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BOMBEIO MECÂNICO Autores: Francisco de Assis Ferreira Noronha Gustavo Vinicius Lorenço Moisés Rutácio de Oliveira

BOMBEIO

MECÂNICO

Autores: Francisco de Assis Ferreira Noronha Gustavo Vinicius Lorenço Moisés Rutácio de Oliveira Costa Selma Fontes de Araújo Andrade

Co-Autor: Getúlio Moura Xavier

Vinicius Lorenço Moisés Rutácio de Oliveira Costa Selma Fontes de Araújo Andrade Co-Autor: Getúlio Moura Xavier
Vinicius Lorenço Moisés Rutácio de Oliveira Costa Selma Fontes de Araújo Andrade Co-Autor: Getúlio Moura Xavier
Vinicius Lorenço Moisés Rutácio de Oliveira Costa Selma Fontes de Araújo Andrade Co-Autor: Getúlio Moura Xavier
Vinicius Lorenço Moisés Rutácio de Oliveira Costa Selma Fontes de Araújo Andrade Co-Autor: Getúlio Moura Xavier
Vinicius Lorenço Moisés Rutácio de Oliveira Costa Selma Fontes de Araújo Andrade Co-Autor: Getúlio Moura Xavier
Vinicius Lorenço Moisés Rutácio de Oliveira Costa Selma Fontes de Araújo Andrade Co-Autor: Getúlio Moura Xavier
BOMBEIO MECÂNICO

BOMBEIO

MECÂNICO

BOMBEIO MECÂNICO
BOMBEIO MECÂNICO
BOMBEIO MECÂNICO
BOMBEIO MECÂNICO
BOMBEIO MECÂNICO
BOMBEIO MECÂNICO
BOMBEIO MECÂNICO
BOMBEIO MECÂNICO
BOMBEIO MECÂNICO Autores: Francisco de Assis Ferreira Noronha Gustavo Vinicius Lorenço Moisés Rutácio de Oliveira

BOMBEIO

MECÂNICO

Autores: Francisco de Assis Ferreira Noronha Gustavo Vinicius Lorenço Moisés Rutácio de Oliveira Costa Selma Fontes de Araújo Andrade Co-Autores: Getúlio Moura Xavier

Colaboradores: Benno Waldemar Assmann Edson Reiji Hirose Nathalia Marassi Cianni

Ao final desse estudo, o treinando poderá:

• Identificar os princípios e variáveis envolvidos no processo de elevação artificial por Bombeio Mecânico;

• Reconhecer os procedimentos envolvendo o método de elevação por Bombeio Mecânico;

• Reconhecer os equipamentos utilizados neste método artificial de elevação;

• Identificar as falhas nos sistemas e reportar-se aos profissionais e setores adequados.

Programa Alta Competência Este material é o resultado do trabalho conjunto de muitos técnicos da
Programa Alta Competência
Programa Alta Competência

Este material é o resultado do trabalho conjunto de muitos técnicos

da área de Exploração & Produção da Petrobras. Ele se estende para

além dessas páginas, uma vez que traduz, de forma estruturada, a experiência de anos de dedicação e aprendizado no exercício das atividades profissionais na Companhia.

É com tal experiência, refletida nas competências do seu corpo de empregados, que a Petrobras conta para enfrentar os crescentes desafios com os quais ela se depara no Brasil e no mundo.

Nesse contexto, o E&P criou o Programa Alta Competência, visando

prover os meios para adequar quantitativa e qualitativamente a força

de trabalho às estratégias do negócio E&P.

Realizado em diferentes fases, o Alta Competência tem como premissa

a participação ativa dos técnicos na estruturação e detalhamento das competências necessárias para explorar e produzir energia.

O objetivo deste material é contribuir para a disseminação das

competências, de modo a facilitar a formação de novos empregados

e a reciclagem de antigos.

Trabalhar com o bem mais precioso que temos – as pessoas – é algo que exige sabedoria e dedicação. Este material é um suporte para esse rico processo, que se concretiza no envolvimento de todos os que têm contribuído para tornar a Petrobras a empresa mundial de sucesso que ela é.

Programa Alta Competência

Agradecimentos Os autores agradecem a Petrobras que lhes permitiu adquirir este conhecimento e disseminá-lo a
Agradecimentos
Agradecimentos

Os autores agradecem a Petrobras que lhes permitiu adquirir este conhecimento e disseminá-lo a outros técnicos.

Como utilizar esta apostila Esta seção tem o objetivo de apresentar como esta apostila está
Como utilizar esta apostila
Como utilizar esta apostila

Esta seção tem o objetivo de apresentar como esta apostila está organizada e assim facilitar seu uso.

No início deste material é apresentado o objetivo geral, o qual representa as metas de aprendizagem a serem atingidas.

ATERRAMENTO DE SEGURANÇA Autor Ao final desse estudo, o treinando poderá: • Identificar procedimentos adequados
ATERRAMENTO
DE SEGURANÇA
Autor
Ao final desse estudo, o treinando poderá:
Identificar procedimentos adequados ao aterramento
e à manutenção da segurança nas instalações elétricas;
Reconhecer os riscos de acidentes relacionados ao
aterramento de segurança;
Relacionar os principais tipos de sistemas de
aterramento de segurança e sua aplicabilidade nas
instalações elétricas.

Objetivo Geral

O material está dividido em capítulos. No início de cada capítulo são apresentados os objetivos

O material está dividido em capítulos.

No início de cada capítulo são apresentados os objetivos específicos de aprendizagem, que devem ser utilizados como orientadores ao longo do estudo.

Riscos elétricos e o aterramento de segurança Ao final desse capítulo, o treinando poderá: •
Riscos elétricos
e o aterramento
de segurança
Ao final desse capítulo, o treinando poderá:
Estabelecer a relação entre aterramento de segurança e
riscos elétricos;
Reconhecer os tipos de riscos elétricos decorrentes do uso de
equipamentos e sistemas elétricos;
Relacionar os principais tipos de sistemas de aterramento de
segurança e sua aplicabilidade nas instalações elétricas.
Capítulo 1

Objetivo Específico

No final de cada capítulo encontram-se os exercícios, que visam avaliar o alcance dos objetivos de aprendizagem.

Os gabaritos dos exercícios estão nas últimas páginas do capítulo em questão.

Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança Capítulo 1. Riscos elétricos e o
Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança
Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança
1.7. Gabarito
1.4. Exercícios
1)
Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e aterramento de segurança?
1) Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e
aterramento de segurança?
O
aterramento de segurança é uma das formas de minimizar os riscos decorrentes
do
uso de equipamentos e sistemas elétricos.
2)
Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados
e critérios relacionados a riscos elétricos. Correlacione-os aos tipos de riscos,
marcando A ou B, conforme, o caso:
2) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que
abordam os cuidados e critérios relacionados a riscos elétricos.
Correlacione-os aos tipos de riscos, marcando A ou B, conforme,
o caso:
A)
Risco de incêndio e explosão
B) Risco de contato
( B )
“Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e
executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os
perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.”

Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas

Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas definições estão disponíveis no glossário .

Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas definições estão disponíveis no glossário. Ao longo dos textos do capítulo, esses termos podem ser facilmente identificados, pois estão em destaque.

Nesse processo, o operador tem importante papel, pois, ao interagir 49 diariamente com os equipamentos
Nesse processo, o operador tem importante papel, pois, ao interagir
49
diariamente com os equipamentos elétricos, pode detectar
imediatamente alguns tipos de anormalidades, antecipando
problemas e, principalmente, diminuindo os riscos de
por contato indireto e de incêndio e explosão.
choque elétrico
3.1. Problemas operacionais
Os principais problemas operacionais verificados em qualquer tipo
de aterramento são:
• Falta de continuidade; e
• Elevada resistência elétrica de contato.
É importante lembrar que Norma Petrobras N-2222 define o valor
de 1
Ohm
, medido com multímetro DC (
ohmímetro
), como o máximo
admissível para resistência de contato.
Alta Competência 3.4. Glossário Choque elétrico – conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos,
Alta Competência
3.4. Glossário
Choque elétrico – conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos, que se
manifesta no organismo humano ou animal, quando este é percorrido por uma
corrente elétrica.
Ohm – unidade de medida padronizada pelo SI para medir a resistência elétrica.
Ohmímetro – instrumento que mede a resistência elétrica em Ohm.
Caso sinta necessidade de saber de onde foram retirados os insumos para o desenvolvimento do

Caso sinta necessidade de saber de onde foram retirados os insumos para o desenvolvimento do conteúdo desta apostila, ou tenha interesse em se aprofundar em determinados temas, basta consultar a Bibliografia ao final de cada capítulo.

Alta Competência 1.6. Bibliografia CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas
Alta Competência
1.6. Bibliografia
CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas
elétricos - inspeção e medição da resistência de aterramento. UN-BC/ST/EMI –
Elétrica, 2007.
COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade.
Curso técnico de segurança do trabalho, 2005.
Norma Petrobras N-2222. Projeto de aterramento de segurança em unidades
marítimas. Comissão de Normas Técnicas - CONTEC, 2005.
Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instalações elétricas de baixa tensão. Associação
Brasileira de Normas Técnicas, 2005.
Norma Brasileira ABNT NBR-5419. Proteção de estruturas contra descargas
atmosféricas. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2005.

Ao longo de todo o material, caixas de destaque estão presentes. Cada uma delas tem objetivos distintos.

A caixa “Você Sabia” traz curiosidades a respeito do conteúdo abordado de um determinado item do capítulo.

É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a primeira observação de um
É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a primeira observação de um

É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a primeira observação de um fenômeno relacionado com a eletricidade estática. Ele teria esfregado um fragmento de âmbar com um tecido seco e obtido um comportamento inusitado – o âmbar era capaz de atrair pequenos pedaços de palha. O âmbar é o nome dado à resina produzida por pinheiros que protege a árvore de agressões externas. Após sofrer um processo semelhante à fossilização, ela se torna um material duro e resistente.

“Importante” é um lembrete das questões essenciais do conteúdo tratado no capítulo.

das questões essenciais do conteúdo tratado no capítulo. Importante! É muito importante que você conheça os

Importante!

É muito importante que você conheça os tipos de pig de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na sua Unidade. Informe-se junto a ela!

