Você está na página 1de 14

Curso de Biomedicina Revisão bibliográfica

DOENÇA DE PARKINSON – SUAS CARACTERÍSTICAS FISIOPATOLÓGICAS SOB AS


PERSPECTIVAS DOS PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE
PARKINSON'S DISEASE - YOUR PATHOPHYSIOLOGICAL CHARACTERISTICS UNDER THE
PERSPECTIVE OF HEALTH PROFESSIONALS
1 2 3
Rafael Silva Brandão , Graziela Araújo , Jaqueline Coimbra .
1 Aluno do curso de Biomedicina
2 Professora e coordenadora do curso de Biomedicina
3 Professora do curso de Biomedicina

Resumo
A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa grave, debilitante e irreversível que acomete os mais variados tipos de
pessoas. É caracterizada essencialmente pela presença de distúrbios motores e cognitivos. As opções de tratamento do parkinsonismo
são apenas sintomáticas e nenhuma delas faz a degeneração neuronal desaparecer totalmente. Suas causas ainda não estão
completamente entendidas. A etiopatogenia da DP pode estar relacionada com possíveis erros na síntese de algumas proteínas, com
fatores de predisposição genética, estresse oxidativo, desequilíbrio na atividade de neurotransmissores, exposição a toxinas
ambientais, atividade imunológica mediada por citocinas e etc. Os pacientes acometidos por esta enfermidade possuem elevada
propensão a desenvolver quadros de depressão. O presente estudo trata-se de uma revisão bibliográfica com o objetivo de evidenciar
os aspectos fisiopatológicos da DP e correlacionar a importância de tal entendimento para uma abordagem multiprofissional mais
eficaz. O estudo sugeriu que a compreensão multiprofissional sobre os aspectos fisiopatológicos da DP oferece requisitos para um
atendimento holístico visando não só tratar os sintomas, mas como a manutenção da qualidade de vida dos pacientes pelo maior
tempo possível.
Palavras-chave: Doenças neurodegenerativas, Doença de Parkinson, tratamento multiprofissional.

Abstract
Parkinson's disease (PD) is a serious, debilitating and irreversible neurodegenerative disease that affects all kinds of peop le. It is
essentially characterized by motor and cognitive disorders. The parkinsonism treatment options are only symptomatic and none
neuronal degeneration makes the totally disappearing. Its causes are not fully understood. The pathogenesis of PD may be related to
possible errors in the synthesis of some proteins with genetic predisposition factors, oxidative stress, imbalance in neurotransmitter
activity, exposure to environmental toxins, immunological activity mediated by cytokines etc. The patients suffering from this disease
have high propensity to develop frameworks of depression. This study deals with a literature review in order to highlight the
pathophysiological aspects of PD and correlate the importance of such understanding for more effective multidisciplinary appr oach. The
study suggested that the multidisciplinary understanding of the pathophysiology of PD provides requirements for a holistic service aim ed
not only treat the symptoms, but as maintaining the quality of life of patients as long as possible.
Keywords: Neurodegenerative diseases, Parkinson’s disease, multidisciplinary treatment.
___________________________________________________________________________________
Contato: nip@unicesp.edu.br

