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DESTILAÇÃO MULTICOMPONENTE

 INTRODUÇÃO À SEPARAÇÃO MULTICOMPONENTES


 A grande maioria dos processos de separação não está limitada a
apenas dois componentes e, desta forma, os sistemas de separação
trabalham com misturas multicomponentes.
 É feito tratamento conceitual feito com base termodinâmica igual ao de
misturas binárias, onde os cálculos implicam em equações com muitas
variáveis para serem resolvidas analítica ou graficamente.
 Assim, a solução rigorosa de sistemas multicomponentes exige
métodos computacionais. De toda a forma, são necessários cálculos
preliminares, suficientemente precisos para estimativas de custos e as
entradas de dados para os métodos computacionais.
 Nos cálculos simplificados calcula-se a RAZÃO DE REFLUXO e o
NÚMERO DE ESTÁGIOS de FORMA EMPÍRICA, a partir dos LIMITES
CONCEITUAIS DEFINIDOS PELAS RAZÕES DE REFLUXO MÍNIMA E
TOTAL COM O CORRESPONDENTE NÚMERO DE ESTÁGIOS INFINITO E
MÍNIMO.
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ESPECIFICAÇÃO DA SEPARAÇÃO - COMPONENTES CHAVES

 A especificação para o cálculo de uma separação multicomponente


requer que duas e só duas composições sejam definidas.

Usualmente, define-se estas composições em relação a componentes


ditos chaves - LEVE e PESADO – os quais são adjacentes em termos de
volatilidade.

O componente dito CHAVE-LEVE é aquele cuja composição deseja-se


controlar em um valor MÍNIMO no produto de FUNDO. O CHAVE-
PESADO é aquele cuja composição deseja-se controlar em um valor
MÍNIMO no produto de TOPO da torre.

Ambos componentes aparecem em quantidades finitas nos produtos


da torre e são considerados distribuídos entre estes produtos.
Considera-se que os componentes NÃO-CHAVES aparecem
essencialmente em UM OU OUTRO PRODUTO, NÃO SE DISTRIBUINDO.
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MÉTODO APROXIMADO DE FENSKE-UNDERWOOD-GILLILAND-KIRKBRIDE


FUGK
PREMISSAS E CÁLCULOS PRELIMINARES

 O método de Fenske-Underwood-Gilliland-Kirkbride (FUGK) é um método


aproximado de projeto de uma coluna de destilação multicomponente, para
se obter uma primeira estimativa do número de estágios de equilíbrio (N), da
localização da alimentação (NF) e das condições limite de operação: razão de
refluxo mínima (Rmin) e número mínimo de estágios (Nmin).

Este método pressupõe volatilidades relativas constantes ao longo da


coluna e refluxos internos molares de vapor e líquido constantes em cada
uma das seções da coluna (seção de retificação e de esgotamento).

O método conduz a melhores resultados para sistemas que se aproximam


da idealidade.
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MÉTODO APROXIMADO DE FUGK


PREMISSAS E CÁLCULOS PRELIMINARES

 Parâmetros de entrada: pressão de operação (P), vazão molar da


alimentação (F), composição molar da alimentação (xF, com nc frações
molares), condição térmica da alimentação (q, definido abaixo), frações de
recuperação desejadas do LK (chave leve) no destilado e do HK (chave
pesado) no resíduo (recLK e recHK), razão kk = R/Rmin (razão entre a razão
de refluxo operacional e a razão de refluxo mínima).

 Calcular a primeira aproximação da composição do destilado (xD) e do


resíduo (xB), tendo em conta as recuperações dos componentes chaves e
formulando hipóteses razoáveis para a distribuição dos componentes não-
chaves pelo destilado (D) e pelo resíduo (B).

 Calcular a primeira aproximação da temperatura de saturação do destilado


(TD) e do resíduo (TB) e das volatilidades relativas nessas condições (αi,D e
αi,B, o componente de referência é o HK).
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MÉTODO APROXIMADO DE FUGK

Calcular as volatilidades relativas médias para as condições da


coluna (por exemplo a média geométrica entre as condições do
destilado e do resíduo):

 Calcular o número mínimo de estágios, pela equação de Fenske:

onde d e b designam as vazões molares individuais (de cada


componente), respectivamente no destilado e resíduo.
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MÉTODO APROXIMADO DE FUGK

Recalcular as composições do destilado e resíduo, aplicando a equação de Fenske


aos componentes não-chaves:

Recalcular as temperaturas do destilado e do resíduo e as volatilidades relativas


nessas condições.

Caso não convirja, recalcular as volatilidades relativas médias até que haja
convergência nas temperaturas do destilado e do resíduo ou das volatilidades.

Calcular a razão de refluxo mínima, pelas equações de Underwood, a primeira


equação é resolvida em relação ao parâmetro Θ, compreendido entre αHK,m (=1) e αLK,m.
Esta equação é escrita em função da condição térmica da alimentação, quantificada
pelo parâmetro q:
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MÉTODO APROXIMADO DE FUGK

 O parâmetro q é definido como: q = ∆H1/∆H2, onde ∆H1 é a diferença de entalpia


entre a alimentação no estado de vapor saturado e a alimentação em seu estado e ∆H2
é a entalpia molar de vaporização da alimentação. Para misturas onde a entalpia molar
de vaporização é mais ou menos constante, q coincide com a relação de vazão (vazão
molar de liquido saturado adicional produzido no estágio de alimentação)/(vazão molar
de alimentação). Os valores de q para as diferentes condições térmicas da alimentação
são:

 q = 1, líquido saturado;
 q = 0, vapor saturado;
 0 < q < 1, mistura líquido mais vapor saturados;
 q > 1, vapor superaquecido;
 q < 0, líquido subresfriado.

