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INVENTÁRIO DE JOGOS E BRINCADEIRAS TRADICIONAIS DO ACERVO

BIBLIOGRÁFICO DO LABRIMP.

1 JOGOS DE BOLA

Qualquer brincadeira que utilize bola.

1.1 Sem objeto -

Brincadeira que utiliza somente bolas para o seu desenvolvimento.

ex1: Queimada vol.VI pag.23*


ex2: Onde está a bola? Kishimoto, T.M. vol.5 p.140

1.2 Com objeto - Brincadeira que utiliza, além de bolas, outro instrumento(por ex:
varas, bambolês, cordas, bastões, etc.), para o seu desenvolvimento.

ex1: Taco vol.V pag.212*


ex2: Racha Kishimoto, T.M. vol5 p.65

2 JOGOS DE LOCOMOÇÃO

Qualquer brincadeira que envolva deslocamento do corpo humano.

2.1 Sem objeto

2.1.1 lançar ou derrubar

ex1: Cavalo de guerra cad.12 pag.32**


ex2: O ferrinho Kishimoto, T.M. vol.1 p.217

2.1.1.1 atirar ou empurrar

ex1: Guerra cad.2 pag.120**


ex2: Barreira Kishimoto, T.M. vol.3 p. 171

2.1.2 correr ou perseguir

ex1: Sô Lobo vol.III pag.33*


ex2: Barra-manteiga Kishimoto, T.M. vol.6 p.58 a 64

2.1.3 nadar

ex1: Tunel aquático cad.10 pag.136**

2.1.4 saltar e saltitar


ex1: Carniça vol.VI pag.125*
ex2: Reino dos sacis Medeiros, Ethel B. Jogos para recreação infantil p.329.

2.1.5 trepar ou escalar

ex1: Sobe escada vol.I pag.21*


ex2: palha ou chumbo Kishimoto, T.M. vol.1 p.48

2.1.6 gesticular ou equilibrar

ex1: Violinha viola vol.I pag.58*


ex2: O palhaço 1 Caro, Nina - Jogos, passatempos e habilidades. p.24

2.1.7 esconder ou procurar

ex1: Balança caixão vol.III pag.145*


ex2: De render (pique) Kishimoto, T.M. vol.4 p.282

2.1.8 puxar ou agarrar

ex1: Travessia da floresta vol.VII pag.64*


ex2: Cabeça pega o rabo Kishimoto, T.M. vol.3 p.209

2.1.9

2.1.10 caminhar ou dançar

ex1: Mamãe posso ir vol.VI pag.232*


ex2: Anão1 Caro, Nina. Jogos, passatempos e habilidades, p.23

2.1.11 jogos atléticos

ex1: Dança da cobra. Medeiros, Ethel Barros, Jogos para recreação infantil. p.308

2.1.13 girar ou rodar

ex1: Currupio vol.IV pag.59*


ex2: Brincando de roda Caderno 22 p.103,210.

2.2 Com objeto

2.2.1 lançar ou derrubar

ex1:.Fincavol.I pag.215*
ex2: Lá vai uma barquinha Medeiros, Ethel e Machado,Eliete. Jogo para jardins de
infância p.101,102.
2.2.1.1 atirar ou empurrar

ex1: Peteca vol.IV pag.224*


ex2: Passagem das petecas Caro,Nina. Jogos, passatempos e habilidades, p.187

2.2.2 correr ou perseguir

ex1: Caça bandeira vol.III pag.141*


ex2: Hora do recreio Medeiros, Ethel Barros. Jogos para recreação infantil p.189.

2.2.3 nadar

ex1: Galinha gorda vol.VII pag.154*

2.2.4 saltar e saltitar

ex1: Amarelinha vol.V pag.57*


ex2: Lá vem o rato Kishimoto, T.M. vol1 p.56

2.2.5 trepar ou escalar

ex: Pau de sebo vol.IV pag.177*

2.2.6 gesticular ou equilibrar

ex1: Rolar arcos vol.VII pag.262*


ex2: Galamarte Caderno 13 p.32,33

2.2.7 esconder ou procurar

ex1: Chicotinho queimado vol.III....pag.69*


ex2: Olá Bibi Caro, Nina. Jogos, passatempos e habilidades. p.378

2.2.8 puxar ou agarrar

ex1: Cabra cega vol.VII pag.240*


ex2: Cabo de guerra1 Caro, Nina. Jogos, passatempos e habilidades. p.375,376 e 384

2.2.9 com animais

ex: O jogo da argolinha entre os guaicurus cad.12 pag.80**

2.2.10 caminhar ou dançar

ex1: Quem chegar primeiro vol.VII pag.89*


ex2: Bailarino Medeiros, Ethel B. Jogos para recreação infantil. p.162
2.2.11 jogos atléticos

ex1: Corrida de revezamento vol.II pag.179*


ex2: Ata e desata Medeiros, Ethel Barros. Jogos para recreação infantil p.262

2.2.12 encher ou estourar

ex: Quebrar panela vol.II pag.111*

2.2.13 girar ou rodar

ex1: Totó vol.4 pag.74*


ex2: Bambolê UEFS - Alegria de construir e brincar. p.08

3 CONTOS E FÁBULAS

3.1 Sem objeto

ex1: Histórias sem fim cad.12 pag.162**


ex2: Astúcias de ladrão Kruschewsky, Beatriz. Colcha de Retalhos. p.199 a 200.

3.2 Com objeto

ex: O pato de maneca Caro, Nina. Jogos, passatempos e habilidades. p.04

4 CANTIGAS

4.1 Sem objeto

ex1: A gatinha parda1 vol.VII pag.198*


ex2: Ó ciranda, ó cirandinha Kishimoto, T.M. vol7 p.212

4.1.1 De roda - Brincadeira que utiliza a cantiga e se desenvolve com a formação de


roda entre os participantes.

ex1: A praia vol.VIII pag.23*


ex2: Dança da carranquinha Ferrara, Maria Amorim. Como brincam as crianças
mineiras. p.158.

