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A PSICOTERAPIA REENCARNACIONISTA - UMA PROPOSTA DE

EXPANSÃO PARA A PSICOLOGIA E A PSIQUIATRIA

A Psicoterapia Reencarnacionista é uma moderna Escola


psicológica, que agrega a Reencarnação, e visa ajudar a todos nós
a mudarmos a visão que a nossa persona tem da infância e da
nossa vida. Ela quer nos fazer encontrar a visão que o nosso
Espírito e nossos Mentores Espirituais têm a esse respeito. É a
base operacional da Psicoterapia Reencarnacionista, o que
chamamos de “versão-persona” X “Versão-Espírito”. Sem essa
mudança de visão, de interpretação, que damos à nossa infância e
aos fatos da vida, não é possível realizar-se um tratamento com a
Psicoterapia Reencarnacionista. É como entendermos a nossa vida
depois de desencarnados, lá no Mundo Espiritual, olhando o Telão e
comentando com os Orientadores. E isso, ser feito, aqui, enquanto
estamos encarnados é Psicoterapia Reencarnacionista.
A Psicoterapia Reencarnacionista é uma criação do Mundo
Espiritual e começou a ser transmitida para Mauro Kwitko, a partir
de 1996, em Porto Alegre/RS, Brasil. Ela nasceu com a finalidade
de trazer à Psicologia e à Psiquiatria uma possibilidade de
expansão nunca antes imaginada. A Reencarnação e a atuação dos
Espíritos obsessores é agregada aos conceitos psicológicos e
psiquiátricos, criando uma nova maneira de encarar os conflitos de
todos nós e as doenças físicas, psicológicas e mentais.
Com a Reencarnação, a infância deixa de ser considerada o
início da vida e passa a ser vista como a continuação de nossa vida
eterna, a nossa família não é mais um conjunto de pessoas que se
uniram ao acaso por laços afetivos e, sim, um agrupamento de
Espíritos unidos por laços kármicos, as situações que vamos
encontrando no decorrer da vida não são aleatórias e, sim, reflexos,
consequências e decorrências de nossos atos passados,
necessidades para nosso projeto evolutivo espiritual.
E considerando que todos nós somos Espíritos, com graus
diversos de evolução e intenção, uns inseridos dentro de um corpo
físico, outros libertos desse arcabouço, sabemos que ao nosso
redor existem milhões de seres invisíveis com a capacidade de nos
afetar, benéfica ou negativamente. E como afirma o Dr. Bezerra de
Menezes em seu livro “A Loucura Sob Novo Prisma”, a maioria dos
casos de doenças mentais são causados pela atuação de Espíritos
desencarnados sobre os doentes. E podemos acrescentar a isso,
as consequências de nossas ações em encarnações passadas, que
jazem escondidas dentro do nosso Inconsciente.
A Psicologia atual, herdeira de uma concepção religiosa não-
reencarnacionista, enxerga nossa vida apenas desde a infância e,
por isso, limita seu campo de ação a uma fração mínima da nossa
existência. Trabalha com um conceito limitado que é a Formação da
Personalidade, pois afirma que não existíamos antes e, então,
considera que nossas características de personalidade e nossos
sentimentos negativos, originam-se lá no “inicio da vida”, pela
conjunção de fatores genéticos, hereditários e ambientais. Tudo
originou-se lá, obrigatoriamente, pois nada havia antes. Mas e as
nossas encarnações passadas? Na nossa vida encarnada anterior
não tínhamos uma personalidade? Evidentemente que sim, então
não é razoável e de bom senso pensar que somos a continuação
daquele que fomos nessa vida anterior à atual? Isso derruba o
conceito de Formação de Personalidade e cria um outro conceito,
revolucionário, evolucionista, clarificador, o de Personalidade
Congênita, um dos pilares básicos da Psicoterapia
Reencarnacionista. E nossos familiares, nosso pai, nossa mãe,
nossos irmãos e demais parentes? Dentro dos princípios
reencarnacionistas sabemos que somos Espíritos ligados por
cordões energéticos de afinidade e de divergência. Esses cordões é
que regem a nossa aproximação e isso explica as simpatias e as
antipatias entre familiares, até mesmo ódios e aversões. E por que
nos aproximamos novamente? No caso da afinidade, para
continuarmos juntos em um projeto de amizade, de um trabalho em
conjunto, no caso da divergência, para fazermos as pazes, nos
harmonizarmos, nos amarmos. E essa última questão é um dos
principais assuntos nas consultas de Psicoterapia
Reencarnacionista, quando tratamos conflitos entre pais e filhos e
entre irmãos.
Agregando a Reencarnação à Psicologia cria-se uma nova
Psicologia, baseada na nossa vida eterna, na nossa busca de
evolução espiritual, de purificação. Não somos mais pessoas,
somos Espíritos encarnados, não somos homens e mulheres,
somos Espíritos em corpos masculinos e femininos, não somos
brancos ou negros, somos Espíritos em “cascas” de cor diferente,
não somos brasileiros, argentinos, americanos, iraquianos, somos
Espíritos que encarnaram, dessa vez, nesses países. A
Reencarnação, além da capacidade de expandir a Psicologia para o
infinito, tem o potencial de eliminar o racismo, os preconceitos e a
violência da face da Terra. Com a visão clarificada de que estamos
em um local de passagem, com a finalidade de evoluirmos
espiritualmente, as questões da vida terrena podem ser
classificadas em dois grupos: importantes e sem importância, com
graduações entre elas. Devemos ter a capacidade de perceber o
que pode nos auxiliar em nossa Missão Pessoal e o que pode nos
distrair dela. Mas, para isso, é de fundamental importância que cada
um de nós saiba para o que reencarnou dessa vez. E isso não é tão
difícil de perceber, basta enxergarmos nossas imperfeições e
dificuldades, os conflitos com outras pessoas, nossas tendências
negativas, enfim, tudo o que nos trás desconforto e nos tira a paz.
Algumas pessoas reencarnaram para lidar com questões
morais, como tendências a roubar, enganar, mentir, trapacear,
atributos de um Ego autônomo, míope, dissociado do seu Mestre
Interior, outros reencarnaram para lidar com características
pessoais que afetam mais a si mesmos, como a timidez, a mágoa, o
medo, a introversão, algumas pessoas aqui estão para libertar-se
da raiva, que faz mal a si e a outros. Cada um de nós está aqui, no
Astral Inferior, para encontrar as suas inferioridades, que trás
consigo há centenas ou milhares de anos, tendo passado por
muitas encarnações em que sua atuação no sentido de evolução,
de libertação, tem sido aquém do que poderia ter sido. Uma das
finalidades da Psicoterapia Reencarnacionista é nos ajudar a
melhor aproveitarmos as nossas encarnações, no sentido da busca
da purificação, da nossa volta para o Todo.
O psicoterapeuta reencarnacionista deve praticar em si
mesmo os princípios evolucionistas, purificadores, para ter uma
credibilidade interior que lhe capacite ser um conselheiro espiritual
de seus pacientes. Deve eliminar qualquer vício moral, deve
libertar-se da raiva e da mágoa, deve ter um cuidado com o orgulho
e a vaidade, deve desenvolver uma maneira de ser agradável,
simpática, equilibrada, leve, despojada, e não deve, em hipótese
alguma, beber, fumar ou usar drogas! A Psicoterapia
Reencarnacionista é uma terapia de cunho espiritual, em que os
Seres Superiores podem estar presentes, dependendo do modo de
vida do psicoterapeuta. E esse deve, então, procurar ter o
merecimento de receber essa ajuda superior que, entre outras
questões, lhe possibilita permanecer imune aos ataques dos seres
espirituais inferiores, interessados em prejudicar as pessoas em
tratamento e a nós. Por isso, é de fundamental importância uma
atitude reta, centrada, numa busca de uma sintonia com o Mundo
Superior, colocando-se no seu lugar de ser humano, pequeno,
imperfeito, procurando obedecer às ordens superiores. Ao nosso
lado colocam-se nossos Irmãos mais evoluídos, nos orientando, nos
intuindo, nos auxiliando no trato com as pessoas que nos procuram
e no âmbito das interferências inferiores espirituais. Não estamos
sozinhos na nossa vida cotidiana e no nosso consultório, existem
presenças com intenções várias. Devemos procurar manter nossa
frequência elevada, sintonizando com as presenças da Luz e nos
imunizando das presenças das Trevas. O cuidado com nossos
pensamentos, sentimentos e ações é de fundamental importância
para o sucesso da nossa vida encarnada, individualmente e como
psicoterapeuta reencarnacionista. Estamos lidando com questões
espirituais, muitas vezes interferindo com seres poderosos cuja
intenção é prejudicar a quem nos procura e a nós mesmos. Por
isso, todo cuidado é pouco! A oração diária, a elevação dos nossos
pensamentos aos Seres da Luz, a atitude humilde de colocar-se no
lugar de serviçal dos nossos irmãos superiores, a postura de não
enfrentamento aos seres de pouca Luz que nos acossam,
entendendo-os, compreendendo sua atitude, motivada em traumas
seus de muito tempo atrás, enxergando-os também como irmãos,
como filhos de Deus, como companheiros de jornada, até porque
não sabemos se em outras épocas não estávamos ao seu lado...
Devemos nos colocar como representantes de Deus na Terra, como
aliados do Mundo Superior nessa missão de purificação do nosso
planeta, de clarificação, e procurar, a todo o momento,
principalmente em situações conflituosas, atuar através do nosso
Eu Superior, com Luz na nossa Consciência, Amor em nosso
coração e Paz em nossos sentimentos.
A Psiquiatria, não lidando com a realidade espiritual, atribui a
doença mental ao cérebro, como se os pensamentos aí residissem,
não sabendo ainda que o cérebro é apenas o codificador, o
intermediário entre o corpo físico e a Mente. As doenças do
pensamento são, em sua maioria, originárias das encarnações
passadas, de ações praticadas e ações sofridas, num desequilíbrio
entre o Ego e o Espírito, que faz com que os doentes tenham
enormes dificuldades de sintonizar com os níveis superiores
espirituais e, pelo contrário, sintonizem com os níveis inferiores,
escuros, onde vivem nossos irmãos que não enxergam a Luz, e
quando a enxergam consideram-na desagradável por poder revelar-
lhes a Verdade. Os doentes mentais, com traumas terríveis em seu
Inconsciente e sofrendo com a presença de seres inferiores
espirituais, vivem em um inferno interior, com ideias e atitudes
incompreensíveis para a nossa Psiquiatria oficial, incompetente
para entender essas questões. Daí a rapidez dos rótulos
psiquiátricos e da intervenção medicamentosa psicotrópica. Os
rótulos rotulam, e dão ao doente e a seus familiares a convicção de
que ele é um doente da mente, quando, mais frequentemente, é um
doente do Espírito. A causa da doença, materialmente atribuída ao
cérebro está, frequentemente escondida, nos recônditos do
Inconsciente e ao seu lado, no mundo invisível. É urgente a
expansão da Psiquiatria rumo à Reencarnação, ao interior do
Inconsciente e ao desbravamento da vida espiritual. Os
psicotrópicos tem uma atuação benéfica nas urgências e nas
emergências, quando frequentemente são imprescindíveis, e
podem, ou devem, ser utilizadas por um tempo limitado, mas nunca
por um tempo longo ou, pior, como a própria terapia, pois a longo
tempo trazem as consequências terríveis dos seus efeitos
colaterais, muitas vezes piores do que os sintomas iniciais,
cronificando e perpetuando a doença. A medicação psicotrópica não
pode ser o tratamento e, sim, um auxiliar por algum tempo enquanto
busca-se a origem, a explicação, a causa dos sintomas.
A Psicoterapia Reencarnacionista é uma aliada das Religiões
reencarnacionistas, no sentido de recomendar a investigação e o
tratamento espiritual nos casos das doenças mentais. Toda pessoa
que vem à consulta informando ver seres e/ou ouvir vozes,
recomendamos uma consulta em Centro Espírita ou Espiritualista.
Não referendamos imediatamente os diagnósticos psiquiátricos,
principalmente os de Esquizofrenia e Paranoia, por ver nesses
pacientes a possibilidade de veracidade no que pensam, vêm e
ouvem. Faz parte da prática de consultório do psicoterapeuta
reencarnacionista encaminhar as pessoas aos Centros
especializados nesse tipo de atendimento quando suspeitar da
presença de Espíritos obsessores lhe perturbando.
Uma Nova Era vislumbra-se para a humanidade, a
consciência das pessoas gradativamente abre-se para a realidade
espiritual, e é necessário, então, que as grandes Instituições de
Cura Mental e Emocional, como a Psicologia e a Psiquiatria
libertem-se de ideias religiosas que lhes prendem a essa vida
apenas, que limitam sua visão e seu campo de atuação. A
Psicoterapia Reencarnacionista vem alinhar-se à expansão dos
conceitos psicológicos e psiquiátricos, buscando entender melhor
as mazelas humanas, o sofrimento de milhões e milhões de
doentes mentais, confinados em seu interior, amordaçados por
medicamentos psicotrópicos que não têm a capacidade de
realmente curá-los, por não poder penetrar em seu Inconsciente,
onde reside a causa da dor, e tendo a capacidade de diminuir a
percepção dos seres invisíveis que acossam esses doentes, mas
não de afastá-los. A evolução da humanidade, no sentido da cura
de sua doença primordial, que é o esquecimento de sua natureza
espiritual, deve ser acompanhada pela evolução das Instituições
que lidam com a sua saúde. A visão do homem como um ser físico,
emocional, mental e espiritual deve ser utilizada na prática dessa
Instituição e não apenas como um discurso teórico. Muitos médicos
psiquiatras e psicólogos em vários países já trabalham com essas
realidades espirituais como um assunto científico, aqui no Brasil,
esses assuntos ainda são considerados religiosos e os profissionais
que as praticam são ameaçados e punidos pelos Conselhos de
Medicina e de Psicologia. Mas a evolução é inexorável e em alguns
anos seremos convidados pelas Universidades para ensinarmos a
Psicoterapia Reencarnacionista, a Regressão Terapêutica e outras
Medicinas Energéticas e Espirituais.
A PSICOLOGIA E A REENCARNAÇÃO

