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GENERADORES E MODELOS DE VENTO

3.3 MODELOS DO GENERADOR DE INDUÇÃO

3.3.1 Construção

Conforme mostrado na classificação da figura 3-1, existem dois tipos principais de geradores de indução na
indústria de energia eólica: geradores de indução de alimentação dupla (DFIGs) e geradores de indução de
gaiolas de esquilo (SCIG). Esses geradores possuem a mesma estrutura do estator e diferem apenas na
estrutura do rotor.
A Figura 3-5a mostrou a construção de um gerador de indução de gaiola de esquilo. O estator é feito de
laminagens finas em aço de silício. As laminações são isoladas para minimizar as perdas de ferro causadas
por correntes de Foucault induzidas. As laminagens são basicamente anéis planos com abertura disposta ao
longo do perímetro interno do anel. Quando as estampas são empilhadas juntamente com as aberturas
alinhadas, é formado um canal, no qual é colocado um enrolamento de cobre trifásico.
O rotor do SCIG é composto de núcleo laminado e barras de rotor. As barras do rotor estão embutidas em
slots dentro das laminagens do rotor e são em curto-circuito em ambas as extremidades por anéis de
extremidade. Quando o enrolamento do estator é conectado a um fornecimento trifásico, um campo
magnético rotativo é gerado no espaço livre de ar. O campo rotativo induz uma tensão trifásica nas barras do
rotor. Uma vez que as barras do rotor estão em curto, a tensão do rotor induzida produz uma corrente do
rotor, que interage com o campo rotativo para produzir o torque eletromagnético.
O rotor do DFIG possui um enrolamento trifásico semelhante ao enrolamento do estator. O enrolamento do
rotor está embutido nas laminações do rotor, mas no perímetro exterior. Este enrolamento geralmente é
alimentado através de anéis deslizantes montados no eixo do rotor. Nos sistemas de energia eólica DFIG, o
enrolamento do rotor normalmente está conectado a um sistema de conversão de energia que torna a
velocidade do rotor ajustável. Um diagrama simplificado do gerador de indução é mostrado na figura 3-5b,
onde as múltiplas bobinas no estator e múltiplas barras no rotor são agrupadas e representadas por uma única
bobina para cada fase. Exemplos práticos de SCIG e DFIGs são mostrados na Figura 2-7a e b no capítulo 2,
respectivamente.
São dois modelos dinâmicos de uso comum para o gerador de indução. Um é baseado na teoria do vetor
espacial e o outro é o modelo do eixo dq derivado do modelo do vetor espacial. O modelo de vetor espacial
apresenta expressões matemáticas compactas e um único circuito equivalente, mas requer variáveis
complexas (partes real e imaginária), enquanto que o modelo dq-frame é composto por dois circuitos
equivalentes, um para cada eixo. Esses modelos estão intimamente relacionados entre si e são igualmente
válidos para a análise do desempenho transitório e estacionário do gerador de indução. Nas seções a seguir,
os dois modelos são apresentados e seu relacionamento é elaborado.

Modelo Space-Vector

Ao desenvolver o vetor espacial IG, assume-se que (1) o gerador de indução é simétrico em estrutura e
trifásico equilibrado, e (2) o núcleo magnético do estator e rotor é linear com perdas de núcleo
insignificantes. O modelo de espaço-vetor IG é geralmente composto por três conjuntos de equações:
equações de tensão, equações de ligação de fluxo e equação de movimento [3,4]. As equações de tensão
para o estator e o rotor do gerador no quadro de referência arbitrário são dadas por

𝑑𝜆𝑆
𝑉𝑆 = 𝑅𝑆 ∙ 𝐼𝑆 + + 𝑗𝜔𝜆𝑆
𝑑𝑡

𝑑𝜆𝑅
{𝑉𝑅 = 𝑅𝑅 ∙ 𝐼𝑅 + + 𝑗(𝜔 − 𝜔𝑅 )𝜆𝑅
𝑑𝑡
Os termos 𝑗𝜔𝜆𝑆 e 𝑗(𝜔 − 𝜔𝑅 )𝜆𝑅 na equação do lado direito (3.9) são referidos com tensões de velocidade,
que são induzidas pela rotação do quadro de referência na velocidade arbitraria de 𝜔

O segundo conjunto de equações é para o estator e as ligações de fluxo do rotor 𝜆𝑆 e 𝜆𝑅 :

𝜆𝑆 = (𝐿𝑙𝑆 − 𝐿𝑚 )𝐼𝑆 + 𝐿𝑚 ∙ 𝐼𝑅 = 𝐿𝑆 ∙ 𝐼𝑆 + 𝐿𝑚 ∙ 𝐼 𝑅
{
𝜆𝑅 = (𝐿𝑙𝑆 − 𝐿𝑚 )𝐼𝑅 + 𝐿𝑚 ∙ 𝐼𝑆 = 𝐿𝑅 ∙ 𝐼𝑅 + 𝐿𝑚 ∙ 𝐼𝑆

Todos os parâmetros do lado do rotor e variável, como 𝑅𝑅 , 𝐿𝑙𝑟 , 𝐼𝑅 e 𝜆𝑅 nas equações acima, são
encaminhados para o lado do estator.
A equação terceira e final é a equação, que descreve o comportamento dinâmico da velocidade mecânica
do rotor em termos de torque mecânico e eletromagnético:

𝑑𝜔𝑚
𝐽∙ = 𝑇𝐸 − 𝑇𝑀
𝑑𝑡
{ (3.11)
3𝑃 3𝑃
𝑇𝐸 = 2
𝑅𝑒(𝑗𝜆𝑆 ∙ 𝜆𝑆 ) = − 2 𝑅𝑒(𝑗𝜆𝑅 ∙ 𝜆𝑅 )

As equações acima constituem o modelo espaço-vetor do gerador de indução, cuja representação de


circuito equivalente, dada na figura 3-6. O modelo do gerador está no quadro de referência de arbitragem,
girando no espaço à velocidade arbitrária 𝜔
É importante notar que o modelo de vetor-espaço IG da figura 3-6 baseia-se na convenção motora em
termos da direção da corrente do estator que flui para o estator. Essa convenção é amplamente aceita, já
que a maioria das máquinas de indução são usadas como motores. No entanto, não há perda de
generalidade; o modelo de vetor espacial e suas equações associadas podem ser usados para modelar a
máquina de indução como um motor ou um gerador. Mais discussão será fornecida no estudo de caso 3-2.
O modelo do gerador de indução da figura 3-6 no referencial arbitrário pode ser facilmente transformado
nos outros quadros de referência. Por exemplo, um modelo de quadro síncrono é muito útil para simulação
e implementação digital do IG WEGS com sistemas de controle avançados. Tal modelo pode ser obtido
ajustando-se a velocidade arbitrária 3 na equação (3.9) e a figura 3-6 à velocidade síncrona 𝜔𝑆 . O modelo
derivado em

j𝜔 ∙ 𝜆𝑆 𝐿𝑙𝑆 𝐿𝑙𝑟 j(𝜔 − 𝜔𝑅 ) ∙ 𝜆𝑟


𝐼𝑆 𝑅𝑠 𝑅𝑟 𝐼𝑟

+ + 𝐼𝑚 + +
𝑑𝜆𝑠 𝑑𝜆𝑟
𝑉𝑠 ∙− 𝐿𝑚 𝑉𝑟
𝑑𝑡 𝑑𝑡
− − −

o quadro síncrono é dado na figura 3-7a, onde 𝜔𝑆 é a velocidade síncrona e 𝜔𝑆𝑙 é a frequência de
deslizamento angular do gerador, dada por