4.2 Com objeto

ex1: Meninas, ó meninas vol.VII pag.185*


ex2: Eis a minha bola Dawsey, Sarah M. Canta mamãe! p.10

4.2.1 De roda
ex1: Senhora, Dona Arcanjila Melo, Veríssimo de. Rondas infantis brasileiras. In
Revista do arquivo municipal 38 p.342.343
5 JOGOS VERBAIS

ex1: A gatinha parda vol.VIII pag.168*

5.1 Adivinhas - Brincadeiras em que um dos participantes precisa descobrir uma


palavra, uma sentença, uma pessoa, etc.

ex1: Amigo ou Amiga cad.2 pag.137*


ex2: É isto? É aquilo? Smit, Grace B. Horas sociais. p.137

5.2 Trava Línguas - Compostos de palavras que, ao se juntarem, são difíceis de serem
pronunciados.

ex1: Desconstantinopolizador cad.12 pag.163 **


ex2: O ninho Os nossos brinquedos. Biblioteca infantil p.194

5.3 Parlendas - Formas em verso com rimas tonantes, declaradas ou cantadas.

ex1: Cadê o toucinho que estava aqui ? vol.VI pag.41*


ex2: Fui ao botequim Garcia, Rose M.R. e Marques, Lilian A. Jogos e passatempos
infantil.p.17

5.4 Outros

ex1: Os disparates vol.VIII pag.227*


ex2: Família Sampaio Smith, Grace B. Horas sociais p.41

6 JOGOS DE OBSERVAÇÃO

Jogos que desenvolvem atenção, percepção e coordenação motora dos participantes.

6.1 Sem objeto

6.1.1 Memória - Brincadeiras que trabalham com a memória dos participantes.

ex1: Na corda da Violinha vol.V pag.59*


ex2: Mamãe foi pra feira Curso de Recreação e jogos.SMC Aracaju p.29

6.1.2 Controle - Brincadeiras que trabalham a coordenação motora dos participantes.

ex1: Panelinha ou violinha vol.VI pag.116*


ex2: Borboletas e flores Medeiros, Ethel e Machado, Eliete. Jogos para jardins de
infância. p.33,34.

6.1.3 Atenção - Brincadeiras que trabalham a atenção e percepção dos participantes.


ex1: Contrário vol.III pag.89*
ex2: Onde está o chocalho? Medeiros, Ethel e Machado, Eliete. Jogos para jardins
de infância. p.104,105.

6.2 Com objeto

6.2.1 Memória

ex1: Tampinha de garrafa vol.VI pag.253*


ex2: Paliteiro Campos, Leonor. Toca a brincar. p.71 a 74

6.2.2 Controle

ex1: Jogo do papão vol.III pag.131*


ex2: Futebol de botão Kishimoto, T.M. vol4 p.02

6.2.3 Atenção

ex1: Anelzinho, Passar anel vol.VI pag.14*

7 BRINCADEIRAS COM PARTES DO CORPO

7.1 Sem objeto

ex1: Estátua vol.V pag.102*


ex2: Palmada Medeiros, Ethel B. Jogos para recreação infantil. p.168

7.2 Com objeto

ex1: Bambolê vol.II pag.187*


ex2: Petelecho Rodrigues, Anna A. Rodas, brincadeiras e costumes. p.163

7.3 Com música

ex1: Rei, soldado vol.I pag.13*


ex2: Pam! Pam! Pam! Rodrigues, Anna A. Rodas, brincadeira e costumes. p.157

8 JOGOS PARA TIRAR A SORTE

Formas de sorteio, geralmente usadas para a escolha de participantes.

8.1 Sem objeto

ex1: Par ou ímpar vol.III pag.189*


ex2: Fórmulas de contas Ferrara, Maria Amorim. Como brincam as crianças
mineiras. p.36
8.2 Com objeto

ex1: Palitinhos vol.II pag.13*


ex2: Malmequer Kishimoto, T.M. vol2 p.61

9 JOGOS DE FAZ DE CONTA

Brincadeiras em que os participantes imitam situações, animais, etc.

9.1 Sem obejto

ex1: A galinha e os pintinhos vol.II pag.89*


ex2: Passeio ao jardim zoológico Caro, Nina. Jogos, passatempos e habilidades.
p.208

9.2 Com objeto

ex1: As fitas vol.VIII pag.304*


ex2: Parceiros célebres Caro, Nina. Jogos, passatempos e habilidades. p.386

9.3 Dramatização - brincadeiras de faz de conta com roteiro

ex1: Abobrinha vol.VI pag.110*


ex2: Gambá e as galinhas Kishimoto, T.M. p.216 vol. IV

10 JOGOS DE CONSTRUÇÃO

Jogos que pressupõem a construção de um briquedo.

10.1 Material Não Estruturado (argila, areia, tecido, etc)

ex1: Pandorga cad. 4 pag. 69**


ex2: Reco-reco UEFS Alegria de construir e brincar. p.39

10.2 Material Estruturado ( Peças Lego, etc. )

10.2.1 No plano (gráfico)

11 TRATOS

Brincadeiras em que os participantes executam ordens previamente combinadas,


podendo ser estabelecido um trato permanente.

11.1 Sem objeto

ex1: Boca de forno vol.VI pag.50*


ex2: Fantasma Kishimoto, T.M. vol5 p.139
11.2 Com objeto

ex1: Bente-que-bente-ó-frade vol.VI pag.105*


ex2: Fotografias em colher Caro, Nina. Jogos, passatempos e habilidades. p.217

12 JOGOS DE RACIOCÍNIO

12.1 Sem objeto

12.2 Com objeto

ex1: Jogo da velha vol.VI pag.138*


ex2: Banco Russo Caro, Nina. Jogos, passatempos e habilidades. p.341

13 TROTE

Brincadeiras em que um dos participantes é enganado de alguma forma para divertir


os outros participantes.

13.1 Sem objeto

ex1: Enganei o bobo vol.V pag.213*


ex2: Eu também Caderno 13 p.73

13.2 Com objeto

ex1: O assobio vol.VIII pag.298*


ex2: Faça como eu faço

14 JOGOS EDUCATIVOS

Jogos que se desenvolvem em torno de uma proposta educativa.

