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ID: 74415971 08-04-2018 Meio: Imprensa Pág: 38 País: Portugal Cores: Cor Period.: Semanal Área:

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08-04-2018
08-04-2018

Meio: Imprensa

Pág: 38

País: Portugal

Cores: Cor

Period.: Semanal

Área: 20,50 x 26,00 cm²

Âmbito: Interesse Geral

Corte: 1 de 7

x 26,00 cm² Âmbito: Interesse Geral Corte: 1 de 7 EAF AIR EM PÚBLICO ÉtiMAART E
EAF AIR EM PÚBLICO ÉtiMAART E APRENDE-SE HÁ QUEM NASÇACOM O DOM, HÁ QUEM IHETENHA
EAF AIR
EM PÚBLICO
ÉtiMAART E
APRENDE-SE
HÁ QUEM NASÇACOM O DOM, HÁ QUEM IHETENHA UM MEDO DE MORTE.A CAPACIDADE DE FALAR EM PÚBLICO, CONTAR
UMA HISTÓRIA, DEFENDER UMA IDEIA, PASSAR UMA MENSAGEM, INFLUENCIAR E MOBILIZAR AUDIÊNCIAS, É UM
DESAFIO. OS ENTENDIDOS DIZEM QUE SOMOS O QUE COMUNICAMOS E HE ESTAS COMPETÊNCIAS SE TREINAM PARA
A MENSAGEM CHEGAR COM CLAREZA AO DESTINATÁRIO. POLÍTICOS, EMPRESÁRIOS, PROFESSORES, ESTUDANTES
E ENGENHEIROS PROCURAM MELHORAR A CAPACIDADE DE FALAR EM PÚBLICO - MAS NÃO SÃO OS ÚNICOS.
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08-04-2018
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Meio: Imprensa

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País: Portugal

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Área: 20,50 x 26,00 cm²

Âmbito: Interesse Geral

Corte: 2 de 7

x 26,00 cm² Âmbito: Interesse Geral Corte: 2 de 7 REPORTAGEM • Sara Batalha, da MTW
REPORTAGEM • Sara Batalha, da MTW Portugal (em cima, à esquerda) e Nuno Miguel Henriques
REPORTAGEM
Sara Batalha, da MTW
Portugal (em cima,
à esquerda) e Nuno
Miguel Henriques dão
formação sobre como
falar em público. Catarina
Basílio (em cima,
à direita) fez um curso
com a Speak and Lead.
ID: 74415971 08-04-2018 Meio: Imprensa Pág: 40 País: Portugal Cores: Cor Period.: Semanal Área:

