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7/21/2015 La creación del mundo | Caminar por la playa

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TRANSCRIÇÃO DO “PORANDUBA”- Escuela Granada. Facilitadora Nicia Grillo. 2012. Río de
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No começo de tudo, quando não havia tempo ainda, havia Yamandu. Yamandu é “o silêncio que Buscar
Origen, Palabra, Ritual,
Sabiduría, Símbolo, Ser tudo ilumina”, é o ancestral de todos os ancestrais. Num determinado dia, dentro da própria
humano, Sol, TIempo, Tierra, luminosidade Yamandu, que é mais que qualquer sol, Yamandu quis conhecer a dimensão de si
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mesmo. Foi quando ele se encolheu, dentro do Grande Início, e recolheu dentro de si mesmo e viu
que era vasto. Yamandu quis conhecer toda a dimensão de si, então se transformou numa coruja. Cómo es el mundo según los Sioux
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Não essa coruja que nós vemos agora, mas a coruja primordial. E como coruja Yamandu se viu La lluvia que va a llegar (Franco Rivero)
dentro da Grande Noite e viu que era vasto. Yamandu queria conhecer a sua altura, o seu Razones (Dani Umpi)
comprimento, então se transformou num colibri: Mainu, na língua guarani. E como Mainu, o colibri, De la escritura (Roberta Iannamico)
La creatividad (Jorge Leónidas Escudero)
Yamandu conseguiu voar velozmente em todas as dimensões de si: voou acima, abaixo e ao
centro. E viu que era vasto. Então Yamandu, o silêncio sagrado, luminoso, quis conhecer a
totalidade de si, foi quando se recolheu dentro de si mesmo e se transformou num gavião real,
Categorías
Macauã. E com Macauã ele voou na mais longe das alturas e viu a totalidade de si. Então ele
pensou: “Precisamos criar mundos”. Acciones (160)
Foi então que ele cantou e do seu canto as estrelas começaram a nascer. E ele cantou, cantou e Abrir (21)
cantou, até quando num determinado momento ele disse: Bailar (9)
Beber (2)
– Os mundos todos estão criados.
Callar (7)
Foi então que ele se recolheu dentro de si mesmo e se transformou num Grande Sol. E do ventre
Caminar (5)
desse Grande Sol, Coaracy, é que nasceu Tupã. Tupã, nascido do próprio coração de Yamandu,
Cantar (27)
começou a cantar ajudando Yamandu a criar os mundos. Comer (1)
Mas um dia Tupã sonhou com a nossa Mãe Terra. Foi quando ele criou do seu próprio Correr (1)
pensamento um petenguá. Petenguá é um cachimbo sagrado. E através do petenguá ele soprou o Cortar (1)
espírito da futura Mãe Terra. E o espírito da futura Mãe Terra ficou viajando pelo espaço, se Creer (5)
alongando, se transformou numa serpente luminosa e prateada. Até o momento em que ela Dar (3)
Decir (7)
escolheu um lugar e disse:
Dejar (1)
– É aqui.
Descansar (4)
E naquele lugar ela se enrodilhou e adormeceu. Ela se transformou numa tartaruga, um imenso
Detenerse (30)
jabuti. Dibujar (4)
Algum tempo depois Tupã foi seguindo o rastro do espírito da Terra que havia sido deixado pelo Escuchar (24)
espaço, no grande céu, até chegar ao lugar onde havia escolhido para adormecer e sonhar. Tupã Esculpir (2)
olhou e no casco da grande tartaruga desenhou as futuras montanhas, os futuros vales, os futuros Extrañar (4)
rios, desenhou as futuras cachoeiras. E pensou: Intercambiar (8)
Jurar (1)
“É preciso pôr alguém ali para continuar a Criação. Eu tenho muitas tarefas para fazer”.
