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ÍNDICE

A Série Psicologica.......................................................................2

Al Thuraya – (Pregue o Evangelho em Todo Tempo. Se Precisar Use Palavras.)


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A S ÉRIE P SICOLOGICA

01 - Jesus e Atualidade
02 - O Homem Integral
03 - Plenitude
04 - Momentos de Saúde
05 - O Ser Consciente
06 - Autodescobrimento
07 - Desperte e Seja Feliz
08 - Vida: Desafios e Soluções
09 - Amor, Imbatível Amor
10 - O Despertar do Espírito
11 - Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda
12 - Triunfo Pessoal
13 - Conflitos Existenciais
14 - Encontro com a Paz e a Saúde
15 - Em Busca da Verdade
16 - Vitória sobre a Depressão
17 - Psicologia da Gratidão

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MÓDULO 1

AULA 2: A E STRUTURA DA PSIQUE 1 - (CLÁUDIO SINOTI )

Há algo além da consciência? O que explica acharmos que


somos algo além do que percebemos? A Psicologa aí encontra o
seu campo e busca desvendar que somos além do que
percebemos.

O ser humano é organizado por complexos elementos


que transcendem a uma análise superficial, exigindo seguro
aprofundamento nos seus elementos constitutivos (Em
busca da verdade – Cap. I).

Podemos nos propor o desafio de compreendermos esse


complexo mundo que somos. Nossa essência espiritual tem um
corpo que a reveste (perispírito) e que se manifesta também no
corpo físico. Essas três instâncias interagem na longa jornada
evolutiva na qual despertamos o Divino que existe em nós. O Ego
consegue observar apenas parte da realidade, assim, o nosso
âmbito consciencial é restrito mas pode ser alargado.

A medida em que a Psicologia vem aprofundando a


sonda da investigação nos alicerces psíquicos do ser,

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tentando compreender as alterações da consciência, mais se


agigantam as perspectivas do conhecimento para tornar a
existência humana mais digna de vivida. (O ser consciente –
Cap. I).

A Psicologia começa a se tornar ciência ao final do século


XIX, tempo em que se entendia que a carga genética
determinava a psique. No desenvolvimento dos conceitos e
estudos, desponta a Psicologia Transpessoal demonstrando que
a causalidade do que somos provém do Espírito: há uma herança
histórica trazida através das encarnações.

Assim, também o complexo genético que nos forma não é


uma causalidade, e sim o trabalho do próprio Espírito de
escolher, no material dos pais, as características que são
adequadas às suas necessidades evolutivas. Se queremos uma
Psicologia integral, não podemos observar somente o corpo, não
somente o perispírito, não somente a alma. O olhar deve ser
holístico.

Quanto mais conhecimentos abarcamos de nossa própria


realidade, mais condições temos de avançar no
autoconhecimento. É um processo autoterapêutico, um olhar

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profundo ao que somos além do ego. O convite é de mergulhar


no aparelho psíquico que traz todos os conteúdos e a própria
essência.

No modelo do aparelho psíquico humano, o self é o centro do


psiquismo total e o ego é o centro da consciência:

O Ego percebe os conteúdos que estão ao seu alcance,


nome, identidade, profissão, características físicas, o que cada
um percebe de si.

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O Inconsciente Pessoal são todas as lembranças dos


acontecimentos dessa mesma existência que não se recorda
mais.
O Inconsciente Coletivo ou Profundo são as heranças antigas
das encarnações passadas. Algumas pessoas, fazendo terapias
de existências passadas, podem ter vislumbres do que já foram e
que está registrado no Inconsciente Coletivo.

Jung: o Self é centro regulador e coordenador de nossa


vida psíquica, que corresponde simbolicamente à imagem
de Deus que temos em nós. O Self não é apenas o centro,
mas também a circunferência total, que abarca tanto o
consciente quanto o inconsciente; é o centro dessa
totalidade, assim como o ego é o centro da consciência.

O self impulsiona a manifestação de nós mesmos. Somos o


que desconhecemos pois o Ego não percebe a totalidade. O
desafio é perceber, em cada encarnação, um pouco mais do que
somos.