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08-04-2018
08-04-2018

Meio: Imprensa

Pág: 40

País: Portugal

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Área: 20,50 x 26,00 cm²

Âmbito: Interesse Geral

Corte: 3 de 7

x 26,00 cm² Âmbito: Interesse Geral Corte: 3 de 7 R EPOIITAGEM Texto Sílvia Júlio J
R EPOIITAGEM Texto Sílvia Júlio J I á assistiu a uma con- ferência com um
R EPOIITAGEM
Texto
Sílvia Júlio
J I
á assistiu a uma con-
ferência com um te-
ma que prometia ser
interessante e o ora-
dor não conseguiu
cativar a audiência?
Catarina Basílio tem
23 anos, é arqueólo-
ga, com bolsa de in-
cria uma coisa artificial. Eu continuo a ser a
mesma com novas ferramentas que me per-
mitem melhorara Catarina que já existia.»
Timidez,
vai embora!
Ação de formação de David
vestigação, e dá conferências nacionais e
internacionais em congressos organizados
Mourão, da Speak and Lead,
sobre «Falar em público».
por universidades e museus. APré-História
é ocerne dasua investigação, o período Cal-
colítico em que o homem começou a trans-
formar o cobre. Para se «destacar entre os
outros investigadores», investiu no treino
de falar em público. Usou o que aprendeu
Vicente Barata já fez aos 32 anos dois ní-
veis de um curso de falar em público pa-
ra vencer sobretudo a timidez, que o im-
pedia de chegar às pessoas numa simples
para defender a sua tese de mestrado e pro-
ferir comunicações cá e lá fora. «Tenho de
falar muitas vezes em público, quer seja pa-
raapresentardados quersejaparacaptarfi-
nanciamento paraprojetos de investigação.
Associadaànossaprofissão dearqueólogos
está a ideia de que não somos bons comuni-
cadores. Para combater isso, complemen-
tei aminhaformaçác" ).»Ainvestigadoranão
querver ninguém a bocejar durante as suas
apresentações, marcando a diferença.
Um dos problemas de Catarina que de-
nunciavam insegurança era a dificuldade
em manter os pés fixos ao chão, balançan-
do de um lado para o outro. «Apostura cor-
reta ajuda a voz a sair mais fluida e natu-
ral.As técnicas ensinadas não sãopara mu-
dar o discurso mas para melhorar - não se
conversa. Tendia a olhar e a falar parabai-
xo. «Sempre fui muito tímido e apercebi-
-me de que as minhas abordagens eram
um bocado despropositadas.»
Logo na primeira sessão foi embora mais
cedo quando foi pedido aos formandos pa-
ra exporem um tema à escolha. Achou que
não seria capaz. «Faltou-me coragem pa-
ra falar e estava muito nervoso.» Recon-
siderou e pensou que se fizesse «figura de
palerma» não viria mal ao mundo. É mo-
torista da família de um governante afri-
cano e tem ideias para empreender num
futuro próximo: uma quinta pedagógica
e um parque de autocaravanismo. «Estas
formações são importantes para ir bater
às portas. Já falei com engenheiros do La-
boratório Nacional de Engenharia Civil,
com ajunta de freguesia e daqui a uns dias
vou estar com um vereador de uma câma-
ra municipal.»
David Mourão, CE0 da Speak and Lead,
empresa de formação e consultoria, espe-
cializada em publit
speaking, persuasão
e influência, leciona a arte de bem comu-
nicar, persuadir e influenciar, em parceria
com universidades e associações de estu-
dantes. Recebeu até convites para dar for-
mação a professores universitários com
«alguns tiques», que podem ser corrigidos,
embora seja «mais fácil» trabalhar com jo-
vens que têm menos vícios na comunica-
ção. «Na maioria das vezes as pessoas não
sabem o que estão a fazer com o corpo e a
voz, porque estão focadas na palavra que
vão dizer a seguir. Quando fazemos grava-
ções de vídeos, dizem-nos que nunca se ti-
nham apercebido disso.» Também o medo
Olga Vitorino, presidente da União
das Freguesias de Carragozela e
Várzea de Meruge, no curso lecionado
por Nuno Miguel Henriques.
ID: 74415971 08-04-2018 Meio: Imprensa Pág: 41 País: Portugal Cores: Cor Period.: Semanal Área:

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08-04-2018
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Meio: Imprensa