Leer en voz alta (12)
Então Tupã, do seu próprio coração, criou o nosso primeiro ancestral, Nhanderovussu, o primeiro
Llorar (1)
ser humano. Só que naquele tempo ele era alado. Nós o chamamos também de Avadiquaquá, “o Nacer (12)
primeiro adornado”. E quando Tupã disse: “Vai, vai continuar a criação lá na Terra”, nosso primeiro Nadar (4)
ancestral não sabia como andar na Terra, não sabia habitar na Terra. Foi então que ele retornou a Navegar (4)
Tupã e disse: Partir (4)
– Mas eu não sei viver na Terra. Recibir (1)
E Tupã falou: Rezar (3)
Salvar (4)
– Procure as quatro direções. Em cada direção você encontrará um “nhendejara”, um professor,
Sanar (11)
um guia
Sembrar (3)
E Tupã foi embora. Tejer (3)
Nhanderovussu, nosso primeiro ancestral, então voltou à Terra e foi em direção ao Sul. Tocar (1)
E no Sul ele viu uma palmeira azul, Endovidju. Nhanderovussu, nosso primeiro ancestral, foi até a Trenzar (2)
palmeira azul e disse: Alegoría (4)
– Ei , você! Você pode me ensinar alguma coisa sobre viver aqui na Terra? Alma (16)
Endovi disse: Alquimia (2)
Altar (4)
– É claro que eu posso, entra em mim e você vai aprender a viver na Terra.

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Então Nhanderovussu entrou na palmeira e se tornou a própria palmeira. Amistad (24)
Foi quando sentiu pela primeira vez, através das raízes, o que era estar na Terra. E viu que era Amor (140)
muito bom. E foi ficando, foi ficando, foi ficando… Beso (3)
Caricia (1)
Até que um dia Endovidju disse:
Desamor (5)
– Você já aprendeu muito comigo. Pode ir embora.
Ancestros (81)
Nhanderovussu, nosso primeiro ancestral, saiu da palmeira e foi em direção ao Norte. E no Norte Animales (27)
encontrou uma rocha. Ele olhou para Rocha e disse: Caballo (2)
– Você pode me ensinar alguma coisa sobre viver aqui na Terra? Grillo (1)
A rocha disse: Hormiga (1)
– Claro. Entra em mim que você vai aprender. Mariposa (3)
Então Nhanderovussu entrou na rocha e se tornou a própria rocha. E ficou meditando, olhando os Perro (2)
Pez (1)
poentes e os nascentes. Muito, muito, muito tempo depois a rocha disse:
Serpiente (1)
– Você já aprendeu comigo o que tinha que aprender. Pode continuar a sua jornada. Sai.
Arte (22)
Nhanderovussu saiu. E foi em direção ao oeste. Foi quando ele encontrou a primeira onça Cine (4)
ancestral, Yauaretê. Ele disse pra ela: Asombro (6)
– Você pode me ensinar alguma coisa sobre viver aqui na Terra? Azar (26)
Ela disse: Suerte (2)
– Claro. Entra em mim. Árbol (55)
Foi quando pela primeira vez Nhanderovussu sentiu o cheiro da Terra, olhou a Terra com os olhos Madera (3)
Belleza (6)
de onça, pisou na Terra com quatro patas. Andou, depois correu. E viu que era muito bom estar
Bolivia (1)
aqui na Terra. Então Yauaretê, a onça ancestral, disse:
Bondad (1)
– Pronto, você já aprendeu comigo, agora sai. Bosque (4)
E deixou Nhanderovussu no pé de uma montanha, ao leste. Nhanderovussu olhou para o alto da Burbujas (1)
montanha e viu que ali tinha uma gruta, bem no alto, e dessa gruta saía uma luz que lhe chamou a Buscar (14)
atenção. E ele subiu … Calle (1)
Quando chegou no interior da gruta ele viu que essa luz saía de uma serpente prateada, que Caminar (29)
estava sentada, enrolada no chão, e o mirava silenciosamente. Nhanderovussu perguntou: Caminos (1)
Canal (2)
– Quem é você?
