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CG125 Fan

ATENÇÃO!

Nível de Óleo
Verifique o nível de óleo do
motor diariamente, antes de
pilotar a motocicleta, e
adicione se necessário.
Consulte a página 6-5 Marca superior

para mais informações. Marca inferior

Revisões Periódicas
Efetue as revisões periódicas dentro dos prazos recomendados e SOMENTE nas Concessionárias Autorizadas Honda.
A garantia de sua motocicleta será cancelada se qualquer das revisões periódicas for realizada em oficinas independentes
ou multimarcas.
Verifique no final deste manual a listagem completa de Concessionárias Autorizadas Honda, ou ligue para 0800-7013432.
Parabéns por escolher uma motocicleta Honda. Quando você adquire uma Honda, automaticamente
passa a fazer parte de uma família de clientes satisfeitos, ou seja, de pessoas que apreciam a responsabi-
lidade da Honda em produzir produtos da mais alta qualidade.

Sua motocicleta é uma verdadeira máquina de precisão. E como toda máquina de precisão, necessita de
cuidados especiais para garantir um funcionamento tão perfeito como aquele apresentado ao sair da
fábrica.

As concessionárias autorizadas Honda terão a maior satisfação em ajudá-lo a manter e conservar sua
motocicleta. Elas estão preparadas para oferecer toda a assistência técnica necessária com pessoal
treinado pela fábrica, peças e equipamentos originais.

Leia atentamente este manual do proprietário. Ele contém informações básicas para que sua Honda seja
bem cuidada, desde a inspeção diária até a manutenção periódica, além de apresentar instruções sobre
funcionamento e pilotagem segura.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer a escolha de uma Honda e desejamos que sua motocicleta
possa render o máximo em economia, desempenho, emoção e prazer.

MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA.


CG125 FAN

Todas as informações, ilustrações e especificações incluídas nesta publicação são baseadas nas informações mais recentes
disponíveis sobre o produto no momento de autorização da impressão.
A Moto Honda da Amazônia Ltda. se reserva o direito de alterar as características da motocicleta a qualquer tempo e
sem aviso prévio, sem que por isso incorra em obrigações de qualquer espécie.
Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida sem autorização por escrito.
ÍNDICE 1-1
INTRODUÇÃO 2-1 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-1
Notas importantes ...................................... 2-1 Pilotagem com segurança ........................... 5-1
Assistência ao cliente .................................. 2-3 Transformação de categoria para
Dados dos proprietários .............................. 2-4 transporte de cargas ................................... 5-5
Acessórios e carga ...................................... 5-7
LOCALIZAÇÃO DE COMPONENTES 3-1 Inspeção antes do uso ................................. 5-8
Partida do motor ......................................... 5-9
COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-1
Amaciamento ........................................... 5-11
Instrumentos e indicadores ......................... 4-1
Pilotagem ................................................. 5-11
Interruptor de ignição ................................. 4-1
Frenagem ................................................ 5-12
Chaves ....................................................... 4-2
Estacionamento ........................................ 5-13
Comutador do farol .................................... 4-2
Como prevenir furtos ................................ 5-14
Interruptor das sinaleiras ............................ 4-2
Vibrações ................................................. 5-14
Interruptor da buzina .................................. 4-2
Trava da coluna de direção ........................ 4-2 MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-1
Espelhos retrovisores .................................. 4-3 Plano de manutenção preventiva ............... 6-1
Tampa lateral direita .................................. 4-3 Cuidados na manutenção ........................... 6-4
Tampa lateral esquerda .............................. 4-3 Jogo de ferramentas ................................... 6-4
Porta-objetos direito ................................... 4-4 Filtro de ar ................................................. 6-4
Porta-objetos esquerdo ............................... 4-4 Óleo do motor ........................................... 6-5
Registro de combustível .............................. 4-5 Vela de ignição ........................................... 6-7
Tubo de drenagem do carburador .............. 4-5 Folga das válvulas ...................................... 6-8
Tanque de combustível ............................... 4-5 Embreagem .............................................. 6-10
Acelerador ............................................... 6-11
Marcha lenta ............................................ 6-12
Corrente de transmissão ........................... 6-12
1-2 ÍNDICE
Cavalete lateral ....................................... 6-15 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 9-1
Suspensão ................................................ 6-16 Economia de combustível ........................... 9-2
Freios ....................................................... 6-17 Nível de ruídos ........................................... 9-3
Interruptor da luz do freio ........................ 6-19 Programa de controle de poluição do ar .... 9-4
Pneus ........................................................ 6-19 Controle de emissões ................................. 9-4
Roda dianteira .......................................... 6-21
Roda traseira ............................................ 6-22 ESPECIFICAÇÕES 10-1
Bateria ..................................................... 6-23 Identificação da motocicleta ..................... 10-4
Fusíveis .................................................... 6-24
Lâmpadas ................................................. 6-26 MANUAL DO CONDUTOR
Farol ........................................................ 6-28
CONCESSIONÁRIAS AUTORIZADAS HONDA
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-1
Cuidados com a motocicleta ...................... 7-1
Lavagem .................................................... 7-1
Conservação de motocicletas inativas ........ 7-3

TRANSPORTE 8-1
Reboque ..................................................... 8-2
INTRODUÇÃO 2-1
Notas importantes n Ao longo do manual você encon- Limpeza, conservação de mo-
trará informações importantes tocicletas inativas e oxidação
n As ilustrações apresentadas no colocadas em destaque, como
manual destinam-se a facilitar mostrado abaixo. Leia-as aten- ATENÇÃO
a identificação dos componen- tamente.
n Os procedimentos descritos
tes. Elas podem diferir um pou-
no capítulo 7 são fundamen-
co dos componentes de sua mo- ! CUIDADO tais para manter a motocicle-
tocicleta.
Indica, além da possibilidade de ta em perfeitas condições de
n Este manual deve ser conside- dano à motocicleta, risco ao pi- uso e aumentar sua vida útil.
rado parte permanente da mo- loto e ao passageiro se as ins- Siga rigorosamente as instru-
tocicleta, devendo permanecer truções não forem seguidas. ções apresentadas.
com a mesma em caso de re- n Materiais de limpeza e cuida-
venda.
dos inadequados podem da-
n Esta motocicleta foi projetada nificar sua motocicleta.
para transportar piloto e passa- ATENÇÃO
n Danos causados pela conser-
geiro. Nunca exceda a capa- Indica a possibilidade de dano
à motocicleta se as instruções vação inadequada da moto-
cidade máxima de carga (pág. cicleta não são cobertos pela
5-8) e verifique sempre a pres- não forem seguidas.
garantia.
são recomendada para os pneus
(pág. 6-19).
NOTA
n Esta motocicleta foi projetada
para ser pilotada somente em Fornece informações úteis.
estradas pavimentadas.
2-2 INTRODUÇÃO
Garantia n descoloração, manchas e alte- Aquecimento do motor
A garantia Honda é concedida ração nas superfícies pintadas Como a motocicleta é arrefecida
pelo período de 1 ano sem limite ou cromadas (exemplo: esca- a ar, é necessária a troca de calor
de quilometragem a partir da pamento); com o ambiente. Por isso, evite
data de compra, dentro das se- n corrosão do produto. andar em velocidades baixas por
guintes condições: Veja o verso do Certificado de longos períodos ou deixar a mo-
1. Todas as revisões periódicas Garantia para mais informações. tocicleta ligada, quando parada,
devem ser executadas somen- para evitar o superaquecimento
te nas concessionárias autori- Revisões gratuitas do motor.
zadas Honda. As revisões gratuitas (1.000 km e
2. Não devem ser instalados aces- Gasolina adulterada
4.000 km) serão efetuadas pela
sórios não originais. quilometragem percorrida com O uso de gasolina de baixa qua-
3. Não são permitidas alterações tolerância de 10% (até 1.100 km lidade ou adulterada pode:
não previstas ou não autoriza- e até 4.400 km) ou pelo período n diminuir o desempenho da mo-
das pelo fabricante nas carac- após a data de compra da moto- tocicleta;
terísticas da motocicleta. cicleta (6 meses ou 12 meses, o n aumentar o consumo de com-

Itens não cobertos pela garan- que ocorrer primeiro). bustível e óleo;
tia Honda: n comprometer a vida útil do mo-

n peças de desgaste natural, como


Nível de óleo do motor tor e causar o seu travamento
vela de ignição, pneus, câma- Sempre verifique o nível de óleo em casos extremos.
ras de ar, lâmpadas, bateria, do motor, antes de pilotar a mo-
tocicleta, e adicione se necessá- Defeitos decorrentes do uso de
corrente de transmissão, pinhão, combustível inadequado não se-
coroa, lonas e pastilhas de freio, rio.
rão cobertos pela garantia.
sistema de embreagem e cabos Consulte a página 6-5 para mais
em geral; informações.
INTRODUÇÃO 2-3
Assistência ao cliente
A Honda se preocupa não só em oferecer motocicletas econômicas e de excelente qualidade e desem-
penho, mas também em mantê-las em perfeitas condições de uso, contando para isso com uma rede de
concessionárias autorizadas. Consulte sempre uma de nossas concessionárias autorizadas toda vez que
tiver dúvidas ou houver necessidade de efetuar algum reparo.
Caso o atendimento não tenha sido satisfatório, notifique o Gerente de Serviços da concessionária.
Anote o nome do Gerente de Pós-Venda ou Gerente Geral para sua referência.
Se ainda assim o problema não for solucionado, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao
Cliente Honda, que tomará as providências para assegurar sua satisfação.

NOTA
Para facilitar o atendimento, tenha em mãos as seguintes informações:
n nome, endereço e telefone do proprietário;
n número do chassi;
n ano e modelo da motocicleta;
n data de aquisição e quilometragem da motocicleta;
n concessionária na qual efetuou o serviço.

SAC
Serviço de Atendimento ao Cliente
08000 55 22 21
Horário de atendimento
Segunda a sexta-feira das 08h30 às 18h (dias úteis)
2-4 INTRODUÇÃO
Dados dos proprietários
o o o
Preencha os quadros abaixo com os dados dos 1 , 2 e 3 proprietários.

Nome:
Endereço:
Cidade:
Estado:
CEP:
Tel:
Data da compra:

Nome:
Endereço:
Cidade:
Estado:
CEP:
Tel:
Data da compra:

Nome:
Endereço:
Cidade:
Estado:
CEP:
Tel:
Data da compra:
LOCALIZAÇÃO DE COMPONENTES 3-1
1. Espelho retrovisor 7. Indicadores
2. Alavanca da embreagem 8. Interruptor de ignição
3. Interruptor das sinaleiras 9. Alavanca do freio dianteiro
4. Interruptor da buzina 10. Manopla do acelerador
5. Comutador do farol 11. Tampa do tanque de combustível
6. Velocímetro

6
7

8
1 1

2 9
5
3
4
10

11
3-2 LOCALIZAÇÃO DE COMPONENTES
1. Porta-objetos direito
2. Filtro de ar
3. Pedal de partida 2
4. Pedal do freio traseiro 1
5. Pedal de apoio do piloto
6. Tampa/vareta medidora do nível de óleo 8
7. Pedal de apoio do passageiro
8. Trava da coluna de direção
9. Ajustador do amortecedor traseiro
9 3

7 5 4

13 16
12 17
10. Registro de combustível
11. Alavanca do afogador
12. Bateria
13. Porta-objetos esquerdo
14. Cavalete lateral
15. Pedal de câmbio
16. Fusível secundário
10
17. Fusível principal
11

15 14
COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-1
5. Indicador das sinaleiras (ver- OFF • (ON)

1 2 3 4 5 6 de): pisca quando a sinaleira (desligado) (ligado)

é ligada.
6. Indicador do farol alto (azul):
acende-se quando a luz alta é
acionada.

Instrumentos e indicadores Interruptor de ignição (1)


Localizam-se no painel de instru- Possui duas posições e encontra-se
mentos. abaixo do painel de instrumentos.
1. Velocímetro: indica a veloci- OFF (desligado): O motor e as
dade da motocicleta em km/h. luzes não podem ser acionados.
2. Indicador de marcha: indica a A chave pode ser removida.
velocidade máxima recomen- • (ON) (ligado): O motor e as
dada para cada marcha. luzes podem ser acionados. A
3. Hodômetro: registra o total de chave não pode ser removida.
quilômetros percorridos pela
motocicleta.
4. Indicador do ponto morto (ver-
de): acende-se quando a trans-
missão está em ponto morto.
4-2 COMANDOS E EQUIPAMENTOS

1
3 2

Chaves Comutador do farol (1) Trava da coluna de


O número de série (1), gravado Posicione em para obter luz alta direção (1)
nas duas chaves que acompanham ou em para obter luz baixa. Localiza-se na coluna de direção.
a motocicleta, é necessário para
Para travar, gire o guidão total-
a obtenção de cópias. Anote-o no Interruptor das
espaço abaixo para sua referên- mente à esquerda. Insira a chave
cia. sinaleiras (2) de ignição e gire-a 180º no sen-
Posicione em para sinalizar tido horário. Remova a chave.
Se necessitar de cópias da chave,
procure uma concessionária auto- conversões à esquerda e em Para destravar, siga o procedi-
rizada Honda. para sinalizar conversões à direi- mento inverso.
ta. Pressione para desligar.
o
N de série da chave
Interruptor da buzina (3)
Pressione para acionar a buzina.
COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-3

4 3 4 5

Par
lo ale
ale lo
Par

Correto
1
2 3 2 1

Espelhos retrovisores Tampa lateral direita Tampa lateral esquerda


Para regular, sente-se na motoci- Para remover, retire o parafuso Remoção
cleta num local plano. Vire o es- (1) e puxe com cuidado a tampa 1. Insira a chave de ignição (1) e
pelho até obter o melhor ângulo lateral (2) até soltar as lingüetas gire-a 90º no sentido horário.
de visão, de acordo com sua al- (3) das borrachas (4). 2. Puxe com cuidado a parte in-
tura, peso e posição de pilota- Para instalar, siga o procedimen- ferior da tampa lateral (2) até
gem. to inverso da remoção. soltar as lingüetas da tampa
Consulte o Manual do Condutor (3) das borrachas do chassi.
para mais detalhes.
NOTA
Nunca force o espelho retrovisor
contra a haste de suporte durante
a regulagem. Se necessário, solte
a porca de fixação e movimente a
haste para facilitar o ajuste.
4-4 COMANDOS E EQUIPAMENTOS
3. Puxe a parte traseira da tampa
1 1
para baixo até soltar a borra-
cha da tampa (4) da lingüeta
do chassi (5).
4. Verifique se a borracha da tam-
pa está totalmente solta e re-
mova a tampa lateral.
Instalação
1. Insira a borracha da tampa na
lingüeta do chassi e as lingüe-
tas da tampa nas borrachas do 3 2
chassi.
2. Gire a chave de ignição 90º Porta-objetos direito (1) Porta-objetos esquerdo (1)
no sentido anti-horário e re- Localiza-se sob a tampa lateral Localiza-se atrás da tampa late-
mova-a. direita e deve ser usado para ral esquerda e deve ser usado
guardar o manual do proprietá- para guardar o jogo de ferramen-
rio (2) e outros objetos leves. tas e outros objetos leves.
Para remover a tampa, insira a Para ter acesso, remova a tampa
chave de ignição (3) e gire-a 90º lateral esquerda (pág. 4-3).
no sentido anti-horário.
Para instalá-la, siga o procedi- NOTA
mento inverso da remoção. Ao lavar a motocicleta, tenha cui-
dado para não molhar o porta-
NOTA objetos.
Ao lavar a motocicleta, tenha cui-
dado para não molhar o porta-
objetos.
COMANDOS E EQUIPAMENTOS 4-5
RES (reserva): o combustível flui Tubo de drenagem do
da reserva para o carburador. Use carburador
OFF ON RES a reserva somente após o supri-
(fechado) (aberto) (reserva) mento principal acabar. Reabas- Protege o motor de eventuais ex-
teça o mais rápido possível. cessos de combustível.
Ao estacionar, feche o registro de
Reserva de combustível: combustível (OFF) para evitar va-
aproximadamente 2 litros zamentos. Um pequeno goteja-
mento de combustível pela saída
do tubo é normal.
1 ! CUIDADO
n Aprenda a acionar o registro ATENÇÃO
de modo que possa operá-lo Nunca obstrua o tubo de drena-
Registro de combustível (1) durante a pilotagem para evi- gem para evitar danos ao motor.
tar parar, em meio ao trânsi-
Localiza-se no lado esquerdo to, por falta de combustível.
abaixo do tanque e possui três n Cuidado para não tocar em
Tanque de combustível
estágios. nenhuma parte quente do Combustível recomendado:
motor ao acionar o registro. Gasolina comum (sem aditivo)
ON (aberto): o combustível flui
normalmente do suprimento prin- Não há registro de danos causa-
cipal para o carburador. NOTA dos pela utilização de gasolina
Não pilote com o registro na po- aditivada de procedência con-
OFF (fechado): o combustível sição RES após ter reabastecido. fiável. No entanto, é importante
não passa do tanque para o car- Você poderá ficar sem combustí- observar que sua motocicleta foi
burador. Mantenha o registro nes- vel e sem nenhuma reserva. desenvolvida para uso com gaso-
ta posição quando a motocicleta não lina sem aditivação, desde que
estiver em uso. de boa qualidade.
O uso de gasolina de baixa qua-
lidade pode comprometer o
funcionamento e a durabilidade
do motor.
4-6 COMANDOS E EQUIPAMENTOS

4
! CUIDADO ! CUIDADO
n Não abasteça em excesso n A gasolina é inflamável e ex-
para evitar vazamento pelo plosiva sob certas condições.
respiro da tampa. Não deve Abasteça sempre em locais
haver combustível no gargalo ventilados e com o motor desli-
do tanque (4). Se o nível de gado. Não permita a presença
combustível ultrapassar a bor- de cigarros, chamas ou faíscas
da inferior do gargalo, retire na área de abastecimento.
o excesso imediatamente. n A gasolina é um solvente forte
3 2 n Após abastecer, verifique se a e pode causar danos se perma-
1
tampa do tanque está bem fe- necer em contato com as su-
Para abrir a tampa (1), abra a chada. perfícies pintadas. Caso derra-
capa da fechadura (2), insira a me gasolina sobre a superfície
chave de ignição (3) e gire-a no NOTA externa do tanque ou de outras
sentido horário. A tampa será le- É normal uma leve “batida de pino” peças pintadas, limpe o local
vantada. ao operar sob carga elevada. atingido imediatamente.
n Tome cuidado para não derra-
Para fechar, encaixe e pressione
a tampa até travá-la. Remova a mar combustível. O combustí-
chave e feche a capa da fecha- ATENÇÃO vel derramado ou seu vapor
dura. Se ocorrer “batida de pino” ou podem se incendiar. Em caso
detonação com o motor em ve- de derramamento, certifique-
Capacidade do tanque: se de que a área atingida este-
locidade constante e carga nor-
13,5 litros mal, use gasolina de outra mar- ja seca antes de ligar o motor.
(incluindo a reserva) ca. Se o problema persistir, pro- n Evite o contato prolongado ou re-
cure uma concessionária auto- petido com a pele, ou a inalação
rizada Honda. Caso contrário, dos vapores de combustível.
o motor poderá sofrer danos que n Mantenha o combustível afas-
não são cobertos pela garantia. tado de crianças.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-
Pilotagem com segurança  Nunca deixe a motocicleta so­
zinha com o motor ligado.
Capacete com viseira
! Cuidado  Pilote em baixa velocidade e
e adesivo refletivo
 Pilotar uma motocicleta requer
respeite as condições do tempo
certos cuidados para garantir e das estradas.
 Faça a manutenção correta­
sua segurança. Leia atenta­
mente todas as informações a mente e nunca pilote com
seguir e também o Manual do pneus gastos. +
Condutor, antes de pilotar.
 Este manual menciona as legis­ Equipamentos de proteção Capacete sem viseira
com óculos de proteção
lações relacionadas ao uso de
motocicletas. Além do manual ! Cuidado
que acompanha esta motocicle­ Para reduzir as chances de fe­ri­
ta, leia também o texto integral
  O uso de óculos de proteção é
mentos fatais, a resolução CON­ obrigatório por lei com capace­
dessas legislações para o corre­ TRAN n o 203 de 29/09/2006,
to atendimento dos requisitos. tes que não possuem viseiras.
es­ta­belece a obrigatoriedade do
uso do capacete pelo piloto e pas­  Escolha um capacete de cor clara
Regras gerais de segurança sageiro. O não cumprimento desta e visível com adesivos refletivos de
implicará nas sanções previstas segurança na frente, nas laterais
! Cuidado pelo Código de Trânsito Brasileiro. e na traseira do casco. Ao utilizar
 Para evitar danos e aciden­tes,  Use somente capacetes com o
a motocicleta para transporte
sempre inspecione a motoci­ selo do INMETRO. Ele garante remunerado de cargas, devem
cleta (págs. 5-8 e 5-9) antes que o capacete atende aos requi­ ser utilizados os refletivos obriga­
de acionar o motor. sitos de segurança previstos pela tórios para capacete, colete do
 Pilote somente se for habilitado. legislação brasileira. A viseira do piloto e baú, conforme a resolução
Não empreste sua motocicleta capacete deve ser transparente CONTRAN no 219 de 11/01/2007.
a pilotos inexperientes. (não deve apresentar película) e
 O capacete deve ajustar-se bem
 Obedeça as leis de trânsito e res­­ deve estar totalmente abaixada
peite os limites de velocidade. durante a pilotagem. à sua cabeça. Prenda-o firme­
mente ao colocá-lo.
5- PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
45°
Visão pelo
100 km espelho retrovisor

Visão sobre
os ombros

200°
parado

 Esta motocicleta atende à re­ Visão Use os espelhos retrovisores e



solução CONTRAN no 228 de A visão é responsável por 90% das olhe sobre os ombros para co­
02/03/2007 e utiliza sistema de informações necessárias para sua brir as áreas fora do seu campo
exaustão simples com protetor segurança. visual antes de sair, mudar de
de escapamento conforme ilus­ faixa ou fazer conversões.
 Antes de sair, regule os espelhos
tração (1). Use roupas que pro­
tejam as pernas e os braços. Não retrovisores (pág. 4-3).
toque no motor e escapamento  Não fixe o olhar num único pon­
mesmo após desligar o motor. to; movimente os olhos constan­
 Mantenha sua motocicleta sempre temente. A velocidade também
equipada com as peças originais diminui o seu campo de visão.
do modelo.
 Use botas ou calçados fechados e
resistentes. Use também luvas e rou­
pas de cor clara e visível, de tecido
resistente ou couro. O pas­sageiro
necessita da mesma proteção.
 Não use roupas soltas que possam
se enganchar nas peças móveis.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-

c i n q ü e n t a e u m ,
Ponto cego
cinqüenta e dois
Ponto cego
2 segundos

Distância de seguimento
São necessários dois segundos para identificar o perigo e acionar o freio.
Por isso, mantenha sempre uma distância segura de outros veículos.
Quando a traseira do veículo à sua frente passar por um ponto fixo,
comece a contar “cinqüenta e um, cinqüenta e dois”. Se ao terminar
Apareça de contar, a roda dianteira da motocicleta passar pelo mesmo ponto,
Na maioria dos acidentes, os você estará a uma distância segura. Em dias de chuva, dobre essa
motoristas alegam não ter visto a distância.
motocicleta. Para evitar que isso
aconteça:
 sinalize antes de fazer conver­sões
ou mudar de pista. O ta­­ma­nho e
a maneabilidade da motocicleta
podem surpreender outros mo­
toristas;
 não se coloque no ponto cego Cruzamentos
de outros veículos.  A maioria dos acidentes ocorre em cruzamentos. As situações acima
são as mais comuns. Tome muito cuidado, especialmente nas conver­
sões à esquerda em ruas de mão dupla (fig. 4). Sempre que possível,
faça um retorno para maior segurança.
 Fique atento aos outros motoristas nos cruzamentos e também em
vias expressas, rodovias, entradas e saídas de estacionamentos.
5- PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Postura Alagamentos
 Mantenha as duas mãos no Evite a entrada de água pelo filtro
guidão e os pés nos pedais de de ar. Isso pode causar o efeito de
apoio ao pilotar. O passageiro calço hidráulico e conseqüentes
deve se segurar com as duas danos ao motor.
mãos no piloto e manter os pés Se a água entrar no motor, conta­
nos pedais de apoio. minando o óleo, desligue o motor
 Para reduzir a fadiga e melhorar imediatamente e procure uma
o desempenho, mantenha sem­ concessionária autorizada Honda
pre uma postura adequada: para efetuar a troca do óleo.
Cabeça: em posição vertical,
olhando para a frente. Modificações
Braços e ombros: relaxados e Quanto maior a velocidade e me­
com cotovelos apontados para nor o raio da curva, maior deve ser ! Cuidado
baixo. a inclinação. Incline mais a moto­ A modificação ou remoção de
Mãos: punhos abaixados em cicleta que o corpo em manobras peças originais da motocicle­
relação às mãos, segurando o rápidas e curvas fechadas. ta pode reduzir a segurança
centro da manopla. e infringir as leis de trânsito.
Quadril: junto ao tanque, em Pilotagem sob más condições Obedeça as normas que regula­
posição que permita virar o gui­ de tempo mentam o uso de equipamentos
dão sem esforço dos ombros. e acessórios.
Joelhos: pressionando levemen­ ! Cuidado
te o tanque de combustível.
Pilotar sob más condições de Opcionais
Pés: paralelos ao chão, com o sal­ tempo, como na chuva ou nebli­
to do sapato encaixado no pedal Procure uma concessionária au­
na, requer técnicas de pilotagem torizada Honda para informações
de apoio; pontas dos pés sobre os diferentes devido à redução
pedais do freio e do câmbio. sobre os opcionais disponíveis
da visi­bilidade e aderência dos para sua motocicleta.
Nas curvas, incline o corpo junto pneus.
com a motocicleta.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-
Transformação de categoria Instalação e dimensões máxi- Dimensões máximas permitidas
para transporte de cargas mas dos dispositivos de trans- para os dispositivos de carga
portes de cargas (instalados na Baú:
Para a utilização desta motocicleta motocicleta) Largura: 60 cm
com o propósito de transporte Comprimento: Não exceder a extremidade
Para transporte exclusivo de carga: traseira da motocicleta.
remunerado de cargas, devem Altura: 70 cm, a partir do assento
A extremidade dianteira do
ser atendidos integralmente os dispositivo não deve interferir Comprimento Grelha:
na posição normal de pilotagem.
requisitos da Resolução CONTRAN Largura: 60 cm
no 219, de 11/01/2007. Entre os Comprimento: Não exceder a extremidade
principais requisitos, destacam-se: Altura
CARGA traseira da motocicleta.
 alterar o registro do veículo para Altura: 40 cm, a partir do assento
(carga transportada)
a categoria “aluguel” junto ao
DETRAN; NOTA
 instalar placa de identificação na No caso do dispositivo tipo aberto
cor vermelha; (gre­lha), as dimensões da carga a ser
transportada não podem exceder a
 atender às dimensões máximas Extremidade traseira da motocicleta
largura e o comprimento da grelha.
de altura, largura e comprimento
para os dispositivos de trans­ Para transporte de carga e Capacidade máxima de carga
porte de carga (bagageiro tipo passageiro: (peso do dispositivo para transporte
grelha ou baú); A extremidade dianteira do de carga instalado somado ao peso
 não exceder a carga máxima
dispositivo não deve interferir na
posição normal do passageiro. Comprimento da carga transportada)
recomendada para o veículo;  com dispositivo para transporte

 instalar os dispositivos de trans­


exclusivo de carga: 20 kg
Altura
CARGA
(baú ou grelha que se sobrepõe à
porte de carga somente nos área de assento do passageiro).
pontos de fixação recomendados  com dispositivo para transporte
pelo fabricante do veículo; de carga e passageiro: 7 kg
 utilizar os refletivos luminosos (baú ou grelha que não obstrui o
especificados na legislação nos assento e permite transporte de
capacetes, coletes e baú. Extremidade traseira da motocicleta
carga simultâneo ao transporte
de passageiro).
5- PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
NOTA Pontos de fixação Somente deste modo é possível
das alças traseiras
 Para assegurar o perfeito atendi­ assegurar a folga correta entre a
mento dos requisitos legais, leia Fixação do borracha do amortecedor e a haste
com atenção todo o conteúdo
amortecedor direito de fixação do bagageiro, evitando
da Resolução CONTRAN no 219, atrito entre as peças e garantindo
de 11/01/2007, disponível no o movimento livre do amortecedor
site www.denatran.gov.br. conforme ilustração abaixo.
Arruela
 A Moto Honda da Amazônia Ltda. lisa CONDIÇÃO DE MONTAGEM
não se responsabiliza pela insta­ Arruela lisa
lação de acessórios não originais Fixação do amortecedor
esquerdo
Porca
Porca
de fábrica ou por danos causa­
dos à motocicleta pela utilização Instalação do bagageiro no pon- EIXO de fixação
do amortecedor
destes, mesmo que fixados nos to de fixação do amortecedor
pontos recomendados. Ao instalar o dispositivo de transporte Bagageiro Amortecedor
 A responsabilidade por proble­ de carga em sua motocicleta, é ne­
mas em acessórios não originais cessário remover as arruelas internas NOTA: A folga deve ser mantida para garantir
o movimento livre do amortecedor traseiro.
de fábrica ou na motocicleta, em e substituir as externas por arruelas
decorrência da utilização destes, de diâmetro interno de 10,3 mm e
cuja espessura permita que a rosca
caberá exclusivamente ao insta­ de fixação do amortecedor fique ex­
lador/fornecedor do acessório. posta conforme ilustração abaixo.
Pontos de fixação dos dispositi- Amortecedor
Arruela lisa

vos de transporte de carga


Bagageiro
 4 pontos de fixação das alças
traseiras no chassi
 eixo de fixação do amortecedor
direito Porca
7 ~ 10 mm
 eixo de fixação do amortecedor
esquerdo
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-
Assegure-se de que o dispositivo Acessórios e carga Certifique-se de que o acessório

