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Licenciatura em Música Popular


Interpretação Vocal
Professor Luiz Alberto Faria

ANATOMIA E FISIOLOGIA DA VOZ

APARELHO FONADOR
Imagem obtida no site:
http://biology.clc.uc.edu/fankhauser/Labs/Microbiology/Strep_Detection/oropharynx_P2253089_lbd.jpg
* Algumas imagens foram modificadas e/ou tiveram seus textos traduzidos para o Português.
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Aparelho Fonador
O aparelho fonador é formado por 2 aparelhos e tem a função de produzir os sons da
voz cantada e da voz falada. Nestes quadros, o aparelho fonador está esquematizado
de forma bastante resumida.

APARELHO DIGESTÓRIO

Órgão Função Biológica Função Fonatória


Articulação de sons bilabiais
Lábios Contém os alimentos na boca
(B,P,M) e labiodentais (F,V)
Dentes Tritura os alimentos Escoamento do som
Participa de todos os sons
Língua Joga o alimento para o esôfago
produzidos
Palato duro (céu
Suporte da língua Projeção da voz
da boca)
Direciona o ar para os pulmões, e
Faringe Caixa de ressonância
os alimentos para o esôfago

APARELHO RESPIRATÓRIO

Órgão Função Biológica Função Fonatória


Filtrar, aquecer e umidificar o Vibração e abafamento do som -
Cavidades Nasais
ar ressonância nasal
Amplia os sons - caixa de
Faringe Via de passagem do ar
ressonância
Laringe Via de passagem do ar Vibrador - contém as pregas vocais
Via de passagem do ar - Suporte para vibração das pregas
Traquéia
defesa a via aérea vocais
Trocas gasosas e respiração Fole e reservatório de ar para vibrar
Pulmões
vital as pregas vocais
Musculatura Desencadeia o processo Produção de pressão no ar que sai e
respiratória respiratório vibra as pregas vocais

O APARELHO FONADOR É DIVIDIDO EM 5 PARTES:


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Parte Componentes Função


Pulmões, músculos abdominais, Produzem a coluna de ar que
Produtores diafragma, músculos intercostais, pressiona a laringe, produzindo
músculos extensores da coluna som nas pregas vocais
Vibrador Laringe Produz som fundamental
Ressonadores Cavidade nasal, faringe, boca Ampliam o som
Articulam e dão sentido ao som,
Lábios, língua, palato mole, palato
Articulador transformando sons em orais e
duro, mandíbula
nasais
Ouvido - capta, localiza e conduz o
Sensor / Captam, selecionam e
som; cérebro - analisa, registra e
Coordenador interpretam o som
arquiva o som

Produção Vocal
O ar inspirado passa pelas pregas vocais em posição aberta, enchendo os pulmões. A
fonação é função adaptada que necessita, para seu pleno desempenho, de outros
órgãos vitais do corpo como laringe, pulmões, nariz (sistema respiratório), faringe,
boca e língua (sistema digestório).

As “cordas vocais” são duas pregas constituídas de músculos revestidos por delicada
membrana mucosa e situadas no interior da laringe que está localizada no pescoço.
Essas estruturas são denominadas, cientificamente, pregas vocais e estão
posicionadas no plano horizontal, paralelamente ao solo.

Durante a respiração as pregas vocais afastam-se e durante a fonação aproximam-se.

INSPIRAÇÃO e FONAÇÃO
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OBSERVAÇÃO:
O nome correto para "cordas vocais" é "pregas vocais", pois não se
tratam de cordas, mas sim de pregas musculares.
Em continuidade e abaixo do tubo laríngeo encontra-se a traquéia, cuja terminação
inferior insere-se nos pulmões. Atrás e acima da laringe encontra-se a faringe, que tem
continuidade com a boca e a cavidade nasal (com a boca aberta é possível ver a
faringe lá no fundo, atrás da úvula (campainha), como se fosse a parede do fundo da
boca).

A inspiração de fonação deve ser realizada por via oral e nasal, simultaneamente, o
que permite a rápida entrada do ar necessária para a demanda fonoarticulatória, além
de proporcionar aquecimento, umedecimento e filtragem do ar.