Canciones (41)
Ela disse:
Carnaval (1)
– Eu sou o Espírito da Terra. Cartas (10)
– Ah! Então você pode me ensinar alguma coisa sobre viver aqui. Casa (42)
– Mas é claro que eu posso. Puertas (8)
– Então me mostre. Refugio (1)
Então o Espírito da Terra foi recolhendo do próprio chão a poeira e o barro, e foi formando um Ventana (1)
assento: os dois pés … foi formando um tronco, um corpo, uma cabeça, todo de barro. Colocou Círculo (1)
Ceguera (8)
dois cristais no alto da cabeça, umedeceu com as gotas que caíam do alto da caverna e disse
Cielo (16)
para Nhanderovussu:
Estrellas (4)
– Entra aqui que você vai aprender sobre a Terra. Nubes (1)
Nhanderovussu entrou naquele corpo de barro, naquele assento, e foi a primeira vez que ele Ciudad (19)
conseguiu andar sob dois pés. Ele saiu em direção à entrada da gruta porque o sol brilhava lá fora Codicia (5)
e ele viu pela primeira vez, com os olhos de cristal, todo o horizonte, e disse: Colores (21)
– Isso é muito bonito. Isso é muito bonito. Comida (9)
Foi então que Nhanderovussu percebeu que a Terra era maravilhosa e seu coração entoou um Frutas (3)
Naranjas (1)
canto.
Higos (1)
A mãe Terra, que nós chamamos de Nhandessi, disse para ele:
Leche (1)
– Eu preciso te falar algumas coisas. Você tem o poder que vem da própria Terra, a qual você está Conjuros (36)
portando. Você também tem o poder das águas, você tem o poder das pedras e tem o poder das Conocimiento (56)
plantas. Presta atenção nisso. Esse é um presente que eu te dou, quando eu teci esse assento Contemplación (13)
que você porta. Agora você também tem um poder maior, você tem o poder de Tupã. Preste Contemplar (2)
atenção em cada palavra. Tudo que sair da sua boca é um espírito vivo. Coraje (14)
Nhanderovussu agradeceu os ensinamentos da Mãe Terra e ficou pensando em tudo aquilo Cosas (72)
Fuente (1)
enquanto caminhava olhando toda a criação que Tupã havia deixado: as montanhas, o céu, o chão.
LLave (5)
Então de repente ele olhou para o céu azul e disse:
Creatividad (27)
– Arara! Crecer (15)
E da palavra “arara” nasceu a primeira arara, o primeiro pássaro azul. Ele ficou espantado e disse. Crueldad (4)
– Nossa! Araraí! Cuerpo (145)
E nasceu uma arara pequena. Arrugas (1)
– Arararuna! Boca (2)
E nasceu a arara vermelha. Corazón (30)
Gestos (3)
E começou a falar coisas que lhe vinham na cabeça:
Herida (3)
– Tucano! Mainu! Mainuí! Araponga!
Manos (11)
Da sua boca nasceram muitos pássaros. E os pássaros nasciam e voavam. E ele continuou Ojos (12)
andando e experienciando aquela sensação. Ele olhou então para o rio e disse: Pecho (4)
– Pirarucu! Pelo (2)
E nasceu o primeiro peixe. Piel (7)
– Tambaqui! Pies (1)
E outro peixe nascia. Respiración (5)
Rostro (14)
E foi falando muitos nomes que viraram peixes. Muitos e muitos nomes. Ele olhou para o chão e
Sangre (2)
falou:
Transpiración (2)
– Djacaré! Cuidar (14)
E ele olhou para o lado e disse: Danza (10)
– Panambi! Dar (8)
Nasceu a primeira borboleta. Día (3)
E ele foi cantando nomes: Descendencia (12)
– Paca! Tatu! Cotia … Descubrimientos (9)
Deseo (30)
(A cotia não. A cotia veio muito tempo depois.)
Desierto (2)

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E ele foi cantando, cantando, cantando nomes. Até o dia que ele olhou para os lados e viu que Desnudez (6)
estavam todos os seres criados: os seres das águas, os seres do céu, os seres da terra. Destino (57)
Ele voltou até aquela gruta e encontrou novamente com o espírito da Terra e disse: Diablo (1)
Diario de viaje (28)
– Nanhandessi – que é “a Sagrada Mãe” – eu vim te devolver o corpo que você me emprestou,
Dibujo (2)
porque eu aprendi a viver na Terra e porque eu aprendi a criar na Terra.