14.1 Sem objeto

14.1 1 Língua Portuguesa

ex1: ABC vol.VI pag 112*


ex2: Formando palavras Smith, grace B. Horas Sociais p.59,60

14.1.2 Matemática

ex1: Serra, serra, serrador vol.III pag.91*


ex2: Quantos dedos? Caro, Nina. Jogos, passatempos e habilidades. p.06
14.1.3 Estudos Sociais

ex: Cadeia Geográfica Caderno 9 p.170

14.1.4 Ciências e Saúde

ex: Ar, terra e mar. Medeiros, Ethel e machado Eliete. Jogos para jardins de
infância. p.89,90

14.2 Com objeto

14.2.1 Língua Portuguesa

ex1: Forca vol.VIII pag.87*


ex2: Barquinha carregadinha. Rodrigues, Augusta. Rodas, brincadeiras e costumes.
p.172

14.2.2 Matemática

ex1: Estafeta ao quadro negro cad.2 pag.181**

14.2.3 Estudos Sociais

ex: Quem disse isso? Caro, Nina...Jogos, passatempos e habilidades. p.295

14.2.4 Ciências e Saúde

14.2.5 Educação Artística

15 RECORTES AFINS

15.1 Reportagens de jornais, revistas, etc...

15.2Notas e Trechos de livros, enciclopédias, etc...

16 HISTÓRIA DOS JOGOS

16.1 Origem

ex1: Papagaio, pipa arraia cad.12 pag.1**


ex2: A formiguinha. Rodrigues, anna Augusta. Rodas, brincadeiras e costumes. p.20

16.2 Registros de época

ex1: Porque minha mãe destruiu meus brinquedos ? cad.12 pag.92**


ex2: Bodoque3. Importância e necessidade de recreação. Autores diversos. p.49
17 DIVERSAS

Brincadeiras que não se enquadram em nenhuma classificação.

17.1 sem objeto

ex1: Berlinda vol.III pag 82*


ex2: Os assobiadores. Caro, Nina. Jogos, passatempos e habilidades. p.215

17.2 com objeto

ex1: Assoprar folha vol.VII pag.59*


ex2: Bambá. Kishimoto, T.M. vol2 p.71,71

BIBLIOGRAFIA:

* KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogos Tradicionais Infantis do Brasil. FEUSP, São


Paulo, 1992, 8 volumes.

** BATISTA, Maria Aparecida Camargo. Apostilas Labrimp-FEUSP.

Site : http:/apache.fe.usp.br/laboratórios/labrimp/

Nome(s): REINO DOS SACIS

Local(is): Rio de Janeiro

Fonte; Autor: MEDEIROS, Ethel Bauzer

Data de publicação: 1960

Desenvolvimento: Num vanto do terreno, marca-se o "palácio", onde fica um


jogador, o "saci-rei". Os demais "sacis" dispersam-se à vontade pelo campo.
Ao sinal de início, os sacis dirigem-se, pulando num pé só, ao palácio real, para
provocar o rei. De repente, este anuncia: "O rei está zangado!", saindo a persegui-los,
também aos pulos. Ele mesmo conduz ao palácio o primeiro que pega e o nomeia seu
"ajudante". A brincqdeira recomeça, tal como antes, saindo agora os dois, após novo
aviso, em perseguição aos demais e assim por diante. O último apahado será o novo
rei, na repetição do jogo. Ninguém ode apoiar os dois pés no chão, sob pena de ser
aprisionado, exceto nos seguintes casos: a) quando o jogador estiver dentro do
palácio; b) quando 0 jogador estiver cansado, devendo, porém, ficar parado num
mesmo lugar, ocasião em que poderá ser apanhado. O jogador aprisionado ficará
dentro do palácio, até outro ser preso, só então podendo voltar ao lugar onde estava
antes.

Nome(s): FUI NO BOTEQUIM

Local(is): Rio Grande do Sul

Fonte: Autor: GARCIA, Rose M.R. & MARQUES, Lilian A.

Data de publicação: 1973

Desenvolvimento:

(generalizado)
Fui no botequim,
Comprar café.
Encontrei um cachorrinho
De rabinho em pé,
Chupando um picolé.
(Porto Alegre)
Fui no botequim,
Comprar café.
Encontrei um cachorrinho
De rabinho em pé.
Quem cai fora é tu,
Cara de tatu.
(Guaíba)
Fui no botiquinho,
Comprar café.
Econtrei um cachorrinho
De rabinho em pé.
Lambu, lambu,
Quem cai fora é tu.
(Gravataí)
Fui no botequim,
Comprar café
Encontrei um cachorrinho
Com rabinho em pé.
Anabu, anabu,
Quem cai fora é tu,
Cara de tatu.

Nome: CONTRÁRIO
Local : MINAS GERAIS

Fonte: Autor: CARVALHO, David de.

Título: Vamos brincar como antigamente? (série XVII)

Data de publicação: Jornal do Shopping, 11 de maio de 1980.

Desenvolvimento; Uma criança é escolhida no grupo por fórmula de escolha. Ela


ordena para as demais: "- Andem para a frente" E elas deverão andar para trás,
executando as ordens sempre pelo contrário. As crianças que forem errando irão
sendo excluídas. A última que ficar será a que irá dar as próximas ordens para que a
brincadeira prossiga.

Nome: DESCONSTANTINOPOLIZADOR

Se o príncipe de Constantinopla quisesse se desconstantinopolizar, qual seria o


desconstantinopolizador que iria a Constantinopla para desconstantinopolitanizá-lo?

Nome: É ISTO? É AQUILO?

Local: São Paulo

Fonte: Autor: Smith, Grace Buyers Título: Horas socias

Data de publicação: 1942

Desenvolvimento: São dois companheiros só que podem fazer a coisa. Dizem:


fulano (e vai aí o nome do adivinhador) fulano vai adivinhar o objeto que qualquer
um aqui da roda tocar. Então vamos ver; o adivinhador se retira. Um qualquer da roda
toca num objeto de sorte que todos os circunstantes saibam qual é. Sem voltar, lá
mesmo de onde está vai fulano adivinhar. Seu companheiro daqui da roda vai
perguntando: É isto? Ele de lá diz, não.É isto? Não. É aquilo? Não. É isto? É. Já
descobriram os que bem observaram que depois da pergunta é aquilo? em vez de é
isto? o companheiro apontou a coisa tocada e por todas conhecida entre os
circunstantes.

