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WILL SIDERALMAN (SP) FÁBIO HASMANN (RJ)

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OMAR VIÑOLE (SP) GABRIEL RENNER (RS)

DARLEI NUNEZ (RS)

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Acabei de receber do meu amigo
Paulo Ricardo Kobielski dois tra-
balhos muito bem executados por
APRESENT AcÃO
ele: o primeiro, o seu Fanzine nº 1

O
Fantasma é um dos o resultado. Não só pela
¨Mundo do Gibi¨, todo em preto mais importantes publicação em si, mas
e branco (está faltando, amigão, personagens das pelo que ela causou nos
uma data), tamanho pequeno, histórias em quadrinhos, fãs que dividiram essa ale-
com 19 páginas e uma edição fato comprovado pelos gria comigo.
especial, volume 1, tamanho pe- seus 80 anos de longevi- Nesse volume nº 2 a
queno, com ¨O Fantasma¨, capas dade. Oriundo das tiras minha alegria só aumen-
coloridas de Silvio Ribeiro (acre- de jornais – daily strips tou. Tanto pelos diversos
dito ser um desenhista gaúcho, – de 1936, o Fantasma artistas do traço, que con-
não?), Gabriel Renner (RS), Jader conquistou em pouco tribuíram com belíssimas
Corrêa (RS), Fábio Hasmann (RJ), tempo uma legião de fãs ilustrações, como também
e o miolo em preto e branco, com de quadrinhos de aven- pelos textos escritos por
24 páginas. tura pelo mundo todo. No Brasil não colaboradores. O conto do Fantasma,
Paulo, gostei dos seus pro- foi diferente. Até hoje encontramos escrito por Glaucio Cardoso, está de-
jetos, bem como das matérias. colecionadores de gibis do “espírito mais. E por último, não poderia deixar
Quem iria ficar muito contente que anda” que guardam com carinho de dividir com vocês uma HQ inédita
com o seu ¨O Fantasma Espe- seus intocáveis exemplares. do nosso herói, escrita por esse que
cial¨ seria o Helio Guerra, que Ao editar essa publicação, o obje- vos fala e ilustrada pelo jovem e talen-
como você, é um apaixonado tivo era prestar um tributo não só ao toso Henrique D’Artangnan.
pelo personagem. Parabéns personagem – o que já seria importan- Ou seja, concluo que esse volume
amigo, que a vida de seu Fanzi
Fanzi- te –, mas também a esses “heróis da está cumprindo seu papel de apresen-
ne seja longa! Em tempo, gostei resistência”, que nunca abandonaram tar o Fantasma para novas gerações.
muito da carta ¨de um fã do Fan- a paixão e admiração pelo Fantasma. Aproveitem. Boa leitura e longa vida
tasma¨, do José Magnago... Um O volume nº 1 desse projeto me ao Fantasma!
Abrindo uma exceção para o meu amigão Paulo amigo que prezo muito! proporcionou a ampliação de hori-
Kobielski, depois de 51 anos afastado, arrisquei estes
“rabiscos”, pois o artista da família, era o grande zontes, tendo grande satisfação com Paulo Kobielski (Editor)
Edmundo Rodrigues, meu irmão... eu era apenas o
que fazia o “esboço”. Edno Rodrigues. 19/05/2017
Edno Rodrigues
EX PED IEN TE
Luise Cardoso (RJ)
Colaboradores*:
Editor: Paulo Kobielski Fred Rubim (RS)
Elisandro Pedroso (RS)
Projeto Gráfico: Pablito Aguiar Omar Viñole (SP)
Edu Zuchi (RS)
Ilustração da capa: Daniel HDR Marcio Rampi (RS)
Anderson Ferreira (RS)
Layout da capa: Alex Doeppre Henrique Dartagnan (SP)
Ângelo Ferreira(RS)
Fabrício Guerra (RJ)
Contato: Marcelo Salaza (RJ)
Júlio Shimamoto (RJ)
pr.kobielski@hotmail.com Márcio Macedo (RS)
Edno Rodrigues (RJ)
Rua Carlos Gomes, 961 Josiel Silveira (RS)
Darlei Nunez (RS)
Bairro Tupã Alvorada-RS Rogério de Souza (RS)
Will Sideralman (SP)
CEP: 94824-380 Glaucio Cardoso (RJ)
Mundo Gibi e Qua drante Sul Comics. Junho/2017
Esta é uma publicação do Fanzine
a publicação
*Artes exclusivas para est
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correio da selva

