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CCUURRSSOO DDEE EESSPPEECCIIAALLIIZZAAÇÇÃÃOO PPRROODDUUÇÇÃÃOO CCIIVVIILL:: AATTUUAALLIIZZAAÇÇÃÃOO EEMM SSIISSTTEEMMAASS EESSTTRRUUTTUURRAAIISS

PROF. EDUARDO GIUGLIANI PROF. FELIPE BRASIL VIEGAS

FFAACCUULLDDAADDEE DDEE EENNGGEENNHHAARRIIAA PPUUCCRRSS

E E N N G G E E N N H H A A R R

PPOORRTTOO AALLEEGGRREE

22001122

http://www.feng.pucrs.br/professores/giugliani

PP RR OO GG RR AA MM AA

DATA

AULA

PROF

ASSUNTO

15/09

01

EDUARDO

APRESENTAÇÃO GERAL OBJETIVOS DA DISCIPLINA PROJETO ESTRUTURAL: UMA VISÃO CONTEMPORÂNEA NORMALIZAÇÕES: TENDÊNCIAS USO DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS EM PROJETO:

IMPORTÂNCIA E IMPLICAÇÕES COMPATIBILIZAÇÃO DE PROJETOS INTEGRAÇÃO ENTRE MATERIAIS ESTRUTURAIS AVALIAÇÃO

FELIPE

   

28/09

05

FELIPE

ESTRUTURAS DE AÇO CARACTERÍSTICAS GERAIS

29/09

06

FELIPE

ESTRUTURAS DE AÇO VANTAGENS DESVANTAGENS

     

CONCRETO COMO MATERIAL ESTRUTURAL

05/10

02

EDUARDO

???

CRITÉRIOS DA NBR 6118/2003 CONCEITOS FUNDAMENTAIS:

CLASSE DE AGRESSIVIDADE, FISSURAÇÃO, FCK E FATOR A/C CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE FLEXÃO, CISALHAMENTO E ANCORAGEM

06/10

   

TOPICOS ESPECIAIS EM CONCRETO ARMADO CONSOLE CURTO E DENTES GERBER VIGAS PAREDE RESERVATÓRIOS PATOLOGIAS

???

03

EDUARDO

     

INSTABILIDADE GERAL DE EDIFÍCIOS:

19/10

04

EDUARDO

FATOR GAMA Z CARACTERÍSTICAS GERAIS E DIMENSIONAIS PARA O PROJETO DE PAVIMENTOS:

Lajes Convencionais, Planas, Nervuradas, Treliçadas, Alveolares

20/10

04

EDUARDO

INDICADORES DE PROJETOS PARECER TÉCNICO ESTRUTURAL Comentários

     

SOLUÇÕES PARA PISOS EM ESTRUTURAS DE AÇO

26/10

08

FELIPE

DETALHES TÍPICOS DE LIGAÇÕES NOÇÕES PRÉ-DIMENSIONAMENTO

27/10

09

FELIPE

ESTRUTURAS EM CONCRETO EM PRÉ-FABRICADO SISTEMAS ESTRUTURAIS CARACTERÍSTICAS E TENDÊNCIAS PRINCIPAIS CONDICIONANTES TIPOLOGIA DOS PERFIS ESTRUTURAS DE MADEIRA CARACTERÍSTICAS E TENDÊNCIAS TENSÕES ADMISSÍVEIS EM MADEIRA PRÉ-DIMENSIONAMENTO DE ELEMENTOS DE MADEIRA

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PRODUÇÃO CIVIL ATUALIZAÇÃO EM SISTEMAS ESTRUTURAIS, PUCRS

Eduardo Giugliani – giugliani@pucrs.br Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br

AAPPRREESSEENNTTAAÇÇÃÃOO GGEERRAALL

NOTAS DE AULA AULA 01

A Ç Ç Ã Ã O O G G E E R R A A L
A Ç Ç Ã Ã O O G G E E R R A A L

Prof. Eduardo Giugliani Prof. Felipe Brasil Viegas

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br • OBJETIVOS: A proposta da disciplina inclui uma

OBJETIVOS:

A

proposta da disciplina inclui uma revisão dos principais conceitos

associados ao projeto das estruturas civis, indicando aos estudantes o estado da arte no momento. Conceitos básicos para o gerenciamento das atividades associadas à tomada de decisões no projeto e contratação dos serviços de estruturas deverão ser apresentados aos alunos.

Noções de pré-dimensionamento estrutural (sem o enfoque das rotinas de dimensionamento rigoroso) para discussão de opções; avaliação de alternativas para propostas de sistemas estruturais para as obras com diferentes materiais; exigências das normas com ênfase nos pontos revisados pelos códigos em suas edições mais recentes e aspectos especiais de cada tecnologia deverão merecer destaque no desenvolvimento do curso.

Destaque-se que o objeto da disciplina não passa pelo ensino do cálculo estrutural mas têm, sim, o enfoque na atualização dos estudantes frente às opções disponíveis e mais utilizadas no segmento, neste momento.

PROJETO ESTRUTURAL – UMA VISÃO CONTEMPORÂNEA

Etapas de um projeto estrutural:

Concepção e lançamento

Identificação dos carregamentos

Análise estrutural

Dimensionamento

Detalhamento Verificação Revisões

NORMALIZAÇÕES

O seguinte quadro mostra as principais normas técnicas associadas ao

projeto de estruturas civis e sua atual revisão

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br ÁREA ÚLTIMA TÍTULO REVISÃO    

ÁREA

ÚLTIMA

TÍTULO

REVISÃO

   

NBR-6118

ESTRUTURAS

Projeto de Estruturas de Concreto -

CONCRETO

2003

Procedimento

ARMADO E

Rev 2007

PROTENDIDO

ESTRUTURAS CONCRETO PRÉ- MOLDADO

 

NBR-9062

2006

Projeto e Execução de Estruturas de Concreto Pré-moldado

ESTRUTURAS DE AÇO – PERFIS LAMINADOS E SOLDADOS

 

NBR-8800

2008

Projeto e Execução de Estruturas de Aço de Edifício

ESTRUTURAS DE AÇO – PERFIS DOBRADOS A FRIO

 

NBR-14762

2010

Dimensionamento de Estruturas de Aço Constituídas por Perfis Formados a Frio

ESTRUTURAS DE FUNDAÇÕES

 

NBR-6122

2010

Projeto e Execução de Fundações

ESTRUTURAS DE MADEIRA

 

NBR-7190

1997

Projeto de Estruturas de Madeira

VENTO

1987

NBR-6123

Forças Devidas ao Vento em Edificações

PONTES

2003

NBR - 7187 Projeto de Pontes de Concreto Armado e de Concreto Protendido - Procedimento

CARGAS

1980

NBR-6120

Cargas para o Cálculo de Estruturas de Edificações

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br • USO DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS EM PROJETO Principais

USO DOS SISTEMAS COMPUTACIONAIS EM PROJETO

Principais tipos de softwares de apoio ao projeto de estrutura.