1 – Introdução fisiopatológicas da doença, bem como os


possíveis tratamentos sob as perspectivas dos
A Doença de Parkinson (DP) é uma das profissionais da área da saúde a fim de elucidar a
doenças neurodegenerativas com maior sua importância na qualidade de vida dos
prevalência na população mundial1. Esta doença pacientes parkinsonianos na atualidade.
ataca os mais variados tipos de pessoas, porém é
mais frequente em pessoas com idade superior a 2 – Metodologia
50 anos, havendo, no entanto, raras exceções2.
Os pacientes acometidos desta Foram analisados 157 artigos científicos
enfermidade são seres bio psico social e encontrados nas bases de dados SciELO e
espiritualmente constituídos e precisam ser LILACS de forma que fosse evidenciada as
tratados como tal. A qualidade de vida de principais características da DP correlacionando
pacientes parkinsonianos pode estar seus aspectos fisiopatológicos com as
comprometida desde a percepção dos primeiros perspectivas dos profissionais da área da saúde.
sinais. Com a progressão dos sintomas e as Constatou-se que existe uma discreta
complicações do tratamento observa-se um escassez de estudos relacionados a tais
3 perspectivas. Consideraram-se apenas artigos e
progressivo declínio em sua qualidade de vida .
O presente estudo objetivou reunir livros em língua portuguesa e inglesa publicados
informações na literatura sobre as características entre os anos de 2000 a 2015. De 157 artigos
analisados, foram selecionados 49 e de 10 livros do paciente pelo maior tempo possível5, 6.
foram selecionados 5. Como critério de seleção A Doença de Alzheimer e a Doença de
de artigos e livros utilizou-se a relevância do Parkinson por serem as duas DN’s mais
conteúdo dos estudos com a temática proposta prevalentes, consequentemente, seus respectivos
no presente estudo. tratamentos produzem elevado impacto social e
As palavras chaves utilizadas na financeiro6, 7.
pesquisa de artigos foram: doenças Informações do Ministério da Saúde (MS)
neurodegenerativas, fisiopatologia, Doença de revelam que os custos anuais com medicamentos
Parkinson, tratamento multiprofissional. antiparkinsonianos estejam em torno de 11
bilhões de dólares, sendo estes, de 3 a 4 vezes
3 – Revisão da literatura mais caros para pacientes em estágio avançado
da doença6.
As Doenças Neurodegenerativas (DN’s) A Doença de Parkinson (DP) ou Mal de
são caracterizadas pela morte de células Parkinson, é uma doença neurodegenerativa
responsáveis pelo funcionamento do sistema caracterizada pela morte progressiva de
nervoso, levando assim, a progressiva disfunção neurônios dopaminérgicos nigrais dos gânglios
deste. As células nervosas são fundamentais basais e pela presença de inclusões
2
para a condução de impulsos nervosos . citoplasmáticas denominadas corpúsculos ou
Um grande número de DN’s está neutritos de Lewy nos neurônios sobreviventes5, 8.
associado a uma transmissão genética, com A ocorrência de distúrbios do movimento
herança dominante ou recessiva, enquanto que característicos desta patologia é documentada de
2
outras doenças ocorrem de forma aleatória . longa data como comprovou o médico
O aumento da expectativa de vida da neurologista James Parkinson (1755 - 1824) em
população tem contribuído para um crescente uma monografia documentada em 1817 intitulada
interesse no estudo das DN’scomo: Doença de An Essay on the Shaking Palsy (Ensaio sobre a
Alzheimer (DA), Doença de Parkinson (DP); Paralisia agitante), na qual foi descrita o que mais
Doença de Huntington (DH), Esclerose Lateral tarde se tornou conhecida como a Doença de
Amiotrófica (ELA). Sendo as duas primeiras, Parkinson (DP)5, 55.
respectivamente, as mais prevalentes na A patologia denominada “paralisia
4
população idosa . agitante” foi caracterizada pela presença de
Por vários anos as DN’s que ocasionam movimentos tremulantes involuntários, com
demência e distúrbios dos movimentos foram diminuição da força muscular, tendência para
classificadas de acordo com sua principal inclinação do tronco para frente e alteração na
característica clínica. Como por exemplo, DA – marcha (festinação), tendo os sentidos e o
síndrome demencial; DP e DH – síndrome intelecto não afetados. Na evolução da
demencial com distúrbios do movimento; ataxias enfermidade também foi descrita presença de
espinocerebelares – distúrbios do movimento2. tremores, de início, principalmente em uma das
Há estudos que descrevem as DN’s de mãos e, posteriormente, mais difusos progredindo
acordo com a região anatômica do Sistema para piora da marcha, quedas frequentes,
Nervoso Central (SNC) mais afetada (ex.: córtex dificuldades para a deglutição, sialorréia
cerebral, núcleos da base, sistema constante, incontinência urinária, disartria,
espinocerebelar, neurônios motores e etc.) obstipação e anartria5, 10.
podendo existir formas combinadas em casos de Dentre todas as manifestações clínicas
neurodegeneração em mais de uma área no observadas por James Parkinson, a presença de
encéfalo5. tremor e o distúrbio na marcha foram
Diversos estudos têm sido elaborados considerados por ele sinais patognomônicos da
com o objetivo de identificar biomarcadores doença. Mas apesar da publicação e divulgação
precoces das DN’s como forma de identificar a do seu trabalho, a doença somente tornou-se
doença antes do início das manifestações conhecida pelos neurologistas na segunda
5, 2 5, 11
clínicas . metade do século XIX .
Existem também testes genéticos Outros neurologistas também publicaram
capazes de detectar mutações causadoras de a respeito da doença, porém a mais relevante
algumas destas doenças. Contudo, mesmo contribuição no estudo veio do médico
quando a mutação genética é detectada não é neurologista francês Jean-Martin Charcot (1825-
possível afirmar se o indivíduo vai manifestar a 1893) que em 1857 sugeriu que a enfermidade
doença, pois a maioria das DN’s se manifesta de fosse denominada Doença de Parkinson em
forma aleatória5. homenagem a James Parkinson5, 10, 11.
Dependendo do tipo de DN, em casos Charcot acrescentou contribuições
graves, o paciente chega a perder funções pessoais na descrição do quadro clínico, no
motoras, cognitivas e fisiológicas. O tratamento, diagnóstico diferencial e no tratamento da
em geral, se baseia na inibição da degeneração doença. Relacionou estudos comparativos
das células nervosas visando à qualidade de vida diferenciando o tremor parkinsoniano dos
2
tremores de outras etiologias. Definiu a presença externa, pelo claustrume pela cápsula extrema.
da alteração postural, características de Sua face ântero-medial é separada da cabeça do
imobilidade, atitude peculiar do corpo e núcleo caudado pelo braço anterior da cápsula
membros11. Caracterizou a presença de perda da interna. A face póstero-medial é separada do
memória, disfunção cognitiva, disartria e escrita tálamo pelo braço posterior da cápsula interna. A
peculiar. Informações clínicas bastante face inferior é local de passagem da comissura
conhecidas na atualidade, mas que até então não anterior e recebe os principais pedículos arteriais.
haviam sido definida1, 55. A lâmina medular lateral separa o núcleo
Segundo Ribeiro (2010) o parkinsonismo lentiforme em putâmen, lateralmente, e globo
pode ser dividido em grupos conforme a sua pálido medialmente5.
etiologia: 1 – primário ou idiopático (Doença de O putâmen apresenta forma de concha e
Parkinson); 2 – secundário ou adquirido (infecção é o maior componente dos núcleos da base.
– parkinsonismo pós-encefálico; toxinas – Envolve o globo pálido e aparece em cortes
manganês, monóxido de carbono, 1-metil-4-fenil- sagitais mais laterais e em cortes coronais mais
1, 2, 3, 6-tetra-hidropiridina (MPTP); anteriores. Nesse plano, ele se prolonga também
medicamentos – antipsicóticos, reserpina, alfa- mais posteriormente que o globo pálido. Este, que
metildopa, metoclorapramida, cinarizina, apresenta tamanho menor, é subdividido pela
flunarizina e outros) vascular; trauma e tumor. 3 – lâmina medular interna em globo pálido medial e
parkinsonismo plus, no qual existem outros globo pálido lateral. O globo pálido medial é
achados neurológicos (como por exemplo: separado pela lâmina medular acessória em
degeneração nigroestriatal, paralisia supranuclear segmentos internos, sendo relacionado com o
progressiva, Síndrome de Shy-Drager, fascículo lenticular externo e com a alça
13 5
hidrocefalia de pressão normal, DA, DW, DH) . lenticular .
Esta enfermidade ataca os mais variados Macroscopicamente, o globo pálido,
tipos de pessoas, porém a maioria dos casos é contrasta claramente, pelo seu aspecto mais
mais frequente em pessoas com idade superior a pálido com putâmen, mais escuro. As fibras que
50 anos, havendo, no entanto, raras exceções2, 55. fazem conexão na porção mais medial do núcleo
Acredita-se que, em média, deva haver lentiforme são responsáveis pelo aspecto mais
acima de 60% de perda neuronal para que claro. Nas faces lateral e superior, o globo pálido
possam ser observados os chamados sinais medial é envolvido pelo globo pálido lateral. Sua
cardinais da doença13. porção ventro-póstero-lateral corresponde a um
dos principais alvos para o tratamento por cirurgia
3.1 – Características fisiopatológicas da estereotáxica para movimentos anormais5.
Doença de Parkinson (DP) O conjunto dos núcleos caudado e
lentiforme é conhecido como esriatum, e sua
3.1.1 – Aspectos anatômicos parte mais recente ou neostriatum corresponde
ao núcleo caudado e ao putâmen. Essas
As estruturas anatômicas que atuam no estruturas são interligadas pela ponte cinzenta
sistema motor, e que são afetadas por doenças caudo lenticular, mais desenvolvida na região
responsáveis por movimentos involuntários, superior e anterior, onde se encontram
incluem os núcleos da base e suas conexões, o fusionados. O globo pálido corresponde ao
núcleo subtalâmico, os núcleos ventrais anterior e paleostriatum. Do ponto de vista funcional, o
lateral e a substância negra5. neostriatum corresponde à porta de entrada das
Os núcleos basais motores são vias aferentes, enquanto o globo pálido pertence
constituídos por estruturas telencefálicas, ao sistema eferente. O núcleo acumbens
diencéfálicas e mesencefálicas5. corresponde a um grupo celular com posição
Na concavidade do ventrículo lateral do intermediária anatômica e funcional entre o
telencéfalo, é possível encontrar uma estrutura sistema límbico e os núcleos da base. Estende-se
em forma de C conhecida por núcleo caudado. da base da área septal até a junção do núcleo
Esta estrutura acompanha a borda súpero-lateral caudado e do putâmen, onde passa a ser
do tálamo e pode ser dividia em: cabeça, corpo e contínuo com as divisões ventrais desses
cauda. A cabeça tem um maior diâmetro e está núcleos5.
localizada na porção anterior fazendo protrusão No diencéfalo, o núcleo subtalâmico ou
no corno anterior do ventrículo lateral. O corpo núcleo de Luys pertence à região subtalâmica
encontra-se no assoalho da porção central do que inclui o núcleo reticular, a zona incerta, o
ventrículo lateral em posição posterior e lateral do núcleo pré-geniculado e os campos de Forel. Este
