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CEDUP DIOMÍCIO FREITAS

CIRCUITOS DE
CORRENTE ALTERNADA

Julho - 2003
ÍNDICE

1 - CIRCUITOS DE C.A. .......................................................................................................................... 03


2 - CIRCUITO DE C.A. EM SÉRIE ......................................................................................................... 05
2.1 - Corrente nos circuitos de C.A. em Série ...................................................................................... 05
2.2 - Tensão nos circuitos de C.A. em Série ........................................................................................ 06
2.3 - Impedância nos circuitos de C.A. em série................................................................................... 07
2.4 - Ressonância nos circuitos de C.A. em série ................................................................................ 07
2.5 - Potências nos circuitos de C.A. em série ..................................................................................... 08
2.5.1 - Fator de Potência nos circuitos em série .......................................................................... 08
2.6 - Exercícios resolvidos ................................................................................................................... 08
2.7 - Exercícios propostos .................................................................................................................... 10
3 - CIRCUITOS DE C.A. EM PARALELO ............................................................................................. 11
3.1 - Tensão nos circuitos de C.A. em paralelo .................................................................................... 11
3.2 - Corrente nos circuitos de C.A. em paralelo ................................................................................. 12
3.3 - Impedância nos circuitos de C.A. em paralelo ............................................................................. 12
3.4 - Ressonância nos circuitos de C.A. em Paralelo ........................................................................... 13
3.5 - Potências nos circuitos de C.A. em paralelo................................................................................. 13
3.5.1 - Fator de Potência nos circuitos em paralelo ...................................................................... 13
3.6 - Exercícios resolvidos ................................................................................................................... 13
3.7 - Exercícios propostos .................................................................................................................... 14
4 - CIRCUITOS MISTOS DE C.A. ........................................................................................................... 15
4.1 - Resolução dos circuitos mistos de C.A. ....................................................................................... 15
4.2 - Potência e Fator de Potência nos circuitos mistos de C.A. .......................................................... 16
4.3 - Exercícios propostos .................................................................................................................... 17
5 - CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA EM CIRCUITOS DE C.A. ............................................. 18
5.1 - Cargas monofásica ....................................................................................................................... 18
5.2 - Correção do fator de potência em cargas trifásicas equilibradas ................................................. 19
5.3 - Correção do fator de potência em cargas trifásicas desequilibradas ........................................... 20
ANEXO 1 - VETORES ............................................................................................................................. 21
ANEXO 2 - TABELA DAS RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS .......................................................... 24
ANEXO 3 - RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS ................................................................ 25
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................................................... 26
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1 - CIRCUITOS DE C.A.

Agora que você tem algum conhecimento de uma oposição líquida (resultante) à corrente. Esta
corrente contínua (C:C.) e de corrente alternada resultante é a impedância, representada pelo sím-
(C.A.), bem como sobre o comportamento da re- bolo Z. Usa-se a fórmula da Lei de Ohm para cal-
sistência (R), da indutância (L) e da capacitância cular Z do mesmo modo que para o calculo da re-
(C) nos circuitos básicos de C.C. e de C.A., você sistência (R).
está pronto para estudar como esses elementos de
um circuito podem ser combinados para controlar A Impedância (Z) de um circuito de
e afetar a corrente nos circuitos elétricos de C.A. C.A. é a oposição resultante (líqui-
Você também aprendeu a analisar circuitos sim- da) à passagem da corrente elétrica
ples de C.A. (e de C.C.) com apenas um dos ele-
mentos de um circuito - resistência, indutância ou Z=E/I
capacitância.
A expressão ângulo de fase (ϕ) é usada para
designar a relação de tempo entre tensões e cor-
rentes alternadas de mesma freqüência. Por exem-
plo, se duas tensões alternadas têm polaridades
opostas em cada instante, elas estão defasadas
180° ou, em outras palavras, o ângulo de fase en-
tre elas é de 180 graus. Se a corrente atinge sua
amplitude máxima quando a tensão está no seu
valor zero, o ângulo de fase entre elas é de 90
graus.
Existe uma relação de fase bem definida entre
a tensão aplicada e a corrente nos circuitos resisti-
vo, indutivo e capacitivo, sendo que:
1. Em um circuito resistivo, a tensão e a cor-
rente estão em fase.

Como sabemos, todo circuito elétrico apresen-


ta uma certa quantidade de R, L e C e, natural-
mente, as reatâncias indutiva e capacitiva, XL e
XC. Portanto, os circuitos de C.A. podem apresen-
tar três fatores que se opõem à corrente - R, XL e
XC. Entretanto, se em um circuito qualquer um
desses fatores for desprezível, não precisará ser
considerado. Os fatores em apreço devem ser
combinados de modos especiais para que se tenha
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2. Em um circuito indutivo, a corrente se atra-


sa 90 graus em relação à tensão aplicada.

Estas relações podem ser apresentadas com


formas de ondas de tensão e de corrente. Entretan-
to, há outro modo mais fácil de mostrar estas rela-
ções: usando vetores. Devemos usar vetores para
3. Em um circuito capacitivo, a corrente se a- resolver circuitos elétricos de C.A. que contêm
dianta 90° em relação à tensão aplicada. mais de um tipo de elemento.
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2 - CIRCUITOS DE C.A. EM SÉRIE

2.1 - Corrente nos circuitos de C.A. em série

Nos circuitos de C.A. em série, ao mesmo mo- pelo indutor no sentido oposto.
do que nos circuitos de C.C. em série só existe um Para efeito de um melhor entendimento de
caminho para a corrente. Isto é verdade, seja qual nosso estudo, estaremos nos referenciando a um
for o tipo de circuito em série: RL, RC, LC ou circuito em série, onde as resistências estão agru-
RLC, bem como circuitos com várias impedâncias padas numa única resistência (R = R1+R2+...+Rn);
dos tipos já citados. Como existe somente um ca- numa única reatância indutiva (XL =
minho, a intensidade da corrente é a mesma em XL1+XL2+...+XLn) e numa única reatância capaci-
todas as partes do circuito, em qualquer instante; tiva (XC = XC1+XC2+...+XCn).
os ângulos de defasagem, em um circuito em sé- Se você traçar as ondas de corrente no resistor,
rie, são medidos, portanto, em relação à corrente, na bobina e no capacitor (IR, IL e IC), elas terão a
a não ser que haja indicação em contrário. mesma forma e o mesmo ângulo de fase. A cor-
Assim, em um circuito em série como o da rente total no circuito (IT) é também igual a cada
figura, a corrente de carga do capacitor passa pelo uma dessas correntes (It = IR = IL = IC). Também é
resistor e pelo indutor. Quando o sentido da cor- evidente que não importa a ordem dos elementos
rente é invertido, ela também passa pelo resistor e do circuito.
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2.2 - Tensão nos circuitos de C.A. em série


Quando se tiver que combinar tensões que es-
tejam defasadas, o valor máximo da tensão será
sempre menor que a soma dos valores máximos
das tensões individuais. Também o ângulo de de-
fasagem “ϕ” (ângulo entre uma forma de onda e
outra escolhida como referência) da onda da ten-
são total não será o mesmo das tensões individuais
e dependerá dos ângulos de fase e das grandezas
das tensões individuais.
Num circuito em série, a tensão total do circui-
to depende da tensão ER na resistência, da tensão
EL na indutância e da tensão EC na capacitância.
ER está em fase com a corrente, enquanto EL está
adiantada 90° em relação à corrente, ao passo que
EC está atrasada 90° em relação à corrente. EL es-
tá, portanto, adiantada 90° em relação a ER, en-
quanto EC está atrasada 90° em relação a ER.
Para somar as tensões ER,EL e EC, você pode
traçar as três ondas numa escala apropriada e
combinar os valores instantâneos. A onda resul-
tante tanto dá o valor como o ângulo de defasa-
gem da tensão total ET (o ângulo de fase é medido
A tensão total (ET) de um circuito de C.A. em em relação à corrente).
série não é a soma aritmética das tensões na(s) re- As tensões resultantes dependem tanto das
sistência(s), na(s) indutância(s) e na(s) capacitân- amplitudes como das fases; ao somarmos, deve-
cia(s) - ER, EL e EC. Não podemos fazer uma soma mos considerar as duas coisas. Nesse sentido, pas-
aritmética, como nos circuitos de C.C., porque as saremos a usar a representação vetorial que irá fa-
tensões nos componentes R, L e C não estão em cilitar em muito os nossos trabalhos.
fase.
Para achar a tensão total em um circuito em
série, somamos os valores instantâneos das ten-
sões individuais; obtemos assim os valores instan-
tâneos da tensão total.

