Você está na página 1de 61

SOLDA:

UM ELEMENTO DE
MÁQUINA

L
COMPONENTES

• Emerson Rocha da Nascimento

• Leticia da Silva Carvalho

• Rafael Sallenave Moreira Almeida

L
ESTRUTURA DA APRESENTAÇÃO

Histórico Materiais

Introdução Normas

Definição Especificação

Simbologia Segurança

Processos
Esforços
Diagrama de envolvidos
bloco Aplicação

L
UM BREVE HISTÓRICO
• A soldagem tem sido usada a milhares de anos (Museu
do Louvre pingente de ouro persa 4000 AC).
• 1500 AC fabricação do ferro era feita por redução
direta e soldado por forjamento e brasagem.
• Quando se desenvolveu o alto forno (XII séc.) peças
maiores foram fabricadas e a tecnologia de soldagem
ficou estagnada até o séc. XIX.
• A descoberta do arco elétrico e do acetileno,
juntamente com a produção de chapas de aço,
permitiu um reaquecimento pelo tema da soldagem.
• A primeira patente de soldagem (por Nikolas
Bernardos e Stanislav Olzewsky em 1885):
• Hoje temos mais de 50 processos de soldagem
industriais.

L
INTRODUÇÃO
A união de elementos metálicos é desejável na
montagem de estruturas que transmitem ou suportem
os esforços que surgem na execução do trabalho
mecânico pela máquina.
Classicamente, a soldagem é considerada como um
processo de união , porém , muitos processos de
soldagens são usados para a deposição de material
sobre um superfície, visando a recuperação de peças
desgastadas ou para a formação de um revestimento
com caratcterísticas especiais.
No Brasil a Associação Brasileira de soldagem é a
responsável pela regulamentação de normas a serem
seguidas. Esta baseou-se na norma americana AWS -
American Welding Society para a criação das normas
vigentes.

L
ALGUMAS DEFINIÇÕES
• “Processo de junção de metais por fusão”.
• “Operação que visa obter a união de duas ou mais
peças, assegurando, na junta soldada, a
continuidade de propriedades físicas, químicas e
metalúrgicas”.

DEFINIÇÃO ADOTADA PELA AWS


• “Operação que visa obter a coalescência
produzida pelo aque-cimento até uma
temperatura adequada, com ou sem a aplicação
de pressão e de metal de adição”.

L
SIMBOLOGIA
Uma solda é fabricada pela união de
metais em várias formas, formando tipos
de configurações particulares.

As soldas devem ser precisamente


especificadas nos desenhos mecânicos, e
isto é feito usando-se o símbolo de
soldagem conforme, padronizados pela
norma AWS.

R
LOCALIZAÇÃO DOS SIMBOLOS DOS
ELEMENTOS CONFORME AWS

R
SIMBOLOS BASICOS DAS
SOLDAS

R
SIMBOLOGIA APLICADA

R
SIMBOLOGIA APLICADA

R
SIMBOLOGIA APLICADA

R
SIMBOLOGIA APLICADA

R
TIPOS OU PROCESSOS DE SOLDAS
• Solda Elétrica- Utiliza-se varetas de solda com revestimento que
se vaporiza e protege a soldagem.
• MIG MAG- (Solda com gás inerte e ativo) –Utiliza-se um eletrodo
consumível e um gás que circunda eletrodo
• TIG- Utiliza-se um eletrodo não consumível. A solda é colocada
na região de soldagem manualmente, na forma de uma vareta
• ARCO SUBMERSO- O eletrodo consumível é protegido pelo filme
que é criado pelo material granular aquecido, que é depositado
na frente da solda na região a ser soldada (mais utilizado em
superfícies planas).
• SOLDAGEM POR RESISTÊNCIA- Baseia-se na passagem de
corrente elétrica pelas superfícies em contato. O efeito é maior
com o aumento da pressão externa
• AQUECIMENTO- A soldagem pode se dar também por qualquer
outro processo que aqueça as superfícies que serão soldadas. O
importante para que as superfícies se unam é que o calor seja
suficiente para fundir as superfícies em contato.

E
DIAGRAMA DE BLOCOS

E
APLICABILIDADE

E
MATERIAIS
• A soldagem depende da compatibilidade
dos materiais utilizados. Materiais que não
se misturam ao serem fundidos não podem
ser utilizados. O material de adição (solda)
deve ter características semelhantes ao
material que estará unindo, já que não se
deseja uma solda nem mais fraca nem
mais forte do que os materiais originais.