Nota: Também com o nome de Arte Preta fazem este brinquedo de adivinhações
com a diferença que, em vez de dizer é aquilo? dirá o nome de um objeto cuja cor
seja preta e conhecida do adivinhador. Depois da preta será a primeira pergunta.
Nome(s): AS FITAS

Local(is); NÃO CONSTA

Fonte: Autor: PIMENTEL, Alberto Figueiredo

Título: Os meus brinquedos

Data de coleta: NÃO CONSTA

Data de publicação: 1967 (reedição)

Desenvolvimento: Cada uma das crianças toma uma cor de fita; azul, branca, roxa,
sulferina, vermelha, cor do céu, cor do mar, amarela, etcl, etc. Uma é a Mãe das Fitas,
a outra o Anjo bom, e a terceira o Anjo Mau. As crianças conservam-se sentadas. Ao
lado, em uma das extremidades, está a Mãe das Fitas. Num outro ponto afastado o
Anjo bom; e o extremo oposto, o Anjo Mau. Nenhum dos anjos sabe que cores
escolheram as fitas. Vem o Anjo bom; bate palmas. A Mãe das Fitas: - Quem bate? O
Anjo bom: - Sou eu, o Anjo bom. A Mãe das Fitas: - Que deseja? Anjo bom: - Uma
fita. A Mãe das Fitas: - De que cor? O Anjo bom diz uma cor qualquer. Se acontece
que uma das crianças escolheu aquela cor, levanta-se e o acompanha para o céu. Se
aquela não existe, responde: A Mãe das Fitas: - Não tem. O Anjo bom sai para o seu
lugar. Vem então o Anjo Mau e estabelece-se o mesmo diálogo Aquele dos anjos que
acerta, leva a criança correspondente à cor. Os anjos vão e vêm, até que saiam todas
as fitas. Ganha o que tiver maior número. Nesse caso, as crianças formam alas,
dando-se as mãos, erguidas sobre a cabeça. Os dois anjos já têm combinado a cor
para cada um. Suponhamos - azul para o bom, encarnado para o mau. As crianças que
estão em menor número passam uma para trás das outras, segurando-se pelos ombros,
em fila, debaixo da abóbada formada pelas mãos das outras. Quando chegar a última,
os dois anjos que estão atrás de todas, prendem-na e perguntam: - Azul ou encarnado?
Conforme a resposta, a criança fica pertencendo ao anjo cuja cor designou. Continua
o brinquedo (brincadeira) até que passem ou fiquem todas. BATISTA, Maria
Aparecida Camargo.( APOSTILA - CADERNOS)

Nome(s): FÓRMULAS PARA CONTAR

Local: Minas Gerais

Fonte: Autor: FERRARA, Maria Amorim Título: Como brincam as crianças


mineiras

Data de publicação: 1962

Desenvolvimento:
Una, duna, tena, saco de pena
(Itaguara)
Una, duna, tena, catena, rabo de pena
(Belo Horizonte)
Una, duna, tena, rabo de pena
Tá certo, sinhô?
(Belo Horizonte)
...rabo de pena Maria Gondó
(Curvelo)
Una, dune, tena, catena
Rabo de pena
(Lavras)
Um, dois e três
Tira esta de uma vez
(Ouro Preto)
Una, duna, tena, catena,
Saco de pena, vila vilão
Quantas dúzias há no chão
(Belo Horizonte)
Une, dune, tê, bolô, fedô
Conta pita peta pegri
Pimpa puru; 3x7-21
Barra manteiga tira! A mão de...
de... de... (e corre)
(Belo Horizonte)