de transporte de carga esteja não:
firmemente fixado e que o torque – afete o farol, lanterna traseira,
de fixação das porcas e parafusos ! Cuidado sinaleiras, placa de licen­ça,
estejam dentro da faixa especifica­ Cuidado ao pilotar com aces­ distância mínima do solo (no
da, para sua segurança. sórios ou carga. Eles podem caso de protetores), ângulo
Porcas dos amortecedores: prejudicar a estabilidade e o de inclinação da moto­cicleta,
desempenho da motocicleta. curso da direção e das suspen­
Torque: 34 N.m (3,5 kgf.m)
Para evitar acidentes, sobrecarga sões dianteira e traseira, visibi­
Parafusos das alças traseiras: e danos, siga as diretrizes apre­ lidade do piloto, acio­na­­mento
Torque: 42 N.m (4,3 kgf.m) sentadas a seguir. dos controles, estrutura da
motocicleta (chassi), torque de
Em qualquer montagem, certifi­ porcas, parafusos e fixadores,
Recomendação de acessórios
que-se de que as roscas dos pa­ sistema de arrefe­ci­mento;
 Use somente acessórios originais
rafusos utilizados nos pontos de fi­ – afaste as mãos e os pés dos
xação das alças traseiras penetrem Honda. controles;
 Verifique freqüentemente a fixa­
por completo conforme ilustração – seja muito grande ou inade­
abaixo e substitua os parafusos se ção dos acessórios. quado para a motocicleta;
necessário para garantir a perfeita  Não instale sidecars ou reboques – restrinja o fluxo de ar para o
fixação entre as partes. na motocicleta. motor;
 Instale somente sistema de alar­ – exceda a capacidade do sis­
me original Honda. A garantia tema elétrico da motocicleta.
será cancelada se for constatado
Dispositivo o uso de algum tipo de sistema
de transporte
de carga
de alarme diferente do original
Honda.
Roscas Chassi
5- PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Capacidade de carga e Recomendação de carga
distribuição de peso  Não exceda a capacidade de
Atenção
carga da motocicleta.  Para uso comercial: o aperto de
Piloto + passageiro = máximo 155 kg  Mantenha o peso da bagagem
porcas, parafusos e elementos
de fixação deve ser executado
perto do centro da motocicleta. com mais freqüência do que o
Distribua o peso uniformemente indicado no Plano de Manuten-
dos dois lados da motocicleta. ção Preventiva.
Quanto mais afastado o peso
estiver do centro do veículo, mais
a dirigibilidade será afetada. Inspeção antes do uso
 Ajuste a pressão dos pneus (pág.
6-19) e os amortecedores trasei­ ! Cuidado
ros (pág. 6-16) de acordo com a Se a inspeção antes do uso não for
carga e condições da pista. efetuada, podem ocorrer sérios da­
 Verifique freqüentemente se a nos à motocicleta ou acidentes.
Distribua a soma dos pesos unifor­ bagagem está bem fixada.
 Não prenda objetos grandes ou
Sempre inspecione a motocicleta
memente entre A (assento diantei­ antes de pilotar. Isso requer apenas
ro), B (pedal de apoio dianteiro), pesados no guidão, garfos ou
pára-lama. alguns minutos. Se algum ajuste ou
C (assento traseiro) e D (pedal de manutenção for necessário, consulte
apoio traseiro). a seção apropriada neste manual.
Atenção
1. Motor – verifique o nível do óleo
! Cuidado
 Procure uma concessionária e complete, se necessário (pág.
autorizada Honda se tiver dú­ 6-5). Verifique se há vazamen­
Trafegar acima da capacidade vida sobre como calcular o tos. Acione o motor e verifique
máxima de carga pode alterar peso da carga que pode ser se há ruídos estranhos.
as características de conforto, transportada sem causar so­ 2. Combustível – abasteça o tan­
dirigibi­lidade e estabilidade da brecarga e danos estruturais. que, se necessário (pág. 4-5).
motocicleta, afetando a segu­  Danos causados pelo excesso Verifique se há vazamentos.
rança. de carga não são cobertos pela 3. Pneus – verifique a pressão e o
garantia. desgaste dos pneus (pág. 6-19).
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-
4. Corrente de transmissão – ve­ Partida do motor Atenção
rifique as condições e a folga.
Ajuste e lubrifique, se necessá­  O uso contínuo do afogador
rio (pág. 6-13). ! Cuidado causará lubrificação deficiente
5. Freios – verifique o funcionamen­ Nunca ligue o motor em áreas do pistão e do cilindro, dani­
to e ajuste a folga, se necessário. fechadas ou sem ventilação. Os ficando o motor.
Verifique o desgaste das sapatas gases do escapamento contêm  Abrir e fechar continuamente o
(pág. 6-17 a 6-19). monóxido de carbono, que é acelerador ou manter o motor
6. Embreagem – verifique o fun­ venenoso. em marcha lenta por mais de
cionamento e a folga da ala­ 5 minutos, com a temperatura
vanca. Ajuste, se necessário NOTA ambiente normal, pode causar
(pág. 6-10).  Não abra o acelerador repetida­ a descoloração do tubo de
7. Acelerador – verifique o fun-cio­­­ mente, pois isso pode afogar o escapamento.
na­mento, a posição dos cabos motor.  Para evitar a descarga da
e a folga da manopla em todas  Não é possível dar a partida bateria, evite manter o motor
as posições do guidão (pág. em marcha lenta por períodos
6-11). com a transmissão engrenada,
a menos que a embreagem prolongados.
8. Sistema elétrico – verifique se
todas as luzes e a buzina funcio­ seja acionada. Coloque sempre
nam corretamente. a transmissão em ponto morto Operações preliminares
antes da partida. Insira a chave no interruptor de
9. Interruptores – verifique o fun­
cionamento dos interruptores. ignição e gire-a para a posição
10. Fixações: verifique o aperto de ON. Coloque a transmissão em
todos os parafusos, porcas e ponto morto (indicador verde
fixadores. aceso) e abra o registro de com­
Corrija qualquer anormalidade bustível (ON).
antes de pilotar. Dirija-se a uma
concessionária autorizada Honda
se não for possível solucionar
algum problema.
5-10 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Temperatura baixa
Atenção (10°C ou menos)
 Não deixe o pedal voltar muito
1. Siga as etapas 1 e 2 de “Tem-
rápido nem o acione com mui­
peratura normal”.
ta força.
 Não acione o pedal com o
2. A queça o motor abrindo e
motor em funcionamento. fechando lentamente o acele­
rador.
 Depois do retorno, recolha
A totalmente o pedal. 3. Continue aquecendo o motor
até a marcha lenta se estabilizar
1 e responder aos comandos do
B 3. A queça o motor abrindo e acelerador com a alavanca do
fechando lentamente o acele­ afogador na posição B (desa­
Se o motor estiver quente, siga rador. cionada).
os procedimentos descritos em 4. Cerca de 15 segundos após a
“Temperatura alta”. partida, empurre a alavanca Motor afogado
do afogador para a posição B Se o motor não ligar após várias
Temperatura normal (desa­cionada). tentativas, poderá estar afogado
(10 – 35°C) com excesso de combustível.
5. Abra um pouco o acelerador se
1. Puxe a alavanca do afogador (1) a marcha lenta estiver instável. Para desafogá-lo, desligue o in­
para a posição A (acionada). terruptor de ignição e mantenha a
2. Abra um pouco o acelerador Temperatura alta alavanca do afogador na posição
e acione o pedal de partida (35°C ou mais) B (desacio­nada). Abra totalmente
com um movimento rápido e Não use o afogador. Dê a partida o acelerador e acio­ne o pedal de
contínuo, desde o início de seu no motor seguindo a etapa 2 de partida várias vezes. Em seguida,
curso. “Temperatura normal”. ligue o interruptor de ignição,
abra um pouco o acelerador e
acione o pedal de partida para
ligar o motor.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-11
Amaciamento Pilotagem 4. Quando atingir uma velocidade
moderada, diminua a rotação
Os cuidados com o amaciamento, do motor, acione a alavanca
durante os primeiros 1.000 km de ! Cuidado da embreagem e passe para a
uso, prolongarão consideravelmen­ 2a marcha, levantando o pedal
te a vida útil da motocicleta, além
 Antes de pilotar, leia com aten­
ção as informações de seguran­ de câmbio.
de aumentar seu desempenho. As 5. Repita a seqüência da etapa
recomendações abaixo aplicam-se ça nas páginas 5-1 a 5-8.
 Recolha totalmente o cavalete
anterior para mudar progres­
a toda vida útil do motor e não ape­ sivamente para a 3a, 4a e 5a
nas ao período de amaciamento. lateral antes de colocar a mo­ marchas.
a) Não force o motor: tocicleta em movimento, para Acione o pedal de
 evite acelerações bruscas; evitar que interfira nas curvas câmbio para cima
 não ultrapasse as velocidades à esquerda. para engatar uma
máximas para cada marcha; marcha mais alta.
 use as marchas adequadas; 1. Aqueça o motor. Não o deixe Pressione-o para re­
 não opere o motor em rota­ em marcha lenta por muito duzir as marchas.
ções muito altas ou baixas, tempo, pois a bateria não é Cada toque no pedal
nem com aceleração total em carregada. muda para a marcha seguinte,
baixas rotações; 2. Com o motor em marcha lenta, em seqüência. O pedal retorna
 não pilote por longos períodos automaticamente para a posição
acione a alavanca da embre­ horizontal quando solto.
em velocidade constante. agem e engate a 1a marcha, Acione os freios e o acelerador e
pressionando o pedal de câm­ mude de marcha de forma coor­
Atenção bio para baixo. denada para obter uma desacele­
Se o motor for operado em rota­ 3. Solte lentamente a alavanca ração progressiva.
ções muito altas, será seriamente da embreagem e, ao mesmo Velocidades máximas recomenda­
danificado. tempo, aumente a rotação do das para a troca de marchas
b) Acione os freios de modo suave motor, acelerando gradualmen­ 1ª → 2ª 30 km/h
para aumentar a durabilidade te. A coordenação dessas duas 2ª → 3ª 55 km/h
e garantir sua eficiência futura. operações irá assegurar uma
saída suave. 3ª → 4ª 75 km/h
Evite frenagens bruscas. 4ª → 5ª 95 km/h
5-12 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Distância necessária para frenagem (velocidade: 50 km/h)
Atenção
 Para evitar danos ao motor
e à transmissão, não mude traseiro +
de marcha sem acionar a dianteiro

em­breagem e em velocidades 18 m
acima do recomendado. só dianteiro
 Não acelere com a transmissão 24 m
em ponto morto ou a embre­ só traseiro
agem acionada para evitar 35 m
danos ao motor.
Frenagem
É possível reduzir em mais de 50% a distância de parada se você souber
! Cuidado frear corretamente. Siga sempre as diretrizes abaixo:
Não reduza as marchas com o  Acione os freios dianteiro e traseiro simultaneamente de forma pro­

motor em alta rotação. Além de gressiva, enquanto reduz as marchas.


danos, isso pode causar o trava­  Para desaceleração máxima, feche completamente o acelerador e
mento momentâneo da roda acione os freios dianteiro e traseiro com maior intensidade. Acione a
traseira e conseqüente perda de embreagem antes que a motocicleta pare, para evitar que o motor
controle da motocicleta. morra.
! Cuidado
Atenção  O uso independente do freio dianteiro ou traseiro reduz a eficiên­cia
Não pilote nem reboque a moto­ da frenagem.
cicleta em descidas com o motor  Uma frenagem extrema pode travar as rodas e dificultar o controle
desligado. A transmissão não da motocicleta.
será corretamente lubrifi­cada,  Reduza a velocidade e acione os freios antes de entrar numa curva.
podendo ser danificada. Se reduzir a velocidade ou frear no meio da curva, haverá o perigo
de derrapagem, dificultando o controle da motocicleta.
PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO 5-13

! Cuidado
Estacionamento Atenção
1. Pare a motocicleta, coloque a Estacione em local plano e
 Tenha cuidado ao manobrar, transmissão em ponto morto e

acelerar e frear em pistas firme para evitar quedas. A


feche o registro de combustível. área deve ser bem ventilada e
molhadas ou de areia e terra.
Todos os movimentos devem 2. Gire o guidão totalmente à es­ abri­gada.
ser uniformes e seguros nessas querda, desligue o interruptor  Em subidas, estacione com a
condições. Acelerações e frena­ de ignição e remova a chave. dianteira da motocicleta virada
gens bruscas, ou manobras 3. Apóie a motocicleta no cavalete para o topo do aclive a fim de
rápidas, podem causar trava­ lateral e trave a coluna de dire­ evitar que ela tombe.
mento da roda, derrapagem ção.  Proteja a motocicleta da chuva,
ou perda de controle. especialmente em regiões me­
 Em descidas íngremes, use o ! Cuidado tropolitanas e industriais, para
freio-motor, reduzindo as mar­­ evitar a oxidação causada pela
 Não fume ou acenda fósforos poluição.
chas com o uso intermiten­te
próximos à motocicleta.
dos freios dianteiro e traseiro.  Não estacione sob árvores ou
 Não estacione próximo a ma­
O acionamento contínuo dos onde haja precipitações de
freios pode superaquecê-los teriais inflamáveis. detritos de pássaros.
e reduzir sua eficiên­cia.  Não cubra a motocicleta nem
 Para evitar riscos e danos à
 Pilotar com o pé apoiado no encoste no motor ou escapa­ pintura, não coloque objetos
pedal ou a mão na alavanca mento enquanto o motor estiver sobre o tanque de combustível,
do freio pode causar o aciona­ quente. Se usar uma capa especialmente sobre o respiro
men­to involuntário da luz de protetora, remova-a antes de da tampa.
freio, dando uma falsa indica­ ligar o motor.
 Não se sente na motocicleta
ção a outros motoristas. O freio  Não permita que pessoas inex­­
enquanto estiver apoiada no
também pode superaquecer e pe­rientes e sem prática acionem cavalete lateral.
perder a eficiência, além de ter o motor. Mantenha crianças
sua vida útil reduzida. afastadas.
5-14 PILOTAGEM E FUNCIONAMENTO
Como prevenir furtos Atenção Vibrações
Ao estacionar, trave a coluna de  Não é permitida a instalação O motor desta motocicleta é do
direção e não se esqueça de tirar de dispositivos antifurto, como tipo alternativo e o movimento dos
a chave. sistema de alarme (com ex­ seus componentes pode causar
Sempre que possível, estacione em ceção do sistema de alarme vibrações e ruídos.
local fechado. original Honda), corta-ignição, As vibrações também podem surgir
ras­trea­do­­res por satélite, etc., ao pilotar em pistas irregulares e
NOTA pois estes alteram o circuito devido à aerodinâmica.
 Mantenha a documentação da elétrico original da motocicleta.
motocicleta sempre em ordem NOTA
Além disso, a unidade CDI po­ Essas vibrações são caracterís­
e atualizada. derá ser danificada de forma
 Mantenha o manual do proprie­
ticas normais da motocicleta e,
irreparável. portanto, não são cobertas pela
tário junto à motocicleta. Muitas  Não é permitida a gravação de
vezes, as motocicletas roubadas garantia.
caracteres nas peças da moto­
são identificadas por meio do cicleta. Isso pode comprometer
manual. seriamente sua durabilidade, ! Cuidado
criando pontos de oxidação,
manchas e descas­ca­mento da  As vibrações podem causar o
pintura, etc. Esses danos não afrouxamento de porcas, pa­
são cobertos pela garantia. rafusos e fixadores, afetando a
segurança, especialmente após
pilotar em pistas irregulares.
 Verifique freqüente­mente o
aperto de todos os fixa­dores.
Siga rigorosamente o Plano
de Manutenção Preventiva e
use so­mente peças genuínas
Honda.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-1
Plano de manutenção preventiva
n Procure uma concessionária autorizada Honda sempre que necessitar de manutenção. Lembre-se de
que são elas quem mais conhecem sua motocicleta, estando totalmente preparadas para oferecer todos
os serviços de manutenção e reparos.
n O Plano de Manutenção Preventiva especifica com que freqüência os serviços devem ser efetuados e
quais itens necessitam de atenção. É fundamental seguir os intervalos especificados para garantir o
desempenho adequado do controle de emissões, além de maior segurança e confiabilidade.
n Os intervalos de manutenção são baseados em condições normais de uso. Motocicletas usadas em
condições rigorosas ou incomuns necessitam de serviços mais freqüentes. Procure uma concessionária
autorizada Honda para determinar os intervalos adequados a suas condições particulares de uso.
NOTA
Estes itens referem-se às notas da próxima tabela.
*1. Para leituras maiores do hodômetro, repita os intervalos especificados na tabela.
*2. Efetue o serviço com mais freqüência sob condições de muita poeira e umidade.
*3. Verifique o nível de óleo diariamente, antes de pilotar, e adicione se necessário.
*4. Troque 1 vez por ano ou a cada intervalo indicado na tabela, o que ocorrer primeiro.
*5. Efetue o serviço com mais freqüência sob condições de muita poeira.
*6. Troque o filtro de ar PAIR a cada 3 anos ou 24.000 km. A substituição requer habilidade mecânica.
*7. Efetue o serviço com mais freqüência sob condições severas de uso ou de muita poeira, e em casos
de pilotagem em alta velocidade por períodos prolongados ou acelerações rápidas freqüentes.
*8. Efetue o serviço com mais freqüência ao pilotar em pistas de terra, molhadas ou com muita poeira.
Por razões de segurança, recomendamos que todos os serviços apresentados nesta tabela sejam executa-
dos somente pelas concessionárias autorizadas Honda.
6-2 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Intervalo (km)*1 a cada
km... Itens e operações Página
1.000 4.000 8.000 12.000
n n n 4.000 Linha de combustível: verificar —
n n n 4.000 Filtro de tela de combustível: limpar —
n n n 4.000 Acelerador: verificar 6-11
n n 4.000 Filtro de ar: limpar*2 6-4
n 12.000 Filtro de ar: trocar*2 6-4
n n 8.000 Vela de ignição: verificar 6-7
n 8.000 Vela de ignição: trocar 6-7
n n n n 4.000 Folga das válvulas: verificar 6-8
n n n n 4.000 Óleo do motor: trocar*3, 4, 5 6-5
n n n n 4.000 Tela do filtro de óleo: limpar 6-5
n 12.000 Filtro centrífugo de óleo: limpar —
n n n n 4.000 Marcha lenta: verificar 6-12
n n n 4.000 Sistema de escapamento: verificar —
n 12.000 Sistema de suprimento de ar secundário: verificar*6 —
a cada 1.000 km Corrente de transmissão: verificar, ajustar e lubrificar*7 6-12
n n n 4.000 Sapatas do freio: verificar o desgaste*8 6-19
n n n n 4.000 Sistema de freio: verificar 6-17
n n n 4.000 Interruptor da luz do freio: verificar 6-19
n n n n 4.000 Luzes, instrumentos e interruptores: verificar —
n n n 4.000 Farol: ajustar facho 6-28
n n n n 4.000 Embreagem: verificar 6-10
n n n 4.000 Cavalete lateral: verificar 6-15
n n n 4.000 Suspensões dianteira e traseira: verificar 6-16/6-17
n n 8.000 Porcas, parafusos e fixações: verificar —
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-3
Intervalo (km)*1 a cada
km... Itens e operações Página
1.000 4.000 8.000 12.000
n n n n 4.000 Aros e rodas: verificar —
a cada 1.000 km ou semanalmente Pneus: verificar e calibrar 6-19
n n n n 4.000 Coluna de direção: verificar —
n 12.000 Coluna de direção: lubrificar —
6-4 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Cuidados na manutenção 2 1
2
! CUIDADO
n Em caso de queda ou colisão,
certifique-se de que sua con-
cessionária autorizada Honda
inspecione os componentes
principais da motocicleta,
mesmo que você seja capaz
de efetuar os reparos.
n Desligue o motor e apóie a 1
motocicleta num local plano
e firme, antes de iniciar os ser- Jogo de ferramentas (1) Filtro de ar
viços. Espere o motor esfriar Leia Cuidados na manutenção.
Encontra-se no porta-objetos es-
para evitar queimaduras.
querdo (2).
n Se for necessário ligar o mo-
As ferramentas permitem fazer ! CUIDADO
tor, certifique-se de que a área reparos, ajustes e substituições Não pilote a motocicleta sem o
seja bem ventilada e livre de simples. Procure uma concessio- filtro de ar para evitar desgaste
chamas expostas. Tome cuida- nária autorizada Honda para efe- prematuro, danos e risco de in-
do para não encostar nas pe- tuar os serviços que não podem cêndio.
ças móveis da motocicleta. ser executados com elas.
n Use somente peças genuínas
Ferramentas contidas no estojo: ATENÇÃO
Honda. Peças de qualidade in- n Chave de boca, 10 x 12 mm
ferior podem comprometer a n Chave de boca, 14 x 17 mm
Na troca, use somente o filtro
segurança e reduzir a eficiên- de ar genuíno Honda especifi-
n Chave de fenda no 2
cia dos sistemas de controle de cado para esta motocicleta. Do
n Chave Phillips no 2
emissões. contrário, poderão ocorrer des-
n Chave estrela, 22 mm
gaste prematuro e problemas de
n Chave de vela
desempenho.
n Extensão
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-5
Óleo do motor NOTA
3
Se for difícil encontrar o óleo es-
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
pecificado, entre em contato com
O óleo é o elemento que mais uma concessionária autorizada
afeta o desempenho e a vida útil Honda, que sempre estará pre-
do motor. parada para servi-lo.
O óleo MOBIL SUPER MOTO 4T
MULTIVISCOSO SAE 20W-50 Inspeção do nível
API-SF é o único óleo aprovado Como o óleo é naturalmente con-
e recomendado pela Honda. sumido durante o uso da motoci-
Não adicione quaisquer aditivos cleta, sempre inspecione o nível
ao óleo do motor. antes de pilotar e adicione, se ne-
Efetue a manutenção de acordo cessário.
com o Plano de Manutenção ATENÇÃO
Preventiva (pág. 6-1).
n Óleos não detergentes, vege- ATENÇÃO
1. Remova a tampa lateral direi-
tais ou lubrificantes específi- Se o motor funcionar com pou-
ta (pág. 4-3) e a tampa do por-
cos para competição não são co óleo, poderá sofrer sérios da-
ta-objetos direito (pág. 4-4).
recomendados. nos.
2. Remova os parafusos (1) e a
n A Honda não se responsabili-
tampa do filtro de ar (2).
za por danos causados pelo
3. Retire o filtro de ar (3). Bata-o uso de óleos com especifica-
cuidadosamente e aplique ar ções diferentes das recomen-
comprimido de dentro para fora
dadas.
para remover o pó. Se estiver
n Nunca use óleos reciclados,
muito sujo, rasgado ou danifi-
cado, substitua-o. pois suas características, como
viscosidade, lubrificação, etc.,
4. Instale o filtro.
não são mantidas conforme
5. Instale as peças removidas na especificações originais.
ordem inversa da remoção.
6-6 MANUTENÇÃO E AJUSTES
4. Se necessário, adicione o óleo
1
recomendado até atingir a
marca de nível superior. Não
abasteça em excesso.
5. Reinstale a tampa/vareta me-
didora. Ligue o motor e verifi-
que se há vazamentos.
Troca de óleo e limpeza da tela
2 do filtro
3 Troque o óleo do motor e limpe a 1
tela do filtro conforme especifi-
1. Ligue o motor e deixe-o em cado no Plano de Manutenção NOTA
marcha lenta de 3 a 5 minutos. Preventiva (pág. 6-1). É necessário o uso de um torquí-
2. Desligue o motor e mantenha metro para este procedimento.
NOTA
a motocicleta na vertical, num
local plano e firme. Para uma drenagem rápida e
completa, troque o óleo com o 1. Coloque um recipiente sob o
3. Após 2 a 3 minutos, remova a motor quente e a motocicleta motor para coletar o óleo e
tampa/vareta medidora (1) e apoiada no cavalete lateral. remova a tampa/vareta medi-
limpe-a com um pano seco. dora, o bujão de drenagem
Insira-a novamente, mas não (1), a mola (2) e o filtro (3).
a rosqueie. Remova-a mais ! CUIDADO 2. Após a drenagem, apóie a mo-
uma vez e verifique o nível de tocicleta na vertical de 10 a 15
óleo. Ele deve estar entre as O óleo e o motor estarão quen-
tes. Tenha cuidado para não se segundos e então acione o pe-
marcas de nível superior (2) e dal de partida várias vezes para
inferior (3) gravadas na vareta. queimar.
drenar o óleo remanescente.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-7
8. Desligue o motor e, após 2 a
3 minutos, verifique se o nível do
óleo atinge a marca superior da
vareta medidora, com a moto-
cicleta na vertical, num local
plano e firme. Se necessário, 2
adicione óleo. Certifique-se de
que não haja vazamentos.
ATENÇÃO 1
Caso não use um torquímetro,
3 2 4 procure uma concessionária auto-
rizada Honda o mais rápido pos-
sível para verificar a montagem.
3. Lave a tela do filtro com sol- Vela de ignição
vente limpo (Exemplo: quero- NOTA
sene). Certifique-se de que a Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
Descarte o óleo usado respeitan-
borracha e o anel de vedação do o meio ambiente. Coloque-o Efetue a manutenção de acordo
(4) estejam em bom estado. num recipiente vedado e leve-o com o Plano de Manutenção Pre-
4. Instale o filtro, a mola e o bu- ao posto de reciclagem mais pró- ventiva (pág. 6-1).
jão de drenagem. Aperte o bu- ximo. Não jogue o óleo usado em
jão com o torque de 15 N.m ralos ou no solo. NOTA
(1,5 kgf.m). É necessário o uso de uma ferra-
5. Abasteça o motor com o óleo ! CUIDADO menta de medição para este pro-
recomendado. O óleo usado pode causar cân- cedimento.
Capacidade de óleo: cer se permanecer em contato
0,9 litro com a pele por períodos pro- 1. Solte o supressor de ruídos (1).
longados. Apesar desse perigo 2. Limpe ao redor da base da vela
6. Instale a tampa/vareta medi- só existir se o óleo for manusea-
dora. de ignição e remova a vela com
do diariamente, lave bem as a chave de vela (2) disponível
7. Ligue o motor e deixe-o em mãos com sabão e água imedia-
marcha lenta de 3 a 5 minutos. no jogo de ferramentas.
tamente após o manuseio.
6-8 MANUTENÇÃO E AJUSTES
6. Com a arruela instalada, ros- 3
4
4 queie a vela com a mão até
3 que encoste no cabeçote.
7. Aperte a vela. Se for usada,
aperte-a 1/8 de volta após
assentá-la. Se for nova, aper-
te-a em duas etapas. Primei-
ro, aperte-a 3/4 de volta após
assentá-la. Solte-a e aperte-a
mais 1/8 de volta.
8. Reinstale o supressor de ruídos. 2 1
Folga: 0,8 – 0,9 mm

3. Inspecione os eletrodos e a ATENÇÃO Folga das válvulas


porcelana central quanto a de-
pósitos, erosão ou carboniza-
n Aperte a vela corretamente. Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
ção. Se forem excessivos, tro- Se ficar solta, pode danificar
o pistão. Se estiver muito aper- Verifique e ajuste a folga das vál-
que a vela. Para limpar velas vulas de acordo com o Plano de
carbonizadas, use um limpa- tada, a rosca pode ser danifi-
cada. Manutenção Preventiva (pág. 6-1).
dor de velas ou uma escova
n Use somente a vela especi-
de aço. NOTA
4. Meça a folga dos eletrodos (3) ficada (NGK) DPR8EA-9 ou
DPR9EA-9 (opcional) para n É necessário o uso de uma fer-
com um cálibre tipo arame. Se ramenta de medição para este
necessário, ajuste dobrando o evitar danos ao motor.
procedimento.
eletrodo lateral (4). n Verifique a folga somente com
5. Certifique-se de que a arruela o motor frio.
de vedação esteja em bom
estado.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-9

ATENÇÃO 7 5
12
7 8
Válvulas com folga excessiva
provocam ruídos no motor. Já 11
a ausência de folga pode dani-
ficar as válvulas ou provocar
perda de potência.

10

6
9

1. Remova os parafusos A (1) e sol- Se estiverem presos, gire o


te o conjunto da válvula de suc- rotor 360° e alinhe novamen-
ção de ar (2). Solte o tubo do te as marcas.
filtro de ar (3) da presilha (4). 6. Meça a folga inserindo um ca-
2. Remova os parafusos B (5) e o libre de lâminas (13) entre o
tubo de sucção de ar (6). parafuso de ajuste (14) e a
3. Remova os parafusos C (7) e a haste da válvula.
tampa do cabeçote (8), pelo 7. Para ajustar, solte a contra-
lado esquerdo.
porca (15) e gire o parafuso
4. Remova as tampas do orifício de ajuste até sentir uma pe-
da árvore de manivelas (9) e quena pressão sobre o cálibre.
do orifício de sincronismo (10).
5. Gire o rotor no sentido anti- 8. Reaperte a contraporca com o
horário até alinhar a marca “T” torque de 14 N.m (1,4 kgf.m),
(11) com a marca de referên- sem girar o parafuso de ajuste.
cia (12). Mova os balancins
com a mão para verificar se
estão livres.
6-10 MANUTENÇÃO E AJUSTES

14 1
B 4

15 2

13 3
Folga: 10 – 20 mm
Folga (ADM/ESC): 0,08 mm (medida na extremidade da alavanca)

9. Verifique novamente a folga. Embreagem 1. Levante o protetor de borracha


10. Reinstale a tampa do cabe- (2).
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
çote. Aperte os parafusos 2. Solte a contraporca (3) e gire
C com o torque de 12 N.m Efetue a manutenção de acordo o ajustador (4) na direção A
(1,2 kgf.m). com o Plano de Manutenção Pre- para aumentar a folga e na
11. Instale as peças removidas na ventiva (pág. 6-1). direção B para diminuí-la.
ordem inversa da remoção. O ajuste da folga da alavanca da Reaperte a contraporca e ve-
Certifique-se de que o tubo embreagem (1) também será ne- rifique a folga novamente.
do filtro de ar esteja instala- cessário se a motocicleta morrer 3. Se o ajustador for desrosquea-
do na presilha antes de aper- ao engatar uma marcha, se mo- do até o limite sem que a folga
tar os parafusos A. vimentar à frente com a alavan- correta seja obtida, solte a
• Aperte os parafusos A e B ca acionada, ou ainda se a em- contraporca e rosqueie com-
com o torque de 12 N.m breagem patinar, fazendo com pletamente o ajustador. Rea-
(1,2 kgf.m) e a tampa do que a velocidade da motocicleta perte a contraporca e recolo-
orifício da árvore de manive- seja incompatível com a rotação que o protetor de borracha.
las com 15 N.m (1,5 kgf.m) do motor.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-11
Verifique também o cabo da em-
6
breagem quanto a dobras e mar-
cas de desgaste que podem cau-
sar travamento ou afetar o acio-
A
namento da embreagem. Lubri- A
fique-o com óleo de boa quali-
5 dade e baixa viscosidade para
B
prevenir desgaste e corrosão.
2 B 1
NOTA
Procure uma concessionária au- Folga: 2 – 6 mm
(medida no flange da manopla)
torizada Honda se não obter o
ajuste adequado, ou se a embrea-
4. Solte a contraporca (5) do ajus- Acelerador
gem não funcionar corretamen-
tador inferior e gire a porca
te. Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
de ajuste (6) na direção A para
aumentar a folga e na direção Efetue a manutenção de acordo
B para diminuí-la. Aperte a com o Plano de Manutenção Pre-
contraporca e verifique a fol- ventiva (pág. 6-1).
ga novamente. 1. Verifique se a manopla do ace-
5. Ligue o motor, acione a alavan- lerador funciona suavemente,
ca da embreagem e engate a da posição totalmente aberta
1a marcha. Certifique-se de que até a totalmente fechada, em
o motor não morra e a motoci- todas as posições do guidão.
cleta não se movimente para a 2. Para ajustar a folga, solte a
frente. Solte a alavanca da contraporca (1) e gire o ajus-
embreagem e acelere gradati- tador (2) na direção A para
vamente. A motocicleta deve aumentar a folga e na direção
sair com suavidade e acelera- B para diminuí-la. Reaperte a
ção progressiva. contraporca e verifique nova-
mente a folga.
6-12 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Marcha lenta Corrente de transmissão
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. 1 Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.

