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Curso de Questões Comentadas de Contabilidade Geral e Avançada - ESAF

Auditor Fiscal da RFB - 2013


Professor Thiago Ultra

AULA DEMONSTRATIVA
Questões Comentadas de Contabilidade Geral e Avançada -
Auditor Fiscal da RFB - 2013

SUMÁRIO PÁGINA
1 Apresentação 02
2 Cronograma do Curso 04
3 Questões comentadas 07
LISTA DE EXERCÍCIOS COMENTADOS 65
GABARITOS 80

Referência para os Blocos de Teoria PÁGINA


Bloco de Teoria 1 – conceitos iniciais 07
Bloco de Teoria 2 – usuários das infos. contábeis 12
Bloco de Teoria 3 – Ativo/Passivo/PL 14
Bloco de Teoria 4 – Princípios de contabilidade 21
Bloco de Teoria 5 – Estados Patrimoniais 45
Bloco de Teoria 6 – Caracteristicas Qualitativas 52

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Curso de Questões Comentadas de Contabilidade Geral e Avançada - ESAF
Auditor Fiscal da RFB - 2013
Professor Thiago Ultra

1 Apresentação

Breve currículo

Bem vindos! Meu nome é Thiago Rodrigues Ultra Soares, 30 anos, sou
Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil aprovado no concurso de 2009.
Estou aqui com o objetivo de ensinar Contabilidade Geral, do jeito fácil!
Além dos cursos aqui do Estratégia, também sou professor comentarista de
questões no TEC CONCURSOS (www.tecconcursos.com.br).

Além de atuar como servidor público e professor, gosto bastante de


desenhar. Aliás, os desenhos do Zé Luís (já já descobrirão quem é) que
vocês encontrarem no curso foram feitos por mim, beleza? A corujinha
queridinha, por sua vez, é do Estratégia .

Meu histórico de aprovações é o seguinte:

 Técnico Bancário da Caixa Econômica Federal (2000)


 Técnico Judiciário - Tribunal Regional Federal da 2ª Região (2007)
 Técnico Administrativo do BNDES (2008)
 Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil (2009)

Sobre o Curso

Gente, o curso é de questões comentadas. Ele foi preparado e conduzido


de maneira a facilitar, ao máximo, a compreensão dos assuntos atinentes à
Contabilidade Geral e Avançada, deixando-os afiadíssimos para as
provas aplicadas pela Escola Superior de Administração Fazendária – ESAF
-, banca organizadora dos certames da Receita Federal do Brasil.

O curso é especialmente focado no cargo de AUDITOR FISCAL DA


RECEITA FEDERAL DO BRASIL, cuja remuneração inicial é de

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excelentes R$ 14.300,00, isso sem contar alguns auxílios (alimentação,
saúde) fornecidos pelo Governo Federal. O salário é ótimo, e a
concorrência está em cima! A preparação antecipada, com a resolução
de muitos exercícios, é o melhor caminho para obter sucesso em
suas provas.

As questões presentes neste curso foram angariadas de 23 provas de


contabilidade aplicadas pela ESAF, nos últimos anos. No total, serão
mais de 250 questões com 05 alternativas cada. Pode acontecer de
utilizarmos questões de outras bancas, se o assunto não foi
suficientemente abordado pela ESAF em provas anteriores.

Sempre que a questão permitir (quando as alternativas envolverem


conceitos diversos), comentarei cada uma das alternativas, indicando seus
erros e acertos. Além disso, quando um determinado assunto for abordado
pela primeira vez no curso, apresentarei um “BLOCO DE TEORIA” antes
da resolução da questão, para nivelar o aprendizado e garantir que a
resolução não fique “fora de contexto”, caso alguém não esteja
familiarizado, ou não se recorde do assunto.

As questões seguem uma “ascendente”. As primeiras aulas abordarão


questões que exijam conceitos mais iniciais da matéria, enquanto que as
últimas envolverão aspectos mais complexos, seguindo uma ordem
adequada de aprendizado da disciplina.

As provas da ESAF que foram utilizadas para a preparação do curso foram


as seguintes:

Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil – 2012


Analista Tributário da Receita Federal - 2012
Analista de Comércio Exterior – MDIC – 2012
Fiscal de Rendas do Município do RJ – ISS/RJ – 2010
Analista: Área Contábil – SUSEP – 2010

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Analista: Contábil e Auditoria – CVM - 2010
Analista de Planejamento e Orçamento – MPOG – 2010
Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil – 2009
Analista Tributário da Receita Federal do Brasil - 2009
Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas – SEFAZ/SP – 2009
Analista de Finanças e Controle – CGU – 2008
Analista de Finanças e Controle – STN – 2008
Auditor Fiscal de Tributos Municipais – NATAL/RJ – 2008
Analista de Finanças e Controle – CGU – 2006
Técnico da Receita Federal (Atual ATRFB) – 2005
Analista de Finanças e Controle – STN – 2005
Auditor Fiscal de Receitas Estaduais – MG – 2005
Técnico da Receita Federal (Atual ATRFB) – 2003
Fiscal de Rendas – ISS/Recife – 2003
Auditor Fiscal da Receita Federal – 2003
Técnico da Receita Federal (Atual ATRFB) – 2002.2
Técnico da Receita Federal (Atual ATRFB) – 2002.1
Auditor Fiscal de Tributos Municipais – Teresina/MA - 2001

Especialmente no que se refere aos pontos de Contabilidade Avançada


do edital de Auditor (principalmente Aulas 09 e 10 do curso), as questões
apresentadas serão, em sua maioria, de outras bancas, em razão da baixa
frequência de cobrança destes itens em provas da ESAF.

2 - Cronograma do curso

O curso abordará os pontos de Contabilidade Geral e Avançada


presentes no edital do concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal de
2012, conforme abaixo.

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Aulas Data Conteúdo
1. Estrutura Conceitual para Elaboração e
Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro
aprovado pelo Conselho Federal de Contabilidade
Aula 00 -
(CFC). 2. Patrimônio: componentes patrimoniais,
ativo, passivo e situação líquida. Equação
fundamental do patrimônio.
3. Fatos contábeis e respectivas variações
patrimoniais. 4. Sistema de contas, contas
patrimoniais e de resultado. Plano de contas. 5.
Aula 01 10/ABR/13
Tratamento das Depreciação, amortização e
exaustão, conceitos, determinação da vida útil,
forma de cálculo e registros.
6. Escrituração: conceito e métodos; partidas
dobradas; lançamento contábil – rotina, fórmulas;
processos de escrituração. 7. Ganhos ou perdas de
capital: alienação e baixa de itens do ativo. 8.
Operações de Duplicatas descontadas, cálculos e
registros contábeis. 9. Operações financeiras ativas
e passivas, tratamento contábil e cálculo das
Aula 02 20/ABR/13
variações monetárias, das receitas e despesas
financeiras, empréstimos e financiamentos:
apropriação de principal, juros transcorridos e a
transcorrer. 10. Despesas antecipadas, receitas
antecipadas. 11. Folha de pagamentos: elaboração
e contabilização. 12. Políticas Contábeis, Mudança
de Estimativa e Retificação de Erro.
Aula 03 30/ABR/13 CONTINUAÇÃO Aula 02
Aula 04 10/MAI/13 13. Apuração do Resultado. 14. Balancete de
verificação: conceito, forma, apresentação,
finalidade, elaboração. 15. Demonstrações
Contábeis, obrigatoriedade de apresentação e
elaboração de acordo com a Lei n. 6.404/76 e suas
alterações e as Normas Brasileiras de Contabilidade
atualizadas. 16. Balanço Patrimonial:
obrigatoriedade, apresentação; conteúdo dos
grupos e subgrupos. 17. Ativos: estrutura,
grupamentos e classificações, conceitos, processos
de avaliação, registros contábeis e evidenciações.
18. Passivos: conceitos, estrutura e classificação,
conteúdo das contas, processos de avaliação,
registros contábeis e evidenciações. 19. Patrimônio
líquido: capital social, adiantamentos para aumento
de capital, ajustes de avaliação patrimonial, ações
em tesouraria, prejuízos acumulados, reservas de
capital e de lucros, cálculos, constituição, utilização,
reversão, registros contábeis e formas de
evidenciação. 20. Tratamento dos saldos existentes
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do ativo diferido e das Reservas de Reavaliação.21.
Redução ao valor recuperável, mensuração, registro
contábil, reversão. 22. Tratamento das
Participações Societárias, conceito de coligadas e
controladas, definição de influência significativa,
métodos de avaliação, cálculos, apuração do
resultado de equivalência patrimonial, tratamento
dos lucros não realizados, recebimento de lucros ou
dividendos de coligadas e controladas,
contabilização. 23. Debêntures, conceito, avaliação
e tratamento contábil. 24. Tratamento das partes
beneficiárias. 25. Ativos Intangíveis, conceito,
apropriação, forma de avaliação e registros
contábeis.
Aula 05 20/MAI/13 CONTINUAÇÃO Aula 04
26. Demonstração do Resultado do Exercício,
estrutura, evidenciação, características e
elaboração. 27. Apuração a receita líquida, do lucro
Aula 06 30/MAI/13
bruto e do resultado do exercício, antes e depois da
provisão para o Imposto sobre Renda, contribuição
social e participações.
28. Operações com mercadorias, fatores que
alteram valores de compra e venda, forma de
registro e apuração do custo das mercadorias ou
dos serviços vendidos. 29. Tratamento de operações
de arrendamento mercantil. 30. (...) incorporação e
Aula 07 10/JUN/13
distribuição do resultado, compensação de
prejuízos, tratamento dos dividendos e juros sobre
capital próprio, transferência do lucro líquido para
reservas, forma de cálculo, utilização e reversão de
Reservas.
31. Demonstração do Fluxo de Caixa:
obrigatoriedade de apresentação, métodos de
elaboração e forma de apresentação. 32.
Demonstração do Valor Adicionado – DVA: conceito,
Aula 08 20/JUN/13
forma de apresentação e elaboração. 33. Análise
das Demonstrações. Análise horizontal e
indicadores de evolução. Índices e quocientes
financeiros de estrutura e econômicos.
Ativo e passivo contingente. 15. Redução ao valor
recuperável, mensuração, registro contábil,
reversão. 17. Tratamentos de Reparo e conservação
de bens do ativo, gastos de capital versus gastos do
Aula 09 30/JUN/13
período.
14. Apuração e tratamento contábil da mais valia,
do goodwill e do deságio: cálculos, amortizações e
forma de evidenciação.
Aula 10 10/JUL/13 24. Passivo atuarial, depósitos judiciais, definições,

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cálculo e forma de contabilização.
27. Ativo Não Circulante Mantido para Venda,
Operação Descontinuada e Propriedade para
Investimento, conceitos e tratamento contábil.
35. Demonstração do Resultado Abrangente,
conceito, conteúdo e forma de apresentação.

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Questões Comentadas

E aí, pessoal? Bora começar!?? Antes de vermos a questão, vamos


conhecer o primeiro Bloco de Teoria do curso, sobre os conceitos iniciais de
Contabilidade.

Bloco de Teoria 1

“Contabilidade é a ciência que estuda e controla o patrimônio das


entidades mediante o registro de todos os atos e transações
comerciais”.

A definição acima é clássica e apresenta de maneira bastante sintética a


conceituação da Contabilidade. Entretanto, como estamos em nossa aula zero,
possivelmente alguns dos termos acima não estão muito claros. Por isso, vamos
destrinchar alguns elementos chaves dessa conceituação.

Contabilidade é ciência

A contabilidade é uma ciência em razão de possuir métodos, sistemas, princípios


e teorias próprias, desenvolvidas exclusivamente para o estudo de seu objeto, o
patrimônio. Ao contrário do que se possa imaginar, a Contabilidade, apesar de
ser amplamente baseada em números, não é uma ciência exata. É, antes, uma
ciência social, pois se ocupa de estudar os efeitos das ações humanas sobre o

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seu objeto de estudo. Os números são meros instrumentos de medida das
alterações ocorridas no patrimônio.

Registro de todos os atos e transações comerciais

A contabilidade, por meio da escrituração contábil (que será explicada na seção


de técnicas contábeis), registra todos os atos e transações comerciais
ocorridos, conhecidos por fatos contábeis (ou fato administrativos). E por
todos, entendam todos mesmo! Todas as situações que, de alguma maneira,
possam impactar o patrimônio da entidade (aumentando ou diminuindo seu valor,
ou simplesmente mudando sua composição) são acompanhadas e registradas
pelos sistemas de informações contábeis. Este acompanhamento minucioso
possibilita que seus usuários extraiam informações atualizadas, de maneira clara
e simples, sobre a situação da entidade. E tem mais, há preocupação inclusive por
registrar acontecimentos futuros que, ainda que com algum grau de incerteza,
possam vir a ferir o patrimônio das entidades. A título de exemplo, a contabilidade
se preocupa em registrar tanto a aquisição de canetas ou de um novo veículo,
quanto prováveis perdas futuras que possam impactar negativamente no conjunto
no patrimônio da entidade.

Objeto da Contabilidade

O objeto da Contabilidade é o Patrimônio das entidades econômico-


administrativas.

O Patrimônio corresponde ao conjunto de bens, direitos e obrigações


vinculados a uma pessoa física ou jurídica (ou apenas entidades econômico-
administrativas). Os bens e direitos são considerados os Ativos da entidade,
enquanto que as Obrigações são o Passivo Exigível. O Balanço Patrimonial é
a demonstração que evidencia os componentes patrimoniais. Do lado
esquerdo do Balanço são registradas as contas do Ativo, e do lado direito, as do
Passivo. O patrimônio líquido, em se tratando de uma entidade economicamente
saudável, ficará ao lado direito (caso em que a situação líquida é positiva). Porém,
ele poderá ficar localizado à esquerda do balanço ou simplesmente não aparecer
no balanço patrimonial, situação que ainda veremos nessa aula.

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BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO (A) PASSIVO (P)
- BENS - OBRIGAÇÕES
- DIREITOS PATRIMÔNIO LÍQUIDO
PL = A - P
Soma do Ativo = Soma do passivo + PL

Objetivo da Contabilidade

O objetivo da Contabilidade é estudar e controlar as variações ocorridas


com o Patrimônio, com a finalidade de fornecer informações atualizadas
sobre a situação patrimonial, financeira ou econômica aos seus usuários.

Esquematicamente, podemos resumir o objeto e o objetivo da Contabilidade da


seguinte maneira:

Objeto Objetivo

Patrimônio: Estudar e Controlar as


bens, direitos e variações ocorridas no
Obrigações Patrimônio

Campo de Aplicação da Contabilidade

O patrimônio não existe por si só e não tem vontade própria. À exceção de alguns
amigos que são possuídos por seus video-games, a regra é que o patrimônio
seja possuído por alguém, que irá gerenciá-lo de maneira a preservá-lo e
multiplicá-lo, a depender do fim social ou econômico ao qual se destina.