𝜔𝑆 = 2𝜋𝑓𝑆
(3,12) {
𝜔𝑆𝑙 = 𝜔𝑠 − 𝜔𝑟

A velocidade síncrona do referencial 𝜔𝑆 corresponde à frequência angular do estator, que é proporcional à


frequência do estator 𝑓𝑆 .
Para obter o modelo IG no referencial estacionário, podemos definir a velocidade do quadro arbitrário 5 na
figura 3-6 como zero, uma vez que o quadro estacionário não gira no espaço.
O circuito equivalente resultante é mostrado na figura 3-7b. Os modelos de vetor-espaço IG nas figuras 3-6 e
3-7 são válidos para SCIG e DFIG. No SCIG, o circuito do rotor em curto e, portanto, a tensão do rotor é
ajustada em zero, enquanto que para o DFIG o circuito do rotor é conectado a um sistema conversor de
potência que controla a velocidade e o torque do gerador.

Modelo de Quadro de Referência do DQ

O modelo de eixo-d do gerador de indução pode ser obtido decompondo-se o vetor espacial em seus
componentes correspondentes de eixo-d e -q.

Figura 3.7

j𝜔𝑆 ∙ 𝜆𝑆 𝐿𝑙𝑆 𝐿𝑙𝑟 J𝜔𝑠𝑙 ∙ 𝜆𝑟


𝐼𝑆 𝑅𝑠 𝑅𝑟 𝐼𝑟

+ + 𝐼𝑚 + +
𝑑𝜆𝑠 𝑑𝜆𝑟
𝑉𝑠 𝐿𝑚 𝑉𝑟
𝑑𝑡 𝑑𝑡
− − − −

(a)

- J𝜔𝑠𝑙 ∙ 𝜆𝑟
𝐼𝑆 𝑅𝑠 𝐿𝑙𝑆 𝐿𝑙𝑟 𝑅𝑟 𝐼𝑟

+ + 𝐼𝑚 + +
𝑑𝜆𝑠 𝑑𝜆𝑟
𝑉𝑠 𝐿𝑚 𝑉𝑟
𝑑𝑡 𝑑𝑡
− − − −

(b)
(3,13)
𝑉𝑆 = 𝑉𝑑𝑆 + 𝐽𝑉𝑞𝑆 ; 𝐼𝑆 = 𝐼𝑑𝑆 + 𝐽𝐼𝑞𝑆 ; 𝜆𝑆 = 𝜆𝑑𝑆 + 𝐽𝜆𝑞𝑆
{
𝑉𝑟 = 𝑉𝑑𝑟 + 𝐽𝑉𝑞𝑟 ; 𝐼𝑟 = 𝐼𝑑𝑟 + 𝐽𝐼𝑞𝑟 ; 𝜆𝑟 = 𝜆𝑑𝑟 + 𝐽𝜆𝑞𝑟

Substituindo a equação (3.13) pela equação (3.9) e agrupando componentes reais e imaginários em ambos os
lados das equações, obtêm-se as equações de tensão do eixo dq para o gerador de indução:

(3,14)
𝑑𝜆𝑑𝑠
𝑉𝑑𝑠 = 𝑅𝑆 ∙ 𝐼𝑑𝑆 + − 𝜔𝜆𝑞𝑆
𝑑𝑡
𝑑𝜆𝑞𝑠
𝑉𝑞𝑠 = 𝑅𝑆 ∙ 𝐼𝑞𝑆 + − 𝜔𝜆𝑑𝑆
𝑑𝑡
𝑑𝜆𝑑𝑟
𝑉𝑑𝑟 = 𝑅𝑟 ∙ 𝐼𝑑𝑟 + − (𝜔 − 𝜔𝑟 )𝜆𝑞𝑟
𝑑𝑡
𝑑𝜆𝑞𝑟
{𝑉𝑞𝑟 = 𝑅𝑟 ∙ 𝐼𝑞𝑟 + 𝑑𝑡 − (𝜔 − 𝜔𝑟 )𝜆𝑑𝑟

Da mesma forma, substituindo a equação (3.13) pela equação (3.10), obtêm-se as ligações do fluxo do eixo
dq:

𝜆𝑑𝑆 = (𝐿𝑖𝑆 + 𝐿𝑚 ) ∙ 𝐼𝑑𝑆 + 𝐿𝑚 ∙ 𝐼𝑑𝑟 = 𝐿𝑆 ∙ 𝐼𝑑𝑆 + 𝐿𝑚 ∙ 𝐼𝑑𝑟


𝜆𝑞𝑆 = (𝐿𝑖𝑆 + 𝐿𝑚 ) ∙ 𝐼𝑞𝑆 + 𝐿𝑚 ∙ 𝐼𝑞𝑟 = 𝐿𝑆 ∙ 𝐼𝑑𝑆 + 𝐿𝑚 ∙ 𝐼𝑞𝑟
(3,15)
𝜆𝑑𝑟 = (𝐿𝑖𝑆 + 𝐿𝑚 ) ∙ 𝐼𝑑𝑟 + 𝐿𝑚 ∙ 𝐼𝑑𝑆 = 𝐿𝑟 ∙ 𝐼𝑑𝑟 + 𝐿𝑚 ∙ 𝐼𝑑𝑆
{ 𝜆𝑞𝑟 = (𝐿𝑖𝑆 + 𝐿𝑚 ) ∙ 𝐼𝑞𝑟 + 𝐿𝑚 ∙ 𝐼𝑞𝑆 = 𝐿𝑟 ∙ 𝐼𝑑𝑟 + 𝐿𝑚 ∙ 𝐼𝑞𝑆

O torque eletromagnético Te na equação (3.11) pode ser expresso por ligações de fluxo no eixo dq e
correntes também. Por manipulações matemáticas, várias expressões para o torque podem ser obtidas. As
expressões mais usadas são dadas por

