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ANSAY, Pierre; SCHOONBRODT, René.

Penser la ville – Choix de textes philosphiques (Pensar


a cidade - escolha de textos filosóficos).

Organização dos textos no livro:


Platão: p.s 114 a 135; Aristóteles: p.s 136 a 143; Augustin: p.s145 a 147; Thomás de Aquino: p.s
148 a 153

Platão:
Apresenta a ideia de que uma sociedade bem ordenada é aquela onde cada indivíduo
desempenha a função na qual é mais habilidoso. Os hábeis com as mãos deveriam ser artesãos,
os fortes devem proteger a cidade e os sábios devem governá-la. Platão pensa também sobre
como deve ser a educação nesta cidade ideal, para conseguir desenvolver em cada criança o
seu potencial a fim de que possa executar melhor a sua função. Cada indivíduo, para ele, será
livre enquanto estiver cumprindo as leis, criadas com o intuito de melhor conduzir a cidade.
O texto inicia com uma discussão entre Sócrates e Amianto sobre a natureza da justiça.
Diante disso, Sócrates propõe que a questão seja analisada num âmbito maior, aquele do Estado
ou cidade. Segundo Sócrates “O que causa o nascimento a uma cidade, penso eu, é a
impossibilidade que cada indivíduo tem de se bastar a si mesmo e a necessidade que sente de
uma porção de coisas; ou julgas que existe outro motivo para o nascimento de uma cidade?
Então, apresenta uma cidade ideal, com divisão de classes, composta por lavradores,
artesãos e mercadores, cada uma destas classes, desempenhando na cidade o papel que lhe
cabe. Apresenta a ideia de que uma sociedade bem ordenada é aquela onde cada indivíduo
desempenha a função na qual é mais habilidoso. Glauco intervém novamente, propondo que
seja acrescentada a estas classes, uma outra, a dos guardiões ou guerreiros, destinada à defesa
da cidade. Sócrates - os hábeis com as mãos deveriam ser artesãos, os fortes devem proteger
a cidade e os sábios devem governá-la.
Segundo o autor enquanto a cidade for sabiamente administrada ela será
considerada grande, e considera que o limite de crescimento está associado a
conservação da unidade da cidade, pode estender-se, mas não para além disso, tem que
manter proporções suficientes. Surge, porém, a questão de sua educação. Platão pensa
também sobre como deve ser a educação nesta cidade ideal, para conseguir desenvolver em
cada criança o seu potencial a fim de que possa executar melhor a sua função. Sócrates admite,
em seguida, que somente os governantes tem o direito de mentir aos súditos, se a finalidade de
tal ato for o bem da cidade.
O Livro quatro inicia com uma resposta à objeção de Adimanto, para o qual os guardiões
não seriam felizes em tal cidade. Sócrates especifica que na cidade ideal, importa o bem da
coletividade, não apenas de uma única classe de cidadãos. A legislação esteja baseada sobre
poucos princípios fundamentais, especialmente, a justiça. Para que seja garantida a existência
da justiça, é necessário que os cidadãos aprendam a desenvolver a prática de três virtudes: a
sabedoria, a coragem e a temperança.
A sabedoria é a virtude daqueles que têm por função o governo da cidade. A coragem é
necessária aos guardiões quando estão no campo de batalha para atacar ou defender sua
cidade. A temperança, por sua vez, deve estar presente em todas as classes de cidadãos. Para
Sócrates, a justiça existe na medida que cada um desempenha bem seu papel como cidadão. A
justiça no Estado se identifica com a justiça no indivíduo.
Existe, pois, correlação entre Estado e indivíduo, isto é, a estrutura da alma é análoga
aquela da cidade. Novas distinções são apresentadas, desta vez, sobre a alma. Nela estão
presentes as faculdades racional, concupiscível e irascível. O homem é justo quando sua
faculdade racional impera sobre as outras.
Cada indivíduo, para ele, será livre enquanto estiver cumprindo as leis, criadas com o
intuito de melhor conduzir a cidade. A conclusão sobre a sociedade perfeita de Platão é simples:
todos teriam oportunidades iguais, porém ocupando cargos diferentes na sociedade.
Aos dirigentes do Estado, não seriam concedidas regalias, muito pelo contrário:
dormiriam todos em um mesmo local, alimentando-se de culinária vegetariana e possuindo
apenas aquilo que fosse necessário para sua sobrevivência. Aos demais, a renúncia de certas
virtudes em prol de uma comunidade. Como justificativa para sua teoria, Platão dizia que a
justiça, naquela época, era nada mais do que um jogo de interesse, cujas regras eram criadas
pelos governantes e fundamentadas em seus próprios interesses.
Sendo assim, o que Platão fez foi criar um sistema que julgou ser justo e adequado à
necessidade da sociedade naquela época, norteado pelas teorias que havia desenvolvido em
seus estudos sobre a moral humana.

