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MODELAGEM EM CENTRÍFUGA GEOTÉCNICA PARA

AVALIAÇÃO DO COMPORTAMENTO GEOTÉCNICO DE


DUTOS REFORÇADOS ENTERRADOS EM AREIA
Priscila de Almeida Cardoso Santiago
UENF, Campos dos Goytacazes, Brasil, pcardoso_enge@hotmail.com

Fernando Saboya Jr.


UENF, Campos dos Goytacazes, Brasil, saboya@uenf.br

Rodrigo Martins Reis


UENF, Campos dos Goytacazes, Brasil, reis@uenf.br

Sérgio Tibana
UENF, Campos dos Goytacazes, Brasil, tibana@uenf.br

José Tavares Araruna Júnior


PUC-Rio, Rio de Janeiro, Brasil, araruna@puc-rio.br

RESUMO: O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência ao arrancamento de dutos enterrados, a
fim de propor um novo sistema de ancoragem usando geogrelhas como alternativa, além de impedir
o movimento ascendente dos dutos, o que pode comprometer a operação de lançamento. A
simulação foi realizada utilizando a centrífuga geotécnica da Universidade Estadual do Norte
Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) a 10 g. Os testes foram realizados para duas diferentes
densidades de areia, duas larguras de geogrelha, e três profundidades de enterramento. Vinte e
quatro ensaios de arrancamento foram realizados em modelos reduzidos a 10 g para determinar a
resistência ao arrancamento de tubulações enterradas. Seis ensaios de arrancamento foram
realizados com um duto de diâmetro externo (D) ancorando a uma geogrelha de largura 2D e outros
seis ensaios com o mesmo duto foram realizados com a geogrelha de largura 3D. Doze ensaios
foram realizados com o mesmo duto sem sistema de ancoragem, ou seja, o duto foi simplesmente
enterrado em areia. Uma areia normalizada em duas diferentes densidades relativas (23% e 70%)
foi usada como material de aterro. Os resultados revelaram maior eficiência quanto a resistência ao
arrancamento normalizado para dutos ancorados a geogrelha, especialmente para aqueles que foram
enterrados em baixas profundidades de embutimento.

PALAVRAS-CHAVE: Dutos enterrados, centrífuga geotécnica, ancoragens, geogrelha.