Dichos (1)
A mãe Terra disse: Dinero (1)
– Não precisa me devolver, fica contigo. É seu para sempre. Dios (48)
Nhanderovussu falou: Dolor (14)
– Não! Mas eu devolvi para a palmeira quando a palmeira me ensinou. Eu devolvi para a rocha Drama (3)
quando a rocha me ensinou. Eu devolvi para a onça quando a onça me ensinou. Educación (54)
Nhandessi, a nossa mãe Terra, falou: Ego (6)
Elementos (258)
– Não, não precisa me devolver.
Agua (122)
Precisa, não precisa … Até que a mãe Terra disse:
Arroyo (4)
– Olha, faz o seguinte: anda mais um pouco pelo mundo, vive mais um pouco a sua experiência Lago (3)
nesse chão, depois quando você realmente cansar você não precisa mais vir até mim; abre um Llanto (12)
espaço em qualquer lugar e entregue esse manto que eu te dei. Lluvia (32)
Então assim foi feito. Nhanderovussu desceu e continuou a cantar. Cantou durante muito tempo, Mar (41)
cantou muitas coisas. Muitas vidas nasceram. E as vidas que foram nascendo foram fazendo Rio (27)
amizade umas com as outras e também com Nhanderovussu. Até um dia em que ele disse: Aire (42)
Brisa (1)
– Agora eu me vou.
Viento (27)
Abriu um espaço numa clareira na floresta, entregou o manto que a mãe Terra havia lhe dado
Fuego (29)
nesse espaço e ficou somente o seu espírito. E voou e se transformou no Sol. Esse Sol que nós Carbón (1)
vemos hoje é Nhanderovussu, nosso primeiro ancestral. Tierra (71)
Emoción (1)
………… Enojo (7)
Erotismo (4)
La creación del mundo. Escatológico (1)
Espacio (33)
En el comienzo de todo, cuando no había ni tiempo todavía, estaba Yamandú. Espejos (18)
Yamandú es el silencio que todo lo ilumina, es el ancestro de todos los ancestros. Estaciones (52)
Un día dentro de su propia luminosidad Yamandú, que es más que cualquier sol, quiso conocer la Invierno (15)
Otoño (17)
dimensión de sí mismo. Fue cuando se encogió dentro del gran inicio y recorrió dentro de sí
Primavera (8)
mismo y vio que era vasto.
Verano (12)
Yamandú quiso conocer toda dimensión de sí entonces se transformó en una lechuza. No esa Exilio (3)
lechuza que nosotros vemos ahora, una lechuza primordial. Y como una lechuza Yamandú se vio Experiencia (28)
dentro de la gran noche y vio que era vasto. Yamandú quiso conocer su altura, y su largo entonces Expresión (38)
se transformó en un colibrí. Mainu en lengua guaraní. Y como colibrí Yamandú consiguió volar Fantasmas (17)
velozmente en todas las dimensiones de sí: voló encima, voló abajo y al centro de sí. Y vio que era Fórmulas (122)
vasto. Aforismo (1)
Anáfora (1)
Entonces Yamandú, que es el silencio sagrado, luminoso, quiso conocer la totalidad de sí, fue
Bendiciones (8)
cuando se recogió dentro de sí mismo y se transformó en gavilán. Macaua. Y como Macaua voló a
Biografía (1)
lo más lejos de las alturas y vio la totalidad de sí. Entonces pensó: Precisamos crear mundos. Celebración (12)
Fue entonces que él cantó y de su canto las estrellas comenzaron a nacer. Y el cantó, cantó y cantó, Comparación (4)