Então pessoal, como o objeto da Contabilidade é o conjunto de bens, direitos e


obrigações que constituem o patrimônio, o campo de aplicação da ciência
contábil corresponde ao patrimônio considerado conjuntamente com as pessoas
que possuem poderes de gestão e disponibilidade sobre ele. Este conjunto
(patrimônio + gestão) é chamado de entidade econômico-administrativa, ou
apenas Azienda (palavra italiana que significa fazenda). Esquematicamente:
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Com isso, enquadram-se no sentido de Azienda (e fazem parte do campo de
aplicação da Contabilidade) as pessoas físicas, os templos religiosos, os clubes, as
microempresas, os partidos políticos, etc. Assim, a Contabilidade se presta a
controlar e estudar o patrimônio tanto de entidades comerciais que visam ao
lucro, quanto de organizações sem finalidades lucrativas.

Fim do Bloco de Teoria 1

1 – (ESAF – Fiscal de Rendas ISS/RJ – 2010) Assinale abaixo a


única opção que contém uma afirmativa falsa.
A) A finalidade da Contabilidade é assegurar o controle do
patrimônio administrado e fornecer informações sobre a
composição e as variações patrimoniais, bem como sobre o
resultado das atividades econômicas desenvolvidas pela entidade
para alcançar seus fins.
B) A Contabilidade pode ser conceituada como sendo “a ciência que
estuda, registra, controla e interpreta os fatos ocorridos no
patrimônio das entidades com fins lucrativos ou não”.
C) Pode-se dizer que o campo de aplicação da Contabilidade é a
entidade econômico-administrativa, seja ou não de fins lucrativos.
D) O objeto da Contabilidade é definido como o conjunto de bens,
direitos e obrigações vinculado a uma entidade econômico-
administrativa.
E) Enquanto a entidade econômico-administrativa é o objeto da
Contabilidade, o patrimônio é o seu campo de aplicação.

Comentários:
Agora, sim, vamos iniciar com o pé direito! Vejamos as alternativas:
Alternativa A: Certíssima, gente! A finalidade da Contabilidade é, mesmo,
assegurar o controle do patrimônio administrado e fornecer informações
sobre a composição e as variações patrimoniais, bem como sobre o
resultado das atividades econômicas desenvolvidas pela entidade para
alcançar seus fins.

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Alternativa B: Correta! A Contabilidade também se preocupa em
“interpretar” as informações contábeis, viu gente! A interpretação das
informações contábeis é conduzida, principalmente, pela “análise de
demonstrações financeiras”.
Alternativa C: Certinha, também! Vimos isso no Bloco de Teoria 1. O
campo de aplicação da Contabilidade é a entidade econômico-
administrativa, ou azienda, que pode ser com fins lucrativos ou não.
Alternativa D: Certíssima! Essa também foi explicada no Bloco de Teoria
1.
Alternativa E: Incorreta. Vejam que a alternativa misturou os conceitos
em relação ao objeto e campo de aplicação da Contabilidade. O objeto da
contabilidade é o Patrimônio, enquanto que o campo de aplicação é a
entidade econômico administrativa.

Gabarito: Letra E.

2 – (ESAF – ANALISTA/CVM – 2010) As demonstrações contábeis,


quando corretamente elaboradas, satisfazem as necessidades
comuns da maioria dos seus usuários, uma vez que quase todos
eles as utilizam para a tomada de decisões de ordem econômica.
Sob esse aspecto, pode-se dizer que, entre outras finalidades, os
usuários baseiam-se nas demonstrações contábeis para praticar as
seguintes ações, exceto:
a) decidir quando comprar, manter ou vender um investimento em
ações.
b) avaliar a capacidade da entidade de pagar seus empregados e
proporcionar-lhes outros benefícios.
c) determinar a distribuição de lucros e dividendos.
d) regulamentar as atividades das entidades.
e) fiscalizar a lisura dos atos administrativos.
Comentários:
Vejamos um Bloquinho de Teoria a respeito dos usuários das informações
contábeis:
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Bloco de Teoria 2

As informações produzidas pela Contabilidade são valiosíssimas e,

por isso, tem muita gente esperando ansiosamente pelas


informações preparadas no âmbito desta ciência social. Estes
interessados, os usuários das informações contábeis, acompanham a situação
patrimonial (bens, direitos e obrigações), econômica (receitas e despesas, de
maneira geral) e financeira (fluxo de caixa, disponibilidades financeiras) da
entidade por meio das demonstrações contábeis (financeiras) produzidas.
Uma delas eu já apresentei a vocês, apesar de sinteticamente: O Balanço
Patrimonial. As demais serão vistas no decorrer do curso. Os usuários dividem-se
em dois grupos: Internos e Externos.

Os usuários internos da informação contábil são aqueles que atuam na entidade


e se aproveitam dos sistemas de informações para a tomada de decisões sobre
o patrimônio, como é o caso do administrador da entidade. Com base nas
informações contábeis, o gestor pode decidir qual o melhor momento para
adquirir uma nova fábrica, ampliar seu processo produtivo ou contratar
funcionários. Pode, ainda, controlar os estoques, prever uma possível falta de
disponibilidades financeiras no futuro e desde já se preparar para a tomada de
empréstimos, entre outros.

Usuários externos, por sua vez, correspondem a todos os interessados externos


à entidade que não possuem poderes de gestão sobre o patrimônio, mas,
ávidos por acompanhar seu desempenho, fazem uso das informações produzidas
pelos sistemas contábeis. Vejam alguns abaixo:

Governo: Interessa-se pelas informações contábeis pois, a partir delas, o


governo pode avaliar a ocorrência de aumentos patrimoniais e eventuais
fatos geradores de tributos, como também fiscalizar a correta
apuração de créditos de impostos a restituir/compensar;

Investidores: por meio das informações contábeis podem avaliar a


saúde econômico-financeira da empresa, a distribuição de dividendos e

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compará-la a outras opções no mercado, subsidiando a tomada de

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decisões de investimento (compra de ações e de quotas de capital
social).

Bancos: através das informações contábeis, as instituições financeiras


podem realizar análise de risco de crédito das entidades e, com isso,
definir taxas de juros, determinar a capacidade de pagamento da
entidade ou exigir garantias adicionais;

Clientes: Antes de assinarem um contrato de longo prazo, os clientes


precisam ter certeza de que a empresa contratada continuará
operacional até o termo final do contrato, informação que pode ser
obtida por meio das Demonstrações Contábeis.

A estes, também podemos incluir os fornecedores (que se preocupam em saber


se receberão o pagamento pelas mercadorias no vencimento) e os órgãos
reguladores, que se utilizam das das demonstrações para regulamentar as
atividades da entidade.

Fim do Bloco de Teoria 2

Agora, vamos analisar as alternativas:

Alternativa A: Correta! Sem dúvidas, os investidores se utilizam das


demonstrações contábeis para decidir quando comprar, manter ou vender
um investimento em ações.
Alternativa B: Correta. As informações contábeis também permitem
avaliar a capacidade da entidade de pagar seus empregados e
proporcionar-lhes outros benefícios.
Alternativa C: Também está certa. As informações contábeis auxiliam a
entidade a determinar a distribuição de lucros e dividendos.
Alternativa D: Certíssima! Órgão reguladores podem regulamentar as
atividades das entidades, com base em suas demonstrações.

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Alternativa E: Incorreta! A fiscalização da lisura dos atos administrativos
não se incluem entre as atividades desenvolvidas com base nas
demonstrações financeiras.

Gabarito: Letra E.

3 – (ESAF – ANALISTA/CVM – 2010) Aponte abaixo a opção que


contém uma assertiva incorreta.
a) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de
eventos passados e do qual se espera que resultem futuros
benefícios econômicos para a entidade.
b) Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de
eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em
saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos para a
entidade.
c) Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade
depois de deduzidos todos os resultados.
d) Muitos ativos têm uma substância física. Entretanto, substância
física não é essencial à existência de um ativo.
e) Muitos ativos estão ligados a direitos legais, inclusive a direito
de propriedade. Ao determinar a existência de um ativo,
entretanto, o direito de propriedade não é essencial.

Comentários:
Questão sobre linhas gerais do balanço patrimonial. Vamos ver um
bloquinho de teoria a respeito!?

Bloco de Teoria 3

Vimos no Bloco de Teoria 1, desta aula, que o patrimônio da entidade é dividido


entre ativo, passivo e patrimônio líquido. A demonstração que cuida de
evidenciar estes componentes patrimoniais é o Balanço Patrimonial. A
finalidade do Balanço Patrimonial é apresentar uma “fotografia” do patrimônio da

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entidade num determinado momento. Em geral, o Balanço é preparado ao
término de cada exercício (em geral, coincidente com o ano civil).

Ativo:

Nos termos da Resolução nº 1.374/2011 – NBC TG Estrutura


Conceitual, 4.4 (a) – Ativo é um elemento patrimonial que
representa “um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos
passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos
para a entidade”.

Por exemplo:

1) A conta Duplicatas a Receber é decorrente de eventos passados (venda


de mercadorias ou serviços) e registra a expectativa de futuros benefícios
econômicos a serem usufruídos pela entidade, que se traduz na realização
do direito a receber (o efetivo pagamento pelo cliente).
2) A conta Máquina e Equipamentos registra o maquinário que a entidade
adquiriu no passado, e deles também se esperam futuros benefícios
econômicos, consubstanciado em sua “capacidade de geração de receita”
(de produção de bens para venda) no futuro.

“Futuros benefícios econômicos”, inerentes ao ativo, significa a capacidade que o


bem ou direito controlado pela entidade tem de contribuir, direta ou
indiretamente, para o fluxo de caixa ou equivalentes de caixa da empresa (efetiva
entrada de recursos).

A NBC TG Estrutura Conceitual continua e exemplifica os “futuros benefícios


econômicos” dos ativos da seguinte maneira, em seu item 4.10:

(...) um ativo pode ser:

a) usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de


mercadorias e serviços a serem vendidos pela entidade;

b) trocado por outros ativos;


c) usado para liquidar um passivo; ou
d) distribuído aos proprietários da entidade.
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Muitos ativos estão ligados a direitos legais, inclusive a direito de propriedade. No


entanto, o direito de propriedade não é essencial à existência do ativo! O
fundamental é o controle da entidade sobre o futuros benefícios econômicos dele
decorrentes, bem como a responsabilidade pelos riscos correlacionados à
assunção do Direito.

Passivo:

No Passivo são classificadas as obrigações da entidade. As contas de


passivo registram os recursos que podem ser exigidos da entidade
por terceiros, por isso é conhecido, também, por Passivo Exigível.

A Resolução nº 1.374/11 – NBC TG Estrutura Conceitual 4.4 (b) - define que a


característica essencial para a existência de um passivo é que a entidade tenha
uma obrigação presente. Por obrigação presente podemos entender tudo aquilo
que ocorreu no passado e que gerou, para a entidade, um dever ou
responsabilidade de agir ou fazer de uma certa maneira. Por exemplo:

1. Na compra de fornecedores a prazo, a entidade se obriga a entregar, no


futuro, recursos aos fornecedores.
2. Na aquisição de um empréstimo, a entidade contratualmente fica
responsável por devolver, no futuro, os valores emprestados, acrescido de
juros;
3. Na contratação de trabalhadores, a entidade fica obrigada a pagar seus
salários (obedecido o regime de competência, que veremos mais adiante).

A mesma resolução demonstra como pode ser realizada a liquidação das


obrigações, liquidação esta que geralmente envolve recursos capazes de gerar
benefícios econômicos, no intuito de satisfazer o direito da outra parte. Vejamos
as possibilidades de liquidação das obrigações:

Res. CFC nº 1.374/2011 – NBC TG Estrutura Conceitual


4.17 (...)
 pagamento em dinheiro;

 transferência de outros ativos;


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 prestação de serviços;

 substituição da obrigação por outra; ou

 conversão da obrigação em capital.

Patrimônio Líquido:

O Patrimônio Líquido (PL) é dado pela diferença entre o Ativo (A) e o Passivo (P)
da entidade. PL = A – P (equação fundamental). Como o Ativo são os bens e
direitos da entidade, e o Passivo corresponde às obrigações com terceiros, o
Patrimônio Líquido é a parcela do patrimônio que pertence à entidade. Em
outras palavras, o PL é o que sobraria para o proprietário da entidade caso todos
os bens e direitos fossem realizados (transformados em dinheiro, basicamente) e
todas as obrigações quitadas. Diz-se, também, que o PL é o valor residual do
ativo após quitadas todas as obrigações.

Atenção: a denominação Patrimônio Líquido somente deve ser utilizada nos


casos em que o resultado da equação fundamental é positivo, ou seja, quando o
Ativo é maior que o Passivo. Quando a situação líquida da entidade for negativa
(quando o Passivo for maior que o Ativo), dizemos que ela incorre em Passivo a
Descoberto ou em Situação Líquida Negativa. Esse é o posicionamento da
ESAF!

Em razão deste caráter residual, temos que o Patrimônio líquido representa


os Recursos Próprios da Entidade (capital próprio). O Passivo, por outro
lado, representa os Recursos de Terceiros, que podem ser exigidos contra a
entidade, já que decorrem de obrigações. É por esse caráter de exigibilidade
contra a entidade que o Passivo é também conhecido por Passivo Exigível.

O passivo total, por outro lado, corresponde ao somatório do Passivo


Exigível com o Patrimônio Líquido. Ou seja, o total de recursos que a
entidade tem a sua disposição.

Fim do Bloco de Teoria 3

Agora, às alternativas!

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Alternativa A: Correta! A alternativa reproduz a definição existente no


item 4.4, (a) da Resolução nº 1.374/2011 – NBC TG Estrutura Conceitual.
Alternativa B: Correta. Também reproduz a redação do item 4.4, (b) da
Resolução nº 1.374/2011 – NBC TG Estrutura Conceitual.
Alternativa C: Incorreta! Como vimos no Bloco de Teoria 3, o patrimônio
líquido é o valor residual do ativo após deduzidas todas as obrigações
(passivos).
Alternativa D: Certíssima! Alguns ativos não possuem existência física.
Nestes casos, são denominados ativos intangíveis, como é o caso das
patentes, das fórmulas, dos softwares para computador, etc.
Alternativa E: Também tá correta, e foi vista no Bloco de Teoria 3! O
direito de propriedade, apesar de intimamente ligado ao ativo, não é
indispensável para a classificação de um ativo. O melhor exemplo para esta
Alternativa E está no contrato de arrendamento mercantil financeiro.
No arrendamento mercantil financeiro a entidade não é proprietária do
bem arrendado. No entanto, o contrato da operação permite à entidade
usufruir de todos os benefícios econômicos gerados pelo bem. Por
isso, o bem arrendado será considerado um ativo da entidade arrendadora.

Gabarito: Letra C.

4 – (ESAF – AFTM/TERESINA – 2001) Assinale a opção que


contém a afirmativa correta.
a) Conceitua-se Contabilidade como a metodologia que permite às
entidades econômicas o desenvolvimento de suas atividades e a
consecução dos fins que lhes são propostos.
b) O ativo indica a aplicação dos capitais na atividade empresarial,
por isso, aí se encontra o chamado capital próprio.
c) Denomina-se empresa o organismo resultante de elementos
materiais e humanos reunidos com o objetivo de obter,
transformar, movimentar e consumir bens.