MARCIO RAMPI (RS)


Expo-Fantasma 80 anos, 11º Mutação, Feira do Livro de Porto Alegre de 2016

Gostaria de compartilhar aqui a satisfação que tive em


participar do projeto do amigo Paulo Ricardo Kobielski,
que me deu a honra de colaborar com uma ilustra pra sua
artzine Fantasma volume 01, em comemoração aos 80
anos deste ícone das histórias em quadrinhos, criado por
Lee Falk. Nesta edição, podemos admirar grandes artis-
tas nacionais, que abrilhantaram as páginas da revista,
juntamente com os textos do amigo Paulo e outros! Foi um
enorme privilégio poder colaborar com essa homenagem!
Um agradecimento especial ao amigo Paulo, pela carta
feita de próprio punho, coisa rara hoje em dia! Gostei mui-
to, meu amigo! Grato pelos elogios e pode contar comigo
para seus próximos projetos! Quando fazemos as coisas
por amor a arte, somos sempre abençoados!

Fábio Hasmann

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Abusando da minha ainda tosca ha- de circo mambembe. Não conseguiu

EDUARDO MONTEIRO (RS)


bilidade de desenhista, Élcio extorquiu nem mover o queixo para articular
muitos rabiscos do “Fantasma” em um gemido. Estava ficando roxo no
ação: socando, cavalgando, posando de esforço de retirar a máscara, e ajudei-o
braços cruzados, correndo, atirando, com afobadas tesouradas. Ufa! Por um
ou saltando. Ele os fitava embravecido, bom tempo ele desistiria de se trans-
apesar do acabamento improvisado formar num “Fantasma” de verdade.
com lápis de cor, não poupava elogios Era sensível a qualquer fracasso, e
Paulo Kobielski Henrique Dartagnan
recomendando-me tornar-se desenhis- pediu-me para murar discrição para Roteiro Arte
ta. Sem saber dos desígnios do destino, que ninguém, além de nós três, ficasse
eu sorria com meu ego massageado. sabendo do ocorrido. Quando Franco
Cheguei a suspeitar que sua “Fan- me pediu um texto para uma edição
tasmania” era herança dos genes ma- especial sobre o personagem, achei
ternos. Só tive certeza disso quando que chegara a hora de falar sobre o
comprou uma bexiga vermelha e meu vizinho “Fantasma”.
pediu-me para desenhar o rosto do Que acaso do destino é esse, quatro
herói e fazer uma máscara recortan- décadas depois, como desenhista no
do-a com a tesoura: Não ficou essas Rio de Janeiro, receber convite para
coisas quando vestiu sua cabeça. A desenhar algumas histórias do “Fan-
lateral que contornava seu rosto for- tasma que anda”? Se Élvio viesse a sa-
mou um pequeno bico em direção ao ber de fato algum dia, ele diria num
nariz, retorcendo-se para fora, sendo desdém, simplesmente:
preciso prender a aba na pele com - “Eu não lhe falei?”
esparadrapo branco (da cor da pele
ainda não tinham inventado). P.S.: Foi no fim dos anos 70, que re-
Um horror! Élcio me perguntou cebi o convite para fazer o “Fantasma”
se devia então tentar com uma bola pelo bom e talentoso Walmir Amaral,
de borracha. Apesar de meu conse- ex-diretor de arte da Velha Editora
lho em contrário, teimoso, apareceu Rio Gráfica, hoje Editora Globo. Os ex-
todo sorridente, com uma cor grená. celentes roteiros eram assinados por
Depois de virar máscara de “Fantas- José Meneses. Coincidentemente, meu
ma”, conseguiu enfiar sua cabeça nela. vizinho e amigo Adauto Silva, outro fã
Com a forte pressão da borracha, vi de carteirinha de “Fantasma”, dese-
seu rosto esbranquiçar, e com suas nhou-o vários números em parceria com
orelhas espremidas ele começou a ou- Walmir. Foi uma ótima experiência, e
vir zumbidos semelhantes provocados a mais bem remunerada entre as HQs
por caracóis vazios (vaga semelhança que desenhei na minha carreira.
com o som do mar agitado). Ficou ri-
dículo, quero dizer, parecia palhaço Julio Y. Shimamoto