1 INTRODUÇÃO mais importantes no cenário mundial


transportam basicamente petróleo e gás.
Os dutos transportam uma grande variedade Esses dutos geralmente são enterrados por
de produtos com características, densidades, razões de segurança que abrangem a proteção
pressões e temperaturas diferentes. Portanto, o térmica e mecânica. Por outro lado, eles por
duto é geralmente submetido a esforços que serem leves em relação à camada de aterro, são
dependem do tipo de produto que está sendo propensos a sofrer movimentos ascendentes,
transportado não apenas devido ao atrito de devido ao aumento das forças que vêm do
escoamento mas, principalmente, devido a gradiente de temperatura ou elevação do lençol
temperatura de transporte. As linhas de dutos freático.
Nas últimas décadas, vários estudos têm sido 2 MODELAGEM FÍSICA NA
realizados para investigar o comportamento CENTRÍFUGA GEOTÉCNICA
geotécnico e estrutural de dutos enterrados. A
maioria dos estudos geotécnicos está voltada Modelagem física é entendida como a
para o tipo de solo, compactação do aterro, simulação de um evento sob condições
flambagem dos dutos, entre outros (Katona, controladas. Se dois processos físicos são
1988; Phares et al 1998, Rogers, 1988, Rogers, semelhantes, é possível prever o
1987;. Conrad et al 1998). comportamento de um deles quando o
Hoje em dia, estes estudos são comportamento do outro é conhecido, desde
prioritariamente direcionados para uma melhor que leis específicas sejam obedecidas. Portanto,
compreensão dos mecanismos de ruptura os testes em modelos reduzidos com aumento
quando estes dutos estão sujeitos a movimentos de tensões gravitacionais podem ser usados para
ascendentes (White et al., 2000, Cheuk et al, prever o comportamento do protótipo com alto
2008). grau de fidelidade.
Existem diversos problemas relacionados Com relação aos testes em modelos
com a estabilidade de dutos enterrados quando reduzidos, Langhaar (1951, apud
sujeitos a forças de elevação. Por essa razão, é Carneiro,1993) menciona que os resultados da
interessante estudar mecanismos para evitar os análise dimensional indicam que, se o mesmo
movimentos ascendentes, por meio de um solo for utilizado em ambos os casos, no
sistema de ancoragem, que aproveite o peso da modelo e no protótipo, a variação do tamanho
massa de aterro. do modelo de N, fator de escala, não causa
Por outro lado, estudos realizados por Cheuk nenhuma variação na tensão, enquanto que a
et al, 2008, mostram que a carga de pico ou força e o deslocamento precisam ser corrigidos
resistência máxima é obtida pela formação de pelo fator N.
uma superfície de ruptura em forma de prisma A Centrífuga Geotécnica é uma ferramenta
quando o duto se desloca verticalmente para de modelagem física, disponível na engenharia
cima. No entanto, deslocamentos subsequentes geotécnica, que permite o estudo do caso real,
criam um vazio embaixo do duto causando um utilizando, na maior parte dos casos, o mesmo
fluxo de solo ao redor desse fazendo com que a solo como o protótipo.
resistência pós pico caia bruscamente. Esse Um dos aspectos mais importantes a ser
efeito é mais pronunciado quanto mais raso considerado em um teste de centrífuga é a
estiver instalado o duto e menos coesivo for o preservação da similitude entre o modelo e
solo. protótipo. Esta semelhança deve seguir uma lei
Com o objetivo de desenvolver um sistema própria (Tabela 1).
rápido e econômico para aumentar a resistência
à elevação de dutos enterrados, um estudo foi
realizado no Centro de Centrífuga Geotécnica Tabela 1. Fator de escala na modelagem centrífuga
da Universidade Estadual do Norte Fluminense. (Schofield,1980).
Esse sistema utiliza uma geogrelha
Relação de Escala
estrategicamente colocada na base do duto, Parâmetro
impedindo que o solo escoe em torno do Modelo/ Protótipo
mesmo, evitando assim, o principal mecanismo Gravidade N
de perda de resistência no arranjo solo-duto Comprimento 1/N
descrito por Cheuk et al, 2008.
Para este estudo, foram realizados 32 testes Densidade 1
na centrífuga geotécnica, em modelos reduzidos Massa 1/N3
a uma escala de 1/10, submetidos a um campo Tensão 1
gravitacional modificado equivalente a 10 vezes
Deformação 1
a gravidade da terra.
Força 1/N2
Tempo (difusão) 1/N2
O modelo instalado na extremidade da A aquisição de dados e o controle dos testes
centrífuga (Figura 1) é então submetido a um são feitos utilizando dois sistemas diferentes:
campo de aceleração inercial radial, e como um Focal Slip- Ring, para conexão de potência
consequência, o campo gravitacional, que elétrica e hidráulica e o dispositivo sem fio
depende do raio de giração e da velocidade desenvolvido pela National Instruments para
angular, é aumentado em N vezes a gravidade controle de motores de passo e atuadores.
terrestre (Schofield, 1980 e Taylor, 1995).

2.1 Centrífuga Geotécnica da UENF

A centrífuga geotécnica da UENF fabricada em


1995 pela Wyle Laboratories da California
(USA). Entre as principais caracterísicas, tem-
se a existência de duas plataforma de ensaios,
arranjo esse mais conveniente não só devido ao
equilíbrio do sistema de operação, mas também,
para fornecer espaço para a realização de dois
testes simultaneamente.
A centrífuga foi então projetada com dois
cestos em balanço com dimensões que podem Figura 1. Vista do modelo na Centrífuga Geotécnica da
acomodar cargas de até 0,9 m (largura) x 0,9 UENF
(comprimento) x 1m (altura). Um peso máximo
de 1 tonelada pode ser submetido a acelerações 3 MODELO EXPERIMENTAL
de até de 100g.
A centrífuga é alimentada por dois motores Os testes de arrancamento foram realizados em
DC com redutor principal de ângulo horizontal cilindros rígidos de alumínio aeronáutico,
que permite uma redução de 6307:1. Acoplado enterrados em cinco profundidades diferentes
ao redutor principal, outro redutor de baixa em areia no estado fofo e denso. Em cada caixa
velocidade vertical conecta-se ao eixo principal teste foi possível ensaiar dois dutos com e sem
de movimento da centrífuga. geogrelha, simultaneamente, como mostrado na
Figura 2.