ARISTÓLES
Vai discordar de Platão. Em Política, Aristóteles pensa que a cidade ideal de Platão, onde
há prioridade daquilo que é público sobre aquilo que é privado, não funcionaria muito bem. Para
ele, as pessoas dão mais valor ao que pertence a si mesmo, do que ao que pertence a todos.
Aristóteles se preocupou menos com hipóteses de uma sociedade perfeita e mais em
compreender a realidade política de seu tempo, estudando as leis de diferentes cidades e as
formas de governo existentes.
A sociedade que se formou da reunião de várias aldeias constitui a Cidade, que tem a
faculdade de se bastar a si mesma, sendo organizada não apenas para conservar a existência,
mas também para buscar o bem-estar. As sociedades domésticas e os indivíduos não são senão
as partes integrantes da Cidade, todas subordinadas ao corpo inteiro, todas inúteis quando
desarticuladas. O mesmo ocorre com os membros da cidade: nenhum pode bastar-se a si
mesmo. O próprio Estado é uma espécie de comunidade, a que é necessário, em primeiro lugar,
um local comum.
Concorda com Platão com relação que o maior bem que pode acontecer para um Estado
é manter sua unidade política mas ressalta que se levarem muito longe essa unidade, ela não
será mais uma sociedade política. O que conserva o Estado é, a reciprocidade dos serviços. Esta
deve existir entre pessoas livres e iguais. Nem todos podem comandar ao mesmo tempo, mas
cada qual por sua vez, por ano ou alguma outra divisão e ordem do tempo.
A cidade pode mudar, a cidade é um tipo de comunidade, é a universalidade dos
cidadãos. Porém a qualidade do cidadão pode variar conforme a forma de governo, assim não
será mais o mesmo Estado. A cidade tem vários tipos de cidadãos, mas os verdadeiros cidadãos
são apenas aqueles que participa dos cargos.
A localização da cidade deve ser estratégia para o comércio. Quanto a comodidade
intrínseca da situação da cidade, é necessária prestar atenção em quatro coisas:
1. Salubridade: ter exposição aos ventos, ter água e cuidar da saúde de seus habitantes.
2. Bom local: próprios para exercícios e reuniões civil, e tenha saídas fáceis para seus cidadãos
e difícil para os inimigos
3. Casas particulares mais agradáveis e com espaços mais bem distribuídos
4. As ruas não serão todas alinhadas de um extremo ao outro, mas apenas uma certa parte,
tanto quanto permitir a segurança e o exigir a decoração.
Murar as cidades para viver sem medo. Localização dos templos dos Deuses – local
elevado o bastante para ser a sede da virtude e bastante fortificada para defender as áreas
circunvizinhas, e abaixo da fortaleza uma praça livre sem povo, a não ser que o magistrado
chame.
A melhor forma de organização, política, defendida por ele, é um sistema misto de
democracia e aristocracia, chamado politia, para evitar os conflitos de interesses entre os ricos
e pobres. É dele também a ideia de que o homem é um animal político, animal cívico, isto é, que
faz parte da natureza humana se organizar politicamente.
No livro terceiro de A Política, Aristóteles define a cidade como um conjunto de cidadãos,
e por sua vez define o cidadão como aquele que pode participar nas decisões deliberativas e
judiciais da cidade. O autor também diz que o papel da cidade é sobre tudo garantir a vida boa,
e ainda explica algumas formas de governo.
O autor passa boa parte da obra tentando dizer qual seria a melhor forma de governo,
porém ao final não se chega a uma conclusão, pois todos os governos possuem suas formas
corruptas, conseguindo assim, apenas expor como seria cada tipo de governo, vulgo Monarquia,
Aristocracia e República. Além disso em sua obra Aristóteles explica a diferença entre o bom
cidadão e a pessoa virtuosa, contudo chega à conclusão que não há unanimidade na definição
desses dois. Então ele passa a definir o que é cidadão, porém também não há uma unanimidade,
deixando assim o texto confuso.
Por fim Aristóteles consegue definir o cidadão (citado no segundo parágrafo), porém como
diz no texto arquivado, Aristóteles apresenta uma dificuldade em criar um critério de cidadania.
Por conta disso Aristóteles exclui mulheres, crianças, anciãos que ultrapassaram um limite de
idade, estrangeiros residentes e escravos, do grupo de cidadãos. Atualmente esse tipo de
exclusão seria inadmissível. Aristóteles foi considerado o fundador da filosofia ocidental.
AUGUSTIN
Agostinho de Hipona, conhecido universalmente como Santo Agostinho, foi um dos
mais importantes teólogos e filósofos dos primeiros anos do cristianismo cujas obras foram
muito influentes no desenvolvimento do cristianismo e filosofia ocidental. Ele era
o bispo de Hipona, uma cidade na província romana da África. Escrevendo na era patrística, ele