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MÁRCIO MACEDO (RS)
Meu vizinho “fantasma”
Escrito e ilustrado por Julio Shimamoto

JOSIEL SILVEIRA (RS)


P
uxo da memória, e ancoro em lavrando a terra.
1948, Borborema, pequena e es- O pai do “fantasma” e Aderbal, den-
tagnada cidade do interior de São tista já bem grisalho, era bonachão e
Paulo, minha cidade natal. Élcio era alegre. A mãe, professora, muito mais
o nome do vizinho “Fantasma”. Seu jovem que ele, magra e espigada, era
irmão mais novo chama-se Aderbal, ranheta. Nunca a vi sorrir, e devia ser
que sempre andava com pesado e desa- braba também com seus alunos. De-
botoado capacete de aço, com vestígio pois de algum tempo, seu comporta-
de verde azeitonado, balançando solto mento neurótico foi se agravando a
sobre sua pequena cabeça, cobrindo- ponto de tentar se matar por diversas
lhe os olhos. Seu pai, dentista, usara na vezes, o que causou seu internamen-
Revolução constitucionalista de 1930. to em um manicômio. Soube depois
Frequentávamos a mesma escola que lá lhe aplicavam muitos choques.
pública, e fora dela éramos praticamen- Durante muito tempo guardei pavor
te inseparáveis, tanto nas folganças e de hospícios.
nas traquinagens, que misturavam in- Captando conversa de adultos num
cursões clandestinas a pomares alheios jantar, soube que a irmã mais nova dela
ou armar brigas de inchar olhos, san- tinha se suicidado após um malogra-
grar bocas, narizes, dar chutes impla- do noivado. Devia estar no sangue da
cáveis nas canelas dos “meninos da família dela. Mas voltemos ao Élcio,
rua de cima”, nossos adversários de meu vizinho “Fantasma”.
peladas muito bons de bola. Para dizer a verdade, eu nunca fui
Atitudes nada condizentes com a fã do personagem criado por Lee Falk.
ética do “Fantasma” dos gibis e das Não gostava dos desenhos do Ray Moo-
matinês. Porém, na chegada do verão, a re, e nem dos seu continuador Wilson
rixa era esquecida, e todos iam mergu- McCoy. Minha aversão era sinônima
lhar e nadar no gelado e murmurante de heresia para o meu amigo, fã mór-
riozinho que corria entre duas acizen- bido do herói mascarado. Na troca de
tadas barrancas de saibro, nos limites gibis, Eléio nunca incluía “Fantasmas”,
de nossos quintais. que ficavam encapados e guardadas no
Eu morava num velho casarão pe- fundo do velho armário, no porão de
dindo reformas, onde minha titia e sua casa, Nem Aderbal podia tocá-los,
prima, fotógrafas, tocavam o único muito menos, lê-las às escondidas –
atelier da cidade. Meus pais e meus pois não sabia onde seu irmão ocultava
irmãos ainda moravam no sertão, a chave do armário.

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MARCELO SALAZAR (RJ)

FABRÍCIO
MÁRCIO GUERRA
GOTLAND (SP)(RJ)

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ANDERSON
PABLITO
E ÂNGELO
AGUIAR
FERREIRA
(RS) (RS)

ROGÉRIO DE SOUZA (RS)

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JUSTICA ESMERALDA
Uma ficção de fã escrita por Glaucio Cardoso e ilustrado por Luise Cardoso

(RS)
SB (RS)
Q
uando aquele dia começou, o Sinestro. Preciso achá-lo e levá-lo de

EDU ZUCHI
Fantasma mal podia imaginar volta para o lugar de onde escapou.
que ao entardecer estaria san- – E o que esse Sinestro veio fazer