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d) Conceitua-se Contabilidade como a ciência que estuda e pratica
as funções de escrituração, demonstração financeira, auditoria e
análise de balanços.
e) Um patrimônio bem determinado, uma pessoa que o possui e o
administra, praticando sobre ele atos e fatos de natureza
econômica, tudo isso pressupõe a existência de um ser distinto de
seu dono, conhecido como entidade ou azienda.

Comentários:
Vejamos as alternativas.
Alternativa A: Incorreta! Vimos no Bloco de Teoria 1 que a Contabilidade
é uma Ciência, e não uma metodologia.
Alternativa B: Incorreta! De fato, o ativo indica a aplicação dos capitais
na atividade empresarial, também denominado de capital aplicado. O
erro está em afirmar que no ativo se encontra o capital próprio. Como
vimos no Bloco de Teoria 3, o capital próprio corresponde ao
patrimônio líquido da entidade.
Alternativa C: Incorreta! Empresa não é organismo resultante de
elementos materiais e humanos, é atividade! (essa é lá do direito
empresarial).
Alternativa D: Errada também. A contabilidade é ciência, mas a
escrituração, a demonstração financeira, a auditoria e a análise de
balanços são técnicas contábeis, e não funções.
Alternativa E: Certa! Vimos no Bloco de Teoria 1 que o campo de
aplicação da contabilidade é a entidade ou azienda. O patrimônio da
entidade é distinto do patrimônio de seu dono, por isso, não se confundem.
Este pressuposto está amparado no princípio da entidade. O princípio da
entidade afirma que:

Res. CFC 750/93


Art. 4º O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da
Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da
diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios
existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto

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de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou
finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o
Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários,
no caso de sociedade ou instituição. (...)

Gabarito: Letra E.

5 – (ESAF – AFC/CGU – 2008) (adaptada) - Sobre os enunciados


dos Princípios Fundamentais de Contabilidade, estabelecidos na
Resolução n. 750/1993, são apresentadas as seguintes assertivas:
I. desde que tecnicamente estimável, o registro das variações
patrimoniais deve ser feito, de imediato e com a extensão correta,
independentemente das causas que as originaram, mesmo na
hipótese de somente existir razoável certeza de sua ocorrência.
II. após sua integração ao patrimônio, o bem, direito ou obrigação
não poderão ter alterados seus valores intrínsecos, admitindo-se,
tão somente, sua Reavaliação, atualização monetária e a
decomposição em elementos e/ou sua agregação, parcial ou
integral, a outros elementos do patrimônio líquido.
III. consideram-se realizadas as receitas sempre que houver a
extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer que seja o
motivo, sem o desaparecimento concomitante de um ativo de valor
igual ou maior.
IV. quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais,
quantitativas e qualitativas, devem ser consideradas a
continuidade ou não da entidade, bem como sua vida definida ou
provável, pois influencia o valor econômico dos ativos e, em muitos
casos, o valor ou o vencimento dos passivos, especialmente quando
a extinção da entidade tem prazo determinado, previsto ou
previsível.
V. quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis diante
dos demais Princípios Fundamentais de Contabilidade, deve-se
escolher a hipótese de que resulte menor patrimônio líquido.

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Considerando que a seqüência das assertivas apresentadas não
guarda necessariamente correlação com a seqüência das opções
apresentadas, das assertivas apresentadas, a única incorreta é
aquela que se refere ao Princípio da (do):
a) Continuidade.
b) Prudência.
c) Competência.
d) Registro pelo Valor Original.
e) Oportunidade.

Comentários:
Esta questão aborda um ponto superimportante da matéria, que trata dos
Princípio de Contabilidade. Tão importante, que merece um “Blocão” de
Teoria! Vamos lá:

Bloco de Teoria 4

Esse tópico não cai em prova, DESPENCA!


Todo post-it na corujinha é pouco!!!

Os princípios da Contabilidade estão elencados na Resolução CFC 750/93, e são


os seguintes: da Entidade, da Continuidade, da Oportunidade, do Registro
pelo Valor Original, da Competência e da Prudência.

A observância dos Princípios de Contabilidade é obrigatória no exercício da


profissão, e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de
Contabilidade! (Art. 1º, § 1º da Res. CFC 750/93).

Os Princípios de Contabilidade representam a essência das doutrinas e teorias


relativas à Ciência da Contabilidade, consoante o entendimento predominante nos
universos científico e profissional de nosso País. Concernem, pois, à Contabilidade
no seu sentido mais amplo de ciência social, cujo objeto é o patrimônio das
entidades. (Art. 2 º da Res. CFC 750/93)

Vejam que os princípios não são “meros enfeites” na contabilidade. Os artigos 1º


e 2º da Resolução CFC 750/93, transcrito acima, evidenciam que os princípios

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constituem verdadeiros fundamentos nos quais se alicerça a ciência contábil, e
são de observância obrigatória no exercício da profissão de contabilista.

Princípio da Entidade:

Res. CFC 750/93


Art. 4º O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e
afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio
particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a
uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza
ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o Patrimônio
não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou
instituição.

Parágrafo único – O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é


verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova
ENTIDADE, mas numa unidade de natureza econômico-contábil.

Se o objeto da contabilidade é o patrimônio, é necessário que se adotem


mecanismos no sentido de DIFERENCIAR e IDENTIFICAR cada patrimônio
individualmente, caso contrário seria impossível estudá-los (se todos se
confundissem entre si). Por isso, o princípio da Entidade reconhece o patrimônio
como objeto da contabilidade e afirma a autonomia patrimonial. Por autonomia
patrimonial entende-se a necessidade de diferenciação de um patrimônio
particular no universo dos patrimônios existentes, independente de quem o
possua (pessoa física ou jurídica, com ou sem finalidade lucrativa). Com isso, todo
patrimônio pertence a alguma entidade, mas a recíproca não é verdadeira.

É necessário ressaltar que o patrimônio da entidade não se confunde com o


dos sócios ou proprietários (em caso de pessoa jurídica). Além disso, o
princípio da entidade está fortemente alicerçado no direito de
propriedade, afinal, sem esta garantia jurídica, a diferenciação do patrimônio no
conjunto de patrimônios existentes na sociedade não seria possível.

O princípio da Entidade também diz que a soma ou agregação contábil de


patrimônios autônomos não resulta numa nova entidade, mas numa unidade
de natureza econômico-contábil. A “soma ou agregação contábil” de
patrimônios representa a consolidação, numa mesma demonstração, de
informações contábeis de entidades diferentes que compõem um grupo
econômico. Um grupo econômico consiste na relação entre pessoas jurídicas,
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onde uma delas é controladora das demais. Apesar de o patrimônio de cada uma
dessas empresas ser autônomo, a demonstração contábil delas pode vir a ser
unificada (consolidada) com a finalidade de demonstrar a situação patrimonial do
grupo econômico. Essa consolidação das informações numa única demonstração
não constitui um novo patrimônio, mas tão somente uma unidade de natureza
econômico-contábil para fins informativos.

Princípio da Oportunidade:

Res. CFC 750/93


Art. 6º O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação
dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas.

Parágrafo único. A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação


da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância, por isso é necessário
ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. (Redação dada
pela Resolução CFC nº. 1.282/10)

O princípio da Oportunidade relaciona-se ao processo de mensuração e


apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e
tempestivas. A Integridade orienta o registro completo das informações, sem
omissões nem excessos. A tempestividade, por sua vez, está relacionada ao
registro das informações no momento em que ocorrem. Esta dualidade entre
Integridade e Tempestividade das informações contábeis é fundamental para a
aferição da relevância das informações, e consequente confiabilidade das
demonstrações contábeis.

Princípio da Continuidade

Res. CFC 750/93


Art. 5º O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no
futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam
em conta esta circunstância. (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10)

O princípio da continuidade pressupõe que a entidade continuará em operação


no futuro e, portanto, a apresentação e mensuração dos componentes do
patrimônio levam em conta esta circunstância. Este princípio é muito
importante porque diversos ativos que a entidade possui são avaliados com base
na sua capacidade de geração de receitas no futuro. Se, por qualquer
motivo, há a indicação de quebra na continuidade da entidade, encerra-se a
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possibilidade de geração de receitas e, com isso, vários ativos precisarão ser
reavaliados, reduzindo substancialmente seu valor. A avaliação de alguns
componentes do Passivo também depende da observância ao princípio da
continuidade, pois o encerramento das atividades poderá dar ensejo à
antecipação do vencimento das obrigações, além da alteração de seus
valores.

Princípio da Prudência

Res. CFC 750/93


Art. 10. O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os
componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem
alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que
alterem o patrimônio líquido.

Parágrafo único. O Princípio da Prudência pressupõe o emprego de certo grau de


precaução no exercício dos julgamentos necessários às estimativas em certas condições
de incerteza, no sentido de que ativos e receitas não sejam superestimados e que
passivos e despesas não sejam subestimados, atribuindo maior confiabilidade ao processo
de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais. (Redação dada pela
Resolução CFC nº. 1.282/10)

Prudência é Precaução. Sempre que se apresentem alternativas igualmente


válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio
líquido, deveremos adotar aquela que represente o menor Patrimônio Líquido
(menor valor para os componentes do ativo ou o maior valor para os
componentes do passivo).

Se a fórmula para cálculo do patrimônio líquido é dada por PL = A – P, o menor


PL será obtido quando: 1) reduzirmos o valor do ativo; 2) aumentarmos o
valor do passivo.

Porém, há de se fazer um ressalva. O princípio da prudência não é uma


“carta branca” para a entidade manipular a sua composição patrimonial
de maneira a, artificialmente, atingir um PL menor. Ele orienta apenas que, em
caso de incertezas e dúvidas, em alternativas igualmente válidas, a entidade
adote aquela que implique menor valor dos componentes do ativo ou maior valor
dos componentes do passivo.

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Em essência, o princípio da prudência existe para dar maior confiança às
demonstrações contábeis. Na prática, adota-se uma posição conservadora para
que os usuários tomem suas decisões e fiquem menos sujeitos a “surpresas”
desagradáveis (como uma redução do lucro, ou mesmo um prejuízo imprevisto).
Ademais, o princípio da prudência trabalha com incertezas de grau
variável, em mutações patrimoniais posteriores ao registro inicial.
Havendo certeza, ou quando se tratar de registro original de componentes
patrimoniais, não há que se falar em princípio da prudência, pois nestes casos
cabe reconhecimento pelo valor efetivo do componente.

O exemplo clássico de aplicação do princípio da Prudência ocorre na constituição


de Provisões. Provisões representam uma expectativa de obrigações ou de
perdas de ativos, e a sua constituição representa uma despesa incorrida
para a entidade. A título de exemplo, se uma entidade é alvo de uma ação judicial
de indenização por danos materiais, com o risco de ser sentenciada a pagar entre
10.000 e 20.000 reais de indenização, ela deverá constituir uma Provisão para
refletir essa possível perda. No momento da constituição da Provisão a empresa
deverá escolher o “pior dos cenários possíveis”, em obediência ao princípio da
prudência, razão pela qual o valor provisionado deverá ser de 20.000 reais
(dentre as alternativas igualmente válidas e tecnicamente estimáveis, adotou-se
aquela que implica no maior Passivo e, portanto, menor Patrimônio líquido). Como
o princípio da Prudência não autoriza excessos, a entidade não poderia, por
exemplo, constituir uma provisão de 30.000 reais, simplesmente para “garantir
um pouco mais”, beleza? Vamos seguir em frente.

Princípio da Competência

Res. CFC 750/93


Art. 9º O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros
eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do
recebimento ou pagamento.

Parágrafo único. O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação


de receitas e de despesas correlatas. (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10)

O princípio da competência determina que os efeitos das transações e outros


eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem,
independentemente de recebimento ou pagamento. Além disso, as

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Receitas e Despesas deverão ser apresentadas simultaneamente, sempre
que se correlacionem.

Por exemplo, se o Zé Luís, agora empresário (olha a graça...


venda hoje, com pagamento apenas para daqui a 60 dias, ele deverá registrar a
receita de venda na data de hoje, ainda que o pagamento se dê no futuro. Da
mesma maneira, se uma empresa contrata o serviço de um terceiro, a despesa
por esta contratação deverá ser integralmente registrada na data de prestação do
serviço, ainda que o pagamento seja realizado em diversas parcelas no futuro.

Além do Regime de Competência, existe o chamado Regime de Caixa. Pelo


Regime de Caixa, as receitas e despesas devem ser registradas no
momento do efetivo recebimento e pagamento, respectivamente. Vejam a
diferença.

Se pelo Regime de Competência o Zé Luís registraria a venda no momento de sua


concretização (ainda que o pagamento ocorresse no prazo de 60 dias), pelo
regime de Caixa, a mesma venda só deveria ser reconhecida a partir do
recebimento do efetivo pagamento. Esse regime é bastante intuitivo e
provavelmente vocês utilizam o Regime de Caixa em suas finanças pessoais.
Assim, receitas e despesas só são registradas no momento do seu efetivo
recebimento e pagamento, respectivamente.

Princípio do Registro pelo Valor Original

Res. CFC 750/93


Art. 7º O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do
patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações,
expressos em moeda nacional.(Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10)

Este princípio determina que os componentes do patrimônio devem ser


inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos
em moeda nacional.

O registro inicial dos componentes do patrimônio obedece à regra do Custo


Histórico (inciso I, § 1º, Art. 7º - Res CFC 750/93). No entanto, uma vez
registrados, os componentes patrimoniais poderão sofrer alterações de valor.
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Estas alterações são avaliadas pelos métodos do Custo Corrente, pela Avaliação
ao Valor Realizável, Avaliação a Valor Presente, ou Avaliação a Valor Justo.

Detalhe importante. A Atualização Monetária não é um princípio Contábil, beleza


pessoal? Digo isto, porque a Atualização Monetária já foi um princípio, mas desde
a Resolução CFC 1282/10 ela passou a integrar o Princípio do Registro do Valor
Original, como um método de ajustamento dos componentes patrimoniais!

Fim do Bloco de Teoria 4

Blocasso de teoria, mesmo, mas necessário! Enfim, voltemos a questão. O


enunciado pede que indiquemos qual dos princípios relacionados na
Alternativa E estão definidos erroneamente nos itens de I a V do
enunciado.

Item I: Está correta, gente! Essa primeira alternativa se refere ao


princípio da oportunidade. Na verdade, ela traz a redação original da Res.
CFC 750/93, que foi alterada pela Res. CFC 1.282/10:

Antiga redação da Res. 750/93, anterior à Res. CFC 1.282/10:


Art. 6º O Princípio da OPORTUNIDADE refere-se, simultaneamente, à
tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações,
determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta,
independentemente das causas que as originaram.

Parágrafo único – Como resultado da observância do Princípio da


OPORTUNIDADE:

I – desde que tecnicamente estimável, o registro das variações patrimoniais deve


ser feito mesmo na hipótese de somente existir razoável certeza de sua
ocorrência;

II – o registro compreende os elementos quantitativos e qualitativos,


contemplando os aspectos físicos e monetários;

III – o registro deve ensejar o reconhecimento universal das variações ocorridas


no patrimônio da ENTIDADE, em um período de tempo determinado, base
necessária para gerar informações úteis ao processo decisório da gestão.