3𝑃
(𝐼𝑞𝑠 ∙ 𝜆𝑑𝑠 − 𝐼𝑑𝑠 ∙ 𝜆𝑞𝑠 )
2
3𝑃𝐿𝑚
(3,16) 𝑇𝑒 = (𝐼𝑞𝑠 ∙ 𝐼𝑑𝑟 − 𝐼𝑑𝑠 ∙ 𝐼𝑞𝑟 )
2
3𝑃𝐿𝑚
(𝐼𝑞𝑠 ∙ 𝜆𝑑𝑟 − 𝐼𝑑𝑠 ∙ 𝜆𝑞𝑟 )
{ 2𝐿𝑟

As equações (3.14) a (3.16) juntamente com a equação de movimento (3.11) representam o modelo do eixo
dq do gerador de indução no referencial arbitrário, e seu circuito equivalente do eixo dq correspondente é
mostrado na figura 3-8 [5] . Para obter o modelo do eixo dq nos referenciais síncronos e estacionários, a
velocidade do referencial arbitrário 9 pode ser ajustada para a frequência síncrona (estator) 𝜔𝑆 do gerador e
zero, respectivamente.

Modelo de simulação

Para construir o modelo de simulação, as equações derivadas anteriormente devem ser reorganizadas. As
equações (3.14) podem ser reescritas como

Figura 3-8
𝜔𝜆𝑞𝑆 𝐿𝑙𝑆 𝐿𝑙𝑟 (𝜔 − 𝜔𝑟 )𝜆𝑞𝑟
𝐼𝑑𝑆 𝑅𝑠 𝑅𝑟 𝐼𝑑𝑟

+ + 𝐼𝑑𝑚 + +
𝑑𝜆𝑑𝑠 𝑑𝜆𝑑𝑟
𝑉𝑑𝑠 𝐿𝑚 𝑉𝑑𝑟
𝑑𝑡 𝑑𝑡
− − − −

(a) Circuito do eixo de direto

𝜔𝜆𝑑𝑆 𝐿𝑙𝑆 𝐿𝑙𝑟 (𝜔 − 𝜔𝑟 )𝜆𝑑𝑟


𝐼𝑞𝑆 𝑅𝑠 𝑅𝑟 𝐼𝑞𝑟

+ + 𝐼𝑞𝑚 + +
𝑑𝜆𝑞𝑠 𝑑𝜆𝑞𝑟
𝑉𝑞𝑠 𝐿𝑚 𝑉𝑞𝑟
𝑑𝑡 𝑑𝑡
− − − −

(b) Circuito do eixo de quadratura


(3,17)

𝜆𝑑𝑆 = (𝑉𝑑𝑆 − 𝑅𝑆 ∙ 𝐼𝑑𝑆 + 𝜔𝜆𝑞𝑆 )⁄𝑆


𝜆𝑞𝑆 = (𝑉𝑞𝑆 − 𝑅 ∙ 𝐼𝑞𝑆 + 𝜔𝜆𝑑𝑆 )⁄𝑆
𝑆

𝜆𝑑𝑟 = (𝑉𝑑𝑟 + 𝑅𝑟 ∙ 𝐼𝑑𝑟 + (𝜔 − 𝜔𝑟 )𝜆𝑞𝑟 )⁄𝑆

{𝜆𝑞𝑟 = (𝑉𝑑𝑆 + 𝑅𝑆 ∙ 𝐼𝑑𝑆 + (𝜔 − 𝜔𝑟 )𝜆𝑑𝑟 )⁄𝑆


onde o operador derivado p nas equações (3.14) é substituído pelo operador Laplace S e I / S representa um
integrador
As equações de ligação de fluxo de (3.15) podem ser representadas em uma matriz a partir de:
(3.18)
𝜆𝑑𝑆 𝐿𝑠 0 𝐿𝑚 0 𝐼𝑑𝑆
𝜆𝑞𝑆 0 𝐿𝑠 0 𝐿𝑚 𝐼𝑞𝑆
[ ]=[ ] ∙ [𝐼 ]
𝜆𝑑𝑟 𝐿𝑚 0 𝐿𝑟 0 𝑑𝑟
𝜆𝑞𝑟 0 𝐿𝑚 0 𝐿𝑟 𝐼𝑞𝑟

As correntes do estator e do rotor nas equações acima podem ser expressas em termos de ligações estator e
rotor fluxo. Isto pode ser obtido aplicando a matriz de indutância inversa em ambos os lados da equação
(3.18), usando a seguinte manipulação de matriz a partir da qual
(3,19)
1 1 1
[𝜆] = [𝐿] ∙ [𝐼 ] → [𝜆] = [ ] ∙ [𝜆] = [ ] ∙ [𝐿] ∙ [𝐼 ] → [𝐼 ] = [ ] ∙ [𝜆]
𝐿 𝐿 𝐿
(3,20)
𝐼𝑑𝑆 𝐿𝑟 0 − 𝐿𝑚 0 𝜆𝑑𝑆
𝐼𝑞𝑆 1 0 𝐿𝑟 0 − 𝐿𝑚 𝜆𝑞𝑆
[𝐼 ] = 𝐷 [ ]∙[ ]
𝑑𝑟 1 − 𝐿𝑚 0 𝐿𝑆 0 𝜆𝑑𝑟
𝐼𝑞𝑟 0 − 𝐿 𝑚 0 𝐿𝑆 𝜆𝑞𝑟

onde 𝐷1 = 𝐿𝑠 𝐿𝑟 − 𝐿2𝑚 [3]

O movimento e as equações de torque para o modelo de simulação são dadas por

(3,21)
𝑃
𝜔𝑟 = ( 𝑇𝑒 − 𝑇𝑚 )
𝐽𝑆

3𝑃
{𝑇𝑒 = (𝐼𝑞𝑠 𝜆𝑑𝑠 − 𝐼𝑑𝑠 𝜆𝑞𝑠 )
2

Com base nas equações (3.17), (3.20) e (3,21), o diagrama de blocos para simulação de um gerador de
indução no referencial arbitrário pode ser desenvolvido e é mostrado na figura 3-9.
As variáveis de entrada do modelo incluem as tensões de estator do eixo dq 𝑉𝑑𝑠 e 𝑉𝑞𝑠 , tensões do rotor 𝑉𝑑𝑟 e
𝑉𝑞𝑟 , o torque mecânico 𝑇𝑚 e a velocidade do quadro de referência arbitrário 𝜔, enquanto as variáveis de
saída são as correntes do estator do eixo dq, 𝐼𝑑𝑠 e 𝐼𝑞𝑠 , o binário eletromagnético 𝑇𝑒 e a velocidade mecânica
𝜔𝑚 do gerador. Para simular o gerador de indução no referencial síncrono ou no referencial estacionário, a
velocidade do referencial arbitrário 𝜔 pode ser ajustada para a velocidade síncrona 𝜔𝑆 , ou zero,
respectivamente