Efetue a manutenção de acordo A durabilidade da corrente de-


com o Plano de Manutenção Pre- A
pende da lubrificação e ajustes
ventiva (pág. 6-1). corretos. Uma manutenção ina-
dequada pode provocar desgas-
NOTA te prematuro ou danos à corren-
B te, coroa e pinhão.
n É necessário o uso de um tacô-
metro para este procedimento. Rotação de marcha lenta: Sempre inspecione a corrente
n Não tente compensar proble- 1.500 ± 100 rpm antes de pilotar e efetue a
mas de outros sistemas ajustan- manutenção de acordo com o
do a marcha lenta. 1. Com o motor aquecido, colo- Plano de Manutenção Preventi-
n Procure uma concessionária que a transmissão em ponto va (pág. 6-1).
autorizada Honda para efetuar morto e apóie a motocicleta
os serviços programados do no cavalete lateral.
carburador. 2. Acople um tacômetro ao motor.
3. Gire o parafuso de aceleração
Para obter uma regulagem pre- (1) na direção A para aumen-
cisa, aqueça o motor pilotando a tar a rotação e na direção B
motocicleta por 10 minutos. para diminuí-la, até atingir a
rotação especificada.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-13

6
Dentes Dentes
danificados gastos
1
5

1
Dentes normais 3
Folga: 10 – 20 mm 2 4

Inspeção 4. Verifique a corrente quanto a Ajuste


1. Apóie a motocicleta no cava- elos secos, oxidados, presos ou
NOTA
lete lateral com a transmissão danificados, roletes danificados,
pinos frouxos, desgaste excessi- É necessário o uso de um torquí-
em ponto morto e o motor des- metro para este procedimento.
ligado. vo e ajuste incorreto. Verifique
os dentes da coroa e pinhão. 1. Apóie a motocicleta no cava-
2. Verifique a folga da corrente de
transmissão (1) na parte cen- 5. Se a corrente estiver resseca- lete lateral com a transmissão
tral inferior, movendo-a com a da, enferrujada ou com elos em ponto morto e o motor des-
mão. Ajuste se necessário. engripados, lubrifique-a. Se ligado.
não solucionar o problema, 2. Solte a porca do eixo (1) e as
3. Movimente a motocicleta para contraporcas (2) dos ajusta-
substitua-a.
a frente e verifique se a folga dores (3).
permanece constante. Se hou- NOTA 3. Gire as porcas de ajuste (4)
ver folga em uma região e Se a corrente, a coroa e o pinhão um número igual de voltas até
tensão em outra, alguns elos estiverem muito gastos ou danifi- obter a folga especificada.
podem estar engripados. Nor- cados, substitua-os em conjunto Gire-as no sentido horário para
malmente, a lubrificação eli- para evitar desgaste prematuro. diminuir a folga, ou no sentido
mina o problema. anti-horário para aumentá-la.
6-14 MANUTENÇÃO E AJUSTES
4. Movimente a motocicleta para 8. Aperte um pouco as porcas Lubrificação e limpeza
a frente e verifique se a folga de ajuste. Fixe-as com uma Lubrifique a corrente de acordo
permanece constante em to- chave de boca e aperte as
dos os pontos. com o Plano de Manutenção Pre-
contraporcas. ventiva (pág. 6-1) ou sempre que
5. Verifique se o eixo traseiro está 9. Verifique novamente a folga estiver ressecada.
alinhado. As marcas de referên- da corrente.
cia (5) devem estar alinhadas NOTA
10. Ajuste a folga do freio trasei-
com as mesmas marcas da es- ro (pág. 6-18). Se estiver muito suja, remova e
cala (6) nos braços oscilantes. limpe a corrente antes da lubrifi-
6. Se necessário, alinhe-o giran- NOTA cação.
do as porcas de ajuste direita Se a folga for excessiva (50 mm
e esquerda. Verifique nova- ou mais), a corrente poderá se Limpe a corrente e lubrifique-a
mente a folga da corrente. soltar da coroa/pinhão ou dani- com óleo para transmissão SAE
ficar a parte inferior do chassi. 80 ou 90. O lubrificante deve pe-
NOTA netrar em todos os elos, pinos,
Se a folga for excessiva e o eixo roletes e placas laterais.
traseiro estiver no limite de ajus- ! CUIDADO
te, substitua a corrente, a coroa e NOTA
Caso não use um torquímetro, Não aplique lubrificante em ex-
o pinhão em conjunto.
procure uma concessionária au- cesso. Além de favorecer o acú-
torizada Honda, assim que pos- mulo de sujeira, areia e terra, o
7. Aperte a porca do eixo com o sível, para verificar a monta-
torque de 88 N.m (9,0 kgf.m). lubrificante sujará a motocicleta
gem. Uma montagem incorre- com o movimento da corrente.
ta pode reduzir a eficiência do
freio.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-15

1 NOTA
Se necessário, substitua-os em
conjunto para evitar desgaste
prematuro.

Corrente de reposição: DID 428H


5. Se estiverem em bom estado, lu- 1
brifique a corrente e reinstale-a.
6. Passe-a sobre a coroa e conecte
suas extremidades com o elo
principal. Para facilitar a mon-
tagem, posicione as extremi-
Remoção dades da corrente nos dentes Cavalete lateral
imediatamente adjacentes ao
NOTA dente em que será instalado o Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
Recomendamos que a remoção elo principal.
seja efetuada numa concessioná- Efetue a manutenção de acordo
ria autorizada Honda. NOTA com o Plano de Manutenção Pre-
1. Com o motor desligado, retire n Reutilize o elo principal somen- ventiva (pág. 6-1).
com cuidado a presilha de re- te se estiver em perfeitas con- Verifique a mola (1) quanto a da-
tenção (1) do elo principal, dições.
n Use uma presilha de retenção nos ou perda de tensão. Verifi-
usando um alicate. Não dobre que se o cavalete lateral se mo-
ou amasse a presilha. nova toda vez que a corrente
for reinstalada. vimenta livremente.
2. Remova o elo principal e a Se estiver prendendo, limpe e
corrente. 7. Instale a nova presilha de re-
3. Limpe a corrente com solvente lubrifique a articulação com óleo
tenção com o lado fechado na para motor novo.
não inflamável e deixe-a se- direção de rotação da corrente.
car completamente.
4. Verifique as condições da cor- 8. Ajuste a folga da corrente
rente e dos dentes da coroa e (pág. 6-13) e do freio traseiro
do pinhão (pág. 6-12). (pág. 6-18).
6-16 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Suspensão Suspensão traseira
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. 1. Com a motocicleta apoiada no
Bom Substituir
cavalete lateral, verifique se há
folga entre as buchas do garfo
! CUIDADO
traseiro e o eixo de articula-
Os componentes da suspensão ção, ou se o eixo está solto.
estão diretamente ligados à 2. Verifique se os amortecedo-
segurança. Se detectar algum res apresentam vazamentos.
dano ou desgaste, procure uma Pressione a suspensão para
concessionária autorizada Honda baixo e verifique se há folga
2
para executar os serviços neces- ou desgaste nas articulações
sários, antes de pilotar a moto- dos amortecedores.
Verifique se o apoio de borracha cicleta.
3. Verifique o aperto de todos os
está deteriorado ou gasto. Subs- pontos de fixação da suspen-
titua-o se o desgaste atingir qual- Efetue a manutenção de acordo
com o Plano de Manutenção Pre- são e certifique-se de que es-
quer ponto da linha de referên- tejam em perfeito estado.
cia (2). ventiva (pág. 6-1).
Procure uma concessionária au- Suspensão dianteira
torizada Honda para efetuar a 1. Acione o freio dianteiro e for-
substituição. ce a suspensão para cima e
para baixo várias vezes. A ação
dos amortecedores deve ser
suave e progressiva.
2. Verifique se há vazamentos de
óleo.
3. Verifique o aperto de todos os
pontos de fixação da suspen-
são, guidão e painel de instru-
mentos.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-17

5 1 234 Freios 1
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.

! CUIDADO
Os freios são fundamentais para
a segurança. Efetue todos os
ajustes e serviços de manuten-
ção numa concessionária auto-
rizada Honda. Use somente pe- Folga: 10 – 20 mm
1
ças genuínas Honda. (medida na extremidade da alavanca)

Ajuste Folga do freio dianteiro


Efetue a manutenção de acordo
Os amortecedores traseiros (1) com o Plano de Manutenção Pre- A folga corresponde à distância
podem ser ajustados de acordo ventiva (pág. 6-1). que a alavanca do freio (1) per-
com diferentes condições de pilo- corre antes do início da frenagem.
tagem. Quanto maior a posição 1. Para diminuir a folga, gire a
de ajuste, mais dura a suspensão. porca de ajuste (2) na direção
Posição 1: cargas leves e super- A. Para aumentá-la, gire-a na
fícies uniformes direção B.
Posição 2: posição-padrão 2. Acione a alavanca do freio vá-
rias vezes e verifique se a roda
Posições 3 a 5: cargas pesadas gira livremente ao soltá-la.
e superfícies irregulares
NOTA
NOTA
n Certifique-se de que o entalhe
Certifique-se de que os dois da porca de ajuste esteja as-
amortecedores estejam ajustados sentado sobre a articulação (3).
na mesma posição.
6-18 MANUTENÇÃO E AJUSTES

2
2
3
A

A
1 B

3 Folga: 20 – 30 mm
B (medida na extremidade do pedal)

NOTA Folga do freio traseiro NOTA


n Se a folga correta não for obti- A folga corresponde à distância n Certifique-se de que o entalhe
da, procure uma concessioná- que o pedal do freio (1) percorre da porca de ajuste esteja as-
ria autorizada Honda. antes do início da frenagem. sentado sobre a articulação (3).
1. Apóie a motocicleta no cava- n Se a folga correta não for obti-
Verifique se o cabo do freio está lete lateral. da, procure uma concessioná-
desgastado, dobrado ou partido. ria autorizada Honda.
2. Para diminuir a folga, gire a
Lubrifique-o com óleo de boa qua- porca de ajuste (2) na direção
lidade e baixa viscosidade para A. Para aumentá-la, gire-a na Certifique-se de que a vareta do
prevenir desgaste e corrosão. direção B. freio, braço de acionamento,
Certifique-se de que o braço de 3. Acione o pedal do freio várias mola, articulações e fixações
acionamento, mola, articulações vezes e verifique se a roda gira estejam em boas condições.
e fixações estejam em boas con- livremente ao soltá-lo. Verifique o desgaste das sapatas
dições. de freio (pág. 6-19).
Verifique o desgaste das sapatas
de freio (pág. 6-19).
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-19
Freio dianteiro Freio traseiro Pneus
1 Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
1
2
1 A pressão correta e as condições
B A dos pneus são fundamentais para
maior estabilidade, conforto, segu-
rança e durabilidade dos pneus.
Inspecione os pneus e aros, e ajus-
2 te a pressão de acordo com o Pla-
no de Manutenção Preventiva
(pág. 6-1).
2
Pressão dos pneus
Desgaste das sapatas Interruptor da luz do NOTA
Substitua as sapatas se a seta (1) freio (1) Verifique a pressão com os pneus
ficar alinhada ou ultrapassar a frios, antes de pilotar.
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
marca de referência (2), com o kPa (kgf/cm2; psi)
freio totalmente acionado. Localiza-se no lado direito da
Somente Piloto e
motocicleta, atrás do motor. Veri- piloto passageiro
NOTA fique o funcionamento do interrup- 175 175
Substitua as sapatas somente tor de acordo com o Plano de Ma- Dianteiro (1,75; 25) (1,75; 25)
numa concessionária autorizada nutenção Preventiva (pág. 6-1). 200 225
Para ajustá-lo, gire a porca de Traseiro (2,00; 29) (2,25; 33)
Honda.
ajuste (2) na direção A para
adiantar o ponto em que a luz se ! CUIDADO
acende e na direção B para
retardá-lo. Pneus com pressão incorreta
sofrem desgaste anormal e po-
ATENÇÃO dem deslizar e sair dos aros, da-
Gire a porca de ajuste e não o nificando a válvula da câmara
corpo do interruptor. de ar e afetando a segurança.
6-20 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Certifique-se de que as tampas Reparo e substituição
das válvulas estejam bem aper- Dirija-se a uma concessionária
1 tadas. Instale uma nova tampa, autorizada Honda para substituir
se necessário. pneus danificados e câmaras per-
furadas.
! CUIDADO
A tensão dos raios, centragem e ! CUIDADO
alinhamento das rodas são n Não tente consertar pneus ou
vitais para a segurança. Nos pri- câmaras de ar danificados. O
2 meiros 1.000 km, os raios afrou- balanceamento da roda e a
xam rapidamente devido ao as- segurança dos pneus podem
sentamento inicial das peças. Rai- ser comprometidos.
Inspeção os muito frouxos causam instabi- n Na troca, instale somente os
Verifique se os indicadores de des- lidade em alta velocidade, o que pneus especificados. Caso
gaste (1) estão visíveis, observando pode levar à perda de controle. contrário, a dirigibilidade e
suas marcas de localização dos in- segurança serão afetadas.
dicadores (2). Se estiverem, subs-
titua o pneu imediatamente.
ATENÇÃO
! CUIDADO Não tente remover pneus sem
Não trafegue com pneus gas- o uso de ferramentas especiais
tos. A aderência entre o pneu e e protetores de aros para evitar
o solo diminui, reduzindo a tra- danos.
ção e afetando a segurança.
Verifique se há cortes, pregos ou
outros objetos encravados nos
pneus. Inspecione os aros quanto
a entalhes e deformações. Verifi-
que se os raios estão frouxos.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-21

5 6 1 2
9

7 10

3
4

Roda dianteira 2. Remova o parafuso (1) e des- Instalação


conecte o cabo do velocíme- Siga a ordem inversa da remoção.
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. tro (2).
1. Instale o espaçador no lado di-
NOTA 3. Remova a porca de ajuste (3)
reito do cubo da roda
e o cabo (4) do braço do freio
É necessário o uso de um torquí- (5). 2. Insira o eixo através do cubo
metro para este procedimento. da roda e amortecedor direito.
4. Remova a porca do eixo (6), o
eixo (7), a roda e o espaçador. 3. Certifique-se de que a saliên-
Remoção cia (8) do amortecedor es-
1. Levante a roda do chão colo- querdo esteja encaixada na
cando um suporte sob o motor. ranhura (9) do flange do freio
(10).
NOTA 4. Aperte a porca do eixo com o
Se não tiver um suporte ou maca- torque de 62 N.m (6,3 kgf.m).
co apropriado, procure uma con- 5. Ajuste a folga do freio (pág.
cessionária autorizada Honda. 6-17).
6-22 MANUTENÇÃO E AJUSTES
NOTA 1
Acione a alavanca do freio várias 3 2 8
vezes e verifique se a roda gira 4
livremente após soltá-la. Se o freio
travar ou a roda prender, verifi-
que novamente a montagem.

! CUIDADO
Caso não use um torquímetro, 10 7 9
11 11
dirija-se a uma concessioná- 6 5
ria autorizada Honda, assim
que possível, para verificar a Roda traseira 2. Remova a porca de ajuste (1)
montagem. Uma montagem e desacople a vareta (2) do
incorreta pode reduzir a efi- Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. braço do freio (3), pressionan-
ciência do freio. NOTA do o pedal do freio.
É necessário o uso de um torquí- 3. Solte o braço limitador (4) do
metro para este procedimento. flange do freio, removendo a
cupilha (5), a porca (6), a
Remoção arruela e a borracha.
1. Levante a roda do chão colo- 4. Solte as contraporcas (7) e as
cando um suporte sob o motor. porcas de ajuste (8) da corrente.
5. Remova a porca (9), o eixo
NOTA (10), os ajustadores da corren-
Se não tiver um suporte ou maca- te (11) e os espaçadores.
co apropriado, procure uma con- 6. Empurre a roda para a frente
cessionária autorizada Honda. e retire a corrente da coroa.
7. Remova a roda do braço osci-
lante.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-23
Instalação Bateria ! CUIDADO
Siga a ordem inversa da remoção. Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. n A bateria contém ácido sulfú-
NOTA A bateria desta motocicleta é se- rico. O contato com a pele ou
Sempre instale uma cupilha nova lada e não há necessidade de ve- olhos é altamente prejudicial
na porca do braço limitador. rificar o nível do eletrólito ou adi- e pode causar sérias queima-
cionar água destilada. Se a bate- duras. Use roupas protetoras
1. Instale os espaçadores e aper- ria estiver fraca, dificultando a e proteção facial durante o
te a porca do eixo com o torque partida ou causando outros pro- manuseio.
de 88 N.m (9,0 kgf.m) e a blemas elétricos, dirija-se a uma n Em caso de contato com a pele,
porca do braço limitador com concessionária autorizada Honda. lave com bastante água.
22 N.m (2,2 kgf.m). n Em caso de contato com os
2. Ajuste a folga da corrente NOTA
Para maior vida útil, recomenda- olhos, lave com água duran-
(pág. 6-13) e do freio traseiro te, pelo menos, 15 minutos e
(pág. 6-18). mos usar a motocicleta, pelo me-
nos, uma vez por semana para procure assistência médica
NOTA que a bateria seja carregada. imediatamente.
Acione o pedal do freio várias ve- n Em caso de ingestão, tome
zes e verifique se a roda gira li- Se a motocicleta for permanecer bastante água ou leite. Em se-
vremente após soltá-lo. Se o freio inativa por longo período, remo- guida, beba leite de magnésia,
travar ou a roda prender, verifi- va a bateria e carregue-a total- ovos batidos ou óleo vegetal.
que novamente a montagem. mente. Guarde-a em local fresco Procure um médico imedia-
e seco. Se permanecer na moto- tamente.
! CUIDADO cicleta, desconecte o cabo nega- n A bateria é explosiva. Mante-
tivo do terminal da bateria. nha faíscas, chamas e cigar-
Caso não use um torquímetro, di- ros afastados. Mantenha o lo-
rija-se a uma concessionária au- ATENÇÃO
torizada Honda, assim que pos- cal de carga da bateria venti-
sível, para verificar a montagem. Não remova as tampas da ba- lado.
Uma montagem incorreta pode teria para evitar danos e vaza- n Mantenha fora do alcance de

reduzir a eficiência do freio. mentos. crianças.


6-24 MANUTENÇÃO E AJUSTES
3. Remova o parafuso (3) e o su-
5 porte da bateria (4).
1 2 Fusível queimado
4. Retire a bateria (5) do com-
partimento.
Instalação
Siga a ordem inversa da remo-
ção.
NOTA
4 n Certifique-se de conectar pri-
3 meiro o cabo do terminal posi-
tivo (+) e então o cabo do ter-
Remoção minal negativo (–). Fusíveis
n Verifique se os parafusos e Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4.
ATENÇÃO fixadores estão bem apertados.
Para evitar um curto-circuito, NOTA
desligue o interruptor de igni- Sempre mantenha fusíveis de
ção antes de remover a bate- reserva na motocicleta para caso
ria. de emergência.

1. Remova a tampa lateral es-


querda (pág. 4-3). Se os fusíveis queimarem com fre-
qüência, dirija-se a uma conces-
2. Desconecte primeiro o cabo do sionária autorizada Honda para
terminal negativo (–) (1) da ba- inspecionar o sistema elétrico.
teria e, em seguida, o cabo do
terminal positivo (+) (2).
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-25

! CUIDADO 1
Puxe para cima
Não use fusíveis diferentes dos 2
especificados nem os substitua
por outros materiais condutores. 3
Isto poderá causar danos ao sis-
Deslize
tema elétrico, falta de luz, per- Pressione
da de potência e até mesmo um 2
1
incêndio.
4 3
1
ATENÇÃO
Para evitar um curto-circuito, Fusível principal (1)
desligue o interruptor de igni- ATENÇÃO
ção antes de verificar ou trocar Com capacidade de 10 A, está
Não force as presilhas para evi-
os fusíveis. localizado à direita da bateria.
tar mau contato. Se ficar solto,
1. Remova a tampa lateral es- o fusível poderá danificar o sis-
querda (pág. 4-3). tema elétrico ou mesmo provo-
2. Abra o suporte (1) e remova o car um incêndio.
fusível principal (2), junto com
as presilhas (3).
NOTA
3. Puxe as presilhas para fora das
extremidades do fusível e des- Certifique-se de reinstalar o su-
carte o fusível queimado. porte do fusível em sua posição
original.
4. Encaixe as presilhas no novo
fusível e recoloque-o no supor-
te, fechando-o em seguida. O 5. Instale a tampa lateral esquer-
fusível principal de reserva (4) da.
está fixado na caixa da bateria.
6-26 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Lâmpadas
Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. 2 3

ATENÇÃO
Não toque na lâmpada do fa-
rol. Use luvas limpas para a subs-
tituição. As impressões digitais
deixadas no bulbo podem cau-
sar queima prematura. Se tocar
1 na lâmpada, limpe-a com um 1
2
pano umedecido em álcool.
Fusível secundário (1) Lâmpada do farol
NOTA
Com capacidade de 7 A, está lo- 1. Remova os parafusos (1) da
calizado à esquerda da bateria. n Desligue o interruptor de igni- carcaça do farol.
ção antes de substituir as lâmpa-
Para removê-lo, siga os mesmos 2. Puxe com cuidado a borda in-
das.
procedimentos do fusível princi- ferior do farol (2) para a fren-
n Use apenas as lâmpadas espe-
pal. te.
cificadas.
O fusível secundário de reserva n Após a instalação, verifique se 3. Solte o conector (3) e remova
(2) encontra-se no porta-objetos a luz funciona corretamente. o farol.
esquerdo.

! CUIDADO
Espere as lâmpadas esfriarem
antes de iniciar a substituição.
MANUTENÇÃO E AJUSTES 6-27

6
3 2
4
2

5 1
4 3

4. Remova a capa de borracha Lâmpada da lanterna traseira/ Lâmpadas das sinaleiras


(4). luz do freio 1. Remova o parafuso (1) e a lente
5. Pressione a presilha (5) e re- 1. Remova os parafusos (1) e a da sinaleira (2).
mova a lâmpada (6). lente da lanterna traseira (2). 2. Pressione levemente o soquete
6. Instale a nova lâmpada na or- 2. Pressione levemente a lâmpa- (3) e gire-o no sentido anti-
dem inversa da remoção. da (3) e gire-a no sentido anti- horário. Remova a lâmpada
horário. (4).
3. Instale a nova lâmpada na or- 3. Instale a nova lâmpada na or-
dem inversa da remoção. dem inversa da remoção.
6-28 MANUTENÇÃO E AJUSTES
Y = máximo 1,2 m
menos de 20 cm X > Y/5 2
X
Y
10 m

10 m

menos de 10 cm 100 m

Figura ilustrativa Figuras ilustrativas

Farol NOTA Ajuste vertical


Leia Cuidados na manutenção, pág. 6-4. n Regule o farol na luz baixa. Para ajustar o farol, solte os pa-
Regulagem do facho do farol
n O facho do farol deve alcançar rafusos (1) e mova a carcaça
100 m no máximo. do farol (2) para cima ou para
! CUIDADO baixo.
A regulagem correta do farol é 1. Coloque a motocicleta na po- Após o ajuste, aperte os parafu-
fundamental para a segurança. sição vertical, sem apoiá-la no sos.
Sempre a verifique antes de pi- cavalete, com o centro da roda
lotar e ajuste, se necessário. NOTA
dianteira a 10 m de uma pare-
Obedeça às leis e regulamenta-
Regule o farol de acordo com o de plana, de preferência não
ções locais.
Plano de Manutenção Preventi- reflexiva.
va (pág. 6-1). 2. Calibre os pneus na pressão
NOTA
especificada.
Considere o peso do passageiro
e da carga, pois estes podem afe-
tar a regulagem do farol.
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-1
Cuidados com a n Remova materiais estranhos dos NOTA
componentes de fricção, como O desgaste e a corrosão naturais
motocicleta tambores e discos de freio, para não são cobertos pela garantia.
Para proteger seu investimento, não prejudicar sua durabilida-
é fundamental que você seja res- de e eficiência.
ponsável pela manutenção e con- n Se a motocicleta for permane-
Lavagem
servação corretas de sua motoci- cer inativa por um longo perío-
cleta. Sempre reserve um pouco do, consulte Conservação de ATENÇÃO
de tempo para isso antes e de- Motocicletas Inativas (pág. 7-3). n Não use equipamentos de alta
pois de pilotar. Oxidação pressão. O jato direto e a alta
A inspeção antes do uso e a lim- As motocicletas são diferentes de temperatura podem danificar
peza e conservação diárias são tão outros veículos, pois seu chassi e os componentes da motocicle-
importantes quanto as revisões pe- diversos componentes metálicos ta, desprender faixas e adesi-
riódicas executadas pelas conces- são expostos. Além disso, todo vos, remover a graxa dos rola-
sionárias autorizadas Honda. material metálico pode sofrer oxi- mentos da coluna de direção
Você mesmo pode efetuar a dação pelo simples contato com e da suspensão traseira, além
limpeza de sua motocicleta, mas o oxigênio. de danificar a pintura.
se tiver qualquer dúvida ou ne- Este processo, também conhecido n Nunca lave a motocicleta ex-
cessitar de serviços especiais, pro- como ferrugem, pode ser acelera- posta ao sol e com o motor
cure uma concessionária autori- do devido a conservação inade- quente.
zada Honda. quada e contato constante com n Não aplique produtos alcali-
Recomendações básicas água e substâncias salinas. Para nos ou ácidos, altamente pre-
n Limpe a motocicleta regularmen-
controlar os efeitos da oxidação, judiciais às peças zincadas e
te para manter sua aparência, lave a motocicleta freqüentemente. de alumínio.
aumentar a durabilidade e prote- ATENÇÃO n Nunca use solventes ou produ-
ger a pintura, componentes cro- Lave a motocicleta com água fria tos abrasivos e detergentes
mados, plásticos ou de borracha. logo após pilotar em regiões lito- para evitar danos às peças me-
n Elimine o acúmulo de poeira, tálicas, plásticas e de borracha,
râneas, em caso de contato com
terra, barro, areia e pedras. O água de chuva, ou após atraves- danos à pintura, perda de bri-
atrito de pedras e areia pode sar riachos ou alagamentos. lho e descoloração, e oxidação.
afetar a pintura.
7-2 LIMPEZA E CONSERVAÇÃO
3. Enxágüe completamente a mo-
ATENÇÃO tocicleta e seque com um pano
n Não use lã de aço ou produ- limpo e macio. Retire o exces-
tos abrasivos para limpar os so de água do interior dos ca-
raios e/ou rodas. Caso con- bos.
trário, a camada protetora 4. Limpe as peças plásticas com
será removida, iniciando o um pano ou esponja macios
processo de oxidação.
umedecidos em solução de
xampu neutro e água. Enxá-
NOTA güe completamente com água
n Os resíduos da combustão eli- Dreno do escapamento
(Limpe a sujeira.)
e seque com um pano macio.
minados pelo dreno podem su-
jar a superfície do escapamen- NOTA ATENÇÃO
to. Siga os procedimentos nor- O querosene ataca as peças de
mais de limpeza. Não obstrua n Outros materiais de limpeza
borracha. Proteja-as antes da ou produtos para polimento
o dreno.
n O escapamento é submetido a aplicação. podem danificar as peças.
altas temperaturas, o que pode n Não remova a poeira com um
fazer com que fique amarelado 2. Lave a carenagem, tanque, as- pano seco para evitar danos à
ou azulado, em casos críticos. sento, tampas laterais e pára- pintura.
Esta é uma condição normal. lamas com água e xampu
neutro, fazendo movimentos 5. Se necessário, aplique cera
1. Pulverize querosene no motor, circulares. Use um pano ou es- protetora nas superfícies pin-
carburador, escapamento, ro- ponja macia. tadas e cromadas. Aplique com
das e cavalete lateral, e remo- algodão especial ou flanela,
va os resíduos de óleo e graxa NOTA
em movimentos circulares e
com um pincel. Retire incrus- Lave a motocicleta pulverizando
uniformes.
trações de piche com quero- água em formato de leque aber-
sene puro. Em seguida, enxá- to, sob baixa pressão, a uma dis-
güe com bastante água. tância mínima de 1,2 m.
LIMPEZA E CONSERVAÇÃO 7-3
6. Não aplique cera protetora, 7. Logo após a lavagem, lubrifi-
massa ou produtos para poli- que a corrente de transmissão ! CUIDADO
mento nas peças plásticas sem e os cabos do acelerador, da n A eficiência dos freios pode
pintura. Isso pode danificá-las embreagem e do afogador. ser temporariamente afetada
permanentemente, sendo ne- Aplique spray antioxidante nos após a lavagem. Teste-os an-
cessária a sua troca. aros e/ou rodas, amortecedo- tes de pilotar. Pode ser neces-
res, interior e exterior do es- sário acioná-los algumas ve-
ATENÇÃO capamento e demais peças zes para restituir seu desem-
cromadas. penho normal.
n Para evitar riscos e batidas,
n Acione os freios com maior
tenha cuidado ao manusear NOTA
a motocicleta e as peças plás- antecedência para evitar um
Aplique spray antioxidante somen- possível acidente.
ticas. te com o motor frio. O excesso
n A aplicação de massa ou pro- pode ser retirado após 24 horas.
dutos para polimento pode da- Conservação de
nificar o acabamento. motocicletas inativas
n As peças injetadas na cor defi- ! CUIDADO
nitiva (sem pintura) não permi-
Não aplique spray antioxidante
ATENÇÃO
tem retoques. Para mantê-las
nas regiões próximas aos freios. Para maior vida útil da bateria,
em perfeitas condições, tome
cuidado ao lavar a motocicleta recomendamos utilizar a mo-
ou aplicar produtos para poli- tocicleta, pelo menos, uma vez
8. Ligue o motor e deixe-o fun- por semana.
mento. Caso contrário, será cionar por alguns minutos. Isso
necessário substituí-las para eli- ajudará a secar os componen-
minar marcas ou riscos. NOTA
tes e eliminará a condensação
de umidade do interior da lente Antes de armazenar a motocicle-
do farol, que pode se formar ta, faça todos os reparos necessá-
após a lavagem. rios. Caso contrário, eles podem
ser esquecidos quando a motoci-
cleta for novamente usada.
7-4 LIMPEZA E CONSERVAÇÃO
Se a motocicleta for permanecer 4. Para impedir oxidação no in- 8. Apóie a motocicleta sobre ca-
inativa por um longo período, terior do cilindro: valetes, de modo que os pneus
siga os procedimentos abaixo: n Remova o supressor de ruí- não toquem o chão.
1. Troque o óleo do motor. dos da vela de ignição. Use 9. Cubra a motocicleta com uma
2. Drene o tanque de combustí- um cordão para amarrar o capa apropriada. Não use
vel num recipiente adequado. supressor em algum compo- plásticos ou materiais imper-
Pulverize o interior do tanque nente plástico da carena- meáveis. Guarde a motocicle-
com óleo antioxidante em gem, afastado da vela de ta em local fresco e seco, sem
spray. Feche a tampa do tan- ignição. grandes variações de tempe-
que firmemente. n Remova a vela e guarde-a em ratura e protegida do sol.
NOTA local seguro. Não a conecte Ativação da motocicleta
Se a motocicleta for permanecer ao supressor de ruídos.
n Coloque uma colher de chá
Siga os procedimentos abaixo an-
inativa por mais de 1 mês, certifi- tes de voltar a usar a motocicleta:
que-se de drenar o carburador (5 – 10 ml) de óleo novo para
para garantir o funcionamento motor no interior do cilindro 1. Lave completamente a moto-
adequado do motor, quando a mo- e proteja o orifício da vela cicleta (pág. 7-1).
tocicleta voltar a ser utilizada. com um pano limpo. 2. Troque o óleo do motor, caso a
n Acione o pedal de partida motocicleta tenha permaneci-
por alguns segundos para do inativa por mais de 4 meses.
! CUIDADO distribuir o óleo. 3. Se necessário, recarregue a ba-
A gasolina é altamente infla- n Instale a vela e o supressor teria e instale-a na motocicleta.
mável e até explosiva, sob cer- de ruídos. 4. Limpe o interior do tanque de
tas condições. Drene o tanque 5. Desconecte os cabos da bate- combustível e abasteça-o com
de combustível e carburador em ria. Carregue a bateria uma gasolina nova.
local ventilado, com o motor vez por mês. 5. Efetue a inspeção antes do uso
desligado. Não permita a pre-
sença de cigarros, chamas ou 6. Lave e seque a motocicleta. (pág. 5-8 e 5-9).
faíscas perto da motocicleta. Siga os procedimentos descri- 6. Faça um teste pilotando a mo-
tos na página 7-1. tocicleta em baixa velocidade
3. Lubrifique a corrente de trans- 7. Calibre os pneus na pressão e em local seguro, afastado do
missão. recomendada. trânsito.
TRANSPORTE 8-1
4. Mantenha a motocicleta firme- 6. Aperte ambas as cintas até que
mente no lugar, apoiando a roda a suspensão dianteira fique
dianteira na frente da caçamba comprimida até, no mínimo,
do veículo de transporte. metade de seu curso.
5. Prenda as extremidades inferio-
res das duas cintas de fixação ATENÇÃO
nos ganchos do veículo. Prenda Apertar as cintas excessivamente
as extremidades superiores das pode danificar os retentores dos
cintas no guidão (uma no lado garfos.
direito e outra no lado esquer-
Figura ilustrativa do), próximo ao garfo.
7. Trave as cintas para que não
Siga as instruções abaixo ao trans- NOTA se soltem durante o percurso.
portar a motocicleta num cami- Certifique-se de que as cintas de 8. Use outra cinta de fixação para
nhão ou carreta. fixação não fiquem em contato evitar que a traseira da moto-
com os cabos de controle, care- cicleta se movimente.
1. Use uma rampa para colocar
nagem ou fiação elétrica.
a motocicleta no veículo de
transporte.
2. Feche o registro de combustí-
vel e engrene a transmissão.
3. Mantenha a motocicleta na
posição vertical, usando cintas
de fixação apropriadas.

ATENÇÃO
Não use cordas. Elas podem se
soltar durante o transporte, cau-
sando a queda da motocicleta.
8-2 TRANSPORTE
NOTA
! CUIDADO Danos causados pelo uso de tais
Não transporte a motocicleta dispositivos ou de outros equipa-
deitada. Isso poderá danificá-la, mentos não recomendados pela
além de causar vazamento de Honda não serão cobertos pela
combustível, o que é muito peri- garantia.
goso.