O self, na condição de arquétipo primordial, preside ao


processo de desenvolvimento que lhe é imperioso alcançar,

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mediante as experiências - reencarnações - que fazem parte


dos estatutos da Vida (Triunfo Pessoal – Cap. 5).

Self é a imagem do divino em nós. Somos imagem e


semelhança de deus (com letra minúscula). Quando percebemos
a divindade em nós, fazemos uma conexão com o self,
transcendemos o Ego e, progressivamente, integramos tudo que
fomos ao que somos.

Jung: o Ego funciona como centro, sujeito e objeto da


identidade pessoal […] Ele é o centro, mas não é a totalidade
da psique.

O ego é o centro coordenador de todo o conteúdo que faz


parte da consciência. É através do Ego que o self tem condições
de se manifestar. O Ego estruturado dá conta de ordenar o
campo da consciência e instiga a que o indivíduo aprofunde o
seu autoconsciente. Perceber que somos algo além do Ego (o
que se percebe da consciência) projeta forças que impulsionam
ao autoconhecimento.

… a pequena parte da psique que é autoconsciente, que


se identifica consigo mesma. É o eu, que se conhece na

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condição de ser, da área própria de energias, que são


totalmente diversas dos outros. É a parte pequena de nós
que se apercebe das coisas e ocorrências, a personalidade,
numa visão que seja detectada pela consciência (Vida:
desafios e soluções – Cap. 7).

A estrutura saudável do Ego permite o discernimento dos


conteúdos da consciência. Percebe tudo o que ocorre à sua
volta, mas não percebe o que está mergulhado na profundidade
do self. Estabelecer uma ponte saudável entre Ego e self propicia
para que todos os conteúdos vivam de uma maneira harmônica.

Jung definiu a consciência como a relação dos


conteúdos psíquicos com o ego, na medida que essa relação
é percebida como tal pelo ego (O ser consciente – Cap. 2).

A consciência traz todos os conhecimentos perceptíveis, os


demais conteúdos são inconscientes. A consciência se aprimora
no desenrolar das encarnações.

A conquista da consciência é, desse modo, um parto


muito dorido do inconsciente, que continua detendo

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expressiva parte dos conteúdos psíquicos que o ego


necessita e deve assimilar (Triunfo pessoal – pg. 27).

O avançar do autoconhecimento é doloroso mas necessário


para por-se a caminho da evolução integral do ser. Cada um é
portador do divino em essência que precisa ser despertado.

Jung: O inconsciente engloba os conteúdos psíquicos


que não fazem parte do campo da consciência: tudo o que
sei, mas que no momento não estou pensando; tudo aquilo
de que antes eu tinha consciência, mas de que agora me
esqueci; tudo o que é percebido pelos meus sentidos, mas
que não foi notado pela minha mente consciente. Tudo
aquilo que, involuntariamente e sem prestar atenção, sinto,
penso, recordo, quero e faço; todas as coisas futuras que
estão tomando forma em mim e que em algum momento
chegarão à consciência: tudo isso é o conteúdo do
inconsciente.

O inconsciente registra todos os eventos, todas as


impressões dos sentidos, e os arquiva com os mínimos detalhes
possíveis. Assim, é vasto e rico.

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Indubitavelmente, nesse oceano encontram-se


guardadas todas as experiências do ser, desde as suas
primeiras expressões, atravessando os períodos de
desenvolvimento e evolução até o momento da lucidez do
pensamento lógico, no qual hoje transita com vistas ao
estágio mais elevado do pensamento cósmico para onde
ruma (Vida: desafios e soluções – pg. 84).

O objetivo, então, passa a ser a integração harmoniosa dos


conteúdos conscientes e inconscientes. Avançar o próprio eu em
direção ao que somos.

O grande desafio da existência humana está na


capacidade de explorar esse mundo desconhecido, dele
retirando todos os potenciais que possam produzir
felicidade e autorrealização... (Vida: desafios e soluções –
Cap. 7).

