Você está na página 1de 2

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB CENTRO DE EDUCAÇÃO - CE DEPARTAMENTO DE HABILITAÇÕES PEDAGÓGICAS CAMPUS - I DISCIPLINA: Política e gestão da educação - Turma 03 PROFESSORA: Mauricéia Ananias ALUNO: Jéferson André Sales Fortunato - 20160144114

Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n. especial, p.188–204, ago. 2006 - ISSN:

1676-2584

Melhorar a educação significa melhorar as condições econômicas de um país, pois é impossível desenvolver as forças econômicas ou de produção, sem o preparo das forças culturais e o aprimoramento das aptidões à invenção e à iniciativa.

A principal causa dos problemas dos quais os pioneiros da educação nova elucidam é, principalmente, a falta da determinação dos fins de educação e da aplicação dos métodos científicos aos problemas relativos à educação, ou seja, na falta de espírito filosófico e científico, e também falta de vontade política na resolução dos problemas de administração escolar.

Mudança no papel do educador a fim de que este passe a ser se interessar pelos fins de educação e pelos meios de alcançá-los ao invés de serem apenas transmissores de informações.

Otimismo com a proposta de romper com o mau passado.

Os diversos contextos, nos quais o meio acadêmico e os professores e professoras se encontravam, sugeriam uma renovação na estrutura educacional a partir de uma visão ampla atacando o problema no seu âmago.

O contexto da educação no país apontava na direção de uma mudança estrutural, por etapas, que levaria a uma reforma das reformas, que consistia na própria reforma na educação como uma reforma social pois a escola tem ação transformadora sobre o indivíduo e ele sobre si mesmo.

A escola nova teria como objetivo organizar e desenvolver os meios de ação com finalidade de orientar o desenvolvimento natural e integral do ser humano em todas as etapas de seu crescimento, pois a escola tradicional, que defendia os interesses da burguesia, mantinha o indivíduo na sua autonomia isolada e estéril.

É preciso fazer homens, antes de fazer instrumentos de produção. Já que para servir à humanidade, é preciso estar em comunhão com ela.

É direito biológico de todos e todas o acesso à educação e isso deve ser garantido pelo estado.

Padronizar o ensino público sem tirar a autonomia do ensino particular.

A escola única é uma maneira de se padronizar o acesso à escola a todos e todas, de maneira que tenham uma educação comum, igual para todos.

A laicidade promove o ambiente escolar acima de crenças e disputas religiosas, colocando o indivíduo a parte de dogmas e da pressão causada pela escola quando utiliza religião como instrumento de ensino, respeitando-lhe a integridade de sua personalidade em formação.

A gratuidade de todas as instituições oficiais de educação é um princípio igualitário que torna a educação acessível a todos os cidadãos e cidadãs que tenham vontade e estejam em condições de recebê-la.

A obrigatoriedade da educação pelo estado assegura sua gratuidade.

A escola unificada não permite separações que fujam da esfera de aptidões psicológicas e profissionais.

A função educacional deve ser considerada uma só, na qual os diferentes graus estão destinados a servir às diferentes fases de seu crescimento, que são partes de um todo que deve ser levado à sua completa formação.

A autonomia da função educacional evita que a escola seja usada como meio de transmissão de interesses transitórios. Essa autonomia só será possível pela instituição de um fundo especial ou escolar que seja aplicado e exclusivamente no desenvolvimento da obra educacional pelos próprios órgãos de ensino.

Unidade não significa uniformidade.

A nova escola transfere para a criança e para o respeito de sua personalidade o eixo da escola e o centro de gravidade do problema educacional.

Crítica ao modelo tradicional de educação (expositivo e centrado no professor).

Escola voltada para o aluno e para suas capacidades, respeitando suas especificidades, para que desenvolvam senso crítico e estejam aptos a lidar com todas as esferas das relações sociais.

Ambiente desafiador.

Continuidade e articulação do ensino, cada etapa com seus fins particulares alinhados com a finalidade geral da educação.

A nova política educacional visava dar a educação um caráter científico e técnico impondo reformas profundas, no sentido de reforçar a intenção e o valor social da escola, sem negar a arte, a literatura e os valores culturais.

A estrutura do plano educacional corresponde aos quatro grandes períodos que apresenta o desenvolvimento natural do ser humano. É uma reforma integral que substitui o conceito estático do ensino por um conceito dinâmico, fazendo um apelo à atividade criadora do/da estudante.