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CAMPOS, Cláudio. A História Continua. São Paulo: Gráficas Brasileiras, 1992.

Tema: Socialismo

Os artigos que fazem parte desta coletânea foram publicados originariamente no diário HORA
DO POVO. Eles tratam de algumas das mais candentes questões históricas, políticas,
econômicas e ideológicas da luta pelo socialismo hoje. Seus autores são membros do Comitê
Central do Movimento Revolucionário 8 de outubro.

 A constelação dos falsificadores da História


 A História continua
 A fantasia reacionária do “socialismo de mercado”
 Retomar o caminho do desenvolvimento socialista
 Hobsbawn: Um diagnóstico equivocado
 O embuste reacionário sobre o “fim do partido único”
 O “Testamento” de Lenin – I
 O “Testamento” de Lenin – II
 O socialismo do Tarso
 O papel chave de Stalin na vitória da Humanidade sobre o nazismo
 O colapso do revisionismo e a primeira morte de José Arbex
 EUA: uma ditadura cínica, feroz e sanguinária
 Pedantismo e ignorância
 A histórica de Josias e Melo, e a História
 O paraíso dos comunistas e o inferno de Boris Casoy
 Socialismo ou barbárie
 O camarada Delfim e o socialismo
 O maior cientista de tosos os tempos
 Os monopólios ou a Humanidade
 As mariposas do Império

Método: Histórico

1
A constelação dos falsificadores da História

 O reacionário Robert Conquest


 O Grande Terror: Tentar atribuir ao socialismo os mortos do capitalismo.
 O problema da direita: Não ter interesse em distinguir a verdade da mentira.
 O reacionário Dmitri Volkogonov
 Falsidades sobre Stalin: Paranoico, Sede de poder e medos como voar.
 Autor representante dos vícios capitalistas na sociedade socialista.
 Trotsky: Herói da revolução.
 Instituições religiosas: Não combater é assegurar influencia burguês.
 Revolução permanente: Uma revolução não pode ser permanente.
 Golpe de Estado: Sabotagens, associação com alemães.
 Morte: Mercader não era agente.
 Realidade deu aprovação ao Stalin e desapropriação ao Trotsky.

[O Grande Terror] “[…] Foi em “O grande terror” que pela primeira vez se tentou
demonstrar, da forma mais ridícula, a cínica tese de que “Stalin matou 30 milhões de
pessoas”, tese essa que tem o objetivo de projetar sobre o socialismo o morticínio
objetivamente cometido pelo capitalismo imperialista durante a II Guerra Mundial”. (p. 2)

[Stalin] “[…] Stalin tinha uma inteligência profunda, lógica e razão, privado de todo pânico.
Ele era um mestre perfeito para encontrar nos momentos difíceis os caminhos para sair das
situações mais complexas […]”. (p. 3)

[Deus e verdade, justiça e amor] “[…] Para nós, marxistas, esses são valores e sentimentos
inerentes ao Homem, que se desenvolvem e se transformar dentro do homem. Para nós, acima
do Homem, só existem o céu e as estrelas – o que já não é pouco […]”. (p. 4)

[Revolução permanente] “[…] A revolução é o memento de salto de qualidade na correlação


de forcas políticas, que sucede a um determinado acumula de mudanças quantitativas nessa
correlação: ela não tem como ser “permanente”. A ideia de uma revolução permanente” é, na
verdade a nega cão da revolução, da dialética e do marxismo”. (p. 7)
2
[Ramón Mercader] “[…] não acreditamos que Ramón Mercader fosse pessoa que um
serviço secreto pudesse considerar em condições de executar missão tão grave […] A “arma”
que matou Trotsky foi uma pequena picareta de alpinismo – ele estava se iniciado nesse
esporte – muito pouco efetiva para um profissional de serviço secreto […]”. (p. 9)

[Síntese Stalin] “[…] Stalin construiu, e muito bem construído, o socialismo na URSS. Ele
demonstrou assim, na teoria e na prática, que estava certo, e que Trotsky estava errado. Mas
ele jamais afirmou que essa conquista era irreversível. Pero contrário, ele alertou
constantemente para esse risco […]”. (p. 10)

A Histórica continua

 José Arbex: “O marxismo é positivista, está morto e foi um laboratório”.