SOFTWARE

ÁREA

COMENTÁRIO

SAP2000

Análise estrutural

Programa muito poderoso para analise de barras, elementos finitos e vibrações. Permite dimensionamento estrutural com várias normas. Americano.Ótima entrada gráfica. Elevado custo. Complexo

STRAP

Análise estrutural

Concorrente com o SAP. Hoje menos usado no Brasil. Está um passo atrás

ANSYS

Análise estrutural

Programa muito poderoso para analise de barras, elementos finitos e vibrações. Pouco difundido em nosso meio. Muito utilizado na UFRGS

GAELI

Análise estrutural

Programa de análise estrutural estática desenvolvido na UFRGS nos anos 80 e 90. Sem atualizações

CENTAURO

Análise estrutural

Programa básico de análise de barras desenvolvido por estudantes de pós- graduação da UFRGS nos anos 90. Utilizado em um período na UNISINOS. Comercializado em alguns escritórios gaúchos

FTOOL

Análise estrutural

Software básico para análise de estruturas de barras. Desenvolvido na UNICAMP. Software livre disponível na Internet. Muito popular no meio acadêmico e em escritórios menores. Limitado mas acessível e atende as situações fundamentais

TQS

Projeto Integrado em Concreto Armado

Software padrão, atualmente, para projeto e detalhamento integrado em concreto. Perfeitamente adaptado as atuais normas brasileiras. Mantém ótimo padrão de atualização permanente. Tem versões de diferentes potenciais e preços

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CYPECAD

Projeto Integrado em Concreto Armado

Concorrente do TQS. Origem espanhola. Menos adaptado ao padrão de normas técnicas brasileiras. Atualmente inferior em recursos de projeto

 

ALTO QI EBERICK

Projeto/Detalhe

Software Nacional com menos recursos de projeto integrado do que os anteriores. Menor custo. Adequado as normas técnicas brasileiras

em Concreto

Armado

MCALC/STCADEM

Dimensionamento/ Detalhamento de estruturas metálicas

Programa de uma empresa gaúcha com uso em todo o país. Ideal para projeto e detalhamento de estruturas planas e pavimentos. Perfeitamente compatível

TEKLA

Detalhamento

Muito Poderoso. Bastante utilizado fora do país. Raro no Brasil. Caro

STRUCTURES

estruturas

Metálicas

 

METALICAS 3D

Cálculo e

Programa bastante completo. Não compatibilizado com as normas brasileiras

detalhamento

estruturas

metálicas

 

AUTOMETAL

Análise e detalhamento de estruturas metálicas planas

Desenvolvido pela Unicamp. Disponível livremente na internet. Interessante para treliças e pórticos de pequenas dimensões. Limitado mas acessível

USIMETAL

Cálculo perfis de aço laminado

Muito simples. Distribuído pela Usiminas. É acompanhado por um conjunto de arquivos com a teoria de cálculo.

VISUAL METAL

Dimensionamento perfis de aço conforme NBR-

Software educacional utilizado para dimensionamento de peças isoladas em aço. Custo simbólico.

8800

Desenvolvido pela UPF

TACO

Dimensionamento

Software educacional utilizado para dimensionamento de peças isoladas em madeira. Custo simbólico. Desenvolvido pela UPF

Madeira

AUTOCAD

Desenho

Padrão para desenho e detalhamento. Muito poderoso. Difícil trabalhar em Engenharia e Arquitetura sem ele.

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ACTIVE

Desenho

Software Gaúcho. Modelos em 2D e 3D. Mais utilizado no mercado de arquitetura. Sucede ao antigo Arqui3D. Custo baixo

 

SKETCH UP

Modelagem

Software livre da Google utilizado para modelagem 3D. Fácil de utilizar. Muito empregado em arquitetura

Espacial

DATACAD

Desenho

Software gaúcho utilizado em Arquitetura e Engenharia Civil

Software gaúcho utilizado em Arquitetura e Engenharia Civil MODELO COMPUTACIONAL TRELIÇA EM MADEIRA ANÁLISE ESTRUTURAS

MODELO COMPUTACIONAL TRELIÇA EM MADEIRA ANÁLISE ESTRUTURAS DE BARRAS – TRELIÇA PLANA

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br CANTONEIRA METÁLICA APOIO ESTRUTURA ANÁLISE POR ELEMENTOS
Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br CANTONEIRA METÁLICA APOIO ESTRUTURA ANÁLISE POR ELEMENTOS

CANTONEIRA METÁLICA APOIO ESTRUTURA ANÁLISE POR ELEMENTOS FINITOS

METÁLICA APOIO ESTRUTURA ANÁLISE POR ELEMENTOS FINITOS CORTE DE MONTAGEM ESTRUTURA PRÉ-FABRICADA EM CONCRETO

CORTE DE MONTAGEM ESTRUTURA PRÉ-FABRICADA EM CONCRETO

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br ESTRUTURA METALICA PIPE-RACK ANÁLISE PÓRTICO ESPACIAL
Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br ESTRUTURA METALICA PIPE-RACK ANÁLISE PÓRTICO ESPACIAL

ESTRUTURA METALICA PIPE-RACK ANÁLISE PÓRTICO ESPACIAL

ESTRUTURA METALICA PIPE-RACK ANÁLISE PÓRTICO ESPACIAL DETALHAMENTO ESTRUTURAL AUTOMATIZADO VIGA EM CONCRETO ARMADO

DETALHAMENTO ESTRUTURAL AUTOMATIZADO VIGA EM CONCRETO ARMADO COM FURAÇÃO

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br ESTRUTURA METÁLICA PARA IÇAMENTO DE PEÇAS MODELO TRELIÇA
Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br ESTRUTURA METÁLICA PARA IÇAMENTO DE PEÇAS MODELO TRELIÇA

ESTRUTURA METÁLICA PARA IÇAMENTO DE PEÇAS MODELO TRELIÇA ESPACIAL

METÁLICA PARA IÇAMENTO DE PEÇAS MODELO TRELIÇA ESPACIAL MODELO 3D – SKETCH UP DE ESCADA METÁLICA

MODELO 3D – SKETCH UP DE ESCADA METÁLICA E CAIXA DE ELEVADOR

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br • COMPATIBILIZAÇÃO DE PROJETOS Visão de que a obra é

COMPATIBILIZAÇÃO DE PROJETOS

Visão de que a obra é um objeto único! Todos os projetistas contribuem para a qualidade do produto final. A obra é o foco!