é amplamente considerado como sendo o mais importante dos Padres da Igreja no ocidente.
Uma das suas obras-primas é "A Cidade de Deus" e que ainda hoje é estudado.
Quando o Império Romano do Ocidente começou a ruir, Agostinho desenvolveu o
conceito de "Igreja Católica" como uma "Cidade de Deus" espiritual (na obra homônima) distinta
da cidade terrena e material de mesmo nome . Viveu num monastério por um tempo. Em 395,
passou a ser bispo, atuando em Hipona (cidade do norte do continente africano). Escreveu
diversos sermões importantes. Em “A Cidade de Deus”, Santo Agostinho combate às heresias e
a paganismo.
Santo Agostinho analisava a vida levando em consideração a psicologia e o
conhecimento da natureza. Porém, o conhecimento e as ideias eram de origem divina. Nada era
mais importante do que a fé em Jesus e em Deus. A Bíblia, por exemplo, deveria ser analisada,
levando-se em conta os conhecimentos naturais de cada época. Defendia também a
predestinação, conceito teológico que afirma que a vida de todas as pessoas é traçada
anteriormente por Deus. As obras de Santo Agostinho influenciaram muito o pensamento
teológico da Igreja Católica na Idade Média.
Em sua grandiosa visão católica da história, Santo Agostinho nos fala sobre as duas
cidades: a de Deus e a do homem. Na de Deus fundada sobre o amor a Deus levado ao desprezo
de si próprio, e a dos homens, fundada sobre o amor-próprio levado ao desprezo de Deus. Essas
cidades foram fundadas no livro do Gênesis por Caim e Abel. Caim criando uma cidade na Terra,
e Abel, que não criou nenhuma cidade na Terra, mas fundou a celeste. Para Santo Agostinho, a
primeira cidade está destinada a sofrer a pena eterna com o Diabo e a segunda a reinar
eternamente com Deus. Temos então dois personagens: o cidadão do mundo e o peregrino do
céu.
Encontramos, portanto, na cidade terrena duas formas: uma que ostenta sua presença,
outra que é com a sua presença, imagem da cidade celeste. A natureza pervertida pelo pecado
gera os cidadãos da cidade terrestre, e a graça, que liberta do pecado, gera os cidadãos da
cidade celeste. Nesse ponto podemos fazer a união entre os dois maiores teólogos da
Cristandade: Santo Agostinho e São Tomás de Aquino. São Tomás pergunta se sem a graça
pode o homem querer e fazer o bem. Ele responde que o pecado não corrompeu totalmente a
natureza humana a ponto de privá-la de todo o bem que lhe é natural. Mas para realizar uma
obra meritória de caráter sobrenatural é necessário o auxílio da Graça. Santo Agostinho dirá:
“sem a Graça ninguém pode absolutamente fazer o bem: seja pensando querendo, amando ou
agindo”.
Ele também dirá a respeito se a Graça acrescenta algo à alma:” onde disse que a Graça
consistia na remissão dos pecados, e a paz na reconciliação com Deus; não se deve entender
que a paz e a reconciliação não fazem parte da Graça, no sentido geral do termo mas que,
tomado num sentido especial, este termo graça designa a remissão dos pecados”.
São Tomás diz que a Graça é maior em uma pessoa do que em outra, mas isso não nos
deve deixar tristes ou com sentimentos de inveja, pois nesse ponto há desigualdade. Porque
Deus dispensa os dons de sua Graça de diversas maneiras, porque Ele estabeleceu os diversos
graus das coisas para a perfeição do universo. O cidadão da cidade Celeste questiona se a graça
é a mesma coisa que virtude. Santo Agostinho diz que “a graça que opera, é a fé que opera pelo
amor”. Logo a Graça seria uma virtude. Mas Santo Agostinho também diz que “a Graça é anterior
à caridade”. Portanto a Graça não é uma virtude. Como resolver essa questão?
Aristóteles diz que “ a virtude é uma disposição do que é perfeito, e o perfeito é o que
está disposto segundo a natureza”. São Tomás explica que como a luz da razão é distinta das
virtudes adquiridas, a luz da Graça é uma participação à natureza divina e é distinta das virtudes
infusas que derivam desta luz e lhe são ordenadas. São Tomás não identifica a Graça com a
virtude.
A vida é uma batalha, mas Santo Agostinho diz ao cidadão da cidade celeste que é melhor
a guerra com a esperança da vida eterna do que o cativeiro sem esperança de liberdade. A
influência platônica em Santo Agostinho é bem conhecida.
Na Cidade de Deus ele confessa que o platonismo é a filosofia que mais se aproxima da
fé cristã. Platão estabeleceu que o fim do bem é viver de acordo com a virtude, o que pode
conseguir apenas quem conhece e imita a Deus, e que essa é a única fonte de sua felicidade.
Santo Agostinho quer que o filósofo tenha amor a Deus, porque gozar de Deus e amar a Deus é
ser feliz. Diz também, que é necessário às vezes pegar em armas para defender a fé cristã.

