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MATERIAL PARA CURSO PRÁTICO DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA

DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA Este material contém questões de Direito
DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA Este material contém questões de Direito

Este material contém questões de Direito Tributário de vários concursos públicos:

As questões foram adaptadas quando desatualizadas e separadas por módulos, de acordo com o conteúdo,

COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA

01. A Constituição Federal dispõe sobre lei complementar em matéria tributária dentro

do Sistema Tributário Nacional. Mediante lei complementar,

(A)

devem ser instituídos os impostos discriminados na Constituição.

(B)

devem ser fixadas as alíquotas dos impostos discriminados na Constituição.

(C)

devem ser fixados a base de cálculo, o fato gerador e os contribuintes dos impostos

discriminados na Constituição.

(D)

podem ser concedidas isenções federais sobre tributos estaduais e municipais.

(E)

serão criadas as limitações ao poder de tributar.

02.

O Estado de Rondônia majorou a base de cálculo do IPVA para o exercício de 2010,

em 20 de novembro de 2009, conforme lei publicada no diário oficial do Estado naquela data. Considerando que a lei entrou em vigor na data de sua publicação, é correto afirmar que esta lei terá eficácia

(A) 90 dias a contar do início do exercício de 2010, tendo em vista a anterioridade

nonagesimal.

(B) na data de sua publicação, podendo ser aplicada imediatamente, ainda no exercício de

2009, por ser exceção à anterioridade.

(C)

90 dias a contar da publicação, por dever obediência apenas à anterioridade nonagesimal.

(D)

a partir do início do exercício financeiro de 2010, por ser exceção à anterioridade

nonagesimal, mas se submeter à anterioridade anual.

(E) 90 dias da publicação, desde que já no outro exercício financeiro, por dever obediência às

regras de anterioridades nonagesimal e anual.

03. A vedação constitucional conferida aos entes federados de cobrarem impostos sobre

patrimônio, renda e serviços uns dos outros é denominada

(A)

isenção recíproca.

(B)

imunidade recíproca.

(C)

remissão específica.

(D)

não incidência.

(E)

anistia.

04.

Considerando as regras constitucionais sobre tributação de uma empresa pública, é

correto afirmar que terá

(A)

o mesmo regime tributário dos entes federados.

(B)

isenção de tributos incidentes sobre patrimônio, renda e serviços relacionados com suas

atividades essenciais.

(C) terá isenção sobre tributos incidentes sobre patrimônio, renda e serviços relacionados com

a prestação de serviços públicos essenciais.

(D) imunidade sobre tributos incidentes sobre patrimônio, renda e serviços relacionados com

exploração de atividade econômica.

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DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA (E) imunidade sobre impostos incidentes sobre
DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA (E) imunidade sobre impostos incidentes sobre

(E) imunidade sobre impostos incidentes sobre patrimônio, renda e serviços relacionados com

a prestação de serviços públicos essenciais.

05.

industrializados

proporcionalmente ao valor das respectivas exportações de produtos industrializados, é de

arrecadação do imposto sobre produtos

que a União entregará aos Estados e ao Distrito Federal,

A

porcentagem

do

produto

da

(A)

dez por cento.

(B)

quinze por cento.

(C)

vinte por cento.

(D)

vinte e cinco por cento.

(E)

trinta por cento.

06.

A competência tributária

(A)

pode ser conferida apenas aos entes federados.

(B)

pode ser delegada por lei complementar a outro ente federado.

(C)

não autoriza que o ente deixe de exercê-la, não instituindo um tributo de sua competência.

(D) pode

competência.

ser renunciada pelo ente, quando este deixa de instituir um tributo de sua

(E)

trata-se de competência administrativa.

07.

Sobre o imposto residual, é correto afirmar que

(A)

é de competência comum da União, Estados e Distrito Federal.

(B)

pode ser instituído por medida provisória, em caso de relevância e urgência na obtenção

desta fonte de receita.

(C)

tem por motivo a guerra externa ou sua iminência ou situação de calamidade pública.

