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Curso Preparatório para Oficial de Inteligência – ABIN 2018 POLÍTICA E SEGURANÇA Aula 7 -

Curso Preparatório para Oficial de Inteligência ABIN 2018

POLÍTICA E SEGURANÇA

Aula 7 - A política Externa Brasileira

Professor: Gustavo Ziemath

Bibliografia recomendada

RICÚPERO, Rubens. A diplomacia na construção do Brasil: 1750 -

2016. Versal. 2017

Bibliografia recomendada • RICÚPERO, Rubens. A diplomacia na construção do Brasil: 1750 - 2016. Versal. 2017
Bibliografia recomendada • RICÚPERO, Rubens. A diplomacia na construção do Brasil: 1750 - 2016. Versal. 2017

A política externa brasileira: evolução desde 1945, principais vertentes e linhas de ação

desde 1945, principais vertentes e linhas de ação 2 GRANDES PARADIGMAS DA PEB AMERICANISMO (ASSOCIATIVISMO) -

2 GRANDES PARADIGMAS DA PEB

vertentes e linhas de ação 2 GRANDES PARADIGMAS DA PEB AMERICANISMO (ASSOCIATIVISMO) - Pragmático -

AMERICANISMO (ASSOCIATIVISMO)

- Pragmático

- Ideológico/Automático

GLOBALISMO/UNIVERSALISMO (AUTONOMISMO)

- Pela participação

- Pelo Afastamento

Governo Dutra (1946 - 1950)

“alinhamento sem recompensas” - impossibilidade de barganhar vantagens, em razão do novo contexto internacional (americanismo automático/ideológico)

- Guerra Fria “quente"

- TIAR (Tratado do Rio - 1947)

- Rompimento de relações diplomáticas com URSS (1947)

- Não reconhecimento da RPC (1949)

- Criação da OEA (1948)

> resultado: frustração

diplomáticas com URSS (1947) - Não reconhecimento da RPC (1949) - Criação da OEA (1948) >
diplomáticas com URSS (1947) - Não reconhecimento da RPC (1949) - Criação da OEA (1948) >
Como o CESPE cobra: (IRBR 2007) Com a eleição do presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-

Como o CESPE cobra:

(IRBR 2007) Com a eleição do presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-

1951), o Brasil alinhou-se à estratégia político-militar norte-americana, voltada, no contexto da Guerra Fria, para conter as forças consideradas inimigas do Ocidente democrático.

as forças consideradas inimigas do Ocidente democrático. (IRBR 2004): Ainda que próximo dos EUA, especialmente em

(IRBR 2004): Ainda que próximo dos EUA, especialmente em termos comerciais, o Brasil da segunda metade da década de 40 do século XX - governo Gaspar Dutra - procurou manter-se eqüidistante no cenário de

polarização ideológica e de retórica demasiado agressiva da guerra fria,

eximindo-se de assumir atitudes políticas que pudessem significar

comprometimento ou ruptura com as superpotências.

(IRBR 2016): Em 1947, o Brasil rompeu relações diplomáticas com a União

das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Governo Vargas (1950 -1954)

“pragmatismo impossível”: impossibilidade de promoção de uma “barganha nacionalista”, como no período em que GV esteve no poder durante a 2a

Guerra Mundial

- Acordo militar Brasil-EUA (1952)

- Criação da Petrobrás, Eletrobrás e BNDE (contraponto “nacionalista”)

- Apoio à intervenção dos EUA na Guatemala (1954)

- Relações complexas com a “3a posição” Argentina de Perón

Interregno de Café Filho (1954 - 1955): orientação liberal-americanista

com a “ 3 a posição” Argentina de Perón Interregno de Café Filho (1954 - 1955):
com a “ 3 a posição” Argentina de Perón Interregno de Café Filho (1954 - 1955):
Como o CESPE cobra: (IRBR 2009) O esforço industrializante do segundo governo de Getúlio Vargas

Como o CESPE cobra:

(IRBR 2009) O esforço industrializante do segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954) fortaleceu os vínculos entre empresas estatais e o capital estrangeiro.

vínculos entre empresas estatais e o capital estrangeiro. (IRBR 2016): Na IV Reuniã o de Consulta

(IRBR 2016): Na IV Reunião de Consulta dos Ministros das Relações

Exteriores das Américas, em 1951, o chanceler brasileiro defendeu a

necessidade de promoção do desenvolvimento como melhor forma de impedir o avanço da ideologia comunista na América Latina.