Figura 2.Esquema do modelo experimental ensaiado na centrífuga


Duas larguras diferentes de geogrelha foram É importante mencionar que para cada
consideradas correspondentes a duas e três ensaio executado, dois dutos eram arrancados
vezes o diâmetro do duto. simultaneamente; um com ancoragem e outro
sem ancoragem, permitindo assim uma
comparação direta entre os dois sistemas
4 MATERIAIS E MÉTODOS minimizando a influência de possíveis
heterogeneidades e dos processos de confecção
Os ensaios foram executados em areia com duas dos modelos.
densidades diferentes, 70% (densa) e 23% Os procedimentos usados na preparação do
(fofa), cujo objetivo era determinar a influência modelo e nos ensaios de arrancamento foram,
da densidade, mais especificamente, da dentro do possível, exatamente os mesmos para
dilatância, na performance do sistema de todos os ensaios.
ancoragens proposto. Maiores detalhes podem É importante traçar algumas considerações
ser vistos em Cardoso, P.A. S. (2010). sobre a modelagem física da geogrelha e como
Considerando-se quatro profundidades isso foi considerado no trabalho. Como
diferentes (0,5D; 1D; 1,5D e 3D) e duas apresentado na Figura 2, a geogrelha é fixada ao
larguras de geogrelha (2D e 3D) tem-se um duto em três pontos através de amarras de
total de 32 ensaios executados objetivando a nylon. Essas amarras têm a função te evitar
verificação da resistência ao arrancamento dos flexão na geogrelha. Assim, a geogrelha não
dutos quando ancorados. será submetida a nenhuma deformação de
Os dutos foram arrancados por meio de um flexão uma vez que as amarras farão com que a
atuador a uma velocidade de 0,5mm/seg. A geogrelha acompanhe o movimento ascendente
força de arrancamento era medida através de do duto sem deformações importantes.
uma célula de carga de 490N de capacidade e os
deslocamentos foram medidos por meio de Tabela 2. Propriedades Físicas da Areia IPT
transdutores de deslocamento do tipo LVDT. Propriedades Valores
Os modelos foram confeccionados em uma
Diâmetro Efetivo D10 0,277mm
caixa de alumínio aeroespacial com dimensões
de 70 x 20 x 50 cm, onde um dos lados possui Peso Específico 2,67 g/cm3
uma janela de acrílico transparente que permite Índice de Vazios Mínimo - emin 0,725
a visualização direta em tempo real do ensaio.
Índice de Vazios Máximo - emax 1,063
Cilindro de alumínio com 5cm de diâmetro e
20 com de comprimento foram usados para Ângulo de Resistência ao
380
representar o duto, correspondendo a uma Cisalhamento (Pico)
escala de 1:10 em relação ao protótipo. Ângulo Estado Crítico 330
Para o solo, foi usada uma areia industrial do
Ângulo de Dilatância (denso) 250
IPT (Instituto Tecnológico de São Paulo) cujas
principais características estão apresentadas na Ângulo de Dilatância (fofo) 4.60
Tabela 2.
Para a confecção do modelos de solo, a areia O principal papel da geogrelha é evitar o
era pluviada na caixa de teste através de um fluxo de solo ao redor do duto enquanto este
pluviador de areia especialmente construído sofre deslocamentos ascendentes, uma vez que
para esse fim, onde a densidade a ser atingida este fluxo é o principal responsável pela perda
depende da altura de queda da areia e da de resistência para este tipo de solicitação,
velocidade de fluxo de grãos. Esse equipamento principalmente em solos fofos.
permite também alcançar boa homogeneidade e Assim, o sistema é idealizado para a
uniformidade do solo em todo o modelo. geogrelha trabalhar como uma placa rígida
Assim, os ensaios englobaram duas solidária ao fundo do duto e, portanto, para esta
densidades, quatro razões de embutimento e situação não há necessidade de fazer a
duas larguras de geogrelha. modelagem física rigorosa para se levar em
conta a rigidez transversal do material
modelado, o que implicaria em grande
complexidade para casos como esse.