Representação vetorial
Considerando o circuito em série acima, ire-
mos representar a tensão ER em fase com a corren-
te, a tensão EL adiantada 90° (um ângulo reto) em
relação à corrente e a ER e a tensão EC atrasada
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90° em relação à corrente e à tensão ER, como


mostra a figura a seguir:

Como o triângulo formado por ER, (EL - EC) e


ET é um triângulo retângulo, através do teorema
de Pitágoras e as relações trigonométricas pode-
mos facilmente calcular o valor de ET, bem como
o ângulo de fase (ϕ) entre ET e a corrente total.
De fato, pelo teorema de Pitágoras teremos:
A tensão total ET é determinada pela soma ve-
ET2 = E R2 + ( E L − E C ) 2 ou ET = E R2 + ( E L − E C ) 2
torial de ER + EL + EC. Como, para somarmos três
vetores, basta colocarmos o início do 2º vetor no Pelas relações trigonométricas aplicadas ao
final do 1º e o início do 3º no final do 2º, tendo triângulo teremos:
como resultado um novo vetor que começa no iní- ER E − EC E − EC
cio do 1º vetor e vai até o final do 3º vetor, tere- Cosϕ = ; Senϕ = L e Tgϕ = L
ET ET ER
mos:

2.3 - Impedância nos Circuitos C.A. em Série


Como já vimos, a impedância de um circuito é ângulo de impedância.
a oposição total à passagem da corrente elétrica.
No caso dos circuitos em série com R, L e C, é a
oposição à corrente representada pela(s) resistên-
cia(s) R e pela(s) reatância(s) indutiva(s) XL e ca-
pacitiva(s) XC.
Se considerarmos o triângulo das tensões acima
e representarmos os valores de ET, ER e (EL-EC) por
suas expressões segundo a lei de Ohm, teremos o Aplicando o teorema de Pitágoras e as relações
triângulo abaixo: trigonométricas nesse novo triângulo retângulo,
teremos:
Z 2 = R2 + ( X L − X C ) 2
ou Z = R 2 + ( X L − X C ) 2
 X − XC 
e ϕ = tg −1  L 
 R 
Se dividirmos os três vetores (lados do Portanto, a impedância Z, que é uma grandeza
triângulo) pelo mesmo valor, não mudamos as vetorial, pode ser assim representada:
r
relações do triângulo. Z = Z∠ϕ = R + j ( X L − X C )
Então, se dividirmos os três vetores por It, te-
remos um novo triângulo, equivalente ao primeiro
e que pode ser visto abaixo, conhecido como tri-

2.4 - Ressonância nos Circuitos de C.A. em série


Dizemos que um circuito de C.A. em série está em ressonância, quando a reatância indutiva (XL)
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do circuito é igual a reatância capacitiva (XC) do ressonância e que pode ser assim calculada:
mesmo circuito. Em ressonância, X L = X C
Neste caso, a impedância (Z) do circuito será 1
igual a resistência (R) do circuito ... como X L = 2.π . f .L e X C =
2.π . f .C
Z = R2 + (X L − X C )2 1
temos : 2.π . f .L =
como X L = X C 2.π . f .C
Z=R 2 1 1
∴ f = 2
⇒ f = 2
... e a corrente atingirá o seu valor máximo no cir- 4.π .L.C 4.π .L.C
cuito (I = V/Z). 1
ou f r =
Em todo circuito elétrico em série contendo 2.π . L.C
indutância (L) e capacitância (C), existe uma fre-
qüência na qual XL = XC que é a freqüência de

2.5 - Potência nos circuitos de C.A. em série


No caso dos circuitos em série com R, L e C,
teremos uma potência dissipada na resistência,
uma potência devida à reatância indutiva e outra
devido a reatância capacitiva. Também nesse caso
a potência total do circuito é a soma vetorial des-
sas potências.
Se considerarmos o triângulo das tensões e
multiplicarmos os valores de ET, ER, e (EL - EC)
pelo valor da corrente It, teremos: Se substituirmos os valores de ET, ER, EL e EC
por suas expressões segundo a lei de Ohm, teremos:
S = ET .I t = Z .I t2 [VA]
P = E R .I t = R.I t2 [W]
Q = ( E L − EC ).I t = ( X L − X C ).I t2 [VAR]

2.5.1 - Fator de Potência


ET.It = Potência total do circuito ou potência Como já vimos anteriormente, o Fator de Po-
aparente. É simbolizada por S e sua unidade é o tências (FP) ou fator entre potências de um circui-
VA (volt ampere). to de corrente alternada, é valido para qualquer ti-
ER.It = Potência real ou potência útil. É simbo- po de circuito de C.A. e é a relação entre a potên-
lizada por P e sua unidade é o W (watt). cia real (W) e a potência total (VA) do circuito.
(EL-EC).It = Potência reativa (indutiva - capa- Se observarmos no triângulo das potências, ve-
citiva). É simbolizada por Q e sua unidade é o remos que a relação P / S é exatamente o Cos do
VAR (volt ampere reativo). ângulo ϕ, e portanto teremos:
Assim teremos um novo triângulo, conhecido P
como triângulo das potências: FP = Cosϕ =
S

2.6 - Exercícios resolvidos


Exercício 1 - Considerando no circuito a seguir a b) a corrente do circuito;
tensão da fonte igual a 120 V - 60 Hz, calcular: c) as potências (aparente, útil e reativa) e o fator
de potência do circuito.
a) a impedância total do circuito;
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capacitância do circuito.

Resolução:
r
a - Cálculo de Z
r
Z = Z∠ϕ Resolução:
r
a - Cálculo de Z
Z = R2 + ( X L − X C )2 r
Z = Z∠ϕ
Z = 80 2 + (60 − 0) 2 = 10000 = 100Ω
Z = R2 + ( X L − X C )2
X − XC 60
ϕ = tg −1 L = tg −1 = 36,87° Z = 90 2 + (90 − 210) 2 = 22500 = 150Ω
R 80
r
isto é: Z = 100∠36,87°Ω X − XC 90 − 210
ϕ = tg −1 L = tg −1 = −53,13°
Obs.: o ângulo positivo indica que a carga é R 90
r
indutiva. isto é: Z = 150∠ − 53,13°Ω
r Obs.: o ângulo negativo indica que a carga é
b - Cálculo de i
r capacitiva.
r E
Pela Lei de Ohm, i = r r
Z b - Cálculo de i
r
Como r E
r r Pela Lei de Ohm, i = r
E = 120∠0°V e Z = 100∠36,87°Ω Z
r 120∠0° Como
r r
i = = 1,2∠(0 − 36,87°) E = 220∠0°V e Z = 150∠ − 53,13°Ω
100∠36,87°
r r 220∠0°
ou seja : i = 1,2∠ − 36,87° A i = = 1,47∠[0 − (−53,13°)]
O ângulo negativo indica que a corrente está 150∠ − 53,13°
r
atrasada em relação à tensão. ou seja : i = 1,47∠53,13° A
c - Cálculo das Potências O ângulo positivo indica que a corrente está
S = E.i = 120 x1,2 = 144VA adiantada em relação à tensão.
P = R.i 2 = 80 x1,2 2 = 115,2W c - Cálculo das Potências
Q = X .i 2 = 60 x1,2 2 = 86,4VAR S = V .i = 220 x1,47 = 323,4VA

Q positivo indica Potência reativa Indutiva P = R.i 2 = 90 x1,47 2 = 194,5W

d - Cálculo do Fator de Potência Q = X .i 2 = (90 − 210) x1,47 2 = −259,3VAR


P 115,2 Q negativo indica Potência Reativa Capacitiva
FP = = = 0,8
S 144 Cálculo do Fator de Potência
Exercício 2: Considerando no circuito a seguir a P 194,5
FP = = = 0,6
tensão da fonte igual a 220 V - 60 Hz, calcular: S 323,4
a) a impedância total do circuito; d - Cálculo da Freqüência de Ressonância
b) a corrente do circuito;
c) as potências (aparente, útil e reativa) e o fator 1
Como f r =
de potência do circuito; 2.π . L.C
d) com qual freqüência o circuito entraria em res-
Temos então que calcular L (em Henrys) e C
sonância;
(em Faraday)
e) as quedas de tensão na resistência, indutância e
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XL 90 e - Cálculo das quedas de tensão