LUCAS
grando no chão de uma cidade que na selva?
não deveria existir. – Ele se aliou a Grodd, um gorila in-
Ainda não havia amanhecido teligente e com poderes telepáticos.
quando a floresta foi despertada Juntos eles pretendem dominar Gorilla
pelo som de centenas de tambores City, é tudo o que sei. Estava perseguin-
com estranhas mensagens sobre do Sinestro para chegar a Gorilla City,
luzes amarelas e verdes que se per- mas ele me descobriu e agora não sei
seguiam mutuamente pelo céu. Os como chegar lá.
sentinelas Bandar, com sua habili- – Conheço Gorilla City. – disse o
dade para misturar-se na mata até mascarado – Fica um pouco longe
a quase invisibilidade, contaram de daqui, pelo menos três dias a cavalo.
uma luz verde que caíra bem próximo – Posso nos levar para lá bem rápido.
ao Pico Cabeça do Fantasma. – E ao dizer isso, foi coberto de uma luz
* * * verde e elevou-se no ar.
Quando Hal Jordan abriu os olhos, * * *
a primeira coisa que viu foi um es- Eles desceram no que se mostrava
tranho sujeito debruçado sobre ele como um espaço vazio. O Fantasma
a lhe oferecer água. Apesar de já es- se lembrou do que lera sobre Gorilla
tar acostumado a tipos mascarados, City nas Crônicas, sobre como um
não pode deixar de estranhar aquele de seus antepassados a descobrira e
sujeito acompanhado de um cão que fizera amizade com seus incomuns
mais parecia um lobo. habitantes. Lembrava-se de seu pai
– Meu nome é Hal Jordan, sou o contando como visitara a Cidade
Lanterna Verde desse setor. E você, pouco antes de seu campo de força
quem é? ser ativado.
– Esta floresta está sob minha pro- Não precisaram esperar muito. Uma
teção. – O estranho era de poucas pa- porta se abriu aparentemente no ar re-
lavras – Diga-me o que está fazendo velando um grupo de gorilas com o que
aqui. pareciam ser armas. Quando eles se
– Eu estava perseguindo um cri- adiantaram, Hal deu um passo à frente.
minoso muito perigoso. Seu nome é – Soldados de Gorilla City! Eu sou o

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Lanterna Verde, viemos para... de Sinestro sucediam-se como em
Foi interrompido pelos gritos dos imagens de sonhos, ou pesadelos,
soldados gorila: entremeados por rajadas de ambos
– O Fantasma! O Espírito que Anda! os lados. Uma imensa foice amarela
Avisem a Solovar que o Fantasma veio desceu e foi aparada por um gigan-
nos ajudar como prometeu! tesco alicate verde. Um touro verde
* * * foi simplesmente transpassado por
Grodd estava quase conseguindo bur- uma espada amarela que transfor-
lar a criptografia dos computadores mou-se de imediato em uma labareda
de Gorilla City. Sorria de antecipação cuja trajetória foi desviada por um
ao pensar em como colocaria o mun- escudo esmeralda que se expandiu
do de joelhos com seu arsenal, pondo até tornar-se uma rede gigantesca.
fim à era dos homens. Lá fora, pelo Às vezes parecia a Hal que estavam
que ouvia, o Lanterna Verde chegara. lutando sempre a mesma batalha.
Foi uma ótima estratégia aliar-se ao * * *
Sinestro para que este distraísse o Ora esquivando-se, ora usando os
Lanterna. “O inimigo do meu inimigo próprios golpes do adversário contra
é meu amigo, ao menos enquanto ele, o Fantasma ia tentando ganhar
me for útil...” tempo. “Ele é bem ágil pro tamanho
– Afaste-se desses controles! – a que tem”, pensou.
voz cavernosa o fez levantar a cabeça – Não adianta, Fantasma, você não
e olhar para a entrada. tem como me vencer!
– O lendário Espírito que Anda! – dis- – E quem disse que eu quero? –
se Grodd – Nunca pensei que existisse respondeu com um sorriso.
de verdade. Sabe, é a primeira vez que Só então Grodd percebeu: ele o
vejo um espírito precisar de uma tiara estava distraindo! Neste momento
anti-telepática. olhou para o painel de controle do
– Acabou, Grodd. sistema de armas e viu Solovar que
– É, acabou... PARA VOCÊ! o desconectava.
Grodd ergueu-se de um salto e o Com um urro de raiva, atacou o
Fantasma pôde ver como ele era re- Fantasma com seus punhos cerra-
almente grande. Desviando-se no úl- dos, mas este saltou por cima e foi
timo instante, aplicou-lhe um golpe postar-se bem ao lado do líder de
que teria imobilizado um homem, Gorilla City.
mas que só serviu para atordoar esse – Como eu disse antes, Grodd:
adversário. Era só o começo da luta. acabou!
* * * Grodd sorriu: – É mesmo?
Paredes e aríetes. Tratores e mons- E o teto veio abaixo.
tros. Os constructos de Jordan e os * * *