Neste último século, desde Freud e até hoje, temos sido


acostumados a um raciocínio a respeito da nossa personalidade
que, agora, não nos serve mais. Estamos falando da base da
Psicologia que é a Formação da Personalidade, o modus operandi
usual que é a busca, na nossa infância, das causas dos nossos
problemas, seja a tristeza, a mágoa, a raiva, a agressividade, a
autodestruição, a timidez, o medo, etc. Essa é a versão das nossas
personas para a nossa história de vida e ela é, invariavelmente,
equivocada e mantenedora das inferioridades que viemos melhorar
em nós.
Nos adaptamos de tal maneira a esse modo de trabalhar da
Psicologia e da Psiquiatria, que no momento em que surge uma
nova Psicologia, a Reencarnacionista, que afirma que nós não
formamos a nossa personalidade na infância, e, sim, ela é anterior,
é congênita, e manifesta-se na infância, isso cria uma interrogação
nas pessoas. Mas se afirmamos dentro do movimento espiritualista
que tudo é uma continuação, se nós apenas trocamos de corpo
físico de uma encarnação para outra, ou seja, o Espírito e o
perispírito são os mesmos, então por que a surpresa? Dito de outra
forma: se somos a mesma Consciência, que reencarna e
desencarna, a nossa personalidade não é uma continuação de si
mesma “vida” após “vida”?
A base da Psicoterapia Reencarnacionista é a mudança da
“versão-persona” a respeito de nossa infância e de nossa vida para
a “Versão-Persona” a esse respeito, e a Personalidade Congênita e,
consequentemente, aprendermos a racionar de uma maneira
parecida como a que raciocinamos, após desencarnados, quando já
voltamos para Casa, e a finalidade da encarnação e o consequente
real aproveitamento dela. Essa nova visão não nega os fatos, os
traumas e os dramas da infância, e do decorrer da "vida", mas
afirma que cada um de nós sente e reage a eles de acordo com o
grau evolutivo espiritual que apresenta (criança, adolescente, adulto
ou ancião espiritual) e que, na quase totalidade das vezes existe,
por traz dos fatos e dos dramas, fatores muito profundos e antigos,
de séculos atrás (retornos, resgates etc.). Nas sessões de
regressão às encarnações passadas, algumas vezes (a critério dos
Mentores Espirituais das pessoas regredidas) encontramos nosso
pai, nossa mãe, nosso marido ou esposa, nossos filhos, nossos
rivais, nossos inimigos, etc. E aí entendemos que estamos nos
reencontrando para tentarmos nos harmonizar, nos reconciliar, mas
raramente isso é obtido, principalmente devido ao raciocínio de
vítima ou vilão incentivado pelas Escolas psicoterápicas baseadas
no início das coisas nessa "vida".
Encontramos nas nossas encarnações passadas a nós
mesmos, com outros rótulos, com outras "cascas", mas com as
nossas características de personalidade, as positivas e as
negativas. É quase regra geral, alguém agressivo, irritado,
autoritário, perceber-se assim nas encarnações passadas. Alguém
tímido, medroso e inseguro ver-se desse modo lá atrás. Alguém
deprimido, magoado e abandônico perceber que já era assim nas
suas últimas encarnações, etc. E quantas vezes o nosso pai já foi
nosso filho, a nossa mãe, a nossa esposa, um filho, um inimigo, um
outro filho, um grande companheiro, etc. Precisamos nos libertar do
que chamamos as "ilusões dos rótulos das cascas", com a
interiorização de que somos um Espírito (Consciência) que, em
cada encarnação, "veste" um novo corpo, proximamente a outros
Espíritos no mesmo processo, com algumas finalidades específicas.
E as principais, são:

1. Viemos do Plano Astral superior para um Plano mais denso


e imperfeito (Astral Inferior), para que, na interação com as
dificuldades inerentes a este nível evolutivo, as nossas
inferioridades venham à tona e tenhamos então a possibilidade de
lidar com elas, visando a sua eliminação (purificação). Isso não
pode ocorrer quando estamos desencarnados no Astral superior,
pela elevada consciência vigente lá que faz com que não passemos
pelos "testes e "provas" comuns aqui. Lá em cima são ativados
nossos chakras superiores e aqui, os inferiores, por isso voltamos
para cá: para aflorarem as nossas inferioridades, que lá ocultam-se.
2. Buscarmos os resgates e harmonizações com antigos
companheiros de viagem, que geralmente vêm na nossa família, ou
vamos encontrando durante a "vida". Mas para alcançarmos isso,
precisamos primeiramente ir curando as nossas inferioridades:
tendência de ficar triste, tendência magoar-se, tendência de isolar-
se, tendência de sentir raiva, tendência de achar-se mais do que os
outros, tendência de achar-se menos que os outros, etc.

Essas noções, e tantas outras, a respeito da Reencarnação,


que têm permanecido limitadas apenas ao campo da religião (nesse
lado do planeta, principalmente na religião Espírita), podem agora
ser incorporadas pela Psicologia, a fim de ser melhor entendidos os
nossos problemas e conflitos. Também a Medicina, e isso já está
ocorrendo, irá entender que não somos apenas esse corpo físico
visível, e sim temos outros corpos, sutis, onde iniciam-se as
"doenças ". E a Psiquiatria, um dia, quando entrar no campo do
"invisível", entenderá o que são essas vozes "imaginárias", o que
são as "alucinações", e descobrirá que a “esquizofrenia", a
"paranoia", o “transtorno bipolar”, o “transtorno obsessivo-
compulsivo”, comumente são emersões de nossas personalidades
de outras vidas, frequentemente acompanhadas de outras
personalidades, os chamados obsessores.
Está chegando um novo Milênio e, com ele, uma nova
Psicologia, uma nova Medicina e uma nova Psiquiatria. E os
médicos, os psicólogos, os psiquiatras e os psicoterapeutas em
geral, que acreditam nos princípios reencarnacionistas, não
precisam mais lidar apenas com o nosso corpo visível e as
"doenças físicas", e com essa passagem terrestre, chamada,
equivocadamente, de "a vida".
POR QUE A PSICOLOGIA E A PSIQUIATRIA
NÃO LIDAM COM A REENCARNAÇÃO?

Há muito tempo os psicoterapeutas e as pessoas que


acreditam na Reencarnação vem questionando o enfoque
tradicional da Psicologia tradicional, sua limitação a essa vida
apenas, sua visão de um “início” e um “fim”, como se não
existíssemos antes, e anseiam por uma nova maneira de ver e
tratar os nossos problemas e conflitos emocionais e mentais, a
partir dos princípios reencarnacionistas. Agora já existe essa nova
visão psicoterapêutica, não é uma nova linha da Psicologia, é uma
nova Escola de Psicologia.
Essa nova Psicologia, que estamos desenvolvendo, e que lida
com a Reencarnação, está alinhada às concepções reencarnatórias
e chama-se Psicoterapia Reencarnacionista. Ela não vem para
combater a Psicologia tradicional ou para destruí-la e, sim, para
abrir suas fronteiras, do nascimento para trás, rumo ao nosso
passado transpessoal, e do desencarne para a frente, rumo às
nossas encarnações futuras. É a expansão da Psicologia
tradicional, dessa vida apenas, herdeira do Consciente Coletivo não
reencarnacionista, originado nas concepções religiosas dominantes
no Ocidente.
O por quê da Psicologia oficial não lidar com a Reencarnação
deve-se à ação do Imperador Justiniano no ano 553 d.C. de
conclamar o Concílio de Constantinopla, convidando apenas os
bispos não-reencarnacionistas, e decretando que Reencarnação
não existe, influenciado por sua esposa Teodora, ex-cortesã, filha
de um guardador de ursos do anfiteatro de Bizâncio, que para
libertar-se de seu passado mandou matar antigas colegas e para
não sofrer as consequências dessa ordem cruel em uma outra vida
como preconiza a lei do Karma, empenhou-se em suprimir a
magnífica Doutrina da Reencarnação. Esse Concílio não passou de
um encontro que excomungou e maldisse a doutrina da
preexistência da alma, com protestos do Papa Virgílio, seqüestrado
e mantido prisioneiro de Justiniano por 8 anos por ter-se recusado a
participar desse Concílio! Dos 165 bispos presentes, 159 eram não-
reencarnacionistas, e tal fato garantiu a Justiniano os votos de que
precisava para decretar que Reencarnação não existe. E assim a
Igreja Católica tornou-se uma igreja não-reencarnacionista e, mais
tarde, as suas dissidências levaram consigo esse dogma lá
estabelecido. Com o predomínio, no Ocidente, dessas igrejas não-
reencarnacionistas, criou-se no Consciente Coletivo ocidental a
ideia de que Reencarnação não existe, dentro do que formou-se a
Psicologia e a Psiquiatria, que também não lidam com a
Reencarnação.
Isso representou um dos maiores atrasos da história da
humanidade, que até hoje reflete-se, pois temos uma Psicologia e
uma Psiquiatria que limitam-se apenas à vida atual, ignorando todo
um material de estudo e análise, do nosso passado, escondido em
nosso Inconsciente. E é aí que estamos indo, seguindo a orientação
do Dr. Freud. Entrando no Inconsciente das pessoas encontra-se a
Reencarnação. Isso é religião? Não, isso é pesquisa científica, isso
é a emergência de uma nova Psicologia e uma nova Psiquiatria.
A Psicoterapia Reencarnacionista não deve ser confundida
com a Regressão Terapêutica, que é uma técnica utilizada para
desconectar as pessoas de situações traumáticas do seu passado
que ainda estão acontecendo em seu Inconsciente, originando
sintomas, principalmente os casos de fobias, transtorno do pânico e
as depressões severas, que podem ser, desse modo, melhorados
muito ou até curadas rapidamente. Não devemos confundir a
Psicoterapia Reencarnacionista com a Regressão Terapêutica:
aquela é uma Escola de Psicologia, essa é uma técnica. A
Regressão para a Psicoterapia Reencarnacionista visa, além disso,
ajudar as pessoas a perceberem se vêm aproveitando ou não as
suas encarnações nos últimos séculos e saber para o que vêm
reencarnando e para o que reencarnaram dessa vez.
Pouquíssimas pessoas têm uma ideia clara, ou mais ou
menos clara, sobre o objetivo da vida e raríssimas têm a noção do
que estão fazendo aqui. A maioria vive como se vivesse em um
labirinto, perdida numa névoa escura, rodeando o tempo todo, sem
saber se vai por esse ou aquele lado, simplesmente porque não
sabe quem realmente é, o que está fazendo aqui e para onde deve
ir. Viver desse modo é como se você fosse a um supermercado sem
saber o que quer comprar e, então, após algum tempo de
perambulação pelos corredores, compraria qualquer coisa e ir-se-ia.
Viver sem saber quem é e o que é isso que se chama "vida" é a
mesma coisa: você perambula pelos corredores, sem comprar nada
de que realmente precise e, no final, vai-se. Ou compra coisas que
não precisa.
Temos hoje em dia uma Medicina que não consegue
realmente curar, apenas paliar, pois acredita que as doenças
iniciam no nosso corpo físico e devem ser curadas nele, quando na
verdade elas iniciam em nossos pensamentos e sentimentos, e
esses é que devem ser tratados e curados. Temos uma Psicologia
que lida com um “início” na infância e um equívoco que é a
formação da personalidade, quando na verdade nós somos um Ser
(Espírito) retornando para a Terra, trazendo a nossa personalidade
das encarnações passadas (Personalidade Congênita). Temos uma
Psiquiatria que acredita que a doença está no cérebro e deve ser
tratada com medicamentos químicos, quando a doença mental é
imaterial e causada ou fortemente influenciada por ressonâncias de
nossas encarnações passadas e em influenciações negativas de
seres desencarnados (obsessores).
Uma das constatações nas sessões de regressão é que,
independentemente desses fatores relativos à sua “casca”, as
pessoas regredidas referiam uma maneira de ser, de pensar, de
sentir, muitíssimo parecida encarnação após encarnação, e como
ainda hoje! Ou seja, uma pessoa autoritária, agressiva, era assim
nas suas encarnações passadas, alguém tímido, medroso, se vê
assim lá atrás, uma pessoa magoada, com sentimentos de rejeição
e abandono enxerga-se dessa maneira em suas encarnações
passadas, alguém deprimido já era deprimido há séculos, e isso
não aparece em uma ou outra pessoa, isso demonstra-se sempre,
em todas as sessões de regressão. Nós, psicoterapeutas
reencarnacionistas, escutamos, durante as regressões, histórias de
pessoas que estão há centenas de anos reencarnando para
melhorar essas características negativas, com um resultado muito
pequeno, repetindo sempre o mesmo padrão, e que, hoje em dia,
são ainda extremamente parecidos como eram! Nós reencarnamos
para melhorar as nossas tendências inferiores mas se avaliarmos o
quanto temos conseguido melhorar isso em nós nessa atual
encarnação, podemos fazer uma projeção semelhante para nossas
últimas encarnações.
Mas isso não é de ficar-se admirado, pois se somos um Ser
imortal que muda apenas de “casca” de uma encarnação para
outra, o óbvio não é, então, que mantenham-se as nossas
características de personalidade de uma vida terrena para outra? A
essa personalidade que é nossa, que vem nos acompanhando
encarnação após encarnação, chamamos de Personalidade
Congênita, e aí começa a estruturar-se a Escola de Psicoterapia
Reencarnacionista. Esse termo encontra-se em “Obreiros da Vida
Eterna”, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, em uma
palestra do Dr. Barcelos, psiquiatra desencarnado, no Nosso Lar,
páginas 32-34, quando ele diz:

”Precisamos divulgar no mundo o conceito moralizador da


Personalidade Congênita*, em processo de melhoria gradativa,
espalhando enunciados novos que atravessem a zona de
raciocínios falíveis do homem* e lhe penetrem o coração,
restaurando-lhe a esperança no eterno futuro e revigorando-lhe
o ser em suas bases essenciais. As noções reencarnacionistas
renovarão a paisagem da vida na crosta da Terra, conferindo à
criatura não somente as armas com que deve guerrear os
estados inferiores de si própria mas também lhe fornecendo o
remédio eficiente e salutar... Falta aos nossos companheiros de
Humanidade o conhecimento da transitoriedade do corpo físico
e o da eternidade da vida, do débito contraído e do resgate
necessário, em experiências e recapitulações diversas... Faltam
às teorias de Sigmund Freud e seus continuadores a noção
dos princípios reencarnacionistas e o conhecimento da
verdadeira localização dos distúrbios nervosos, cujo início
muito raramente se verifica no campo biológico vulgar mas
quase que invariavelmente no corpo perispiritual preexistente,
portador de sérias perturbações congênitas, em virtudes das
deficiências de natureza moral, cultivadas com desvairado
apego, pelo reencarnante, nas existências transcorridas”.

* Personalidade Congênita é um dos 4 pilares básicos da


Psicoterapia Reencarnacionista.
* Raciocínios falíveis do homem é a “versão-persona”.

Essa frase inicial – “Precisamos divulgar no mundo o


conceito moralizador da Personalidade Congênita.” – é a
finalidade da existência da Psicoterapia Reencarnacionista, a sua
meta e objetivo. Os “raciocínios falíveis do homem” devem ser
substituídos pelos enunciados novos (“Versão-Espírito”).

A evolução espiritual do ser humano é lenta porque, a cada


encarnação, temos a sensação ilusória de que estamos vivendo
uma “vida” e que tudo que temos de inferior em nossa
personalidade e sentimentos foi criado na infância pelos “vilões”.
Aliás, devíamos mudar o termo vida para passagem, nascimento
para chegada e morte para subida, que são mais reais. E, então,
uma das finalidades da Escola de Psicoterapia Reencarnacionista é
auxiliar as pessoas a recordarem-se de que somos Espíritos
eternos, passando mais uma vez por aqui, que essa vida é apenas
mais uma passagem, que descemos do Plano Astral e, um dia,
vamos subir para lá de novo. E depois continuaremos a descer e a
subir, descer e subir, descer e subir, até ficarmos puros, para o
padrão terreno. E então continuaremos nossa trajetória no Plano
Astral, depois no Plano Mental, e assim gradativamente, até, um
dia, voltarmos para o Todo.
O trabalho principal do psicoterapeuta reencarnacionista é
auxiliar a pessoa em tratamento a recordar-se da busca da
evolução espiritual, da purificação. Deve ajudá-la a aproveitar essa
atual passagem, a fazer uma releitura de sua infância a partir dos
princípios reencarnacionistas, a entender porque nos
reencontramos com seres com os quais trazemos conflitos de
encarnações passadas, por que necessitamos passar por situações
aparentemente negativas, desagradáveis, a Lei do Retorno, etc.
Essas descobertas e constatações é o que pretendemos transmitir,
e esperamos que nossas reflexões sobre o conflito entre o nosso
Eu Real (a Essência) e as ilusões do nosso eu temporário (a
persona atual), ajudem as pessoas a encontrarem-se consigo
mesmas e assumirem com mais confiança e determinação o
objetivo final de todos nós: a evolução espiritual. Nada disso é
novidade para os espíritas e para todos que acreditam na
Reencarnação, mas agora essas questões estão sendo colocadas
como uma psicoterapia.
A Psicoterapia Reencarnacionista, uma psicologia baseada na
Reencarnação, veio para ajudar a nos libertarmos das ilusões e das
fantasias terrenas e a nos apegarmos firmemente aos aspectos
realmente absolutos e eternos do nosso Caminho. Ao seu tempo,
essa visão reencarnacionista ajudará a Psicologia oficial a libertar-
se das suas amarras e os psicólogos e os psiquiatras que acreditam
na Reencarnação não precisam mais ater-se a uma visão que
analisa a vida de seus pacientes apenas a partir da infância, pois
essa nova Escola aí está, ao acesso de quem se interessar, os
Cursos estão abertos, já existem livros, agora é uma questão de
tempo. Em breve haverá duas Psicologias: uma que lida com essa
vida apenas, para os profissionais que não acreditam na
Reencarnação, a ser utilizada nas pessoas que também não lidam
com isso, e uma que lida com a vida eterna, que é a Psicoterapia
Reencarnacionista, baseada na Reencarnação, para quem acredita
nela. É uma questão de coerência.
OS 4 PILARES DA PSICOTERAPIA REENCARNACIONISTA

1. “versão-persona” x “Versão-Espírito” (Raciocínio x


Contra-Raciocínio)

Nós, psicoterapeutas reencarnacionistas, trabalhando com


essa Terapia da Reforma Íntima, escutando as histórias de vida e as
infâncias das pessoas em nosso consultório, histórias permeadas
de mágoa, sentimento de rejeição, raiva, crítica, medo, insegurança,
etc., podemos afirmar que elas são as histórias que a nossa
persona criou, a visão que teve dela, a história como nós a lemos
quando éramos crianças, a história que continuamos a ler quando já
adolescentes, adultos ou velhos, são interpretações do nosso Ego,
a maneira limitada como nos vemos e como vemos os outros,
incluindo a nossa família e as demais pessoas que entram ou
passam pela nossa vida.
Explicando melhor: cada um de nós, desde criança, aprende
que é uma certa pessoa, de uma certa família, de um certo gênero
sexual, uma certa cor de pele, de uma lugar, em um país, etc., e
passa a vida inteira acreditando nisso, principalmente porque todas
as demais pessoas acreditam nisso também em relação a si, e em
todos os terapeutas que vamos, eles mesmos acreditam nisso a
seu respeito e então não têm dúvidas disso em relação a seus
pacientes.
Mas o que a quase totalidade das pessoas não percebe, ou
melhor, não recorda, mesmo as pessoas que acreditam na
Reencarnação, é que, se pensarem no tempo anterior a sua
fecundação, onde estavam, quem eram, lá em cima, no Plano
Astral, quando não eram uma pessoa, não eram de nenhuma
família, nenhum gênero sexual, não tinham cor de pele (aliás nem
tinham pele...), não eram de um certo lugar, um certo país, etc., ou
seja, se todos nós pensarmos onde estávamos há 1 ano antes da
nossa fecundação, recordaremos que éramos um Espírito, no
Mundo Espiritual, no chamado período inter-vidas, vindo da nossa
encarnação anterior a essa, nos preparando para retornarmos para
a Terra, encarnarmos novamente, para continuar o nosso caminho
kármico de retorno à Luz, à Perfeição, ao Um, ao Todo.
E se não éramos nada do que pensamos que somos, como
nos conhecemos e vemos, e como conhecemos e vemos os outros,
o raciocínio consequente é de que estamos imersos no que os
orientais chamam de Maya, a Ilusão. O que é isso? Significa que
tudo é real, mas é temporário, é tudo verdadeiro mas passageiro,
parece permanente mas é impermanente. Ora, se é temporário, se
é passageiro, se é impermanente, então não pode ser realmente
real e verdadeiro e então é, podemos dizer, uma realidade ilusória
ou uma ilusão aparentemente verdadeira.
Todas as pessoas que acreditam na Reencarnação sabem
disso mas não lembram com a intensidade e a frequência que o
assunto merece. E por que esse assunto merece um estudo mais
aprofundado e uma atenção mais redobrada do que comumente se
dá a ele? Porque aí está o que chamamos em Psicoterapia
Reencarnacionista de Raciocínio X Contra-Raciocínio, ou seja, o
raciocínio não-reencarnacionista a nosso respeito, da nossa vida,
da nossa infância, e das demais pessoas que fazem parte disso,
incluindo a nossa família de origem e as demais pessoas que
entram na história, e o raciocínio reencarnacionista disso tudo,
totalmente oposto em sua visão e abordagem, em sua interpretação
e resultado.
Vamos, então, explicar melhor: uma pessoa vem à 1ª consulta
para iniciar um tratamento de Psicoterapia Reencarnacionista, que
consta de consultas e sessões de regressão, que tem a finalidade
de ajudar as pessoas a saberem para o que reencarnaram, qual a
sua proposta de Reforma Íntima, e como realmente aproveitarmos
essa encarnação nesse sentido, que nos trará mais evolução
espiritual, e a agradabilíssima sensação de dever cumprido após
desencarnarmos e retornarmos para Casa. Essa pessoa nos fala de
si, da sua vida, vai nos contando o que lhe incomoda, os seus
conflitos, frequentemente relata a sua infância, e nós vamos
escutando a sua história que é o que chamamos de “A história
ilusória de uma persona”. Ela não está nos contando a versão
verdadeira da história, está relatando como leu a sua infância, como
a entendeu, como lê a sua vida atual, como vê as pessoas, como
sente e interpreta tudo isso, e geralmente o relato vem impregnado
de mágoa, de sentimentos de rejeição, de raiva, etc.
Com bastante frequência, essa pessoa já consultou outros
profissionais, já contou essa história muitas vezes tanto para eles
como para pessoas amigas, para familiares, e todos escutam e
analisam a sua história exatamente da mesma maneira que ela:
como algo real e verdadeiro.
Mas é ilusório. Basta ir para 1 ano antes da sua fecundação, e
lembrar quem era, onde estava, por que o seu Espírito precisou
dessa infância, necessitou dessa família, por que pediu esse pai,
essa mãe, esses irmãos, ou ser filho(a) único(a), porque veio o(a)
mais velho(a), ou 2º(ª), ou 3º(ª), ou caçula, porque precisou vir
homem ou mulher, bonito(a) ou feio(a), branco(a) ou negro(a),
rico(a) ou pobre, etc. Isso já vai nos tirando do lugar de vítima e nos
colocando no lugar verdadeiro: o de co-criador de nossa infância e
de nossa vida.
Se todos nós fizermos esse exercício de imaginação, no
mínimo, começaremos a nos questionar a esse respeito, a nos
perguntar “Por quê?”, e a partir daí o nosso raciocínio, que até
agora era irrefutável e convicto, começará a questionar-se, a
desmanchar-se, e todas aquelas convicções tipo “Meu pai não
gostava de mim!” ou “Eu sou assim porque vim numa família muito
pobre, muitos filhos, passamos fome...”, permeadas de mágoa e
rejeição, dor e sofrimento, começarão a transformar-se no que
chamamos de Contra-Raciocínio. Ou seja, o raciocínio anterior,
não-reencarnacionista, criado pela persona em conjunto com as
demais personas, numa sociedade de personas, começará a dar
lugar a um novo raciocínio, reencarnacionista, baseado nos
questionamentos de “Por que o nosso Espírito “pediu” por isso?”.
Sempre lembrando que “pediu” significa “necessitou”.
Essa questão Raciocínio X Contra-Raciocínio é a Psicoterapia
Reencarnacionista, a Terapia da Reforma Íntima. Baseando-se na
Reencarnação, ela lida com as Leis Divinas que regem a nossa
encarnação e das demais pessoas que estão em nossa vida: A Lei
da Finalidade, a Lei da Necessidade e a Lei do Merecimento. A
finalidade é para que o nosso Espírito tem de passar por situações
desde a nossa vida gestacional, a necessidade é por que precisa
passar por isso e o merecimento é o que merece receber do Amor
Universal, que sempre está certo e justo, mesmo quando parece
errado e injusto.
A principal tarefa do psicoterapeuta reencarnacionista é ajudar
as pessoas que vêm realizar um tratamento, e acreditam na
Reencarnação, a libertarem-se da versão ilusória da história de sua
persona e iniciarem uma busca da visão verdadeira dela, a visão
espiritual. A primeira, que chamamos de “Raciocínio”, mantém as
pessoas atreladas aos seus sentimentos negativos, de uma
maneira tão forte, que torna-se praticamente impossível uma cura
verdadeira desses sentimentos. A segunda, que chamamos de
“Contra-Raciocínio”, vai fazendo com que, pela mudança da visão
da nossa infância, dos fatos lá ocorridos, da interpretação que
demos a ela quando éramos crianças, e que ainda mantemos em
nossa criança interior, vão diluindo-se os sentimentos negativos,
vão enfraquecendo de uma maneira tão segura e gentil, de um
modo tão profundo e regenerador, que, aos poucos, pela mudança
do pensamento, os sentimentos vão desaparecendo por si só.
No Curso de Formação em Psicoterapia Reencarnacionista,
os alunos aprendem, primeiramente, a realizar isso em si mesmos,
para capacitarem-se a ajudar as pessoas nessa missão
fundamental, a de colocar o Ego sob comando superior, retirar-lhe a
supremacia, tirar seus distintivos e medalhas e, em seu lugar,
colocar curativos e poções para curar as dores e as tristezas que
lhes mantinham no lugar, sentimentos esses que, na verdade,
criaram esses artifícios. A Psicoterapia Reencarnacionista é a
Terapia da libertação das ilusões, da libertação do domínio do Ego,
da libertação de nós mesmos, como viemos sempre e sempre, vida
após vida, nos vendo e entendendo, para que o nosso Espírito
possa, finalmente, assumir o comando de nossa vida. Mas para isso
é necessário que o Contra-Raciocínio sobrepuje e elimine o
Raciocínio, senão não conseguiremos nos libertar verdadeiramente
do comando egóico, que nos aprisiona e onde está a mágoa, o
sentimento de rejeição, a raiva, o medo, a sensação de
inferioridade, a timidez, ou os seus contrapontos, igualmente
ilusórios, a vaidade, o orgulho, o autoritarismo, a prepotência, a
soberba.
Existem duas Psicoterapias que podem ser realizadas:
1. A tradicional, a Terapia do Ego e suas questões, que é
fadada ao fracasso pois é impossível curar as ilusões de
uma estrutura ilusória. São as terapias dos sentimentos.
2. A Terapia da libertação do Ego, e essa é a Psicoterapia
Reencarnacionista, que visa passar o comando para o
nosso Eu Superior, para o nosso Espírito, para os nossos
Mentores Espirituais, e através da qual é possível, e até
bem fácil, curar nossas inferioridades: é só nos libertarmos
do Ego e da sua história ilusória. É a nova terapia da
mudança do raciocínio.
2. A Personalidade Congênita