 Positivismo e progresso:
 Comte: Reacionário, o positivismo como perpetuação da ordem burguesa.
 Hoje incomoda por o grau do conservadorismo da burguesia.
 Marx: Acredita no progresso do homem, assim não seja lineal.
 Marxismo: Fruto da análise científico da realidade.
 Superioridade: Socialismo mostrou com a boa condução do Stalin, sua superioridade.
 Desde Kruschev o socialismo foi travestido.
 Stalin sempre alertou sobre a ameaça da reação, estava certo.
 O mundo capitalista é um laboratório de morte.

[Positivismo] “[…] O positivismo correspondeu a uma época em que a burguesia, na Franca,


não era mais uma classe revolucionária, mas ainda podia acreditar que a sociedade burguesa
encarnasse o progresso e o futuro. Hoje, o ultradecante e degenerado capitalismo imperialista
não tem mais como se comprometer com qualquer ideia de progresso histórico, e por isso até
mesmo o reacionário Comte tornou-se um estorvo […]”. (p. 12)

[Marxismo] “[…] convicção é fruto de uma observação, estudo e análise puramente científica
da realidade”. (p. 14)
3
[Superioridade socialista] “[…] Enquanto ela foi aplicada até o início da década de 50, ela
demonstrou de forma espetacular essa superioridade. Depois disso, mesmo tergiversado,
falseado, esculhambado, o socialismo continuou sendo superior ao capitalismo. Mas ele não
pode se sustentar, se seus princípios não são respeitados”. (p. 15)

[Laboratório capitalista] “Você diz que “o mundo não é um laboratório de experiências


políticas”. Não? E o que é então? Laboratório é onde se labora. E onde se labora ganha-se
experiência. É realmente comovedora sua preocupação com a integridade do mundo, em
definir o que ele é e o que deixa de ser. Certamente você o prefere como um capo de provas
para as bombas de Hiroshima e Nagasaki, as bombas de napalm e de nêutrons, as nucleares
“táticas” e as estratégicas, a guerra bacteriológica, as “Idiots”, os “Phantons, os “Tomcats”,
etc. Certamente você acha que afinal de contas o mundo não está assim tão mal, de formas
que não se deve arriscar nada que não tenha sucesso garantido e para todo o sempre”. (p. 16)

[Feudalismo] “Depois de quatro séculos de experiência capitalista, o feudalismo ainda está


presente não apenas nos recônditos do planeta, mas no centro de impérios tão decantados
como o japonês e o inglês, com as suas ridículas e bolorentas rainhas, imperadores, cetros e
coroas […]”. (p. 16)

A fantasia reacionária do “socialismo de mercado”

 Erro da Perestroika: Pensar que o mercado pode regular a produção socialista.


 Fundamento: Errada interpretação da NEP.
 NEP: Política para transição ao socialismo (fase de transição ao comunismo).
 Comunismo de guerra:
 Condição imposta desde imperialistas (14 países agrediram).
 Gerou as condições que obrigaram implantação da NEP.
 Cooperativas
 Fomentado por Lenin para o mais curto caminho para o socialismo.
 A propriedade dos médios de produção define sua natureza.
 Pensada como caminho mais rápido ao socialismo.
4
 Algumas questões de política e de História
 União Soviética
 Vanguarda mundial desde 1917 ao 1953.
 Resistiu 14 intervenções militares,
 Suportou a constante ameaça de bomba atômica.
 Roles militais em 1917: Stalin no partido, Trotsky nos soviets.
 Testamento de Lenin.
 Critica a Stalin foi de caráter menor e impulsivo… “Stalin muito rude”.
 Possivelmente a raiz da discussão do Stalin com Krúpskaia.
▪ Tarde deu se a conhecer que foi Krúpskaia quem se descompus.
 Critica a Trotsky e Bukharin foi essencialmente dura.
 Conspirações de Trotsky, Bukharin, Zinoviev, Kamenev.
 Contra Governo de Lenin: Prisão para Lenin, Stalin e Sverdlov.
 Contra Governo de Stalin: Golpe de Estado com apoio alemão e japonês.
 Chave da queda: A imensa propaganda empreendida por lós imperialistas.
 O imperialismo reagrupado na centralidade absoluta dos EUA.
 Gerou a liderança de Kruschev, expressão do setor atrasado do PCUS.
 Tese Kruschev:
 Ridículo: Não se transforma o mundo vendo fantasmas.
 O maior “culto à personalidade” (explica todo por Stalin).
 Diferencias na indústria.
 Stalin: Desenvolvimento da indústria pesada.
 Kruschev: Desenvolvimento da indústria leviana.
 Desarme político ideológico: Consequências severas econômicas.
 Solução do socialismo: Aplicação correta do socialismo.