Apesar da nova redação dada ao Art. 6º pela Lei nº 1.282/10 (transcrito no


Bloco de Teoria 4), o sentido da Alternativa Continua plenamente
aplicável.

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Item II: Incorreta. Essa alternativa trata do registro pelo valor original.
Uma vez registrado pelo valor original, o valor intrínseco do bem somente
pode ser alterado pela atualização monetária, ou pela sua decomposição ou
agregação parcial ou total a outros elementos do ativo. A Reavaliação de
elementos do ativo, contudo, não é mais permitida pela Lei nº 6.404/76,
por isso a assertiva está incorreta. O item é bastante parecido com a
antiga redação da Res. CFC 750/93, anteriormente às alterações trazidas
pela Res. CFC 1.282/10.

Antiga Redação da Res. 750/93, anterior à Res. CFC 1.282/10


Art. 7º Os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores
originais das transações com o mundo exterior, expressos a valor presente na
moeda do País, que serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais
posteriores, inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no
interior da ENTIDADE.
Parágrafo único – Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta:

I – a avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita com base nos
valores de entrada, considerando-se como tais os resultantes do consenso com
os agentes externos ou da imposição destes;

II – uma vez integrado no patrimônio, o bem, direito ou obrigação não poderão


ter alterados seus valores intrínsecos, admitindo-se, tão-somente, sua
decomposição em elementos e/ou sua agregação, parcial ou integral, a outros
elementos patrimoniais;

III – o valor original será mantido enquanto o componente permanecer como


parte do patrimônio, inclusive quando da saída deste;

Item III: Correta. Receitas são aumentos do patrimônio da entidade. A


forma mais comum de se auferir Receita é pela venda de mercadorias ou
serviços (lembrem-se, pelo regime de competência a Receita é auferida
quando a venda for realizada, ainda que outro seja sido o momento do
recebimento dos valores). Além disso, consideram-se realizadas as receitas
sempre que houver a extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer
que seja o motivo, sem o desaparecimento concomitante de um ativo de
valor igual ou maior.
Item IV: Correta. Vimos no Bloco de Teoria 4 que o princípio da
continuidade pressupõe que a entidade continuará em operação no
futuro e, portanto, a apresentação e mensuração dos componentes do
patrimônio levam em conta esta circunstância.

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Item V: Correta. Este item trata do Princípio da Prudência. para a


quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido,
deveremos adotar aquela que represente o menor Patrimônio Líquido
(menor valor para os componentes do ativo ou o maior valor para os
componentes do passivo).

Então, a única definição que incorreta do enunciado é a do item II, que


trata do princípio do registro pelo valor original. Portanto, o gabarito da
questão é a Letra D.

Gabarito: Letra D.

6 – (ESAF – Auditor Fiscal da RFB – 2009) O Conselho Federal de


Contabilidade, considerando que a evolução ocorrida na área da
Ciência Contábil reclamava a atualização substantiva e adjetiva de
seus princípios, editou, em 29 de dezembro de 1993, a Resolução
750, dispondo sobre eles. Sobre o assunto, abaixo estão escritas
cinco frases. Assinale a opção que indica uma afirmativa falsa.
A) A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é
obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de
legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC).
B) Os Princípios Fundamentais de Contabilidade, por
representarem a essência das doutrinas e teorias relativas à
Ciência da Contabilidade, a ela dizem respeito no seu sentido mais
amplo de ciência social, cujo objeto é o patrimônio das Entidades.
C) O Princípio da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da
Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial e a desnecessidade
da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos
patrimônios existentes.
D) O patrimônio pertence à entidade, mas a recíproca não é
verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios

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autônomos não resulta em nova entidade, mas numa unidade de
natureza econômico-contábil.
E) São Princípios Fundamentais de Contabilidade: o da entidade; o
da continuidade; o da oportunidade; o do registro pelo valor
original; o da competência e o da prudência.

Comentários:
Alternativa A: Certíssima! Vista no Bloco de Teoria 4. Transcrição literal
da Res. CFC 750/93: A observância dos Princípios de Contabilidade é
obrigatória no exercício da profissão, e constitui condição de legitimidade
das Normas Brasileiras de Contabilidade! (Art. 1º, § 1º da Res. CFC
750/93).
Alternativa B: Correta. Os princípios de Contabilidade são os
fundamentos, os alicerces nos quais se apoia toda a doutrina e teoria
Contábil, tendo por objeto o patrimônio das Entidades.
Alternativa C: Errada. O Princípio da entidade reconhece o Patrimônio
como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial e a
necessidade (e não desnecessidade) da diferenciação de um Patrimônio
particular no universo dos patrimônios existentes. Essa foi transcrição
quase literal do art. 4º da Res. CFC 750/93, vista no Bloco de Teoria 4.
Alternativa D: Correta. Vimos no Bloco de Teoria 4 que essa afirmativa é
transcrição literal do parágrafo único, do art. 4º, da Res. CFC 750/93:
Parágrafo único – O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não
é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não
resulta em nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza econômico-contábil.

Alternativa E: Certa. São exatamente estes os princípios de


Contabilidade.

Gabarito: Letra C.

7 – (ESAF – AFRE/MG – 2005) Assinale a opção que contém


afirmativa correta sobre princípios fundamentais de contabilidade.

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a) Quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis, o
princípio da competência impõe a escolha da hipótese de que
resulte menor patrimônio líquido.
b) Diante de alternativas igualmente válidas, o princípio da
competência impõe a adoção do menor valor para o ativo e do
maior valor para o passivo.
c) As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do
resultado do período em que ocorrerem, segundo afirma o princípio
da prudência.
d) O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas correlatas
é consequência natural do respeito ao período em que ocorrer sua
geração, mas não atende ao princípio da continuidade.
e) O princípio da entidade reconhece o patrimônio como objeto da
contabilidade e afirma a autonomia patrimonial diferenciando o
patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes.

Comentários:
A base teórica desta questão pode ser encontrada no Bloco de Teoria 4.
Alternativa A: Errada. Quando se apresentarem opções igualmente
aceitáveis, o princípio da prudência impõe a escolha da hipótese de que
resulte menor patrimônio líquido.
Alternativa B: Errada. Diante de alternativas igualmente válidas, o
princípio da prudência impõe a adoção do menor valor para o ativo e do
maior valor para o passivo.
Alternativa C: Errada. As receitas e as despesas devem ser incluídas na
apuração do resultado do período em que ocorrerem, segundo afirma o
princípio da competência.
Alternativa D: Errada. O reconhecimento simultâneo das receitas e
despesas correlatas é consequência natural do respeito ao período em que
ocorrer sua geração, e atende ao princípio da continuidade. Vejam que os
princípios de Contabilidade formam um sistema que se retro alimenta. Por
isso, o reconhecimento das receitas e despesas correlatas, de maneira
simultânea tem sim relação com o princípio da continuidade, pois em caso
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de descontinuidade da atividade, certamente haverá alterações de valor
nos ativos e passivos da entidade, com repercussão direta sobre as
receitas e despesas a serem auferidas.
Alternativa E: Correta! Art. 4º da Res. CFC 750/93, vista no Bloco de
Teoria 4.

Gabarito: Letra E.

8 – (ESAF – Técnico da Receita Federal - 2003) Com relação aos


Princípios Fundamentais de Contabilidade, assinale a opção
incorreta:
A) O princípio da Prudência determina a adoção do menor valor
para os componentes do ativo e do maior para os do passivo,
sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a
quantificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio
Líquido.
B) O princípio da Prudência impõe a escolha da hipótese que
resulte menor Patrimônio Líquido, quando se apresentarem opções
igualmente aceitáveis diante dos demais princípios da
contabilidade.
C) O Princípio da Prudência somente se aplica às mutações
posteriores, constituindo-se ordenamento indispensável á
aplicação correta do princípio da competência.
D) A aplicação do princípio da prudência ganha ênfase quando,
para definição dos valores relativos às variações patrimoniais,
devem ser feitas estimativas que envolvem incertezas de grau
variável.
E) O princípio da prudência refere-se, simultaneamente, à
tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das
suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e
com a extensão correta, independentemente das causas que
originaram o registro.

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Comentários:
A base teórica desta questão pode ser encontrada no Bloco de Teoria 4.
Alternativa A: Certa! É justamente isso que afirma o princípio da
prudência.
Alternativa B: Certa! Também vimos esse ponto no Bloco de Teoria 4.
Alternativa C: Certa! No registro original dos componentes patrimoniais, o
princípio da prudência não é aplicável. Ele somente se aplica às mutações
posteriores ocorridas com os elementos do patrimônio.
Alternativa D: Certa! O princípio da prudência pressupõe incertezas de
grau variável, que envolvem estimativas em relação aos valores
envolvidos.
Alternativa E: Incorreta! A tempestividade e integridade do registro do
patrimônio e das suas mutações é determinada pelo princípio da
oportunidade, por isso a afirmativa está incorreta.

Gabarito: Letra E.

9 – (ESAF – ANALISTA/SUSEP 2010) A legislação vigente sobre as


sociedades anônimas estabelece o que deve ser computado na
determinação do resultado do exercício. Diz a lei que devem ser
incluídas as receitas e os rendimentos ganhos no período,
independentemente de sua realização em moeda, bem como os
custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos,
correspondentes a essas receitas e rendimentos.
Ao analisar essa determinação, pode-se dizer que, com ela, a lei
está consagrando o princípio contábil
a) da Oportunidade.
b) da Realização da Receita.
c) da Prudência.
d) da Igualdade Contábil.
e) da Competência.

Comentários:
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O enunciado se refere à Lei nº 6.404/76 – Lei das Sociedades por Ações -,
que é a base legal para as sociedades anônimas. O art. 187 da referida lei,
em seu parágrafo 1º, reproduz, em âmbito legal, o princípio da
competência. Vejam:

Lei das S.A.


Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará:
(...)
§ 1º Na determinação do resultado do exercício serão computados:
a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua
realização em moeda; e
b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a
essas receitas e rendimentos.

Com isso, fica evidenciado que o enunciado se refere ao princípio da


competência, conforme disposto na Letra E.

Gabarito: Letra E.

10 – (ESAF – ISS/RECIFE – 2003) Com relação aos Princípios


Fundamentais de Contabilidade, assinale a opção incorreta.
a) Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta que a
avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita com base
nos valores de entrada, considerando-se como tais os resultantes
do consenso com os agentes externos ou da imposição destes.
b) Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta que,
uma vez integrados no patrimônio, os bens, direitos ou obrigações
não poderão ter alterados seus valores intrínsecos, admitindo-se,
tão-somente, sua decomposição em elementos e/ou sua
agregação, parcial ou integral, a outros elementos patrimoniais.
c) Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta que o
valor original será mantido enquanto o componente permanecer
como parte do patrimônio, inclusive quando da saída deste.

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d) Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta que o
uso da moeda do País na tradução do valor dos componentes
patrimoniais constitui imperativo de homogeneização quantitativa
dos mesmos.
e) Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta que é
inadequada a utilização de qualquer tipo de CORREÇÃO ou
ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA.

Comentários:
A base teórica desta questão pode ser encontrada no Bloco de Teoria 4.
Alternativa A: Certa! O registro pelo valor original determina que a
entidade registre em sua contabilidade os bens, direitos e obrigações com
base em seus valores de entrada, sejam eles negociados (como ocorre no
caso da venda) ou por imposição (como é o caso dos tributos) dos agentes
externos.
Alternativa B: Também está certa. Vimos esta mesma definição em
outras questões no início desta aula, e aprendemos que se trata da antiga
redação do art. 7º da Res. 750/93, anterior à Res. CFC 1.282/10. O
sentido do enunciado, contudo, mesmo após a nova redação, permanece
válido.
Alternativa C: Certa! Mesmo após a saída do patrimônio, o valor original
do componente patrimonial deverá ser mantido. Por exemplo, quando a
entidade adquire uma mercadoria, ela deverá registrá-la com base no seu
custo efetivo, em obediência do princípio do registro pelo valor original.
Posteriormente, quando esta mercadoria for vendida, ela deverá ser
baixada do patrimônio com base no seu valor original, não sendo permitida
a sua baixa por um valor diferente, arbitrado de maneira aleatória.
Alternativa D: Certa! A moeda é a forma que temos para uniformizar os
valores de bens e direitos naturalmente diferentes entre si. Caso contrário,
seria bastante complicado avaliar “quantos sapatos valem um carro” sem o
auxílio da moeda, por exemplo. A moeda vem no sentido de conferir
uniformidade às avaliações quantitativas, permitindo a comparação
objetiva de elementos patrimoniais diversos.
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Alternativa E: Incorreta! Vimos que a Atualização Monetária dos
elementos patrimoniais é sim possível. Por mais que os valores nominais
dos bens sejam alterados, a Atualização Monetária não representa nova
avaliação dos componentes patrimoniais, mas, apenas, o ajustamento dos
valores originais, a fim de refletir a variação do poder aquisitivo da moeda
nacional em determinado período.
Gabarito: Letra E.

11 – (ESAF – Fiscal de Rendas ISS/RJ - 2010) Assinale abaixo a


única opção que contém uma afirmativa verdadeira.

A) Pelo princípio da continuidade, a entidade deverá existir durante


o prazo estipulado no contrato social e terá seu Patrimônio
contabilizado a Custo Histórico.
B) Para obedecer ao princípio contábil da prudência, quando houver
duas ou mais hipóteses de realização possíveis de um item, deve
ser utilizada aquela que representar um maior ativo ou um menor
passivo.
C) Segundo o princípio da competência, as receitas e as despesas
devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que,
efetivamente, ocorrerem os recebimentos ou pagamentos
respectivos.
D) O princípio da oportunidade determina que os registros
contábeis sejam feitos com tempestividade, no momento em que o
fato ocorra, e com integralidade, pelo seu valor completo.
E) Existe um princípio contábil chamado “Princípio da Atualização
Monetária” que reconhece que a atualização monetária busca
atualizar o valor de mercado e não o valor original, por isso, não se
trata de uma “correção”, mas apenas de uma “atualização” dos
seus valores.

Comentários:
A base teórica desta questão pode ser encontrada no Bloco de Teoria 4.
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Alternativa A: Errada. O princípio da continuidade pressupõe que a
entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a
apresentação e mensuração dos componentes do patrimônio levam em
conta esta circunstância. Este princípio é muito importante porque
diversos ativos que a entidade possui são avaliados com base na sua
capacidade de geração de receitas no futuro. A contabilização do
patrimônio a custo histórico está mais relacionada ao Princípio do Registro
Pelo Valor Original, e menos ao princípio da Continuidade.
Alternativa B: Errada. O princípio da prudência estabelece que, dentre
duas ou mais hipóteses possíveis, deve ser adotada aquela que apresente
menor ativo ou maior passivo, sempre no sentido de adotar o menor
patrimônio líquido.
Alternativa C: Errada. Segundo o princípio da competência, as receitas e
despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em
que, efetivamente, ocorrerem, independentemente de pagamento ou
recebimento.
Alternativa D: Certa! O princípio da oportunidade relaciona-se ao
processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais
para produzir informações íntegras e tempestivas. A Integridade orienta o
registro completo das informações, sem omissões nem excessos. A
tempestividade, por sua vez, está relacionada ao registro das
informações no momento em que ocorrem.
Alternativa E: Incorreta! Como vimos, a Res. CFC 1.282/10 tirou a
Atualização Monetária deixou de ser um Princípio de Contabilidade e
passou a integrar o Princípio do Registro pelo Valor Original.

