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Autor: Sergio Alfredo Macore - 846458829

ÍNDICE
INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 2

GOVERNAÇAO ELETRÔNICA EM MOÇAMBIQUE ...................................................... 3

CENÁRIO ACTUAL DA POLÍTICA DE GOVERNO ELETRÔNICO EM


MOÇAMBIQUE ................................................................................................................. 3

OBJECTIVOS DA GOVERNAÇÃO ELECTRÓNICA EM MOÇAMBIQUE (E-GOV) ... 5

POSSIBILIDADES, DESAFIOS E PERSPETIVAS DA UTILIZAÇÃO DO CONCEITO


DE CULTURA DE INFORMAÇÃO NO CONTEXTO DA POLÍTICA DE E-GOV EM
MOÇAMBIQUE .................................................................................................................... 6

BENEFICIOS DA INCLUSAO DO GOVERNO ELETRONICO EM MOCAMBIQUE ... 8

CONCLUSÃO ....................................................................................................................... 9

BIBLIOGRAFIA .................................................................................................................. 10
INTRODUÇÃO

Governação electrónica é a capacidade que o governo tem de, através dos seus sistemas,
processo de modernização da governação baseado na utilização das tecnologias de
informação e comunicação (TIC’s) procedimentos de trabalho interno e métodos de
comunicação, melhorar a qualidade, eficiência e transparência dos seus serviços aos
cidadãos, empresas, colocando-os no centro das atenções.
O que nos levou a produzir este trabalho foi a necessidade de conhecer o impacto da
governação electrónica na melhoria da prestação de serviços públicos do nosso país,
utilizando as tecnologias de informação e comunicação (TIC’s)
O trabalho tem como objectivo especifico, mostrar os benefícios da implementação da
governação electrónica em Moçambique e fazer um relação entre, o período antes da
governação electrónica e depois da mesma.
As metodologias usadas para a produção deste trabalho foram:
 Pesquisa documental: para a recolha de informação, privilegiou-se a pesquisa
documental que abrangeu, para além da recolha de estudos já feitos, diversos
documentos relacionados com assuntos do desenvolvimento das TIC’s. Foi também
possível localizar bastante material na internet. Dos diversos materiais encontrados,
fez-se selecção e resumo.

Para o estudo deste assunto, o trabalho esta sequenciado da seguinte maneira: primeiro
iremos trazer um historial da governação electrónica (iremos dar conceito à governação
electrónica.), depois iremos apresentar o estudo actual da governação electrónica em
Moçambique, destacando os factores que contribuem para o tal estado e iremos abordar
conteúdos relacionados com as propostas para o futuro da governação electrónica em
Moçambique

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GOVERNAÇAO ELETRÔNICA EM MOÇAMBIQUE

CENÁRIO ACTUAL DA POLÍTICA DE GOVERNO ELETRÔNICO EM


MOÇAMBIQUE
O e-Gov (governação electrónica) remete para a ideia de utilização das TIC
(particularmente a internet) tendo em vista facilitar o acesso às páginas oficiais dos
órgãos da administração pública e obter informações ou orientação em alguns
procedimentos, bem como a preencher documentos de modo mais conveniente do que a
maneira tradicional.

Quando se fala de governação electrónica no contexto das TIC’s refere-se a


capacidade do governo melhorar a qualidade, eficiência e transparência dos seus
serviços aos cidadãos através dos seus sistemas, procedimentos de trabalho interno e
métodos de comunicação. (Polly, Carlos, Gertrudes, Cabral & Francisco, 2009)

Segundo Viriato e Zicomo (2006) “Governação electrónica é mais uma dentre


as varias inovações que o Homem do século XXI inventou”. Não é mais do que o uso
das novas tecnologias de informação e comunicação no sector público e pretende-se que
seja uma estratégia conjunta do governo, o sector privado, a sociedade civil e as
comunidades rurais para as melhorias da vida dos moçambicanos e dos pais em geral.