[NEP] “[…] A NEP nunca foi nem pretendeu ser uma política […] para a transição do
socialismo ao comunismo […] A NEP foi uma política econômica para a transição do
capitalismo ao socialismo, para a transição à primeira fase do comunismo […]”. (p. 20)

[Propriedade e Socialismo de mercado] “Os defensores do “socialismo de mercado”


querem recuar a situação qualitativamente ainda mais atrasada do que a desta época, pois
pretendem que os médios de produção de das cooperativas sejam propriedade destas”. (p. 28)
5
[O culto de Kruschev ao Stalin] “[…] O “apaziguamento” em relação à contra-revolução
passada era uma decorrência natural do “apaziguamento” da contra-revolução presente.
Assim, todas as intensas e agudas lutas políticas e sociais travadas dentro da URSS foram
atribuídas ao “gênio maligno” de Stalin, à sua “mania de persecução”, etc, como está no
relatório dito secreto de Kruschev ao XXA Congresso. Na verdade, dificilmente se poderia
render maior “culto à personalidade” do que esse […]”. (p. 33)

[Contra o Governo de Lenin] “[…] Trotsky, Bukharin, Zinoviev e Kamenev […] puseram-
se de acordo com os socialistas-revolucionários para a derrubada do “governo de Lenin”,
prisão de Lenin, Stalin e Sverdlov, e, se necessário, a sua execução […]”. (p. 37)

[Contra o Governo de Stalin] “[…] Trotsky, Bukharin, Zinoviev e Kamenev […] se


propunham a derrubar o “governo de Stalin”, e de forma alguma descartaram nisso o concurso
de alemães e japoneses. O seu isolamento das massas lhes dizia que era impossível a luta de
massas, e sua estratégia era assumidamente putchista. Terrorismo, sabotagem, articulação
com autoridades e serviços do Eixo, tudo isso fez parte de sua preparação para o golpe de
estado. E não se pode dizer que seus cálculos fossem absurdos. Eles contavam com a
participação do ministro do NKVD, Iagoda, ligado a Bukharin, de Tukhachevsky, chefe do
Estado Maior do Exército, e de muitas outras autoridades do alto escalão”. (p. 39)

[O socialismo] “[…] A lei econômica fundamental do socialismo é o atendimento sempre


crescente das necessidades materiais e espirituais da população, com base no
desenvolvimento da técnica. Isto é, o desenvolvimento sempre crescente da técnica, dos meios
de produção, está na própria base do desenvolvimento do socialismo. Daí decorre caráter
dirigente da indústria de bens de produção, de máquinas e equipamentos, na economia
socialista. É evidente que são os meios de produção de que se dispõe que vão determinar a
quantidade e a qualidade dos bens de consumo produzidos […]”. (p. 42)

[Solução do socialismo] “[…] a desorganização da economia socialista não pode ser


“corrigida” com a introdução das categorias capitalistas, mas unicamente pela implementação
dos corretos princípios socialistas”. (p. 43)

6
No socialismo a política cobra vigor ao ter os homens maior responsabilidade a partir de sua
consciência mais elevada.

Retomar o caminho do desenvolvimento socialista.

 Socialismo posterior ao Stalin.