L= = = 0,239 H
2.π . f 120.π Pela lei de Ohm teremos:
1 1 r rr
C= = = 12,5.10 −6 F V R = R.i = 90∠0° x1,47∠53,13° = 132∠53,13°V
2.π . . C 120 210.π
f X x r r r
V L = X L .i = 90∠90° x1,47∠53,13° = 132∠143,13°V
r r r
1 VC = X C .i = 210∠ − 90° x1,47∠53,13° = 308∠ − 36,87°V
logo: f r = = 92,08 Hz
2.π . 0,239 x12,5 x10 −6

2.7 - Exercícios propostos

Os exercícios propostos abaixo se referem aos cuitos acima.


circuitos de C.A. acima, considerando uma tensão 4 - Calcular as freqüências de ressonância dos cir-
de entrada igual a 120 volts e 60 Hz: cuitos (c) e (f).
1 - Calcular a impedância Z e o ângulo de fase de 4a - Qual a corrente que fluirá nesses circuitos em
todos eles. ressonância?
2 - Calcular as correntes e as tensões nos diversos 4b - Qual a capacitância ou a indutância que deve-
componentes dos circuitos acima. rá ser adicionada aos circuitos (c) e (f) para
que eles entrem em ressonância a 60 Hz?
3 - Calcular a potência real, a potência aparente , a
potência reativa e o fator de potência dos cir-
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3 - CIRCUITOS DE C.A. EM PARALELO

Os equipamentos elétricos são ligados geral- va, mas, para um dado circuito, podemos deixar
mente em paralelo e aos terminais da fonte de a- de considerar qualquer um desses fatores cujo e-
limentação de C.A. Da mesma forma que nos cir- feito seja desprezível.
cuitos em série, todo circuito em paralelo contém No nosso estudo vamos nos referir a circuitos
resistência, reatância indutiva e reatância capaciti- com impedâncias em paralelo.

3.1 - Tensão nos circuitos de C.A. em paralelo


Nos circuitos de C.A. em paralelo, ao mesmo tensão que é a mesma tensão da fonte de C.A.
modo que nos circuitos de C.C. em paralelo, a No caso da ilustração abaixo, a impedância 1 é
tensão é igual em todos os ramos do circuito, A formada apenas pela resistência, a impedância 2
tensão total e as tensões em todos os braços do apenas pela indutância e a impedância 3 pelo ca-
circuito são iguais em módulo e estão em fase. pacitor.
Se os dispositivos elétricos da figura abaixo, Na prática, entretanto, cada uma dessas impe-
uma lâmpada (resistência - R), um indutor (indu- dâncias pode ser a combinação de dois ou dos três
tância - L) e um capacitor (capacitância - C) forem fatores e, ainda assim, cada impedância estará
ligados em paralelo, ficarão submetidos à mesma submetida à mesma tensão..
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3.2 - Correntes nos circuitos de C.A. em paralelo


A corrente total de um circuito de C.A. em pa- sendo : i1H = i1 . cos ϕ 1 e i1V = i1 .senϕ 1
ralelo, assim como nos circuitos de C.C. é igual a r
r E
soma das correntes nos diversos braços do circui- e i2 = i 2 ∠ϕ 2 = i 2 H + ji 2V = r
Z2
to. Entretanto, essa soma não é aritmética e sim
vetorial. sendo : i 2 H = i 2 . cos ϕ 2 e i 2V = i 2 .senϕ 2

temos: r
r E
it = it ∠ϕ = r = (i1H + ji1V ) + (i 2 H + ji 2V )
ZT
r
∴ it = (i1H + i 2 H ) + j (i1V + i 2V )

sendo it = (i1H + i 2 H ) 2 + (i1V + i 2V ) 2


i1V + i 2V
Assim, considerando o circuito representado e ϕ = tg −1
i1H + i 2 H
acima, podemos escrever:
r r r
it = i1 + i2 O mesmo raciocínio se aplicaria a um circuito
r comr"n"r impedâncias em paralelo, isto é:
r E r r
como i1 = i1∠ϕ 1 = i1H + ji1V = r it = i1 + i2 + ... + in
Z1

3.3 - Impedância nos circuitos de C.A. em paralelo


r r r
A impedância de um circuito em paralelo pode r E r r r E r E
ser determinada medindo-se a corrente total e a it = r = i1 + i2 e i1 = r ; i2 = r
Z Z1 Z2
tensão aplicada ao circuito e, em seguida, aplican-
De acordo com as expressões acima, podemos
do-se a Lei de Ohm, independentemente do núme-
escrever:
ro e tipo de impedâncias colocadas em paralelo. r r r
E E E
r= r + r
Z Z1 Z 2
r
dividindo os dois lados da igualdade por E ,
teremos:
r r
1 1 1 r Z1 .Z 2
r= r + r ∴ Z= r r
Z Z1 Z 2 Z1 + Z 2
r Z ∠ϕ .Z ∠ϕ 2 Z1 .Z 2 ∠ϕ 1 + ϕ 2
Z= 1 1 2 =
Z 1+ 2 ∠ϕ 1+ 2 Z1+ 2 ∠ϕ 1+ 2
Sendo:
r r
Z 1 + Z 2 = R1 + j ( X L1 − X C1 ) + R2 + j ( X L 2 − X C 2 )
r r
Z 1 + Z 2 = ( R1 + R2 ) + j ( X L1 + X L 2 − X C1 − X C 2 )
r r
Como Z 1 + Z 2 = Z1+ 2 ∠ϕ1+ 2 , temos:

A impedância total também pode ser calculada Z 1+ 2 = ( R1 + R2 ) 2 + ( X L1 + X L 2 − X C1 − X C 2 ) 2


quando se conhece os valores de R, L e C, das X L1 + X L 2 − X C1 − X C 2
impedâncias em paralelo, conforme demonstrado e ϕ1+ 2 = tg −1
R1 + R2
a seguir:
Como visto no item anterior, nos circuitos de
C.A. em paralelo temos:
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3.4 - Ressonância nos Circuitos em paralelo


Mesmo que na prática a condição de ressonân- série, quando se varia a freqüência ou uma das re-
cia em paralelo não seja totalmente observada, atâncias, mantendo fixo os demais valores, a cor-
visto não termos nunca uma indutância pura em rente varia. Porém existe uma diferença básica en-
paralelo com uma capacitância pura, a condição tre os dois circuitos, pois enquanto nos circuitos
para que haja ressonância nos circuitos de C.A.em em série a corrente cresce até o máximo na resso-
paralelo é a mesma dos circuitos em série, isto é, nância, decrescendo fora dela, nos circuitos em
XL = XC. paralelo a corrente cai a um nível mínimo na res-
A mesma fórmula é usada para calcular a fre- sonância e cresce fora dela dessa condição, pois
qüência de ressonância em paralelo: dois braços do circuito, um com indutância pura e
1 o outro com capacitância pura, quando estão em
fr =
2.π . L.C ressonância, funcionam, para o circuito, como
Como acontece nos circuitos ressonantes em uma impedância nula.

3.5 - Potência nos circuitos em paralelo


Considerando a impedância equivalente do cir- ET2
S = ET .I t = [VA]
cuito de C.A. em paralelo, assim como nos circuitos Z
em série, teremos uma potência dissipada na resis- ET2
tência e uma potência devida à reatância (indutiva P = ET .I R = [W]
R
ou capacitiva). Também nesse caso a potência total
ET2
do circuito é a soma vetorial dessas potências. Q = ET .I X = [VAR]
X
3.5.1 - Fator de Potência nos Circuitos em
Paralelo
Como já vimos anteriormente, o Fator de Po-
tências (FP) ou fator entre potências de um circui-
to de corrente alternada, é valido para qualquer ti-
po de circuito de C.A. e é a relação entre a potên-
Se considerarmos o triângulo das correntes e cia real (W) e a potência total (VA) do circuito.
multiplicarmos os valores de IT, IR, e IX pelo valor Se observarmos no triângulo das potências, ve-
da tensão ET, teremos: remos que a relação P / S é exatamente o Cos do
ET.It = Potência total do circuito ou potência a- ângulo ϕ, e portanto teremos:
parente. É simbolizada por S e sua unidade é o VA P
FP = Cosϕ =
(volt ampere). S
ET.IR = Potência real ou potência útil. É simboli-
zada por P e sua unidade é o W (watt).
ET.IX = Potência reativa (indutiva ou capacitiva).
É simbolizada por Q e sua unidade é o VAR (volt
ampere reativo).
Assim teremos um novo triângulo, conhecido
como triângulo das potências:
Substituindo os valores de It, IR e IX por suas ex-
pressões segundo a lei de Ohm, teremos:

3.6 - Exercícios resolvidos


Exercício 1 - Considerando no circuito a seguir a b) a corrente total do circuito;
tensão da fonte igual a 120 V - 60 Hz, calcular: c) as Potências (Aparente, útil e reativa) e o Fator
a) a impedância total do circuito; de Potência do circuito.
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r 201,56 x52,2∠(82,87° − 73,3°)


Z=
155,24∠75,06°
r
∴ Z = 67,78∠ − 66,09°[Ω]
r r r
b - Cálculo de i , i1 e i2
r
r E 120∠0°
i = r= = 1,77∠66,09°[ A]
Z 67,78∠ − 66,09°
Resolução: r r
a - Cálculo de Z
r E 120∠0°
r r i1 = r = = 0,60∠ − 82,87°[ A]
r Z .Z Z .Z ∠ϕ + ϕ 2 Z1 201,56∠82,87°
Z = r 1 r2 = 1 2 1 r
Z1 + Z 2 Z1+ 2 ∠ϕ 1+ 2 r E 120∠0°
i2 = r = = 2,30∠73,3°[ A]
sendo que: Z 2 52,2∠ − 73,3°
r
Z 1 = Z 1∠ϕ 1 = R1 + j ( X L1 − X C1 ) = 25 + j 200 c - Cálculo de S, P e Q
Z1 = R12 + X L21 2 2
= 25 + 200 = 201,56[Ω] S = E.i = 120 x1,77 = 212,4 VA
X L1 200 P = R.i 2 = Z H .i 2 = Z . cos ϕ Z .i 2 =
e ϕ1 = tg −1 = tg −1 = 82,87°
R1 25
r = 67,78 x cos(−69,09) x1,77 2 = 67,78 x0,36 x3,13
∴ Z1 = 201,56∠82,87°[Ω] = 25 + j 200[Ω] ∴ P = 75,79 W
r
Z 2 = Z 2 ∠ϕ 2 = R2 + j ( X L 2 − X C 2 ) = 15 − j 50 Q = X .i 2 = Z V .i 2 = Z .senϕ Z .i 2 =
Z 2 = R22 + X C2 2 = 15 2 + 50 2 = 52,2[Ω] = 67,78 xsen(−69,09) x1,77 2 = 67,78 x(−0,93) x3,13
− X C2 − 50 ∴ Q = −197,3 VAR
e ϕ 2 = tg −1 = tg −1 = −73,3°
R2 15 d - Cálculo do FP
r
∴ Z 2 = 52,2∠ − 73,3°[Ω] = 15 + j 50[Ω] P 75,79
FP = = = 0,36
S 212,4
Z 1+ 2 = ( R1 + R2 ) 2 + ( X L1 − X C 2 ) 2 =

= (25 + 15) 2 + ( 200 − 50) 2 = 155,24Ω


X L1 − X C 2 200 − 50
ϕ 1+ 2 = tg −1 = tg −1 = 75,06°
R1 + R2 25 + 15
logo:

3.7 - Exercícios propostos


Considerando nos circuitos abaixo uma tensão potência real, potência reativa e fator de potência
de entrada igual a 220 volts e 60 Hz, calcular a nesses circuitos.
impedância total, corrente total, potência aparente,
CEDUP Diomício Freitas CIRCUITOS DE C.A. 15

4 - CIRCUITOS MISTOS C.A.

4.1 - Resolução de circuitos mistos de C.A.


r
Muitos circuitos de C.A. não são circuitos em r E
série nem circuitos em paralelo e sim uma combi- IT = r
ZT
nação desses dois tipos básicos. Esses circuitos
O desafio agora é calcular a impedância total
são conhecidos como circuitos mistos.
do circuito (ZT), visto que, ao contrário dos circui-
Os valores e as relações de fase das tensões e
tos de C.C. ou mesmo de circuitos de C.A. con-
correntes em cada parte de um circuito misto de-
tendo apenas um tipo de componente, nos circui-
pendem de como estão ligados os componentes do
tos mistos de C.A. com mais de um tipo de com-
mesmo (em série ou em paralelo). Um circuito
ponente, a associação das impedâncias não é tão
misto pode ser formado por qualquer número de
simples, devido aos defasamentos apresentados.
combinações série-paralelo. A solução passo-a-
A associação de impedâncias segue a mesma
passo, independentemente do número de combi-
lógica da associação de resistências, não se esque-
nações, segue a mesma lógica dos circuitos mistos
cendo que nesse caso as operações matemáticas
de C.C., com a diferença que nos circuitos de C.A.
envolvem grandezas vetoriais.
devemos considerar não só a grandeza numérica
Nos circuitos de C.A. é sempre conveniente
dos componentes, mas também os seus ângulos de
representarmos as impedâncias pelas suas formas
fase. Nesse sentido a utilização das grandezas ve-
polar e complexa.
toriais é fundamental.
Assim:
É evidente que um roteiro de resolução de r r r r
qualquer circuito de C.A. depende dos valores co- Z T = Z a + ( Z b // Z c ), sendo que :
nhecidos nos circuitos e as grandezas a serem cal- r
Z a = Z a ∠ϕ a = Ra + j ( X La − X Ca )
culadas. Estaremos aqui desenvolvendo um rotei-
ro para a resolução de circuitos onde são conheci- e Z a = Ra2 + ( X La − X Ca ) 2
das a tensão da fonte, a(s) resistência(s) e a(s) rea- X La − X Ca
tância(s) do mesmo, como no circuito abaixo, on- ϕ a = tg −1
Ra
de queremos determinar a corrente do circuito. A r
partir do cálculo da corrente poderemos também Z b = Z b ∠ϕ b = Rb + j ( X Lb − X Cb )
calcular as correntes em cada ramo do circuito, as
e Z b = Rb2 + ( X Lb − X Cb ) 2
quedas de tensão em cada elemento, etc.
X Lb − X Cb
ϕ b = tg −1
Rb
r
Z c = Z c ∠ϕ c = Rc + j ( X Lc − X Cc )
e Z c = Rc2 + ( X Lc − X Cc ) 2
X Lc − X Cc
ϕ c = tg −1
Rc
r r r
Fazendo Z b // Z c = Z eq , teremos :
De acordo com a Lei de Ohm aplicada aos cir- r r r
Z T = Z a + Z eq
cuitos de C.A., teremos:
CEDUP Diomício Freitas CIRCUITOS DE C.A. 16

r
a - Cálculo de Z eq Req = Z eq . cos ϕ eq
sendo
r r X eq = Z eq .senϕ eq
r r r Z b .Z c
Z eq = Z b // Z c = r r , onde r
Zb + Zc b - Calculo de Z T
r r r r r
Z T = Z T ∠ϕ ZT = Z a + Z eq
Z b .Z c = Z b ∠ϕ b .Z c ∠ϕ c = Z b .Z c ∠(ϕ b + ϕ c ) r
r r
Z b + Z c = Z b + c ∠ϕ b + c = Z T = Ra + j ( X La − X Ca ) + Req + jX eq =
= Rb + j ( X Lb − X Cb ) + Rc + j ( X Lc − X Cc ) = = Ra + Req + j ( X La − X Ca + X eq )
= Rb + Rc + j ( X Lb + X Lc − X Cb − X Cc ) Z T = ( Ra + Req ) 2 + ( X La − X Ca + X eq ) 2
sendo : onde X La − X Ca + X eq
2 2 ϕ ZT = tg −1
Z b + c = ( Rb + Rc ) + ( X Lb + X Lc − X Cb − X Cc ) Ra + Req
X Lb + X Lc − X Cb − X Cc r
ϕ b + c = tg −1 c - Cálculo de I T
Rb + R c r
r E E∠ϕ E E
r Z .Z ∠[(ϕ b + ϕ c ) − ϕ b + c ] IT = r = = ∠ϕ E − ϕ ZT
∴ Z eq = b c = Z eq ∠ϕ eq Z T Z T ∠ϕ ZT Z T
Z b+c
Na forma complexa teremos:
r
Z eq = Req + jX eq

4.2 - Potência e Fator de Potência nos circuitos mistos


Assim como nos circuitos em série e em parale- guintes formas apresentadas na tabela abaixo.
lo, nos circuitos mistos de C.A. teremos potência O Fator de Potências (FP) ou fator entre po-
dissipada na resistência, potência devida à reatância tências de um circuito de corrente alternada, é va-
indutiva e potência devido à reatância capacitiva. lido para qualquer tipo de circuito de C.A. e é a
Também nesse caso a potência total do circuito é a relação entre a potência real (W) e a potência total
soma vetorial dessas potências. (VA) do circuito e pode ser expressa por:
Considerando os valores totais da impedância, P
da resistência e das reatâncias do circuito misto, po- FP = Cos ϕ =
demos escrever as equações das potências das se- S
Potências em circuitos de C.A.

