Você está na página 1de 10

FACULDADE PROCESSUS

PÉRICLES

EFICIÊNCIA NA APLICAÇÃO DOS RECURSOS PÚBLICOS

ISABELA SILVA, JOÃO LUCAS LIMA, JONATHAN SILVA, THAYS MARIANO E


VANESSA SOARES

TAGUATINGA, DF, MARÇO DE 2018


ISABELA SILVA, JOÃO LUCAS LIMA, JONATHAN SILVA, THAYS MARIANO E
VANESSA SOARES

EFICIÊNCIA NA APLICAÇÃO DOS RECURSOS PÚBLICOS

Trabalho apresentado como requisito


parcial para aprovação na matéria de
Finanças Públicas, noturno, como o
professor José Péricles Freire
Barroncas, da Faculdade Processus,
Campos II.

TAGUATINGA, DF, MARÇO DE 2018


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 4
2. EFICIÊNCIA NA APLICAÇÃO DOS RECURSOS PÚBLICOS ................................ 5
3. CONCLUSÃO.......................................................................................................... 9
BIBLIOGRAFIA ......................................................................................................... 10
1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho busca analisar a eficiência na aplicação recursos públicos


e o porquê. Dessa forma, traremos conceitos como as falhas de mercado influenciam
na captação e posterior alocação, distribuição e estabilização por parte do Estado dos
recursos públicos afim de diminuir as desigualdades e possibilitar aos cidadãos maior
qualidade de vida e melhor distribuição da renda, ou seja, onerando mais aqueles que
possuem mais e transferindo esses recursos àqueles que possuem menos.
Para que o Estado consiga atender às necessidades da sociedade que sofre
devido às falhas de mercado e evitar o abuso por parte dos administradores, a
legislação brasileira prevê inúmeras ferramentas de controle e redistribuição de renda,
como é o caso da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, também conhecida
como Lei de Responsabilidade Fiscal.
2. EFICIÊNCIA NA APLICAÇÃO DOS RECURSOS PÚBLICOS

Diversas pesquisas com aplicação do método DEA (Análise Envoltória dos


Dados), mostram que o Estado é ineficiente nos três poderes e considerando a crise
do modelo Welfare State, segundo o qual o Estado é do tipo assistencial e que
garantiria padrões mínimos de educação, saúde, habitação, renda e seguridade social
a todos os cidadãos, muitos estudiosos buscam soluções para aumentar a eficiência
estatal a fim de aumentar, digamos assim, sua “produtividade”, melhor captação de
recursos e, por conseguinte, máxima eficiência na aplicação destes.
Essa crise levou muitos a acreditarem que a redução da atuação do Estado na
sociedade seria uma solução viável, pois, reduziria os custos estatais e evitaria
desvios, por exemplo. Existem outros movimentos, cada qual com as suas
peculiaridades, contudo, todos objetivam algo em comum, ou seja, a eficiência. Na
constituição federal o princípio constitucional da eficiência, que foi incluído com a
emenda constitucional 18 de 1988, deu origem a diversos mecanismos de controle e
gestão na administração pública que visam tornar os serviços e a utilização dos
recursos mais eficientes.
Outro problema que traz o aumento populacional seria a utilidade marginal do
bens e serviços públicos, ou seja, a Lei das Utilidades Marginais Decrescentes sugere
que aja um acréscimo no consumo e consequente diminuição no fator saciedade
desse produto consumido, portanto, o aumento demográfico anula isso, pois, sempre
surgirá novas necessidades e novos consumidores para os bens e serviços públicos.
Economicamente, o termo marginal refere-se a estar fora dos padrões
quantitativos e qualificativos de consumo e produção, portanto, a utilidade marginal
refere-se ao acréscimo de utilidade que se verifica quando é consumida mais unidade
do bem ou consumido mais um serviço.
No âmbito dos bens e serviços públicos, sempre que se faz necessário a
utilização destes e com o crescimento populacional, a utilidade marginal vai
aumentando também, pois, ainda ocorre, em muitos casos a ineficiência dos serviços
e bens prestados.
Papel dos Gastos Públicos

O Estado deve fazer funcionar de forma adequada a sua atividade financeira,


a fim de que os serviços públicos sejam ofertados nos termos presentes na
Constituição Federal (1988) sobre a administração pública que envolve a legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Além da responsabilidade e
compromissos com a sociedade.
A despesa pública pode ser definida como o gasto dos recursos nos
orçamentos, a partir de autorização legislativa. Os gastos públicos podem ser
classificados sob três óticas:

 Da finalidade do gasto;
 Da natureza do dispêndio;
 Do agente encarregado da sua execução.

Assim como o Governo possui receitas, denominada receita pública, ele


também possui despesas governamentais, chamadas de despesas públicas. É o
conjunto de ações feitas pelos órgãos públicos para pagar serviços do governo feitos
para os cidadãos e recursos utilizados para investimentos. É uma das vertentes da
Política Fiscal e deve ser administrada de maneira cuidadosa para garantir os ideais
dispostos na Política Econômica.
O desembolso realizado pelo governo pode ser caracterizado em orçamentário
e extra-orçamentário.