Há uma certeza intuitiva de que estamos em uma jornada


profunda de autodescoberta.

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MÓDULO 1: A Série Psicológica e a Estrutura da Psique

I - Introdução à Série Psicológica de Joanna de Ângelis

São os livros da “Série Psicológica” de Joanna de Ângelis


(pela psicografia de Divaldo Pereira Franco):

Jesus e Atualidade (1989)


O homem integral (1990)
Plenitude (1991)
Momentos de saúde (1992)
Momentos de consciência (1992)
O ser consciente (1993)
Autodescobrimento uma busca interior (1995)
Desperte e seja feliz (1996)
Vida, desafios e soluções (1997)
Amor, imbatível amor (1998)
O despertar do Espírito (2000)
Jesus e o Evangelho à luz da Psicologia profunda (2000)
Triunfo pessoal (2002)
Conflitos existenciais (2005)
Encontro com a paz e a saúde (2007)
Atitudes renovadas (2009)

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Em busca da verdade (2009)


Psicologia da gratidão (2011)

Divaldo relata nunca havia lido nada, especificamente, sobre


psicologia e que a intenção da mentora Joanna de Ângelis é
construir pontes entre a psicologia junguiana e a Quarta Força
(psicologia transpessoal) com a finalidade de que os espíritas
mergulhem mais profundamente nas psicologias com alma e que
busquem o autoconhecimento em um aspecto mais amplo e
contemporâneo atingindo, assim, a sua individuação. Dizendo
que “somos experimentos no laboratório da vida”
(http://www.youtube.com/watch?v=FTEOaj6KHj4), o médium
espírita lembra que Allan Kardec traz à luz uma filosofia de
comportamento de profundas implicações de ética moral com
consequências religiosas.

Iris Sinoti, palestrante espírita e terapeuta junguiana, inicia a


exposição historiando a separação da ciência da religião, mas
trazendo a necessidade de colaboração íntima entre as duas no
comentário de Einstein e no ensinamento de Kardec:
“A ciência sem religião é manca, a religião sem a ciência é
cega.” Albert Einstein

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“Espiritismo e ciência se completam reciprocamente; a


Ciência, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de
explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao
Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação”.
Allan Kardec (A Gênese, Cap 1:16)

Qual o sentido de estudar a psicologia ou o desenvolvimento


da pessoa dentro de uma proposta religiosa? O estudo se dá no
âmbito religioso espírita que tem na sua base o tripé ciência,
filosofia e religião. Desa forma, o conhecimento que se acessa é
científico, empírico:

“A psicologia, que inicialmente se confundia com a


estrutura filosófica, de passo em passo libertou-se de seu
jugo e, buscando estudar a psique, alcançou, na atualidade,
expressão de relevo para a compreensão do homem, dos
seus problemas e seus desafios psicológicos” (O homem
integral – Introdução).
A descoberta do inconsciente traz uma nova imagem do ser:
uma parte de nós desconhecida, e Joanna centra a sua
abordagem nos conceitos de Jung:

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"A tarefa da Psicologia espírita é tornar-se ponte entre os


notáveis contributos dos estudos ancestrais de eminentes
psicólogos , oferecendo-lhes uma ponte com o pensamento
espiritista, que ilumina os desvãos e os abismos do
inconsciente individual e coletivo, os arquétipos, os
impulsos e tendências, os conflitos e tormentos, as
aspirações de beleza...” (O Despertar do Espírito –
Introdução).

Joanna de Ângelis não cria uma “psicologia espírita”; antes


ensina a transpor o caminho entre “os notáveis contributos dos
estudos ancestrais dos eminentes psicólogos” e o Espiritismo,
através de “uma ponte com o pensamento espiritista...” Assim,
amplia o olhar entre a Psicologia e o Espiritismo, evidenciando a
intensidade dos fenômenos internos à Psique e facilitando o
processo de individuação.

II - Bases da Série Psicológica

O Espírito Joanna de Ângelis propõe uma caminhada com


passos fundamentais de descoberta e aprendizado: descobrir-se
a si mesmo, aprender a viver, aprender a ser e aprender a amar.