Já a caixa de destaque “Resumindo” é uma versão compacta dos principais pontos abordados no

Já a caixa de destaque “Resumindo” é uma versão compacta dos principais pontos abordados no capítulo.

compacta dos principais pontos abordados no capítulo. reSUmInDo Recomendações gerais • Antes do carregamento

reSUmInDo

Recomendações gerais

• Antes do carregamento do pig, inspecione o interior do lançador;

• Após a retirada de um pig, inspecione internamente o recebedor de pigs;

• Lançadores e recebedores deverão ter suas

Em “Atenção” estão destacadas as informações que não devem ser esquecidas.

destacadas as informações que não devem ser esquecidas. atenÇÃo É muito importante que você conheça os

atenÇÃo

É muito importante que você conheça os procedimentos específicos para passagem de pig em poços na sua Unidade. Informe-se e saiba quais são eles.

Todos os recursos didáticos presentes nesta apostila têm como objetivo facilitar o aprendizado de seu conteúdo.

Aproveite este material para o seu desenvolvimento profissional!

Prefácio Neste final da primeira década do século XXI, a PETROBRAS se depara com um

Prefácio

Prefácio Neste final da primeira década do século XXI, a PETROBRAS se depara com um momento

Neste final da primeira década do século XXI, a PETROBRAS se depara com um momento de transição, no qual se apresenta o

grande desafio de produzir as ricas jazidas encontradas na camada pré-sal, alterando significativamente seu patamar de produção

de óleo e gás. No instante em que se prepara para este salto de

produção, é fundamental que o E&P disponha de uma força de trabalho preparada para atender as demandas deste crescimento.

Ao mesmo tempo, fruto da distribuição etária de seus recursos humanos, a companhia se encontra numa situação na qual uma nova geração de empregados admitidos nos últimos 10 anos necessita adquirir os conhecimentos acumulados por vários profissionais

experientes, muitos dos quais já se aproximando da aposentadoria. Esta transmissão, não apenas de conhecimentos brutos, mas da "maneira PETROBRAS" de projetar e operar campos de petróleo

no mar e em terra, que faz parte de nossa cultura organizacional, é

fundamental para o sucesso da companhia perante os desafios que

se apresentam.

Neste sentido, criou-se o Alta Competência - Programa corporativo

de Gestão de Competências Técnicas do E&P - que é formado por

um conjunto de projetos orientados para a concretização do objetivo organizacional de Adequação da Força de Trabalho do E&P.

A atuação do Alta Competência na Área de Operação está

relacionada à própria origem do Programa, cuja criação se deu, dentre outras razões, em função da necessidade de apoiar o Comitê Funcional de Operação nas ações relativas à Adequação da Força de

Trabalho nesta área. Assim, para qualificar os Técnicos de Operação nas atividades de produção relacionadas à Elevação e Escoamento (EE) foram mapeadas as habilidades e competências necessárias para o exercício destas tarefas na operação dos campos de petróleo

e gás. Para desenvolver os módulos de treinamento de EE, os

conhecimentos foram distribuídos entre especialistas nos diversos temas específicos, espalhados por todo o Brasil.

Este esforço de mobilização da comunidade de EE, logrou documentar seu conhecimento técnico e possibilitou

Este esforço de mobilização da comunidade de EE, logrou documentar seu conhecimento técnico e possibilitou a elaboração de módulos de treinamento com alta qualidade, que buscam capacitar os Técnicos de Operação nas atividades de Produção de petróleo e gás.

Geraldo Spinelli Gerente de Elevação e Escoamento

Introdução Capítulo 1 - Bombeio Mecânico Sumário Sumário 21 Objetivos 2 3 1. Bombeio Mecânico

Introdução

Capítulo 1 - Bombeio Mecânico

SumárioSumário

21

Objetivos

2 3

1.

Bombeio Mecânico

25

1.1. Princípio de funcionamento do bombeio mecânico

25

1.2. Principais componentes

25

1.2.1. Vantagens

27

1.2.2. Desvantagens

28

1.2.3. Bomba de fundo

28

1.2.4. Coluna de hastes

30

1.2.5. Coluna de tubos

33

1.2.6. Unidade de bombeio

34

1.2.7. Esquema de cabeça de poço

36

1.2.8. Motor

39

 

1.3. Dimensionamento do sistema de BM

39

1.4. Operação e controle

41

1.5. Normas

43

1.6. Exercícios

44

1.7. Glossário

48

1.8. Bibliografia

49

1.9. Gabarito

50

Capítulo 2 - Bomba de fundo

Objetivos

53

2.

Bomba de fundo

55

2.1. Princípio de funcionamento

57

2.2. Deslocamento volumétrico

58

2.2.1. Perda por escorregamento

60

2.3. Tipos de bombas de fundo

60

2.4. Nomenclatura API para bomba de fundo

63

2.5. Cuidados de manuseio

67

2.6. Exercícios

68

2.7. Glossário

70

2.8. Bibliografia

71

Capítulo 3 - Hastes de bombeio Objetivos 75 3. Hastes de bombeio 77 3.1. Tipo

Capítulo 3 - Hastes de bombeio

Objetivos

75

3.

Hastes de bombeio

77

3.1. Tipo de hastes

78

3.2. Fadiga nas hastes

82

3.3. Desgaste das hastes e tubos de produção

83

3.4. Instalação da coluna de hastes

87

3.5. Problemas operacionais

88

3.6. Segurança na operação

89

3.7. Cuidados e conservação

90

3.8. Haste polida

93

3.9. Exercícios

97

3.10. Glossário

100

3.11. Bibliografia

102

3.12. Gabarito

103

Capítulo 4 - Unidade de Bombeio

Objetivos

105

4.

Unidade de Bombeio

107

4.1. Limitações mecânicas da UB

107

4.2. Componentes da UB

108

4.3. Tipos de unidade de bombeio

110

4.4. Balanceamento da unidade de bombeio

112

4.5. Motor da UB

114

4.6. Unidade de bombeio de longo curso mecânica

115

4.7. Unidade de bombeio de longo curso hidráulica

119

4.8. Exercícios

124

4.9. Glossário

126

4.10. Bibliografia

127

4.11. Gabarito

128

Capítulo 5 - Operação Objetivos 13 1 5. Operação 13 3 5.1. Intervenção 134 5.1.1.

Capítulo 5 - Operação

Objetivos

13 1

5. Operação

13

3

5.1. Intervenção

134

5.1.1. Descida da coluna de produção e camisa da bomba

135

5.1.2. Descida da coluna de hastes

136

5.2. Acompanhamento operacional

137

5.2.1. Pressurização

140

5.2.2. Checagem de fundo

140

5.2.3. Balanceamento da unidade de bombeio

142

5.2.4. Pistoneio

144

5.2.5. Saque da coluna de hastes e da bomba de fundo

146

5.2.6. Troca de Gaxeta

151

5.2.7. Troca da haste polida

152

5.2.8. Troca do cabresto

154

5.2.9. Registro de nível

155

5.2.10. Carta dinamométrica

157

5.3. Elementos de controle

5.3.1. Poço automatizado

173

174

5.4. Segurança operacional

175

5.5. Exercícios

176

5.6. Glossário

180

5.7. Bibliografia

182

5.8. Gabarito

183

21 Introdução O Bombeio Mecânico é um método de elevação artificial em que a energia

21

21 Introdução O Bombeio Mecânico é um método de elevação artificial em que a energia é

Introdução

O Bombeio Mecânico é um método de elevação artificial em que a energia é transmitida ao fluido através de uma bomba de deslocamento positivo, do tipo alternativa, posicionada

no fundo do poço. O acionamento dessa bomba é provido por um motor elétrico ou de combustão interna, localizado na superfície. O movimento de rotação do motor é transformado em movimento alternativo através de uma engrenagem conhecida como unidade de bombeio (UB). A ligação entre a unidade de bombeio e a bomba de fundo é feita através de uma coluna de barras de aço, denominadas de hastes de bombeio.

É o método de elevação mais utilizado no mundo e na Petrobras devido ao range de vazão aplicável (0 a 300 m³/d), ao baixo custo operacional, à facilidade de diagnóstico de problemas e à robustez de uma tecnologia consolidada.

CORPORATIVA

CORPORATIVA
CORPORATIVA
CORPORATIVA
CORPORATIVA
CORPORATIVA
CORPORATIVA
CORPORATIVA
CORPORATIVA
CORPORATIVA
CORPORATIVA
CORPORATIVA
CORPORATIVA
CORPORATIVA
CORPORATIVA

CORPORATIVA

Bombeio

Mecânico

Bombeio Mecânico Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Reconhecer o princípio de funcionamento do
Bombeio Mecânico Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Reconhecer o princípio de funcionamento do
Bombeio Mecânico Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Reconhecer o princípio de funcionamento do
Bombeio Mecânico Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Reconhecer o princípio de funcionamento do
Bombeio Mecânico Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Reconhecer o princípio de funcionamento do

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Reconhecer o princípio de funcionamento do bombeio mecânico.

• Reconhecer os principais componentes do sistema.

• Identificar as diferentes etapas relacionadas à operação e controle.

CORPORATIVA

Alta Competência 24 CORPORATIVA

Alta Competência

24

Alta Competência 24 CORPORATIVA

CORPORATIVA

Capítulo 1. Conceitos básicos 1. Bombeio Mecânico O s métodos de elevação artificial representam o

Capítulo 1. Conceitos básicos

1. Bombeio Mecânico

O s métodos de elevação artificial representam o conjunto de tecnologias aplicadas para fornecer a energia requerida pelo sistema de produção e para reduzir a pressão de fluxo no

fundo do poço.

Dentre os métodos mais conhecidos no mundo destaca-se o Bombeio

Mecânico, aplicado predominantemente em poços terrestres, sendo

o método mais utilizado na Petrobras.

1.1. Princípio de funcionamento do bombeio mecânico

O Bombeio Mecânico é um método de elevação artificial em

que a energia é transmitida ao fluido através de uma bomba de deslocamento positivo, do tipo alternativa, posicionada no fundo do poço. O acionamento dessa bomba é provido por um motor elétrico ou de combustão interna, localizado na superfície. O movimento de rotação do motor é transformado em movimento alternativo através de uma engrenagem conhecida como unidade de bombeio

). A ligação entre a unidade de bombeio e a bomba de fundo

feita através de uma coluna de barras de aço, denominadas de hastes de bombeio.

é

1.2. Principais componentes

25

Os principais componentes do Bombeio Mecânico são:

• Bomba de fundo;

• Coluna de hastes;

• Coluna de tubos;

• Unidade de bombeio;

• Motor.