tálamo. A cauda está relacionada à porção núcleo situa-se inferiormente à zona incerta, que
posterior do putâmen pelo pendúculo do núcleo o separa dos núcleos ventro-laterais do tálamo5.
lentiforme e o corno inferior do ventrículo lateral 5. O núcleo subtalâmico é circunscrito,
O núcleo lentiforme possui a forma de superiormente, pelo fascículo lentiforme e,
uma lente biconvexa ou de uma pirâmide. A face inferiormente, pela alça lenticular. O fascículo
lateral é separada do lobo da ínsula pela cápsula lenticular passa entre a zona incerta e o núcleo
3
subtalâmico, atravessando o campo de Forel H2. citoplasma e causar problemas dentro da célula.
O campo H situa-se superior e lateralmente ao Os resíduos hidrofóbicos destas moléculas que
hipotálamo acima do pendúculo cerebral e normalmente estariam no centro da proteína
anteriormente ao núcleo rubro. O fascículo ficam expostos em sua superfície o que permite
subtalâmico une o núcleo subtalâmico e o globo que esta molécula tenha uma forte tendência para
pálido através dá cápsula interna5. formação de agregados microscópicos
5, 12
O tálamo é constituído por um grupo par insolúveis .
de núcleos de substância cinzenta com formato As conformações com dobramentos
ovóide, situado lateralmente ao terceiro protéicos errados podem ser geradas de forma
ventrículo, inferiormente ao ventrículo lateral e aleatória e espontânea em velocidade lenta por
medialmente à cápsula interna. Representa a toda a vida, de forma que os agregados se
maior parte da parede lateral do terceiro acumulem gradualmente com a idade
ventrículo, separando-se do hipotálamo, aumentando a probabilidade de degeneração
8, 12
inferiormente, pelo sulco hipotalâmico, que passa neuronal com o decorrer do tempo .
do forame interventricular até o aqueduto Na DP o erro no dobramento protéico
cerebral. O assoalho do ventrículo lateral é ocorre na proteína α-sinucleína que ocasiona a
formado medialmente pelo tálamo e lateralmente deposição de agregados citoplasmáticos
5, 12, 13, 16, 17
pelo núcleo caudado, separados pelo sulco conhecidos com Corpos de Lewy .
tálamo-estriado5.
A extremidade anterior do tálamo é 3.1.2.2 – Estresse Oxidativo
estreita em relação à extremidade posterior (o
pulvinar). A parte inferior ou ventral da divisão A chamada “Teoria do stress oxidativo” se
lateral tem importância anatomofisiológica em baseia na formação de moléculas instáveis que
movimentos anormais. Apresenta três reagem com outras moléculas existentes gerando
componentes: o núcleo ventral anterior, o núcleo uma oxidação, que por sua vez em alguns casos,
ventral lateral e o componente ventral posterior. O pode levar a morte celular2, 4.
núcleo ventral anterior e a porção anterior do Marcadores de stress oxidativo como
núcleo ventral lateral relacionam-se com os nitro-tirosina e carbonilas protéicas são
núcleos da base. A parte posterior do núcleo detectados em elevadas concentrações no
ventral lateral relaciona-se com o cerebelo. O sistema nervoso de pacientes com DP. Além
componente ventral posterior, dividido em medial disso, estudos relatam níveis alterados da
e lateral, relaciona-se com vias da sensibilidade5. expressão de enzimas antioxidantes como
A substância negra é dividida em tiorredoxina, tiorredoxinaredutase,
compacta e reticular. Formada por neurônio que peroxirredoxina, glutionaperoxidase, e também
contêm melanina possui coloração escura e está ferritina e transferrina4, 11.
situada entre o tegumento e a base do pendúculo Em condições normais o organismo tende
no mesencéfalo. A parte compacta possui a eliminar estas moléculas indesejáveis através
neurônios com grandes concentrações de de defesas antioxidantes, porém, na DP ocorre
dopamina e representa as conexões eferentes. A um acúmulo destes radicais na substância negra
parte reticular é responsável principalmente pelas o que por sua vez pode levar o
conexões aferentes da substância negra5. desencadeamento ou agravamento do processo
degenerativo2.
3.1.2 – Aspectos bioquímicos e moleculares O cérebro possui uma elevada
da DP necessidade energética, que normalmente é
suprida pela fosforilação oxidativa mitocondrial,
3.1.2.1 – Erros no envelopamento protéico gerando ATP e ao mesmo tempo reduzindo o O2
(Misfolding) molecular em H2O2. Sob determinadas situações,
espécies altamente reativas de oxigênio, como
Um erro de envelopamento protéico por exemplo, radicais livres de oxigênio, hidroxilas
significa a adoção de conformações anômalas de e H2O2, podem ser geradas como produtos
certas proteínas expressas normalmente. A colaterais deste processo. O estresse oxidativo é
conversão da cadeia linear de aminoácidos feita o resultado da produção excessiva destas
12
pelos ribossomos exige que ela seja dobrada espécies reativas .
corretamente. Nas complexas sequencias de Sem antagonismo, os radicais reativos de
fases na síntese de proteínas podem ocorrer oxigênio atacam moléculas-chave, incluindo
falhas, que por sua vez podem levar a produção enzimas, fosfolipídios e DNA. Existem
de proteínas variantes com dobramentos mecanismos de defesa, na forma de enzimas tais
protéicos errados incapazes de encontrar o como a superóxido dismutase (SOD) e a
caminho de volta para a sua conformação catalase; antioxidantes como o ácido ascórbico
“nativa”26. (vitamina C), a glutationa e o α-tocoferol (vitamina
Estas moléculas com dobramentos E) que normalmente conseguem manter estas
protéicos errados podem se acumular no espécies reativas sob controle2, 4, 12.
4
A degradação da dopamina em ácido 3,4-
dihidrofenilacético pela MAO gera o peróxido de 4 – Toxinas ambientais
hidrogênio que na presença de ferro, abundante
nos gânglios da base, pode gerar radicais livres A possibilidade da etiopatogenia da DP
hidroxila. Esta produção de moléculas de hidroxila estar vinculada à ação de toxinas ambientais, ou
e peróxido de hidrogênio pode resultar em mesmo à ação de toxinas pré-dispostas tem sido
26, 2, 8, 18, 22
neurotoxicidade por interferência na cadeia discutida em estudos recentes .
respiratória celular2, 4, 8. Vários estudos têm associado uma
Estudos revelam que apesar de existirem frequência de aparecimento da DP em pacientes
diferentes fatores de pré-disposição genética e que vivem em zona rural, que fazem uso de poço
vulnerabilidade regional à morte celular, o stress de água e que estão mais expostos a pesticidas e
oxidativo representa um mecanismo unificador de herbicidas. Não menos importante, outra
4, 55
doenças neurodegenerativas . associação bem discutida é a exposição a
A baixa ingestão dietética de substâncias produtos químicos industriais como: manganês,
antioxidantes pode acarretar em aumento das mercúrio, cianeto, dissulfeto de carbono,
concentrações de radicais livres no organismo, solventes e produtos petroquímicos5, 12.
por este motivo a manutenção do balanço em
favor dos antioxidantes é de essencial 5 – Sinais e sintomas da DP
importância para a integridade do cérebro18, 19, 20.
O equilíbrio corporal, basicamente, é a
3.2 – Desequilíbrio de neurotransmissores capacidade do ser humano de executar
movimentos e de manter-se ereto. A manutenção
A DP surge em decorrência da destruição da postural corporal se dá através de uma
de neurônios que produzem um importante interação sensório-motora e acontece
neurotransmissor denominado dopamina e da normalmente sem que requeira atenção
síntese de algumas proteínas2. consciente18, 23.
A dopamina é metabolizada no cérebro As alterações do equilíbrio podem levar o
por ação da monoaminaoxidase (MAO) e catecol- indivíduo a se queixar de desequilíbrio corporal e
o-aminotransferase (COMT) em ácido podem ainda gerar falha em um ou mais dos
homovelínico (HVA) e ácido 3,4- sistemas podendo comprometer a função normal
dihidrofenilacético. Para a biossíntese da de órgãos e determinar manifestações clínicas23,
dopamina é indispensável a ação de 3 24
.
coenzimas: a coenzima THFA (ácido Entre as diversas causas que podem
tetrahidrofólico) (atua na transformação de L- determinar alterações no equilíbrio corporal, a DP
tirosina para L-dopa), fosfato piridoxal (atua na é caracterizada como uma afecção neurológica
transformação de L-dopa a dopamina) e NADH grave, debilitante e progressiva que se manifesta
(atua na formação de THFA e fosfato piridoxal). essencialmente por sintomas motores e
Tais coenzimas são obtidas a partir de vitaminas cognitivos2, 5, 6, 18, 23, 24, 25.
hidrossolúveis2, 11. Com o passar do tempo, estas
Depois de sintetizada, a dopamina atua decorrentes alterações no controle motor tornam-
como um importante neurotransmissor ativando se mais evidentes resultando em tremor em
os cinco tipos de receptores dopaminérgicos (D1, repouso, acinesia, alterações dos reflexos
D2, D3, D4 e D5) que se encontram amplamente posturais, instabilidade e distúrbios de
distribuídos pelo Sistema Nervoso Central (SNC) desequilíbrio na marcha, livedo reticular (cútis
e que são responsáveis por diferentes ações mormata), oleosidade, hipotensão pós-prandial,
fisiológicas da dopamina. Os receptores distúrbios vasomotores, impotência sexual,
dopaminérgicos D2, D3 e D4 são inibitórios e os disfunção vesical, disfagia, sialorréia, intolerância
receptores D1 e D5 são estimulatórios2, 12. ao calor, sudorese excessiva, hipotensão
A acetilcolina é um neurotransmissor ortostática, dispnéia, constipação intestinal,
sintetizado a partir de acetil-CoA e colina. Atua na alterações pupilares, alterações da
contração muscular através de receptores termorregulação e da temperatura cutânea2, 8, 23,
específicos denominados muscarínicos (m1, m2, 25
.
m3, m4 e m5) nos quais os receptores m1, m3 e A progressão da DP pode ser subdividida
m5 são estimulatórios e os receptores m2 e m4 em duas fases: pré-sintomática e sintomática
2, 4
são inibitórios . compreendendo no total seis estágios (Figura 01).
A DP tende a se manifestar nos casos em A fase pré-sintomática compreende os estágios 1
que o efeito da dopamina é menor que o da e 2 e é marcada pelo surgimento de inclusões
acetilcolina, isto, pois, a falta de dopamina resulta citoplasmáticas denominadas corpúsculos de
em um aumento global da atividade da Lewy nas células que constituem o núcleo motor
acetilcolina, ocasionando um desequilíbrio entre dorsal do nervo vago e o núcleo olfativo anterior
estes neurotransmissores e ativando o processo do tronco cerebral inferior de indivíduos
de contração muscular2, 8, 18. assintomáticos8, 25.
5
A partir do 3º estágio os corpúsculos de As alterações comportamentais estão
Lewy são encontrados na substância negra, frequentemente associadas à maioria dos
sendo que neste estágio se iniciam os primeiros distúrbios do movimento. Os distúrbios
sintomas motores característicos da doença8. neuropsiquiátricos são frequentes na DP e podem
Caracterizado pela atividade rítmica ser mais incapacitantes que o próprio quadro
alternante de músculos antagonistas com uma motor que caracteriza a doença. A depressão é o
frequência variável entre 3,5 a 7 Hz, o sintoma distúrbio neuropsiquiátrico mais comum da DP.
tremor ainda possui mecanismo básico Vários estudos demonstram uma maior incidência