Augustin d'Hippone
(345-430)
Seu pai era um pagão, sua mãe cristã. Maniqueísmo ganhou eloquência Agostinho
professou, e acredita nas doutrinas platônicas encontrar a verdade que ele procura. Tocado pela
graça, ele foi batizado por Santo Ambrósio, vende sua propriedade para dar aos pobres, e foi
ordenado sacerdote antes de se tornar bispo de Hipona.
Polemista, defendeu a fé católica contra os hereges. Teólogo e filósofo, ele multiplica
tratados doutrinais, interessados em todos os problemas, dogmática, moral, ascética e mística.
Bishop, ele governa e ensina seu povo. Apologista, ele defendeu o cristianismo contra as injúrias
dos gentios na Cidade de Deus e, ao mesmo tempo, tenta identificar o sentido sobrenatural da
história. Qualquer pensamento de Agostinho é centrado em torno de duas questões
fundamentais: Deus e do destino do homem perdido pelo pecado, salvo pela graça.
A tensão para o eterno, que é a do amor, explica a filosofia da história contida neste texto,
escrito após o desastre do saco Roma 410. Roma, cidade terrena não é eterno: o seu caem sob
a "paixão hegemonia", revela a mortalidade de civilizações contra a qual o reino cristão, cidade
celestial, aparece em sua glória eterna.
p. 146:

XXVIII. Dois amores fizeram duas cidades: o amor a si mesmo ao desprezo de Deus, a cidade
terrena do amor de Deus ao desprezo de si mesmo, a cidade celestial.
Um orgulha-se, o outro no Senhor. A glória de demanda para os homens; para outros,
Deus testemunho de sua consciência é a sua maior glória. Um em glória levanta sua cabeça; o
outro diz a Deus: "Tu és a minha glória e você levantar a minha cabeça." Um em seus líderes ou
nações que subjuga, é dominado pela paixão de dominar; na outra, vemos cada líder caridade
serviço de dirigir, súditos obedientes. Um por seus mestres, como sua própria força; o outro disse
a Deus: Eu te amo, Senhor, tu és a minha força.

IV. Para a cidade terrena que não vai durar para sempre (porque uma vez condenado à pena de
morte, não vai ser uma cidade) está aqui em baixo é bom que partilha lhe traz alegria, tanto
quanto em pode dar essas coisas. E por mais que ele não está poupando qualquer aborrecimento
para quem se apaixonar nesta cidade é muitas vezes dividida contra si mesma por suas brigas,
suas guerras, suas lutas, suas fontes de vitórias e mortes -se fatal. Para cada parte da cidade
que gera guerra contra outro tenta fazer-se senhor do povo, embora seja vícios em cativeiro. Se,
quando ela ganhou, ela exalta seu orgulho, sua conquistá-lo até causar a morte.
Mas se, pensando no estado e as vicissitudes comuns, ele incha sob essa prosperidade faz
ansiedade de possíveis retornos de adversidade, a sua vitória só foi fatal porque então será
impossível manter sempre sua dominação sobre aqueles que ela poderia subjugá-lo. Mas parece
errado de que as mercadorias que estes desejos da cidade não são imóveis, uma vez que ela
própria, como uma festa para a raça humana, é ainda melhor. Pois, para rastrear bens, ela quer
um pouco de paz terrena, e que é para obtê-lo na guerra.
Se ela triunfa e não mais resistir a ela, será a paz que não tinha partidos de oposição,
quando eles estavam lutando por sua propriedade lamentável que eles não poderiam ter a
pobreza juntos. Esta é a paz que o exercício dessas guerras desgastante, paz obtém uma vitória
gloriosa respeitável!

p.147:
XI. É por isso que podemos dizer para a paz, como já dissemos da vida eterna, que é para nós
o fim de nossa propriedade; especialmente como a Cidade de Deus, o tema desta apresentação
trabalhoso, o salmo sagrado aborda estas palavras: Louvor, ó Jerusalém, o Senhor! Sion
abençoar teu Deus como ele consolidou as fechaduras das tuas portas; pois ele tem abençoado
o teu filho em você, que te dá a paz fronteira. Para quando as fechaduras das portas foram
consolidadas, nem mais, nem que não vai sair.
E, portanto, por Borders (multas) que ouvimos aqui está a paz que queremos demonstrar
que é a paz final. Para Jerusalém, o nome místico daquela cidade, significa que temos acima
mencionado, visão de paz. Mas porque a palavra paz também é frequentemente usado em
nossos casos perecíveis onde reconhecidamente não há vida eterna, nós preferimos a palavra
de vida eterna para a paz para denotar o fim em que a cidade encontra o seu soberano ok.
Agostinho, Cidade de Deus, a tradução francesa de G. Combes. Ed. Desclée De Brouwer, de
1959.

OUTRA TRADUÇÃO
Seu pai era um pagão, como mãe cristã. Maniqueísmo ganhou eloquência Agostinho
professou, e acredita nas doutrinas platônicas encontrar a verdade que ele procura. Tocado pela
graça, é batizar por St. Ambrose, vende sua propriedade para dar aos pobres, e foi ordenado
d`Hippone pronto antes de se tornar bispo.
Polemista, defendeu a fé católica contra os hereges ali. E filósofo teólogo, ele multiplica
ali tratados doutrinários, são interessantes para todos os problemas, dogmática, moral, ascética
e mística. Bishop, ele governa e ensina seu povo. Apologista, ele defendeu o cristianismo contra
as injúrias dos gentios na Cidade de Deus e, por sua vez, tenta limpar o sentido sobrenatural da
história. Todo o pensamento está centrado d`Augustin autor duas questões-chave: Deus e do
destino do homem perdido pelo pecado, salvo pela graça.
A tensão para o Senhor, que é o do amor, explica a história da filosofia contida neste
texto, escrito após o desastre do saco Roma 410. Roma, cidade terrena não é eterno: o seu
caem sob a "paixão hegemonia", revela a mortalidade de civilizações contra a qual o reino cristão,
cidade celestial, como aparece na glória eterna.

XXVIII, dois amores fizeram duas cidades: o amor de si até o desprezo de Deus, a cidade terrena;
o amor de Deus para o desprezo do solo, a cidade celestial. Um orgulha-se, o outro no Senhor.
A glória de demanda para os homens; para outros, Deus testemunho de sua consciência é a sua
maior glória. Um está na glória, como a cabeça; o outro disse a Deus: Tu és a minha glória e
você levantar a cabeça. Um em seus líderes ou nações que subjuga, é dominado pela paixão de
dominar; no outro, fazemos cada líder caridade serviço de direção, súditos obedientes. Um por
seus mestres, como sua própria força; o outro disse a Deus: Eu te amo, Seignaur, tu minha força.