(D)

pode ser instituído sobre fato gerador ou base de cálculo já previsto na Constituição.

(E)

vinte por cento do produto arrecadado será repassado pela União aos Estados e Distrito

Federal.

08. Na hipótese de majoração, por medida provisória editada em 15 de março de 2010,

dos limites legais das alíquotas do Imposto de Importação, é correto afirmar que

(A) haverá eficácia imediata da medida provisória, aplicando-se os novos limites a partir da

publicação da mesma.

(B)

é inconstitucional, por violar a legalidade tributária.

(C)

a medida provisória deverá ser convertida em lei até o último dia do exercício em que

houver sido publicada, para que a lei entre em vigor e tenha eficácia no exercício seguinte.

(D) a medida provisória terá eficácia suspensa por 90 dias a contar da sua publicação, em

atenção à anterioridade nonagesimal. (E) a lei resultante da conversão ainda se submete à anterioridade nonagesimal, caso a medida provisória seja convertida em lei antes do final do exercício financeiro em que foi publicada.

09. Submete-se integralmente aos princípios da legalidade, anterioridade anual e anterioridade nonagesimal o imposto sobre

(A)

os produtos industrializados.

(B)

a renda e proventos de qualquer natureza.

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DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA (D) a propriedade de veículos automotores.
DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA (D) a propriedade de veículos automotores.

(D)

a propriedade de veículos automotores.

(E)

a propriedade territorial urbana.

10.

A respeito da competência tributária, considere:

I. A competência tributária é o poder, conferido a determinado ente político, por lei complementar específica, para aumentar tributos.

II. A competência tributária é indelegável. Porém, as funções de arrecadar ou fiscalizar

os tributos ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária podem ser delegadas por uma pessoa jurídica de Direito Público a outra.

III. A competência tributária, que compreende a competência legislativa e a capacidade tributária, é delegável. Está correto o que se afirma APENAS em

(A)

I.

(B)

II.

(C)

III.

(D)

I e II.

(E)

I e III.

11.

Sobre as prescrições constitucionais insertas na seção ‘Das limitações do poder de

tributar’, é correto afirmar:

(A) O princípio da anterioridade não admite qualquer tipo de exceção, uma vez que se trata de

garantia dos contribuintes.

(B) As operações interestaduais devem ser imunes a qualquer tributação em obediência ao

princípio da vedação de se estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio.

(C) Em razão da vedação da utilização do tributo com o efeito de confisco, a União não pode

instituir o Imposto sobre grandes fortunas.

(D)

As imunidades ali previstas aplicam-se somente aos impostos.

(E)

É defeso cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei

que os houver instituído ou aumentado, devendo essa lei ser publicada sempre com um prazo de 90 dias antes do término do exercício financeiro anterior àquele em que o tributo será cobrado ou aumentado.

12. Em relação à competência tributária, cabe

(A) à União instituir impostos sobre: I) importação de produtos estrangeiros; II) propriedade

territorial rural; III) doação de quaisquer bens e direitos.

(B) aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: I) transmissão causa mortis; II)

operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação; III) propriedade de veículos de qualquer natureza.

(C) aos Municípios instituir impostos sobre: I) propriedade territorial urbana e rural; II) serviços

de qualquer natureza não compreendidos na competência tributária dos Estados, definidos em lei complementar; III) doação de quaisquer bens e direitos. (D) aos Estados instituir impostos sobre: I) propriedade predial territorial e urbana; II) transmissão inter vivos a qualquer título, por ato oneroso ou gratuito de quaisquer bens e

direitos; III) serviços de qualquer natureza.

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DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA (E) à União instituir impostos sobre:
DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA (E) à União instituir impostos sobre:

(E) à União instituir impostos sobre: I) importação de produtos estrangeiros; II) propriedade

territorial rural; III) os impostos estaduais em território Federal e, se o Território não for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos municipais.

TRIBUTOS

01.

Para se identificar a natureza jurídica específica de um tributo considera-se, em regra

(A)

a validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes.