Gabarito: Letra D.

12 – (ESAF – APOF/SEFAZ-SP – 2009) Assinale abaixo a opção que


contém uma afirmativa falsa.
a) A Contabilidade é mantida para as Entidades; os sócios ou
quotistas destas não se confundem, para efeito contábil, com
aquelas.
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b) Para a Contabilidade, a Entidade é um organismo vivo que irá
operar por período indeterminado de tempo até que surjam fortes
evidências em contrário.
c) O custo de aquisição de um ativo ou dos insumos necessários
para fabricá-lo e colocá-lo em condições de gerar benefícios para a
Entidade representa a base de valor para a Contabilidade.
d) Os princípios fundamentais da Resolução CFC 750/93, apesar de
servirem como orientação precisa para os procedimentos
contábeis, não constituem condição de legitimidade das Normas
Brasileiras de Contabilidade.
e) Entre conjuntos alternativos de avaliação para o patrimônio,
igualmente válidos, segundo os princípios fundamentais, a
Contabilidade escolherá o que apresentar o menor valor atual para
o ativo e o maior para as obrigações.

Comentários:
Pessoal, já deu pra perceber que as alternativas se repetem com alguma
frequência, não é mesmo? Por isso é tão importante resolver questões de
provas anteriores! A gente fica treinado especificamente para o tipo de
prova aplicada pela ESAF.
A base teórica desta questão pode ser encontrada no Bloco de Teoria 4.
Alternativa A: Certa. É o que afirma o Princípio da Entidade. O patrimônio
dos sócios não se confunde com o patrimônio da entidade das quais
participam.
Alternativa B: Certa. O Princípio da Continuidade estabelece que, para a
Contabilidade, há o pressuposto que a entidade irá continuar em operação
no futuro, por período indeterminado, até que alguma evidência contrária
seja apresentada.
Alternativa C: Certa. Isto é o que diz o Princípio do Registro pelo Valor
Original. O valor base para registro de um ativo é o seu custo original, o
valor necessário para sua instalação e fabricação, até o ponto em que
esteja em condições operacionais, a partir de onde passará a gerar
benefícios econômicos para a entidade.
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Alternativa D: Incorreta. Vimos no curso que os princípios fundamentais
da Resolução CFC 750/93, constituem condição de legitimidade das
Normas Brasileiras de Contabilidade.
Alternativa E: Certa. É o que afirma o Princípio da Prudência. Frente a
duas ou mais hipóteses igualmente válidas, deverá ser adotada aquela que
importe em menor patrimônio líquido.

Gabarito: Letra D.

13 – (ESAF – ISS/RECIFE – 2003) Com relação aos Princípios


Fundamentais de Contabilidade, assinale a opção incorreta.
a) O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto
da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade
da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos
patrimônios existentes.
b) O Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL preconiza que
os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores
originais das transações com o mundo exterior, expressos a valor
presente na moeda do País, que serão mantidos na avaliação das
variações patrimoniais posteriores, inclusive quando configurarem
agregações ou decomposições no interior da ENTIDADE.
c) O Princípio da CONTINUIDADE influencia o valor econômico dos
ativos e, em muitos casos, o valor ou o vencimento dos passivos,
especialmente quando a extinção da ENTIDADE tem prazo
determinado, previsto ou previsível.
d) O Princípio da OPORTUNIDADE refere-se, simultaneamente, à
tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das
suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e
com a extensão correta, independentemente das causas que as
originaram.
e) O Princípio da PRUDÊNCIA indica que as receitas e as despesas
devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que

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ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem,
independentemente de recebimento ou pagamento.

Comentários:
A base teórica desta questão pode ser encontrada no Bloco de Teoria 4.
Alternativa A: Correta! É isso mesmo que afirma o princípio da entidade.
Alternativa B: Correta! Vimos esse ponto com clareza no bloco de teoria
4.
Alternativa C: Correta. É o que se infere o art. 5º da Res. CFC 750/93.
Alternativa D: Perfeita! É exatamente isso que diz o princípio da
oportunidade.
Alternativa E: Incorreta. O princípio que indica que as receitas e as
despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que
ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem,
independentemente de recebimento ou pagamento é o da competência.

Gabarito: Letra E.

14 – (ESAF – TCE/PR – 2003) Abaixo estão cinco assertivas


relacionadas com os Princípios Fundamentais de Contabilidade.
Assinale a opção que expressa uma afirmação verdadeira.
A) A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é
obrigatória no exercício da profissão, mas não constitui condição
de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade.
B) O Princípio da Entidade reconhece o Patrimônio como objeto da
Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, exceto no caso de
sociedade ou instituição, cujo patrimônio pode confundir-se com o
dos sócios ou proprietários.
C) Da observância do Princípio da Oportunidade resulta que o
registro deve ensejar o reconhecimento universal das variações
ocorridas no patrimônio da Entidade, em um período de tempo
determinado.

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D) A apropriação antecipada das prováveis perdas futuras, antes
conhecida como Convenção do Conservadorismo, hoje é
determinada pelo Princípio da Competência.
E) A observância do Princípio da Continuidade não influencia a
aplicação do Princípio da Competência, pois o valor econômico dos
ativos e dos passivos já contabilizados não se altera em função do
tempo.

Comentários:
A base teórica desta questão pode ser encontrada no Bloco de Teoria 4.
Alternativa A: Incorreta. Já vimos no curso que os Princípios de
Contabilidade constituem condição de legitimidade das Normas
Brasileiras de Contabilidades.
Alternativa B: Incorreta. O princípio da Entidade afirma a autonomia
patrimonial e a necessidade de diferenciação de um patrimônio particular
no universo dos patrimônios existentes, independente de quem o possua
(pessoa física ou jurídica, com ou sem finalidade lucrativa). Com isso, o
patrimônio da entidade não se confunde com o patrimônio de seus
sócios.
Alternativa C: Certa! É isso mesmo que afirma o princípio da
oportunidade. Lembrem-se da dualidade entre Integridade e
Tempestividade.
Alternativa D: Errada. Essa apropriação antecipada das prováveis perdas
futuras diz respeito ao princípio da prudência. O exemplo clássico de
aplicação do princípio da Prudência ocorre na constituição de Provisões.
Provisões representam uma expectativa de obrigações ou de perdas
de ativos no futuro, e a sua constituição representa uma despesa
incorrida para a entidade. Antigamente, esta cautela era denominada de
princípio do conservadorismo mas, hoje em dia, fala-se em princípio da
prudência.
Alternativa E: Errada, né pessoal!? A essa altura, já estamos “carecas” de
saber (eu pelo menos estou, literalmente, rsrsrs) que o valor econômico
dos ativos e passivos se alteram, sim, no tempo, principalmente se houver
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fato incontestável de quebra da continuidade da entidade. Portanto, o
princípio da continuidade tem total relação com o princípio da competência.

Gabarito: Letra C.

15 – (ESAF – AFC/STN – 2005) Assinale a opção que contém a


afirmativa incorreta sobre princípios fundamentais de
contabilidade.
A) O princípio da competência estabelece diretrizes para
classificação das mutações patrimoniais resultantes da observância
do princípio da oportunidade.
B) Observando-se o princípio do registro pelo valor original, o
princípio da prudência somente se aplica às mutações posteriores,
constituindo-se ordenamento indispensável à correta aplicação do
princípio da competência.
C) A observância do princípio da continuidade é indispensável à
correta aplicação do princípio da competência, pois se relaciona à
quantificação dos componentes patrimoniais e à formação do
resultado, sendo importante para aferir a capacidade futura de
geração de resultado.
D) Segundo o princípio da entidade o patrimônio a ela pertence,
mas a recíproca não é verdadeira. A agregação contábil de
patrimônios resulta em nova entidade.
E) A observância do princípio da continuidade influencia o valor
econômico dos ativos e, às vezes, o valor ou o vencimento dos
passivos.

Comentários:
A base teórica desta questão pode ser encontrada no Bloco de Teoria 4.
Alternativa A: Certa! O princípio da competência, de fato, traça diretrizes
para a classificação das mutações patrimoniais resultantes da observância
do princípio da oportunidade. Isto porque, o princípio da oportunidade
afirma que devemos registrar no patrimônio as mutações patrimoniais tão
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logo elas aconteçam, enquanto que o princípio da competência determina,
especificamente no que concerne às receitas e despesas, que as elas sejam
reconhecidas quando efetivamente auferidas ou incorridas, ainda que outro
seja o momento do recebimento ou pagamento.
Alternativa B: Certa, também! O princípio da prudência só se aplica a
mutações posteriores dos componentes patrimoniais, os quais foram
registrados com base em seu valor original.
Alternativa C: Certa! Disse tudo. Os resultados futuros da companhia são
absolutamente dependentes de sua continuidade, por isso há essa relação
tão próxima entre os princípios da competência e da continuidade.
Alternativa D: Errada. A agregação contábil de patrimônios não resulta
em nova entidade, mas apenas numa unidade econômico contábil com
finalidade informativa. Isto é o que propugna o princípio da entidade, e é
bastante comum nas demonstrações consolidadas de grupos econômicos,
quando diversas entidades distintas unificam suas demonstrações
contábeis a fim de apresentar, numa única demonstração, a situação do
grupo econômico, porém, o patrimônio de cada entidade permanece
autônomo.
Alternativa E: Certa! É isso mesmo que afirma o princípio da
continuidade.

Gabarito: Letra D.

16 – (ESAF – ACE/MDIC - 2012) Em relação ao patrimônio, objeto


da contabilidade, é correto afirmar que
a) o ativo patrimonial é composto dos bens, direitos e obrigações
de uma pessoa física ou jurídica.
b) o patrimônio líquido pode ser entendido como sendo a diferença
entre o valor do ativo e o valor do passivo de um patrimônio.
c) se calcularmos os direitos reais e os direitos pessoais
pertencentes a uma entidade, estaremos calculando o ativo
patrimonial dessa entidade.

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d) o capital social de um empreendimento comercial é o montante
de recursos aplicados em seu patrimônio.
e) o montante dos bens e dos direitos de uma pessoa física ou
jurídica tem o mesmo valor de seu passivo real.
Comentários:
Alternativa A: Incorreta. A definição é do Patrimônio, qual seja, o
conjunto de bens, direitos e obrigações da entidade. O Ativo Patrimonial
nada mais é que o ativo, composto pelo conjunto de Bens e Direitos, tão
somente.
Alternativa B: A ESAF considerou esta alternativa incorreta, pois, nas
hipóteses em que a situação líquida é negativa, não falamos em Patrimônio
Líquido, mas em Passivo a Descoberto. Portanto, atenção à nomenclatura.
Alternativa C: Correta. Direitos reais são aqueles exercidos em relação a
coisas (bens), enquanto que os direitos pessoais são aqueles exercidos
contra outras pessoas (amparadas num contrato – direitos a receber).
Apesar de ser uma definição pouco usual e de abarcar conhecimentos do
Direito Civil, ela está correta.
Alternativa D: Incorreta. O montante de recursos aplicados corresponde
ao ativo total.
Alternativa E: Incorreta. Passivo real corresponde ao passivo exigível, ou
seja, as obrigações com terceiros que a entidade possui.

Gabarito OFICIAL: Letra C

17 - (ESAF – AFC/CGU - 2008) Em relação ao patrimônio de uma


empresa e às diversas situações patrimoniais que pode assumir de
acordo com a equação fundamental do patrimônio, indique a opção
incorreta.
a) A empresa tem passivo a descoberto quando o Ativo é igual ao
Passivo menos a Situação Líquida.
b) A Situação Líquida negativa acontece quando o total do Ativo é
menor que o passivo exigível.

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c) Na constituição da empresa, o Ativo menos o Passivo Exigível é
igual a zero.
d) A situação em que o Passivo mais o Ativo menos a Situação
Líquida é igual a zero é impossível de acontecer.
e) A Situação Líquida é positiva quando o Ativo é maior que o
Passivo Exigível.

Comentários:
Opa, surgiu assunto novo no curso! Vamos ver um Bloco de Teoria a
respeito das configurações dos estados patrimoniais da entidade:

Bloco de Teoria 5

Vamos recuperar algumas informações que já foram passadas ao longo do


curso, e que serão necessárias para o correto entendimento das
configurações dos estados patrimoniais das entidades.

1) A entidade ou possui bens e direitos, ou não os possui, por isso, em


regra, não existe ativo menor do que zero, pois, não existe bem ou direito
negativo! Os ativos ou são positivos, ou são nulos.
2) A entidade ou possui obrigações, ou não as possui, por isso, em regra
não existe Passivo menor do que zero, pois, não existe obrigação
negativa! Os passivos ou são positivos, ou são nulos.
3) A equação fundamental do patrimônio é dada por PL = A – P
4) Os lados esquerdo (Ativo) e direito (Passivo e PL) do balanço
patrimonial devem somar o mesmo montante, obrigatoriamente!

Assim, tendo por base as informações acima e a equação fundamental do


patrimônio, concluímos, que o patrimônio das entidades poderá assumir um dos
cinco estados abaixo:

1) Quando o Ativo for maior que o Passivo (A > P), teremos que o patrimônio
líquido será maior do que zero (PL > 0). Nesta situação, o balanço patrimonial

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terá a configuração padrão (que temos visto até o momento no curso), como
segue:
A = P + PL e PL > 0

PASSIVO
ATIVO
PL (saldo credor)

2) Quando o Ativo for maior que o Passivo (A > P), e o Passivo for igual a zero (P
= 0), teremos que o Ativo será igual ao Patrimônio Líquido (A = PL). Assim, ao
lado direito do balanço haverá apenas o PL, como segue. Esta é a configuração
padrão entidade em sua Constituição, marcada pela ausência de
obrigações.
A = PL

ATIVO PL (saldo credor)

3) Quando o Ativo for igual ao Passivo (A = P), teremos que o Patrimônio


líquido será nulo (PL = 0). Em caso de liquidação da entidade, os ativos serão
todos utilizados para saldar as obrigações, e não restará nada para o proprietário,
conforme a seguir:

A = P e PL = 0

ATIVO PASSIVO

4) Quando o Ativo for menor que o Passivo (A < P), teremos que o Patrimônio
Líquido será menor do que zero (PL < 0). Esta situação representa um momento
crítico da empresa, e revela a existência de “Passivo a Descoberto” que, em
outras palavras, significa que os Ativos são insuficientes para cobrir o total de
obrigações da entidade. Diz-se também que a entidade tem Situação Líquida
Negativa. A configuração deste Estado é a seguinte:

A – P < 0 (situação líquida negativa)

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A + PL = P

PASSIVO ATIVO
ATIVO ou PASSIVO
(-) PL (saldo devedor) PL (saldo devedor)

Percebam que, para fins didáticos, o PL negativo pode ser apresentado abaixo do
ATIVO (sem sinal negativo), no entanto, a maneira correta de grafá-lo é
colocando-o abaixo do passivo com sinal negativo.