IV. Para a cidade terrena que não é eterno (pois uma vez condenado à pena de morte, não vai
ser uma cidade) está aqui em baixo é bom que partilha lhe traz alegria tanto quanto pode resultar
em tais coisas. E por mais que ele não está poupando qualquer aborrecimento para quem se
apaixonar nesta cidade é muitas vezes dividida contra si mesma por suas brigas, suas guerras,
suas lutas, suas fontes de vitórias e mortes -se fatal.
Para cada parte da cidade que gera guerra contra outro tenta fazer-se senhor do povo,
embora seja vícios em cativeiro. Se, quando ela ganhou, ela exalta seu orgulho, sua conquistá-
lo até causar a morte. Mas se, pensando no estado e as vicissitudes comuns, ele incha sob essa
prosperidade faz ansiedade de possíveis retornos de adversidade, a sua vitória só foi fatal porque
então será impossível manter sempre sua dominação sobre aqueles que ela poderia subjuga-lo.
Mas parece errado de que as mercadorias que estes desejos da cidade não são bens
imóveis, como a si mesmo, como parte da humanidade, é ainda melhor. Pois, para rastrear bens,
ELE quer um pouco de paz terrena, e que é para obtê-lo na guerra. Se ela triunfa e não mais
resistir a ela, será a paz que não tinha partidos de oposição, quando eles estavam lutando para
a propriedade em sua pobreza miserável que não poderia manter unida. Esta é a paz que o
exercício dessas guerras desgastante, paz qu'obdent uma gloriosa vitória respeitável!

XI. É por isso que podemos dizer para a paz, como já dissemos da vida eterna, que é para nós
o fim de nossa propriedade; especialmente como a Cidade de Deus, o tema desta apresentação
trabalhoso, o salmo sagrado aborda estas palavras: Louvor, ó Jerusalém, o Senhor! Sion
abençoar teu Deus como ele consolidou as fechaduras das tuas portas; ele tem filho teu bem-
aventurado é você, ele dá-lhe a paz fronteira.
Para quando as fechaduras das portas foram consolidadas, nem mais, nem que não vai
sair. E, portanto, por Borders (multas) que ouvimos aqui está a paz que queremos demonstrar
que é a paz final. Para Jerusalém, o nome místico daquela cidade, significa que já mencionamos,
a visão de paz. Mas porque a palavra paz também é frequentemente usado em nossos casos
perecíveis onde reconhecidamente não há vida eterna, nós preferimos a palavra de vida eterna
para a paz para denotar o fim em que esta cidade vai encontrar o seu bem mais elevado.

Thomas d'Aquin
1225-1274
Apesar dos protestos da família, Thomas se torna um simples Dominicano. Foi a escolha
da vida intelectual, educação e pobreza. Sua grande obra, a Summa Theologiae reter, exposição
monumental e magistral da fé, um livro mestre da teologia católica.
Quando ele começou a sua carreira de professor, Thomas causa muita controvérsia entre
os teólogos Agostinianas alimentados. Por mais que ele negou um racha entre os dois tipos de
conhecimento, cristãos e seculares, enquanto segurava o princípio da autonomia da razão contra
a tutela abusivo de teologia. Não era mais simples para repudiar a filosofia como contrária à fé?
Eu não. Porque o homem em sua natureza é bom, porque a fé aperfeiçoa o intelecto, o teólogo
deve ser um filósofo. Fé e razão, em última análise referem-se à mesma realidade.
Se o homem é bom, Thomas disse que, de acordo com Aristóteles, que, como um ser
social, o homem precisa para viver em sociedade. E qualquer coisa que dizer das Escrituras
sobre a maldade dos primeiros fundadores Cain, Memrod e Assur, a construção de uma cidade
a partir do ponto de vista social, algo necessário.