( UB
(
UB

CORPORATIVA

Alta Competência 26 UB Haste polida Zona prod Hastes Zona prod Tubos Bomba Motor Principais

Alta Competência

26

UB Haste polida Zona prod Hastes Zona prod Tubos Bomba
UB
Haste polida
Zona prod
Hastes
Zona prod
Tubos
Bomba
UB Haste polida Zona prod Hastes Zona prod Tubos Bomba Motor

Motor

Principais componentes do sistema de bombeio mecânico

A ilustração acima apresenta uma visão geral dos principais componentes de superfície e de subsuperfície do sistema de bombeio mecânico.

e de subsuperfície do sistema de bombeio mecânico. Importante! BM Outros componentes do são: • de

Importante!

BM
BM

Outros componentes do

são:

• de superfície: quadro de comando do motor,

variador de freqüência do motor, dispositivos de conexão com a unidade de bombeio (mesa e ca- bresto), sistema de vedação ou caixa de engaxe-

e ca- bresto), sistema de vedação ou caixa de engaxe- tamento ( stuffing box ), sensor

tamento (stuffing box), sensor de vazamento;

• de subsuperfície: âncora de tubulação, filtro, separador de areia, separador de gás, guias de haste.

• de subsuperfície: âncora de tubulação, filtro, separador de areia, separador de gás, guias de haste.

CORPORATIVA

Capítulo 1. Conceitos básicos 1.2.1. Vantagens É o método de elevação mais utilizado no mundo

Capítulo 1. Conceitos básicos

1.2.1. Vantagens

É o método de elevação mais utilizado no mundo e na Petrobras porque tem os seguintes pontos fortes:

• Alta flexibilidade de adaptação às variações de vazão;

• Aplicável numa grande faixa de vazão (0 a 300 m³/d);

• Componentes padronizados;

• Custo operacional baixo;

• Fácil diagnóstico de problemas;

• Fácil manutenção;

• Pode

infraestrutura de compressão de gás;

ser

instalado

em

locais

sem

eletrificação

ou

sem

27

• Proporciona ao poço reduzida pressão de fluxo;

• Robusto;

• Simplicidade de instalação e de operação;

• Suporta alta temperatura;

• Tecnologia consolidada.

CORPORATIVA

Alta Competência 1.2.2. Desvantagens Como desvantagens deste método em relação aos demais disponíveis no mercado,

Alta Competência

1.2.2. Desvantagens

Como desvantagens deste método em relação aos demais disponíveis no mercado, citam-se os seguintes aspectos:

• Ineficiente para bombear fluidos viscosos;

28

• Inadequado para poços profundos;

• Problemático em poços tortuosos;

• Problemático em poços com muito gás;

• Problemático em poços com areia;

• Suscetível a falhas em ambientes corrosivos.

1.2.3. Bomba de fundo

A bomba de fundo é o componente que fornece energia ao fluido, através do diferencial de pressão entre sua admissão e descarga. Ela pertence à categoria das bombas de deslocamento positivo, do

camisa
camisa

tipo alternativa, e seus principais componentes são

, pistão e

válvulas, apresentados esquematicamente na ilustração abaixo.

Tubo de Camisa produção Esfera Pistão Válvula de passeio Sede Válvula de pé Sede Nipple
Tubo de
Camisa
produção
Esfera
Pistão
Válvula
de passeio
Sede
Válvula
de pé
Sede
Nipple de
Separador
assentamento
de gás

Principais componentes da bomba de fundo

de pé Sede Nipple de Separador assentamento de gás Principais componentes da bomba de fundo CORPORATIVA

CORPORATIVA

Capítulo 1. Conceitos básicos A camisa tem função de conduzir e conter os fluidos. O

Capítulo 1. Conceitos básicos

A camisa
A camisa

tem função de conduzir e conter os fluidos. O pistão

comprime os fluidos, transportando-os da zona de baixa pressão (admissão da bomba) para a zona de alta pressão (descarga da bomba). As válvulas são do tipo sede-esfera e impedem o fluxo

no sentido descendente. A coluna de hastes imprime ao pistão

o movimento alternativo responsável pela elevação do líquido.

A próxima ilustração apresenta uma seqüência do ciclo de

bombeamento, com as posições do pistão nos cursos ascendente e descendente. Também são identificadas as pressões envolvidas no funcionamento da bomba.

Ph Ph Ph Lp Pb Ph Pb Pb Pb Ps Ps Ps Ps
Ph
Ph
Ph
Lp
Pb
Ph
Pb
Pb
Pb
Ps
Ps
Ps
Ps

Final do curso descendente Ph=Pb>Ps

Início do curso ascendente Ph>Pb=Ps

Final do curso ascendente Ph>Pb=Ps

Início do curso descendente Ph=Pb>Ps

Onde:

29

Cor cinza = válvula fechada (fluido armazenado acima da válvula);

Cor branca = válvula aberta (fluido em fluxo pela válvula);

Ph = pressão hidrostática;

camisa
camisa

Pb = pressão na

da bomba;

CORPORATIVA

Alta Competência Ps = pressão de sucção (decorrente da capacidade de alimentação do poço); LP

Alta Competência

Ps = pressão de sucção (decorrente da capacidade de alimentação do poço);

LP = curso do pistão (estabelecido pela unidade de bombeio).

= curso do pistão (estabelecido pela unidade de bombeio). atenÇÃo Os materiais de fabricação da bomba

atenÇÃo

Os materiais de fabricação da bomba devem ser adequados aos fluidos do poço. Quando o ambiente do poço é composto por fluidos corrosivos, é necessário utilizar-se bombas com metalurgia adequada para reduzir a incidência de falhas.

1.2.4. Coluna de hastes

30 Hastes são barras de aço que compõem uma coluna cuja função é acionar a bomba, transmitindo para esta o movimento alternativo proveniente da unidade de bombeio.

Sendo o elemento de ligação entre a unidade de bombeio e a bomba de fundo; a coluna de hastes recebe todo o peso do fluido bombeado, além de suportar seu próprio peso. A conexão entre as hastes é feita por meio de luvas.

As hastes de bombeio convencionais são fabricadas com aços tratados termicamente, de comprimento padronizado em 25 pés (7,62m), e podem ser subdivididas em quatro partes:

Pino: extremidade com rosca, delimitada pela face de aperto da haste;

Extremidade: porção de 30cm a partir do pino, na qual se encontra a seção quadrada para encaixe da chave de enroscamento;

Corpo: toda a seção reta da haste;

se encontra a seção quadrada para encaixe da chave de enroscamento; Corpo : toda a seção

CORPORATIVA

Capítulo 1. Conceitos básicos Luva : elemento de conexão das hastes, de comprimento 10cm, com

Capítulo 1. Conceitos básicos

Luva: elemento de conexão das hastes, de comprimento 10cm, com extremidades tipo caixa. Para conectar hastes de dois diâmetros existem as luvas de redução, que possuem roscas com diâmetros diferentes.

de redução, que possuem roscas com diâmetros diferentes. Extremidade da haste de bombeio Luva de conexão

Extremidade da haste de bombeio

com diâmetros diferentes. Extremidade da haste de bombeio Luva de conexão As ilustrações acima apresentam uma

Luva de conexão

As ilustrações acima apresentam uma extremidade de haste de bombeio, evidenciando seu pino ou rosca, e uma luva de conexão.

31

Extremidade tipo caixa Extremidade tipo pino
Extremidade tipo caixa
Extremidade tipo pino

Extremidades de hastes de bombeio

Na ilustração anterior observam-se as extremidades de duas hastes de bombeio, com extremidade tipo caixa (box end) e extremidade tipo pino (pin end), e a luva de conexão.

As hastes são classificadas de acordo com o diâmetro, material e grau de desgaste, conforme detalhado a seguir:

Diâmetros: 1pol ; pol ; ¾ pol ; pol;

Grau: C; D; K; Especial (conforme a agressividade do fluido e cargas);

Grupo: 0; 1 ; 2 ; 3 (conforme o nível de desgaste do diâmetro da seção).

CORPORATIVA

Alta Competência As luvas são classificadas quanto ao tipo (normal ou delgada) e ao material

Alta Competência

As luvas são classificadas quanto ao tipo (normal ou delgada) e ao material (convencional – T; ou revestida – SM).

A coluna de hastes pode ser composta por até três diâmetros diferentes.

A utilização de hastes com diâmetros diferentes visa reduzir o peso da

coluna. As hastes da parte superior da coluna suportam mais peso e têm diâmetro maior. As colunas compostas são identificadas por dois

numerais que representam o maior e o menor diâmetro, conforme exemplos a seguir:

55

- coluna totalmente de pol;

65

- coluna composta de hastes de ¾pol e pol;

75

- coluna composta de hastes de pol, ¾pol, pol.

32 Além das hastes convencionais coluna de hastes do bombeio mecânico também possui os seguintes componentes:

bombeio mecânico também possui os seguintes componentes: Hastes curtas ( pony rod ) : servem para

Hastes curtas (pony rod): servem para balancear o comprimento

da coluna, ajustando-o à profundidade da bomba. São do mesmo diâmetro das hastes convencionais, com comprimentos que variam de 2 (0,61m) a 12 pés (3,66m).

com comprimentos que variam de 2 (0,61m) a 12 pés (3,66m). Hastes pesadas ( sinker bar

Hastes pesadas (

sinker bar): são itens opcionais, que servem para dar

peso à coluna, evitando a flambagem. Têm o mesmo comprimento das hastes convencionais, e diâmetros que variam de 1 ¼pol a 2pol.

Haste polida: elemento obrigatório da composição é a haste de ligação da coluna à UB
Haste polida: elemento obrigatório da composição é a haste de ligação
da coluna à
UB
, que também tem a função de promover a vedação
através da caixa de engaxetamento (stuffing box). A haste polida
tem diâmetro uniforme, sendo 1 ¼ pol e 1 ⅛pol os mais utilizados.
O
comprimento da mesma depende do curso da
UB
e dos comprimentos
da
camisa
e do pistão, sendo os mais comuns: 11, 16 , 19, e 24 pés.
É
fabricada em aços diferentes das hastes de bombeio (inoxidável,

liga 41XX etc.) e deve ter superfície de baixíssima rugosidade para prolongar a vida útil das gaxetas do sistema de vedação.

ter superfície de baixíssima rugosidade para prolongar a vida útil das gaxetas do sistema de vedação.