 Evitar o confronto de classes.
 Uso da burocracia para a resolução de problemas.
 Partido: De vanguarda real para vanguarda por decreto.
 O coletivo e o individual
 O coletivo deve prevalecer sobre o individual.
 As necessidades individuais se realizam com as necessidades coletivas.
 Individualismo:
 No capitalismo prova crises e guerras.
 No socialismo é sua negação (ainda pior).
 Sociabilidade: Propriedade social dos meios de produção façam sociais seus produtos.
 Particularidade da ideologia socialista: A supraestrutura se antecede a infraestrutura.
 Implica grande responsabilidade nos dirigentes.
 Stalin sobre “Problemas fundamentais do socialismo na URSS”.
 Dupla forma econômica: Estatal de todo o povo e a dos kolkhoses.
 Lei do valor: Não se dever auspiciar no socialismo.
 Categorias mercantis só podem servir na fase dó capital ao socialismo.
 Burocracia: Se favorece em um contesto capitalista.
 Democracia: Passa pela participação massiva na construção do plano.

[Individualismo] “Na sociedade burguesa, o individualismo, a busca do atendimento à lei


econômica fundamental do capitalismo – a obtenção o lucro máximo – leva às crises e às
guerras. […] Na sociedade socialista, o individualismo tem um efeito pior: ele representa sua
negação”. (p. 47)

[Característica fundamental do socialismo] “[…] a sociedade socialista possui uma


característica que distingue de todas as demais que a precederam: ela só pode ser construída
7
conscientemente […] ao contrário das demais antecede a infraestrutura econômica à qual
corresponde. Ela forma-se durante a sociedade capitalista […]”. (p. 48)

[Dirigentes] “Sem teoria revolucionária não há prática revolucionária […] Se os que dirigem
o Estado e a economia – já para não falar nos demais – não tem suficiente compromisso com
o povo, com o socialismo e com a revolução […] então nenhum plano e nenhuma estratégica
pode dar certo […]”. (p. 48)

[Burocracia] “A apologia do mercado e certas invectivas supostamente “contra a burocracia”


– que efetivamente existe – visam apenas ampliar mais o espaço dos burocratas, para que
possam cuidar de seus assuntos, libertos de todo e qualquer compromisso com a sociedade e
com o conjunto da população”. (p. 52)

Hobsbawn: um diagnóstico equivocado

 Hobsbawm: Êxodo camponês, Prosperidade operária, Massificação do consumo.


 Erros:
 Os campesinos nunca foram parte central da base comunista.
 A prosperidade e o consumo não são tais.
 Explicação dos erros: Importância excessiva aos fatores socioeconômicos.
 Esquecendo os fatores politico-ideológicos.
 As explicações corretas da crise comunista.
 O virasse da direção do PCUS.
 A agressão imperialista sobre a URSS.
 A crise do socialismo é a queda do revisionismo inaugurado por Kruschev.

[Raiz do problema] “[…] Hobsbawn superestima – para não dizer absolutiza – a importância
do fator espontâneo, e subestima inteiramente a importância do fator verdadeiramente
consciente”. (p. 56)

O embuste reacionário sobre o “fim do partido único”


8
 Derrogação do artigo 6to. Constituição de 1977: O PCUS como partido único.
o Efeito da burocratização reinante no período de Breznev.
▪ Efeito da marcha atrás começada pelo PCUS em 1953-6.
o Não tem sentido institucionalizar isso.
▪ O partido perde seu caráter se nos fatos não se torna vanguarda.

O “Testamento” de Lenin – I

 Revolucionários não sempre ficam com a revolução até o final.


 Testamento de Lenin: O eclesiástico Bukharin e o burocrata Trotsky.
 Rol ativamente contrarrevolucionário de Trotsky, Bukharin, Zinoviev y Kamenev.
 Atitude constante: Opor-se à revolução.

[Lei revolucionária] “Nem sempre os homens que iniciam um processo revolucionário vão
com ele até o fim. Quando a revolução atinge um patamar político, social e ideológico que
supera os horizontes de alguns de seus participantes, é comum que eles se voltem contra ela”.
(p. 65)

[Renegados] “[…] resistiam bravamente à nova política de transição, a NEP, que era
absolutamente indispensável. Quando se esgotou a possibilidade de resistir de forma pseudo-
esquerdista, passaram a resistir abertamente pela direita. […] Bukharin, depois de rejeitar
virulentamente a NEP, queria mantê-la indefinidamente. Em resumo, uma oposição quase
constante às medidas indispensáveis para o desenvolvimento da revolução”. (p. 66)

[Reacionários em contexto] “É claro que os renegados pretendiam que eram eles os


revolucionários. Mas o “socialismo” deles era igual – ou pior – do que o de Lech Valessa,
Boris Yeltsin e Mikhail Gorbachev. Com a diferença que esses são contra-revolucionários
num período contra-revolucionário, e por isso não precisam descer tão baixo, mergulhar no
último círculo do desespero, como aqueles precisaram”. (p. 66-7)

9
O testamento de Lenin – II

 Critica de Lenin profunda e coerente a Bukharin e Trotsky.