Contrariando a concepção básica da Psicologia oficial de que


a nossa personalidade se forma a partir de aspectos genéticos,
familiares e sociais, a Psicoterapia Reencarnacionista diz que nós já
encarnamos com uma personalidade definida: a que viemos
apresentando nas nossas últimas encarnações. As características
individuais do nosso modo de agir e de reagir são as tendências
que já trazemos latentes conosco e que, no confronto com as
situações da vida terrena, passam a manifestar-se. São modos de
pensar, de sentir e de expressar-se que trazemos em nossos
corpos emocional e mental, que nos caracterizam e que já nascem
conosco. Nós não formamos uma personalidade, nós a revelamos.
Somos um Ser de vários corpos, sendo o físico o único facilmente
visível, por isso parece que apenas ele existe, mas além dele temos
o corpo emocional, dos sentimentos e emoções, e o corpo mental,
dos pensamentos.
Após a morte, que é apenas a morte do corpo físico, os
corpos sutis permanecem como são e mesmo todo o estudo e
trabalho de conscientização realizado no Plano Astral, no período
inter-vidas, não os podem modificar substancialmente. Ao
reencarnarmos, aqui chegamos no mesmo nível de sentimentos e
de pensamentos de quando saímos da última vida terrena e,
portanto, cada um de nós, ao passar pelas situações atuais da vida
intra-uterina e da infância, vai reagir a seu modo. Isso é facilmente
observável em famílias com vários filhos, em que cada um tem a
sua maneira de ser desde nenê: um é bravo, impaciente e agres-
sivo, um outro é calmo, suave e meigo, um outro é magoável,
retraído e entristece-se facilmente, e assim por diante. E por que é
assim? Porque tudo é uma continuação, nós somos o mesmo que
desencarnou na vida terrena passada, apenas mudamos a nossa
forma física, o nome e os demais rótulos, mas permanecemos
intrinsecamente iguais.
Essas tendências negativas revelam, por si só, o que viemos
curar, ou melhorar, ao reencarnarmos. O que acontecerá serão
reforços ou atenuações dessas características pelas vivências
atuais, intra ou extra-uterinas, e no decorrer da encarnação, ou
seja, a piora, a melhora ou, às vezes, a mera manutenção do que já
veio conosco ao nascermos. Esse aspecto intrínseco (o que já veio)
rotulado como genético, na verdade é pré-genético, são
características que já vêm impressas em nossos corpos emocional
e mental.
Todas as grandes verdades são facilmente observáveis na
prática diária e por demais óbvias à observação. Assim foi, por
exemplo, com a lei da gravidade, descoberta por Newton ao
observar uma fruta caindo de uma árvore, com a existência do
Inconsciente, descoberto por Freud através dos atos falhos, etc. E
assim é pela "descoberta" do que significa cada criança ser
diferente de outras, desde nenê, submetidas às mesmas condições
ambientais. É porque já nascemos com características próprias,
inerentes a cada um de nós, desenvolvidas durante as sucessivas
encarnações. Então nós observamos as crianças calmas e as
agitadas, as carinhosas e as refratárias ao carinho, as egoístas e as
altruístas, as organizadas e as bagunceiras, as extrovertidas e as
introvertidas, as autoritárias e as submissas, as medrosas e as
corajosas, etc. Tudo é uma continuação, "vida" após "vida". Aí
revela-se a Personalidade Congênita e aí encontramos a nossa
proposta de Reforma Íntima.
Não estamos negando as consequências das vivências e
situações às quais somos submetidos na nossa infância, elas são
da maior importância mas, na verdade, são apenas reforços
patogênicos às características de personalidade, pensamentos e
sentimentos que já trazemos de vivências anteriores a essa
encarnação, ou seja, trazemos uma tendência a reagir
emocionalmente de um certo modo a certas situações específicas.
E essas tendências inerentes a nós, no confronto com situações
que as fazem aflorar e manifestar-se, irão apenas revelar o que já
existe em nós, que é o que veio para ser melhorado, ou curado.
Essa é a nossa principal Missão ao reencarnarmos, a outra é a
busca de harmonização com Espíritos conflitantes.
Embora, talvez, isso pareça não mudar em nada o enfoque e
o tratamento dos problemas psicológicos das pessoas, para nós,
baseado nos raciocínios da Psicoterapia Reencarnacionista, leva a
um direcionamento totalmente diferente das psicoterapias habituais.
Esse modo de ver e exercer a psicoterapia, amplia enormemente os
horizontes traçados pelos enfoques tradicionais, que só trabalham
com o limitado espaço de tempo entre o início e o fim dessa vida.
Nós reencarnamos para nos libertarmos de sentimentos e
pensamentos inferiores, que ainda temos pois não somos perfeitos,
passando por situações que os fazem aflorar e transparecer, com o
objetivo evolutivo de os enfrentarmos e vencermos. Aqui estamos,
novamente, para detectar essas características negativas e
modificá-las positivamente, o que ainda não conseguimos em
tentativas anteriores (encarnações passadas), ou então já
conseguimos mas, com o passar dos séculos, as recriamos
novamente. A Psicoterapia Reencarnacionista propõe que, ao invés
de nos vitimizarmos e criarmos toda uma problemática
psicopatogênica em relação à infância, baseada na mágoa, na
tristeza, na rejeição, na raiva, etc., passemos a encarar de modo
diferente essas situações, apenas aparentemente negativas, que
nos fazem sentir isso, e até agradeçamos ao nosso destino por tê-
las colocado em nosso caminho, pois só assim poderemos saber o
que viemos curar em nós (a 1ª Missão).
Nós reencarnamos para encontrar as nossas imperfeições,
mas quando as encontramos não gostamos das pessoas e/ou
situações que as fazem aflorar. Exemplificando: uma pessoa refere
um forte sentimento de rejeição e mágoa por ter-se sentido
abandonado e não-querido durante a infância. Acredita que a causa
disso foi o fato de seu pai não ter assumido a paternidade e
abandonado a família. Essa pessoa revela, desde criança, uma
postura perante a vida calcada nesses sentimentos e durante sua
vida frequentemente sente-se triste, magoada, e com a sensação e
o medo de ser rejeitada. Mas inúmeras outras pessoas, que quando
crianças passaram por situações semelhantes, não referem esses
pensamentos e sentimentos em nível tão profundo. Por quê?
Evidentemente que fatores atenuantes como atenções e orien-
tações dos demais familiares, atendimento psicológico precoce,
etc., ajudam a que isso não ocorra de modo grave. Mas a
explicação para o fato daquela pessoa ter demonstrado enormes
sentimentos de abandono e rejeição, ou seja, ter sentido aquela
situação de um modo tão intenso e outras pessoas que passaram
por situação semelhante não terem sentido tanto assim, é que já
trazia essa tendência consigo: a de sentir as carências dessa
maneira, reencarnou com a tendência de sentir mágoa, de sentir-se
abandonada, de ficar triste, e é isso que veio melhorar em si, por
isso “pediu” (necessitou) esse pai, sabendo que ele tinha esse
perfil.
É amplamente reconhecido nos meios espiritualistas que nós
temos contato com nossos futuros pais antes mesmo de iniciarmos
nossa materialização intra-uterina, e então pode-se questionar: Por
quê essa pessoa, que trazia uma tão forte tendência de sentir-se
abandonada e rejeitada, necessitou passar por uma nova vivência
encarnatória semelhante? Para que esses antigos sentimentos
aflorassem e ela pudesse entrar em contato com eles,
possibilitando-se trabalhá-los e curá-los. Ela não é uma vitima de
abandono por parte do seu pai, ela é coadjuvante ativa de todo o
processo, e mais, colaborou na criação dessa experiência, por uma
necessidade de crescimento, que implica em eliminar esses
sentimentos e pensamentos negativos, ou seja, reencarnou para
isso. E então tem que fazê-la, e não manter, ou até agravar. Isso é o
que deve ser trabalhado com as pessoas que referem situações
injustas de sua infância e sentiram, e ainda sentem, uma mágoa
intensa, um forte sentimento de rejeição e abandono, falar com
essas pessoas sobre Reencarnação, sobre a finalidade de
descermos para cá a fim de encontrarmos nossas inferioridades e a
necessidade de situações aparentemente “negativas” que as façam
aflorar. É a mudança da visão da nossa persona (“versão persona”)
para a visão verdadeira do nosso Espírito (“Versão Espírito”), é sair
da vitimação e recordar que somos co-criadores.
E podemos nos perguntar por que ter reencarnado filho
daquele pai? Quem sabe o rejeitou, maltratou, abandonou, em
alguma outra encarnação, e o que está atuando então é a Lei do
Retorno? Mas não falamos abertamente sobre isso, aguardamos os
Mentores de cada pessoa começarem a mostrar suas encarnações
passadas no “Telão” e o que for sendo mostrado, vamos abordando
nas conversas pós-regressão.
Vemos nas nossas próprias sessões de regressão e das
pessoas, que tendemos a passar por situações repetitivas, há
muitas e muitas encarnações, até conseguirmos diminuir bastante
ou eliminar os sentimentos negativos que nelas afloram, mas que,
por traz disso, comumente existe uma ação nossa, anterior, há
séculos atrás, semelhante, contra outras pessoas. Ou seja, o
abandonado, abandonou, o agredido, agrediu, o humilhado,
humilhou, o dominado, dominou, e assim por diante. E isso não é
para pagar, nem para sofrer, como algumas pessoas acreditam, é a
Justiça Divina. É para aprendermos o que é certo e o que é errado,
e geralmente só aprendemos essas lições sofrendo na própria pele.
O psicoterapeuta reencarnacionista deve falar sobre
Reencarnação com as pessoas em tratamento, sobre a
necessidade dos nossos reencontros, sobre os cordões
energéticos, sobre o Karma, ou seja, passar para as pessoas uma
visão da infância e da vida do ponto de vista reencarnacionista.
Ajudar as pessoas a saírem da vitimação é uma das principais
tarefas do psicoterapeuta reencarnacionista.
Precisamos entender as "injustiças", os "golpes do destino",
por que alguém nos faz "sofrer”, as situações "negativas" da nossa
vida, e passarmos a encará-las como experiências, criadas ou co-
criadas por nós mesmos, moldadas nos tecidos do nosso destino,
para que através delas possamos nos curar, aprender, resgatar,
crescer, nos aproximarmos mais da Perfeição. O que parece
"negativo", o que nos faz sofrer, geralmente são oportunidades de
crescimento, lições benéficas para a nossa evolução.
A pessoa do exemplo anterior pode tentar perdoar seu pai,
porque isso é o certo, porque Jesus recomendou, etc., mas essa
tarefa será facilitada se raciocinar que provavelmente pediu para
passar por essa situação terrena, para descobrir e tentar eliminar
uma antiga tendência de magoar-se, de sentir-se rejeitada, que traz
consigo há séculos, e/ou então para resgatar o que fez a esse
Espírito que está atualmente seu pai, há tempos atrás.
As pessoas, mesmo reencarnacionistas, geralmente
enxergam a sua infância e sua vida de uma maneira não-
reencarnacionista, e o ofício do psicoterapeuta reencarnacionista é
ajudá-las a entender que essa maneira é como a sua persona leu e
entendeu os fatos de sua vida e poder, então, mudar para uma
visão muito mais ampla. É sobre isso que conversamos com as
pessoas em nosso consultório, ajudando-as a aprofundar o seu
entendimento a respeito de sua infância, da sua vida terrena,
ajudando-as a ver as coisas de uma maneira completamente
diferente de como viam antes. O conhecimento da Reencarnação
amplia enormemente a compreensão dos fatos “negativos” da
infância e da vida. Nós descemos do Plano Astral para a Terra para
passar por fatos que a nossa persona entende como “negativos”,
mas são co-criados por nós, pois são necessários para nos
purificarmos passando por eles. E nas sessões de regressão, com
as pessoas retornando a séculos ou milhares de anos atrás,
algumas vezes, a critério dos Mentores, ouvimos relatos de
“vítimas” do atual pai, da mãe, do ex-marido, etc., encontrando o
“vilão” de hoje como sua vítima lá. Mas essas inversões de papéis
custam a acontecer pois, pela Personalidade Congênita, nós
demoramos muitos séculos para mudar características inferiores de
nossa personalidade, ou seja, o autoritário, cruel, vem sendo assim
há séculos, o infeliz, sofredor, idem, e assim por diante.
Os exemplos multiplicam-se na lida diária do consultório e o
que observamos é um desfile das ilusões das personalidades
passageiras sofrendo por distorções desse tipo no seu