Figura 1 – A – Representação esquemática das fases pré-sintomática e sintomática da DP; B – Diagrama ilustrando o
processo patológico ascendente (fonte: referência 8).

especulativo. Três principais mecanismos são de depressão entre pacientes parkinsonianos do


propostos: supra-espinhal (talâmico), espinhal e sexo feminino5, 8, 24.
um mecanismo duplo (supra-espinhal e Pacientes com histórico pessoal ou
espinhal)25. familiar de depressão têm maior probabilidade de
O supra-espinhal baseia se na se tornarem deprimidos após o início do
possibilidade de o tremor surgir da disfunção de parkinsonismo. Tipicamente, os pacientes
um marca-passo localizado no tálamo, ao nível do experimentam perda de iniciativa e de auto-
núcleo ventral intermediário, o qual recebe estima, possuem um alto nível de ansiedade,
projeções cerebelares e espinotalâmicas. Nesse tristeza, irritabilidade e pessimismo sobre o
sentido, o papel do cerebelo parece cada vez futuro5.
maior. É argumento favorável a esse mecanismo Em geral a depressão se manifesta antes
o desaparecimento do tremor após cirurgia dos sinais e sintomas motores, podendo procedê-
(talamotomia)24, 25. los em até vários anos24. A depressão é mais
Um mecanismo espinhal oscilatório prevalente em indivíduos portadores de doenças
também é proposto para explicar a origem dos crônicas igualmente incapacitantes, e não está
tremores na DP. Essa hipótese se baseia na necessariamente correlacionada com a gravidade
presença de características oscilatórias do arco da doença5.
reflexo miotático com descargas anormais em Em resumo, apesar dos avanços
fibras nervosas. Na hipótese do mecanismo exponenciais no entendimento do funcionamento
duplo, um marca-passo talâmico seria dos gânglios da base e do sistema motor, muitas
influenciado por informações cinestésicas pesquisas e estudos se fazem necessários para
24, 25
periféricas . esclarecer a fisiopatologia dos sinais cardinais da
5, 8, 24, 25
Entre as hipóteses prováveis que DP .
expliquem o mecanismo da rigidez muscular
estão: a hiperatividade de vias reflexas ao nível 6 – Aspectos imunológicos da DP
do córtex cerebral e o controle anormal de
interneurônios espinhais. A bradicinesia é o sinal Citocinas são proteínas ou glicoproteínas
cardinal da DP que melhor se correlaciona com o produzidas por glóbulos brancos (leucócitos) e
déficit dopaminérgico estriatal5, 24. outros tipos de células. Possuem a característica
6
de mediar a comunicação química entre as herança autossômica dominante, recessiva, com
8, 24, 26
células e o sistema imune . a definição de genes e pela pesquisa de fatores
Alguns estudos propuseram o genéticos de suscetibilidade a neurotoxinas
envolvimento de citocinas no processo de endógenas ou enxógenas5, 26, 27, 28, 29.
degeneração da DP. Foi proposto que um Embora a maioria dos casos de DP seja
desequilíbrio no balanço de citocinas, de esporádico, pelo menos 16 loci
neurotrofinas e proteínas relacionadas à apoptose cromossômicos têm sido identificados e neles
estaria envolvido na patogênese da DP26. mapeiam cinco genes conclusivamente
Os corpúsculos de Lewy são basicamente reconhecidos como causas autossômicas
constituídos por proteínas neurofilamentares, dominantes ou recessivas da doença: SNCA,
ubiquitina e proteínas envolvidas no metabolismo LRRK2, Parkin, PINK 1 e DJ1. O Quadro 1
da ubiquitina. Antígenos para neurofilamentos resume os principais loci genéticos, genes
foram confirmados tanto no núcleo como na relacionados, tipo de herança e manifestação
5, 8, 30, 31
região periférica dos corpúsculos de Lewy. O descobertos até o presente momento .
envolvimento do sistema proteolítico da ubiquitina Além de fatores genéticos existem
sugere que os corpúsculos de Lewy devam ser a hipóteses que propõem que as doenças
manifestação estrutural de resposta celular de neurológicas mais frequentes, como a DP, podem
proteção para eliminar elementos de dano ser determinadas pelo efeito de variantes
celular25, 26. genéticas na população33.
Acredita-se que a etiopatogenia da DP
esteja relacionada a uma elevada produção de 8 – Tratamento farmacológico da DP
citocinas que por sua vez promovem reações
imunológicas exageradas promovendo migração O tratamento da fase inicial da DP
de células do sistema imune para o sistema envolve basicamente o uso de 2 classes de
nervoso e desencadeando o parkinsonismo25. drogas: as que têm como objetivo interferir na
evolução da doença e as de efeito sintomático5.
7 – Aspectos genéticos da DP Sem tratamento a DP progride ao longo de 5 a 10
anos para um estado de rigidez e acinesia, no
Acredita-se que existe uma predisposição qual os pacientes não conseguem cuidar de si
genética para a DP, pois se estima que cerca de próprios. A morte geralmente resulta das
20% dos pacientes portadores da doença têm, complicações da imobilidade, entre elas
pelo menos, um parente de primeiro grau com pneumonia por aspiração ou embolia pulmonar e
DP5, 25, 27. etc. A disponibilidade de tratamento farmacológico
A importância de fatores genéticos na eficaz alterou radicalmente o prognóstico da DP
etiopatogenia da DP cresceu de forma possibilitando a manutenção da mobilidade por