 Critica circunstancial a Stalin por ser muito rude com seus colegas.
 Hipótese do desencontro entre Lenin e Stalin.
 O desconhecimento do plano de golpe de Estado de Trotsky e Bukharin.

O socialismo do Tarso

 Tarso: Crise dos noventa como o fim do bolchevismo.


 Revisionismo: A crise é o fim do revisionismo começado com Kruschev.
 Marxismo: Ciência e Ideologia (mais que ciência, mas apoiada nela).
 Demando marxista: Compreender a passagem do socialismo ao comunismo.

[Marxismo] “[…] O marxismo é ao mesmo tempo, uma ciência – o materialismo dialético no


terreno da filosofia, e o materialismo histórico no terreno do desenvolvimento da sociedade –
e uma ideologia – o comunismo […] A ideologia é a visão de mundo, a maneira como as
pessoas elaboram o conjunto das suas percepções da realidade objetiva, e isso jamais será uma
coisa inteiramente científica. Exatamente porque a realidade é sempre mais ampla do que
aquilo que a ciência pode estabelecer a cada momento. No entanto, a ideologia marxista, ao
contrário da ideologia burguesa, não está em contradição com a ciência; ela se apoia na
ciência e no desenvolvimento da ciência, tem base cientifico ou, como disse Lenin, é uma
“ideologia científica””. (p. 74)

[Demanda marxista] “É claro que o marxismo demanda e demandará sempre novas


descobertas científicas, particularmente no que diz respeito à transição do socialismo para o
comunismo […]”. (p. 75)

O papel chave de Stalin na vitória da Humanidade sobre o nazismo

 Tema: Resposta à criticas a Stalin.


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 O rol do Stalin na Segunda Guerra Mundial.
 Preparou a guerra.
 Colocou-se ao frente de fato.
 Lançou a consigna nenhum passo atrás.
 Fascismo: Expressão do mais ranço dos circulares alemães.

[Nazismo] “[…] [segundo Stalin] a política dos círculos mais apodrecidos do capital
financeiro internacional” […]”. (p. 80)

O colapso do revisionista e a primeira morte de José Arbex

 O progressista José Arbex associa o comunismo com o imperialismo.


 Próprio dos raivosos da contrarrevolução.

EUA: Uma ditadura cínica, feroz e sanguinária [Eduardo Fernandes]

 Povo: Desinformado e massacrado ideologicamente.


 Progressistas: Assassinados como Lincoln, Wilson, Kennedy, Luther King e Lennon.
 Macarthismo: Fascismo que eliminou os elementos mais avançados do povo.

[Povo dos Estados Unidos] “[…] Jamais houve na face da terra um povo tão desinformado,
massacrado ideologicamente e mantido à margem dos acontecimentos como é hoje o povo
norte-americano […]”. (p. 87)

[Progressistas] “Quando presidentes dessa republiqueta de hamburguer e ketchup contrariam


os cartéis são sumariamente assassinados, como ocorreu durante os golpes de Estado contra
os presidentes Abraham Lincoln, John Kennedy e, muito provavelmente, Woodrow Wilson
[…] como ocorreu também com Martin Luther King, John Lennon e tudo que de melhor a
sociedade americana produziu ou adotou […]”. (p. 88)

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Pedantismo e Ignorância [Carlos Lopes]

 Cornelius Castoriadis: O mercado sempre existiu.


 Grande falácia reacionária.

A história de Josias e Melo, e a História [Eduardo Fernandes]

 A questão da violência revolucionária partindo de fatos na Cuba socialista.


 Violência revolucionária é infinitamente menos que violência burguesa.
 Fidel Castro: O maior revolucionário da segunda metade do século XX.