(B)

os efeitos dos atos jurídicos efetivamente ocorridos.

(C)

a denominação e demais características formais adotadas pela lei.

(D)

o fato gerador da respectiva obrigação tributária.

(E)

a destinação legal do produto de sua arrecadação.

02.

Sobre as características das espécies de tributos, é correto afirmar que

(A)

imposto é o tributo cuja obrigação tributária tem por fato gerador uma atividade estatal.

(B)

taxa é o tributo cuja obrigação tributária tem por fato gerador uma obra pública.

(C)

contribuição de melhoria é uma espécie de tributo vinculado a uma prévia atividade estatal,

qual seja, obra pública.

(D) o empréstimo compulsório é um tributo de competência comum e pode ser instituído por

medida provisória em caso de investimento urgente.

(E) a contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública é de competência exclusiva

dos Estados e Distrito Federal.

03. Sobre a disposição constitucional do ICMS, é INCORRETO afirmar que

(A) incide sobre operações que destinem mercadorias para o exterior e sobre serviços prestados a destinatários no exterior.

(B)

poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços.

(C)

incide sobre operações que destinem a outros estados petróleo e energia elétrica.

(D)

incide sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou

jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade.

(E) será não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa à

circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores

pelo mesmo ou outro Estado ou Distrito Federal.

04. Um tributo que remunera o exercício regular do poder de polícia consistente na concessão de alvará de construção é da espécie

(A)

imposto.

(B)

contribuição de interesse de categoria econômica.

(C)

taxa.

(D)

tarifa.

(E)

contribuição de segurança pública.

05.

Sobre o IPVA

Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, é correto

afirmar que

(A) é de competência dos Municípios e Distrito Federal.

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DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA (B) é de competência da União.
DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA (B) é de competência da União.

(B)

é de competência da União.

(C)

haverá isenção em relação aos veículos de domínio dos Estados e Distrito Federal.

(D)

haverá imunidade em relação aos veículos de domínio dos entes federados.

(E)

incide sobre os veículos das pessoas jurídicas de direito público e privado.

LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

01.

É correto afirmar que a:

(A)

analogia é forma de interpretação da norma jurídica e o seu emprego poderá resultar na

exigência de tributo não previsto em lei.

(B) equidade é forma de interpretação da norma jurídica e o seu emprego poderá resultar na

dispensa do pagamento de tributo devido.

(C) analogia é forma de integração da norma jurídica e o seu emprego poderá resultar na exigência do tributo não previsto em lei.

(D) equidade é a forma de integração da norma jurídica e o seu emprego poderá resultar na

dispensa do pagamento de tributo devido.

(E) analogia é a forma de integração da norma jurídica e o seu emprego não poderá resultar na

exigência de tributo não previsto em lei.

02. Analise:

I. Em sentido específico e restrito, a vigência relaciona- se com a validade social, enquanto que a eficácia refere-se à validade formal.

II. A legislação tributária, por sua natureza, regulando os atos do fisco e contribuinte, é

dotada de retroatividade como regra, e de irretroatividade como exceção. III. Dentre outras situações, observa-se que, no aspecto espacial ou territorial, como

regra geral, a legislação tributária aplica-se em todo o território nacional, mas, como exceção, a extraterritorialidade de aplicação poderá ser reconhecida em convênios. É correto o que consta APENAS em

(A)

II e III.

(B)

II.

(C)

I e II.

(D)

III.

(E)

I e III.

03.

A aplicação da lei a ato ou fato pretérito:

(A)

não ocorrerá em hipótese alguma.

(B)

ocorrerá sempre que houver previsão para sua retroatividade, em lei ordinária, e forem

observados os princípios da anterioridade e da “noventena”.

(C) ocorrerá sempre que houver previsão para sua retroatividade, em lei complementar, e forem observados os princípios da anterioridade e da “noventena”.

(D)

ocorrerá, em qualquer caso, quando deixar de definir o ato como infração.