As formas de urbanizar
Agora, para a fundação de uma cidade ou de um império, o rei deve escolher se é
possível, uma região de clima temperado. E esta escolha tem muitas vantagens. Em primeiro
lugar, a gentileza da temperatura mantém a saúde e dá uma vida longa.
Pois, como relatou Végèce as pessoas mais próximas ao equador, queimado pelo calor
excessivo, pode ter mais moderação, mas menos sangue; também não se atrevem a lutar corpo
a corpo, porque aqueles que sabem têm pouca lesão medo de sangue. Em contraste, os povos
do norte de distância do sol, são mais imprudentes e abundância de sangue leva-los para a
guerra. As pessoas que vivem em áreas mais temperadas têm sangue suficiente para desprezar
a morte e ferimentos, ainda falta sem moderação necessária nos campos e na frieza que é tão
útil em batalhas.
Finalmente, esta região é muito favorável para a vida política.
Agora, a primeira condição é o ar limpo. Uma vez que o ciclo de vida natural, que é retida
pela pureza do ar tem de passar antes de a conservação da vida civil. "Mas, diz Végèce, um
lugar alto e aberto, o céu está claro, não nebuloso, nem frio nem quente, pântanos distantes, é
o mais seguro." Como a elevação do terreno é favorável à pureza do ar, porque é aberto aos
ventos, que purificá-la; vapores que os raios solares são exalados da terra e que a ascensão da
água, são mais espessas nos vales e planícies. O que torna o ar mais puro em lugares altos.
Mas as névoas que são tão comuns em lugares úmidos e geada viciar a pureza do ar, tão útil
para respirar; como estas terras são eles prejudicial à saúde. E como o pântano é muito úmido,
é necessário que a localização de uma cidade é longe pântanos.
Ainda é necessário organizar uma temperatura às vezes frio e às vezes quente, a
localização da cidade está enfrentando vários horizontes. Para uma cidade construída à beira-
mar, a sul, não seria saudável. Seria frio na parte da manhã, uma vez que não há sol, e ela seria
queimada até o meio do dia. Se for ao pôr do sol, a temperatura será mais leve ou frio de manhã,
tarde e noite quente queima, por causa da continuidade do calor do sol. Se, no entanto, é no
leste, a temperatura será moderadamente quente na parte da manhã, porque ele vai estar bem
na frente do sol, ele não subir muito ao meio-dia, os raios do sol não vêm com ele diretamente,
e ele vai ser fresco à noite, quando o sol já não enviar qualquer lado raio da cidade. Vai ser a
mesma temperatura, se a cidade virou-se para o norte e completamente opostos se é ao meio-
dia.
Mas o bom ar é necessário para a vida, a água não é menor. Para a saúde dos homens
é na maioria das vezes os alimentos que utilizam. Na verdade, existe evidência de que o ar que
respiramos todos os dias, se espalha para as fontes da vida, de modo que a sua pureza é
particularmente importante para a saúde. Como na realização da água homens alimentares entre
eles para a maior parte, tanto para beber e nos pratos, nada é mais importante para a saúde,
depois o ar limpo, a água pureza.
Não é o suficiente para que um lugar é lá para construir uma cidade, é saudável o
suficiente para manter a saúde dos seus habitantes, ele também deve produzir o suficiente do
que é necessário para a vida.
Há duas maneiras para alimentar uma cidade. A primeira, é a de fazer uso da palavra
tudo o que é necessário para a vida humana. O outro pelo comércio que transporta, diferentes
OnTrees, o que for preciso para suas necessidades. Mas é fácil convencer que o primeiro é o
melhor.
Porque uma coisa é ainda mais digna é suficiente em si mesmo, porque o que precisa de
alguma coisa é, portanto, incompleta.
Agora, uma cidade que se alimenta do país em que é construída é simplesmente muito
melhor do que aquele que precisa de utilizar o comércio como uma cidade que leva no seu
próprio território é muito mais feliz do que se ela precisasse pedir ao comércio. Isso contribui
ainda mais para a segurança da cidade, por causa da guerra, as dificuldades de comunicação
podem para impedir a importação de alimentos e reduzir a fome.
Mas quando uma cidade tem um grande comércio exige que seus cidadãos possam viver
e realizar a sua atividade. Por isso, é melhor que uma cidade é suficiente por seu território, de
produtos se totalmente viciado em negociação. Não, no entanto, ser bastante banir os
comerciantes da cidade, porque é muito difícil encontrar um país que é totalmente suficiente, e
pode fazer sem qualquer tipo de importações estrangeiras, e da própria abundância de seus
produtos seria ruinoso para muitos, se os comerciantes não fluxo em outros países operado. Por
isso, é necessário que uma cidade sofre comerciantes em certa medida.