circuito equivalente de estado estacionário

A investigação do desempenho em estado estacionário de geradores de indução, o circuito equivalente de


estado estacionário é uma ferramenta útil. O circuito equivalente de estado estacionário pode ser derivado
do odel do vetor-espaço IG descrito pela equação (3.9). Para obter o circuito equivalente em estado
estacionário, o modelo de vetor-espaço IG no quadro síncrono é usado e as seguintes etapas são
executadas:
* Defina o arbritary 4 na equação (3.9) para a velocidade síncrona 𝜔𝑆
𝑑𝜔𝑠 𝑑𝜔𝑅
* Defina os termos derivados, e na equação (3.9) para zero (todas as variáveis do IG no quadro
𝑑𝑡 𝑑𝑡
síncrono são de quantidade DC em constante, e suas derivadas são iguais a zero)
* Substitua todos os vetores espaciais na equação (3.9) com seus fasores correspondentes. Por exemplo,
o vetor de tensão do estator Vs é substituído pelo fasor de tensão do estator Vs onde 𝑣𝑠 = 𝑣𝑑𝑠 + 𝑗𝑣𝑞𝑠 ,
𝑉𝑠 = Re(𝑉𝑠 ) + 𝑗𝐼𝑚(𝑉𝑠 ), e a relação entre Vs e vs é dada por 𝑉𝑆 = 𝑣𝑠 ⁄√2
* Inverta a direção da corrente do rotor, isto é, a corrente do rotor flui para fora do circuito do rotor em vez
de no circuito do rotor mostrado na figura 3-6. Isso não é obrigatório. No entanto, a direção da corrente do
rotor revisada é consistente com o circuito equivalente de estado estacionário convencional da máquina de
indução. Mais importante ainda, ela facilita a análise de um sistema de energia eólica DFIG, onde o
circuito do rotor é conectado a um sistema conversor de energia com fluxo de energia bidirecional.

As equações para o estado estacionário do gerador de indução são dadas por

(3,22)

𝑉𝑆 = 𝑅𝑆 𝐼𝑆 + 𝐽𝜔Λ𝑆
{
𝑉𝑅 = − 𝑅𝑅 𝐼𝑅 + 𝐽(𝜔𝑆 − 𝜔𝑅 )Λ𝑆

onde letras maiúsculas com uma barra no topo representam fasores. Por instante, Λ𝑆 e Λ 𝑅 são os fasores
para as ligações de fluxo de estator e rotor 𝜆𝑆 e 𝜆𝑅 , respectivamente. A equação acima pode ser reescrita
como

(3,23)

𝑉𝑆 = 𝑅𝑆 𝐼𝑆 + 𝐽𝜔(𝐿𝑙𝑠 𝐼𝑠 + 𝐿𝑚 𝐼𝑚 )
{
𝑉𝑅 = − 𝑅𝑅 𝐼𝑅 + 𝐽(𝜔𝑆 − 𝜔𝑅 )Λ𝑆

onde 4 é a frequência de deslizamento angular, dada por (8). Dividindo a equação da tensão do rotor pelo escorregam

(3,24)
𝜔𝑆𝑙
S=
𝜔𝑆

e rearranjando a equação (3.23), temos

(3,25)
𝑉𝑆 = 𝑅𝑆 𝐼𝑆 + 𝐽𝜔(𝐿𝑙𝑠 𝐼𝑠 + 𝐿𝑚 𝐼𝑚 ) = 𝑅𝑆 𝐼𝑆 + 𝑗𝑋𝑙𝑆 𝐼𝑆 + 𝑗𝑋𝑚 𝐼𝑚
{𝑉 𝑅𝑟 𝑅𝑟
𝑅
=− 𝐼𝑟 + 𝐽𝜔(𝐿𝑙𝑟 𝐼𝑟 + 𝐿𝑚 𝐼𝑚 ) = − 𝐼 + 𝑗𝑋𝑙𝑟 𝐼𝑟 + 𝑗𝑋𝑚 𝐼𝑚
𝑠 𝑠 𝑠 𝑟

onde 𝑋𝑙𝑆 e 𝑋𝑙𝑟 são as reatâncias de vazamento do estator e rotor e 𝑋𝑚 é a reatância de magnetização,
dada por.

(3,26)

𝑋𝑙𝑆 = 𝜔𝑠 𝐿𝑙𝑠
{𝑋𝑙𝑟 = 𝜔𝑠 𝐿𝑙𝑟
𝑋𝑚 = 𝜔𝑠 𝐿𝑚

Com base na equação (3.25), o equivalente constante do estator para o gerador de indução pode ser
derivado e é ilustrado na figura 3-13. Em sistemas de energia eólica DFIG, o circuito do rotor é
normalmente conectado a um conversor do lado do rotor (RSC) que pode ser representado por uma
impedância equivalente, como mostrado na figura 3-13a, enquanto que para o SCIG o circuito do rotor
está em curto e a tensão do rotor 𝑉𝑟 , é zero, conforme ilustrado na figura 3-13b.

Fluxo De Potência

Características de velocidade de torque do gerador

Análise de Potência e Eficiência

Geradores Síncronos

geradores síncronos (SGs) são amplamente utilizados em sistemas de conversão de energia eólica de
alguns kilowatts a alguns megawatts. Como mencionado na introdução deste capítulo, os geradores
síncronos (WRSGs) e geradores síncronos de ímã permanente (PMSGs). No WRSG, o fluxo do rotor é
gerado pelo enrolamento do campo do rotor, enquanto o PSMG usa ímãs permanentes para produzir o
fluxo do rotor. Dependendo da forma do rotor e da distribuição do entreferro ao longo do perímetro do
rotor, os geradores síncronos podem ser categorizados em polos salientes e polares não salientes
Nesta seção, a construção de WRSG e PSMG em sistemas de energia eólica é apresentada, e os
modelos dinâmicos e estacionários para ambos os tipos de geradores síncronos são desenvolvidos, e
estudos de caso são fornecidos para a análise dinâmica e estacionária dos geradores. .

Tabela 3-2

Construção

Semelhante ao gerador de indução, o gerador síncrono é composto principalmente de um estator e um


rotor. A construção do estator de ambos os geradores síncronos de rotor de ferida e de ímã permanente é
essencialmente a mesma de um gerador de indução e, portanto, não é repetida aqui. Esta subseção
fornece uma visão geral da configuração do rotor para o WRSG e o PSMG.