CORPORATIVA

Capítulo 1. Conceitos básicos A seguir, serão vistas três fotografias, de diferentes aspectos das hastes

Capítulo 1. Conceitos básicos

A seguir, serão vistas três fotografias, de diferentes aspectos das

hastes de bombeio. Na fotografia da esquerda estão as hastes com suas luvas. No centro, o detalhe da extremidade das hastes, evidenciando o quadrado para encaixe da chave de enroscamento. Na direita podem ser vistas hastes estaleiradas horizontalmente, numa operação de campo para instalação em poço. Ressalta-se que os estaleiros de hastes devem ser providos de superfícies não metálicas, de material como madeira ou borracha, para evitar choques que podem resultar em trincas nas hastes.

evitar choques que podem resultar em trincas nas hastes. Diferentes aspectos das hastes de bombeio atenÇÃo
evitar choques que podem resultar em trincas nas hastes. Diferentes aspectos das hastes de bombeio atenÇÃo
evitar choques que podem resultar em trincas nas hastes. Diferentes aspectos das hastes de bombeio atenÇÃo

Diferentes aspectos das hastes de bombeio

nas hastes. Diferentes aspectos das hastes de bombeio atenÇÃo O material de fabricação das hastes deve

atenÇÃo

O material de fabricação das hastes deve ser adequado aos fluidos do poço onde elas serão instaladas. No caso de ambiente com fluidos corrosivos devem-se utilizar hastes de metalurgia adequada ou revestidas com material resistente à corrosão e ao atrito contra a tubulação.

33

Quando o atrito contra a tubulação é crítico, causando falhas na coluna de hastes, são utilizadas guias ou centralizadores. Essas guias podem ser moldadas ou acopladas às hastes e são de materiais plásticos, por exemplo, o polietileno.

1.2.5. Coluna de tubos

A coluna de tubos tem as funções de conduzir os fluidos até a

superfície e sustentar a bomba de fundo.

Ela é composta por tubos de produção, conectados por luvas, e suas principais características são:

CORPORATIVA

Alta Competência • Comprimento: 9,3m (medida média); • Diâmetro: 4 ½pol, 3 ½pol; 2 ⅞pol

Alta Competência

• Comprimento: 9,3m (medida média);

• Diâmetro: 4 ½pol, 3 ½pol; 2 ⅞pol ; 2 pol; 1.66pol;

EU
EU

• Tipo: NU – normal up-set e

external up-set;

• Materiais: J55 ; N80 ; L80 (mais utilizados).

Os tubos reutilizados são classificados quanto à espessura de parede residual nas seguintes categorias: amarelo; azul; verde; vermelho (sucata).

Em caso de aplicação em ambientes corrosivos e/ou onde o atrito das hastes for significativo, os tubos de produção podem ser revestidos internamente com pinturas, resinas (epóxi) ou liners 34 (fibra de vidro ou polietileno).

1.2.6. Unidade de bombeio

UB )
UB
)

A função básica da unidade de bombeio (

é converter o

movimento rotativo de alta velocidade do motor num movimento vertical alternativo de baixa velocidade, a ser entregue a coluna de hastes. Seu porte é determinado pela capacidade de torque do seu principal componente (redutor) e pela capacidade de carga estrutural.

A UB
A
UB

é caracterizada basicamente pelos seguintes parâmetros:

• Geometria da estrutura;

• Capacidade de torque;

• Capacidade estrutural;

• Curso máximo.

• Geometria da estrutura; • Capacidade de torque; • Capacidade estrutural; • Curso máximo. CORPORATIVA

CORPORATIVA

Capítulo 1. Conceitos básicos A norma API SPEC 11E é a mais utilizada para classificar

Capítulo 1. Conceitos básicos

A norma API
A
norma
API

SPEC 11E é a mais utilizada para classificar as unidades

de bombeio, segundo os parâmetros acima mencionados como exemplificado a seguir:

C-320-213-120

Geometria convencional - C

Capacidade de torque = 320.000lbf.pol

Capacidade estrutural = 21.300lbf

Curso máximo = 120pol

A fotografia abaixo é um exemplo de unidade de bombeio de geometria convencional, onde estão assinalados seus principais componentes.

35

Viga oscilante

Cabeça basculhante

Viga oscilante Cabeça basculhante Bielas Contra pesos Tripé Redutor Manivela
Viga oscilante Cabeça basculhante Bielas Contra pesos Tripé Redutor Manivela
Bielas Contra pesos Tripé Redutor Manivela
Bielas
Contra
pesos
Tripé
Redutor
Manivela

Unidade de bombeio de geometria convencional

A seguir serão apresentadas as funcionalidade de cada componente

de uma unidade de bombeio convencional:

CORPORATIVA

Alta Competência Redutor : engrenagens para redução da rotação que determina o torque máximo que

Alta Competência

Redutor: engrenagens para redução da rotação que determina o torque máximo que a unidade pode suportar;

Conjunto Biela-Manivela: a biela transmite o movimento da manivela para a viga principal;

Contrapeso: componentes que são acoplados às manivelas e promo- vem o balanceamento da unidade de bombeio;

Viga Oscilante: transmite o movimento alternativo do conjunto biela- manivela ao conjunto de hastes;

axiais
axiais

Tripé: suporta as cargas

do sistema de bombeio;

Cabeça Basculante: suporta a haste polida por meio de dois cabos de 36 aço (cabresto) e da mesa do cabresto.

1.2.7. Esquema de cabeça de poço

A seguir, esquema de cabeça de poço do bombeio mecânico:

cabresto. 1.2.7. Esquema de cabeça de poço A seguir, esquema de cabeça de poço do bombeio

CORPORATIVA

Capítulo 1. Conceitos básicos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 13

Capítulo 1. Conceitos básicos

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 13 11 12 18 15
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
13
11
12
18
15
16
17
14

1 - Cabresto

2 - Clamp da haste polida

3 - Mesa do cabresto

4 - Haste - polida

5 - Tampa do “ stuffing-box

6 - “ Stuffing-box ” (copo)

7 - Tê-de-fluxo

8 - “ Kero-test ” de produção

9 - Válvula de produção

10 - “Cachimbo”

11 - Cabeça do poço

12 - “ Kero-test ” do revestimento

13 - Válvula do revestimento

14 - Válvula de retenção

15 - Linha de fluxo

16 - Revestimento de produção

17 - Revestimentos intermediários

18 - Válvula da linha de fluxo

Esquema de cabeça de poço de BM

37

Os principais componentes da cabeça de poço são:

Cabresto: equipamento responsável por transmitir o movimento alternativo da cabeça basculante à coluna de hastes. Além disso, suporta os esforços da coluna de hastes. É formado por cabos de aço e por uma mesa com furo central que apóia o grampo (clamp) e permite a passagem da haste polida;

CORPORATIVA

Alta Competência Cabeça basculhante Lado Frente Haste polida Cabresto Mesa Cabresto do bombeio mecânico
Alta Competência Cabeça basculhante Lado Frente Haste polida Cabresto Mesa Cabresto do bombeio mecânico

Alta Competência

Cabeça basculhante Lado Frente Haste polida Cabresto Mesa Cabresto do bombeio mecânico
Cabeça
basculhante
Lado
Frente
Haste polida
Cabresto
Mesa
Cabresto do bombeio mecânico

Grampo ou “Clamp: Conector entre a mesa e a haste polida;

38

“ Clamp ” : Conector entre a mesa e a haste polida; 38 Grampo ou "Clamp

Grampo ou "Clamp

entre a mesa e a haste polida; 38 Grampo ou "Clamp Caixa de engaxetamento ( stuffing

Caixa de engaxetamento (stuffing box): é instalada logo acima do Tê

de bombeio, com o objetivo de prevenir o vazamento dos fluidos produzidos em torno da haste polida;

Haste polida Tampa Caixa de gaxetas Gaxeta
Haste polida
Tampa
Caixa de gaxetas
Gaxeta
de prevenir o vazamento dos fluidos produzidos em torno da haste polida; Haste polida Tampa Caixa
o vazamento dos fluidos produzidos em torno da haste polida; Haste polida Tampa Caixa de gaxetas

CORPORATIVA

Capítulo 1. Conceitos básicos Tê de bombeio : equipamento de ligação entre o poço e

Capítulo 1. Conceitos básicos

Tê de bombeio: equipamento de ligação entre o poço e linha de produção / caixa de engaxetamento;

Válvula de retenção: equipamento instalado sobre um trecho curto da linha de produção, para impedir que fluidos produzidos retornem ao fundo do poço através do anular.

1.2.8. Motor

O sistema de bombeio mecânico é acionado através de motor de

indução elétrica, na maioria dos casos, ou de motor de combustão interna, aplicado em áreas que não possuem rede elétrica. Esse curso não aborda o conhecimento relativo à motores, porém é importante ressaltar as seguintes características deste componente

BM :
BM
:

do sistema de

Potência: a potência nominal é definida no projeto do sistema

de BM
de
BM

, sendo determinada pelo porte da instalação, decorrente

principalmente da vazão e da profundidade do poço;

Corrente elétrica: é um parâmetro de acompanhamento do

BM
BM

funcionamento do sistema de

, devendo haver um equilíbrio

entre os valores de pico de corrente que se observam nos cursos ascendentes e descendentes;

39

Rotação: a rotação nominal do motor determina o diâmetro da polia que deve ser utilizada no mesmo para alcançar a rotação desejada na polia do redutor.

1.3. Dimensionamento do sistema de BM

Para dimensionar os componentes do sistema de bombeio mecânico,

as seguintes informações sobre o poço são necessárias:

• Vazão bruta projetada pela atividade de reservatórios;

• Índice de produtividade do reservatório;

CORPORATIVA

Alta Competência BSW • Fração de água ou ( Basic Sediments and Water ); RGO

Alta Competência

BSW
BSW

• Fração de água ou

(Basic Sediments and Water);

RGO
RGO

• Fração de gás ou

(Razão Gás-Óleo);

• Pressão de saturação do óleo;

canhoneados
canhoneados

• Profundidade dos

(topo e base);

• Fundo do poço;

• Perfil direcional do poço;

• Diâmetro do revestimento;

• Componentes agressivos dos fluidos produzidos (H 2 S, CO 2 , sais

40 dissolvidos, sais incrustantes etc.);

• Fração de sólidos nos fluidos produzidos;

• Temperatura dos fluidos no fundo do poço;

• Pressão do sistema de escoamento;

• Fonte de energia disponível.

O método convencional de dimensionamento do sistema de bombeio

API
API

mecânico é descrito na norma

RP11L.