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– Nunca vi um espírito sangrar. – Gar- apontava. A pressão aumentou, assim ma: a forma de uma caveira! escura... Eu juro combater todo o mal,
galhou Sinestro. – Vou amassar você, como a dúvida escondida lá no fundo, – Sinestro! – Grodd gritou – Tire- ganância, pirataria e crueldade... e
inseto! as vozes dos Bandar se ergueram em nos daqui! todo aquele que venera o mal... tre-
– Para que a pressa, Sinestro? – coro: “VIDA LONGA AO FANTASMA!” Mas o vilão amarelo mal podia se merá ante o Fantasma, o Espírito que
Grodd sorria. – Vamos tornar isso Num átimo, virou a arma para Gro- mover, pois estava experimentando Anda!”
mais interessante. dd e disparou atingindo-o no ombro! algo que nunca pensara sentir nova- A batalha finalmente terminara.
A pressão amarela deu lugar a A dor fez o gorila perder a concentra- mente: após tantos anos, Sinestro
algo que nunca experimentara. Foi ção e ele se viu livre daqueles pensa- estava com medo. Leia a versão integral dessa história
como se repentinamente sua mente mentos que não eram dele. Mas antes “No dia mais claro... Na noite mais em www.fanfiction.com.br
lhe fosse arrancada. Ele sentia que que pudesse se refazer, Sinestro lan-
estava e não estava ao mesmo tem- çou Solovar em sua direção. Desviou-
po. Imagens se sucediam umas as se com dificuldade, mas em seguida
outras, se misturavam. Passado e foi atingido em cheio por uma rajada
presente tornaram-se simultâneos. amarela. Caiu a dois metros de Hal
Viu seus pais se despedindo dele na Jordan e sentiu o sangue que lhe saía
borda da Floresta Negra, a pantera por inúmeros ferimentos. “Nunca
que fugira do zoológico na América, pensei que terminaria assim...” pis-
Diana, Kit, Heloíse, Guran...“MATE cou os olhos e pensou em Diana, Kit,
O LANTERNA VERDE!” Lentamente Heloíse, os Bandar...
sacou sua pistola. Viu o dia em que Sinestro se aproximava para o tiro
caçara um tigre que vinha atacando de misericórdia, mas foi lançado lon-
a aldeia Wambesi, sua lua de mel, ge por uma enorme viga envolvida
a Cabana de Jade, Herói, Capeto, a em luz verde.
Patrulha da Selva... “MATE O LAN- – Hal...
TERNA VERDE!” Ergueu a pistola, O Lanterna reunira toda sua força
engatilhou-a. Não devia fazer aquilo. para aquela rajada. Estava mesmo
Tinha de fazê-lo. Não queria. Não ti- muito ferido e sua voz era um sus-
nha escolha... ... algo brilhou no fun- surro quando disse: – Fantasma... o
do de sua mente, um pensamento anel... vai ajudá-lo...
que não era dele, como os outros, mas Neste mesmo instante viu o anel
que não lhe dava nenhuma ordem. sair da mão de Hal, voar em sua di-
Um pensamento que se traduzia em reção e colocar-se em sua mão direi-
perplexidade: “Ele está resistindo!?” ta, bem ao lado do Anel da Caveira.
A pistola tremia em sua mão, o dedo Instantaneamente sentiu suas forças
no gatilho. Viu seu pai morrendo em voltando, os ferimentos parando de
seus braços, apegou-se àquela lem- sangrar. Sentiu como se todo o seu
brança: “Kit, o anel do juramento. corpo estivesse ampliado.
Seja-lhe fiel.” Lentamente começou Uma luz esmeralda brilhava, enor-
a desviar a arma da direção em que me, ganhando massa, tomando for-

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