Geradores Síncronos de Ferida-Rotor

Como o nome indica, o gerador síncrono do rotor da ferida tem uma configuração de rotor enrolado no
gerador para gerar o fluxo magnético do rotor. A Figura 3-16 ilustra um típico WRSG de polo saliente, onde
apenas doze polos são mostrados para melhor avaliação da estrutura do rotor. O enrolamento de campo é
enrolado em torno de sapatas de poste, que são colocadas simetricamente no perímetro do rotor em uma
configuração radial ao redor do eixo para acomodar um grande número de pólos. O gerador tem uma
distribuição uniforme do fluxo de ar devido à estrutura saliente do rotor. Um exemplo prático desse tipo de
gerador é mostrado na figura 2-7e no capítulo 2. Os geradores síncronos com um alto número de pólos
(por exemplo, 72 pólos) operando a baixas velocidades rotacionais podem ser usados em sistemas de
energia eólica de megawatt acionados diretamente onde não há necessidade de uma caixa de
velocidades. Isso leva a uma redução nas perdas de energia e no custo de manutenção. O enrolamento
do campo do rotor do gerador síncrono requer excitação CC. A corrente do rotor pode ser fornecida
diretamente por escovas em contato com os anéis coletores conectados ao eixo e eletricamente
conectados ao enrolamento do rotor. Alternativamente, um excitador brushless fisicamente ligado ao eixo
pode ser usado. O excitador gera correntes CA que são retificadas para DC usando uma ponte de diodos
para o enrolamento do rotor. A primeira opção é simples, mas requer manutenção regular das escovas e
anéis coletores, enquanto a segunda opção é mais cara e complexa, mas requer pouca manutenção.
Geradores Síncronos De Imã Permanente

No PMSG, o fluxo magnético do rotor gerado por ímãs permanentes e esses geradores são, portanto, sem
escova. Devido à ausência do enrolamento do rotor, uma alta densidade de potência pode ser alcançada,
reduzindo o tamanho e o peso do gerador. Além disso, não há perdas no enrolamento do rotor, reduzindo a
tensão térmica no rotor. As desvantagens desses geradores residem no fato de os ímãs permanentes serem
mais caros e propensos à desmagnetização. Dependendo de como os ímãs permanentes são montados no
rotor, o PMSG pode ser classificado em geradores PM montados na superfície e inseridos.

PMSG MONTADO NA SUPERFÍCIE

No PSMG montado na superfície, os ímãs permanentes são colocados na superfície do rotor. A figura 3-17
mostra esse gerador, onde 16 ímãs são montados uniformemente na superfície do núcleo do rotor, separados
por materiais não-ferrosos entre dois ímãs adjacentes. Uma vez que a permeabilidade dos imanes é muito
próxima da dos materiais nãofervescentes, o espaço de ar efetivo entre o núcleo do rotor e o estator é
uniformemente distribuído em torno da superfície do rotor. Esse tipo de configuração é conhecido como um
PSMG de pólo não senoidal.
A principal vantagem do SG montado na superfície é sua simplicidade e baixo custo de construção em
comparação com o PSMG embutido. No entanto, os ímãs estão sujeitos a forças centrífugas que podem
causar sua separação do rotor e, portanto, os PSMGs montados na superfície são usados principalmente em
aplicações de baixa velocidade. De forma direta

FIGURA 3-17

WEGS o gerador síncrono com um número elevado de pólos é usado, como o mostrado na figura 2-7d no
capítulo. O PMSG montado na superfície pode ter um rotor externo no qual os ímãs permanentes são fixados
à superfície interna do rotor [7]. Neste caso, as forças centrífugas ajudam a manter os ímãs presos ao núcleo
do rotor.
Inserção PMSG

No PMSG, os ímãs permanentes são inseridos na superfície do rotor, como mostrado na figura 3-18. A
saliência é criada pela diferente permeabilidade do material do núcleo do rotor e dos ímãs. Esta configuração
também reduz a rotação

figura 3-18

estresse associado com a força centrífuga em comparação com a superfície montada PMSG e, portanto, este
tipo de gerador pode operar em velocidades mais altas do rotor. Um prático PMSG de baixo número de
pólos usado no WECS é mostrado na figura 2-7e no capítulo 2.
Modelo dinâmico de SG

A Figura 3-19 mostra um modelo geral do eixo dq de um gerador síncrono. Para simplificar a análise, o SG
é normalmente modelado no quadro de referência síncrono do campo do rotor. O circuito do estator do
modelo do eixo-dq é essencialmente o mesmo do gerador de indução mostrado na figura 3-8, exceto que

* A velocidade do referencial arbitrário 𝜔 no modelo IG é substituída pela velocidade do rotor 𝜔𝑟 no quadro


síncrono
* A indutância de magnetização 𝐿𝑚 é substituída pelas indutâncias de magnetização do eixo dq 𝐿𝑑𝑚 e 𝐿𝑞𝑚
do gerador síncrono. Em um SG não-sensitivo, as indutâncias de magnetização do eixo d e q são iguais (𝐿𝑑𝑚
= 𝐿𝑞𝑚 ), enquanto nos geradores de polo saliente, a indutância de magnetização do eixo d é normalmente
menor que a indutância de magnetização do eixo q (𝐿𝑑𝑚 < 𝐿𝑞𝑚 )

* As correntes do estator do eixo dq, 𝐼𝑑𝑠 e 𝐼𝑞𝑠 fluem para fora do estator. Isso é baseado na convenção do
gerador, já que a maioria das máquinas síncronas são usadas como geradores.

Para modelar o circuito do rotor, a corrente de campo no enrolamento do rotor é representada por uma fonte
de corrente constante 𝐼𝑓 no circuito do eixo d [5]. No PMSG, o ímã permanente que substitui o enrolamento
de campo pode ser modelado por uma fonte de corrente equivalente 𝐼𝑓 com uma magnitude fixa.

