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[Gestão e Sistemas Ambientais]

Introdução à Gestão
Ambiental: principais
conceitos
Sandra Caeiro

Sandra Caeiro, 2017

Índice
1.  Gestão Ambiental. Principais conceitos,
estratégias da gestão ambiental,
funções da gestão ambiental, conceito
de eco-eficiência
2.  Politica de ambiente: Internacional,
Comunitária e Nacional
3.  Gestão Ambiental Integrada

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Gestão Ambiental: Conceitos
Gestão
•  organizar
•  planear
•  influenciar
•  controlar
•  produzir
•  eficácia
•  eficiência
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Gestão Ambiental: Conceitos


•  Gestão Ambiental – definição de objectivos, estratégias,
medidas e instrumentos que suportem um
desenvolvimento sustentável, através do qual seja
possível compatibilizar a preservação da qualidade
ambiental com os objectivos de desenvolvimento das
actividades económicas (Antunes e Santos, 1999).

Aplicação ao sector público ou


privado
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Gestão Ambiental: Conceitos
Estratégias da gestão do
Ambiente

Reactiva/curativa

Pró-activa/preventiva

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Gestão Ambiental: Conceitos


Estratégias da gestão do Ambiente

Reactiva/curativa:
Implementação de tecnologias de tratamento de resíduos/
efluentes com o objectivo de diminuir a carga poluente
emitida;
Tem em conta o cumprimento da legislação e a redução de
custos
ü Perspectiva a curto prazo
ü Medidas de fim de linha
ü Sem benefícios adicionais para as empresas
ü Desempenho ambiental não integrado com os restantes
objectivos da empresa
ü Abordagem tradicional das empresas nacionais

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Gestão Ambiental: Conceitos
Estratégias da gestão do Ambiente
Proactiva/preventiva:
Tecnologias mais limpas de produção, com o objectivo de prevenir/
minimizar as emissões de resíduos/efluentes, permitindo desta forma:
• Entrar em conformidade com a legislação, podendo ir para além desta
Utilização racional das matérias-primas, energia e água, com redução
dos custos de produção;
• Melhorar a imagem ambiental da empresa e produtos (eco-marketing),
num mercado que começa a reagir a questões ambientais;
• Mais recente, com incentivos financeiros a nível das empresas;
• B aseia-se em mecanismos como os diagnósticos e auditorias
ambientais, Análise de Ciclo de Vida, produção limpa, ecodesign.

ü Tem em conta a análise de ciclo de vida do produto


ü Perspetiva a médio/longo prazo
ü com benefícios adicionais para as empresas
(financiamentos)
ü Desempenho ambiental integrado com os restantes
objetivos da empresa.
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Funções da gestão ambiental


•  Regular e controlar (legislação, normas)

•  Conduzir e influenciar (atribuir responsabilidades,


assegurando a coerência e coordenação)

•  Criar e facilitar (disponibilizar informação, dar


formação, desenvolver infra-estruturas, assegurar
financiamentos)

•  Garantir (acções de fiscalização, monitorização,


investigação)
Mecanismos dependem de cada pais....

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Conceito de Eco-eficiência
De acordo com WBCSD – Conselho Empresarial para o
Desenvolvimento Sustentável define-se Eco-eficiência:

Fornecimento de bens e serviços, que satisfaçam as necessidades


humanas e aumentam a qualidade de vida, a preços competitivos,
reduzindo progressivamente os impactes ecológicos e a intensidade de
recursos no seu ciclo de vida, até um nível compatível com a capacidade
de sustentação estimada da Terra (DeSimmone e Popoff, 1997).

1. Minimizar a intensidade de materiais dos bens e serviços


2. Minimizar a intensidade energética de bens e serviços
3. Minimizar a dispersão de tóxicos
4. Fomentar a reciclabilidade dos materiais
5. Promover a utilização sustentável de recursos renováveis
6. Estender a durabilidade dos produtos
7. Aumentar a intensidade de serviço do sistema produtivo

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Gestão Ambiental: Conceitos


Os elementos-chave da gestão ambiental
incluem (Branes, 1991):

•  A politica de ambiente
•  Medidas e instrumentos de gestão do
ambiente
•  A administração

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Política de ambiente
Politica internacional

•  1972 - Estocolmo – Conferência das Nações Unidas


sobre Ambiente Humano – princípios de preservação e
melhoria do AH (criação/consolidação de legislação,
Ministérios do Ambiente, ONGAS)