entendimento. Aquele desfiar de mágoas, tristezas e raivas são
reais, mas a visão como se fosse uma vítima é equivocada, pois
esquecida de um propósito maior, anterior. São ilusões vivendo de
ilusões e realimentando-se patologicamente. Devemos sempre nos
perguntar: “Se reencarnamos para evoluir, por que estou passando
por isso?” E mesmo que não saibamos a resposta, não devemos
nos vitimizar, nos sentirmos injustiçados, sentirmos raiva, pois não
lembramos do nosso passado. O que está acontecendo de
“negativo” conosco é mais uma oportunidade de eliminarmos uma
tendência inferior, como a raiva ou a mágoa, é a Lei do Retorno, ou
ambas? A vida não começa na infância, a nossa “casca” tem
algumas décadas de existência, mas nós temos algumas centenas
de milhares de anos.
Não recordamos dos nossos objetivos, metas e propostas pré-
reencarnatórias porque durante a vigília a nossa Consciência
permanece o tempo todo no corpo físico, enquanto que essas
informações estão no corpo astral e no mental. Durante o sono do
corpo físico, a nossa Consciência sai e vai para esses corpos, mas
quando acordamos não recordamos o que aconteceu, o que
vivenciamos, o que aprendemos, ou parece sonho, ou pesadelo...
Quando nosso corpo físico morre e a nossa Consciência assume o
corpo astral, passamos a ter acesso a essas questões e aí vêm os
arrependimentos, as lamentações, as expressões "Ah, se eu tivesse
me lembrado..." ou "Ah, se eu soubesse...". No corpo astral, as
informações estão de uma maneira emocional, no corpo mental, de
um modo intelectual.
O grupo de Seres do Plano Astral criadores da Psicoterapia
Reencarnacionista está trazendo para a Terra uma psicoterapia
para o homem encarnado similar àquela utilizada no período inter-
vidas, em que se fala das encarnações passadas, da finalidade, das
metas, etc. Entre as premissas básicas da Psicoterapia
Reencarnacionista colocam-se as tendências que trazemos (o que
queremos curar) e as situações que as fazem aflorar (os gatilhos),
aparentemente negativas e desagradáveis, mas necessárias para
nosso crescimento e evolução. Desde a 1ª consulta devemos
conversar com as pessoas sobre essas questões e em todas as
reconsultas enfatizar a finalidade da encarnação, a busca da
evolução espiritual, a Reforma Íntima. O psicoterapeuta
reencarnacionista deve falar sobre Reencarnação com a pessoa
que veio tratar-se, instigá-la a questionar os fatos de sua vida, a sua
infância, mexer nas suas convicções personais, egóicas.
Claro que entre as nossas tendências, observam-se também
características de amor, paciência e compreensão em pessoas que
passaram por situações traumatizantes em sua infância. Nesse
caso, são seres mais evoluídos que não têm essas tendências
inferiores ou elas já estão bem minimizadas e/ou vieram para ajudar
alguns familiares e a humanidade. Mas estamos falando da maioria
das pessoas e das suas tendências negativas, do que deve ser
curado nas pessoas, nos doentes, nos seus conflitos construído em
cima de ilusões.
Não é fácil raciocinar de uma maneira reencarnacionista no
nosso dia-a-dia, pois implica em uma mudança muito profunda de
enfoque. Fomos acostumados, por uma Psicologia não-
reencarnacionista, a acreditar que nossos problemas psicológicos e
características negativas de personalidade são oriundos dos fatos
da infância. Mais recentemente, as situações durante a gestação
passaram a ocupar também o seu lugar na "gênese" dos traumas.
Não as negamos, mas não atribuímos a esses fatos a origem dos
nossos problemas emocionais. Quem nasceu com raiva, irá reagir
desse modo às situações que em outra pessoa irá se manifestar
como tristeza, em outra como timidez e insegurança, em outra
como medo e assim por diante, sempre dependendo do que
trazemos conosco ao reencarnarmos. E pelo que vemos nas
regressões é como viemos nos comportando e sentindo há séculos.
É como uma matéria que não aprendemos na Escola, iremos
precisar repetir de ano até aprender. Isso aplica-se aos tristes, aos
magoados, aos depressivos, aos infelizes, que vêm repetindo o ano
há séculos, e também aplica-se aos egoístas, aos orgulhosos, aos
materialistas, aos agressivos, aos cruéis. Nessa Escola, cada “ano
letivo” é uma encarnação.
É um sério obstáculo à cura as pessoas atribuírem os seus
sofrimentos e características negativas de personalidade aos fatos
de sua infância e às situações no decorrer da vida. O que nunca se
pensa é justamente o que estamos colocando aqui, do porquê de se
reagir de um certo modo a essas vivências. As pessoas depressivas
atribuem a sua depressão aos eventos tristes de sua vida desde a
infância, mas não pensam por que reagiram/reagem com depressão
a esses fatos e não questionam-se por que seu Espírito “pediu”
(necessitou) desse tipo de infância. Preferem culpar alguém,
vitimizar-se, buscar explicações e justificativas para o fato de serem
depressivas. A explicação é simples: elas reagiram e reagem com
depressão porque reencarnaram com uma tendência a reagir com
depressão ante as dificuldade e aos obstáculos da vida terrena. E o
que precisam entender é que isso é justamente a sua meta pré-
reencarnatória, a sua Missão, e as situações aparentemente
dificultosas e obstaculizantes irão se suceder em sua vida até que
elas melhorem bastante, ou curem, essa tendência. Mas foram seus
pais ou marido, ou situação financeira, etc., que geraram a
depressão? Não, essa tendência já estava lá, ao reencarnar, na sua
Personalidade Congênita. Então, precisam mudar essa tendência
que vêm trazendo há muitas encarnações, e as pessoas ou
situações que as fizeram/fazem manifestar-se (gatilhos) não são
prejudiciais para a sua evolução, pelo contrário, estão lhes
mostrando o que vieram curar em si. São potencialmente benéficas,
mas parecem prejudiciais. Isso irá depender de quem analisa o fato:
o seu Eu Superior ou o seu eu temporário (a sua persona atual). As
personas são sempre vítimas.
Muitas pessoas referem medo, baixa autoestima, falta de
confiança, etc., e costumam atribuir essas características a fatos de
sua infância e/ou situações da vida. O raciocínio é o mesmo: por
que reagiram/reagem com medo e insegurança ante esses fatos?
Por que não reagiram/reagem com agressividade e rebeldia, por
exemplo? Porque trazem medo e não raiva, insegurança e não
rebeldia, e é o que devem curar em si. E por que seu irmão ou sua
irmã não reagiram assim? Porque têm uma personalidade diferente.
E por que têm uma personalidade diferente? Porque somos
Espíritos e a nossa personalidade é congênita. O psicoterapeuta
reencarnacionista deve lembrar às pessoas em tratamento que
ninguém é vítima, somos todos co-criadores da nossa história.
Todas as dificuldades das pessoas costumam ser atribuídas a
fatos, a situações e a outras pessoas, mais geralmente a um ou
ambos os pais, ao marido ou à esposa ou aos filhos. E isso foi
criado e é incentivado pela Psicologia oficial, não reencarnacionista,
que lida com o “início” e a origem das coisas. É importante que as
pessoas que acreditam na Reencarnação e querem realmente
aproveitar essa encarnação, comecem a se perguntar: “Por que eu
pedi isso?”, “Por que eu reagi/reajo assim?”, dessa maneira
começarão a entender o que vieram melhorar nessa atual
encarnação. Nós descemos para purificar os nossos corpos
energéticos determinantes da nossa personalidade, o emocional e o
mental, e então tudo que não for agradável para nós em nossos
sentimentos e pensamentos é o que devemos ir melhorando, aos
poucos. E a pessoa ou a situação que fizer isso aflorar estará
colaborando com nossa evolução, mas, para que possamos
raciocinar assim, temos que entender perfeitamente essas questões
que estamos colocando aqui e que não são convencionais. Mas
agora com a Escola de Psicoterapia Reencarnacionista formando
psicoterapeutas que aprendem a trabalhar com as pessoas do
ponto de vista reencarnacionista, isso irá mudar.
E então podemos falar no perdão, uma das mais difíceis
conquistas humanas. O fato de entendermos que quem nos ajuda a
descobrir o que reencarnamos para melhorar está, na verdade,
agindo em nosso beneficio, e que provavelmente, pela Lei do
Retorno, o que nos fizeram/fazem não foi/é injusto, cruel ou
desagradável, pode trazer uma compreensão, que desembocará no
perdão. Nós atraímos fatos para a nossa vida e isso é verdade, mas
de um modo muito mais profundo do que se imagina. Quem precisa
curar qualquer sentimento negativo "atrairá" fatos e pessoas que lhe
mostrarão isso, mas necessitamos saber que a Reencarnação não
é para pagar, sofrer, "aguentar" e outras inverdades que algumas
pessoas sofredoras costumam acreditar. O objetivo de passarmos
por essas pessoas ou situações é oportunizarmos a purificação dos
nossos corpos emocional e mental, e isso quer dizer curarmos
nossos sentimentos e pensamentos inferiores, obstaculizantes da
nossa evolução. O crescimento espiritual só ocorre com felicidade.
Quem é triste, veio curar a tristeza e, então, “aguentar” não leva a
nada.
A maioria da humanidade ainda está em um estágio infantil ou
adolescente espiritual, e podemos ultrapassar esse estágio e
alcançar um estágio adulto espiritual. Para isso, é necessário que
nos libertemos do nosso próprio umbigo e comecemos a cuidar do
umbigo dos outros, dos doentes, dos sofredores, dos cegos, dos
surdos.
Algumas pessoas afirmam-se muito egoístas e atribuem isso
ao fato de terem nascido em famílias muito pobres. Outras atribuem
isso a terem nascido em famílias muito ricas. Será verdade? O mais
provável é que tenham desencarnado e novamente reencarnado
com o egoísmo impregnado em si e, se têm a coragem de
reconhecer esse fato, já sabem o que devem curar. Os tímidos
vieram curar a timidez, os medrosos, o medo, os raivosos, a raiva,
os ciumentos, o ciúme, os invejosos, a inveja, os materialistas, o
materialismo, os egocêntricos, o egocentrismo, os desconfiados, a
desconfiança, os deprimidos, a depressão e assim por diante. Para
isso, devem entender que já nasceram com essas tendências e que
os fatos da sua infância e os do decorrer da vida são fatores que
afloraram, e não causaram, essas inferioridades que desceram para
eliminar. Nós desencarnamos e reencarnamos do mesmo modo,
com os mesmos sentimentos e pensamentos e, portanto, com a
mesma tendência a agir e reagir perante os fatos da vida terrena. A
passagem aqui pela Terra, que é o Astral Inferior, tem a finalidade
de nos mostrar nossas inferioridades e, então, tudo o que acontece
ou o que "nos fazem" são elementos reveladores dessas
características que viemos curar, para nos libertarmos delas,
através da mudança de postura. Não devemos culpar ninguém que
nos ajude a detectá-las, pelo contrário, devemos agradecer, pois
estão atuando a nosso favor.
Esse raciocínio é feito no período inter-vidas nas conversas
entre os desencarnados que fracassaram (a imensa maioria) e os
Orientadores. Devemos aplicar esse mesmo raciocínio enquanto
estamos aqui encarnados, a fim de pouparmos sofrimentos e
acelerarmos a nossa evolução. Por que deixar para depois o que
podemos fazer agora? Curar agora para não levar a tendência para
a próxima encarnação. Lá no Astral existe o Telão, aqui na Terra,
com a chegada da Psicoterapia Reencarnacionista, que é a mesma
Terapia aplicada lá em cima, existe a Regressão. O Telão é dirigido
pelos Seres Espirituais superiores, a Regressão, para ser Ética,
também deve ser dirigida por eles.
Devemos nos libertar das ilusões e assumir mais firmemente a
alta responsabilidade com o nosso objetivo de progresso. Não
devemos perder tempo culpando os outros e os fatos da vida, e sim
entender que somos seres imperfeitos em busca da perfeição e,
então, tudo que houver em nós que seja inferior, deve ser
melhorado ou curado. Podemos acelerar nossa evolução se
aplicarmos esse raciocínio em nossa vida encarnada, pois não nos
esqueçamos que se deixarmos para perceber esses fatos somente
mais tarde, no período inter-encarnações, quando encarnarmos
novamente eles ficarão ocultos, esquecidos, e provavelmente
continuaremos errando e nos enganando, e culpando os outros. A
repetição de um padrão comportamental é o que mais chama a
atenção nas regressões, ou seja, vida após vida as pessoas
permanecem atuando de forma semelhante. E reencontrando-se...
3. A finalidade e o aproveitamento da encarnação