5. RESULTADOS

Muitos pesquisadores têm conduzido ensaios


em dutos para investigar não apenas a
resistência de dutos enterrados, mas
principalmente o mecanismo de ruptura
associado com deslocamentos ascendentes
(Trautmann et al. 1985; Ng. and Springman Figura 3. Resistência de Pico ao Arrancamento (Areia
Densa)
1994; Bransby et al. 2002; White et al. 2001;
Chin et al. 2006; Schupp et al. 2006).
Praticamente todos eles verificaram a
formação de um fluxo de solo ao redor do duto
e uma perda de resistência associada e este
fluxo. No entanto, esse fluxo se mostra
dependente das características do solo, da
compacidade e do embutimento do duto.
A Figura 3 mostra a resistência ao
arrancamento para todos os ensaios executados
em areia densa aonde se percebe claramente a
influência positiva da ancoragem na carga de
pico ao arrancamento, mesmo para
embutimentos maiores do que 3 vezes o Figura 4. Resistência de Pico ao Arrancamento (Areia
diâmetro do duto. Fofa)
A resistência ao arrancamento de dutos não
ancorados para embutimento de 1.5 vezes o 5.1 Resistência Normalizada ao
diâmetro é da mesma ordem de grandeza Arrancamento
daquela apresentada para dutos ancorados
embutidos a profundidade de 0.5 vezes o A resistência normalizada ao arrancamento, N ,
diâmetro, indicando um considerável ganho de pode ser definida como:
resistência, mesmo para geogrelhas com largura
de 2 vezes o diâmetro.
Para areias densas não há ganhos evidentes
quando se usa geogrelhas de largura 3D em
comparação com os resultados apresentados Aonde F é a força de arrancamento no pico
para geogrelha 2D. (descontado o peso do duto), D é o diâmetro do
Por outro lado, esse ganho é muito mais duto, L é o comprimento do duto, H é o
evidente em areias fofas (Figura 4) o que embutimento e o peso específico do solo de
representa uma grande vantagem uma vez que cobertura.
uma boa compactação do reaterro não é uma De acordo com a Tabela 1, para a gravidade
prática comum no campo por razões referentes modificada de N vezes a gravidade terrestre, N
à velocidade da obra e da dificuldade em se obtido em ensaios em centrífuga deve ser
compactar o reaterro sobre o duto, sem multiplicada por N para se definir o valor de N
danificá-lo. do protótipo. No caso deste trabalho N=10
Figuras 5 e 6 mostram o valor de N contra o
embutimento para areias densas e fofas
respectivamente. Pode-se notar que o uso da
geogrelha melhora consideravelmente a
resistência normalizada tanto para areias densas
como para areias fofas. No entanto, essa, esta
melhora é mais evidente para areias fofas e
embutimentos menores do que 1.5 vezes o
diâmetro do duto. Para embutimentos acima de
3 vezes o diâmetro do duto, não se observa
grande diferenças nas resistências normalizadas,
mesmo para geogrelhas com largura de 2D.
Essa melhora significativa da resistência
normalizada pode ser atribuída à dificuldade
que a massa de solo encontra para fluir ao redor
do duto durante movimentos ascendentes, como
observado em dutos sem ancoragens. Figura 6. Resistência Normalizada ao Arrancamento
É interessante notar que N aumenta, mesmo (Areia Fofa))
para dutos não ancorados quando o
embutimento passa a ser menor do que 1.5 Para se possibilitar a instalação desses dutos
vezes o diâmetro. Esse resultado é atribuído à em trincheiras mais rasas ou assegurar sua
predominância da dilatância que ocorre durante estabilidade em locais sujeitos a erosão, que
a formação da superfície de ruptura devido ao causa redução no embutimento, foi proposto
baixo nível de tensões atuantes para essas aqui um sistema de ancoragens utilizando
profundidades. geogrelhas fixadas na parte inferior do duto.
Esse sistema foi testado em uma centrífuga
geotécnica tendo-se como variáveis a densidade
do solo de cobertura, a largura da ancoragem e
o embutimento, visando a identificação do
papel desempenhado por cada uma dessas
variáveis na resistência ao arrancamento de
dutos enterrados.
Os ensaios mostraram que o sistema
proposto é altamente eficiente, principalmente
nas condições mais críticas que são dutos rasos
e embutidos em solos fofos e tem como
principal vantagem sua instalação fora da
trincheira, o que evita a presença de
Figura 5. Resistência Normalizada ao Arrancamento trabalhadores na área escavada e reaterrada.
(Areia Densa)

AGRADECIMENTOS
6 COMENTÁRIOS FINAIS
Os autores agradecem deveras ao apoio da
Problemas geotécnicos relacionados a dutos FAPERJ e da Petrobrás pelo financiamento da
enterrados têm sido estudados com grande pesquisa e à CAPES pelo financiamento da
frequência nos últimos anos. Por aliar aspectos Bolsa de mestrado do primeiro autor.
construtivos e estabilidade contra afloramento,
a influência do embutimento tem sido tratada
como uma das principais variáveis do problema. REFERENCIAS

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