Você está na página 1de 5

Aspectos essenciais para a teoria do Mito:

• Cosmogonia
• 1.) Mito da Babilônia:

• Apsû und Tiâmat representam a água e o criador


primordiais.
• "De seu meio" nasceram um raça de deuses (Genealogia). Os
deuses mais jovens tornaram-se mais fortes e poderosos (Anu ˜
Céu”; Ea ˜ Mar).
• "Luta mortal entre a parelha primordial Apsû-Tiâmat e seus
descendentes. Ea abate na primeira luta Apsû e fixa sobre ele sua
morada."
• O filho de Ea Marduk, o qual é o verdadeiro protagonista do
mito, vence em um segundo embate Tiâmat e cria a partir
de seu corpo o mundo.
• Ea cria da mistura do sangue de Kingu (um dos
comandantes supremos de Tiâmat) os Homens. Ele impôs
a eles todo o trabalho dos deuses, deixando-os livres.
• Os Homens constroem para Marduk a cidade da Babilônia.
• Todos os homens se reúnem e cantam sob invocação de
seus cinqüenta nomes um grandioso encômio.

• 2.) O mito da criação gregas (Hesiodo, Theogonia):

• Primeiro era o Chaos;

• Depois surgiu a Terra [Gaia] (como eterna moradia para os


deuses no Olimpo e no Tártaro) e simultaneamente Eros;
• Do Chaos rebentam a Noite [Nyx] e Erebos;

• A Noite dá à luz, fecundada por Erebos, ao Dia [Hemera] e


o Aither.

• A Terra dá à luz ao Céu [Uranos]. Com ele, ela cria os


"Titãs"; entretanto Uranos não lhes permitia sair do seio da
Terra.

• Gaia planejou com seu filho mais jovem, Cronos, vingar-se


e de posse de uma foice cortou-lhe seus testículos.
• De seu sangue surgem as Erinynias (deusas da vingança),
gigantes, ninfas, e do mar semeado aparece Aphrodite.
• Cronos torna-se senhor do mundo, mas engole, com medo,
seus filhos logo após o nascimento, pois que também eles
poderiam destitui-lo do poder.
• Zeus, o filho mais jovem, será salvo por meio da astúcia de
sua mãe, Réia. Ele derruba seu pai e vence seus irmãos, os
Titãs em uma violenta luta. [Titanomachia].
• O surgimento do Homem:

• Os deuses criam um após o outro 5 “raças” de


Homens.
• O Titã Prometheus forma as pessoas a partir da
Terra e rouba para elas o fogo de Zeus.

• 3.) O mito nórdico do (jovem) Edda:

• "Muitas gerações antes da Terra": No norte a bruma fria (Nifl) faz


brotar muitos rios.
• No sul, o mundo alegre, quente e impenetrável - Muspell.

• Entre eles: Ginnungagap, as profundezas imensas. Lá, as


correntes de ar quente topam com as geadas. Dessa geada
gotejante surge o gigante (mau) Ymir em forma de gente.
• Sob seu braço esquerdo crescem um homem e uma mulher,
e do cruzamento de seus pés (ou pernas) surge um filho:
assim aparecem as gigantescas borrascas (invernos).
• Da geada ainda em precipitação nasce então uma vaca, que
se aleita das pedrinhas da geada. Em três dias, nasce um
Homem forte e belo Buri.
• Buri gera e acolhe Borri como filho. Este recebe de Bestla,
a filha da gigantesca borrasca, Bölthorn, três filho: Odin, Wili
e We.
• Os filhos de Borris 0din, Wili und We abatem Ymir e o
afogam no sangue das gigantescas borrascas. Do corpo de
Ymir, eles criam a Terra.
• 0din Wili und We regem o Céu e a Terra. Eles criam os
Homens do olmeiro e do freixo, no momento que eles lhes
dão alma e vida.

• 4.) Coincidências:

• Abinício mal explicado(Chaos, Insondável Abismo)


• Poderes Primordiais elementares (frios, obscuros etc.):
Água, Terra, Gelo.
• Desses nascem poderes celestes. Estes poderes mostram-
se, em formas humanas, como deuses.
• As antigas e novas divindades entram em luta e as novas
vencem.
• O vitorioso faz (em duas narrativas) o Céu e a Terra a partir
do corpo do inimigo abatido.
• O deus vitorioso do tempo “histórico” faz nascer os homens.

• Significado dos Deuses


• 1.) poderes naturais:
• Raios: Marduk und Zeus
• Água: Apsû, Tiâmat, Ea
• Gelo: Ymir.
• A vitória de Marduk sobre Tiâmat simboliza a vitória da primavera
sobre o inverno.