NOTA
A Honda não se responsabiliza
pelo frete, estadia do condutor ou Figura ilustrativa
veículo, por danos causados du-
rante improvisos emergenciais, Reboque
nem pelo transporte da motoci- Não utilize dispositivos de rebo-
cleta para assistência técnica de- que que apóiam a roda traseira no
vido à pane que impeça a loco- solo nem reboque a motocicleta
moção ou execução das revisões com corda cambão ou cabo de
estipuladas no Plano de Manu- aço. Caso contrário, a transmissão,
tenção Preventiva. suspensão dianteira, coluna de di-
reção e chassi serão danificados.
PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 9-1
A Honda, sempre empenhada em NOTA Baterias usadas: devem ser le-
melhorar o futuro do planeta, Não queime, enterre ou guarde vadas a uma concessionária au-
gostaria de compartilhar este os pneus em áreas descobertas. torizada Honda para destinação
compromisso com você, nosso adequada em atendimento à
cliente. Resolução CONAMA no 257, de
Fios, cabos elétricos e cabos de 30/06/99.
Para garantir uma relação har- aço usados: não os reutilize
moniosa entre sua motocicleta e Peças plásticas e metálicas: leve-
após a substituição. Eles repre-
o meio ambiente, observe os pon- as até uma concessionária autori-
sentam um perigo em potencial zada Honda para reciclagem para
tos abaixo: para o motociclista. Leve-os até
Manutenção preventiva: pre- evitar o acúmulo de lixo nas gran-
uma concessionária autorizada des cidades.
serva e valoriza o produto, além Honda para reciclagem.
de trazer grandes benefícios ao Modificações: evite modificações,
Fluidos de freio e embreagem, tais como substituição do escapa-
meio ambiente.
solução da bateria: mento e regulagens de carbura-
Óleo do motor: troque nos in- dor, diferentes das especificadas
tervalos especificados neste ma- para este modelo, ou qualquer
nual. Encaminhe o óleo usado ! CUIDADO outra modificação que vise alterar
para postos de troca ou concessio- Devido a suas características o desempenho do motor. Além de
nária autorizada Honda mais ácidas, essas substâncias podem infringir o Novo Código Nacional
próxima. danificar a pintura da motoci- de Trânsito, elas contribuem para
Produtos perigosos: não devem cleta, além de representar sé- o aumento da poluição sonora e
ser jogados em esgoto comum. rio risco de contaminação do do ar.
Pneus usados: leve-os até uma solo e da água, quando derra- Seguindo estas recomendações,
concessionária autorizada Honda madas. Manuseie-as com mui- você estará ajudando a preservar
para reciclagem em atendimen- to cuidado. a natureza, em benefício de todos.
to à Resolução CONAMA no 258,
de 26/08/99.
9-2 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Economia de combustível Maneira de pilotar Condições externas
O consumo de combustível será O consumo de combustível será
As condições da motocicleta, ma-
menor se a motocicleta for pilo- menor se a motocicleta for pilo-
neira de pilotar e condições ex- tada em rodovias planas e de boa
ternas afetam o consumo de com- tada de forma moderada. Acele-
rações rápidas, manobras brus- estrutura, ao nível do mar, sem
bustível.
cas e frenagens severas aumen- passageiro ou bagagem, e com
Os cuidados com o amaciamento tam o consumo. temperatura ambiente modera-
durante os primeiros quilômetros da. Roupas e capacete sob medi-
de uso também contribuem para Sempre utilize as marchas ade-
quadas, de acordo com a veloci- da também contribuem para a
este desempenho. economia de combustível.
dade, e acelere suavemente. Ten-
Condições da motocicleta te manter a motocicleta em velo- O consumo será sempre maior
Para máxima economia de com- cidade constante, sempre que o com o motor frio. Porém, não há
bustível, mantenha a motocicle- tráfego permitir. necessidade de deixá-lo em mar-
ta em perfeitas condições de uso cha lenta por um longo período
e use somente combustível de boa para aquecê-lo. A motocicleta po-
qualidade. derá ser pilotada aproximada-
mente 1 minuto após ligar o mo-
Utilize somente peças originais
tor, independente da temperatu-
Honda e efetue todos os serviços
ra externa. O motor se aquecerá
de manutenção necessários nos
mais rapidamente e a economia
intervalos especificados, princi-
de combustível será maior.
palmente a regulagem do car-
burador e verificação do sistema
de escapamento.
Verifique freqüentemente a pres-
são e o desgaste dos pneus. O
uso de pneus desgastados ou com
pressão incorreta aumenta o con-
sumo de combustível.
PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE 9-3
Nível de ruídos Ruídos NOTA
Sua motocicleta é propulsionada Não remova nenhum elemento
Este veículo está em conformida-
por um motor alternativo e muitas de fixação e use somente peças
de com a legislação vigente de originais Honda para evitar ruí-
controle da poluição sonora para peças móveis são utilizadas no
processo de fabricação. O meca- dos desagradáveis.
veículos automotores (Resolução
CONAMA no 2 de 11/02/1993, nismo possui tolerâncias de fabri-
complementada pela Resolução cação que seguem rigorosamen-
no 268 de 19/09/2000). te as normas de engenharia e con-
trole de qualidade da fábrica.
Limite máximo de ruído para fis-
calização de veículo em circula- Dependendo da variação dessas
ção: tolerâncias, alguns motores po-
dem apresentar ruídos caracterís-
82,7 dB (A) a 4.125 rpm ticos diferentes dos motores de
motocicletas de mesma cilindrada.
(medido a 0,5 m de distância do Essa variação geralmente é per-
escapamento, conforme NBR-9714) cebida com a alteração térmica
do motor e é considerada absolu-
tamente normal.
9-4 PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Programa de controle de NOTA Controle de emissões
poluição do ar n Siga rigorosamente o Plano de
Para assegurar a conformidade de
Manutenção Preventiva, recor-
O processo de combustão produz rendo sempre a uma concessio- sua motocicleta com os requisitos
monóxido de carbono, óxidos de legais, confirme se os níveis de CO
nária autorizada Honda.
nitrogênio e hidrocarbonetos, e HC atendem aos valores reco-
n Observe rigorosamente as re- mendados em marcha lenta, como
entre outros elementos. O con- comendações e especificações
trole de hidrocarbonetos e óxi- indicado abaixo (Art. 16 da Reso-
técnicas contidas neste manual. lução CONAMA no 297/02):
dos de nitrogênio é muito impor- Além de usufruir sempre do me-
tante, pois, sob certas condições, lhor desempenho de sua Honda, Regime de marcha lenta:
eles reagem para formar fumaça você estará contribuindo para a 1.500 ± 100 rpm
e névoa fotoquímica, quando ex- preservação do meio ambiente. (na temperatura normal
postos à luz solar. de funcionamento)
O monóxido de carbono não rea-
ge da mesma forma, entretanto é Valores recomendados de CO
tóxico. (monóxido de carbono):
As motocicletas Honda possuem 1,5 ± 0,3%
sistemas de admissão, alimenta- (em marcha lenta)
ção de combustível e escapamen- Valores recomendados de HC
to ajustados para reduzir as emis- (hidrocarbonetos):
sões desses elementos. Abaixo de 430 ppm
(em marcha lenta)
NOTA
Use somente peças originais. Elas Este veículo atende ao Progra-
são imprescindíveis para o funcio- ma de Controle da Poluição do
namento correto desses sistemas. Ar por Motociclos e Veículos
Similares – PROMOT, estabele-
cido pela Resolução CONAMA
n o 297 de 26/02/2002 e no 342
de 25/09/2003.
ESPECIFICAÇÕES 10-1

DIMENSÕES
Comprimento total 1.982 mm
Largura total 736 mm
Altura total 1.059 mm
Distância entre eixos 1.297 mm
Distância mínima do solo 173 mm
Altura do assento 781 mm

PESO
Peso seco 108,9 kg

CAPACIDADES
Óleo do motor 0,9 litro (após drenagem)
1,1 litro (após desmontagem do motor)
Tanque de combustível 13,5 litros
Reserva de combustível 2,0 litros (aproximadamente)
Óleo da suspensão dianteira 75,5 cm3
Capacidade Piloto e um passageiro
Capacidade máxima de carga 155 kg
10-2 ESPECIFICAÇÕES

MOTOR
Tipo 4 tempos, arrefecido a ar, OHV, monocilíndrico
Disposição do cilindro Inclinado 15° em relação à vertical
Diâmetro e curso 56,5 x 49,5 mm
Cilindrada 124,1 cm3
Relação de compressão 9,5:1
Potência máxima 12,5 cv a 8.250 rpm
Torque máximo 1,02 kgf.m a 7.000 rpm
Vela de ignição NGK DPR8EA-9
NGK DPR9EA-9 (Opcional)
Folga dos eletrodos 0,8 – 0,9 mm
Folga das válvulas (motor frio) Adm/Esc: 0,08 mm
Rotação de marcha lenta 1.500 ± 100 rpm

CHASSI/SUSPENSÃO
Cáster/trail 26°30’/89 mm
Pneu dianteiro (medida) 2,75 – 18 M/C 42P
(marca/modelo) PIRELLI/CITY DEMON
Pneu traseiro (medida) 90/90 – 18 M/C 57P
(marca/modelo) PIRELLI/CITY DEMON
Suspensão dianteira (tipo/curso) Garfo telescópico/115 mm
Suspensão traseira (tipo/curso) Braço oscilante/82 mm
Freios dianteiro e traseiro (tipo) A tambor (sapatas de expansão interna)
ESPECIFICAÇÕES 10-3

TRANSMISSÃO
Tipo 5 velocidades constantemente engrenadas
Embreagem Multidisco em banho de óleo
Redução primária 3,333
Redução final 3,142
Relação de transmissão I 2,769
II 1,882
III 1,400
IV 1,130
V 0,960
Sistema de mudança de marcha Operado pelo pé esquerdo

SISTEMA ELÉTRICO
Bateria 12 V – 4 Ah
Sistema de ignição CDI (Ignição por descarga capacitiva)
Alternador 0,088 kW/5.000 rpm
Fusível principal 10 A
Fusível secundário 7A
SISTEMA DE ILUMINAÇÃO
Lâmpada do farol (alto/baixo) 12 V – 35/35 W
Lâmpada da lanterna traseira/luz do freio 12 V – 21/5 W
Lâmpadas das sinaleiras 12 V – 16 W x 4
Lâmpadas dos instrumentos 12 V–2Wx2
Indicador do ponto morto 12 V–3W
Indicador das sinaleiras 12 V–3W
Indicador do farol alto 12 V–3W
10-4 ESPECIFICAÇÕES

ATENÇÃO
Não tente remover a placa de
identificação, pois ela é auto-
destrutiva (resolução CONTRAN
no 024/98).

1 2

Identificação da Placa de identificação do ano


de fabricação (3)
motocicleta
Esta placa, colada no lado direi-
A identificação oficial de sua mo- to do chassi, perto da coluna de
tocicleta é feita por meio do nú- direção sob o tanque de combus-
mero de série do chassi (1), grava- tível, identifica o ano de fabrica-
do no lado direito da coluna de ção de sua motocicleta.
direção, e número de série do
motor (2), gravado no lado esquer- Tenha cuidado para não danificá-
do do motor. Esses números devem la.
ser usados como referência para
solicitação de peças de reposição.
Anote-os nos espaços abaixo.
o
N de série do chassi

o
N de série do motor
Manual Básico de Segurança no Trânsito

1. Normas Gerais de Circulação ........................................................................................... 2

2. Infração e Penalidade ....................................................................................................... 7

3. Renovação da Carteira Nacional de Habilitação .............................................................. 8

4. Direção Defensiva ............................................................................................................ 9

5. Noções de Primeiros Socorros no Trânsito ........................................................................ 28

6. Conceitos e Definições Legais ........................................................................................... 44

7. Sinalização ....................................................................................................................... 49
 Manual Básico de Segurança no Trânsito

1. Normas Gerais de Circulação  Certificar-se de que há combustível suficiente para


percorrer o percurso desejado.
Detalhadas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em mais
de 40 artigos, as Normas Gerais de Circulação e Conduta Quem tem a preferência?
merecem atenção especial de todos os usuários da via. Atenção aqui. Em vias nas quais não há
Algumas dessas normas podem ser aplicadas com o simples sinalização específica, tem a preferência:
uso do bom senso ou da boa educação. Entre essas destacamos  Quem estiver transitando pela
as que advertem os usuários quanto a atos que possam cons- rodovia, quando apenas um fluxo
tituir riscos ou obstáculos para o trânsito de veículos, pessoas for proveniente de auto-estrada;
e animais, além de danos à propriedade pública ou privada.  Quem estiver circulando uma rota-
Entretanto, bom senso apenas não é suficiente para o restante tória; e
das normas. A maior parte delas exige do usuário o conhecimen-  Quem vier pela direita do condutor,
to da legislação específica e a disposição de se pautar por ela. nos demais casos.
Resumo das normas Fácil, não? Mas lembre-se: em vias com
mais de uma pista, os veículos mais lentos
Nas páginas que seguem, procuramos apresentar de for- têm a preferência de uso da faixa da di-
ma condensada um apanhado das principais normas de reita. Já a faixa da esquerda é reservada
circulação, agrupando-as segundo temas de interesse para para ultrapassagens e para os veículos
mais fácil fixação. de maior velocidade.
Seguir corretamente as determinações implica um processo de Mas as regras de preferência não param por aí. Também
aprendizagem e permanente reaprendizagem. Dê uma boa têm prioridade de deslocamento os veículos destinados a
leitura e procure memorizar o que lhe parecer mais importante. socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fis-
Mas guarde este Manual para referência futura. Quando o calização de trânsito e as ambulâncias, bem como veículos
assunto é trânsito, confiar só na memória pode custar caro. precedidos de batedores. E a prioridade se estende também
Vamos começar pelas recomendações mais gerais e obri- ao estacionamento e parada desses veículos.
gatórias. Mas há algumas coisas a observar. Para poder exercer a
Deveres do condutor preferência, é preciso que os dispositivos de alarme sonoro e
iluminação vermelha intermitente — indicativos de urgência
 Ter pleno domínio de seu veículo a todo momento,
— estejam acionados. Se for esse o caso:
dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à
 Deixe livre a passagem à sua esquerda. Desloque-se à
segurança do trânsito;
direita e até mesmo pare, se necessário. Vidas podem
 Verificar a existência e as boas condições de funciona-
estar em jogo;
mento dos equipamentos de uso obrigatório;
Manual Básico de Segurança no Trânsito 
 Se Você for pedestre, aguarde no passeio ao ouvir o Ultrapassagens
alarme sonoro. Só atravesse a rua quando o veículo Aqui chegamos a um ponto
já tiver passado por ali. realmente delicado. As ultrapas-
sagens são uma das principais
! Cuidado causas de acidentes e precisam
ser realizadas com toda a pru-
Veículos de prestadores de serviços de utilidade pública dência e segundo procedimentos
(companhias de água, luz, esgoto, telefone, etc.) regulamentares.
também têm prioridade de parada e estacionamento no Algumas regras básicas:
local em que estiverem trabalhando. Mas o local deve
1. Ultrapasse sempre pela es-
estar sinalizado, segundo as normas do CONTRAN.
querda e apenas nos trechos
permitidos.
Na maior parte das vezes, a 2. Nunca ultrapasse no acosta-
circulação de veículos pelas mento das estradas. Esse espaço é destinado a paradas
vias públicas deve ser feita e saídas de emergência.
pelo lado direito. 3. Se outro veículo o estiver ultrapassando ou tiver sinalizado
seu desejo de fazê-Io, dê a preferência. Aguarde sua vez.
4. Certifique-se de que a faixa da esquerda está livre, e de
Mas às vezes é preciso que há espaço suficiente para a manobra.
deslocar-se lateralmente, 5. Sinalize sempre com antecedência sua intenção de ultra-
para trocar de pista ou fa- passar. Ligue a seta ou faça os gestos convencionais de
zer uma conversão à direita braço.
ou à esquerda. Nesse caso,
6. Guarde distância em relação a quem está ultrapassan-
sinalize com bastante ante-
do. Nada de “tirar fininho”. Deixe um espaço lateral de
cedência sua intenção.
segurança.
Para virar à direita, por
7. Sinalize de volta, antes de voltar à faixa da direita.
exemplo, faça uso das
setas e aproxime-se tanto 8. Se Você está sendo ultrapassado, mantenha constante
quanto possível da margem direita da via enquanto reduz sua velocidade. Se estiver na faixa da esquerda, venha
gradualmente sua velocidade. para a da direita, sinalizando corretamente.
Na hora de ultrapassar, também é preciso tomar alguns 9. Ao ultrapassar um ônibus que esteja parado, reduza a ve-
cuidados. Vejamos. locidade e preste muita atenção. Passageiros poderão estar
desembarcando ou correndo para tomar a condução.
 Manual Básico de Segurança no Trânsito
 Lanternas: sob chuva forte, neblina, cerração ou à noite,
! Cuidado quando o veículo estiver parado para embarque ou
Os veículos pesados devem, quando circulam em fila, desembarque, carga ou descarga.
permitir espaço suficiente entre si para que outros veículos  Pisca-alerta: em imobilizações ou em situação de emer-
os possam ultrapassar por etapas. Tenha em mente que gência.
os veículos mais pesados são responsáveis pela seguran-  Luz de placa: durante a noite, em circulação.
ça dos mais leves; os motorizados, pela segurança dos
não motorizados; e todos, pela proteção dos pedestres. ! Cuidado
Veículos de transporte coletivo regular de passageiros,
Proibido ultrapassar quando circulam em faixas especiais, devem manter
A menos que haja sinalização específica as luzes baixas acesas de dia e de noite. Isso se aplica
permitindo a manobra, jamais ultrapasse também aos ciclos motorizados, em qualquer situação.
nas seguintes situações:
1. Sobre pontes ou viadutos. Pode buzinar?
2. Em travessias de pedestres. Pode. Mas só “de leve”. Em ‘toques breves’, como diz o Código.
3. Nas passagens de nível. Assim mesmo, só se deve buzinar nas seguintes situações:
4. Nos cruzamentos ou em sua proximidade.  Para fazer as advertências necessárias a fim de evitar
5. Em trechos sinuosos ou em aclives sem visibilidade sufi- acidentes;
ciente.  Fora das áreas urbanas, para advertir outro condutor
6. Nas áreas de perímetro urbano das rodovias. de sua intenção de ultrapassá-lo.
Uso de luzes e faróis Olho no velocímetro
O uso das luzes do veículo deve ter em conta o seguinte: Diz o ditado que quem tem pressa vai devagar. Mas quando
 Luz baixa: durante a noite e no interior de túneis sem a pressa é mesmo grande todo o mundo quer correr além
iluminação pública durante o dia. da conta.
 Luz alta: nas vias não iluminadas, exceto ao cruzar com Cuidado! A velocidade é outro grande fator de risco de
outro veículo ou ao segui-lo. acidentes de trânsito. Além disso, determina, em proporção
direta, a gravidade das ocorrências.
 Luz alta e baixa: (intermitente) por curto período de
tempo, com o objetivo de advertir outros usuários da via Alguns motoristas acreditam que a velocidades mais altas
de sua intenção de ultrapassar o veículo que vai à frente, podem se livrar com mais facilidade de algumas situações
ou sinalizar quanto à existência de risco à segurança de difíceis no trânsito. E que trafegar devagar demais é mais
perigoso que andar depressa.
quem vem em sentido contrário.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 
Mas não é assim. Reduzir a velocidade é o primeiro procedi- No mais, use o bom senso. Não fique “empacando” os
mento a se tomar na tentativa de evitar acidentes. outros sem causa justificada, transitando a velocidades
A velocidade máxima permitida para cada via é indicada por incomumentes baixas.
meio de placas. Onde não existir sinalização, vale o seguinte: E para reduzir sua velocidade, sinalize com antecedência. Evi-
Em vias urbanas: te freadas bruscas, a não ser em caso de emergência. Reduza
a velocidade sempre que se aproximar de um cruzamento
 80 km/h nas vias de trânsito rápido;
ou em áreas de perímetro urbano nas rodovias.
 60 km/h nas vias arteriais;
 40 km/h nas vias Parar e estacionar
coletoras; Vamos ao básico: pare sempre fora da pista. Se, numa
 30 km/h nas vias locais. emergência, tiver que parar o veículo no leito viário, provi-
dencie a imediata sinalização. Em locais de estacionamento
Em rodovias: proibido, a parada deve ser suficiente apenas para embarque
 110 km/h para automóveis e e desembarque de passageiros. E só nos casos em que o pro-
camionetas; cedimento não interfira com o fluxo de veículos ou pedestres.
 90 km/h para ônibus e O desembarque de passageiros deve se dar sempre pelo lado
microônibus; da calçada, exceto para o condutor do veículo.
 80 km/h para os demais Para carga e descarga, o veículo deve ser mantido paralelo
veículos. à pista, junto ao meio-fio, de preferência nos estaciona-
mentos.
! Cuidado
Para estradas não pavimentadas, a velocidade máxima ! Cuidado
é de 60km/h. Ao parar o veículo, certifique-se de que isso não constitui
risco para os ocupantes e demais usuários da via.
O motorista consciente, porém, mais do que observar a
sinalização e os limites de velocidade, deve regular sua Veículos de tração animal
própria velocidade — dentro desses limites — segundo Devem ser conduzidos pela pista
as condições de segurança da via, do veículo e da carga, da direita, junto ao meio-fio ou
adaptando-se também às condições meteorológicas e à acostamento, sempre que não
intensidade do trânsito. houver faixa especial para tal fim,
Faça isso e Você estará sempre seguro. E livre de multas por e conforme normas de circulação
excesso de velocidade. ditadas pelo órgão de trânsito.
 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Duas rodas A bicicleta tem preferência sobre os veículos motorizados.
Motociclistas e pilotos de ciclomotores e motonetas devem Mas o ciclista também precisa tomar seus cuidados. Deve
seguir algumas regras básicas: trajar roupas claras e sinalizar com antecedência todos os
 Usar sempre o capacete, com viseira ou óculos protetores;
seus movimentos.
 Segurar o guidom com as duas mãos;
Siga o exemplo dos ciclistas profissionais, que geralmente
levam esses aspectos a sério.
 Usar vestuário de proteção, conforme as especificações
do Contran. Segurança
Isso vale também para os passageiros. Para dicas mais precisas sobre como evitar
acidentes, consulte o capítulo Direção
! Cuidado defensiva. Mas nunca é demais
reprisar algumas dicas básicas:
É proibido trafegar de motocicleta nas vias de maior 1. Crianças menores de 10 anos
velocidade. O motociclista deve se manter sempre na devem estar sempre no banco de
faixa da direita, de preferência no centro da faixa. trás e devidamente atadas por cintos de segurança. Crianças
Andar de moto sobre calçadas nem pensar. menores de 3 anos devem estar em assentos especiais.
2. O uso de cinto de segurança é obrigatório em todas as
Parar e estacionar vias do território nacional.
Motocicletas e outros veículos motorizados de duas rodas 3. Veículos que não se desloquem sobre pneus não podem
devem ser estacionados perpendicularmente à guia da circular em vias públicas pavimentadas, salvo em casos
calçada. A não ser que haja sinalização específica determi- especiais e com a devida autorização.
nando outra coisa. Bem, agora Você já tem uma boa idéia do que apresenta
Bicicletas o Código de Trânsito Brasileiro em termos de normas de
circulação. Se houver dúvida na interpretação ou no enten-
O ideal é mesmo a ciclovia. Mas dimento de algum termo, consulte o capítulo 6 Conceitos e
onde não existir, o ciclista deve tran- definições legais. O ideal é que Você procure ler o Código
sitar na pista de rolamento, em seu em sua totalidade. Informação nunca é demais.
bordo direito, e no mesmo sentido
do fluxo de veículos.
A autoridade de trânsito pode au-
! Atenção
torizar a circulação de bicicletas em O Código de Trânsito Brasileiro é disponível no site
sentido contrário ao do fluxo dos do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) –
veículos, desde que em trecho dotado www.denatran.gov.br, item Legislação –
de ciclofaixa. Código de Trânsito Brasileiro.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 