É de fundamental importância que saibamos, cada um de nós,


por que nosso Espírito voltou para a Terra, para viver mais uma
"vida" aqui. Quem veio não fomos nós e sim o nosso Espírito, nós
somos apenas o nome da "casca". Muitas pessoas ainda apegam-
se a conceitos antiquados e equivocados, relativos a castigos,
penas, etc., quando, na verdade, estamos aqui porque estarmos
presos, vibratoriamente, a esse Plano, ou seja, a nossa frequência
vibratória não é suficientemente elevada que nos permita acessar
definitivamente Planos superiores a esse.
Para que isso aconteça, para elevarmos nossa frequência,
para que nos libertemos deste planeta e deste Plano ainda tão
imperfeito, precisamos nos libertar de nossas imperfeições, de
nossas impurezas, e para isso estamos aqui, e vamos e voltamos,
vamos e voltamos, vamos e voltamos... Que vergonha precisarmos
de tantos retornos! Por que essa tarefa precisa ser realizada aqui e
não lá no Plano Astral superior? Isso é fácil de entender, basta
raciocinarmos que isso precisa ser feito em algum lugar onde
existam estímulos para que as nossas imperfeições manifestem-se.
Para os nossos tipos de defeitos, aqui é o lugar ideal, aqui estão os
fatos (gatilhos) que fazem emergir as nossas inferioridades. E os
fatos "negativos", os que nós não gostamos, são os melhores para
isso!
Quando estamos no Astral superior é como quando estamos
em nosso Centro Espírita, parecemos todos “santos”, somos
pacienciosos, carinhosos e caridosos, os nossos defeitos
“desaparecem”, mas quando voltamos para nossa vida cotidiana, aí
as nossas características negativas de personalidade voltam a
manifestar-se. Podemos raciocinar do mesmo modo para
entendermos porque viemos do Plano Astral para cá, de um lugar
"melhor", mais evoluído, para um lugar "pior", menos evoluído.
Quando estamos lá, devido ao estilo de vida vigente, baseado na
igualdade e na fraternidade, nós parecemos “santos” pois os nossos
defeitos não aparecem, permanecem latentes, mas quando
estamos aqui, aí sim, pelas condições socioculturais vigentes, eles
vêm à tona e nós nos confrontamos com o que precisamos curar.
Então, é fácil perceber que viemos para um Plano inferior para
que as nossas inferioridades venham à tona e possamos nos
purificar delas. E o principal trabalho é, então, saber exatamente o
que precisamos curar em nosso Espírito, as nossas imperfeições, e
detectarmos quando elas se manifestam, mas aí surge um
problema, que já comentei antes: a maioria de nós acredita que tem
razões suficientes para sentir ou manifestar as suas negatividades.
Quem tem raiva de alguém, acredita que tem razão de ter essa
raiva, quem sente mágoa e ressentimento, acredita que são
plenamente justificados esses sentimentos, quem é medroso,
acredita realmente na força do seu medo, quem é tímido, acredita
plenamente em sua incapacidade de manifestar-se, quem é
orgulhoso, vaidoso, egocêntrico, acredita realmente em sua
superioridade, quem é materialista, acredita firmemente no valor
das coisas materiais, e assim por diante.
O maior obstáculo à evolução é que a nossa persona sempre
acredita que tem razão em seus raciocínios! O nosso Ego, sempre
acha que tem razão.
A Psicologia tradicional diz que nós começamos nessa vida,
isso quer dizer que nascemos puros, éramos perfeitos, e vai
procurar, então, lá no "início", quem ou o quê nos estragou... Ela
parte de uma base equivocada, que é um início que não é início,
pois não começamos nossa vida na infância, nós somos um Espírito
e estamos continuando nela uma jornada iniciada há muitíssimo
tempo, tanto tempo que nosso Inconsciente até adentra o reino
animal, o vegetal e o mineral! No dia em que a Psicologia incorporar
a Reencarnação, ela começará realmente a entender o ser humano,
e descobrirá que a infância é uma continuação e não um começo.
Para que possamos saber por que nosso Espírito reencarnou,
precisamos assumir as nossas inferioridades e aceitá-las como
nossas, correlacionando os fatos "negativos" que acontecem em
nossa vida, da infância até hoje, com a maneira negativa que nós
sentimos e reagimos a eles. Aí encontraremos o que viemos aqui
fazer, curar em nosso Espírito, pois os fatos são os fatos, mas o que
fazem emergir de imperfeito em nós, revela a finalidade de
estarmos novamente aqui, a finalidade da nossa atual encarnação.
Se os fatos nos provocam mágoa e ressentimento, eles estão
mostrando que viemos curar mágoa e ressentimento, se provocam
raiva e agressividade, nos mostram que viemos curar raiva e
agressividade, se provocam medo ou retraimento ou sensação de
incapacidade, ou qualquer outro sintoma negativo, aí está o motivo
da encarnação. Uma pessoa muito materialista, apegada ao
dinheiro e aos bens materiais, revela que seu Espírito reencarnou
para curar essa postura fútil e superficial e aprofundar-se nos
verdadeiros valores do amor e da caridade. O distraído, aéreo, veio
para curar esse tipo de fuga, para aterrar. E assim, com qualquer
característica inferior, egoica, nossa, desde as mais graves até as
mais inofensivas.
Podemos afirmar que o que mais importa em uma encarnação
é a maneira inferior com que reagimos aos fatos, e se essa maneira
repete-se, aí está, sem dúvida, o que veio ser curado. Muitos de
nós, antes de reencarnar, no Astral superior, vamos antevendo a
atual encarnação, nos grupos de estudos e nas conversas com os
Orientadores, e lá sabemos exatamente o que viremos tentar curar
nessa passagem. Nós sabemos quem serão nossos pais, se
viremos em uma família rica ou pobre, se viremos numa "casca"
branca ou negra, etc., etc., e então é perda de tempo ficarmos
brigando com os fatos "negativos" da nossa infância, com
características desagradáveis de personalidade de nosso pai ou
nossa mãe, como se não soubéssemos o que encontraríamos aqui!
E por mais negativos que pareçam os fatos da nossa infância, tudo
está, potencialmente, a nosso favor, pois visa o nosso progresso, a
nossa cura, a nossa purificação, ao nos mostrarem nossos defeitos.
Mas raras pessoas atingem os seus objetivos pré-reencarnatórios,
porque não entendem realmente o que é Reencarnação, mesmo
grande parte dos reencarnacionistas.
E o que devemos curar em nós? Todos os tipos de
comportamento, de raciocínios, de características de personalidade,
que nos diferenciam dos nossos irmãos mais evoluídos do Plano
Astral, dos Mestres, dos Orientadores. Eles estão lá em cima, num
lugar de frequência vibratória mais elevada, o que nós temos e eles
não têm mais, são as impurezas e as imperfeições, das quais
viemos nos libertar. O nosso caminho ruma para o retorno à
Perfeição e eles nos sinalizam o rumo, mas para isso é preciso que
não culpemos nada e ninguém e entendamos que as nossas
imperfeições são coisas nossas, que nos acompanham há muito
tempo, há muitas encarnações, e se isso acontece, é porque não
temos realmente aproveitado nossas encarnações para nos
libertarmos delas, nos curarmos, nos purificarmos.
Temos sido muito incompetentes na nossa evolução espiritual,
pois geralmente lidamos melhor com o terreno, o material. A regra
de ouro é: ante um fato desagradável, devemos ficar atentos ao que
emerge de negativo de dentro de nós, aí está a inferioridade que
veio ser eliminada. Se acreditarmos que temos razão para
sentirmos essa imperfeição, devemos entender que esse raciocínio
está vindo do nosso eu inferior, uma fonte nada confiável... Os
nossos eus inferiores sempre acham que têm razão para sentir e
manifestar raiva, mágoa, tristeza, medo, etc., enquanto que, lá de
cima, os nossos Eus Superiores ficam nos observando, aguardando
que acordemos, e ante as situações que fazem nossas
imperfeições aparecerem, aproveitemos para nos curarmos delas,
entendendo que essas situações aparentemente negativas, são
potencialmente positivas para a nossa evolução espiritual.
4. A ilusão dos rótulos das "cascas"

Enquanto as Psicologias tradicionais, que iniciam seus


raciocínios na infância, trabalham em cima das relações familiares,
como pai-filho, mãe-filho, irmão-irmão, etc., a Psicoterapia
Reencarnacionista lida com a ilusão que permeia essas relações e
o Karma entre as pessoas. Devemos afirmar que nosso pai é nosso
pai ou que está nosso pai? Nas encarnações passadas ele pode ter
sido nosso filho, nosso patrão, nosso escravo... E nossa mãe, ela é
nossa mãe ou está nossa mãe? E nós somos homens ou mulheres
ou desta vez reencarnamos homem ou mulher? Somos brasileiros
ou dessa vez reencarnamos aqui? Somos brancos, ou negros, ou
dessa vez viemos nessa cor de pele? Tudo é temporário e
precisamos retirar o véu que encobre a verdade, nos ligando
firmemente ao nosso aspecto eterno: a nossa Essência. Somos
seres eternos, evoluindo nesse planeta, irmãos de jornada,
separados pela ilusão dos rótulos das nossas cascas. Quando
entendermos realmente isso, desaparecerão as diferenças entre
nós, pois elas não são reais, e sim apenas aparentes. Nós não
somos o que parecemos ser, nós estamos ali dentro.
As Psicologias que lidam apenas com essa "vida" pretendem
auxiliar as pessoas a aproveitarem a vida, tornarem-se mais
saudáveis, produtivas e felizes, e, muitas vezes, conseguem. Elas
são relativamente eficazes para auxiliar as pessoas a lidarem com
suas mazelas e conflitos, mas muitas vezes prendem as pessoas
nos raciocínios conflitados e equivocados da infância, pois não
lidam com o Karma, com a finalidade de virmos perto de alguém,
em uma certa família, em uma certa classe social, etc. A nova
Psicologia da Reencarnação lida com o profundo e o permanente, e
o real aproveitamento da encarnação. E trabalha com a busca da
purificação, as tentativas de harmonização e resgate entre Espíritos
(Consciências) conflitantes, e outras questões referentes a essas
descidas para a crosta terrestre, que temos chamado
equivocadamente de “vida”. E muitas vezes, aproveitar a "vida" é
desperdiçar a encarnação.
Algumas vezes descemos para curar imperfeições de nossa
personalidade que nem são consideradas sérias, como, por
exemplo, introversão, timidez, preguiça, medo, etc. Uma pessoa
descobriu nas sessões de regressão que vem reencarnando há
cerca de 3.000 anos para curar a introversão Muitos descem para
curar características muito inferiores de sua personalidade, como
orgulho, vaidade, autoritarismo, desonestidade, etc., outros já mais
evoluídos vem para curar pequenas negatividades. Para a melhoria
ou a cura de qualquer inferioridade espiritual são necessários
gatilhos terrenos que as façam eclodir, pois já vêm conosco, são
congênitas, e aí entra a aproximação com outros Espíritos (com
rótulos de pai, mãe, irmãos), certas situações aparentemente
negativas durante a vida, etc. E lidar com isso sob o ponto de vista
reencarnacionista ajuda-nos a retirarmos o véu da ilusão, enquanto
que lidarmos com as mágoas, as raivas, com um raciocínio míope,
limitado, geralmente faz com que não consigamos sair das
armadilhas da encarnação.
A Regressão Terapêutica, uma das principais ferramentas
utilizadas na Psicoterapia Reencarnacionista, está abrindo uma
porta para o nosso passado. Com ela, temos encontrado respostas,
e a cura, para inúmeros problemas, dramas, traumas, fobias,
pânico, etc., que têm sido analisados incorretamente, medicados
com psicotrópicos que não curam, apenas remediam, e encontrado
a nós mesmos, em outras encarnações, muito parecidos com hoje.
A Psiquiatria do futuro irá pesquisar o que são essas vozes
que muitas pessoas afirmam escutar, e esses seres ou vultos que
elas afirmam enxergar, além das ressonâncias das encarnações
passadas e as personalidades que emergem de lá, e que não
podem ser entendidas, a não ser com uma linha de raciocínio e
pesquisa que investigue realmente o Inconsciente. O Dr. Freud
deve estar muito satisfeito, pois a sua ação pioneira e
revolucionária, agora sim, irá alçar voo. Ele investigou o
Inconsciente, nós estamos entrando firmemente nele.
DOCUMENTO PARA AS CASAS E FEDERAÇÕES ESPÍRITAS

A Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista


manifesta a sua profunda preocupação com o rumo que a Terapia
de Regressão vem tomando no Brasil e no mundo. Essa terapia já
mostrou que não é um modismo, está estabelecida, sendo praticada
por muitos médicos, psicólogos e psicoterapeutas no Brasil e em
vários países, como se pode observar na literatura, na Internet e
nos Congressos e Eventos nacionais e internacionais de TVP.
A nossa preocupação, que vem ao encontro da maior
contestação, com absoluta razão, que essa Terapia de Vidas
Passadas recebe de dirigentes e pessoas ligadas ao Espiritismo,
diz respeito à interferência e à infração que uma certa parcela dos
terapeutas de regressão comete em relação a uma Lei Divina: a Lei
do Esquecimento.
O Método que utilizamos permite conciliar o aparentemente
inconciliável: a Terapia de Regressão com a Lei do Esquecimento.
Nesse sentido viemos fazendo uma integração com Casas e
Federações Espíritas, visando um amplo debate entre o Espiritismo
– e uma de suas bandeiras que é o respeito à Lei do Esquecimento
- e os profissionais da área da saúde, praticantes, ministrantes de
Curso de TVP, diretores e membros de Associações e Institutos de
Terapia de Regressão, a respeito desse tema.
A Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista
tem, como uma de suas principais diretrizes, um absoluto respeito
pela Lei do Esquecimento, ou seja, realizamos Regressões
obedecendo a Lei do Esquecimento, conforme cita o “Livro dos
Espíritos”, na questão 399 a respeito do “Esquecimento do
passado”:

“Mergulhando na vida corpórea, perde o Espírito,


momentaneamente, a lembrança de suas existências
anteriores, como se um véu as cobrisse. Todavia, conserva
algumas vezes vaga consciência e lhe podem ser reveladas.
Esta revelação, porém, só os Espíritos superiores
espontaneamente lhe fazem, com um fim útil, nunca para
satisfazer a vã curiosidade.”

O nosso Método regressivo obedece fielmente essa


determinação. Ele consta dos seguintes aspectos básicos:
1º) O direcionamento da Regressão (recordação do passado) é
totalmente decidido e dirigido pelos Mentores Espirituais das
pessoas, sendo que o nosso psicoterapeuta não induz, não sugere,
não sugestiona, não hipnotiza, não comanda e não conduz o
processo regressivo, e, sim, apenas ajuda a pessoa a relaxar o seu
corpo físico (meditação), para colocar-se ao acesso dos seus
Mentores Espirituais, sem dirigir o retorno da memória, sem decidir
o que a pessoa vai acessar e sem atender aos desejos e anseios
desta em relação ao seu passado, nem sequer o motivo de sua
consulta, sua queixa (física ou psicológica), muito menos alguma
curiosidade sua. A atuação do psicoterapeuta, no nosso Método, é
na fase inicial (Meditação), enquanto que as vidas passadas que irá
acessar ficam totalmente a critério do Mundo Espiritual.
2º) Nunca é incentivado o reconhecimento de pessoas no passado,
para não infringir a Lei do Esquecimento.
3ª) A pessoa é incentivada a recordar a vida passada que seus
Mentores lhe disponibilizaram, até o momento de sua morte, o seu
desencarne, a subida para o Mundo Espiritual (periodo inter-vidas)
até todas as ressonâncias da vida terrena terem desaparecido e
estar sentindo-se muito bem (Ponto Ótimo).
4º) Ao final da Regressão (no Ponto Ótimo) frequentemente ocorre
o recebimento de orientações, conselhos e instruções para sua vida
atual.

O objetivo da Psicoterapia Reencarnacionista - a Terapia da


Reforma Íntima – é, através de um tratamento de alguns meses,
ajudar as pessoas, com consultas semanais ou quinzenais, de 1
hora de duração, e 3 ou 4 sessões de regressão (2 horas em
média), a encontrarem o que André Luiz chama de “Personalidade
Congênita”, em “Obreiros da Vida Eterna”, pág. 32-34, numa
palestra do Dr. Barcelos, psiquiatra desencarnado, no Nosso Lar:

“Precisamos divulgar no mundo o conceito moralizador da


Personalidade Congênita, em processo de melhoria gradativa...
Faltam às teorias de Sigmund Freud e seus continuadores a
noção dos princípios reencarnacionistas... As noções
reencarnacionistas renovarão a paisagem da vida na crosta da
Terra, conferindo à criatura não somente as armas com que
deve guerrear os estados inferiores de si própria, mas também
lhe fornecendo o remédio eficiente e salutar... Falta aos nossos
companheiros de Humanidade o conhecimento da
transitoriedade do corpo físico e o da eternidade da vida, do
débito contraído e do resgate necessário, em experiências e
recapitulações diversas.”

Essa noção da Personalidade Congênita que o Dr. Barcelos


pede que se divulgue pela crosta terrestre, é a nossa personalidade
das vidas passadas nesses últimos séculos, é a personalidade que
apresentamos desde que nascemos, o que diferencia um irmão de
outro, numa mesma família, e é onde se encontra e se identifica a
nossa proposta de Reforma Íntima. Por isso ele pede e nós
estamos seguindo a sua orientação, que essa noção seja difundida
na Terra, para que as pessoas saibam para o que reencarnaram,
baseando-se nela. Essa é o pilar básico da Psicoterapia
Reencarnacionista e é onde encontramos nossa proposta de
Reforma Íntima, a finalidade dessa nova Escola.Mas como
podemos ajudar as pessoas a encontrarem a sua Personalidade
Congênita? Através das 2 ou 3 sessões de regressão que
oportunizamos durante o tratamento, em que os seus Mentores
escolhem as vidas passadas que irá acessar.
Como se fosse no Telão que existe no Mundo Espiritual,
comandado pelos Mentores das pessoas, aqui na Terra temos a
Regressão, que deve ser, obrigatoriamente, também comandada
por eles. A finalidade principal da Regressão, para a Psicoterapia
Reencarnacionista, é oportunizar que a pessoa possa ver, na sua
tela mental, como era a sua personalidade, a sua maneira de ser
em encarnações passadas, para se comparar como é hoje, e saber
então quais as suas inferioridades, as suas imperfeições, que vem
mantendo nesse tempo todo, entender para o que vem
reencarnando nesses últimos séculos e para o que reencarnou
dessa vez, ou seja, qual a sua proposta de Reforma Íntima.
O que diferencia a Psicoterapia Reencarnacionista da TVP é
que, para essa, a finalidade clássica é o esvaziamento de suas
emoções e sentimentos de lá, através da repetição do fato
traumático, catarse, reprogramação etc., enquanto que nós
queremos ir mais além: que encontrem a sua Personalidade
Congênita e aí o entendimento de sua proposta de Reforma Íntima.
A Psicoterapia Reencarnacionista é uma nova Psicologia,
baseada na Reencarnação, que tem a finalidade de colaborar na
aceleração da evolução espiritual da humanidade. No período
intervidas, recordamos para o que havíamos reencarnado na última
descida para a Terra e as frases mais ouvidas lá são: “Ah, se eu
lembrasse...” e “Ah, se eu soubesse...”
Pois bem, é chegada a hora de lembrarmos aqui, de
sabermos aqui, durante a vida encarnada, para o que
reencarnamos, qual nossa proposta de Reforma Íntima, a fim de
realmente aproveitarmos essa passagem, no sentido da evolução
espiritual.É importante salientar que as situações kármicas
interpessoais, o que houve entre pais e filhos, entre irmãos, etc., em
outras vidas, não é mostrado pelos Mentores no nosso Método de
Regressão, ou seja, as curiosidades das pessoas em saberem o
que foram, quem elas e o pai, a mãe, o namorado, a namorada, o
marido, a esposa ou algum filho, foram em vidas passadas, não é
atendido pelos seus Mentores, que focam na sua Personalidade
Congênita, ou seja, as pessoas vêm como foram nas vidas
passadas que acessam, de acordo com a orientação do Dr.
Barcelos.
Agradecemos a atenção e nos colocamos à disposição para
conversarmos sobre o assunto.
OS DIREITOS DOS ALUNOS DO CURSO DE FORMAÇÃO EM
PSICOTERAPIA REENCARNACIONISTA
E REGRESSÃO TERAPÊUTICA

A Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista


(ABPR) apoia os Ministrantes do Curso de Formação em
Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica. Os
Ministrantes são ex-alunos que auxiliaram, no mínimo, em 2 (duas)
turmas subsequentes, como monitores júniors e monitores sêniors e
depois de convidados pelo seu Ministrantes realizaram uma Banca
e foram aprovados pela maioria dos demais Ministrantes. A ABPR
estabelece um Programa de Curso com um Conteúdo Programático
e Exercícios em Grupo que é cumprido fielmente nos Cursos de
Formação e os Ministrantes atém-se a esse Conteúdo, na ordem
estabelecida, e realizam nas aulas todos os Exercícios em Grupo. O
Ministrante fornece ao aluno o Termo de Compromisso Ético em 2
(duas) vias, em que ambos assinam, ficando uma cópia com o
Ministrante e outra com o aluno.

Os Cursos de Formação têm todos o mesmo formato,


independentemente do Ministrante responsável. O Conteúdo
Programático é transmitido integralmente seja no formato de 12, 18
ou de 24 meses, dependendo do número de alunos. São ensinados
todos os princípios teóricos da Psicoterapia Reencarnacionista e
realizados várias vezes exercícios de 1ª consulta e reconsultas, em
duplas de alunos, com a supervisão do Ministrante e dos monitores.
São realizadas as Regressões nos alunos, individuais, em cama ou
colchonetes confortáveis, com os demais alunos divididos em
pequenos grupos, sentados a uma distância de aproximadamente 1
a 2 metros, assistindo e aprendendo; essas regressões são, ao
início do Curso, de responsabilidade do Ministrante e dos monitores
sêniors (ou de monitores júniors, se não houver um número
suficiente de sêniors para a demanda, desde que os júniors estejam
capacitados para tal). A partir da metade do Curso,
aproximadamente, os alunos começam a praticar as regressões uns
nos outros, sob supervisão individual do Ministrante e dos
monitores. Ao final das regressões, é reunido o grande grupo ou
mini-grupos e elas são comentadas pelos alunos que receberam
esse benefício e por quem auxiliou seus Mentores no processo;
nessa conversa em grupo, o Ministrante ou o monitor responsável
aproveita para ensinar, a partir das regressões, a teoria da
Psicoterapia Reencarnacionista e os aspectos teóricos e práticos da
Regressão Terapêutica.
Todos os alunos dos Cursos têm o direito de receber 4 ou 5
sessões de regressão, ou mais, e auxiliar os Mentores no mesmo
número de sessões, nas aulas e nos Grupos de Estudos (se
houver). O Ministrante controla esse aspecto mas no caso de um
aluno sentir-se prejudicado por estar recebendo menos regressões
do que seus colegas ou auxiliando os Mentores em menor número
que os demais, deve procurar o Ministrante e comentar com ele,
que tomará providências imediatas para que isso seja corrigido.

