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Escola Estadual Floriano Witt

A IMPORTÂNCIA DE MEMORIZAR A TABUADA NOS ANOS INICIAIS DO


ENSINO FUNDAMENTAL

A falta de domínio da tabuada é um dos fatores que leva os estudantes a


terem dificuldades na aprendizagem matemática. Essa defasagem – que tem
origem nos anos iniciais do ensino fundamental – promove problemas que
percorrem toda a vida escolar, acadêmica e profissional do aluno Atualmente o
trabalho do professor tem objetivos focados no sentido de que o aprendiz
compreenda como se dá a construção da operação de multiplicação (utilizando
para isso a soma das quantidades), esperando-se que a partir daí o mesmo
passe a ter a habilidade necessária para realizar cálculos. Nesta perspectiva,
atividades de memorização têm ganhado pouquíssimo espaço, fato esse que
em grande parte se deve ao combate a tão famosa “decoreba”. O surgimento
dessa nova abordagem trouxe pontos positivos e negativos ao trabalho com a
tabuada. Os pontos positivos se referem ao fato de que a prática pedagógica
passou a demonstrar com ênfase como ocorre a construção da operação
matemática, realidade essa que antigamente era pouco considerada. Já os
pontos negativos estão relacionados, sem sombra de dúvidas, a falta de
memorização da tabuada. Quando os cursos de formação de professores
passaram a orientar para que a atividade docente levasse o estudante a
compreender a construção da tabuada, e não a decorá-la, muitos equívocos
apareceram e hoje trazem reflexos contraproducentes no ensino de
matemática como um todo.

O fato é que é imprescindível que o aluno saiba como se compõem as


operações, assim como é imprescindível que o mesmo saiba toda a tabuada
“na ponta da língua”. Mas por que é tão importante memorizar a tabuada?

Saber a tabuada é necessário, basicamente, para resolver cálculos de


multiplicação. Imagine um aluno dos anos iniciais do ensino fundamental tendo
que resolver uma operação com vários números nos dois termos, e que não
tem domínio da tabuada. Ele provavelmente tentará usar o conhecimento
referente às construções das operações, como por exemplo, para resolver
quanto é 7x9, fará 9+9+9+9+9+9+9=63; certamente o resultado será o mesmo
do que se ele tivesse memorizado que 7x9=63, mas, por outro lado, observe o
tempo e o desgaste que este aluno irá ter para resolver um cálculo médio ou
grande. A chance de este estudante desistir devido ao cansaço – ou mesmo
errar – é enorme, e são estes tipos de processos que vêm contribuindo para o
aparecimento de dificuldades na aprendizagem de matemática. Nesse caso em
especial, porque a maioria das atividades docentes não vem cobrando nem
incentivando que os aprendizes decorem – ou memorizem, como se diz
atualmente – a tabuada, na expectativa de que os mesmos passem a
interiorizá-la com o tempo através do conhecimento de como se dá a sua
construção.
Escola Estadual Floriano Witt

É essencial que o fazer pedagógico exija que o aluno saiba como se dá a


construção da tabuada e, ao mesmo tempo, memorize-a, pois a memorização
será a habilidade mais utilizada pelo estudante no decorrer da sua vida no trato
matemático com a multiplicação. Por isso o professor não deve abrir mão de
técnicas de memorização lúdicas e tradicionais, como por exemplo, jogos,
dinâmicas e ditados orais e escritos. Diego Sebastião Fagundes.

Acreditando ser esse o caminho, na tentativa de levar os alunos a estudarem


e assim memorizar a tabuada foi feita a proposta aos mesmos através de uma
competição de operações de multiplicação. “Todos são vencedores.” O
incentivo é para que de alcancem com mais rapidez e eficiência os resultados
necessários e assim tornar possível a aprendizagem dos vários conteúdos
desta disciplina que dependem dos mesmos para que realmente aconteça.