hasta que en un determinado momento él dijo: Los mundos están todos creados. Conjuro (6)
Fue entonces que él se reconoció dentro de sí mismo y se transformó en un Sol Grande. Y en el Declaración (2)
vientre de ese Sol Grande, Coracy, del que nació Tupa. Tupa, nacido del propio corazón de Despedida (12)
Yamandú, comenzó a cantar ayudando a Yamandú a crear el universo. Enigma (21)
Enumeración (14)
Un día Tupa soñó con nuestra Madre Tierra. Fue cuando él creó de su propio pensamiento un Epitafio (4)
Homenaje (5)
petenguá. Petenguá es una pipa sagrada. Y a través de la petenguá sopló el espíritu de la futura
Invocación (6)
Madre Tierra. Y el espíritu de la futura madre Tierra se quedó viajando por el espacio. Alargándose
Llamado (8)
se transformó en una serpiente luminosa y plateada. Hasta el momento en que ella escogió un Pacto (3)
lugar y dijo: Receta (7)
-Es aquí. Repetición (4)
En aquel lugar ella se enrolló adormeciéndose. Rezo (12)
Ella se transformó en una Tortuga, una inmensa tortuga. Saludo (3)
Un tiempo después Tupa fue siguiendo el rastro del espíritu de la Tierra que había dejado por el Suposición (1)
Fútbol (5)
espacio, en el gran cielo, hasta llegar al lugar que había escogido para adormecer y soñar. Tupa
Felicidad (4)
vio en el caparazón de la tortuga los dibujos de las futuras montañas, los futuros valles, los futuros
Flor (29)
ríos, los dibujos de las futuras cascadas. Y pensó: Forma (2)
Es preciso alguien para continuar la creación. Yo tengo muchas tareas que hacer. Fotografías (5)
Entonces Tupa de su propio corazón, creo nuestro primer ancestro. Nhanderovussu, el primer ser Furia (3)
humano. Sólo que en aquel tiempo él era alado. Avadiquaquá, “el primer adornado” Geometría (2)
Y cuándo Tupa dijo “ Vas a continuar la creación en la Tierra” nuestro primer ancestro no sabía Gritos (14)
como andar en la Tierra, no sabía habitar en la Tierra.. Guerra (3)
Gusto (5)
Fue entonces que el retornó a Tupa y dijo:
Haiku (5)
-Pero yo no se vivir en la Tierra.
Héroe (6)
Y Tupa dijo: Hombre (22)
-Viaja en las cuatro direcciones. En cada dirección encontrarás un Nhendejara, un maestro, un Huellas (12)
guía. Humor (3)
Nhanderovossu, nuestro primer ancestro, volvió a la Tierra y fue en dirección al Sur. Identidad (120)
Imagen (5)
En el Sur vio una Palmera azul, Endovidju. Imaginación (9)
Nhanderovussu, nuestro primer ancestro, fue hasta la Palmera azul y le dijo.: Infancia (29)
Injusticia social (17)
-Ey vos! Podés enseñarme alguna cosa sobre vivir acá en la Tierra?
Intevención artística (1)
Endovi dijo:
Intuición (11)
-Y claro que puedo! Entra en mí y vas a aprender a vivir acá en la Tierra. Inventar (12)

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Entonces Nhanderovussu entró en la palmera y se tornó él mismo Palmera. Invisible (9)
Fue cuando sintió por primera vez, a través de las raíces, lo que era estar en la Tierra. Y vio que era Jardín (9)
muy bueno. Juego (6)
Justicia (3)
Y se fue quedando, quedando, quedando.