2. Infração e Penalidade Por exemplo, dirigir com velocidade superior à máxima


permitida, em mais de 20%, em rodovias, tem como con-
Quando um motorista não cumpre qualquer item da legis- seqüência, além das penalidades (multa e suspensão do
lação de trânsito, ele está cometendo uma infração e fica direito de dirigir), também o recolhimento do documento
sujeito às penalidades previstas na lei. de habilitação (medida administrativa).
As infrações de trânsito normalmente geram também riscos Valores e pontuação de multas
de acidentes. Por exemplo: não respeitar o sinal vermelho
num cruzamento pode causar uma colisão entre veículos ou Gravidade Valor R$ Pontos
atropelamento de pedestres ou de ciclistas. Leve 53,20 3
As infrações de trânsito são classificadas, pela sua gravidade, Média 85,13 4
em LEVES, MÉDIAS, GRAVES e GRAVÍSSIMAS.
Grave 127,69 5
Penalidades e medidas administrativas
Gravíssima 191,54 7
Toda infração é passível de uma penalidade. Uma multa, por Posição em maio/2005
exemplo. Algumas infrações, além da penalidade, podem ter
uma conseqüência administrativa, ou seja, o agente de trânsito Se você atingir 20 pontos, terá a Carteira Nacional de Habilita-
deve adotar “medidas administrativas”, cujo objetivo é impedir ção suspensa, de um mês a um ano, a critério da autoridade de
que o condutor continue dirigindo em condições irregulares. trânsito. Para contagem dos pontos, é considerada a soma das
infrações cometidas no último ano, a contar regressivamente
As medidas administrativas são: da data da última penalidade recebida. Para algumas infra-
 Retenção do veículo; ções, em razão da sua gravidade e conseqüências, a multa
 Remoção do veículo; pode ser multiplicada por três ou até mesmo por cinco.
 Recolhimento do documento de habilitação (Carteira Na-
Recursos
cional de Habilitação – CNH ou Permissão para Dirigir);
Após uma infração ser registrada pelo órgão de trânsito, a
 Recolhimento do certificado de licenciamento;
NOTIFICAÇÃO DA AUTUAÇÃO é encaminhada ao endereço
 Transbordo do excesso de carga.
do proprietário do veículo. A partir daí, o proprietário pode
As penalidades são as seguintes: indicar o condutor que dirigia o veículo e também encaminhar
 Advertência por escrito; defesa ao órgão de trânsito. A partir da NOTIFICAÇÃO DA
 Multa; PENALIDADE, o proprietário do veículo pode recorrer à Junta
 Suspensão do direito de dirigir;
Administrativa de Recursos de Infrações – JARI. Caso o recurso
seja indeferido, pode ainda recorrer ao Conselho Estadual de
 Apreensão do veículo;
Trânsito – CETRAN (no caso do Distrito Federal ao CONTRAN-
 Cassação do documento de habilitação; DIFE) e, em alguns casos específicos, ao CONTRAN, para
 Freqüência obrigatória em curso de reciclagem. avaliação do recurso em última instância administrativa.
 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Crime de trânsito
Infringir as
3. Renovação da Carteira
Classificam-se as infrações des- Nacional de Habilitação
critas no Código de Trânsito Bra- leis de trânsito
sileiro em administrativas, civis também é um O artigo 150 do Código de Trânsito Brasileiro exige que todo
e penais. As infrações penais, fator de risco condutor que não tenha curso de direção defensiva e primei-
resultantes de ação delituosa, de acidente! ros socorros deve a eles ser submetido, cabendo ao Conselho
estão sujeitas às regras gerais Nacional de Trânsito – CONTRAN a sua regulamentação. Por
do Código Penal e seu proces- meio da resolução CONTRAN nº 168, de 14 de dezembro
samento é feito pelo Código de de 2004, em vigor a partir de 19 de junho de 2005, foram
Processo Penal. O infrator, além das penalidades impostas estabelecidos os currículos, a carga horária e a forma de
administrativamente pela autoridade de trânsito, é submetido cumprimento ao disposto no referido artigo 150. Há três
a processo judicial criminal. Julgado culpado, a pena pode formas possíveis de cumprimento ao disposto na lei:
ser prestação de serviços à comunidade, multa, suspensão
do direito de dirigir e até detenção.  Realização do Curso com presença em sala de aula
Casos mais freqüentes compreendem dirigir sem habilitação, O condutor deve participar de curso oferecido pelo órgão
alcoolizado ou trafegar em velocidade incompatível com a executivo de trânsito dos Estados ou do Distrito Federal (De-
segurança da via, nas proximidades de escolas, gerando tran), ou por entidades por ele credenciadas, obrigando-se a
perigo de dano, cuja pena pode ser detenção de seis meses freqüentar de forma integral 15 horas de aula, sendo 10 horas
a um ano, além de eventual ajuizamento de ação civil para relativas a direção defensiva e 5 horas relativas a primeiros
reparar prejuízos causados a terceiros. socorros. O fornecimento do certificado de participação com
a freqüência de comparecimento a 100% das aulas pode ser
suficiente para o cumprimento da exigência legal.
! Atenção  Realização de Curso à Distância – modalidade Ensino
à Distância (EAD)
Este texto está disponível no site
www.denatran.gov.br, item Material Educativo. Curso oferecido pelo órgão executivo de trânsito dos Esta-
dos ou do Distrito Federal (Detran) ou por entidades espe-
cializadas por ele credenciadas, conforme regulamentação
específica, homologada pelo Denatran, com os requisitos
mínimos estabelecidos no anexo IV da resolução 168.
 Validação de estudo – forma autodidata
O condutor poderá estudar só, por meio de material didá-
tico com os conteúdos de direção defensiva e de primeiros
socorros.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 
Os condutores que participem de curso à distância ou que 4. Direção Defensiva
estudem na forma autodidata devem se submeter a um
exame a ser realizado pelo órgão executivo de trânsito dos Introdução
Estados ou do Distrito Federal (Detran), com prova de 30
questões, sendo exigido o aproveitamento de no mínimo Educando com valores
70% para aprovação. O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras ativi-
dades humanas, quatro princípios são importantes para o
Os condutores que já tenham realizado cursos de direção relacionamento e a convivência social no trânsito.
defensiva e de primeiros socorros, em órgãos ou instituições O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do qual
oficialmente reconhecidas, podem aproveitar esses cursos, derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes fundamen-
desde que apresentem a documentação comprobatória. tais para o convívio social democrático, como o respeito mútuo
e o repúdio às discriminações de qualquer espécie, atitude
necessária à promoção da justiça.
! Atenção O segundo princípio é a igualdade de di-
Textos sobre Direção defensiva e Primeiros socorros reitos. Todos têm a possibilidade de exercer Trânsito
no trânsito podem ser obtidos no site do a cidadania plenamente e, para isso, é ne- seguro é
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran): cessário ter eqüidade, isto é, a necessidade um direito
www.denatran.gov.br, item Material Educativo. de considerar as diferenças das pessoas de todos!
para garantir a igualdade que, por sua
vez, fundamenta a solidariedade.
Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização
da sociedade para organizar-se em torno dos problemas do
trânsito e de suas conseqüências.
Finalmente, o princípio da co-responsabilidade pela vida
social, que diz respeito à formação de atitudes e a aprender a
valorizar comportamentos necessários à segurança no trânsito,
à efetivação do direito de mobilidade em favor de todos os
cidadãos e a exigir dos governantes ações de melhoria dos
espaços públicos.
10 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Comportamentos expressam princípios e valores que a socie-  Prejuízos financeiros, por perda de renda e afastamento do
dade constrói e referenda e que cada pessoa toma para si e trabalho;
leva para o trânsito. Os valores, por sua vez, expressam as  Constrangimentos legais, por inquéritos policiais e
contradições e conflitos entre os segmentos sociais e mesmo pro­cessos judiciais, que podem exigir o pagamento de
entre os papéis que cada pessoa desempenha. Ser “veloz”, indenizações e até mesmo a prisão dos responsáveis.
“esperto”, “levar vantagem” ou “ter o automóvel como sta-
tus”, são valores presentes em parte da sociedade. Mas são Custa caro para a sociedade brasileira pagar os prejuízos dos
insustentáveis do ponto de vista das necessidades da vida acidentes: são estimados em R$ 10 bilhões/ano, valor esse
coletiva, da saúde e do direito de todos. É preciso mudar. que poderia ser aproveitado, por exemplo, na construção
Mudar comportamentos para uma vida coletiva com qualidade de milhares de casas populares para melhorar a vida de
e respeito exige uma tomada de consciência das questões em muitos brasileiros.
jogo no convívio social, portanto, na convivência no trânsito. É a Por isso, é fundamental a capacitação dos motoristas para
escolha dos princípios e dos valores que irá levar a um trânsito o comportamento seguro no trânsito, atendendo à diretriz
mais humano, harmonioso, seguro e justo. da “preservação da vida, da saúde e do meio ambiente” da
Riscos, perigos e acidentes Política Nacional de Trânsito.
Em tudo o que fazemos há uma dose de risco: seja no traba- Esta é uma excelente oportunidade que você tem para ler
lho, quando consertamos alguma coisa em casa, brincando, com atenção este material didático e conhecer e aprender
dançando, praticando um esporte ou mesmo transitando como evitar situações de perigo no trânsito, diminuindo as
pelas ruas da cidade. possibilidades de acidentes.
Quando uma situação de risco não é percebida, ou quando Estude-o bem. Aprender os conceitos de Direção Defensiva
uma pessoa não consegue visualizar o perigo, aumentam as vai ser bom para você, para seus familiares, para seus amigos
chances de acontecer um acidente. e também para o País.
Os acidentes de trânsito resultam em
Acidente
danos aos veículos e suas cargas e ge-
ram lesões em pessoas. Nem é preciso não acontece
dizer que eles são sempre ruins para por acaso,
todos. Mas você pode ajudar a evitá- por obra do
los e colaborar para diminuir: destino ou
 O sofrimento de muitas pessoas, por azar!
causado por mortes e ferimentos,
inclusive com seqüelas* físicas
e/ou mentais, muitas vezes irreparáveis; (*) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma
doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) – NE.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 11
Direção defensiva O veículo
Direção defensiva ou direção segura é a melhor maneira Seu veículo dispõe de equipamentos e sistemas importantes
de dirigir e de se comportar no trânsito, porque ajuda a para evitar situações de perigo que podem levar a aciden-
preservar a vida, a saúde e o meio ambiente. Mas, o que é tes, como freios, suspensão, sistema de direção, iluminação,
a direção defensiva? É a forma de dirigir que permite a Você pneus e outros.
reconhecer antecipadamente as situações de perigo e prever Outros equipamentos são destinados a diminuir os impactos
o que pode acontecer com Você, com seus acompanhantes, causados em caso de acidente, como cinto de segurança,
com o seu veículo e com os outros usuários da via. “air-bag” e carroçaria.
Para isso, Você precisa aprender os conceitos de direção Manter esses equipamentos em boas condições é importante
defensiva e usar esse conhecimento com eficiência. Diri- para que eles cumpram suas funções.
gir sempre com atenção, para poder prever o que fazer
com antecedência e tomar as decisões certas para evitar Manutenção periódica e preventiva
acidentes. Todos os sistemas e componentes
A primeira coisa a aprender é que acidente não acontece do seu veículo se desgastam O hábito da
por acaso, por obra do destino ou por azar. Na grande com o uso. O desgaste de um manutenção
maioria dos acidentes, o fator humano está presente, ou componente pode prejudicar preventiva e
seja, cabe aos condutores e aos pedestres uma boa dose de o funcionamento de outros e periódica gera
responsabilidade. Toda ocorrência trágica, quando previsível, comprometer sua segurança. Isso
economia e
é evitável. pode ser evitado, observando a
vida útil e a durabilidade defi- evita acidentes
Os riscos e os perigos a que estamos sujeitos no trânsito
estão relacionados com: nida pelos fabricantes para os de trânsito!
 Os veículos;
Atravessar a componentes, dentro de certas
rua na faixa condições de uso.
 Os condutores;
é um direito Para manter seu veículo em condições seguras, crie o hábito
 As vias de trânsito;
do pedestre. de fazer periodicamente a manutenção preventiva. Ela é
 O ambiente; fundamental para minimizar o risco de acidentes de trânsito.
Respeite-o!
 O comportamento das Respeite os prazos e as orientações do manual de instruções
pessoas. do veículo e, sempre que necessário, consulte profissionais
habilitados. Uma manutenção feita em dia evita quebras,
Vamos examinar separadamente os principais riscos e custos com consertos e, principalmente, acidentes.
perigos.
12 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Funcionamento do veículo Pneus
Você pode observar o funcionamento de seu veículo seja pelas Os pneus têm três funções importantes: impulsionar, frear e
indicações do painel ou por uma inspeção visual simples: manter a dirigibilidade do veículo. Confira sempre:
 Combustível: veja se o indicado no painel é suficiente  Calibragem: siga as reco-
para chegar ao destino; mendações do fabricante do A estabilidade
 Nível de óleo do freio, do motor e da direção hidráulica: veículo, observando a situa- do veículo
observe os respectivos reservatórios, conforme o manual ção de carga (vazio e carga também está
de instruções do veículo; máxima). Pneus murchos relacionada com
 Nível de óleo do sistema de transmissão (câmbio): para
têm sua vida útil diminuída, a calibragem
veículos com transmissão automática, veja o nível do prejudicam a estabilidade, correta dos
reservatório. Nos demais veículos, procure vazamentos aumentam o consumo de
combustível e reduzem a pneus!
sob o veículo;
aderência ao piso com água.
 Água do radiador: nos veículos refrigerados a água,
veja o nível do reservatório de água;  Desgaste: o pneu deve ter sulcos de, no mínimo, 1,6 mi-
límetro de profundidade. A função dos sulcos é permitir
 Água do sistema limpador de pára-brisa: verifique o
o escoamento da água para garantir perfeita aderência
reservatório de água; ao piso e a segurança, em caso de piso molhado.
 Palhetas do limpador de pára-brisa: troque, se estiverem
 Deformações na carcaça: veja se os pneus não têm
ressecadas; bolhas ou cortes. Essas deformações podem causar um
 Desembaçadores dianteiro e traseiro: verifique se estão estouro ou uma rápida perda de pressão.
funcionando corretamente;  Dimensões irregulares: não use pneus de modelo ou
 Funcionamento dos faróis: verifique visualmente se todos dimensões diferentes das recomendadas pelo fabrican-
estão acendendo (luzes baixa e alta); te, para não reduzir a estabilidade e desgastar outros
 Regulagem dos faróis: faça por meio de profissionais componentes da suspensão.
habilitados; Você pode identificar outros problemas de pneus com facilida-
 Lanternas dianteiras e traseiras, luzes indicativas de de. Vibrações do volante indicam possíveis problemas com o
direção, luz de freio e luz de ré: inspeção visual. balanceamento das rodas. Veículo “puxando” para um dos la-
dos indica um possível problema com a calibragem dos pneus
ou com o alinhamento da direção. Tudo isso pode reduzir a
estabilidade e a capacidade de frenagem do veículo.
Não se esqueça de que todas essas recomendações também
se aplicam ao pneu sobressalente (estepe), nos veículos em
que ele é exigido.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 13
Cinto de segurança Transporte as crianças menores de 10 anos apenas no
O cinto de segurança existe para limitar banco traseiro, acomodadas em dispositivo de retenção
a movimentação dos ocupantes de um afixado ao cinto de segurança, adequado a sua estatura,
veículo, em caso de acidente ou numa peso e idade.
freada brusca. Nesses casos, o cinto Alguns veículos não possuem banco traseiro. Excepcional-
impede que as pessoas se choquem com mente, e só nesses casos, Você pode transportar crianças
as partes internas do veículo ou sejam menores de 10 anos no banco dianteiro, utilizando o
lançadas para fora dele, reduzindo as- cinto de segurança. Dependendo da idade, elas devem ser
sim a gravidade das possíveis lesões. Por acomodadas em cadeiras apropriadas, com a utilização
isso, os cintos de segurança devem estar do cinto de segurança. Se o veículo tiver “air-bag” para o
em boas condições de conservação e passageiro, é recomendável que Você o desligue enquanto
todos os ocupantes devem usá-los, in- estiver transportando crianças nessa situação.
clusive os passageiros do banco traseiro, O cinto de segurança é de utilização individual. Transportar
mesmo gestantes* e crianças. criança no colo, ambos com o mesmo cinto, pode acarretar
Faça sempre inspeção dos cintos: lesões graves e até a morte da criança.
 Veja se os cintos não têm cortes, para não se romperem As pessoas, em geral, não têm a noção exata do significado
numa emergência; do impacto de uma colisão no trânsito. Saiba que, segundo
 Confira se não existem dobras que impeçam a perfeita as leis da física, colidir com um poste ou com um objeto fixo
elasticidade; semelhante, a 80 quilômetros por hora, é o mesmo que cair
 Teste o travamento para ver se estão funcionando per- de um prédio de 9 andares.
feitamente;
 Verifique se os cintos do banco traseiro estão disponíveis Suspensão
para utilização dos ocupantes. A finalidade da suspensão e dos amortecedores é manter
Uso correto do cinto: a estabilidade do veículo. Quando gastos, podem causar a
 Ajuste-o firmemente ao corpo, sem deixar folgas; perda de controle do veículo e seu capotamento, especial-
 A faixa inferior deve ficar abaixo do abdome, sobretudo mente em curvas e nas frenagens. Verifique periodicamente
para as gestantes; o estado de conservação e o funcionamento deles, usando
 A faixa transversal deve vir sobre o ombro, atravessando como base o manual do fabricante e levando o veículo a
o peito, sem tocar o pescoço; pessoal especializado.
 Não use presilhas. Elas anulam os efeitos do cinto de
segurança. Direção
A direção é um dos mais importantes componentes de segu-
(*) Ver no site www.abramet.org.br o item Consensos e Diretrizes,
trabalho “Uso do cinto de segurança durante a gravidez” – NE.
rança do veículo, um dos responsáveis pela dirigibilidade.
14 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Folgas no sistema de direção fazem o veículo “puxar” para um Freios
dos lados, podendo levar o condutor a perder seu controle. O sistema de freios desgasta-se com o uso e tem sua eficiên­
Ao frear, esses defeitos são aumentados. Você deve verificar cia reduzida. Freios gastos exigem maiores distâncias para
periodicamente o funcionamento correto da direção e fazer frear com segurança e podem causar acidentes.
as revisões preventivas nos prazos previstos no manual do Os principais componentes do sistema de freios são: sistema
fabricante, com pessoal especializado. hidráulico, fluido, discos e pastilhas ou lonas, dependendo
Sistema de iluminação do tipo de veículo. Veja as principais razões de perda de
eficiência e como inspecionar:
O sistema de iluminação de seu veículo é fundamental, tanto Para frear com
 Nível de fluido baixo: é só
para Você ver bem seu trajeto como para ser visto por todos segurança,
os outros usuários da via e, assim, garantir a segurança no observar o nível do reser-
vatório; é preciso
trânsito. Sem iluminação, ou com iluminação deficiente, Você
pode ser causa de colisão e de outros acidentes. Confira e  Vazamento de fluido: obser- estar atento.
evite as principais ocorrências: ve a existência de manchas Mantenha
 Faróis queimados, em mau
Ver e ser no piso sob o veículo; distância segura
esta­do de conservação ou desa- visto por  Disco e pastilhas gastos: e freios em
linhados: reduzem a visibilidade todos torna o verifique com profissional bom estado!
panorâmica e você não conse- trânsito mais habilitado;
gue ver tudo o que deveria; seguro!  Lonas gastas: verifique com profissional habilitado.
 Lanternas de posição queimadas
ou com defeito, à noite ou em Quando Você atravessa locais encharcados ou com poças de
ambientes escurecidos (chuva, penumbra): compro- água, utilizando veículo com freios a lona, pode ocorrer a per-
metem o reconhecimento do seu veículo pelos demais da de eficiência momentânea do sistema de freios. Observando
usuários da via; as condições do trânsito no local, reduza a velocidade e pise no
 Luzes de freio queimadas ou em mau funcionamento (à
pedal de freio algumas vezes para voltar à normalidade.
noite ou de dia): Você freia e isso não é sinalizado aos Nos veículos dotados de sistema ABS (central eletrônica
outros motoristas. Eles vão ter menos tempo e distância que recebe sinais provenientes das rodas e que gerencia
para frear com segurança; a pressão no cilindro e no comando dos freios, evitando o
 Luzes indicadoras de direção (pisca-pisca) queimadas bloqueio das rodas), verifique, no painel, a luz indicativa de
ou em mau funcionamento: impedem que os outros problemas no funcionamento.
motoristas compreendam sua manobra e isso pode Ao dirigir, evite freadas bruscas e desnecessárias, que des-
causar acidentes. gastam mais rapidamente os componentes do sistema de
Verifique periodicamente o estado e o funcionamento das freios. É só dirigir com atenção, observando a sinalização,
lanternas. a legislação e as condições do trânsito.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 15
O condutor Uso correto dos
retrovisores
Como evitar desgaste físico relacio-
nado à maneira de sentar e dirigir Quanto mais Você vê o
que acontece a sua volta
A posição correta ao dirigir evita des- enquanto dirige, maior
gaste físico e contribui para evitar situa- a possibilidade de evitar
ções de perigo. Siga as orientações: situações de perigo.
 Dirija com os braços e pernas ligei­
Nos veículos com retro-
ramente dobrados, evitando tensões;
visor interno, sente-se na
 Apóie bem o corpo no assento e
posição correta e ajuste-o numa posição que dê a Você uma
no encosto do banco, o mais próximo visão ampla do vidro traseiro. Não coloque bagagens ou obje-
possível de um ângulo de 90 graus; tos que impeçam sua visão por meio do retrovisor interno.
 Ajuste o encosto de cabeça de acordo com a altura dos
ocupantes do veículo, de preferência na altura dos olhos; Os retrovisores externos, esquerdo e direito, devem ser ajus-
 Segure o volante com as duas mãos, como os ponteiros do
tados de maneira que Você, sentado na posição de direção,
relógio na posição de 9 horas e 15 minutos. Assim você vê veja o limite traseiro do seu veículo e com isso reduza a
melhor o painel, acessa melhor os comandos do veículo e possibilidade de “pontos cegos” ou sem alcance visual. Se
nos veículos com “air-bag” não impede seu funcionamento; não conseguir eliminar esses “pontos cegos”, antes de iniciar
uma manobra, movimente a cabeça ou o corpo para encon-
 Procure manter os calcanhares apoiados no assoalho
trar outros ângulos de visão pelos espelhos externos, ou por
do veículo e evite apoiar os pés nos pedais, quando não
meio da visão lateral. Fique atento também aos ruídos dos
os estiver usando;
motores dos outros veículos e só faça a manobra se estiver
 Utilize calçados que fiquem bem fixos a seus pés, para
seguro de que não irá causar acidentes.
poder acionar os pedais rapidamente e com segurança;
 Coloque o cinto de segurança, e de maneira que ele se O problema da concentração: telefones, rádios e outros
ajuste firmemente a seu corpo. A faixa inferior deve passar mecanismos que diminuem sua atenção ao dirigir
pela região do abdome e a Como tomamos decisões no trânsito?
faixa transversal, sobre o pei-
A posição correta Muitas das coisas que fazemos no trânsito são automáticas,
to, e não sobre o pescoço;
 Fique em posição que permita
ao dirigir produz feitas sem que pensemos nelas. Depois que aprendemos a
ver bem as informações do menos desgaste dirigir, não mais pensamos em todas as coisas que temos que
painel e verifique sempre o físico e aumenta fazer ao volante. Esse automatismo acontece após repetirmos
funcionamento de sistemas a sua segurança! muitas vezes os mesmos movimentos ou procedimentos.
importantes, como, por exem- Isso, no entanto, esconde um problema que está na base
plo, a temperatura do motor. de muitos acidentes. Em condições normais, nosso cérebro
16 Manual Básico de Segurança no Trânsito
leva alguns décimos de segundo para registrar as imagens Outros fatores que reduzem a concentração, apesar de
que enxergamos. Isso significa que, por mais atento que Você muitos não perceberem isso, são:
esteja ao dirigir um veículo, vão existir, num breve espaço de  Usar o telefone celular ao dirigir, mesmo que seja pelo
tempo, situações que você não consegue observar. viva-voz;
Os veículos em movimento mudam constantemente de po-  Assistir televisão a bordo ao dirigir;
sição. Por exemplo, a 80 quilômetros por hora, um veículo  Ouvir aparelho de som em volume que não permita
percorre 22 metros em um único segundo. Se acontecer uma ouvir os sons do seu próprio veículo e dos demais;
emergência, entre perceber o problema, tomar a decisão de  Transportar animais soltos e desacompanhados no
frear, acionar o pedal e o veículo parar totalmente, serão ne-
interior do veículo;
cessários, pelo menos, 44 metros. Se você estiver pouco con-
 Transportar no interior do veículo objetos que possam
centrado ou não puder se concentrar totalmente na direção,
seu tempo normal de reação vai aumentar, transformando se deslocar durante o percurso.
os riscos do trânsito em perigos no trânsito. Ao dirigir, não conseguimos manter a atenção concentrada
Alguns dos fatores que diminuem a sua concentração e durante todo o tempo. Constantemente somos levados a
retardam os reflexos são: pensar em outras coisas, sejam elas importantes ou não.
 Consumir bebida alcóolica; Concentração Force a sua concentração no ato de dirigir, acostumando-se
 Usar drogas; e reflexos a observar sempre e alternadamente:
 Usar medicamento que mo- diminuem muito  As informações no painel do veículo, como velocidade,
difica o comportamento, de com o uso de combustível e sinais luminosos;
acordo com seu médico;
álcool e drogas.  Os espelhos retrovisores;
 Ter participado, recentemen-
Acontece o  A movimentação de outros
te, de discussões fortes com
familiares, no trabalho, ou mesmo se você veículos a sua frente, a sua
por qualquer outro motivo; não dormir ou traseira ou nas laterais;
 Ficar muito tempo sem dor-  A movimentação dos pedes-
dormir mal!
mir, dormir pouco ou dormir tres, em especial nas proxi-
mal; midades dos cruzamentos;
 Ingerir alimentos muito pesados, que acarretam sono-  A posição de suas mãos ao
lência. volante.
Ingerir bebida alcoólica ou usar drogas, além de reduzir a con-
centração, afeta a coordenação motora, muda o comportamen-
to e diminui o desempenho, limitando a percepção de situações
de perigo e reduzindo a capacidade de ação e reação.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 17
O constante aperfeiçoamento Todas as nossas  É obrigatório o uso Motocicletas são como
O ato de dirigir apresenta riscos e atividades de viseiras ou ócu- os demais veículos:
pode gerar graves conseqüências, exigem los de proteção; devem respeitar os
tanto físicas como financeiras. Por aperfeiçoamento  É proibido transpor­
limites de velocidade,
isso, dirigir exige aperfeiçoamento e atualização. tar crianças meno-
manter distância segura,
e atualização constantes, para a res de 7 anos;
melhoria do desempenho e dos Viver é ultrapassar apenas pela
 É obrigatório manter
resultados. um eterno o farol aceso quan- esquerda e não circular
Você dirige um veículo que exige aprendizado! do em circulação, entre veículos!
conhecimento e habilidade, passa de dia ou à noite;
por lugares diversos e complexos, nem sempre  As ultrapassagens
conhecidos, nos quais também circulam outros veículos, pesso- devem ser feitas sempre pela esquerda;
as e animais. Por isso, você tem muita responsabilidade sobre
 A velocidade deve ser compatível com as condições
tudo o que faz ao volante. É muito importante para você conhe-
cer as regras de trânsito, a técnica de dirigir com segurança e e circunstâncias do momento, respeitando os limites
saber como agir em situações de risco. Procure sempre revisar fixados pela regulamentação da via;
e aperfeiçoar seus conhecimentos sobre tudo isso.  Não circule entre faixas de tráfego;
 Condutor e passageiro devem vestir roupas claras;
Dirigindo ciclomotores e motocicletas
 Solicite ao “carona” que movimente o corpo da mesma
Um grande número de motociclistas precisa alterar urgente- maneira que você, condutor, para garantir a estabilidade
mente sua forma de dirigir. Mudar constantemente de faixa,
nas curvas;
ultrapassar pela direita, circular em velocidades incompatíveis
com a segurança, circular entre veículos em movimento e sem  Segure o guidom com as duas mãos.
guardar distância segura têm resultado num preocupante Regras de segurança para ciclomotores
aumento do número de acidentes, envolvendo motocicletas
 O condutor de ciclomotor (veículo de duas ou três rodas,
em todo o País. São muitas mortes e ferimentos graves que
causam invalidez permanente e que poderiam ser evitados, motorizado, até 50 centímetros cúbicos) deve dirigir
simplesmente com uma direção mais segura. Se você dirige pela direita da pista de rolamento, preferencialmente
uma motocicleta ou um ciclomotor, pense nisso e não deixe no centro da faixa mais à direita ou no bordo direito
de seguir as orientações abaixo. da pista, sempre que não houver acostamento ou faixa
própria a ele destinada;
Regras de segurança para condutores de motocicletas
 É proibida a circulação de ciclomotores nas vias de
e ciclomotores
trânsito rápido e sobre as calçadas das vias urbanas.
 É obrigatório o uso de capacete de segurança para o
condutor e o passageiro;
18 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Via de trânsito Quanto maior a velocidade, mais sentimos essa força. Ela
pode chegar ao ponto de tirar o veículo de controle, provocan-
do um capotamento ou a travessia na pista, com colisão com
outros veículos ou atropelamento de pedestres e ciclistas.
A velocidade máxima permitida numa curva leva em con-
sideração aspectos geométricos de construção da via. Para
sua segurança e conforto, acredite na sinalização e adote
os seguintes procedimentos:
Via pública é a superfície por onde transitam veículos, pessoas  Diminua a velocidade, com antecedência, usando o
e animais, compreendendo a pista, a calçada, o acostamen- freio e, se necessário, reduza a marcha antes de entrar
to, a ilha e o canteiro central. Podem ser urbanas ou rurais na curva e de iniciar o movimento do volante;
(estradas ou rodovias). Cada via tem suas características, que  Comece a fazer a curva com movimentos suaves e
devem ser observadas para diminuir os riscos de acidentes. contínuos no volante, acelerando gradativamente e
respeitando a velocidade máxima permitida. À medida
Fixação da velocidade que a curva for terminando, retorne o volante à posição
Você tem a obrigação de dirigir numa velocidade compatível inicial, também com movimentos suaves;
com as condições da via, respeitando os limites de velocidade  Procure fazer a curva movimentando o menos que puder
estabelecidos. o volante, evitando movimentos bruscos e oscilações na
Embora os limites de velocidade sejam os que estão nas placas direção.
de sinalização, há determinadas circunstâncias momentâneas
nas condições da via — tráfego, condições do tempo, obstácu- Declives
los, aglomeração de pessoas — que exigem que Você reduza a Você percebe que à frente há um de-
velocidade e redobre sua atenção, para dirigir com segurança. clive acentuado: antes que a descida
Quanto maior a velocidade, maior é o risco e mais graves são comece, teste os freios e mantenha
os acidentes e maior a possibilidade de morte no trânsito. o câmbio engatado numa marcha
O tempo que se ganha utilizando uma velocidade mais reduzida durante a descida.
elevada não compensa os riscos e o estresse. Por exemplo, a Nunca desça com o veículo
80 quilômetros por hora Você percorre uma distância de 50 desengrenado. Porque, em
quilômetros, em 37 minutos, e a 100 quilômetros por hora Você caso de necessidade, Você
vai demorar 30 minutos para percorrer a mesma distância. não vai ter a força do motor para ajudar a parar, ou a
reduzir a velocidade, e os freios podem não ser suficientes.
Curvas Não desligue o motor nas descidas. Com ele desligado,
Ao fazer uma curva, sentimos o efeito da força centrífuga, os freios não funcionam adequadamente, e o veículo pode
a força que nos “joga” para fora da curva e exige um certo atingir velocidades descontroladas. Além disso, a direção
esforço para não deixar o veículo sair da trajetória. pode travar se Você desligar o motor.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 19
Ultrapassagem Estreitamento de pista
Onde houver sinalização Qualquer estreitamento de
proibindo a ultrapassagem, pista aumenta riscos. Pontes
não ultrapasse. A sinalização estreitas ou sem acostamen-
é a representação da lei e foi im- to, obras, desmoronamento
plantada por pessoal técnico, que de barreiras, presença de
já calculou que naquele trecho não objetos na pista, por exemplo,
é possível a ultrapassagem, porque provocam estreitamentos.
há perigo de acidente. Nos trechos onde Assim que você enxergar a sinalização
houver sinalização permitindo a ultrapassa- ou perceber o estreitamento, redobre sua atenção, reduza a
gem, ou onde não houver qualquer tipo de sinalização, só velocidade e a marcha e, quando for possível a passagem de
ultrapasse se a faixa do sentido contrário de fluxo estiver livre
apenas um veículo por vez, aguarde o momento oportuno,
e, mesmo assim, só tome a decisão considerando a potência
alternando a passagem com os outros veículos que vêm em
do seu veículo e a velocidade do veículo que vai à frente.
sentido oposto.
Nas subidas, só ultrapasse quando estiver disponível a terceira
faixa, destinada a veículos lentos. Não existindo essa faixa, siga Acostamento
as mesmas orientações anteriores, mas considere que a potên- É uma parte da via, mas diferenciada da pista de rolamen-
cia exigida do seu veículo vai ser maior que na pista plana. to, destinada à parada ou ao estacionamento de veículos
Para ultrapassar, acione a seta para a esquerda, mude de em situação de emergência, à circulação de pedestres e
faixa a uma distância segura do veículo à sua frente e só de bicicletas, neste último caso, quando não houver local
retorne à faixa normal de tráfego quando puder ver o veículo apropriado.
ultrapassado pelo retrovisor.
É proibido trafegar
Nos declives, as velocidades de todos os veículos são muito
maiores. Para ultrapassar, tome cuidado adicional com a com veículos auto-
velocidade necessária para a ultrapassagem. Lembre-se motores no acosta-
que Você não pode exceder a mento, pois isso pode
velocidade máxima permitida Não tenha pressa. causar acidentes com
naquele trecho da via. Aguarde outros veículos para-
uma condição dos ou atropelamen-
Outros veículos podem querer
tos de pedestres ou ciclistas.
ultrapassá-lo. Não dificulte a permitida e
ultrapassagem, mantenha a segura para fazer Pode ocorrer em trechos da via um desnivelamento do acos-
velocidade do seu veículo, ou a ultrapassagem! tamento em relação à pista de rolamento, um “degrau” entre
até mesmo reduza-a ligeira- um e outro. Nesse caso, você deve redobrar sua atenção.
mente.
20 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Concentre-se no alinhamento da via É proibido Fique sempre atento ao estado do pavimento da via e procure
e permaneça a uma distância segura adequar sua velocidade a essa situação. Evite mudanças
do seu limite, evitando que as rodas e perigoso abruptas de velocidade e frenagens bruscas, que tornam
caiam no acostamento e isso possa trafegar pelo mais difícil o controle do veículo nessas condições.
causar um descontrole do veículo. acostamento.
Sinalização
Se precisar parar no acostamento, Ele se destina
procure um local onde não haja A sinalização é um sistema de comunicação para ajudar
a paradas de você a dirigir com segurança. As várias formas de sinalização
desnível ou ele seja reduzido. Se emergência e mostram o que é permitido e o que é proibido fazer, advertem
for extremamente necessário parar, ao tráfego de sobre perigos na via e também indicam direções a seguir e
primeiro reduza a velocidade, o pontos de interesse. A sinalização é projetada com base na
pedestres e
mais suavemente possível, para não engenharia e no comportamento humano, independentemente
causar acidente com os veículos que ciclistas!
das habilidades individuais do condutor e do estado particular
vêm atrás, e sinalize com a seta. de conservação do veículo. Por essa razão, você deve respeitar
Após parar o veículo, sinalize com o sempre a sinalização e adequar seu comportamento aos limites
triângulo de segurança e o pisca-alerta. de seu veículo. Veja, a respeito, o capítulo 7 deste Manual.
Condições do piso da pista de rolamento Calçadas ou passeios públicos
Ondulações, buracos, elevações, inclinações ou alterações As calçadas ou passeios públicos são de uso exclusivo de
do tipo de piso podem desestabilizar o veículo e provocar a pedestres e só podem ser utilizados pelos veículos para
perda do controle dele. Passar por buracos, depressões ou acesso a lotes ou garagens.
lombadas pode causar desequilíbrio em seu veículo, danificar Mesmo nesses casos, o tráfego de As calçadas
componentes ou ainda fazer você perder a dirigibilidade. veículos sobre a calçada deve ser feito ou passeios
Ainda você pode agravar o problema se usar incorretamente com muito cuidado, para não ocasio- públicos são
os freios ou se fizer um movimento brusco com a direção. nar atropelamento de pedestres.
Ao perceber antecipadamente essas ocorrências na pista, redu- espaços do
A parada ou estacionamento de veícu-
za a velocidade, usando os freios. Mas evite acioná-los durante los sobre as calçadas retira o espaço pedestre!
a passagem por buracos, depressões e lombadas, porque isso próprio do pedestre, levando-o a
vai aumentar o desequilíbrio de todo o conjunto do veículo. transitar na pista de rolamento, na
qual evidentemente corre o perigo de ser atropelado.
Trechos escorregadios
Por essa razão, é proibida a circulação, parada ou estacio-
O atrito do pneu com o solo é reduzido pela presença de namento de veículos automotores nas calçadas.
água, óleo, barro, areia, outros líquidos ou materiais na Você também deve ficar atento em vias sem calçadas, ou
pista, e essa perda de aderência pode causar derrapagens quando elas estiverem em construção ou deterioradas, o que
e descontrole do veículo. força o pedestre a caminhar na pista de rolamento.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 21
Árvores e vegetação  Se houver a placa PARE no seu sentido de direção, Você
Árvores e vegetação nos cantei- deve parar, observar se é possível atravessar e só aí
ros centrais de avenidas ou nas movimentar o veículo;
calçadas podem esconder as  Numa rotatória, a preferência de passagem é do veículo
placas de sinalização. Por não que nela já estiver circulando;
ver essas placas, os motoristas  Havendo sinalização por semáforo, o condutor deve
podem ser induzidos a fazer fazer a passagem sob a luz verde. Sob a luz amarela,
manobras que trazem perigo Você deve reduzir a marcha e parar. Sob a luz amarela,
de colisões entre veículos ou Você só deve fazer a travessia se já tiver entrado no
de atropelamento de pedestres e de ciclistas. cruzamento ou se essa condição for a mais segura para
Ao notar árvores ou vegetação que podem encobrir a sinali- impedir que o veículo que vem atrás colida com o seu.
zação, redobre sua atenção, até reduzindo a velocidade, para Nos cruzamentos com semáforos, você deve observar apenas
identificar restrições de circulação e com isso evitar acidentes. o foco de luz que controla o tráfego da via em que você está e
aguardar o sinal verde antes de movimentar seu veículo, mes-
Cruzamentos de vias mo que outros veículos, a seu lado, se movimentem antes.
Em um cruzamento, a circulação de veículos e de pessoas
se altera a todo instante. Quanto mais movimentado, mais
conflito há entre veículos, pedestres e ciclistas, aumentando
os riscos de colisões e atropelamentos.
É muito comum, também, a presença de equipamentos como
“orelhões”, postes, lixeiras, banca de jornais e até mesmo
cavaletes com propaganda nas esquinas, reduzindo ainda
mais a percepção dos movimentos de pessoas e veículos.
Assim, ao se aproximar de um cruza- Cruzamentos
mento, independentemente de existir são áreas
algum tipo de sinalização, Você deve
de risco no
redobrar a atenção e reduzir a velo-
cidade do veículo. Lembre-se sempre trânsito.
de algumas regras básicas: Reduza a
 Se não houver sinalização, a pre- velocidade
ferência de passagem é do veículo e respeite a
que se aproxima do cruzamento sinalização!
pela direita;
22 Manual Básico de Segurança no Trânsito
O ambiente Aquaplanagem ou hidroplanagem Piso molhado
Algumas condições climáticas e naturais afetam as condi- Com água na pista, pode ocorrer a reduz a
ções de segurança do trânsito. Sob essas condições, você aquaplanagem, que é a perda da ade- aderência
deve adotar atitudes que garantam a sua segurança e a dos rência do pneu com o solo. É quando
o veículo flutua na água e você perde dos pneus.
demais usuários da via. Velocidade
totalmente o controle dele. A aquapla-
Chuva nagem pode acontecer com qualquer reduzida e
A chuva reduz a visibilidade de todos, tipo de veículo e em qualquer piso. pneus em bom
deixa a pista molhada e escorregadia Para evitar essa situação de perigo, estado evitam
e pode criar poças de água se o piso Você deve observar com atenção a acidentes!
da pista for irregular, não tiver incli- presença de poças de água sobre a
nação favorável ao escoamento de pista, mesmo não havendo chuva,
água ou se estiver com buracos. e reduzir a velocidade utilizando os
É bom ficar alerta desde o início da chuva, quando a pista, geral- freios, antes de entrar na região empoçada. Na chuva, aumen-
mente, fica mais escorregadia, devido à presença de óleo, areia ou ta a possibilidade de perda de aderência. Nesse caso, reduza
outras impurezas. E tomar ainda mais cuidado no caso de chuvas a velocidade e aumente a distância do veículo a sua frente.
intensas, quando a visibilidade é ainda mais reduzida e a pista é Quando o veículo estiver sobre poças de água, não é re-
recoberta por uma lâmina de água, podendo aparecer mais poças. comendável a utilização dos freios. Segure a direção com
Nessa situação, redobre sua atenção, acione a luz baixa do força para manter o controle de seu veículo. O estado de
farol, aumente a distância do veículo a sua frente e reduza a conservação dos pneus e a profundidade de seus sulcos são
velocidade até sentir conforto e segurança. Evite pisar no freio igualmente importantes para evitar a perda de aderência.
de maneira brusca, para não travar as rodas e não deixar o Neblina ou cerração
veículo derrapar pela perda de aderência. Se o seu veículo
tem freio ABS (que não deixa travar as rodas), aplique força Sob neblina ou cerração, Você deve Sob neblina,
no pedal, mantendo-o pressionado até seu controle total. No imediatamente acender a luz baixa reduza a
do farol (e o farol de neblina, se tiver),
caso de chuva de granizo (chuva de pedra), o melhor a fazer velocidade
aumentar a distância do veículo a sua
é parar o veículo em local seguro e aguardar o fim da chuva. frente e reduzir a velocidade, até sentir e use a luz
Ela não dura muito nessas circunstâncias. Ter os limpadores mais segurança e conforto. Não use o baixa do
de pára-brisa sempre em bom estado e o desembaçador e o farol alto porque ele reflete a luz nas farol!
sistema de sinalização do veículo funcionando perfeitamente partículas de água, reduzindo ainda
aumenta as suas condições de segurança e seu conforto nessas mais a visibilidade.
ocasiões. O estado de conservação dos pneus e a profundidade
Lembre-se de que nessas condições o pavimento fica úmido
dos seus sulcos são muito importantes para evitar a perda de
e escorregadio, reduzindo a aderência dos pneus.
aderência sob a chuva.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 23
Caso sinta muita dificuldade em continuar trafegando, pare em não pare o veículo na pista, já que, com a falta de visibilidade,
local seguro, como um posto de abastecimento. Em virtude da os outros motoristas podem não vê-lo parado na pista.
pouca visibilidade sob neblina, geralmente não é seguro parar
no acostamento. Use o acostamento somente em caso extremo Condição da luz
e de emergência e utilize, nesses casos, o pisca-alerta. A falta ou o excesso de luminosidade pode aumentar os
riscos no trânsito. Ver e ser visto é uma regra básica para a
Vento direção segura. Confira como agir:
Ventos muito fortes, ao  Farol alto ou farol baixo Mantenha
atingirem seu veículo desregulado os faróis
em movimento, podem A luz baixa do farol deve ser uti-
deslocá-lo, ocasionan- lizada obrigatoriamente à noite, regulados
do a perda de estabi- mesmo em vias com iluminação e utilize-os
lidade e o descontrole, que pública. A iluminação do veículo de forma
podem ser causa de colisões com à noite, ou em situações de es- correta.
outros veículos ou ainda de capotamentos. curidão, sob chuva ou em túneis, Torne o
Há trechos de rodovias onde são freqüentes os ventos fortes. permite aos outros condutores trânsito
Acostume-se a observar o movimento da vegetação às margens e especialmente aos pedestres
e aos ciclistas observarem com seguro em
da via. É uma boa orientação para identificar a força do vento.
Em alguns casos, esses trechos encontram- se sinalizados. antecedência o movimento dos qualquer
Notando movimentos fortes da vegetação ou vendo a sina- veículos e, com isso, se protege- lugar ou
lização correspondente, reduza a velocidade para não ser rem melhor. circunstância!
surpreendido e para manter a estabilidade. Usar o farol alto ou o farol baixo
Os ventos também podem ser gerados pelo deslocamento de ar desregulado ao cruzar com outro
de outros veículos maiores em velocidade, no mesmo sentido ou veículo pode ofuscar a visão do outro motorista. Por isso,
no sentido contrário de tráfego ou ainda na saída de túneis. A mantenha sempre os faróis regulados e, ao cruzar com
velocidade deve ser reduzida, adequando-se a marcha do motor outro veículo, acione com antecedência a luz baixa.
para diminuir a probabilidade de desestabilização do veículo. Quando ficamos de frente a um farol alto ou a um farol
desregulado, perdemos momentaneamente a visão
Fumaça proveniente de queimadas (ofuscamento). Nessa situação, procure desviar sua
A fumaça produzida pelas queimadas nos terrenos à margem visão para uma referência na faixa à direita da pista.
da via provoca redução da visibilidade. Além disso, a fuligem Quando a luz do farol do veículo que vem atrás refletir
proveniente da queimada pode reduzir a aderência ao piso. no espelho retrovisor interno, ajuste-o para desviar o
Nos casos de queimadas, redobre sua atenção e reduza a veloci- facho de luz. A maioria dos veículos tem esse dispositivo.
dade. Ligue a luz baixa do farol e, depois que entrar na fumaça, Verifique a respeito o manual de instruções do veículo.
24 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Recomenda-se o uso da luz baixa do veículo nas rodo- Outras regras gerais e importantes
vias durante o dia. No caso dos ciclos motorizados e do
transporte coletivo de passageiros, este último quando Antes de colocar seu veículo
trafegar em faixa própria, o uso da luz baixa do farol é em movimento, verifique
obrigatório durante o dia e a noite. as condições de funciona-
mento dos equipamentos
 Penumbra (ausência de luz)
de uso obrigatório, como cintos
A penumbra (lusco-fusco) é uma ocorrência freqüente na de segurança, encostos de cabeça, ex-
passagem do final da tarde para o início da noite ou do tintor de incêndio, triângulo de segurança, pneu
final da madrugada para o nascer do dia ou, ainda, quando sobressalente, limpador de pára-brisa, sistema de iluminação
o céu está nublado ou chove com intensidade. Sob essas e buzina, além de observar se o combustível é suficiente para
condições, tão importante quanto ver é também ser visto. Ao chegar ao local de destino.
menor sinal de iluminação precária, acenda o farol baixo. Veículos de
Tenha, a todo momento, domínio de
maior porte são
 Inclinação da luz solar seu veículo, dirigindo-o com atenção
No início da manhã ou no final da tarde, a luz do sol “bate e com os cuidados in­dis­pensáveis à responsáveis
na cara”. O sol, devido a sua inclinação, pode causar segurança do trânsito. pela segurança
ofuscamento, reduzindo sua visão. Nem é preciso dizer que Dê preferência de passagem aos ve- dos veículos
isso representa perigo de acidentes. Procure programar sua ículos que se deslocam sobre trilhos, menores!
viagem para evitar essas condições. O ofuscamento pode respeitadas as normas de circulação.
acontecer também pelo reflexo do sol em alguns objetos Ao dirigir um veículo de maior porte, tome todo o cuidado
polidos, como garrafas, latas ou pára-brisas. e seja responsável pela segurança dos veículos menores,
Sob todas essas condições, reduza a velocidade do ve- pelos não motorizados e pela segurança dos pedestres.
ículo, utilize o quebra-sol (pala de proteção interna) ou Reduza a velocidade quando for ultrapassar um veículo de
até mesmo um óculos protetor (óculos de sol), e procure transporte coletivo (ônibus) que esteja parado efetuando
observar uma referência no lado direito da pista. embarque ou desembarque de passageiros.
O ofuscamento também pode acontecer com os motoristas Aguarde uma oportunidade segura e permitida pela sinalização
que vêm em sentido contrário, quando são eles que têm o para fazer uma ultrapassagem, quando estiver dirigindo em vias
sol pela frente. Nesse caso, redobre sua atenção, reduza a com duplo sentido de direção e pista única, e também nos trechos
velocidade para seu maior conforto e segurança e acenda em curvas e em aclives.
o farol baixo para garantir que você seja visto por eles.
Não ultrapasse veículos
Nos cruzamentos com semáforos, o sol, ao incidir sobre
focos luminosos, pode impedir que Você identifique em pontes, viadutos e nas
corretamente a sinalização. Nesse caso, reduza a velo- travessias de pedestres,
cidade e redobre a atenção, até que tenha certeza da exceto se houver sinaliza-
indicação do semáforo. ção que o permita.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 25
Numa rodovia, para fazer uma conversão à esquerda ou um Essas situações ocorrem em horários preestabelecidos,
retorno, aguarde uma oportunidade segura no acostamento. conhecidos como “horários de pico”. São os horários de en-
Nas rodovias sem acostamento, siga a sinalização indicativa trada e saída de trabalhadores e acesso a escolas, sobretudo
de permissão. em pólos geradores de tráfego, como “shopping centers”,
Não freie bruscamente seu veículo, exceto por razões de supermercados, praças esportivas etc.
segurança. Mantenha uma distância segura do veículo à frente. Uma
Não pare seu veículo nos cruzamentos, bloqueando a pas- boa distância permite que você tenha tempo de reagir e
sagem de outros veículos. Nem mesmo se você estiver na via acionar os freios diante de uma situação de emergência e
preferencial e com o semáforo verde para você. haja tempo também para que o veículo, uma vez freado,
Aguarde, antes do cru- pare antes de colidir.
zamento, o trânsito fluir Em condições normais da pista e do clima, o tempo neces-
e vagar um espaço no sário para manter a distância segura é de aproximadamente
trecho de via à frente. dois segundos. Existe uma regra simples — a regra dos dois
segundos — que pode ajudar Você a manter a distância
Use a sinalização de segura do veículo à frente:
advertência (triângulo
de segurança) e o pisca 1. Escolha um ponto fixo à margem da via; Evite
alerta quando precisar 2. Quando o veículo que vai a sua frente pas­ colisões,
parar temporariamen- sar pelo ponto fixo, comece a contar; mantendo
te o veículo na pista de rolamento. 3. Conte dois segundos pausadamente.
Uma maneira fácil é contar seis pala- distância
Em locais onde o estacionamento é proibido, você deve parar vras em seqüência: “cinqüenta e um, segura!
apenas durante o tempo suficiente para o embarque ou desem- cinqüenta e dois”;
barque de passageiros. Isso, desde que a parada não venha a 4. A distância entre o seu veículo e o que
interromper o fluxo de veículos ou a locomoção de pedestres. vai à frente vai ser segura se seu veículo passar pelo ponto
Não abra a porta nem a deixe aberta, sem ter certeza de
que isso não vai trazer perigo para Você ou para os outros fixo após a contagem de dois segundos;
usuários da via. Cuide para que seus passageiros não abram 5. Caso contrário, reduza a velocidade e faça nova conta-
ou deixem abertas as portas do veículo. gem. Repita até
O embarque e o desembarque devem ocorrer sempre do estabelecer a dis-
lado da calçada, exceto no caso do condutor. tância segura.
Mantenha a atenção ao dirigir, mesmo em vias com tráfego Para veículos com
denso e com baixa velocidade, observando atentamente o mais de 6 metros
movimento de veículos, pedestres e ciclistas, tendo em conta de comprimento,
a possibilidade da travessia de pedestres fora da faixa e a ou sob chuva, aumente o
aproximação excessiva de outros veículos, ações que podem tempo de contagem: “cinqüenta e
acarretar acidentes. um, cinqüenta e dois, cinqüenta e três”.
26 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Respeito ao meio ambiente e convívio social A fuligem, que é composta por partículas sólidas e líquidas, fica
suspensa na atmosfera e pode atingir o pulmão das pessoas e
Poluição veicular e sonora agravar quadros alérgicos de asma e bronquite, irritação de na-
A poluição do ar nas cidades é hoje uma das mais graves riz e garganta e facilitar a propagação de infecções gripais.
ameaças à qualidade de vida. Os principais causadores da A poluição sonora provoca muitos efeitos negativos. Os prin-
poluição do ar são os veículos automotores. Os gases que cipais são distúrbios do sono, estresse, perda da capacidade
saem do escapamento contêm monóxido de carbono, óxidos auditiva, surdez, dores de cabeça, distúrbios digestivos, perda
de nitrogênio, hidrocarbonetos, óxidos de enxofre e material de concentração, aumento do batimento cardíaco e alergias.
particulado (fumaça preta).
Preservar o meio ambiente é uma necessidade de toda a
A quantidade desses gases depende do tipo e da qualidade do sociedade, para a qual todos devem contribuir. Alguns pro-
combustível e do tipo e da regulagem do motor. Quanto me- cedimentos contribuem para reduzir a poluição atmosférica
lhor é a queima do combustível ou, melhor dizendo, quanto e a poluição sonora. São eles:
melhor regulado estiver seu veículo, menor será a poluição.
 Regule e faça a manutenção periódica do motor;
A presença desses gases na atmosfera não é só um problema
para cada uma das pessoas, é um problema para toda a  Calibre periodicamente os pneus;
coletividade do planeta.  Não carregue excesso de peso;
O monóxido de carbono não tem  Troque de marcha na rotação correta do motor;
Preservar o
cheiro, nem gosto e é incolor, sendo  Evite reduções constantes de marcha, acelerações brus-
difícil sua identificação pelas pes- meio ambiente cas e freadas excessivas;
soas. Mas é extremamente tóxico é um dever
 Desligue o motor numa parada prolongada;
e causa tonturas, vertigens, altera- de toda a
 Não acelere quando o veículo estiver em ponto morto
ções no sistema nervoso central e sociedade! ou parado no trânsito;
pode ser fatal, em altas doses, em
 Mantenha o escapamento e o silencioso em boas con-
ambientes fechados.
dições;
O dióxido de enxofre, presente na combustão do diesel,
 Faça a manutenção periódica do equipamento destinado
provoca coriza, catarro e danos irreversíveis aos pulmões e
também pode ser fatal, em doses altas. a reduzir os poluentes — catalisador (nos veículos em
que é previsto).
Os hidrocarbonetos, produtos da queima incompleta dos
combustíveis (álcool, gasolina ou diesel), são responsáveis pelo
aumento da incidência de câncer no pulmão, provocam irrita-
ção nos olhos, no nariz, na pele e no aparelho respiratório.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 27
Você e o meio ambiente Você e a relação com o outro
A sujeira jogada na via públi- Na introdução deste capítulo,
ca ou nas margens das rodo- falamos sobre o relacio-
vias estimula a proliferação namento das pessoas no
de insetos e de roedores, o trânsito. Para melhorar o
que favorece a transmissão de convívio e a qualidade de
doenças contagiosas. Outros vida, existem alguns princípios que de­vem ser a base das
materiais jogados no meio nossas relações no trânsito, a saber:
ambiente, como latas e gar-  Dignidade da pessoa humana
rafas plásticas, levam muito Princípio universal do qual derivam os Direitos Humanos
tempo para ser absorvidos e os valores e atitudes fundamentais para o convívio
pela natureza. Custa muito social democrático.
caro para a sociedade manter limpos os espaços públicos e  Igualdade de direitos
recuperar a natureza afetada. Por isso: É a possibilidade de exercer a cidadania plenamente por
meio da eqüidade, isto é, a necessidade de considerar
 Mantenha sempre sacos de lixo no veículo. Não jogue
as diferenças das pessoas para garantir a igualdade,
lixo na via, nos terrenos baldios ou na vegetação à
fundamentando a solidariedade.
margem das rodovias;
 Participação
 Entulhos devem ser transportados para locais próprios. É o princípio que fundamenta a mobilização das pessoas
Não jogue entulho nas vias e suas margens; para se organizarem em torno dos problemas do trânsito
 Em caso de acidente com transporte de produtos perigo- e suas conseqüências para a sociedade.
sos (químicos, inflamáveis, tóxicos), procure isolar a área  Co-responsabilidade pela vida social O respeito à
e impedir que eles atinjam rios, mananciais e flora; Valorizar comportamentos neces- pessoa e a
 Faça a manutenção, conservação e limpeza do veículo sários à segurança no trânsito e à convivência
em local próprio. Não derrame óleo ou descarte mate- efetivação do direito de mobilidade a solidária
riais na via e nos espaços públicos; todos os cidadãos. Tanto o Governo tornam o
 Ao observar situações que agridem a natureza, sujam os quanto a população têm sua parcela trânsito mais
espaços públicos ou que também podem causar riscos de contribuição para um trânsito me- seguro!
para o trânsito, solicite ou colabore com sua remoção lhor e mais seguro. Faça sua parte.
e limpeza;
 O espaço público é de todos, faça sua parte mantendo-o ! Atenção
limpo e conservado. Este texto está disponível no site www.denatran.gov.br,
item Material Educativo.
28 Manual Básico de Segurança no Trânsito