•  1983 - criada pela Assembleia Geral das NU –


Comissão Mundial para o Ambiente e Desenvolvimento
(resolução de problemas, cooperação internacional,
plataformas de entendimento e compromisso)

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Política de ambiente
Política internacional
Relatório Bruntland (WCED, 1987) O conceito de
desenvolvimento sustentável

•  “um modelo de desenvolvimento que permite às


gerações presentes satisfazer as suas necessidades
sem que com isso ponham em risco a possibilidade de
as gerações futuras virem a satisfazer as suas próprias
necessidades.”
–  Necessidade de consenso
•  fronteiras de análise
•  conteúdo
•  sustentação técnica/científica
•  articulação entre os vários agentes da sociedade
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Política de ambiente
Política internacional

•  1992, Rio de Janeiro – Conferência das NU sobre


Ambiente e Desenvolvimento
–  Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento
–  Agenda 21
–  Negociação da Convenção Quadro sobre Alterações
Climáticas e Convenção sobre Diversidade Biológica
–  Criação da Comissão para o Desenvolvimento Sustentável
–  Princípios para a Gestão Sustentável das Florestas

Apenas declarações de compromissos....

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Política de ambiente
Política internacional
•  2002, Joanesburgo Conferência das Nações Unidas sobre
Desenvolvimento sustentável – Mais uma declaração de política e
um plano de implementação reforçando o compromisso para o
desenvolvimento sustentável.
•  2012, Rio de Janeiro, Rio+20, foram definidos: objetivos para o
desenvolvimento sustentável para 2015, existência de um fórum
politico ao mais alto nível para o desenvolvimento sustentável;
linhas guia para políticas de uma economia mais verde, a adoção
do um programa Global a 10 anos sobre produção e consumo
sustentáveis, e a importância de focar mais decisões em áreas
como a energia, segurança alimentar, oceanos e cidades. (Mais
informação em http://sustainabledevelopment.un.org/rio20.html)

Mas sem grandes avanços/compromissos em


relação a 1992, ou medidas concretas ....
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Política de ambiente
Política internacional
•  Hoje em dia passados cerca de 25 sobre o relatório de Bruntland algumas
correntes começam a falar mais em termos de sustentabilidade (mais do
que desenvolvimento Sustentável), associada a um decrescimento
económico (do ingles "economic degrowth“ defendida por economistas
como Serge Latouche),pois alguns autores já demonstraram que o
crescimento económico mesmo recorrendo a tecnologias eco-eficientes
corresponderá sempre a uma maior pressão sobre o ambiente.
•  Cresce assim o conceito de economia verde, ou seja o conceito que traz a
promessa de um novo paradigma de crescimento económico que é
amigável para os ecossistemas e também pode contribuir para a redução
da pobreza (em particular nos países em desenvolvimento). Com a
economia verde subentende-se que o crescimento económico e gestão
ambiental podem ser estratégias complementares, desafiando a visão
comum de que ainda existem compensações significativas entre estes dois
objetivos e que as sinergias prevalecem sobre as vantagens e
desvantagens.

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Política de ambiente
Política internacional

Objetivos das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável para 2030


(APROVADOS EM 2015)

Entre os dias 25 e 27 de setembro, mais de 150 líderes mundiais estiveram na sede da


ONU, em Nova York, para adotar formalmente uma nova agenda de
desenvolvimento sustentável. Esta agenda é formado pelos 17 Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS), que devem ser implementados por todos os
países do mundo durante os próximos 15 anos, até 2030, com base em metas
pre-definidas.

Objetivo 1: Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares


Objetivo 2: Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição
e promover a agricultura sustentável
Objetivo 3: Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em
todas as idades
Objetivo 4: Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover
oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos
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Política de ambiente
Política internacional

Objetivos das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável para 2030

Objetivo 5: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas


Objetivo 6: Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento
para todos.
Objetivo 7: Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à
energia para todos
Objetivo 8: Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável,
emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos
Objetivo 9: Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e
sustentável e fomentar a inovação
Objetivo 10: Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles
Objetivo 11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros,
resilientes e sustentáveis
Objetivo 12. Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis

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Política de ambiente
Política internacional

Objetivos das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável para 2030

Objetivo 13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos
Objetivo 14. Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para
o desenvolvimento sustentável
Objetivo 15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de
forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra
e deter a perda de biodiversidade
Objetivo 16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável,
proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e
inclusivas em todos os níveis
Objetivo 17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o
desenvolvimento sustentável.

A sublinhado as questões mais diretamente relacionadas com ambiente,


embora indiretamente ou outros também o estão.