La Mañana (5)
Hasta que un día Endovi dijo:
Límites (9)
-Vos ya aprendiste mucho conmigo. Podés irte. Líneas (15)
Nhanderovussu, nuestro primer ancestro, salió de la Palmera y fue en dirección al Norte. Leche (1)
En el Norte encontró una Piedra. Él la miró y dijo: Lenguaje (286)
-Vos me podés enseñar una alguna cosa sobre vivir acá en la tierra? Antología (1)
La Piedra dijo: Castellano (1)
-Claro, entra en mí que vas a aprender. Diccionario (4)
Disparador (4)
Entonces Nhanderovussu entró en la Piedra y se tornó una propia piedra. Se quedó meditando,
Escritura (80)
mirando las ponientes y las nacientes, Mucho tiempo después la Piedra dijo:
Cuentos (7)
-Vos ya aprendiste conmigo lo que tenías que aprender. Podés continuar con tu vida, andá… Extrañamiento del lenguaje (4)
Nhanderovussu salió y fue en dirección al oeste. Fue cuando encontró el primer Jaguar y le dijo: Idioma (2)
-Vos me podés enseñar alguna cosa sobre vivir acá en la tierra? lectura (48)
Y el Jaguar le dijo.. Leyenda (3)
-Claro, entra en mí. Nombres (9)
Fue cuando por primera vez Nhanderovussu sintió el olor de la Tierra, miró la Tierra con los ojos Oración (6)
Palabra (36)
del jaguar, pisó la Tierra con las cuatro patas. Camino, después corrió. Y vio que era muy bueno
Poesía (118)
estar acá en la Tierra. Entonces el Jaguar ancestral, dijo:
Baguala (2)
-Bueno, vos ya aprendiste conmigo, ahora salí. Coplas (9)
Y dejó a Nhanderovussu al pie de una montaña al Este. Nhanderovussu miró para lo alto de la Relatos (20)
montaña y vio que había una gruta, y de esa gruta salió una luz que le llamó la atención. Y él subió. libertad (6)
Cuando llegó en el interior de la gruta él vió que esa luz salía de una serpiente plateada, que Libro (12)
estaba sentada, enrollada en el suelo y lo miraba silenciosamente. Linyeras (7)
Nhanderovussu le preguntó: Locura (9)
Luna (18)
-Quién sos vos?
Luz (14)
Ella dijo:
Madre (20)
-Yo soy el espíritu de la Tierra. Maestro (8)
-Ah entonces me podés enseñar sobre cómo es vivir acá. Maldición (9)
-Claro que puedo! Mancha (2)
Entonces el espíritu de la tierra fue recogiendo del mismo suelo el polvo y el barro, y fue formando Mapa (3)
un asiento, los dos pies, fue formando un tronco, un cuerpo, una cabeza, todo de barro. Mariposa (4)
Colocó dos cristales en lo alto de la cabeza, los humedeció con las gotas que caían de arriba de la Mate (2)
Máscara (1)
caverna y dijo para Nhanderovussu
Meditación (2)
-Entrá aquí que vos vas a aprender sobre la tierra.
Meditar (1)
Nhanderovussu entró en aquel cuerpo de barro, en aquel asiento de barro y fue por primera vez Meses (4)
que el consiguió andar sobre sus dos pies. Él salió en dirección a la entrada de la gruta porque el Metáfora (12)
sol brillaba allá afuera y vio por primera vez, con los ojos de cristal, todo el horizonte y dijo: Miedo (25)
-Esto es muy hermoso, esto es muy hermoso Minúsculo (2)
Fue entonces cuando sintió la belleza de la tierra en su corazón..entonces cantó! Mirar (31)
Y la madre Tierra dijo para él: Misterio (54)
Mitos (19)
-Es preciso hablarte de algunas cosas. Vos tenés el poder que viene de la propia Tierra, porque la
Modestia (9)
llevás con vos a dónde vayas. Vos también tenés el poder de las aguas. Vos también tenés el
Moral (6)
poder de las piedras y el de las plantas. Prestá atención en eso. Este es un presente que yo te dí, Movimiento (21)
cuando moldee el asiento que vos llevás. Pero ahora tenés un poder mayor, vos tenés el poder de Muñeca (2)
Tupa. Prestá atención en cada palabra: Todo lo que sale de tu boca es un espíritu vivo. Muerte (90)
Mujer (76)
Nhanderovussu agradeció las enseñanzas de la Madre Tierra y se quedó pensando en todo Mundo (10)
aquello mientras caminaba mirando toda la creación que Tupa había dejado: el suelo, las Musica (44)
montañas, el cielo. Entonces de repente el miró para el azul del cielo y dijo: Canto (12)
Guitarra (4)
-Arara! (Guacamayo)
Naturaleza (67)
Y de la palabra “arara” nació el primer guacamayo, el primer pájaro azul. él se quedó espantado y
Números (1)
dijo: niebla (1)
-Ayyy noo, Araraí! Noche (30)
Y nació un guacamayo pequeño. Nombrar (1)
Y comenzó a decir cosas que se le veían a la cabeza: Nombre (13)
-Túcan! Colibrí! …. Nostalgia (6)
De su boca nacieron muchos pájaros. Y los pájaros nacían y volaban. Y él continuó anadando y Notas (3)
Obediencia interna (31)
experimentando aquella sensación. Él miró entonces para el río y dijo:
Objetos (20)
-Piraracu
Oficio (19)
Y nació el primer pez. Opuestos (6)
-Tambaquí. Oráculo (8)
Y otro pez nacía. Origen (15)
Y fue diciendo muchos nombres que se transformaban en peces. Muchos y muchos nombres. él Oscuridad (24)
miró para el suelo y dijo: Otro (10)
-Yacaré! País (1)
Paciencia (13)
Y el miró para el otro lado y dijo:
Padre (7)
-Panambí!