BM
BM

A

bombeio (

vazão nominal do sistema de

CB
CB

, conhecida por capacidade de

), é definida pelo diâmetro, curso e velocidade do pistão,

conforme detalhado a seguir:

= K.L.CPMdefinida pelo diâmetro, curso e velocidade do pistão, conforme detalhado a seguir: CB : capacidade de

CB
CB

: capacidade de bombeio (m³/d);

e velocidade do pistão, conforme detalhado a seguir: = K.L.CPM CB : capacidade de bombeio (m³/d);

CORPORATIVA

Capítulo 1. Conceitos básicos K : área do pistão (com as devidas correções de unidades;

Capítulo 1. Conceitos básicos

K: área do pistão (com as devidas correções de unidades; ex: para pistão de 1 ¾”, k=0,0568);

UB
UB

L: curso da

(polegadas);

UB
UB

CPM: velocidade da

(ciclos/minuto).

SINPEP
SINPEP

no

Padronização

Eletrônica da Petrobras) o padrão de processo PP-1EP-00015, que trata das diretrizes de projeto do método de bombeio mecânico.

Está

disponível

(Sistema

Integrado

de

1.4. Operação e controle

O Bombeio Mecânico é o método mais difundido no mundo,

contribuindo para isto sua simplicidade operacional e sua robustez.

41

Os

parâmetros básicos de funcionamento deste sistema são o tamanho

do

curso da haste polida e a velocidade de bombeamento, expressa

em ciclos por minuto.

As

controle de poços de

operações rotineiramente realizadas para acompanhamento e

BM
BM

são:

Registro dinamométrico: conhecido por carta dinamométrica, obtida por meio de dinamômetro móvel ou de célula de carga na haste polida;

Medição do nível de líquido no espaço anular: obtido por sondador acústico;

• Medição da corrente do motor;

• Medição das pressões da linha de produção e do anular.

CORPORATIVA

Alta Competência As operações de manutenção mais frequentes são: • Substituição das gaxetas da caixa

Alta Competência

As operações de manutenção mais frequentes são:

• Substituição das gaxetas da caixa de engaxetamento;

42

• Substituição da haste polida;

• Substituição de cabresto;

UB ;
UB
;

• Verificação geral do funcionamento da

• Substituição de correias do motor;

• Complementação do óleo do redutor;

• Lubrificação de mancais.

Através da carta dinamométrica e dos parâmetros geométricos da

UB
UB

unidade de bombeio, calcula-se o torque do redutor da

. O controle

de torque é fundamental para o bom funcionamento do sistema e para garantir o prolongamento da vida útil do redutor.

?
?

VoCÊ SaBIa?

Os sistemas de automação largamente utilizados permitem controlar eficientemente um grande número de poços, otimizando a operação e reduzindo custos. Esses sistemas geralmente fazem o registro da carga na haste polida, dos ciclos de bombeio e da corrente do motor, e inserem estes parâmetros em controladores lógicos programáveis que informam as condições operacionais dos componentes de fundo e da unidade de bombeio.

programáveis que informam as condições operacionais dos componentes de fundo e da unidade de bombeio. CORPORATIVA

CORPORATIVA

Capítulo 1. Conceitos básicos 1.5. Normas Dentre as diversas normas que versam sobre os componentes

Capítulo 1. Conceitos básicos

1.5. Normas

Dentre as diversas normas que versam sobre os componentes do sistema de bombeio mecânico, as principais são:

Normas Petrobras:

N-1885 - Unidade de bombeio;

N-2323 - Bomba de fundo;

N-2366 - Hastes de bombeio.

Normas internacionais:

SPEC 11E - Specification for Pumping Units; Specification for Pumping Units;

API
API

Fittings;

SPEC 11AX - Specification for Subsurface Sucker Rod Pumps and

API
API
- Specification for Subsurface Sucker Rod Pumps and API SPEC 11B - Specification for Sucker Rods

SPEC 11B - Specification for Sucker Rods (Pony rods, Polished

Rods, Couplings and Subcouplings);

API
API

RP 11L - Recommended Practice for Design Calculations for Sucker

Rod Pumping Systems (Conventional Units).

43

CORPORATIVA

Alta Competência 1.6. Exercícios 1) Marque V para as alternativas verdadeiras e F para as

Alta Competência

1.6. Exercícios
1.6. Exercícios

1) Marque V para as alternativas verdadeiras e F para as alternativas falsas.

44

(

)

Os métodos de elevação artificial tem por objetivos o forne- cimento de energia para o sistema de produção e a redução de pressão de fluxo no fundo do poço.

(

) O Bombeio Mecânico é o método mais utilizado na Petro- bras, aplicado em poços terrestres predominantemente.

(

) O acionamento da bomba de deslocamento positivo é feito por um motor elétrico ou de combustão interna localizado junto a bomba no fundo do poço.

(

) A medição do nível de líquido no espaço anular obtido por sondador acústico é uma das operações de acompanhamen-

 

to e controle dos poços de BM.

(

) A otimização da operação e a redução de custos são metas alcançadas pelos sistemas de automação e controle.

da operação e a redução de custos são metas alcançadas pelos sistemas de automação e controle.

CORPORATIVA

Capítulo 1. Conceitos básicos 2) Relacione a primeira coluna de acordo com as características da

Capítulo 1. Conceitos básicos

2) Relacione a primeira coluna de acordo com as características da segunda.

Componentes

( a )

Bomba de

fundo

( b )

Coluna de

hastes

( c )

Coluna de

tubos

( d )

Unidade de

bombeio

( e )

Motor

Características

Sua função é conduzir os fluidos até a su- perfície e sustentar a bomba de fundo.

Responsável por acionar o sistema de bombeio mecânico.

Componente que fornece a energia ao fluido, através do diferencial de pressão entre sua admissão e descarga.

( ) Sua função é converter o movimento rotativo de alta velocidade do motor num movimento vertical alternativo de baixa velocidade, a ser entregue a coluna de hastes.

(

de aço que formam uma

(

( )

( )

)

)

Barras

coluna cuja função é acionar a bomba, transmitindo para esta o movimento alternativo vindo da unidade de bombeio.

45

3) A bomba de fundo do método Bombeio Mecânico é classificada em que categoria:

(

a ) Rotativa

(

b ) Rotodinâmica

(

c ) Deslocamento positivo

(

d ) Centrífuga

CORPORATIVA

Alta Competência 4) Estimar a capacidade de bombeio Dados: • pistão com diâmetro de 1

Alta Competência

4) Estimar a capacidade de bombeio

Dados:

• pistão com diâmetro de 1 ¾” (k=0.0568)

• curso da unidade de bombeio : 100 pol

• velocidade de bombeio : 10 cursos por minuto

5) Cite três vantagens (ou pontos positivos) do método Bombeio Me- cânico.

46 6) Cite três pontos negativos do método Bombeio Mecânico.

7) Cite as principais partes da bomba de fundo de Bombeio Mecânico.

8) Cite as principais partes da unidade de bombeio (UB).

9) A unidade de bombeio serve para:

(

a ) Transmitir energia para a bomba de fundo.

(

b ) Imprimir o movimento alternativo da coluna de hastes.

(

c ) Transformar movimento rotativo em movimento alternativo.

( d ) Suportar o peso dos equipamentos de fundo e da coluna de fluido do poço.

( e ) Todos as alternativas estão corretas.

peso dos equipamentos de fundo e da coluna de fluido do poço. ( e ) Todos

CORPORATIVA

Capítulo 1. Conceitos básicos 10) Responda às perguntas abaixo. a) Defina com suas palavras o

Capítulo 1. Conceitos básicos

10) Responda às perguntas abaixo.

a) Defina com suas palavras o funcionamento do Bombeio Mecânico?

b) Quais as principais partes do Bombeio Mecânico?

47

CORPORATIVA

Alta Competência 1.7. Glossário BM - Bombeio Mecânico. BSW - Basic Sediments and water .

Alta Competência

1.7. Glossário
1.7. Glossário

BM - Bombeio Mecânico.

BSW - Basic Sediments and water.

Camisa - componente da bomba de fundo responsável pela condução e contenção dos fluidos.

Canhoneado - orifício resultante de um disparo de canhão com a finalidade de comunicar um poço revestido com o reservatório.

EU (External Upset) - nomenclatura API de rosca com ressalto, diâmetro externo da rosca maior que o diâmetro do tubo.

Pony Road - uma haste mais curta que a habitual, normalmente colocada abaixo da haste polida e utilizada para fazer uma haste seqüência de um componente desejado.

48 RGO - Razão Gás-Óleo.

SINPEP - Sistema Integrado de Padronização Eletrônica da Petrobrás.

Sinker bar - hastes pesadas.

Stuffing box - caixa de engaxetamento.

UB - Unidade de Bombeio.

Sinker bar - hastes pesadas. Stuffing box - caixa de engaxetamento. UB - Unidade de Bombeio.

CORPORATIVA

Capítulo 1. Conceitos básicos 1.8. Bibliografia ALMEIDA BARRETO FILHO, Manuel de. Bombeio Mecânico em Poços

Capítulo 1. Conceitos básicos

1.8. Bibliografia

ALMEIDA BARRETO FILHO, Manuel de. Bombeio Mecânico em Poços de Petróleo. Apostila. Petrobras. Salvador, 2003.

ARAUJO ANDRADE, Selma Fontes de. Bombeio Mecânico. Apostila. Petrobras. Aracaju, 2000.

BEZERRA, Murilo Valença. Dissertação de Mestrado: Avaliação de Métodos de Elevação Artificial de Petróleo Utilizando Conjuntos Nebulosos. UNICAMP. Campinas, SP, 2002.

Centrilift Hughes. Catálogos de equipamentos Centrilift. Disponível em: <www. bakerhughesdirect.com>. Acesso em: 30 mar 2009.

HIROSE, Edson Reiji e VEIGA, Otaviano Bezerra. Dinamômetro para bombeio mecânico. Apostila Petrobras. Aracaju, 2007.

MOURA, Getúlio. Operações Praticas na Produção de Petróleo. Apostila. Petrobras. Natal, 1990.

Norma API RP 11L - Recommended Practice for Design Calculations for Sucker Rod Pumping Systems (Conventional Units).

49

Norma API RP 11 BR - Recomended practice for the care and handling for sucker rods.

Norma API SPEC 11B - Specification for Sucker Rods (Pony rods, Polished Rods, Couplings and Subcouplings).

Norma API SPEC 11E - Specification for Pumping Units.

Norma Petrobras N-2366 - Produção de petróleo - Haste de bombeio.

Norma Petrobras N-2404 - Produção de petróleo - Haste de bombeio - manuseio, movimentação e estocagem.

Norma Petrobras SINPEP. PP-1EP-00015. Diretrizes de Projetos para Bombeio Mecânico.

OLIVEIRA COSTA, Rutácio de. Bomba de Fundo de Bombeio Mecânico. Apostila. Petrobras. Natal, 2008.