Capacidade de entendimento dos interesses e particularidades de todos os

Equipes multidisciplinares.

segmentos. Ex: Arquitetos precisam compreender as necessidades estruturais. Estruturistas precisam valorizar aspectos estéticos e funcionais. A perspectiva do custo, do orçamento, deve permear o trabalho. As soluções precisam atender os diferentes enfoques. Cliente exige muitas reuniões. Atendimento diferenciado. Surgimento de empresas especializadas em compatibilização de projeto.

exige muitas reuniões. Atendimento diferenciado. Surgimento de empresas especializadas em compatibilização de projeto.
exige muitas reuniões. Atendimento diferenciado. Surgimento de empresas especializadas em compatibilização de projeto.

Importância do uso da cor em projeto. Crescimento dos softwares 3D. Na

indústria algumas empresas já exigem detalhamento em softwares especializados para posterior compatibilização. Tendêndia à padronização de layers, cores, simbologia. Projeto integrado.

de layers, cores, simbologia. Projeto integrado. DETALHE GERADO COM TQS MOSTRANDO ELEMENTOS ESTRUTURAIS

DETALHE GERADO COM TQS MOSTRANDO ELEMENTOS ESTRUTURAIS DEGRAU INTERNO. NÍVEIS DE VIGAS

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br DETALHE ESTRUTURAL EM 3D MOSTRANDO PISCINA E RASGOS •
Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br DETALHE ESTRUTURAL EM 3D MOSTRANDO PISCINA E RASGOS •

DETALHE ESTRUTURAL EM 3D MOSTRANDO PISCINA E RASGOS

ESTADOS LIMITES

Estados a partir dos quais uma estrutura não mais satisfaz a finalidade para a qual foi projetada.

Coeficientes parciais de segurança x coeficiente global de segurança.

Fatores de combinação de cargas

Coeficientes de majoração para as ações e de minoração para os esforços resistentes. Lembrar que a magnitude dos coeficientes varia com a confiabilidade e conhecimento dos materiais, procedimentos. Eles representam o conhecimento acumulado sobre as práticas e tecnologias do meio.

Normalizações anteriores baseadas nos critérios da resistência dos materiais. Método das tensões admissíveis. Atualmente método dos estados limites. Perspectiva internacional: Normalizações com dualidade de abordagens: Disponibilizar ambos os procedimentos para opção e conveniência dos projetistas.

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br o ESTADO LIMITE ÚLTIMO – ELU Estados

o

ESTADO LIMITE ÚLTIMO – ELU

Estados correspondentes à ruína de toda a estrutura, ou parte da mesma, por ruptura, deformações plásticas excessivas ou por instabilidade.

o

ESTADO LIMITE DE SERVIÇO – ELS

Estados que, pela sua ocorrência, repetição ou duração, provocam efeitos incompatíveis com as condições de uso da estrutura, tais como: deslocamentos excessivos, vibrações e deformações permanentes.

INTEGRAÇÃO ENTRE MATERIAIS ESTRUTURAIS

Possibilidade de uso harmônico de diferentes materiais estruturais numa mesma obra.

Importância da participação do arquiteto na tomada de decisão estrutural

Combinar potencialidades dos diferentes materiais

Tirantes: Aço

Vigas mistas: Aço na tração e concreto na compressão

Treliças de madeira com peças de aço na tração

Ligações metálicas em peças de madeira

Treliças metálicas em grandes vãos de obras em concreto

Peças pré-moldadas aproveitando protensão na fábrica (mais barata) combinadas com obras em concreto convencional

Lajes pré-fabricadas evitando grande volume de fôrmas e escoramento, associada com a construção tradicional ou com estrutura metálica de mezaninos Peças metálicas como reforço estrutural para modificação de obras tradicionais (residências, edifícios autoportantes)

Peças pré-fabricadas simplificando a execução de elementos com grande

Marquises metálicas

repetitividade como vergas, peitoris, etc.

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br CONCRETO COMO MATERIAL ESTRUTURAL/ TOPICOS ESPECIAIS EM

CONCRETO COMO MATERIAL ESTRUTURAL/ TOPICOS ESPECIAIS EM CONCRETO ARMADO

NOTAS DE AULA AULAS 02/03

ESPECIAIS EM CONCRETO ARMADO NOTAS DE AULA AULAS 02/03 Prof. Eduardo Giugliani Prof. Felipe Brasil Viegas

Prof. Eduardo Giugliani Prof. Felipe Brasil Viegas

http://www.pucrs.br/feng/civil/professores/inicial_giugliani.htm#

2010

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br CONCRETO COMO ELEMENTO ESTRUTURAL • EVOLUÇÃO DAS NORMAS

CONCRETO COMO ELEMENTO ESTRUTURAL

EVOLUÇÃO DAS NORMAS DE CONCRETO

Linha do Tempo

o

1960

o

1978 + 18 anos

o

1986

+ 8 anos

o

2003

+ 25 anos !!!

NORMA 6118/2003

Novos conceitos incorporados

QUALIDADE DE PROJETO

Qualidade de solução adotada, normas

Condições impostas ao projeto,

o

Contratante

o

Normas

o

Limites dos materiais

o

Durabilidade

Elementos especiais NBRs especiais Documentação de Projeto

o

o

Desenhos, especificações e critérios de projeto

o

Informações claras e precisas

o

Informações suficientes para execução da obra

Gerenciamento e equipe multidisciplinar Avaliação de Conformidade

o

o Contratante ao Contratado

DURABILIDADE

“As estruturas de concreto devem ser projetadas e construídas de modo que sob as condições ambientais previstas na época do projeto e quando utilizadas conforme preconizado em projeto conservem suas segurança, estabilidade e aptidão em serviço durante o período correspondente à vida útil”.

