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AlfaCon Concursos Públicos

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
Atualidades – Vinculações Históricas��������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Guerra do Golfo�����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Guerra da Bósnia���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
Os Ataques ao WTC – 11 de Setembro de 2001��������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
Guerra ao Terror����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com
fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AlfaCon Concursos Públicos.
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Atualidades – Vinculações Históricas


• Principais acontecimentos dos últimos 30 anos;
• guerras;
• ataques terroristas;
• alinhamento mundial;
• exercícios relacionados ao bloco.

Guerra do Golfo
Em 1990 aconteceu a Guerra do Golfo Pérsico, que durou de 02/08/1990 até 27/02/1991.
Essa guerra envolveu, primeiramente, dois países: Iraque e Kuwait. Depois, outras nações
entraram no conflito, dentre elas, os EUA.
Tudo começou quando o presidente iraquiano Saddam Hussein acusou o Kuwait de praticar
uma política de superextração de petróleo causando uma queda nos preços e prejudicando a
economia iraquiana. Saddam também ressuscitou problemas antigos e exigiu indenização. Como o
Kuwait não aceitou foi invadido por tropas iraquianas.
A atitude de Saddam mobilizou o mundo e diversas nações, lideradas pelos EUA, se uniram para
tentar reverter esse quadro.
Os americanos estavam desesperados, pois, com a guerra, o Golfo Pérsico foi fechado e eles
perderam seus fornecedores de petróleo: Iraque e Kuwait.
Em 28 de agosto, o Iraque faz do Kuwait sua 19ª província e isso aumentou as pressões america-
nas junto à ONU para que ela autorizasse o uso da força.
Saddam Hussein tenta unir a nação árabe em prol da sua causa, mas a tentativa foi em vão. Em
29 de novembro, a ONU autorizou um ataque contra o Iraque e estabeleceu um prazo até 15/01/1991
para que o exército iraquiano se retirasse do Kuwait.
Como todas as tentativas de paz fracassaram. No dia 17/01/91 um gigantesco ataque aéreo foi
iniciado. Em pouco tempo, o Iraque estava destruído.
No dia 28 de fevereiro, o presidente americano George Bush (pai) declarou cessar fogo, mas o
Iraque só o aceitou em abril.
Centenas de pessoas morreram, dentre elas civis e militares. Milhares de mísseis foram usados, e
o mundo presenciava, pela primeira vez, uma guerra com a cobertura total da mídia. A TV transmi-
tia, às vezes, ao vivo, bombardeios, mortes e destruições.
O Kuwait perdeu quase 10 bilhões de dólares com a queda da produção de petróleo, mas voltou a
ser independente. O Iraque sofreu sanções econômicas, e os EUA conseguiram despertar o ódio em
mais gente.
Não podemos esquecer o desastre ambiental que a guerra trouxe. Quando o Iraque se preparava
para se retirar do Kuwait, incendiou poços de petróleo, e o óleo derramado no Golfo Pérsico destruiu
a vida de centenas de animais.
Para os americanos, a Guerra do Golfo nunca terminou, pois o objetivo maior – prender Saddam
Hussein – não foi realizado. Os EUA nunca aceitaram a petulância do ditador e estavam só à espera
de uma nova chance para pegá-lo.
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com
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Guerra da Bósnia
A Guerra da Bósnia ocorreu entre 1992 e 1995 na região da Bósnia e Herzegovina.
Quando começou a desintegração da Iugoslávia, em 1991, marcada pelas independências
de Croácia e Eslovênia, os líderes servo-bósnios almejavam constituir um país que unisse todos
os sérvios. Mas o povo da Bósnia-Herzegovina também se declarou independente, em 1992. Os
sérvios invadiram o novo país, que respondeu militarmente e ampliou a abrangência da guerra com
os sérvios.
A Guerra da Bósnia foi o resultado de uma complexa combinação de fatores, envolvendo
questões políticas e religiosas. As proporções de um conflito que envolvia as consequências do fim
da Guerra Fria, misturadas com fervores nacionalistas, resultaram no envolvimento de mais países,
caso de Croácia e Sérvia e Montenegro. Estabeleceu-se uma discussão em torno da razão de ser do
conflito, se seria uma guerra civil ou uma guerra de agressão.
O conflito envolveu três grupos étnicos e religiosos típicos da região. Depois da Segunda Guerra
Mundial, a Guerra da Bósnia se tornou o conflito mais longo no território europeu. A disputa entre
sérvios cristãos ortodoxos, croatas católicos romanos e bósnios muçulmanos teve início em abril
de 1992 e deixou um rastro de aproximadamente 200 mil vítimas. O conflito só chegou ao fim em
dezembro de 1995 quando os sérvios, com a capital ameaçada, assinaram o Acordo de Dayton, na
cidade de Paris, estabelecendo o armistício.
A Guerra da Bósnia tomou proporções internacionais por causa da duração do combate, mas
também por causa do número de vítimas e, especialmente, pelos crimes de guerra cometidos. Destes,
os sérvios foram responsáveis por cerca de 90%. O genocídio matou milhares de cristãos e muçul-
manos, mulheres e crianças. A alegação de “limpeza étnica” foi semelhante à utilizada por Adolf
Hitler durante a Segunda Guerra Mundial, claro, considerando as especificidades e características
do novo movimento. De todo modo, genocídio é considerado o pior crime de guerra, até hoje há
líderes bósnios e sérvios sendo julgados por suas condutas no conflito.