Mais informação e metas de cada objetivo em: http://nacoesunidas.org/conheca-os-novos-17-


objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu/
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Política de ambiente
Politica comunitária

•  1973 – Criação da Direcção Geral do Ambiente (CE)


–  1º Programa de Acção Comunitário em matéria de
ambiente (medidas reactivas legislação sectorial)
•  1977 - 2º Programa de Acção Comunitário em matéria de
ambiente (principio do poluidor pagador)
•  1983 - 3º Programa de Acção Comunitário em matéria de
ambiente (medidas reactivas e preventivas)
•  1987 - 4º Programa de Acção Comunitário em matéria de
ambiente (reforça uma estratégia preventiva)
•  1992 - 5º Programa de Acção Comunitário em matéria de
ambiente (princípios da subsidiariedade e da
responsabilidade partilhada, integração de políticas,
aplicação de instrumentos económicos e metas).
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Política de ambiente
Política comunitária

•  1993 Tratado de Maastricht (à matéria de ambiente é dado um


estatuto de política comunitária)
•  1994 – Criação da Agência Europeia de Ambiente (AEA)
(disponibilidade de informação)
•  1999 – Tratado de Amesterdão (considera o conceito de
desenvolvimento sustentável e estabelece a política de ambiente
como objectivo politico da UE)
•  2001 - Estratégia de Desenvolvimento Sustentável da
União Europeia
•  2002 - 6º Programa de Acção Comunitário em matéria de ambiente
2002 – 2012 (áreas prioritárias: alterações climáticas, conservação
da natureza e biodiversidade, ambiente e saúde e a qualidade de vida
e a utilização e gestão sustentáveis dos recursos naturais e dos
resíduos).
•  2004 - Estratégia da AEA 2004-2008

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Política de ambiente
Política Europeia

•  Consulte e explore o site da Agência


Europeia de Ambiente (EEA) em português
sobre planos, programas e políticas
a m b i e n t a i s c o m u n i t á r i a s
http://local.pt.eea.europa.eu/
•  Consulte e explore o site do Programa das
Nações Unidas para o Ambiente
http://www.unep.org/

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Política de ambiente
Política Nacional

•  1971 – Comissão Nacional do Ambiente (CNA)


•  1971 - Criação do Parque Nacional Peneda-Gerês
•  1974 – Criação da Secretaria de Estado do Ambiente (SNA)
•  1976 – Constituição da República Portuguesa (reconhece a
preservação do ambiente e dos recursos naturais e estabelece
direitos e deveres fundamentais para o ambiente)
•  1985 – Secretaria de Estado do Ambiente e Recursos Naturais
(SEARN) (substitui a SNA)
•  1987 – Primeira Lei de Bases do Ambiente
–  Instituto Nacional do Ambiente (INAMB) (atualmente
incorporado no Instituto do Ambiente)
–  Lei das Associações de Defesa do Ambiente (ADAs)

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Política de ambiente
Política Nacional
•  1990 - Ministério do Ambiente e Recursos Naturais
(atualmente Ministério do Ambiente, do Ordenamento do
Território e da Energia ).
•  1995 – Plano Nacional de Política do Ambiente (orientações
estratégicas e ações programáticas da politica ambiental)
•  1996 – 1º Plano Estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos
(PERSU)
•  1997 – Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável (CNADS) (emissão de pareceres e
recomendações sobre ambiente e desenvolvimento
sustentável)
•  1999 – 1º Plano Estratégico de Resíduos Sólidos
Hospitalares (PERH)

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Política de ambiente
Política Nacional
•  2001 – Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e
Biodiversidade
–  Programa Nacional para as alterações Climáticas (PNAC)(2001,
2004 e 2006)
–  Plano Nacional de Prevenção de resíduos Industriais (PNAPRI)
e Plano Estratégico dos Resíduos Industriais (PESGRI)
•  2002 – Plano Nacional da Água (PNA) (sustenta 15 Planos de
Bacia)

•  2002 - Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável


ENDS (resposta aos compromisso internacionais no âmbito
da Agenda 21) – e respectivo plano de implementação
consultar em http://www.desenvolvimentosustentavel.pt/
•  …..