L
MATERIAIS
• Eletrodos para Aço-Carbono e Baixa Liga
– alta penetração para passes de raiz em tubulações, tanques, reparos e
construções como estruturas metálicas, caldeiraria e acabamentos ;
• Eletrodos para Aço Inoxidável
– revestimentos resistentes à corrosão, ao desgaste e a altas
temperaturas;
• Eletrodos para Revestimento Duro
– resistentes ao desgaste por atrito, abrasão e impacto moderado,
severo, fricção, pressão;
• Eletrodos para Corte e Chanfro
– corte, chanfro ou furar metais, sem necessidade de ar comprimido;
• Eletrodos para Ferro Fundido
– enchimentos de falhas de fundição e recuperação de peças avariadas,
ferros fundidos de difícil soldabilidade, queimados, corroídos ou
impregnados de graxa ou óleo;
L • Entre outros...
FATORES QUE INFLUENCIAM
O processo de soldagem requer o aquecimento
das peças que serão unidas e com isso gera uma
região chamada de “zona termicamente afetada”
que é a região próxima da solda ocasionando:
- Mudança de estrutura dos materiais originais.
Além da mistura entre o material da solda e os
materiais originais.
- Gradiente de tensões no interior das peça. A
região mais próxima a solda tende a se expandir
de forma diferente nas demais regiões o que gera
um escoamento em porções localizadas, causando
tensões residuais quando a junção é resfriada,
gerando distorções na junção.

L
PROVIDÊNCIAS
• Jateamento superficial com granalhas. Esse
processo induz tensões superficiais compressivas
e melhora o acabamento da superfície, que levam
a uma menor efetividade das tensões na
propagação de eventuais trincas de fadiga.
• O aquecimento prévio das peças também permite
uma sensível redução das tensões residuais, já
que o diferencial de temperaturas será menor. O
processo também reduz a distorção decorrente
das tensões.
• Para a maior segurança, é recomendado que
sejam construídos protótipos das junções
soldadas para testes.
• Seguir códigos e normas

L
NORMAS
A AWS criou um padrão para a identificação dos
eletrodos revestidos que é aceito, ou pelo menos
conhecido, em quase todo o mundo. Devido a
simplicidade, e talvez o pioneirismo, esta é a
especificação mais utilizada no mundo atualmente
para identificar eletrodos revestidos.
No caso específico das operações de soldagem, a
realização de soldas inadequadas durante a fabricação
de certos tipos de estruturas ou equipamentos, tais
como navios, pontes, oleodutos, componentes
automotivos e vasos de pressão, pode resultar em
sérios acidentes com grandes perdas materiais e,
eventualmente, humanas e danos ao meio ambiente.
Como exemplo de códigos e especificações
importantes ligados à soldagem pode-se citar:

R
NORMAS
• ASME Boiler and Pressure Vessel Code (vasos de
pressão),
• API STD 1104, Standard for Welding Pipelines and
Related Facilities (tubulações e dutos na área de
petróleo),
• AWS D1.1, Structural Welding Code (estruturas
soldadas de aço carbono e de baixa liga),
• DNV, Rules for Design, Construction and Inspecion
of Offshore Structures (estruturas marítimas de aço),
• Especificações diferentes de associações como a
International Organization for Standardization (ISO),
American Welding Society (AWS), British Standard
Society (BS), Deustches Institute fur Normung (DIN),
Association Francaise de Normalisation (NF),
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT),
R etc.
Especificação de Procedimento
de Soldagem (EPS)
É um documento no qual os valores
permitidos de diversas variáveis do
processo estão registrados para serem
adotados, pelo soldador ou operador de
soldagem, durante a fabricação de uma
dada junta soldada.

R
Registro de Qualificação de
Procedimento (RQP)
• Os resultados dos testes devem ser
colocados em um RQP o qual deve
ser referido pela EPS, servindo como
um atestado de sua adequação aos
critérios de aceitação estabelecidos.

R
ESPECIFICAÇÕES
As soldas são normalmente especificadas pela
resistência a tração do material utilizado seguida de
detalhes construtivos e das dimensões.
TABELA ESPECIFICAÇÕES AWS PARA ELETRODOS REVESTIDOS
REF. AWS Eletrodos para:
A 5.1 Aços ao Carbono
A 5.3 Alumínio e suas ligas
A 5.4 Aços inoxidáveis
A 5.5 Aços baixa liga
A 5.6 Cobre e suas ligas
A 5.11 Níquel e suas ligas
A 5.13 Revestimento (alma sólida)
A 5.15 Ferros fundidos
A 5.21 revestimento (alma tubular com carbonetos de Tungstênio
R
SEGURANÇA
• As regras de segurança são apresentadas para a
proteção dos operadores e demais pessoal
envolvido na instalação, utilização e manutenção
de equipamentos.
• Antes de se instalar, operar ou reparar um
equipamento de qualquer que seja a aplicação, é
necessário ter lido, compreendido e adotado as
regras que lhe são cabíveis.
• As regras de segurança ora apresentadas são
divididas em três grupos principais:
1) Regras de segurança relativas ao local de trabalho
2) Regras de segurança relativas ao pessoal
3) Regras de segurança relativas ao equipamento

