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DIREITO AMBIENTAL

Meio ambiente: que rodeia; meio em que vivemos.


Definições legais:
• Lei da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) art. 3º, I:
“conjunto de condições, leis, influências e interações de
ordem física, química e biológica que permite, abriga e rege
a vida em todas as suas formas”.
• CF/88, art. 225, caput: “Todos tem direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder
Público e à coletividade o dever de defende-lo e preservá-lo
para as presentes e futuras gerações”  a CF também estabelece
regras de prevenção, reparação e repressão ao dano ambiental
às pessoas físicas e jurídicas.

Para fins de estudo, divide-se o meio ambiente em:


a) Meio ambiente natural ou físico: Ref. Legislativa: art. 225,
CF  Refere-se ao espaço composto pelos elementos da natureza
(flora, fauna, micro-organismos, água, solo e subsolo, etc.),
os quais interagem entre si para assegurar o equilíbrio dos
ecossistemas;
b) Meio ambiente artificial: Ref. Legislativa: arts. 182 e 225
CF + Estatuto da Cidade  constituído pelo espaço urbano
(edifícios/ equipamentos públicos), o qual proporciona aos
seus habitantes condições para o exercício de funções básicas.
Este aspecto está relacionado ao conceito de cidade e à
política urbana;
c) Meio ambiente cultural: Ref. Legislativa: art. 216, CF 
composto por elementos naturais e artificiais, materiais e
imateriais, portadores de referências à identidade, ação,
memória dos grupos formadores da sociedade brasileira. Está
relacionado a cultura, história, forma de viver, fazer e criar
de um povo;
d) Meio ambiente do trabalho: Ref. Legislativa: art. 200, VIII,
CF  constituído pelo local (bens móveis e imóveis) onde as
pessoas desempenham suas funções laborais, cuja salubridade
deve ser permanentemente observada, com intuito de preservar
a segurança, a saúde física e mental do trabalhador.
CONCEITO DE DIREITO AMBIENTAL: É o conjunto de regras jurídicas
relativas à proteção da natureza e à luta contra poluições.
 Visa a proteção e reparação;
 Prega a mensagem do futuro;
 Alcança diferentes ramos do Direito;
 Objetiva uma relação harmoniosa e equilibrada.
O Direito deve socorrer o meio ambiente, criando sistemas de
prevenção ou reparação adaptados a uma melhor defesa contra as
agressões da sociedade.