Fontes: 8, 30, 31, 32.

exponencial nos últimos anos culminando com a muitos anos e aumentando a expectativa de vida
definição de algumas formas de doença com dos pacientes tratados de forma adequada34.
7
A levodopa (L-DOPA, L-3,4- do tratamento, visto que o emprego dessas
diidroxifenilalanina) é o precursor metabólico da drogas em longo prazo pode levar a reações
4, 5, 8
dopamina e isoladamente é o fármaco mais eficaz adversas incapacitantes . As drogas utilizadas
para o tratamento sintomático da DP. Seus no tratamento do parkinsonismo são apenas
efeitos terapêuticos e adversos resultam da sintomáticas e nenhuma delas faz a degeneração
descarboxilação do composto original em neuronal desaparecer totalmente13.
dopamina. Possui rápida absorção no intestino
delgado, suas concentrações plasmáticas 9 – Intervenção cirúrgica no tratamento da DP
geralmente atingem níveis máximos entre 30
minutos a 2 horas após a dose oral. Possui meia- A intervenção cirúrgica para a DP vem
33, 34
vida plasmática curta (1 a 3 horas) . sendo utilizada e aprimorada há décadas. No
A competição pelos locais de absorção do passado começando as técnicas cirúrgicas
intestino delgado com os aminoácidos da dieta baseavam-se em lesões no trato pirimidal,
pode produzir efeitos significativos na absorção contudo, eram observados muitos efeitos
da levodopa; a administração junto com refeições adversos, como a substituição do movimento
retarda a absorção e diminui as concentrações anormal pela ausência completa de movimento.
plasmáticas. No cérebro, a levodopa ela é Depois os cirurgiões voltaram-se para as lesões
convertida em dopamina por descarboxilação, dos gânglios da base em tentativa de melhorar o
principalmente dentro das terminações pré- parkinsonismo sem causar paralisia5.
sinápticas de neurônios dopaminérgicos do À medida que a utilização de levodopa se
estriado. Depois de ser liberada, a dopamina é tornava amplamente disponível a cirurgia
transportada de volta às terminações funcional foi progressivamente abandonada.
dopaminérgicas por um mecanismo de captação Entretanto, depois de uma longa experiência com
pré-sináptica ou é metabolizada pelas ações da a terapia medicamentosa, concluiu-se que
MAO e catecol-O-metil-transferase (COMT)12, 34. embora seja a melhor escolha para o tratamento
Em geral, na prática clínica, a levodopa é inicial, o atual tratamento farmacológico
quase sempre administrada junto com um inibidor apresenta desvantagens, isto, pois, a maioria dos
de ação periférica como, por exemplo, a pacientes com doença de longa duração
carbidopa ou benserazida. Se a levodopa for desenvolve complicações significantes que nem
administrada isoladamente é provável que menos sempre são corrigidas pelos tratamentos
de 1% do fármaco chegue ao SNC, pois a maior medicamentosos disponíveis5, 12, 13.
parte da levodopa será descarboxilada por A cirurgia para a DP possui um elevado
enzimas presentes na mucosa intestinal e em potencial para melhorar a função motora de
outros tecidos periféricos de forma que pequenas pacientes com DP a longa data. As opções
quantidades cheguem a circulação cerebral34. disponíveis atualmente, as lesões de estimulação
O tratamento com levodopa pode produzir cerebral profunda (ECP), assim como os
bons resultados em todos os sinais e sintomas da procedimentos mais experimentais, como
DP. Nos estágios iniciais, a intensidade da implantes, são sugeridas, sem exceção, como
melhora do tremor, da rigidez e da bradicinesia sendo benéficas na DP5, 12, 36.
pode ser praticamente total12, 34. Porém, estudos A talamotomia estereotáxica é uma
revelam que sua efetividade decline importante arma no tratamento da DP e pode ser
gradualmente à medida que a doença progride, utilizada também em diferentes situações5, 12, 36.
pois a capacidade dos neurônios de armazenar Estudos recentes demonstram que os
dopamina é perdida, de forma que o benefício tremores e a rigidez, além dos outros sintomas,
terapêutico dependa cada vez mais da formação desaparecem ou melhoram com a talatomia5, 8.
de levodopa extraneuronal, o que exige uso Nos casos de quadro bilateral, é possível
contínuo de levodopa12, 33. a realização de uma segunda cirurgia no lado
Outros grupos de fármacos também são oposto, desde que seja respeitado um intervalo
utilizados, como: inibidores enzimáticos, mínimo de três meses. Entretanto, deve-se optar
33, 35
agonistas dopaminérgicos e anti-colinérgicos . por outro alvo, pois a talatomia bilateral pode
A seleginina é um inibidor da apresentar maior morbidade5.
Monoaminoxidase (MAO) que atua como A literatura disponível sugere que os
neuroprotetor contribuindo para o retardamento procedimentos cirúrgicos constituem uma
do processo neurodegenerativo. Possui a alternativa válida e útil para pacientes que não
característica de induzir a atividade de enzimas obtiveram controle apenas com medicação. O
removedoras de radicais livres, inibe a auto- momento da decisão é extremamente difícil e
oxidação de dopamina, e retarda a morte por deve ser individualizado. Esta decisão deve
apoptose de células nervosas34. basear-se principalmente no nível de
Os sintomas em geral são aliviados ou incapacidade do paciente5, 12.
suprimidos com os tratamentos farmacológicos,
porém as consequências do uso crônico das
medicações devem ser pesadas antes do início
8
O protocolo determina técnicas simples
10 – Atuação multiprofissional no tratamento que não requerem necessariamente o uso de
da DP equipamentos complexos e de elevado custo
financeiro, podendo ser facilmente inserido como
Além das intervenções cirúrgicas e estratégia terapêutica em clínicas, consultórios ou
farmacológicas, o tratamento da DP também mesmo na residência do paciente42, 44, 23.
pode envolver outras medidas como, por Exercícios de fortalecimento muscular e
exemplo: cuidados em enfermagem, educação aeróbio resultam em melhoras nas medidas de
física, fisioterapia, terapia ocupacional, terapia desempenho funcional e de capacidade física de
fonoaudiológica, acunpuntura, nutrição, indivíduos em fase leve a moderada de evolução
musicoterapia, acompanhamento psicológico e da DP. Estas melhoras proporcionam um
etc11, 8, 37. aumento na socialização entre indivíduos com DP
Os pacientes com a DP possuem elevada e justificam o uso de programas específicos de
propensão a desenvolver quadros de depressão. atividade física como estratégia de reabilitação
A maioria das medidas terapêuticas visa o nessa população43, 44.
retardamento do processo neurodegenerativo e a Através da terapia ocupacional (TO) o
manutenção da qualidade de vida dos pacientes paciente encontra auxílio e informações para a
5, 12, 32, 35, 37, 38, 39, 40
pelo maior tempo possível . realização das suas atividades de vida diárias
Estudo revela que a musicoterapia vem (AVD) bem como na, sua reinserção na atividade
se constituindo como um campo promissor na profissional e social2, 38, 41, 45, 46.
área da saúde, isto, pois, em suas inúmeras A fonoaudiologia está concentrada na
teorias, tem orientado práticas que tem levado voz, articulação e deglutição, que causa a
bons resultados no tratamento de patologias que disartrofonia hipocinética, caracterizada pela
afetam a capacidade física e cognitiva dos monotonia e diminuição da intensidade da voz e
pacientes38. distúrbios do ritmo. Estes sinais clínicos
Este mesmo estudo sugere que a interferem na alimentação e comunicação do
musicoterapia seja uma excelente via para o paciente47, 48.
tratamento do paciente com a DP, pois minimiza Em geral o tratamento fonoaudiológico
seu sofrimento, o que consequentemente implica envolve três abordagens: mioterapia,
na mudança do sujeito para uma posição singular coordenação das estruturas da voz e respiração.
e própria na relação com sua doença e com os O principal objetivo do tratamento fonoaudiológico
demais que o cercam38. é aumentar a intensidade vocal por meio de
As práticas musicais, em geral, auxiliam incremento do esforço fonatório e
na produção de atributos para a obtenção de consequentemente respiratório48.
autoestima satisfatória, despertando sentimentos Os fatores emocionais e psicológicos
de competência, confiança e adequação à vida, possuem forte influencia no tratamento da DP
com o desenvolvimento de uma maior capacidade tanto para o paciente quanto para os familiares e
de compreensão, estimulando a aceitação, pelo cuidadores. O diagnóstico é um momento difícil e
paciente, do processo natural de envelhecimento forte para o paciente, pois é o momento onde ele
associado à DP38, 41. percebe que terá que aprender a lidar com os
As experiências musicais realizadas em aspectos físicos da doença e sua rotina de
grupo também proporcionam o restabelecimento tratamento48, 49.
do equilíbrio emocional do indivíduo, uma vez que No decorrer do comprometimento físico
promovem benefícios na qualidade e ritmo da da DP o quadro de depressão tende a progredir.
voz, melhoria da força motora e aprimoramento Em geral, o tratamento da depressão em estado
da capacidade de concentração possibilitando inicial contribui positivamente no tratamento da
independência intelectual e reinserção no meio DP, principalmente sobre o desempenho
social20, 2. cognitivo. Vale lembrar que estudo releva que
Estudos revelam que o tratamento pessoas que sofrem de depressão possuem três
48, 50.
fisioterápico induz uma significativa melhora nos vezes mais chances de desenvolverem a DP
distúrbios motores e cognitivos de pacientes O tratamento nutricional da DP visa
acometidos pela DP6. As sequencias de auxiliar uma alimentação adequada. Com a
movimentos realizados no tratamento exigem progressão da doença, o paciente tente a se
constantes ajustes posturais dos pacientes com tornar cada vez mais lento e enrijecido
variação de intensidade e ritmo que interferindo até mesmo na sua alimentação, como
48, 51
consequentemente produz estímulos sensoriais por exemplo, o manuseio de talheres .
gerais e especiais promovendo melhoria cognitiva Os cuidados em enfermagem visam
e motora39, 42, 43. disponibilizar apoio aos pacientes com DP
Além dos benefícios já citados, uma sempre que necessário, ofertando possibilidades
vantagem importante a ser considerada é a fácil de tratamento que auxiliem na melhora dos
aplicação do programa de exercícios clínicos a sintomas da doença e a manutenção da sua
serem utilizados por fisioterapeutas39, 43, 44. independência e autonomia22. 55.
9
As principais ações de enfermagem atenção sou extremamente grato. Aos demais
incluem a atenção ao paciente e a família, isto, familiares, também sou extremamente
pois, o suporte familiar é fundamental nas fases agradecido. Agradeço aos meus amigos
mais avançadas onde o paciente sofre perdas Alexandre Ungaratti, Patrícia Barros, José Alves
cognitivas e motoras mais acentuadas além do Figueiredo, Eduardo Brito, Hanna Estefane,
isolamento social e da presença de depressão. Pastor Luiz, Pastor Francisco das Chagas,
Preconiza-se também a adoção de estratégias de Oleomar Sousa. . A minha querida amiga Juliana
melhoramento da qualidade de vida dos Batista e seu esposo Jepherson Borges, Viviane
pacientes com propósito de atender às Vale, Mikaele Machado, meus prezados amigos e
especificidades de cada paciente33, 55. colegas de classe Zonaite Gomes e Henrique
Busca-se facilitar o acesso do idoso e sua Moll, minhas admiráveis orientadoras Professora
família aos serviços de saúde levando em Graziela Araújo e Jaqueline Coimbra. Agradeço
consideração a necessidade de uma avaliação imensamente o apoio dos meus amigos e colegas
individual para criar um plano de ação que vise de trabalho Drª Nelice Ganen, Andrelina,
suprir as necessidades e demandas de cada Raimunda (Doca), Angélica, Nédima, Nathália,
indivíduo. Por esta razão, entende-se como Ívia, Leandro, Sthefanie, Jeferson, Ronielle,
fundamental o papel dos profissionais Magda, Keyla, Patrícia, Francineide Oyama,
enfermeiros na equipe multidisciplinar necessária Sueli, Luis Eduardo, Leide, Sara, Lanussy,
para o tratamento de pacientes parkinsonianos55. Tamires, Marleusa, Samara, Joice e todos que
contribuíram direta e indiretamente para a
11 – Considerações finais realização deste trabalho.

