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FICHAMENTO – TESE

Cap. II

Nominações apresentadas entre aspas, funcionando como citações, destacando certos


discursos na palavra escolhida, operando refutações-críticas no uso do termo e permitindo
a compreensão de certos interditos. Isso só reafirma que o processo da nominação é
fundamentalmente dialógico. (p.129)

Ex.: jornais e outras mídias que se utilizam do aspeamento para caracterizar uma fala
como não sendo sua. O “golpe” de 2016 na presidência do Brasil.

As tensões entre as nominações parecem ser um “lugar-comum” no discurso e, muitas


vezes, até obrigatório, já que traduziria a oposição de um em relação ao outro. (…) as
palavras têm um poder e um impacto pragmático não só nos conflitos, (…) mas também,
na orientação informativa ou na tomada de decisões.

Utilizar esta cita para montar a metodologia/fundamentação teórica no que diz respeito à
oposição de duas nominações, realizadas por dois jornais (mídia tradicional vs mídia
alternativa). Mostrar como essas nominações denotam “de que lado você está”, a qual
verdade você está direcionando o seu discurso.

Nomear é uma atividade que nos constitui, falamos a partir de vários outros.

(p.138)

O tom vai se construindo e se expressando (sic) no escrito a partir das palavras


empregadas (das nominações), as quais passam a integrar o universo semântico do texto,
das estruturações enunciativas, dos discursos representados (das vozes), de determinados
pontos de vista, da forma como o sujeito que escreve o texto se representa etc.

(p.139)

A partir do que diz Bakhtin (1993 [1919/1921]) sobre o tom e Volochínov (1926, 1930)
sobre a entonação, observamos que a nominação é uma atividade vivida como um evento
em processo, pois é assim que lidamos com a língua – e não com uma dita “formulação”
sincrônica que é extraída do repertório de uma gramática da língua como um nome
pronto, já-dado a ser enunciado. (p.140)
Falar com fabi: posso usar AD e Bakhtin (conceito de nominação) na fundamentação
teórica?

A escolha de nominar está relacionada, do nosso ponto de vista, às noções de reflexão e


refração, forças centrípetas e centrífugas e relações de poder. (p.151)