“Por vida útil de projeto, entende-se o período de tempo durante o ”

qual se mantêm as características das estruturas de concreto

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br Visão de futuro Tendência de uniformização das normas

Visão de futuro Tendência de uniformização das normas internacionais. Padrão Europeu

Comunidade Comum Européia:

CEB (Comitê Europeu do Beton) Padrão Americano

Aliança de Livre Comércio:

ACI (American Concrete Institute)

CONCRETO: CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

o

Resistência à compressão: fck

o

Resistência à tração: ftk

o

Módulo de Elasticidade Longitudinal

fck:

média das resistências obtidas através dos corpos de prova a 28 dias, convencionando que é a esta idade que a estrutura entrará em carga. fck = fcm – 1,645.S, onde S é o desvio padrão das resistências fck >= 20 MPa ftk:

Resistência Média

f ct,m = 0,3 f ck 2/3

Resistência Inferior

f ctk,inf = 0,7 f ct,m

Resistência Inferior

f ctk,sup = 1,3 f ct,m

3 Resistência Inferior f ctk,inf = 0,7 f ct,m Resistência Inferior f ctk,sup = 1,3 f
3 Resistência Inferior f ctk,inf = 0,7 f ct,m Resistência Inferior f ctk,sup = 1,3 f
3 Resistência Inferior f ctk,inf = 0,7 f ct,m Resistência Inferior f ctk,sup = 1,3 f

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E:

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br • REQUISITOS DE PROJETO, ORIENTAÇÕES DE NORMA, TABELAS

REQUISITOS DE PROJETO, ORIENTAÇÕES DE NORMA, TABELAS DE REFERÊNCIA:

CAA: Classe de Agressividade Ambiental

ELS – fissuração

Resistência característica do Concreto: fck

Fator água – cimento: a/c

Cobrimento das armaduras

ELS – deformação

CAA: Classe de Agressividade Ambiental

Relacionadas às ações físicas e químicas que atuam sobre as estruturas de concreto, independente das ações mecânicas, ações térmicas, retração hidráulica e outras previstas no dimensionamento estrutural do concreto.

ações térmicas, retração hidráulica e outras previstas no dimensionamento estrutural do concreto. SETEMBRO 2012 1 8

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ELS – Fissuração:

Estado Limite de Serviço/Utilização

ELS – Fissuração: Estado Limite de Serviço/Utilização O objetivo da norma neste sentido visa atender o

O objetivo da norma neste sentido visa atender o bom desempenho da estrutura. Toda e qualquer estrutura de concreto fissura, sua ocorrência é inevitável, principalmente devida à baixa resistência do concreto à tração. Com vistas a obter-se uma proteção adequada da armadura quando à corrosão e à aceitabilidade sensorial, busca-se controlar a abertura desta fissuras.

quando à corrosão e à aceitabilidade sensorial, busca-se controlar a abertura desta fissuras. SETEMBRO 2012 1

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br fck: Resistência característica do Concreto fator água

fck: Resistência característica do Concreto fator água – cimento: a/c

A Norma recomenda que, na falta de ensaio específico de desempenho a

durabilidade do da estrutura, a adoção de características mínimas para sua

resistência e para o fator água cimento, itens extremamente relevantes quando

ao requisito de durabilidade.

extremamente relevantes quando ao requisito de durabilidade. Cobrimento das armaduras Os cobrimentos nominais e mínimos

Cobrimento das armaduras

Os cobrimentos nominais e mínimos devem estar sempre referidos à superfície da armadura externa, em geral à face externa do estribo, e de acordo com a seguinte tabela, correspondendo o cobrimento mínimo à CAA e à tipologia do elemento estrutural considerado.

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br ELS - deformação Estado Limite de Serviço/Utilização
Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br ELS - deformação Estado Limite de Serviço/Utilização

ELS - deformação Estado Limite de Serviço/Utilização

Deformações ou deslocamentos limites são valores práticos ‘utilizados’ para a verificação ‘em serviço’ do ‘estado limite de deformações’ excessivas da estrutura. Para efeitos da NBR 6618/2003 estas deformações são classificadas a partir de quatro características básicas, com vistas a estabelecer limites indicados na tabela seguinte:

Aceitabilidade sensorial

Efeitos específicos – vinculados à utilização da edificação

Efeitos de elementos não estruturais – deslocamento que causam o mau funcionamento de elementos não estruturais, mas vinculados a ela.

Efeitos em elementos estruturais, alterando o modelo estrutural adotado.

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ELS - deformação Estado Limite de Serviço/Utilização

Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br ELS - deformação Estado Limite de Serviço/Utilização SETEMBRO 2012 2 2
Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br ELS - deformação Estado Limite de Serviço/Utilização SETEMBRO 2012 2 2

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br • CÁLCULO DE DEFORMAÇÕES – FLECHAS FLECHA

CÁLCULO DE DEFORMAÇÕES – FLECHAS

FLECHA

instantânea f o = β. M.L 2 /(E.J)

‘diferida’ f i = (1 + α f ).f o

infinita

Fatores de influência:

β:

o

Vinculação

o

Tipo de carga

Vão L

Momento fletor M

Módulo de elasticidade longitudinal fck

Inércia da seção b, h, A s , A s

ELEMENTOS ESTRUTURAIS TÍPICOS

Lajes

Vigas

Pilares

Pilares Parede

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LAJES

5

cm

coberturas sem balanço

7

cm

piso / cobertura com balanço

10

cm estacionamento (<30KN)

12

cm estacionamento (>30KN)

16

cm

lajes planas

cm estacionamento (>30KN) 16 cm lajes planas Tipo de Armadura Taxa de Armadura (*) As negativa

Tipo de Armadura

Taxa de Armadura (*)

As negativa

>= mínima

As positiva (1 direção)

>= mínima

As positiva (2 direção)

67% mínima

 

>= 20%As;