Nome(s): O GAMBÁ E AS GALINHAS

Local(is):Minas Gerais, São Paulo

Fonte: Autor: PINTO, Alexina de Magalhães Título: Os nossos brinquedos

Data de publicação: 1909

Desenvolvimento: Reunem-se uma porção de crianças. Duas mais desembaraçadas


tomam a si os papéis de Senhor, Dono-das galinhas, e de Pae João, e convidam outras
duas para fazer os de Galo e de Gambá.
O Gambá fica bem longe, escondido. As outras crianças todas sentam-se em grupo
à parte, um pouco distante da "casa" do Senhor, no chão, mãos na testa, pernas
dobradas, cotovelos sobre os joelhos. O Senhor vem chegando da roça e entrando em
casa com um ar muito zangado, chapéu na cabeça, mãos as algibreiras. Na sala
passeia, passeia, de um lado para outro, depois chama:
"Pae João, Pae João!"
O preto velho, Pae João, apoiando-se num pau, levanta-se com dificuldade; vem
mancando, e respondendo pelo caminho:
"Sinhô! Miô Sinhô! Sinhô! Miô Sinhô!"
O dono:
"Você já contou as galinhas hoje?"
Pae João ( sem esperar resposta): " Aposto que não. Vai já, Pae João. Vai contar
quantas galinhas tem no galinheiro. Já!"
Pae João:
- "Sim, Sinhô, miô Sinhô."
Pae João sai; dirigindo-se para o lado das "galinhas" começa a contá-las e
contando-as com o dedo indicador:
" Una, duna, tena, catena, rabo de pena..., una, duna, tena, catena, rabo de pena...
una, duna..."
O Senhor interrompendo-o, chama:
" Ô, Pae João! Ô Pae João! Ô, Pae João!"
Pae João deixa sua tarefa e caminhando para o lado em que está o Senhor vem
respondendo:
"Sinhô, miô Sinhô".
O Senhor:
" Você já contou as galinhas?
Pae João:
"Já, sim Sinhô".
O Senhor:
" Pois então, vai à venda comprar milho, e quando voltar faça canjiquinha pros
pintinhos. Não se esqueça de varrer o galinheiro; põe outra areia. Queime aqueles
ninhos. Olha lá os piolhos de galinha! Bota ágau limpa, lava o cocho. Anda depressa.
Leva o saco, compre o milho e volte já, já."
Pae João toma o bastão e o chapéu de palha furado, e, mancando, sai, levando um
saco vazio atirado sobre o ombro.
O Senhor recosta-se na cadeira de balanço e põe-se a dormir.
Dali a um pedacinho Pae João volta cambaleando com o saco de milho, cheio pela
metade, nas costas. E, cambaleando, chega pertinho do Senhor sem o ver. Tonto,
deixa o saco de milho ir-se entornando e, depois, cair no chão; cai ele afinal, por cima
do saco e dorme.
Enquanto isso, o Gambá entra no galinheiro. O galo põe-se a cantar:
"Cocoriacó, Cocoriacó..."
As galinhas a "remexer", a esvoaçar, a cacarejar, a saltar, esquivando-se de serem
agarradas pelo Gambá. E com a barulhada que fazem acordam o dono.
O Senhor, esfregando os olhos, grita:
"Pae João! Pae João! Vai ver o que é aquilo no galinheiro, Pae João!"
Pae João não responde. O Senhor levantando-se do sofá em que está deitado, vê o
Pae João dormindo no chão. Tanto grita e esbraveja que Pae João acorda. Com a
algazarra o Gambá apressa-se e foge levando uma das galinhas.
O Senhor dando no Pae João com um lenço de nó na ponta, diz:
" Estão me roubando. Vai já, Pae João, vai já contar as galinhas, para ver se falta
alguma. Já! E vem me dizer o que foi aquilo no galinheiro."
Pae João sai cambaleando, de embriagado que está, e recomeça a contar, a sua
moda, as galinhas do Senhor:
"Una, duna, tena, catena, rabo de pena...Una, duna..."
O Senhor grita impaciente:
"Pae João! Pae João!"
Pae João, voltando, com a cabeça a andar à roda:
" Sinhô, miô Sinhô!"
O Senhor:
" As galinhas estão todas lá? Não furtaram nenhuma? Aquilo foi gente, ou foi
Gambá? Você viu o rastro?"
Pae João:
" Nhô não. Tudo tá lá."
O Senhor, espreguiçando-se:
" Vai me buscar um copo d'água, Pae João."
Pae João vai buscar a água e trás; Senhor bebe-a e diz:
"Tá bão Pae João; já é de noite. Vamos dormir." E deita-se, e põe-se de novo a
roncar. E o Senhor por um lado e o Pae joão por outro. E tudo se repete.
Dali a pouco ouve-se nova bulha no galinheiro. E a cena do roubo de uma galinha
pelo Gambá.
Depois vem a zanga do Senhor acordando o Pae João, dando-lhe pancadas,
chamando-o de preguiçoso, mandando ver o que aconteceu no galinheiro, e que conte
outra vez as galinhas.
Durante a contagem do Pae João, ouve-se o chamado do Senhor interrompendo-o.
Segue-se a cena da chusma de perguntas sem dar tempo a que o preto responda.
Depois a de um mandado fútil qualquer: - buscar água, buscar fogo pro cigarro,
buscar mais travesseiro, buscar as chinelas, ou coisa que valha. E de novo a cena do
sono, mais deixando de cambalear depois da ida à venda.
Essas cenas se repetem até o roubo da última galinha.
Esta última, porém, faz tão grande algazarra para não se deixar levar; o Galo tanto
cucurica e esporeia, que o Senhor se resolve a ir ele mesmo com o Pae João ao
galinheiro.
E preguiçosamente lá vai ele lamentando-se do trabalho que lhe vai dar, a ele " tão
ocupado", a preguiça do preto. Lá enfurece-se, chinga, dá no Pae João e depois diz
"para um lado", (em aparte):
"Também o meu negro já está ficando velho, coitado."
Chama-o então, bondosamente e como arrependido:
" Pae João, vem cá. Vamos chamar as galinhas, talvez elas venham. Vamos, chama:
- "Ti...Ti...Ti...Ti...Ti..." Mas o Pae João em vez de atender o Senhor vai buscar um
punhado de milho, atira-o no chão para o Galo e diz: " Nhônhô"; ele comendo chama
as galinhas.
O Senhor (condescendente):
" Pois vamos também ajudar o Galo a chamar as galinhas, Pae João."
E isso dizendo, ele e o pae João dão-se ambas as mãos, erguem-nas um pouco
formando, com os braços e as mãos dadas, dois arcos para a passagem das galinhas. E
começam a chamá-las:
"Ti-ti...Ti...Ti-ti...Ti-ti...
Ti...Ti-ti...Ti...Ti-ti-ti...Ti-ti..."
Aproveitando-se o sono do Gambá, as galinhas vêm vindo uma a uma, e passando
debaixo dos arcos. O gambá acorda justamente quando a última galinha vai saindo e
corre para pegá-la. A galinha foge-lhe e passa debaixo dos arcos. Quando o Gambá
vai passar atrás, os arcos transformam-se em laço e o prendem rijos.
E preso, e na surra, põe-se a gritar o Gambá. O Galo a cantar. As galinhas a
cacarejarem e a esvoaçarem. E o brinquedo acaba numa algazarra ensurdecedora.
N.B. - Se quando o Pae João achasse no galinheiro uma só galinha puzesse lá,
embora com muita pena, uma cuia cheia de cachaça para o Gambá beber, isso
explicaria melhor o sono profundo do Gambá. (e os receiros fazem isso)
E o sacrifício do Pae João se explicaria pelo medo do Senhor e teria afinal sua
recompensa

Nome: ABC

Locais: Rio de Janeiro, Araruaama, Mangaratiba.

Fonte:Autor: Almeida, Antonio Soares.

Título: Pesquina da Manif. Cult. no Estado do Rio de Janeiro.

Data da coleta: 1975

Data de publicação: 1976

Desenvolvimento: Consiste em dizer as letras do alfabeto acompanhada de palmas,


uma menina defronte a outra, ao se pronunciar a primeira letra, levantam a perna
esquerda batendo palma sob a coxa. Retornam à posição normal, cruzam palmas
(mão direita de uma com a esquerda de outra) durante três letras. ao se dizer a quarta
repete-se a posição das pernas.