No entanto, todos esses benefícios pressupõem, evidentemente, altos


investimentos em tecnologia por parte do Estado com vista a estender ao cidadão os
recursos que, efectivamente, vão permitir, em última instância, que ele possa
comunicar-se virtualmente com o governo. Por outro lado, pressupõem a
implementação de acções para erradicar o analfabetismo digital, decorrente de vários
factores, com destaque para a brusca mudança cultural conjugada com o grave problema
da exclusão social.
A nível da comunicação, de acordo com Mabunda (2005), depois da
independência, a rede de cobertura de transportes e comunicações não fugiu à
precariedade dos aspectos acima relatados. O país continuou com a sua infra-estrutura
comunicacional bastante precária. Até aos dias de hoje, a rede viária ainda é insuficiente,
cobrindo essencialmente as zonas urbanas e estabelecendo alguma ligação entre elas, não
respondendo às necessidades populacionais, económicas ou de desenvolvimento do país.
A maioria das vias rodoviárias do país, que na altura da proclamação da independência
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eram de terra batida, nos dias de hoje permanece na mesma situação. As asfaltadas são
uma ínfima parte no país. O telefone, que na época colonial não era do conhecimento de
muitos nativos, apresenta actualmente, e apesar da sua divulgação, uma cobertura
bastante fraca. Somente, a partir de 2006, a telefonia móvel registou uma grande
melhoria em termos de expansão e facilidades de uso, embora ainda subsistam
dificuldades no que tange às condições de recarga de baterias, dependente da energia
eléctrica que ainda não está disponível em todas as regiões do país. Não obstante este
quadro, Moçambique foi persuadido a juntar-se às iniciativas internacionais
desencadeadas por países do capitalismo central para a construção de infra-estruturas de
informação e do discurso da SI aprovando, em 2000, a Política de Informática e tendo o
projecto de governo electrónico como seu principal instrumento de aplicação. Nesse
sentido, o e-Gov foi implementado e ganhou uma crescente aceitação na prática da
governação.
Para o governo, o e-Gov constituiu instrumento mais adequado para a colocação dos
serviços públicos ao alcance do cidadão a qualquer momento e em qualquer lugar, para
uma prestação de serviços mais eficaz e eficiente e menos dispendiosa, e para a redução
da burocracia e oportunidades de corrupção. (Moçambique - Estratégia de Governo
Electrónico, 2005, p.2).

A estratégia de e-Gov em Moçambique foi desenhada especificamente para apoiar a


terceira fase da Reforma do Sector Público, programada para o período 1990-2011. Tal
reforma é caracterizada pela revisão do modelo do sector económico até então vigente e
mudança dos princípios básicos que o nortearam, resultando, mais tarde, na
implementação do Programa de Reabilitação Económica (PRE), que gerou uma grande
mudança do próprio papel definido para o Estado. Nesta fase é notória a preocupação do
Estado em criar condições básicas para uma mudança de atitude, panejamento e gestão,
bem como a introdução de medidas de curto prazo e impacto imediato, capazes de
dignificar a imagem do sector público.

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OBJECTIVOS DA GOVERNAÇÃO ELECTRÓNICA EM MOÇAMBIQUE (E-
GOV)

Geral:
 Melhorar a prestação de serviços públicos, usando o poder das TIC, por meio das
quais o cidadão, em qualquer área da governação ou da actividade
socioeconómica, pode exercer o direito de aceder, processar e extrair a
informação que achar necessária para as suas realizações, bem como interagir e
efectuar transacções online com o governo.

Específicos
 Proporcionar acesso universal a informação a todos os cidadãos para melhorar o
seu nível e desempenho na educação, ciência e tecnologia, saúde, cultura e suas
actividades em geral;
 Criar uma rede electrónica do governo que concorra para aumentar a eficácia e
eficiência das instituições do estado e contribuir para a redução dos custos
operacionais e melhoria da qualidade de serviços prestados ao público:
 Assegurar a transparência e responsabilidade dos seus serviços públicos, assim
como expandir a informação para melhorar as actividades do sector privado e
simplificar a vida dos cidadãos.

Com esses objectivos percebe-se que é intenção do governo, tentar transformar o e-Gov
num poderoso instrumento de acesso aos serviços públicos em todas dimensões políticas
e económico-sociais na prática da governação, “ficando o seu maior ou menor impacto a
depender do maior ou menor grau de integração transversal nas políticas, estratégias e
programas dos governos assim como dos recursos disponibilizados para a sua
materialização”. (Moçambique - Estratégia do Governo Electrónico, 2010, p.1).