Para simplificar o modelo SG da figura 3-19, as seguintes manipulações matemáticas podem ser realizadas.
As equações de tensão para o gerador síncrono são dadas por
(3,50)

𝑑𝜆𝑑𝑠
𝑉𝑑𝑆 = − 𝑅𝑠 𝐼𝑑𝑠 − 𝜔𝑟 𝜆𝑞𝑠 +
𝑑𝑡

𝑑𝜆𝑞𝑠
{ 𝑉𝑞𝑠 = − 𝑅𝑠 𝐼𝑞𝑠 − 𝜔𝑟 𝜆𝑑𝑠 + 𝑑𝑡

Figura 3-19

𝜔𝑟 𝜆𝑞𝑠
𝐼𝑑𝑠 𝑅𝑠 𝐿𝑙𝑠

+ + 𝐼𝑑𝑚 +
𝐿𝑑𝑚 𝑑𝜆𝑑𝑟
𝑉𝑑𝑠 𝑑𝜆𝑑𝑠 𝐼𝑓
𝑑𝑡 𝑑𝑡

− − −

(a) Eixo direto


𝐼𝑞𝑠 𝑅𝑠 𝜔𝑟 𝜆𝑑𝑠
𝐿𝑙𝑠

+ +
𝐼𝑞𝑚
𝑑𝜆𝑞𝑠
𝑉𝑞𝑠 𝐿𝑞𝑚
𝑑𝑡

− −

(b) Eixo de quadratura

onde 𝜆𝑑𝑠 e 𝜆𝑞𝑠 são as ligações de fluxo de estator de eixo-d eq, gven por

(3,51)

𝜆𝑑𝑠 = − 𝐿𝑙𝑠 𝐼𝑑𝑠 + 𝐿𝑑𝑚 (𝐼𝑓 − 𝐼𝑑𝑠 ) = − (𝐿𝑙𝑠 + 𝐿𝑑𝑚 )𝐼𝑑𝑠 + 𝐿𝑑𝑚 𝐼𝑓 = − 𝐿𝑑 𝐼𝑑𝑠 + 𝜆𝑓
{
𝜆𝑞𝑠 = − (𝐿𝑙𝑠 + 𝐿𝑞𝑚 )𝐼𝑞𝑠 = − 𝐿𝑞 𝐼𝑞𝑠

onde 𝜆𝑟 , é o fluxo do rotor, e 𝐿𝑑 e 𝐿𝑞 são as auto-indutâncias do eixo dq do estator, definidas por

(3,52)

𝜆𝑟 = 𝐿𝑑𝑚 𝐼𝑓
{𝐿𝑑 = (𝐿𝑙𝑠 + 𝐿𝑑𝑚 )
𝐿𝑞 = (𝐿𝑙𝑠 + 𝐿𝑞𝑚 )

Substituindo (3.51) em (3.50), e considerando 𝑑𝜆𝑟 ⁄𝑑𝑡 = 0 para corrente de campo constante 𝐼𝑓 no WRSG e
constante 𝜆𝑟 no PMSG, temos

𝑑𝐼𝑑𝑠
𝑉𝑑𝑠 = − 𝑅𝑠 𝐼𝑑𝑠 + 𝜔𝑟 𝐿𝑞 𝐼𝑞𝑠 − 𝐿𝑑
𝑑𝑡
𝑑𝐼𝑞𝑠
{𝑉𝑞𝑠 = − 𝑅𝑠 𝐼𝑞𝑠 − 𝜔𝑟 𝐿𝑑 𝐼𝑑𝑠 + 𝜔𝑟 𝜆𝑟 − 𝐿𝑞 𝑑𝑡

A Figura 3-20 mostra um modelo simplificado para os geradores síncronos, que é derivado com base na
equação (3.53). Deve ser salientado que
* O modo simplificado é tão preciso quanto o modelo geral da figura 3-19, já que nenhuma suposição foi
feita durante a derivação do modelo simplificado. A análise de desempenho baseada nos modelos geral e
simplificado deve fornecer resultados idênticos.

* O modelo SG é válido para ambos os geradores síncronos ferros-rotores e magnetos permanentes. Para
uma dada corrente de campo 𝐼𝑓 no WRSG, o fluxo do rotor pode ser calculado por 𝜆𝑟 = 𝐿𝑑𝑚 𝐼𝑓 . Para o
PMSG, o fluxo do rotor 𝜆𝑟 é produzido por ímãs permanentes e seu valor nominal pode ser obtido a partir
dos dados da placa de identificação e dos parâmetros do gerador.

* O modelo também é válido para geradores síncronos de polos salientes e não-salientes. Para um gerador
não-sensitivo, as indutâncias síncronas do eixo dq 𝐿𝑑 e 𝐿𝑞 ,

Figura 3-20
𝜔𝑟 𝐿𝑞 𝐼𝑞𝑠
𝐼𝑑𝑠 𝑅𝑠

𝑉𝑑𝑠 𝐿𝑑

(a) Circuito de eixo direto

𝜔𝑟 𝐿𝑑 𝐼𝑑𝑠 𝜔𝑟 𝜆𝑟
𝐼𝑞𝑠 𝑅𝑠

𝑉𝑞𝑠 𝐿𝑞

(b) Circuito de eixo de quadratura

são iguais, ao passo que são diferentes para um gerador de polo saliente. A indutância síncrona do eixo D do
PMSG é geralmente menor que a do eixo q (𝐿𝑑 < 𝐿𝑞 ) O torque eletromagnético produzido pelo SG pode
ser calculado pelas mesmas equações para o IG dado na equação (3.16), isto é,

(3,54)
3𝑃
𝑇𝑒 = (𝐼𝑞𝑠 𝜆𝑑𝑠 − 𝐼𝑑𝑠 𝜆𝑞𝑠 )
2
Substituindo (3.51) em (3.54), temos

(3,55)

3𝑃
𝑇𝑒 = [𝜆𝑟 𝐼𝑞𝑠 − (𝐿𝑑 − 𝐿𝑞 )𝐼𝑑𝑠 𝐼𝑞𝑠 ]
2

A velocidade do rotor 3 é governada pela equação de movimento


(3,56)
𝑃
𝜔𝑟 = 𝐽𝑆 (𝑇𝑒 − 𝑇𝑚 )

Derivar o modelo SG para simulação dinâmica de geradores síncronos, equação (3.53) é rearranjada como
(3,57)

1
𝐼𝑑𝑠 = (− 𝑉𝑑𝑠 − 𝑅𝑠 𝐼𝑑𝑠 + 𝜔𝑟 𝐿𝑞 𝐼𝑞𝑠 )⁄𝐿𝑑
𝑆
1
{𝐼𝑞𝑠 = 𝑆 (− 𝑉𝑞𝑠 − 𝑅𝑠 𝐼𝑞𝑠 − 𝜔𝑟 𝐿𝑞 𝐼𝑑𝑠 + 𝜔𝑟 𝜆𝑟 )⁄𝐿𝑞

Com base nas três equações acima, o diagrama de blocos para a simulação computada do SG é derivado e
mostrado na figura 3-21. As variáveis de entrada do modelo SG são as tensões de estator 𝑉𝑑𝑠 e 𝑉𝑞𝑠 do eixo
dq, a ligação de fluxo do rotor 𝜆𝑟 e o torque mecânico 𝑇𝑚 , enquanto as variáveis de saída são as correntes de
estator 𝐼𝑑𝑠 e 𝐼𝑞𝑠 do eixo dq, a velocidade mecânica do rotor 𝜔𝑚 e o torque eletromagnético 𝑇𝑒 .