Os pacientes acometidos pela DP são


seres bio psico social e espiritualmente
constituídos e precisam ser tratados como tal. Um
atendimento multidisciplinar é fator fundamental
para garantir a manutenção da qualidade de vida
dos pacientes pelo maior tempo possível. O
conhecimento das características fisiopatológicas
da DP é fundamental para o estabelecimento de
um atendimento holístico visando não só tratar os
sintomas físicos, mas garantir um bem estar
emocional e social para os pacientes acometidos
pela DP.
Os profissionais da enfermagem, terapia
ocupacional, fisioterapia, nutrição, medicina,
fonoaudiologia, biologia, educação física,
psicologia e etc contribuem de forma significativa
no tratamento da DP.
A etiopatogenia da DP ainda não está
completamente estabelecida. Portanto, mais
estudos científicos se fazem necessários.
Os profissionais da área da biomedicina,
farmácia, biologia e etc podem atuar na pesquisa
científica tentando descobrir novas metodologias
de tratamento, prevenção e até mesmo da cura
para a DP. As perspectivas futuras em relação a
tratamento dependem de tais estudos.

12 – Agradecimentos

Agradeço primeiramente a Deus por


todas as maravilhosas bênçãos que já recebi em
minha vida. Aos meus pais, Luis Castro Brandão
e Sebastiana Castro Brandão pelo incomparável
amor e companheirismo em todas as fases da
minha vida. Ao meu irmão, Joabson Silva Soares
e sua família, Keline Maciel de Oliveira e Sofia
Maciel e Silva, pelo imenso apoio. Agradeço aos
meus irmãos Israel Silva Soares e família, Gilvan
Silva Soares e família, e minha querida irmã
Annyelle Silva Brandão por todo amor, carinho e
10
Referências bibliográficas:

1 - ZEIGELBOIM, Bianca Simone et al. Avaliação do processamento auditivo central em pacientes com
doença de Parkinson. Arquivos Int. Otorrinolaringol. (Impr.) [online]. 2011, vol.15, n.2, pp. 189-194. ISSN
1809-4872. http://dx.doi.org/10.1590/S1809-48722011000200011. Acessado em: 10-06-2015.