Os Ataques ao WTC – 11 de Setembro de 2001


Sem dúvida um dia memorável para milhares, senão milhões de pessoas. Em 11 de setembro de
2001 os ataques às torres gêmeas do World Trade Center em Nova Iorque, mostraram que a nação
mais beligerante do mundo tinha seus pontos fracos. O sequestro de quatro aeronaves por integran-
tes do grupo radical islâmico Al-Qaeda foi o início de uma série de operações que resultaria numa
das cenas mais chocantes no início do século XXI.
Um dos aviões sofreu uma queda quando passageiros reagiram ao sequestro, à queda ocorreu em
campo aberto em Shanksville, Pensilvânia, tendo como vítimas apenas os tripulantes do avião. Em
outro avião, os sequestradores que tomaram o controle fizeram-no colidir contra o quartel general
de defesa dos Estados Unidos da América, o Pentágono, no Condado de Arlington, Virginia. E o
mais chocante foi o fato de dois aviões colidirem com as duas torres do World Trade Center, em Ma-
nhattan, New York. O saldo no ataque foi de aproximadamente 3.000 mortos.

Guerra ao Terror
Guerra ao Terror ou Guerra ao Terrorismo foi uma iniciativa desencadeada pelos Estados Unidos.
Teve como estopim os ataques de 11 de setembro. Alguns críticos veem essa guerra como uma jus-
tificativa usada pelo então Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush para expandir interes-
ses econômicos norte-americanos sobre o Oriente Médio mediante uma guerra dita preventiva. A
Guerra ao Terror seria uma estratégia global de combate ao terrorismo. Utilizando-se inicialmente
de um forte apelo religioso e conservador, George W. Bush chegou a usar o termo “Cruzada contra o
Terror”, e também contra o Eixo do Mal.
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com
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→→ Essa conclamação ficou conhecida como Doutrina Bush. Mas o uso do termo histórico acabou
gerando reações entre os aliados, e foi abandonado. Como desdobramentos dessas operações, temos:
• Guerra do Afeganistão (2001) – Retirada do grupo Taleban que detinha o controle político
da capital Cabul;
• Guerra do Iraque (2003) – Prisão e morte de Saddam Hussein. Apesar de oficialmente en-
cerrada a guerra, o governo norte-americano ainda mantém tropas em território iraquiano
com o objetivo de manter a ordem para uma transição democrática.
• Morte de Osama Bin Laden (01/05/2011) – Morre o líder da Al-Qaeda, mas a organização
continua, sendo agora liderada por Ayman AL-Zawahri, considerado por muitos como o
“cérebro” da organização.
EXERCÍCIOS
01. Na década de 90 do século passado, pela primeira vez em dois séculos, faltava inteiramente ao
mundo qualquer sistema ou estrutura internacional. O único Estado restante que teria sido
reconhecido como grande potência era Estados Unidos da América. O que isso significava
na prática era bastante obscuro. A Rússia fora reduzida ao tamanho que tinha no século XII.
A Grã-Bretanha e a França gozavam apenas de um status puramente regional. A Alemanha e
o Japão eram, sem dúvida, “grandes potências” econômicas, mas nenhum dos dois sentira a
necessidade de apoiar seus enormes recursos econômicos com força militar. (Eric Hobsbawm.
Era dos extremos. O breve século XX, 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p.
538 [com adaptações]).
A partir das ideias apresentadas no texto, julgue o próximo item, referentes à política internacional
no século XX e à ordem mundial instaurada após o fim da Guerra Fria.
Com a primeira Guerra do Golfo, entre os anos de 1990 e 1991, e os atentados de 11 de setembro de
2011, o foco principal da política externa dos Estados Unidos da América desviou-se para o combate
ao terrorismo, sobretudo, mas não exclusivamente, o praticado por grupos jihadistas.
Certo ( ) Errado ( )
02. Nos últimos anos, a República do Irã tem enfrentado censuras da comunidade internacional
e, particularmente, dos Estados Unidos e da União Europeia, particularmente devido ao seu:
a) apoio irrestrito ao terrorismo islâmico.
b) vínculo com a Rússia.
c) controvertido programa nuclear.
d) afastamento da Organização das Nações Unidas.
GABARITO
01 – ERRADO
02 – C

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