• Orçamentário: Saída de recursos sem associação para pagamentos de gastos


públicos;
• Extra-Orçamentário: Devolução de recursos financeiros transitórios que
chegaram ao Estado como ingressos extra-orçamentários.

Causas do Crescimento das Despesas Públicas

• Crescimento econômico;
• Crescimento populacional;
• Problemas sociais e econômicos;
• Problemas de gestão.

Com o objetivo de equilibrar a distribuição de renda e diminuir as


desigualdades, o Estado intervém na economia com a alocação de recursos
buscando, com isso, maior eficiência e equidade, e com a redistribuição busca
oferecer soluções para as falhas de mercado que o mercado produz a fim de criar
condições para uma boa qualidade de vida à população.
Um dos maiores problemas do Estado é justamente combater as falhas de
mercado, pois, baseados em um sistema capitalista, o mercado brasileiro baseia-se
na acumulação de riquezas, ou seja, caso deixemos a regulação do mercado por
conta dos empresários, teríamos, a cada dia, mais e mais desigualdades sociais e
econômicas.

Estado como regulador de Mercado

Para regular o mercado e suprir as falhas de mercado o Estado utiliza as


políticas ficais como ferramentas para arrecadação e controle de gastos. Essas
políticas permitem que o Estado interfira no mercado de três maneiras, ou seja, de
forma alocativa, a qual consiste no fornecimento eficiente de bens e serviços públicos,
de forma distributiva a fim de assegurar a distribuição equitativa da renda e de forma
estabilizadora que trata da promoção do crescimento econômico sustentado com
baixo desemprego e estabilidade de preços.
Um desses mecanismos é a Lei de Responsabilidade Fiscal a qual exige maior
transparência na prestação de contas por parte dos administradores públicos, a
melhoria na política fiscal e a aplicação dos recursos públicos de forma mais eficiente
e eficaz. Essa lei também serve como limitador dos gastos públicos a fim de evitar a
utilização sem controle dos recursos obtidos através de tributos.
Todo esse aparato de leis e outras ferramentas de gestão dos recursos buscam
resolver os problemas de cada sociedade a partir da sua situação atual, ou seja, ao
longo dos anos a demografia brasileira aumentou e que causou inúmeras alterações
econômicas no Estado, pois, os recursos anteriormente necessários ao atendimento
da saúde e segurança pública, por exemplo, agora não são mais suficientes, com isso
aparecem diversas falhas de mercado.
Essas falhas levam o Estado a buscar soluções tanto para geração de emprego
e redistribuição de renda quanto melhorar sua competitividade no cenário
internacional de exportações, ou seja, as transformações econômicas trazidas com o
aumento demográfico e a falta de eficiência na utilização dos bens e serviços públicos
são indicadores de que precisamos de políticas que alterem a forma como dispomos
dos nossos recursos.
3. CONCLUSÃO

A necessidade que a população tem do Estado em intervir no mercado é


extremamente importante a fim de promover uma sociedade justa e igualitária, pois, o
sistema capitalista busca apenas aumentar a produtividade e melhorar os lucros
obtidos a fim de melhorar os ganhos dos empresários e não observa que com isso o
abismo da desigualdade econômica e social se torna cada vez maior. Nesse sentido
o Estado exerce um papel fundamental no equilíbrio das rendas e prestação de
serviços essenciais.
As ferramentas são importantes e demonstram que o Brasil possui formas de
controle fiscais rigorosos, contudo, ainda temos de avançar no sentido de evitarmos a
corrupção do sistema e, com isso, aumentar a eficiência do sistema.
BIBLIOGRAFIA

BAGATINI, Sara. O Estado como regulador das falhas de mercado. Disponível em:
https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/54930/000856413.pdf?sequence=
1. Acesso em: 25 de março de 2018.

Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp101.htm. Acesso em:


25 de março de 2018.

Disponível em: https://historiadomundo.uol.com.br/idade-contemporanea/


transformacoes-sociais-economicas.htm. Acesso em: 25 de março de 2018.

Disponível em: http://www2.camara.leg.br/a-camara/conheca/historia/historia/cdnos


500anos/aulas/aula3.html. Acesso em: 25 de março de 2018.

Disponível em: http://www.brasil-economia-governo.org.br/2011/12/02/incentivar-o-


consumo-ou-a-poupanca-para-estimular-o-crescimento-economico/. Acesso em: 25
de março de 2018.

Disponível em: https://mises.org.br/Article.aspx?id=903. Acesso em: 25 de março de


2018.

LIMA, H.M.V., DINIZ, J.A.. Eficiência na aplicação dos recursos públicos pelos
Tribunais de Justiça do Brasil. Disponível em:
file:///C:/Users/ConexaAdmin/Downloads/83-83-1-PB.pdf. Acesso em: 25 de março de
2018.