As positiva secundária

>=0,9cm 2 /m; >=50%mínima

(*) considerar como mínima a As indicada para as VIGAS

>=0,9cm 2 /m; >=50%mínima (*) considerar como mínima a As indicada para as VIGAS SETEMBRO 2012

SETEMBRO 2012

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VIGAS

Taxa mínima de armadura de flexão

: As - longitudinal

Taxa mínima de armadura de flexão : As - longitudina l Taxa mínima de armadura de
Taxa mínima de armadura de flexão : As - longitudina l Taxa mínima de armadura de

Taxa mínima de armadura de cisalhamento: A sw - estribos A sw min = [ρ w min ].100.b = [0,2.(f ctm / f yk )].100.b = [0,2.(0,3.f ck 2/3 / f yk )].100.b

Ou de forma simplificada:

A sw min = (f ck 2/3 / f yk ).6.b

As de pele (A s pele )

NB1 / 78

NBR 6118 / 2003

As = 0,005%. b.h

As =0,010%. b.h

Características:

Exigência para h > 60 cm

Mínimo de 2 barras por face.

s

< 20 cm (espaçamento)

s

< d/3

SETEMBRO 2012

25

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PILARES

Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br PILARES b w Para casos de b menor do que 19

b w

Para casos de b menor do que 19 cm, a Norma exige que o coeficiente de

majoração seja alterado de acordo com a tabela seguinte:

> 19 cm

seja alterado de acordo com a tabela seguinte: > 19 cm A s min pilar NB1

A s min pilar

NB1 / 78

NBR 6118 / 2003

A s max = 6%.Ac

A s max = 8%.Ac A s min = 0,4%.Ac

min:

= 10.0 mm >= 1/8 da menor dimensão transversal da seção

PILARES-PAREDE

Características Gerais:

a > 5b : maior dimensão é superior a 5x a menor dimensão. Considerar efeitos de 1ª e 2ª ordem. A sw >= 0,25% A s

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br • ANCORAGEM DE ARMADURA NBR 6118/2003 Itens:
Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br • ANCORAGEM DE ARMADURA NBR 6118/2003 Itens:

ANCORAGEM DE ARMADURA

NBR 6118/2003

Itens: 9.4;18.3.2.4.1;18.3.3.3.1;22.2.4.2;22.3.2.4.3;22.3.2.4.4

O comprimento básico de ancoragem (L b ) reto de uma barra, necessário para

ancorar a força

A

S

f

yd

L

b

, é dado por:

=

φ

f yd

4

f bd

considerando que, f bd = resistência de aderência de cálculo entre a armadura e o concreto (9.3.2.1)

onde

e,

f

bd

f

ctd

=

η

1

η

2

=

f

ctk

,inf

η

3

/γ

c

f

ctd

SETEMBRO 2012

(8.2.5)

f ctk ,inf ⋅ η 3 / γ c ⋅ f ctd SETEMBRO 2012 (8.2.5) f

f

ctk ,inf

 

f

ck

2 / 3

)

=

0.7 (0.3

 

2 / 3

f

ctk

,inf

=

0.21

f

ck

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br η valor característica η 1 1.0 para

η

valor

característica

η 1

1.0

para barras lisas (CA25)

η 1

1.4

para barras entalhadas (CA60)

η 1

2.25

para barras nervuradas (CA50)

η 2

η 2

1.0

0.7

para situações de BOA aderência (B)

para situações de MÁ aderência (M)

η 3

1.0

para φ < 32mm

η 3

(132 φ)

para φ 32mm

100

O comprimento de ancoragem necessário é dado por:

L

b nec

,

= α L

b

A Scalc

A Sef

L

b,min

onde, o coeficiente α tem, como objetivo principal, permitir uma redução á L b devido á ocorrência de gancho na armadura, adotando-se:

α para

α para barras tracionadas com ganchos e com cobrimento 3φ

= 1.0

= 0.7

barras sem ganchos.

A S,calc armadura calculada

L

b

=

φ

f yd

4

f bd

A S,ef armadura efetiva

L

b ,min

0.3 L

b

10

100 mm

φ

considerando que

L

b

,min

0.3L

b

, podemos concluir que

Lb

nec

=

α

L

b

A S calc

,

A

S ef

,

0.3 L

b

e que o valor máximo para A S efetiva pode ser dado por

A

S ef

,

3.33 α

A

S calc

,

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Os ganchos devem observar os seguintes critérios:

Os ganchos devem observar os seguintes critérios: 2φ Tipo 1 4φ Tipo 2 8 φ Tipo
2φ Tipo 1
Tipo 1
4φ Tipo 2
Tipo 2

8φ

Tipo 3
Tipo 3

Devendo ser garantidos os diâmetros mínimos de dobramento, tanto para ganchos como para estribos:

Bitola (mm)

CA 25

CA 50

CA 60

10 10 < Ø 20 20

3 Ø

3

Ø

3 Ø

4 Ø

5

Ø

-

5 Ø

8

Ø

-

Observe-se, ainda, que para os estribos o diâmetro comprimentos mínimos do gancho são:

φ

t

10

mm

e que os

TIPO

L

gancho

L

min

TIPO 1

 

5

Ø

5cm

TIPO 2

5

Ø

5cm

TIPO 3

10 Ø

7cm

5cm TIPO 2 5 Ø 5cm TIPO 3 10 Ø 7cm Assim, calculando a ancoragem básica
5cm TIPO 2 5 Ø 5cm TIPO 3 10 Ø 7cm Assim, calculando a ancoragem básica
5cm TIPO 2 5 Ø 5cm TIPO 3 10 Ø 7cm Assim, calculando a ancoragem básica
5cm TIPO 2 5 Ø 5cm TIPO 3 10 Ø 7cm Assim, calculando a ancoragem básica
5cm TIPO 2 5 Ø 5cm TIPO 3 10 Ø 7cm Assim, calculando a ancoragem básica
5cm TIPO 2 5 Ø 5cm TIPO 3 10 Ø 7cm Assim, calculando a ancoragem básica
5cm TIPO 2 5 Ø 5cm TIPO 3 10 Ø 7cm Assim, calculando a ancoragem básica
5cm TIPO 2 5 Ø 5cm TIPO 3 10 Ø 7cm Assim, calculando a ancoragem básica