Paisaje (29)
Nació así la primera mariposa. Estero (1)
Él fue cantando nombres: Montaña (1)
-Paca! Tatu! (armadillo) Pasear (10)
Él fue cantando, cantando, cantando nombres. Hasta que un día que él miró para los dos lados y le Pasión (3)
pareció que estaban todos los seres creados: los seres de las aguas, los seres del cielo, los Paz (3)
seres de la tierra Pájaros (35)
Garza (1)

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Él volvió hasta aquella gruta y se encontró nuevamente con el espíritu de la Tierra y dijo: Paloma (1)
-Sagrada Madre, te vine a devolver el cuerpo que vos me prestaste, porque ya aprendí a vivir y a Pérdida (3)
crear en la Tierra Pensamiento (6)
Percepción (16)
Y la Madre dijo:
Perdón (1)
-No precisas devolvérmelo, tenelo con vos. Es tuyo para siempre.
Perderse (1)
Nhanderovussu dijo: Pereza (3)
-No. Si yo se lo devolví a la Palmera cuando la Palmera me enseñó. Yo se lo devolví a la Piedra Personajes (6)
cuando la Piedra me enseñó. Yo devolví al Jaguar cuando el Jaguar me enseñó. Peso (1)
-No, precisa. Piedras (28)
Preciso, no precisa…Hasta que la Tierra habló: Pintar (19)
-Mirá hacé lo siguiente: andá un poco mas por el mundo, viví un poco más tu experiencia en este Plantas (4)
Playa (5)
suelo, después cuando vos realmente te canses no precisás venir a verme a mí, abre un espacio
Podar (2)
en cualquier lugar y entrega ese manto que yo te di.
Preguntas (49)
Proceso (2)
Entonces así fue hecho. Nhanderovussu continuó cantando. Cantó durante mucho tiempo, cantó Profetas (4)
muchas cosas. muchas vidas nacieron. Y de las vidas que nacieron fueron haciendo amistades Providencia (19)
unas con otras. Pueblo (3)
Puentes (2)
Hasta que un día el dijo -Ahora yo me voy. Raíz (4)
Rapsodia (1)
Abrió un espacio en el claro del monte, entregó el manto que la Madre le había dado en ese Razón (4)
espacio se quedó solamente su espíritu . Y voló y se transformó en Sol. Ese Sol que nosotros Recolección (11)
vemos hoy es Nhanderovussu, nuestro primer ancestro, nuestro abuelo. Recortar (1)
Recuerdos / Memoria (61)
Recursos (4)
Redondez (1)
Regalo (1)
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Risa (2)
Ritmo (19)
Ritual (17)
Ronda (3)
Ruptura (5)
Sabiduría (67)
Símbolo (11)
Secreto (25)
Selva (13)
Semilla (1)
Sentidos (40)
Aromas (15)
Gusto (1)
Sonidos (16)
Tacto (1)
Vista (2)
Separación (28)
Ser humano (70)
Seres sobrenaturales (37)
Share this: Sexualidad (15)
Signos (62)
 Twitter  Facebook Silencio (28)
Sol (11)
Soledad (42)
Sombras (7)
 Me gusta Soneto (2)
Sueños (40)
Sé el primero en decir que te gusta.
Sutil (1)
Té (4)
Técnica (2)
Teatro (2)
Tecnología (2)
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Terceridad (34)
Testimonio (18)
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Futuro (10)
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Pasado mítico (3)
Presente (8)
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Trance (1)
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