2 - MONTEIRO, I. J. S., Doença de Parkinson. Suas Bases Bioquímicas. Instituto Superior de Ciências da
Saúde do Norte, 2008. Disponível em: file:///C:/Users/Aluno.LAB-PRF/Downloads/DoenadeParkinson-
ines.pdf. Acessado em: 02/09/2014

3 - SILVA, José Adolfo Menezes Garcia; DIBAI FILHO, Almir Vieira e FAGANELLO, Flávia Roberta.
Mensuração da qualidade de vida de indivíduos com a doença de Parkinson por meio do questionário PDQ-
39. Fisioter. mov. (Impr.) [online]. 2011, vol.24, n.1, pp. 141-146. ISSN 0103-5150.
http://dx.doi.org/10.1590/S0103-51502011000100016. Acessado em: 10-01-2015.

4 - BARBOSA, Lívea Fujita; MEDEIROS, Marisa H.G. and AUGUSTO, Ohara. Danos oxidativos e
neurodegeneração: o quê aprendemos com animais transgênicos e nocautes?. Quím. Nova[online]. 2006,
vol.29, n.6, pp. 1352-1360. ISSN 0100-4042. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-
40422006000600034. Acessado em 14-03-2015. Acessado em: 10-06-2015.

5 - MENESES, M. S.; TEIVE, H. A. G. Doença de Parkinson. Rio de Janeiro - RJ, Guanabara Koogan, 2003.

6 - Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Portaria Nº 228, de 10 de Maio de 2010, Disponível
em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2010/prt0228_10_05_2010.html Acessado em:
23/03/2015.

7 - Farhud CC, Marucci MFN. Avaliação dietética de indivíduos com doença de Parkinson. Gerontology
2004; 12(1-2):16-21. Acessado em: 20-04-2015

8 - Moura, Karla Cristina Vasconcelos. Relação entre fatores genéticos envolvidos em vias metabólicas
mitocondriais e a doença de Parkinson. Tese Doutorado – Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes, Pós Graduação em Biociências, 2013. Acessado em 14-06-
2015.

9 - ABP - ASSOCIAÇÃO BRASIL PARKINSON. 2007. Disponível em: <http://


www.parkinson.org.br/explorer/index.html>. Acessado 14-06-2015.

10 - Dementia in Parkinson's disease: a Brazilian sample. Arq. Neuro-Psiquiatr.[online]. 2011, vol.69, n.5, pp.
733-738. ISSN 0004-282X. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X2011000600002. Acessado em: 22-10-
2014.

11 - Finger S. Some movement disorders.In: Finger S. Origins of Neuroscience. A History of Explorations


into Brain Function. New York, Oxford University Press, 1994, pp 223-228. Acessado em 10-03-2015.

12 - RANG, H. P., DALE, M. M., Farmacologia, 7ª Edição; p. 423, Tradução de Tatiana Ferreira Robiana. Rio
de Janeiro: Elsevier, 2011.

13 - RIBEIRO, M. G. Antiparkisonianos. In: SILVA, P. Farmacologia. 8ª Edição,


Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2010.

14 - TORRES, L. F. B.; HARATZ, S. S. Neuropatologia. In: Doença de Parkinson. Rio de Janeiro - RJ,
Guanabara Koogan, 2003.

15 - Tratamento da doença de Parkinson. Arq. Neuro-Psiquiatr. [online]. 1995, vol.53, n.1, pp. 1-10. ISSN
0004-282X. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X1995000100001. Acessado em 01-03-2015.

16 - FERREIRA, Fernanda Vargas; SCIELO, Carla Aparecida e TREVISAN, Maria Elaine. Medidas vocais
acústicas na doença de Parkinson: estudo de casos. Rev. CEFAC[online]. 2010, vol.12, n.5, pp. 889-898.
Epub 23-Abr-2010. ISSN 1516-1846. Acessado em: 12-02-2015.

17 - LETRO, Grace Helena; QUAGLIATO, Elizabeth M.A.B. e VIANA, Maura Aparecida.Pain in


Parkinson'sdisease.
11
Arq. Neuro-Psiquiatr. [online]. 2009, vol.67, n.3a, pp. 585-590. ISSN 0004-282X.
http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X2009000400003. Acessado em: 10-05-2015.

18 - DANTAS, Anny Motta Coutinho; FRANK, Andréa Abdala e SOARES, Eliane Abreu. Vitaminas
antioxidantes na Doença de Parkinson. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. [online]. 2008, vol.11, n.1, pp. 105-
116.ISSN 1809-9823. Acessado em: 22-04-2015.

19 - CHIEN, Hsin Fen et al. Frequency of the LRRK2 G2019S mutation in late-onset sporadic patients with
Parkinson’s disease. Arq. Neuro-Psiquiatr. [online]. 2014, vol.72, n.5, pp. 356-359. ISSN 0004-282X.
http://dx.doi.org/10.1590/0004-282X20140019. Acessado em: 06-04-2015.

20 - GUERREIRO, Tiago Machado et al. Restless legs syndrome in Parkinson's disease: clinical
characteristics and biochemical correlations. Arq. Neuro-Psiquiatr. [online]. 2010, vol.68, n.6, pp. 869-872.
ISSN 0004-282X. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X2010000600007. Acessado em: 22-10-2014.

21 - GOLAN, David E. Princípios de farmacologia: a base fisiopatológica da farmacoterapia. 2. ed. Rio de


Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.

22 - Kim JM, Lee H, Chang N. Hyperhomocysteinemia due to short-term folate deprivation is related to
electron microscopic changes in the rat brain. J Nutr 2002; 132 ( 11): 3418-21. Acessado em 10-06-2015.

23 - FLORES, Franciele da Trindade; ROSSI, Angela Garcia e SCHMIDT, Paula da Silva. Avaliação do
equilíbrio corporal na doença de Parkinson. Arquivos Int. Otorrinolaringol. (Impr.) [online]. 2011, vol.15, n.2,
pp. 142-150. ISSN 1809-4872. http://dx.doi.org/10.1590/S1809-48722011000200004. Acessado em: 03-03-
2014.

24 - Berardeli A, Rothwell JC, Thompsom PD, Halet M. Pathophysiology of bradykinesia in Parkinson’s


disease. Brain, 2001; 124:2131-2146. Acessado em: 20-01-2015.

25 - Lee MS, Rinne JO, Marsden CD. The penduculopontine nucleus: its role in the genesis of movement
disorders. Yonsei Med J, 2000; 41: 167-184. Acessado em: 18-04-2015.

26 - Mattson MP. Apoptosis in neurodegenerative disorders. Nat Rv Moll Biol, Nov 2000; 1 (2): 120-9. PMID:
11253364. Acessado em: 14-03-2015.

27 - Lucking CB, Durr A, Bonifati V, Vaughan J, De Michele G, Gasser T, Harhangi BS, Meco G, Denefle P,
Wood NW, Agid Y, Brice A. Association between early-onset Parkinson’s disease and mutations in the parkin
gene. French Parkinson’s Disease Genetics Study Group. 2000; 432:1560-1567. Acessado: 22-10-2014.

28 - Scott WK, Nance MA, Watts RL, Complete genomic screen in Parkinson’s disease. JAMA; 2001;
286:2339-2244. Acessado em: 29-01-2015.