PRINCÍPIOS AMBIENTAIS:
1. SUSTENTABILIDADE/ DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: busca a
convivência entre o direito ao desenvolvimento e o direito ao
meio ambiente ecologicamente equilibrado, já que um não pode
se sobrepor ao outro. Determina que as atividades e
empreendimentos que possam comprometer tal equilíbrio adotem,
em sua implantação e operação, as melhores práticas de gestão
ambiental, para garantir o uso racional dos recursos naturais.
Abarca três conceitos globais (de acordo com Gerd Winter):
a. Bem-estar social
b. Economia
c. Meio ambiente
2. MEIO AMBIENTE EQUILIBRADO: consubstancia-se na conservação
das propriedades e das funções naturais desse meio, de forma
a permitir a existência, a evolução e o desenvolvimento dos
seres vivos. Não visa à obtenção de uma situação de
estabilidade absoluta, mas apenas que se afira e decida se as
mudanças ou inovações são positivas ou negativas (Ex.:
aplicação de pesticidas).
3. SADIA QUALIDADE DE VIDA: prega que não basta viver ou
conservar a vida, sendo necessário que se busque e alcance a
“qualidade de vida”. Para isso, leva-se em conta o estado dos
elementos da natureza, avaliando se estes estão em estado de
sanidade e se de seu uso irão advir saúde ou doenças e
incômodos aos seres humanos.
4. ACESSO EQUITATIVO AOS RECURSOS NATURAIS: visa dar oportunidade
igual ao acesso dos recursos naturais, entretanto é necessário
estabelecer a razoabilidade da utilização/exploração, pois
quando esta não for razoável ou necessária, deve-se negar o
uso, mesmo que os bens não sejam atualmente escassos. Objetiva
a equidade no acesso aos recursos ambientais pelos usuários
atuais e pelas gerações futuras.
5. INFORMAÇÃO: a nível nacional, cada indivíduo deve ter acesso
adequado a informações (escrita, visual, oral, eletrônica ou
sob outra forma material) de que disponham as autoridades
públicas relativas ao meio ambiente, inclusive informações
sobre materiais e atividades perigosas e suas comunidades
(Declaração Rio/92).
6. PARTICIPAÇÃO: busca assegurar a participação da população
interessada na preservação do meio ambiente, no nível
pertinente. Faz com que os cidadãos saíam de um estado passivo
de beneficiários e partilhem da responsabilidade na gestão
dos interesses da coletividade inteira.
7. PRACAUÇÃO: incide quando não se tem a certeza científica sobre
o dano, mas, apesar disso, há elementos suficientemente
precisos e verossímeis para indicar a probabilidade de sua
ocorrência. A precaução se instrumentaliza por meio dos Estudo
de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental
(RIMA), os quais devem apontar os riscos. E em havendo risco,
que sejam elaboradas ações mitigadoras destes.
8. PREVENÇÃO: incide quando há alta probabilidade científica
sobre o dano que está na iminência de ocorrer. Possui
aplicação no campo legislativo (leis que criam instrumentos
preventivos. Ex.: licenciamento ambiental), administrativo
(políticas públicas e ações de fiscalização) e judicial
(liminares que determinam suspensão de obras diante da
probabilidade de dano ambiental).
9. USUÁRIO PAGADOR: aquele que utilizar recursos ambientais com
fins econômicos (ou não), ou utilizar de forma privativa
recursos ambientais escassos deve pagar uma contribuição
financeira à coletividade, ainda que de forma indireta, pois
é ela a verdadeira titular dos bens ambientais e é quem sofre
com as consequências desse uso privado (seja por deixar de
usufruir dos bens ou por correr o risco deles se esgotarem).
10. POLUIDOR PAGADOR: determina a internalização das
externalidades ambientais negativas, de forma que os prejuízos
não sejam mais sentidos pela sociedade e sim por seu real
causador. Possui duas facetas: a preventiva (pois obriga os
empreendedores de atividades potencialmente poluidoras a
adotarem medidas de contenção da degradação) e reparatória
(caso a atividade cause dano ambiental, deverá o empreendedor
repará-lo).

Os princípios 9 e 10 se distinguem na medida em que o primeiro


exige uma contribuição financeira daquele que simplesmente utiliza os
bens ambientais com fins econômicos, ainda que esta utilização não
cause degradação ambiental, enquanto o segundo exige investimentos
para evitar que uma degradação em potencial se torne concreta e real,
exigindo-lhe, assim, a recomposição do ambiente degradado.

11. REPARAÇÃO: dispõe ser necessário a reparação dos danos


causados ao meio ambiente, bem como as comunidades atingidas.
A Lei de Política Nacional do Meio Ambiente (L. 6938/81) adota
a responsabilidade objetiva, ou seja, independentemente da
existência de culpa.
12. INTERVENÇÃO OBRIGATÓRIA DO PODER PÚBLICO: os países, tanto
no plano nacional como internacional, têm que intervir e atuar
na gestão ambiental, administrando e controlando a utilização
dos recursos ambientais, visando sempre melhorar a qualidade
do meio ambiente.

ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EPIA):


 Trata-se de um dos instrumentos previstos na Política Nacional
do Meio Ambiente.
 O EPIA visa um juízo de valor favorável ou desfavorável a um
projeto, não se admitindo que este se abstenha de emitir tal
avaliação.
Objetivo: oferecer à Administração Pública uma base séria de
informação, de modo que esta possa pesar os interesses em jogo, quando
da tomada de decisão, inclusive aqueles do ambiente, tendo em vista
uma finalidade superior.
 É um procedimento público. Assim, não é possível entender como
tal o estudo privado efetuado por uma equipe multidisciplinar sob
encomenda do proponente do projeto, uma vez que é imprescindível a
intervenção inicial do órgão público ambiental desde o início do
procedimento.
RESPONSABILIDADE PELO DANO AMBIENTAL (ATT. Profª deu a entender
que pedirá na prova):
A responsabilidade é tripla (responsabilizando o poluidor, por
um mesmo ato, alternativa ou cumulativamente) nas esferas:
1. Penal (possibilidade de detenção e multa);
2. Civil (pagamento de indenização ou cumprimento de obrigação de
fazer ou de não fazer);
3. Administrativa (multa, interdição e outros).

FUNDAMENTOS DA TUTELA ADMINISTRATIVA DO AMBIENTE:


A administração pública está aparelhada para promover a
fiscalização do ambiente, pois tem suporte legal, podendo estabelecer
limites aos direitos e deveres concernentes ao bem comum.
Direito e Administração não se excluem, se complementam.
Por ser o meio ambiente um bem essencialmente difuso (natureza
indivisível), de caráter transcendente aos interesses particulares e
localizados, necessita de tutela do Estado.

- PODER DE POLÍCIA:
Def. legal: (art. 78, CTN)
Conceito Paulo Affonso (p. 393, 25ª ed.): Considera-se poder de
polícia a atividade da Administração Pública que, limita ou disciplina
direito, interesse ou liberdade, regula a prática do ato ou abstenção
de fato, em razão de interesse público concernente à saúde da
população, à conservação dos ecossistemas, à disciplina da produção
e do mercado, ao exercício de atividades econômicas ou de outras
atividades dependentes de concessão, autorização/permissão ou licença
do Poder Público, cujas atividades possam decorrer poluição ou
agressão à natureza.

 Pode ser legitimamente exercido por:


o Órgão competente;
o Nos limites da lei aplicável;
o Com observância do devido processo legal;
o Sem abuso ou desvio de poder.

 Instrumentos utilizados para a tutela podem ser:


• Preventivos:
o Limitações administrativas;
o Desapropriação;
o Estudos de impacto ambiental;
o Licença ambiental (considerando a potencialidade lesiva
da atividade em si);
o Tombamento;
o Inquérito civil.
• Repressivos:
o Multas;
o Interdição temporária ou definitiva de atividade nociva
ao meio ambiente;
o Perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais
concedidos pelo Poder Público;
o Perda ou suspensão de participação em linhas de
financiamento oficiais de crédito.

As penalidades administrativas são impostas pelos próprios


órgãos da Administração direta ou indireta.
Terceiros não podem ser penalizados pelos atos dos infratores.

SISTEMA HÍBRIDO DA RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA AMBIENTAL:


Pode se dizer que a responsabilidade administrativa ambiental se
caracteriza pela constituição de um sistema hibrido entre a
responsabilidade civil objetiva e a responsabilidade penal subjetiva.

- Consequências:
1. Desnecessidade de investigação da culpa (Lei 9.605/98 não exigiu
a configuração da culpa, se não apenas em casos excepcionais, como o previsto
no art. 72, §3º);

2. Inversão do ônus da prova (cabe ao infrator demonstrar a ausência


dos pressupostos jurídicos da responsabilidade administrativa, pois a
autoridade competente goza de presunção de legitimidade).