Circuito Equivalente em estado estacionário

O modelo de estado estacionário de um gerador síncrono fornece uma ferramenta útil para a análise da
performance do estado estacionário do gerador. O modelo de estado estacionário do SG pode ser
desenvolvido a partir de seu modelo dinâmico mostrado na figura 3-20. Considerando que as correntes de
estator do eixo dq, 𝐼𝑑𝑠 e 𝐼𝑞𝑠 no referencial síncrono de fluxo do rotor são valores de CC no estado
𝑑𝐼𝑑𝑠 𝑑𝐼𝑞𝑠
estacionário, suas derivadas na equação (3.53) e , tornam-se zero. Portanto, as equações que
𝑑𝑡 𝑑𝑡
descrevem as características de estado estacionário do gerador síncrono são dadas por
(3,59)

𝑉𝑑𝑠 = − 𝑅𝑠 𝐼𝑑𝑠 + 𝜔𝑟 𝐿𝑞 𝐼𝑞𝑠


{
𝑉𝑞𝑠 = − 𝑅𝑠 𝐼𝑞𝑠 − 𝜔𝑟 𝐿𝑑 𝐼𝑑𝑠 + 𝜔𝑟 𝜆𝑟
Como as tensões e correntes do eixo dq nos quadros síncronos são todos valores D constantes no estado
estacionário, é conveniente usá-las diretamente para a análise de estado estacionário. Com base na equação
(3.59), o circuito equivalente de estado estacionário para o gerador síncrono é derivado e mostrado na figura
3-24.

Estudo de caso 3-4 - Análise de estado estacionário de SG independente com carga de RL.

Neste estudo de caso, o desempenho em estado estacionário de um gerador síncrono de pólo saliente
independente com uma carga RL é analisado usando o circuito equivalente de estado estacionário do eixo dq
da figura 3-24. Considere um valor de 2,5 Mw, 4KV, 40 HZ, 400 rpm PMSG com seis polos salientes, cujos
parâmetros são apresentados na Tabela B-12 no Apêndice B. O gerador opera à velocidade do rotor de 400
rpm e fornece uma carga RL trifásica de RL = 4, 2855 K Ohms e Ll = 8,258 mH, como mostrado na figura
3.25a
Como o eixo q conduz o eixo d em 90º, a tensão do estator do eixo dq do gerador, que é também a tensão da
carga, pode ser calculada
(3,60)

𝑉𝑑𝑠 + 𝑗𝑉𝑞𝑠 = (𝐼𝑑𝑠 + 𝑗𝐼𝑞𝑠 )(𝑅𝐿 + 𝑗𝜔𝑟 𝐿𝐿 )

= (𝑅𝐿 𝐼𝑑𝑠 − 𝜔𝑟 𝐿𝐿 𝐼𝑞𝑠 ) + 𝑗(𝑅𝐿 𝐼𝑞𝑠 + 𝜔𝑟 𝐿𝐿 𝐼𝑑𝑠 )

Onde 9 é a velocidade elétrica do rotor, que também é a velocidade do referencial síncrono dq, em que o
modelo SG do eixo d SG é estabelecido, a equação (3.60) pode ser rearranjada como
(3,61)

𝑉𝑑𝑠 = 𝑅𝐿 𝐼𝑑𝑠 − 𝜔𝑟 𝐿𝐿 𝐼𝑞𝑠 = 𝑅𝐿 𝐼𝑑𝑠 + 𝑋𝐿 𝐼𝑞𝑠


{
𝑉𝑞𝑠 = 𝑅𝐿 𝐼𝑞𝑠 + 𝜔𝑟 𝐿𝐿 𝐼𝑑𝑠 = 𝑅𝐿 𝐼𝑞𝑠 + 𝑋𝐿 𝐼𝑑𝑠

onde (8) e (3). Estes dois termos são referidos como voltagens de velocidade, que são devidas à
transformação da indutância de carga trifásica no quadro estacionário abc na transformação da indutância de
carga trifásica no quadro estacionário abc no quadro sincronizado dq. Outros métodos para transformar um
circuito indutivo ou capacitivo trifásico na estrutura estacionária abc na estrutura giratória dq também estão
disponíveis [3], e os mesmos resultados podem ser obtidos. Com base na equação (3.61), o circuito
equivalente do eixo dq do gerador síncrono com cargas de RL é mostrado na figura 3-25b.
figura 3-24
𝐼𝑑𝑠 𝑅𝑠 𝜔𝑟 𝐿𝑞 𝐼𝑞𝑠

𝑉𝑑𝑠

(a) Circuito de eixo direto

𝜔𝑟 𝐿𝑑 𝐼𝑑𝑠 𝜔𝑟 𝜆𝑟
𝐼𝑞𝑠 𝑅𝑠

𝑉𝑞𝑠

(b) Circuito de eixo de quadratura


figura 3-25

𝜔𝑟 𝐿𝑞 𝐼𝑞𝑠
𝑅𝑆 𝐼𝑑𝑠

+ 𝑅𝐿

𝑉𝑑𝑠
𝑋𝐿 𝐼𝑞𝑠

Circuito de eixo direto

𝜔𝑟 𝜆𝑟 𝜔𝑟 𝐿𝑑 𝐼𝑑𝑠
𝑅𝑆 𝐼𝑞𝑠

+ 𝑅𝐿

𝑉𝑞𝑠
𝑋𝐿 𝐼𝑑𝑠

Circuito de eixo de quadratura

Substituindo (3.59) em (3.61) rendimentos

− 𝑅𝑠 𝐼𝑑𝑠 + 𝜔𝑟 𝐿𝑞 𝐼𝑞𝑠 = 𝑅𝐿 𝐼𝑑𝑠 − 𝜔𝑟 𝐿𝐿 𝐼𝑞𝑠 (𝑎)


{
− 𝑅𝑠 − 𝜔𝑟 𝐿𝑑 𝐼𝑑𝑠 + 𝜔𝑟 𝜆𝑟 = 𝑅𝐿 𝐼𝑞𝑠 + 𝜔𝑟 𝐿𝐿 𝐼𝑑𝑠 (𝑏)

(3,62)

A partir da equação (3.62a) a corrente do estator do eixo d 𝐼𝑑𝑠 pode ser expressa como
(3,63)
𝜔𝑟 (𝐿𝐿 + 𝐿𝑞 )
𝐼𝑑𝑠 = 𝐼𝑞𝑠
𝑅𝐿 + 𝑅𝑠

Substituindo (3.63) em (3.62b), as correntes do eixo q podem ser calculadas


(3,64)

