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14/01/2016

Ranking das melhores maneiras para aprender


Dunlosky et al., 2013

Joana Rato
Joana Castelo Branco
Filipa Ribeiro

Instituto de Ciências da Saúde


Universidade Católica Portuguesa

Ranking das melhores maneiras para aprender


Dunlosky et al., 2013

Critérios considerados:

• Se é útil numa variedade de condições de aprendizagem (trabalho


individual ou em grupo);
• Se ajuda nas várias idades, habilidades e níveis de conhecimento
prévio;
• Se já foi testado em aula ou outra situação no mundo real;
• Se os alunos são capazes de usar o método para dominar uma
variedade de assuntos, e se o seu desempenho beneficia
independentemente do teste usado para medi-lo;
• Se resulta em melhorias duradouras no conhecimento e
compreensão.

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14/01/2016

Ranking das melhores maneiras para aprender


Dunlosky et al., 2013

1. Auto-teste (self-testing)
COMO FUNCIONA?
Testes práticos realizados pelos estudantes por si próprios. Métodos
podem incluir cartões de memória flash (físico ou digital) ou apenas
responder às perguntas típicas no final de um capítulo livro. São
poucos o que fazem isto e centenas de estudos mostram que o auto-
teste melhora a aprendizagem e retenção dos conteúdos.

Uma teoria é que o auto-teste desencadeia uma busca mental da


memória de longo prazo que ativa informações relacionadas,
formando múltiplas vias de memória que tornam a informação de mais
fácil acesso.

Ranking das melhores maneiras para aprender


Dunlosky et al., 2013

1. Auto-teste (self-testing)
QUANDO FUNCIONA?
Desde a idade pré-escolar aos adultos de meia-idade podem
beneficiar de testes de prática. Pode ser usado para todos os tipos de
informação fatual. Testes curtos e frequentes são mais eficazes,
especialmente quando se recebe feedback imediato sobre as
respostas corretas. A estratégia funciona mesmo quando o seu
formato é diferente do teste real. Os efeitos benéficos podem durar de
meses a anos.

É PRÁTICO? Sim. Requer pouco tempo e pouco ou nenhum treino.

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Ranking das melhores maneiras para aprender


Dunlosky et al., 2013

2. Prática distribuída (distributed practice)


COMO FUNCIONA?
Distribuição da aprendizagem ao longo do tempo é muito mais eficaz.
Exemplo: Num estudo os alunos aprenderam os equivalentes em
inglês de palavras em espanhol, depois fizeram revisões em seis
sessões. Um grupo fez as sessões de revisão de seguida, outro teve
um dia de intervalo e um terceiro fez as revisões com 30 dias de
intervalo. Os alunos do grupo de 30 dias lembrou-se melhor das
traduções.

Maiores intervalos entre períodos de estudo parecem ser ideais para


reter conceitos fundamentais que constituam a base de conhecimento
avançado.

Ranking das melhores maneiras para aprender


Dunlosky et al., 2013

2. Prática distribuída (distributed practice)


QUANDO FUNCIONA?
Crianças a partir dos três anos, assim como alunos de liceu e adultos
mais velhos retiram benefícios. Esta prática é sobretudo eficaz para a
aprendizagem de vocabulário estrangeiro, definições, e até mesmo
nos domínios da matemática e música.

É PRÁTICO? Sim. Apesar de implicar planear com antecedência e


superar a tendência comum do estudante para procrastinar.

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Ranking das melhores maneiras para aprender


Dunlosky et al., 2013

3. Interrogatório elaborativo
(elaborative interrogation)

COMO FUNCIONA?
Inquisidores, por natureza, estamos sempre à procura de explicações
para o mundo que nos rodeia.
Um corpo considerável de evidências sugere que levar os alunos a
responder "Por quê?" também facilita a aprendizagem.
Com esta técnica os aprendizes produzem explicações para fatos, tais
como "Por que será que faz sentido que ...?" ou "Por que isso é
verdade?"

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Dunlosky et al., 2013

3. Interrogatório elaborativo
(elaborative interrogation)

QUANDO SE PODE USAR?


Quando há conhecimento prévio os benefícios aumentam.
Os efeitos parecem ser robustos em todas as idades. Este método
melhora claramente a memória para fatos, mas não há nenhuma
informação conclusiva sobre quanto tempo os ganhos de
aprendizagem persistem.

É PRÁTICO? Sim. Exige um mínimo de treino e o tempo despendido


é razoável.

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Dunlosky et al., 2013

4. Auto-explicação (self-explanation)

COMO FUNCIONA?
Gerar explicações sobre o que se aprendeu, rever o seu
processamento mental com perguntas como “Que nova informação
trouxe? “ e "Como se relaciona com o que já sabe?”. Pode se
assemelhar com o interrogatório elaborativo, mas segundo os autores
a auto-explicação pode ajudar a integrar novas informações com
conhecimento prévio.

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Dunlosky et al., 2013

4. Auto-explicação (self-explanation)

QUANDO SE PODE USAR?


Beneficia pré-escolares a universitários e ajuda especialmente na resolução
de problemas de matemática, a aprendizagem a partir de textos narrativos e
até mesmo dominar estratégias de xadrez. Nos mais novos, a auto explicação
pode ajudar com ideias básicas, tais como aprendizagem de números ou
padrões. A técnica melhora a memória, a compreensão e resolução de
problemas. A maioria dos estudos, entretanto, têm efeitos medidos dentro de
apenas alguns minutos, e não se sabe se a técnica é mais duradoura nos de
conhecimento alto ou baixo.

É PRÁTICO? Incerto. Um estudo mostrou que os estudantes sem treino


tendiam a parafrasear, em vez de gerar explicações. Por outro lado, alguns
estudos relatam que esta técnica é, aumentando as exigências de tempo de
30 a 100% demorado.

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Dunlosky et al., 2013

5. Prática intercalada (interleaved practice)


COMO FUNCIONA?
“Misturar maçãs com laranjas” em vez de estudar em blocos.
Estudos recentes mostraram benefícios nos alunos que alternam uma
variedade de tipos de informação ou problemas. Por exemplo,
universitários aprenderam a calcular os volumes de quatro formas
geométricas diferentes. Numa condição de prática em bloco, eles
terminaram todos os problemas de uma forma antes de passar para a
próxima. Na prática intercalada, os problemas foram misturados.
Quando testado uma semana mais tarde, o grupo prática intercalada
foi 43% mais preciso.

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Dunlosky et al., 2013

5. Prática intercalada (interleaved practice)


QUANDO SE PODE USAR?
Sobretudo quando os tipos de problemas são semelhantes, talvez
porque nestes casos a justaposição torna mais fácil verificar o que é
diferente sobre eles. É possível que os mais “competentes” tenham
maiores ganhos.

É PRÁTICO?
Parece ser. Um estudante motivado poderia facilmente utilizar a intercalação
sem qualquer instrução. Os professores também poderiam usar a técnica em
sala de aula, no entanto, pode implicar mais tempo.

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O que parece não funcionar?


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