•  2014 - Nova Lei de Bases do Ambiente

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Política de ambiente
Política Nacional

Objetivos
§  A Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável 2006
apresenta como desígnio
“retomar uma trajetória de crescimento sustentado que
torne Portugal, no horizonte de 2015, num dos países
mais competitivos e atrativos da União Europeia, num
quadro de elevado nível de desenvolvimento económico,
social e ambiental e de responsabilidade social”, 1º Preparar Portugal para a
“Sociedade do Conhecimento”

2º Crescimento sustentado e
competitividade à escala global

incluindo sete objetivos estratégicos:


3º Melhor ambiente e valorização
do património natural

4º Mais equidade, igualdade de


oportunidades e coesão social

5º Melhor conectividade internacional do


país e valorização equilibrada do território

6º Papel activo de Portugal na Construção


Europeia e na Cooperação Internacional

7º Administração Pública
mais Eficiente e
Modernizada

Sandra Caeiro, 2017

1º Preparar Portugal para a


“Sociedade do Conhecimento”

2º Crescimento sustentado e
competitividade à escala global

3º Melhor ambiente e valorização


do património natural

4º Mais equidade, igualdade de


oportunidades e coesão social

5º Melhor conectividade internacional do


país e valorização equilibrada do território

6º Papel activo de Portugal na Construção


Europeia e na Cooperação Internacional

7º Administração Pública
mais Eficiente e
Modernizada

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Política de ambiente
Política Nacional
•  PNACE – Programa Nacional de Ação para o Crescimento e o Emprego (2005 –
2008)
•  Plano Estratégico Nacional do Turismo (2006 – 2015)
•  Estratégia Nacional para o Mar 2006
•  Plano Estratégico Nacional para as Pescas 2007-2013
•  Estratégia Nacional para as Florestas (ENF) – 2006
•  Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PNDFCI) - 2006
•  Programa Nacional de Política em Ordenamento do Território 2006
•  Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PNDFCI) - 2006
•  Plano Estratégico para o Abastecimento de Água e Águas Residuais 2007 –
2013
•  Plano de Ação para o Litoral 2007-2013
•  Quadro de referência Estratégica Nacional (QREN) - 2007
•  Portugal Eficiência 2015: Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética
•  Estratégia de Gestão Integrada da Zona Costeira Nacional 2009
•  Estratégias Marinhas para a Subdivisão do continente e para Subdivisão da
plataforma continental estendida 2012
•  Lei de Bases da Política de Ordenamento e de Gestão
do Espaço Marítimo Nacional 2014
. Estratégia Nacional de Educação Ambiental 2017
...... Sandra Caeiro, 2017

Política de ambiente
Nacional
•  Em Portugal é o Ministério do Ambiente, o responsável pelas Políticas do
Ambiente.
•  A Agência Portuguesa de Ambiente (ex-instituto do Ambiente; ex-Direcção
Geral do Ambiente e que agora incorpora o ex-Instituto dos Resíduos e da
Água) é quem responsável pela produção e divulgação de informação
sobre ambiente, nomeadamente por propor, desenvolver e acompanhar a
execução das políticas de ambiente (inclui os ex-Institutos da Água e
Resíduos).

–  No site da APA (www.apambiente.pt), pode ter acesso a toda a informação


e documentação sobre planos, programas e políticas ambientais.

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Política de ambiente
Política Nacional

Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN)


2007-2013
•  O QREN constitui o enquadramento para a aplicação da
política comunitária de coesão económica e social em
Portugal no período 2007-2013;
•  Assume como grande desígnio estratégico “a
qualificação dos portugueses e das portuguesas,
valorizando o conhecimento, a ciência, a tecnologia e a
inovação, bem como a promoção de níveis elevados e
sustentados de desenvolvimento económico e sócio-
cultural e de qualificação territorial, num quadro de
valorização da igualdade de oportunidades e, bem assim,
do aumento da eficiência e qualidade das instituições
públicas”.
http://www.qren.pt/
Sandra Caeiro, 2017

Política de ambiente
Política Nacional

QREN 2007-2013 (cont.)


O QREN estabelece cinco prioridades estratégicas nacionais a
prosseguir na implementação dos PO temáticos e regionais:
1. Promover a qualificação dos portugueses;
2. Promover o crescimento sustentado;
3. Garantir a coesão social;
4. Assegurar a qualificação do território e das cidades;
5. Aumentar a eficiência da governação.