3. Incidência das excludentes de responsabilidade (caso fortuito,


força maior e fato de terceiro, todavia cabe ao administrado demonstrar que
seu comportamento não contribuiu para a ocorrência da infração, podendo
fazê-lo das seguintes formas: a] demonstrar que agiu de forma diligente e
objetiva, tomando todas as medidas disponíveis e exigíveis para evitar e
prevenir o dano, não tendo cometido qualquer ilicitude na esfera
administrativa; e b] que não concorreu, tampouco se beneficiou da infração
cometida por terceiro)

SANÇÕES ADMINISTRATIVAS EM ESPÉCIE:


Estão previstas no artigo 72 da Lei 9.605/98, conforme segue:
Art. 72. As infrações administrativas são punidas com as seguintes sanções,
observado o disposto no art. 6º:
I - advertência;
II - multa simples;
III - multa diária;
IV - apreensão dos animais, produtos e subprodutos da fauna e flora,
instrumentos, petrechos, equipamentos ou veículos de qualquer natureza
utilizados na infração;
V - destruição ou inutilização do produto;
VI - suspensão de venda e fabricação do produto;
VII - embargo de obra ou atividade;
VIII - demolição de obra;
IX - suspensão parcial ou total de atividades;
X – (VETADO)
XI - restritiva de direitos.
§ 1º Se o infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais infrações, ser-lhe-
ão aplicadas, cumulativamente, as sanções a elas cominadas.
§ 2º A advertência será aplicada pela inobservância das disposições desta Lei
e da legislação em vigor, ou de preceitos regulamentares, sem prejuízo das
demais sanções previstas neste artigo.
§ 3º A multa simples será aplicada sempre que o agente, por negligência ou
dolo:
I - advertido por irregularidades que tenham sido praticadas, deixar de saná-
las, no prazo assinalado por órgão competente do SISNAMA ou pela
Capitania dos Portos, do Ministério da Marinha;
II - opuser embaraço à fiscalização dos órgãos do SISNAMA ou da Capitania
dos Portos, do Ministério da Marinha.
§ 4° A multa simples pode ser convertida em serviços de preservação,
melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente.
§ 5º A multa diária será aplicada sempre que o cometimento da infração se
prolongar no tempo.
§ 6º A apreensão e destruição referidas nos incisos IV e V
do caput obedecerão ao disposto no art. 25 desta Lei.
§ 7º As sanções indicadas nos incisos VI a IX do caput serão aplicadas
quando o produto, a obra, a atividade ou o estabelecimento não estiverem
obedecendo às prescrições legais ou regulamentares.
§ 8º As sanções restritivas de direito são:
I - suspensão de registro, licença ou autorização;
II - cancelamento de registro, licença ou autorização;
III - perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais;
IV - perda ou suspensão da participação em linhas de financiamento em
estabelecimentos oficiais de crédito;
V - proibição de contratar com a Administração Pública, pelo período de até
três anos.