5. Noções de Primeiros Socorros são valores presentes em parte da sociedade. Mas são insus-
tentáveis do ponto de vista das necessidades da vida coletiva,
no Trânsito da saúde e do direito de todos. É preciso mudar.
Introdução Mudar comportamentos para uma vida coletiva com qualida-
de e respeito exige uma tomada de consciência das questões
Educando com valores em jogo no convívio social, portanto, na convivência no trân-
O trânsito é feito pelas pessoas. E, como nas outras ativi- sito. É a escolha dos princípios e dos valores que irá levar a
dades humanas, quatro princípios são importantes para o um trânsito mais humano, harmonioso, seguro e justo.
relacionamento e a convivência social no trânsito.
Riscos, perigos e acidentes
O primeiro deles é a dignidade da pessoa humana, do
qual derivam os Direitos Humanos e os valores e atitudes Em tudo o que fazemos há uma dose de risco: seja no traba-
fundamentais para o convívio social democrático, como o lho, quando consertamos alguma coisa em casa, brincando,
respeito mútuo e o repúdio às discriminações de qualquer dançando, praticando um esporte ou mesmo transitando
espécie, atitude necessária à promoção da justiça. O segundo pelas ruas da cidade.
princípio é a igualdade de direitos. Todos têm a possibilidade Quando uma situação de risco não é percebida, ou quando
de exercer a cidadania plenamente e, para isso, é necessário uma pessoa não consegue visualizar o perigo, aumentam as
ter eqüidade, isto é, a necessidade de considerar as diferen- chances de acontecer um acidente.
ças das pessoas para garantir a igualdade que, por sua vez, Os acidentes de trânsito resultam em danos aos veículos e
fundamenta a solidariedade. suas cargas e geram lesões em pessoas.
Um outro é o da participação, que fundamenta a mobilização Nem é preciso dizer que eles são sempre ruins para todos. Mas
da sociedade para organizar-se em torno dos problemas do você pode ajudar a evitá-los e colaborar para diminuir:
trânsito e de suas conseqüências. Finalmente, o princípio da  O sofrimento de muitas pessoas, causado por mortes e
co-responsabilidade pela vida social, que diz respeito à for- ferimentos, inclusive com seqüelas* físicas e/ou mentais,
mação de atitudes e a aprender a valorizar comportamentos muitas vezes irreparáveis;
necessários à segurança no trânsito, à efetivação do direito  Prejuízos financeiros, por perda de renda e afastamento
de mobilidade em favor de todos os cidadãos e a exigir dos do trabalho;
governantes ações de melhoria dos espaços públicos.
 Constrangimentos legais, por inquéritos policiais e
Comportamentos expressam princípios e valores que a socie- processos judiciais, que podem exigir o pagamento de
dade constrói e referenda e que cada pessoa toma para si e indenizações e ainda a prisão dos responsáveis.
leva para o trânsito. Os valores, por sua vez, expressam as
contradições e conflitos entre os segmentos sociais e mesmo
entre os papéis que cada pessoa desempenha. Ser “veloz”, (*) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma
“esperto”, “levar vantagem” ou “ter o automóvel como status” doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) - NE.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 29
Custa caro para a sociedade brasileira pagar os prejuízos dos feridas, às vezes com lesões irreversíveis e muitas mortes.
acidentes: são estimados em R$ 10 bilhões/ano, valor esse Cada vez se investe mais na prevenção e no atendimento às
que poderia ser aproveitado, por exemplo, na construção vítimas. Mas, por mais que se aparelhem hospitais e pronto-
de milhares de casas populares para melhorar a vida de socorros, ou se criem os Serviços de Resgate e SAMUs (Ser-
muitos brasileiros. Por isso, é fundamental a capacitação viços de Atendimento Móvel de Urgência), sempre vai haver
dos motoristas para o comportamento seguro no trânsito, um tempo até a chegada do atendimento profissional.
atendendo à diretriz da “preservação da vida, da saúde e do E, nesses minutos, muita coisa pode acontecer. Nesse tempo,
meio ambiente” da Política Nacional de Trânsito. as únicas pessoas presentes são as que foram envolvidas no
Acidentes de trânsito podem acontecer com todos. Mas pou- acidente e as que passam pelo local.
cos sabem como agir na hora que eles acontecem. Nessa hora duas coisas são importantes nessas pessoas:
Por isso, para a renovação da Carteira Nacional de Habili- 1. O espírito de solidariedade;
tação, todos os motoristas terão que saber os procedimentos 2. Informações básicas sobre o que fazer e o que não
básicos no caso de um acidente de trânsito. fazer nas situações de acidente.
Assim, este capítulo traz informações básicas que você deve co- São conceitos e técnicas fáceis de aprender que, unidos à
nhecer para atuar com segurança caso ocorra um acidente. vontade e à decisão de ajudar, podem impedir que um aci-
Para isso, ele foi escrito de forma simples e direta, e dispõe dente tenha maiores conseqüências, aumentando bastante
de um espaço para Você anotar informações que podem ser as chances de uma melhor recuperação das vítimas.
úteis por ocasião de um acidente.
Mas, atenção: não é objetivo deste capítulo ensinar pri- O que são Primeiros Socorros?
meiros socorros que necessitem de treinamento. Primeiros Socorros são as primeiras providências tomadas
Medidas de socorro, como respiração boca-a-boca, massa- no local do acidente. É o atendimento inicial e temporário,
gens cardíacas, imobilizações, entre outros procedimentos, até a chegada de um socorro profissional. Quais são essas
exigem treinamento específico, dado por entidades creden- providências?
ciadas. Caso esses aprendizados sejam de seu interesse,  Uma rápida avaliação da vítima;
procure uma dessas entidades.  Aliviar as condições que ameacem a vida ou que possam
agravar o quadro da vítima, com a utilização de técnicas
Importância das noções de primeiros socorros simples;
Se existem os Serviços Profissionais de Socorro, como  Acionar corretamente um serviço de emergência local.
SAMU e Resgate, por que é importante saber fazer algo Simples, não é?
pela vítima de um acidente de trânsito? As técnicas de Primeiros Socorros têm sido divulgadas para
Dirigir faz parte da sua vida. Mas cada vez que você entra num toda a sociedade, em todas as partes do mundo. E agora
veículo surgem riscos de acidentes, riscos a sua vida e a de uma parte delas está disponível para você, neste capítulo.
outras pessoas. São muitos os acidentes de trânsito que acon- Leve as técnicas a sério, elas podem salvar vidas. E não
tecem todos os dias, deixando milhares de vítimas, pessoas há nada no mundo que valha mais que isso.
30 Manual Básico de Segurança no Trânsito
A seqüência das ações de socorro Como manter a calma e controlar a situação?
O que devo fazer primeiro? E depois? Como pedir socorro?
É claro que cada acidente é diferente do outro. E, por isso, Vamos manter a calma?
só se pode falar na melhor forma de socorro quando se sabe Você já viu que manter a calma é a primeira atitude a tomar
quais são as suas características. no caso de um acidente.
Um veículo que está se incendiando, um local perigoso (uma Só que cada pessoa reage de forma diferente, e é claro que é
curva, por exemplo), vítimas presas nas ferragens, a presença de muito difícil ter atitudes racionais e coerentes nessa situação:
cargas tóxicas, etc., tudo isso interfere na forma do socorro. o susto, as perdas materiais, a raiva pelo ocorrido, o pânico
Suas ações também vão ser diferentes caso haja outras pesso- no caso de vítimas, etc. Tudo colabora para que as nossas
as iniciando os socorros, ou mesmo se você estiver ferido. reações sejam intempestivas, mal-pensadas. Mas tenha
Mas a seqüência das ações a serem realizadas vai cuidado, pois ações desesperadas normalmente acabam
sempre ser a mesma: agravando a situação.
1. Manter a calma; Por isso, é fundamental que, antes de agir, Você recobre
2. Garantir a segurança; rapidamente a lucidez, reorganize os pensamentos e se
mantenha calmo.
3. Pedir socorro;
4. Controlar a situação; Mas, como é que se faz para ficar calmo após um
5. Verificar a situação das vítimas; acidente?
6. Realizar algumas ações com as vítimas. Num intervalo de segundos a poucos minutos, é fundamental
que Você siga o seguinte roteiro:
Cada uma dessas ações é detalhada nos próximos itens. 1. Pare e pense! Não faça nada por instinto ou por im-
O importante agora é fixá-las, ter sempre em mente a pulso;
seqüência delas.
2. Respire profundamente, algumas vezes;
E também saber que uma ação pode ser iniciada sem que
3. Veja se Você sofreu ferimentos;
a anterior tenha sido terminada. Você pode, por exemplo,
começar a garantir a segurança sinalizando o local, parar 4. Avalie a gravidade geral do acidente;
para pedir socorro e voltar depois para completar a segu- 5. Conforte os ocupantes do seu veículo;
rança do local. 6. Mantenha a calma. Você precisa dela para controlar
Com calma e bom senso, os primeiros socorros podem evitar a situação e agir.
que as conseqüências do acidente sejam ampliadas.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 31
E como controlar a situação? Como acionar o Socorro?
Alguém já tomou a iniciativa e está à frente das ações? Quanto mais cedo chegar um socorro profissional, melhor
Ótimo! Ofereça-se para ajudar, solidariedade nunca é para as vítimas de um acidente. Solicite um, o mais rápido
demais. possível.
Se ninguém ainda tomou a frente, verifique se entre as Hoje, em grande parte do Brasil, podemos contar com
pessoas presentes há algum médico, bombeiro, policial serviços de atendimento a emergências.
ou outro profissional acostumado a lidar com esse tipo de O chamado Resgate, ligado aos Corpos de Bombeiros, os
emergência. SAMUs, os atendimentos das próprias rodovias ou outros
Se não houver ninguém mais capacitado, assuma o controle e tipos de socorro recebem chamados por telefone, fazem uma
comece as ações. Com calma, Você vai identificar o que é pre- triagem prévia e enviam equipes treinadas em ambulâncias
ciso fazer primeiro, mas tenha sempre em sua mente que: equipadas. No próprio local, após uma primeira avaliação,
 A ação inicial define todo o desenvolvimento do aten- os feridos são atendidos emergencialmente para, em segui-
dimento; da, serem transferidos a hospitais.
 Você precisa identificar os riscos para definir as ações. São serviços gratuitos, que têm, em muitos casos, números
de telefone padronizados em todo o Brasil. Use o seu celular,
Nem toda pessoa está preparada para assumir a liderança o de outra pessoa, os telefones dos acostamentos das rodo-
após um acidente. Esse pode ser o seu caso, mas numa vias, os telefones públicos ou peça para alguém que esteja
emergência Você poderá ter que tomar a frente. Siga as passando pelo local que vá a um telefone ou a um posto
recomendações adiante, para que todos trabalhem de forma rodoviário acionar rapidamente o socorro.
organizada e eficiente, diminuindo o impacto do acidente: A seguir estão listados os telefones de emergência mais
 Mostre decisão e firmeza nas suas ações; comuns.
 Peça ajuda aos outros envolvidos no acidente e aos que
estiverem próximos;
 Distribua tarefas às pessoas ou forme equipes para
executar as tarefas;
 Não perca tempo discutindo;
 Passe as tarefas mais simples, nos locais mais afastados
do acidente, às pessoas que estejam mais desequilibra-
das ou contestadoras;
 Trabalhe muito, não fique só dando ordens;
 Motive todos, elogiando e agradecendo cada ação
realizada.
32 Manual Básico de Segurança no Trânsito

Serviços e Rodovias  Sempre que ocorrer qualquer emergência nas


Quando acionar
telefones rodovias.
Resgate do  Vítimas presas nas ferragens. Polícia Todas as rodovias devem divulgar o número do
Corpo de  Qualquer perigo identificado como fogo, fuma- Rodoviária telefone a ser chamado em caso de emergência.
Bombeiros Federal ou Pode ser da Polícia Rodoviária Federal, Estadual,
ça, faíscas, vazamento de substâncias, gases,
Estadual do serviço de uma concessionária ou do serviço
líquidos, combustíveis ou ainda locais instáveis
público próprio. Esses serviços não possuem
como ribanceiras, muros caídos, valas, etc. Em
193 algumas regiões do País, o Resgate-193 é utili- um número único de telefone, mudam de uma
rodovia a outra.
zado para todo tipo de emergência relacionado
à saúde. Em outras, é utilizado prioritariamente Muitas rodovias dispõem de telefones de emer-
para qualquer emergência em via pública. gência nos acostamentos, geralmente (mas nem
Serviço de sempre) dispostos a cada quilômetro. Nesses
O Resgate pode acionar outros serviços quando Atendimento telefones é só retirar o fone do gancho, aguar-
existirem e se houver necessidade. ao Usuário dar o atendimento e prestar as informações
Procure saber se existe e como funciona o SAU solicitadas pelo atendente.
Resgate em sua região.
O Serviço de Atendimento ao Usuário-SAU é
SAMU  Qualquer tipo de acidente. obrigatório nas rodovias administradas por con-
Serviço de  Mal súbito em via pública ou rodovia. cessionárias. Executa procedimentos de resgate,
Atendimento  O SAMU foi idealizado para atender a qualquer lida com riscos potenciais e rea­liza atendimento
Móvel de tipo de emergência relacionado à saúde, incluindo Serviços às vítimas. Seus telefones geralmente iniciam
Urgência acidentes de trânsito. Pode ser acionado também Rodoviários com 0800. Mantenha sempre atualizado
para socorrer pessoas que passam mal dentro Federais ou o número dos telefones das rodovias que
dos veículos. O SAMU pode acionar o serviço de Estaduais você utiliza. Anote o número da emergência
logo que entrar na estrada. Regrinha eficiente
192 Resgate ou outros, se houver necessidade. Serviços dos para quem utiliza celular é deixar registrado
 Procure saber se existe e como funciona o SAMU municípios no aparelho, pronto para ser usado, o número
em sua região. mais próximos da emergência.
Polícia Militar  Sempre que ocorrer uma emergência em locais
sem serviços próprios de socorro. Telefones Não confie na memória.
variáveis Procure saber como acionar o atendimento nas
190 Acidentes nas localidades que não possuem um
sistema de emergência podem contar com apoio rodovias que você utiliza.
da Polícia Militar local. Esses profissionais, ainda
que sem os equipamentos e materiais necessá-
rios para o atendimento e transporte de uma
vítima, são as únicas opções nesses casos.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 33