ROSSI, Nereu Carlos Milani de. Bombeio Mecânico. Apostila. Petrobras. Salvador,

2005.

Schlumberger/Reda. Catálogos de equipamentos. Disponível em: <www.slb.com>. Acesso em: 30 mar 2009.

WALDEMAR ASSMAN, Benno. Relatório Sobre a Instalação de Coluna de Hastes Ocas e Operação para Desparafinação Térmica em Poço com Elevação por BCP. Relatório Petrobras. Natal, 2006.

Operação para Desparafinação Térmica em Poço com Elevação por BCP . Relatório Petrobras. Natal, 2006. CORPORATIVA

CORPORATIVA

Alta Competência 1.9. Gabarito 1) Marque V para as alternativas verdadeiras e F para as

Alta Competência

1.9. Gabarito
1.9. Gabarito

1) Marque V para as alternativas verdadeiras e F para as alternativas falsas.

(

V )

Os métodos de elevação artificial têm por objetivos o fornecimento de energia para o sistema de produção e a redução de pressão de fluxo no fundo do poço.

(

V )

O Bombeio Mecânico é o método mais utilizado na Petrobras, aplicado em poços terrestres predominantemente.

(

F ) O acionamento da bomba de deslocamento positivo é feito por um motor elétrico ou de combustão interna, localizado junto a bomba no fundo do poço. Justificativa: A bomba de deslocamento fica no fundo. Já o motor de acionamento, localiza-se na superfície.

(

V ) A medição do nível de líquido no espaço anular obtido por sondador acústico é uma das operações de acompanhamento e controle dos poços de BM.

(

V )

A otimização da operação e a redução de custos são metas alcançadas

50 pelos sistemas de automação e controle.

2) Relacione a primeira coluna de acordo com as características da segunda.

Componentes

Características

(

a )

Bomba de

( c )

Sua função é conduzir os fluidos até a superfície e

 

fundo

sustentar a bomba de fundo.

(

b )

Coluna de

( e )

Responsável

por acionar o sistema de bombeio

 

hastes

mecânico.

(

c )

Coluna de

( a ) Componente que fornece a energia ao fluido,

 

tubos

através do diferencial de pressão entre sua admissão e descarga.

(

d )

Unidade de

( d )

Sua função é converter o movimento rotativo de

 

bombeio

alta velocidade do motor num movimento vertical alternativo de baixa velocidade, a ser entregue a coluna de hastes.

(

e )

Motor

( b )

Barras de aço que formam uma coluna cuja função é acionar a bomba, transmitindo para esta o movimento alternativo vindo da unidade de bombeio.

3) A bomba de fundo do método Bombeio Mecânico é classificada em que categoria:

(

a ) Rotativa

(

b ) Rotodinâmica

( c ) Deslocamento positivo

( d ) Centrífuga

( a ) Rotativa ( b ) Rotodinâmica ( c ) Deslocamento positivo ( d )

CORPORATIVA

Capítulo 1. Conceitos básicos 4) Estimar a capacidade de bombeio Dados: • pistão com diâmetro

Capítulo 1. Conceitos básicos

4) Estimar a capacidade de bombeio

Dados:

• pistão com diâmetro de 1 ¾” (k=0.0568)

• curso da unidade de bombeio: 100pol

• velocidade de bombeio: 10 cursos por minutos

CB = K L CPM

CB= 0.0568 X 100 X 10 = 56.8 m 3 /d

5) Cite três vantagens (ou pontos positivos) do método Bombeio Mecânico.

• alta flexibilidade de adaptação às variações de vazão;

• aplicável numa grande faixa de vazão;

• componentes padronizados;

• custo operacional baixo;

• fácil diagnóstico de problemas;

• fácil manutenção;

51

• pode ser instalado em locais sem eletrificação ou sem infraestrutura de compressão de gás;

• proporciona ao poço reduzida pressão de fluxo;

• robusto;

• simplicidade de instalação e de operação;

• suporta alta temperatura;

• tecnologia consolidada.

6) Cite três pontos negativos do método Bombeio Mecânico.

• ineficiente para bombear fluidos viscosos;

• inadequado para poços profundos;

• problemático em poços tortuosos;

• problemático em poços com muito gás;

• problemático em poços com areia;

• suscetível a falhas em ambientes corrosivos.

7) Cite as principais partes da bomba de fundo de Bombeio Mecânico

Camisa, pistão e válvulas.

8) Cite as principais partes da unidade de bombeio (UB)

Redutor, viga, cabeça, bielas, manivelas, contrapesos.

CORPORATIVA

Alta Competência 9) A unidade de bombeio serve para: ( a ) Transmitir energia para

Alta Competência

9) A unidade de bombeio serve para:

(

a ) Transmitir energia para a bomba de fundo.

(

b ) Imprimir o movimento alternativo da coluna de hastes.

(

c ) Transformar movimento rotativo em movimento alternativo.

(

d ) Suportar o peso dos equipamentos de fundo e da coluna de fluido do poço.

( e ) Todas as alternativas estão corretas.

10) Responda às perguntas abaixo.

a) Defina com suas palavras o funcionamento do Bombeio Mecânico?

A energia do motor gera um movimento alternativo na unidade de bombeio e nas hastes. As hastes levam este movimento até a bomba no fundo do poço, que bombeará o fluido até a estação coletora.

b) Quais as principais partes do Bombeio Mecânico?

Unidade de bombeio, motor, coluna de tubos, coluna de hastes, bomba de fundo (subsuperfície).

52

Unidade de bombeio, motor, coluna de tubos, coluna de hastes, bomba de fundo (subsuperfície). 52 CORPORATIVA

CORPORATIVA

Bomba de fundo

Bomba de fundo Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Reconhecer os diferentes componentes da
Bomba de fundo Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Reconhecer os diferentes componentes da
Bomba de fundo Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Reconhecer os diferentes componentes da
Bomba de fundo Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Reconhecer os diferentes componentes da
Bomba de fundo Ao final desse capítulo, o treinando poderá: • Reconhecer os diferentes componentes da

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Reconhecer os diferentes componentes da bomba de fundo;

• Descrever o princípio de funcionamento da bomba de fundo;

• Identificar os diferentes tipos de bombas de fundo;

• Identificar as práticas recomendadas para a bomba de fundo.

CORPORATIVA

Alta Competência 54 CORPORATIVA

Alta Competência

54

Alta Competência 54 CORPORATIVA

CORPORATIVA

Capítulo 2. Bomba de fundo 2. Bomba de fundo A bomba de fundo utilizada no

Capítulo 2. Bomba de fundo

2. Bomba de fundo

A

bomba de fundo utilizada no sistema de bombeio mecânico é uma bomba alternativa de simples efeito, composta

camisa
camisa

basicamente de pistão,

e válvulas de passeio e de pé.

camisa
camisa

Ambos,

e pistão de uma bomba de fundo são simples tubos

produzidos com as tolerâncias permitidas nos diâmetros interno e

camisa
camisa

externo muito próximas. O diâmetro interno da

é exatamente

o diâmetro nominal da bomba. O diâmetro externo do pistão é o

camisa
camisa

diâmetro da

menos uma folga muito pequena, da ordem

de milésimos de polegada. Esta folga é determinada em função da viscosidade do fluido produzido.

Tubo de produção Camisa Pistão Válvula de passeio Válvula de pé

Tubo de

produção

Camisa

Pistão

Válvula de

passeio

Válvula de pé

Bomba de Fundo

55

CORPORATIVA

Alta Competência 56 As válvulas são consideradas o coração da bomba de fundo, pois uma
Alta Competência 56 As válvulas são consideradas o coração da bomba de fundo, pois uma

Alta Competência

56

As válvulas são consideradas o coração da bomba de fundo, pois uma operação de bombeamento eficiente depende principalmente da ação apropriada das válvulas de passeio e de pé. Elas são simples

check valves
check valves

(válvulas que permitem a passagem do fluxo em um

único sentido) e operam segundo o princípio sede-esfera. As sedes

e as esferas são finamente trabalhadas para propiciar uma perfeita

vedação. Uma ação de selagem altamente confiável entre a sede e a esfera é requerida devido aos altíssimos diferenciais de pressão aos quais elas são submetidas.

diferenciais de pressão aos quais elas são submetidas. atenÇÃo Pequenas imperfeições iniciais nas superfícies

atenÇÃo

Pequenas imperfeições iniciais nas superfícies de selagem ou danos posteriores devido à abrasão ou corrosão podem causar um vazamento crescente de líquido e uma rápida deterioração da ação da válvula.

Durante a operação da válvula, a esfera é periodicamente assentada

e desassentada da sede. As altas pressões atuantes na profundidade

da bomba fazem a esfera colidir contra a sede com altas forças de impacto. Se não houver restrição ao movimento da bola, ela pode mover-se, durante a subida, para fora da linha de centro do orifício da sede. Assim, no fechamento, a bola bate em somente um lado da sede o que resulta num excessivo desgaste para ambos, sede e esfera. Para reduzir esses danos e aumentar a performance da válvula são

usadas gaiolas para guiar e restringir o movimento da bola, sem, contudo, opor restrição ao fluxo de fluidos produzidos.

e restringir o movimento da bola, sem, contudo, opor restrição ao fluxo de fluidos produzidos. Conjunto

Conjunto sede e esfera

o movimento da bola, sem, contudo, opor restrição ao fluxo de fluidos produzidos. Conjunto sede e

CORPORATIVA

Capítulo 2. Bomba de fundo 2.1. Princípio de funcionamento As válvulas da bomba de fundo,

Capítulo 2. Bomba de fundo

2.1. Princípio de funcionamento

As válvulas da bomba de fundo, são constituídas de sede e esfera e funcionam por pressão. Assim, se a pressão abaixo da esfera for maior

que a pressão acima desta, a válvula abrirá. Se a pressão abaixo da esfera for inferior à pressão acima dela, a válvula fechará. As pressões na bomba variam em função do deslocamento do pistão. Quando

o pistão sobe, comprime o fluido acima da válvula de passeio, ao mesmo tempo, a câmara entre as válvulas se expande.

A pressão maior acima da válvula de passeio do que abaixo desta faz

com que ela feche. A pressão entre as válvulas continua a cair até que

seja menor que a pressão na sucção. Quando isto ocorre, a válvula de pé abre e permanece aberta até o final do curso ascendente.

abre e permanece aberta até o final do curso ascendente. Curso ascendente 57 No curso descendente

Curso ascendente

57

No curso descendente as posições invertem, pois o deslocamento do pistão para baixo acarretará o aumento da pressão na região entre as válvulas, o que causará o fechamento da válvula de pé e a abertura da válvula de passeio.