[Violência] “Em resumo, a burguesia, o capitalismo, pode matar, esganar, esfolar, trucidar,
prender e arrebentar quantas vezes quiser, isso é muito natural, não há o que lamentar, a não
ser um ou outro resmungo para limpar a garganta. Agora, quando a Revolução passa pelas
armas, depois de um processo público e rigoroso, 1 (hum) verme, isso lhes provoca
verdadeiros engulhos. Quequié, camaradas? Calma! Não temam! Vocês não estão na Alça da
mira! Pelo menos por enquanto…”. (p. 94)

[Violência Burguesa] “[…] É preciso estar na pele do proletariado, ser um operário, um


trabalhador, um desempregado, um lavrador, ou um aposentado, ser um dos milhões de párias
que vegetam na sociedade burguesa, ou sofrer na própria pele os horrores dantescos da guerra,
das “bombas inteligentes”, das câmaras de tortura, dos esquadrões da morte, das crises
econômicas e suas consequências, ou ser capaz de se identificar com as vítimas de tudo isso,
para saber qual é a violência que o Estado burguês exerce sobre a sociedade”. (p. 96)

[Fidel Castro] “[…] maior personagem mundial desta segunda metade do século XX,
dizemos nós […]”. (p. 97)

O paraíso dos comunistas e o inferno de Boris Casoy

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 Jornalista Casoy elogia fortemente a revista Seleções.
 Seleções: Abertamente anticomunista.

[Seleções] “Escuta aqui, ô Casoy, “Seleções” é o que sempre foi: um lixo, um cocô. Ela era
sim – dizemos pera porque hoje ela é um cadáver ambulante do qual não faz sentido falar –
um reles instrumento, um reles servição dos círculos mais apodrecidos do capital financeiro
norte-americano, que se especializou em vomitar ódio, mentira e calúnia contra toda e
qualquer iniciativa na face da Terra que não se submetesse aos interesses dos cartéis e
monopólios ianques […]”. (p. 99)

Socialismo ou barbárie

[Século XIX] “O século XIX foi marcado pela descoberta teórica do socialismo científico e
pelos primeiros levantes operários, entre os quais destaca-se a histórica Comuna de Paris”. (p.
103)

[Século XX] “O século XX foi marcado pelo inicio da transição concreta da Humanidade do
capitalismo para o socialismo”. (p. 103)

O camarada Delfim e o socialismo

 Delfim Netto: “A planificação socialista é inviável”.


 Queda do socialismo: Efeito do abandono do plano a partir dos cinquentas.
 Plano: Expressão concreta do domínio do homem sobre economia.
 Etapas planificação:
 Assumir o elo.
 Estabelecer proporções adequadas.
 Esferas: Produção, Consumo, Acumulação e Circulação.
 Ramos fundamental: Indústria, Agricultura, Transporte.
 Ramos da indústria: Extrativa, manufatureira.
 Distribuição territorial da produção.
13
 Fixar as proporções por sistemas de balanços.
 Naturais o materiais.
 Horas trabalhadas.
 Mao de obra.
 Meios de produção: Determinados por gastos de matérias primas, materiais,
combustíveis, energia e equipamentos.
 Mao de obra: Determinada pela produtividade do trabalho.
 Correspondência consumo, recursos e distribuição: Determinada na elaboração
e execução do plano.
 Desenvolvimento da técnica: Planejado especialmente.
 Superioridade do plano: Nos fundamentos individuais e coletivos.
 Democracia: Na construção do plano.
 Recomendação: Kurski, “La planificação na economia nacional na URSS”.

[Queda do socialismo] “[…] A planificação foi abandonada em função da ruptura política e


ideológica da camada dirigente com questões fundamentais do marxismo, provocada pela
violenta pressão exercida sobre ela pelo imperialismo, e pelo seu insuficiente amadurecimento
ideológico, teórico e político, amadurecimento esse, aliás, que, ao contrário do que pensam
alguns, não dependia apenas da vontade do brilhante e genial marxista José Stalin […]”. (p.
107)

[Plano] “[…] O plano econômico socialista é exatamente a expressa da consciência e do


domínio da sociedade sobre sua atividade econômica”. (p. 108)