Outros Algumas localidades ou regiões possuem servi- A sinalização do local e a segurança


recursos ços distintos dos citados acima. Muitas vezes não
existentes na têm responsabilidade de dar atendimento, mas Como sinalizar? Como garantir a segurança de todos?
comunidade o fazem. Podem ser ambulâncias de hospitais, Você já leu que as diversas ações num acidente de trânsito
de serviços privados, de empresas, de grupos podem ser feitas por mais de uma pessoa, ao mesmo tempo.
particulares ou ainda voluntários que, acionados Enquanto uma pessoa telefona, outra sinaliza o local e assim
por telefones específicos, podem ser os únicos
recursos disponíveis.
por diante. Assim, ganha-se tempo para o atendimento, fazer
a sinalização e garantir a segurança no local.
Se você circula habitualmente por áreas que
não contam com nenhum serviço de socorro, A importância de sinalizar o local
procure saber ou pensar antecipadamente
como conseguir auxílio caso venha a sofrer Os acidentes acontecem nas ruas e estradas, impedindo ou
um acidente. dificultando a passagem normal dos outros veículos. Por isso,
esteja certo de que situações de perigo vão ocorrer (novos
Além desses números listados anteriormente, Você tem um acidentes ou atropelamentos), se Você demorar muito ou não
espaço, na última página deste capítulo, para anotar todos os sinalizar o local de forma adequada. Algumas regras são
telefones que podem ser importantes para Você numa emergên- fundamentais para Você fazer a sinalização do acidente:
cia. Anote já, nunca se sabe quando eles vão ser necessários.
 Inicie a sinalização em um ponto em que os motoristas
Você pode melhorar o Socorro, pelo telefone ainda não possam ver o acidente
Mesmo com toda a urgência de atender ao acidente, os aten- Não adianta ver o acidente quando já não há tempo
dentes do chamado de socorro vão fazer algumas perguntas suficiente para parar ou diminuir a velocidade.
a Você. São perguntas para orientar a equipe, informações No caso de vias de fluxo rápido, com veículos ou obstáculos
que vão ajudar a prestar o socorro mais adequado e eficiente. na pista, é preciso alertar os motoristas antes que eles
À medida do possível, ao chamar o socorro, tenha respostas percebam o acidente. Assim, vai dar tempo para reduzir
para as seguintes perguntas: a velocidade, concentrar a atenção e desviar. Então, não
 Tipo do acidente (carro, motocicleta, colisão, atropela- se esqueça de que a sinalização deve começar antes
mento etc.); do local do acidente ser visível.
 Gravidade aparente do acidente; Nem é preciso dizer que a sinalização deve ser feita antes
 Nome da rua e número próximo;
da visualização nos dois sentidos (ida e volta), nos casos
em que o acidente interferir no tráfego das duas mãos de
 Número aproximado de vítimas envolvidas;
direção.
 Pessoas presas nas ferragens;
 Vazamento de combustível ou produtos químicos;
 Ônibus ou caminhões envolvidos.
34 Manual Básico de Segurança no Trânsito
 Demarque todo o desvio do tráfego até o acidente Que materiais podem ser utilizados na sinalização?
Não é só a sinalização que deve se iniciar bem antes do aci- Existem muitos materiais fabricados especialmente para
dente. É necessário que todo o trecho, do início da sinalização sinalização, mas, na hora do acidente, você provavelmente
até o acidente, seja demarcado, indicando quando houver terá apenas o triângulo de segurança à mão, já que ele é
desvio de direção. Se isso não puder ser feito de forma com- um dos itens obrigatórios de todos os veículos. Use o seu
pleta, faça o melhor que puder, aguardando as equipes de triângulo e os dos motoristas que estiverem no local. Não se
socorro, que deverão completar a sinalização e os desvios. preocupe, pois com a chegada das viaturas de socorro os
triângulos poderão ser substituídos por equipamentos mais
 Mantenha o tráfego fluindo adequados e devolvidos a seus donos.
Outro objetivo importante na sinalização é manter a fluidez Outros itens que forem encontrados nas imediações tam-
do tráfego, isto é, apesar do afunilamento provocado pelo bém podem ser usados, como galhos de árvore, cavaletes
acidente, deve sempre ser mantida uma via segura para de obra, latas, pedaços de madeira, pedaços de tecido,
os veículos passarem. plásticos etc.
Faça isso por duas razões: se ocorrer uma parada no À noite ou sob neblina, a sinalização deve ser feita com
materiais luminosos. Lanternas, pisca alerta e faróis dos
tráfego, o congestionamento, ao surgir repentinamente,
veículos devem sempre ser utilizados.
pode provocar novas colisões. Além disso, não se esqueça
O importante é lembrar que tudo o que for usado para si-
que, com o trânsito parado, as viaturas de socorro vão nalização deve ser de fácil visualização e não pode oferecer
demorar mais a chegar. risco, transformando-se em verdadeira armadilha para os
Para manter o tráfego fluindo, tome as seguintes provi- passantes e outros motoristas.
dências: O emprego de pessoas sinalizando é bastante eficiente,
 Mantenha, dentro do possível, as vias livres para o porém é sempre arriscado. Ao se colocar pessoas na sinali-
tráfego fluir; zação, é necessário tomar alguns cuidados:
 Coloque pessoas ao longo do trecho sinalizado para  Suas roupas devem ser coloridas e contrastar com o
cuidarem da fluidez; terreno;
 As pessoas devem ficar na lateral da pista, sempre de
 Não permita que curiosos parem na via destinada ao
frente para o fluxo dos veículos;
tráfego.
 Devem ficar o tempo todo agitando um pano colorido
 Sinalize no local do acidente para alertar os motoristas;
 Prestar muita atenção e estar sempre preparadas para
Ao passarem pelo acidente, todos ficam curiosos e querem
ver o que ocorreu, diminuindo a marcha ou até parando. o caso de surgir algum veículo desgovernado;
 As pessoas nunca devem ficar logo depois de uma curva
Para evitar isso, alguém deve ficar sinalizando no local
do acidente, para manter o tráfego fluindo e garantir a ou em outro local perigoso. Elas têm que ser vistas, de
longe, pelos motoristas.
segurança.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 35
Onde deve ficar o início da sinalização? Não se esqueça que os passos devem ser longos e dados
Como você já viu, a sinalização deve ser iniciada para por um adulto. Se não puder, peça a outra pessoa para
ser visível aos motoristas de outros veículos antes que eles medir a distância.
vejam o acidente. Como se vê na tabela acima, existem casos nas quais as
Não adianta falar em metros, é melhor falar em passos, distâncias devem ser dobradas, como à noite, sob chuva,
que podem ser medidos em qualquer situação. Cada passo neblina, fumaça.
bem longo (ou largo) de um adulto corresponde a aproxi- À noite, além de aumentar a distância, a sinalização deve
madamente um metro. ser feita com materiais luminosos.
Há ainda outros casos que comprometem a visibilidade do
As distâncias para o início da sinalização são calculadas com
acidente, como curvas e lombadas. Veja como proceder
base no espaço necessário para o veículo parar após iniciar
nesses casos:
a frenagem, mais o tempo de reação do motorista. Assim,
quanto maior a velocidade, maior deve ser a distância para  Curvas e lombadas
iniciar a sinalização. Na prática, a recomendação é seguir a Quando Você estiver contando os passos e encontrar uma
tabela abaixo, onde o número de passos longos corresponde curva, pare a contagem. Caminhe até o final da curva e
à velocidade máxima permitida no local. então recomece a contar a partir do zero. Faça a mesma
coisa quando o acidente ocorrer no topo de uma elevação,
Distância do acidente para início da sinalização sem visibilidade para os veículos que estão subindo.
Distância Distância Como identificar riscos para garantir mais segurança?
Velocidade para para início da O maior objetivo deste capítulo é dar orientações para que,
Via máxima início da sinalização (sob numa situação de acidente, você possa tomar providências
permitida sinalização chuva, neblina, que:
(pista seca) fumaça, à noite)
1. Evitem agravamento do acidente, tais como novas coli-
Vias locais 40 km/h 40 passos 80 passos sões, atropelamentos ou incêndios;
longos longos 2. Garantam que as vítimas não terão suas lesões agravadas
Avenidas 60 km/h 60 passos 120 passos por uma demora no socorro ou uma remoção mal feita.
longos longos Sempre, além das providências já vistas (como acionar o
Vias de 80 km/h 80 passos 160 passos Socorro, sinalizar o acidente e assumir o controle da situa-
fluxo rápido longos longos ção), Você deve também observar os itens complementares
de segurança, tendo em mente as seguintes questões:
Rodovias 100 km/h 100 passos 200 passos  Eu estou seguro?
longos longos
 Minha família e os passageiros de meu veículo estão
seguros?
36 Manual Básico de Segurança no Trânsito
 As vítimas estão seguras? Incêndio
 Outras pessoas podem se ferir? Sempre existe o risco de incêndio. E ele aumenta bastante
 O acidente pode tomar maiores proporções? quando ocorre vazamento de combustível. Nesses casos é
Para isso, é preciso evitar os riscos que surgem em cada importante adotar os seguintes procedimentos:
acidente, agindo rapidamente para evitá-los.  Afaste os curiosos;
 Se for fácil e seguro, desligue o motor do veículo aciden-
Quais são os riscos mais comuns e quais são os cui- tado;
dados iniciais?  Oriente para que não fumem no local;
É só acontecer um acidente que podem ocorrer várias situ-  Pegue o extintor de seu veículo e deixe-o pronto para
ações de risco. As principais são: uso, a uma distância segura do local de risco;
 Novas colisões;  Se houver risco elevado de incêndio, principalmente com
 Atropelamentos; vítimas presas nas ferragens, peça aos outros motoristas
 Incêndio; que deixem seus extintores prontos para uso, a uma distân-
 Explosão; cia segura do local de risco, até a chegada do socorro.
 Cabos de eletricidade;
Há dois tipos de extintor para uso em veículo: o BC, destinado
 Óleo e obstáculos na pista;
a apagar fogo em combustível e em sistemas elétricos, e o
 Vazamento de produtos perigosos; ABC, que também apaga o fogo em componentes de tape-
 Doenças infecto-contagiosas. çaria, painéis, bancos e carroçaria. O extintor BC deverá ser
Novas colisões substituído pelo ABC, a partir de 2005, assim que expirar a
validade do cilindro (Resolução 157, Contran*). Verifique o
Você já viu como sinalizar adequadamente o local do aciden-
tipo do extintor e a validade do cilindro. Saiba sempre onde
te. Seguindo as instruções, fica bem reduzida a possibilidade
ele está em seu veículo. Normalmente, seu lugar é próximo ao
de novas colisões. Porém, imprevistos acontecem. Por isso,
nunca é demais usar simultaneamente mais de um procedi- motorista para facilitar a utilização. Dependendo do veículo,
mento, aumentando ainda mais a segurança. ele pode estar fixado no banco, sob as pernas do motorista,
na lateral, próximo aos pedais, na lateral do banco ou sob o
Atropelamentos painel do lado do passageiro. Localize o extintor e assinale
Adote as mesmas providências empregadas para evitar sua posição no espaço reservado no final deste capítulo.
novas colisões. Mantenha o fluxo de veículos na pista livre. Verifique também como é que se faz para tirá-lo; não deixe
Oriente para que curiosos não parem na área de fluxo e que para ver isso numa emergência.
pedestres não fiquem caminhando na via. O extintor nunca deve ser guardado no porta-malas ou em
Isole o local do acidente e evite a presença de curiosos. Faça outro lugar de difícil acesso.
isso, sempre solicitando auxílio e distribuindo tarefas entre
as pessoas que querem ajudar, mesmo que precisem ser (*) Ver Resolução 157 no site do Denatran, www.denatran.org.br, ícone
orientadas para isso. Legislação, Contran-Resoluções (NE).
Manual Básico de Segurança no Trânsito 37
Mantenha sempre seu extintor carregado e com a pressão Outro risco é do cabo chicotear próximo a um vazamento
adequada. Troque a carga ou substitua conforme a regula- de combustível, pois a faísca produzida pode causar um
mentação de trânsito e também sempre que o ponteiro do incêndio. Mesmo não havendo esses riscos, não mexa nos
medidor de pressão estiver na área vermelha. cabos, apenas isole o local e afaste os curiosos.
Para usar seu extintor, siga as seguintes instruções: Caso exista qualquer dos riscos citados ou alguém eletrocu-
 Mantenha o extintor em pé, na posição vertical;
tado, use um cano longo de plástico ou uma madeira seca
e, num movimento brusco, afaste o cabo. Não faça isso com
 Quebre o lacre e acione o gatilho;
bambu, metal ou madeira molhada. E nunca imagine que o
 Dirija o jato para a base das chamas, e não para o meio cabo já está desligado.
do fogo;
 Faça movimentos em forma de leque, cobrindo toda a
Óleo e obstáculos na pista
área em chamas; Os fragmentos dos veículos acidentados devem ser removidos
 Não jogue o conteúdo aos poucos. Para um melhor resulta-
da pista onde haja trânsito de veículos. Se possível, jogue ter-
do, empregue grandes quantidades de produto, se possível ra ou areia sobre o óleo derramado. Normalmente isso é feito
com o uso de vários extintores ao mesmo tempo. depois, pelas equipes de socorro, mas se Você tiver segurança
para se adiantar, pode evitar mais riscos no local.
Explosão Vazamento de produtos perigosos
Se o acidente envolver algum caminhão de combustível, gás Interdite totalmente a pista e evacue a área, quando veículos
ou outro material inflamável, que esteja vazando ou já em que transportam produtos perigosos estiverem envolvidos
chamas, a via deve ser totalmente interditada, conforme as no acidente e existir algum vazamento. Faça a sinalização
distâncias recomendadas, e todo o local evacuado. como foi descrito.
Cabos de eletricidade Doenças infecto-contagiosas
Nas colisões com postes, é muito comum que cabos Hoje, as doenças infecto-contagiosas são uma realidade.
elétricos se rompam e fiquem energizados, na pista ou Evite qualquer contato com o sangue ou secreções das
mesmo sobre os veículos. Alguns desses cabos são de alta vítimas. Tenha sempre no veículo um par de luvas de borra-
voltagem, e podem causar mortes. Jamais tenha contato cha para tais situações. Podem ser luvas de procedimentos
com esses cabos, mesmo que ache que eles não estão usadas pelos profissionais ou simples luvas de borracha de
energizados. uso doméstico.
No interior dos veículos as pessoas estão seguras, desde que Limpeza da pista
os pneus estejam intactos e não haja nenhum contato com o
Encerrado o atendimento e não havendo equipes especiali-
chão. Se o cabo estiver sobre o veículo, as pessoas podem ser
zadas no local, retire da pista a sinalização de advertência
eletrocutadas ao tocar o solo. Isso já não ocorre se permane- do acidente e outros objetos que possam representar riscos
cerem no interior do veículo, que está isolado pelos pneus. ao trânsito de veículos.
38 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Iniciando o socorro às vítimas Tente a ajuda de familiares ou conhecidos dela, se houver
algum, mas se a situação colocar você em risco, afaste-se.
O que é possível fazer? As limitações no atendimento
às vítimas Cintos de segurança e a respiração
Você não é um profissional de resgate e por isso deve se limitar Veja se o cinto de segurança está dificultando a respiração
a fazer o mínimo necessário em favor da vítima até a chegada da vítima. Nesse caso, e só nesse caso, Você deve soltá-lo,
do socorro. Infelizmente, vão existir algumas situações em que sem movimentar o corpo da vítima.
o socorro, mesmo chegando rapidamente e com equipamentos Impedindo movimentos da cabeça
e profissionais treinados, pouco poderá fazer pela vítima. Você, É procedimento importante e fácil de ser aplicado, mesmo
mesmo com toda a boa-vontade, também pode vir a enfrentar em vítimas de atropelamento.
uma situação em que seja necessário mais que sua solidarie- Segure a cabeça da vítima, pressionando a região das
dade. Mesmo nessas situações difíceis, não se espera que você orelhas, impedindo a movimentação da cabeça. Se a vítima
faça algo para o qual não está preparado ou treinado. estiver de bruços ou de lado, procure alguém treinado para
Fazendo contato com a vítima avaliar se ela necessita ser virada e como fazê-lo, antes de
Depois de garantido pelo menos o básico em segurança e o socorro chegar. Em geral ela só deve ser virada se não
feita a solicitação do socorro, é o momento em que você pode estiver respirando. Se estiver de bruços e respirando, sustente
iniciar contato com a vítima. Se a janela estiver aberta, fale a cabeça nessa posição e aguarde o socorro chegar.
com a vítima sem abrir a porta. Se for abrir a porta, faça-o Se a vítima estiver sentada no carro, mantenha a cabeça na
com muito cuidado para não movimentar a vítima. Você posição encontrada. Como na situação anterior, ela pode
pode pedir a algum ocupante do veículo para destravar as ser movimentada se não estiver respirando, mas a ajuda de
portas, caso necessário. alguém com treinamento prático é necessária.
Ao iniciar seu contato com a vítima, faça tudo sempre com ba­ Vítima inconsciente
se em quatro atitudes: informe, ouça, aceite e seja solidário. Ao tentar manter contato com a vítima, faça perguntas
Informe à vítima o que Você está fazendo para ajudá-la e, simples e diretas, tais como:
com certeza, ela vai ser mais receptiva a seus cuidados. — Você está bem? Qual é seu nome? O que aconteceu?
Ouça e aceite suas queixas e a sua expressão de ansiedade, Você sabe onde está?
respondendo às perguntas com calma e de forma apazigua- O objetivo dessas perguntas é apenas identificar a consciên-
dora. Não minta e não dê informações que causem impacto cia da vítima. Ela pode responder bem e naturalmente a suas
ou estimulem a discussão sobre a culpa no acidente. perguntas, e isso é um bom sinal, mas pode estar confusa
Seja solidário e permaneça junto à vítima em um local ou mesmo nada responder.
onde ela possa ver Você, sem que isso coloque em risco Se ela não der nenhuma resposta, demonstrando estar
sua segurança. inconsciente ou desmaiada, mesmo depois de Você chamá-
Algumas vítimas de acidente podem tornar-se agressivas, la em voz alta, ligue novamente para o serviço de socorro,
não permitindo acesso ou auxílio. complemente as informações e siga as orientações que
Manual Básico de Segurança no Trânsito 39
receber. Além disso, indague entre as pessoas que estão no O que NÃO SE DEVE FAZER com uma vítima
local se há alguém treinado e preparado para atuar nessa de acidente
situação. Em um acidente, a movimentação de vítima incons-
ciente e mesmo a identificação de uma parada respiratória Não movimente.
ou cardíaca exigem treinamento prático específico. Não faça torniquetes.
Não tire o capacete de um motociclista.
Controlando uma hemorragia externa
Não dê nada para beber.
São diversas as técnicas para conter uma hemorragia ex-
terna. Algumas são simples e outras complexas, e estas só Você só quer ajudar, mas muitos são os procedimentos que
devem ser aplicadas por profissionais. A mais simples, que podem agravar a situação da vítima.
qualquer pessoa pode realizar, é a compressão do ferimento, Os mais comuns e que você deve evitar são:
diretamente sobre ele, com gaze ou pano limpo. Você pode  Movimentar a vítima.
necessitar de luvas para sua proteção, para não se contami-  Retirar capacetes de motociclistas.
nar. Naturalmente você deve cuidar só das lesões facilmente  Aplicar torniquetes para estancar hemorragias.
visíveis que continuam sangrando e daquelas que podem ser  Dar algo para a vítima tomar.
cuidadas sem a movimentação da vítima. Só aja em lesões e
hemorragias se você se sentir seguro para isso. Não movimente a vítima
Escolha um local seguro para as vítimas A movimentação da vítima pode causar piora de uma lesão
Muitas das pessoas envolvidas no acidente já podem ter saído na coluna ou em uma fratura de braço ou perna.
sozinhas do veículo, e também podem estar desorientadas A movimentação da cabeça ou do tronco da vítima que sofreu
e traumatizadas com o acontecido. É importante que Você um acidente com impacto que deforma ou amassa veículos, ou
localize um local sem riscos e junte essas pessoas nele. Isso num atropelamento, pode agravar muito uma lesão de coluna.
irá facilitar muito o atendimento e o controle da situação, Num acidente pode haver uma fratura ou deslocamento de
quando chegar a equipe de socorro. uma vértebra da coluna, por onde passa a medula espinhal. É
ela que transporta todo o comando nervoso do corpo, que sai
Proteção contra frio, sol e chuva do cérebro e atinge o tronco, os braços e as pernas. Movimen-
Você já deve ter ouvido que aquecer uma vitima é um procedi- tando a vítima nessa situação, Você pode deslocar ainda mais
mento que impede o agravamento de seu estado. É verdade, a vértebra lesada e danificar a medula, causando paralisia
mas aquecer uma vítima não é elevar sua temperatura, mas, dos membros ou ainda da respiração, o que com certeza vai
sim, protegê-la, para que ela não perca o calor de seu próprio provocar danos muito maiores, talvez irreversíveis.
corpo. Ela também não pode ficar exposta ao sol. Por isso,
proteja-a do sol, da chuva e do frio, utilizando qualquer peça No caso dos membros fraturados, a movimentação pode
de vestimenta disponível. Em dias frios ou chuvosos as pessoas causar agravamento das lesões internas no ponto de fratura,
andam com os vidros dos veículos fechados, muitas vezes provocando o rompimento de vasos sanguíneos ou lesões
sem agasalho. Após o acidente ficam expostas e precisam ser nos nervos, levando a graves complicações.
protegidas do tempo, que pode agravar sua situação. Assim, a movimentação de uma vítima só deve ser realizada
40 Manual Básico de Segurança no Trânsito
antes da chegada de uma equipe de socorro se houver peri- Primeiros Socorros
gos imediatos, tais como incêndio, perigo do veículo cair, ou A importância de um curso prático
seja, desde que esteja presente algum risco incontrolável.
Não havendo risco imediato, não movimente a vítima. Você estudou este capítulo e já sabe quais são as primeiras
Até mesmo no caso de vítimas que saem andando do aciden- ações a serem tomadas num acidente.
te, é melhor que não se movimentem e aguardem o socorro Mesmo assim, é importante fazer um Curso Prático de
chegar para uma melhor avaliação. Aconselhe-as a aguardar Primeiros Socorros?
sentadas no veículo, ou em outro lugar seguro. Um treinamento em Primeiros Socorros vai ser sempre de
grande utilidade em qualquer momento de sua vida, seja em
Não tire o capacete de um motociclista casa, no trabalho ou no lazer. Podem ser muitas e variadas as
Retirar o capacete de um motociclista que se acidenta é uma situações em que seu conhecimento pode levar a uma ação
ação de alto risco. A atitude será de maior risco ainda se ele imediata e garantir a sobrevida de uma vítima. Isso, tanto
estiver inconsciente. A simples retirada do capacete pode mo- em casos de acidente como em situações de emergência que
vimentar intensamente a cabeça e agravar lesões existentes não envolvem trauma ou ferimentos.
no pescoço ou no crânio. Aguarde a equipe de socorro ou Atuar em Primeiros Socorros requer o domínio de habilidades
pessoas habilitadas para que eles realizem essa ação. que só podem ser adquiridas em treinamentos práticos, como
Não aplique torniquetes a compressão torácica externa, conhecida como massagem
O torniquete não deve ser realizado para estancar hemor- cardíaca, apenas para citar um exemplo.
ragias externas. Atualmente esse procedimento é feito só Outras técnicas de socorro são diferentes para casos de
por profissionais treinados e, mesmo assim, em caráter de trauma e emergências sem trauma, como, por exemplo, a
exceção; quase nunca é aconselhado. abertura das vias aéreas para que a vítima respire, ou ainda
Não dê nada para a vítima ingerir a necessidade e a forma de se movimentar uma vítima, etc.
Nada deve ser dado para ingerir a uma vítima de acidente que Essas diferenças implicam procedimentos distintos, e as téc-
possa ter lesões internas ou fraturas e que, certamente, será nicas devem ser adquiridas em treinamento sob supervisão
transportada para um hospital. Nem mesmo água. de um instrutor qualificado.
Se o socorro já foi chamado, aguarde os profissionais, que vão Outras habilidades a serem desenvolvidas em treinamento
decidir sobre a conveniência ou não. O motivo é que a inges- são as maneiras de se utilizar os materiais (tais como talas,
tão de qualquer substância pode interferir de forma negativa bandagens triangulares, máscaras para realizar a respira-
nos procedimentos hospitalares. Por exemplo, se a vítima for ção), como atuar em áreas com material contaminado, quan-
submetida a cirurgia, o estômago com água ou alimentos é do e quais materiais podem ser utilizados para imobilizar a
fator que aumenta o risco no atendimento hospitalar. Como coluna cervical (pescoço) etc. São muitas as situações que
exceção, há os casos de pessoas cardíacas que fazem uso de podem ser aprendidas em um curso prático.
alguns medicamentos em situações de emergência, geralmen- Mesmo assim, nenhum treinamento em Primeiros Socorros dá
te aplicados embaixo da língua. Não os impeça de fazer uso a qualquer pessoa a condição de substituir completamente
desses medicamentos, se for rotina para eles. um sistema profissional de socorro.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 41
Resumo  Você sabe quais as providências iniciais que devem ser
tomadas em um acidente. As maneiras abaixo são as
 Por que um motorista deve conhecer noções de Primeiros mais adequadas na tentativa de assumir a liderança:
Socorros relacionados a acidentes de trânsito?
Sempre motivar todos, elogiando e agradecendo cada
Para reduzir alguns riscos e prestar auxílio inicial em um ação bem sucedida
acidente de trânsito.
 Na maioria das regiões do Brasil, os telefones dos
 Para que Você possa auxiliar uma vítima em um acidente Bombeiros, SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de
de trânsito, é necessário: Urgência e Polícia Militar são:
Ter o espírito de solidariedade e os conhecimentos básicos Bombeiros: 193; SAMU: 192; e Polícia Militar: 190.
sobre o que fazer e o que não fazer nessas situações.
 Por que devemos sinalizar o local de um acidente?
 Se após um acidente de trânsito você adotar corretamen-
Para alertar os outros motoristas sobre a existência de um
te algumas ações iniciais mínimas de socorro, espera-se
perigo, antes mesmo de que tenham visto o acidente.
que:
 Em um acidente com vítimas, quando possível, devemos
Os riscos de ampliação do acidente fiquem reduzidos.
manter o tráfego fluindo por vários motivos. Para a
 Uma boa seqüência no atendimento ou auxílio inicial vítima, o motivo mais importante é:
em caso de acidente é:
Possibilitar a chegada mais rápida da equipe de socorro.
1. recobrar a calma; 2. garantir a segurança inicial,
 Qual a distância correta para iniciar a sinalização em
mesmo parcial; 3. pedir socorro.
uma avenida com velocidade máxima permitida de 60
 Considerando a seqüência das ações que devem ser quilômetros por hora, em caso de acidente?
realizadas em um acidente antes da chegada dos pro-
60 passos largos ou 60 metros.
fissionais de socorro, pode-se afirmar:
 Qual a distância correta para iniciar a sinalização em
Podemos passar para a ação seguinte e depois retornar
uma rua com velocidade máxima permitida de 40
para ações anteriores para completá-las, melhorá-las ou
quilômetros por hora, em caso de acidente?
revisá-las.
40 passos largos ou 40 metros.
 Respirar profundamente algumas vezes, observar seu corpo
em busca de ferimentos e confortar os ocupantes do seu  Você está medindo a distância para sinalizar o local de
veículo são providências que devem ser tomadas para: um acidente, mas existe uma curva antes de completar
a medida necessária. O que Você deve fazer?
Recobrar a calma.
Iniciar novamente a contagem a partir da curva.
 Você pode assumir a liderança das ações após um
acidente automobilístico:
Sentindo-se em condições, até a chegada do profissional
do socorro.
42 Manual Básico de Segurança no Trânsito
 Em relação às condições adotadas durante o dia, a  O que Você pode fazer para controlar uma hemorragia
distância para sinalizar o local de um acidente à noite externa de um ferimento?
ou sob chuva deve ser: Uma compressão no local do ferimento com gaze ou
Dobrada, com a utilização de dispositivos luminosos. pano limpo.
 Ao utilizar o extintor de incêndio de um veículo, o jato  Qual é o procedimento inicial mais adequado, se Você
de seu conteúdo deve ser: não estiver treinado e encontrar uma vítima inconsciente
Dirigido para a base das chamas, com movimentos (desmaiada) após um acidente de trânsito?
horizontais em forma de leque. Ligar novamente para o serviço de emergência, se a
 O extintor de incêndio do veículo deve ser recarregado ligação já tiver sido feita, completar as informações
sempre que: e depois indagar entre as pessoas que estão no local
O ponteiro estiver no vermelho ou se já venceu o prazo se há alguém treinado e preparado para atuar nessa
de validade. situação.
 Que atitude Você deve tomar quando uma vítima sai
 O extintor de incêndio do veículo sempre deve estar
posicionado: andando após um acidente?
Em local de fácil acesso para o motorista, sem que ele Aconselhá-la a parar de se movimentar e aguardar o
precise sair do veículo. socorro em local seguro.
 As lesões da coluna vertebral são algumas das principais
 Sempre que auxiliar vítimas que estejam sangrando, é
aconselhável: conseqüências dos acidentes de trânsito. O que fazer
para não agravá-las?
Utilizar uma luva de borracha ou similar.
Não movimentar a vítima e aguardar o socorro profis-
 Quais são os aspectos que Você deve ter em mente ao
sional.
fazer contato com a vítima?
 Em qual situação devemos retirar uma vítima do veículo,
Informar, ouvir, aceitar e ser solidário. antes da chegada do socorro profissional?
 Em que situação e como Você deve soltar o cinto de
Quando houver perigo imediato de incêndio ou outros
segurança de uma vítima que sofreu um acidente? riscos evidentes.
Quando o cinto de segurança dificultar a respiração;  Quanto ao uso de torniquete, podemos afirmar que:
soltá-lo sem movimentar o corpo da vítima.
É utilizado apenas por profissionais e, mesmo assim, em
 Segurar a cabeça da vítima, pressionando a região das
caráter de exceção.
orelhas é procedimento para:
 Como proceder diante de um motociclista acidentado?
Impedir que a vítima movimente a cabeça.
Não retirar o capacete, porque movimentar a cabeça
pode agravar uma lesão da coluna.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 43
 Por que é importante ter algum treinamento em Primeiros Anotações
Socorros?
Anote abaixo os telefones dos serviços de emergência de
Porque são diversas as situações em que uma ação
sua cidade, dos locais que visita regularmente, do seu local
imediata e por vezes simples pode melhorar a chance
de trabalho, das estradas que costuma utilizar e outros que
de sobrevida de uma vítima ou evitar que ela fique com
julgar importantes para você.
graves seqüelas(*).
 Por que é importante freqüentar um curso prático para Local Nome do serviço Telefone
aprender Primeiros Socorros? Na minha cidade
Porque muitas técnicas precisam ser praticadas na pre- No meu trabalho
sença de um instrutor para que seja possível realizar as
ações de socorro de forma correta. Outra cidade
 “Um curso prático de Primeiros Socorros deve ser minis- Outra cidade
trado por um instrutor qualificado.” Com essa afirmação Rodovias/Estradas
se quer dizer que: Rodovias/Estradas
Um instrutor qualificado está preparado para ensinar Outros locais
técnicas atuais e corretas de Primeiros Socorros. Outros locais
Outros telefones
importantes
Outros telefones
importantes

Localização do Veículo:
extintor de incêndio
no meu veículo Local:

! Atenção
Este texto está disponível no
(*) Lesão que permanece depois de encerrada a evolução de uma
doença ou traumatismo (Novo Aurélio, 1999) - NE.
site www.denatran.gov.br, item Material Educativo.
44 Manual Básico de Segurança no Trânsito

