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A espada do Espírito

por Aluízio A. Silva, pastor da Videira – Igreja em Células

Há situações em nossa vida quando não sabemos como orar. Podemos saber todos os
princípios de fé e entender como fazer batalha espiritual e mesmo assim não saber como
lidar com certas situações. Eu creio que, por causa disso, o Senhor nos deu algo bem
distinto na Nova Aliança, a oração em línguas.

O Senhor disse, em Marcos 16.17, que em seu nome falaríamos novas línguas. É preciso
destacar que a palavra “nova” é kainos no grego e significa “algo novo, sem precedente, de
um novo tipo”. O falar em línguas é o falar movido pelo Espírito Santo algo completamente
novo, sem precedentes. São novas línguas.

Nessas situações em que não sabemos como orar, precisamos orar em línguas. É isso que
Paulo diz em Romanos 8.

Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não


sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira,
com gemidos inexprimíveis. (Rm 8.26)
A palavra “fraqueza” aqui pode ser traduzida também como “enfermidade”. Muitas vezes,
não sabemos todas as coisas envolvidas num momento de doença, por isso não sabemos
como orar.  Mas quando isso acontece, podemos orar pelo Espírito, pois Ele ora em nós com
gemidos inexprimíveis. Esses gemidos inexprimíveis são as línguas.

Deixar de orar em línguas pode significar uma perda espiritual para nós, pois o Espírito não
terá meios de orar por meio de nós. Quando a Bíblia diz que Ele nos assiste, significa que Ele
se junta a nós na oração. Nós oramos em línguas e Ele ora através de nós.

 As línguas do Pentecostes

O Espírito Santo foi dado no dia da festa de Pentecostes. Isso não aconteceu por acaso,
mas foi o cumprimento do tipo do Velho Testamento. Em Levítico 23, temos a descrição da
festa, e no verso 18, lemos que dez holocaustos deveriam ser oferecidos. Por que dez?
Porque representa a lei. Isso significa que, na Nova Aliança, a lei foi substituída pelo Espírito
Santo.

Com o pão oferecereis sete cordeiros sem defeito de um ano, e um novilho, e dois
carneiros; holocausto serão ao SENHOR, com a sua oferta de manjares e as suas
libações, por oferta queimada de aroma agradável ao SENHOR. (Lv 23.18)

Paulo diz, em Gálatas 5, que aqueles que são guiados pelo Espírito não estão mais debaixo
da lei. O Espírito Santo é a nova lei impressa em nosso coração.

 Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei. (Gl 5.18)

No Velho Testamento, quem queria prosperar não podia parar de falar do livro da lei. Mas
hoje os que prosperam não podem para de falar pelo Espírito, ou seja, em línguas.

Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas
cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu
caminho e serás bem-sucedido. (Js 1.8)

A vontade de Deus no Velho Testamento era que o povo não cessasse de falar do livro da lei.
Hoje a lei foi substituída pelo Espírito Santo, mas o Senhor ainda deseja que o seu povo não
pare de falar do Espírito e pelo Espírito.

Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o
fruto de lábios que confessam o seu nome. (Hb 13.15)

Orai sem cessar. (1Ts 5.17)

Eu creio que a única maneira como podemos orar continuamente é oferecendo sacrifícios
de louvor e orando em línguas, pois são formas de oração que podemos exercitar sem usar
a mente.
O dia de pentecoste era um dia santo e nenhuma obra servil poderia ser feita. Era um
sábado para descanso (Lv 23.24-25). Quando oramos em línguas, nós experimentamos o
verdadeiro pentecoste e temos descanso diante de Deus.

A primeira coisa que Deus fez com a igreja depois que Cristo foi glorificado foi enchê-la com
o Espírito. E Ele fez isso enviando línguas de fogo sobre ela. O primeiro ato certamente
mostra aquilo que é mais importante e prioritário. Deus deseja encher a sua igreja com o
Espírito Santo com a evidência do falar em línguas. A chave para andar na Nova Aliança é o
enchimento com o Espírito.

Para o povo de Israel, a festa do Pentecoste era a celebração por Deus lhes ter concedido a
lei. Êxodo 32 narra o primeiro pentecoste. Moisés tinha descido do monte Sinai com as duas
tábuas da lei com os dez mandamentos. As pessoas, porém, estavam lá embaixo do monte
adorando um bezerro de ouro. Moisés, então, vendo que o povo estava desenfreado em todo
tipo de orgia e idolatria, se posicionou.

Vendo Moisés que o povo estava desenfreado, pois Arão o deixara à solta para
vergonha no meio dos seus inimigos, pôs-se em pé à entrada do arraial e disse: Quem
é do SENHOR venha até mim. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi, aos
quais disse: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Cada um cinja a espada sobre o
lado, passai e tornai a passar pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu
irmão, cada um, a seu amigo, e cada um, a seu vizinho. E fizeram os filhos de Levi
segundo a palavra de Moisés; e caíram do povo, naquele dia, uns três mil homens. (Êx
32.25-28)

No primeiro pentecoste, 3 mil morreram pela espada de Levi, os sacerdotes. No Novo


Testamento, 3 mil foram salvos pelo novo sacerdócio real. Como eles foram salvos? Pela
nova espada que, em vez de matar, traz salvação. Os novos sacerdotes receberam espadas
que são línguas de fogo (At 2.41).

Quando você ora em línguas pelas pessoas, você quebra jugos e os coloca em liberdade. A
espada do Espírito em nossa boca é a palavra rhema que destrói o inimigo.

