sanar as suas dúvidas.

1)

Com respeito aos primórdios da escrita musical, assinale a alternativa que representa a única opção de afirmativa incorreta:

a) Foram os egípcios que estabeleceram as bases para a música ocidental, criando um sistema de notação musical.

b) De acordo com o Dicionário Grove de música, de Stanley Sadie (1994), a história da notação musical iniciou-se com os neumas.

c) O monge Guido d’Arezzo (995-1050) efetuou grandes avanços na escrita musical.

d) Os neumas não forneciam uma informação clara para quem não conhecesse a melodia previamente.

2)

Assinale a única alternativa correta a respeito das propriedades do som:

a) A altura é determinada pela frequência das vibrações. A frequência é medida em decibéis.

b) A duração diz respeito ao nível de intensidade de determinado som.

c) A notação musical representa o timbre com uma indicação, colocada no início da pauta, do instrumento ou voz que deverá executar a música.

© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

33

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

d) A intensidade de qualquer som é determinada pela amplitude da vibração. Se a amplitude das vibrações for maior, o som será mais agudo.

3)

Sobre as claves, é correto afirmar que:

a) Para determinar a nota no pentagrama, coloca-se no final de todas as pautas um sinal chamado clave.

b) A clave de Dó pode ser escrita em todas as linhas: primeira, segunda, terceira, quarta e quinta.

c) As claves de Sol e de Fá são escritas na terceira e quarta linhas.

d) A única clave que dispensa os pontos é a clave de Sol.

4)

Assinale verdadeiro (V) ou falso (F) nas alternativas a seguir. Depois, escolha a alternativa que representa a correta ordem de “V” e “F”.

(

)

altura, intensidade, duração e timbre são propriedades do som.

(

)

Entre os povos antigos, não havia a possibilidade de gravações e ainda não existia um sistema de notação musical que permitisse alguma forma de registro. a música era, então, uma tradição oral.

(

)

Atualmente, são usadas as claves de Sol na segunda e terceira linhas, clave de Fá na terceira e quarta linhas e clave de Dó na primeira, segunda e terceira linhas.

(

)

A clave colocada no início da pauta faz com que reconheçamos as notas musicais. Ela dá nome às notas escritas e determina a sua altura.

a)

V – F – V – V.

b)

F – V – F – V.

c)

V – V – F – F.

d)

V – V – F – V.

5)

Numere a segunda coluna de acordo com a primeira e assinale a alternativa que representa a correta ordem de números da segunda coluna:

1. Tempo de produção do som.

(

) Hertz

2. Usada na terceira e quarta linhas.

(

) Duração

3. Som grave ou agudo.

(

) Guido D’Arezzo

4. Origem das notas musicais.

(

) Clave de Fá

5. Medida de frequência.

(

) Altura

a) 5 – 1 – 4 – 2 – 3.

b) 3 – 1 – 4 – 2 – 5.

c) 5 – 2 – 4 – 1 – 3.

d) 5 – 1 – 3 – 2 – 4.

Gabarito Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões autoavaliativas propostas:

1)

2)

3)

4)

5)

34

a.

c.

d.

d.

a.

© PERCEPÇÃO, NOTAÇÃO E LINGUAGEM MUSICAL

UNIDADE 1 – NOTAÇÃO MUSICAL

5. CONSIDERAÇÕES

Chegamos ao final da primeira unidade, na qual você teve a oportunidade de perceber a importância do surgimento da notação musical para a preservação, o estudo e a compreensão da música como um todo.

Além disso, foram apresentadas noções de acústica, por meio das propriedades fundamentais do som, e os elementos básicos da escrita musical.

Lembre-se de que Conteúdo Digital Integrador ampliará seu conhecimento sobre o assunto. Na próxima unidade, você aprenderá as relações entre as figuras rítmicas e os compassos.

6. E-REFERÊnCias

ABEM – ASSOCIAçãO BRASILEIRA DE EDUCAçãO MUSICAL. Home page. Disponível em: <http://www.abemeducacaomusical. org.br>. Acesso em: 13 jul. 2015.

ANPPOM – ASSOCIAçãO NACIONAL DE PESQUISA E PóS-GRADUAçãO EM MúSICA. Home page. Disponível em: <http://www. anppom.com.br/>. Acesso em 13 jul. 2015.

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NOBRE, J. apostila de teoria musical. Fortaleza: Secretaria da Cultura do estado do Ceará, 2008. p. 1-27. (Projeto Fortalecimento Musical). Disponível em: <http://www2.secult.ce.gov.br/Recursos/PublicWebBanco/Partituraacervo/Apt000002.pdf>. Acesso em: 13 jul. 2015.

REVISTA ACADÊMICA DE MúSICA PER MUSI. Minas Gerais: UFMG. Disponível em: <http://www.musica.ufmg.br/permusi/ port/>. Acesso em: 13 jul. 2015.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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HINDEMITH, P. treinamento elementar para músicos. 4. ed. São Paulo: Ricordi, 1988.

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PENNA, M. música(s) e seu ensino. Porto Alegre: Editora Sulina, 2008.

POZZOLI, H. Guia teórico-prático para o ensino do ditado musical. São Paulo: Musicália S/A Cultura Musical, 1983.

RAMIRES, M. Harmonia: uma abordagem prática. 2. ed. São Paulo: Edição dos Autores, 2010. v. 1.

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SESI – SERVIçO SOCIAL DA INDúSTRIA. Departamento Nacional. Valores da música: cadernos técnicos. Brasília: Sesi, 2009.

SLOBODA, J. A. a mente musical. Trad. Beatriz Ilari e Rodolfo Ilari. Londrina: Eduel, 2008.

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UNIDADE 2

FIGURAS RÍTMICAS E COMPASSOS

Objetivos

Reconhecer figuras rítmicas (valores) e a proporcionalidade entre esses valores.

Compreender a formação dos compassos simples e seus elementos fundamentais (U.T. e U.C.).

Realizar leituras rítmicas sem subdivisão de pulso.

Conteúdos

Figuras de ritmo ou valores.

Compassos. Unidade de tempo e unidade de compasso.

Exercícios de leitura rítmica.

Orientações para o estudo da unidade

Antes de iniciar o estudo desta unidade, leia as orientações a seguir:

1) Lembre-se de que sua participação pode significar a diferença entre apenas ler conteúdos ou transformar conhecimentos em qualidade profissional. Por isso, não deixe de interagir com seus colegas de turma e o tutor. 2) Sua formação é essencial, pois ela determinará posturas e escolhas no desenvolvimento de sua prática. Invista em você, faça da pesquisa e da interação com seus colegas de curso e tutor hábitos que poderão ajudar você a ampliar e aprofundar seus conhecimentos.

3)

Utilize um caderno de anotações para colocar suas dúvidas e ideias que forem

4)

surgindo durante o seu estudo. Se encontrar dificuldade, não desanime! Não se esqueça de acessar a Sala de Aula Virtual! Interaja, pois, dessa maneira, você ampliará seus conhecimentos.

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