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CAMPUS DE GURUPI

QUÍMICA AMBIENTAL

DISCIPLINA: REATIVIDADE DE COMPOSTOS ORGÂNICOS


DOCENTE: VANESSA MARA CHAPLA

RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA Nº 3


TÍTULO: SOLUBILIDADE DE COMPOSTOS ORGÂNICOS

DISCENTES:
JEFFERSON DOS S. ARAUJO
RAMILLA RÍZZIA MIRA

GURUPI – TO
2018
1. INTRODUÇÃO

A maior parte das reações acontece em soluções, em razão disso sabemos a


importância que é a solubilidade dos compostos tem para os processos. Solubilidade é
uma propriedade de uma substancia chamada de soluto em que pode ser solida, liquida
ou gasosa, em que essa tem que se dissolver no solvente para formar uma solução
homogênea, e isso é uma caracterização muito importante, pois com isso podemos
prever a presença de grupos funcionais. [1]
Para supor se um soluto é solúvel em determinado solvente, basta saber se eles
têm propriedades semelhantes, isto é, solventes polares dissolvem melhor em solutos
polares e solventes apolares tendem a dissolver solutos apolares. Logo o conceito polar
e apolar é importante para analise de solubilidade, mas não podemos dividi-los em
grupos de polares e apolares, pois a polaridade é uma grandeza que varia de zero a um
valor máximo. [2]
A solubilidade em certos solventes fornece informações mais específicas sobre
um grupo funcional, por exemplo, o ácido benzóico é insolúvel em água, mas o
hidróxido de sódio diluído o converte em seu sal, que é solúvel. Assim, a solubilidade
de um composto insolúvel em água, mas solúvel em solução de NaOH diluído é uma
forte indicação sobre o grupo funcional ácido. Finalmente, é possível, em certos casos,
fazer deduções sobre a massa molecular de uma substância, por exemplo, em muitas
séries homólogas de compostos mono-funcionais, aqueles com menos de cinco átomos
de carbono são solúveis em água, enquanto que os homólogos são insolúveis. [2]
OBJETIVOS

Identificar o grupo funcional das amostras e apontar qual será o composto


orgânico em cada amostra.
2. MATERIAIS E MÉTODOS

Tubos de ensaio

Suporte para tubos de ensaio

Pipeta de Pasteur

Béquer

Água

NaOH 5%

HCl 5%

H2SO4 96%

H3PO4 85%

NaHCO3 5%

Éter etílico

4 Amostras desconhecidas

Primeiramente, identificou-se as amostras, indicando-as pelas letras de A, B, C e


D.

Adicionou-se aproximadamente 1 mL do solventes no tubo de ensaio. A partir


dai que adicionou-se as gotas da amostra desconhecida.

Agitou-se de maneira cuidadosa durante um tempo e observou-se o que ocorre.


Se houver dissolução da amostra, composto será solúvel no solvente, caso contrario,
insolúvel.

Realizou-se esse processo para cada solvente, seguindo o roteiro apresentado do


esquema 1.
Esquema 1: Classificação dos compostos orgânicos pela solubilidade.
3. RESULTADO E DISCUSSÃO

AMOSTRA A

Em um tubo de ensaio adicionou-se aproximadamente 1mL de água, após


adicionou-se 1 mL da amostra A. Agitou-se e esperou-se alguns instantes. Observou-se
que o composto era insolúvel em água.

Em outro tubo de ensaio adicionou-se aproximadamente 1 mL de NAOH 5%,


após adicionou-se 1 mL da amostra A. Agitou-se e esperou-se alguns instantes.
Observou-se que o composto era insolúvel.

Em outro tubo de ensaio adicionou-se aproximadamente 1 mL de HCl 5%, após


adicionou-se 1 mL da amostra A. Agitou-se e esperou-se alguns instantes. Observou-se
que o composto era insolúvel.

Em outro tubo de ensaio adicionou-se aproximadamente 1 mL de H2SO4 96%,


após adicionou-se 1 mL da amostra A. Agitou-se e esperou-se alguns instantes.
Observou-se que o composto era insolúvel em H2SO4 96%.

Logo a amostra A se classificou no grupo I. Hidrocarbonetos saturados, alcanos


halogenados, haletos de arila, éteres diarílicos, compostos aromáticos desativados.

AMOSTRA B

Em um tubo de ensaio adicionou-se aproximadamente 1 mL de água, após


adicionou-se uma pequena quantidade do sólido da amostra B. Agitou-se e esperou-se
alguns instantes. Observou-se que o composto era insolúvel em água.