Todos os alunos devem aprender a realizar a 1ª consulta e as


reconsultas do Tratamento com a Psicoterapia Reencarnacionista
para que possam, após formados, trabalharem profissionalmente
em seu consultório com essa Terapia ou gratuitamente em seu
Centro Espírita ou Espiritualista. No caso de um aluno sentir que
não está aprendendo adequadamente a conversar com as pessoas
sobre a Psicoterapia Reencarnacionista e encaminhar o
Tratamento, deve procurar seu Ministrante e comentar com ele a
respeito, que tomará para si a responsabilidade de melhor ensinar o
aluno nesse aspecto.

Todos os alunos devem, ao final do Curso, julgar-se aptos a


auxiliar os Mentores das pessoas nas regressões, mesmo que
entendam que a prática é que os tornará mais capacitados para
isso. No caso de, na 2ª metade do Curso, um aluno julgar que não
está aprendendo sobre a prática da Regressão Terapêutica como
esperava, sentir-se inseguro ou incapaz de realizar esse
procedimento, deve procurar seu Ministrante que intensificará esse
aprendizado com esse aluno.

Todos os alunos devem, durante o Curso, ir entendendo a sua


Personalidade Congênita a partir da recordação de suas
encarnações passadas e com isso relembrando a sua proposta de
Reforma Íntima. No caso de um aluno na 2ª metade do Curso
entender que isso não está claro para si, deve procurar seu
Ministrante para comentar a respeito, que tomará providências para
que isso concretize-se, a seu cargo ou de um monitor sênior ou um
júnior capacitado para tal.

A utilização do Manual para Regressão é obrigatória e todas


as regressões em aula e nos Grupos de Estudos devem ser
realizadas com o Manual. O Ministrante, os monitores e, mais
adiante, os alunos em formação, utilizam o Manual, com a leitura
fiel da Meditação inicial e a utilização das Táticas, quando essas
forem necessárias. Na Meditação inicial, a leitura é exatamente
como está no Manual, nenhuma palavra pode ser alterada. A
utilização do Manual, além de manter a fidelidade ao Método ABPR,
é um exercício de humildade, obediência e submissão ao Mundo
Espiritual. Quando os alunos começarem as duplas permanentes, o
Manual é fornecido para que estudem em casa as diversas fases de
uma regressão e as inúmeras Táticas para todas as dificuldades
que podem ser encontradas.

Todas as regressões nas aulas e nos Grupos de Estudos


devem terminar quando o aluno já recordou o final da encarnação
passada acessada, a sua morte, o seu desencarne e a sua subida
para o Mundo Espiritual (período intervidas), até o momento que
chamamos de “Ponto Ótimo”, em que todas as ressonâncias da
vida passada anterior tenham já passado, sejam de ordem “física”
ou psicológica e os seus Mentores tenham tido a oportunidade de
lhes transmitir ensinamentos, orientações e conselhos para sua vida
atual.

Todos os Ministrantes têm o dever de cumprir esse aspecto


das regressões fielmente bem como os monitores sêniors e júniors,
mas como torna-se, às vezes, difícil esse controle em cada sessão,
pois ocorrem várias regressões concomitantemente nas aulas e os
Grupos de Estudos são realizados durante o mês, se um aluno
perceber que as suas regressões ou de seus colegas não vêm
tendo esse aspecto respeitado por quem está auxiliando os
Mentores, deve comunicar-se com a diretoria, através do e-mail:
fale@portalabpr.org

Os alunos têm o direito de receber amor, atenção e serem


respeitados pelo seu Ministrante e pelos monitores de Curso, bem
como fazerem parte do Grupo dos alunos na Internet (Google
groups), através do qual receberão uma atenção especial que os
façam sentirem-se integrados à turma e participantes ativos do
Curso. Os Ministrantes recebem a orientação por parte da Diretoria
Acadêmica da ABPR de comunicarem-se com bastante frequência
(2/3x/mês) com seus alunos e ex-alunos através do Grupo na
Internet, enviando material didático do Curso, casos clínicos,
audições de regressão para estudo, informações sobre as aulas,
etc. No caso dos alunos e dos ex-alunos sentirem-se
desconsiderados ou abandonados por seu Ministrante em relação a
esse aspecto, devem comunicar-se com a direção da ABPR, que
tomará providências a respeito.

Os alunos têm o direito de receber seu Certificado de


Conclusão do Curso no derradeiro Módulo, no caso de terem tido,
no mínimo, 75% de presença nos Módulos e estarem em dia com
todas as suas mensalidades.

O principal em um Curso de Formação em Psicoterapia


Reencarnacionista e Regressão Terapêutica é o aluno, cada um é o
foco principal da realização do Curso. E cada aluno deve receber
uma atenção especial por parte do seu Ministrante, tanto durante as
aulas como durante o mês. O aluno tem deveres (frequência,
atenção, empenho, dedicação, estudo, etc.) e direitos (todos eles
especificados nos Manuais e nos textos à disposição na Área do
Aluno no Portal da ABPR).

Os alunos podem acessar o Manual do Ministrante na Área do


Aluno no Portal ABPR, para saberem qual o procedimento
recomendado para esses profissionais e o que devem exigir durante
o Curso.
Os alunos podem acessar o Código de Ética Profissional na
Home do Portal da ABPR.
Os alunos podem acessar o Estatuto da ABPR na Home do
Portal.

O Ministrante têm o dever de exigir o cumprimento dos


deveres de cada aluno, em benefício dele mesmo, e um aluno tem
o direito de exigir o cumprimento dos deveres do seu Ministrante e
dos Monitores do Curso, também em benefício deles mesmos.
EXERCÍCIO - SIMULAÇÃO DE PLANO ASTRAL

É um exercício de imaginação, em que, todos em círculo, de


olhos fechados, ninguém deve levantar, ir ao banheiro, ir tomar
água ou café, se não o exercício perde a força, após a meditação
inicial, o coordenador do trabalho cria uma situação hipotética (sem
referir o que seja) em que, de repente, aconteceu alguma coisa...
uma tragédia... ruído de ambulâncias chegando, nossos amigos,
familiares, bombeiros... e vemos nosso corpo... vemos Seres claros
nos ajudando.... nos dizendo para ir com eles... mas estamos
vivos......................... o que está acontecendo?................. o que
aconteceu?..............................
E aos poucos vamos entendendo que nada mais podemos
fazer, morremos... vamos aceitando ajuda dos Seres claros... eles
vão nos ajudando a subir, vamos subindo............. vemos a situação
lá em baixo................ foi um acidente, uma tragédia.................
vamos subindo............. Vamos indo................. Vemos uma Luz
muito forte lá em cima................ pessoas vindo nos alcançar, alguns
nos acenando.............. nos dando boas-vindas.............. vamos
entrando num lugar muito claro.............. alguns de nós são
conduzidos para um local de atendimento............... outros ficam
num jardim............... não nos conformamos............ sentimos a dor,
a tristeza, de quem ficou lá em baixo............. a nossa família, os
nossos amigos................... Não queríamos que fosse
assim.................. Mas, o que fazer?
Vamos ficando nesse lugar........... ali é bom, mas não
queríamos estar ali.............. tantas coisas íamos fazer.................
tantos projetos................. aquele Curso que íamos nos
inscrever............... aquele que ficou pela metade............. agora que
íamos melhorar nossa relação com o nosso pai, com a nossa
mãe............... que íamos dar mais atenção aos nossos
filhos............. íamos melhorar nossa relação com aquela
pessoa.....................
Depois de um tempo, vamos melhorando, nos conformando,
melhorando........... mas ainda não aceitando bem o que aconteceu,
não queríamos ter morrido........... logo agora, tanta coisa para fazer,
tantos planos.................
Vem uma pessoa que nos diz que estamos sendo convidados
para uma reunião com um Orientador............ para conversarmos,
analisarmos a encarnação que findou........... Nós vamos com ele,
nos reunimos, em círculo............. escutamos o que o Orientador
tem a nos dizer............... ele diz para fazermos uma avaliação da
vida que findou............ O que estamos vendo agora diferente do
que víamos quando estávamos lá embaixo............. O que iremos
planejar para a nossa próxima descida............... Que infância
iremos necessitar? fazer uma avaliação da encarnação que
findou................ para irmos planejando a próxima............... ele pede
para todos nós, em silêncio, fazermos essa avaliação, então vamos
fazer.
Nesse momento, dá-se um tempo de 2 a 3 minutos, para cada
um fazer a sua avaliação da encarnação que findou. Depois, o
coordenador informa que cada um vai falar de sua avaliação,
começa a fazer a sua própria avaliação, todos sempre em silêncio,
sentados, de olhos fechados, e ao final dela, toca suavemente com
a mão direita na perna esquerda da pessoa à sua direita, que faz a
sua e assim sucessivamente... O tempo todo falando no passado,
como foi a vida lá embaixo, o que poderíamos ter feito mais...
melhor... com quem poderíamos ter-nos harmonizado... como
poderíamos ter aproveitado melhor a encarnação que findou, no
sentido da evolução espiritual... o que faríamos se estivéssemos
ainda encarnados etc. São feitos dois ou três rounds.
Embora o coordenador do trabalho participe também do
exercício, ele é o responsável pela sessão, e deve ter o cuidado de
manter a conversa como se todos estivessem realmente no
passado, no Plano Astral. Por exemplo, se necessário, repetir a
frase do aluno colocando no passado... Se o aluno fala: “Eu preciso
mesmo melhorar minha relação com minha mãe...”, deve corrigir:
“Sim, na tua próxima encarnação, se a encontrares lá embaixo,
novamente, como serás com ela?”. Mas deve lembrar-lhe que,
provavelmente, não irá lembrar-se dessa decisão tomada “aqui no
Astral”... Se a pessoa fala que deve esforçar-se mais, fazer um
concurso, melhorar sua situação financeira, deve falar a ele(a) que
agora, “aqui no Astral”, é importante que tome essa decisão, mas
que, quando encarnar novamente, isso ficará escondido dentro do
seu Inconsciente.
Deve criar um clima de veracidade, que todos estamos
mesmo desencarnados, para que aflore a conscientização, a
vergonha, o arrependimento, e para que, quando começarmos a
falar, mais para o final de sessão, que felizmente ainda estamos
encarnados, que podemos então materializar as nossas decisões,
isso seja um motivo de alívio e de vontade de realizarmos o que
falamos!
Depois de uma, duas ou três rodadas de avaliação
(dependendo do nº de alunos), deixamos um tempo em silêncio e
falamos que chegou uma pessoa e nos informou que aconteceu
algo diferente, que raramente acontece, que Deus informou que
podemos pedir a Ele que permita que possamos voltar para a nossa
vida lá na Terra, que lá em baixo passou apenas uma fração de
segundos, mas que, para isso, precisamos conversar com Ele em
nossa mente, pedir isso, convencê-lo a nos deixar voltar nessa vida
mesmo, explicar por que queremos voltar, para o que queremos
retornar, qual a importância disso, para nós, para os outros, para a
sociedade... Então, vamos conversar com Deus, pedir para Ele
deixar voltarmos para essa vida mesmo (e ficamos mais alguns
minutos em silêncio).
Depois de um tempo, falamos que nos informam que Deus
consentiu, que isso é raro, mas Ele, como nosso Pai, permitiu que
pudéssemos retornar na mesma vida, para fazermos lá em baixo o
que nos comprometemos com Ele. Que alguns não foram muito
convincentes, mas Ele permitiu assim mesmo que todos nós
retornemos para a Terra.
E podemos então ir nos encaminhando para a saída... as
pessoas nos sorriem, nos desejam boa sorte... nos dizem que em
breve vão reencarnar... poderemos nos encontrar lá em baixo... ou
que quando nós desencarnarmos poderemos, quem sabe, nos
encontrar novamente aqui em cima (sempre falando no passado), e
vamos indo... vemos a saída... começamos a sair, vamos
descendo... passando por essa zona escura... todos juntos, uns
perto dos outros... Já vamos vendo a Terra aqui de cima, vamos nos
aproximando... Vamos vendo o Brasil, a nossa cidade, o lugar do
tragédia... Vemos as pessoas lá, estamos procurando o nosso
corpo... os nossos amigos, a nossa família... todos lá, chorando,
rezando... vamos entrando no corpo... realmente passou apenas
uma fração de segundo... e podemos ir abrindo os olhos...
O coordenador fala que todos podem ir abrindo os olhos, mas
não levantar, e diz: Bem, isso foi só uma simulação, mas um dia vai
ser pra valer... E aí tudo fica pra próxima... Vamos então agora,
cada um, dizer o que prometeu a Deus, por que pediu a Ele para
retornar, para o quê... E começa a falar de si e depois cada um,
sempre pela direita, vai falando.
O exercício leva de 1 a 2 horas e o tempo todo
permanecemos de olhos fechados. É conveniente, antes de
começar, quem quiser ir ao banheiro ou tomar água, para não
levantarmos durante o exercício e conferir que os telefones
celulares estejam desligados ou no silencioso, bem como os
telefones da clínica ou do local onde está sendo realizado o
exercício.