(E)

ocorrerá, tratando-se de ato não - definitivamente julgado, quando deixar de defini-lo como

infração.

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DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 01. Considere os itens
DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 01. Considere os itens

OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA

01. Considere os itens a seguir, sobre responsabilidade de terceiros:

I. Os pais, tutores e curadores são responsáveis pelos tributos devidos por seus filhos menores, tutelados e curatelados, nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis. II. Os sócios são responsáveis pelos tributos devidos pela sociedade em cotas de responsabilidade limitada.

III. A responsabilidade de terceiros não se estende a nenhuma espécie de penalidade, na medida em que esta espécie de responsabilidade é pessoal e intransferível. IV. A responsabilidade pessoal dos gerentes de pessoas jurídicas de direito privado limita-se aos créditos decorrentes de obrigações resultantes de atos praticados com excesso de poderes, infração de lei, contrato ou estatuto. Está correto o que se afirma APENAS em

(A)

I e III.

(B)

I e IV.

(C)

II e III.

(D)

II e IV.

(E)

III e IV.

02. Em escritura de compra e venda de bem imóvel, as partes convencionam que

eventuais tributos decorrentes do imóvel cujo fato gerador seja anterior à aquisição serão de responsabilidade solidária das partes. Esta convenção

(A) tem valor imediato porque a solidariedade passiva em matéria de tributária decorre de lei ou

de acordo de vontades.

(B)

depende do registro da escritura para passar a ter validade.

(C)

tem valor desde que não exista prova de quitação dos tributos.

(D)

não tem valor, pois obrigatoriamente para que seja celebrado contrato de compra e venda

deve existir prova de quitação de todos os tributos. (E) não tem valor, pois a solidariedade passiva tributária só pode decorrer de lei ou de interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação.

03. A situação definida em lei como necessária e suficiente à ocorrência da obrigação

tributária principal é denominada

(A)

fato imponível.

(B)

hipótese de incidência.

(C)

lançamento.

(D)

crédito tributário.

(E)

fato gerador in concreto.

04.

Uma pessoa natural que não tem domicílio civil, residência fixa nem centro habitual

de atividades terá como domicílio tributário, caso não tenha eleito nenhum lugar

(A)

o lugar onde for encontrada.

(B)

o lugar onde for encontrada ou a sede da Fazenda Pública.

(C)

a sede da Fazenda Pública competente ou da ocorrência do fato gerador.

(D)

o lugar da situação dos bens ou da ocorrência do fato gerador.

(E)

o lugar que a Fazenda Pública indicar ou o lugar da situação dos bens.

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DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA 05. A respeito das regras definidoras
DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA 05. A respeito das regras definidoras

05. A respeito das regras definidoras sobre o fato gerador, segundo o Código Tributário

Nacional, é correto afirmar:

(A) A autoridade administrativa não poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados

com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos

elementos constitutivos da obrigação tributária enquanto não houver decisão judicial transitada em julgado.

(B) Tratando-se de situação jurídica, considera-se ocorrido o fato gerador, e existentes os seus

efeitos desde o momento em que se confirmem as circunstâncias materiais necessárias a que produza os efeitos que normalmente lhe são próprios.

(C) O Código Tributário Nacional estabelece as regras que definem o momento que se deve

considerar ocorrido o fato gerador do tributo, não podendo o legislador ordinário, em qualquer circunstância, dispor de modo diferente.

(D) O Código Tributário Nacional não estabelece quaisquer regras que definam o momento que

deve considerar ocorrido o fato gerador, deixando para o legislador ordinário a definição de tais regras.

(E) Tratando-se de situação de fato, considera-se ocorrido o fato gerador e existentes os seus

efeitos desde o momento que se verifiquem as circunstâncias materiais necessárias a que produza os efeitos que normalmente lhe são próprios.

CRÉDITO TRIBUTÁRIO

01. O lançamento tributário

(A) não pode, após regularmente notificado ao sujeito passivo, ser alterado de ofício pela

autoridade administrativa.