• 2.) Realidade Política:

• Marduk é o deus da cidade da Babilônia


• A supremacia pode ser, do ponto de vista religioso, alçada a
outros níveis ("projetada aos céus") ; ("fatum" entre os romanos)
• Mito e culto podem unitariamente atuar (Instituições
Panhelênicas).
• Mundanças nas dinastias divinas refletem modificações na esfera
do poder entre os Homens (Povos imigrantes trazem novas
divindades).

• 3.) Psicogonia: "Nas profundezas da alma acontece a luta


dos deuses".

• - A imagem de Deus é um sinal tangível no consciente


(objetivação) de uma profunda realidade espiritual:
"cosmogonia˜ equivale à “psicogonia".
• - Não obstante, os Homens são feitos pelo deuses e não ao
contrário (Os deuses não são meras projeções do Homem -
Feuerbach -, antes possuem uma realidade profunda).
• - Meu consciente não é senhor naquelas esferas mais
profundas. Antes recai sobre elas e delas provém.
• - "No mais profundo da alma ocorre a batalha dos deuses":
O indistinto poder primordial precisa ser abatido para criar a
partir de seu corpo moribundo este mundo do querer e do
saber em um centro articulado.
• - A “Água" significa o "Inconsciente". Ele é sempre o plano
seguro, sobre o qual nós nos baseamos, fluindo do
“Oceano”.

Literatura
(A Psicanálise dos Contos de Fadas) Kinder
B.Bettelheim brauchen Märchen, Stuttgart 1977
Die Dialektik des mythischen Bewusstseins. in:
E.Cassirer Kerenyi (org.).pp.1 70-1 76
Mythos, Mythologie. in: Herders Theologisches
Wörterbuch. Bd. 5, Freiburg (Herder) 1973. pp.147-
H.Fries 153;

Mythen vom Anfang der Welt. Augsburg


S. Hansen (Hg.) (Pattloch/Weltbild) 1991
Mythos, Mythologie, in: Histor.Wörterbuch der
W.Burkert / A.Horstmann Philos. vol. 6, Darmstadt (WBG) 1984, Sup. 281-
318
Die Vergangenheit ist ein anderes Land. Neue und alte
politische Mythen im Nachkriegseuropa, in: FAZ
T. Judt 205/1993

Über die zwei Arten des Denkens, in Kerenyi (org.),


C.G. Jung (1) Sup.1 161-167

Mythendeutung, in: Kerenyi (org..), S. 168f.


C.G. Jung (2)
Die Eröffnung des Zugangs zum Mythos. Ein
K. Kerenyi Lesebuch, Darmstadt (WBG, WdF 20) 1976

Dialektik von Mythos und Logos, Frankfurt/M


J. Klowski (Hirschgraben) 1980

(A presença do mito). Die Gegenwärtigkeit des


L. Kolakowski Mythos, München 1973

Familienkrieg und Friedenskonferenz. Uber Rituale


T.Moser von Trennung und Scheidung, in: FAZ 229/1993

Allegorische und rationalistische Mythendeutung. in:


W. Nestle Vom Mythos zum Logos, Aalen 1966, S. 126-152

Philosophische Arbeitsbücher 3, Diskurs: Religion,


W. Oelmüller...(Hq.) Paderborn (Schöningh) 1979

Der ursprüngliche Mythos, in: Kerenyi (org.), S. 271-


W.F. Otto 278

Götter und Heldensagen der Griechen, Heidelberq


F. Pfister (Winter) 1956 u.ö.:

Die Weisheit der Bilder, München 1979


A.v.Schirnding

J. Slok / J. Haekel / Mythos und Mythologie. in: RGG IV, Tübingen (Mohr)
S.Mewinkel / E Fuchs / H. 1986
Meyer
Kosmogonische Mythen. in: Die Tragweite der
J. C.F.v.Weizsäcker Wissenschaft, Stuttgart 1990. S. 20-37

I. Literatur:
o G.B. Kerferd / H. Flashar: Die Sophistik, in: H. Flashar (Hg.): Grundriss
der Geschichte der Philosophie, Bd. 2/1: Sophistik - Sokrates - Sokratik
- Mathematik - Medizin, Basel (Schwabe) 1998
o K.v.Fritz: Die Rückwendung zur Menschenwelt. Die Sophisten und
Sokrates, in; Grundprobleme der Geschichte der antiken Wissenschaft,
Berlin (de Gruyter) 1971. S.221-250