Assim, calculando a ancoragem básica para os casos mais correntes temos:

f

yd

L

b

=

φ

f

yd

=

φ

f

yd

4

f

bd

4 η

1

η

2

η

3

f

ctd

aço CA50A

f

yd

=

f

yk

/ γ

S

=

f

yk

SETEMBRO 2012

/1.15 = 434.8

MPa

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f

bd

→=

η

1

η

2

η

3

=

1

=

=

η

η

2

η

3

2.25

1.00

1.00

f

ctd

( barras nervuradas – CA50 )

( ancoragem em zona de boa aderência )

( φ < 32mm

)

então:

f

ctd

L

b

=

f ctk ,inf

0.21 f

ck

2 / 3

=

γ

c

1.4

=

=

φ

4

434.8

2.25 0.15

f

ck

2 / 3

0.15

L

b

=

f

ck

2 / 3

322

φ

f

ck

2 / 3

( f ck em MPa )

( em MPa )

2 / 3 322 ⋅ φ f ck 2 / 3 ( f c k em

Em anexo, encontra-se planilha elaborada de acordo com os critérios da Norma NBR 6118/2003, para os vários tipos de aço, concreto e diâmetros das barras mais usuais.

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COMPRIMENTO DE ANCORAGEM DE ACORDO COM A NBR 6118/2003

Lb básico

abril.2008

Prof. Eduardo Giugliani, PUCRS

Aço

Ø

Area

Peso

 

fck (Mpa)

20

21

22

23

24

25

28

30

35

40

50

Tipo

mm

cm2

kg/m

 

Lb em cm

 

3,4

0,090

0,072

29

28

27

26

25

25

23

22

20

18

16

4,2

0,140

0,110

35

34

33

32

31

31

28

27

24

22

19

CA 60

4,6

0,170

0,132

39

38

36

35

34

33

31

30

27

24

21

5,0

0,200

0,160

42

41

40

38

37

36

34

32

29

27

23

6,0

0,280

0,230

51

49

47

46

45

44

40

39

35

32

27

 

6,4

0,320

0,260

54

52

51

49

48

46

43

41

37

34

29

7,0

0,385

0,300

59

57

55

54

52

51

47

45

41

37

32

eta1

8,0

0,500

0,400

67

65

63

61

60

58

54

51

46

42

37

1,40

 

Lb em Ø

84

82

79

77

75

73

67

64

58

53

46

Tipo

mm

cm2

kg/m

 

Lb em cm

 

6,3

0,315

0,250

28

27

26

25

24

24

22

21

19

17

15

8,0

0,500

0,400

35

34

33

32

31

30

28

27

24

22

19

CA 50

10,0

0,800

0,630

44

42

41

40

39

38

35

33

30

28

24

12,5

1,250

1,000

55

53

51

50

48

47

44

42

38

34

30

16,0

2,000

1,600

70

68

66

64

62

60

56

53

48

44

38

20,0

3,150

2,500

87

85

82

80

77

75

70

67

60

55

47

 

22,5

4,000

3,150

98

95

92

90

87

85

79

75

68

62

53

25,0

5,000

4,000

109

106

103

100

97

94

87

83

75

69

59

eta1

32,0

8,000

6,300

140

135

131

127

124

121

112

107

96

88

76

2,25

 

Lb em Ø

44

42

41

40

39

38

35

33

30

28

24

Lb básico

comprimento de ancoragem básido

=

Ø / 4 x fyd / fbd

( para barras comprimidadas/tracionadas)

 

Ø

=

diâmetro da armadura

 

fyd

=

resitência de cálculo do aço

=

fyk/1.15

fbd

=

resistência de aderência de cálculo entre o concreto e a armadura

=

η1.η2.η3.0,15.(fck)² / ³

η

=

coeficientes para cálculo da tensão fbd: η1=coef. de conformação do aço; η2 = 1.0; η3 = 1.0 (ver item 9.3.2.1)

 

10 cm

Lb nec

comprimento de ancoragem necessário

=

α x Lb x Ascal / Asef

 

Lb min

10 Ø

 

α =

1.0

ancoragem reta, sem gancho

 

0.33 Lb

α =

0.7

ancoragem com gancho, com cobto no plano normal ao gancho

 

α =

0.5

ancoragem com gancho e barra transversal (ver itens 9.4.2.2 e 9.4.2.5)

 

SETEMBRO 2012

Lb min

As cal

As ef

=

armadura calculada

armadura efetiva

= comprimento de ancoragem mínimo

Obs:

Para barras comprimidas (caso de pilares) não poderá ser utilizado gancho, somente ancoragem reta.

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br • ABERTURAS EM ELEMENTOS DE CONCRETO A Norma Brasileira

ABERTURAS EM ELEMENTOS DE CONCRETO

A Norma Brasileira de Concreto – NBR 6118/2003 – dispõe sobre este assunto nos itens 21.3, 13.2.5 e 13.2.6, abordando os aspectos inerentes a furos, aberturas e canalizações em elementos de concreto armado. Qualquer estrutura que apresenta, em suas exigências de projeto, a necessidade de furos ou aberturas, deverá ser projetada e detalhada para absorverem as alterações do fluxo de tensões que ocorrem no entorno destes locais, prevendo-se armaduras especiais para estes casos, além daquelas necessárias para a estabilidade do elemento em função das solicitações atuantes. Por uma questão de definição, chamam-se de ‘furos’ os espaços de pequenas dimensões e, por outro lado, ‘aberturas’, aqueles espaços de dimensões maiores. Um conjunto de furos muito próximos deverá ser avaliado como uma ‘abertura’. No caso de vigas de concreto armado, devem ser observadas limitações construtivas mínimas para a existência de aberturas paralelas à sua altura (NBR 6118/2003, item 21.3.3):

o

Não devem apresentar diâmetro superior a 1/3 da largura da viga;

o

A distância mínima do furo à face da viga deve ser de 5

cm ou duas vezes

o

cobrimento

da armadura

especificado;

 

o

No

caso

de

vários

furos,

estes

devem

estar

espaçados de, no mínimo, 5

cm ou o valor do diâmetro

devendo manter

do

pelo

estribo

nesta região.

furo,

menos

um

devendo manter do pelo estribo nesta região. furo, menos um Figura 1: Aberturas em Vigas –

Figura 1: Aberturas em Vigas – disposições mínimas (fonte: NBR 6118/2003)

Tanto para o caso de vigas como de lajes, a seção remanescente de concreto, descontada a área do furo ou da abertura, deverá ser verificada quanto a sua capacidade de resistência ao cisalhamento e à flexão, a partir das solicitações previstas pelo cálculo.