29 - Vaughan JR Davis MB, Wood NW. Genetics of parkinsonism: a review. Ann Hum Genet; 2001; 65:111-
116. Acessado em: 10-04-2015.

30 - Schulte C & Gasser T. Genetic basis of Parkinson’s disease: heriatance, penetrance, and expression.
The application of Clinical Genetics 2011; 4:67-80. Acessado em: 01-02-2015.

31 - Crosiers D, Theuns J, Cras P, et al. Parkinson’s disease: Insights in clinical, genetic and pathological
features of monogenic disease subtypes. J Chem Neuroanat 2011; 42: 131-141. Acessado em: 22-05-2015.

32 - van Duijin CM, Dekker MC, Bonifati V, Galjaard RJ, Houwing-Duistermaat JJ, Snijders PJ, Testers L,
Breedveld GJ, Horstink M Sandkuijl LA, van Swieten JC, Oostra BA, Heutink P. Park 7, a novel locus for
autosomal recessive early-onset parkinsonism, on chromosome 1p36, 2001; 69:629-34. Acessado em: 10-
05-2015.

33 - Bonfinati V. Shaking the genome: new studies reveal genetic risk for Parkinson’s disease. Neurology
2010; 9:136-138. Acessado em 20-03-2015.

34 - Abin, RL, and Frey, KA. Initial agonist treatament of Parkinson’s disease a critique, Neurology, 2003,
60:390-394. Acessado em: 10-05-2015.

12
35 - SENA, Edite Lago da Silva et al. Tecnologia cuidativa de ajuda mútua grupal para pessoas com
Parkinson e suas famílias. Texto contexto - enferm. [online]. 2010, vol.19, n.1, pp. 93-103. ISSN 0104-0707.
http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072010000100011. Acessado em: 15-02-2015.

36 - ARAUJO, I.; ANDRAUS, C. Considerações acerca do tratamento cirúrgico da doença de Parkinson.


Rev Bras Neurologia, v. 38, n. 2, p. 26-31, 2002. Acessado em 15-03-2014.

37 - NAVARRO-PETERNELLA, Fabiana Magalhães e MARCON, Sonia Silva. A convivência com a doença


de Parkinson na perspectiva do parkinsoniano e seus familiares. Rev. Gaúcha Enferm. (Online)[online].
2010, vol.31, n.3, pp. 415-422.ISSN 1983-1447. http://dx.doi.org/10.1590/S1983-14472010000300002.
Acessado em: 12-12-2014.

38 - CORTE, Beltrina e LODOVICI NETO, Pedro. A musicoterapia na doença de Parkinson. Ciênc. saúde
coletiva [online]. 2009, vol.14, n.6, pp. 2295-2304. ISSN 1413-8123. Acessado em: 08-03-2015.

39 - CHRISTOFOLETTI, Gustavo; FREITAS, Rosana Tannus; CANDIDO, Evandro Rocha e CARDOSO,


Clariany Soares. Eficácia de tratamento fisioterapêutico no equilíbrio estático e dinâmico de pacientes com
doença de Parkinson. Fisioter. Pesqui. [online]. 2010, vol.17, n.3, pp. 259-263. ISSN 1809-2950.
http://dx.doi.org/10.1590/S1809-29502010000300013. Acessado em: 22-05-2015.

40 - LISZBINSKI, R. B., SULCZEWSKI, F. B; STEFANI, D. F. V;COELHO, F.H. "Doença de Parkinson: O


Fenótipo em Idosos." Revista Contexto & Saúde, 2011. Acessado em 14-06-2015.

41 - MEIRA, Edméia Campos et al. Tecnologia Assistiva de Vivências Musicais na recuperação vocal de
idosos portadores de Doença de Parkinson. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. [online]. 2008, vol.11, n.3, pp. 341-
355. ISSN 1809-9823. Acessado em: 03-10-2014.

42 - ANDRÉ, E. S. Moléstia de Parkinson – Parkinson’s Disease. Revista Fisioterapia em Movimento, Curiti-


ba, v. 7, n. 1, p. 11-25, 2004. Acessado em: 14-06-2015.

43 - AZEVEDO, R. et al. Atividade física e doença de Parkinson. Revista Digital, 2006.


http://www.efdesportes.com/edf101/parkins.htm Acessado em: 14-06-2015.

44 - RODRIGUES-DE-PAULA, Fátima; LIMA, Lidiane Oliveira; TEIXEIRA-SALMELA, Luci Fuscaldi e


CARDOSO, Francisco. Exercício aeróbio e fortalecimento muscular melhoram o desempenho funcional na
doença de Parkinson. Fisioter. mov. (Impr.) [online]. 2011, vol.24, n.3, pp. 379-388.ISSN 0103-5150.
Acessado em: 10-10-2014.

45 - CARLO, M. M. R; LUZO, M. C. M. Terapia Ocupacional: reabilitação física e


contextos hospitalares. São Paulo: Roca, 2004. Acessado em 10-06-2015.

46 - LIMONGI, J. C. P. Conhecendo melhor a Doença de Parkinson – uma abordagem multidisciplinar com


orientações práticas para o dia-a-dia. São Paulo:Plexius, 2001. Acessado em: 20-04-2015.

47 - GASPARIM, Aretuza Zaupaetal. Deglutição e tosse nos diferentes graus da doença de Parkinson.
Arquivos Int. Otorrinolaringol. (Impr.) [online]. 2011, vol.15, n.2, pp. 181-188. ISSN 1809-4872.
http://dx.doi.org/10.1590/S1809-48722011000200010. Acessado em: 02-01-2015.

48 - Steild, E. M. S.; Ziegler J. R; Ferreira F. V. Doença de Parkinson: Revisão bibliográfica. Dics. Scientia.
Série: Ciências da Saúde, Santa Maria, v.8, n.1, p.115-129, 2007. Disponível em:
http://sites.unifra.br/Portals/36/CSAUDE/2007/parkinson.pdf Acessado: 14-06-2015.

49 - REIS, T. Doença de Parkinson. Porto Alegre: Pallotti, 2004. Acessado em: 14-06-2015.

50 - SILBERMAN, C. D. et al. Uma revisão sobre depressão como fator de risco na Doença de Parkinson e
seu impacto na cognição. Rev Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 26, n. 1, p. 52-60, jan./abr., 2004. Aces-
sado em 20-05-2015.

51 - 71 - FARHUD, C. C.; MARUCCI, M. A alimentação na doença de Parkinson. Ver. Nutrição em Pauta, v.


1, n. 49, 2001. Acessado em 14-06-2015.

13
52 – Klein C. The genetics of Parkinson’s disease. Schweiz Rundsch Med Prax, 2001; 90:1015-1023.
Acessado em: 14-04-2015.

53 – Teive HAG, Raskin S, Iwamoto FM, Germiniani FMB, Baran MHH, Werneck LC, Allan N, Quagliato E,
Leroy E, Ide SE, Polymeropoulos MH. The G209A mutation in the α-sinuclein gene in brazilian families with
Parkinson’s disease. Arq Neuropsiquiatric; 2001; 59:722-724. Acessado em: 22-05-2015.

54 - Enfermagem. 2006; 08 (03):398-403. Disponível em: URL:


htpp://www.fen.ufg.br/revista/revista83/v8n3a10.html Acessado em: 14-06-2015.

55 – Kuster, B. J. K.; Silva, L. A. A.; Leite, M. T.; Costa, M. C. CUIDADOS DE ENFERMAGEM AOS USUÁ-
RIOS COM DOENÇA DE PARKINSON NA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE. Rev Enferm UFSM 2014
Jan/Mar;4(1):10-18. ISSN 2179-7692. Acessado em 14/03/2015.

14

Você também pode gostar