(B) depende sempre de prévia declaração do sujeito passivo ou de terceiro, na forma da

legislação tributária.

(C) reporta-se à data da ocorrência do fato gerador e rege-se pela lei vigente ao tempo da

prática do lançamento.

(D)

não pode ser revisto de ofício pela autoridade competente.

(E)

é regido pela legislação vigente que, posteriormente à ocorrência do fato gerador da

obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou fiscalização.

02. Nos termos do Código Tributário Nacional, são três as modalidades de lançamento:

de ofício, por declaração e por homologação. O lançamento de ofício é cabível:

(A)

apenas para os tributos sujeitos ao lançamento por homologação.

(B)

quando o contribuinte ou terceiro declara à autoridade administrativa informações sobre

matéria de fato indispensável à sua efetivação.

(C) para todo e qualquer tributo, mesmo no caso de anterior e regular lançamento em outra

modalidade.

(D)

apenas no caso do sujeito passivo não cumprir com a obrigação acessória.

(E)

para aquele tributo cujo anterior lançamento por homologação tiver sido comprovadamente

feito com omissão ou inexatidão, por parte de pessoa legalmente obrigada.

03. Sobre os prazos de natureza decadencial, previstos no CTN e correndo contra a Fazenda Pública, seja para homologar lançamento efetuado pelo contribuinte, seja para efetuar lançamento de ofício, é correto afirmar que são de:

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DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA (A) cinco anos contados da ocorrência
DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA (A) cinco anos contados da ocorrência

(A) cinco anos contados da ocorrência do fato gerador para efetuar o lançamento de ofício e

cinco anos contatos a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado para homologar o realizado pelo contribuinte.

(B) cinco anos contados da constituição definitiva do crédito tributário para efetuar o

lançamento de ofício e cinco anos contados da ocorrência do fato gerador para homologar o lançamento efetuado pelo contribuinte.

(C) cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, seja para efetuar o lançamento de

ofício, seja para homologar o lançamento efetuado pelo contribuinte.

(D) cinco anos contados da ocorrência do fato gerador para homologar lançamento efetuado

pelo contribuinte e cinco anos contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado, para o lançamento de ofício.

(E) dez anos contados da constituição definitiva do crédito tributário, seja para efetuar o

lançamento de ofício seja para homologar o lançamento efetuado pelo contribuinte.

04.

Nos termos do Código Tributário Nacional, a isenção e a anistia constituem causas

de:

(A)

extinção do crédito tributário.

(B)

exclusão do crédito tributário.

(C)

moratória do crédito tributário.

(D)

suspensão da exigibilidade do crédito tributário.

(E)

imunidade.

05.

A suspensão da exigibilidade do crédito tributário:

I. autoriza a emissão de certidão positiva com efeito de negativa. II. autoriza a emissão de certidão negativa de débitos.

III. dispensa o cumprimento das obrigações acessórias.

IV. não dispensa o cumprimento das obrigações acessórias.

Está correto o que se afirma APENAS em

(A)

I e II.

(B)

I e III.

(C)

I e IV.

(D)

II e III.

(E)

II e IV.

06.

Dentre outros, NÃO é considerado requisito para que se conceda a remissão nos

termos da lei, o atendimento

(A)

à diminuta importância do crédito tributário.

(B)

ao resgate da dívida tributária por parte de terceiro.

(C)

ao erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo, quanto à matéria de fato.

(D)

à situação econômica do sujeito passivo.

(E)

às condições peculiares de determinada região do território da entidade tributante.

07.

Em matéria de processo judicial tributário, é correto afirmar:

(A)

A tutela antecipada é permitida, ainda que antevendo a irreversibilidade da concessão, mas

não pode ser requerida nas ações declaratória e anulatória de débito fiscal.

(B) A ação de repetição de indébito resume-se na existência ou na inexistência de relação

jurídica; ou quando se referir a documentos, à autenticidade ou falsidade.