S (VA) = E.i P Q E2
Z .i 2
cos ϕ senϕ Z

P (W) = R . i2 S . cos ϕ Q V .i. cos ϕ E2


tgϕ R

Q (VAR.) = X . i2 S.senϕ P.tgϕ V .i.senϕ E2


X

Exercício de fixação:
Calcular no circuito ao lado, a corrente total do
circuito, seu ângulo de fase, a impedância total, a
potência aparente, a potência real e o fator de
potência.
CEDUP Diomício Freitas CIRCUITOS DE C.A. 17

Resolução: 250
ϕ b + c = tg −1 = tg −1 (0,3125) = 17,35°
a - determinação da impedância total do circuito: 800
r r
r r r r r r ∴ Z b + Z c = 838,15∠17,35° [Ω]
Z T = Z a + ( Z b // Z c ) = Z a + Z eq
Logo:
r r
a.1 - determinação das impedâncias individuais r Z b .Z c 261010∠36,43°
Z eq = r r = = 311,41∠19,08° [Ω]
r Zb + Zc 838,15∠17,35°
Z a = Z a ∠ϕ a = Ra + jX La = 105 + j198 [Ω]
Req = Z eq . cos ϕ eq = 311,41x cos(19,08°) = 294,3Ω
Za = Ra2 + 2
X La 2 2
= 105 + 198 = 224,12Ω X eq = Z eq .senϕ eq = 311,41xsen(19,08°) = 101,8Ω
X La 198 r
e ϕ a = tg −1 = tg −1 = 62,06° ∴ Z eq = 311,41∠19,08° = 294,3 + j101,8 [Ω]
Ra 105
r
Z b = Z b ∠ϕ b = Rb + jX Lb = 300 + j 400 [Ω] a.3
r
- Cálculo da impedância
r r
total
Z T = Z T ∠ϕ ZT = Z a + Z eq = 105 + j198 + 294,3 + j101,8
Z b = R B2 + X Lb
2
= 300 2 + 400 2 = 500Ω
= 399,3 + j 299,8 [Ω]
X Lb 400
e ϕ b = tg −1 = tg −1 = 53,13°
Rb 300 Z T = 399,3 2 + 299,8 2 = 249320,53 = 499,32Ω
r
Z c = Z c ∠ϕ c = Rc + j ( − X Cc ) = 500 − j150 [Ω] 299,8
ϕ ZT = tg −1 = tg −1 (0,75) = 36,9°
399,3
Z c = Rc2 + X Cc
2
= 500 2 + (−150) 2 = 522,02Ω r
∴ Z T = 499,32∠36,9° [Ω]
(− X Cc ) − 150
e ϕ c = tg −1 = tg −1 = −16,7°
Rc 500 b - Cálculo da corrente total do circuito:
a.2 - Cálculo da impedância equivalente nos bra- r
r E 240∠0°
ços do circuito: it = r = = 0,48∠ − 36,9° [A]
r r ZT 499,32∠36,9°
r r r Z b .Z c
Z eq = Z b // Z c = r r , onde
Zb + Zc f - Cálculo das potências:
r r
Z b .Z c = Z b ∠ϕ b .Z c ∠ϕ c = Z b .Z c ∠ϕ b + ϕ c = S = E.i = 240 x0,48 = 115,2 [VA]
= 500 x522,02∠53,13 − 16,7 = 261010∠36,43° [Ω] P = S . cos ϕ ZT = 115,2. cos(36,9°) = 92,12 [W]
r r Q = S .senϕ ZT = 115,2.sen(36,9°) = 69,17 [VAR]
Z b + Z c = Z b + c ∠ϕ b + c =
= 300 + j 400 + 500 − j150 = 800 + j 250 P 92,12
FP = = = 0,8
S 115,2
Z b + c = 800 2 + 250 2 = 702500 = 838,15Ω

4.3 - Exercícios propostos


Calcular nos circuitos abaixo a impedância e a Ache também a potência real, a potência apa-
corrente total e o seu ângulo de fase. rente e o fator de potência dos circuitos.
CEDUP Diomício Freitas CIRCUITOS DE C.A. 18

5 - CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA

5.1 - Cargas monofásicas


Como já foi visto, o fator de potência é a rela- lelo com a carga, o que provoca a diminuição do
ção entre a potência real de uma instalação (a po- ângulo de fase (ϕ1 < ϕ).
tência que efetivamente é transformada em traba-
lho) e a potência aparente (aquela que o sistema
entrega à instalação).
Para as geradoras e distribuidoras de energia,
quanto menor for essa relação, melhor, pois signi-
fica que menos energia terá que ser produzida pa-
ra a execução de um mesmo trabalho.
Nas instalações onde o fator de potência é bai- Cálculo do Capacitor para correção do Fator
xo, é necessário fazer uma correção, pois as con- de Potência (Cos ϕ)
cessionárias de energia elétrica (CELESC em SC)
exigem que os consumidores tenham um fator de Para podermos corrigir o fator de potência de
potência maior ou igual a 0,92, sob pena de mul- um circuito ou de uma instalação devemos conhe-
tas. cer minimamente os seguintes parâmetros:

Corrigir o fator de potência de uma instalação P - Potência útil


consiste em reduzir a potência reativa do circuito Cos ϕ - Fator de Potência
e/ou instalação sem alterar a sua potência útil, re- V - Tensão
duzindo assim a sua potência total. Conhecidos os parâmetros acima, devemos
Para se corrigir o fator de potência de uma ins- seguir o roteiro a seguir para determinarmos a ca-
talação ou circuito como o representado na figura, pacitância do capacitor a ser instalado em paralelo
usamos o CAPACITOR em paralelo com a(s) car- com a carga.
ga(s).
1 - Calcular a Potência Reativa (Q)
Q = P. tg ϕ
2 - Determinar o novo Fator de Potência (Cos ϕ1)
3 - Calcular a nova potência reativa do circuito (Q1)
Q1 = P. tg ϕ1
4 - Calcular a Potência Reativa devida ao Capaci-
Com isto estaremos mudando a relação entre tor (QC)
as potências mostradas na figura (a) para as po- QC = Q − Q1
tências mostradas na figura (b), observando-se que
a potência real (P) não varia, enquanto a potência 5 - Calcular a Reatância Capacitiva (XC)
aparente (S1) é reduzida devido à diminuição da V2
potência reativa (Q1 = Q - QC), sendo QC a potên- XC =
QC
cia reativa relativa ao capacitor colocado em para-
CEDUP Diomício Freitas CIRCUITOS DE C.A. 19

6 - Calcular a capacitância do Capacitor (C) d - QC = Q - Q1 = 18.000 - 0 = 18.000 VAR


1
C= V2 750 2 562.500
2.π . f . X C e - XC = = = = 31,25 Ω
QC 18.000 18.000
Exercício de fixação: 1 1 1
C= = = =
Considerando no circuito abaixo, a tensão da f- 2.π . f . X C 2.π .60 x31,25 11.781
fonte igual a 750 V - 60 Hz e a carga "Z" tendo = 0,000085 F ou C = 85 µF
uma potência de 13.500W, um fator de potência
(cos ϕ) igual a 0,6, calcular os valores dos capaci- 2 - Fator de potência = 0,92 (Cos ϕ2 = 0,92)
tores que deve ser colocado em paralelo com a car-
ga para se ter um fator de potência igual a 1 e a a - Cos ϕ = 0,6 ⇒ ϕ = 53,13º ⇒ tg ϕ = 1,33
0,92 : Cos ϕ2 = 0,92 ⇒ ϕ2 = 23,7º ⇒ tg ϕ2 = 0,426
b - Q = P. tg ϕ = 13.500 x 1,33 = 18.000 VAR
c - Q2 = P. tg ϕ2 = 13.500 x 0,426 = 5.750,98 VAR
d - QC = Q - Q2 = 18.000 - 5.750,98 = 12.249,02 VAR
V2 750 2 562.500
e - XC = = = = 45,92 Ω
QC 12.249,02 12.249,02
1 1 1
1 - Fator de potência = 1 (Cos ϕ1 = 1,0) C= = = =
f - 2.π . f . X C 2.π .60 x 45,92 17.311,43
a - Cos ϕ = 0,6 ⇒ ϕ = 53,13º ⇒ tg ϕ = 1,33 = 0,000058 F ou C = 58 µF
Cos ϕ1 = 1,0 ⇒ ϕ1 = 0º ⇒ tg ϕ1 = 0
b - Q = P. tg ϕ = 13.500 x 1,33 = 18.000 VAR
c - Q1 = P. tg ϕ1 = 13.500 x 0 = 0 VAR