5) O último estado apresenta hipótese de a entidade ter ativo nulo (A = 0) em


situação de plena inexistência de bens e direitos, e tudo o que lhe resta são
Obrigações. Nestes casos, a configuração patrimonial da entidade será a seguinte:
PL (saldo devedor) = P (saldo credor)

PL PASSIVO

Fim do Bloco de Teoria 5

Beleza. Vamos, agora, analisar as alternativas do enunciado.

Alternativa A: O passivo a descoberto ocorre quando o Ativo for menor


que o Passivo, ou A < P. Por exemplo, se o Ativo for 1000 e o Passivo for
2000, teremos situação líquida negativa de – 1000, em obediência à
equação fundamental. PL = 1000 – 2000 -> PL = -1000.
A alternativa afirma que a situação de passivo a descoberto ocorre quando
A = P – PL. Para tirarmos a prova real, basta substituirmos os valores
hipotéticos do exemplo anterior na equação proposta pela alternativa.
Assim, pela alternativa teremos que:

A = 1000; P = 2000; PL = -1000 (Passivo a Descoberto);


A = P - PL
1000 = 2000 – (-1000)
1000 = 3000.
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Dessa forma, deduz-se que, no Passivo a Descoberto, o Ativo não é igual


ao Passivo menos a Situação líquida, por isso a alternativa é incorreta.
Porém, a alternativa poderia vir a ser considerada correta caso
utilizássemos valores absolutos (em módulo). Neste caso, teríamos que:

1000 = 2000 – (1000)


1000 = 1000, portanto a alternativa estaria correta.

Alternativa B: Correta. Na situação líquida negativa A < P.

Alternativa C: Incorreta. Não podemos dizer que constituição da empresa


o Ativo menos o Passivo Exigível seja igual a zero, sem informações mais
detalhadas. Sabemos que a constituição é marcada pela ausência de
obrigações (ausência de Passivo Exigível). Portanto, em regra, na
constituição da empresa o Ativo menos o Passivo Exigível é igual ao
próprio Ativo. Aqui vocês já matariam a questão, mas para fins didáticos,
saibam que existe a possibilidade de, na constituição, a entidade também
não possuir qualquer Ativo. Isso ocorre quando o capital social é
subscrito, mas nenhuma parcela dele é integralizada! Como a
entidade, neste instante, ainda não terá recursos de terceiros, nem
recursos próprios (já que nenhuma parcela do capital foi de fato
integralizada pelos sócios), ela também não terá nenhuma aplicação de
recursos. Assim, Ativo = 0, Passivo Exigível = 0, Patrimônio Líquido = 0 e,
portanto, Ativo – Passivo Exigível = 0.
Alternativa D: Incorreta. A situação de P + A – PL = 0 é sim possível de
acontecer. Para isso, basta que o Passivo seja igual a zero, como é a regra
na constituição da entidade! Querem ver? Digamos que, na constituição, os
sócios integralizem R$ 1000 de capital em dinheiro. Nesta situação
teremos um Ativo de R$ 1000 (Caixa), um Patrimônio Líquido de R$ 1000
(Capital Social) e Passivo Exigível igual a Zero. Lançando na equação
proposta pela alternativa teríamos que:

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P + A – PL = 0
0 + 1000 – 1000 = 0
0=0

Como esta situação pode, sim, acontecer, a alternativa está incorreta.

Alternativa E: Correta. Na Situação Líquida Positiva:


Ativo > Passivo
Patrimônio Líquido > 0

Por apresentar diversas controvérsias, ela foi anulada pela banca, mas a
reproduzi aqui para fins didáticos!

Gabarito: ANULADA.

Entidade A




Entidade B




Entidade C




Entidade D





(CESPE – TRE/BA – 2009) Considere as representações
patrimoniais, em forma de diagrama de barras, de quatro entidades

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contábeis hipotéticas — A, B, C e D — ilustradas acima, para o
período de dois anos consecutivos. Com base nessas informações e
em relação à situação líquida dessas entidades, julgue os próximos
três itens.

18 - Comparando o período, a situação líquida tornou-se


desfavorável apenas para uma das entidades contábeis
apresentadas.

Comentários:
obs: reproduzi esta questão do CESPE aqui apenas para reforçar as
configurações dos estados patrimoniais da entidade! A base teórica está no
Bloco de Teoria 5!

Analisando o comparativo dos estados patrimoniais das quatro entidades,


percebemos que a única que obteve uma situação líquida desfavorável
(negativa) na segunda situação foi a entidade C, em que o patrimônio
líquido passou a ser apresentado à esquerda do balanço (configuração que
caracteriza o passivo a descoberto).

Percebam que a representação gráfica do patrimônio guarda uma


proporção entre si. Apesar de o enunciado não informar os valores
envolvidos, podemos concluir, com base na configuração patrimonial, que
houve mudança na composição do patrimônio das entidades. Por exemplo:

Entidade D Podemos inferir, com base na

 representação gráfica da entidade


D, que houve aumento do
patrimônio líquido na segunda
situação, pois a área do PL está maior que a anterior, enquanto que o
passivo exigível reduziu na mesma proporção. Fiquem atentos para esta
relação, que será necessária para próximas questões.

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Gabarito: CERTA.

19 - A situação líquida de uma das entidades manteve-se


inalterada no período, sendo correto afirmar que, nesse caso, não
houve variação quantitativa no patrimônio dessa entidade.

Comentários:
A primeira parte da alternativa está correta. Uma das entidades, mais
especificamente a entidade B, manteve a situação líquida inalterada no
período (veja que, graficamente, os dois estados patrimoniais da entidade
B mantiveram-se iguais).

Contudo, nós não podemos concluir com base, unicamente, nesta


representação gráfica, que não houve variação quantitativa no patrimônio.

A representação gráfica do patrimônio é estabelecida com base numa


relação de proporção. É bem possível que o ativo e o passivo sofram
alterações de valor para mais e para menos, e, mantidas as proporções
entre eles, as representação gráfica de sua composição não se altere.

Querem ver um exemplo? A representação gráfica do patrimônio de uma


entidade que possua Ativo de R$ 100,00, Passivo de R$ 40,00 e Patrimônio
líquido de R$ 60,00 é a mesma que a de outra entidade que possua Ativo
de R$ 1000,00, Passivo de R$ 400,00 e Patrimônio liquido de R$ 600,00.
Vejamos:
Entidade B
Passivo =
Passivo = 40
400
Ativo = 100 PL = 60  Ativo = 1000 PL = 600



Por estas razões, a afirmativa está incorreta.
Gabarito: ERRADA.

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20 - Entre as entidades citadas, a entidade A, no ano 2, apresentou
o maior percentual de capital de terceiros em relação aos recursos
possuídos pela entidade, capazes de gerar benefícios econômicos
futuros.

Comentários:
Incorreta, gente! Antes de mais nada, quando a afirmativa fala em
“recursos possuídos pela entidade, capazes de gerar benefícios econômicos
futuros”, ela dá a definição de Ativo presente na Resolução CFC nº
1.324/11, como já vimos. O maior percentual de capital de terceiros
(passivo exigível) em relação aos recursos possuídos pela entidade está na
representação gráfica da entidade C, que opera, unicamente, com recursos
de terceiros e ainda está em situação de passivo a descoberto!
Entidade C




Gabarito: ERRADA.

Fim do Bloco de Teoria 6

Características Qualitativas Das Demonstrações Contábeis

“Se a informação contábil-financeira é para ser útil, ela


precisa ser relevante e representar com fidedignidade o que
se propõe a representar. A utilidade da informação contábil-
financeira é melhorada se ela for comparável,
verificável, tempestiva e compreensível. “
Resolução 1.374/11 CFC – NBC TG Estrutura Conceitual

Gente, a NBC TG Estrutura Conceitual forma os pilares para a divulgação


dos relatórios econômico-financeiros (as demonstrações contábeis) de
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maneira a proteger a qualidade das informações a serem passadas aos
usuários, de maneira a garantir que elas sejam úteis na tomada de
decisões.

Até Dezembro de 2011, as característica qualitativas das demonstrações


contábeis eram as seguintes: compreensibilidade, relevância,
confiabilidade e comparabilidade. Contudo, em Dezembro de 2011 a
Resolução nº 1.374/11 alterou a redação da NBC TG Estrutura Conceitual e
inseriu no universo contábil as seguintes características qualitativas:

Características qualitativas fundamentais:


•Relevância: materialidade
•Representação Fidedigna: completa, neutra, livre de erros

Características qualitativas de melhoria.

•Comparabilidade
•Verificabilidade
•Tempestividade
•Compreensibilidade

Em que pese não tenham sido localizadas questões a respeito das


características qualitativas das informações contábeis no novo texto da
Res. 1.374/11, deixo-os com a teoria e, ao final, veremos algumas
questões de simulado para fixar o assunto.

Características qualitativas fundamentais

A informação para ser útil (que é o que interessa para os usuários) precisa
ser, ao mesmo tempo, relevante e fidedigna. De nada adianta uma
informações relevante não fidedigna, ou uma informação não relevante e
fidedigna.

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Relevância

“Informação contábil-financeira relevante é aquela capaz de fazer


diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários. A
informação pode ser capaz de fazer diferença em uma decisão mesmo
no caso de alguns usuários decidirem não a levar em consideração, ou
já tiver tomado ciência de sua existência por outras fontes.” Resolução
1.374/11 CFC - QC6 – NBC TG Estrutura Conceitual

Rapaziada, as demonstrações contábeis devem ser úteis e, por isso, não


podem apresentar qualquer informação. As Demonstrações precisam
conter informações relevantes às necessidades dos usuários na tomada
de decisões.

A relevância é afetada pela materialidade da informação. A materialidade


toma por base o valor, em termos monetários, que a informação
representa. Assim, quanto maior o valor, mais material e de maior
relevância é a informação, e sua omissão ou distorção irá alterar
consideravelmente as Demonstrações Contábeis, em última análise
prejudicando a tomada de decisões pelos usuários, porque embasadas em
demonstrações incorretas.

Representação Fidedigna

A característica da representação fidedigna é o que, antigamente,


chamávamos de confiabilidade das demonstrações contábeis.

Para ser útil, a informação contábil-financeira, além de representar um


fenômeno relevante, tem que representá-lo com fidedignidade. Para
que a representação seja perfeitamente fidedigna ela deverá retratar a
realidade de forma completa, neutra e livre de erro.

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O retrato completo deve incluir toda a informação necessária para que os
usuários das informações contábeis consigam entender a situação que está
sendo retratada nas demonstrações contábeis, incluindo todas as
descrições e informações necessárias para tanto.

Para ser confiável (fidedigna), a informação contábil também precisa ser


neutra, imparcial. As demonstrações não neutras (e não confiáveis) são
aquelas que apresentam informações manipuladas, no sentido de induzir a
tomada de decisões com um desfecho ou resultado predeterminado.

Por último, a ausência de erros é fundamental para a fidedignidade das


demonstrações contábeis. Uma demonstração livre e erros ou omissões,
contudo, não pressupõe informações absolutamente exatas, pois a
contabilidade também trabalha com estimativas que, por si só,
representam uma incerteza. O que se pretende pela característica da
ausência de erros é que, mesmo em caso de estimativas, a informação
pode ser considerada fidedigna se os valores obtidos pela estimativa forem
descritos claramente e precisamente como sendo uma estimativa, e as
técnicas utilizadas no desenvolvimento das estimativas tenho sido
empreendidas com ausência de erros.

Características qualitativas de melhoria

Características de melhoria são aquelas que “melhoram” a utilidade das


informações contábeis relevantes e representadas com fidedignidade. São
as seguintes: comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e
compreensibilidade.

Comparabilidade

A característica da Comparabilidade leva em conta a necessidade que os


usuários têm de comparar as demonstrações contábeis de uma
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entidade ao longo do tempo, a fim de avaliar as variações patrimoniais
e financeiras ocorridas. Os usuários também têm interesse em comparar
demonstrações contábeis de diferentes entidades para, em termos
relativos, avaliar seu desempenho e variações patrimoniais. Assim, a
comparabilidade das demonstrações orienta que as entidades mensurem
e apresentem as informações contábeis de maneira consistente ao
longo do tempo, informando sempre que houver alterações nas práticas
contábeis. Vejam que a comparabilidade não pressupõe “uniformidade”
ou “congelamento” das práticas contábeis. O que se pretende é
consistência e, portanto, alterações são bem-vindas, desde que
informadas!

Verificabilidade

Verificabilidade é a característica que ajuda os usuários a terem mais


segurança de que a informação apresenta está condizente com a realidade
da entidade. O ideal é que as informações sejam verificáveis, mas é certo
que, em vista da enorme quantidade de informações existentes nos
sistemas contábeis, nem sempre essa verificação pormenorizada é viável.

A Resolução nº 1.374/11, no item QC27, estabelece que a verificação pode


ser direta ou indireta. A verificação direta é aquela em que o usuário
verifica, diretamente, as informações apresentadas. Por exemplo, se ele
quiser se certificar de que o saldo do Caixa está correto (dinheiro em posse
da entidade), ele poderá contá-lo para realizar esta verificação.

A verificação indireta, por sua vez, é aquela em que o usuário recalcula


os resultados de um determinado item, utilizando-se da mesma
metodologia, para ver se ele também chega ao mesmo resultado
apresentado nas demonstrações. Um exemplo é a verificação do valor
contábil dos estoques por meio da checagem do seu saldo inicial, das
entradas e saídas de mercadorias, a partir de onde o usuário poderá

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recalcular o saldo final dos estoques, utilizando-se do mesmo método
aplicado pela entidade.

Tempestividade

Por tempestividade devemos entender a necessidade de a informação


contábil ser apresentada a tempo de poder influenciar a tomada de
decisões de seus usuários. Uma informação ainda que relevante e
fidedigna, pode perder sua utilidade se for apresentada muito tardiamente.

Compreensibilidade

As demonstrações contábeis precisam ser compreensíveis para que os


usuários consigam encontrar com razoável facilidade as informações de
que precisam. Afinal, qual seria a utilidade de uma demonstração contábil
incompreensível para alguém? Nenhuma, né? No entanto, a característica
da compreensibilidade presume que o usuário tenha razoável
conhecimento da contabilidade e do negócio da entidade, não basta ser
leigo. E tem mais, se houver alguma informação indispensável à
tomada de decisões, ela deve ser incluída nas demonstrações contábeis,
ainda que muito complexa e específica.

Restrição de custo na elaboração e divulgação de


relatório contábil-financeiro útil

A preparação das informações contábeis envolve custos, que se


apresentam como restrições ao processo de elaboração e divulgação das
demonstrações contábeis. Por isso, é importante que o benefício gerado
pela divulgação da informação contábil justifique os seus custos.

Este processo de análise do custo-benefício das informações contábeis


envolve consultas a fornecedores da informação (pessoas de dentro da
entidade), usuários, auditores independentes, acadêmicos e outros

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agentes. Estas pessoas irão dar sua opinião sobre a natureza e
quantidade esperada de benefícios e custos envolvidos na
elaboração e divulgação das informações. A partir destas opiniões, a
entidade a administração da entidade deverá traçar um padrão para avaliar
a viabilidade de produção de determinadas informações.