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DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA (C) A ação de consignação em
DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA (C) A ação de consignação em

(C) A ação de consignação em pagamento não poderá ser utilizada em matéria tributária,

objetivando afastar a mora do contribuinte e aparece como uma das formas de suspensão do crédito tributário.

(D) Na execução fiscal, efetivada a penhora, o executado tem o prazo de 15 (quinze) dias para

apresentar sua contestação, contados da citação pessoal ou postal.

(E) A ação anulatória de débito fiscal pode ser proposta com depósito integral ou sem depósito,

mas nesta última hipótese, não impede que a Fazenda Pública ingresse com a ação executiva.

08. De conformidade com a sistemática do Código Tributário Nacional, o crédito

tributário é constituído:

(A)

pelo fato gerador da obrigação tributária principal.

(B)

pela obrigação tributária principal.

(C)

por lei ordinária.

(D)

por lei complementar.

(E)

pelo lançamento.

09. A homologação, no chamado "lançamento por homologação", deve ser efetuada expressamente pela autoridade administrativa. Caso não seja feita expressamente pela

referida autoridade, ela ocorrerá tacitamente, por decurso do prazo, ao final de cinco anos, contados:

(A)

da data da ocorrência do fato gerador.

(B)

da data da ocorrência do fato gerador, se a lei não fixar outro prazo à homologação.

(C)

do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido

efetuado.

(D) do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido

efetuado, se a lei não fixar outro prazo decadencial.

(E) do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o fato gerador ocorreu.

10. O crédito tributário regularmente constituído, somente se modifica:

(A)

ou extingue, ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída, nos casos previstos no CTN.

(B)

nos casos previstos na legislação tributária, e se extingue ou tem sua exigibilidade

suspensa ou excluída, nos casos previstos no CTN.

(C) ou extingue, nos casos previstos na legislação tributária, e tem sua exigibilidade suspensa

ou excluída, nos casos previstos no CTN.

(D) ou extingue, nos casos previstos no CTN, e tem sua exigibilidade suspensa ou excluída,

nos casos previstos na legislação tributária.

(E) ou extingue, ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída, nos casos previstos na

legislação tributária.

ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA

01. Na realização de atividade fiscalizatória, os agentes fiscais podem entrar nos

estabelecimentos dos contribuintes. Sobre o procedimento de fiscalização é correto afirmar que:

(A) não se aplicam os princípios constitucionais da inviolabilidade do domicílio, do direito à

intimidade e do sigilo da correspondência, tendo em vista o poder de polícia conferido à administração tributária.

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DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA (B) existem restrições, pois o contribuinte
DE DIREITO TRIBUTÁRIO 2015 - EVP – PROF. CLAUDIO BORBA (B) existem restrições, pois o contribuinte

(B) existem restrições, pois o contribuinte não está obrigado a exibir livros contábeis ou fiscais

obrigatórios, visto que a Constituição Federal lhe garante o direito à intimidade.

(C)

realiza-se informalmente e não precisa ser documentado.

(D)

deverá ser documentado por meio de termos específicos lavrados, sempre que possível,

em um dos livros fiscais exibidos ou, quando lavrados em separado, o sujeito passivo deverá ficar com cópia autenticada.

(E) é possível ao sujeito passivo até sua conclusão, se valer da denúncia espontânea em

relação às infrações praticadas, beneficiando-se do pagamento sem imposição de multas.

02. Considere:

I. A dívida ativa tributária regularmente inscrita goza da presunção de certeza e liquidez, tendo portanto presunção iuris et iure.

II. Uma das características da dívida ativa é sua constituição bilateral, porque sempre

nasce da vontade dos sujeitos ou partes.

III. A falta de um dos requisitos do termo de inscrição da dívida ativa é causa de nulidade

do processo de inscrição, mas a Fazenda Pública pode saná-las antes da decisão de primeira instância.

IV. A incidência dos juros de mora não exclui a liquidez do título para a propositura do executivo fiscal. É correto o que consta APENAS em

(A)

I e II.

(B)

I, II e III.

(C)

I e IV.

(D)

II, III e IV.

(E)) III e IV.