É preciso também escolher um local para fundar cidades, que é agradável para se viver.
Porque não é fácil deixar um país bonito, e nós não vai se contentar em um que não é bom
porque leva necessariamente prazeres na vida humana, para que dure. Para isso, uma aldeia
deve estender-se em uma planície plantada com árvores de fruto, embelezado pela proximidade
das montanhas, refrescado pelo sombreamento e cortadas por rios de água viva. Mas, como a
vida muito conveniente suaviza maneiras, o que é um perigo para a cidade, deve-se usar
contenção.
Necessidade de fundar uma cidade, por causa da necessidade do homem para viver em
sociedade, em especial, que favorece o regime republicano.
Primeiro precisamos dizer a sua organização e sua constituição; em segundo lugar, as
divisões do governo ou o que os homens que ele tem que lidar com eles. A necessidade de a
organização vem do estado mesmo condição humana, que exige o homem para viver em
sociedade, pois, como está escrito no livro de Jó, cap. XIII: "O homem, nascido de mulher,
vivendo um curto espaço de tempo, é oprimido com a miséria", ou seja, as necessidades que
mostram sua pobreza. Assim que o homem é feito naturalmente para a empresa ou a República,
como Aristóteles prova no primeiro livro de sua República, da qual deve-se concluir que a
formação de cidades é essencial para as necessidades da vida humana. Além disso, a natureza
tem fornecido outros animais roupas e defesa, colocando o mundo, para que eles sabem
naturalmente o que é bom e do que é seu o seu oposto, sem exigir que é a sua apprennne para
que casa atos de natureza são atos inteligentes como o Filósofo prova no segundo livro de sua
Física. Taads não é assim no homem, que ainda precisam de um professor a escolher o que é a
sua natureza e que deve ser uma enfermeira para ensiná-lo.
Mas deixe o nosso assunto. Penas e pele, assim como os casacos de sementes que são
revestidas de plantas e animais são dadas a eles assim que eles chegam a nascer, enquanto o
homem não tem nenhuma prova de sua pobreza nativa, que obriga usar a empresa de seus
companheiros, por causa da fundação de cidades e vilas.
A segurança humana exige que eles são formados pela sociedade para se proteger
contra os perigos, que fez encontrados cidades para que eles pudessem estabelecer-se em para
a segurança. Isso é o que fez Cain fundada por um, como está escrito em Gênesis; e ele diz em
Eclesiastes que "o estabelecimento de uma cidade arrasta um nome." Além dos cuidados de
saúde necessários, há outros em auxqueles doenças humanas é de cerca. Porque não pode ser
curada em si, como é natural em animais, sem a ajuda do homem, que por instinto, o
conhecimento de plantas e tudo o que pode contribuir para a sua cura.
Mas o homem que ignora este corretivo, tem de recorrer a médicos e curas: tudo isso
requer a reunião de homens na sociedade e, portanto, a fundação de uma cidade; somos levados
à conclusão de que discutimos acima.
Além disso, como acontece muito evento inesperado que forçar o homem a reconhecer
as necessidades da sociedade, Eclesiastes diz no cap. IV: "Ai de quem está sozinho, porque se
ele cair, terá que encontrar a pessoa, mas se eles tanto ajudar uns aos outros.". Devemos,
portanto, concluir de tudo isto que devemos encontrados cidades para a manutenção da
sociedade, sem a qual o homem não pode viver confortavelmente.
As faculdades da alma, isto é, o intelecto e também exigirá uma empresa fundada
cidades.
Não é só o corpo, ou seja, a faculdade sensível que leva à verdade que a natureza exige
que construir cidades, mas a parte racional da alma, e tudo mais do que o homem como dotado
de razão, que é uma faculdade da mente, realmente precisa para fundar cidades.
Ele ainda é o caso do intelecto especulativo, porque, como é Aristóteles no segundo livro
de sua Moral: "O homem é formado principalmente pela doutrina e na medida do seu
conhecimento, e amadurece por tempo e experiência, "todas as coisas que são adquiridos na
sociedade, para a qual precisamos de uma vida em comum e a fundação de uma cidade.
Portanto, é evidente que o homem precisa para viver em sociedade, tanto no lado do
corpo, ou as faculdades sensíveis, e no que diz respeito a sua natureza racional. Neste sentido,
a construção de uma cidade é necessário por causa da natureza do homem para dizer o que faz
com que Aristóteles, em seu primeiro livro da República, que todos os homens são naturalmente
trazidos à essa forma de sociedade, que emerge a partir da fundação de uma cidade. E, mesmo
que as escrituras digam que os primeiros fundadores de cidades eram maus, como o fratricida
de Caim, o tirano Ninrode, que fundou Babilônia, Assur que...