Nome(s): ABOBRINHA

Local(is): Rio de Janeiro - Angra, Parati, Araruama, Mangaratiba, Saquarema.

Fonte: Autor: ALMEIDA, Antônio Soares Título: Pesquisa da Manifestação Cultural


do Rio de Janeiro

Data de coleta: 1975


Data de publicação: 1976.

Desenvolvimento: (versão de Parati) Uma criança é compradora, outra é ladrão.


Outra criança é vendedora, e as demais são abobrinhas. C: Tem abobrinha prá vender
V: Tem, pode colher A criança compradora bate então na cabeça das outras que estão
na fila, dizendo: "Esta está verde, esta está de vez, está tá verdulenga, essa está
madura"( a escolhida) A abobrinha madura sai da fila e o comprador diz: "- Vou
comprar cebolinha, pimenta, tudo prá te preparar" Quando ela sai, outra, que é o
ladrão, rouba a escolhida. O comprador volta: "Roubaram a minha abobrinha, você
viu?" - Não. Outra é escolhida e novamente roubada e assim por diante até não sobrar
nenhuma. O comprador vai procurar, acha a casa do ladrão , pede água, comida e,
quando pede para ir ao banheiro encontra lá as abobrinhas. Final: elas correm, e a que
ele conseguir pegar vai ser o comprador na próxima vez.

(Versão de Mangaratiba): Personagens: mãe, ladrão, cachorro que guarda as


abobrinhas. A cada roubo a mãe ralha com o cachorro pensando que ele comeu a
abóbora, até que no fim ele é roubado. À mãe vai à casa do ladrão e diz: - Moço, me
dá água! - O copo está furado. - Tem concha? - A concha tá furada. - Me dá na folha?
- A folha tá rasgada - Deixa eu ir ao banheiro. Ela vai entrando e descobre todas as
abobrinhas. A que for pega será a mãe. Vol. VI 7. Nome(s):PANELINHA OU
VIOLINHA Local(is): RIO DE JANEIRO Fonte: Autor: RODRIGUES, Anna
Augusta Título: Rodas, brincadeiras e costumes Data de coleta: 1955 Data de
publicação: 1984 Desenvolvimento: Esta brincadeira, é uma espécie de concurso de
"sisudez". As crianças dispõem-se à vontade, e uma, que é o "mestre", cantarola: Fon
- fin, fon-fá, Panelinha, panelá! Quem ri e falá, Come tudo quanto há... Fechou a
rosca. Com isso ficam todas em silêncio, e procurando fazer as caras mais sérias do
mundo, até que uma das crianças, não se agüentando mais, fala ou cai na risada. O
"mestre" aponta-lhe um dedo acusador e grita: -Comeu! A criançada apontada retira-
se do brinquedo, que se repete desde o início, e assim sucessivamente. A última a se
retirar, portanto a que mais tempo se mantém silenciosa, é aclamada vencedora, e será
o "mestre", no caso da repetição.

Nome: HISTÓRIAS SEM FIM

São usadas sobretudo se está ficando tarde, e as crianças, devem ir para a cama. Uma
delas até são cantadas. Exemplos: MATATIAS: - Era uma vez um velho chamado
Matatias, que tinha sete filhos e sete filhas. Tendo de fazer uma viagem , fez. No
meio do caminho, sentido-se cansado, sentou, chamou os sete filhos e as sete filhas e
com a voz pausada assim começou: Era uma vez um velho chamado Matatias, que
tinha sete filhos e sete filhas...( E a história continua...) TOUREIROS: - Na Espanha
havia dois toureiros; um de Barcelona e outro de Madri. Amavam a mesma
mulher...Certa vez se encontraram na praça dos Touros, puxaram de suas espadas e...
Pensam que se mataram? - Vou lhes contar o que aconteceu: Na Espanha havia dois
toureiros; um de Barcelona e outro de Madri... (continua) O SIRI: - Era uma vez um
grande rio e beira do rio nasceu um coqueiro; debaixo do coqueiro tinha um siri
( Você conhece siri? - É primo do calango). Quando o siri menos esperava caiu um
coco na sua cabeça. O siri chorou, chorou, chorou...suas lágrimas forma correndo,
correndo, correndo... e formaram um grande rio...e na beira do rio nasceu um
coqueiro; debaixo do coqueiro tinha siri... ( Você conhece siri? É primo do calango).
Quando o siri menos esperava... MANGABA: - Era uma vez uma família que gostava
muito de mangaba e morava em um lugar que tinha muita mangaba . Foram todos
para o mangabal e comeram mangaba. Comeram mangaba, comeram mangaba,
comeram mangaba...( Você sabe, mangaba faz muito sono, não é? Então eles
dormiram, dormiram, dormiram...No outro dia quando acordaram, estavam quase
mortos de fome. Então comeram mangaba, comeram mangaba...comeram mangaba,
comeram mangaba...( Você sabe, mangaba faz muito sono, não é? ) Aí eles dormiram,
dormiram... ELEFANTE: - Um elefante amola muita gente... Dois elefantes... amola,
amola muita gente...Três elefantes... amola, amola, amola muita gente... Quatro
elefantes amola, amola, amola, amola muito mais... ( continua indefinidamente)
BELARMINO: - Belarmino tinha uma flauta. A flauta é de Belarmino Sua mãe
sempre dizia: Toca a flauta...Belarmino...tinha uma flauta A flauta é de Belarmino
Sua mãe sempre dizia: Toca a flauta...Belarmino... tinha uma flauta. (sempre
indefinidamente).

