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(A teoria do “calórico” x teoria cinética)

A teoria do “calórico” -Substância fluida


(~1779) (Lavoisier e - invisível
- peso desprezível
Galileu)

Para atingir o estado de equilíbrio


térmico,

T1 T2 T1 > T2

T a quantidade de calórico
Esta teoria explicava um grande número de
fenômenos, mas não todos!

A teoria cinética venceu! (Bacon, Kepler,


Bernoulli e Rumford)
Capacidade calorífica e calor específico

Q
C
T

C  mc

Q  mcT

1 cal = 4,184 J (14,5 oC p/ 15,5 oC)


1 Btu = 252 cal = 1,054 kJ

Cágua = 1 cal / g oC = 1 kcal / kg oC


= 1 kcal / kg K = 4,184 kJ / kg K
Cágua = 1 Btu/lb Fo
C C mc
c 
,
c 
,
  Mc
n n n
Chidrogênio = 3,4 cal/goC chélio = 1,25 cal/goC

Ex 18-1 Que quantidade de calor é necessária para elevar de 20 oC a


temperatura de 3 kg de cobre?

Calorímetro: recipiente com água termicamente isolado

O calor liberado pelo corpo será:

Qsai  mc cc Tf  Tic 

Qentra  ma ca T f  Tia   mr cr T f  Tia 


Qsai  Qentra  0
mc cc T f  Tic   ma ca T f  Tia   mr cr T f  Tia   0
Ex 18-2 Para medir o calor específico do chumbo, uma pessoa
aquece 600 g de granalha de chumbo até a temperatura de 100 oC e
depois coloca este conteúdo num calorímetro de alumínio com 200
g de massa, contendo 500 g de água, inicialmente a 17,3 oC. Se a
temperatura final do conjunto for 20,0 oC, qual o calor específico do
chumbo? (cAl = 900 J/kg K)
Sólidos, Líquidos e Gases

3 fases Sólida ou
Substâncias Determinada
ou líquida ou
na natureza pela T e p
estados gasosa

Ex.: Nas condições ambientes (24 oC e 1 atm)

Fe (sólido) líquido (quando aumenta a T)


H2O (líquida) gás (quando aumenta a T ou abaixa a p)

Quando uma substância passa de uma fase para outra,


diz-se que houve uma mudança de fase ou de estado
Estudaremos as leis que descrevem o comportamento das
substâncias ao mudarem de fase

ESTADO SÓLIDO

Devido a forte ligação: forma própria e resistência a


deformação

Cristais
Uma mesma substância pode se apresentar em estruturas cristalinas
diferentes

Fulerenos “Onions”

C20+2m (m=0,2,3,...)

“Carbynes” Nanotubos

Poliênica
C  C C  C 
Cumulênica
C C C C 
Amorfos – quando os átomos não estão distribuídos numa
estrutura organizada (vidro, asfalto, plásticos, borracha, etc)

ESTADO LÍQUIDO

• Átomos estão mais afastados.


• A força de ligação entre eles é mais fraca que nos sólidos
• Existem pequenas translações dos átomos

Propriedades: -podem escoar


- não oferecem resistência a penetração
- tomam a forma do recipiente
- átomos estão distribuídos aleatoriamente

ESTADO GASOSO ( já estudamos!)


Fornecendo ou retirando calor

3
Varia a agitação molecular Ecinética  kT
2

A força de ligação entre os átomos é


alterada

Acarretando modificações na organização e


separação dos átomos

Ou seja, pode ocasionar uma mudança de


fase
FUSÃO E SOLIDIFICAÇÃO

1) A uma dada pressão, a temperatura na qual ocorre a


fusão (ponto de fusão) é bem determinada para cada
substância.
2) Se um sólido se encontra em sua temperatura de
fusão, é necessário fornecer calor a ele para que
Leis da Fusão: ocorra a mudança de estado. A quantidade de calor
que deve ser fornecida, por unidade de massa, é
denominada calor latente de fusão, que é
característico de cada substância.
3) Durante a fusão, a temperatura do sólido permanece
constante.

- Estas leis valem apenas para - Nos amorfos a mudança de fase


sólidos cristalinos é gradativa (estados
intermediários pastosos)

Pontos de fusão e calores latentes de fusão (à p = 1 atm)


Substância Ponto de fusão (o C) Calor latente (cal/g)
Platina 1775 27
Prata 961 21
Chumbo 327 5,8
Enxofre 119 13
Água 0 80
Mercúrio -39 2,8
Álcool etílico -115 25
Nitrogênio -210 6,1
Ebulição

Leis da Ebulição:

1) A uma dada pressão, a temperatura na qual ocorre a EBULIÇÃO


(ponto de ebulição) é bem determinada para cada substância.
2) Se um líquido se encontra em sua temperatura de ebulição, é
necessário fornecer calor a ele para que o processo seja
mantido. A quantidade de calor que deve ser fornecida, por
unidade de massa, é denominada calor latente de vaporização,
que é característico de cada substância.
3) Durante a ebulição, apesar de se fornecer calor ao líquido, sua
temperatura permanece constante e o vapor que vai sendo
formado encontra-se à mesma temperatura do líquido.