Governo JK (1956 - 1960)

Governo JK (1956 - 1960) “ primeiros ensaios do universalismo ”: distinção no contexto internacional permite

primeiros ensaios do universalismo”: distinção no contexto internacional

permite primeiras iniciativas autonomista, porém sem descuidar da necessidade

de manter boa relação com países capitalistas, a fim de atrais capital externo para financiar o desenvolvimento

de atrais capital externo para financiar o desenvolvimento - Sinais de americanismo: apoio ao levante anti-soviético

- Sinais de americanismo: apoio ao levante anti-soviético na Hungria; acordo Brasil-EUA para uso de Fernando de Noronha

- Sinais de universalismo: Tratado de Montevidéu - ALALC(1960); contestação às

posições do FMI

Operação Pan-Americana (OPA): a pobreza gera subversão e atrai o comunismo. Resultados práticos: avaliações econômicas que resultam na criação do Banco

Interamericano de Desenvolvimento (BID)

Como o CESPE cobra: (IRBR 2009) Com o objetivo de acelerar a industrialização da economia

Como o CESPE cobra:

(IRBR 2009) Com o objetivo de acelerar a industrialização da economia brasileira, o governo de Juscelino Kubitschek concedeu grandes facilidades para o capital estrangeiro.

concedeu grandes facilidades para o capital estrangeiro. (IRBR 2017): O debate sobre a Operação Pan-Americana

(IRBR 2017): O debate sobre a Operação Pan-Americana acabou contribuindo para que fosse concretizada uma das aspirações dos países latino-americanos: a criação de uma

instituição para financiar projetos de desenvolvimento na região, o Banco Interamericano

de Desenvolvimento, cujas operações tiveram início em 1960.

(IRBR 2017) O governo de JK reatou relações comerciais com a União das Repúblicas

Socialistas Soviéticas, sem, no entanto, restabelecer as relações diplomáticas em sua

plenitude.

(IRBR 2017): governo de JK buscou ativamente o apoio norte-americano para o

desenvolvimento da América Latina, por meio da Operação Pan-Americana. Seus esforços,

porém, encontraram resistências nos Estados Unidos da América e nas instituições financeiras internacionais. A dificuldade em obter acesso a financiamentos externos levou, inclusive, ao rompimento do Brasil com o Fundo Monetário Internacional em 1959.

A Política Externa Independente (PEI)

1961 - 1964

Três pilares:

Autonomia (orientação globalista)

Diversificação (orientação globalista)

Desenvolvimento (identidade de política externa)

Chanceleres:

Afonso Arinos de Melo Franco (jan-ago/61 e jul/62-jan/63) San Tiago Dantas (set/61 - jul/62)

João Augusto de Araújo Castro (ago/63 - mar/64)

Franco (jan-ago/61 e jul/62-jan/63) San Tiago Dantas (set/61 - jul/62) João Augusto de Araújo Castro (ago/63
Franco (jan-ago/61 e jul/62-jan/63) San Tiago Dantas (set/61 - jul/62) João Augusto de Araújo Castro (ago/63
Governo Jânio Quadros: perfil conservador interno x perfil progressista de política externa - abertura de

Governo Jânio Quadros: perfil conservador interno x perfil progressista de

política externa

interno x perfil progressista de política externa - abertura de embaixadas no continente africano

- abertura de embaixadas no continente africano (universalismo)

- Aprofundamento de relações comerciais com leste europeu e Ásia (universalismo e desenvolvimento)

- Brasil-Argentina: “espírito de Uruguaiana- Convênio de Amizade e Consulta

Governo João Goulart - Retomada das relações diplomáticas com a URSS (autonomia e universalismo) -

Governo João Goulart

- Retomada das relações diplomáticas com a URSS (autonomia e

universalismo)

diplomáticas com a URSS (autonomia e universalismo) - Abstenção na votação sobre a suspensão de Cuba

- Abstenção na votação sobre a suspensão de Cuba da OEA (autonomia),

porém apoio ao bloqueio marítimo sobre Cuba, durante a crise dos mísseis (pacifismo)

- Discurso dos 3 Ds (Desenvolvimento, Desarmamento e Descolonização)

- Medidas domésticas afastam Brasil dos EUA (aprovação de lei de remessas

de lucros e não indenização a empresas “encampadas"

Como o CESPE cobra: (IRBR 2010) A Política Externa Independente foi idealizada pelo Presidente Juscelino

Como o CESPE cobra:

(IRBR 2010) A Política Externa Independente foi idealizada pelo Presidente Juscelino Kubitschek, que enfatizou a autonomia da diplomacia do Brasil ao romper relações com o FMI.

da diplomacia do Brasil ao romper relações com o FMI. (IRBR 2005) A PEI, ainda que

(IRBR 2005) A PEI, ainda que não possa ser classificada como revolucionária, buscou

conquistar espaços em um mundo que se transformava rapidamente e em que as áreas periféricas do capitalismo procuravam encontrar meios para a superação do subdesenvolvimento.

(IRBR 2014) A política externa independente consistiu da adaptação da política externa

brasileira às transformações do sistema internacional em fins da década de 50 e início da década de 60 do século passado, tais como a recuperação da Europa Ocidental e do Japão, o processo de descolonização, principalmente da África, o fortalecimento dos países socialistas, o surgimento do Movimento dos Países Não Alinhados, a Revolução Cubana e a mudança da estratégia norte-americana para os países da América Latina, particularmente para o Brasil.

FIM.

FIM.
FIM.