A produção vocal inicia-se com a vibração das pregas vocais desencadeada pela
passagem do ar exalado através delas, quando aproximadas. Esse mecanismo ocorre
de maneira similar à vibração do bocal de um balão de borracha cheio de ar que,
quando esticado, produz um som agudo (fino) como um “ffuimmm”.

A voz assim produzida é amplificada pelas caixas de ressonância (faringe, boca e


nariz) que funcionam como alto-falantes naturais.

A articulação desses sons por meio de movimentos de língua, lábios, mandíbula e


palato mole produz a fala encadeada que consiste na articulação e produção dos
fonemas (sons de fala), por meio da qual nos comunicamos com o auxílio do
pensamento e das idéias.

Falar com esforço


Falar com esforço, empurrando a voz, causa elevação da laringe. Nessa situação há
um hiperfechamento das pregas vocais e aumento do atrito entre ambas. Falar com
esforço é como se a pessoa estivesse falando no momento de defecar, a voz sai presa
na garganta.

Para abaixar e relaxar a laringe deve-se exercitar a imitação da risada do Papai Noel:
“Hô Hô Hô”. Bocejar também ajuda a baixar a laringe.

Esse exercício deve ser feito com a garganta bem relaxada (final do bocejo) e
todo o ar deve vir dos pulmões pela pressão exercida com o suporte respiratório
(barriga indo pra dentro empurrando o ar para fora, mantendo as costelas
abertas o maior tempo possível).

Imagens das pregas vocais, tomadas com um vídeo-endoscópio


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Imagem atual: inspiração

Imagem atual: Pregas fechadas com pré- fonação

Importante:
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Não podemos esquecer que voz é som, e som é onda sonora. O ar expiratório, que fez as
pregas vocais vibrarem, vai sendo modificado e os sons vão sendo articulados (vogais e
consoantes). Depois, emitidos pela boca, fazem a onda sonora que vai atingir a cóclea do
ouvinte, dentro dos ouvidos. Aí é que a voz é ouvida, codificada ou decodificada e
armazenada.
As pregas vocais vibram muito rapidamente. Nos homens, esse número de ciclos
vibratórios fica em torno de 125 vezes por segundo. Na mulher, que tem voz geralmente
mais aguda, o número aumenta para 250 vezes por segundo. A essa característica
damos o nome de freqüência.
Vale recordar que as pregas vocais do homem têm mais massa e são menos esticadas
que as da mulher (como no violão, as cordas mais esticadas são mais agudas e vibram
mais que as cordas mais graves. Daí, inclusive, que vem a expressão "cordas vocais").

Tessitura Vocal

A voz cantada acontece dependendo da nossa classificação vocal: São seis os tipos mais
comuns, mas não as únicas possibilidades.

FONTE: www.musicaeadoracao.com.br/tecnicos/tecnica_vocal.htm

Referências Bibliográficas:
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1. PINHO, Silvia. Músculos intrínsecos da Laringe e Dinâmica Vocal. V. 1 (Série:

Desvendando os segredos da voz). São Paulo, Revinter, 2008.

2. PINHO, Silvia, JARRUS, Marta e TSUJI, Domingo. Manual de Saúde Vocal

Infantil. São Paulo, Revinter, 2004.

3. PINHO, Silvia. Fundamentos em Fonoaudiologia. Rio de Janeiro, Guanabara

Koogan, 1998.

4. KAHLE, Charlotte. Manual Prático de Técnica Vocal. Porto Alegre, Sulina, 1966

5. COSTA, Henrique e ANDRADA E SILVA, Marta, Voz Cantada - Evolução,

Avaliação e Terapia Fonoaudiológica. São Paulo, Louvise Ltda, 1998.

Fontes:

1. Imagens endoscópicas:

http://www.medicine.uiowa.edu/otolaryngology/cases/normal/normal2.htm

2. Imagens e textos:

http://www.musicaeadoracao.com.br/

3. Instituto de comunicação e Voz Profissional:

http://www.invoz.com.br/

MAIORES INFORMAÇÕES:

Prof. Luiz Alberto Faria (MMus/KSU/EUA)

Email: lafmus@gmail.com