Outras alterações na NBC TG Estrutura Conceitual

A nova redação dada à NBC TG Estrutura Conceitual, trazida pela


Resolução CFC nº 1.374/11, suprimiu duas características qualitativas de
seu texto e que, por isso, merecem destaque.

Na redação anterior pela Resolução CFC nº 1.121/08, a NBC TG Estrutura


Conceitual trazia como características explícitas a Primazia da Essência
sobre a Forma e a da Prudência. Vamos vê-las:

Primazia da Essência sobre a Forma

Este é um desdobramento da característica da Confiabilidade (hoje,


fidedignidade). As Demonstrações Contábeis, pelo requisito da primazia
da essência sobre a forma, devem informar o que de fato acontece no
mundo real, a sua substância ou realidade econômica, ainda que outra
seja a forma legal atribuída à transação. A Res. CFC 1.121/08
apresentava um exemplo interessante para esta situação:

Uma entidade vende um ativo a um terceiro de tal maneira que a


documentação indique a transferência da propriedade, mas,
entre as partes, é firmado um acordo que assegure à entidade a
fruição dos futuros benefícios econômicos gerados pelo ativo,
com possibilidade de recompra ao final do prazo.

Esta operação é chamada de Arrendamento Mercantil Financeiro e, em


geral, realizada com o objetivo de obter Capital de Giro.

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Pelo requisito da essência sobre a forma, ainda que a forma legal da


transação seja de Transferência de Propriedade (venda), a Contabilidade
não poderá dar este mesmo tratamento à informação, uma vez que, em
sua essência, existem outras circunstâncias envolvidas. Assim,
reportar a operação de venda não representaria adequadamente a
transação formalizada e reduziria a confiabilidade da Demonstração. No
caso do Arrendamento Mercantil Financeiro, o bem vendido deverá
permanecer no ativo da entidade vendedora (arrendatária), e, em razão do
contrato de arrendamento, surgirá uma nova obrigação no Passivo.

Com as alterações trazidas pela Res. 1.374/11, a característica da primazia


da essência sobre a forma foi formalmente retirada da condição de
integrante da representação fidedigna (confiabilidade). Mas isso, apenas,
porque o CFC entendeu que isto se tratava de uma redundância.
Portanto, a apresentação da essência econômica das transações nas
demonstrações contábeis (ainda que outra seja a forma legal da transação)
continua indispensável à fidedignidade das informações.

Prudência

A prudência, além de ser um princípio contábil, também era


apresentada como uma característica qualitativa das demonstrações. A
prudência se traduz em confiabilidade, desde que a entidade não incorra
em excessos, como a subavaliação deliberada de ativos ou superavaliação
deliberada de passivos.

A característica da prudência (conservadorismo) foi também retirada da


condição de aspecto da representação fidedigna por ser inconsistente
com a neutralidade. Subavaliações de ativos e superavaliações de
passivos, com consequentes registros de desempenhos posteriores
inflados, são incompatíveis com a informação que pretende ser neutra.

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21 – (simulado) Em face das alterações ocorridas no texto da NBC


TG – Estrutura Conceitual, implementadas pela resolução CFC
1.374/11, o princípio da primazia da essência sobre a forma foi
formalmente retirada da condição de representante da
representação fidedigna (confiabilidade) e, portanto, não deve ser
mais observada nas demonstrações contábeis.

Comentários:
Incorreta! O princípio da primazia da essência sobre a forma foi
formalmente retirado da condição de representante da representação
fidedigna (confiabilidade), porém, apenas por se entender que tal indicação
representava uma redundância. Portanto, a apresentação da essência
econômica das transações nas demonstrações contábeis (ainda que outra
seja a forma legal da transação) continua indispensável à fidedignidade das
informações.

Gabarito: ERRADA.

22 – (simulado) A apresentação das informações contábeis é


indispensável em sua plenitude e exatidão e, por este motivo,
prescinde de qualquer análise dos custos relacionados à sua
preparação e apresentação.

Comentários:
A preparação das informações contábeis envolve custos, que se
apresentam como restrições ao processo de elaboração e divulgação das
demonstrações contábeis. Por isso, é importante que o benefício gerado
pela divulgação da informação contábil justifique os seus custos.

Gabarito: ERRADA.

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23 – (simulado) A informação contábil, para ser considerada útil,
precisa ser, ao mesmo tempo, relevante e apresentada com
fidedignidade. Para que a informação seja considerada fidedigna,
ela precisa ser apresentada:
A) Livre de erros, apenas;
B) Completa, admitido algum grau de parcialidade das informações;
C) Neutra e livre de erros, apenas;
D) Completa, neutra e livre de erros.
E) Completa e isenta de erros relevantes, apenas.

Comentários:
Para que a representação seja perfeitamente fidedigna ela deverá retratar
a realidade de forma completa, neutra e livre de erros.

O retrato completo deve incluir toda a informação necessária para que os


usuários das informações contábeis consigam entender a situação que está
sendo retratada nas demonstrações contábeis, incluindo todas as
descrições e informações necessárias para tanto.

Para ser confiável (fidedigna), a informação contábil também precisa ser


neutra, imparcial. As demonstrações não neutras (e não confiáveis) são
aquelas que apresentam informações manipuladas, no sentido de induzir a
tomada de decisões com um desfecho ou resultado predeterminado.

Por último, a ausência de erros é fundamental para a fidedignidade das


demonstrações contábeis. Uma demonstração livre e erros ou omissões,
contudo, não pressupõe informações absolutamente exatas, pois a
contabilidade também trabalha com estimativas que, por si só,
representam uma incerteza.

Gabarito: Letra D.

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24 – (simulado) As alterações trazidas pela Resolução CFC n.
1.374/11 à NBC TG – Estrutura Conceitual, dividiu as
características qualitativas das informações contábeis em duas
categorias: fundamentais e de melhoria. Em relação às
características de melhoria, indique, na ordem dos itens, quais das
afirmativas são verdadeiras ou falsas:
•Comparabilidade - é a característica que ajuda os usuários a
terem mais segurança de que a informação apresenta está
condizente com a realidade da entidade.
•Verificabilidade - leva em conta a necessidade que os usuários têm
de comparar as demonstrações contábeis de uma entidade ao longo
do tempo, a fim de avaliar as variações patrimoniais e financeiras
ocorridas.
•Tempestividade - necessidade de a informação contábil ser
apresentada a tempo de poder influenciar a tomada de decisões de
seus usuários.
•Compreensibilidade - demonstrações contábeis precisam ser
compreensíveis para que os usuários consigam encontrar com
razoável facilidade as informações de que precisam.

A) F – F – V - V
B) V – F – V - V
C) V – V – V – F
D) F – V – F – F
E) V – F – V - F

Comentários:
Os dois primeiros itens, da comparabilidade e da verificabilidade, estão
com as as definições invertidas entre eles. A comparabilidade leva em
conta a necessidade que os usuários têm de comparar as demonstrações
contábeis de uma entidade ao longo do tempo, a fim de avaliar as
variações patrimoniais e financeiras ocorridas. Já a Verificabilidade é a é

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a característica que ajuda os usuários a terem mais segurança de que a
informação apresenta está condizente com a realidade da entidade.
As duas últimas definições estão corretas.

Gabarito: Letra A.

25 (ESAF – AUDITOR FISCAL DA RFB – 2012) - Entre as


características qualitativas de melhoria, a comparabilidade está
entre as que os analistas de demonstrações contábeis mais
buscam. Dessa forma, pode-se definir pela estrutura conceitual
contábil que comparabilidade é a característica que
a) permite que os usuários identifiquem e compreendam
similaridades dos itens e diferenças entre eles nas Demonstrações
Contábeis.
b) utiliza os mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um
período para outro, considerando a mesma entidade que reporta a
informação, quanto para um único período entre entidades.
c) considera a uniformidade na aplicação dos procedimentos e
normas contábeis, onde, para se obter a comparabilidade, as
entidades precisam adotar os mesmos métodos de apuração e
cálculo.
d) garante que usuários diferentes concluam de forma completa e
igual, quanto à condição econômica e financeira da empresa, sendo
levados a um completo acordo.
e) estabelece procedimentos para a padronização dos métodos e
processos aplicados em demonstrações contábeis de mesmo
segmento.

Comentários:
A – Correta! É o que afirma o item QC 21 da Resolução CFC 1.374/11 –
Estrutura Conceitual:

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“QC21. Comparabilidade é a característica qualitativa que permite
que os usuários identifiquem e compreendam similaridades dos itens
e diferenças entre eles. Diferentemente de outras características
qualitativas, a comparabilidade não está relacionada com um único
item. A comparação requer no mínimo dois itens. “

B – Incorreta. A comparabilidade não é sinônimo de “uniformidade” nos


procedimentos e método empregados. As entidades podem, e devem,
alterar seus métodos sempre que necessário, porém, tais alterações devem
ser devidamente informadas nas demonstrações, de modo a não prejudicar
a sua comparabilidade.

C – Incorreta. Pelas mesmas razões que o item anterior, a utilização do


“mesmo método de apuração” pelas diferentes companhias não é requisito
para a comparabilidade das demonstrações. A comparabilidade é a
qualidade que indica a possibilidade de comparação de informações
“similares” das demonstrações contábeis.

D – A comparabilidade não traz nenhuma garantia aos usuários, de forma


a levá-los a um “completo acordo”. Ela se traduz em “qualidade” que tem
por característica tornar as informações contábeis mais “úteis” para os
usuários.

E – Incorreta. A comparabilidade não pressupõe o estabelecimento de


padrões para os métodos e processo aplicados para um mesmo segmento.
Novamente, esta definição tende mais à “uniformidade”, que nada tem a
ver com a Comparabilidade.

Gabarito: Letra A.

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LISTA DE EXERCÍCIOS COMENTADOS

1 – (ESAF – Fiscal de Rendas ISS/RJ – 2010) Assinale abaixo a


única opção que contém uma afirmativa falsa.
A) A finalidade da Contabilidade é assegurar o controle do
patrimônio administrado e fornecer informações sobre a
composição e as variações patrimoniais, bem como sobre o
resultado das atividades econômicas desenvolvidas pela entidade
para alcançar seus fins.
B) A Contabilidade pode ser conceituada como sendo “a ciência que
estuda, registra, controla e interpreta os fatos ocorridos no
patrimônio das entidades com fins lucrativos ou não”.
C) Pode-se dizer que o campo de aplicação da Contabilidade é a
entidade econômico administrativa, seja ou não de fins lucrativos.
D) O objeto da Contabilidade é definido como o conjunto de bens,
direitos e obrigações vinculado a uma entidade econômico-
administrativa.
E) Enquanto a entidade econômico-administrativa é o objeto da
Contabilidade, o patrimônio é o seu campo de aplicação.

2 – (ESAF – ANALISTA/CVM – 2010) As demonstrações contábeis,


quando corretamente elaboradas, satisfazem as necessidades
comuns da maioria dos seus usuários, uma vez que quase todos
eles as utilizam para a tomada de decisões de ordem econômica.
Sob esse aspecto, pode-se dizer que, entre outras finalidades, os
usuários baseiam-se nas demonstrações contábeis para praticar as
seguintes ações, exceto:
a) decidir quando comprar, manter ou vender um investimento em
ações.
b) avaliar a capacidade da entidade de pagar seus empregados e
proporcionar-lhes outros benefícios.
c) determinar a distribuição de lucros e dividendos.

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d) regulamentar as atividades das entidades.
e) fiscalizar a lisura dos atos administrativos.

3 – (ESAF – ANALISTA/CVM – 2010) Aponte abaixo a opção que


contém uma assertiva incorreta.
a) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de
eventos passados e do qual se espera que resultem futuros
benefícios econômicos para a entidade.
b) Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de
eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em
saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos para a
entidade.
c) Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade
depois de deduzidos todos os resultados.
d) Muitos ativos têm uma substância física. Entretanto, substância
física não é essencial à existência de um ativo.
e) Muitos ativos estão ligados a direitos legais, inclusive a direito
de propriedade. Ao determinar a existência de um ativo,
entretanto, o direito de propriedade não é essencial.

4 – (ESAF – AFTM/TERESINA – 2001) Assinale a opção que


contém a afirmativa correta.
a) Conceitua-se Contabilidade como a metodologia que permite às
entidades econômicas o desenvolvimento de suas atividades e a
consecução dos fins que lhes são propostos.
b) O ativo indica a aplicação dos capitais na atividade empresarial,
por isso, aí se encontra o chamado capital próprio.
c) Denomina-se empresa o organismo resultante de elementos
materiais e humanos reunidos com o objetivo de obter,
transformar, movimentar e consumir bens.
d) Conceitua-se Contabilidade como a ciência que estuda e pratica
as funções de escrituração, demonstração financeira, auditoria e
análise de balanços.
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e) Um patrimônio bem determinado, uma pessoa que o possui e o
administra, praticando sobre ele atos e fatos de natureza
econômica, tudo isso pressupõe a existência de um ser distinto de
seu dono, conhecido como entidade ou azienda.

5 – (ESAF – AFC/CGU – 2008) (adaptada) - Sobre os enunciados


dos Princípios Fundamentais de Contabilidade, estabelecidos na
Resolução n. 750/1993, são apresentadas as seguintes assertivas:
I. desde que tecnicamente estimável, o registro das variações
patrimoniais deve ser feito, de imediato e com a extensão correta,
independentemente das causas que as originaram, mesmo na
hipótese de somente existir razoável certeza de sua ocorrência.
II. após sua integração ao patrimônio, o bem, direito ou obrigação
não poderão ter alterados seus valores intrínsecos, admitindo-se,
tão somente, sua Reavaliação, atualização monetária e a
decomposição em elementos e/ou sua agregação, parcial ou
integral, a outros elementos do patrimônio líquido.
III. consideram-se realizadas as receitas sempre que houver a
extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer que seja o
motivo, sem o desaparecimento concomitante de um ativo de valor
igual ou maior.
IV. quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais,
quantitativas e qualitativas, devem ser consideradas a
continuidade ou não da entidade, bem como sua vida definida ou
provável, pois influencia o valor econômico dos ativos e, em muitos
casos, o valor ou o vencimento dos passivos, especialmente quando
a extinção da entidade tem prazo determinado, previsto ou
previsível.
V. quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis diante
dos demais Princípios Fundamentais de Contabilidade, deve-se
escolher a hipótese de que resulte menor patrimônio líquido.
Considerando que a seqüência das assertivas apresentadas não
guarda necessariamente correlação com a seqüência das opções
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apresentadas, das assertivas apresentadas, a única incorreta é
aquela que se refere ao Princípio da (do):
a) Continuidade.
b) Prudência.
c) Competência.
d) Registro pelo Valor Original.
e) Oportunidade.