Pontos de ebulição e calores latentes de vaporização (à p =


1 atm)
Substância Ponto de fusão (o C) Calor latente (cal/g)
Iodo 184 24
Bromo 59 44
Hélio -269 6
Água 100 540
Mercúrio 357 65
Álcool etílico 78 204
Nitrogênio -196 48
VAPORIZAÇÃO

Duas maneiras:
1) por Evaporação - a passagem se faz lentamente, a qualquer
temperatura. Ex.: secagem de uma roupa molhada
2) por Ebulição - passagem rápida, a uma temperatura bem determinada.
Ex.: a p = 1 atm a água começa a ferver aos 100 oC.

Evaporação:
A qualquer temperatura ocorre agitação das moléculas (v variável)

As moléculas de maior velocidade deixam o líquido e as que sobram no líquido


possuem v menor. a temperatura do líquido diminui.
Velocidade de evaporação:
1) Quanto maior a temperatura, maior a rapidez com que o líquido
evapora, isto é, Q a t a v2 e maior será a probabilidade das
moléculas escaparem da superfície livre do líquido;
2) Quanto maior for a área da superfície livre do líquido
maior é a probabilidade das moléculas escaparem;

3) Com VENTO, seca mais rápido.


Já, com clima úmido, demora
mais.
A energia necessária para fundir uma substância de
massa m sem alterar sua temperatura é:

Q f  mL f
onde Lf é o calor latente de fusão da substância
E, para vaporizar: Qv  mLv
Ex 18-3 Qual a quantidade de calor necessária para transformar 1,5
kg de gelo a -20 oC e 1 atm em vapor?

3385,5 kJ

627,6 kJ

Taxa constante de 1 kJ/s


500,2 kJ

61,5 kJ
Ex 18-4 Um jarro de 2 litros, com limonada, foi colocado sobre uma
mesa de piquenique, ao sol o dia inteiro, a 33 oC. Uma amostra de 0,24
kg de limonada é derramada numa xícara com dois cubos de gelo (cada
um com 0,025 kg, a 0 oC). Considere que a xícara é feita com isolante
térmico isopor. a) admitindo que não haja perda de calor para o
ambiente, qual a temperatura final da limonada? b) qual seria a
temperatura final se fossem colocados 6 cubos de gelo?
A experiência de Joule e a 1ª Lei da termodinâmica

É possível elevar a temperatura de um sistema fornecendo-


lhe calor, ou também realizando um trabalho sobre ele

Pesos de 772 lb (1 lb =
4,4482 N) cada
Para aumentar 1 oF a uma
distância de um pé (30,48
cm)

1 cal = 4,184 J
Equivalente
mecânico do calor

Ex 18-5 Você deixa cair um recipiente com água, termicamente isolado,


de uma altura h do solo. Se a colisão for perfeitamente inelástica e toda
a energia mecânica se transformar em energia interna da água, qual
deve ser a altura h para a temperatura da água aumentar de 1 oC?
mcT = mgh
h=426m
1ª Lei da Termodinâmica

Q = 100 J
W = 30 J
Eint = 70 J

Generalizando,

Eint = Q - Wsistema

Esta é a variação na quantidade


de energia interna de um
sistema quando uma
quantidade de calor é
absorvida ou cedida e um
trabalho é realizado por este
sistema ou sobre ele.
Ex 18-6 Realiza-se 25 kJ de trabalho sobre um sistema que
consiste em 3 kg de água agitando-se essa áua por meio de
uma roda de palhetas. Durante este período o sistema
perde 15 kcal de calor devido a ineficiência do isolamento.
Qual a variação da energia interna do sistema?
Trabalho positivo e Trabalho negativo

Se Vfinal > Vinicial (expansão); V>0; (T a +) T realizado pelo sistema


Se Vfinal < Vinicial (compressão); V<0; (T a -) T realizado sobre o sistema
Se Vfinal = Vinicial; V = 0; (T = 0) transformação isovolumétrica

A 1a Lei da Termodinâmica

Energia Interna (U) - Energia total existente no interior do sistema ou a soma de


todas as energias que um corpo pode ter. Está relacionada diretamente com a
temperatura!

Quando um sistema vai de um estado inicial à outro final ele troca energia com
(absorve ou libera calor Q ou realiza ou é realizado sobre ele trabalho T)

U = Q - T

Quando uma quantidade de calor Q é absorvida (Q-) ou


cedida (Q-) por um sistema, e um trabalho é realizado
por este sistema (T+) ou sobre ele (T-) a variação de
energia interna (U) do sistema é dada por U = Q - T
Exemplo 18-12 Compressão adiabática quase-estática de um gás
Uma certa quantidade de ar é comprimida através de um processo
adibático quase-estático de uma pressão inicial de 1 atm e um
volume de 4 litros a 20 oC para a metade de seu volume original.
Calcule (a) a pressão final, (b) a temperatura final e (c) o trabalho
realizado sobre o gás.