1) ADVERTÊNCIA: Possui viés educativo e, por sua natureza, cabe


às infrações mais leves ou naquelas cometidas por infratores
primários. Não precisa necessariamente preceder a aplicação
das penalidades mais graves.
2) MULTA SIMPLES: será aplicada nos casos de negligência ou dolo,
cf. §3º do artigo. É possível que a multa simples se converta
em serviços de preservação, melhoria e recuperação da
qualidade ambiental. Trata-se de ponto interessante, pois,
muitas vezes, é mais fácil para o infrator pagar uma multa do
que se educar ambientalmente.
3) MULTA DIÁRIA: aplicada nos casos de infração continuada
(permanência da ação ou omissão) até sua efetiva cessação ou
celebração, pelo infrator, de termo de compromisso de
reparação do dano com órgão ambiental competente para sanar a
irregularidade encontrada.
4) APREENSÃO DE ANIMAIS, PRODUTOS E SUBPRODUTOS DA FAUNA E FLORA,
INSTRUMENTOS, PETRECHOS, EQUIPAMENTOS OU VEÍCULOS DE QUALQUER
NATUREZA UTILIZADOS NA INFRAÇÃO: a destinação deles está
prevista no art. 25 da lei.
a. Os animais serão prioritariamente libertados em seu
habitat ou, sendo tal medida inviável ou não recomendável
por questões sanitárias, entregues a jardins zoológicos,
fundações ou entidades assemelhadas, para guarda e
cuidados sob a responsabilidade de técnicos habilitados.
b. Até que os animais sejam entregues às instituições
mencionadas no § 1o deste artigo, o órgão autuante zelará
para que eles sejam mantidos em condições adequadas de
acondicionamento e transporte que garantam o seu bem-
estar físico.
c. Tratando-se de produtos perecíveis ou madeiras, serão
estes avaliados e doados a instituições científicas,
hospitalares, penais e outras com fins beneficentes.
d. Os produtos e subprodutos da fauna não perecíveis serão
destruídos ou doados a instituições científicas,
culturais ou educacionais.
5) DESTRUIÇÃO OU INUTILIZAÇÃO DO PRODUTO: é necessário que se
distinga se os produtos/instrumentos pertencem ao infrator ou
a terceiro, possibilitando-se a ampla defesa e contraditório,
sob pena de macular o procedimento.
6) SUSPENSÃO DE VENDA E FABRICAÇÃO DO PRODUTO: limita-se a
produtos que possam causar dano ao meio ambiente.
7) EMBARGO (PARCIAL/TOTAL) OU INTERDIÇÃO DE OBRA OU ATIVIDADE:
só deve ser aplicado caso a degradação puder ser revertida e
o empreendimento puder ser licenciado. Caso contrário, a pena
a ser aplicada é de demolição de obra/suspensão total das
atividades/restrição de direito.
8) DEMOLIÇÃO DE OBRA: é a sanção mais rigorosa e deve ser aplicada
com muita prudência e em casos extemos.
a. Caso a obra seja licenciada: a ordem de demolição apenas
será expedida após processo regular, com direito de
defesa, na qual a licença será desconstituída (por
anulação ou cassação) e, não sendo efetuada a demolição
pelo próprio interessado, esta deverá ser compulsória.
b. No caso de obra clandestina: demolição é efetivada
mediante ordem sumária.
9) SUSPENSÃO PARCIAL OU TOTAL DAS ATIVIDADES: cabível quando há
perigo iminente para a saúde pública ou grave risco de dano
ambiental, bem como nos casos em que as multas anteriormente
impostas não foram suficientes para correção do infrator. Não
implica necessariamente no fechamento do estabelecimento como
um todo, podendo ser aplicada apenas com relação a máquinas
ou equipamentos poluidores.
10) RESTRITIVA DE DIREITOS:
a. Suspensão ou cancelamento de registro, licença,
permissão ou autorização: sua aplicação deve ser
proporcional à lesão ao direito, cuja apuração deve se
dar em procedimento devidamente instruído. Caso
contrário, estaremos diante de abuso de poder ou desvio
de finalidade, sendo possível a reversão pelo Poder
Judiciário.
b. Perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais e
financeiros: é necessário que a Fazenda Pública ou
entidade financeira seja comunicada para que se suspenda
o benefício.
c. Proibição de contratar com a administração pública pelo
período de até 03 anos: há duas posições acerca do tema,
a primeira daqueles que acreditam serem os efeitos
limitados apenas à administração que a declara, e a
segunda dos que entendem que a proibição alcança toda a
administração pública (federal, estadual e municipal).

ADMINISTRAÇÃO AMBIENTAL FACE A LEI DE IMPROBIDADE:


Regime constitucional: probidade é a conduta exigível à
Administração, em todos os seus setores e nos seus mais diversos
campos de atuação.
 A Adm. Pública ambiental deverá atuar em todas as frentes
(educando, protegendo, recuperando, divulgando informações), visando
a proteção do ambiente.
 Deveres da administração:
- Anular seus próprios atos, quando estes estiverem viciados por
ilegalidade, uma vez que deles não podem resultar dever ou direito;
e
- Revogá-los, caso sejam legais, com base na conveniência e
oportunidade, diante de superveniente interesse público relevante,
sem prejuízo de eventual direito adquirido ou apreciação judicial;
- Não tolerar atos de arbitrariedade, omissão ou equivocados na
promoção da gestão ambiental, aplicando-se os remédios legais
(internos e externos).

A improbidade administrativa é pluriofensiva, pois gera a tripla


responsabilidade do agente.