6. Conceitos e Definições Legais CAMINHÃO-TRATOR — veículo automotor destinado a tracionar


ou arrastar outro.
CAMINHONETE — veículo destinado ao transporte de carga com
peso bruto total (PBT) de três mil e quinhentos quilogramas.
ACOSTAMENTO — parte da via diferenciada da pista de rola- CAMIONETA — veículo misto destinado a transporte de passa-
mento destinada à parada ou estacionamento de veículos, em geiros e carga no mesmo compartimento.
caso de emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, CANTEIRO CENTRAL — obstáculo físico construído como sepa-
quando não houver local apropriado para esse fim. rador de duas pistas de rolamento, eventualmente substituído
AGENTE DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO — pessoa, civil ou por marcas viárias (canteiro fictício).
policial militar, credenciada pela autoridade de trânsito para o CAPACIDADE MÁXIMA DE TRAÇÃO (CMT) — máximo peso
exercício das atividades de fiscalização, operação, policiamento que a unidade de tração é capaz de tracionar, indicado pelo
ostensivo de trânsito ou patrulhamento. fabricante, baseado em condições sobre suas limitações de
AUTOMÓVEL — veículo automotor destinado ao transporte de geração e multiplicação de momento de força e resistência
passageiros, com capacidade para até oito pessoas, exclusive dos elementos que compõem a transmissão.
o condutor. CARREATA — deslocamento em fila na via de veículos automotores
AUTORIDADE DE TRÂNSITO — dirigente máximo de órgão ou em sinal de regozijo, de reivindicação, de protesto cívico ou
entidade executivo integrante do Sistema Nacional de Trânsito de uma classe.
ou pessoa por ele expressamente credenciada. CARRO DE MÃO — veículo de propulsão humana utilizado no
BALANÇO TRASEIRO — distância entre o plano vertical, pas- transporte de pequenas cargas.
sando pelos centros das rodas traseiras extremas e o ponto CARROÇA — veículo de tração animal destinado ao transporte
mais recuado do veículo, considerando-se todos os elementos de carga.
rigidamente fixados ao mesmo. CATADIÓPTRICO — dispositivo de reflexão e refração de luz
BICICLETA — veículo de propulsão humana, dotado de duas utilizado na sinalização de vias e veículos (“olho de gato”).
rodas, não sendo, para efeito deste Código, similar à motoci- CHARRETE — veículo de tração animal destinado ao transporte
cleta, motoneta e ciclomotor. de pessoas.
BICICLETÁRIO — local, na via ou fora dela, destinado ao esta- CICLO — veículo de pelo menos duas rodas a propulsão
cionamento de bicicletas. humana.
BONDE — veículo de propulsão elétrica que se move sobre CICLOFAIXA — parte da pista de rolamento destinada à circulação
trilhos. exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica.
BORDO DA PISTA — margem da pista, podendo ser demarcada CICLOMOTOR — veículo de duas ou três rodas, provido de um
por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da via motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a
destinada à circulação de veículos. cinqüenta centímetros cúbicos (3,05 polegadas cúbicas) e cuja
CALÇADA — parte da via, normalmente segregada e em nível velocidade máxima de fabricação não exceda a cinqüenta
diferente, não destinada à circulação de veículos, reservada quilômetros por hora.
ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de
mobiliário urbano, sinalização, vegetação e outros fins.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 45
CICLOVIA — pista própria destinada à circulação de ciclos, GESTOS DE AGENTES — movimentos convencionais de braço,
separada fisicamente do tráfego comum. adotados exclusivamente pelos agentes de autoridades de
CONVERSÃO — movimento em ângulo, à esquerda ou à direita, trânsito nas vias, para orientar, indicar o direito de passagem
de mudança da direção original do veículo. dos veículos ou pedestres ou emitir ordens, sobrepondo-se
CRUZAMENTO — interseção de duas vias em nível. ou completando outra sinalização ou norma constante deste
Código.
DISPOSITIVO DE SEGURANÇA — qualquer elemento que tenha a
função específica de proporcionar maior segurança ao usuário GESTOS DE CONDUTORES — movimentos convencionais de
da via, alertando-o sobre situações de perigo que possam braço, adotados exclusivamente pelos condutores, para orientar
colocar em risco sua integridade física e dos demais usuários ou indicar que vão efetuar uma manobra de mudança de
da via ou danificar seriamente o veículo. direção, redução brusca de velocidade ou parada.
ESTACIONAMENTO — imobilização de veículos por tempo ILHA — obstáculo físico, colocado na pista de rolamento, destina-
superior ao necessário para embarque ou desembarque de do à ordenação dos fluxos de trânsito em uma interseção.
passageiros. INFRAÇÃO — inobservância a qualquer preceito da legislação
ESTRADA — via rural não pavimentada. de trânsito, às normas emanadas do Código de Trânsito, do
Conselho Nacional de Trânsito e a regulamentação estabele-
FAIXAS DE DOMÍNIO — superfície lindeira às vias rurais, delimi- cida pelo órgão ou entidade executiva do trânsito.
tada por lei específica e sob responsabilidade do órgão ou enti-
INTERSEÇÃO — todo cruzamento em nível, entroncamento ou
dade de trânsito competente com circunscrição sobre a via.
bifurcação, incluindo as áreas formadas por tais cruzamentos,
FAIXAS DE TRÂNSITO — qualquer uma das áreas longitudinais em entroncamentos ou bifurcações.
que a pista pode ser subdividida, sinalizada ou não por marcas
INTERRUPÇÃO DE MARCHA — imobilização do veículo para
viárias longitudinais, que tenham uma largura suficiente para
atender circunstância momentânea do trânsito.
permitir a circulação de veículos automotores.
LICENCIAMENTO — procedimento anual, relativo a obrigações
FISCALIZAÇÃO — ato de controlar o cumprimento das normas
do proprietário de veículo, comprovado por meio de documento
estabelecidas na legislação de trânsito, por meio do poder
específico (Certificado de Licenciamento Anual).
polícia administrativa de trânsito, no âmbito de circunscrição
dos órgãos e entidades executivos de trânsito e de acordo com LOGRADOURO PÚBLICO — espaço livre destinado pela munici-
as competências definidas no Código. palidade à circulação, parada ou estacionamento de veículos,
ou à circulação de pedestres, tais como calçada, parques, áreas
FOCO DE PEDESTRES — indicação luminosa de permissão ou
de lazer, calçadões.
impedimento de locomoção na faixa apropriada.
LOTAÇÃO — carga útil máxima, incluindo condutor e passagei-
FREIO DE ESTACIONAMENTO — dispositivo destinado a manter
ros, que o veículo transporta, expressa em quilogramas para
o veículo imóvel na ausência do condutor ou, no caso de um
os veículos de carga, ou número de pessoas, para os veículos
reboque, se este se encontra desengatado.
de passageiros.
FREIO DE SEGURANÇA OU MOTOR — dispositivo destinado
LOTE LINDEIRO — aquele situado ao longo das vias urbanas ou
a diminuir a marcha do veículo no caso de falha do freio
rurais e que com elas se limita.
de serviço.
LUZ ALTA — facho de luz do veículo destinado a iluminar a via
FREIO DE SERVIÇO — dispositivo destinado a provocar a dimi-
até uma grande distância do veículo.
nuição da marcha do veículo ou pará-lo.
46 Manual Básico de Segurança no Trânsito
LUZ BAIXA — facho de luz do veículo destinado a iluminar a via NOITE — período do dia compreendido entre o pôr-do-sol e o
diante do veículo, sem ocasionar ofuscamento ou incômodo nascer do sol.
injustificáveis aos condutores e outros usuários da via que ÔNIBUS — veículo automotor de transporte coletivo com capaci-
venham em sentido contrário. dade para mais de vinte passageiros, ainda que, em virtude de
LUZ DE FREIO — luz do veículo destinada a indicar aos demais adaptações com vista à maior comodidade destes, transporte
usuários da via, que se encontram atrás do veículo, que o número menor.
condutor está aplicando o freio de serviço. OPERAÇÃO DE CARGA E DESCARGA — imobilização do veícu-
LUZ INDICADORA DE DIREÇÃO (pisca-pisca) — luz do veículo lo, pelo tempo estritamente necessário ao carregamento ou
destinada a indicar aos demais usuários da via que o condutor descarregamento de animais ou carga, na forma disciplinada
tem o propósito de mudar de direção para a direita ou para pelo órgão ou entidade executivo de trânsito competente com
a esquerda. circunscrição sobre a via.
LUZ DE MARCHA À RÉ — luz do veículo destinada a iluminar OPERAÇÃO DE TRÂNSITO — monitoramento técnico basea-
atrás do veículo e advertir aos demais usuários da via que o do nos conceitos de engenharia de tráfego, das condições
veículo está efetuando ou a ponto de efetuar uma manobra de fluidez, de estacionamento e parada na via, de forma
de marcha à ré. a reduzir as interferências, tais como veículos quebrados,
LUZ DE NEBLINA — luz do veículo destinada a aumentar a acidentados, estacionados irregularmente atrapalhando o
iluminação da via em caso de neblina, chuva forte ou nuvens trânsito, prestando socorros imediatos e informações aos
de pó. pedestres e condutores.
LUZ DE POSIÇÃO (lanterna) — luz do veículo destinada a indicar PARADA — imobilização do veículo com a finalidade e pelo
a presença e a largura do veículo. tempo estritamente necessário para efetuar embarque ou
MANOBRA — movimento executado pelo condutor para alterar desembarque de passageiros.
a posição em que o veículo está no momento em relação PASSAGEM DE NÍVEL — todo o cruzamento de nível entre uma via
à via. e uma linha férrea ou trilho de bonde com pista própria.
MARCAS VIÁRIAS — conjunto de sinais constituídos de linhas, PASSAGEM POR OUTRO VEÍCULO — movimento de passagem à
marcações, símbolos ou legendas, em tipos e cores diversas, frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em
apostos ao pavimento da via. menor velocidade, mas em faixas distintas da via.
MICROÔNIBUS — veículo automotor de transporte coletivo com PASSAGEM SUBTERRÂNEA — obra de arte destinada à transpo-
capacidade para até vinte passageiros. sição de vias, em desnível subterrâneo, e ao uso de pedestres
MOTOCICLETA — veículo automotor de duas rodas, com ou sem ou veículos.
side-car, dirigido por condutor em posição montada. PASSARELA — obra de arte destinada à transposição de vias, em
MOTONETA — veículo automotor de duas rodas, dirigido por desnível aéreo, e ao uso de pedestres.
condutor em posição sentada. PASSEIO — parte da calçada ou da pista de rolamento, neste
MOTOR-CASA (MOTOR-HOME) — veículo automotor cuja último caso, separada por pintura ou elemento físico separa-
carroçaria seja fechada e destinada a alojamento, escritório, dor, livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de
comércio ou finalidades análogas. pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 47
PATRULHAMENTO — função exercida pela Polícia Rodoviária REGULAMENTAÇÃO DA VIA — implantação de sinalização de
Federal com o objetivo de garantir obediência às normas de regulamentação pelo órgão ou entidade competente com
trânsito, assegurando a livre circulação e evitando acidentes. circunscrição sobre a via, definindo, ente outros, sentido de
PERÍMETRO URBANO — limite entre área urbana e área rural. direção, tipo de estacionamento, horários e dias.
PESO BRUTO TOTAL (PBT) — peso máximo que o veículo transmite RENACH — Registro Nacional de Condutores Habilitados.
ao pavimento, constituído da soma da tara mais a lotação. RENAVAM — Registro Nacional de Veículos Automotores.
PESO BRUTO TOTAL COMBINADO (PBTC) — peso máximo RETORNO — movimento de inversão total de sentido da direção
transmitido ao pavimento pela combinação de um caminhão- original de veículos.
trator mais seu semi-reboque ou do caminhão mais o seu RODOVIA — via rural pavimentada.
reboque ou reboques. SEMI-REBOQUE — veículo de um ou mais eixos que se apóia
PISCA-ALERTA — luz intermitente do veículo, utilizada em cará- na sua unidade tratora ou é a ela ligado por meio de arti-
ter de advertência, destinada a indicar aos demais usuários culação.
da via que o veículo está imobilizado ou em situação de SINAIS DE TRÂNSITO — elementos de sinalização viária que se
emergência. utilizam de placas, marcas viárias, equipamentos de controle
PISTA — parte da via normalmente utilizada para a circulação luminosos, dispositivos auxiliares, apitos e gestos, destinados
de veículos, identificada por elementos separadores ou por exclusivamente a ordenar ou dirigir o trânsito dos veículos e
diferenças de nível em relação às calçadas, ilhas ou aos pedestres.
canteiros centrais. SINALIZAÇÃO — conjunto de sinais de trânsito e dispositivos
PLACAS — elementos colocados na posição vertical, fixados ao de segurança colocados na via pública com o objetivo de
lado ou suspensos sobre a pista, transmitindo mensagens de garantir sua utilização adequada, possibilitando melhor fluidez
caráter permanente e, eventualmente, variáveis, mediante no trânsito e maior segurança dos veículos e pedestres que
símbolos ou legendas pré-reconhecidas e legalmente instituídas nela circulam.
como sinais de trânsito. SONS POR APITO — sinais sonoros, emitidos exclusivamente
POLICIAMENTO OSTENSIVO DE TRÂNSITO — função exercida pelos agentes da autoridade de trânsito nas vias, para orientar
pelas Polícias Militares com o objetivo de prevenir e reprimir atos ou indicar o direito de passagem dos veículos ou pedestres,
relacionados com a segurança pública e de garantir obediência sobrepondo-se ou completando sinalização existente no local
às normas relativas à segurança de trânsito, assegurando a ou norma estabelecida neste Código.
livre circulação e evitando acidentes. TARA — peso próprio do veículo, acrescido dos pesos da car-
PONTE — obra de construção civil destinada a ligar margens roçaria e equipamento, do combustível, das ferramentas e
opostas de uma superfície líquida qualquer. acessórios, da roda sobressalente, do exterior de incêndio e do
REBOQUE — veículo destinado a ser engatado atrás de um fluido de arrefecimento, expresso em quilogramas.
veículo automotor. TRAILER — reboque ou semi-reboque tipo casa, com duas, quatro,
REFÚGIO — parte da via, devidamente sinalizada e protegi- ou seis rodas, acoplado ou adaptado à traseira de automóvel
da, destinada ao uso de pedestres durante a travessia da ou camioneta, utilizado em geral em atividades turísticas como
mesma. alojamento, ou para atividades comerciais.
48 Manual Básico de Segurança no Trânsito
TRÂNSITO — movimentação e imobilização de veículos, pessoas VEÍCULO MISTO — veículo automotor destinado ao transporte
e animais nas vias terrestres. simultâneo de carga e passageiro.
TRANSPOSIÇÃO DE FAIXAS — passagem de um veículo de uma VIA — superfície por onde transitam veículos, pessoas e animais,
faixa demarcada para outra. compreendendo a pista, a calçada, o acostamento, ilha e
TRATOR — veículo automotor construído para realizar trabalho canteiro central.
agrícola, de construção e pavimentação e tracionar outros VIA DE TRÂNSITO RÁPIDO — aquela caracterizada por acessos
veículos e equipamentos. especiais com o trânsito livre, sem interseções em nível, sem
ULTRAPASSAGEM — movimento de passar à frente de outro veí- acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de
culo que se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade pedestres em nível.
e na mesma faixa de tráfego, necessitando sair e retornar à VIA ARTERIAL — aquela caracterizada por interseções em nível,
faixa de origem. geralmente controlada por semáforo, com acessibilidade aos
UTILITÁRIO — veículo misto caracterizado pela versatilidade do lotes lindeiros e às vias secundárias e locais, possibilitando o
seu uso, inclusive fora de estrada. trânsito dentro das regiões da cidade.
VEÍCULO ARTICULADO — combinação de veículos acoplados, VIA COLETORA — aquela destinada a coletar e distribuir o
sendo um deles automotor. trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair das vias de
VEÍCULO AUTOMOTOR — todo veículo a motor de propulsão que trânsito rápido ou arteriais, possibilitando o trânsito dentro
circule por seus próprios meios, e que serve normalmente para das regiões da cidade.
o transporte viário de pessoas e coisas, ou para a tração viária VIA LOCAL — aquela caracterizada por interseções em nível
de veículos utilizados para transporte de pessoas e coisas. O não semaforizadas, destinada apenas ao acesso local ou a
termo compreende os veículos conectados a uma linha elétrica áreas restritas.
e que não circulam sobre trilhos (ônibus elétrico). VIA RURAL — estradas e rodovias.
VEÍCULO DE CARGA — veículo destinado ao transporte de carga, VIA URBANA — ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e similares
podendo transportar dois passageiros, exclusive o condutor. aberto à circulação pública, situadas na área urbana , carac-
VEÍCULO DE COLEÇÃO — aquele que, mesmo tendo sido fa- terizados principalmente por possuírem imóveis edificados ao
bricado há mais de trinta anos, conserva suas características longo de sua extensão.
originais de fabricação e possui valor histórico próprio. VIAS E ÁREAS DE PEDESTRES — vias ou conjunto de vias destina-
VEÍCULO CONJUGADO — combinação de veículos, sendo das à circulação prioritária de pedestres.
o primeiro um veículo automotor e os demais reboques ou VIADUTO — obra de construção civil destinada a transpor uma
equipamentos de trabalho agrícola, construção, terraplenagem depressão de terreno ou servir de passagem superior.
ou pavimentação.
VEÍCULO DE GRANDE PORTE — veículo automotor destinado
ao transporte de carga com peso bruto total (PBT) máximo
superior a dez mil quilogramas e de passageiros, superior a ! Atenção
vinte passageiros.
O Código de Trânsito Brasileiro é disponível
VEÍCULO DE PASSAGEIROS — veículo destinado ao transporte
de pessoas e suas bagagens. no site www.denatran.gov.br, item Legislação.
Manual Básico de Segurança no Trânsito 49

7. Sinalização
Sinalização vertical
De acordo com sua função, a sinalização vertical pode ser de regulamentação de advertência ou de indicação.

Placas de regulamentação
As placas de regulamentação têm por finalidade informar os usuários sobre condições, proibições, obrigações ou restrições
no uso da via. Suas mensagens são imperativas e o desrespeito a elas constitui infração. São elas:

Parada Dê a Sentido Proibido Proibido Proibido Proibido Proibido Estacionamento Proibido Proibido Proibido Proibido
obrigatória preferência proibido virar à virar à retornar à retornar estacionar regulamentado parar e ultrapassar mudar de mudar de
esquerda direita esquerda à direita estacionar faixa ou pista faixa ou pista
de trânsito de trânsito da
da esquerda direita para
para a direita a esquerda

Proibido Proibido Proibido Proibido Proibido Peso Altura Largura Peso Comprimento Velocidade Proibido Alfândega
trânsito de trânsito de trânsito de trânsito de trânsito de bruto total máxima máxima máximo máximo máxima acionar
caminhões veículos veículos bicicletas tratores e máximo permitida permitida permitido permitido permitida buzina ou
automotores de tração máquinas de permitido por eixo sinal sonoro
animal obras

Uso Conserve-se Sentido de Passagem Vire à Vire à Siga em Siga em Siga em Ônibus, Duplo Proibido Pedestre,
obrigatório à direita circulação obrigatória esquerda direita frente ou à frente ou frente caminhões e sentido de trânsito de ande pela
de corrente da via/pista esquerda à direita veículos de circulação pedestres esquerda
grande porte
mantenham-se
à direita

Pedestre, Circulação Sentido de Circulação Ciclista, Ciclista, Ciclistas à Pedestres Proibido Proibido Circulação Trânsito
ande pela exclusiva circulação exclusiva transite à transite à esquerda, à direita, trânsito de trânsito de exclusiva de proibido
direita de ônibus na rotatória de bicicletas esquerda direita pedestres ciclistas à motocicletas, ônibus caminhão a carros
à direita esquerda motonetas e de mão
ciclomotores
50 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Informações complementares às placas de regulamentação
Sinais de regulamentação podem ter informações complementares (tais como período de validade, características e uso do
veículo, condições de estacionamento). Alguns exemplos:
Manual Básico de Segurança no Trânsito 51
Placas de advertência
A sinalização de advertência tem por finalidade alertar os usuários da via sobre condições potencialmente perigosas, indi-
cando sua natureza. São as placas seguintes:

Curva Curva Curva à Curva à Pista sinuosa Pista sinuosa Curva Curva Curva em “S” Curva em “S” Cruzamento Via lateral
acentuada acentuada esquerda direita à esquerda à direita acentuada em acentuada em á esquerda á direita de vias à esquerda
à esquerda à direita “S” à esquerda “S” à direita

Via lateral Interseção Bifurcação Entroncamento Entroncamento Junções Junções Interseção Confluência Confluência Semáforo Parada
à direita em “T” em “Y” oblíquo à oblíquo à sucessivas sucessivas em círculo à esquerda à direita à frente obrigatória
esquerda direita contrárias, contrárias, à frente
primeira à primeira
esquerda à direita

Bonde Pista Saliência ou Depressão Declive Aclive Estreitamento Estreitamento Estreitamento Alargamento Alargamento Ponte
irregular lombada acentuado acentuado de pista de pista à de pista de pista de pista estreita
ao centro esquerda à direita à esquerda à direita

Ponte Obras Mão dupla Sentido Sentido Área com Pista Projeção de Trânsito de Passagem Trânsito Trânsito de
móvel adiante único duplo desmoronamento escorregadia cascalho ciclistas sinalizada compartilhado tratores ou
de ciclistas por ciclistas maquinaria
e pedestres agrícola

Trânsito de Passagem Área Passagem Crianças Animais Animais Altura Largura Passagem Passagem Cruz de
pedestres sinalizada escolar sinalizada selvagens limitada limitada de nível sem de nível com Santo André
de pedestres de escolares barreira barreira

Início de
pista dupla
Fim de
pista dupla
Pista dividida Aeroporto Vento
lateral
Rua
sem saída
Peso bruto
total limitado
Peso limitado
por eixo
Comprimento
limitado
(*) Cruzamento rodoferroviário.
52 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Sinalização especial de advertência
Sinais empregados nas situações em que não é possível a utilização das placas de advertência.
Referem-se a sinalização especial de faixas ou pistas exclusivas de ônibus; sinalização especial para pedestres; e sinalização
especial para rodovias, estradas e vias de trânsito rápido. Alguns exemplos:

Ônibus Pedestres Rodovias, estradas e vias de trânsito rápido

Informações complementares de advertência


Placas de advertência podem ter informações complementares. Alguns exemplos:

(*) Cruzamento rodoferroviário.


Manual Básico de Segurança no Trânsito 53
Placas de indicação
As placas de indicação têm por finalidade indicar as vias e locais de interesse, bem como orientar os condutores de veículos
quanto a percursos, destinos, distâncias e serviços auxiliares, podendo também ter como função a educação do usuário.
Suas mensagens possuem caráter informativo ou educativo.
São placas de identificação de rodovias e estradas (Pan-Americana, federais e estaduais); de municípios; de regiões de interesse
de tráfego e logradouros; de pontes, viadutos, túneis e passarelas; de identificação quilométrica; de limite de municípios,
divisa de estados, fronteira e perímetro urbano; e de pedágio.
Há ainda placas de orientação de destino (placas indicativas de sentido ou direção; placas indicativas de distância; e placas
diagramadas). Há também placas educativas e placas de serviços auxiliares, estas podendo ser placas para condutores e
placas para pedestres.
Finalmente, há placas que indicam atrativos turísticos (naturais, históricos e culturais, locais para prática de esportes, áreas
de recreação e locais para atividades de interesse turístico). As placas podem indicar, de maneira geral, o atrativo turístico,
o sentido de direção do atrativo turístico e a distância do atrativo turístico. Alguns exemplos:

Identificação Orientação
54 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Educativas Atrativos turísticos

Identificação

Serviços auxiliares
Para condutores

Sentido de atrativo turístico

Para pedestres

Distância de atrativo turístico


Manual Básico de Segurança no Trânsito 55
Sinalização horizontal Exemplos de aplicação Linhas de divisão de fluxo de mesmo
Ultrapassagem permitida para os dois sentidos sentido
Sinalização viária que utiliza linhas, mar-
Contínua
cações, símbolos e legendas, pintados ou
apostos sobre o pavimento das vias. Sua
função é organizar o fluxo de veículos e
Ultrapassagem permitida somente no sentido B
pedestres; controlar e orientar os des- Seccionada
locamentos; e complementar os sinais
verticais de regulamentação, advertência
ou indicação. Alguns exemplos:
Ultrapassagem proibida para os dois sentidos
Exemplos de aplicação
Marcas longitudinais Proibida a ultrapassagem e a transposição de faixa entre A-B-C
(separam e ordenam as correntes de Permitida a ultrapassagem e a transposição de faixa entre D-E-F
tráfego)
Linhas de divisão de fluxos opostos Ultrapassagem proibida para os dois sentidos

Simples contínua

Simples seccionada

Linha de bordo (delimita a parte da pista


destinada ao deslocamento de veículos)
Dupla contínua
Contínua

Dupla contínua / seccionada


Exemplo de aplicação
Pista única – duplo sentido de circulação

Dupla seccionada
56 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Marcas transversais
(ordenam os deslocamentos frontais dos veículos)

Linha de retenção Linhas de estímulo à redução de velocidade


(local limite onde deve parar o veículo)

Linha de “Dê a preferência” Faixas de travessias de pedestres


(local limite onde deve parar o veículo)
Manual Básico de Segurança no Trânsito 57
Marcação de cruzamentos rodocicloviários (travessia de ciclistas) Marcação de área de cruzamento com faixa exclusiva
cruzamento em ângulo reto cruzamento oblíquo
branco: fluxo
amarelo: contra-fluxo

Marcação de área de conflito (não parar e estacionar veículos)


58 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Marcas de canalização
(direcionam a circulação de veículos)

Separação de fluxo de tráfego de sentidos opostos Separação de fluxo de tráfego do mesmo sentido

Exemplos de aplicação
Ordenação de movimentos em trevos com
alças e faixas de aceleração/desaceleração

Ilhas de canalização e refúgio para pedestres

Ordenação de movimentos em retornos


com faixa adicional para o movimento
Manual Básico de Segurança no Trânsito 59
Marcas de delimitação e controle de estacionamento e/ou parada
(para áreas onde é proibido ou regulamentado o estacionamento e a parada de veículos)

Linha de indicação de proibição de estacionamento e/ou parada Marca delimitadora de parada de veículos específicos

sarjeta
guia

Exemplos de aplicação
Marca delimitadora para parada de ônibus Marca delimitadora para parada de ônibus
em faixa de trânsito feita em reentrância da calçada
60 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Marca delimitadora para parada de ônibus em faixa de Marca delimitadora de estacionamento regulamentado
trânsito com avanço de calçada na faixa de estacionamento
Marca delimitadora de Em ângulo: linha contínua
estacionamento regulamentado
Paralelo ao meio-fio: linha
simples contínua ou tracejada

Marca delimitadora para parada de ônibus


em faixa de estacionamento
Manual Básico de Segurança no Trânsito 61
Exemplos de aplicação Estacionamento em ângulo
Estacionamento paralelo ao meio-fio

Marca com delimitação da vaga

Estacionamento em áreas isoladas

Marca sem delimitação da vaga


62 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Inscrições no pavimento Símbolos
Setas direcionais

Indicativo de
Indicativo movimento Exemplos de aplicação (cruzamento (via, pista ou faixa (área/local
em curva (uso em (local de
de mudança rodoferroviário) de trânsito de uso de serviços
situação de curva estacionamento
obrigatória de de ciclistas) de saúde)
acentuada) de veículos que
faixa
transportam ou
sejam conduzidos
por pessoas
portadoras de
deficiência física)

Legendas
Manual Básico de Segurança no Trânsito 63
Dispositivos auxiliares
Elementos aplicados ao pavimento da via, junto a ela, ou nos obstáculos próximos, de forma a tornar mais eficiente e segura
a operação da via. São constituídos de materiais, formas e cores diversos, dotados ou não de refletividade, com as funções
de incrementar a percepção da sinalização, do alinhamento da via ou de obstáculos à circulação; reduzir a velocidade
praticada; oferecer proteção aos usuários; alertar os condutores quanto a situações de perigo potencial ou que requeiram
maior atenção. Os dispositivos auxiliares são agrupados, de acordo com suas funções, em delimitadores; de canalização;
de sinalização de alerta; de alterações nas características do pavimento; de proteção contínua; luminosos; de proteção a
áreas de pedestres e/ou ciclistas; e de uso temporário. Alguns exemplos:
Dispositivos delimitadores Cilindros delimitadores
elemento refletivo

Balizadores de pontes, amarelo refletivo


viadutos, túneis,
barreiras e defensas elemento
refletivo

Tachas Tachões
Tachas e tachões Dispositivos de canalização
(contêm unidades refletivas)
Prismas – substituem a guia da calçada (meio-fio)
quando não for possível sua construção imediata

Exemplos de
aplicação

Segregadores – segregam pista para uso exclusivo de


determinado tipo de veículo ou pedestre
64 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Dispositivos de sinalização de alerta Marcadores de alinhamento
(objetivam melhorar a percepção do condutor)
Marcadores de obstáculos (unidades refletivas fixadas
em suporte, que alertam o
Obstáculos com Obstáculos com Obstáculos com Utilizado na
passagem só passagem por passagem só parte superior condutor sobre alteração do
pela direita ambos os lados pela esquerda do obstáculo alinhamento horizontal da via)

Dispositivos de proteção contínua


(têm por objetivo evitar que veículos e/ou pedestres transpo-
nham determinado local ou evitar ou dificultar a interferência
de um fluxo de veículos sobre o fluxo oposto)
Para fluxo de pedestres e ciclistas
Gradis de canalização e retenção
Marcadores de perigo
Marcador Marcador de Marcador
de perigo perigo indicando de perigo
indicando que que a passagem indicando que
a passagem poderá ser a passagem
deverá ser feita tanto pela deverá ser
feita pela direita como pela feita pela
direita esquerda esquerda
Marcador de perigo indicando que a
passagem poderá ser feita tanto pela Gradil maleável
direita como pela esquerda

Gradil rígido
Manual Básico de Segurança no Trânsito 65
Dispositivos de contenção e bloqueio Dispositivos luminosos
(advertem, educam, orientam, informam, regulamentam)
Painéis eletrônicos

Grade de contenção

Para fluxo veicular

Defensas metálicas

Simples Dupla
Barreiras de concreto

Painéis com setas luminosas

Dispositivos anti-ofuscamento
Simples Dupla
66 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Dispositivos de uso temporário Cavaletes
(para operações de trânsito, obras ou
situações de emergência ou perigo)
Cone Cilindro

sentido de circulação

Barreiras

sentido de circulação
Balizador Tambores
móvel

Cancelas

Fita zebrada branca


Plásticas refletiva
Manual Básico de Segurança no Trânsito 67
Tapumes Bandeiras

sentido de circulação

Gradis
Faixas

Fixo Dobrável

Modulado Tela plástica

Elementos luminosos complementares

luz intermitente
68 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Sinalização semafórica
Conjunto de indicações luminosas acionadas alternada ou intermitentemente por meio de sistema elétrico/eletrônico, cuja
função é controlar os deslocamentos. Os sinais podem ser de regulamentação ou de advertência.

Sinalização semafórica de regulamentação


Sua função é efetuar o controle do trânsito num cruzamento ou seção da via.
Para veículos Para pedestres
Controle de fluxo Controle de acesso específico Não atravessar Vermelho intermitente:
(praças de pedágio, balsas, indica que a fase na qual os
etc). pedestres podem atravessar
está prestes a terminar. Os
Parar pedestres não podem co-
Atenção Atravessar meçar a atravessar a via,
e os que tenham iniciado
Prosseguir a travessia na fase verde
devem deslocar-se o mais
breve possível para o local
seguro mais próximo.

Direção controlada Controle ou faixa reversível

No amarelo, o uso Direção livre


da seta é opcional
Manual Básico de Segurança no Trânsito 69
Sinalização semafórica de advertência Sinalização de obras
Sua função é advertir a existência de obstáculo ou situação
perigosa, devendo o condutor reduzir a velocidade e adotar Tem como característica a utilização de sinalização vertical,
as medidas de precaução compatíveis com a segurança horizontal, semafórica e de dispositivos e sinalização auxi-
para seguir adiante. liares combinados de forma que os usuários da via sejam
advertidos sobre a intervenção realizada e possam identificar
seu caráter temporário; sejam preservadas as condições
de segurança e fluidez do trânsito e de acessibilidade; os
usuários sejam orientados sobre caminhos alternativos;
sejam isoladas as áreas de trabalho de forma a evitar a
deposição e/ou lançamento de materiais sobre a via. Alguns
exemplos:

Funcionamento intermitente ou piscante alternado, no caso


de duas indicações luminosas.
70 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Gestos Sinal Significado
De agentes da autoridade de trânsito (prevalecem sobre
Ordem de parada
as regras de circulação e normas definidas por outros sinais obrigatória para todos
de trânsito). São eles: os veículos que venham
de direções que cortem
Sinal Significado ortogonalmente*
a direção indicada
Ordem de parada pelo braço estendido,
obrigatória para todos qualquer que seja
os veículos. o sentido de seu
Quando executada em deslocamento.
intersecções, os veículos
que já se encontrem Braço estendido horizontalmente com
nela não são obrigados a palma da mão para a frente, do
a parar. lado do trânsito a que se destina.

Ordem de diminuição
da velocidade.
Braço levantado verticalmente, com
a palma da mão para a frente.

Ordem de parada
obrigatória para todos
os veículos que venham
de direções que cortem
ortogonalmente* a
direção indicada pelos
Braço estendido horizontalmente,
braços estendidos,
com a palma da mão para baixo,
qualquer que seja
fazendo movimentos verticais.
o sentido de seu
deslocamento.
Braços estendidos horizontalmente,
com a palma da mão para a frente. (*) Ortogonal: que forma ângulos retos – Novo Aurélio, 1999 (NE).
Manual Básico de Segurança no Trânsito 71
De condutores
Sinal Significado
Ordem de parada para
os veículos aos quais a
luz é dirigida.

Dobrar à esquerda Dobrar à direita Diminuir a marcha ou parar

Válidos para todos os tipos de veículos.

Braço estendido horizontalmente,


agitando uma luz vermelha para
um determinado veículo.

Ordem de seguir.

Braço levantado, com movimento


de antebraço da frente para a
retaguarda e a palma da mão
voltada para trás.
72 Manual Básico de Segurança no Trânsito
Sinais sonoros Créditos autorais / Referências legais
(de agentes da autoridade de trânsito)  Capítulo 1 — Normas gerais de circulação –
Associação Brasileira dos Educadores de Trânsito
Sinal de apito Significado Emprego (Abetran), prof. Miguel Ramirez Sosa.
Um silvo breve Liberar o trânsito em direção/  Capítulo 2 — Infração e penalidade – Fundação
Seguir
sentido indicado pelo agente. Carlos Chagas, com apoio do Departamento
Dois silvos Indicar parada obrigatória. Nacional de Trânsito (Denatran).
Parar
breves  Capítulo 3 — Renovação da Carteira Nacional de
Um silvo longo Diminuir a Quando for necessário fazer di- Habilitação – Fundação Carlos Chagas,
marcha minuir a marcha dos veículos. com apoio do Denatran.
 Capítulo 4 — Direção defensiva – Fundação Carlos
Os sinais sonoros somente devem ser utilizados em conjunto Chagas, com apoio do Denatran.
com os gestos dos agentes.
 Capítulo 5 — Noções de Primeiros Socorros no trânsito
– Associação Brasileira de Medicina de Tráfego
(Abramet), com apoio do Denatran.
! Atenção  Capítulo 6 — Conceitos e definições legais – Código

Ver a íntegra da Resolução 160/2004 de Trânsito Brasileiro (CTB), lei federal 9.503/1997,
no site do Denatran anexo I – Dos conceitos e definições.
A resolução 160/2004, do Conselho Nacional  Capítulo 7 — Sinalização – Conselho Nacional de
de Trânsito (Contran), que aprovou o Anexo II do Trânsito (Contran) – Resolução 160/2004 – Aprova
Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que trata da o Anexo II do CTB – Sinalização.
sinalização vertical, horizontal, dispositivos auxiliares,  Coordenação e edição: Associação Nacional dos
sinalização semafórica, sinalização de obras, Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
gestos e sinais sonoros pode ser obtida no site do  Projeto gráfico e editoração: Ponto & Letra
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) — (www.ponto-e-letra.com.br).
www.denatran.gov.br,
ícone Legislação, Contran – Resoluções.
CG125 Fan

D2203-MAN-0604