E
REGRAS DE SEGURANÇA RELATIVAS
AO LOCAL DE TRABALHO
• Garantir a segurança da área de trabalho: Sempre que possível,
trabalhar em locais especialmente previstos para soldagem ou
corte ao arco elétrico.
• Eliminar possíveis causas de incêndios: Locais onde se solde não
devem conter líquidos inflamáveis, sólidos combustíveis ou gases
inflamáveis.
• Instalar equipamentos de combate a incêndios: Extintores
apropriados, baldes de areia e outros dispositivos anti-incêndio
devem ficar a proximidade imediata da área de soldagem.
• Nunca soldar uma peça que não tenha sido adequadamente limpa:
Substâncias depositadas na superfície das peças podem
decompor-se sob a ação do calor e produzir vapores inflamáveis ou
tóxicos.
• Proceder à inspeção da área de trabalho após ter-se completado a
soldagem: Apagar ou remover fagulhas ou pedaços de metal
quente que, mais tarde, possam provocar algum incêndio ou
acidente de qualquer natureza.

E
REGRAS DE SEGURANÇA
RELATIVAS AO PESSOAL
• Choques elétricos: Choques elétricos podem ser fatais e devem ser
evitados. Instalações elétricas defeituosas, aterramento
ineficiente assim como operação ou manutenção incorretas de um
equipamento elétrico são fontes comuns de choque elétricos.
• Proteção da visão: Os arcos elétricos de soldagem ou corte emitem
raios ultravioletas e infravermelhos. Exposições de longa duração
podem provocar queimaduras graves e dolorosas da pele e danos
permanentes na vista.
• Proteção da pele: Devido à emissão de raios ultravioletas e
infravermelhos, arcos elétricos queimam a pele da mesma maneira
que o sol, porem muito mais rapidamente e com maior
intensidade. Os respingos de solda e as fagulhas são outras fontes
de queimaduras.
• Proteção da audição: Certas operações de soldagem produzem
ruídos de intensidade elevada e, eventualmente, longa duração.
Protetores de ouvido adequados, além de protegerem contra estes
ruídos excessivos, impedem que respingos e fagulhas entrem nos
ouvidos.
• EM REUMO, FAZER O USO ADEQUADO DOS EPI’S

E
REGRAS DE SEGURANÇA
RELATIVAS AO EQUIPAMENTO
• Sempre ligar uma máquina de soldar à sua linha de
alimentação através de uma chave de parede. Colocar uma
etiqueta de aviso na chave geral para evitar que ela venha a
ser usada.
• Operar os equipamentos estritamente dentro das
características anunciadas pelo fabricante. Nunca
sobrecarregá-los.
• Nunca usar uma máquina de soldar ou cortar com parte do
seu gabinete removida ou mesmo aberta. Além de tal
situação ser potencialmente perigosa para o soldador ou
operador, a falta de refrigeração pode resultar em danos a
componentes internos.
• Depois de usar um equipamento de soldar ou cortar, sempre
desligá-lo e isolá-lo da sua linha de alimentação.

E
APLICAÇÕES
• Hoje em dia, a soldagem é usada em todos os campos
industriais, sendo um processo perfeitamente confiável e,
na maioria dos casos, quando bem executada, oferece uma
resistência mecânica igual ao material que esta sendo
unido.
• Podemos citar como principais campos de aplicação da
solda: a indústria naval, as indústrias de caldeiraria e a
indústria automobilística, onde já se usam robôs de solda
que executam um trabalho rápido e perfeito.
• Além disso, não devemos esquecer que a soldagem pode ser
usada para substituir outros processos de fabricação de
peças, através da união de elementos simples (tubos,
barras, chapas, vigas, etc.), sempre que a quantidade a ser
produzida não compensar o investimento em ferramental e
equipamentos viáveis apenas para grandes produções.
• A manutenção de peças, através de enchimentos e
emendas, também está entre as principais aplicações da
soldagem.