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Descobrir-se a si mesmo é tirar o véu, conhecer é


aprofundar-se no processo de autoconhecimento. Entrar em
contato com o que se é:

“O grande desafio para o homem contemporâneo é o seu


autodescobrimento. Não apenas identificação das suas
necessidades, mas, principalmente, da sua realidade
emocional, das suas aspirações legítimas e reações diante
da ocorrências do cotidiano” (O homem integral – Cap. 1).

Aprender a viver é aprender a viver com dignidade, com


autenticidade. Só se consegue quando se é o que se é. Não se
reencarna para viver bem, e sim para encontrar o sentido real da
encarnação. É preciso saber viver:

“Não se creia, …, equivocadamente, que a finalidade


primeira da conjuntura existencial seja viver bem, no sentido
de acumular recursos, fruir comodidades, gozar
sensações...” (Vida: desafios e soluções, Cap.2).

Aprender a ser significa conviver consigo próprio. Na auto-


educação, é importante aprender a conviver com a própria
solidão meditativa, encontrando internamente as respostas que

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são procuradas, ligando-se (religiosidade, conexão) consigo


próprio no encontro com o Deus interno:

“O homem deve ser educado para conviver consigo


próprio, com a sua solidão, com os seus momentâneos
limites e ansiedades, administrando-os em proveito pessoal,
de modo a poder compartir emoções e reparti-las ...” (O
homem integral, Cap. 4).
O self de Jung é igual ao Espírito que sou.

“A educação, a psicoterapia, a metodologia da


convivência humana devem estruturar-se em uma
consciência de ser, antes de ter; de ser ao invés de poder, de
ser, embora sem a preocupação de parecer” (O homem
integral, Cap. 4).

Aprender a amar porque é necessário sim, aprender a se


amar. É necessário que se almeje exercer essa capacidade, pois,
na maioria das vezes, a resistência à mudança faz com que se
creia que o amor não é aprendido.
"É necessário aprender-se a amar, porquanto o amor
também se aprende...” (Garimpo de amor, Cap. 3).

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"O amor que se deve oferecer ao próximo é consequência


natural do amor que se reserva para si mesmo, sem cuja
presença muito difícil será a realização plena do objetivo da
afetividade” (Garimpo de Amor, Cap. 2).

Fonte:http://www.tvcei.com/portal/iris-sinoti/introducao-a-serie-
psicologica-video_c3d0bf939.html

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DOIS ASPECTOS DA QUESTÃO 132 LE

132 – Qual é o objetivo da encarnação dos Espíritos?

- Deus lhes impõe a encarnação com o objetivo de fazê-los


chegar à perfeição. Para alguns é uma expiação, para outros é
uma missão. Todavia, para alcançarem essa perfeição, devem
suportar todas as vicissitudes da existência corporal; nisso é que
está a expiação. A encarnação tem também outro objetivo que é
o de colocar o Espírito em condições de cumprir sua parte na
obra da criação. Para realizá-la é que, em cada mundo, ele toma
um aparelho em harmonia com a matéria essencial desse
mundo, cumprindo aí, daquele ponto de vista, as ordens de
Deus, de tal sorte que, concorrendo para a obra geral, ele próprio
se adianta.

A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo,


mas Deus, em sua sabedoria, quis que, por essa mesma ação,
eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximarem
dele. É assim que, por uma lei admirável de sua providência,
tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza (LIVRO DOS
ESPÍRITOS).

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Com muita clareza os Espíritos Superiores esclarecem que o


objetivo da encarnação é o acesso à perfeição, atravessando as
vicissitudes da existência corporal e colaborando com a obra da
criação.

As vicissitudes não são castigos nem cumprem o papel de


punição às faltas cometidas. Antes, são respostas às escolhas do
Espírito em suas múltiplas vidas. Essas respostas são
circunstâncias, mais ou menos contrárias ao senso de conforto
do Espírito reencarnado. Umas são mais duras, outras mais
suaves, mas em todas há a justa medida e o caráter de estímulo
à superação das dificuldades.