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POSSIBILIDADES, DESAFIOS E PERSPETIVAS DA UTILIZAÇÃO DO
CONCEITO DE CULTURA DE INFORMAÇÃO NO CONTEXTO DA POLÍTICA
DE E-GOV EM MOÇAMBIQUE

Nos países em desenvolvimento, a falta de uma infra-estrutura de


telecomunicação continua a ser um factor crítico de fracasso no processo para minimizar
a exclusão digital, apesar do crescimento do uso das TIC durante os anos 1990. Esse
crescimento fez com que a lacuna na telefonia fixa e móvel diminuísse, mas, em
contrapartida, uma enorme desigualdade digital emergia e continua a crescer a cada dia.
Em Moçambique, o telefone que na época colonial não era de conhecimento de muitos
nativos, actualmente, concretamente a partir de 2006, como afirmámos anteriormente, a
telefonia móvel registou uma grande melhoria em termos de expansão e facilidades de
uso. Mas dados revelam que os índices de exclusão digital continuam altos devido a falta
de investimentos sérios em infra-estrutura tecnológica e de recursos.

A esse propósito, Aun (2001) enfatiza que o acesso à informação através do e-


Gov dependeria de dois factores importantes:

O primeiro é a exigência de infra-estrutura de tecnologia de redes informacionais e de


avanços na área de telecomunicações. O segundo, o mais complicado, é o de acesso aos
conteúdos informacionais exigindo nova formação educacional, onde além da capacidade
de domínio técnico, os cidadãos precisam transformar informação em conhecimento para
utilizá-lo de forma precisa e rápida. Exige, como decorrência, saber seleccionar, filtrar,
reprocessar dados e informações, nem sempre de forma automática, mas de forma
individualizada e dependente de contextos possibilitadores desse complexo processo.
(Aun, 2001,p.14)

Na verdade, os obstáculos ao progresso dos países periféricos, como


Moçambique, “não estão na dificuldade de acesso aos capitais, mas sim no fato deles
não disporem de conhecimentos suficientes para fazer uso das TIC”. (Lastres, 2000,
p.4).

Diante desse constrangimento cabe afirmar que o projecto do e-Gov de


Moçambique, apesar de, na sua composição, ter definido a informação como prioridade,
o que se verifica é que os espetos/condições sociais e técnico-científicos do país não se
alinham com aquilo que são as práticas, estruturas e política de e-Gov para que a

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informação chegue, efectivamente, aos cidadãos. Ou seja, na preparação da política do
e-Gov de Moçambique, não nos parece que tenham sido observadas etapas básicas e
importantes, nomeadamente, as relacionadas com os estudos de viabilidade, com vista a
avaliar o nível de interesse e adequação dos cidadãos em relação às TIC. Tanto na
política de informática, como no próprio projecto de e-Gov,

O processo da informação não aparece como aspecto central


em sua implementação. O mesmo pode-se afirmar em relação à
representação da sociedade civil em que sua participação se
inscreve apenas em processos de consultas esporádicas para
legitimar o processo de sua implementação e não em
mecanismos institucionalizados para o efeito. (Nharreluga,
2006, p. 154)

Perante esse quadro parece ficar claro que, em Moçambique, a formulação e


implementação actual da política de e-Gov não prevê os aspectos socioculturais
inerentes ao país. O país situa-se numa das regiões onde existe um “estrangulamento”
profundo com relação à distribuição e domínio das TIC, com níveis de conexão à
internet extremamente baixos, se comparados com os países desenvolvidos. Numa
avaliação feita a 152 países, pela União Internacional de Telecomunicações UIT, para
medir o nível de acesso, uso e capacidade das TIC, referente ao período 2008/2010,
Moçambique figura entre os dez últimos países na classificação (juntamente com Papua
Nova Guiné, Guiné, Mali, República Democrática de Congo, Eritréia, Burkina Faso,
Etiópia, Níger e Tchad), ocupando o 145º lugar. No topo do ranking temos os seguintes
países: República da Corea, Suécia, Islândia, Dinamarca, Finlândia, Hong Kong
(China), Luxemburgo, Suíça, Holanda e Reino unido.

Além das deficiências de infra-estrutura, acresce-se o problema de


analfabetismo, sobretudo funcional que, também, contribui para que a maioria dos
cidadãos moçambicanos não possua habilidade/capacidade para ter os acessos plurais
aos produtos informacionais disponíveis via TIC e aplicá-los em novos contextos.

Nesse processo, o Estado tem, então, a responsabilidade de criar condições para


que a integração da cultura de informação seja garantida entre os cidadãos.