L
Estudo de carregamentos
sobre soldas
• Solda de topo

E
Estudo de carregamentos
sobre soldas
• Solda de filete transversal

E
Estudo de soldas submetidas à
cargas estáticas:

T
e  S
al
a = Altura do cordão de solda

l = Comprimento do cordão de solda


R
e = Tensão efetiva da solda

S = Tensão admissível máxima da solda (0,85 da tensão de escoamento)


Submetida a um momento fletor:

e
M  2.F.D al 3 M
J e  2 
12 J
f

M = Momento fletor
e = Espessura mais fina da solda
J = Momento de inércia
 f = Tensão máxima à flexão

R
Solda frontal submetida à força N
perpendicular ao eixo do cordão:

N
 
al
 = Tensão perpendicular ao cordão

R
Solda frontal submetida à força T de
cisalhamento paralela ao eixo:

T
 || 
al
 || = Tensão paralela ao cordão
E
Solda lateral submetida à força P
de tração paralela ao eixo:

P
 || 
4al

E
Solda frontal submetida à força P de
tração perpendicular ao eixo:

P
 
2al
E
Solda frontal e lateral submetida à
força P de tração:

P

a1l1  2a 2 l 2  a3 l3
Para uma melhor uniformidade, aconselha-se:

a1  a2  a3

E
Solda frontal e longitudinal submetida
à flexão e cisalhamento:

3 P
  MAX  PL 2  ||MED 
al 2al
E
EXEMPLO DE APLICAÇÃO
• Uma carga de 50kN é transferida apoiada em um tubo de aço
de 200mm soldada a uma estrutura conforme ilustrado na
figura. Estime a tensão máxima admissível na solda.

a) Rotule as extremidades e cantos de cada solda por letras da


solda por um número.

b) Estime a tensão de cisalhamento primária t’. Cada parte é


soldada ao canal por meio de três filetes de solda de 6mm.
Com isso dividimos a carga pela metade e estamos
considerando somente uma placa.

Conforme tabela a área da garganta da solda é calculada por:


A=0,707*h(2b+d) = 1280mm²
Calculando a tensão de cisalhamento primária:
t’= V/A = 25000/1280 = 19,5 MPa

R
EXEMPLO DE APLICAÇÃO
EXEMPLO PRATICO
c) Desenhe a tensão t’ em cada canto ou
extremidade marcados com letra.

d) Localize o centroide do padrão soldado. Utilizar


tabela
X bara = 10,4 mm e Y barra= 100mm
e) Encontre as distancias ri

rc = rd = {(190/2)² +(56-10,4)² } ¹/² = 105mm

rc = rd = {(190/2)² +(10,4)² } ¹/² = 95,6m

R
EXEMPLO DE APLICAÇÃO
f) Encontre J conforme tabela
J ={( 8b³ + 6bd²+d³) /12} - {(b4) / (2b+d)} = 7,07 x 106
mm4

g) Calcular M
M = Fx l = 25 x 100 + 10,4 = 2760 Nm

h) Estime a tensão de cisalhamento secundaria


ta” = tb” = M x r / J = 2760 x10³ x 105 / 7,07 x 106 =
41MPa
tc”= td” = 2760 x10³ x 95,6 / (7,07x106) = 37,3 MPa

R
EXEMPLO DE APLICAÇÃO
EXEMPLO DE APLICAÇÃO
i) Desenhe a t”, em escala, em cada canto ou
extremidade.

J) Em cada letra, combine as duas componentes


de tensão (t’, t”) como vetores isso dá:
ta = tb = 37MPa
tc= td = 44 MPa
A tensão máxima na solda é :
tmax = tc= td = 44 MPa

R
EXEMPLO DE APLICAÇÃO
REDUÇÃO DIRETA
• Neste processo o minério de ferro era
misturado com carvão em brasa e
soprado. Desta forma, o óxido de ferro era
reduzido pelo carbono, produzindo-se
ferro metálico sem fusão do material.
FORJAMENTO
• Neste processo o material é aquecido ao
rubro e coloca-se areia entre as peças
para escorificar impurezas e martela-se té
a soldagem.
BRASAGEM
• É a união de metais através do
aquecimento abaixo da temperatura de
fusão dos mesmos, adicionando-se uma
liga de solda no estado líquido, a qual
penetra na folga entre as superfícies a
serem unidas. Ao se resfriar, a junta
formada torna-se rígida e resistente.
PRIMEIRA PATENTE
ZONA TERMICAMENTE AFETADA

1. Zona fundida: Região da junta soldada que esteve


momentaneamente no estado líquido.
2. Zona de ligação: É a região que durante a soldagem foi
aquecida entre as linhas líquidas e sólidas e envolve a Zona
fundida.
3. Zona termicamente afetada: Porção do metal de base que
não foi fundido, cuja propriedades foram alteradas com o
calor da soldagem.
4. Metal de base: Metal a ser soldado.
SOLDA ELÉTRICA
MIG MAG
TIG
ARCO SUBMERSO
SOLDAGEM POR RESISTÊNCIA
SOLDA DE AQUECIMENTO
ELETRODO A.5.1
ELETRODO A.5.4
EPI´S