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br Nem sempre os elementos estruturais devem ser reavaliados

Nem sempre os elementos estruturais devem ser reavaliados devido à existência de furos ou aberturas, caso sejam observadas as seguintes características (NBR 6122/2003, itens 13.2.5.1 e 2):

1.VIGAS

Dispensa

de

reforço

de

armadura,

caso

sejam

observadas

as

seguintes

condições:

o

Furos posicionados na zona de tração do elemento e a uma distância mínima do apoio equivalente à duas vezes a altura da viga (2h);

o

Dimensões máximas do furo de 12 cm ou h/3;

o

Distância entre os furos, em mesmo vão, de no mínimo 2h.

2. LAJES

Dispensa de reforço de armadura, sendo as lajes armadas em duas direções, e observadas as seguintes condições:

o

As dimensões da abertura devem corresponder a, no máximo, 1/10 do vão menor da laje – ver Figura 2;

o

A distância mínima entre o bordo da laje e a face da abertura deve ser, no mínimo, de ¼ do vão na direção considerada – ver Figura 2;

o

A distância entre as faces de aberturas adjacentes deve ser maior que ½ do menor vão da laje.

adjacentes deve ser maior que ½ do menor vão da laje. Figura 2: dimensão limites para

Figura 2: dimensão limites para aberturas em lajes para dispensa de verificação

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CANALIZAÇÕES

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CANALIZAÇÕES Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br Para o caso de canalizações embutidas (NBR 6118/2003, item

Para o caso de canalizações embutidas (NBR 6118/2003, item 13.2.6), posicionadas ao longo do eixo longitudinal do elemento de superfície, para o caso de Lajes, ou no interior de um elemento linear, para o caso de Vigas e Pilares, fica proibida sua ocorrência nos seguintes casos:

o Canalizações sem isolamento quando destinadas à passagem de fluidos com variação de temperatura superior à 15ºC em relação ao ambiente, desde que não isoladas ou verificadas para esta finalidade;

o

Canalizações destinadas a suportar pressões internas superiores a 0,3 MPa;

o

Canalizações embutidas em pilares de concreto, tanto imersas no material ou em espaços vazios internos do elemento, sem a existência de aberturas para drenagem.

ABERTURA EM VIGAS

Preferencialmente, quando possível, deve-se projetar aberturas em vigas permitindo a permanência das bielas de compressão devido à existência das forças cortantes, conforme ilustra a Figura 3.

das forças cortantes, conforme ilustra a Figura 3. Figura 3: Posição preferencial de pequenas aberturas em

Figura 3: Posição preferencial de pequenas aberturas em vigas (fonte: NBR 6118/2003) Sempre que o comprimento da abertura, no sentido do eixo longitudinal da viga for superior a 0,60 h, recomenda-se que este fato seja considerado no dimensionamento do elemento e avaliada a possibilidade de colocação de armaduras de reforço, como indicado a seguir. Nesta região, no trecho da viga onde está posicionada a abertura, a viga passa a funcionar como o modelo de pórtico, formando um quadro rígido. Em que pese a viga com abertura poder suportar a mesma carga que de uma viga de alma cheia, desde que corretamente dimensionada sua armadura de reforço,

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br cabe ressaltar que sua rigidez diminui, o que poderá ser um

cabe ressaltar que sua rigidez diminui, o que poderá ser um inconveniente para outros fatores, como por exemplo, a verificação das deformações do elemento.

A Figura 5 ilustra estas etapas a serem seguidas com vistas ao

dimensionamento das armaduras de reforço no entorno de aberturas em vigas de concreto.

No caso de aberturas circulares muito próximas, de acordo com Leonhardt,

deverá ser garantida uma distância mínima de 5 cm entre os furos, sendo conveniente adicionar armaduras de cisalhamento inclinadas, conforme indicado na Figura 4.

de cisalhamento inclinadas, conforme indicado na Figura 4. Figura 4: Armaduras inclinadas para vigas com furos

Figura 4: Armaduras inclinadas para vigas com furos circulares (fonte: LEONHARDT, Volume 3)

Observação 1:

Nestes procedimentos, procurou-se não se caracterizar o banzo superior como comprimido e o banzo inferior como tracionado, o que seria normal em vigas bi- apoiadas, sujeitas assim à tração em sua face inferior. Fato contrário, quando da ocorrência de aberturas próximas aos apoios internos de vigas contínuas, esta situação inverte-se, sendo portando tracionada a face superior da viga nesta região. Observação 2:

Para o dimensionamento dos banzos à flexão composta sugere-se a utilização dos Diagramas de Iteração, conforme indicado na Figura 6 (Fusco), obtendo-se para cada banzo:

ν d = N d / (Ac.f cd ) e µ d = M d / (A c .h.f cd ) = ν d .e/h ábaco ω A s = ω.A c .f cd / f yd

onde:

N d = 1,4 . N e = M / N

sendo que devemos ter em cada face do banzo uma armadura equivalente à A s /

2.

SETEMBRO 2012

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br Observação 3: Para o dimensionamento das armaduras de

Observação 3:

Para o dimensionamento das armaduras de cisalhamento dos banzos, deve-se considerar, além das características do tipo de concreto e aço (fck e fyk), os seguintes procedimentos, de acordo com a Norma NBR 6118/2003, considerando V’ o esforço cortante aplicado na seção:

Banzo Comprimido Seção: b, h c , d c = h c – cob to Solicitação: V’ = V c = 0,80.V

A swc A sw min

Banzo Tracionado Seção: b, h t , dt = h t – cob to Solicitação: V’ = V t = 0,20.V

A swt A sw min

Cálculo da Armadura A sw A sw = 100.b.ζd / f yd A sw min A sw min = [ρ w min ].100.b = [0,2.(f ctm / f yk )].100.b = [0,2.(0,3.f ck 2/3 / f yk )].100.b ou, de forma simplificada:

A sw min = (f ck 2/3 / f yk ).6.b

onde:

f cd = f ck /1,4 e f yd = f yk /1,15 ζ d = 1,11.( ζ wd ζ c ) 0 ζ wd = 1,4.V’ / (b.d) 1 ζ c = 0,09.fcd 2/3 flexo-tração 2 ζ wu = 0,27.αv. f cd = 0,27 . (1 - f ck / 250). f cd adotando espaçamentos ‘s’ limites dado por:

s max 0.6d 30 cm quando ζ wd 0,67.ζ wu s max 0.3d 20 cm quando ζ wd > 0,67.ζ wu 1 b’ e ‘d’ referem-se às dimensões da seção a ser dimensionada 2 adotado também, por simplificação, para a flexo-compressão (ζ cc = 0,09.fcd 2/3 . M o /M sd,max !!!)