5.2 - Correção do fator de potência de cargas trifásicas equilibradas


Para corrigirmos o fator de potência de cargas A seguir apresentamos um roteiro básico a ser
trifásicas equilibradas, ligamos 3 capacitores (ou seguido no cálculo dos capacitores usados para
conjunto de capacitores) de igual valor. correção de potência de cargas trifásicas equili-
Podemos ligar os capacitores em estrela ou tri- bradas, que é praticamente o mesmo usado para
angulo independentemente da ligação da carga, cargas monofásicas.
sendo que, o tipo de ligação terá efeito direto na
1 - Para podermos corrigir o fator de potência de
tensão e capacitância dos capacitores a serem usa-
um circuito ou de uma instalação devemos
dos.
conhecer os seguintes parâmetros:
P - Potência útil
Cos ϕ - Fator de Potência
V - Tensão
Se conhecermos a corrente de carga ao invés
da potência útil, podemos calcular P pela ex-
pressão P = 3.V .I . cos ϕ
2 - Achar a tangente de ϕ (tg ϕ) e calcular a Po-
tência Reativa (Q)
Q = P. tg ϕ
3 - Determinar o novo Fator de Potência (Cos ϕ1)
e achar a tangente de ϕ1 (tg ϕ1)
CEDUP Diomício Freitas CIRCUITOS DE C.A. 20

4 - Calcular a nova potência reativa do circuito (Q1) 60Hz. Determinar os capacitores que deveremos li-
gar no circuito se quisermos corrigir o Fator de Po-
Q1 = P. tg ϕ1
tência para 0,94:
5 - Calcular a Potência Reativa devida ao Capaci- a - Cos ϕ = 0,75 ⇒ ϕ = 41,41º ⇒ tg ϕ = 0,88
tor (QC)
Cos ϕ1 = 0,94 ⇒ ϕ1 = 19,95º ⇒ tg ϕ1 = 0,36
QC = Q − Q1
b - Q = P. tg ϕ = 35.000 x 0,88 = 30.800 VAR
6 - Calcular a Potência Reativa devida ao Capaci-
c - Q1 = P. tg ϕ1 = 35.000 x 0,36 = 12.600 VAR
tor por fase (QCF)
d - QC = Q - Q1 = 30.800 - 12.600 = 18.200 VAR
Q
QCF = C QC 18200
3 e - QCF = = = 6066,7 VAR
3 3
7 - Calcular as Reatâncias Capacitivas (XC).
f - Para ligação dos capacitores em Estrela
Obs.: A tensão a ser usada no cálculo é aquela a
que o capacitor estará submetido. Se os capaci- VF 2 (VL / 3 ) 2 (440 / 3 ) 2
tores estiverem ligados em triângulo, V = V L e XC = = = =
QCF 6066,7 6066,7
V
se estiverem ligados em estrela, V = V F = L 254 2 64516
3 = = = 10,63 Ω
6066,7 6066,7
V2 1 1
XC = ∴C = = = 0,000249 F
QC 2π . f . X C 2.π .60 x10,63
8 - Calcular a capacitância do Capacitor (C) ou C = 249 µF

1 g - Para ligação dos capacitores em Triângulo


C= 1 1 1
2.π . f . X C C= = = =
2.π . f . X C 2.π .60 x31,25 11.781
= 0,000085 F ou C = 85 µF
Exercício de fixação:
Considerando no esquema abaixo, um motor tri-
fásico de 440 V, 35 KW e Fator de Potência igual a
0,75 sendo alimentado por uma fonte de 440 V -

5.3 - Correção do fator de potência de cargas trifásicas desequilibradas


Os sistemas elétricos com cargas trifásicas de- dos capacitores é feito individualmente por fase da
sequilibrados deverão ser analisados como 3 cir- mesma forma que no item 5.1
cuitos monofásicos independentes e, o cálculo
CEDUP Diomício Freitas CIRCUITOS DE C.A. 21

ANEXO 1

VETORES
Toda grandeza física é definida por uma inten- Intensidade de um vetor
sidade (quantidade). Como exemplo podemos ci-
tar os termos “5 dias” e “5 ohms”. Esses termos
são expressões de grandezas físicas e cada uma
delas é descrita pelo número 5. Entretanto existem
grandezas físicas que não são descritas apenas pe-
la intensidade. Algumas só terão sentido se outras Sentido e direção
informações forem agregadas. Imagine se fosse-
mos perguntados como chegar a Laguna vindo de
Imbituba e respondêssemos que seria necessário
dirigir o carro aproximadamente 30 Km. A
Graficamente, a direção de um vetor é dada
resposta não os levaria a nenhum lugar. A
pelo ângulo que ele forma com o eixo horizontal.
informação só será completa se indicássemos
além da distância (grandeza física), a direção e/ou
o sentido, isto é, será necessário dirigir o carro
aproximadamente uns 30 Km para o sul.
Grandezas que possuem apenas intensidade
são denominadas escalares, enquanto aquelas que
possuem intensidade e sentido são chamadas de 2 - Operações com vetores
vetoriais.
Os vetores podem ser somados, subtraídos,
1 - Representação gráfica dos vetores multiplicados ou divididos.
Os vetores são representados por um segmento
de reta com uma seta em uma das extremidades,
sendo que o seu comprimento é proporcional à in-
tensidade ou módulo do vetor e a seta indica o
sentido. Quando um vetor é desenhado num gráfi-
co, sua direção é representada pelo ângulo que ele Para somarmos ou subtrairmos vetores com
forma com o eixo horizontal. mesma direção e sentido, basta que somemos ou
Representação gráfica diminuamos as suas intensidade, obtendo-se assim
o vetor resultante que terá a mesma direção, po-
dendo ter o mesmo sentido (no caso de soma) ou
sentido inverso conforme a intensidade dos veto-
res envolvidos. Se somarmos 2 vetores de mesma
intensidade, mesma direção e sentidos opostos, o
vetor resultante será nulo, o mesmo ocorrendo se
subtrairmos 2 vetores de mesma intensidade, dire-
ção e sentido. Como a subtração de 2 vetores é i-
CEDUP Diomício Freitas CIRCUITOS DE C.A. 22

gual a soma de um com o sentido invertido do ou- A linha que fecha a figura e que vai da origem
tro, trataremos apenas de soma de vetores. do primeira à extremidade do segundo completan-
do o triângulo, é o vetor resultante. O seu com-
Soma de vetores pelo método do paralelogramo primento é a intensidade ou módulo do vetor e o
Quando dois vetores não têm mesmo sentido e ângulo ϕ dá a sua direção e sentido.
mesma direção, podemos somá-los pelo método
do paralelogramo. Paralelogramo é uma figura
geométrica de quatro lados, cujos lados opostos
são iguais e paralelos entre si.
Para somar dois vetores v1 e v2 ...

Quando houver mais de dois vetores, une-se


todos eles, de modo que a extremidade de um co-
... primeiramente, faz-se coincidir as origens. incida com a origem do outro. Também nesses ca-
sos, o vetor resultante é o vetor que tem a origem
na origem do primeiro e a extremidade na extre-
midade do último.