6 – (ESAF – Auditor Fiscal da RFB – 2009) O Conselho Federal de


Contabilidade, considerando que a evolução ocorrida na área da
Ciência Contábil reclamava a atualização substantiva e adjetiva de
seus princípios, editou, em 29 de dezembro de 1993, a Resolução
750, dispondo sobre eles. Sobre o assunto, abaixo estão escritas
cinco frases. Assinale a opção que indica uma afirmativa falsa.
A) A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é
obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de
legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC).
B) Os Princípios Fundamentais de Contabilidade, por
representarem a essência das doutrinas e teorias relativas à
Ciência da Contabilidade, a ela dizem respeito no seu sentido mais
amplo de ciência social, cujo objeto é o patrimônio das Entidades.
C) O Princípio da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da
Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial e a desnecessidade
da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos
patrimônios existentes.
D) O patrimônio pertence à entidade, mas a recíproca não é
verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios
autônomos não resulta em nova entidade, mas numa unidade de
natureza econômico-contábil.
F) São Princípios Fundamentais de Contabilidade: o da entidade; o
da continuidade; o da oportunidade; o do registro pelo valor
original; o da competência e o da prudência.

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7 – (ESAF – AFRE/MG – 2005) Assinale a opção que contém
afirmativa correta sobre princípios fundamentais de contabilidade.
a) Quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis, o
princípio da competência impõe a escolha da hipótese de que
resulte menor patrimônio líquido.
b) Diante de alternativas igualmente válidas, o princípio da
competência impõe a adoção do menor valor para o ativo e do
maior valor para o passivo.
c) As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do
resultado do período em que ocorrerem, segundo afirma o princípio
da prudência.
d) O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas correlatas
é consequência natural do respeito ao período em que ocorrer sua
geração, mas não atende ao princípio da continuidade.
e) O princípio da entidade reconhece o patrimônio como objeto da
contabilidade e afirma a autonomia patrimonial diferenciando o
patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes.

8 – (ESAF – Técnico da Receita Federal - 2003) Com relação aos


Princípios Fundamentais de Contabilidade, assinale a opção
incorreta:
A) O princípio da Prudência determina a adoção do menor valor
para os componentes do ativo e do maior para os do passivo,
sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a
quantificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio
Líquido.
B) O princípio da Prudência impõe a escolha da hipótese que
resulte menor Patrimônio Líquido, quando se apresentarem opções
igualmente aceitáveis diante dos demais princípios da
contabilidade.
C) O Princípio da Prudência somente se aplica às mutações
posteriores, constituindo-se ordenamento indispensável á
aplicação correta do princípio da competência.
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D) A aplicação do princípio da prudência ganha ênfase quando,
para definição dos valores relativos às variações patrimoniais,
devem ser feitas estimativas que envolvem incertezas de grau
variável.
E) O princípio da prudência refere-se, simultaneamente, à
tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das
suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e
com a extensão correta, independentemente das causas que
originaram o registro.

9 – (ESAF – ANALISTA/SUSEP 2010) A legislação vigente sobre as


sociedades anônimas estabelece o que deve ser computado na
determinação do resultado do exercício. Diz a lei que devem ser
incluídas as receitas e os rendimentos ganhos no período,
independentemente de sua realização em moeda, bem como os
custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos,
correspondentes a essas receitas e rendimentos.
Ao analisar essa determinação, pode-se dizer que, com ela, a lei
está consagrando o princípio contábil
a) da Oportunidade.
b) da Realização da Receita.
c) da Prudência.
d) da Igualdade Contábil.
e) da Competência.

10 – (ESAF – ISS/RECIFE – 2003) Com relação aos Princípios


Fundamentais de Contabilidade, assinale a opção incorreta.
a) Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta que a
avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita com base
nos valores de entrada, considerando-se como tais os resultantes
do consenso com os agentes externos ou da imposição destes.
b) Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta que,
uma vez integrados no patrimônio, os bens, direitos ou obrigações
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não poderão ter alterados seus valores intrínsecos, admitindo-se,
tão-somente, sua decomposição em elementos e/ou sua
agregação, parcial ou integral, a outros elementos patrimoniais.
c) Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta que o
valor original será mantido enquanto o componente permanecer
como parte do patrimônio, inclusive quando da saída deste.
d) Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta que o
uso da moeda do País na tradução do valor dos componentes
patrimoniais constitui imperativo de homogeneização quantitativa
dos mesmos.
e) Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta que é
inadequada a utilização de qualquer tipo de CORREÇÃO ou
ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA.

11 – (ESAF – Fiscal de Rendas ISS/RJ - 2010) Assinale abaixo a


única opção que contém uma afirmativa verdadeira.

A) Pelo princípio da continuidade, a entidade deverá existir durante


o prazo estipulado no contrato social e terá seu Patrimônio
contabilizado a Custo Histórico.
F) Para obedecer ao princípio contábil da prudência, quando houver
duas ou mais hipóteses de realização possíveis de um item, deve
ser utilizada aquela que representar um maior ativo ou um menor
passivo.
G) Segundo o princípio da competência, as receitas e as despesas
devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que,
efetivamente, ocorrerem os recebimentos ou pagamentos
respectivos.
H) O princípio da oportunidade determina que os registros
contábeis sejam feitos com tempestividade, no momento em que o
fato ocorra, e com integralidade, pelo seu valor completo.
I) Existe um princípio contábil chamado “Princípio da Atualização
Monetária” que reconhece que a atualização monetária busca
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atualizar o valor de mercado e não o valor original, por isso, não se
trata de uma “correção”, mas apenas de uma “atualização” dos
seus valores.

12 – (ESAF – APOF/SEFAZ-SP – 2009) Assinale abaixo a opção que


contém uma afirmativa falsa.
a) A Contabilidade é mantida para as Entidades; os sócios ou
quotistas destas não se confundem, para efeito contábil, com
aquelas.
b) Para a Contabilidade, a Entidade é um organismo vivo que irá
operar por período indeterminado de tempo até que surjam fortes
evidências em contrário.
c) O custo de aquisição de um ativo ou dos insumos necessários
para fabricá-lo e colocá-lo em condições de gerar benefícios para a
Entidade representa a base de valor para a Contabilidade.
d) Os princípios fundamentais da Resolução CFC 750/93, apesar de
servirem como orientação precisa para os procedimentos
contábeis, não constituem condição de legitimidade das Normas
Brasileiras de Contabilidade.
e) Entre conjuntos alternativos de avaliação para o patrimônio,
igualmente válidos, segundo os princípios fundamentais, a
Contabilidade escolherá o que apresentar o menor valor atual para
o ativo e o maior para as obrigações.

13 – (ESAF – ISS/RECIFE – 2003) Com relação aos Princípios


Fundamentais de Contabilidade, assinale a opção incorreta.
a) O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto
da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade
da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos
patrimônios existentes.
b) O Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL preconiza que
os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores

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originais das transações com o mundo exterior, expressos a valor
presente na moeda do País, que serão mantidos na avaliação das
variações patrimoniais posteriores, inclusive quando configurarem
agregações ou decomposições no interior da ENTIDADE.
c) O Princípio da CONTINUIDADE influencia o valor econômico dos
ativos e, em muitos casos, o valor ou o vencimento dos passivos,
especialmente quando a extinção da ENTIDADE tem prazo
determinado, previsto ou previsível.
d) O Princípio da OPORTUNIDADE refere-se, simultaneamente, à
tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das
suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e
com a extensão correta, independentemente das causas que as
originaram.
e) O Princípio da PRUDÊNCIA indica que as receitas e as despesas
devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que
ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem,
independentemente de recebimento ou pagamento.

14 – (ESAF – TCE/PR – 2003) Abaixo estão cinco assertivas


relacionadas com os Princípios Fundamentais de Contabilidade.
Assinale a opção que expressa uma afirmação verdadeira.
A) A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é
obrigatória no exercício da profissão, mas não constitui condição
de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade.
B) O Princípio da Entidade reconhece o Patrimônio como objeto da
Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, exceto no caso de
sociedade ou instituição, cujo patrimônio pode confundir-se com o
dos sócios ou proprietários.
C) Da observância do Princípio da Oportunidade resulta que o
registro deve ensejar o reconhecimento universal das variações
ocorridas no patrimônio da Entidade, em um período de tempo
determinado.

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D) A apropriação antecipada das prováveis perdas futuras, antes
conhecida como Convenção do Conservadorismo, hoje é
determinada pelo Princípio da Competência.
E) A observância do Princípio da Continuidade não influencia a
aplicação do Princípio da Competência, pois o valor econômico dos
ativos e dos passivos já contabilizados não se altera em função do
tempo.

15 – (ESAF – AFC/STN – 2005) Assinale a opção que contém a


afirmativa incorreta sobre princípios fundamentais de
contabilidade.
A) O princípio da competência estabelece diretrizes para
classificação das mutações patrimoniais resultantes da observância
do princípio da oportunidade.
B) Observando-se o princípio do registro pelo valor original, o
princípio da prudência somente se aplica às mutações posteriores,
constituindo-se ordenamento indispensável à correta aplicação do
princípio da competência.
C) A observância do princípio da continuidade é indispensável à
correta aplicação do princípio da competência, pois se relaciona à
quantificação dos componentes patrimoniais e à formação do
resultado, sendo importante para aferir a capacidade futura de
geração de resultado.
D) Segundo o princípio da entidade o patrimônio a ela pertence,
mas a recíproca não é verdadeira. A agregação contábil de
patrimônios resulta em nova entidade.
E) A observância do princípio da continuidade influencia o valor
econômico dos ativos e, às vezes, o valor ou o vencimento dos
passivos.

16 – (ESAF – ACE/MDIC - 2012) Em relação ao patrimônio, objeto


da contabilidade, é correto afirmar que

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a) o ativo patrimonial é composto dos bens, direitos e obrigações
de uma pessoa física ou jurídica.
b) o patrimônio líquido pode ser entendido como sendo a diferença
entre o valor do ativo e o valor do passivo de um patrimônio.
c) se calcularmos os direitos reais e os direitos pessoais
pertencentes a uma entidade, estaremos calculando o ativo
patrimonial dessa entidade.
d) o capital social de um empreendimento comercial é o montante
de recursos aplicados em seu patrimônio.
e) o montante dos bens e dos direitos de uma pessoa física ou
jurídica tem o mesmo valor de seu passivo real.

17 - (ESAF – AFC/CGU - 2008) Em relação ao patrimônio de uma


empresa e às diversas situações patrimoniais que pode assumir de
acordo com a equação fundamental do patrimônio, indique a opção
incorreta.
a) A empresa tem passivo a descoberto quando o Ativo é igual ao
Passivo menos a Situação Líquida.
b) A Situação Líquida negativa acontece quando o total do Ativo é
menor que o passivo exigível.
c) Na constituição da empresa, o Ativo menos o Passivo Exigível é
igual a zero.
d) A situação em que o Passivo mais o Ativo menos a Situação
Líquida é igual a zero é impossível de acontecer.
e) A Situação Líquida é positiva quando o Ativo é maior que o
Passivo Exigível.

Entidade A



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Entidade B




Entidade C




Entidade D





(CESPE – TRE/BA – 2009) Considere as representações
patrimoniais, em forma de diagrama de barras, de quatro entidades
contábeis hipotéticas — A, B, C e D — ilustradas acima, para o
período de dois anos consecutivos. Com base nessas informações e
em relação à situação líquida dessas entidades, julgue os próximos
três itens.

18 - Comparando o período, a situação líquida tornou-se


desfavorável apenas para uma das entidades contábeis
apresentadas.

19 - A situação líquida de uma das entidades manteve-se


inalterada no período, sendo correto afirmar que, nesse caso, não
houve variação quantitativa no patrimônio dessa entidade.

20 - Entre as entidades citadas, a entidade A, no ano 2, apresentou


o maior percentual de capital de terceiros em relação aos recursos
possuídos pela entidade, capazes de gerar benefícios econômicos
futuros.

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21 – (simulado) Em face das alterações ocorridas no texto da NBC
TG – Estrutura Conceitual, implementadas pela resolução CFC
1.374/11, o princípio da primazia da essência sobre a forma foi
formalmente retirada da condição de representante da
representação fidedigna (confiabilidade) e, portanto, não deve ser
mais observada nas demonstrações contábeis.

22 – (simulado) A apresentação das informações contábeis é


indispensável em sua plenitude e exatidão e, por este motivo,
prescinde de qualquer análise dos custos relacionados à sua
preparação e apresentaçaõ.

23 – (simulado) A informação contábil, para ser considerada útil,


precisa ser, ao mesmo tempo, relevante e apresentada com
fidedignidade. Para que a informação seja considerada fidedigna,
ela precisa ser apresentada:
A) Livre de erros, apenas;
B) Completa, admitido algum grau de parcialidade das informações;
C) Neutra e livre de erros, apenas;
D) Completa, neutra e livre de erros.
E) Completa e isenta de erros relevantes, apenas.

24 – (simulado) As alterações trazidas pela Resolução CFC n.


1.374/11 à NBC TG – Estrutura Conceitual, dividiu as
características qualitativas das informações contábeis em duas
categorias: fundamentais e de melhoria. Em relação às
características de melhoria, indique, na ordem dos itens, quais das
afirmativas são verdadeiras ou falsas:
•Comparabilidade - é a característica que ajuda os usuários a
terem mais segurança de que a informação apresenta está
condizente com a realidade da entidade.
•Verificabilidade - leva em conta a necessidade que os usuários têm
de comparar as demonstrações contábeis de uma entidade ao longo
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do tempo, a fim de avaliar as variações patrimoniais e financeiras
ocorridas.
•Tempestividade - necessidade de a informação contábil ser
apresentada a tempo de poder influenciar a tomada de decisões de
seus usuários.
•Compreensibilidade - demonstrações contábeis precisam ser
compreensíveis para que os usuários consigam encontrar com
razoável facilidade as informações de que precisam.

A) F – F – V - V
B) V – F – V - V
C) V – V – V – F
D) F–V–F–F

25 (ESAF – AUDITOR FISCAL DA RFB – 2012) - Entre as


características qualitativas de melhoria, a comparabilidade está
entre as que os analistas de demonstrações contábeis mais
buscam. Dessa forma, pode-se definir pela estrutura conceitual
contábil que comparabilidade é a característica que
a) permite que os usuários identifiquem e compreendam
similaridades dos itens e diferenças entre eles nas Demonstrações
Contábeis.
b) utiliza os mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um
período para outro, considerando a mesma entidade que reporta a
informação, quanto para um único período entre entidades.
c) considera a uniformidade na aplicação dos procedimentos e
normas contábeis, onde, para se obter a comparabilidade, as
entidades precisam adotar os mesmos métodos de apuração e
cálculo.
d) garante que usuários diferentes concluam de forma completa e
igual, quanto à condição econômica e financeira da empresa, sendo
levados a um completo acordo.

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e) estabelece procedimentos para a padronização dos métodos e
processos aplicados em demonstrações contábeis de mesmo
segmento.

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GABARITOS

Questão Gabarito
1 E
2 E
3 C
4 E
5 D
6 C
7 E
8 E
9 E
10 E
11 D
12 D
13 E
14 C
15 D
16 C
17 Anulada
18 CERTA
19 ERRADA
20 ERRADA
21 ERRADA
22 ERRADA
23 D
24 A
25 A

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