Nome: O PATO DE MANECA

Local: Porto Alegre

Fonte: Autor: CARO, Nina Título: Jogos, passatempos e habilidades

Data de publicação: 1944

Um dia, o Maneca perdeu o seu pato.(Este ponto aqui representa o Maneca). O


Maneca mora numa casinha. (Desenha-se um círculo em torno do ponto). Perto da
casinha há um açude.(Desenha-se uma grande oval). O Maneca seguiu por ele, para
procurar o seu pato. Pensava que o pato estivesse escondido nos arbustos que
cresciam perto do açude. Foi lá quatro vezes, mas não o encontrou, embora seguisse
por quatro caminhos diferentes. (Desenham-se quatro linhas que saem da oval).
Resolveu então procurá-lo numa estrada que descia do açude. (Desenha-se uma
linha comprida que sai da margem inferior do açude). Mas era um beco sem saída.
Assim Maneca virou-se para voltar. Mas depois de alguns passos, experimentou um
pequeno atalho que conduzia para a esquerda. (Desenha-se uma linha curta que sai do
caminho comprido).Mas a busca não deu resultado.Voltou e experimentou outro
atalho, à direita. (Desenha-se outra linha curta, saindo da estrada principal). Assim, o
Maneca teve de voltar ao açude. Daí, seguiu por outra estrada. (Desenha-se outra
linha comprida que sai da parte inferior da oval). Mas outra vez, o Maneca se
encontrva num beco sem saída. De novo, deu alguns passos para trás e experimentou
um pequeno atalho, sem achar nada. (Desenha-se outra linha curta, saindo da segunda
estrada comprida). Outro atalho à direita, também não deu resultado. (Desenha-se
outra linha curta à direita da segunda estrada). Desapontado, o Maneca voltou para
casa , seguindo sempre a margem do açude, e chagado alí, foi até o portão da frente.
Abriu-o e pôs-se a passear. (Desenha-se uma linha curta que siai da frente da casa do
Maneca). E imaginem! Lá estava o pato! O Maneca voltou para casa, cheio de
alegria.(Desenha-se outra linha curta que volta para casa). "Que tolo fui!" - disse o
Maneca - "Em vez de olhar para frente, para encontrar o pato, fiz a volta de todo o
açude! Mas finalmente achei o meu pato!"

Nome: O NINHO

Local: Minas Gerais

Fonte: Autor: Biblioteca Infantil Título: Os nossos brinquedos

Data de publicação: 1909

Um ninho de enguifigalphos,
com sete enguifigalphinhos,
quem o desinguifigalphar,
bom desinghifigalphador será

Nomes: PAM! PAM! PAM!

Fonte: Autor: RODRIGUES, Anna A. Título: Rodas, brincadeiras e costumes

Data de coleta: 1955

Data de publicação: 1976

Desenvolvimento: A primeira criança entra na corda e começa a pular. Uma outra,


de fora, bate palmas e inicia o diálogo, dizendo:

- Pam! Pam! Pam!


- Quem está?
- Sou eu!
- Pode entrá...

Com o que a segunda entra também na corda, apertando a mão da primeira, a quem
diz:

- Como vai, comadre?


- Eu vou bem. E a senhora?
- Eu vou bem, obrigada.
- Vamos passear no jardim?
- Vamos...
Começam então as duas a passear, pulando ao longo da corda, em sentidos opostos,
do meio até as extremidades e vice-versa. quando cansam, saem juntas
e são substituídas, repetindo-se toda a brincadeira.

Nome: A praia

Fonte: Autor: PINTO, Alexina de Magalhães

Título: Os nossos brinquedos.

Data de publicação: 1909.

Desenvolvimento: Ora, vamos maninha, vamos

À praia passear, (I)

Vamos ver a barca nova

Que do céo caiu ao mar:

Nossa senhora vae dentro:

Os anjinhos a remar:

Remem, remem, remadores,

Que essas águas são as flores.

Estribilho geral:

Os quindins, olé...

Os quindins, olá

Toca viola

Toca a dansar.

Dando-se as mãos, as creanças fazem uma roda, põem no centro duas: as outras
giram ao redor cantando os versos acima.
Ao cantarem a palavra "remar"imitam, mesmo de mãos dadas, o movimento de quem
rema.

O "Estribilho geral" cantam-no não mais em rosa, mas dispostas aos pares e em
passo de dansa.

Ao cantarem "olé"fazem todos com a mão direita o aceno de chamar alguém que
estivesse por detraz. Ao cantarem a "olá"ou de chamar alguém que longe e pela frente
estivesse.

A palavra "viola"imitam, todas, a atitude e os movimentos de quem toca esse


instrumento. Tudo isso sempre em passo de dansa. Finda a quadrilha do estribilho
geral e a sua repetição, indicada pela palavra "bis" as duas crenças que estavam no
centro, escolhem outras para substituí-las, todas dão-se as mãos, e o brinquedo
recomeça.

Nome: Estafeta ao quadro negro.

Fonte: Autor: CAMPOS, Maria Eliza Rodrigues, Guia e Coletânea. Cia Editora
Nacional-RJ-SP,n.3.

Título: Jogos Infantis.

Data de publicação: 1931-1934.

Desenvolvimento: As crianças permanecerão em pé, distribuídas en duas colunas.


Escolherão um número qualquer, que será o resultado dos cálculos que irão
executar.ao sinal de partida, o primeiro jogador de cada coluna correrá ao quadro
negro, escreverá dois números quaisquer, somando-os ou subtraindo-os. Voltará
correndo, entregará o giz ao segundo e irá colocar-se em último lugar. O segundo
procederá da mesma forma, tendo antes o cuidado de verificar a exatidão da conta
anterior. Se estiver errada, terá que a corrigir, prosseguindo após. Continuará o jogo
até que o último de cada coluna haja tomado parte. Este será forçado a somar ou
subtrair, de modo que consiga o resultado final previamente combinado. assim, se for
20 e o número deixado 13, ele terá que acrescentar 7, efetuando a soma. Será
vencedora a coluna que primeiro terminar.

Nome: SERRA, SERRA, SERRADOR.

Local: BELO HORIZONTE-MG. Fonte:

Autor: CARVALHO, André e CARVALHO DE, David


Título: Como brincar à moda antiga

Data de publicação; 1987.