 Uma vez conhecido Θ, a segunda equação de Underwood permite calcular a razão de


refluxo mínima:
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MÉTODO APROXIMADO DE FUGK

 Calcular a razão de refluxo de operação: R = kk×Rmin.

Calcular o número de estágios teóricos, pelas correlação de


Gilliland:
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MÉTODO APROXIMADO DE FUGK

 Calcular o estágio de alimentação pela equação de Kirkbride:

onde:
- Nret e Nesg são respectivamente o número de estágioes na zona de
retificação e de esgotamento;
- B e D respectivamente os vazões molares do resíduo e do
destilado.
- O estágio da alimentação é NF = Nret + 1.
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LIMITES CONCEITUAIS - REFLUXO TOTAL


(NÚMERO MÍNIMO DE ESTÁGIO)

A equação de Fenske é aplicável quando a diferença


entre a temperatura de topo e fundo for no máximo
em 80oC.
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MÉTODO APROXIMADO DE FUGK


V

DESTILAÇÃO MULTICOMPONENTE
NÚMERO DE ESTÁGIOS
 Correlação de Gilliland
 A razão de refluxo mínima e o NÚMERO DE ESTÁGIOS
(N - N) Min /(N+ 1)
número de estágios mínimo 1.0
0.02 0.05 0.1 0 .2 0.5 1.0

podem ser usados para calcular o


número de estágios e a razão de 0.7
refluxo necessários a separação
0.5
desejada. 0.4
 Trata-se de uma correlação 0.3
gráfica onde se lança os valores
de : 0.2

N − N Min RR − RRMin
versus
( N + 1) RR + 1
0.1

Para refluxo total N=NMin e a ordenada reduz-0.07


se a zero abscissa a um.
Por outro lado a RMin N torna-se infinito e a 0.04
0.05

ordenada e a abscissa reduzem-se a um e a RAZÃO REFLUXO


(RR - RR M in )/ (RR+ 1)
zero.
Conceitos Básicos de
Engenharia Química
Equilíbrio Líquido-Vapor Ábaco de DePriester Baixa T
Conceitos Básicos de
Engenharia Química
Equilíbrio Líquido-Vapor Ábaco de DePriester Alta T
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Exercício: Calcular o número mínimo de estágios para a separação de uma mistura contendo 33% de n-
hexano, 37% de nheptano e 30% de n noctano a 1,20 atm. Considerar que a que a carga esteja 60% em mol
vaporizada. Admitir que só os chave pesado e chave leve se distribuem e que a composição do nhexano no
topo tenha 0,99 de nhexano e no fundo 0,01 de nhexano.
 Solução

 Componente Chave pesado: nheptano; Chave leve: n hexano.

 Cálculo das volatilidade relativa e das médias:


Temperatura do topo Temperatura do Temperatura da
= 75C fundo = 115C carga = 105C
Composi Composi
Compone Composição ção Vazão de Vazão de ção Volati- Volati- Volati-
nte Carga Vazão de carga Destilado Destilado Resíduo Resíduo K lidade K lidade K lidade
C6 0,33 33 0,99 32,3 0,7 0,01 2,07 2,156 2,75 2,500 2,23 2,208
C7 0,37 37 0,01 0,3 36,7 0,54 0,96 1,000 1,1 1,000 1,01 1,0
C8 0,3 30 0 0 30,0 0,45 0,462 0,481 0,462 0,420 0,462 0,5
100 32,7 67,3

F= D+B

Fz c6=Dx DC6+Bx BC6= 100*0,33=0,99*D+(100-D)*0,01 D= 32,7 32,7 kmol/h


B= 67,3 67,3 kmol/h

45,9/4,5=2,01Nm
7,6/32,2
T topo e fundo Nm= 9,20 estágios
T topo, carga e fundo Nm= 9,41 estágios
Dxi,D= T carga Nm= 9,85 estágios

xDC8= 0

ln[(xDC7 xBC7 ) / (xDC8 xBC8 )] ln[(0,010,544) / (xDC8 0,446)]


Usar N min e calcular
Cheque da composição do noctano no
admissão de destilado e usar Composições
Nm = 9,4=
lnαMC7
noctano só no e Volatilidades do nheptano e
destilado noctano
ln2,19
V

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LIMITES CONCEITUAIS - REFLUXO MÍNIMO
NÚMERO INFINITO DE ESTÁGIOS
 Consideremos para uma dada carga F, cuja parte vaporizada seja VF:
V

V = V + VF
VF V L = L − LF
FzF
 Para refluxo mínimo, o número de estágios sendo
infinito, considerando as equações de balanço
F material e de equilíbrio, pode-se chegar as seguintes
equações para um sistema de n componentes:
LF L

α i zi
n
VMin N
α i x Di
1− I = ∑
L
= RRMin + 1 =∑
i =1 α i −Φ 1= 2 α i − Φ
D

Onde RRMin = razão de refluxo mínimo.