Em outro tubo de ensaio adicionou-se aproximadamente 1 mL de NAOH 5%,


após adicionou-se uma pequena quantidade do sólido da amostra B. Agitou-se e
esperou-se alguns instantes. Observou-se que o composto era solúvel.

Em outro tubo de ensaio adicionou-se aproximadamente 1 mL de NaHCO3, após


adicionou-se uma pequena quantidade do sólido da amostra B. Agitou-se e esperou-se
alguns instantes. Observou-se que o composto era solúvel NaHCO3.

Logo a amostra B se classificou no grupo A1. Ácidos orgânicos fortes: ácidos


carboxílicos, fenóis com grupos eletrofílicos em posições orto e para, β-dicetonas.
AMOSTRA C

Em um tubo de ensaio adicionou-se aproximadamente 1mL de água, após


adicionou-se uma pequena quantidade do sólido da amostra C. Agitou-se e esperou-se
alguns instantes. Observou-se que o composto era insolúvel em água.

Em outro tubo de ensaio adicionou-se aproximadamente 1 mL de NAOH 5%,


após adicionou-se uma pequena quantidade do sólido da amostra C. Agitou-se e
esperou-se alguns instantes. Observou-se que o composto era insolúvel.

Em outro tubo de ensaio adicionou-se aproximadamente 1 mL de HCl 5%, após


adicionou-se uma pequena quantidade do sólido da amostra C. Agitou-se e esperou-se
alguns instantes. Observou-se que o composto era insolúvel.

Em outro tubo de ensaio adicionou-se aproximadamente 1 mL de H2SO4 96%,


após adicionou-se uma pequena quantidade do sólido da amostra C. Agitou-se e
esperou-se alguns instantes. Observou-se que o composto era insolúvel.

Logo a amostra C se classificou no grupo I. Hidrocarbonetos saturados, alcanos


halogenados, haletos de arila, éteres diarílicos, compostos aromáticos desativados.

AMOSTRA D

Em um tubo de ensaio adicionou-se aproximadamente 1 mL de água, após


adicionou-se 1 mL da amostra D. Agitou-se e esperou-se alguns instantes. Observou-se
que o composto era insolúvel em água.

Em outro tubo de ensaio adicionou-se aproximadamente 1 mL de NAOH 5%,


após adicionou-se 1 mL da amostra D. Agitou-se e esperou-se alguns instantes.
Observou-se que o composto era insolúvel.

Em outro tubo de ensaio adicionou-se aproximadamente 1 mL de HCl 5%, após


adicionou-se 1 mL da amostra D. Agitou-se e esperou-se alguns instantes. Observou-se
que o composto era insolúvel.

Em outro tubo de ensaio adicionou-se aproximadamente 1 mL de H2SO4 96%,


após adicionou-se 1 mL da amostra D. Agitou-se e esperou-se alguns instantes.
Observou-se que o composto era solúvel em H2SO4 96%.
Em outro tubo de ensaio adicionou-se aproximadamente 1 mL de H2PO4 85%,
após adicionou-se 1 mL da amostra D. Agitou-se e esperou-se alguns instantes.
Observou-se que o composto era insolúvel em H2PO4 85%.

Logo a amostra D se classificou no grupo N2. Alcenos, alcinos, éteres, alguns


compostos aromáticos (com grupos ativantes) e cetonas (além das citadas em N1).

Tabela 2: Resultados encontrados.

NaOH Classe
Amostra H2O NaHCO3 5% HCl 5% H2SO4 H3PO4
5% Orgânica

A Imiscível Imiscível - Imiscível Imiscível - I

B Insolúvel Solúvel Solúvel - - - A1

C Insolúvel Insolúvel - Insolúvel Insolúvel - I

D Imiscível Imiscível - Imiscível Miscível Imiscível N2

Para que ocorra a solubilidade de um solido em um liquido ou a miscibilidade


entre líquidos é necessário analisar a força intermolecular existente. Onde que
substancias polares se dissolve em líquidos polares e substancias apolares se dissolvem
em líquidos apolares. Outros fatores também interferiram, como o tamanho da cadeia
das amostras e a entropia da água.
4. CONCLUSÃO

Conseguiu-se perceber com essa pratica que os testes de solubilidade é muito


eficaz na identificação de grupos funcionais. A identificação se torna mais fácil devido
aos princípios básicos como ácidos e bases, tamanho da cadeia, polaridade e
apolaridade.
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. VOGEL, A. I. Químicaorgânica: análise orgânica qualitativa. Rio de Janeiro, Ao


Livro Técnico. 3.ed. v.3, 1983.

2. SOLOMONS, T. W. G., FRYHILE, C. B., Química orgânica. Vol.1, LTC, Rio de


Janeiro, 2009.