A par da imposição radicada na lei do retorno, o Espírito


reencarnado participa da criação, em nobre papel colaborando
com o aprimoramento da humanidade segundo as suas
habilidades. Assim é que, enquanto se educa no sentido do bem,
corrigindo o desequilíbrio que ocasionou quando ainda pouco
afinado com o amor, seu novo exercício reverbera na condição
evolutiva de todo o planeta.

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A MISSÃO DOS ESPÍRITOS ENCARNADOS

Ensina a questão 573 de O Livro dos Espíritos:

-Instruir os homens, ajudar seu progresso, melhorar suas


instituições por meios diretos e materiais. Mas as missões são
mais ou menos gerais e importantes: aquele que cultiva a terra
cumpre uma missão, como aquele que governa ou aquele que
instrui. Tudo se encadeia na Natureza; ao mesmo tempo que o
Espírito de depura pela encarnação, ele concorre, sob essa
forma, para o cumprimento dos caminhos da Providência. Cada
um tem sua missão neste mundo, posto que cada um pode ser
útil para alguma coisa.

Quando encarnado, o Espírito encontra muitas oportunidades


de ser útil. A humildade de sua contribuição não o faz menor
perante os seus próximos. Aliás, a comparação do que é
incomparável demonstra apenas a ignorância, sempre
passageira e relativa, daquele que se demora com essa
preocupação.

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Também são armadilhas falaciosas desejar eleger este ou


aquele trabalho como mais importante. Todas as ações estão
ligadas, todos os trabalhos se completam. Os resultados sempre
são os melhores e sempre alcançam os seus objetivos. Para
entender essa última afirmação, é preciso que se eleve o foco
além dos interesses precários e provisórios da vida material e se
cogite o que a Providência Divina, que é a solicitude de Deus
para com as suas criaturas, entende por necessário.

As três tarefas que introduzem a resposta, instruir os homens,


ajudar seu progresso e melhorar suas instituições por meios
diretos e materiais dão luz ao caráter geral das missões. Ora, o
fato de se estar encarnado é um sinal claro de que há a
necessidade de progredir, em princípio, individualmente, ao
tempo de impulsionar, por consequência, o progresso de todo o
planeta. Um bom pensamento, uma boa palavra, uma boa ação
melhoram o mundo.

Instruir os homens é tarefa que se faz não apenas com livros,


cadernos ou com os modernos recursos eletrônicos. Instruir os
homens é, principalmente, oferecer bons exemplos e mostrar,
sem vaidade, os caminhos que alguns dos seres mais adiantados
percorreram na busca de seu aperfeiçoamento. Há biografias

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preciosas, há sugestões e conselhos baseados em ações


práticas que ilustram muitas páginas de vida. O homem
interessado em se instruir as encontra se tiver atenção às
informações que lhe chegam dos mais diversos modos. Àquele a
quem cabe a missão de instruir recai a responsabilidade de
disponibilizar os melhores recursos que conheça, de boa-fé, no
sentido de auxiliar a caminhada.

Ajudar o progresso dos homens começa com a empatia à


situação evolutiva do próximo, buscando encontrar os melhores
meios de auxiliá-lo a desvencilhar-se da estreiteza e seguir com
seus próprios passos rumo à evolução. O conceito de progresso
é uma importante indagação, porquanto o auxílio não se força,
pelo contrário, abre espaços de escolha.

Melhorar as instituições por meios diretos e materiaisse faz


com o trabalho incessante e dedicado, no lugar em que se
encontra o Espírito encarnado, obrando com desinteresse
pessoal e visando sempre o aperfeiçoamento do que já está
estabelecido e utilizando sua inteligência para criar instrumentos
de desenvolvimento pessoal e coletivo.

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Assim também é que nenhuma contribuição seja


imperceptível ou dispensável. Todos concorrem para o
melhoramento dos padrões de desenvolvimento e evolução. O
pensar sereno, a atitude firme e a tranquilidade da mente
traduzida em bons pensamentos traz a boa sintonia que propicia
ao Espírito encarnado colaborar com Mundo Espiritual.

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