CORPORATIVA

Alta Competência 58 Curso descendente Durante o ciclo de bombeio o pistão se desloca de
Alta Competência 58 Curso descendente Durante o ciclo de bombeio o pistão se desloca de

Alta Competência

58

Curso descendente
Curso descendente

Durante o ciclo de bombeio o pistão se desloca de um ponto morto inferior, onde está o mais próximo possível da válvula de pé, até um ponto morto superior, onde está o mais distante possível. A distância entre estes dois pontos é denominada curso do pistão (Sp). A distância mínima entre as válvulas, estando o pistão em repouso é denominada espaço morto. Na prática, em poços com pouco ou nenhum gás associado, é usual deixar este valor em aproximadamente 30cm.

2.2. Deslocamento volumétrico

O deslocamento volumétrico da bomba (PD) é o volume diário deslocado pelo pistão da bomba de fundo.

A área do pistão da bomba de fundo corresponde à área do círculo.

pistão da bomba de fundo corresponde à área do círculo. onde d p é o diâmetro

onde d p é o diâmetro do pistão em polegadas. O volume deslocado em cada ciclo, em polegadas cúbicas, corresponde ao volume do cilindro.

do pistão em polegadas. O volume deslocado em cada ciclo, em polegadas cúbicas, corresponde ao volume
em polegadas. O volume deslocado em cada ciclo, em polegadas cúbicas, corresponde ao volume do cilindro.

CORPORATIVA

Capítulo 2. Bomba de fundo onde S p é dado em polegadas. Sendo N o

Capítulo 2. Bomba de fundo

onde S p é dado em polegadas. Sendo N o número de ciclos por minuto, podemos calcular o deslocamento volumétrico em pol 3 /dia

calcular o deslocamento volumétrico em pol 3 /dia Convertendo o deslocamento volumétrico em m 3 /dia,

Convertendo o deslocamento volumétrico em m 3 /dia, chega-se à seguinte expressão:

em m 3 /dia, chega-se à seguinte expressão: Resumindo: a vazão de produção do poço depende

Resumindo: a vazão de produção do poço depende da geometria da bomba de fundo e da velocidade de bombeio.

Podemos definir uma eficiência volumétrica (E v ) como sendo

a

volumétrico (

relação entre a vazão bruta de líquido (Q b ) e o deslocamento

PD ):
PD
):
vazão bruta de líquido (Q b ) e o deslocamento PD ): 59 A eficiência volumétrica

59

A eficiência volumétrica depende do fator volume de formação das fases líquida e gasosa, da razão de solubilidade do gás no óleo nas condições de pressão e temperatura de sucção, bem como da capacidade do reservatório de alimentar a bomba. No final do curso ascendente à bomba de fundo geralmente não contém somente fase líquida, o que afeta diretamente a eficiência volumétrica.

Na ausência de gás, se instalarmos uma bomba de fundo abaixo dos

com capacidade ligeiramente superior à vazão máxima

canhoneados

do reservatório, atingiremos, no equilíbrio, esta vazão.

Por vezes, entretanto, estudos de reservatório nos obrigam a produzir

o poço com vazões inferiores ao valor máximo para que se evite a

formação de cones de água ou de gás, ou ainda para prevenir danos

finos
finos

pela elevada produção de areia ou de

. Neste caso, diz-se que o

poço tem limite de vazão. Devemos dimensionar o poço para produzir aproximadamente a vazão limite.

que o poço tem limite de vazão. Devemos dimensionar o poço para produzir aproximadamente a vazão

CORPORATIVA

Alta Competência Quando se produz um poço numa vazão inferior ao seu potencial diz-se que
Alta Competência Quando se produz um poço numa vazão inferior ao seu potencial diz-se que

Alta Competência

Quando se produz um poço numa vazão inferior ao seu potencial diz-se que se está produzindo com perda, sendo esta calculada pela diferença entre a vazão atual e a vazão máxima ou o limite, se houver. O ajuste da vazão para eliminar a perda é feito aumentando- se o curso e/ou o número de ciclos por minuto, o que aumenta o deslocamento volumétrico da bomba. Outra providência que pode ser tomada quando a produção está muito abaixo da desejada é a troca da bomba de fundo por uma de maior diâmetro.

2.2.1. Perda por escorregamento

Parte do fluido bombeado retorna (refluxo) para a sucção da bomba

camisa
camisa

através da folga que existe entre o pistão e a

é

sobre o pistão, da folga entre o pistão e a comprimento do pistão.

. Esse fenômeno

denominado escorregamento e depende do diferencial de pressão

camisa
camisa

, da viscosidade e do

60 2.3. Tipos de bombas de fundo

As bombas de fundo podem ser classificadas em dois grandes grupos:

tubulares e insertáveis.

Bomba tubular

camisa
camisa

É aquela cuja

é enroscada diretamente na coluna de

produção. Esse tipo de bomba é mais simples e robusto, e apresenta

a maior capacidade de bombeamento para um dado diâmetro de tubulação.

Geralmente, utilizam-se dois

intermediário entre o diâmetro interno da coluna de produção e o

com diâmetro

nipples de extensão

camisa
camisa

diâmetro interno da

. O superior facilita o encamisamento do

pistão e o inferior é útil para acúmulo de detritos.

A válvula de pé é instalada num

nipple de extensão

abaixo do

inferior e é removível. Para isto, basta descer o

nipple de assentamento

pistão até que o pescador, instalado na sua extremidade alcance a válvula de pé. Em seguida, gira-se a coluna de hastes, enroscando o pescador na rosca da válvula de pé. Concluída a operação, pode-se retirar (manobrar) a coluna de hastes para acessar o pistão e a válvula de pé na superfície.

pode-se retirar (manobrar) a coluna de hastes para acessar o pistão e a válvula de pé

CORPORATIVA

Capítulo 2. Bomba de fundo A manobra da coluna de hastes permite apenas a troca

Capítulo 2. Bomba de fundo

A manobra da coluna de hastes permite apenas a troca do pistão e da válvula de pé. Caso haja danos (por abrasão ou corrosão, por exemplo) no pistão, provavelmente haverá necessidade de substituir

camisa .
camisa
.

também a

Seguem os componentes da bomba tubular:

B

13 camisa
13
camisa

de parede grossa

 
C34 C11 V11 C22 N21 P21 C23 C25 C13 V11 C15 P31 C16 B13 V11
C34
C11
V11
C22
N21
P21
C23
C25
C13
V11
C15
P31
C16
B13
V11
S17
S18
C35
S13
S14
N22
S16
C16
V11
C34
S22
N13

C

11 gaiola aberta superior do pistão

C

13 gaiola fechada do pistão

 

C

16 gaiola da válvula de pé

C

34 luva do tubo de produção

C

camisa
camisa

35 luva da

N

13

nipple de assentamento

N

N

21 nipple de extensão
21
nipple de extensão
22 nipple de extensão
22
nipple de extensão

superior

inferior

P

21 pistão inteiriço

 

P

31 pescador da válvula de pé

S

13 anel do copo de assentamento

S

14 porca do copo de assentamento

S

16 acoplamento do copo de assentamento

S

17 mandril de assentamento

 

S

18 copo de assentamento e vedação

S

22 conjunto de assentamento mecânico

V

11 válvula, esfera e sede de passeio e de pé

Componentes da bomba de fundo tubular

61

Para troca completa da bomba de fundo é necessário manobrar toda a coluna de produção, sendo esta a sua principal limitação.

CORPORATIVA

Alta Competência Bomba insertável É solidária à coluna de hastes. A coluna de produção deve
Alta Competência Bomba insertável É solidária à coluna de hastes. A coluna de produção deve

Alta Competência

Bomba insertável

É solidária à coluna de hastes. A coluna de produção deve ser

instalado na profundidade

onde será instalada a bomba. A bomba completa é descida posteriormente na extremidade da coluna de hastes. Uma vez

atingida a profundidade do

de assentamento deverá travar a bomba naquela posição e isolar

o espaço entre a bomba e o tubo.

descida com um

nipple de assentamento

nipple de assentamento

, o mecanismo

Sua principal vantagem é poder ser completamente substituída através de uma simples manobra da coluna de hastes. Essa vantagem pode ser considerável, pois em poços rasos, a substituição da bomba pode ser feita sem sonda e, em poços mais profundos, pode haver uma economia considerável pela eliminação da manobra da coluna de produção.

62

Como o diâmetro externo da bomba insertável está limitado ao diâmetro interno do tubo, a sua capacidade de bombeamento é menor que a da bomba tubular para uma mesma coluna de produção, sendo esta a sua principal limitação.

Seguem os componentes da bomba insertável:

coluna de produção, sendo esta a sua principal limitação. Seguem os componentes da bomba insertável: CORPORATIVA

CORPORATIVA

Capítulo 2. Bomba de fundo Símbolo API descrição B21 B 12 camisa de parede grossa

Capítulo 2. Bomba de fundo

Símbolo API descrição B21 B 12 camisa de parede grossa G11 B 21 conector de
Símbolo
API
descrição
B21
B
12
camisa
de parede grossa
G11
B
21 conector de haste do pistão
S11
B
22 bucha da válvula de pé
S12
C
12 gaiola aberta do pistão
S13
R11
S14
C
13 gaiola fechada do pistão
S15
C
14 gaiola da válvula de pé
C
31
nipple de extensão
S31
C12
G
11 guia da haste do pistão
P21
P
12 bucha da válvula de passeio
B12
P
21 pistão inteiriço
R
11 haste do pistão
P21
S
11 mandril de assentamento
S
12 copo de assentamento e vedação
C13
C31
S
13 anel do copo de assentamento
V11
P12
S
14 porca do corpo de assentamento
C14
S
15 bucha de assentamento
V11
V
11 válvula, esfera e sede de passeio de pé
B22

Componentes da bomba insertável

63

2.4. Nomenclatura API para bomba de fundo

A norma Petrobras N-2323- Produção de Petróleo – Bomba de fundo

API
API

tem como referência a norma

SPEC 11AX, acrescentando à

designação da bomba de fundo um código associado aos materiais utilizados na fabricação de seus componentes.