Em seguida, construímos o paralelogramo u-


3 - Soma de vetores defasados de 90º
sando os vetores como dois lados do mesmo. Esses vetores são os mais importantes em ele-
tricidade, devido às defasagens de 90° que ocor-
rem nos circuitos indutivos e capacitivos entre
tensão e corrente.
Conforme ilustra a figura abaixo, se os módu-
los dos dois vetores perpendiculares entre si forem
A diagonal do paralelogramo é o vetor resul- conhecidos, o módulo do vetor resultante poderá
tante. O comprimento dessa diagonal é a intensi- ser calculado através do Teorema de Pitágoras
dade ou módulo e o ângulo ϕ determina a direção (num triângulo retângulo, o quadrado da hipotenu-
e o sentido da resultante. sa é igual a soma dos quadrados dos catetos), já
que os dois vetores e o vetor resultante formam
um triângulo retângulo.

v r2 = v12 + v 22
∴ v r = v12 + v 22
Soma de vetores pelo método do triângulo
Para somar dois vetores v1 e v2 pelo método do
triângulo, ...
A direção da resultante, dada pelo ângulo ϕ
entre o vetor resultante (hipotenusa) e o eixo hori-
zontal, pode ser determinada pelas relações trigo-
... primeiramente faz-se coincidir a extremida- nométricas entre os 3 vetores (lados do triângulo
de do primeiro com a origem do segundo. retângulo).
cateto oposto v 2 v
senϕ = = ⇒ ϕ = sen -1 2
hipotenusa vr vr
cateto adjacente v1 v
cos ϕ = = ⇒ ϕ = cos -1 1
hipotenusa vr vr
cateto oposto v 2 v
tgϕ = = ⇒ ϕ = tg -1 2
cateto ajacente v1 v1
CEDUP Diomício Freitas CIRCUITOS DE C.A. 23

4 - Forma Polar de um vetor co trabalharmos com suas representações comple-


xas.
Um vetor pode ser representado como vimos
anteriormente ou expresso pela sua grandeza (mó-
dulo) com o ângulo que este forma com o eixo de
referência.
r
v = v∠ϕ Assim, os vetores representados na figura a-
cima pode ser representado tanto na sua forma po-
onde v é o módulo e ϕ o ângulo entre o vetor e lar ou complexa.
o eixo horizontal de referência. r
v1 = v1∠ϕ 1 = v1H + jv1V
onde : v1H = v1 . cos ϕ 1 ; v1V = v1 .senϕ 1
5 - Separação de um vetor em seus com- r
v 2 = v 2 ∠ϕ 2 = v 2 H + jv 2V
ponentes horizontais e verticais
onde : v 2 H = v 2 . cos ϕ 2 ; v 2V = v 2 .senϕ 2
Todo vetor pode ser decomposto em dois veto-
Para somarmos ou subtrairmos dois ou mais
res defasados de 90° e que, quando somados, pro-
vetores representados nas suas formas complexas,
duzem o vetor original.
basta somarmos ou subtrairmos as suas compo-
Esses vetores constituem
nentes horizontais e também as suas componentes
os componentes do vetor
verticais.
original. Um tem direção
Assim:
horizontal e o outro r r
v1 ± v 2 = (v1H + jv1V ) ± (v 2 H + jv 2V )
direção vertical. r r
De acordo com as ∴ v1 ± v 2 = (v1H ± v 2 H ) + j (v1V ± v 2V )
relações trigonométricas Se quisermos representar a soma ou subtração
entre os lados e os ângulos de um triângulo na sua forma polar teremos:
r r
retângulo, a projeção vertical e a projeção v1 ± v 2 = v1± 2 ∠ϕ1± 2
r
horizontal do vetor v = v∠ϕ podem ser dadas por: r
v1± 2 = (v1H ± v 2 H ) 2 + (v1V ± v 2V ) 2
r
v H = v. cos ϕ onde:
r v1V ± v 2V
vV = v. sen ϕ ϕ 1± 2 = tg −1
v1H ± v 2 H

6 - Forma complexa de um vetor 7 - Multiplicação de vetores


Podemos usar a forma complexa para repre- Na multiplicação de vetores, é melhor traba-
sentar um vetor decomposto em suas componentes lharmos com os vetores na sua representação po-
verticais e horizontais. lar.
Para tanto representamos a componente hori- Neste caso, para multiplicarmos dois ou mais
zontal como a componente real e a componente vetores, multiplicamos os seus módulos e soma-
vertical como a imaginária. mos os seus ângulos
r
Logo, o vetor v = v∠ϕ , pode ser representado r r
Sendo v1 = v1∠ϕ 1 e v 2 = v 2 ∠ϕ 2
pelas suas componentes horizontais e verticais r r
v1 .v 2 = v1 .v 2 ∠(ϕ 1 + ϕ 2 )
(ver item 5), na sua forma complexa:
r
v = v H + jvV
r 8 - Divisão de vetores
v = v. cosφ + jv.senϕ
Para determinarmos o módulo (v) e o ângulo Na divisão de vetores, também é melhor traba-
( ϕ ) de um vetor dado na sua forma complexa, lharmos com os vetores na sua representação po-
lar.
procedemos da seguinte forma:
Neste caso, para dividirmos dois vetores, divi-
vV dimos os seus módulos e subtraímos os seus ângu-
v = v H2 + vV2 , e ϕ = tg −1
vH los
r r
6 - Soma e subtração de vetores Sendo v1 = v1∠ϕ 1 e v 2 = v 2 ∠ϕ 2
r
v1 v1
Na soma ou subtração de vetores, é mais práti- r = ∠(ϕ 1 − ϕ 2 )
v2 v2
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ANEXO 2
TABELA DAS RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS

Ângulo Sen Cos Tg Ângulo Sen Cos Tg Ângulo Sen Cos Tg


0,0 0,00000 1,00000 0,00000 30,0 0,50000 0,86603 0,57735 60,0 0,86603 0,50000 1,73205
0,5 0,00873 0,99996 0,00873 30,5 0,50754 0,86163 0,58905 60,5 0,87036 0,49242 1,76749
1,0 0,01745 0,99985 0,01746 31,0 0,51504 0,85717 0,60086 61,0 0,87462 0,48481 1,80405
1,5 0,02618 0,99966 0,02619 31,5 0,52250 0,85264 0,61280 61,5 0,87882 0,47716 1,84177
2,0 0,03490 0,99939 0,03492 32,0 0,52992 0,84805 0,62487 62,0 0,88295 0,46947 1,88073
2,5 0,04362 0,99905 0,04366 32,5 0,53730 0,84339 0,63707 62,5 0,88701 0,46175 1,92098
3,0 0,05234 0,99863 0,05241 33,0 0,54464 0,83867 0,64941 63,0 0,89101 0,45399 1,96261
3,5 0,06105 0,99813 0,06116 33,5 0,55194 0,83389 0,66189 63,5 0,89493 0,44620 2,00569
4,0 0,06976 0,99756 0,06993 34,0 0,55919 0,82904 0,67451 64,0 0,89879 0,43837 2,05030
4,5 0,07846 0,99692 0,07870 34,5 0,56641 0,82413 0,68728 64,5 0,90259 0,43051 2,09654
5,0 0,08716 0,99619 0,08749 35,0 0,57358 0,81915 0,70021 65,0 0,90631 0,42262 2,14451
5,5 0,09585 0,99540 0,09629 35,5 0,58070 0,81412 0,71329 65,5 0,90996 0,41469 2,19430
6,0 0,10453 0,99452 0,10510 36,0 0,58779 0,80902 0,72654 66,0 0,91355 0,40674 2,24604
6,5 0,11320 0,99357 0,11394 36,5 0,59482 0,80386 0,73996 66,5 0,91706 0,39875 2,29984
7,0 0,12187 0,99255 0,12278 37,0 0,60182 0,79864 0,75355 67,0 0,92050 0,39073 2,35585
7,5 0,13053 0,99144 0,13165 37,5 0,60876 0,79335 0,76733 67,5 0,92388 0,38268 2,41421
8,0 0,13917 0,99027 0,14054 38,0 0,61566 0,78801 0,78129 68,0 0,92718 0,37461 2,47509
8,5 0,14781 0,98902 0,14945 38,5 0,62251 0,78261 0,79544 68,5 0,93042 0,36650 2,53865
9,0 0,15643 0,98769 0,15838 39,0 0,62932 0,77715 0,80978 69,0 0,93358 0,35837 2,60509
9,5 0,16505 0,98629 0,16734 39,5 0,63608 0,77162 0,82434 69,5 0,93667 0,35021 2,67462
10,0 0,17365 0,98481 0,17633 40,0 0,64279 0,76604 0,83910 70,0 0,93969 0,34202 2,74748
10,5 0,18224 0,98325 0,18534 40,5 0,64945 0,76041 0,85408 70,5 0,94264 0,33381 2,82391
11,0 0,19081 0,98163 0,19438 41,0 0,65606 0,75471 0,86929 71,0 0,94552 0,32557 2,90421
11,5 0,19937 0,97992 0,20345 41,5 0,66262 0,74896 0,88473 71,5 0,94832 0,31730 2,98868
12,0 0,20791 0,97815 0,21256 42,0 0,66913 0,74314 0,90040 72,0 0,95106 0,30902 3,07768
12,5 0,21644 0,97630 0,22169 42,5 0,67559 0,73728 0,91633 72,5 0,95372 0,30071 3,17159
13,0 0,22495 0,97437 0,23087 43,0 0,68200 0,73135 0,93252 73,0 0,95630 0,29237 3,27085
13,5 0,23345 0,97237 0,24008 43,5 0,68835 0,72537 0,94896 73,5 0,95882 0,28402 3,37594
14,0 0,24192 0,97030 0,24933 44,0 0,69466 0,71934 0,96569 74,0 0,96126 0,27564 3,48741
14,5 0,25038 0,96815 0,25862 44,5 0,70091 0,71325 0,98270 74,5 0,96363 0,26724 3,60588
15,0 0,25882 0,96593 0,26795 45,0 0,70711 0,70711 1,00000 75,0 0,96593 0,25882 3,73205
15,5 0,26724 0,96363 0,27732 45,5 0,71325 0,70091 1,01761 75,5 0,96815 0,25038 3,86671
16,0 0,27564 0,96126 0,28675 46,0 0,71934 0,69466 1,03553 76,0 0,97030 0,24192 4,01078
16,5 0,28402 0,95882 0,29621 46,5 0,72537 0,68835 1,05378 76,5 0,97237 0,23345 4,16530
17,0 0,29237 0,95630 0,30573 47,0 0,73135 0,68200 1,07237 77,0 0,97437 0,22495 4,33148
17,5 0,30071 0,95372 0,31530 47,5 0,73728 0,67559 1,09131 77,5 0,97630 0,21644 4,51071
18,0 0,30902 0,95106 0,32492 48,0 0,74314 0,66913 1,11061 78,0 0,97815 0,20791 4,70463
18,5 0,31730 0,94832 0,33460 48,5 0,74896 0,66262 1,13029 78,5 0,97992 0,19937 4,91516
19,0 0,32557 0,94552 0,34433 49,0 0,75471 0,65606 1,15037 79,0 0,98163 0,19081 5,14455
19,5 0,33381 0,94264 0,35412 49,5 0,76041 0,64945 1,17085 79,5 0,98325 0,18224 5,39552
20,0 0,34202 0,93969 0,36397 50,0 0,76604 0,64279 1,19175 80,0 0,98481 0,17365 5,67128
20,5 0,35021 0,93667 0,37388 50,5 0,77162 0,63608 1,21310 80,5 0,98629 0,16505 5,97576
21,0 0,35837 0,93358 0,38386 51,0 0,77715 0,62932 1,23490 81,0 0,98769 0,15643 6,31375
21,5 0,36650 0,93042 0,39391 51,5 0,78261 0,62251 1,25717 81,5 0,98902 0,14781 6,69116
22,0 0,37461 0,92718 0,40403 52,0 0,78801 0,61566 1,27994 82,0 0,99027 0,13917 7,11537
22,5 0,38268 0,92388 0,41421 52,5 0,79335 0,60876 1,30323 82,5 0,99144 0,13053 7,59575
23,0 0,39073 0,92050 0,42447 53,0 0,79864 0,60182 1,32704 83,0 0,99255 0,12187 8,14435
23,5 0,39875 0,91706 0,43481 53,5 0,80386 0,59482 1,35142 83,5 0,99357 0,11320 8,77689
24,0 0,40674 0,91355 0,44523 54,0 0,80902 0,58779 1,37638 84,0 0,99452 0,10453 9,51436
24,5 0,41469 0,90996 0,45573 54,5 0,81412 0,58070 1,40195 84,5 0,99540 0,09585 10,38540
25,0 0,42262 0,90631 0,46631 55,0 0,81915 0,57358 1,42815 85,0 0,99619 0,08716 11,43005
25,5 0,43051 0,90259 0,47698 55,5 0,82413 0,56641 1,45501 85,5 0,99692 0,07846 12,70620
26,0 0,43837 0,89879 0,48773 56,0 0,82904 0,55919 1,48256 86,0 0,99756 0,06976 14,30067
26,5 0,44620 0,89493 0,49858 56,5 0,83389 0,55194 1,51084 86,5 0,99813 0,06105 16,34986
27,0 0,45399 0,89101 0,50953 57,0 0,83867 0,54464 1,53986 87,0 0,99863 0,05234 19,08114
27,5 0,46175 0,88701 0,52057 57,5 0,84339 0,53730 1,56969 87,5 0,99905 0,04362 22,90377
28,0 0,46947 0,88295 0,53171 58,0 0,84805 0,52992 1,60033 88,0 0,99939 0,03490 28,63625
28,5 0,47716 0,87882 0,54296 58,5 0,85264 0,52250 1,63185 88,5 0,99966 0,02618 38,18846
29,0 0,48481 0,87462 0,55431 59,0 0,85717 0,51504 1,66428 89,0 0,99985 0,01745 57,28996
29,5 0,49242 0,87036 0,56577 59,5 0,86163 0,50754 1,69766 89,5 0,99996 0,00873 114,58865
90,0 1,00000 0,00000 ########
CEDUP Diomício Freitas CIRCUITOS DE C.A. 25

ANEXO 3
RESULTADOS DOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS

Item 2.7 - página 10 Item 3.7 - página 14


Circuito (A) Circuito (1)
r r
1) Z = 426∠62,05° Ω 1) Z = 100,88∠ − 12,97° Ω
r r
2) i = 0,28∠ − 62,05° A 2) i = 2,18∠12,97° A
3) S = 33,74 VA; P = 15,81 W; Q = 29,81 VAR; FP = 0,47 3) S = 479,76 VA; P = 467,53 W; Q = −107,64 VAR;
FP = 0,97
Circuito (B)
r
1) Z = 566∠ − 69,34° Ω Circuito (2)
r r
2) i = 0,21∠69,34° A 1) Z = 166,67∠0° Ω
r
3) S = 24,40 VA; P = 8,96 W; Q = −23,77 VAR; FP = 0,35 2) i = 1,32∠0° A
3) S = 290,4 VA; P = 290,4 W; Q = 0 VAR; FP = 1,00
Circuito (C)
r
1) Z = 252,15∠ − 37,51° Ω Circuito (3)
r r
2) i = 0,48∠37,51° A 1) Z = 40∠0° Ω
r
3) S = 57,11 VA; P = 45,3 W; Q = −37,78 VAR; FP = 0,79 2) i = 5,5∠0° A
4) f r = 71,18 Hz 3) S = 1210 VA; P = 1210 W; Q = 0 VAR; FP = 1,00
4a) i r = 0,60 A
4b) Adicionar L = 407,24 mH Item 4.3 - página 17
Circuito (D) Circuito (1)
r r
1) Z = 213,38∠62,05° [Ω] 1) Z = 100,20∠26,72° Ω
r r
2) i = 0,56∠ − 62,05° [A] 2) i = 1,20∠ − 26,72° A
3) S = 67,49 VA; P = 31,63 W; Q = 59,62 VAR; FP = 0,47 3) S = 143,71 VA; P = 128,37 W; Q = 64,61 VAR;
Circuito (E) FP = 0,89
r
1) Z = 1057,74∠ − 19,02° Ω Circuito (2)
r r
2) i = 0,11∠19,02° A 1) Z = 150,0∠ − 36,87° Ω
r
3) S = 16,61 VA; P = 12,87 W; Q = −4,44 VAR; FP = 0,95 2) i = 0,80∠36,87° A
3) S = 96,0 VA; P = 76,80 W; Q = −57,60 VAR; FP = 0,8
Circuito (F)
r
1) Z = 95,46∠ − 83,99° Ω
r
2) i = 1,26∠83,99° A
3) S = 150,86 VA; P = 15,8 W; Q = −150,03 VAR; FP = 0,10
4) f r = 112,54 Hz
4a) i r = 12 A
4b) Adicionar L = 251,81 mH
CEDUP Diomício Freitas CIRCUITOS DE C.A. 26

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

VALKENBURGh, Van, Eletricidade Básica - Volume 5, Livraria Freitas Bastos, 1ª edição brasilei-
ra - 1960.

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