Línguas em glória

Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de


repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa
onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de
fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e
passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.
(At 2.1-4)

A lei diz: “Não faça isso! Não faça aquilo outro!” A lei é exigência de Deus sobre os homens.
Mas quando o Espírito Santo veio, eles falavam em línguas, e todo o povo, cada um na sua
própria língua, os ouvia falar das grandezas de Deus (At 2.11). A grandeza de Deus é a sua
graça e o seu amor. A lei está focada no que o homem faz, mas a graça está focada no que
Deus realiza, por isso fala das grandezas que Ele opera.

Tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em


nossas próprias línguas as grandezas de Deus? (At 2.11)

Quando oramos em línguas, a aliança é ativada e a nossa percepção da graça aumenta


grandemente. Mas há ainda algo poderoso mencionado por Pedro no dia de Pentecostes.
Quando se levanta para pregar, Pedro faz uma citação do que Davi tinha dito no Salmo 16.
Ele diz:

Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a
minha própria carne repousará em esperança. (At 2.26)

Ele diz que o coração se alegrou e sua língua exultou. Mas esta é uma citação do Salmo 16,
e ali Davi diz de forma diferente. Ele diz que o coração se alegra e o espírito exulta.

Alegra-se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta; até o meu corpo repousará
seguro. (Sl 16.9 – RA)

Pedro, debaixo da inspiração do Espírito Santo, diz que aquelas línguas vinham do Espírito.
Por isso, nós dizemos que orar no espírito é orar em línguas. Mas tudo fica ainda mais
extraordinário quando lemos na versão Revista e Corrigida.

Portanto, está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha
carne repousará segura. (Sl 16.9 – RC)

No lugar de “espírito”, aparece “glória”. Eu creio que, quando oramos em línguas, a glória de
Deus vem sobre nós e somos transformados. Ore em línguas para que mais glória lhe seja
acrescentada. Pedro mudou a palavra “glória” para “língua” porque devem ser a mesma
coisa do ponto de vista espiritual. Ore em línguas e receba mais glória.

Orar em línguas é entrar no descanso

Muitos podem pensar que seja algo muito penoso orar em todo o tempo. Mas a promessa
de Deus é que se oramos em línguas, desfrutamos de descanso.

Pelo que por lábios gaguejantes e por língua estranha falará o SENHOR a este povo,
ao qual ele disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério;
mas não quiseram ouvir. (Is 28.11-12)

A promessa é de descanso e refrigério. No Salmo 23, o Senhor nos conduzir a águas de


descanso que refrigeram a nossa alma. Em Hebreus 4, somos exortados a entrar no
descanso. Na verdade, devemos nos esforçar para entrar nele.

Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia,


segundo o mesmo exemplo de desobediência. (Hb 4.11)
Assim, o orar em línguas é uma forma de entrarmos no descanso e termos refrigério para a
nossa alma. A maneira de esforçarmos, eu creio, é orando em línguas.

Orar em línguas é a espada do Espírito

O falar em línguas é a espada do Espírito. Em Efésios 6, temos a lista das partes de nossa
armadura espiritual.

Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.


Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo
da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai
também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com
toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com
toda perseverança e súplica por todos os santos. (Ef 6.14-18)

A salvação é o nosso capacete. Fico pensando que aqueles que não têm certeza da sua
salvação também não possuem um capacete espiritual. Eles são sujeitos a todo tipo de
ataque que produz medo e tormento espiritual.

O escudo é a fé. Com o escudo da fé, nós apagamos os dardos inflamados do diabo.

A couraça da justiça nos protege das acusações do diabo. Podemos manter o nosso
coração em paz porque sabemos que a nossa justiça é Cristo. Aqueles que ainda acreditam
que a sua justiça é a sua própria obediência não possuem essa couraça.

O cinto é a verdade. O cinto é aquela peça que nos dá firmeza para o combate. Quando não
estamos firmados na verdade do evangelho, não temos firmeza e convicção na guerra.

Os nossos sapatos são o evangelho. Quando caminhamos na verdade do evangelho, nossos


passos são firmes e nosso caminhar é correto.

Por fim, temos a espada do Espírito. Comumente, as pessoas pensam que a espada é a
Palavra de Deus, mas, na verdade, a espada é o Espírito Santo. Podemos dizer que a espada
é o Espírito, que é a Palavra Rhema de Deus.

O Senhor Jesus disse: “As palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (Jo 6.63).
Isso significa que a Palavra de Deus flui pelo Espírito. A palavra rhema é, na verdade, o
Espírito de Deus. Quando o Espírito Santo ilumina um verso da Escritura, Ele se torna rhema
em nosso espírito. A Bíblia em si mesma não é rhema, mas quando o Espírito Santo vem
sobre ela, se torna rhema para nós.

Mas a espada do Espírito deve ser tomada orando no Espírito. O que é orar no Espírito?
Paulo diz, em 1 Coríntios, que a oração em línguas é uma oração no Espírito.

 Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente
fica infrutífera. (1Co 14.14)
Nós oramos no Espírito quando oramos em línguas. A oração em línguas, portanto, é a
espada do Espírito sendo tomada de forma prática.

A razão para a existência de toda a armadura é o uso da espada. Ninguém se veste de uma
armadura se não sabe para onde ir. A armadura é para a guerra. Todas as partes da
armadura são defensivas, a única ofensiva é a espada do Espírito. E a maneira como
tomamos a espada é orando no Espírito, ou seja, orando em línguas.

É por isso que somos tão resistidos quando oramos em línguas. O inimigo lança
pensamentos do tipo: “Você está perdendo o seu tempo”, “nada está acontecendo, pare com
isso!” Ele quer pará-lo. Por isso, persevere em orar. Mesmo que você não sinta ou veja coisa
alguma, o inimigo está sendo atingido.

Perguntas para compartilhar:

– Você tem orado no Espírito de que forma? (ou: O que o tem impedido de orar em línguas?)

– Como você tem se posicionado diante do ataque do inimigo?

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