𝜔𝑟 𝜆𝑟 (𝑅𝐿 + 𝑅𝑞 )
𝐼𝑞𝑠 = (𝑅 2 2 = 141.85 A
𝐿 + 𝑅𝑆 ) + 𝜔𝑟 (𝐿𝐿 + 𝐿𝑑 )(𝐿𝐿 + 𝐿𝑞 )

onde 𝜔𝑟 = 𝑛𝑟 𝑃 2𝜋⁄60 = 400×6× 2𝜔⁄60 = 251.33 rad/s e 𝜆𝑟 = 6.7302 Wb (valor nominal de pico; consulte
a tabela B-12)

A corrente do estator do eixo d 9 é então


(3,65)

𝜔𝑟 (𝐿𝐿 + 𝐿𝑞 )
𝐼𝑑𝑠 = 𝐼𝑞𝑠 = 249.0 A
𝑅𝐿 + 𝑅𝑠

A corrente do estator rms é avaliada por

(3,66)
2 2 ⁄√2 = 202.7 A
𝐼𝑆 = √𝐼𝑑𝑠 + 𝐼𝑞𝑠

que é o valor eficaz das correntes de estator trifásico 𝐼𝑎𝑆 , 𝐼𝑏𝑆 e 𝐼𝑐𝑆 . Com as correntes do estator calculadas, as
tensões do estator do eixo dq são encontradas

(3,67)

𝑉𝐷𝑠 = −𝑅𝑆 𝐼𝑑𝑠 + 𝜔𝑟 𝐿𝑞 𝐼𝑞𝑠 = 772.9 𝑉


{
𝑉𝑞𝑠 = −𝑅𝑠 𝐼𝑞𝑠 − 𝜔𝑟 𝐿𝑑 𝐼𝑑𝑠 + 𝜔𝑟 𝜆𝑟 = 1124.7 𝑉

A tensão do estator rms é calculada pela


(3,68)

2
𝑉𝑆 = √𝑉𝑑𝑠 + 𝑉𝑞𝑠2 ⁄√2 = 965.0 V

que é também o valor eficaz da tensão de estator trifásico 𝑉𝑎𝑆 , 𝑉𝑏𝑆 e 𝑉𝑐𝑆 . O torque eletromagnético do
gerador é obtido por
(3,69)

3
𝑇𝑒 = 2
𝑃(𝜆𝑟 𝐼𝑞𝑠 − (𝐿𝑑 − 𝐿𝑞 )𝐼𝑑𝑠 𝐼𝑞𝑠 ) = 12.7 KN.m

O poder mecânico do gerador é


(3,70)
𝑃𝑚 = 𝑇𝑚 𝜔𝑚 = 𝑇𝑒 𝜔𝑟 ⁄𝑃 = 531.0 KW

onde o torque mecânico 𝑇𝑚 é igual ao torque eletromagnético 𝑇𝑒 quando o gerador opera em regime
permanente. A perda do enrolamento do estator é
(3,71)

𝑃𝑐𝑢,𝑠 = 3𝐼𝑠2 𝑅𝑠 = 3 KW

A potência ativa fornecida à carga é calculada subtraindo as perdas do enrolamento do estator da potência
mecânica.
(3,72)
𝑃𝐿 = 𝑃𝑚 - 𝑃𝑐𝑢,𝑠 = 528 kW

O ângulo do fator de potência da carga é

(3.73)
𝜔 𝑅 𝐿𝐿
𝜑𝐿 = tan−1 ( ) = 25.8
𝑅𝐿

a partir do qual o fator de potência da carga é


(3,74)
𝑃𝐹𝐿 = cos(𝜑𝐿 ) = 0.9

Alternativamente, a carga ativa e a potência reativa podem ser obtidas


(3,75)

𝑃𝐿 = 1.5(𝑣𝑑𝑠 𝑖𝑑𝑠 + 𝑣𝑞𝑠 𝑖𝑞𝑠 ) = 528 𝑘𝑊


{
𝑄𝐿 = 1.5(𝑣𝑞𝑠 𝑖𝑑𝑠 − 𝑣𝑑𝑠 𝑖𝑞𝑠 ) = 225.7 𝑘𝑉𝐴

a partir do qual o fator de potência da carga é


(3,76)
𝑃𝐿
𝑃𝐹𝐿 = = 0.9
√𝑃𝐿2 + 𝑄𝐿2

As tensões do estator do eixo dq também podem ser calculadas a partir das condições de carga
(3,77)

𝑉𝑑𝑠 = 𝑅𝐿 𝑖𝑑𝑠 − 𝜔𝑟 𝐿𝐿 𝑖𝑞𝑠 = 𝑅𝐿 𝑖𝑑𝑠 − 𝑋𝐿 𝑖𝑞𝑠 = 772.9 𝑉


{
𝑉𝑞𝑠 = 𝑅𝐿 𝑖𝑞𝑠 − 𝜔𝑟 𝐿𝐿 𝑖𝑑𝑠 = 𝑅𝐿 𝑖𝑞𝑠 − 𝑋𝐿 𝑖𝑑𝑠 = 1124.7 𝑉

Os ângulos de fase da tensão e corrente do estator são dados por


(3,78)
𝑣𝑞𝑠
𝜃𝐿 = tan−1 ( ) = 55.5º
𝑣𝑑𝑠

𝑖𝑞𝑠
𝜃𝑖 = tan−1 ( ) = 29.7º
{ 𝑖𝑑𝑠

a partir dos quais os fasores de tensão e corrente do estator podem ser definidos
(3,79)

𝑉𝑠 = 𝑉𝑠 ∠𝜃𝑣 = 965.0∠55.5º 𝑉
{
𝐼𝑠 = 𝐼𝑠 ∠𝜃𝑖 = 202.7∠29.7º 𝐴

O ângulo do fator de potência da carga e o fator de potência são

(3,80)

𝜙𝐿 = 𝜃𝑣 − 𝜃𝑖 = 25.8º
{
𝑃𝐹𝐿 = cos 𝜙𝐿 = 0.9

Finalmente, a carga ativa PL pode ser calculada por

(3,81)

𝑃𝐿 = 3𝑉𝑠 𝐼𝑠 cos 𝜙𝐿 = 528.0 kW

que é igual àquele dado nas equações (3.72) e (3.74)


Assumindo que as perdas rotacionais Prot do gerador representam 0,5% (12,5 KW) da potência nominal do
gerador, a eficiência do gerador é

(3,82)
𝑃𝐿 528.0
𝜂=𝑃 = 531.0+12.5 = 0.972
𝑚 + 𝑃𝑟𝑜𝑡
Os geradores síncronos de ímã permanente usualmente têm maior eficiência do que outros tipos de
geradores devido ao uso de ímãs permanentes para geração de fluxo de rotor.