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BENEFICIOS DA INCLUSAO DO GOVERNO ELETRONICO EM
MOCAMBIQUE

A inclusão do e-gov em Moçambique trouxe imensos benefícios à sociedade,


importando salientar os seguinte:
 Facilidade no fornecimento de serviços à exigências dos cidadãos;
 Fácil acesso aos serviços disponibilizados;
 Promoção da inclusão social;
 Fornecimento de informações de maneira responsável, e eficiente;
 Utilização das TIC’s e dos recursos RH de forma eficiente e eficaz.

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CONCLUSÃO

Governação electrónica é mais uma dentre as varias inovações que o Homem criou, com
a finalidade de beneficiar o Estado assim como os cidadãos. No entanto, esses benefícios
pressupõem, evidentemente, altos investimentos em tecnologia por parte do Estado com
vista a estender ao cidadão os recursos que, efectivamente, vão permitir, em última
instância, que ele possa comunicar-se virtualmente com o governo, e tendo como um dos
principais objectivos melhorar a prestação de serviços públicos, usando o poder das TIC,
por meio das quais o cidadão, em qualquer área da governação ou da actividade
socioeconómica, pode exercer o direito de aceder, processar e extrair a informação que
achar necessária para as suas realizações, bem como interagir e efectuar transacções online
com o governo.

A governação electrónica em Moçambique dependeria de dois factores importantes: o


primeiro é a exigência de infra-estrutura de tecnologia de redes informacionais e de
avanços na área de telecomunicações. O segundo, o mais complicado, é o de acesso aos
conteúdos informacionais exigindo nova formação educacional, onde além da capacidade
de domínio técnico, os cidadãos precisam transformar informação em conhecimento para
utilizá-lo de forma precisa e rápida

Após a elaboração do trabalho, feita uma analise sobre o cenário actual da governação
electrónica em Moçambique, e o grupo chegou a conclusão que, a governação electrónica é
nada mais nada menos que a capacidade que o governo tem, de, através do uso de
dispositivos de comunicação electrónica, computadores e a Internet, fornecer serviços
públicos à cidadãos, com o intuito de melhorar a qualidade, eficiência e transparência dos
seus serviços. O grupo pode também notar que, o avanço da governação electrónica no
nosso pai beneficiou diversos cidadãos, facilitando o fornecimento de serviços, no que
concerne às suas necessidades, e a informação passou a ser fornecida de maneira
responsável, eficiente e eficaz.

E como sugestão, o grupo sugere que, o governo moçambicano não deixe de investir
esforços no uso das TIC’s para o desenvolvimento do pais e que faca todos os possíveis
para que a informação e que o privilegio de ter acesso as tecnologias possa abrangir a toda
comunidade moçambicana.

9
BIBLIOGRAFIA
Aun, M. P. (2001). Antigas nações, novas redes: as transformações do processo de
construção de políticas de informação (Doutorado em Ciência da Informação) (207
p.), Tese - IBICT/ECO- UFRJ, Rio de Janeiro.

Dias, A. S. (2006). A atuação informacional do Instituto Camões no processo de


construção da cidadania moçambicana: o caso de Maputo (188 p. Dissertação)
(Mestrado em Ciência da Informação) – ECI/UFMG, Belo Horizonte.

Lastres, H. M. M. (2000). O papel da ciência e tecnologia na era do conhecimento: um


óbvio papel? Parcerias Estratégicas ( n. 9, p. 14-21).

Mabunda, M. E. (2005). Desafios para uma sociedade de informação em


Moçambique. Fundo de Fomento Mineiro: Maputo.

Moçambique - Comissão Interministerial da Reforma do Sector Público - CIRESP.


(2001). Estratégia global da reforma do sector público (2001- 2011). CIRESP,
Maputo.

Moçambique - Instituto Nacional de Estatística (2007). INE, Maputo.

Moçambique - Unidade Técnica de Implementação da Política de Informática (2010).


Avaliação do grau de implementação da estratégia de governo eletrônico. Maputo.

Nharreluga, R. S. (2006). O governo eletrônico em Moçambique: uma reflexão


sobre políticas públicas de informação (Dissertação de Mestrado em Ciência
daInformação). UFF- IBICT, Rio de Janeiro.

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Nome do Autor: Sérgio Alfredo Macore
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NB: Faço Trabalhos por encomenda (Monografias, Tese, Dissertação, Trabalhos


Científicos).

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