[Desenvolvimento da técnica] “No socialismo, o desenvolvimento da técnica, quanto da


produtividade do trabalho é planificado conscientemente, e essa é uma das principais tarefas
do plano”. (p. 111)

[Resposta a Delfim] “Por tudo o que se viu, não passa de uma tola falácia a afirmação de que
a economia coletiva e planificada não estimula o desenvolvimento da técnica e da
produtividade. Pelo contrário, e como demonstrou sobejamente três décadas de planificação
científica, marxista, na URSS, o ritmo desse desenvolvimento é incomparavelmente maior no
socialismo do que no capitalismo. Até porque o estímulo material individual é ainda mais
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respeitado naquele do que neste, uma vez que no socialismo a retribuição se dá rigorosamente
segundo a quantidade e a qualidade do trabalho realizado por indivíduos e empresas, o que,
como se sabe, nem sempre ocorre no capitalismo. Mas, sobretudo, porque o interesse material
coletivo pode, pela primeira vez, ser devidamente respeitado nas atividades econômicas, e ele
é um estímulo muito mais poderoso para o desenvolvimento da economia e das condições de
vida do que interesses contraditórios e antagônicos presentes na sociedade capitalista”. (p.
112)

[Democracia socialista] “[…] é feita uma proposta geral da Comissão de Planificação, e


propostas especificas de cada um desses setores, que vão sendo discutidas e enlaçadas até se
chegar ao projeto definitivo de plano da economia nacional, que é então submetido ao
Congresso. Durante a elaboração do Primeiro Plano Quinquenal, na URSS, além das
discussões no partido, nos sindicatos, nas fábricas, na imprensa, nas regiões, nos ministérios e
no Congresso, foram enviadas às autoridades 500.000 cartas com sugestões de pessoas e
entidades”. (p. 112-3)

O maior cientista de todos os tempos

 Karl Marx: O maior cientista de todos os tempos.

Os monopólios ou a Humanidade (Crise do capitalismo nunca foi tão global e profunda)


Prof. Nilson Araújo de Souza

 Crise capitalista dos fines dos oitenta.


 Crise de Bretton Woods não foi resolvida e se agrava.
 Protecionismo: Os países imperialistas afrontam a crise com protecionismo.
 Ao contrário do que propor para os demais.
 O eixo: Falta de mecanismos globais de controle econômico.
 Os bancos: Grandes beneficiários da crise.
 Primeira crise global: Capitalistas ricos, pobres e socialistas em reconversão.
 Crises nos países socialistas: Crise de insuficiência de socialismo.
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 Medidas a partir do Kruschev: Mais mecanismos de mercado, menos plano.
 Perestroika: Medidas que aprofundaram fortemente os mecanismos capitalistas.
 Rol importante da confusão da cúpula soviética no momento de crise.
 Problema capitalista: Globalização não teve um órgão de controle adequado.
 É impossível de se resolver no capitalismo.
 Porque está contra os interesses dos monopólios.
 Mercado é a alternativa dos neoliberais.
 Mas é uma piada, ele está controlado pelos monopólios.
 A agonia do capitalismo depende das condições subjetivas.
 Não tem alternativa: Monopólios ou humanidade.

[Ausência de instrumentos] “[…] Uma crise global sem instrumentos globais de intervenção
econômica, ou seja, sem a possibilidade de definição de políticas econômicas a nível mundial,
só pode significar o agravamento, e não a superação dessa crise”. (p. 119)

[Bancos] “A crise, entretanto, não afeta igualmente a todos os setores da sociedade. Os


bancos ganharam – e muito – nesse período. Sua participação na renda mundial aumentou de
1,5% em 1965 para 29,4% no final da década de oitenta […]”. (p. 120)

[Primeira crise global] “A crise é, portanto, global, mundial, abarca a todo o planeta. É a
primeira vez que isso ocorre na história contemporânea. No século passado, houve crises que
abarcara a toda a Europa; a Grande Depressão de 1929/30 afetou a todo o mundo capitalista,
mas deixou de fora uma larga faixa do globo, ocupada pela nascente União das Repúblicas
Socialistas Soviéticas; as recessões generalizadas de 1974/75 e de 1980/83 deixaram de fora a
todo o bloco socialista e vários países do Terceiro Mundo. Mas esta crise de agora atingiu a
todos: países capitalistas desenvolvidos, países que integravam o bloco socialista e cujos
governos estão tentando promover a “reconversão capitalista” e países do Terceiro Mundo.
Ninguém escapou à sua sanha devastadora”. (p. 121)