Conforme a norma Petrobras citada, as bombas de fundo devem ser designadas conforme indicado a seguir:

aa bbb c d e f gg h i j lll m

CORPORATIVA

Alta Competência aa diâmetro nominal da coluna de produção: 20 - 2 ⅜ pol (diâmetro
Alta Competência aa diâmetro nominal da coluna de produção: 20 - 2 ⅜ pol (diâmetro

Alta Competência

aa diâmetro nominal da coluna de produção:

20

- 2 pol (diâmetro externo);

25

- 2 pol (diâmetro externo);

30

- 3 ½pol (diâmetro externo);

40

- 4 ½pol (diâmetro externo).

bbb diâmetro nominal da bomba:

 

125

- 1 ¼pol (31,8mm);

150

- 1 ½pol (38,1mm);

64

 

175

- 1 ¾pol (44,5mm);

200

- 2pol (50,8mm);

225

- 2 ¼pol (57,2mm);

275

- 2 ¾pol (69,9mm);

325

- 3 ¼pol (82,55mm);

375

- 3 ¾pol (92,25mm).

c tipo de bomba:

T

- tubular;

R

- insertável.

(82,55mm); 375 - 3 ¾pol (92,25mm). c tipo de bomba: T - tubular; R - insertável.

CORPORATIVA

Capítulo 2. Bomba de fundo camisa : d tipo de H - parede espessa, pistão

Capítulo 2. Bomba de fundo

camisa :
camisa
:

d tipo de

H

- parede espessa, pistão metálico;

W

- parede fina, pistão metálico.

e localização do assentamento:

A - no topo (somente para tipo de bomba R).

f tipo de assentamento:

- copo;

C

- mecânico;

M

camisa
camisa

gg comprimento da

, em pés:

API
API

A norma

SPEC 11AX estabelece os comprimentos padronizados

para bombas insertáveis de 8 a 30 pés, de 2 em 2 pés; e para bombas tubulares, de 6 a 16 pés, de 1 em 1 pé e de 18 a 30 pés de 2 em 2 pés. A norma N-2323 Produção de Petróleo - Bomba de Fundo inclui os comprimentos de 34 pés a 36 pés.

65

h comprimento nominal do pistão, em pés:

Deve ser a partir de 2 pés de 1 em 1 pé.

i comprimento da extensão superior, em pés.

j comprimento da extensão inferior, em pés.

lll

código da bomba de fundo.

m

camisa
camisa

folga nominal entre pistão e

, em milésimos de polegada.

CORPORATIVA

Alta Competência 66 camisa Exemplo: uma bomba insertável de 1 ¼in com 10ft de do

Alta Competência

66

camisa
camisa

Exemplo: uma bomba insertável de 1 ¼in com 10ft de

do tipo

parede grossa e extensão superior de 2ft, sem extensão inferior, com assentamento inferior tipo copo, para instalação em tubulação de 2 3/8in seria designada por 20-125RHBC 10-4-2-0.

Para especificação completa de uma bomba de fundo são necessárias informações adicionais sobre os materiais de que serão feitas as

camisa
camisa

. A norma Petrobras N-2323

-

possíveis de materiais padronizados que são selecionados em função

Produção de Petróleo – Bomba de fundo, define as combinações

peças e a folga entre o pistão e a

camisa é
camisa
é

do ambiente do poço. A folga padrão entre o pistão e a definida na norma como sendo de 0.003in.

 

Corrosividade

Leve a moderada

Severa

Salinidade (ppm)

Menos de 10 000

Igual ou superior a 10 000

H 2 S (ppm)

Menos de 100

Igual ou superior a 100

Ambiente

CO 2 (ppm)

Menos de 1 500

Igual ou superior a 1 500

 

Não

 

Não

 

Abrasividade

abrasivo

Abrasivo

abrasivo

Abrasivo

 

Menos

Mais de

Menos

 

ppm de Sólidos

de 100

100

de 100

Mais de 100

Sugestão

BF3

BF3

BF5

BF8

Opções de bombas de fundo conforme o ambiente de poço

As opções de bombas de fundo em função dos agentes agressivos

atuantes nos poços estão indicadas na tabela anterior. A escolha de uma das opções dentre as alternativas apresentadas (BF3, BF5 e BF8) deve ser efetuada com base na experiência operacional da Petrobras

e em aspectos de ordem econômica.

Os materiais dos principais componentes das bombas de fundo -

camisa
camisa

, pistão e válvulas, devem ser aqueles padronizados conforme

indicado na próxima tabela.

- camisa , pistão e válvulas, devem ser aqueles padronizados conforme indicado na próxima tabela. CORPORATIVA

CORPORATIVA

Capítulo 2. Bomba de fundo       Válvulas   Código Camisa Pistão (Sede/Esfera)

Capítulo 2. Bomba de fundo

     

Válvulas

 

Código

Camisa

Pistão

(Sede/Esfera)

Acessórios

BF3

Aço baixa liga cromado (A5)

 

Sede: Carbeto de Tungstênio C1 Esfera:

 

BF5

Latão

cromado (A2)

Aço metalizado por aspersão (B2)

Aço baixa liga

(A2)

 

Aço cromo

4/6 cromado

Carbeto de Titânio

BF8

 

C3

 

(A3)

Materiais das bombas de fundo

  C3   (A3) Materiais das bombas de fundo atenÇÃo A profundidade de assentamento limite é

atenÇÃo

A profundidade de assentamento limite é determinada pela máxima tensão permissível

gerada

material de sua composição.

do

camisa
camisa

na

da

bomba

que

depende

2.5. Cuidados de manuseio

67

As bombas de fundo devem ser armazenadas na horizontal com as extremidades seladas e devem ser suportadas por apoios distantes não mais que 8ft.

No transporte, todo cuidado para evitar quedas, choques, empenos, entalhes ou quaisquer danos mecânicos que venham a comprometer o perfeito funcionamento das bombas. Ao transportar bombas de comprimento maior que 16ft devem ser utilizados suportes distantes não mais que 8ft. Recomenda-se cuidado extra no transporte de bombas de parede fina.

API
API

Ver mais detalhes na norma

RP 11AR.

CORPORATIVA

Alta Competência 2.6. Exercícios 1) Relacione os tipos de bombas de fundo da primeira coluna

Alta Competência

2.6. Exercícios
2.6. Exercícios

1) Relacione os tipos de bombas de fundo da primeira coluna de acor- do com suas características da segunda.

68

Bombas de fundo

( a ) Bomba de fundo tubular

( b ) Bomba de fundo insertável

Componentes

( ) Para trocar o estator da bomba não é ne- cessário manobra da coluna de produção.

( ) Maior capacidade de bombeio para um dado diâmetro de produção.

( ) Camisa é enroscada diretamente na co- luna de produção.

( ) Bomba completa é descida na extremi- dade da coluna de hastes.

2) Marque V para as alternativas corretas e F para as alternativas falsas.

(

) As válvulas da bomba de fundo são constituídas de sede e esfera funcionando por pressão. Quando a pressão abaixo da esfera for maior que a pressão acima desta, a válvula fechará.

(

) A perda de um poço é calculada pela diferença entre a va- zão atual e a vazão máxima ou o limite, caso haja.

(

)

Bomba tubular é aquela cuja camisa é enroscada diretamen- te na coluna de produção.

(

)

A principal vantagem da bomba de fundo insertável é a pos- sibilidade de substituição completa através de uma simples manobra da coluna de hastes.

(

)

A principal limitação das bombas insertáveis é o fato de seu diâmetro externo ser limitado ao diâmetro interno do tubo, sendo assim, a sua capacidade de bombeamento é menor que o da bomba tubular.

ao diâmetro interno do tubo, sendo assim, a sua capacidade de bombeamento é menor que o

CORPORATIVA

Capítulo 2. Bomba de fundo 3) Interprete os códigos das seguintes bombas: a) 25.2.25TH11.44. b)

Capítulo 2. Bomba de fundo

3) Interprete os códigos das seguintes bombas:

a) 25.2.25TH11.44.

b) 201.75RH12.4.2-BF5

69

4) Que cuidados devem ser observados no transporte das bombas de fundo?

CORPORATIVA

Alta Competência 2.7. Glossário Camisa - componente da bomba de fundo responsável pela condução e

Alta Competência

2.7. Glossário
2.7. Glossário

Camisa - componente da bomba de fundo responsável pela condução e contenção dos fluidos.

Canhonedado - orifício resultante de um disparo de canhão com a finalidade de comunicar um poço revestido com o reservatório.

Nipple de assentamento - conector de assentamento.

Nipple de extensão - possuem diâmetro interno levemente superior ao da camisa

e

podem ser instalados entre a camisa e a válvula de pé, e logo acima da camisa.

O

de baixo é utilizado para acumular detritos e o de cima para permitir a saída do

pistão da camisa.

70

baixo é utilizado para acumular detritos e o de cima para permitir a saída do pistão

CORPORATIVA

Capítulo 2. Bomba de fundo 2.8. Bibliografia ALMEIDA BARRETO FILHO, Manuel de. Bombeio Mecânico em

Capítulo 2. Bomba de fundo

2.8. Bibliografia

ALMEIDA BARRETO FILHO, Manuel de. Bombeio Mecânico em Poços de Petróleo. Apostila Petrobras. Salvador, 2003.

ARAUJO ANDRADE, Selma Fontes de. Bombeio Mecânico. Apostila. Petrobras. Aracaju, 2000.

BEZERRA, Murilo Valença. Dissertação de Mestrado: Avaliação de Métodos de Elevação Artificial de Petróleo Utilizando Conjuntos Nebulosos. UNICAMP. Campinas, SP, 2002.

Centrilift Hughes. Catálogos de equipamentos Centrilift. Disponível em: <www. bakerhughesdirect.com>. Acesso em: 30 mar 2009.

HIROSE, Edson Reiji e VEIGA, Otaviano Bezerra. Dinamômetro para bombeio mecânico. Apostila. Petrobras. Aracaju, 2007.

MOURA, Getúlio. Operações Praticas na Produção de Petróleo. Apostila. Petrobras. Natal, 1990.

71

Norma API RP 11AR. Recommended Practice for Care an Use of Subsurface Pumps.

Norma API RP 11L - Recommended Practice for Design Calculations for Sucker Rod Pumping Systems (Conventional Units).

Norma API RP 11 BR - Recomended practice for the care and handling for sucker rods.

Norma API SPEC 11 AX - Specification for Subsurface Sucker Rod Pumps and Fittings

Norma API SPEC 11B - Specification for Sucker Rods (Pony rods, Polished Rods, Couplings and Subcouplings).

Norma Petrobras N-2323 - Produção de Petróleo - Bomba de fundo.

Norma Petrobras N-2366 - Produção de petróleo - Haste de bombeio.

Norma Petrobras N-2404 - Produção de petróleo - Haste de bombeio - manuseio, movimentação e estocagem.

Norma Petrobras N-2323 - Produção de Petróleo - Bomba de fundo.