Desenvolvimento: Duas crianças se põem de frente e dão as mãos. Depois, ficam


balançando os braços, indo e vindo, enquanto falam: - Serra, serra, serrador! Serra o
papo do vovô! Quantas tábuas já serrou? Uma delas diz um número e as duas, sem
soltarem as mãos, dão um giro completo com os braços, num movimento gracioso.
Repetem os giros até completar o número dito por uma das crianças.

Nome(s): NA CORDA DA VIOLINHA.

Local(is): RIO DE JANEIRO

Fonte: Autor: PINTO, Alexina de Magalhães Título: Os nossos brinquedos

Data de coleta: NÃO CONSTA

Data de publicação: 1909

Desenvolvimento: as crianças de ano e meio à três anos de idade preferem brincar


imitando as vozes ou os movimentos: (a) dos animais; -(b) da natureza ativa que
imediatamente as rodeia; (c) dos objetos. E isso assim, cantando a mesma música do
brinquedo anterior;

"Na corda da viola Todo mundo bate; Os cachorrinhos Fazem assim: au, au, au, au,
au."

Estribilho: Na corda da viola Todo o mundo bate; Os galos fazem assim; Co-co-ria-
có; co-co-ria-có... E por aí além. Depois do estribilho, um nome comum ativo
qualquer, e, logo em seguida, a imitação do som ou do movimento que caracteriza o
seu ou coisa nomeada. Vozes a imitar A criança fala: canta: ri-se; tosse; espirra;
chora; grita; faz birras; salta. O ratinho guincha, faz - qui, qui, qui, qui, qui O gatinho
mia, faz - miau, miau, miau. O perú faz - grou, grou, grou, grou ... grou. O
cachorrinho rosna, late, ladra, uiva. O cavalo relincha. O boi muge, faz - muu...
muu... O carneirinho bala, faz - mé, mée, mée O bode berra, faz - bé, bé.. Perguntas
sugestivas ou indutivas O galo cucurica, faz...? A galinha cacareja, faz...? O pinto pia;
o pato grasna: haxa-pax, haxa-pax... Os passarinho pipilam, chilreiam. Como canta o
sabiá? O canário, o tié? A pomba arrulha. Como anda a pomba? O mocho como pia?
Os patinhos como andam? Há alguma ave que fala?

Qual é ela? Qual outra fala também? Elas sabem o que dizem? As moscas, as abelhas,
os besouros e todos os insetos de asas ligeiras, ao esvoaçar, fazem no ar - zum...
zum... zum, isto é... zumbem. O grilo faz - cri, cri... Quando? O chocalhar, de que é?
O sibilar do vento como é? O farfalhar das folhas? O murmúrio da água? As
cachoeiras como fazem? E os sinos? E as campainhas? E os guizos? Que é que chia?
Que é que faz chic-chic/ Que é que faz tic-tac? A pendula do relógio como faz?
Movimentos e sons da locomotiva. Etc., etc., etc.

Nome : PASSEIO AO JARDIM ZOOLÓGICO

Local(is): Porto Alegre

Fonte: Autor: CARO, Nina Título: Jogos, passatempos e habilidades

Data de publicação: 1944

Desenvolvimento:
1. Em vez de ir de bonde ou de automóvel, façamos o nosso passeio de bicicleta.
Todos se sentam segurando os guidões, com as mãos à frente. Correr o mesmo lugar,
erguendo alto os joelhos a cada pedalada. O ritmo da schottisch adapta-se muito bem
a este exercício. Também se pode empregar uma marcha tocada ou cantada com
muita rapidez.
2. Ir atrás do vendedor de pipocas e amendoim torrado. Correr de leve, e voltar ao
seu lugar.
3. Soprar e estourar saquinhos de papel. Bater com força as mãos em concha para
imitar o estouro do saco de papel.
4. Visitar as jaulas dos animais. Um dos meninos representa o animal, postado à
frente dos outros e fazendo primeiro o exercício, que os outros repetirão
imediatamente.
5. Vamos montar os pôneis? Postar-se com o pé esquerdò à frente, segurando as
rédeas, e cruzar os joelhos alternativamente ou galopar.
6. Uma revoada de aves. Todos correm ligeiramente em redor, uma fileira de cada
vez, com os braços estendidos lateralmente, a imitar o movimento das asas. Ritmo
rápido de valsa para o Pardal, Sabiá e outros pássaros pequenos, e mais lento para a
Garça e aves maiores.
7. Correr ao lago artificial e brincar na água. Primeiro: Fazer ondulações na
superfície do lago, jogando-lhe pedrinhas. 1º tempo, curvar-se e apanhar a pedra; 2º
tempo, jogá-la à água.
8. adeando o largo. Pôr as mãos nos quadris e avançar muito lentamente , erguendo
bem alto os pés a cada passo. Usa-se o ritmo da valsa, ou uma valsa lenta.
9. Vamos remar. Todos sentam-se e seguram os dois remos.Inclinar o corpo para
trás e para diante, ao ritmo de uma canção de remador.
Nome: Amigo ou amiga

Fonte: Autor: CAMPOS, Maria Eliza Rodrigues. Guia e Coletânea. Cia Editora
Nacional-RJ-SP, N.3.

Título: Jogos Infantis

Data de publicação: 1931-1934.

Desenvolvimento: Jogadores espalhados à vontade pela sala.provisoriamente, sairá


um. Os outros escolherão, para figurar no jogo, um objeto qualquer: mesa, caneta,
etc. Será chamado o que estiver ausente.

- Amigo ou amiga? perguntará ele.

- Amiga, dirão os outros (se o objeto for do gênero feminino).

Em seguida, irá indagando de um a um:

- Como gosta?

As respostas irão sendo dadas à vontade, evitando repetição: oval, comprida, escura,
etc.

Se, com algumas destas respostas, conseguir adivinhar, escolherá um colega para
substituí-lo. Caso contrário, retornará ao primeiro, prosseguindo:

- Para qe serve?

Irão respondendo de acordo com a utilidade do objeto. Se ainda não descobrir, dará
nova volta, indagando:

- Como quer?

Prosseguirá o jogo do mesmo modo. O adivinhador terá direito de citar 3 objetos.


Quando descobrir, será substituído pelo que designar