[Crise nos países socialistas] “[…] Na verdade, a crise das “economias socialistas” não é
uma crise do Socialismo […] é uma crise de insuficiência de Socialismo, devido ao retrocesso
na construção do Comunismo e à reconstituição de “elementos capitalistas” tanto ao interior

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daquelas economias quanto nas suas relações com o resto do mundo. É, portanto, crise de
capitalismo”. (p. 122)

[Medidas de Kruschev] “[…] As mudanças econômicas de final dos anos cinquenta e


meados da década seguinte começam a modificar a estrutura e os métodos de gestão da
economia soviética, mediante a recriação de mecanismo de mercado e a consequente redução
do papel do plano, ou seja, da ação consciente dos seres humanos sobre as “forcas
econômicas”. Datam da época medidas tais como: aumento da autonomia das cooperativas, a
traves da desarticulação das Estações de Máquinas e Tratores e consequente venda dos
equipamentos para as cooperativas; aumento da autonomia de gestão de cada empresa, com o
fortalecimento do sistema do cálculo econômico e do auto-financiamento por cada unidade
produtiva; intensificação dos mecanismos de incentivo individual em detrimento dos
incentivos coletivos; fortalecimento da autonomia dos dirigentes das empresas em detrimento
do papel dos coletivos de trabalhadores, ou seja, substituição da gestão coletiva pela gestão
individual; maior poder de decisão para cada empresa em detrimento dos organismos centrais
de planejamento, os quais, em sua maioria, como os organismo setoriais, foram
desarticulados; intensificação das relações comerciais e financeiras com o mundo capitalista”.
(p. 124-5)

[Os dirigentes da Perestroika] “[…] Certamente, teve peso decisivo a maneira como, em
clima de total falência ideológica dos dirigentes soviéticos, estes se comportaram diante do
agravamento da situação […]”. (p. 129)

[Problema sem resolução] “[…] Não se resolveu o problema básico: a crescente integração
da economia mundial exige um instrumento de regulamentação econômica a nível mundial,
mas esse instrumento não pode ser criado sob o capitalismo (vide dificuldades para a criação
de uma Estado europeu) porque esbarra na ação dos monopólio, que só sobrevivem mantido
sob seu controle mercados ativos cada vez mais amplos. De um lado, a internacionalização da
economia socializa as forcas produtivas à escala cada vez mais ampla, o que exige uma ação
consciente a nível mundial; de outro, a ação dos monopólios “privatiza” cada vez mais as
relações econômicas em escala cada vez mais ampla […]”. (p. 131-2)

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[Mercado] “[…] caberia ao mercado cumprir esse papel de regulação internacional. Pobres
ingênuos! Não percebem que o mercado está dominado pelos monopólios […]”. (p. 132)

[Agonia do capitalismo] “[…] O tempo histórico do capitalismo se esgotou […] O tempo


que durará a agonia desta ordem caduca dependerá, certamente, da velocidade com que os
povos do mundo tomem consciência dessa realidade e decidam assumir seu próprio destino
[…]”. (p. 137)

As mariposas do Império

 Defensa do MR8.
 Da necessidade da etapa de liberação nacional.
 Das amplas alianças.
 Do Stalin.

[Etapismo] “Negar que a revolução, como tudo na vida, se faz por etapas, é negar a própria
revolução […]”. (p. 141)

[Stalin] “[…] o segredo da maravilhosa atuação da Stalin não estava principalmente em sua
mente privilegiada, mas sobretudo em se coração – o maior e melhor que a Humanidade já
conheceu. Não há ninguém a quem ela deva tanto quanto a esse humilde e gigante filho de
operários e camponeses. Ela lhe deve a construída da primeira sociedade socialista do mundo
– que os cultuadores da mediocridade precisaram de quase 40 anos para levar à crise – e a
salvação da sua Civilização da barbárie capitalista, isto é, do nazi-fascismo”. (p. 143)

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