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País: Portugal

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Period.: Semanal

Área: 20,50 x 26,00 cm²

Âmbito: Interesse Geral

Corte: 4 de 7

x 26,00 cm² Âmbito: Interesse Geral Corte: 4 de 7 Pedro Afonso, CE0 da Axians Portugal,
Pedro Afonso, CE0 da Axians Portugal, durante a TEDx no Colégio Militar, com o tema
Pedro Afonso, CE0
da Axians Portugal,
durante a TEDx no
Colégio Militar, com
o tema «A escada
da vida».
de falar em público é comum a muita gente
municipais desde a receção à presidência.
- contudo, é possível contornar os receios.
Olga Vitorino, 37 anos, presidente da as-
COMO SE PREPARA
«Não acabamos com o nervosismo, o que
sembleia da União das Freguesias de Car-
ragozela e Várzea de Meruge, concelho de
UMA CONFERÊNCIA
conseguimos é pôr as pessoas mais em con-
dições de controlarem o corpo e a oralida-
de. Às vezes falam bem, o conteúdo é inte-
Seia, é «nova nas funções» e diz que o que
Pedro Afonso,
7
ressante, mas estão a passar nervosismo à
audiência. Quando não estão confortáveis,
ali está a reter «são ferramentas para im-
plementar neste novo mandato». Considera
que a credibilidade naquilo que se dize faz é
CEO da Axians
711 competên-
cia que se
Portugal, numa trabalha com
a audiência também não vai estar confor-
crucial aos olhos dos fregueses. Aexpressão
afinco. Mesmo
quando ia se
tem boas capa-
tável, o que cria barreiras à comunicação.»
«mais séria, mas também assertiva, trans-
cidades de
Membros de juventudes partidárias
também procuram estas ações de forma-
ção. David Mourão conta que lhe causa es-
tranheza ouvir políticos na Assembleia da
República que não sabem transmitir com
mite a mensagem de mais confiança».
oratória, o
Sérgio Monteiroé secretário daJuntade
Freguesia de Samuel, concelho de Soure.
ótimo atinge-se
com treino.
Tem
33 anos e faz parte da nova geração
de autarcas que reconhecem a relevância
TEDx sobre
«A escada da
vida», no Colé-
gio Militar.
Antes de profe-
rir a conferên-
cia, foi acompa-
nhado por uma
equipa de pro-
Captar a aten-
ção da plateia é
fissionais. Tudo
eficácia uma mensagem. «Temos pessoas
na Casa da Democracia que nos represen-
da segurança na comunicação na altura
foi preparado
uma arte que se
aprimora com
em que se projeta a voz: «A confiança com
ao pormenor
profissionalis-
tam e não sabem falar em público, o que é
que falamos pode condicionar a comuni-
para que cau-
uma montra da nossa sociedade com défi-
ce de comunicação.»
cação que estamos a fazer.» Apesar de to-
sasse impacto
mo. Da mesma
forma que se
dos estarem mais despertos para estas si-
estuda para
tuações, Sérgio Monteiro nota que «quem
na audiência.
Os efeitos vi-
suais e as pala-
aprofundar
determinadas
Mensagem assertiva
ocupa deter minados cargos ainda não dáa
vras escolhidas
áreas do conhe-
importância necessária a estes assuntos».
cativaram o
Numa sala de um hotel em Coimbra estão
Asua intenção, garante, é empregaras téc-
público. Apre-
reunidos sobretudo autarcas. Objetivo:
nicas de comunicação para um contacto
sentar uma
cimento, tam-
bém é possível
aprender
aprender a comunicar melhor, saber o pro-
mais próximo com os cidadãos.
comunicação
a comunicar
tocolo autárquico e projetar uma imagem
Nu no Miguel Henriques, diretor da Em-
«natural» é
com eficácia.
moderna das juntas de freguesias câmaras
baixada do Conhecimento, ensina há duas
ID: 74415971 08-04-2018 Meio: Imprensa Pág: 42 País: Portugal Cores: Cor Period.: Semanal Área:

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Meio: Imprensa

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País: Portugal

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Área: 20,50 x 26,00 cm²

Âmbito: Interesse Geral

Corte: 5 de 7

x 26,00 cm² Âmbito: Interesse Geral Corte: 5 de 7 REPORTAGEM • Patrícia Fernandes é diretora
REPORTAGEM • Patrícia Fernandes é diretora de marketing digital, inovação e comunicação do Montepio e
REPORTAGEM
Patrícia Fernandes é diretora de
marketing digital, inovação e comunicação
do Montepio e recorreu aos serviços
da especialista Sara Batalha para se
preparar para uma entrevista televisiva.
décadas estas matérias. Assume-se como
comunicólogo. Vários políticos - autarcas,
deputados e antigos ministros - já o procu-
raram para melhorar a capacidade de co-
mu nicar.Afiançaque contribuiu para a vi-
tória de oito presidentes de câmara.
«Ajudo a construir os alicerces para as
pessoas trabalharem para o seu suces-
so. Sou um treinador de emoções.» E faz
a analogia com o desporto: «Podemos ter
os melhores jogadores do mundo, mas se
não tivermos um bom treinador não fun-
ciona.» Cita Thomas Edison para dizer
que também na comunicação existem os
tais «dez por cento de inspiração e noven-
ta de transpiração». Cristiano Ronaldo é o
melhor do mundo e continua a treinar pa-
ra se superar ainda mais. É também as-
sim que se trabalham as competências de
comunicação. Nos últimos tempos, Nu-
no Miguel Henriques tem acompanhado
desportistas, empresários, médicos e es-
tudantes. As novas gerações ligadas às
ciências, engenharias etecnologias estão a
apostar em ser melhores comunicadoras.
Milhões na boa
comunicação
Se muitos já têm um personal trainer para
chegarem aos objetivos a que se propõem
fisicamente, há cada vez mais quem tenha
um treinador pessoal para exercitar com-
petências comunicacionais adaptadas às
necessidades e ambições de cada um, com
soluções individualizadas. Sara Batalha,
CEO da MTW - Media Training World-
wide Portugal, trabalha há 24 anos em co-
municação e sublinha que tem havido uma
procura crescente, na ordem dos sessenta
porcento/ano,porestes setviços. «Estamos
há dez anos em Portugal e, nos últimos três,
Caprocural foi galopante. Houveumacons-
ciencialização do setor empresarial no im-
pacto da comunicação no negócio. Só ago-
ra é que o líder português sabe que a lide-
rança comunicativa não é um should have
- é um must have.»Estetrabalho é já indis-
pensável para muitos líderes de primeirali-
nha: «Noventa por cento dos meus clientes
são CEO, metade do PSI 20. Eles sabem que
com uma apresentação podem ganhar um
negócio de milhões.»
Para esta especialista, «um comunica-
dor moderno deve estar focado no outro,
deve estar preparado e deve trazer de si a
sua naturalidade, seja ela qual for». Sa-
ra Batalha afirma que «o líder português
quer ser influenciador». Os clientes apren-
dem ferramentas para estarem mais natu-
rais e confortáveis em situaçõesdestress.As
soft skills, frisa a CEO da MTW, ajudam a
F0 1001A FIASORtANDJAIM110
ID: 74415971 08-04-2018 Meio: Imprensa Pág: 43 País: Portugal Cores: Cor Period.: Semanal Área:

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08-04-2018
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Meio: Imprensa

Pág: 43

País: Portugal

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Área: 9,49 x 25,10 cm²

Âmbito: Interesse Geral

Corte: 6 de 7

x 25,10 cm² Âmbito: Interesse Geral Corte: 6 de 7 O QUE DIZEM OS ESPECIALISTAS •
O QUE DIZEM OS ESPECIALISTAS • usando o com anteci- chamada de Marcar um famoso
O QUE DIZEM OS ESPECIALISTAS
usando o
com anteci-
chamada de
Marcar um
famoso «eu». paçáo o que
atenção.
X imaginário
vai acontecer. •
do local
Saborear
E as mãos?
onde vai
a
audiência,
Pensar na
A dúvida
comunicar.
ao chegar ao
última coisa
clássica
palco, para
que quer
Evitar o famo-
demonstrar
transmitir,
so pêndulo
que está feliz
lbatançarl.
por estar ali.
para que a
frase fique
Mãos na Linha
do umbigo,
zona do con-
troto emocio-
na memória
nal, para
Não iniciar a
Preparar
do outro
garantir que
intervencão
e
visualizar
como
se movem.
alavancar a economia nacional: «A forma co-
mo comunico o país e como me comunico en-
quanto profissional aumenta o meu valor de
mercado.»
Patrícia Fernandes é diretorademarketing
digital,
inovação e comunicação do Monte-
pio. Os exercícios de comunicação que tem
feito «são valiosos» para veicular a mensa-
gem pretendida. Sara Batalha dirigiu-se
àquela instituição para preparar a responsá-
vel do Montepio para uma entrevista que ia
conceder a um canal de televisão. Procurou
este tipo de acompanhamento por estar con-
vencida de que «comunicar é absolutamen-
te essencial para sermos bem-sucedidos pro-
fissionalmente como líderes de equipas. E a
comunicação treina-se com especialistas»,
afirma perentoriamente.
Segundo esta líder de 47 anos, habituada
a trabalhar em multinacionais, tem de ha-
ver «humildade» para aceitar o que não se
faz tão bem e permitir que outra pessoa ava-
lie, assumindo-se vulnerabilidades. «É pre-
ciso ter consciência de onde estou e onde que-
ro estar para fazer esse caminho.» Patrícia
Fernandes sempre teve facilidade de comu-
nicação, o que não significa que comunique
«muito bem». É a procura da excelência que
lhe faz sentido no meio onde se move, por-
que fala para grandes audiências: «Tenho de
ter a capacidade de dominar a técnica de co-
municação - e isto trabalha-se, não há mi-
lagres. Comunicar não é como andar de bi-
cicleta - continua a ser necessário o treino»,
enfatiza. Faz questão de receber sempre o
feedback
do que diz e da forma como o faz pa-
ra continuar aprogredir E gosta de partilhar
o que sabe sobre comunicação às suas equi-
pas: «Não gosto de ficar com o conhecimen-
to só para mim.» Os líderes, que fazem jus à
função, desenvolvem, com boacomunicação,
quem trabalha com eles.
ID: 74415971 08-04-2018 Meio: Imprensa Pág: 1 País: Portugal Cores: Cor Period.: Semanal Área:

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Period.: Semanal

Área: 4,17 x 2,38 cm²

Âmbito: Interesse Geral

Corte: 7 de 7

Portugal Cores: Cor Period.: Semanal Área: 4,17 x 2,38 cm² Âmbito: Interesse Geral Corte: 7 de
Portugal Cores: Cor Period.: Semanal Área: 4,17 x 2,38 cm² Âmbito: Interesse Geral Corte: 7 de