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Política de ambiente
Política Nacional

Nova Lei de Bases de Política de Ambiente de


19/2014
ü Veio atualizar a lei anterior (1987), introduzindo novos
conceitos (como a economia verde, consumo sustentável,
ecoeficiência, etc) e integrando novas Leis entretanto publicadas
na área ambiental e do ordenamento do território (por exemplo a
avaliação ambiental estratégica e a responsabilidade ambiental)
e de forma a interligar melhor as politicas ambientais.
ü Questões como as alterações climáticas, da sustentabilidade,
das políticas transversais e da fiscalidade verde, são novas
temáticas que a nova lei quis dar ênfase, e menos a questões
como a poluição ou proibições ambientais (as quais era dado
ênfase na anterior).
ü Esta nova lei é muito mais curta e concisa não referindo prazos
ou planos específicos necessários implementar, sendo alvo de
critica por isso.
Sandra Caeiro, 2017

Política de ambiente
Política Nacional

ALIANÇA ODS

ü Em Setembro de 2015, com a aprovação da Agenda 2030, constituída


por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas, o
United Nations Global Compact (UNGC) e a rede portuguesa United
Nations Global Compact Network Portugal (UN GCNP) ficaram
mandatados para organizar a contribuição do Setor Empresarial para a
realização dos ODS, sem exceção, já que para todos se espera o
contributo de Empresas e Organizações Empresariais.

ü É, assim, seu dever, na sequência do ODS 17, criar oportunidades de


diálogo multistakeholder, de modo a proporcionar às Empresas uma
melhor visão das expectativas das suas partes interessadas.

ü Mais informação em:http://globalcompact.pt/alianca-ods

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Política de ambiente
Evolução da gestão ambiental:

Anos 70 – 80: abordagem reactiva – desenvolvimento de


Normas e legislação (público); adopção de tecnologias
de fim de linha para cumprimento da legislação
(privado).
Anos 80 – 90: integração dos problemas ambientais;
estratégias pró-activas de antecipação de riscos e
problemas ambientais (ACV e auditorias).
Anos 90 - ...: sustentabilidade – actuação voluntária;
participação e cooperação; actuação socialmente
responsável, economicamente competitiva e
ecologicamente sustentável.
Sandra Caeiro, 2017

Gestão Ambiental Integrada


Gestores públicos e 1. Identificação e Diferentes escalas de
privados avaliação dos análise (local,
problemas regional, continental,
mundial)

5. Implementação e
controlo 2. Formulação de
cenários de evolução
dos problemas

Actuação dos agentes da


4. Selecção de sociedade
medidas e (administração,
instrumentos empresas, ONG,
3. Definição de cientistas, publico em
prioridades e metas geral)

Sandra Caeiro, 2017 Antunes e Santos, 1999

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Gestão Ambiental Integrada
1.  Identificação e avaliação dos problemas – identificação,
análise e controlo das atividades que conduzem a
alterações no estado do ambiente (útil recorrer a
Indicadores e índices)

2.  Formulação de cenários – desenvolvimento de modelos


ecológico-económicos integrados que permitam
perspectivar a evolução dos problemas ambientais
identificados em 1.

3.  A definição de prioridades e metas – depois de 1 e 2.


definição dos objectivos e metas da política de ambiente
(e.g Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável 2030
da NU, princípios de poluidor-pagador e precaução) 1. Identificação e
avaliação dos
problemas

5. Implementação e
controlo 2. Formulação de
cenários de evolução
dos problemas

4. Selecção de
medidas e

Sandra Caeiro, 2017 instrumentos


3. Definição de
prioridades e metas

Gestão Ambiental Integrada


1. Identificação e avaliação dos problemas

Problema ambiental - situação anómala que afecta a


qualidade do ambiente
Avaliação do estado do ambiente:
•  identificação das variáveis significativas
•  Recolha de informação
•  Organização da informação
•  Tratamento e apresentação da informação

e.g. Relatórios de Estado do Ambiente em Portugal ou


na Europa

Sandra Caeiro, 2017

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Gestão Ambiental Integrada
4. Selecção de medidas e instrumentos de gestão do
ambiente – acções concretas que são implementadas
para fazer face aos problemas identificados. Podem ser
orientadas para as causas (e.g. Redução do CO2) ou
efeitos (descontaminar a água); Os instrumentos de
politica do ambiente devem então ser utilizados.
5. Implementação e controlo do desempenho ambiental –
implementação da estratégia de gestão e de todos os
mecanismos necessários para a monitorização e
avaliação contínua do desempenho da política de
ambiente adoptada (uso de indicadores de
1. Identificação e
desempenho ambiental). avaliação dos
problemas

5. Implementação e
controlo 2. Formulação de
cenários de evolução
dos problemas

4. Selecção de
medidas e
instrumentos
3. Definição de
Sandra Caeiro, 2017 prioridades e metas

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