Considerando-se as seguintes convenções (ver Figura 5):

h

altura da viga

d

altura útil da viga

b

largura da viga

L

vão da viga

L1

comprimento da abertura

a

altura da abertura

hc

altura do banzo comprimido

ht

altura do banzo tracionado

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br recomenda-se a adoção das seguintes etapas para o

recomenda-se a adoção das seguintes etapas para o dimensionamento de vigas com aberturas, de acordo com Leonhardt:

ETAPAS PARA O DIMENSIONAMENTO DE ARMADURAS DE REFORÇO EM ABERTURAS DE VIGAS

1. Definição dos diagramas de solicitações de M e V da viga, para as cargas atuantes;

2. Dimensionamento da viga à flexão e ao cisalhamento considerando a seção cheia. (M A s flexão ; V A sw );

3. Definição da seção s onde será posicionado o centro da abertura, obtendo-se as solicitações M s e V s , onde :

M s

momento fletor na seção s

V s

esforço cortante na seção s

4. Posicionamento da abertura na direção da altura da viga, priorizando-se preferencialmente a ocupação da zona tracionada da alma e os critérios indicados na Figura 1;

5. Determinação das forças normais nos banzos:

N c = N t = M s / z onde :

N

N

z distância na vertical entre os eixos dos banzos

força de compressão, no banzo comprimido força de tração, no banzo tracionado

c

t

6. Determinação das forças cortantes nos banzos, a partir do V s da seção,

considerando-se que um maior % de V s seja absorvido pelo banzo comprimido, pois o banzo tracionado é admitido fissurado (Estádio II):

V

V

c

t

= 0,80 a 0,90 Vs = 0,20 a 0,10 Vs

cortante no banzo comprimido (adotado:0,80) cortante no banzo tracionado (adotado:0,20)

7. Determinação dos momentos fletores nos banzos:

M c = V c . L1/2 M t = V t . L1/2

momento fletor no banzo comprimido momento fletor no banzo tracionado

8. Dimensionamento dos banzos à flexão composta:

Banzo

comprimido:

M c , N c , V c

Banzo

tracionado:

M t e N t , V t

sendo

A sc e A swc

A st e A swt

A sc e A st as armaduras longitudinais nos banzos, calculadas de acordo com as orientações da NBR 6118/2003 para flexão-composta, devidamente ancoradas de um comprimento L b na região de alma cheia da viga, e

9. A swc e A swc as armaduras transversais nestes mesmos banzos, calculadas de acordo com as orientações da NBR 6118/2003.

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Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br 10. Determinar armadura de suspensão (A s w s ) nas

10. Determinar armadura de suspensão (A sws ) nas extremidades da abertura para um esforço cortante equivalente a 0,80 V s , distribuída em uma largura de h/4, em ambos os lados;

Nas figuras seguintes, são ilustrados os passos e ferramentas para o dimensionamento expedito do reforço de aberturas em vigas:

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Figura 5: Viga bi-apoiada com abertura de dimensões L1 x a1

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Figura 6: Diagramas de Iteração (FUSCO) - Flexão Composta

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• PUNÇÃO Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br DE ACORDO COM CORDOVIL (1997, PG. 18): A partir
• PUNÇÃO Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br DE ACORDO COM CORDOVIL (1997, PG. 18): A partir
• PUNÇÃO Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br DE ACORDO COM CORDOVIL (1997, PG. 18): A partir

DE ACORDO COM CORDOVIL (1997, PG. 18):

A partir de ensaios de punção realizados em lajes de concreto armado pode-se observar que o panorama da fissuração, antes da ruptura, apresenta fissuras predominantemente radiais, não indicando uma tendência à formação de um sólido parecido com um elemento axissimétrico. O sólido que se forma com uma fissura circunferencial, não muito definido, somente o ocorre na ruptura da laje quando o concreto perde todas as suas resistências, inclusive ao cisalhamento, por pulverização do material na região solicitada.

As barras tracionadas das armaduras de flexão permitem, em função da taxa de armadura, a maior ou menor ocorrência de fissuras na massa de concreto. Essa fissuração, juntamente com a microfissuração do cimento endurecido e da zona de transição, configura um quadro muito complexo. Isso torna o estabelecimento de uma teoria geral aceitável para o problema da punção em lajes de concreto armado.

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VANTAGENS: Felipe Brasil Viegas – fbviegas@pucrs.br Do uso das lajes planas, em relação ao tradicional piso

Do uso das lajes planas, em relação ao tradicional piso com lajes e vigas:

Solução mais econômica do que a solução tradicional

Permite a redução do pé-direito e facilita a passagem de dutos sob a face inferior;

As formas são mais simples e econômicas;

Maior ventilação e iluminação, pela ausência de vigas;

Menores prazos de execução;

Facilidade de armação e concretagem;

DESVANTAGENS:

Em edifícios residenciais, normalmente não há uma disposição regular dos pilares e assim a laje plana pode se tornar antieconômica;

A ausência de vigas pode deixar a estrutura muito deformável frente às ações horizontais, o que é um sério problema em edifícios altos;

Para edifícios altos deve-se projetar em série de elementos de contraventamento, como paredes estruturais ou pilares-parede nas caixas dos elevadores;

CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO:

SEGUNDO CORDOVIL (1997, PG. 38):

Ensaios demonstram que as deformações circunferenciais, inicialmente, são maiores que as deformações radiais. Por isso, as fissuras radiais surgem em primeiro lugar. Somente na ocasião da ruptura há a formação de uma fissura quase circular, que limita o contorno de um sólido deslocado ao redor do pilar.

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